Espaço

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Re: Espaço
« Responder #270 em: Setembro 05, 2012, 07:47:53 pm »
Ministros africanos discutem criação agência espacial


Os ministros africanos das Telecomunicações vão apreciar um projecto de criação de uma agência espacial comum aos países do continente, durante uma reunião, que decorre na quarta e quinta-feira, em Cartum, noticia a AFP.

A agência, que deve ser baptizada AfriSpace, «permitirá a cooperação entre os Estados africanos em matéria de investigação e tecnologia espacial e a sua aplicação no espaço», indica um documento de trabalho da reunião.

Na última reunião destes ministros, realizada há dois anos na Nigéria, tinha sido solicitado à Comissão da União Africana um estudo de viabilidade da agência.

É este estudo que vai agora ser analisado pelos ministros, no que pode ser «um mapa para a criação da agência espacial africana».

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #271 em: Setembro 05, 2012, 08:27:35 pm »
Santa Maria vai receber estação do projeto Galileo


A ilha de Santa Maria, nos Açores, vai receber uma estação do projeto Galileo, o sistema de navegação por satélite lançado pela União Europeia, que estava também a ser disputada pelos arquipélagos da Madeira e das Canárias.

"A instalação de uma GSS (Galileo Sensor Station) em Santa Maria reforça a criação de um 'cluster' de tecnologias espaciais nesta ilha", afirmou o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, em declarações à agência Lusa.

Nesta ilha do Grupo Oriental dos Açores já funciona a única Estação de Rastreio da Agência Espacial Europeia (ESA) existente em Portugal e o Centro de Monitorização do Atlântico Norte, estando a ser instalada uma estação da Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais.

O Jornal Oficial da União Europeia já publicou o resultado do concurso para a instalação da GSS num dos três arquipélagos (Açores, Madeira e Canárias), que foi ganho pela proposta apresentada pela empresa EDISOFT, prevendo a sua localização em Santa Maria.

O projeto envolve um investimento superior a um milhão de euros, incluindo a prestação de serviços e o fornecimento da infraestrutura necessária à implementação e funcionamento da GSS.

Neste investimento está também incluído o fornecimento de consumíveis associados ao funcionamento e manutenção da estação, a manutenção da infraestrutura e a mão-de-obra qualificada para apoiar as equipas de integração e verificação da montagem da estação.

O Galileo é o sistema de navegação por satélite da União Europeia, concebido como um projeto civil em oposição ao GPS norte-americano e ao GLONASS russo, ambos de origem militar.

Este sistema europeu, que incluirá 30 satélites, deve proporcionar maior precisão e maior segurança, além de estar menos sujeito a problemas, já que terá capacidade para testar automaticamente a sua integridade.

O Galileo deverá começar a operar em 2013, mas apenas estará concluído e totalmente a funcionar no final da década, estando os seus centros de controlo instalados na Alemanha e em Itália.

Os primeiros sinais deste sistema de navegação foram transmitidos a 12 de janeiro de 2006 pelo satélite GIOVE-A, colocado em órbita a 28 de dezembro de 2005.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #272 em: Setembro 05, 2012, 10:05:37 pm »
Que será algo assim:

 :roll:

Tópico sobre o sistema.
viewtopic.php?f=17&t=888
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Re: Espaço
« Responder #273 em: Setembro 08, 2012, 09:20:27 pm »
Curiosity suspende "passeio" para testar instrumentos


O robô norte-americano Curiosity, que está em Marte desde 6 de agosto, suspendeu "o passeio" que tem estado a fazer pelo Planeta Vermelho. O motivo? Fazer os últimos testes nos instrumentos antes de iniciar a missão de exploração científica prevista para durar dois anos, informou a Nasa, citada pela AFP.

"Vamos estar parados durante aproximadamente uma semana para terminar a verificação dos instrumentos, o que permitirá preparar-nos para fazer um bom trabalho científico", explicou, numa conferência de imprensa telefónica, Mike Watkins, responsável pela missão no Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, na Califórnia.

"Todos os instrumentos, à exceção do braço robotizado e do seu sistema de extração de amostras do solo, foram verificados e funcionam, tendo já produzido muitos dados científicos", precisou o responsável da Nasa.

Uma vez que o funcionamento do braço mecânico e do sistema de obtenção de amostras forem comprovados, o veículo-robô poderá retomar a sua trajetória rumo ao primeiro ponto de interesse geológico da missão, o Glenelg, situado a 400 metros do local onde se encontra.

No dia 4 deste mês, o Curiosity percorreu 30,5 metros na direção sudeste antes de parar. Foi o trajeto mais longo desde o começo da missão, o que eleva a 109 o total de metros percorridos pelo robô na sua busca por indícios que demonstrem a existência de vida passada em Marte. Uma câmara de navegação já transmitiu as marcas deixadas pelas suas rodas em solo marciano.

Quando o Curiosity chegar depois a Glenelg deverão ser "feitas perfurações na rocha marciana pela primeira vez", acrescentou Joy Crisp, responsável científico adjunto pelo robô. Em seguia, o Curiosity, dotado de dez instrumentos científicos, partirá em direção ao monte Sharp, o seu destino final, que dista oito kilómetros. Um tal trajeto demorará aproximadamente três meses a fazer, a uma média de cem metros por dia, estimou a Nasa.

DN
 

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Re: Espaço
« Responder #274 em: Setembro 28, 2012, 08:00:24 pm »
Curiosity encontra pedras moldadas por correntes de água


Rochas moldadas por correntes de água que existiram à superfície de Marte foram encontradas, pela primeira vez, pelo rover Curiosity, da NASA. Missões anteriores ao 'Planeta Vermelho' tinham já detectado fortes indícios da presença de água, mas só agora se encontraram este tipo de evidências.
 
Os tamanhos e formas das pedras dão pistas sobre a velocidade a que a água fluía à superfície e também sobre a sua profundidade.
 
“Tendo em conta o tamanho das pedras, podemos dizer que a água se movia a 0,9 metros por segundo. A profundidade podia ser até aos tornozelos de uma pessoa ou mesmo até à anca”, explicou William Dietrich, da Universidade de Califórnia em Berkeley, um dos investigadores principais da missão.
 
Para obterem esses resultados, os investigadores estudaram as imagens que o Curiosity fez das rochas do interior da cratera Gale. Foram utilizadas fotografias tiradas nos afloramentos rochosos Link e Hottah, situados na base da parede da cratera (que tem mais de 5 mil metros de altitude).
 
“Especula-se muito e há várias teorias sobre os canais de Marte. Esta é a primeira vez que realmente vimos pedras que foram transportadas por água. Já não estamos a especular sobre os sedimentos, estamos sim a observá-los directamente”, diz o investigador.
 
Os cientistas não conseguem precisar a idade exacta das rochas nem quando estes riachos correram, mas“terão vários milhares de milhões de anos”, indica John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).
 
O Curiosity está em Marte para estudar o potencial de habitabilidade do planeta. Um rio de grandes dimensões poderia proporcionar um ambiente habitável. “Ainda que esta não seja a zona em que mais apostávamos para detectar material orgânico, acredito que já encontrámos o primeiro sítio potencialmente habitável”.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #275 em: Outubro 02, 2012, 07:20:51 pm »
Cerca de 250 investigadores abandonarão Portugal se Governo esquecer indústria aeroespacial


Cerca de 250 investigadores portugueses da área espacial estão em vias de emigrar se o Governo português não investir na Agência Espacial Europeia (AEE), alertou hoje o presidente da Associação Portuguesa de Indústrias do Espaço, António Neto da Silva.

“Portugal pode perder 250 cérebros [doutores e mestres] a quem não faltam propostas do estrangeiro, se Portugal não decidir subscrever qualquer programa da AEE, o que significará a asfixia imediata da indústria nacional do espaço por falta de mercado”, disse à agência Lusa o responsável pela Proespaço.
 
Segundo Neto da Silva, o futuro da indústria espacial vai jogar-se no próximo mês de novembro na reunião interministerial da Agência Espacial Europeia, na qual irá ser desenhado o Programa Espacial para o período 2013 a 2015 e que vai ser desenvolvido pela Comissão Europeia e pela AEE.
 
Se o Governo não investir na AEE, mais precisamente cerca de 12 milhões por ano, que é o contributo financeiro que cada Estado-membro dará para os programas operacionais que considere “mais adequados” à capacidade e ao aumento da competitividade da sua indústria espacial, a “sobrevivência” do setor estará em causa devido a “uma atitude contabilista de cortes”, salientou.
 
“O que ficar aprovado pelo Governo no orçamento de Estado para 2013 é fundamental. Uma atitude de corte de tudo não serve e não interessa ao país”, disse à Lusa o presidente da Proespaço, lembrando ainda que não se está “a falar de subsídios”, mas de “subscrever os programas da AEE”.
 
Estes programas “são vitais para o funcionamento da indústria espacial portuguesa”, alertou, explicando que está a falar de 36 milhões de euros [entre 2013-2015], mas cujo retorno é de 100% para Portugal.
 
“Por cada euro investido na subscrição destes programas retornam dois euros para Portugal. Não é uma coisa que se deitou fora, investe-se um euro e recebem-se dois”, frisou.
 
Além disso, explicou à Lusa, nesta indústria o Valor Acrescentado Bruto (VAB) por cabeça é quatro vezes superior à média de um trabalhador português.
 
Por sua vez, a faturação gerada por este “’cluster’ de tecnologia altamente sofisticada” representa 17 milhões de euros, “totalmente provenientes da exportação”, realçou.
 
“Não estamos a falar apenas em desprestígio, o que está em causa é uma indústria vital para o futuro de Portugal”, concluiu.

Lusa
« Última modificação: Outubro 02, 2012, 08:31:09 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Espaço
« Responder #276 em: Outubro 02, 2012, 07:28:45 pm »
Se não investirmos no espaço e no mar o que nos resta?
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Re: Espaço
« Responder #277 em: Outubro 05, 2012, 02:37:09 pm »
Austrália inaugurou o radiotelescópio mais potente do mundo


A Austrália inaugurou hoje o radiotelescópio «SKA Pathfinder», considerado o mais potente e maior do mundo, que proporcionará imagens detalhadas sobre o Universo e deverá revelar com rapidez e precisão muitas áreas ainda desconhecidas para os astrónomos.

O ministro da Ciência australiano, Chris Evans, disse na cerimónia de inauguração do radiotelescópio SKA (Square Kilometre Array), situado numa remota zona desértica a mais de 700 quilómetros a nordeste da cidade de Perth, que será «o mais potente do mundo, com uma capacidade muito superior à existente» atualmente.
 
«A primeira parte do projeto começará a funcionar em 2020», afirmou o ministro ao canal australiano ABC.
 
O recinto onde se localiza este projeto, de 126 quilómetros quadrados, tem 36 antenas do SKA e alberga o Observatório Radioastronómico de Murchison, onde se registará todos os dias uma informação equivalente a 124 milhões de discos ‘blue-ray’.
 
A Nova Zelândia e a África do Sul também alojarão componentes deste supertelescópio, avaliado em mais de 1.500 milhões de euros.
 
Os peritos preveem que, quando esteja terminado e em pleno funcionamento, o aparelho receba num dia de trabalho mais informação do que a existente na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
 
“De facto, supõe mais informação do que a que está atualmente reunida nos arquivos radioastronómicos de todo o mundo”, acrescentou o ministro Evans.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #278 em: Outubro 10, 2012, 06:10:40 pm »
Portugal reforça competitividade da indústria espacial com programa da ESA


A Agência Espacial Europeia (ESA), em colaboração com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, lançou ontem, em Lisboa, um programa de transferência de tecnologia espacial em Portugal, denominado Iniciativa Nacional de Transferência de Tecnologia Espacial (PTTI).

Na prática, o projecto pretende “reforçar a competitividade da indústria espacial portuguesa e promover a inovação tecnológica, apoiando e facilitando a transferência de tecnologia espacial já disponível para sectores não espaciais”, explica Carlos Cerqueira ao Ciência Hoje.
 
Segundo o investigador do Instituto Pedro Nunes, entidade convidada pela ESA para implementar o programa, está previsto “um concurso para financiamento de Provas de Conceito e Demonstrações, isto é, planos de negócio acompanhados por estudos de viabilidade técnica para aplicação de uma tecnologia espacial a um sector não espacial e protótipos e testes de tecnologia aplicada a um sector não espacial”, a fim de cumprir os objectivos da iniciativa.
 
Este concurso, e o financiamento da ESA a que terão acesso os projectos vencedores, será fundamentalmente dirigido a empresas portuguesas que trabalham e desenvolvem tecnologias na área espacial, satisfazendo algumas necessidades de financiamento identificadas neste tipo de actividades, mas também a universidades e seus laboratórios de investigação.
 
A PTTI poderá trazer várias mais-valias para o país. “O investimento português nos programas da ESA tem um factor de spin-off de dois, ou seja, por cada milhão de euros investido nestes programas se gera um benefício adicional de outro milhão de euros para o sector espacial português e a economia portuguesa”, refere Carlos Cerqueira citando o «Survey of the Economic Impact of Portugal’s Participation in ESA from 2000 to 2009» (Clama Consulting).

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #279 em: Novembro 16, 2012, 09:40:03 pm »
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Re: Espaço
« Responder #280 em: Novembro 18, 2012, 06:11:17 pm »
21 dias de cabeça para baixo para estudar mudanças em corpo de astronautas


Doze voluntários vão passar 21 dias deitados numa cama, com a cabeça inclinada abaixo da horizontal. A experiência vai ajudar a compreender e ensinar a lidar com as mudanças que ocorrem nos corpos dos astronautas no Espaço, bem como em pessoas acamadas na Terra. Os testes serão numa cama por ser mais barato e seguro do que enviar os voluntários para o espaço.
 
Longe de ser um período de descanso e relaxamento, os participantes no estudo serão submetidos a actividades diárias regulares e intensivas, incluindo testes e exames no Instituto Francês de medicina espacial e fisiologia, MEDES e não serão autorizados a levantar-se, nem mesmo uma vez, seja para uma mudança de cenário, tomar banho ou mesmo para ir à casa de banho. Além disso, terão de repetir estes 21 dias de provação duas vezes num ano.
 
À medida que envelhecemos, os nossos corpos perdem a densidade óssea e a força muscular. Os astronautas no espaço sofrem mudanças semelhantes, mas a um ritmo muito mais acelerado do que na Terra e encontrar formas de combater este processo é importante para as agências espaciais, pacientes, entre outras pessoas.
 
Em nome do progresso científico, os participantes serão analisados cientificamente para ver como se adaptam à permanência na cama por longos períodos. Esta investigação integra uma ampla gama de estudos internacionais sobre repouso e testar respostas aos desafios da vida no espaço, do envelhecimento e de longos períodos de imobilização após doença.
 
Quando se colocam pessoas deitadas com a cabeça num ângulo de 6º abaixo da horizontal por longos períodos, os seus corpos reagem como se não tivessem peso. Neste estudo, os 12 voluntários foram divididos em três grupos para testar um conjunto de medidas contra a perda óssea e muscular.
 
Três grupos numa experiencia de mais de um ano
 
O grupo de controlo vai passar 21 dias na cama em repouso, enquanto um segundo será submetido a um plano de utilização de máquinas de exercícios resistivos e vibratórios e o terceiro, além de utilizar as máquinas de exercícios, irá também ingerir suplementos nutricionais de proteína de soro de leite – um suplemento que os culturistas usam para treinar os músculos.
 
Embora as propriedades das proteínas do soro sejam bem conhecidas pelos culturistas, será que a proteína irá ajudar a manter a força muscular, sem passar horas no ginásio?
 
Os voluntários irão participar em todas as fases, uma após a outra, ao longo de toda a experiência de mais de um ano. Após a sessão de 21 dias, que teve início a 12 de Novembro, os participantes voltarão à clínica MEDES, em Toulouse, França, para mais duas sessões em 2013.
 
Os participantes terão quatro meses de intervalo entre cada sessão de repouso absoluto para recuperarem, descansar um pouco e apreciar a sensação de sair da cama de manhã.
 
O projecto é co-financiado pela agência espacial francesa CNES e faz parte do ELIPS, o Programa Europeu para as Ciências Físicas e da Vida.
 
Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #281 em: Novembro 19, 2012, 06:15:44 pm »
Nasa acredita que viagem mais rápida do que a luz pode ser possível


A julgar pelo corajoso trabalho de alguns cientistas, o futuro da exploração espacial parece bastante promissor. Enquanto o maior caçador de planetas americano sai em busca de super-civilizações, um físico da Nasa desenvolve um meio de visitá-las.Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, ficou famoso a partir de 1995, quando começou a descobrir uma série de planetas fora do Sistema Solar - e por pouco não inaugurou esse campo de estudo, iniciado meses antes por Michel Mayor, do Observatório de Genebra.

Encorajado pelo sucesso, agora decidiu investir os seus talentos em trabalhos mais especulativos. E o surpreendente é que lhe deram a verba - inicialmente modesta, para isso.

O dinheiro vem da britânica Fundação Templeton. O plano mais chamativo que Marcy tem para o financiamento é a busca de povos extraterrestres extremamente avançados, tão tecnológicos que chegariam a modificar estrelas.

Tais povos criariam estruturas apelidadas de esferas de Dyson (em homenagem ao físico Freeman Dyson, responsável por propor que estas seriam possíveis) em torno das suas estrelas natais.

Elas serviriam para obter o máximo possível de recursos energéticos de determinado astro. E esse «parasitismo» cósmico deixaria traços na luminosidade que escapa da estrela, permitindo, em tese, que telescópios na Terra detectassem tais pistas.

Enquanto isso, Harold «Sonny» White trabalha num laboratório do Centro Espacial Johnson, da Nasa, para tornar as viagens interestelares possíveis.

Com as tecnologias actuais, atravessar a vasta distância entre as estrelas é difícil. Veja-se, por exemplo, o caso do vaivém Voyager-1, lançado em 1977 e hoje o objecto mais distante já enviado pelo homem para o espaço. Se fosse apontada na direcção de Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo, chegaria lá em cerca de 75 mil anos.

Pior ainda, as viagens interestelares esbarram na inconveniente teoria da relatividade, que dita que nada pode viajar mais depressa do que a luz. O limite de velocidade universal seria, portanto, 300 mil km/s -4,3 anos para chegar a Alfa Centauri.

A saída seria usar outro truque da relatividade. Se, por um lado, há um limite máximo de velocidade, por outro a teoria sugere que é possível «curvar» o espaço, compactando-o e esticando-o conforme a necessidade.

Essa foi a premissa usada na série de televisão «Star Trek» para impulsionar a nave Enterprise. Encurtando o espaço à frente da nave, pode-se viajar a uma velocidade modesta e ainda assim, para um observador externo, ir mais rápido que a luz.

Ficção? Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre escreveu um artigo científico sugerindo que tal feito seria possível, mas exigiria níveis de energia equivalentes à massa de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

Harold White tem trabalhado no problema e descobriu que, mudando a configuração da criação do campo de dobra, é possível obter o mesmo efeito com energia equivalente à da massa do Voyager-1, pouco mais de 700 kg.

«As descobertas mudam o estatuto da pesquisa de impraticável para plausível e meritória de mais investigação», diz White, que está a montar uma experiência  de laboratório para testar a ideia.

Usando lasers e uma bobina com forma de anel, ele espera criar a primeira demonstração experimental de uma dobra espacial, que tentará distorcer o espaço-tempo em escalas submicroscópicas.

Ainda é muito pouco para levar uma nave até Alfa Centauri, mas seria pelo menos uma prova de princípio.

Mesmo com a redução da energia necessária (e vale dizer que 700 kg de matéria convertida em energia equivale ao consumo anual dos EUA), ainda resta um problema: as distorções para a dobra espacial exigem o que os físicos chamam de densidade de energia negativa.

Isso não é expressamente proibido pela física (no mundo quântico, das partículas elementares, às vezes surgem quantidades diminutas de energia negativa), mas ninguém sabe como chegar lá. Um teste de laboratório talvez seja capaz de funcionar com os efeitos quânticos diminutos que os físicos já geram, mas um vaivém exige bem mais.

Para resolver isso, os físicos estão a explorar soluções como manipular energia escura (a força de expansão acelerada do Universo, hoje pouco compreendida) e a possibilidade de que existam mais dimensões além das quatro que conhecemos. Há muito trabalho pela frente.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #282 em: Novembro 22, 2012, 01:12:04 pm »
Robô 'Curiosity' faz descoberta "histórica"

O robô 'Curiosity' da NASA, que se encontra numa missão em Marte para determinar de houve alguma vez vida no planeta vermelho, fez uma descoberta que, segundo o investigador principal da missão, "mudará os livros da História".

John Grotzinger, investigador principal da missão do 'Curiosity', anunciou numa entrevista à rádio americana 'NPR' que os instrumentos do robô descobriram algo que "mudará os livros da história" acrescentando que os dados recolhidos "prometem realmente muito", cita o site do jornal espanhol ABC.

A descoberta foi feita através do laboratório químico a bordo do robô, o "Sample Analysis at Mars" (SAM), que analisa amostras de solo marciano. Grotzinger assegurou que a NASA irá realizar um dos maiores anúncios da sua história. Segundo declarações do próprio ao site sobre astronomia "Universe Today", citado pelo ABC, será realizada "uma conferência no próximo dia 3 de dezembro para discutir os nossos resultados".

Por enquanto os cientistas estão a realizar um conjunto de testes e análises para determinar a validade da descoberta, pois querem estar completamente seguros antes de lançar o anúncio.

"A equipa científica está a analisar os dados recolhidos pelo SAM mas ainda não está pronta para discutir o assunto", afirmou Grotzinger ao "Universe Today".

Caso se confirme que de facto houve vida em Marte, este será o anúncio mais esperado de todo o universo cientifico, informa o ABC.

DN
 

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Re: Espaço
« Responder #283 em: Novembro 22, 2012, 06:58:35 pm »
Encontraram um fóssil?  :? Cálcio numa rocha?
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« Responder #284 em: Novembro 24, 2012, 12:27:08 am »
NASA segue com atenção recentes erupções solares


A sonda SOHO da NASA captou um grupo de manchas solares – AR 1618 – visível há alguns dias e que desde ontem ganhou um tamanho gigantesco, dez vezes superior ao da Terra.
 
A mancha já soltou erupções de classe M, explosão de energia de tamanho médio, mas a administração National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA) adverte da possibilidade de este fenómeno produzir energia suficiente para emitir erupções de classe X (as mais potentes) nas próximas horas. A possibilidade de que uma destas erupções aponte directamente para a Terra é considerável, já que a mancha está virada para o nosso planeta.
 
O observatório espacial STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory) da Agência Espacial Norte-americana captou na terça-feira duas ejecções de massa coronal provocadas pela mesma mancha.

 A nuvem de partículas e radiação poderá alcançar-nos durante o dia de hoje, existindo mesmo 65 por cento de possibilidade de que esta libertação de plasma solar provoque tempestades geomagnéticas, que se produzem quando as partículas atingem a magnetosfera, durante um período prolongado.
 
As consequências podem ser várias, desde magníficas auroras até problemas com os sistemas eléctricos dos satélites. No site da Space Weather Prediction Center pode acompanhar-se a evolução dos acontecimentos, sendo que até agora não se registou qualquer tempestade geomagnética.

Ciência Hoje