ForumDefesa.com

Outras Temáticas de Defesa => Área Livre-Outras Temáticas de Defesa => Tópico iniciado por: Jorge Pereira em Março 02, 2010, 05:28:00 pm

Título: Espaço
Enviado por: Jorge Pereira em Março 02, 2010, 05:28:00 pm
Serve este tópico para tratar de todos os assuntos relacionados com a actividade Espacial.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 02, 2010, 09:55:32 pm
Radar da NASA em satélite indiano descobre depósitos de gelo no pólo norte da Lua

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg705.imageshack.us%2Fimg705%2F1703%2Fluaminisar.jpg&hash=65eaa9fc5760f0ef690a7ca59a5a92d9)


A partir de dados do radar da NASA Mini-Sar, instalado a bordo do satélite indiano Chandrayaan-1, uma equipa de cientistas detectou depósitos de gelo perto do pólo norte da Lua.

São mais de 40 pequenas crateras que variam entre os dois e os 15 quilómetros de diâmetro, e onde se estima estarem 600 milhões de metros cúbicos de água.

O Mini-Sar registou as regiões que têm sombras permanentes existentes nos dois pólos da Lua. Foi posta a hipótese de que nessas áreas escuras, extremamente frias, se encontrassem em grande quantidade materiais voláteis, incluindo água gelada. O objectivo principal do Mini-SAR é mapear e caracterizar todos os depósitos que existem.

Os investigadores defendem que nova descoberta demonstra que a Lua é ainda mais interessante a nível científico do que se pensava.

“As imagens que surgem a partir de múltiplas medições e de dados registados por instrumentos em missões lunares indicam que na Lua tem vindo a ocorrer a criação, migração, depósito e retenção de água”, explica Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário, em Houston e investigador principal do projecto Mini-SAR.

A descoberta apresenta assim um novo alvo que pode ser explorado em futuras missões, diz ainda o investigador.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 04, 2010, 06:33:37 pm
Chile foi escolhido pela ESO para acolher Telescópio E-ELT

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg401.imageshack.us%2Fimg401%2F2628%2Feelt.jpg&hash=a2fe39d4d4497a36b6a4f1713b61fb44)


O Observatório do Sul Europeu (ESO) informou hoje que Armazones, no Chile, foi a opção escolhida para acolher o futuro Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT).

Segundo avançou a instituição em comunicado, todos os aspirantes “têm excelentes condições”, mas Armazones conta com “o melhor equilíbrio celeste”. A lista final tinha a escolha entre seis ubicações, das quais cinco eram chilenas (Tolanchar, Ventarrones, Vicuña, Mackenna e Armazones) e uma espanhola (a ilha de La Palma).

Segundo vários diários espanhóis, o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) mostra interesse em negociar a possibilidade de conseguir que o E-ELT se instale em La Palma, por existirem ainda aspectos favoráveis que “ainda não foram analisados pelo ESO”.

Com o seu espelho principal de 42 metros de diâmetro, este será o maior telescópio a observar na região do visível. Será quatro a cinco vezes maior que os actuais telescópios de última geração – como o o Telescópio de 30 Metros (Thirty-Meter Telescope) e o Telescópio Gigante de Magalhães (Giant Magellan Telescope) – e poderá recolher 15 vezes mais radiação.

Conceito modular

O espelho de 42 metros será composto por pelo menos mil segmentos hexagonais de 1.4 metros de largura e cinco centímetros de espessura. Todo o conceito é modular, de tal forma que as peças podem ser fabricadas em grandes quantidades, reduzindo assim o custo de maneira drástica.

Os Telescópios de Enorme Dimensão são vistos a nível mundial como uma das maiores prioridades da astronomia feita a partir do solo e irão proporcionar um enorme avanço do conhecimento na astrofísica em áreas como, o estudo detalhado de planetas extrasolares, os primeiros objectos do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza e distribuição da matéria escura e energia escura, que dominam o Universo.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Março 04, 2010, 08:24:17 pm
Para quem quiser ver a ISS
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.digitalillusions.ca%2Fapplewoodscience%2FLessonsOnLiine%2FJrScience%2FSNC1D%2Fspace%2Fspacestation%2Fiss_sunrise.jpg&hash=490d367f81b6e6a15b210695b08d9fbf)

É só olhar para o céu  :arrow:  http://esa.heavens-above.com/esa/iss_step2.asp?Loc=Lisbon&Lat=38.717&Lng=-9.133&TZ=PWT
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 05, 2010, 02:44:55 pm
NASA lançou o seu último satélite meteorologico


A NASA, agência espacial norte-americana, lançou ontem o GOES-P, um satélite geostacionário de última geração destinado a fornecer diariamente previsões meteorológicas e a registar as actividades solares que podem afectar o ambiente terrestre.

Os satélites GOES fornecem durante 24 horas por dia observações de mais de 50 por cento do globo, incluindo os Estados Unidos.

Os dois primeiros, GOES-N e GOES-O, foram colocados em órbita em 2006 e 2009, respectivamente.

Os satélites “GOES são essenciais para as previsões de condições meteorológicas perigosas porque supervisionam as rápidas alterações atmosféricas responsáveis pelos furacões, tornados, inundações e outras situações perigosas”, explicou Steve Kirkner, responsável pelo programa GOES na NASA.

Da sua órbita terrestre geostacionária, 35.780 quilómetros acima da Terra, o satélite fornecerá dados, entre os quais imagens de elevada definição, em contínuo sobre as condições meteorológicas.

Raio-x ao sol

O GOES-P é dotado de um sistema de vigilância solar de raio-x (SXI) que permitirá ao Instituto oceânico e atmosférico norte-americano (NOAA) supervisionar as actividades do sol.

Em particular serão vigiados os ventos de partículas solares que podem perturbar o funcionamento dos satélites e o sistema de distribuição eléctrico na terra, revelou Tom Bodgan, director do centro de previsão meteorológica no espaço (SWPC) do NOAA.

O GOES-P, que pesa 3,1 toneladas, foi lançado por um foguete Delta IV da United Launch Alliance, uma parceria entre a Boeing e a Lockheed Martin, desde a base aérea de Cabo Canaveral na Florida às 18h57 locais (23h57 em Lisboa).

Trata-se do terceiro de três satélites GOES (Geostationnary Operational Environmental Satellite), construídos pela empresa norte-americana Boeing.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 05, 2010, 07:47:11 pm
Mars Express passa mais perto do que nunca da Lua de Marte

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.dominiosfantasticos.xpg.com.br%2Fphobos77.jpg&hash=e7af90dc181fb7188d6a7bebe3078e72)


Na passada noite de terça-feira, a Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA) roçou a sua superfície. Apenas 67 quilómetros separavam a lua Fobos da nave.

Nunca antes um objecto criado pelo homem esteve tão perto do satélite marciano.

Os dados recolhidos, não só lançam uma luz sobre a origem de Fobos, mas também de outras luas de segunda geração. O satélite parecia um objecto sólido, mas as suas abordagens mostraram que a superfície não é tão densa como se esperava − é porosa de 25 a 35 por cento.

A sua composição peculiar levou os cientistas a pensar em Fobos como pouco mais que uma pilha de escombros na órbita de Marte, como blocos de diferentes tamanhos que permanecem juntos, mas com grandes espaços de separação.

Luas de segunda geração

A aproximação da noite de terça-feira permitiu recolher os dados mais precisos até ao momento sobre o campo gravitacional de Fobos. Esta informação irá conduzir a analises, que começam com uma estimativa da variação de densidade em diferentes partes desta lua e que irá fornecer aos investigadores a chave para os vazios internos de Fobos.

“Trata-se provavelmente de um objecto do Sistema Solar de segunda geração”, explicou Matin Pätzold, da Universidade de Colónia, na Alemanha, o principal investigador do projecto MaRS da Mars Express.

A segunda geração de materiais uniu-se na órbita de Marte depois de se ter formado o planeta. Há outras luas na órbita de outros planetas, onde se crê que se tenham produzido estes fenómenos, como a Amalteia de Júpiter.

Seja qual for a origem exacta, Fobos cairá eventualmente em uma órbita em espiral direccionada para Marte. “Foi criada a partir de escombros e voltará a converter-se em escombros”, afirmou Pätzold.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: BC304 em Março 09, 2010, 12:48:18 pm
Citação de: "HSMW"
Para quem quiser ver a ISS
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.digitalillusions.ca%2Fapplewoodscience%2FLessonsOnLiine%2FJrScience%2FSNC1D%2Fspace%2Fspacestation%2Fiss_sunrise.jpg&hash=490d367f81b6e6a15b210695b08d9fbf)

Sempre que vejo a ISS lembro-me desta música:

Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 10, 2010, 06:50:37 pm
Astronautas tentam produzir biocombustíveis na ISS

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.thedekarskecompany.com%2Fimages%2Fjatropha-curcas-6.jpg&hash=874039627ea57dcd84f87d1419e4605a)


Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) iniciaram uma experiência com sementes de uma planta de zonas tropicais que poderiam ajudar na produção de combustíveis renováveis, segundo revelou a NASA.

As sementes são de Jatropha curcas, uma planta semi-perene da família das Euphorbiaceae, denominada popularmente por pinha de purga, purgueira ou pinhão-manso, que cresce principalmente no México e na América Central.

É altamente resistente à aridez e as suas sementes contêm entre 27 a 40 por cento de óleo que pode ser processado para a produção de combustível para motores a disel.

Segundo informou a NASA em comunicado, a experiência tem como objectivo determinar se a microgravidade do espaço pode acelerar o crescimento da planta.

Através destes testes os cientistas esperam aumentar o cultivo para uso comercial ao melhorar características como a estrutura molecular, crescimento e desenvolvimento.

“Tendo em conta que a procura de fontes alternativas é uma prioridade, os resultados do estudo poderiam agregar valor a este novo produto”, adiantou Wagner Vendrame, cientista da Universidade da Florida e investigador principal da experiência.

“O nosso objectivo é verificar se a microgravidade induz alterações importantes nas células que podem incidir sobre o crescimento e desenvolvimento da planta”, acrescentou o mesmo investigador.

Sementes vão e voltam

As sementes da planta chegaram à ISS através da missão STS-130 de Endeavour realizada no mês passado.

Foram enviadas em embalagens que continham vitaminas e nutrientes e após a exposição à microgravidade serão devolvidas na missão STS-131, cujo lançamento está previsto para o próximo mês.

Para determinar as diferenças de desenvolvimento e crescimento, os cientistas mantêm um grupo similar de plantas e sementes no Centro de Educação e Investigações Tropicais da Universidade da Florida.

“A experiência poderia contribuir para encontrar um meio sustentável de produção de um biocombustível na Terra. Saber que esta investigação pode ajudar a contribuir para um mundo melhor, acrescenta um valor especial a este trabalho”, concluiu Vendrame.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: komet em Março 11, 2010, 02:13:17 am
E um astronauta português? Isso é que era  :o
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Março 15, 2010, 12:06:34 am
Alguém sabe o que se passa com o ariane? pois já há muito tempo que não oiço nada dele
Título: Re: Espaço
Enviado por: ShadIntel em Março 15, 2010, 12:19:31 am
Citação de: "nelson38899"
Alguém sabe o que se passa com o ariane? pois já há muito tempo que não oiço nada dele
Não houve nenhum lançamento desde meados de Dezembro.
Pode seguir passo a passo as missões do Ariane aqui: http://www.arianespace.com/news-mission ... rchive.asp (http://www.arianespace.com/news-mission-update/2010/archive.asp)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 15, 2010, 01:12:13 pm
Astronomia continua a dar distinções internacionais a Portugal


Portugal continua a somar prémios pelas actividades desenvolvidas durante o Ano Internacional de Astronomia (AIA), que termina no dia 17. Os mais recentes premiados sentem-se orgulhosos e com vontade de continuar a mostrar estrelas e planetas.

António Pedrosa, director do Planetário do Centro Multimeios de Espinho e responsável pela Fundação Navegar, é um 'triplo premiado'.

A sua equipa somou agora o primeiro prémio na categoria Evento mais inovador, com o Jantar em Marte (nas Noites de Galileu), depois da distinção na actividade 100 horas de Astronomia.

O responsável também fez parte do grupo de trabalho que concebeu a exposição itinerante Da Terra ao Universo, premiada na semana passada.

Em declarações à Lusa, António Pedrosa faz eco do orgulho e contentamento da equipa pelo «reconhecimento da qualidade do trabalho que tem sido desenvolvido».

«A ideia do jantar foi na realidade uma desculpa para trazer as pessoas para o planetário e para as levar a passear pelo sistema solar e mostrar a visão actual daquilo que Galileu viu há 400 anos».

«O AIA foi um catalisador deste tipo de ideias e eventos e vamos tentar passar agora a realizar de um modo mais sistemático actividades» como este jantar, o acampar no planetário ou o Festival Internacional de Cinema Imersivo.

Mesmo sem as contas completas, o responsável avança um crescimento de público durante o AIA de entre 10 e 15 por cento.

E isto «numa altura em que este tipo de actividades, pela situação económica do país, tende a sofrer um decrescimento», notou.

O NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia recebeu agora uma menção honrosa na categoria de maior número de eventos organizados por um só grupo, no âmbito das Noites de Galileu.

A presidente do Conselho Executivo desta associação de astrónomos profissionais e amadores foi também premiada pelo seu papel no programa de formação para professores Galileo Teacher Training Program.

Rosa Duran considerou que a distinção do programa de formação de professores, que conta com promotores em 93 países, pode «ajudar a abrir portas», assim como demonstra às autoridades da Educação que é «um esforço bem sucedido».

O programa passa por promover iniciativas como o programa informático gratuito 'stellarium', que permite simular o céu nocturno: para os alunos do 10.º ano serve para aprender, por exemplo, o ciclo de vida das estrelas e no primeiro ciclo o sistema solar.

«Os resultados têm sido assombrosos, quer em termos do professor, que encontra uma forma muito mais interessante de interagir, quer para os alunos, que encontram uma forma nova de aprender temas que dantes eram enfadonhos», acrescentou Rosa Duran.

Durante o AIA, 300 professores portugueses receberam formação certificada, o maior número em termos internacionais.

Em Agosto, Ana Mourão, do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA) do Instituto Superior Técnico, já tinha sido galardoada na categoria de 'Participação Individual Marcante' por ter levado a Astronomia ao ponto mais ocidental da Europa, ou seja a ilhas dos Açores.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: sergio21699 em Março 17, 2010, 02:16:42 pm
Citar
Procura-se: astronautas
Empresa privada está a contratar astronautas[/b]

Uma empresa privada de Las Vegas, nos EUA, está a contratar astronautas com experiência, noticia a Reuters. Uma boa notícia para os profissionais da NASA que vêem o seu lugar em risco devido aos cortes na agência espacial norte-americana.

A Bigelow Aerospace, liderada pelo empresário Robert Bigelow, publicou o aviso de contratação no seu site.

Com a experiência que a empresa exige, apenas cerca de 500 pessoas espalhadas por todo o mundo podem concorrer ao lugar.

A empresa de Robert Bigelow tem o objectivo de criar um complexo orbital espacial, para investigação e turismo, entre outras actividades.

No anúncio não há, contudo, referência ao salário.

in TVI24
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 18, 2010, 01:45:15 am
Vestígios do rover soviético na Lua encontrados 37 anos depois

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg176.imageshack.us%2Fimg176%2F5876%2Flunokhod2.jpg&hash=6beb3e06f278b12ae303212aaffb1e98)

A agência norte-americana publicou uma série de fotos da superfície lunar, esta semana, realizadas pela sonda espacial LRO - Lunar Reconnaissance Orbiter e um investigador canadiano, enquanto analisava imagens da Nasa, encontrou o rasto do rover soviético que se perdeu na Lua há 37 anos.

Phil Stooke, cientista da Universidade de Western Ontario, conseguiu encontrar pistas do Lunokhod 2, o rover enviado em 1973 pelos soviéticos que percorreu pelos menos 37 quilómetros de superfície – nesse dia, o robot conseguiu o recorde de distância percorrida num corpo celeste.

Na foto usada por Phil Stook, os rastos do Lunokhod 2 são bastante discerníveis. Segundo o cientista, conhecendo a história da missão, é fácil agora retraçar o percurso do rover soviético.

Paralelamente à descoberta, a Nasa publicou também imagens de duas missões soviéticas : a Luna 20 e a Luna 24. As fotos, também tiradas pela LRO, permitem ver vários objectos perdidos na Lua que datam de há mais de 40 anos. O Lunar Reconnaissance Orbiter é uma nave que orbita a Lua desde 2009.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 18, 2010, 11:11:17 pm
Movimento Internacional Lusófono propõe a criação da Agência Lusófona para o Espaço


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F3.bp.blogspot.com%2F_3MQ4UwCsq8Y%2FSxW08UMWVtI%2FAAAAAAAABPc%2FQsWnV5ljFZQ%2Fs1600%2Flogo1.jpg&hash=959155e0b5f818ceb30f850172a624f3)

Depois de investigadores da Universidade do Minho (UM) terem anunciado uma proposta de criação da Agência Espacial Luso-Brasileira, o Movimento Internacional Lusófono (MIL) apoiou a iniciativa e lançou outro desafio ainda mais ambicioso: uma concertação de esforços dos países de língua portuguesa para a criação de uma Agência Lusófona para o Espaço, com delegação em todos estes países.  

Rui Martins, membro da Comissão Executiva do MIL explicou ao Ciência Hoje que o projecto apresentado pela UM seria importante na medida em que as sinergias resultantes da colaboração entre entidades portuguesas e brasileiras ligadas à exploração do espaço e à tecnologia aeroespecial serviriam como “plataforma de promoção do desenvolvimento espacial e tecnológico destes países”.

Este membro do MIL acredita que estas sinergias seriam um alicerce fundamental para o ensino tecnológico, não somente em Portugal e no Brasil, mas também nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) e Timor, “nomeadamente para estágios universitários e finalistas de cursos tecnológicos”.  Poderiam ainda “reduzir custos nos programas já existentes (AEB e ESA) , sem os suprimir” e  potenciariam “a geração de novos conhecimentos e tecnologias entre Portugal e o Brasil”.

Embora apoie a proposta da UM, o MIL acredita que esse empreendimento deve ser alargado aos restantes países lusófonos, “na medida das possibilidades de cada um”, admitindo, porém, que no campo aeroespacial Portugal e o Brasil estão “mais avançados”.

Rui Martins sublinhou que “um ‘protocolo lusófono de investigação espacial’ que fosse o preâmbulo de uma Agência Espacial Lusófona” iria incrementar o intercâmbio de conhecimentos, experiências e projectos nas áreas científica e aeroespacial e permitiria incentivar a captação de recursos nas diversas áreas científicas que a exploração espacial requer, desde a robótica, passando pela química e pela informática.

Além disso, “propiciaria o incremento das relações entre empresas e entidades académicas de todos os países da CPLP”, sendo que “todas estas actividades cruzadas (empresariais e académicas) poderiam ser promovidas por esta nova entidade: a Agência Espacial Lusófona”, explicou Rui Martins.

Movimento Internacional Lusófono

O MIL é um movimento cultural e cívico que conta com três mil adesões, de todo o espaço lusófono. Surgiu em 2008, depois das comemorações do centenário de Agostinho da Silva (2006), quando algumas das pessoas que estiveram envolvidas nesse programa de comemorações, na companhia de outras que entretanto se juntaram, consideraram que era necessário concretizar algumas das ideias deste filósofo luso-brasileiro, nomeadamente a criação de uma Comunidade Lusófona.

Deste modo, o MIL defende essencialmente o reforço dos laços entre os países lusófonos, não só no plano cultural, mas também social, económico e político. Neste âmbito, já desenvolveu inúmeras iniciativas, desde debates públicos, recolhas de livros ou a criação do Prémio Personalidade Lusófona do Ano, cujo vencedor do ano 2009 foi Lauro Moreira, embaixador do Brasil na CPLP.

Além da proposta da Agência Lusófona para o Espaço, este movimento já apresentou outras, tais como a "Força Lusófona de Manutenção de Paz", o “Passaporte Lusófono”, o “Canal Lusófono de Televisão” e o “Banco de Desenvolvimento Lusófono”.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: BC304 em Março 23, 2010, 12:10:49 pm
Citar
Virgin Galactic Flies Passenger Spaceship and Mothership for First Time
The future of public space travel spread its wings for the first time Monday at the Mojave Air and Space Port in California as Virgin Galactic's inaugural SpaceShipTwo suborbital spaceship took to the skies attached to its enormous mothership.

After rolling down a desert runway, the WhiteKnightTwo (WK2) carrier plane went aloft for the first time while carrying SpaceShipTwo (SS2) – the craft designed to eventually propel two pilots and six passengers to the edge of space.

The carrier plane and suborbital spaceship were built for British billionaire Sir Richard Branson's Virgin Galactic spaceliner fleet.

According to observers at the site, the aircraft-spaceship combo flew for roughly three hours. Conditions at Mojave for the test flight were described as being a beautiful day with a slight breeze.

SpaceShipTwo is the prototype for the world's first commercial passenger spaceship, destined to take private astronauts into suborbital space and paving the way for space transportation.

Taking flight

The WK2/SS2 is a space launch system being built by the aerospace company Scaled Composites in Mojave. The company was founded in 1982 by aerospace designer, Burt Rutan, and also built the smaller SpaceShipOne suborbital craft that won the $10 million Ansari X Prize for reusable, manned suborbital spacecraft in 2004.

Over the years, Scaled has accumulated broad experience in air vehicle design, tooling and manufacturing, specialty composite structure design, analysis and fabrication, and developmental flight tests of air and space vehicles.

The first SS2 sports the name Virgin Space Ship (VSS) Enterprise. The debut WhiteKnightTwo mothership is named Eve after Branson's mother.

"This is a momentous day for the Scaled and Virgin Teams," Rutan said in a statement after today's successful captive carry flight. "The captive carry flight signifies the start of what we believe will be extremely exciting and successful spaceship flight test program."

Many test flights ahead

Today's maiden voyage of SpaceShipTwo is to be followed by a number of test hops of the vehicle, eventually leading to drop tests, followed by the craft firing its hybrid rocket motor.

In the future, WK2 will carry SS2 to above 50,000 feet (16 km) before the spaceship is dropped and fires its hybrid rocket motor to launch into space from that altitude.

SpaceShipTwo was publicly unveiled last December. Throughout the year, an extensive step-by-step test program is planned, leading up to tourism flights from Spaceport America in New Mexico.

"Seeing the finished spaceship in December was a major day for us but watching VSS Enterprise fly for the first time really brings home what beautiful, ground-breaking vehicles Burt and his team have developed for us," Branson said in a statement. "It comes as no surprise that the flight went so well; the Scaled team is uniquely qualified to bring this important and incredible dream to reality. Today was another major step along that road and a testament to US engineering and innovation."

Speaking last month at a suborbital research workshop held in Boulder, Colo., Stephen Attenborough, commercial director for Virgin Galactic made clear that safety is the watchword of the undertaking.

"You cannot cut corners. Safety has to come first," Attenborough said. "The project has taken longer. It's more expensive...probably more complex than we thought it would be initially. But it's going very well," he said.

Attenborough said that the hope is to conduct the first powered test of SpaceShipTwo by year's end. While hesitant to predict the start of commercial operations, he added that if everything went well, paying passengers could be flying to the edge of space by the end of 2011 or early 2012.

Enterprise and WK2 taking off from Mojave, CA
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.space.com%2Fimages%2Ffirst-flight-ss2-100322-02.jpg&hash=041b5358148c549dc3df5ce711cdb4e3)

As duas naves já conhecidas são a VSS Enterprise e a VSS Voyager, ambos nomes foram inspirados no universo Star Trek.
Título: Re: Espaço
Enviado por: sergio21699 em Março 23, 2010, 08:36:06 pm
Agora em Português :D

Citar
Nave espacial turística da Virgin faz voo de teste. Veja as imagens
Deserto de Mojave, nos Estados Unidos serviu de palco ideal


A nave espacial «SpaceShipTwo» (SS2) realizou esta segunda-feira um primeiro voo de testes acoplado sob a asa da nave-mãe White Knight Two (WK2), e prepara-se para ser um marco da popularização do turismo espacial, tal como proposto pelo magnata britânico Richar Branson.

Este é o primeiro voo de ambas as naves (sem se soltarem) e foi realizado na base aérea do deserto de Mojave, 130 km a noroeste de Los Angeles, anunciou a Virgin Galactic, segundo a agência AFP.

A nave espacial da Virgin Galactic prevê transportar, a partir de 2011, turistas dispostos a pagar 200 mil dólares pela viagem.

O SS2 é uma nave branca com janelas circulares na fuselagem, inclusivamente no tecto (como é possível ver nesta galeria de fotos), que viajará suspensa sob as asas de uma nave-mãe chamada inicialmente de White Knight Two («Cavaleiro branco 2»).

Segundo Branson, a nave foi desenhada para voltar à Terra «como uma pena gigante», para evitar o aumento da temperatura, que faz com que o reingresso na atmosfera seja uma das etapas mais arriscadas das viagens espaciais.

a galeria de fotos tem muitas imagens da nave

http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/virgin-galactic-richard-branson-nave-espacial-tvi24/1149437-4069.html
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 24, 2010, 06:32:08 pm
Simulação de missão a Marte deixa «astronautas» isolados

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg33.imageshack.us%2Fimg33%2F6990%2Fmars500.jpg&hash=46f476bb411fb14bdb6ece53546bc857)


Uma tripulação de seis pessoas, incluindo dois cidadãos europeus, começará em breve uma missão simulada a Marte, em instalações que incluem uma nave interplanetária, um módulo marciano e até a paisagem do planeta vermelho. A experiência Mars500, que simula uma verdadeira viagem a Marte, é o derradeiro teste de resistência humana.

O objectivo da experiência é simular uma missão completa de ida e volta, com o maior rigor possível. A Mars500 será o primeiro projecto deste género, sendo conduzido a partir de instalações especiais em Moscovo, no próximo verão. Serão 250 dias para a viagem, 30 dias na superfície e 240 dias para o regresso, num total de 520 dias.

Os quatro candidatos – o belga Jerome Clevers, os franceses Arc'hanmael Gaillard e Romain Charles e o italo-colombiano Diego Urbina – foram apresentados, no Centro de Tecnologia da Agência Espacial Europeia (ESA), em Noordwijk, na Holanda. Dois deles irão participar na missão, juntamente com três russos e um participante chinês.

“Marte é o objectivo final do programa de exploração humana global”, disse Simonetta Di Pippo, directora dos voos tripulados da ESA, acrescentando que “além de desenvolver as infra-estruturas necessárias às missões de exploração, o Departamento de Voos Tripulados da ESA também mantém um programa baseado em terra, com análogos espaciais e ainda investigação na ISS, certificando-se desta forma de que os astronautas estão tão preparados quanto possível, a nível físico e mental, para missões de longa duração, desenvolvendo formas de combater os efeitos negativos".

520 dias de isolamento

O teste de 520 dias de isolamento é a última e a fase central da experiência Mars500, que começou em 2007. A primeira fase, em Novembro daquele ano foi uma simulação de 14 dias que serviu para testar, essencialmente, as instalações e os procedimentos operacionais. A segunda fase aconteceu em 2009, quando uma tripulação de quatro russos e dois europeus ficaram fechados nas instalações durante 105 dias, a 31 de Março.

A Mars500 está a ser liderada pelo Instituto Russo para os Problemas Biomédicos (IBMP), com larga participação da ESA, no âmbito do Programa Europeu para a Vida e Ciências Físicas (ELIPS) de forma a preparar futuras missões tripuladas à Lua e a Marte.

Durante a experiência, a tripulação ficará hermeticamente isolada num espaço confinado com consumos limitados e comunicações exclusivamente via Internet, interrompida ocasionalmente e com um atraso de 20 minutos, tal como numa missão real, devido à distância entre a nave e a Terra.

A equipa será ainda monitorizada e os seus parâmetros psicológicos, médicos e físicos serão medidos e gravados. Durante as operações, após 250 dias, a tripulação será dividida ao meio, três irão para o simulador da superfície marciana e os outros três permanecerão na ‘nave’.

Terão toda a comida necessária desde o início, pelo que terão de controlar o consumo dos alimentos. A dieta e as tarefas executadas (manutenção, experiências científicas e exercício físico) serão comparáveis às dos astronautas da ISS, mas por um período mais longo. Serão sete dias de trabalho, seguidos de dois dias de folga, excepto quando forem simuladas situações de emergência. Segundo a ESA, “esta missão pode não trazer a mesma emoção que um verdadeiro voo espacial, mas será igualmente dura”.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 02, 2010, 01:33:50 am
Realidade virtual vai dar ânimo aos astronautas do Mars500


No próximo mês de Maio vai ter início, em Moscovo, a simulação de 520 dias de uma viagem a Marte. O projecto «Mars500», que junta o Russian Institute for Biomedical Problems, a Agência Espacial Norte-americana – NASA e a Espacial Europeia – ESA, vai ser uma experiência para se perceber como o ser humano reage a tantos dias de viagem espacial.

Um dos programas inseridos no projecto é o EARTH - Emotional Activities Related to Health using Virtual Reality), desenvolvido por investigadores espanhóis (da LabHuman, Universidade Politécnica de Valência), que propõe a utilização da realidade virtual para regular as emoções e o stress dos astronautas.

O sistema EARTH inclui três módulos. Os dois primeiros pretendem melhorar os estados anímicos e as emoções positivas. O terceiro promove a regulação emocional e trabalha a reminiscência.

O primeiro módulo chama-se «O Parque do Bem-estar». Aqui são recriados virtualmente parques urbanos. Com a utilização de elementos como a música, narrativas, frases auto-referenciais, imagens, filmes e memórias autobiográficas, são induzidas aos astronautas sensações de alegria e descontracção.

«Bem-estar na Natureza» é o nome de segundo módulo que, através de duas paisagens naturais induz ao mesmo objectivo de relaxamento. Em cada uma das paisagens, o sistema ensina várias técnicas psicológicas que permitem a regulação emocional correcta, técnicas essas que podem ser posteriormente auto-aplicadas.

O terceiro módulo – «O Livro da Vida» – é um diário pessoal composto por exercícios em que são utilizados materiais autobiográficos de cada astronauta, como fotografias, música e vídeos. Através da recordação de momentos importantes e agradáveis da sua vida propostos em cada exercício, pretende-se que o astronauta se fortaleça psicologicamente.

Manter o ânimo e a força psicológica é essencial para quem vai passar mais de um ano isolado no espaço.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 04, 2010, 05:54:28 pm
Quatro mulheres astronautas juntam-se pela primeira vez no espaço


O vaivém Discovery parte segunda-feira em direção à Estação Espacial Internacional, onde estarão juntas quatro mulheres astronautas, o que acontece pela primeira vez na história aeroespacial.

A equipa do Discovery será composta por sete astronautas, incluindo três mulheres.

Na Estação Espacial Internacional (EEI) já se encontra uma astronauta, o que fará com que, pela primeira vez, se juntem quatro mulheres no espaço.

Segundo a NASA, das quatro astronautas, uma é japonesa e as restantes norte-americanas.

A tripulação vai passar 13 dias a bordo da EEI, com a missão de substituir um reservatório exterior da estação, que se encontra cheio.

A responsável pela meteorologia da NASA, Kathy Winters, indicou que as previsões do estado do tempo para segunda-feira são «muito favoráveis», apontando uma percentagem de apenas 20 por cento de probabilidade de que a meteorologia dificulte ou impeça o lançamento.

Trata-se da 33.ª missão de um vaivém dedicado à construção da EEI, quase concluída.

Este é ainda o último lançamento previsto do Discovery antes da retirada dos três vaivéns norte-americanos, que deverá ocorrer até ao fim do ano.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Luso em Abril 05, 2010, 10:04:15 pm
Muito interessante essa das mulheres no espaço. Imaginem elas a "pilotar" um foguete... :wink:
Uma obra "curiosa", como muitas outras do Arthur.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fen%2F1%2F12%2FArthurCClarke_2010OdysseyTwo.jpg&hash=e509ac1727296820bd1b19696593166c)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcelluloidheroreviews.com%2Fimages%2F2010.jpg&hash=288327e017a4063b810c907b34047f46)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 06, 2010, 05:17:12 pm
Arianespace lança sexta-feira o seu 1º satélite em 2010


O consórcio espacial europeu Arianespace colocará em órbita na próxima sexta-feira os satélites COMSATBw-2 e ASTRA 3B, o primeiro lançamento da empresa espacial em 2010, depois de atrasá-lo em duas ocasiões.
Uma «anomalia» detectada durante as operações de cronologia do voo foi a causa do segundo atraso no lançamento, que devia ter ocorrido a 26 de Março após um adiamento da data inicial, fixada para o fim de Fevereiro a bordo de um foguete Ariane 5.

A nova janela do lançamento, que ocorrerá a partir do centro espacial europeu de Kuru, na Guiana francesa, está prevista para a próxima sexta-feira, informou a Arianespace em comunicado.

O COMSATBw-2, baseado no Spacebus 3000B2, oferecerá «serviços-chave» para as forças armadas alemãs e fará parte de um sistema de telecomunicações por satélite para o Ministério de Defesa alemão, que poderá transmitir de forma segura dados, voz, comunicações de fax e informações de vídeo e multimédia.

Com duas toneladas e meia, o satélite terá uma vida útil de 15 anos, o mesmo que o ASTRA B, cujo peso será de cinco toneladas e meia.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Magalhaes em Abril 06, 2010, 08:46:40 pm
Citação de: "Luso"
Pessoalmente dedicaria muito mais atenção ao que a ESA anda a fazer pelos lados de Phobos. :wink:
Uma obra "curiosa", como muitas outras do Arthur.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fen%2F1%2F12%2FArthurCClarke_2010OdysseyTwo.jpg&hash=e509ac1727296820bd1b19696593166c)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcelluloidheroreviews.com%2Fimages%2F2010.jpg&hash=288327e017a4063b810c907b34047f46)
Mais uma teoria da conspiração? Esta ainda não conhecia...
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 06, 2010, 09:10:48 pm
ESA tem CryoSat-2 a postos


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.ecoinforme.com.br%2Ffoto_noticia%2Ffoto-noticia-id-g1237.jpg&hash=92923733fc858d6b01699d3d169c14d8)

Cumprindo os preparativos para o lançamento, no próximo dia 8 de Abril, o satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), CryoSat-2, foi instalado hoje no foguete Dnepr, no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O ‘módulo da cabeça espacial’ foi transportado desde as instalações de integração até ao silo subterrâneo – que estão apenas separadas em sete quilómetros –, na manhã de 1 de Abril. O transporte especial, conhecido como ‘crocodilo’, necessitou de mais de uma hora para completar o trajecto.

O ‘crocodilo’ está equipado com um contentor especial, em posição vertical, que abre como uma mandíbula para permitir a entrada do módulo da cabeça espacial. Durante esta manobra, completada na passada semana, os membros da equipa da ESA e da indústria puderam avistar o satélite pela última vez, já que o acesso ao silo de lançamento está restringido ao pessoal do cosmódromo.

Feitos os testes eléctricos, para comprovar que tudo continua a funcionar após a manobra, o último grande passo, antes do lançamento, será o ensaio geral, programado para hoje. Esta simulação permitirá garantir que as sequências e os protocolos de comunicação entre a base de lançamento e o Centro Europeu de Operações Espaciais da ESA, na Alemanha, funcionam correctamente.

O lançamento do CryoSat-2 será a terceira missão do programa Earth Explorers (Exploradores da Terra) a alcançar a órbita terrestre em pouco mais de 12 meses. Seguirá os passos do Explorador do Campo Gravítico e da Circulação Oceânica (GOCE), lançado em Março de 2009, e da missão para o estudo da Humidade do Solo e da Salinidade dos Oceanos (SMOS), lançada em órbita no passado mês de Novembro.

Respostas à comunidade científica

Tal como todas as missões do programa, o CryoSat foi desenhado para encontrar respostas às grandes perguntas da comunidade científica internacional – neste caso, estudar de que forma se estão a alterar as grandes massas de gelo do nosso planeta.

Durante alguns anos, satélites como o Envisat monitorizaram a extensão das massas de gelo que cobrem as regiões polares da Terra. No entanto, para poder compreender o efeito das alterações climáticas nestas regiões tão sensíveis, é necessário poder determinar também a variação na espessura do gelo.

Como resposta a esta necessidade urgente, o Cryosat tornou-se na primeira missão europeia desenhada exclusivamente para monitorizar o estado do gelo no planeta. As avançadas técnicas de observação permitirão realizar medições precisas de qualquer variação na espessura do gelo que flutua nos oceanos e das grandes capas de gelo que cobrem a Antártida e a Gronelândia. Estes dados, esperados pela a comunidade científica, permitirão compreender melhor a interacção entre o gelo e as alterações climáticas.


Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: BC304 em Abril 07, 2010, 02:59:39 pm
Citação de: "Luso"
Pessoalmente dedicaria muito mais atenção ao que a ESA anda a fazer pelos lados de Phobos. :wink:
Uma obra "curiosa", como muitas outras do Arthur.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fen%2F1%2F12%2FArthurCClarke_2010OdysseyTwo.jpg&hash=e509ac1727296820bd1b19696593166c)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcelluloidheroreviews.com%2Fimages%2F2010.jpg&hash=288327e017a4063b810c907b34047f46)


Esqueceste as restantes obras desta saga:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fen%2Fd%2Fdc%2F2061_Odyssey_Three_%28Harper_Collins_1997%29.jpg&hash=59d7694deb9b28a4c9c7e6a10ad6e925)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fen%2Fe%2Fe3%2FBookcover_3001_The_Final_Odyssey.png&hash=173b4c49ce5eb8ee95efb1c176c911ee)
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Abril 08, 2010, 04:57:50 pm
Citar
As Solar Impulse's first main partner, Solvay announced that Solar Impulse's prototype airplane has performed its first flight in Switzerland. It is the first time in history a manned and exclusively solar-powered airplane has been able to fly over one hour. This is a new breakthrough towards the first non-stop 36 hours flight exclusively on solar power, planned later this year.

Besides being the first main partner of this exciting project, Solvay is also aboard the Solar Impulse with 11 products, contributing to 25 different applications and more than 6,000 parts, mainly in the 3 main applications of energy system, structure and weight reduction.

Solvay's specialty polymers were instrumental in improving the energy system of the plane. Solef® and F1EC by realizing energy savings and increasing energy density of the Lithium ion batteries and Halar® as ultra-resistant protection film for the ultra thin photovoltaic cells. Solvay high-performance polymers such as Torlon® PAI, KetaSpire® PEEK or PrimoSpire® SRP are used in various applications and devices such as ball bearings, bolts and screws, washers, shafts, hinges, spacers and other mechanical pieces.

PVC produced by Solvay's affiliate SolVin is equally used in the moveable and inflatable Solar Impulse shelter which is designed to cover and protect the prototype airplane on the ground. This polymer makes the water ballast tanks, which keep the lightweight hangar firmly fixed on the ground, watertight.

Solvay also supplied testing services, consultation and performed the non-linear stress simulations of the polymer assemblies. The results of these simulations were later validated during the stress test of the assemblies. "This is a historical achievement. This successful flight demonstrates that Solvay's innovative materials and solutions play an essential role in technological and human progress. My congratulations to the Solar Impulse and Solvay teams that helped bring this remarkable accomplishment to life", says Christian Jourquin, Solvay's Chief Executive Officer.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2010, 12:00:25 pm
ESA revela que planeta Vénus está geologicamente activo


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.p-island.com%2Fpsc%2Fcg%2Fsol%2Fvenus.jpg&hash=fe5d0c552dfe1b7a4fc8f58161725198)

A missão espacial europeia Venus Express revelou que o planeta Vénus está geologicamente ativo ao identificar correntes de lava relativamente recentes, pela forma como emitem radiação infravermelha, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).

Desde há muito que os investigadores consideram que existem poucas crateras vulcânicas na superfície de Vénus e admitem a hipótese de tal se dever à existência de actividade vulcânica.

Porém, a questão que se levanta aqui é se existe uma atividade vulcânica intensa, que afeta toda a superfície do planeta, ou um actividade mais ligeira e gradual.

Os resultados agora obtidos indicam que a resposta pode ser a segunda hipótese.

«Agora temos uma evidência forte de que há atividade vulcânica à superfície», afirmou Sue Smrekar, uma cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto da Agência Espacial norte-americana (NASA) citada pela ESA, num comunicado divulgado online na quinta feira.

Esta evidência resulta da existência de diferenças de composição de várias áreas da superfície do planeta, em três regiões vulcânicas do mesmo.

Os dados foram coligidos pelo espectómetro térmico VIRTIS da sonda Venus Express, que tem estado a orbitar Vénus desde abril de 2006.

O VIRTIS grava o brilho da superfície das rochas e fornece uma estimativa de intensidade de emissão.

Sue Smrekar e a sua equipa identificaram três regiões do planeta que se assemelham ao Havai, bem conhecido pela sua atividade vulcânica e demonstraram que estas regiões de Vénus têm uma intensidade de emissão mais elevada do que as regiões em torno, o que indica composições diferentes.

Na Terra, a lava reage rapidamente com o oxigénio e outros elementos da atmosfera, alterando a sua composição. Em Vénus, o processo aparenta ser similar, mas mais intenso devido à atmosfera mais quente e densa do planeta, essencialmente constituída por dióxido de carbono.

Os investigadores consideram que as diferentes composições das correntes de lava encontradas é uma evidência de pouca erosão da superfície, o que indica que são de constituição recente, com não mais de 2,5 milhões de anos, ou muito menos e ainda eventualmente ativas.

«Este é um resultado significativo», sublinhou Hakan Syedhem, cientista do projeto da ESA Venus Express.

«Há alguns modelos intrigantes da forma como Vénus se pode cobrir, num curto período, com quilómetros de lava, mas isto exige que o seu interior se comporte de uma forma diferente do da Terra. Se o vulcanismo é mais gradual, isto implica que o interior do planeta pode ser mais parecido com o da Terra, sem o movimento das placas tectónicas», acrescentou Sue Smrekar.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 11, 2010, 05:40:07 pm
Portugal na "noite do Yuri"

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg251.imageshack.us%2Fimg251%2F9339%2Fyurif.jpg&hash=d3adf55c8dc550366f47096000271c22)


Pela mão da Rádio Zero e do Instituto Superior Técnico (IST), Portugal junta-se pela primeira vez às celebrações mundiais da Yuri's Night – a decorrer amanhã –, uma acção que teve início em 2001, com vista a celebrar o épico voo de Yuri Gagarine, o primeiro humano no espaço, em 1961, assim como o primeiro voo do Space Shutle, 20 anos depois.

A partir do bar da Associação de Estudantes, no IST, irá decorrer uma emissão espacial, que reúne música, programas documentário e conversas com convidados especiais sobre o passado, o presente e o futuro da Humanidade no Espaço.

Os momentos musicais estarão a cargo do holandês Jan Turkenburg, do brasileiro João Ricardo e dos portugueses Luís Antero, Pedro Lopes & Mush Von Namek, Pedro Lopes & Manuela São Simão. Irá ainda decorrer pelas 16h uma conversa sobre o espaço que contará com a participação de Mário Lino, Orfeu Bertolami, Paulo Gil e Alexandre Martins do IST e pelas 18h um debate acerca do futuro dos engenharias Aeroespaciais com os membros da Associação Portuguesa de Aeronáutica e Espaço.

Pelas 22h30 «Orphelia e os Cosmonautas» fazem as honras da casa num grande concerto, uma peça especialmente composta para celebrar a fantástica aventura da Humanidade no Espaço.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: ShadIntel em Abril 11, 2010, 05:54:41 pm
Citação de: "Lusitano89"
com a participação de Mário Lino
Ena, quase me engasguei quando li o nome.
Ainda bem que já verifiquei que esse senhor não tem nada a ver com o Mário dos camelos.  :mrgreen:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2010, 05:52:03 pm
Barack Obama quer enviar norte-americanos a Marte e cancela regresso à Lua


A Casa Branca publicou ontem no seu site de Internet as grandes linhas da nova visão espacial mais ambiciosa que o presidente Barack Obama vai apresentar amanhã e cujo objectivo final é enviar norte-americanos a Marte.

O presidente responde assim às críticas do Congresso e mesmo da NASA, suscitadas pelo anúncio surpresa de Fevereiro em que comunicou a sua decisão de anular o programa Constelação, de regresso dos norte-americanos à Lua até 2020, para além de voos habitados a Marte, sem oferecer uma alternativa clara.

Obama vai visitar o Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral, Florida, para apresentar a sua nova visão da exploração espacial habitada.

Segundo a ficha de três páginas publicada no site da presidência, Obama vai propor consagrar mais seis mil milhões de dólares ao orçamento da NASA num prazo de cinco anos para financiar esta “vasta estratégia de voos espaciais habitados” e criar 2 500 novos empregos na Florida até 2012.

O fim do programa dos vaivéns em 2010 vai provocar nove mil despedimentos no Centro Espacial Kennedy, ou seja quase 60 por cento dos efectivos actuais.

Obama vai também reestruturar o programa Constelação para que a NASA possa desenvolver uma nova cápsula Orion, mais pequena do que a inicialmente prevista.

Será lançada por foguetões comerciais para a Estação Espacial Internacional, onde será ancorada para servir de veículo de socorro no caso de urgência.

“O presidente vai detalhar os objectivos e estratégias desta nova visão para a NASA, incluindo destinos no espaço que correspondentes às capacidades (tecnológicas) crescentes até podemos atingir Marte”, precisou a Casa Branca.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 15, 2010, 09:36:26 pm
Robô humanóide vai auxiliar astronautas da Estação Espacial Internacional


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fimages%2Fcontent%2F422825main_r2_2005_med.jpg&hash=d900945369eeb2e69e7515fd8982da85)


A NASA vai lançar para o espaço o primeiro robô humanóide já no final deste ano. Concebido pela NASA e a General Motors para auxiliar o trabalho humano, o Robonaut2 (R2) irá habitar na Estação Espacial Internacional. Este robô pesa 150 quilogramas e foi feito à imagem do ser humano, com uma cabeça, um tronco, dois braços e respectivas mãos.

Vai ser lançado para no espaço no vaivém espacial Discovery como parte da missão STS-133 prevista para Setembro. Uma vez a bordo da estação, os engenheiros da Estação Espacial Internacional vão monitorizar a forma como o robô opera na ausência de gravidade.

O R2 vai trabalhar apenas em operações num dos laboratórios da estação. No entanto, futuras melhorias e modificações podem permitir que se movimente com mais liberdade no interior e fora da estação.

John Olson, director do departamento da NASA responsável pelo projecto (Exploration Systems Integration Office) acredita que no futuro haverá uma geração de robôs que poderá trabalhar tanto no Espaço como na Terra, “não como substitutos do ser humano, mas antes como companheiros e apoiantes”.

O R2 é capaz de utilizar as mesmas ferramentas que os membros da tripulação usam. No futuro, estes robôs podem ser úteis para os astronautas durante caminhadas no espaço ou para realização de tarefas difíceis ou perigosas. Para já, o R2 é um protótipo e não tem a protecção adequada necessária para funcionar fora da estação espacial.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 23, 2010, 05:06:17 pm
EUA lançam nave espacial militar não tripulada

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg.photobucket.com%2Falbums%2Fv391%2Fdogsledder54%2FX-37.jpg&hash=439b451b427c328ddfa8a68d32850911)

Uma nave espacial não tripulada da Força Aérea dos Estados Unidos foi lançada na quinta-feira da Florida, para uma missão militar secreta.

A nave espacial robotizada X-37B partiu de Cabo Canaveral a bordo de um foguete Atlas V, às 19:52 (horas locais), revela um vídeo divulgado pela Força Aérea.

Parecido com um vaivém espacial em miniatura, a nave tem 8,9 metros de comprimento por 4,5 metros de envergadura.

O veículo foi desenhado para «proporcionar o ambiente de um laboratório em órbita a fim de testar novas tecnologias e componentes...», disse a Força Aérea.

A nave, fabricada pela Boeing, pode permanecer até nove meses no espaço nesta missão, segundo a USAF.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 29, 2010, 11:20:11 pm
Cientistas detectam gelo na superfície de um asteróide


Astrónomos norte-americanos detectaram pela primeira vez gelo na superfície de um asteróide. A descoberta reforça a teoria de foram estes gigantes rochosos que distribuíram os ingredientes para a formação dos oceanos e desenvolvimento da vida na Terra, segundo a revista Nature.
O gelo foi descoberto no asteróide 24 Themis, que orbita entre Marte e Júpiter. Dois investigadores da Universidade John Hopkins, em Baltimore, e da Universidade do Tennessee identificaram água gelada através do telescópio de infravermelhos de Mauna Kea, no Havai.

Foram feitas sete medições do asteróide num período de seis anos, em que puderam observar o objecto celeste em vários pontos da sua órbita.

O espectro de luz reflectida revelou a presença de gelo, bem como a presença de ligações CH (carbono-hidrogénio), presentes nos materiais orgânicos.

«Os astrónomos já observaram dezenas de asteróides com esta técnica, mas é a primeira vez que vemos gelo e material orgânico à superfície», disse à revista Andrew Rivkin, investigador em Baltimore.

O facto de o asteróide orbitar manter partículas de gelo apesar de orbitar a 479 milhões de quilómetros do Sol faz com que os cientistas acreditem que o 24 Themis possa ter uma reserva de gelo subterrânea, partículas que vêm à superfície quando o corpo embate com outros vizinhos no curso da sua órbita.

Os cientistas esperam agora perceber se a característica é comum a outros asteróide, mas sobretudo perceber que impacto têm estes objectos na origem da vida.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 30, 2010, 06:11:22 pm
James Cameron vai filmar Marte a 3D com a NASA

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdsc.discovery.com%2Fspace%2Fslideshows%2Fmars-rovers%2F5-curiosity-625x370.jpg&hash=994debd37e99671130f8b1c3de28de46)


O cineasta canadiano James Cameron, que assinou o filme «Avatar» em 3D, convenceu a NASA a instalar uma câmara de três dimensões no robô que vai explorar o planeta Marte em 2011, revelou ontem o jornal Pasadena Star News.

O realizador, autor dos dois maiores sucessos de todos os tempos no cinema, «Titanic» e «Avatar», defendeu a causa da sua câmara 3D de alta definição directamente junto de Charles Bolden, administrador da NASA, durante uma reunião em Janeiro passado, indicou o jornal.

James Cameron afirmou que “olhos” 3D, para o robô Curiosity, permitiriam oferecer imagens mais fascinantes para o grande público.

“Ficou completamente aberto à ideia. A nossa primeira reunião correu muito bem”, declarou o director nas colunas do jornal a respeito de Bolden.

O artigo assegurou que a NASA comprou a câmara 3D e que esta será fixada num mastro do robô explorador.

“É uma missão muito ambiciosa e muito excitante”, acrescentou o realizador.

Os cientistas “vão responder a muitas questões fundamentais sobre a possibilidade do homem se instalar em Marte”, assinalou.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2010, 08:36:34 pm
Lasca da Macieira de Newton a caminho do espaço


Lasca da árvore de que caiu a maçã que inspirou o cientista britânico a descobrir a lei da gravidade viajará no vaivém espacial.

O astronauta norte-americano de origem britânica Piers Sellers leva consigo um objecto muito especial quando o vaivém Atlantis partir em mais uma missão, na sexta-feira, dia 14: uma lasca de dez centímetros da árvore de onde caiu a maçã que inspirou Sir Isaac Newton a descobrir a teoria da gravidade, há quase 350 anos.

"Vou levá-la para órbita e deixá-la flutuar um bocado, o que deve confundir Newton", disse Sellers numa entrevista à AP. A lasca da macieira é propriedade da Royal Society, de Londres.
"É da mesma macieira, daquela para onde ele estava a olhar quando a maçã caiu e ele teve a ideia", afirmou Sellers, referindo que a academia de ciências lhe tinha garantido a autenticidade da peça. "Tem escrito numa letra muito antiga do século XVIII IS.Newton", acrescentou.

Depois da missão de 12 dias, o pedaço de madeira será devolvido à Royal Society, que no início do ano divulgou online o documento do século XVIII que detalha o relato de Newton do famoso episódio (que ocorreu em meados da década de 1660). "Foi causado pela queda de uma maçã, quando se sentava num estado de espírito contemplativo. Porque é que aquela maçã caía sempre de forma perpendicular ao chão, pensou... Porque é que não caía para o lado ou para cima? Mas sempre para o centro da Terra? De certeza que a razão é que a Terra a atrai. Deve haver um poder de atracção na matéria", escreveu William Stukeley.

Sellers leva também na viagem uma bandeira dos Jogos Olímpicos de 2012, que vão realizar-se em Londres.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 12, 2010, 01:46:41 am
Alentejo vai receber cidade das estrelas


Depois de receber a instalação da maior central fotovoltaica do mundo, o concelho de Moura foi escolhido para testar tecnologia de ponta que vai integrar o maior radiotelescópio do mundo, o SKA (Square Kilometre Array), 50 vezes mais preciso do que os actuais instrumentos de observação astronómica.

O SKA tem capacidade para revelar o nascimento das primeiras galáxias, detectar colisões entre buracos negros e, graças à sua elevada resolução, pode recolher provas do processo de formação de planetas noutros sistemas solares. A sua potência é tal que lhe permitirá captar o equivalente a um sinal de um transmissor de televisão proveniente de um planeta em órbita de uma estrela próxima do Sol. Esta sensibilidade e resolução tornarão também possível fazer a cartografia das proto-estruturas que deram origem às primeiras estrelas no Universo.

O gigantesco radiotelescópio irá ocupar uma área de três mil quilómetros quadrados numa região do hemisfério Sul, ainda em fase de apreciação: África do Sul, Austrália ou Nova Zelândia. Visto do ar, vai parecer-se com uma gigantesca estrela do mar.

São vários os factores que levaram a jovem equipa de cientistas portugueses, ingleses e holandeses a optar pela Herdade da Contenda: disponibilidade de área, espectro radioeléctrico limpo, custos do desenvolvimento das infra-estruturas bastante atractivos e excelentes condições iono e troposféricas. A região alentejana beneficia ainda de grande período de exposição solar e maior número de meses com elevada temperatura ambiente.

O local escolhido para testar módulos do radiotelescópio fica mesmo junto à fronteira, e do outro lado há um parque natural, "um sítio sossegado e calmo, adequado às experiências", comenta Domingos Barbosa, da Universidade de Aveiro, elo do projecto SKA em Portugal. A partir de Setembro decorrerão na Contenda os primeiros ensaios de funcionamento de uma unidade do sistema Embrace (Electronic Multibean Radio Astronomy Concept), que integra o núcleo do gigantesco radiotelescópio. A empresa municipal Lógica - Sociedade Gestora do Parque Tecnológico de Moura participa nos ensaios do equipamento e testes climatológicos.

O investimento total para a construção do maior radiotelescópio do mundo é de 1,5 mil milhões de euros. "É muito dinheiro, mas é um preço normal de um satélite de comunicação", realça Domingos Barbosa, frisando que Portugal receberá mais-valias no montante de 12 milhões de euros pela participação no projecto.

O docente da Universidade de Aveiro augura um bom futuro para Moura como "plataforma para o desenvolvimento da radioastronomia", assinalando as vantagens de que Portugal já dispõe "na formação em radioastronomia e astronomia" e que trará ao Alentejo um vasto leque de cientistas que não deixarão de projectar no exterior a participação portuguesa no SKA.

Na Europa do Centro e do Norte não se consegue testar antenas em condições dada a enorme densidade de aparelhos de GPS, televisores e outros instrumentos de telecomunicações. Em Moura, o espectro rádio é suficientemente limpo, "para ter acesso a bandas livres que nos permitem identificar pedaços da história do Universo", vaticina Domingos Barbosa.

Público
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 14, 2010, 10:55:40 pm
Vaivém Atlantis descolou para a sua última missão


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fastropt.org%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2007%2F07%2F1atlantis.jpg&hash=d48498af24d3820ce6e468cf29f64fa2)

O vaivém Atlantis iniciou esta sexta-feira a sua última missão, com destino à Estação Espacial Internacional (EEI), durante a qual vai transportar novos equipamentos para este complexo localizado a perto de 400 quilómetros da Terra.

A partida da nave ocorreu às 19:20 de Lisboa a partir da plataforma de lançamento 39 do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, no estado da Florida.

Durante esta missão, que inclui seis saídas para o espaço por parte dos astronautas, os tripulantes do vaivém vão entregar à EEI um compartimento integrado de carga, seis baterias para a viga central do complexo, uma antena e um módulo de investigação científica construído pela agência espacial russa, entre outros equipamentos.

Este módulo permite um novo ponto de acostagem para as naves espaciais russas Soyuz e Progresso, que vão assegurar a maior parte das tarefas desempenhadas até agora pelos vaivém norte-americanos.

A tripulação da Atlantis é constituída pelo comandante Ken Ham, o piloto Tony Antonelli e os especialistas Michael Good, Garrett Reisman, Piers Sellers e Steve Bowen.

Os vaivém norte-americanos deixam de voar a partir do final deste ano e as últimas missões vão ser desempenhadas pelo Discovery, em setembro, e pelo Endeavour, em novembro.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 18, 2010, 04:50:14 pm
Citar
US, Russia may jointly produce Spacecraft engines, An-124s, ABM system

11:3318/05/2010
Russia and the United States may soon reach an agreement on the joint development of new engines for spacecraft designed for exploration of deep space, a Russian deputy prime minister said.
Sergei Ivanov said on Monday during a U.S. visit that future exploration of outer space will require nuclear-powered engines for carrier rockets and spacecraft, and work on these costly development projects should start as soon as possible.
"A decision [on Russian-U.S. cooperation in this area] may be adopted soon, probably during the upcoming visit of Russian President Dmitry Medvedev to the United States," Ivanov told reporters in Washington.
U.S. President Barack Obama wants to cut NASA's development of a new carrier rocket and turn launches of astronauts over to private companies. His plans have been criticized for leaving the United States overly reliant on Russia for missions to the International Space Station (ISS) after the Space Shuttle fleet is retired later this year.
Ivanov said Moscow and Washington had been effectively cooperating in the sphere of space exploration but with the expiration of the service life of the ISS in 2020 both countries should have new space projects to apply their joint efforts.
"It is a very ambitious task, a serious challenge both in technological and financial terms. That is why we realize that we can achieve the goal only by joining technological and financial efforts of both countries with participation of international community," Ivanov said.
The Russian government allocated 500 million rubles ($16.7 million) in 2010 to start a project to build a spacecraft with a nuclear engine. NASA started a program to develop a nuclear propulsion system in 2003, and spent several hundred million dollars on the project before cutting it back.
The head of the Russian Federal Space Agency Roscosmos said in January that the draft design of spacecraft powered by a nuclear engine would be finalized by 2012, and the financing for further development in the next nine years would require an investment of at least 17 billion rubles (over $580 million).
Anatoly Perminov said nuclear engines for spaceships were a very promising area and should be created to make flights to Mars and other planets. Solar power is used for missions to the inner planets, but at distances beyond Earth's orbit the sun's energy is too weak to be used as a power source.
WASHINGTON, May 18 (RIA Novosti)

 :arrow: http://en.rian.ru/russia/20100518/159058236.html (http://en.rian.ru/russia/20100518/159058236.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 03, 2010, 05:54:04 pm
Simulação de ida a Marte arranca hoje por 620 dias


A simulação de uma ida a Marte, sem sair de Moscovo, arrancou esta manhã na Rússia, com o objectivo de estudar os efeitos físicos e psicológicos de um isolamento de 520 dias. Seis voluntários irão «imitar uma missão a Marte e o seu regresso da maneira mais exacta possível, sem lá ir».

A ideia, no âmbito do programa Mars-500, na qual também está envolvida a Agência Espacial Europeia, tem lugar no Instituto de Problemas Médico-biológicos de Moscovo, com a colaboração de um italiano, um francês, um chinês e três russos, que, para além da ausência de ar fresco e luz natural, terão de enfrentar outros obstáculos, como o afastamento das pessoas que lhe são mais próximas.

Nos primeiros 250 dias, correspondentes à viagem de ida, os homens vão estar numa «navette» de 180 metros quadros, depois três deles passarão 30 dias num módulo que imita as condições do solo do planeta vermelho. Finalmente, a simulação da viagem de regresso à Terra decorrerá ao longo de 240 dias. A semana dos tripulantes é composta por cinco dias de trabalho e dois de folga, excepto em situações de emergência, que serão também simuladas.

As comunicações serão feitas, principalmente, por e-mail, mas estão previstas interrupções e o tempo de transmissão vai aumentando à medida que a viagem decorre, à semelhança do que aconteceria numa verdadeira viagem a Marte. Esta não é a primeira vez que se realiza uma experiência deste tipo, sendo que, no ano passado, no âmbito do mesmo programa, seis voluntários estiveram encerrados durante 105 dias.

Não está prevista para as próximas décadas qualquer missão a Marte, mas, em Janeiro, a NASA informou a CNN Radio que uma fusão com a Agência Espacial Europeia estava próxima, o que poderia antecipar missões tripuladas. A distância entre a Terra e Marte varia entre 55 milhões e mais de 400 milhões de quilómetros, em função das órbitas dos dois planetas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 06, 2010, 07:32:19 pm
Empresa privada norte-americana põe foguetão em órbita

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.spacex.com%2F00Graphics%2FImages%2FF1-003_Mission_Album%2FPR43.jpg&hash=6794731379e04133ae9e22ef306dba35)

EUA querem reduzir custos dos lançadores orbitais e encurtar o prazo em que não terão meios para enviar astronautas.

A empresa privada Space X lançou com êxito o seu novo foguetão Falcon 9, num primeiro voo que poderá servir para alterar a política espacial americana. O foguete de 55 metros de altura entrou em órbita nove minutos depois de descolar, sem novidades na fase decisiva da separação entre o primeiro e o segundo andar.

O desenvolvimento de lançadores espaciais privados permitirá em princípio resolver o problema da NASA, que a partir do final deste ano e até 2015 não terá maneira independente de colocar astronautas no espaço. A estação espacial internacional dependerá das soyuz russas.

Para colmatar o fim das operações dos vaivéns, a agência espacial americana tem protocolos com empresas privadas, como é o caso da Space X, que foi criada em 2002 por Elon Musk, que fizera a sua fortuna a vender a empresa de pagamentos electrónicos PayPal.

A Space X deverá fornecer serviços de entrega de cargas à Estação Espacial Internacional, a partir de 2011. Além dos foguetões desta empresa, haverá serviços da Orbital Sciences, cujo foguetão só fará ensaios no próximo ano. O sector privado também poderá usar foguetões já desenvolvidos, fornecidos por um empresa conjunta da Boeing e Lockheed Martin.

A ideia da NASA é poder reduzir os custos e manter uma presença no espaço até ao desenvolvimento de um novo lançador, previsto para 2015. A administração Obama deverá investir seis mil milhões de dólares nos próximos cinco anos para ajudar a desenvolver novos foguetões.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: sergio21699 em Junho 15, 2010, 11:43:10 am
Afinal há mais água na Lua
Estudos recentes mostram que a quantidade de água no satélite da Terra é cerca de 100 vezes do que se pensava


«Existe muito mais água na Lua do que poderíamos pensar». A conclusão é de uma equipa de cientistas que analisou apatites recolhidas na Lua pelas missões Apolo e um meteorito lunar encontrado no norte de África.

Segundo a investigação, as rochas contêm 100 vezes mais água do que se previa inicialmente. O estudo foi publicado pelo jornal PNAS e citado pela BBC.

O líder do estudo, Francis McCubbin, do Carnegie Institution for Science em Washington DC, disse que o volume de água podia ser «2,5 vezes o dos Grandes Lagos», na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá.

Os cientistas explicaram que a Lua formou-se provavelmente há cerca de 4,5 milhões de anos, devido à colisão de um corpo especial do tamanho de Marte com o então jovem planeta Terra.

O impacto produziu material em fundição, que ao arrefecer formou a Lua. Na altura o satélite da Terra possuía um mar de magma, que por sua vez continha água.

Durante as erupções de magma a água evaporou mas um dos cientistas diz: «Gosto de usar a analogia de alguém que está a tentar produzir cerveja sem álcool. Vai sempre restar algum».


http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/lua-agua-rochas-tvi24/1170016-4069.html
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 15, 2010, 05:40:41 pm
Oceano cobriu um terço da superfície de Marte no passado

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.on.br%2Fglossario%2Falfabeto%2Fm%2Fimagens%2Fmarte_nasa.jpg&hash=821e0ad3cdb526632472bdbf19db7dbc)

Um vasto oceano terá coberto um terço da superfície do planeta Marte, há 3,5 mil milhões de anos, concluiu um estudo publicado ontem Nature Geoscience.

Dois investigadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, Gaetano Di Achille e Bryan Hynek, chegaram a essa conclusão depois de terem analisado dados de 52 depósitos sedimentares de deltas e a rede de vales de antigos rios que irrigavam a superfície do planeta vermelho.

“Mais de metade dos 52 depósitos de deltas de rios identificados pelos investigadores marcavam provavelmente os limites do suposto oceano, porque todos estavam situados sensivelmente à mesma altitude”, resume a Universidade do Colorado, em comunicado.

Vinte e nove dos 52 deltas estavam ligados ao antigo oceano de Marte ou às águas subterrâneas que alimentavam este oceano e vários grandes lagos adjacentes, refere Di Achille, na nota.

De acordo com Hynek, trata-se do primeiro estudo que integra informações (deltas, rede de vales, topografia) recolhidas a partir das missões de observação em Marte efectuadas desde 2001 pela NASA, agência espacial norte-americana, e pela Agência Espacial Europeia (ESA).

“Marte tinha provavelmente um ciclo hidrológico global parecido com o da Terra, com precipitações, escoamentos superficiais, formação de nuvens, acumulação de gelo e águas subterrâneas”, explicou o investigador.

Passado biológico escondido nos deltas

Di Achille e Hynek afirmaram que o oceano terá coberto 36 por cento da superfície de Marte, contendo 124 milhões de quilómetros cúbicos, ou seja, um volume dez vezes menor do que todos os oceanos terrestres actuais.

Mas Marte é mais pequeno do que a Terra. É como se toda a superfície do planeta vermelho tenha sido coberta por 550 metros de água, na altura em que apareceram as primeiras formas de vida unicelular nos oceanos da Terra.

“Se a vida aparecer um dia em Marte, os deltas poderão ser a chave para revelar o passado biológico marciano”, disse Di Achille.

De acordo com um outro estudo conduzido por Hynek e publicado no Journal of Geophysical Research, foram detectados cerca de 40 mil vales de antigos rios em Marte. Estes vales eram a fonte dos sedimentos que se acumulavam nos deltas, explicou o investigador.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: sergio21699 em Junho 16, 2010, 09:57:25 pm
Astronautas partem para Estação Espacial Internacional
Um russo e dois americanos vão substituir elementos da equipa


Um astronauta russo e dois norte-americanos partiram esta quarta-feira para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) para substituir elementos da equipa que ali se encontra, noticiou a televisão russa, citada pela AFP.

A nave espacial Soyouz-FG partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão, à 01:35, levando a bordo o russo Fiodor Yourchikhine e os norte-americanos Shannon Walker e Douglas Wheelock, de acordo com imagens da televisão.

Em conferência de imprensa, os astronautas admitiram sentir alguma apreensão em relação à missão, mas manifestaram disponibilidade e gratidão.

Os astronautas vão manter um blog na Internet para colocar informações sobre a missão.

A nave russa deverá chegar à Estação Espacial Internacional na manhã de sexta-feira.

http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/tvi24-astronautas-missao-espaco-nave-tecnologia/1170357-4069.html
Título: Re: Espaço
Enviado por: sergio21699 em Junho 16, 2010, 10:00:45 pm
Nave Japonesa explode no regresso à terra (video):

http://aeiou.exameinformatica.pt/hoje-no-youtube-nave-japonesa-explode-no-regresso-a-terra-video=f1006398
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 18, 2010, 05:11:16 pm
NASA prepara-se para chuva de meteoritos

A NASA começou a avaliar os riscos a que podem estar expostos os satélites e as naves que circundam a Terra durante a chuva de meteoritos Dracónida (associada ao cometa periódico 21P/Giacobini-Zinner), que atravessa o céu no início do mês de Outubro. Esta “tempestade de rochas” acontece todos os anos e não oferece problemas de maior. Contudo, os investigadores acreditam que em a chuva de meteoros de 8 de Outubro 2011 será mais violenta do que é habitual. A tal ponto que as pequenas rochas podem colidir e danificar naves como a Estação Espacial Internacional (ISS) ou o telescópio Hubble.

O Centro de Voo Espacial Marshall (NASA) explica que se espera um pico de várias centenas de rochas espaciais por hora. Não têm a certeza até que ponto pode danificar as naves, pois em 1985 e 1998, as Dracónidas foram violentas e não provocaram qualquer problema.

A ISS tem um escudo contra rochas espaciais e, se necessário, poderá ser reorientada, assim como o Hubble. Apesar de os riscos serem mínimos, os investigadores não querem negligenciar essa hipótese.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 29, 2010, 11:06:42 pm
Vénus poderá ter sido um planeta habitável

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.open2.net%2Fopen2static%2Fsource%2Ffile%2Froot%2F0%2F50%2F57%2F208456%2Fsheep_Venxp_MED.jpg&hash=37584a8eb4e221eefbbb10b9d5252c59)


A missão da Agência Espacial Europeia (ESA), Venus Express, está a ajudar os cientistas a investigar a possibilidade de Vénus ter tido oceanos. Caso se confirme, a história do astro até pode ter começado num planeta habitável, semelhante à Terra.

Actualmente, ambos são completamente diferentes: a Terra é um mundo luxuriante, onde a vida abunda, enquanto Vénus é infernal, com a sua superfície a ferver a temperaturas superiores às de um forno da cozinha. Apesar das diferenças, “partilham inúmeras semelhanças” – têm praticamente o mesmo tamanho e agora, com a nave da ESA Venus Express, os cientistas planetários verificam que existem outras semelhanças também –, disse Håkan Svedhem, cientista do projecto da Venus Express .

Mas, Vénus tem muito pouca água e se a dos oceanos terrestres fosse espalhada uniformemente pela superfície da Terra, formaria uma camada com três quilómetros de profundidade. Se condensássemos o vapor de água presente na atmosfera de Vénus, formar-se ia um pântano com três centímetros.

Contudo, há milhares de milhões de anos, Vénus tinha provavelmente muito mais água; já que se confirmou que o planeta perdeu uma grande quantidade para o espaço – porque a radiação ultravioleta do Sol atravessa a atmosfera de Vénus separando as moléculas de água em dois átomos: dois de hidrogénio e um de oxigénio. E estes acabam por se escapar para o espaço.

A Venus Express mediu a taxa a que estes gases se escapam e confirmou que para o hidrogénio a taxa é duas vezes superior à do oxigénio. Acredita-se, por isso, que a água é a fonte destes iões que se evadem. Verificou-se também que uma forma de hidrogénio pesado, chamado deutério, está a ser enriquecido progressivamente nas camadas mais elevadas da atmosfera de Vénus, já que para o hidrogénio pesado não é tão fácil escapar.

“Tudo indica que tenha havido grandes quantidades de água em Vénus, no passado”, diz Colin Wilson, da Universidade de Oxford, Reino Unido. Mas isto não significa, necessariamente, que tenha havido oceanos na superfície do planeta.

Modelo de Chassefière

Eric Chassefière, da Universidade Paris-Sud, França, desenvolveu um modelo computacional que sugere que a água tenha existido sobretudo na atmosfera, em tempos muito primitivos, quando a superfície estava totalmente fundida. À medida que as moléculas de água se separavam em átomos, pela acção da luz do sol, e escapavam para o espaço, a consequente descida na temperatura desencadeou provavelmente a solidificação da superfície.

Apesar de ser difícil testar esta hipótese, esta é uma questão que impera. Se Vénus alguma vez tivesse tido água à superfície, seria possível que o planeta tivesse passado por uma fase inicial de habitabilidade. Mesmo correcto, o modelo de Chassefière não exclui a hipótese de os cometas que colidem com o planeta tenham trazido água adicional depois da superfície ter cristalizado, criando zonas com água em que vida tivesse tido condições para se formar.

Há muitas questões em aberto. “São precisos modelos mais extensos do sistema magma oceano e atmosfera e da sua evolução para que se perceba a evolução do jovem planeta Vénus”, sustentou Chassefière. Criados estes modelos computacionais, os dados fornecidos pela Vénus Express revelar-se-ão cruciais.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 12, 2010, 07:25:15 pm
Estudar o solo de Marte com os pés bem assentes na Terra

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fterraform.no.sapo.pt%2FImages%2FMarte.jpg&hash=3ef4fab0836e8762928093a9712ae5a1)

Projecto pioneiro realizado por investigadores portugueses analisa semelhanças entre terrenos poligonais terrestres e marcianos.

As formas de relevo comuns entre Marte e a Terra, nomeadamente os solos poligonais, que no planeta vermelho foram detectados através de satélite, deram azo ao ANAPOLIS, um projecto pioneiro neste campo financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) que tem como objectivo principal fazer a análise deste tipo de terrenos em Marte com base em análogos terrestres.

Pedro Pina, coordenador do projecto, explicou ao Ciência Hoje que a investigação em ciências planetárias com recurso a análogos terrestres é uma área que tem vindo a ganhar um interesse redobrado por parte de toda a comunidade científica internacional e em que a contribuição portuguesa está a ter um destaque e participação activa cada vez maior.

“A integração de equipas nacionais com experiências e competências complementares, nomeadamente das Ciências Polares na Terra, em projectos comuns que contam também com a colaboração de colegas estrangeiros, é a forma adequada para se fazer ciência de qualidade medida por padrões de exigência internacionais”, enfatiza o investigador do Centro de Recursos Naturais e Ambiente, do Instituto Superior Técnico, entidade que coordena o projecto.

Neste domínio dos solos poligonais, nunca tinha sido feita uma campanha na Terra com um levantamento tão sistemático e minucioso deste tipo de terrenos como o que feito pela equipa do projecto ANAPOLIS­, nem com o objectivo adicional de posteriormente efectuar comparações quantitativas tão exaustivas com análogos marcianos.

Solos poligonais de Marte podem ser indicador de água no subsolo

Os solos poligonais de Marte, que podem ser estudados através do terreno nas regiões polares terrestres, “são muito frequentes e formam redes de grandes extensões e características diversas, o que pode ser um indicador da existência de água no seu subsolo”, explica Pedro Pina.

Segundo este investigador, na Terra, os ambientes onde ocorrem polígonos semelhantes aos de Marte, centram-se nas regiões com permafrost, característica omnipresente em Marte, sendo  Svalbard, um arquipélago situado no Árctico, uma área excelente para estudar os análogos marcianos.

Neste sentido, durante o mês de Junho foi realizada uma campanha de investigação que pretendeu caracterizar em detalhe as redes poligonais neste arquipélago. “Foi muito intensa e correu muitíssimo bem” salientou Pedro Pina, acrescentando que  “foram obtidas uma grande quantidade e diversidade de dados, havendo por isso elevadas expectativas na obtenção de resultados científicos relevantes após o processamento e integração dessa informação”.

De acordo com o investigador, algumas conclusões demorarão algum tempo a serem obtidas, mas “espera-se que se comece a perceber porque é que as redes poligonais têm características distintas e quais são os processos responsáveis pelas diferentes evoluções”.

Apesar de as redes poligonais de Marte serem “muito mais extensas e variadas do que as existem na Terra” e de não se poder “actualmente afirmar com segurança qual é a origem ou o processo que levou à sua formação e evolução”, os investigadores estão na expectativa de que “a análise comparativa e quantitativa das características medidas no campo e nas imagens das redes de Svalbard com as das redes marcianas somente medidas nas imagens de detecção remota, ajude a perceber o tipo e origem das redes marcianas”.

A campanha ANAPOLIS contou com a colaboração do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, do Centrode Geofísica da Universidade de Coimbra e  (Teresa Barata) e da University Centre in Svalbard (UNIS). Integrou 14 elementos, alguns dos quais presentes no arquipélago antes do início da expedição “para antecipadamente  se organizar melhor a campanha”, salientou Pedro Pina.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 19, 2010, 09:05:26 pm
Putin anuncia investimento de 620 M€ em nova base aeroespacial


O primeiro ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje que o seu governo vai investir cerca de 800 milhões de dólares (620 milhões de euros) nos próximos três anos na construção de uma nova base aeroespacial no extremo oriente do país.
 
"Espero que a base Vostochny se converta na primeira base nacional civil e que garanta à Rússia a sua independência em matéria espacial”, afirmou o primeiro ministro russo, durante uma visita de inspeção à sede da corporação aeroespacial Energuia, no Norte de Moscovo.

De acordo com Putin, a nova base aeroespacial, que será menor do que a de Baikonur, no Cazaquistão – de onde atualmente é lançada a maior parte dos satélites russos e estrangeiros –, será um passo importante para atingir as metas traçadas pela Rússia neste setor.

“A nossa meta é garantir os interesses nacionais no espaço e reforçar seriamente as posições da Rússia no mercado global para os serviços espaciais", precisou.

O governo russo disponibilizou este ano cerca de 3,3 mil milhões de dólares (2,55 mil milhões de euros) para o setor do espaço.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2010, 08:36:43 pm
Rússia alarga Estação Espacial Internacional

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.educacional.com.br%2Fimagens%2Fnoticiacomentada%2F060330_nasa.jpg&hash=ce9f4f30cf66b746f1fb6cc9ae4b4263)


Dois astronautas russos, Fiodor Iurtchikhin e Mikhail Kornienko, sairão esta terça feira da Estação Espacial Internacional para juntar o novo módulo “Rassvet” ao segmento russo dessa estação.
A saída está prevista para as 04:45 de Lisboa e o módulo, com um comprimento de seis e um diâmetro de 2,2 metros, servirá como laboratório para a realização de experiências de biologia e de novos materiais.

A fim de saírem para o Espaço, os astronautas vestirão escafandros “Orlan-MK”, os primeiros escafandros russos computorizados, que não só controlarão o estado de saúde dos cosmonautas, mas também, através de um computador, dir-lhes-ão as operações a realizar e as falhas.

Esta saída dos astronautas realiza-se um dia após a celebração do 10.º aniversário da entrada em funcionamento da Estação Espacial Internacional (EEI).

A EEI, que veio substituir a estação espacial soviética “Mir”, é composta por módulos fabricados pela Rússia, Estados Unidos, Agência Especial Europeia e Japão. Neste projeto, já foram investidos mais de mil milhões de euros.

Konstantin Bogdanov, especialista em programas espaciais, escreve que a Rússia limita-se apenas a garantir as infraestruturas da EEI e que esta “já deu o que tinha a dar”, defendendo que a Agência Espacial da Rússia (Roskomos) deve elaborar um programa mais ambicioso de exploração do Espaço, incluindo voos interplanetários.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 27, 2010, 06:10:09 pm
Novo dispositivo para rastrear lixo espacial


O problema do lixo espacial pode ter uma solução à vista. Estes desperdícios de objectos enviados para o Espaço são considerados pela Agência Espacial Europeia (ESA) uma ameaça permanente, pois podem chocar com naves e satélites que orbitam a Terra.

Segundo os cálculos dos astrónomos estão em órbita 200 mil objectos de menos de um centímetro de diâmetro e mais 500 mil com maiores dimensões. Os sistemas actuais de radar não conseguem detectar objectos pequenos. Agora, uma empresa australiana desenvolveu um sistema de rastreamento a laser para evitar acidentes.

Craig Smith, director da companhia australiana Electro Optic Systems, diz ter encontrado uma solução para o problema. O sistema utiliza o mesmo princípio dos radares mas é muito mais exacto e pode detectar objectos de todos os tamanhos.

Em Terra, o dispositivo dispara raios laser para o espaço. Depois, mede o tempo no qual o sinal luminoso demora a fazer a viagem até ao objecto e do objecto novamente à Terra. Multiplica esse tempo pela velocidade da luz e obtém a distância exacta.

A empresa tem previsto colocar o primeiro telescópio na estação de Mount Stromlo, perto de Camberra. Quer depois ampliar a sua rede de lasers ao resto da Austrália e a todo o mundo.

O objectivo é distribuí-los de forma estratégica em dez lugares de ambos os hemisférios para que não haja falhas na localização dos objectos.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 29, 2010, 02:55:33 pm
Bactérias de rio espanhol podem viver em Marte


Uma investigação, publicada no Icarus, do Centro de Astrobiologia de Madrid, que colabora com a NASA, demonstrou que as bactérias que vivem no Rio Tinto, em Huelva, no sudoeste espanhol, são capazes de viver em Marte.

“Não esperávamos que sobrevivesse nem uma”, afirma Felipe Gómez, que liderou a investigação. “Os resultados mostram que a vida em Marte é mais viável do que se pensava”, realça.

As margens do Rio Tinto são um dos lugares na Terra mais parecidos com Marte. Os investigadores recolheram do solo bactérias quimiolitotróficas que se alimentam da oxidação dos minerais e, até agora, acreditava-se que eram incapazes de sobreviver fora do seu ambiente.

A equipa de Gómez introduzir as bactérias nuns cilindros da altura de uma pessoa. Dentro desses tubos simulou Marte: baixou a pressão a sete milibares, aumentou a radiação ultravioleta e desceu a temperatura até aos -120º. “Dependendo do lugar e da época do ano, a temperatura em Marte oscila entre os - 170º e os 25º”, comenta Gómez. “Queríamos testar quase a pior das situações para observar se seriam ou não capazes de resistir”, acrescenta.

Cobriu-se cada população com um capa fina mineral de dois milímetros e outra de cinco e mantiveram-nas fechadas por 24 horas. “A estas condições, o volume de radiação que recebem equivale a vários dias marcianos”, explica o investigador. Nas populações mais fortes, até 50 por cento das bactérias sobreviveriam um dia em Marte.

Pode existir vida em Marte?

Com isto, levanta-se a questão: Será possível reproduzir estas bactérias ou outras semelhantes para que haja uma forma de vida contínua?

Tudo depende se, como já confirmaram vários estudos, exista água na superfície do planeta vermelho.

“Se houver água, poderia haver reprodução”, afirma Gómez.

Este trabalho é parte dos preparativos do Mars Science Laboratory da NASA.

Em 2011, uma sonda vai levar até Marte o veículo de exploração Curiosity, com o objectivo de procurar vida em todo o planeta.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2010, 11:28:49 pm
Investigação conclui que não há água na Lua

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcolunas.g1.com.br%2Ffiles%2F21%2F2007%2F11%2Flua%2520cheia.jpg&hash=0ba001bb8c7aa5ff4c6f0d858ee3fca8)

Os cientistas têm procurado por vestígios de água na Lua. Mas uma investigação publicada na revista Science contraria esta teoria, garantindo que a Lua pode ser bastante seca.

Um estudo de investigadores norte-americanos, coordenado por Zachary Sharp, da Universidade do Novo México, analisou isótopos de cloro das amostras mais estudadas trazidas para Terra pelas missões espaciais Apollo.

Os cientistas descobriram que não há hidrogénio no magma oceânico ou que há em muito pouca quantidade durante a formação lunar, o que significa que o satélite natural da Terra pode ter sido sempre demasiado seco para suportar vida, concluiu o estudo, citado pela edição online da BBC.

De acordo com uma das teorias da formação da Lua, um objeto do tamanho de Marte colidiu com a Terra há biliões de anos. A consequência foi a formação do satélite da Terra, a Lua, que cristalizou e arrefeceu pouco depois, há cerca 4,5 mil milhões de anos.

Antes de arrefecer, existia aquilo a que se chamou magma oceânico na superfície da Lua, rochas derretidas capazes de reter grandes quantidades de água.

“Como a Terra arrefeceu e cristalizou, houve gases libertados de vulcões que estavam à superfície e o fumo terá provavelmente formado a maioria dos oceanos. Os nossos oceanos vieram de água derretida nas rochas”, afirmou Sharp.

“A mesma coisa deve ter acontecido na Lua, exceto o facto de a Lua ser muito pequena, a gravidade demasiado fraca para reter esta água, pelo que ela deve ter-se perdido no espaço”, argumentou Zachary Sharp.

Na sua procura por água no satélite da Terra, os investigadores basearam o estudo nas análises das rochas lunares que as missões espaciais norte-americanas Apollo trouxeram para a Terra no fim da década de 1960 e início da seguinte.

O grupo de Zachary Sharp decidiu analisar um elemento das amostras, o cloro, que é um indicador muito sensível dos níveis de hidrogénio, cuja presença significa existência de água.

“O cloro adora água. E queríamos ver se o rácio de cloro 37 para cloro 35 era semelhante ao da Terra ou não”, afirmou Sharp.

“Ficámos muito chocados quando descobrimos que não só não é similar como, ao contrário da Terra, onde cada amostra é essencialmente igual, aqui estamos a detetar grandes diferenças. Eram tão grandes que primeiro pensámos que devia haver algum erro de análise, que estávamos a fazer alguma coisa errada”, admitiu.

“Era inédito, era inexplicável. Voltámos atrás [na investigação], reanalisámos as coisas e verificámos que estava tudo bem”, disse.

Zachary Sharp explicou que na Terra o rácio de cloro 37 para cloro 35 é muito constante, variando apenas em cerca de 0,1 por cento.

Os investigadores afirmaram inicialmente que existia “magma oceânico” na Lua mas esta equipa concluiu que na Lua existe cerca de 25 vezes o rácio de isótopos de cloro terrestres.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 10, 2010, 08:30:25 pm
"É preciso abandonar a Terra e colonizar o Espaço" diz Stephen Hawking

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F3.bp.blogspot.com%2F_eqpaFzn3ozk%2FTCIRRjrg62I%2FAAAAAAAAAfM%2FyVgrRUVG7TM%2Fs640%2Fstephen_hawking.jpg&hash=41081dfa6f3f3198bdb9526882f57818)

Stephen Hawking continua a fazer declarações surpreendentes. Na última entrevista à Big Think, o cientista afirmou que ou se coloniza o espaço durante este milénio ou será o fim da humanidade.

Hawking considera que nos próximos mil anos vamos fazer com o que o nosso planeta seja inabitável.

O cientista explica ainda que faltam mil milhões de anos que faltam para o Sol consiga o mesmo objectivo por si próprio e que será muito provável que um asteróide, um buraco negro ou uma supernova nos eliminem da Terra.

No entanto, e apesar de parecer o contrário, Hawking mostra-se optimista: “Se pudermos evitar o desastre nos próximos séculos, a nossa espécie permanecerá”.

O cientista assegura ainda que “temos de começar a pensar seriamente como nos vamos libertar dos limites deste planeta agonizante” mas adianta que é complicado encontrar outro local habitável para a raça humana.

Para Hawking, os instintos egoístas e agressivos dos seres humanos unidos às nossas novas capacidades podem muito provavelmente provocar “um desastre nos próximos cem anos, para não falar dos próximos mil ou um milhão”.

Além disso, há outro risco: "Se os extraterrestres nos visitassem agora, o resultado seria muito parecido com o que aconteceu quando Cristovão Colombo chegou à América: nada bom para os povos nativos".

"Esses seres avançados talvez sejam nómadas, com o objectivo de colonizar quaisquer planetas que consigam alcançar", afirma o cientista.

Perante esta situação, o físico da Universidade de Cambridge afirma: “A nossa única oportunidade de sobrevivência a longo prazo, não deve permanecer fechada no planeta Terra, mas sim para nos difundirmos no espaço”.

Expansão da espécie

Segundo o responsável do Big Think, Andrew Dermont, o nosso futuro apresenta-se igualmente desolador. “A raça humana não deveria ter todos os ovos num só ninho, ou num planeta”.

O responsável pela página on-line acrescenta ainda que o aquecimento global e o crescimento da população mundial deve levar-nos a procurar alternativas.

Para Hawking a conclusão é clara: “Chegou o momento de nos libertarmos da Mãe Terra”.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 21, 2010, 04:31:21 pm
Nasa adianta que a Lua está a diminuir


Fotografias tiradas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), enviada pela Agência Espacial Americana – NASA, ao satélite, para investigar a órbita da Lua, revelaram que a circunferência da superfície lunar contraiu pelo menos cem metros, nos últimos mil milhões de anos. A descoberta foi relatada pelo cientista Thomas Watters, do Centro de Estudos Planetários, num artigo publicado pela revista especializada Science.

As imagens revelaram 14 novas escarpas lobulares — pequenas formações que, até agora, acreditava-se terem sido originadas por falhas tectónicas. São as mais jovens formações do satélite e, de acordo com Watters, provavelmente estão presentes em toda a Lua. A análise sugere que as escarpas se formaram durante um período de contracção, quando a Lua congelou e encolheu. A lua formou-se num ambiente caótico, cheio de asteróides e meteoritos, explica a NASA na página oficial.

As várias colisões fizeram com que a lua se fosse deformando e os elementos radioactivos tornaram-na mais quente. Contudo, foi arrefecendo com o tempo, e os cientistas atribuem a contracção à sua refrigeração. Novos estudos revelam uma actividade tectónica recente ligada ao arrefecimento de longa duração e associada a contracção do interior lunar.

Antes das imagens tiradas pela LRO, as escarpas tinham sido identificadas pelas câmaras das missões Apollo 15, 16 e 17, que só conseguiram registar 20 por cento da superfície do satélite natural. Por causa da limitação, acreditava-se que as escarpas estavam restritas à região do equador lunar. Segundo o artigo de Watters, estão presentes em toda a Lua.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 26, 2010, 02:53:13 pm
Portugueses desenvolvem equipamento a instalar na ISS

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fimages%2Fcontent%2F126502main_iss_assembly_lf1.jpg&hash=cd95d92e343903092f877b4cace7d352)

Uma equipa de investigadores portugueses do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) colabora há mais de dez anos no desenvolvimento de um equipamento que será colocado na Estação Espacial Internacional (ISS, do acrónimo em inglês) em 2011.

Fernando Barão, investigador do LIP e docente do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, explicou, em declarações à Lusa que, desde finais de 1997, uma equipa desta instituição participou diretamente na conceção, construção e avaliação de desempenho de um equipamento, designado por detetor de Cherenkov, que se destina a medir a velocidade das partículas que o atravessam.

Este detetor está integrado no espectrómetro magnético Alpha (AMS-02), que vai ser instalado na Estação Espacial Internacional em 2011, com o objetivo de ajudar a compreender as origens do universo.

O também responsável pela equipa portuguesa envolvida neste projeto detalhou que os investigadores nacionais continuam envolvidos na experiência, agora na “fase de recolha de dados e análise desses resultados”.

O espectrómetro magnético Alpha (AMS-02) é uma experiência de física de partículas que agrega 56 institutos de 16 países de três continentes (América do Norte, Europa e Ásia), cujo objetivo é detetar raios cósmicos.

Identificados há 99 anos (em 2011 assinala-se o centenário da sua descoberta pelo físico austríaco Victor Hess), os raios cósmicos transportam um conjunto de partículas que apenas são acessíveis, no seu estado original, no espaço.

“Esta radiação, quando chega à Terra interage” com atmosfera terrestre e “de alguma maneira desintegra-se”, explicou Fernando Barão.

Por isso, adiantou, um detetor colocado no espaço permite, ao ser atravessado por várias partículas, identificar as suas características o que “poderá ser muito importante para lançar luz sobre algumas questões fundamentais da física atual, como é, por exemplo, a matéria escura”, matéria não detetável cuja presença é inferida pelo seu efeito gravitacional e que se pressupõe que seja dominante na constituição do Universo.

Fernando Brandão acrescentou que a velocidade a que movem estas partículas, no espaço, tornam impossível a sua reprodução na Terra.

“O maior acelerador é o Universo. Há partículas que atravessam o cosmos com energias tais que não se conseguem obter" em Terra, explicitou o investigador, aludindo ao Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, localizado no CERN (Laboratório Europeu de Física de Partículas) e que, desde março, procura recriar a origem do Universo.

O espectrómetro magnético Alpha (AMS-02) é transportado hoje da Agência Espacial Europeia para o Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Florida, EUA), onde permanecerá até ao lançamento, que terá lugar no próximo ano, informou a NASA.

Com 6,7 toneladas e um consumo elétrico de entre 2000 e 2500 quilowatts, o aparelho tem como principal componente um íman supercondutor que, na sua posição privilegiada (instalado no módulo S3 Truss da Estação Espacial Internacional), terá por função procurar antimatéria e matéria escura, bem como medir os raios cósmicos.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 02, 2010, 06:45:33 pm
Stephen Hawking exclui Deus como criador do Universo


O cientista britânico Stephen Hawking anunciou hoje a publicação de um novo livro no qual exclui a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário daquilo que defendia numa teoria anterior.
Da mesma forma que o darwinismo já tinha, no passado, rejeitado a necessidade de um criador no campo da biologia, também o conhecido astrofísico britânico argumenta agora - numa obra que em breve estará nas bancas - que as mais recentes teorias científicas rejeitam o papel de um criador do Universo.

Stephen Hawking afirma que o Big Bang – a grande explosão que originou o mundo – terá sido uma consequência inevitável das leis da física, o que contradiz a teoria que o cientista tinha defendido no passado, no livro “Uma Breve História do Tempo”, publicado em 1998 e rapidamente transformado num êxito de vendas.

Nessa obra, Hawking sugeria que não existia qualquer incompatibilidade entre a existência de um Deus criador e a compreensão científica do Universo, chegando mesmo a afirmar que se a comunidade científica chegasse a descobrir a teoria completa, tal “seria o triunfo definitivo da razão humana” já que, nesse altura, “seria possível conhecer a mente de Deus”.

No novo livro, intitulado “O Grande Desígnio” e que estará à venda a partir de 09 de setembro, precisamente uma semana antes da visita do papa Bento XVI à Grã-Bretanha, o astrofísico sustenta que a ciência moderna não deixa lugar à existência de um Deus criador do Universo.

O cientista considera que a prova que sustenta o seu argumento é o facto de ter sido observado, em 1992, um planeta que girava em torno de uma estrela distinta do sol.

Hawking alega que essa observação comprova a possibilidade de existirem outros planetas e universos o que significa, em seu entender, que se a intenção de Deus seria criar o Homem, estão os restantes universos seriam redundantes.

O conhecido biólogo ateu Richard Dawkins felicitou já o astrofísico britânico pelas conclusões, dizendo que a opinião de Hawking é partilhada por uma grande parte da comunidade científica.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 06, 2010, 06:28:30 pm
NASA quer enviar sonda ao Sol em 2018


A Agência Espacial Norte-Americana NASA começou esta semana a desenvolver uma missão para estudar e visitar o Sol, com a maior proximidade de sempre. Será projectada uma pequena nave espacial que, em 2018, irá cair directamente na atmosfera solar, a 6,5 milhões de quilómetros da superfície da maior estrela do sistema planetário terrestre.

Com esta tentativa de aproximação do Sol, a agência espacial quer aprofundar o estudo sobre elementos que não puderam ser investigados até agora.

As experiências planeadas para a nave solar Probe Plus foram desenhadas para resolver a duas questões específicas da física solar. Quer-se perceber por que a atmosfera exterior solar é muito mais quente do que a superfície visível do Sol e de que forma o vento solar afecta a Terra e o sistema solar.

A nave será composta por um escudo térmico de carbono que lhe permitirá suportar temperaturas superiores a 1400 graus centígrados e explosões de radiação intensas. A NASA convocou, o ano passado, cientistas de todo o mundo para apresentarem propostas sobre novas investigações em torno do Sol.

Está previsto atribuir a cinco dos projectos seleccionados 180 milhões de dólares (140 milhões de euros). Os diferentes grupos de cientistas estudarão, entre outros aspectos, as partículas do Sol (protões, electrões e iões), as fotografias em três dimensões (3D) que serão proporcionadas pelo potente telescópio que levará a nave, bem como as emissões magnéticas que irradia o Sol.

Para a NASA, trata-se de ter um melhor conhecimento do Sol, permitindo inclusive prever o ambiente criado pelas radiações para não surpreender os futuros exploradores do espaço.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 13, 2010, 01:13:13 pm
Gregos terão visto o Cometa Halley em 466 a. C.


Astrónomos gregos terão visto o cometa Halley 226 anos antes dos chineses, segundo documentos antigos agora revelados

A observação de um cometa feita pelos gregos em 466 antes de Cristo (a. C.) poderá ser o mais antigo avistamento do cometa Halley documentado até hoje, de acordo com a tese de um grupo de investigadores agora divulgada pela revista New Scientist.

O Norte da Grécia terá sido atingido por um meteorito no período temporal entre os anos de 466 e 468 a. C. e, segundo um artigo publicado no Journal of Cosmology pelo filósofo Daniel Graham e o astrónomo Eric Hintz, ambos da Universidade Brigham Young (EUA), documentos antigos de astrónomos gregos referem a existência de um cometa no céu quando o meteorito caiu.

Este detalhe não tinha merecido grande destaque até ao momento, mas, segundo o artigo do Journal of Cosmology, citado pela revista New Scientist, o cometa teria sido visível durante cerca de 80 dias em 466 a. C., na região de Hellespon, no Norte da Grécia.

Se as novas descobertas forem confirmadas, os investigadores vão fazer recuar a data da primeira observação documentada do Halley em 226 anos. Até à data, o registo mais antigo que existia era referente a um visionamento datado do ano 240 a. C. feito por astrónomos chineses.

Os relatos feitos nos documentos dos antigos gregos falam sobre a queda de uma rocha do espaço durante o dia e, pelas descrições, com o tamanho aproximado de uma carruagem de mercadorias. O objecto, descrito como tendo uma cor "queimada", tornou-se numa atracção turística durante mais de 500 anos.

Para conferir um mínimo de credibilidade aos relatos feitos pelos documentos gregos, Eric Hintz e Daniel Graham reconstituíram a rota mais provável do cometa Halley, de modo a tentar perceber se ele coincidia com as observações efectuadas. Segundo os cálculos feitos pelos dois investigadores, o Halley pode ter sido visível durante cerca de 80 dias entre o início de Junho e final de Agosto do ano 466 antes de Cristo, dependendo das condições atmosféricas e da escuridão do céu.

Os dois investigadores frisam que "é difícil voltar tão atrás no tempo". "Não é como um eclipse, que é muito previsível", salienta Eric Hintz à BBC News. Frisando, no entanto, que a equipa se sente bastante confiante sobre as suas conclusões. "Se a observação de 240 a. C. foi aceite, esta também tem possibilidades bastante sólidas para o ser." Acrescentando que, se esta teoria for aceite, ela terá ocorrido "três órbitas antes da observação feita pelos chineses".

Questionado se é possível que a queda do meteorito e a passagem do cometa Halley estejam relacionadas, Eric Hintz mostra-se céptico. "Seria realmente interessante se estivessem ligados, se fosse um pedaço do Halley que caiu. Mas a nossa impressão é que se trata apenas de uma curiosa coincidência", sublinha o investigador.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 17, 2010, 06:14:42 pm
Mars500: 105 dias de Isolamento

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdvice.com%2Fassets_c%2F2010%2F03%2FMars500-01-thumb-550xauto-36374.jpg&hash=7ec094407344d0652ca3f7e754c31c06)

A percorrer o espaço interplanetário, numa simulação de viagem ao Planeta Vermelho, a tripulação da Mars500 entrou agora numa nova fase do seu isolamento. A missão anterior teve a duração de 105 dias, em 2009, e a partir de agora tudo é novidade nesta experiência.

As seis pessoas da Mars500, fechadas em segurança nas instalações em Moscovo, têm estado a viajar virtualmente em direcção a Marte desde o dia 14 de Junho, quando a missão deixou a órbita da Terra. O lançamento foi a 3 do mesmo mês, quando a porta da nave foi fechada. Desde então, a tripulação tem seguido a agenda, reproduzindo com a precisão possível uma potencial missão ao planeta vizinho, o que inclui atrasos nas comunicações e uma rotina diária semelhante à viagem espacial real.

Neste momento, o atraso nas comunicações – que representa a distância da nave à Terra – é de dois minutos em cada direcção, tornando impossíveis as comunicações directas. À medida que a simulação avança o atraso atinge os 20 minutos. A próxima etapa ficará marcada pela aterragem em Marte, planeada para 10 de Fevereiro de 2011. Ao todo, irá durar 520 dias, com o regresso à Terra previsto para o início de Novembro de 2011.

“É difícil pensar que daqui a um ano ainda estaremos aqui nestes módulos”, diz Romain Charles, um dos elementos da tripulação da Agência Espacial Europeia (ESA). “Vivemos o dia-a-dia, tentando tirar o melhor partido disso. O que tem funcionado nestes primeiros 105 dias, e resultará para os mais de 400 que faltam”.

Com mais de cem experiências científicas a seu cargo, a tripulação da Mars500 não corre o risco de se entediar. O tempo da tripulação distribui-se entre o entretenimento e os projectos pessoais, além das operações de manutenção e das tarefas diárias da nave. A equipa também pratica exercício físico várias horas por dia, para compensar a falta de actividade física.

“Já passou muito tempo e nesta fase a equipa anterior já estava entusiasmada, uma vez que o período de isolamento estava a terminar”, brinca Diego Urbina, outro europeu a bordo. “Não nos podemos dar a este luxo. Temos de manter a mente tão equilibrada quanto possível – por um longo período de tempo”.

Tempo a passar

Cyrille Fournier, outro membro, diz que “a motivação é a questão chave. Também é importante mantermo-nos ocupados. Eu tinha muito que fazer nas instalações – não tinha tempo para andar a vaguear e a ver o tempo passar. Outra coisa importante é a rotina diária. Cumprindo isto, pode-se basicamente continuar quase indefinidamente”.

“É claro que tivemos altos e baixos durante a missão”, continua Oliver Knickel, outro dos tripulantes europeus da missão de 105 dias. “No princípio estávamos muito entusiasmados e depois novamente no final, quando faltavam apenas alguns dias”.

Os momentos mais difíceis aconteceram a meio da missão, seis a oito semanas depois de ter começado. “Só conseguimos ultrapassar estas fases mais difíceis funcionando como equipa. Daí que o meu conselho à tripulação actual seja simplesmente: pensa no que podes fazer pelos teus parceiros”, diz Oliver. A tripulação criou laços de amizade e avançou estar a ter uma excelente experiência.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 21, 2010, 11:22:45 pm
NASA testa veículo para explorar Marte no Arizona

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fpsipunk.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F08%2Fathlete-nasa-s-six-limbed-robot-011.jpg&hash=7bbbd4f57fb31b56cccadddb84c8d295)

Uma equipa de engenheiros e cientistas da NASA (agência espacial norte-americana) passou duas semanas no deserto do Arizona, nos Estados Unidos, simulando a superfície árida de asteróides e planetas distantes.

Durante estes dias, os investigadores testaram o protótipo do Athlete (All-Terrain Hex-Limbed Extra-Terrestrial Explorer, em inglês), veículo desenvolvido para exploração lunar com planos de, no futuro, ser usado para vasculhar a superfície de Marte.

Com uma cabine acoplada a uma estrutura de seis «pernas», o Athlete deve ser usado para o transporte de cargas pesadas.

O cientista Aaron Hulse, de 29 anos, que passou sete dias no deserto a testar o veículo, disse ter gostado da experiência.

Hulse e uma equipa de especialistas da NASA passaram dias a testar o veículo e outros protótipos em condições similares aos ambientes inóspitos do espaço. A maratona acontece todos os anos é uma das principais oportunidades da equipa testar na prática as deduções feitas em laboratório.

Um dos destaques dos testes foi o Robonaut, um robô humanóide desenvolvido pela agência espacial que vai auxiliar os membros da tripulação em futuras missões.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2010, 12:05:17 am
China pretende pisar pela primeira vez a Lua em 2025

A China espera pisar pela primeira vez a Lua em 2025, assim como enviar sondas de prospecção para Marte em 2013 e a Vénus em 2015 e fretar o seu primeiro módulo espacial sem tripulação, o «Tiangong-1», no próximo ano, informou hoje o jornal Global Times.

Além disso, o satélite de prospecção lunar chinês, o «Chang e-2», será lançado antes do final do ano, anunciou Wu Weiren, o engenheiro chefe do Programa Chinês de Prospecção Lunar.

Trata-se de um projecto de prospecção robótica e missões tripuladas à Lua dirigido pela Administração Espacial Nacional Chinesa.

Além disso, este satélite realizará um teste de aterragem com vista à preparação do lançamento do «Chang´e-3», previsto para 2013.

«Chang E», o nome com o qual são baptizados os satélites artificiais, refere-se a uma tradição chinesa segundo a qual uma deusa com esse nome habita na Lua desde tempos imemoráveis.

O cientista Ouyang Ziyuan, membro deste projecto de satélites lunares, disse ao Global Times que se está a planear estabelecer uma estação espacial de satélites para 2020, baseada na tecnologia aeroespacial e o sucesso das futuras missões tripuladas.

O primeiro módulo espacial sem tripulação, o «Tiangong-1» (que em mandarim significa «Palácio Celestial»), será lançado no próximo ano e nele se acoplarão outros lançamentos previstos no futuro, dentro do bem-sucedido programa «Shenzhou», que em 2008 conseguiu realizar o primeiro passeio espacial com um astronauta chinês.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2010, 07:00:48 pm
ESA pretende aterrar na Lua em 2018


Descrição da missão: aterragem autónoma com grande precisão, próximo do pólo sul lunar, uma região muito acidentada, com grandes declives. O objectivo proposto pela Agência Espacial Europeia (ESA) é analisar as paisagens desconhecidas da Lua e testar tecnologias novas para futuras viagens humanas.

O projecto que envolve voos tripulados à região deu um importante passo em frente, esta semana, com a assinatura de um contracto de estudo entre a EADS-Astrium, em Berlim, na Alemanha. O objectivo é aterrar nos terrenos montanhosos e cheios de crateras do pólo sul lunar em 2018. A região pode ser o principal local de chegada dos futuros voos de exploração humana já que oferece exposição solar quase contínua, para a produção de energia, e acesso potencial a recursos vitais, como a água em forma de gelo.

Para atingir a superfície em segurança, o módulo tem de navegar com precisão até ao pico de uma montanha ou às profundezas de uma cratera, evitando cuidadosamente os grandes declives, para então poisar gentilmente e captar uma das mais fantásticas vistas do Sistema Solar.

A Lua é um alvo preferencial para as missões de exploração humana, delineadas no âmbito da «Estratégia de Exploração Global» por 14 agências espaciais de todo o mundo. A estratégia apoia a exploração espacial internacional e apela a estudos complementares da Lua e de Marte – sítios “onde os humanos irão um dia viver e trabalhar”, diz a ESA.

Esforço de 18 meses

O contrato foi assinado por Simonetta Di Pippo, directora de Voos Tripulados da ESA, e Michael Menking, da EADS-Astrium, na presença de Peter Hintze, secretário de Estado no Ministério da Economia e da Tecnologia alemão. “Enquanto nos preparamos para nos juntar aos Estados Unidos, Rússia e Japão na decisão de utilizar a Estação Espacial Internacional (ISS) por mais dez anos, pelo menos, também estamos a trabalhar para posicionar a Europa ao nível de competências e capacidades necessárias para a exploração global”, disse Di Pippo. Com uma presença forte e bem sucedida em órbitas baixas, a Lua é o próximo destino natural comum.

Segundo a directora de Voos Tripulados da ESA, “a Europa está naturalmente presente, e com sucesso, nos projectos globais, como a ISS, o que contribui para reforçar o nosso papel como um continente moderno, dinâmico e inovador”.

“As capacidades já demonstradas do Veículo de Transferência Automatizado são representativas das capacidades e experiência da Astrium nos procedimentos de aproximação e acoplagem”, afirmou Michael Menking, vice-presidente para os Sistemas Orbitais e Exploração Espacial da Astrium.

“O conceito do novo estudo baseia-se nas tecnologias do ATV e esta habilidade única irá possibilitar o desenvolvimento de tecnologias chave; não seria possível conceber a aterragem de um veículo robótico na Luas sem elas”, acrescentou.

Realidade do hardware

O início deste estudo de fase B1 (Phase-B1) é um marco importante porque agora, depois dos planos preliminares e estudos de exequibilidade, o desenho da missão irá continuar sob a liderança da EADS-Astrium Bremen e algumas das tecnologias chave serão desenvolvidas e testadas pela primeira vez.

Primeiro, os dados topográficos mais recentes do pólo sul lunar serão analisados em detalhe, de forma a serem encontrados os locais de aterragem mais promissores. A área não é bem conhecida e só agora começamos a receber informação necessária para a avaliação da aterragem e operação da missão naquele local.

Depois, o módulo lunar robótico será desenhado ao nível dos seus vários subsistemas, tais como a propulsão e a navegação. O contrato culminará com uma Revisão dos Requisitos Preliminares do Sistema, em 2012, o que irá fornecer a base para o desenho final da missão e do módulo.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 29, 2010, 03:49:55 pm
ONU desmente criação de cargo para possivel contacto com alienígenas


A protagonista da surpreendente história publicada ontem por vários meios de comunicação em todo o mundo desmentiu a notícia.

A astrofísica malaia Mazlan Othman negou que seria designada embaixadora das Nações Unidas para o Espaço. Segundo o Sunday Times, a ONU iria criar um cargo para coordenar a resposta da humanidade no momento em que existisse um contacto com uma raça alienígena.

Othman, a actual directora do Departamento da ONU para o Espaço Exterior, ia explicar as competências do cargo numa conferência perante a Royal Society durante esta semana. No entanto, esta entidade assegura que não tem conhecimento de nada a este respeito.

A astrofísica também desmentiu a notícia através de correio electrónico, apenas informando que na próxima semana vai participar numa conferência sobre “objectos próximos da Terra”.

“A constante procura de comunicação extraterrestre mantém a esperança que a humanidade possa receber, um dia, os seus sinais. Quando isto acontecer, deveríamos ter preparada uma resposta coordenada que tenha em conta todas as possibilidades relacionadas com esta questão, e a ONU é um mecanismo especialmente desenvolvido para tal coordenação”, afirmou Othman num encontro recente com astrofísicos, segundo avança The Daily Telegraph.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Outubro 04, 2010, 05:46:49 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Luso em Outubro 06, 2010, 10:54:01 pm
Aproveitando a deixa do nosso copipeister favorito ("ONU desmente criação de cargo para possivel contacto com alienígenas") chamo a atenção para a recente sucessão de notícias ligadas ou associadas a entidades oficiais de diversos governos que tem começado a surgir com frequência desde o ano passado.
Estranhei (já não) a oportunidade da TVI em ter transmitido - no dia de comemoração da plantação do bananal - o "Dia da Independência", já para não falar de umas séries mais ou menos curiosas que têem surgido.
Mas revendo o "Dia da Independência", agora com outros olhos, não pude deixar de sorrir com os discursos do Presidente dos EUA lá para o fim do filme.
Revejam essas cenas e a mensagem política que contém.
Vejam também a crise económica actual e procurem saber que movimentações se estão a efectuar no sentido da "estabilidade monetária".
Considerem igualmente que a esteria do aquecimento global  está cada vez mais desacreditada assim como a correspondente solução - a "governança" mundial "a bem do planeta".
Acrescente-se o facto que Barry Soetoro está em queda livre na popularidade, havendo gente que na imprensa afirma que só um ataque nuclear poderia galvanizar os americanos em volta do Presidente.

Finalmente, recorde-que o boato que Von Braun terá confidenciado antes da sua morte:

Citar
As Wernher von Braun related to Dr. Carol Rosin, his spokesperson for the last 4 years of his life, a maniacal machine - the military, industrial, intelligence, laboratory complex - would go from Cold War, to Rogue Nations, to Global Terrorism, to the ultimate trump card: A hoaxed threat from space.

E, já agora, um dos livros que Arthur Clark escreveu foi:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fbluraymedia.ign.com%2Fbluray%2Fimage%2Farticle%2F940%2F940161%2F2010-the-year-we-make-contact-20081219004256156_640w.jpg&hash=69b0563ed0587a4d946c82559e9db99d)

Ver também esta de abril deste ano do Stephen Hawking: http://www.timesonline.co.uk/tol/news/s ... 107207.ece (http://www.timesonline.co.uk/tol/news/science/space/article7107207.ece)

Para mim há marosca da grande.


(Nota: o desmentido da senhora terá que se lhe diga, mas quem quiser saber mais que se dê ao trabalho).

Fixem o seguinte conceito: Predictive Programming
Título: Re: Espaço
Enviado por: FoxTroop em Outubro 06, 2010, 11:15:12 pm
Continuando nesta senda gostei mesmo muitoooooo foi do ultimo Indiana Jones...... Vale a pena ver, meu caro Luso, não só pela "estória", mas também porque é um regalo para os olhos  :wink:

P.S: Parece que fecharam um aeroporto na China por causa de OVNI's. Já vieram dizer que seria um experiencia militar........
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 07, 2010, 03:30:18 pm
Citação de: "Luso"

Fixem o seguinte conceito: Predictive Programming

 :arrow: http://www.bibliotecapleyades.net/exopo ... cs_ZCb.htm (http://www.bibliotecapleyades.net/exopolitica/esp_exopolitics_ZCb.htm)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 11, 2010, 12:31:39 pm
Parceiros internacionais acertam calendário de lançamentos para a ISS


A Agência Espacial Americana, NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos) concordaram actualizar as datas de lançamento da Estação Espacial Internacional. Estão assim marcados para 27 de Fevereiro o voo STS-134 no vaivém Endeavour, no que será o seu último, e 15 de Fevereiro o do Veículo de Transferência Automatizado 2 (ATV-2). A Roscosmos continuará a analisar as opções de lançamento e aterragem da Soyuz de forma a garantir a robustez das operações.

As agências concordaram com as alterações durante a Conferência Internacional em Astronáutica, em Praga. A Arianespace, cujo foguete Ariane 5 irá lançar o ATV-2 a partir da Guiana Francesa, confirmou o seu compromisso de proceder ao lançamento a 15 de Fevereiro.

O voo STS-134 irá entregar o Espectómetro Alfa Magnético, ou MAS, à Estação. O MAS é um detector de raios cósmicos de última geração, concebido para o estudo de questões fundamentais da matéria e a origem e estrutura do universo. O voo irá incluir três passeios espaciais e a instalação do MAS no exterior da estação espacial, recorrendo ao vaivém e aos braços da estação.

ATV-2

O ATV-2 – que recebeu o nome de Johannes Kepler – deverá ficar atracado à estação a 26 de Fevereiro. O veículo de carga está desenhado para transportar mais de sete toneladas de experiências, combustível, água, comida e outros bens da Terra para a Estação.

Enquanto estiver acoplado, o ATV também usará os seus motores para recolocar a estação na sua órbita (que vai decaindo com o tempo), e também pode ser usado para manobras de emergência, como as que ocorrem quando se prevê que um pedaço de lixo espacial vá atingir a Estação.

Esta capacidade representa uma importante poupança de combustível da Estação. Depois de três meses e meio, o ATV-2 irá desacoplar-se da Estação e explodir, de forma inócua, na atmosfera sobre uma região desabitada do Pacífico. O primeiro ATV, Jules Verne, foi lançado em Março de 2008 e reentrou na atmosfera em Setembro de 2008.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 22, 2010, 06:55:00 pm
Prata, hidrogénio e mercúrio na Lua

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F3.bp.blogspot.com%2F_oFO6tT_filw%2FStvpHkHLaeI%2FAAAAAAAAAJM%2FNzD34-QVDFs%2Fs320%2Flua_icon.jpg&hash=a9b3087decb32c12aaaa35b1625a2ee2)

O solo lunar é mais rico do que pensavam os geólogos, pois contém uma variedade de elementos químicos úteis como a prata, o hidrogénio e o mercúrio, revelam as mais recentes conclusões de um projecto da NASA.

A agência espacial norte-americana lançou um engenho de 2,3 toneladas na cratera Cabeus, perto do Pólo Sul da Lua, que foi seguido de perto pela sonda LCROSS. A sonda analisou os materiais projectados pelo embate do engenho, que causou um buraco de 20 a 30 metros de diâmetro na superfície lunar.

Em comunicado, a NASA refere que "o solo lunar é rico em materiais úteis” e que a Lua é “quimicamente activa e provida de um ciclo de água". Já em Novembro, a agência anunciara a detecção de quantidades importantes de água gelada.

As mais recentes análises a fragmentos e poeiras demonstram que o solo lunar contém não só água quase pura, sob a forma de cristais de gelo em certos locais, mas também hidróxido, monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, amoníaco, sódio, prata, hidrogénio e mercúrio.

"A cratera parece um tesouro de elementos químicos", salienta o geólogo Peter Schultz, principal autor de uma das seis comunicações sobre a descoberta que são publicadas na edição de hoje da revista Science.

A maior parte dos elementos resulta do bombardeamento incessante da Lua por cometas e meteoritos, desde há milhares de anos. A toxicidade do mercúrio, detectado em grandes quantidades, pode agora, no entanto, ser um problema para a exploração humana na Lua, segundo os cientistas.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 25, 2010, 11:23:06 pm
Água na Lua dá para sustentar base lunar

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcdn.physorg.com%2Fnewman%2Fgfx%2Fnews%2Fhires%2F2008%2Fmoonbase.jpg&hash=b6cabd623f07a67c3aa5577cbb4d9912)

Em apenas uma área de dez quilómetros, podem existir 3,8 mil milhões de litros de água. Conclusões do impacto do 'LCROSS'

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) concluiu que o solo lunar é de tal forma rico em água que pode sustentar uma base na Lua. As conclusões surgem depois de terem enviado uma sonda contra a superfície do satélite natural da Terra, há um ano.

Os especialistas descobriram que, com o impacto da sonda LCROSS foram ejectados 155 kg de vapor de água e gelo da cratera. A medição foi possível graças à passagem de outra sonda, a Lunar Reconnaissance Orbiter. Além disso, 5,6% do peso do solo naquele local equivaliam a gelo.

"É uma quantidade significativa de água", disse Anthony Colaprete, da NASA, citado pela BBC. "E é na forma de grãos de gelo. É uma boa notícia porque é um recurso muito mais fácil de trabalhar. Não temos de o aquecer muito; basta colocar à temperatura ambiente para o retirar da terra facilmente", acrescentou.

Segundo este especialista, se fossem tidos em conta apenas dez quilómetros da região em redor da cratera e estes tivessem 5% de água, tal equivalia a 3,8 mil milhões de litros de água. "Não estou a dizer que esteja lá, mas mostra que mesmo num pequeno espaço há potencial para muita água", afirmou.

Os peritos da agência espacial publicaram esta semana seis trabalhos na Science sobre as descobertas da LCROSS. Além da água, os astrónomos encontraram também no solo hidróxido, monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, amoníaco, sódio, prata, hidrogénio e mercúrio. Este último, tóxico, pode revelar-se um problema para a exploração humana da Lua.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 29, 2010, 12:26:57 pm
China prepara laboratório espacial tripulado até 2020


A China anunciou esta quarta-feira que irá lançar dentro de aproximadamente dez anos um laboratório espacial adequado a uma ocupação humana prolongada, na esperança de se aproximar dos EUA e da Rússia como potências capazes de chegar à Lua.

A agência estatal de notícias Xinhua informou, citando uma fonte não identificada do programa espacial, que um laboratório experimental será lançado antes de 2016, para testar equipamentos e técnicas. Mas não ficou claro se esse laboratório seria tripulado por longos períodos.

O programa usará tecnologias existentes, como o veículo espacial Shenzhou e o foguete de lançamento Longa Marcha 2F, disse a Xinhua, sem dar detalhes sobre o tamanho dos laboratórios.

O laboratório espacial tripulado, segundo essa fonte, irá promover o progresso e a inovação científica do país, «melhorará a força nacional geral, e contribuirá de forma importante para a elevação do prestígio nacional».

A iniciativa não deve rivalizar em tamanho com a Estação Espacial Internacional, operada conjuntamente pela Rússia, EUA e outros países. Mas o anúncio é um sinal da crescente capacitação tecnológica chinesa.

O governo chinês lançou este mês um segundo veículo orbital lunar e em 2008 tornou-se o terceiro país a promover «caminhadas espaciais» de astronautas em órbita.

O país pretende fazer um pouso não tripulado na Lua em 2012, e trazer amostras do solo lunar em 2017. Cientistas já falaram na possibilidade de enviar uma missão tripulada depois de 2020.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 29, 2010, 12:31:14 pm
É estranho ver a China a querer a fazer toda uma série de coisas num espaço de tempo tão reduzido e depois ler noutros sitios que a China depende muito da assistência Russa para o seu Programa Espacial. :?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 23, 2010, 07:54:32 pm
Lançado o maior satélite de espionagem do mundo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fspacelaunchnews.com%2FDelta_4-Heavy.jpg&hash=7fa4d2213b048a37f0f4c8a57b1b46c1)

O exército norte-americano lançou o maior satélite de espionagem do mundo, o NROL-32, segundo informou a United Launch Alliance (ULA), em comunicado. O NROL-32 foi lançado com sucesso no domingo a partir da base aérea do Cabo Canaveral, num foguete Delta IV, referiu a ULA, uma empresa privada que colabora com o Departamento da Defesa norte-americano.

Foram revelados poucos detalhes, por se tratar de uma operação secreta, mas sabe-se que o NROL-32 é um satélite geostacionário cuja missão é dar apoio à defesa nacional. O satélite transporta uma grande antena colectiva útil para a espionagem electrónica, o que o transforma no maior satélite posto em órbita.

Trata-se do quarto lançamento de um Delta IV Heavy, o foguete com maior capacidade de carga útil actualmente ao serviço. Num discurso pronunciado em Setembro passado, o director da agência nacional de reconhecimento (NRO, na sigla em inglês), Bruce Carlson, tinha adiantado que o Delta IV lançaria este outono “o maior satélite do mundo”.

A NRO é uma das 16 agências de segurança dos Estados Unidos e a sua principal missão é manter-se a par das últimas tecnologias espaciais para “vigiar a partir de cima”.

De acordo com o site deste organismo, a sua função é desenhar, construir e operar os satélites de reconhecimento norte-americanos para facilitar à CIA e ao Departamento da Defesa serviços de inteligência via satélite.

“Esta missão vai ajudar a garantir que os recursos vitais da NRO continuem a reforçar a nossa defesa nacional”, afirmou o general da brigada Ed Wilson, responsável pelo lançamento.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 02, 2010, 03:54:43 pm
:twisted:  :lol:
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 03, 2010, 08:29:49 pm
Citar
O X-37B tem nove metros de comprimento e 4,5 metros de envergadura (os vaivéns da NASA têm 56 metros de comprimento e 8,7 metros de diâmetro) e não é pilotado por ninguém. A nave foi lançada num foguetão, dia 22 de Abril, a partir da estação espacial Cape Canaveral que fica na Florida.

“Estamos muito contentes que o programa tenha completado todos os objectivos em órbita durante a primeira missão”, disse citado pela BBC News o tenente-coronel Troy Giese, coordenador do projecto. Segundo a Força Aérea o aparelho vai voltar ao espaço durante a Primavera de 2011.

Projecto secreto

O projecto desta nave começou por pertencer à NASA, só depois é que passou para a mão da Força Aérea. Sabe-se que o veículo custou centenas de milhões de dólares, mas o valor exacto é desconhecido.

A missão testou a capacidade de navegação, controlo, protecção térmica, a capacidade de operações autónomas em órbita, a entrada na atmosfera e a aterragem do avião. O X-37B pode colocar no espaço painéis solares que dão energia eléctrica ao aparelho durante a órbita. Desconhece-se se o aparelho levava carga ou não.

O secretismo que envolve o projecto tem levado muitos a questionar se existe um objectivo militar para o aparelho. Em Abril, a Força Aérea esclareceu que este veículo vai simplesmente ajudar as missões militares que decorrem no espaço.

Outros comentadores estão preocupados se o veículo poderá servir para inspeccionar os satélites militares utilizados por outros países. Segundo a BBC News, vários observadores de satélites amadores disseram que viram o X-37B a mudar de rota orbital várias vezes, o que pode indicar uma função de espionagem.
http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/avi ... co_1469348 (http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/aviao-aeroespacial-do-exercito-norteamericano-aterrou-hoje-depois-de-sete-meses-no-espaco_1469348)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 04, 2010, 12:19:17 pm
Isto ainda vai dar muito que falar...

Ninguém sabe muito bem para o que é que X-37B foi projectado nem o que ele fez tanto tempo no espaço.
Título: Re: Espaço
Enviado por: sergio21699 em Dezembro 05, 2010, 07:28:16 pm
Citar
Foguetão russo cai com três satélites no Oceano Pacífico
Nave desviou-se da rota e terá caído perto das ilhas Hawai


O foguetão russo «Proton-M», que transportava três satélites do sistema de navegação GLONASS, desviou-se da rota e caiu no Oceano Pacífico, perto das ilhas Hawai, informam as agências russas, escreve a Lusa.

«Os lançadores verificaram tudo: o bloco de lançamento DM-3 com os aparelhos espaciais não se encontra em nenhuma das órbitas: nem na principal, nem na intermédia, nem naquela para casos de avaria. Os cálculos mostram que o mais provável é que o foguetão com os satélites tenha caído no Oceano Pacífico na região das ilhas Hawai», declarou uma fonte da Ria-Novosti.

Os três satélites russos deveriam juntar-se aos 21 que já se encontram no Espaço.

O sistema de navegação russo GLONASS, criado em 1993, é um análogo do sistema norte-americano GPS.

http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/foguetao-russia-satelites-oceano-pacifico-espaco-tvi24/1215442-4069.html
Título: Re: Armas do Futuro
Enviado por: AtInf em Dezembro 09, 2010, 12:10:43 pm
A cápsula espacial Dragon aterrou com sucesso após lançamento efectuado com o foguetão Falcon9.
A cápsula tem capacidade de tranporte para até 7 tripulantes.
Ambos pertencem à empresa SpaceX contratada pela NASA no âmbito do programa Commercial Orbital Transportation Services (COTS).

http://www.spacex.com/falcon9.php
http://www.spacex.com/dragon.php
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 09, 2010, 06:16:50 pm
NASA vendeu computadores com informação confidencial


A Agência Espacial norte-americana (NASA) vendeu computadores que continham informações confidenciais

A NASA está a desfazer-se de algum material informático mas nalguns casos as informações que estavam nos computadores que foram vendidos não foram devidamente apagadas

A falha foi detectada pelo Gabinete do Inspector Geral da agência que classificou a mesma como «uma grave violação» da segurança dos centros da NASA na Florida, no Texas, na Califórnia e na Virginia.

«A nossa inspecção detectou várias violações nas medidas de segurança na área das Tecnologias de Informação que poderiam levar à revelação indevida de informação sensível relacionada com o vaivém espacial e com outros programas», adiantou, em comunicado, o inspector-geral da NASA, Paul Martin.

Para este responsável «a NASA precisa de ter uma acção concertada e contundente para resolver este problema».

A auditoria detectou que 14 dos computadores do Centro Espacial Kennedy não superaram as provas que tinham como objectivo detectar se toda a informação tinha sido devidamente apagada, sendo que dez destes já foram entregues a cidadãos. Foi ainda detectada a falta de discos rígidos tanto no centro Kennedy como no Centro de Investigação de Langley, na Virgínia, sendo alguns encontrados no lixo.

SOL
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 10, 2010, 06:18:49 pm
Citar
The Air Force's first unmanned re-entry spacecraft, X-37B Orbital Test Vehicle, landed at 1:16 a.m. Dec. 3, 2010, at Vandenberg Air Force Base, Calif. The X-37B conducted on-orbit experiments for more than 220 days during its maiden voyage. (U.S. Air Force photo/Michael Stonecypher)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.af.mil%2Fshared%2Fmedia%2Fphotodb%2Fphotos%2F101203-F-9709S-504.jpg&hash=b16ab6de850f92bcda0c7cb2d9c2373e)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.af.mil%2Fshared%2Fmedia%2Fphotodb%2Fphotos%2F101203-F-9709S-533.jpg&hash=1990a6873d78cba229ae75b0d0aaa754)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.af.mil%2Fshared%2Fmedia%2Fphotodb%2Fphotos%2F101203-F-9709S-555.jpg&hash=3c56eb9fa6d9a594f1dc4f993ca4336d)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 12, 2010, 09:07:18 pm
Dez anos de Portugal na ESA marcados pelo sucesso

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ftopnews.net.nz%2Fimages%2FESA_logo.jpg&hash=ff3cd6d448925dfabddf44a707666c3d)

A 14 de Novembro de 2000 Portugal tornou-se membro da Agência Espacial Europeia (ESA) estabelecendo um marco no desenvolvimento do sector espacial nacional. Dez anos depois, os números mostram um percurso de sucesso: 11 empresas foram criadas no sector espacial e 111,5 milhões de euros investidos pelo país, 60 por cento dos quais relacionados com os programas opcionais na área das telecomunicações, observação da Terra, tecnologia, navegação, lançadores, exploração robótica e voos tripulados. "Portugal está hoje envolvido em todos programas de Ciência da ESA", afirmou Jean-Jacques Dordain, director-geral da ESA no 4º Fórum do Espaço realizado esta semana no Pavilhão do Conhecimento.

O encontro ficou marcado pela constatação feita por Jean-Jacques Dordain de que a participação nacional na ESA foi "uma história de sucesso para a ESA e também para Portugal", opinião partilhada por Mário Amaral, coordenador do Gabinete de Espaço da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que afirmou: "Somos tidos na ESA como um exemplo de sucesso entre todos os Estados-membros". Já João Sentieiro, presidente da FCT, considera ainda que o este sucesso deve inspirar “as potencialidades das colaborações nos próximos anos".

A inovação é uma das palavras-chave que Jean-Jacques Dordain destaca na prestação de Portugal na última década. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, também presente na cerimónia, considerou que dez anos são o tempo suficiente para fazer uma análise a este que foi "um dos raros casos em que do zero entrámos numa associação desta complexidade tecnológica e científica que requer muito conhecimento".

Uma "escola avançada do espaço, especializada em várias áreas com um modelo de organização científico já desenvolvido na Europa com sucesso e um programa específico na área por parte da FCT" foram as propostas do governante para um futuro próximo.

Para Portugal fazer parte dos estados-membros da ESA tem sido um essencial motor de desenvolvimento de um novo cluster de actividade. Uma trintena de empresas, boa parte delas start-ups, foi criada no sector das tecnologias espaciais. A ESA é a porta de acesso ao Espaço e a sua missão é planear o desenvolvimento da capacidade espacial europeia.

O estudo "Impacto da participação de Portugal na ESA" também apresentado na iniciativa indica que a contribuição para a ESA aumentou de 4,6 milhões de euros em 2000 para 15,7 milhões de euros em 2009 e que o retorno geográfico, um dos importante indicadores de desempenho da ESA, foi de 23 por cento em 2000 e 99 por cento em 2009.

O número de contratos com a ESA aumentou também de quatro para 58 ao longo desta década, assim como o valor dos contratos de um milhão de euros para 17,6 milhões. Já no que toca à contribuição portuguesa para o sector espacial, entre 2000 e 2009 foram investidos, em média, 74 por cento na ESA, 21 por cento no Eumetsat e cinco por cento em outros programas.

Portugal vai investir 73 milhões de euros

No que se refere aos programas opcionais, Portugal tem como meta investir, entre 2000 e 2018, 73 milhões de euros. Em 2009 os Programas Opcionais representavam 73 por cento do investimento português, enquanto os Programas Mandatórios equivaliam a 27 por cento. Em 2009, Portugal tinha 28 organizações a desenvolver projectos para a ESA, muito além das quatro que se registavam em 2000.

Numa exposição aberta ao público, empresas como a Corticeira Amorim, institutos de investigação como o Laboratório de Física de Partículas (LIP) e o INEGI e instituições universitárias como o Instituto Superior Técnico, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa apresentam os projectos que têm vindo a desenvolver na área das ciências e tecnologias espaciais em colaboração com a ESA. A missão Gaia é apenas uma das várias missões que ao longo de anos tem contado com a participação de portugueses no desenvolvimento de tecnologia e produção de conhecimento para a ESA.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 20, 2010, 02:34:27 pm
Novas imagens da NASA mostram lado oculto da Lua


Uma sonda da agência espacial norte-americana, Nasa, está a permitir aos investigadores criar o mais completo e preciso mapa da Lua. A Sonda de Reconhecimento Lunar da Nasa usa um dispositivo, o Altímetro a Laser da Sonda Lunar (Lola, na sigla em inglês), para fazer mapas dos terrenos e crateras da Lua, incluindo o lado mais distante.

«O conjunto de dados está a ser usado para a criação de mapas de terreno e mapas digitais de relevo que servirão como referência fundamental para futuras missões científicas e de exploração da Lua», disse Gregory Neumann, do Centro de Voos Espaciais Godard da Nasa.

«Depois de um ano a recolher dados, já temos quase cerca de 3 mil milhões de pontos de informações do Altímetro a Laser da Sonda Lunar a bordo da Sonda de Reconhecimento Lunar.»

Neumann afirmou que a equipa espera continuar a recolher as medidas do terreno da Lua e, perto dos pólos, os cientistas esperam «fornecer capacidade de navegação próxima a de um GPS».

O Altímetro a Laser da Sonda Lunar funciona pela propagação de apenas um raio através de um elemento ótico de difracção, que divide o raio em cinco. Estes raios, por sua vez, atingem a superfície lunar e regressam, sendo medidos pelo Lola para, juntamente com o rastreamento da sonda, criar padrões bidimensionais para revelar a superfície lunar.

Os mapas feitos pelo Lola são os mais precisos e mostram mais lugares na superfície da Lua do que qualquer outro mapa anterior.

O dispositivo também permite estudar o histórico de iluminação no ambiente lunar, segundo o cientista. A história da iluminação na Lua é importante para a descoberta de áreas que ficaram muito tempo nas sombras.

Estes lugares, geralmente em crateras profundas perto dos pólos lunares funcionam como locais de armazenamento, capazes de acumular e preservar materiais voláteis como gelo.

A paisagem nas crateras dos pólos da Lua é tão misteriosa devido à sua profundidade, que geralmente permanece nas sombras.

O novo conjunto de dados fornecido pelo Lola está a revelar detalhes da topografia destas crateras pela primeira vez.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 25, 2010, 05:05:27 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2010, 10:10:23 pm
Satélite telecomunicações mais potente do mundo já em órbita

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Faeiou.exameinformatica.pt%2Fiv%2F0%2F54%2F649%2Fka-sat-satelites-b376.jpg&hash=ef69caad352e60a6bb940c12914e3eb3)

O mais potente satélite de telecomunicações do mundo, da operadora Eutelsat Communications, entrou esta segunda-feira em órbita, devendo permitir o acesso a Internet de banda larga a mais de um milhão de lares na Europa e no Baixo Mediterrâneo.

O satélite europeu Ka-Sat, lançado na noite de domingo pelo foguete russo Proton-M, a partir do cosmódromo russo de Baikonour, no Casaquistão, entrou em órbita, anunciou o centro espacial Khrounitchev.

"O satélite entrou em órbita, com sucesso, às 10.03 horas de Moscovo (7.03 horas TMG)", precisa o comunicado.

Trata-se do primeiro lançamento de um foguete Proton depois do fracasso de pôr em órbita três satélites russos de navegação Glonasse, que caíram no Oceano Pacífico a 1500 quilómetros do Havai, a 5 de Dezembro.

Depois deste incidente, atribuído por alguns especialistas a erros de programação do Proton, os lançamentos deste tipo de foguetes foram temporariamente interditos.

O Ka-Sat, construído pela Eutelsat para a Astrium, a divisão espacial do grupo europeu EADS, deve permitir o acesso à Internet de banda larga aos consumidores da Europa e do Baixo Mediterrâneo que não acedam a este serviço ou que tenham fracas ligações por via terrestre.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 29, 2010, 12:47:17 pm
Medvedev demite dois dirigentes da indústria espacial


O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, demitiu dois dirigentes da indústria espacial e repreendeu o presidente da Agência espacial russa depois do fracasso, no início de Dezembro, da colocação em órbita de três satélites de comunicação.

O vice-presidente da empresa espacial RKK Energia, Viatcheslav Filine, e o vice-presidente da Agência Espacial Russa (Roskosmos), Viktor Remichevski, foram demitidos. O presidente da Roskosmos, Anatoli Perminov, foi repreendido, refere o comunicado do Kremlin.

«Em conformidade com as instruções do presidente russo, a Roskosmos vai tomar medidas adicionais para reforçar a disciplina» nas próprias estruturas, acrescenta o comunicado.

Os três satélites lançados a 5 de Dezembro caíram no Oceano Pacífico. De acordo com a comissão de inquérito ao acidente, a perda dos satélites, que fazem parte do sistema de comunicação russo Glonass, deveu-se a uma sobrecarga de carburante no foguetão de lançamento, um Proton.

O sistema Glonass foi criado pelo complexo militar industrial soviético nos anos 1980. A Rússia decidiu desenvolver este programa na esfera civil para concorrer com o programa norte-americano GPS e o futuro programa europeu Galileu.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 05, 2011, 12:39:31 pm
Citar
Até os OVNIS são testemunhas:

Um óvni acompanhou os astronautas do Apollo XI na chegada à Lua?
por Agência Reuters , Publicado em 04 de Janeiro de 2010  

Os astronautas do Apollo 11 Neil Armstrong, Michael Collins and Edward "Buzz Aldrin (foto de arquivo)
Reuters


A chegada do homem à lua há quatro décadas terá sido testemunhada por uma nave extraterrestre, segundo um dos astronautas norte-americanos que protagonizaram a missão. "É o segredo mais bem guardado da Nasa em meio século de corrida espacial", contou o jornalista e escritor boliviano Eduardo Ascarrunz, autor do romance histórico "El Salar de Maravilla", que narra a história do astronauta Edwin Aldrin "Buzz'' no alegado encontro com um óvni.

Em entrevista à Reuters, o autor disse que obteve a revelação de Aldrin há dez anos, mas só decidiu publicá-la com a aprovação do astronauta quando este considerasse que o mundo estava preparado para a novidade. Aldrin foi o segundo homem a pisar a Lua a 20 de Julho de 1969, minutos depois de Neil Armstrong, na histórica missão Apollo XI, também completada por Michael Collins.

De acordo com o livro, os astronautas comunicaram ao centro de controlo da Nasa em Houston, Estados Unidos, que uma suposta nave " semiesférica" os escoltava na chegada à Lua. "Aqui estamos nós três ... eles estão aqui, debaixo da nossa nave... Encontramos alguns visitantes", terá comunicado Armstrong a Houston. A obra transcreve o diálogo entre os astronautas e Houston: "Não estamos sós", terá dito Aldrin.

Ascarrunz concluiu que a NASA manteve o sigilo provavelmente para impedir que o episódio fizesse "sombra ao superobjetivo da missão Apollo XI: chegar à Lua antes da grande concorrente na corrida espacial, a União Soviética".
Título: Re: Espaço
Enviado por: Luso em Janeiro 05, 2011, 11:38:18 pm
Quem leu "Encontro Com Tiber" de... Buzz Aldrin?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 07, 2011, 07:37:20 pm
Laser ChemCam vai analisar composição química do solo de Marte

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.sciencemagnews.com%2Fwp-content%2Fuploads%2Fimages%2FNASAs_Next_Mars_Rover_to_Zap_Rocks_With_Laser.jpg&hash=3d048face8a001f15dc070fb0dc63749)

O planeta Marte vai receber em 2012 a mais recente invenção da NASA: um laser que analisa a vários metros de distância a composição química do solo e das rochas. Este aparelho será incorporado no todo-o-terreno Curiosity, o próximo veículo de exploração de Marte que será lançado entre Novembro e Dezembro deste ano.

Os feixes do laser, de seu nome ChemCam, vaporizam os materiais a uma distância até sete metros, fazendo incisões do tamanho da cabeça de um alfinete. Um aparelho no veículo analisa e identifica os tipos de átomos presentes nos materiais.

No Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL, da NASA) está a ser terminada a montagem do Curiosity. Este veículo com três metros de comprimento vai herdar tecnologias dos três veículos que a NASA enviou anteriormente para Marte. No entanto, este é o maior e o mais complexo. Será lançado entre 25 de Novembro e 18 de Dezembro deste ano e chegará ao planeta vermelho em Agosto de 2012.

Roger Wiens, responsável pelas experiências do ChemCam, em colaboração com a Agência Espacial Francesa, explica que teve a ideia de utilizar este equipamento quando visitou o Laboratório Nacional Los Álamos, onde este estava a ser testado.

O aparelho é do tamanho de um cigarro e pode ser usado a longa distância, evitando assim os obstáculos e o contacto directo com os materiais a analisar. Além disso, necessita apenas de uma bateria de nove volts para funcionar. Um espectrómetro instalado no Curiosity analisará o material vaporizado.

Curiosidades do Curiosity

O todo-o-terreno Curiosity vai para Marte apetrechado de instrumentos científicos, entre eles uma perfuradora, uma câmara-microscópio que capta pormenores do diâmetro de um cabelo, um dispositivo para recolher amostras e analisá-las, uma máquina fotográfica panorâmica e outra de vídeo de alta resolução.

Um detector de radiação, um medidor de hidrogénio do subsolo desenvolvido por cientistas russos e uma estação meteorológica espanhola para medir a pressão, a temperatura, a humidade, o vento e os níveis de radiação ultravioleta completam este “pacote” tecnológico.

Para fornecer energia a todas estas funcionalidades e ao veículo em si (que se pode mover a velocidade de 90 metros por hora, tem a capacidade de ultrapassar obstáculos com 75 centímetros de altura, possui seis rodas com motores independentes, entre outras coisas), os engenheiros optaram por utilizar um gerador de radioisótopos, que produz electricidade a partir do calor da desintegração radioactiva de plutónio 238.

Os veículos que anteriormente tinham sido enviados para Marte funcionavam com painéis solares. O Curiosity foi pensado para funcionar durante um ano marciano, ou seja, 687 dias terrestres.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2011, 09:05:42 pm
Iniciada neste ano construção de uma colónia “marciana” no deserto chileno de Atacama


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fen.mercopress.com%2Fdata%2Fcache%2Fnoticias%2F29849%2F0x0%2Fchajnantor.jpg&hash=5faa6be883095019ad570002564d1abd)

A construção desta base pretende simular uma colónia em Marte. Entre os impulsionadores do projecto estão a NASA, Mars Society, Instituto SETI, a Agência Espacial da China e mais de 40 empresas.

Será inciada a construção de uma base espacial no deserto chileno de Atacama, o deserto mais árido do mundo. Esta base pretende simular, no nosso planeta, uma colónia em Marte, com plataformas de lançamento móveis e estufas.

A informação divulgada no jornal chileno El Mercurio refere que se tratará do Centro de Investigação Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico implantado numa zona reconhecida pelos cientistas como uma das mais parecidas com Marte. Esta zona é caracterizada por apresentar radiação solar e temperatura extremas, baixa humidade e ventos fortes.

A estação espacial será construída na planície de Chajnantor, situada a 55 km a leste da cidade de San Pedro de Atacama, a 5150 metros de altitude.

A investigadora Carmen Gloria Jiménez, da Universidade de Antofagasta, que pertence ao grupo de coordenação do projecto, refere que já existem experiências semelhantes em Utah, nos Estados Unidos e na ilha de Devon, no Ártico canadiano.

Entre os impulsionadores do projecto estão a NASA, Mars Society, Instituto SETI, a Agência Espacial da China e mais de 40 empresas que prestam serviços à investigação e corrida espacial americana. Para além destes promotores o Comité Científico e Tecnológico Nacional de Pesquisa (CONICYT) facilitou o terreno para o projecto.

Fernando Órdenes, assessor da Agência do Espaço Chilena explicou que se pretende começar a trabalhar nas plataformas já em 2011. Estão várias actividades previstas relacionadas com educação, investigação científica e transferência de tecnologia espacial para a agricultura e viticultura. O grupo de investigação afirma que trabalhará em conjunto com operadores turísticos, universidades e indústrias mineiras para patentear inovações tecnológicas.

Em Março do próximo ano, a zona será visitada por uma delegação da Agência Espacial da China que tem planos de ter bases subterrâneas na Lua em 2020, para extracção de minerais. Em Abril chegará a Chajnantor um grupo da NASA.

Naturlink
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2011, 07:23:16 pm
Desclassificação de Plutão «pode ter sido precipitado»


No mês em que completa seis anos da descoberta, o planeta-anão Éris e a sua participação na desclassificação de Plutão para a «série B planetária», em 2006, continuam a causar polémica.

Um grupo de astrónomos liderados por Bruno Sicardy, do Observatório de Paris, disse ter feito uma nova medição que comprovaria que Éris é menor do que Plutão.

Por enquanto, eles não dizem o quão menor. A justificação, disse Sicardy em entrevista ao The New York Times, é que eles estão a poupar o material para um grande artigo na revista científica Nature.

Embora a diferença não deva passar de uma mão cheia de quilómetros, o anúncio já foi suficiente para animar o grupo que quer rever o estatuto do ex-planeta Plutão.

O que se sabe, até agora, é que a nova medição foi feita no ano passado, aproveitando o momento em que uma estrela passou por trás de Éris, permitindo a visibilidade da experiência.

«Éris é claramente menor», disse Alain Maury, que também observou o fenómeno, no Observatório San Pedro de Atacama, no Chile.

Em 2005, quando foi localizado num ponto distante do Sistema Solar, Éris trouxe um problema para os astrónomos. Como o seu diâmetro parecia maior do que o de Plutão, um planeta da «primeira divisão», só havia duas alternativas: reconhecê-lo como o décimo planeta ou desclassificar o outro.

A IAU (União Astronómica Internacional) resolveu colocar ordem na casa e criou uma série de critérios para classificar um planeta. Regras que, apesar de séculos de estudos astronómicos, ainda não existiam. Com isso, nasceu também um novo conceito: o de planeta-anão, em que Éris e Plutão foram colocados.

Tanto cuidado tem várias explicações, mas um dos motivos mais fortes era o receio dos astrónomos de que, com os instrumentos de observação cada vez mais potentes, haveria uma enchente de novos planetas no nosso Sistema Solar.

Baptizado em homenagem à deusa grega da discórdia, Éris fica bem mais distante do Sol do que Plutão. Além da distância, existe um outro «complicador» para medições precisas: a baixa luminosidade do Cinturão Kuiper, onde estes estão.

Nem mesmo o tamanho de Plutão é considerado definitivo. Nos mais de 80 anos desde a sua descoberta, a estimativa do seu diâmetro já mudou várias vezes.

Uma medição muito precisa deve acontecer em 2015, quando a sonda New Horizons, da Nasa, chegar até Plutão.

Na opinião de Roberto da Costa, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), mesmo que fique comprovado que Plutão é realmente maior do que Éris, isso não deve servir para devolvê-lo ao «primeiro escalão».

«Seja quem for que ganhe definitivamente essa disputa por tamanhos, o critério que separa planetas clássicos dos planetas-anões vai muito além disso», avalia.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2011, 01:58:34 pm
Engenheiros britânicos vão testar telemóvel no espaço


Um grupo de engenheiros da empresa britânica Surrey Satellite Technology Limited construiu um telemóvel para ser testado no espaço.

Segundo explicou o gestor do projecto, Shaun Kenyon, o “smartphone” funciona com o sistema operativo Google Androide será usado para controlar um satélite de 30 centímetros e para tirar fotografias da Terra. «Primeiro que tudo, queremos ver se o telefone funciona lá em cima e, se isso acontecer, queremos verificar se pode controlar um satélite», explicou o responsável.

O modelo do aparelho ainda não foi divulgado, mas sabe-se que irá actuar como um apoio para o computador principal do satélite. Após algum tempo, espera-se que o telemóvel possa funcionar sozinho, assumindo o controlo da missão.

Numa fase inicial, o satélite será dotado de sistemas avançados de orientação, de navegação e de controlo, incluindo um receptor GPS. A ser possível esta experiência, será a primeira vez que um telefone móvel sairá da órbita da Terra.

«Se conseguirmos provar que um smartphone pode trabalhar no espaço, muitas novas tecnologias irão abrir-se para uma multidão de pessoas e empresas que normalmente não podem pagar aparelho capazes de ir ao espaço. É uma verdadeira reviravolta para a indústria», disse Chris Bridges, do Centro Espacial Surrey.

A Bola
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2011, 09:27:51 pm
Voo simulado a Marte entra na órbita do planeta vermelho

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.geekosystem.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F06%2FThe-Mars500-isolation-fac-006.jpg&hash=7d6f9b6d4820c09b5dbcb33709b66c3d)

O vaivém espacial com seis voluntários do voo simulado a Marte já está na órbita do planeta vermelho e em menos de duas semanas aterrará na superfície simulada, informou esta terça-feira um porta-voz do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia.

«Ao despertarem esta manhã, os participantes da experiência viram uma representação de Marte nos seus monitores a imitar os guichets (de uma nave espacial). Isso quer dizer que já entraram na órbita marciana», precisou o IPBM à agência Interfax.

Em poucos dias, os seis voluntários passarão a desempenhar o papel de engenheiros e cientistas para realizar os trabalhos de carga e descarga, porque deverão esvaziar o módulo que simula a cápsula até este momento que funcionava como armazém.

Antes de 12 de Fevereiro, data prevista para a chegada à superfície marciana, os voluntários experimentarão no seu organismo vários aspectos da falta de gravidade que serão reproduzidos de forma artificial.

Dormirão de noite de cabeça para baixo para simular o estado de falta de gravidade e temperatura de 12 graus abaixo de zero.

Durante a estadia no simulador da superfície de Marte, os voluntários realizarão três caminhadas.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 este ambicioso projecto, ao qual uniu-se posteriormente a China e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e Espanha.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 10, 2011, 11:02:50 pm
Estação açoriana segue voo do Ariane

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.obaluarte.net%2F%7Emedia%2Fimagemanager%2Fesa%2Fesa3.jpg&hash=b916243201306a19d02f7a0180072670)


A estação de seguimento da Agência Espacial Europeia (ESA), na ilha de Santa Maria, Açores, irá estar a vigiar o ATV Johannes Kepler, a partir de dia 15 do corrente, juntando dados essenciais enquanto o Ariane 5 completa a sua viagem. Com uma massa de 20 toneladas no lançamento, incluindo o combustível, comida e carga para a Estação Espacial Internacional, o ATV é a maior e mais sofisticada nave especial alguma vez construída na Europa.

Já a partir da próxima semana, durante a primeira fase a motor, o Ariane V200 com o ATV a bordo, irá estar a 130 de altitude da ilha, estando à vista da antena de seguimento da estação durante cerca de oito minutos. Durante esta passagem, a estação irá receber via rádio dados de telemetria cruciais, com informação segundo a segundo sobre o estado dos sistemas, como a propulsão, orientação e navegação.

Em 2008, a estação de Santa Maria, localizada a cinco quilómetros de Vila do Porto, na ilha açoriana, tornou-se na mais recente estação a juntar-se à rede global de seguimento da ESA, ESTRACK. A antena de 5,5 metros de diâmetro oferece um serviço de seguimento crucial durante os lançamentos do foguete, enquanto estes levam os Veículos de Transferência Automatizados (ATVs) europeus até à sua órbita.

Após o lançamento, o ATV Johannes Kepler irá acoplar-se automaticamente à ISS oito dias mais tarde, a 23 de Fevereiro, permanecendo ligado até Junho. Durante este tempo serão realizados reposicionamentos da órbita, essenciais à manutenção da estação.

De forma a colocarem os ATVs na órbita correcta, os lançadores Ariane devem seguir uma determinada rota em voo, que os leva quase directamente aos céus por cima de Santa Maria, apenas alguns minutos após o lançamento a partir do porto espacial europeu em Kourou, na Guiana Francesa.

Esta trajectória obrigou a que fosse montada uma rede específica de estações de seguimento para receber dados em tempo real durante os momentos chave dos lançamentos. Nos lançamentos do ATV, as estações da ESA oferecem informações de seguimento ao CNES, a agência espacial francesa, que coordena a rede de seguimento do Ariane.

Estação pronta para o lançamento

“Fizemos uma série de testes técnicos na estação de Santa Maria, em Agosto e Setembro de 2010, seguidos de um teste operacional completo em Janeiro. Estamos perfeitamente aptos para o voo do Ariane na próxima semana e esperamos que seja um dia intenso com excelentes resultados” referiu Gerhard Billig, o engenheiro da ESA responsável pelo seguimento dos lançadores.

Depois de passar por cima dos Açores, Europa e Sudeste da Ásia, o Ariane irá passar por cima da Austrália, onde será da mesma forma seguido pela estação de 15 metros da ESA, em Perth, e por uma estação em Awarura, na Nova Zelândia.

O Ariane andará à volta da Terra, para ganhar altitude, e fará uma segunda passagem próximo de Santa Maria, desta vez a uma altitude de 250 quilómetros. Por esta altura, o ATV já se terá separado do Ariane e o lançador irá estar na sua rota de reentrada destrutiva prevista, o que irá acontecer mais tarde.

“A Estação de Santa Maria tira partido da posição geoestratégica do arquipélago dos Açores constituindo um importante recurso infra-estrutural para a ESA e para Portugal, enquanto um dos seus estados -membros, na implementação dos programas espaciais Europeus”, segundo disse Mário Amaral, coordenador do Space Office de Portugal.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 14, 2011, 10:25:54 pm
Russo e italiano pisaram hoje “superfície marciana”


O russo Alexandre Smilievski e o italiano Diego Urbina pisaram hoje, pela primeira vez, a “superfície marciana” no quadro da experiência internacional Marte 500, segundo o Centro de Controlo de Voos Espaciais da Rússia. Numerosos jornalistas presenciaram o momento em directo, através de um ecrã instalado no Centro, nos arredores de Moscovo.

Smolievski e Urbina pousaram, às 9h00 (hora de Portugal), na “superfície marciana” que, neste caso, se encontra a apenas alguns quilómetros de distância da capital russa, num módulo construído para a experiência no Instituto de Problemas Bio-Médicos de Moscovo (IPBM).

Os “astronautas” colocaram na superfície as bandeiras da Rússia, da China e da Agência Espacial Europeia (ESA) e fizeram um breve discurso de saudação em russo e inglês, depois do qual procederam ao programa de exploração no terreno.

Smolievaki, Urbina e outros quatro voluntários rigorosamente seleccionados vivem fechados desde Junho passado, por um período de 520 dias, num simulador de uma nave espacial que viaja a Marte.

Chegados ao “Planeta Vermelho” anteontem, a tripulação separou-se em dois grupos. Um ficou a bordo da nave na “órbita marciana”, enquanto o outro vai realizar, nos próximos dias, visitas à superfície. de hoje foi a primeira. A segunda, em que participarão Smolievski e o chinês Wang Yue, está prevista para a próximo sexta-feira. A última, realizada por Smolievski e Urbina, realizar-se-á a 22.

Durante os desembarques, os participantes da experiência vão explorar o terreno com a ajuda de dois veículos robotizados, farão perfurações para encontrar água e realizarão outros simulacros. O módulo de aterragem deixará a “superfície marciana” no próximo 23 de Fevereiro e, no dia seguinte, acoplará à nave principal. A “viagem de regresso” à Terra começará a 1 de Março.

Experiência de 520 dias

A Rússia está representada no Marte 500 por três voluntários: Alexei Sitev, chefe da expedição, o médico Suirob Kamolov e o investigador Alexander Smolievski. São acompanhados pelo francês Roman Charles, engenheiro de bordo, pelo italiano Diego Urbina e pelo chinês Wang Yue.

O objectivo da experiência consiste em testar os mecanismos de adaptação fisiológica e psicológica às condições de um voo autónomo de longa duração, as particularidades das relações entre os tripulantes e o centro de controlo, assim como o funcionamento de sistemas vitais e de investigação.

Cada um dos voluntários irá receber 80 mil euros pelos 520 dias de viagem. Os “astronautas” vivem num espaço de 550 metros cúbicos e contactam com o mundo exterior basicamente através de correio electrónico.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2011, 12:36:09 pm
Hibernação humana pode ser solução para viagens espaciais


Hibernar pode ser uma solução para que o corpo humano resista a uma viagem espacial de longa distância, uma opção sugerida por um grupo de cientistas que analisou o processo de hibernação dos ursos do Alasca.

Cientistas da Universidade do Alasca descobriram que os ursos reduzem levemente a sua temperatura corporal durante esse período, mas a sua actividade metabólica fica muito abaixo dos níveis de outros animais que também hibernam.

Segundo os seus autores, esta descoberta, apresentada na reunião anual da AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência), foi inesperada. Os processos químicos e biológicos de um organismo desaceleram normalmente em 50% por cada dez graus de redução da temperatura corporal.

No entanto, segundo o estudo publicado esta semana na revista Science, a temperatura corporal destes ursos diminuiu só cinco ou seis graus e o seu metabolismo desacelerou em 75% em comparação com a sua actividade normal.

Durante o período de hibernação, os ursos passam de cinco a sete meses sem comer, beber, urinar ou defecar.

Neste período, esses animais respiram apenas uma ou duas vezes por minuto e o seu coração desacelera entre as respirações.

Além disso, os cientistas descobriram que a actividade metabólica dos ursos continuou em níveis mais baixos várias semanas após o fim da hibernação.

Esta descoberta levou os investigadores a pensar que isso poderia ser útil para os humanos no futuro, e constataram que a aplicação dos mecanismos de supressão metabólica em situações de emergência poderia salvar vidas.

«Uma rápida redução da actividade metabólica das vítimas de um derrame cerebral ou de um ataque cardíaco poderia deixar o paciente num estado estável e protegido, o que daria aos médicos mais tempo para tratá-lo», revelou um dos investigadores.

A descoberta também poderia ser útil para uma longa viagem espacial, pois, se o corpo humano pudesse alcançar este tipo de hibernação, a viagem a um planeta distante ou a um asteróide poderia ser mais suportável para os astronautas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 11, 2011, 12:39:20 pm
Astronauta da NASA na Universidade do Porto para contar experiências

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fs5.assets.usoc.org%2Fassets%2Fimages%2Farticle%2Fphoto%2F31190%2Ffull%2FScottParazynski.jpg%3F1264712231&hash=ff0264fcc22f55bd4ee4c2f481b7b533)


O astronauta norte-americano Scott Parazynski da NASA vai estar esta terça-feira na Universidade do Porto para protagonizar a palestra «Viagens no Espaço» na Faculdade de Ciências, às 11:00 horas.

Considerado um dos mais experientes e reputados astronautas da história da NASA, Parazynski, de 50 anos, realizou a primeira das suas cinco viagens ao Espaço em Novembro de 1994, na nave Atlantis.

Na última, efectuada em Outubro de 2007, o astronauta viajou a bordo da Discovery com o objectivo de consertar um conjunto de painéis solares danificados na Estação Espacial Internacional (ISS), lembra a Universidade do Porto.

Naquela que é considerada uma das mais perigosas missões espaciais alguma vez realizadas, Parazynski teve que cumprir quatro «passeios» pelo Espaço (spacewalks), tornando-se apenas o segundo astronauta da NASA a fazê-lo numa só missão, acrescenta.

O também médico tornou-se em 2009 no primeiro ser humano que esteve no Espaço a conseguir escalar até ao topo do Monte Evereste.

Em 1998 e 1999 foi distinguido pelo governo norte-americano pelos serviços excepcionais prestados à NASA.

A entrada é livre, mas sujeita ao número de lugares da sala.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 16, 2011, 09:16:27 pm
Especialista da NASA propõe laser para remover lixo espacial


O lixo espacial continua a ser um perigo para satélites e astronautas. Agora, um cientista da NASA propõe uma solução que passa por utilizar um sistema de raios laser pouco potentes – situado na Terra – que poderá eliminar os detritos. Em 1978, um consultor da agência espacial norte-americana Donald Kessler afirmou que uma colisão entre dois pedaços de lixo pode desencadear uma série de efeitos em cadeia com consequências nefastas, provocando o aumento de detritos.

Na chamada “síndrome Kessler” se a velocidade com que se faz lixo é maior do que a velocidade com que se elimina, o planeta fica rodeado por tantos detritos que até o lançamento de satélites fica comprometido. Há mais de 30 anos que os cientistas têm tentado acabar com esta ameaça.

Houve já há várias propostas destinadas a solucionar o problema, desde a utilização de robôs espaciais até redes gigantes. Mas nenhuma delas parece viável. As agências espaciais limitam-se a afastar os seus satélites da rota dos pedaços de lixo e, pouco a pouco, a órbita terrestre está a tornar-se num recurso sobre-explorado que mais tarde ou mais cedo pode tornar-se inútil.

Agora, a NASA apresenta um projecto que pode ser viável. Como explica James Mason, a ideia consiste em utilizar um raio laser para resolver o problema. Ao contrário de outros projectos que visavam destruir as peças, este quer desacelerá-las ligeiramente, modificando as suas rotas e fazendo com que penetrem na atmosfera, entrando, assim, em combustão.

A ideia parece agradar até porque é de baixo custo. Serão apenas necessários lasers de baixa potência – dez vezes menos poderosos do que muitos modelos de uso militar. Apesar dos seus 5 KW o feixe de fotões seria suficiente.

Falta apenas que a administração da NASA apoie a iniciativa para se começar a fazer ensaios. Mason acredita que este sistema pode inverter a síndrome de Kessler em pouco tempo.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 22, 2011, 09:10:51 pm
Novo fato espacial da NASA testado, com sucesso, na Antárctida


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fspacecoalition.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F03%2FIMG_0276.jpg&hash=281b86f7ed567b0da991e64c18679e6c)


Uma equipa da NASA testou um novo fato espacial numa região da Antárctida de condições ambientais extremas, que apresenta características semelhantes a algumas encontradas em Marte.

Tendo em vista uma possível visita ao planeta vermelho, Pablo De León, um investigador argentino,  desenvolveu o  NDX-1, que suportou temperaturas muito baixas e ventos com cerca de 75 quilómetros por hora nos testes.

"Esta foi a primeira vez que levámos os fatos espaciais para um meio tão extremo e isolado para que, se algo corresse mal, não pudéssemos simplesmente ir até à 'loja' e comprar material para os reparos", afirmou  De León, depois de voltar da expedição, que teve uma semana de duração.
O protótipo do fato, no valor de 100 mil dólares (73 mil euros) e criado com recursos da NASA, é feito com  mais de 350 materiais, incluindo fibras de carbono e fibras sintéticas de aramida Kevlar, para reduzir o peso sem perder resistência.

Durante a missão "Marte em Marambio", a equipa de cientistas da NASA realizou também  caminhadas espaciais simuladas, operou equipamentos e recolheu amostras enquanto usava o NDX-1. Até mesmo o criador do fato pressurizado, experimentou-o, dizendo que este é propenso a fazer com que qualquer um se sinta claustrofóbico.

De León, que dirige o laboratório de fatos espaciais na Universidade de Dakota do Sul, nos EUA, disse ainda que a Antártida é ideal para recolha de amostras, por ser um dos lugares menos contaminados da Terra e também por permitir algumas observações sobre o impacto no fato. "Marte é uma mistura de muitos ambientes diferentes: desertos e temperaturas e ventos como na Antárctida", afirmou De León. "Por isso, tentámos ir a diferentes lugares e ver se o nosso sistema pode suportar os rigores de Marte, se formos para lá", acrescentou.

Os investigadores escolheram Marambio, a base da força aérea argentina na Antárctida, pois, em comparação com outras bases com as mesmas características, esta tem acesso mais fácil à camada de "permafrost" - o subsolo que permanece congelado a maior parte do ano.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Março 23, 2011, 10:49:50 am
O capacete é estranho, faz lembrar o bomberman...
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ft1.gstatic.com%2Fimages%3Fq%3Dtbn%3AANd9GcTaMG2eBr5MCxANQ-EwyxWeks5Sltwdcy34_14fWE0BfB7z3Xlh7Q&hash=6b6eff096278eebbdee447460b306f0c)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 30, 2011, 09:55:51 pm
Nasa pode desistir de robot encalhado em Marte


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.popsci.com%2Ffiles%2Fimagecache%2Farticle_image_large%2Farticles%2F750px-NASA_Mars_Rover.jpg&hash=8efdf5c29f72b55336a2ec021da143eb)

A NASA (agência espacial norte-americana) enviou, em Janeiro de 2004, dois veículos de exploração para a superfície de Marte. Há dois anos, apenas um deles está a trabalhar na recolha de informações sobre o planeta, o Opportunity, enquanto o outro, o Spirit, não dá sinal de vida.
Uma falha no pneu dianteiro da direita, em 2006, comprometeu a mobilidade do veículo e, três anos depois, fez com que este encalhasse numa região marciana de areia.

A comunicação também se perdeu desde 22 de Março de 2010, seja por um problema no receptor e na transmissão ou até mesmo no relógio que programa o seu funcionamento em determinadas horas.

A Nasa tinha esperanças que o veículo, dotado de painéis solares, pudesse captar energia durante o período com mais sol em Marte, mas isso não aconteceu.

Se a equipa de cientistas não encontrar uma solução para o Spirit e este continuar silencioso até ao final de Abril, o projecto será abandonado, disse John Callas, da Nasa, em entrevista ao site Space.com.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 04, 2011, 09:49:36 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fapod.nasa.gov%2Fapod%2Fimage%2F1103%2FKeplerSunsPlanets_rowe.jpg&hash=557076527575f6300899993f3d36db53)
Citar
Using the prolific planet hunting Kepler spacecraft, astronomers have discovered 1,235 candidate planets orbiting other suns since the Kepler mission's search for Earth-like worlds began in 2009. To find them, Kepler monitors a rich star field to identify planetary transits by the slight dimming of starlight caused by a planet crossing the face of its parent star. In this remarkable illustration, all of Kepler's planet candidates are shown in transit with their parent stars ordered by size from top left to bottom right. Simulated stellar disks and the silhouettes of transiting planets are all shown at the same relative scale, with saturated star colors. Of course, some stars show more than one planet in transit, but you may have to examine the picture at high resolution to spot them all. For reference, the Sun is shown at the same scale, by itself below the top row on the right. In silhouette against the Sun's disk, both Jupiter and Earth are in transit.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 10, 2011, 01:26:00 pm
Rússia quer regressar à Lua e chegar a Marte


A Rússia pretende conservar posições de liderança na conquista do Espaço e tenciona criar bases na Lua até 2030 e chegar a Marte ainda neste século.
"A Rússia ocupa a posição de líder no lançamento de foguetões: no ano passado, lançámos 31 dos 74 realizados no mundo. Num futuro próximo, temos todas as possibilidades de realizar metade dos lançamentos. Mas não nos podemos transformar de potência cósmica em carroceiro do Espaço", declarou Vladimir Putin num encontro realizado com cientistas ligados à conquista do Espaço.

Segundo o primeiro-ministro russo, o seu Governo está a investir neste ramo, em 2010-2011, 5 mil milhões de euros.

Baseando-se no programa espacial apresentado por Putin, o jornal "Birjevoi líder" calcula que, em 2030, a Rússia instalará na Lua a sua primeira base espacial.

Os cientistas russos depositam grandes esperanças na criação de motores atómicos para as naves utilizadas em voos espaciais, o que constituirá um salto qualitativo neste campo e tornará possíveis viagens a Marte no séc. XXI.

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, vê na cooperação internacional grandes perspetivas.

"Estou convencido de que a cooperação multilateral na investigação e aproveitamento do Espaço para fins pacíficos irá abranger um número cada vez maior de países, contribuir para a junção de esforços na busca de soluções para os problemas globais e o progresso técnico-científico da civilização", escreve ele numa mensagem à ONU a propósito do 50º aniversário da viagem de Iúri Gagarin ao Espaço.

Porém, a indústria espacial russa terá de superar sérios obstáculos para se manter na linha da frente da conquista do Espaço.

Andrei Kokochin, deputado e membro da Academia das Ciências da Rússia, considera que para isso o seu país terá de aumentar a "longevidade" dos satélites russos.

Além disso, este cientista, que já dirigiu o complexo militar-industrial russo, chama a atenção para o problema da "base de componentes eletrónicos das naves espaciais russas", sublinhando que a Rússia depende cada vez mais de fabricantes estrangeiros.

"A cooperação com empresas estrangeiras faz elevar a qualidade da nossa tecnologia. Mas as envergaduras, a profundidade dessa cooperação deve ser rigorosamente ponderada. Tanto do ponto de vista da nossa capacidade de concorrência, como da segurança nacional", frisou.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 19, 2011, 07:23:12 pm
Medicamentos perdem propriedades no espaço


Um estudo publicado no American Association of Pharmaceutical Scientists Journal levanta uma questão que, provavelmente, nunca preocupou a maioria das pessoas, mas que pode surtir um impacto negativo nas missões espaciais de longa duração, como uma possível viagem a Marte.

De acordo com este trabalho, patrocinado pela NASA, os analgésicos podem não surtir o efeito desejado no alívio da dor dos astronautas, no espaço, pois as condições a que são sujeitos podem comprometer as suas propriedades. Se preservados correctamente, muitos medicamentos podem manter as suas qualidades até dois anos, pelo que a sua acção é a desejada. Para verificar o impacto das viagens espaciais no potencial dos fármacos, investigadores do Wyle Engineering Group enviaram para o espaço, por intervalos de 28 meses, quatro kits com os 35 medicamentos mais utilizados pelos astronautas durante as missões e mantiveram outros quatro semelhantes num ambiente controlado, em Terra.

No final do estudo, menos de um terço dos medicamentos enviados para o espaço apresentava um nível adequado de substâncias activas, de acordo com os requerimentos americanos. Além disso, quanto mais tempo passaram no espaço, menor era a sua eficácia.

Segundo os investigadores responsáveis por este estudo, um dos principais motivos para a degradação dos medicamentos no espaço pode estar relacionado com o facto de estes serem retirados da sua embalagem original, visto que têm de ser embalados em pacotes compactados para as missões espaciais. Além disso, os altos níveis de radiação a que são sujeitos fora da Terra também podem contribuir para a perda das suas propriedades.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 22, 2011, 01:15:48 pm
Rússia desmente experiências sexuais no espaço


O vice-diretor do Instituto de Problemas Médico-Biológicos da Rússia, Valeri Bogomolov, afirmou que os cosmonautas soviéticos e russos nunca fizeram sexo no espaço, nem sequer para fins científicos. «Não existe qualquer testemunho oficial ou não oficial de que tenha sido feito sexo no espaço, bem como experiências nesse campo», declarou o cientista à agência Interfax.

Bogomolov comentou assim notícias publicadas em órgãos de informação que revelavam que a União Soviética e os Estados Unidos teriam realizado ensaios científicos no espaço, durante os quais os cosmonautas teriam feito sexo e tentado ter filhos.

«No que respeita à astronáutica americana, simplesmente não tenho dados para refutar isso categoricamente. Em todo o caso, não temos dados oficiais. Há apenas boatos anedóticos, insinuações na imprensa que não merecem crédito», concluiu.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 22, 2011, 05:12:33 pm
Equipamento com cunho português enviado para o espaço na última missão do vaivém Endeavour

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.davis.k12.ut.us%2F161%2Flib%2F161%2FEndeav.jpg&hash=708e3957316d2435a141d9c5fb008c4f)

O vaivém Endeavour, cuja partida para a sua última missão está agendada para 29 de Abril, vai enviar para o espaço o Espectrómetro Magnético Alpha 2 (AMS-02), que tem um cunho português. Investigadores do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) contribuiram para a produção deste detector de partículas que será colocado na Estação Espacial Internacional (ISS) para, ao longo de cinco anos, registar com precisão as medidas dos raios cósmicos que incidem na Terra e, possivelmente, descobrir antimatéria produzida em anti-estrelas ou a natureza da matéria escura.

“Ate ao final do ano 2011 é expectável obter resultados. Os primeiros meses serão dedicados a uma completa compreensão do detector e do seu funcionamento”, revelou ao Ciência Hoje Fernando Barão, líder da equipa portuguesa que participa nesta experiência, em que integram também Maria Luisa Arruda e Rui Pereira. A colaboração dos investigadores portugueses incide no desenvolvimento, juntamente com outros parceiros internacionais, do detector RICH (incorporado na experiência AMS), que visa a separação de elementos com a mesma carga eléctrica, mas diferente massa. “O grupo participou activamente no desenvolvimento do detector, na sua simulação e nos testes a que este foi submetido”, referiu o líder português, acrescentando que também se desenvolveram algoritmos de reconstrução de velocidade e de carga eléctrica.

O que procura o AMS?

De acordo com Fernando Barão, os raios cósmicos que não são produzidos pela atmosfera terrestre só podem ser detectados no exterior da Terra, pelo que a experiência AMS tem de ser colocada em satélites ou na ISS. “Experiências como o AMS exploram estes mensageiros do universo [raios cósmicos], tal como os astrónomos passados exploraram a observação de planetas e estrelas usando a luz visível”, explicou o investigador do LIP, que também é professor do departamento de Física do Instituto Superior Técnico.

Quanto à antimatéria, os cientistas acreditam que está presente, “em quantidade muito pequena”, nos raios cósmicos já detectados. No entanto, o que o AMS pretende é “detectar 'anti-mundos', isto é anti-estrelas, anti-galáxias”, uma ideia que tem como origem a teoria do Big-Bang, em que iguais quantidades de matéria e antimatéria terão sido produzidas no início do universo.  “A descoberta de antinúcleos de hélio, por exemplo, seria uma descoberta muito importante e validaria a hipótese científica”, considerou.

Outro problema central da física moderna que a AMS quer abordar é relativo à matéria escura, que, tal como a designação indica, “não é visível”, pois não emite radiação, pelo que é “de muito difícil detecção”. Existem “indícios claríssimos da existência deste tipo de matéria no universo. As medidas apontam para que mais de 99 por cento do universo seja invisível”. No entanto, ainda não é conhecida a natureza dos constituintes desta matéria escura, algo que se pretende desvendar.

Desafio tecnológico

Na opinião de Fernando Barão, “uma experiência colocada em órbita é sempre um desafio científico, mas antes de mais, tecnológico”. No caso da AMS, existiam limitações de potência eléctrica disponível, as vibrações mecânicas associadas ao seu transporte, as variações extremas de temperatura, a necessidade de evacuar o calor gerado pela electrónica do detector de silício e ainda o problema dos arcos eléctricos que podem aparecer em condições de “mau vácuo”. Tendo em conta estes factores, cada sub-detector foi sujeito a testes, tal como aconteceu com todo o detector AMS-02, entre Fevereiro e Abril de 2010.

A produção deste equipamento foi liderada por Samuel Ting, investigador do MIT e prémio Nobel da Física, e envolveu no total 60 laboratórios de 16 países, incluindo, entre outros, Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Itália, Suiça, China e Taiwan.

O Endeavour, que leva a bordo seis astronautas, será lançado às 20h47 (na hora de Lisboa) do Centro Espacial Kennedy, perto do Cabo Canaveral, na Florida, para uma missão de 14 dias na ISS.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2011, 11:00:38 pm
SETI  suspende actividades

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Feternosaprendizes.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2008%2F08%2F071012_telescope_hmed_3p_Allen_SETI-720x478.jpg&hash=950d224fb85184b58001e959da6bad88)


O sistema norte-americano de antenas para captar eventuais mensagens extraterrestres suspendeu temporariamente a sua actividade por falta de fundos. A notícia foi dada pelo porta-voz da SETI, centro norte-americano que se dedica à procura de inteligência fora do nosso planeta.

O Allen Telescope Array (ATA), telescópio com 42 antenas gigantes receptoras de ondas de rádio, foi construído graças à doação de 25 milhões de dólares de Paul Allen, co-fundador da Microsoft. A crise económica dita agora a suspensão das actividades, pelo menos durante algum tempo.

“No final desta semana, o telescópio ATA vai entrar em hibernação devido à falta de financiamento necessário para o funcionamento dos radiotelescópios de Hat Creek, onde está situado”, explicou no passado dia 22, Tom Pierson, chefe da SETI, numa carta destinada aos doadores privados.

O SETI e o Laboratório de Rádio Astronomia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, responsáveis pelo funcionamento do sistema, afirmam que os planos para o futuro incluíam a análise dos 1235 exoplanetas detectados pela sonda Kepler, da NASA.

Esta “hibernação” significa que os equipamentos não estarão disponíveis para as observações de rotina. No entanto, serão mantidos dois equipamentos, com uma potência muito reduzida.

Para poder voltar a funcionar plenamente serão necessários mais 5 milhões de dólares. Provavelmente, o telescópio vai poder operar novamente em 2013, depois da nova ronda de doações entrar em vigor.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 29, 2011, 11:11:08 am
Russian space launches in 2011 (video)

 :arrow: http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... 011-(video (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?197463-Russian-space-launches-in-2011-(video))&p=5611059&viewfull=1#post5611059
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 29, 2011, 06:02:27 pm
Citar
SLS planning focuses on dual phase approach opening with SD HLV

April 25th, 2011 by Chris Bergin  
Uncertainty over the configuration of the Space Launch System (SLS) Heavy Lift Launch Vehicle (HLV) may soon come to a close – at least for the interim – with a plan solidifying for using a 70mt Shuttle Derived (SD) HLV to perform a handful of flights, while another “open competition” for the main “Phase 2″ HLV decides on the configuration of the launch vehicle for the Beyond Earth Orbit (BEO) missions in the next decade.

SLS Latest:

While commercial cargo and crew supply lines to the International Space Station (ISS) continue to press towards being up and running by the middle of this decade, NASA’s next flagship launch vehicle has been bogged down by studies and political brinkmanship, mostly from within the Agency itself.

At an engineering level, the RAC (Requirements Analysis Cycle) studies are coming to a close, with three teams working on potential LV architecture which has a focus on a sustainable path towards the sending humans beyond Low Earth Orbit (LEO) to destination which continue to sway between the Moon and Near Earth Objects (NEOs), with the eventual main goal of manned missions to Mars.

As a baseline instruction to the Agency, the NASA Authorization Act demands the SLS should be up and running by 2016, with a report on how this could be achieved due back in January of this year.

Instead, NASA bosses sent lawmakers a preliminary report, heavily angled to claim 2016 was not possible, both on schedule and cost, whilst adding caveats that the findings on a number of get-wells on the cost of the SLS – including the discovery of “greater efficiencies” and even a potential change of design to the SD HLV – were still being evaluated.

Since the preliminary report, mixed messages have continued, not least at the Administration level, although the basis of a plan is now being widely touted at several of the key NASA centers.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasaspaceflight.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F04%2FA662.jpg&hash=67d4ddc7d3a5401766d369c4624cb73f)

This plan (L2), subject to tweaking, involves the leading RAC-1 vehicle, a 70mt SD HLV (Block 0), which it is claimed can be delivered on cost and schedule. The SD HLV Block 0 would become known as the Phase I SLS, flying four missions from 2016, ahead of the Phase II SLS debuting early in the next decade.

The Block 0 SD HLV SLS is driven by three Space Shuttle Main Engines (SSMEs) – utilizing the existing 12 flight engines left over by the Shuttle Program – a stock length ET (External Tank) based core, with two Solid Rocket Boosters (SRBs). The Block 0 vehicle is without an Upper Stage.

The boosters would be four segments boosters, although there are notes claiming the SRBs would be based on the RSRMV-1, which is the Ares I/V five segment booster, with the middle segment removed.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasaspaceflight.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F04%2FA3181.jpg&hash=4ddb7a63ff335c1d81481836cdd760ec)

The RSRMV-1 is understood to have better performance than the current four segment Reusable Solid Rocket Motor (RSRM) used by the Shuttle, whilst retaining a number of get-wells, such as avoiding the restart of the Shuttle four segment production, and the ability to use Ares SRB hardware.

The four flights of the Phase I SLS would be classed as test flights, with missions yet to be determined, although Orion – or the MPCV (Multi-Purpose Crew Vehicle – as NASA managers now insist on calling it) – will be flown, allowing for missions of crew and/or cargo to the ISS.

The Phase I SLS would fly from Pad 39A, via a modified Fixed Service Structure (FSS) and Mobile Launch Platform (MLP).

The configuration of the Phase II SLS would placed on backburner until the 2013-2016 timeframe, when an “open competition” would be held between several configurations, such as a 130mt SD HLV from RAC-1, the RP-1 vehicle which has been leading the RAC-2 studies, or even a super-heavy EELV or SpaceX Super Heavy.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasaspaceflight.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F04%2FA651.jpg&hash=c888e962531d18edd93e6a3218dd3917)

The Phase II SLS would launch from Pad 39B, which is currently being demolished to make way for a “clean pad”.

No actual “leading candidates” for the Phase II SLS have been listed on documentation, or cited by sources, at this time – although it is likely to be a battle between an evolved SD HLV and the RP-1 powered options, due to their favor at the RAC studies.

This vehicle’s role is focused only on BEO missions, in other words to a NEO (asteroid) or what is now becoming more likely – a return to the moon. While the lunar destination was wiped out via the death of the Constellation Program (CxP), a reignited political will is not going unnoticed within the SLS planning groups.

As far as further changes to the plan of a dual phased approach to the SLS, time is running out, with documentation and sources citing the much-awaited final report is expected in June, some schedules showing a specific date of June 20.

It is highly expected the Block 0 SD HLV will be represented as the winning option for the interim requirements of the NASA Authorization Act.

Meetings to emphasize the direction are expected to be conducted between NASA and lawmakers from early May.

Click here for NASASpaceflight.com HLV- related news articles: http://www.nasaspaceflight.com/tag/hlv/ (http://www.nasaspaceflight.com/tag/hlv/)

SLS Decision Required:

The need for definitive decisions to be taken, and taken soon, can also be seen in a mid-April Program Requirements Control Board (PRCB) presentation by the Shuttle Propulsion Assets Assessment Team (SPAAT), who note the “scope and level of intensity/urgency is highly dependent on the SLS Architecture Selection.”

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasaspaceflight.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F04%2FA183.jpg&hash=86f2708fe889009bb1ba45c84d4ae8dd)

SPAAT have established an “Integrated” team to fill a void that presently exists between the close out of the Shuttle and Constellation Programs and the start up of the new SLS program, ensuring assets relating to – for instance – the SSMEs and SRBs remain in place, per the current leading forward-plan.

“To provide a plan and a process to ensure that propulsion assets/capabilities from Shuttle and Ares are retained for the new program(s). To develop a team approach that will include all SSP, CxP, SLS, and Center Institutional “Stakeholders”. To provide a clearing house to work issues and provide recommendations to management for the resolution of these issues,” outlined the presentation (L2).

“Issues Include: Contract responsibilities between MSFC, KSC & JSC. Equipment disposition between SSP, CxP and SLS. Work requirements for building assets (MP labs, Engine shop). Work coordination of documentations between all parties. Created a single entry point for all new request for SSP propulsion and CxP assets needed by SLS.”

Preparing for an expected positive decision on a SD HLV configuration is cited as an example in the presentation.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasaspaceflight.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F04%2FA193.jpg&hash=d85dfddba27c1dd9d36845fdd01279ce)

The team will work with the different organization to ensure that, what ever architecture is selected by SLS, the capabilities and assets specific to that system can be identified for transfer,” the SPAAT added.

“An example as follows: If a shuttle derived system is selected then we will work with projects like SSME, J2X, RSRB, KSC Launch and Landing, Orbiter, & ET. All other systems that would be needed to support SLS propulsion needs such as orbiter feed lines would be coordinated with appropriate Shuttle and CxP elements.”

However, given the current uncertainty into the approved design of the SLS – something which will continue until the final report is approved by all relevant parties – the SPAAT members are utilizing a “Triage Approach” for support and gap Coverage.

“SLS requirements currently not well defined (What transfers vs. disposal). No SLS contracts in-place to transfer the ownership. Seek approval to utilize existing contracts to assure assets and capabilities are maintained until new contracts are in place.

“Examples: Shuttle Assets/Capabilities Matrix in-work, SSME Storage location in work (PWR support to maintain SSME). Shuttle Orbiter MPS Hardware needed for SLS in work. Maintain selected Vendor support. Will utilize SPOC where needed through closeout effort for short periods of time to accomplish work at KSC. Coordination with JSC on this approach. If approved will need to close loop at HQ.”

(The progress on the SLS evaluations will be followed up over the coming weeks. L2 members, follow our exclusive RAC coverage via the HLV tag. Images used:  Via L2 content and NASA.gov photos).


 :arrow: http://www.nasaspaceflight.com/2011/04/ ... ng-sd-hlv/ (http://www.nasaspaceflight.com/2011/04/sls-planning-dual-phase-approach-opening-sd-hlv/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 30, 2011, 05:05:16 pm
Vladimir Popovkin é o novo director da Agência Espacial Russa


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fen.rian.ru%2Fimages%2F16109%2F36%2F161093663.jpg&hash=aee9ce3d53b5c5e7c4e20f2bb73c1731)

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, demitiu hoje Anatoli Perminov do cargo de director da Agência Espacial da Rússia (Roskosmos), substituindo-o por Vladimir Popovkin, ex-vice-ministro da Defesa.

Oficialmente, Perminov foi demitido por ter mais de 65 anos, idade em que, segundo a lei russa, termina a carreira dos funcionários públicos. Porém, esta demissão deve-se na prática aos graves fracassos registados, nos últimos tempos, no sector espacial russo.

Nos finais de 2010, três satélites do sistema de comunicações Glonass, concorrente do sistema norte-americano GPS, caíram no Oceano Pacífico depois de um lançamento mal sucedido.

Mas a “última gota” foi o adiamento, por questões técnicas, do lançamento da nave russa Soyuz TMA-21 de 30 de Março para 5 de Abril, que fez com que os dirigentes russos não pudessem estar presente ao lançamento do foguetão no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Vladimir Popovkin, novo dirigente da Roskosmos, tem 53 anos e já comandou as Forças Especiais da Rússia.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 07, 2011, 04:47:35 pm
NASA escolhe novo projecto no âmbito do programa Discovery


A NASA vai desenvolver um novo projecto de investigação, até 2016, no âmbito do programa Discovery. A agência espacial norte-americana recebeu 28 propostas, das quais seleccionou três. No próximo ano fará uma revisão dos trabalhos propostos para seleccionar um dos três projectos. Cada equipa de investigação receberá três milhões de dólares (dois milhões de euros) para desenvolver o conceito da missão e o desenho dos estudos preliminares.

A missão a desenvolver terá um custo máximo de 425 milhões de dólares (290 milhões de euros), não incluindo as despesas com o veículo com que se fará o lançamento dos instrumentos concebidos para a desenvolver.

As investigações seleccionadas “podem revelar muito sobre a formação do nosso sistema solar e o seu processo dinâmico”, disse a NASA num comunicado em que destacou que qualquer um dos projectos poderá contribuir para melhorar a tecnologia de futuras missões planetárias.

Missões como estas “são uma grande promessa para aumentar o nosso conhecimento sobre o sistema solar e inspirar futuras gerações de explorações”, assinalou o director da agência espacial norte-americana, Charles Bolden.

Um dos três projectos seleccionados foi a missão Geophysical Monitoring Station (GEMS), que propõe o estudo da estrutura e composição de Marte. Este trabalho, apresentada por um laboratório da Califórnia, pode promover o conhecimento sobre a evolução e a formação dos planetas.

Titan Mare Explorer propõe a exploração directa do mar de uma das luas de SaturnoA missão Titan Mare Explorer (TiME), apresentada por investigadores de Maryland, propõe, por sua vez, realizar a primeira exploração directa de um mar extraterrestre de uma das luas de Saturno.

O último projecto, intitulado Comet Hopper e também apresentado por uma investigadora de Maryland, pretende estudar a evolução de um cometa e as suas alterações provocadas pela interacção com o Sol.

Criado em 1992, o programa Discovery da NASA patrocina missões de custo limitado sobre o sistema solar e deu origem já origem a missões como a Messenger, Dawn, Stardust, Deep Impact e Genesis.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 11, 2011, 09:53:05 pm
Açores investem em telescópio de vanguarda


A única supernova descoberta por astrónomos portugueses foi vista pela primeira vez através do telescópio que está instalado no Observatório Astronómico de Santana (OASA), em São Miguel, nos Açores, que será em breve substituído por um equipamento mais moderno.

“O novo equipamento será do mais moderno que existe no país”, revelou Helena Sousa Soares, presidente da Fundação para o Desenvolvimento Sócio-Profissional e Cultural da Ribeira Grande, que gere o observatório.

O modelo do novo telescópio ainda não foi definitivamente escolhido, sendo uma das opções em estudo um aparelho que pode ser comandado remotamente, por exemplo, a partir de uma sala de aula, onde os alunos podem dar ordens para que o telescópio mostre o ponto do céu que indicaram. A aquisição do novo aparelho deve envolver um investimento de 20 mil euros e permitirá melhorar as condições disponibilizadas a todos os que se deslocam ao OASA para observar o céu, que ascendem a várias dezenas nas noites em que a lua está no quarto crescente.

O aluguer de horas a astrónomos de outros pontos do país e do estrangeiro que pretendam deslocar-se aos Açores para observar o céu a partir do centro do Atlântico também é uma das possibilidades que fica em aberto.

O novo telescópio, que deve estar operacional dentro de poucos meses, vai substituir o que está actualmente ao serviço, através do qual, às 23h07 de 12 de Abril de 1999, os astrónomos João Porto e Juan Gonçalves viram pela primeira vez a supernova (corpo celeste que surge depois da explosão de estrelas) que veio a ser baptizada com a designação ‘SN1999bw’.

O OASA, situado no Pico do Bode, na Ribeira Grande, integra a rede de centros de ciências existente nos Açores que pretende promover o conhecimento científico e o acesso a inovações tecnológicas. Nesse sentido, o observatório, que está a comemorar o décimo aniversário, assume-se como um ponto de encontro de astrónomos amadores, mas também como espaço de apoio interativo e didático aos programas escolares na área da ciência.

“A divulgação da ciência é fundamental, hoje em dia já não existe conhecimento científico só para algumas pessoas”, afirmou o secretário regional da Ciência e Tecnologia, José Contente, frisando que “a ciência é uma mais valia para a sociedade pelo papel que pode desempenhar na economia”.

Nesse sentido, assegurou que o executivo açoriano “vai continuar a apoiar a rede de centros de ciência que está a ser criada pelo papel que tem na divulgação do conhecimento científico e pela sua importância pedagógica”, frisando que o objectivo é “ter uma população cada vez mais consciente e educada para a ciência”.

José Contente, que falava na cerimónia comemorativa do décimo aniversário do OASA, realizada ontem à noite, definiu a “democratização do conhecimento científico” como uma das prioridades da rede de centros de ciência criada pelo Governo dos Açores.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 26, 2011, 05:46:48 pm
Missão da NASA em 2016 vai explorar origem da Vida


A Agência Espacial Norte-americana (NASA) vai iniciar em 2016 uma missão tripulada por robôs que terá por objectivo recolher amostras de um asteróide com milhares de milhões de anos, no sentido de ajudar a comunidade científica a estudar a origem da Vida.

 A NASA confirmou que está a desenvolver uma nova nave espacial com máquinas inteligentes para visitar o asteróide «1999 RQ36», numa missão que deverá custar 800 milhões de dólares (cerca de 568,5 milhões de euros).

No entanto, os resultados levarão muitos anos a surgir: A nave parte em 2016, chega ao asteróide em 2020 e deverá regressar em 2023 à Terra.

O «1999 RQ36» temo tamanho de cerca de cinco campos de futebol, explicou a agência.

De acordo com a comunidade científica, o corpo celeste foi criado há cerca de 4,5 milhares de milhões de anos, fruto da grande reacção que deu origem ao sol e aos planetas, salienta o IDGNow.

As suas propriedades de interesse para estudo prendem-se com o facto de manterem intocadas várias características, possivelmente providenciando materiais que ajudem a explicar as condições da formação do sol, dos sistemas solares e dos seres vivos.

«Trata-se de uma cápsula temporal para a origem do sistema e coloca-nos numa nova Era de exploração espacial», segundo o director da NASA, Jim Green.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 12, 2011, 07:00:54 pm
Cientistas Portugueses identificam zonas de Marte onde vida é mais provável


Uma equipa de cientistas portugueses identificou os lugares de Marte onde é mais provável que possa existir vida e, ao mesmo tempo, menos inóspitos para os astronautas que venham um dia a aterrar no «planeta vermelho». O geólogo Ivo Alves, da Universidade de Coimbra, disse à agência Lusa que o trabalho da sua equipa permitiu identificar os locais de Marte onde existem campos magnéticos que protegem a superfície do planeta e quaisquer formas de vida que possa albergar.

Ivo Alves explicou que «há 3500 milhões de anos», Marte teve um campo magnético a protegê-lo das radiações cósmicas, tal como a Terra tem, permitindo assim que a vida se desenvolva e evolua.

Mas o núcleo de Marte deixou de girar, é hoje sólido e não produz um campo magnético global para todo o planeta. O que resta são campos magnéticos «cristalizados nas rochas» que garantem que «zonas com milhares de quilómetros quadrados» têm protecção das radiações cósmicas.

«Esses campos remanescentes podem ter preservado das radiações e permitido que houvesse evolução», referiu o cientista, explicando que é nessas zonas que será «mais interessante apontar esforços para encontrar vida».

Ao mesmo tempo, quando um dia aterrarem seres humanos em Marte, poderão nessas zonas encontrar maior protecção sem terem que a levar consigo da Terra.

Apesar de o clima de crise financeira não ser propício a aventuras extraterrestres, Ivo Alves afirmou que «já existe tecnologia na Europa para colocar um astronauta em Marte», um projecto que teria mais hipóteses numa colaboração de vários países com mais meios, como a França, a Alemanha ou Itália.

«Ou então será um país como a China, que pode tirar uma grande fatia do seu orçamento» para ir à conquista de Marte, apontou.

De qualquer maneira, para já a tendência é usar "o mais rápido, o mais pequeno e o mais barato": sondas não tripuladas e robôs.

Foi justamente com dados transmitidos pela sonda Mars Odyssey que a equipa de Ivo Alves, que incluiu ainda um biólogo e um astrónomo, conseguiu fazer o mapa das zonas com maiores campos magnéticos.

No total, analisaram «23 milhões de registos» da sonda, que leu os níveis de radiação a cada momento. Depois, foi descobrir de que locais vinham as leituras.

As conclusões deste e de outros estudos vão ser apresentadas a partir de segunda-feira numa conferência internacional sobre a habitabilidade em Marte, que decorre em Lisboa, numa organização conjunta das agências espaciais europeia e americana e da Universidade de Coimbra.

Especialistas de todo o mundo vão debater os avanços mais recentes no estudo das condições do planeta Marte que os cientistas admitem poder albergar vida.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 15, 2011, 06:11:52 pm
Próximo Rover parte para Marte em Dezembro


Na conferência ‘Explorar a Habitabilidade em Marte’, inserida na Semana Internacional sobre Marte, a decorrer em Lisboa, cientistas de todo o mundo continuam a discutir as possibilidades de ter existido e ainda existir vida em Marte.

Para tentar desvendar o enigma, a NASA já definiu uma missão a Marte através do Mars Science Laboratory, um robot (Rover) móvel que será lançado para o espaço entre 25 de Novembro e 18 de Dezembro deste ano. O Rover aterrará na superfície do planeta vermelho em Agosto de 2012 e durante dois anos vai recolher informação através de uma série de instrumentos. Um desses instrumentos é o SAM (Sample Analysis at Mars), que irá procurar compostos orgânicos.

Paul Mahaffy, investigador principal responsável por este que é o maior instrumento a ir para Marte no próximo Rover da NASA explica, à margem do evento, “que o objectivo central da experiência SAM é procurar compostos orgânicos. Na Terra, muitos dos compostos orgânicos que encontramos estão impressos de vida microbiana. Em Marte, não sabemos se já se desenvolveu vida mas se tal aconteceu muito cedo, é possível que os fósseis moleculares estejam preservados nos compostos orgânicos”. Segundo o cientista da NASA, a questão fulcral é perceber se já houve vida em Marte e “este é um passo para compreender a química básica de Marte e tentar responder a essa questão”, afirma ao Ciência Hoje.

De acordo com a co-investigadora da experiência SAM, Pamela Conrad, “o Rover não trás amostras para Terra, é uma viagem só de ida e, quando morre, Marte é o seu túmulo”. Assim, “a informação é analisada em Marte e chega através da rede espacial a computadores e servidores no Jet Propulsion Laboratory e daí é distribuído simultaneamente para todas as equipas em todo o Mundo”.

Ao  Ciência Hoje, a cientista revela que “o aspecto mais difícil da missão foi construir a máquina e os instrumentos espaciais pois trata-se do Rover mais complicado de voar e de conduzir noutro planeta”.

No que respeita ao perigo de contaminação no planeta vermelho, a investigadora da NASA explica que para evitar que tal aconteça, “são tomadas medidas bastante estritas”.

“Já fomos a Marte e agora vamos voltar mas não aos mesmos sítios. No entanto, cada vez que lá vamos temos de tomar medidas que evitem o envio de organismos e também a introdução de novos elementos químicos no planeta”. Para tal, “as peças do Rover e instrumentos nele inseridos são esterilizados a altas temperaturas para não deixarmos resíduos de moléculas orgânicas e compostos de carvão. Não é possível livrarmo-nos de todas as moléculas orgânicas mas tentamos fazer o melhor possível para reduzir os níveis de contaminação”, refere.

Respondendo à questão se acredita que existe vida em Marte, Pamela Conrad afirma que se beseia apenas em evidências científicas. “Não sei se existe vida em Marte porque, como cientista, tenho de me basear nos dados e ainda não temos esses dados. Mas espero que haja vida em Marte porque seria muito interessante. Até lá, temos de aguardar os resultados da experiência para ver”.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 17, 2011, 04:10:33 pm
Namira Salim será a primeira paquistanesa no espaço

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F29.media.tumblr.com%2Ftumblr_lkza580tHC1qze1fwo1_250.jpg&hash=23b8fdf6a40b45cc7d465713e73b84d0)

Depois de saltar de pára-quedas do Everest e pisar o pólo Norte e pólo Sul, Namira Salim, de 35 anos, quer agora tornar-se a primeira paquistanesa a chegar ao espaço. Nascida em Karachi, Namira vive no Mónaco, e terá a hipótese de realizar o seu sonho com a ajuda da empresa aeroespacial do milionário britânico Richard Branson, a Virgin Galactic, que oferece pacotes de turismo espacial por 200 mil dólares.

Os compradores do pacote embarcarão no deserto de Mojave, nos Estados Unidos, numa data ainda não definida em 2012, a bordo da VirginMotherShipEve e SpaceShipTwo. Namira é a única paquistanesa deste selecto grupo e a primeira do seu país que terá a oportunidade de ver as estrelas de perto.

«O propósito da indústria espacial privada não está apenas nas divertidas viagens no espaço», afirmou Namira. «Ao pagar preços mais altos, os fundadores estão a criar a oportunidade para que pessoas comuns possam ir ao espaço de forma mais barata no futuro», defende a paquistanesa, destacando também as possibilidades científicas da aventura.

Para os lançamentos de 2012, a Virgin Galactic havia aceitado apenas depósitos de milionários e aventureiros espaciais, mas em Fevereiro anunciou que admitiria levar também cientistas a bordo da SpaceShipTwo com fins académicos.

Namira Salim disse que se tornará a primeira asiática a chegar ao espaço, desconsiderando a iraniano-americana Anousheh Ansari e outras duas americanas de origem indiana.

De facto, Anousheh foi a primeira muçulmana a viajar para o espaço em 2006, o que tornaria Namira a segunda, mas esta recusa-se a fazer comentários sobre o facto e limita-se a definir-se como paquistanesa e «cidadã global».

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 21, 2011, 09:43:27 pm
Radiotelescópio chinês será o maior do mundo


Com um diâmetro de 500 metros, o FAST (Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope) vai tornar-se em breve no maior radiotelescópio do mundo. O novo instrumento, que vai instalar-se na província chinesa de Guizhou, permite captar sinais muito fracos. Os responsáveis pelo projecto dizem que permitirá também descobrir milhares de galáxias e observar objectos situados a sete mil milhões de anos-luz da Terra.

O FAST vai deixar para trás Arecibo, que se encontra em Porto Rico, e que ainda é o maior radiotelescópio do mundo, com 305 metros de diâmetros.

O novo observatório será construído, tal como o Arecibo, numa depressão geográfica, tendo em vista a diminuição de custos nos suportes necessários para manter no sítio cada um dos painéis que formam a estrutura. A depressão que será utilizada situa-se no sul do país e tem 800 metros de diâmetro.

O FAST terá uma superfície equivalente a 30 campos de futebol e permitirá aos investigadores analisar regiões do universo numa distância três vezes superior ao que permitia o Arecibo.

Composto por 4600 painéis e com uma alta sensibilidade, o FAST conseguirá escutar, caso existam, transmissões extraterrestres provenientes de distâncias até mil anos-luz. O governo chinês vai investir o equivalente a 75 milhões de euros para o desenvolvimento do projecto.

O projecto deste radiotelescópio foi proposto pela primeira vez em 1994. O objectivo inicial era concluir o equipamento em 2013. No entanto, só agora as obras começaram. Estima-se que o FAST estará concluído e em funcionamento em 2016. O principal organismo implicado no projecto é o Observatório Astronómico Nacional – Academia Chinesa das Ciências.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 06, 2011, 05:36:02 pm
Câmara da ESA com mega-resolução examinará a Via Láctea


A maior câmara digital criada para uma missão espacial, com mil milhões de pixéis de resolução, foi criada pela Agência Espacial Europeia (ESA) para examinar a Via Láctea, informou esta quarta-feira a agência em comunicado. Para isso, a ESA teve que encaixar 106 dispositivos de detecção electrónicos que constituem um olho super sensível com o qual quer detectar estrelas cuja luminosidade é 1 milhão de vezes inferior ao que o olho humano pode perceber da terra.

«Enquanto a vista humana pode ver milhares de estrelas numa noite espaçosa, a operação traçará um mapa com bilhões de estrelas dentro da nossa galáxia (a Via Láctea) e as suas vizinhas», revelou a ESA.

Apesar do rastreamento exaustivo do espaço, a câmara classificará apenas 1% das estrelas da Via Láctea.

O projecto, baptizado como «Galaxy-mapping Gaia mission», terá início em 2013 e durará cinco anos. Através dele, determinar-se-á o brilho e as características espectrais dos astros, além das suas posições e os seus movimentos tridimensionais.

O novo mapa elaborado pela agência espacial ajudará a classificar, além das estrelas, outros corpos celestes do Sistema Solar, além de galáxias mais distantes e quasares (fontes de energia electromagnéticas).

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 07, 2011, 10:25:15 pm
Corticeira Amorim quer manter-se em programas da Nasa


A cortiça portuguesa está ligada ao programa espacial norte-americano desde a missão Apolo XI à Lua, e, com o fim do programa dos vaivéns espaciais da NASA, luta agora por novos projectos, segundo a Corticeira Amorim.

“As possibilidades são de termos mais cortiça no espaço, não menos”, acredita Carlos de Jesus, da Amorim, maior empresa mundial do sector, cuja cortiça granulada é usada para isolamento térmico e vibratório de “shuttles” como o Atlantis, que irá realizar a última missão dos vaivéns espaciais, com lançamento marcado para sexta-feira.

No horizonte da empresa está o fornecimento para as novas naves e sondas que a NASA está a desenvolver, para alcançar destinos mais longínquos como Marte e com um “maior grau de exigência”, mas também para os consórcios privados a quem a agência espacial norte-americana irá subcontratar o transporte de astronautas e material para a órbita inferior da Terra.

“O desafio agora é provar que conseguimos desenvolver aplicações e soluções para um programa que é também agora interplanetário. Acreditamos que terá resultado positivo, são décadas de cortiça no espaço, o que é uma mais-valia bastante importante, mas o resultado final está longe de ser 100 por cento garantido para nós e para todos os fornecedores”, adiantou o responsável da Amorim.

Enquanto o fornecimento à NASA está “a meio caminho” da revalidação, adiantou Carlos de Jesus, prosseguem contactos exploratórios com consórcios privados como a Space X e trabalho para a Agência Espacial Europeia.

Resistência rara

A cortiça, de que Portugal é o maior produtor mundial, apresenta um nível de resistência raro na natureza à propagação de chamas, devido à sua composição celular. Embora o produto final usado na frota de vaivéns seja um composto, “essencialmente é cortiça”, aplicada a “componentes críticos para segurança da nave espacial”, explica o responsável da Amorim.

Estes componentes são aplicados no cone e noutras partes dos foguetes de propulsão acoplados à nave no lançamento, e que dela se separam quando é atingida a impulsão suficiente para sair da atmosfera terrestre.

Além dos “shuttles” e do Apolo XI, o material já foi usado nos programas Titan, Delta IV e também no Ariane europeu. Em termos de volume de vendas para a Amorim, o fornecimento para a indústria aeroespacial sempre foi marginal.

Contudo, salienta Carlos de Jesus, há benefícios para a organização e prestígio da empresa, para divulgar a história de ecologia e sustentabilidade da indústria da cortiça, e até Portugal. “O que é fundamental é o grau de exigência que a organização tem de impor a si mesma, quando lida com algumas das organizações mais exigentes do mundo. É valioso para empresa”, defendeu.

Além disso, a investigação e desenvolvimento para a indústria aeroespacial pode ter outras aplicações, como os transportes ferroviários, “onde a cortiça já tem presença mesmo em obras emblemáticas em todo o mundo”.

“Numa altura em que Portugal tem tão más noticias com tanta frequência, acho importante esta capacidade de transmitir ao tecido empresarial nacional e à própria sociedade que em Portugal há capacidade”, conclui Carlos de Jesus.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 18, 2011, 01:04:02 pm
Rússia lança para o espaço o radiotelescópio Spektr R


A Rússia lançou esta segunda-feira para o espaço o radiotelescópio Spektr R, que servirá, entre outros fins, para estudar as galáxias, quasares, buracos negros e estrelas de neutrões, informou a Roscosmos, a agência espacial russa.
O radiotelescópio foi lançado com a ajuda de um foguete portador Zenit-2SB a partir da base de Baikonur (Cazaquistão).

O aparelho, conhecido também como RadioAstron, nome do projecto, ficará numa órbita elíptica da Terra com um apogeu de 340 mil quilómetros.

O radiotelescópio, que está montado num módulo de serviço, é uma antena de recepção parabólica, provista de amplificadores, conversores e equipamentos transmissores que enviarão a informação recolhida para a Terra.

O reflector da antena, de dez metros de diâmetro, é dotado de um espelho central e de 27 pétalas.

Segundo a corporação espacial russa Lavochkin, construtora do aparelho, o radiotelescópio tem uma massa de 3.850 quilogramas e foi projectado para uma vida útil de pelo menos 5 anos.

O Spektr R, que trabalhará integrado num sistema de observatórios em terra, permitirá esquadrinhar em alta resolução cantos do universo até agora inexplorados.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 19, 2011, 01:43:52 pm
Primeiro astronauta americano a orbitar a Terra faz 90 anos

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fthumb%2F4%2F48%2FJohnGlenn.jpg%2F250px-JohnGlenn.jpg&hash=66fa00991fa7e9fb360ec01eb767c3f4)


John Glenn, o primeiro astronauta americano a orbitar sobre a Terra em 1962, completou na segunda-feira 90 anos enquanto a Nasa (agência espacial americana) fez uma homenagem pelo seu legado. Glenn «é uma lenda e da Nasa enviamos os nossos melhores desejos por este grande marco pessoal», disse em comunicado o administrador da agência espacial, Charles Bolden.

«O legado e as contribuições de John para o contínuo progresso dos voos espaciais são imensos. O seu exemplo é seguido enquanto avançamos em direcção a destinos mais distantes no sistema solar», acrescentou Bolden.

Durante a sua longa trajectória, Glenn foi uma figura fundamental na corrida espacial entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, que até então liderava desde o início.

Nascido em Cambridge (Ohio) em 1921, Glenn foi também um pioneiro que, 36 anos após o seu primeiro marco espacial, em 1998 - quando já era membro do Senado dos EUA-, tornou-se no astronauta mais velho na missão STS-95 da nave Discovery.

Após uma longa e distinta carreira com os Marines na Segunda Guerra Mundial e na guerra com a Coreia, Glenn uniu-se à Nasa em 1959 como um dos primeiros astronautas do chamado Projecto Mercúrio dos EUA, segundo uma biografia da agência espacial.

No dia 20 de Fevereiro de 1962, Glenn pilotou a cápsula Friendship 7 da missão Mercury-Atlas 6, a primeira nave americana a situar-se em órbita terrestre.

Após o seu lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Glenn conseguiu realizar três órbitas sobre a Terra e voltou ao espaço na missão STS-95 do Discovery em 1998.

Nessa ocasião, Glenn contribuiu com o desenvolvimento de várias equipas de pesquisa, e participou também em várias pesquisas sobre os voos espaciais e o processo de envelhecimento.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: PCartCast em Julho 20, 2011, 10:38:52 am
A Missão Dawn, chegou no passado dia 15 ao Asteróide Vesta, a primeira sonda a entrar em órbita de um corpo na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter. A missão apenas vai iniciar a missão cientifica a partir do momento em que a órbita da sonda Dawn estiver estabilizada, a sonda Dawn vai permanecer em Vesta por 1 ano, deslocando-se depois para o Planeta anão Ceres, de onde, muito provavelmente, já não se conseguirá deslocar devido á quantidade de combustível disponível e a forte gravidade de Ceres.

Citar

NASA Dawn Spacecraft Returns Close-Up Image of Asteroid Vesta

News Release: 2011-213
First image obtained by NASA's Dawn spacecraft after successfully entering orbit around Vesta


July 18, 2011 - PASADENA, Calif. -- NASA's Dawn spacecraft has returned the first close-up image after beginning its orbit around the giant asteroid Vesta. On Friday, July 15, Dawn became the first probe to enter orbit around an object in the main asteroid belt between Mars and Jupiter.

The image taken for navigation purposes shows Vesta in greater detail than ever before. When Vesta captured Dawn into its orbit, there were approximately 9,900 miles (16,000 kilometers) between the spacecraft and asteroid. Engineers estimate the orbit capture took place at 10 p.m. PDT Friday, July 15 (1 a.m. EDT Saturday, July 16).

Vesta is 330 miles (530 kilometers) in diameter and the second most massive object in the asteroid belt. Ground- and space-based telescopes have obtained images of Vesta for about two centuries, but they have not been able to see much detail on its surface.

"We are beginning the study of arguably the oldest extant primordial surface in the solar system," said Dawn principal investigator Christopher Russell from the University of California, Los Angeles. "This region of space has been ignored for far too long. So far, the images received to date reveal a complex surface that seems to have preserved some of the earliest events in Vesta's history, as well as logging the onslaught that Vesta has suffered in the intervening eons."

Vesta is thought to be the source of a large number of meteorites that fall to Earth. Vesta and its new NASA neighbor, Dawn, are currently approximately 117 million miles (188 million kilometers) away from Earth. The Dawn team will begin gathering science data in August. Observations will provide unprecedented data to help scientists understand the earliest chapter of our solar system. The data also will help pave the way for future human space missions.

After traveling nearly four years and 1.7 billion miles (2.8 billion kilometers), Dawn also accomplished the largest propulsive acceleration of any spacecraft, with a change in velocity of more than 4.2 miles per second (6.7 kilometers per second), due to its ion engines. The engines expel ions to create thrust and provide higher spacecraft speeds than any other technology currently available.

"Dawn slipped gently into orbit with the same grace it has displayed during its years of ion thrusting through interplanetary space," said Marc Rayman, Dawn chief engineer and mission manager at NASA's Jet Propulsion Laboratory in Pasadena, Calif. "It is fantastically exciting that we will begin providing humankind its first detailed views of one of the last unexplored worlds in the inner solar system."

Although orbit capture is complete, the approach phase will continue for about three weeks. During approach, the Dawn team will continue a search for possible moons around the asteroid; obtain more images for navigation; observe Vesta's physical properties; and obtain calibration data.

In addition, navigators will measure the strength of Vesta's gravitational tug on the spacecraft to compute the asteroid's mass with much greater accuracy than has been previously available. That will allow them to refine the time of orbit insertion.

Dawn will spend one year orbiting Vesta, then travel to a second destination, the dwarf planet Ceres, arriving in February 2015. The mission to Vesta and Ceres is managed by JPL for the agency's Science Mission Directorate in Washington. Dawn is a project of the directorate's Discovery Program, which is managed by NASA's Marshall Space Flight Center in Huntsville, Ala.

UCLA is responsible for Dawn mission science. Orbital Sciences Corp. of Dulles, Va., designed and built the spacecraft. The German Aerospace Center, the Max Planck Institute for Solar System Research, the Italian Space Agency and the Italian National Astrophysical Institute are part of the mission's team.

To view the image and obtain more information about the Dawn mission, visit: http://www.nasa.gov/dawn (http://www.nasa.gov/dawn) and http://dawn.jpl.nasa.gov/ (http://dawn.jpl.nasa.gov/)

To follow the mission on Twitter, visit: http://www.twitter.com/NASA_Dawn (http://www.twitter.com/NASA_Dawn).

Priscilla Vega 818-354-1357
Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif.
dwayne.c.brown@nasa.gov (http://mailto:dwayne.c.brown@nasa.gov)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdawn.jpl.nasa.gov%2Fmultimedia%2Fimages%2F571329main_pia14313-full_full.jpg&hash=6c0e2e79d3eb491e27ca66deb5457d67)
This is the first image obtained by NASA's Dawn spacecraft after successfully entering orbit around Vesta. Image credit: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
Full Image and Caption
Enhanced View

E para perceberem o tamanho de este Asteróide (o termo correcto é proto-planeta)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdawn.jpl.nasa.gov%2Fmultimedia%2Fimages%2F571423main_pia14316-full_full.jpg&hash=6cb3c281c2ae5d353bf5365078a1734d)

Bolas, as fotos ficaram cortadas, façam ver imagem para as ver completas ou então vão a http://dawn.jpl.nasa.gov/ (http://dawn.jpl.nasa.gov/) para mais informações.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 26, 2011, 03:30:10 pm
Isto é o substituto do Space Shuttle?!  :shock:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.abload.de%2Fimg%2Fhydroimpactbasin2528hiben1.jpg&hash=b4d46d8282e865875b1935099ad20802)  

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.abload.de%2Fimg%2Forion_water_testnlcq.jpg&hash=f1162c6cba6d67b3e9c69b19719e084c)

Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 27, 2011, 11:30:39 pm
Estação Espacial Internacional será afundada no mar após 2020

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fastropt.org%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F10%2Feei.jpg&hash=3667d45e3610a27711df74296608974f)


A Estação Espacial Internacional terá o mesmo destino que a estação Mir e será afundada no mar depois de 2020, anunciou hoje Vitali Davidov, vice-director da Agência Espacial da Rússia (Roscosmos).

"Teremos que afundar a Estação Espacial Internacional depois de se esgotar a sua vida útil. Não poderemos deixá-la em órbita, é um objecto demasiado complexo e pesado. Pode originar muito lixo", declarou Davidov, numa entrevista publicada no site da Roscosmos.

O vice-director confirmou que a estação orbital estará em funcionamento até 2020, tal como está estipulado nos acordos assinados com outras potências espaciais.

"Acordámos com os nossos parceiros que a estação estará operativa até 2020. No início, a sua vida útil foi calculada em 15 anos. Já passaram 13 anos desde 1998 e é evidente que a estação não esgotou o seu potencial", explicou Davidov.

Ao comentar a possível construção de uma nova estação espacial, o funcionário revelou que essa opção está a ser estudada.

"Há várias opções. Pode-se, por exemplo, não se criar uma estação, mas utilizar directamente a Lua ou Marte", considerou Davidov, acrescentando, porém, que essa possibilidade é pouco provável, porque "há muitas tarefas a realizar no espaço cósmico em torno da Terra".

O porta-voz da Roscosmos anunciou também o início da preparação de uma missão científica russa a Fobos, uma lua de Marte.

O foguetão que transportará a estação interplanetária Fobos-Grunt deverá partir do Cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão, em Novembro de 2011.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 31, 2011, 04:46:01 pm
Isolamentos térmicos para o espaço made in Portugal


Há uma empresa portuguesa que produz isolamentos térmicos para tudo o que voa no espaço, entre outros produtos e serviços, e que exporta 100%. Nasceu em 2007 e tem aumentado o seu volume de negócios a cada ano. Em 2011, a HPS Portugal (HPS P), sediada no Porto, deverá facturar 600 mil euros. «Em Portugal, ninguém faz o que nós fazemos. Na Europa, são apenas duas as empresas que fabricam isto de forma dedicada, mas nós beneficiamos com a crise, porque as grandes empresas de produção de satélites fizeram desaparecer algumas áreas e esta foi uma delas. E nós somos mais competitivos», explicou ao SOL Pedro Portela, sócio-gerente da empresa.

A criação da HPS Portugal resultou de um projecto de investigação do INEGI – Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, onde Portela trabalhava, com a empresa alemã High Performance Space Structure Systems (HPS). Inicialmente, o capital social da empresa estava distribuído por estas duas entidades; hoje, Pedro Portela, então único colaborador, detém 15% do ‘bolo’.

«Esse projecto correu muito bem e uma vez, durante um jantar, falávamos de oportunidades de negócio no sector espacial em Portugal e constatámos que não havia nenhuma empresa a trabalhar na área dos compósitos, estruturas, mecânica e trabalhos específicos para a ESA [Agência Espacial Europeia]». Os responsáveis do INEGI e o engenheiro mecânico passaram «um ano a amadurecer a ideia» antes de avançar para o mercado.

O negócio da HPS Portugal distribui-se por três ramos de actividade, todos relacionados com o espaço: investigação e desenvolvimento de tecnologia para a ESA, projectos para a indústria, para integração em produto final e serviços de engenharia para outras empresas.

Os projectos para a ESA «são projectos à factura», explica o empreendedor. «A ESA lança regularmente anúncios de oportunidades que visam dar resposta a problemas concretos que a agência e o programa espacial europeu identificam». Um dos projectos que a HPS está a desenvolver para a Agência Espacial Europeia é um material especial «para escudos na área da protecção térmica para reentrada de veículos que vão a Marte». É um projecto de cinco anos que termina agora em 2011.

 
Soluções feitas à medida

Os projectos para a indústria representam 60% do volume de negócios e a HPS ‘mãe’, que produz antenas e sistemas de telecomunicações para integrar em satélites e tem sede em Munique, é o seu cliente principal. «Não nos passou pela cabeça que a área dos isolamentos térmicos fosse um nicho tão interessante», confessa Portela.

A empresa sediada no INEGI transforma «filmes de plástico em isolamentos térmicos». O mesmo material é utilizado, por exemplo, na emergência médica, nas mantas com que os paramédicos embrulham as vítimas de uma catástrofe ou acidente para evitar que estas entrem em choque térmico.

«Fazemos as provas, como os alfaiates. Recebemos um primeiro modelo em 3D, fazemos o projecto em computador, imprimimos e vamos lá, ao cliente, fazer o que chamamos de fit check. Depois, fazemos também a integração final», conta Pedro Portela.

A empresa também faz caixas de transporte para os equipamentos que voam no espaço. Estas peças são «porcelana chinesa, manobradas por várias pessoas, devendo ser transportadas em condições de «humidade controlada» e com «sistema anti-choques». São estrututas feitas à medida.

A HPS P tem cinco funcionários e, quando é necessário, recorre a dois colaboradores do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, em Famalicão.

Um dos serviços de engenharia que a HPS Portugal presta é a criação de manuais para testes de equipamentos e materiais que vão voar no espaço. «Tudo o que voa no espaço tem de ser testado, testado, testado. Alguns testes estão estandardizados, outros não. E nós somos subcontratados por outras empresas para escrevermos um manual para executar esses testes e para os executarmos também», esclarece o gestor.

A HPS Portugal tem projectos em curso desde a sua criação no valor de 2 milhões de euros. Em 2008 facturou 122 mil euros; em 2009 registou 326 mil e no ano passado chegou aos 432 mil. «Até ao final de Agosto vamos apresentar propostas de projectos industriais cujo valor pode chegar ao milhão de euros», avança. Se estas candidaturas foram aprovadas, diz, a empresa terá de «pensar em investir», mas com parcimónia. «Trabalhamos para o espaço mas sempre com os pés bem assentes na terra», remata Pedro Portela.

SOL
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 02, 2011, 01:15:37 am
NASA prepara-se para lançar sonda espacial Juno


A NASA vai lançar, na próxima sexta-feira, a sonda de exploração espacial Juno para estudar a formação do planeta Júpiter e tirar conclusões sobre os planetas com a mesma composição. Alimentada por energia solar, a sonda que custou 1,1 mil milhões de dólares (763 milhões de euros), deve iniciar a odisseia de cinco anos em direcção ao maior planeta do sistema solar.

O objectivo é descobrir a quantidade de água no planeta, o que motiva os enormes campos magnéticos deste e se existe um núcleo sólido sob a sua atmosfera densa e quente.

"Se queremos compreender de onde vimos e como se formam os planetas, é Júpiter que devemos estudar porque é este que detém o segredo", disse Scott Bolton, investigador do programa científico Juno.

"Queremos conhecer a lista de ingredientes. Queremos descobrir a receita de formação destes planetas”, indicou ainda o cientista.

Em 1989, a Nasa lançou a sonda Galileo, que entrou na órbita de Júpiter em 1995 e se desintegrou em 2003. Outros engenhos espaciais da Nasa, como o Voyager 1 e 2, Ulysses e New Horizons também estudaram o quinto planeta do sistema solar.

Mas desta vez, o Juno irá mais perto do que algum outro já foi, indicou o especialista. "Ficaremos a apenas cinco mil quilómetros do planeta", acrescentou. Além de Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno também são considerados planetas gasosos.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2011, 09:17:39 pm
Seca no Texas faz aparecer peça do Columbia oito anos depois

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg197.imageshack.us%2Fimg197%2F3599%2Fimageeic.jpg&hash=c77337acbe226d070034e7004ad99f10)

Uma peça do vaivém Columbia, que se desintegrou em 2003 durante a reentrada terrestre, foi encontrada num lago no Texas, que secou devido às temperaturas quentes nesta região dos Estados Unidos tem sofrido durante as últimas semanas.

A peça é um tanque esférico com um metro de diâmetro que caiu num lago que perdeu três metros de altura de água devido à seca. «Há uma área anormalmente grande do lago que costuma estar debaixo de água e agora ficou exposta», disse o sargento Greg Sowell, da cidade Nacogdoches, que também dá o nome ao lago, citado pela Reuters.

O tanque fazia parte do sistema eléctrico do Columbia, que continha hidrogénio ou oxigénio líquido. O vaivém desintegrou-se ao retornar à Terra em 2003, causando a morte dos sete astronautas a bordo. Os destroços espalharam-se por 1200 quilómetros, nos estados do Texas e Louisiana.

A NASA anunciou, entretanto que pretende lançar um projecto para encontrar as peças do Columbia que ainda estão espalhadas.

A Bola
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2011, 02:12:21 pm
NASA anuncia evidência de água líquida em Marte


A Nasa (agência espacial americana) confirmou na quinta-feira ter fortes evidências da existência de água líquida na superfície de Marte. Os dados foram recolhidos pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) durante os meses mais quentes do planeta vermelho.
«[A descoberta] reafirma Marte como um importante destino para a exploração humana no futuro», comentou o administrador da Nasa, Charles Bolden.

A água líquida, que seria salgada, aparece em encostas voltadas para o hemisfério sul de Marte - a existência de água congelada próximo à superfície, em diversas regiões do planeta, já havia sido anunciada antes.

De cor enegrecida, a substância foi vista durante a Primavera e o Verão. No Inverno, tornou-se menos visível. E voltou a surgir na Primavera seguinte.

«As linhas escuras são diferentes de outros tipos de recursos [encontrados] nas encostas marcianas», disse o cientista Richard Zurek, do projecto JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, sigla em inglês), em Pasadena, Califórnia.

«Repetidas observações mostram que [elas] se estendem cada vez mais para baixo com o tempo, durante o aquecimento da temporada.»

Segundo Alfred McEwen, da Universidade do Arizona e principal autor de um estudo sobre o assunto publicado na revista Science, o fluxo não é negro por estar húmido, mas por outras razões ainda desconhecidas.

Alguns aspectos das observações feitas pela sonda intrigam os cientistas, mas o facto de a água ser salgada reforçaria a hipótese de o solo marciano conter o líquido.

Nas estações mais quentes, a temperatura local subiria acima do ponto de congelamento e a água escorreria sob uma fina camada de poeira, encosta abaixo.

Depósitos salinos na superfície marciana eram abundantes no passado, e estudos recentes sugerem que eles ainda se formariam de modo mais limitado em algumas áreas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 05, 2011, 02:21:07 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 10, 2011, 02:45:19 pm
Cientistas propõem limpeza espacial com «satélite gari»


Um grupo de cientistas propôs o que, segundo alguns, talvez seja uma solução viável para a acumulação crescente de lixo em órbita em torno da Terra. A ideia envolve o lançamento de um satélite que se acoplaria aos objectos - fragmentos de foguetes usados e outros detritos - e os equiparia com um motor propulsor. O motor levaria o objecto em direcção à atmosfera da Terra, onde ele se desintegraria.

Os autores dizem que o esquema, descrito num artigo publicado na revista científica Acta Astronautica, poderia remover, de forma relativamente barata, entre cinco e dez objectos do espaço por ano. O problema é sério e pode agravar-se. Mais de 17 mil objectos orbitam a Terra hoje.

Os maiores entre eles podem, ao chocar com outros objectos, desintegrar-se, gerando milhares de objectos menores.

«Na nossa opinião, o problema é um grande desafio e é urgente (que encontremos uma solução)», disse Marco Castronuovo, investigador da Agência Espacial Italiana, um dos autores da proposta.

«O momento de agir é agora. Com a passagem do tempo, teremos de remover mais e mais fragmentos», disse Castronuovo à BBC.

Em 2007, a China apresentou ao mundo um sistema anti-satélite criado para destruir satélites desactivados. Para demonstrar o funcionamento da tecnologia, os chineses destruíram um dos seus próprios satélites. A operação produziu, no entanto, outros dois mil fragmentos.

O que os cientistas temem é uma espécie de reacção em cadeia, a chamada Síndrome de Kessler (baptizada assim em referência ao cientista da Nasa que descreveu o fenómeno pela primeira vez, em 1978).

Como parte do fenómeno, fragmentos chocam com outros fragmentos que, por sua vez, chocam com mais detritos, gerando uma nuvem de objectos que tornaria inúteis grandes porções da órbita da Terra.

Os detritos representam um risco não apenas para outros satélites, mas também para a Estação Espacial Internacional e missões espaciais tripuladas.

O estudo de Castronuovo identificou mais de 60 objectos em órbita a cerca de 850 km de distância da Terra, dois terços deles pesam mais de três toneladas cada um e muitos movem-se a uma velocidade aproximada de 7,5 km por segundo.

Entre os objectos maiores, a grande maioria é composta de pedaços de foguetes usados. Segundo Castronuovo, é por eles que a limpeza deveria começar.

«É difícil do ponto de vista político. Muitos desses objectos pertencem a nações que não querem cooperar ou não permitem acesso aos seus objectos, mesmo que estejam no fim da sua vida operacional», explicou o cientista. «E não existe um regulamento internacional sobre quem deveria remover os objectos que são deixados no espaço».

«Se começarmos a concentrar-nos nos fragmentos de foguetes usados - que não contêm equipamento confidencial a bordo - não seria problema para o proprietário dar permissão para a sua remoção».

Castronuovo propõe um esquema no qual pequenos satélites são lançados em missões de sete anos. Cada um é equipado com dois braços robóticos. Um braço intercepta um pedaço de foguete ou satélite desactivado ou quebrado e segura-o. Outro fixa no objecto um motor propulsor que levará o fragmento para fora da órbita.

Completada a operação, o satélite libertaria o fragmento, seguindo em direcção ao próximo.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Agosto 11, 2011, 01:52:57 pm
Citar
A 9 de Agosto, o robô - do tamanho de um carrinho de golfe – chegou à borda da cratera Endeavour, a um local chamado Spirit Point, depois de ter percorrido 21 quilómetros desde a cratera Vitória, onde se encontrava, noticiou a NASA.

“A NASA continua a escrever capítulos notáveis na história da exploração espacial com novas descobertas em Marte”, comentou o administrador da agência, Charles Bolden, em comunicado.

A cratera Endeavour tem 22 quilómetros de diâmetro, sendo 25 vezes maior do que a cratera Vitória. Os cientistas esperam conseguir observar rochas e solos mais antigos do que aqueles estudados pelo robô durante os seus primeiros sete anos em Marte.

De facto, a cratera Endeavour tem sido eleita como um destino para o robô, desde que a sonda Mars Reconnaissance Orbiter detectou minerais em argilas que se terão formado num período mais quente e húmido do planeta. “Em breve teremos oportunidade para ter amostras de um tipo de rochas que os robôs ainda não recolheram”, comentou Matthew Golombek, membro da equipa responsável pelo Opportunity. “Encontrar minerais argilosos formados em condições húmidas pode dar-nos pistas importantes sobre um ambiente potencialmente habitável, que pode ter sido muito diferente do ambiente que deu origem às rochas que existem nas planícies” do planeta.

Citar
A circunferência equatorial da Terra é de 40.075.017 quilómetros; a circunferência meridional (norte-sul) é cerca de 67 quilómetros menor. Como o Falcon Hypersonic Technology Vehicle 2 (Falcon HTV-2) está feito para voar a um máximo de 21 mil quilómetros por hora, consegue fazer metade do planeta em menos de uma hora.

O Falcon HTV-2 é lançado com o recurso a um foguetão, às 15h00 de Lisboa, a partir da base da Força Aérea em Vandenberg, Califórnia. O que se pretende é avaliar a resistência do aparelho às temperaturas muito elevadas a que é sujeito àquela velocidade: dois mil graus Celsius. É superior ao ponto de fusão do aço, nota o britânico The Guardian.

A Agência de Projectos de Investigação Avançada da Defesa norte-americana, que está a desenvolver o Falcon desde 2003, já fez todos os testes possíveis em laboratório. Mas os túneis de vento conseguem apenas simular uma velocidade de 18.300 quilómetros por hora. Falta observar o comportamento do avião nas condições para que foi construído.

A pergunta é: será que continua a voar à velocidade máxima? Afinal, esta é cerca de 20 vezes a velocidade do som. Mais: como funcionará o sistema de navegação, que controla a trajectória do aparelho. Em Abril do ano passado, data do primeiro teste do género, o voo foi abortado após 139 segundos, depois de o computador de bordo ter detectado uma anomalia.

O Falcon HTV-2 voa 100 quilómetros acima da linha do mar, na linha de Kárman, que define o limite entre a atmosfera terrestre e o espaço exterior. É a essa altitude que o foguetão é largado e o avião arranca para o seu voo hipersónico no regresso à Terra.

O lançamento não será emitido em directo, em vídeo, mas é possível acompanhar os progressos do teste no Twitter.

http://www.publico.pt/
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Agosto 11, 2011, 01:55:11 pm
para quem quiser seguir o lançamento do novo veículo

https://twitter.com/#!/DARPA_News
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 12, 2011, 06:34:39 pm
Ajuda de Jodie Foster reabre SETI


Depois de quatro meses parado devido a problemas financeiros, o programa SETI, que protagoniza a busca por inteligência extraterrestre, está de volta - com uma pequena ajuda de Jodie Foster.

A estrela de "Contacto", filme onde a própria comunica com uma civilização extraterrestre através deste programa, publicitou uma campanha que decorreu na Web, com vista a angariar fundos para o projecto.

Em apenas 45 dias foram angariados mais de 140 mil euros. Dinheiro suficiente para que 'aqueles que acreditam' continuarem a pesquisar os céus por, pelo menos, mais cinco meses.

Tom Pierson, o dirigente do instituto, disse à Forbes que espera conseguir garantir mais fundos para a expansão do projecto, que poderá usar as forças aéreas americanas para, durante o dia, "procurar objectos em órbita, que, de outra forma, poderiam representar uma ameaça para a Estação Espacial Internacional e o outros satélites".

O projecto da SETI tem por objectivo analisar o máximo de sinais de rádio captados por radiotelescópios terrestres, partindo da ideia de que se existe alguma outra forma de vida inteligente no universo, esta tentará comunicar com outras formas de vida através de ondas electromagnéticas (sinais de rádio), pois estas representam a forma de transmissão de informação mais rápida conhecida.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 19, 2011, 11:33:09 pm
Satélite russo perdeu-se no Espaço


O novo satélite de comunicações «Ekspress-AM4», lançado na madrugada de hoje do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, não atingiu a órbita programada, segundo anunciaram agências russas. “Depois da quarta ligação do bloco de lançamento, o bloco orbital deixou de enviar informação de telemetria”, noticiou a ITAR-TASS, acrescentando que se desconhece o paradeiro do satélite.

Segundo uma fonte citada pela Interfax, os especialistas ainda esperam que apenas se tenha tratado de uma avaria no transmissor de informação de telemetria e que o voo do satélite esteja a decorrer normalmente.

Caso se venha a confirmar a perda do satélite, tratar-se-á de um sério revês neste campo, pois o «Ekspress-AM4» era o satélite russo mais potente e mais moderno. “Quanto aos seus parâmetros no campo das telecomunicações, trata-se de um êxito não só para a Rússia, mas também para todo o mundo”, declarou, no momento da partida, Igor Schegolev, ministro das Comunicações da Rússia.

Segundo Schegolev, o satélite devia garantir um amplo leque de serviços no campo das telecomunicações, nomeadamente “a transmissão de programas televisivos digitais para o Extremo Oriente da Rússia e Internet via satélite”.

Foi também anunciado que Moscovo pretende, este ano, lançar cinco ou seis satélites do sistema GLONASS, concorrente do GPS norte-americano. Em Dezembro do ano passado, a queda de três destes, no Oceano Pacífico, levou à demissão dos dirigentes da Agência Espacial da Rússia.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 20, 2011, 04:39:12 pm
European Space Agency Plans to Team Up with Russia for the First Manned Mission to Mars

If it’s a space race the Russians want, a space race they shall have. But et tu, Europe? Russian news outlet Ria Novosti is reporting that the European Space Agency (ESA), long the ally of Cold War champion NASA, is teaming with Russia on a joint manned mission to Mars, and that their crew will be the first to set foot on the Red Planet.

At a press briefing at an air show in Russia this week, ESA chief Jean-Jacques Dordain said the ESA and Roskosmos will “carry out the first flight to Mars together.” Apparently a major catalyst in this decision is the ongoing success of the Mars500 project, in which a six-member simulated crew is undergoing a 520-day isolation experiment simulating the long trip to and from Mars. Russia’s Institute of Biomedical Problems is heading Mars500--which “returns to Earth” in November--but the ESA is closely participating.

Dordain stopped short of declaring a timetable for such a mission, or on whose spacecraft the joint mission will ride. But he did set the stage for another epic, decades-long scientific struggle between two great world powers. So who will set foot on Mars first, the U.S. or Russia and its European partners?

Somewhere, a group of Chinese scientists is laughing.

 :arrow: http://www.popsci.com/technology/articl ... ssion-mars (http://www.popsci.com/technology/article/2011-08/europe-and-russia-plan-team-first-manned-mission-mars)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 20, 2011, 05:43:51 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
European Space Agency Plans to Team Up with Russia for the First Manned Mission to Mars

If it’s a space race the Russians want, a space race they shall have. But et tu, Europe? Russian news outlet Ria Novosti is reporting that the European Space Agency (ESA), long the ally of Cold War champion NASA, is teaming with Russia on a joint manned mission to Mars, and that their crew will be the first to set foot on the Red Planet.

At a press briefing at an air show in Russia this week, ESA chief Jean-Jacques Dordain said the ESA and Roskosmos will “carry out the first flight to Mars together.” Apparently a major catalyst in this decision is the ongoing success of the Mars500 project, in which a six-member simulated crew is undergoing a 520-day isolation experiment simulating the long trip to and from Mars. Russia’s Institute of Biomedical Problems is heading Mars500--which “returns to Earth” in November--but the ESA is closely participating.

Dordain stopped short of declaring a timetable for such a mission, or on whose spacecraft the joint mission will ride. But he did set the stage for another epic, decades-long scientific struggle between two great world powers. So who will set foot on Mars first, the U.S. or Russia and its European partners?

Somewhere, a group of Chinese scientists is laughing.

 :arrow: http://www.popsci.com/technology/articl ... ssion-mars (http://www.popsci.com/technology/article/2011-08/europe-and-russia-plan-team-first-manned-mission-mars)

Já lá devíamos estar à 10 anos! Europa e Rússia... seria interessante se o Brasil se quisesse juntar.
Será que a China tem pedalada para tantos adversários?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 20, 2011, 05:58:15 pm
Esquece o Brasil, o programa espacial deles é um verdadeiro caos. :(
Título: Re: Espaço
Enviado por: Get_It em Agosto 20, 2011, 08:44:43 pm
Citação de: "HSMW"
Será que a China tem pedalada para tantos adversários?
No sentido de propaganda e nacionalismos talvez possamos utilizar a palavra adversário mas na realidade, numa altura em que temos open-source, Wikipédia, e até mesmo a DARPA a utilizar crowd sourcing para desenvolver projectos, e ainda estamos muito mais dependentes de empresas privadas para o desenvolvimento de sistemas aeroespaciais não acho que isso dos "adversários" seja realista. Um exemplo disso é o que era a corrida ao espaço entre os EUA e a Rússia e a realidade de hoje.

Não me espantarei muito se os primeiros homens a chegar à lua forem de nacionalidade chinesa, russa e alemã.

Cumprimentos,
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 21, 2011, 12:46:45 am
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 24, 2011, 02:47:09 am
Cientistas chineses querem desviar Asteróide Apophis da Terra


Detectado em 2004, o asteróide Apophis passará perto da Terra em 2029 embora não represente, segundo os mais recentes cálculos, um perigo iminente. No entanto, num artigo publicado na Research in Astronomy and Astrophysics, uma equipa de cientistas da Universidade Tsinghua (China) propõe enviar uma sonda para colidir com o asteróide e desviá-lo da sua órbita.

Existe uma remota possibilidade do Apophis atravessar uma região do espaço chamada ‘fenda de ressonância gravitacional’ que mudaria a sua trajectória fazendo com que passasse uma segunda vez muito perto da Terra.

Calcula-se que o Apophis passará pelo nosso planeta a 13 de Abril de 2029. O possível retorno aconteceria em 2036. O pequeno tamanho da fenda de ressonância gravitacional – 600 metros – faz com que seja pouco provável que seja atravessada. Mesmo assim, os investigadores asseguram que é necessário preparar missões que possam ser úteis para resolver futuros problemas.

O modelo proposto pelos cientistas liderados pelo físico Sheng-Ping Gong implica a colocação em órbita de uma pequena nave que iria circular no sentido contrário do asteróide. O funcionamento deste dispositivo, composto por uma vela, seria similar ao de um veleiro, só que em vez de ser empurrado pelo vento, seria impulsionada pela radiação proveniente do Sol.

Os investigadores calculam que uma vela de 10 quilogramas lançada um ano antes poderia alcançar uma velocidade de 90 quilómetros por segundo, suficiente para eliminar a possibilidade de retorno em 2036.

Não é a primeira vez que se planeiam missões para desviar este asteróide de 320 metros de diâmetro e mais de 45 milhões de toneladas. Em 2009, investigadores russos planearam uma missão para deter Apophis cujo potencial destrutivo seria equivalente a dezenas de milhares de bombas atómicas.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 25, 2011, 04:13:22 pm
Darkest Planet Found: Coal-Black, It Reflects Almost No Light

Andrew Fazekas

for National Geographic News

Published August 12, 2011

It may be hard to imagine a planet blacker than coal, but that's what astronomers say they've discovered in our home galaxy with NASA's Kepler space telescope.

Orbiting only about three million miles out from its star, the Jupiter-size gas giant planet, dubbed TrES-2b, is heated to 1,800 degrees Fahrenheit (980 degrees Celsius). Yet the apparently inky world appears to reflect almost none of the starlight that shines on it, according to a new study.

"Being less reflective than coal or even the blackest acrylic paint—this makes it by far the darkest planet ever discovered," lead study author David Kipping said.

"If we could see it up close it would look like a near-black ball of gas, with a slight glowing red tinge to it—a true exotic amongst exoplanets," added Kipping, an astronomer at the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachusetts.

(Related: "Earth Farthest From Sun on Fourth of July—So Why So Hot?")

NASA's Planet Detector

The Earth-orbiting Kepler spacecraft was specifically designed to find planets outside our solar system. But at such distances—TrES-2b, for instance, is 750 light-years from us—it's not as simple as snapping pictures of alien worlds.

Instead, Kepler—using light sensors called photometers that continuously monitor tens of thousands of stars—looks for the regular dimming of stars.

Such dips in stellar brightness may indicate that a planet is transiting, or passing in front of a star, relative to Earth, blocking some of the star's light—in the case of the coal-black planet, blocking surprisingly little of that light.

(Related: "Five New Planets Found; Hotter Than Molten Lava.")

Black Planet Spurs Dimmest of Dimming

When a planet passes in front of its star, the world's shaded side faces Kepler. But as the planet begins orbiting to the side of and "behind" its star, its star-facing side comes to face the viewer. The amount of starlight grows until the planet, becoming invisible to Kepler, passes fully in back of its star.

Watching TrES-2b and its star, Kepler detected only the slightest such dimming and brightening, though enough to ascertain that a Jupiter-size gas giant was the cause.

The light reflected by the newfound extrasolar planet, or exoplanet, changed by only about 6.5 parts per million, relative to the brightness of the host star.

"This represents the smallest photometric signal we have ever detected from an exoplanet," Kipping said.

What's more, as the coal-black planet passed in front of its star, the starlight's dimming was "so small that it's like the dip in brightness we would see with a fruit fly going in front of a car headlight."

(Also see "Six New Planets: Mini-Neptunes Found Around Sunlike Star.")

The Dark Mystery of TrES-2b
Current computer models predict that hot-Jupiter planets—gas giants that orbit very close to their stars—could be only as dark as Mercury, which reflects about 10 percent of the sunlight that hits it.

But TrES-2b is so dark that it reflects only one percent of the starlight that strikes it, suggesting that the current models may need tweaking, Kipping said.

Assuming the new study's measurements are sound, what exactly is making the new planet's atmosphere so dark?

"Some have proposed that this darkness may be caused by a huge abundance of gaseous sodium and titanium oxide," Kipping said. "But more likely there is something exotic there that we have not thought of before.

"It's this mystery that I find so exciting about this discovery."

TrES-2b may even represent a whole new class of exoplanet—a possibility Kipping and company hope to put to the test with Kepler, which has so far detected hundreds of planets outside our solar system.

"As Kepler discovers more and more planets by the day, we can hopefully scan through those and work out if this is unique or if all hot Jupiters are very dark," Kipping said.

Meanwhile, the very darkness of the new exoplanet suggests perhaps a catchier moniker for TrES-2b, Kipping said. "Maybe an appropriate nickname would be Erebus"—ancient Greece's god of darkness.


The coal-black planet study has been accepted for publication in the Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

 :arrow: http://news.nationalgeographic.com/news ... ce-kepler/ (http://news.nationalgeographic.com/news/2011/08/110812-new-planet-darkest-black-coal-kipping-science-space-kepler/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 25, 2011, 06:33:16 pm
Eu vi a noticia dessa descoberta no inicio da semana! Fascinante...

Só pode ser...
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fen%2Ff%2Ff9%2FDeath_star1.png&hash=9d44b52b1f755a3754de86476b497001)
 :)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 25, 2011, 10:32:39 pm
Spacefail: Russian Cargo Craft Burns in Atmosphere
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages.defensetech.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F08%2FProgressundocking.jpg&hash=efd7fa2adfddbe9f3db34f9e8c2d74d9)

Just weeks after the U.S. retired its Space Shuttle and began what may be a long dependence on Russia to get American astronauts into space, an unmanned Russian spacecraft burned up in the Earth’s atmosphere after failing to reach orbit.

Apparently, the “upper stage” of the rocket propelling the Progress cargo ship, which is the same size and shape as its manned-counterpart, the Soyuz capsule, failed to light causing the ship and its nearly 6,000-pounds worth of supplies meant for the International Space Station to plummet to Earth.

This no doubt leads to some long term questions about the viability of the U.S. and all other space-faring nations reliance on Russias Progress and Soyuz vehicles as the only way to access the ISS. In the short them, one also has to wonder whether the next mission to resupply the station, scheduled for Sept. 22, will happen.

Read more: http://defensetech.org/2011/08/24/space ... z1W4vlh0Zs (http://defensetech.org/2011/08/24/spacefail-russian-cargo-craft-burns-in-atmosphere/#ixzz1W4vlh0Zs)
Defense.org

Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 30, 2011, 09:27:33 pm
Cientistas querem enviar mini-centrais nucleares para a Lua e Marte


A reunião da Sociedade Americana de Química que se realizou este fim-de-semana em Denver (Colorado, EUA) pôs Marte e Lua no centro das atenções. Uma equipa da NASA quer levar mini-centrais nucleares para o planeta vermelho e para o satélite da Terra.

James Werner, o responsável pelo projecto, anunciou que os primeiros planos estão já em andamento. O director do Laboratório Nacional de Idaho do Departamento de Energia afirma que terá uma demonstração pronta já no início de 2012. As centrais irão servir para produzir electricidade para as futuras bases.

As novas tecnologias de fissão nuclear para a aplicação de energia nesse tipo de superfícies são “muito diferentes das estações de energia nuclear na Terra, que necessitam de espaços de grande dimensão e de estruturas como torres de refrigeração”, explicou Werner.

O sistema terá aproximadamente 30,5 centímetros de largura por 61 de altura e não necessitará de torres de refrigeração. Um sistema de energia de fissão “é uma unidade compacta, fiável e segura que pode ser fundamental para a criação de bases e habitats noutros planetas”.

A maior diferença entre os reactores nucleares e os de energia solar, utilizados até agora nas missões espaciais, é que aqueles podem gerar energia em qualquer ambiente. Como não dependem da luz solar, produzem enormes quantidades de energia sem parar. Um sistema de energia de fissão na Lua poderá gerar 40 Quilowatts por hora de electricidade, a mesma quantidade que, na Terra, consegue alimentar oito casas.

O investigador assegura que a tecnologia está suficientemente “amadurecida” e logo que tenha um preço acessível poderá proporcionar energia aos astronautas em todo o tipo de ambiente.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 30, 2011, 10:10:00 pm
Citação de: "Lusitano89"
poderá gerar 40 Quilowatts por hora de electricidade, a mesma quantidade que, na Terra, consegue alimentar oito casas.
Oito casas mas americanas? Daquelas que têm sempre as luzes acesas e a TV ligada todo o dia mesmo sem ninguém estar a ver? Onde não sabem o que é uma lâmpada economizadora.
Isso dá quanto por casa? 5000 W/h? É que contas feitas por alto meu consumo é de 3000 W/h.  :?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 02, 2011, 05:17:35 pm
Portuguesa eleita para Academia Internacional de Astronáutica


Anna Guerman, docente da Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, é o primeiro membro português eleito para a Academia Internacional de Astronáutica, anunciou hoje a UBI. A candidatura foi apresentada por três membros da Academia, na sequência de contactos profissionais "mantidos há vários anos" com a investigadora na área da Astrodinâmica e do "Centre for Aerospace Science and Technologies" (Centro de Ciência e Tecnologias Aeroespaciais) da UBI.

O centro tem por objetivo intensificar e promover a investigação e colaboração com a indústria, melhorar o ensino na área e divulgar o setor.

A docente e investigadora da UBI passa a ser membro correspondente da Academia e promete "envolver a comunidade científica do país nas atividades da Academia e, por outro lado, chamar atenção para o desenvolvimento da ciência portuguesa ao nível internacional".

Considera que esta é "uma oportunidade única para Portugal se afirmar na investigação da Astronáutica".

Anna Guerman vai integrar o grupo de trabalho da Comissão da Tecnologia e Desenvolvimento dos Sistemas Espaciais e colaborar em dois grupos de estudo como convidada.

Vai também presidir à comissão científica de uma conferência da Academia Internacional da Astronáutica sobre Dinâmica e Controlo dos Sistemas Espaciais, em março de 2012, no Porto.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Edu em Setembro 02, 2011, 08:08:57 pm
Citação de: "Lusitano89"
Portuguesa eleita para Academia Internacional de Astronáutica


Anna Guerman, docente da Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, é o primeiro membro português eleito para a Academia Internacional de Astronáutica, anunciou hoje a UBI. A candidatura foi apresentada por três membros da Academia, na sequência de contactos profissionais "mantidos há vários anos" com a investigadora na área da Astrodinâmica e do "Centre for Aerospace Science and Technologies" (Centro de Ciência e Tecnologias Aeroespaciais) da UBI.

O centro tem por objetivo intensificar e promover a investigação e colaboração com a indústria, melhorar o ensino na área e divulgar o setor.

A docente e investigadora da UBI passa a ser membro correspondente da Academia e promete "envolver a comunidade científica do país nas atividades da Academia e, por outro lado, chamar atenção para o desenvolvimento da ciência portuguesa ao nível internacional".

Considera que esta é "uma oportunidade única para Portugal se afirmar na investigação da Astronáutica".

Anna Guerman vai integrar o grupo de trabalho da Comissão da Tecnologia e Desenvolvimento dos Sistemas Espaciais e colaborar em dois grupos de estudo como convidada.

Vai também presidir à comissão científica de uma conferência da Academia Internacional da Astronáutica sobre Dinâmica e Controlo dos Sistemas Espaciais, em março de 2012, no Porto.

Lusa


Foi minha professora de mecânica aplicada e apenas devo dizer que esta senhora é qualquer coisa de extraordinário em termos de cálculos mentais, fruto da educação Russa de outros tempos.

Neste momento devo dizer que sinto orgulho de ter sido aluno dela.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 07, 2011, 01:00:53 pm
Novas imagens confirmam que Homem pisou mesmo a Lua


Uma nova imagem do solo lunar mostra o local de aterragem das missões da agência espacial NASA no local. É possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro deixado pelo veículo lunar. No vácuo do espaço, o equipamento deixado lá está intacto até hoje.
Com a vitória na corrida espacial, a Nasa abandonou a missão Apollo, e desde 1972 nunca mais voltou à Lua.

A agência espacial americana cortou o seu programa de vaivéns espaciais, mas afirma que agora quer voltar ao solo lunar. Muitos duvidam, no entanto, que o governo americano tenha dinheiro e vontade para concretizar o projecto.

Por ora, as imagens servem pelo menos para dispersar teorias que dizem que o homem nunca chegou à Lua e que as imagens famosas de 1969 foram filmadas num estúdio em Hollywood.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 07, 2011, 03:38:22 pm
:arrow: http://www.news.com.au/technology/sci-t ... z1XFwHEBK5 (http://www.news.com.au/technology/sci-tech/nasa-retraces-its-steps-using-the-sharpest-images-ever-taken-of-the-moon/story-fn5fsgyc-1226131130923#ixzz1XFwHEBK5)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 08, 2011, 08:01:09 pm
Escassez de astronautas nos EUA gera riscos


Os Estados Unidos não possuem astronautas suficientes para satisfazer as diferentes necessidades dos voos espaciais tripulados nos próximos anos, disse o Conselho Nacional de Pesquisa (US-NRC), uma entidade privada que presta assessoria nas questões de política científica.
A redução do corpo de astronautas carrega um risco para o investimento americano em voos espaciais tripulados, e a Nasa deve tomar medidas para aumentar a sua tripulação de voos espaciais, advertiu um relatório do NRC, um organismo das Academias Nacionais dos Estados Unidos.

«Visto como uma cadeia de fornecimento, a selecção e a formação de astronautas é muito sensível a falhas críticas», disse o co-presidente do NRC, Frederick Gregory, ex-comandante de três missões de vaivéns espaciais.

«Os astronautas que estão capacitados para funções e missões específicas não podem serem substituídos facilmente», disse Gregory, também ex-administrador adjunto da Nasa.

No seu auge em 1999, em plena era do vaivém espacial e da construção da Estação Espacial Internacional (ISS), a Nasa mantinha cerca de 150 astronautas. Mas em 2011, com o fim do programa de vaivéns espaciais, o número caiu para 61

A Nasa estabeleceu um requisito mínimo de 55 a 60 astronautas activos até 2016, para quando se espera que o sector privado tenha testado uma nova cápsula espacial capaz de levar novamente humanos a uma órbita terrestre baixa.

As missões tripuladas ao espaço profundo, a Marte ou a um asteróide, estão previstas a partir de 2025.

Estes voos exigirão mais capacitação, estadias mais longas no espaço, uma maior exposição à radiação e um maior risco de problemas médicos ou esgotamento, que podem provocar a reforma antecipada de astronautas ou incapacitá-los para voar em missões futuras.

Embora agora menos astronautas voem por ano em comparação com a era do vaivém espacial - de um máximo de 28, este número cairá para uma média de seis -, os Estados Unidos precisam de mais astronautas capacitados, disse o NRC.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 15, 2011, 12:06:01 pm
Nasa anuncia novo foguete para viagens tripuladas a Marte


O director da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, apresentou na quarta-feira o novo sistema de lançamento espacial que permitirá a realização de voos tripulados além da órbita terrestre baixa, como os feitos até agora, e aterrar no futuro em Marte. O projecto chega para preencher a lacuna deixada após a reforma do programa dos EUA de vaivéns espaciais este ano.

O sistema de lançamento espacial (SLS) foi projectado para levar o veículo de carga e tripulação Orion a novos destinos no espaço profundo, e servirá como apoio para as naves de transporte comercial que farão voos para a ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional).

«Este novo sistema de lançamento criará novos postos de trabalho nos Estados Unidos e garantirá a liderança americana no espaço», afirmou Bolden em declarações à imprensa concedidas no Edifício Dirksen do Senado.

Desta forma, foram encerrados meses de revisões exaustivas de planos e projectos para que a Nasa contasse com um sistema de lançamento não só potente, mas versátil, que permitisse adaptações com novas tecnologias de acordo com as suas necessidades.

O foguete será o mais potente desde a construção do Saturno V, também criado pelos EUA e que levou os astronautas do Apollo à Lua, e permitirá ao homem alcançar lugares inexplorados.

O aparelho terá uma capacidade inicial de 70 toneladas, que serão ampliadas para 130, e utilizará hidrogénio e oxigénio líquidos como combustível.

O primeiro teste de lançamento está previsto para 2017 e será seguido por voos tripulados em 2021.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 16, 2011, 02:31:20 pm
Primeira sonda europeia para Mercúrio lançada em 2014

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg840.imageshack.us%2Fimg840%2F9493%2Fimagerji.jpg&hash=467f06e9e0814246b23a397a572eaeb8)

A Agência Espacial Europeia (ESA) assinou um acordo para que o consórcio Arianespace lance, em Julho de 2014, a sonda Bepicolombo, primeira missão europeia a Mercúrio, onde chegará seis anos depois para elaborar diferentes mapas sobre a composição do planeta.

Esta será uma missão conjunta da ESA e da Agência Espacial Japonesa, composta de dois módulos que navegarão em órbitas distintas do planeta mais próximo do Sol: o Orbitador Planetário de Mercúrio, de desenho europeu, e o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio, de concepção nipónica.

Segundo a Agência Espacial Europeia, citada pela Efe, a sonda será lançada, a bordo de um vaivém Ariane 5, a partir do centro espacial europeu de Kuru, na Guiana Francesa, para realizar um "exaustivo estudo do planeta Mercúrio".

Além disso, a BepiColombo servirá para elaborar um plano magnético de Mercúrio, estudar a exosfera (camada mais externa da atmosfera) do planeta e a composição dos pólos, bem como para experimentar a teoria da relatividade enunciada pelo físico alemão Albert Einstein (1879-1955).

A cumprir-se o calendário previsto, a sonda euro-japonesa chegará a Mercúrio antes da russa Merkuri, cujo lançamento está previsto para 2019, a bordo de um vaivém Soyuz.

Os norte-americanos, através da NASA, já têm uma nova sonda, a Messenger, a estudar a superfície deste que é o planeta mais pequeno do Sistema Solar.

A primeira, a Mariner-10, foi lançada em 1974.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 16, 2011, 05:58:07 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Setembro 18, 2011, 08:50:14 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 19, 2011, 07:33:17 pm
Passagem do cometa Elenin não será catastrófica


A passagem do Cometa Elenin "perto" da Terra e o fenómeno na Internet de que “algo catastrófico” pode acontecer no planeta em breve levou a NASA a lançar recentemente um comunicado intitulado «Cometa Elenin não ameaça Terra». Terramotos, furacões, tsunamis, chuva de meteoros, construção de abrigos subterrâneos na Rússia, compra de kit´s de sobrevivência ou comparações ao hipotético Planeta X são algumas das informações veiculadas na Internet relacionadas com a passagem do cometa.

Segundo cálculos da NASA, o Elenin – detectado a 10 de Dezembro de 2010 por Leonid Elenin (Lyubertsy, Rússia) e cujo nome científico é C/2010 X1 – atingirá a máxima aproximação do nosso planeta no próximo dia 16 de Outubro. “O que posso dizer para já é que não há perigo algum, porque vai passar muito longe”, disse o investigador Nuno Peixinho, do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra e do Centro de Física Computacional.
O cientista português refere ainda que não irá tapar o sol, já que para o conseguir teria de estar a 400 quilómetros de distância da Terra e aquele corpo celeste vai passar a uma distância de 35 milhões de quilómetros, o que equivale quase cem vezes a distância da Terra à Lua.

“Seria a mesma coisa que um mosquito passar entre nós e o sol, não o vemos”, exemplifica o especialista da área da Astronomia, desmistificando também a ideia divulgada na Internet que o Elenin facilite o aparecimento de catástrofes naturais, como tsunamis, porque simplesmente a força da gravidade exercida sobre a Terra pelo cometa “é mínima”, sendo, na prática, essencialmente nula.

Mas o fenómeno na Internet sobre o cometa Elenin é de tal ordem que até já se compara aquela bola de gelo sujo com um diâmetro entre os três e os cinco quilómetros, a uns eventuais Planeta X ou ao Planeta Vermelho, recorrendo a místicas interpretações de antigas hipóteses científicas já há muito refutadas.

A chegada de uma nave espacial com uma civilização alienígena também são conjecturas que se podem ler em vários sítios da Internet quando se faz uma pesquisa por “cometa Elenin” e há sítios virtuais que referem que os russos decidiram aumentar o número de abrigos em bases subterrâneas como um plano de emergência à passagem do Elenin.

Há outros sítios na Internet que indicam que a NASA está num nível de alerta máximo e que a FEMA (Federal Emergency Management Agency), começou a instalar câmaras de vigilância nos EUA para capturar a “queda de meteoritos”.

Especulações incorrectas

O cientista Don Yeomans, da NASA, afirma que se têm “verificado especulações incorrectas sobre o alinhamento do Elenin com outros corpos celestiais”. No documento da agência espacial lê-se também que o tamanho do cometa é “modesto”, apresentando um diâmetro entre três a cinco quilómetros, e que não oferece “ameaça à Terra”.

O Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) também defende que a passagem do cometa não terá “nenhuma influência na Terra”, nem “causará escuridão”, porque o cometa nem sequer “cruzará o disco solar e mesmo que cruzasse é tão pequeno e está tão longe que não se notaria diferença no brilho aparente do Sol".

“Os cometas são objectos muito pouco densos – são uma mistura de rocha e gelo - e não têm nenhum tipo de influência gravitacional significativa” sobre nós, esclarece Nelma Alas, do CAUP. O Núcleo de Divulgação do centro informa ainda que nem sequer se sabe ainda se o cometa Elenin será visível a olho nu no céu nocturno. “Pensa-se que com uns bons binóculos se conseguirá observar, mas é claro que também é necessário um bom céu – sem nuvens e sem poluição luminosa”, indica Nelma Silva, do NDCAU, recordando, por exemplo, que o cometa Hale-Boop, o mais brilhante das últimas décadas, foi bem visível em 1997 a olho nu.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 22, 2011, 04:40:13 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2011, 09:15:59 pm
Robô humanóide da NASA é activado na Estação Espacial Internacional


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Frumors.automobilemag.com%2Ffiles%2F2011%2F02%2Fgeneral-motors-robonaut-2-salute-623x389.jpg&hash=ec0d03a8351776614670cb7d6b519152)

O programa do robô humanóide da General Motors (GM) e da NASA assinala um novo marco científico e tecnológico na Estação Espacial Internacional. O Robonaut 2, ou R2 como é vulgarmente conhecido, um robot humanóide desenhado e construído para apoiar os astronautas, foi activado e iniciou a primeira série de experiências desde que foi entregue aos astronautas, em Fevereiro, numa missão do Space Shuttle Discovery.

Os operadores na missão de controlo em Houston (EUA) activaram os computadores principais do robot – localizados no estômago do R2 – e os mais de 30 processadores incorporados nos braços e articulações de controlo. "Os electrões estão bons! Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para os homens de metal” referiu o Robonaut no seu primeiro post no Twitter. "É claro que gostaria de poder girar a cabeça e olhar à volta”, acrescentou no comentário. O R2 está activo e presente no twitter através da sua conta @astrorobonaut onde responde às questões de mais de 40 mil seguidores.

No primeiro teste, que durou duas horas, o astronauta norte-americano Michael Fossum e o japonês Satoshi Furukawa colocaram o R2 na sua base fixa, na Estação Espacial, e assistiram ao controlo do robot por parte dos operadores na Terra. As quatro câmaras presentes na cabeça dourada que lhe servem de olhos foram igualmente ligadas, tal como a de infra-vermelhos, localizada na boca do robot, utilizada para calcular a percepção de profundidade.

O robot, que já viajou no Discovery para a ISS, fará este mês os seus primeiros movimentos comandados pelos controladores na Terra, nomeadamente movimentos da cabeça, mãos, braços e articulações de modo a que os engenheiros possam calibrar e ajustar os sistemas de controlo e sensibilidade.

"À semelhança de um membro da tripulação que precisa de se habituar à gravidade zero, o R2 necessita, igualmente, de se mexer e aprender o que é preciso para se mover com gravidade zero”, explicou o responsável de projecto Nicolaus Radford. "Estamos muito emocionados já que demorou muito tempo até ser possível activá-lo", continuou.

General Motors e Nasa

O Robonaut 2 foi desenhado e construído pela General Motors para apoiar os astronautas da ISS nas tarefas do dia-a-dia, ao mesmo tempo que ajuda a GM/Chevrolet a desenvolver uma tecnologia de vanguarda de controlo, sensores e de visão utilizada para criar automóveis e locais de trabalho mais seguros. A parceria da NASA com a GM para o R2 faz parte de uma longa linha de programas de ciência e tecnologia iniciada com as lendárias missões lunares Apollo dos anos 60.

Também foram os engenheiros da GM que conceberam e construíram a bateria em prata e zinco que alimentou o módulo de descida da Apollo, enquanto um computador de orientação da GM e uma plataforma de instrumentos inerciais levou-a à Lua.

Além do programa lunar, a bateria solar do Lunar Rover, que transportou os astronautas até à Lua há 40 anos, levou ao desenvolvimento de veículos eléctricos como o Chevrolet Volt que podemos ver actualmente nas estradas.

Bateria do Volt e engenharia espacial


Em 2009, os engenheiros da Chevrolet que trabalhavam no programa Volt voltaram-se para a NASA em busca de uma solução de refrigeração que assegurasse que a bateria do veículo poderia funcionar todo o dia, evitando assim a ansiedade de falta de energia.

Tecnologia do automóvel eléctrico Volt inspirada em missões lunaresA bateria do Volt dispõe de uma cobertura térmica avançada, semelhante à cobertura especial do space shuttle, que aquece e arrefece a bateria do automóvel, assegurando aos proprietários a carga máxima de cada vez que ligam e carregam os seus carros eléctricos, seja Verão ou Inverno.

“Cada bateria, seja ela de um portátil ou carro eléctrico, tem um ponto de temperatura que oferece a mistura de potência de saída, capacidade de energia e durabilidade. Por isso, foi dada muita atenção para se manter a bateria na temperatura correcta em todos os tipos de condições atmosféricas com base em tecnologia inspirada na NASA”, acrescentou Jon Beresia, Director de engenharia da Chevrolet.

Da mesma forma que a cobertura protege o Space Shuttle do frio espacial e do calor na reentrada na atmosfera da terra, no Volt a cobertura de alta tecnologia bombeia frio ou calor através da bateria, assegurando uma distribuição uniforme da temperatura para se obter o máximo alcance.

A parceria espacial tem uma continuidade que vai para além do R2. É visível também numa segunda geração do Lunar Rover, que a NASA prevê utilizar nas futuras missões de regresso à Lua, em que voltam a precisar de um veículo para percorrer as crateras. A equipa responsável pela bateria que alimentará o pequeno Rover pressurizado que a NASA espera utilizar numa nova missão à Lua em 2020 solicitou ajuda à GM para a apoiar no projecto que utiliza a tecnologia da bateria inspirada no Volt.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: miguelbud em Setembro 29, 2011, 07:54:08 pm
Portugueses desenvolvem software para satélites

A empresa Critical Software (CSW) é a primeira portuguesa a desenvolver software que vai embarcado («on-board») em satélites a lançar em 2013 para o espaço no âmbito de um programa da União Europeia, foi esta quinta-feira revelado, escreve a Lusa.

«É primeira empresa portuguesa a desenvolver software que vai embarcado nos satélites», disse Paulo Guedes, da CSW, à margem de um seminário internacional que terminou esta quinta-feira, em Coimbra, sobre «Falhar não é opção», com a participação de especialistas da NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA).

De acordo com este responsável, a CSW está a validar software para um dos três satélites a lançar em 2013 e a desenvolver o software que irá embarcado nos restantes dois.

A missão a lançar em 2013 insere-se no programa European Earth Observation GMES - Global Monitoring for Environment and Security Space Component - The Sentinels.

http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/nasa ... -4069.html (http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/nasa-espaco-critical-software-software-satelites-tvi24/1284845-4069.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 01, 2011, 05:38:18 pm
SpaceX propõe foguetão reutilizável para colonizar Marte

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.geekosystem.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F06%2Fspacex-falcon-9-550x366.jpg&hash=f702c672c5e37a6c1c1b9abb21ba8ff7)

A companhia americana SpaceX está a trabalhar no primeiro foguetão reutilizável para lançá-lo ao espaço visando, algum dia, ajudar na colonização do planeta Marte, disse o seu fundador, Elon Musk. O veículo seria uma versão reutilizável do foguetão Falcon 9 que a SpaceX empregou para levar a cápsula espacial Dragon para a órbita da Terra no ano passado. A sua primeira viagem com carga para a Estação Espacial Internacional (ISS) está prevista para Janeiro.

A reutilização do foguetão poupará dezenas de milhões de dólares e facilitará as viagens ao espaço por diversão e até a colonização de outros planetas, concretamente Marte, declarou Musk ao National Press Club.

«Um sistema rápido e reutilizável é imprescindível para que a vida se torne multiplanetária, para se estabelecer vida em Marte. Se os aviões não fossem reutilizáveis, muito pouca gente poderia voar».

Actualmente, um foguetão Falcon custa entre 50 e 60 milhões de dólares e o seu lançamento, incluindo combustível e oxigénio, exige até 200 mil dólares. E tudo é perdido com a reentrada na atmosfera da Terra.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 04, 2011, 06:37:39 pm
Nasa abre vagas para novos astronautas a partir de Novembro


A Nasa anunciou que vai abrir, a partir de Novembro, uma série de vagas para a nova geração de astronautas poder continuar a apoiar os trabalhos da Estação Espacial Internacional (ISS) e as futuras viagens tripuladas ao espaço. «Para cientistas, engenheiros e outros profissionais que sonharam em voar para o espaço, este é um momento emocionante para entrar e fazer parte do corpo de astronautas», afirmou Janet Kavandi, directora de operações da tripulação de voo no Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston.

Kavandi disse que os novos astronautas «terão oportunidade de participar dos programas de prospecção da Nasa, que incluem missões além da órbita terrestre», avisando que quem participar das missões de apoio do complexo espacial «chegará a bordo nos novos sistemas de transporte que estão a ser desenvolvidos agora».

Os candidatos, que devem ser formados nas áreas de Engenharia, Ciências ou Matemática e ter pelo menos três anos de experiência profissional, começarão a ser entrevistados ainda este ano. Os aprovados serão anunciados somente em 2013, já que os treinos estão previstos para Agosto daquele ano.

Obrigatoriamente, os candidatos devem ser cidadãos americanos. Apesar de não haver um limite de idade, os astronautas devem ter entre 26 a 46 anos de idade, segundo a Nasa.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 11, 2011, 10:16:07 pm
Cores da Lua revelam riquezas minerais do nosso satélite natural


A Lua tem até 10 vezes mais titânio do que a Terra e é colorida, revelaram astrónomos que elaboraram um novo mapa do satélite natural do nosso planeta a partir das imagens captadas por um equipamento especial. «Quando se olha para a Lua, parece que a superfície tem tons de cinza, pelo menos para o olho humano», informou em Nantes (oeste da França) Mark Robinson, da Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos), que observou a superfície lunar graças a instrumentos instalados na sonda de reconhecimento americana LRO.

«Mas usando os instrumentos adequados, a Lua aparece cheia de cores», acrescentou Robinson, que acompanhou em Nantes, onde se realizou um congresso sobre o estudo dos planetas, Brett Denevi, da Universidade John Hopkins de Baltimore (Maryland, Estados Unidos).

«As planícies lunares parecem avermelhadas em alguns lugares e azuis noutros. Apesar de ténues, estas variações coloridas dão importantes informações sobre a química e as transformações da superfície lunar. Demonstram que há ferro e titânio em abundância», acrescentou.

O titânio, um metal resistente como o aço, mas quase duas vezes mais leve, é encontrado principalmente «num mineral chamado ilmenita, que contém ferro, titânio e oxigénio», informaram os organizadores do congresso de Nantes, em comunicado.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 12, 2011, 07:42:18 pm
ESA vai estudar de perto o Sol e a expansão do Universo


A Agência Espacial Europeia (ESA) já seleccionou as duas missões do programa científico Cosmic Visions, a realizar entre 2015 e 2025. Estudar a estrutura do Universo, a sua aceleração e a natureza da energia escura são os objectivos de uma das missões, a Euclid. A outra chama-se Solar Orbiter e vai estudar o Sol de perto.

De lembrar que os estudos sobre a aceleração da expansão do Universo deram o prémio Nobel da Física deste ano a Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess.

Euclid (ou Euclides, matemático grego do século III a.C. conhecido como “pai da geometria”) é o nome da missão e do telescópio que vai cartografar, a grande escala, a estrutura do universo, com uma resolução nunca antes alcançada, abarcando distâncias de 10 mil milhões de anos-luz.

Esses mapas vão registar a distribuição e a evolução das galáxias e dos grupos de galáxias. O estudo dará pistas importantes sobre a misteriosa natureza da energia escura, que pode estar a provocar a aceleração da expansão. O lançamento do Euclid está marcado para 2019 e vai realizar-se na base de Kourou (Guiana Francesa) por um foguete russo Soyus.

Mais perto do Sol

O Orbiter, ou orbitador solar, vai aproximar-se mais do Sol do que qualquer missão anterior. Está desenhado para investigar a influência que a estrela tem à sua volta, especialmente o fluxo de partículas do vento solar. O orbitador vai investigar essas partículas logo após serem emitidas. Será lançado em 2017 na base do Cabo Canaveral (Florida), num foguetão Atlas.

Na escolha das missões Cosmic Visions ficou de fora a terceira candidata – Plato – desenhada para procurar e estudar em estrelas próximas, exoplanetas semelhantes à Terra.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 14, 2011, 08:30:56 pm
Equipa de amadores encontra asteróide a aproximar-se da Terra


Pela primeira vez, observações coordenadas pela equipa de risco espacial da ESA encontraram um asteróide que se aproxima da Terra o suficiente para representar risco de impacto. A rocha espacial foi encontrada por astrónomos amadores, o que reforça o valor que estas observações têm para a ciência e para a defesa planetária.

A descoberta do asteróide 2011 SF108 foi feita pela equipa de voluntários do Teide Observatory Tenerife Asteroid Survey (TOTAS) durante um período de observação patrocinado pela ESA, em Setembro, no âmbito do programa Space Situational Awareness (SSA).

O estudo que durou quatro noites usou um telescópio com um metro de abertura, na Estação de Seguimento Óptico, da ESA, em Teide, Tenerife, Ilhas Canárias. Este não é o primeiro asteróide encontrado sob o patrocínio do SSA, mas é o primeiro que se qualifica como um 'Near Earth Object' (NEO), ou objecto próximo da Terra – um objecto que passa suficientemente perto da Terra durante a sua órbita para representar risco de impacto.

Durante as observações do TOTAS, o telescópio pesquisa asteróides de uma forma automática, por várias horas, usando ‘software’ desenvolvido por astrónomos amadores e pelo cientista computacional Matthias Busch, do Starkenburg Amateur Observatory, em Heppenheim, Alemanha.

No entanto, as observações potencialmente relevantes têm de ser avaliadas. A equipa inclui 20 voluntários, a maior parte dos quais fez parte da avaliação manual das imagens capturadas durante a sessão, a 28/29 de Setembro. Os dados “são distribuídos a toda a equipa para análise e qualquer um pode ser o descobridor de um novo asteróide," diz Detlef Koschny, responsável pelas actividades de NEO para o SSA. A órbita do asteróide 2011 SF108 aproxima-o a não mais do que 30 milhões de quilómetros da Terra.

“É um trabalho voluntário muito compensador. Quando encontramos alguma coisa, contribuímos para o esforço europeu de defesa contra o risco dos asteróides”. O objecto é o 46º asteróide descoberto por Kracht, um professor reformado que vive em Elmshorn, próximo de Hamburgo, Alemanha. "Oito pessoas analisaram as imagens da noite da descoberta, e eu tive a sorte de ter sido o membro da equipa a encontrar o 2011 SF108," diz Kracht.

"A descoberta só foi possível graças ao excelente ‘software’ desenvolvido por Matthias Busch, que também detectou este objecto nas imagens da segunda noite e enviou as observações para o Minor Planet Center", concluiu.

Até hoje, foram encontrados 8000 NEOs, descobertos em todo o mundo, mas suspeita-se que existam muitos milhares por descobrir, em especial com dimensões entre alguns metros e as centenas de metros. É importante descobrir e encontrar estes que faltam, para que se possa determinar se constituem algum risco de impacto para a Terra.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 18, 2011, 12:18:15 pm
Satélite lançado pela Índia estudará fenómeno magnético


Os líderes de Brasil, África do Sul e Índia devem anunciar esta terça-feira - durante a cimeira dos três países - um acordo para o lançamento conjunto de um satélite para estudar um fenómeno magnético do Atlântico Sul. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia brasileiro, Aloísio Mercadante, a ideia tem vindo a ser discutida há bastante tempo, mas ganhou contornos finais no último ano.

O ministro diz que o satélite terá o objectivo de fornecer informações aos investigadores sobre uma anomalia que acontece no espaço sobre o Atlântico Sul - uma interferência magnética que causa ruídos e problemas de comunicação em satélites desta região.

O satélite será construído com tecnologia da África do Sul e do Brasil - através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - e será lançado de uma base na Índia. Por se tratar de um fenómeno que afecta mais o Brasil e a África do Sul, a Índia terá uma participação menor no projecto.

«Como se trata de um satélite leve, poderia ser lançado pela Índia em qualquer um dos foguetes deles», afirma Mercadante. O Brasil ficaria com a parte de desenvolvimento de tecnologia mais complexa, cabendo à África do Sul a elaboração da plataforma de lançamento.

Segundo o ministro, toda a parte técnica já foi acordada entre as partes, faltando apenas a formalização por parte dos chefes de Estado. Depois do anúncio oficial, Mercadante prevê que demorará três anos para o lançamento do satélite.

O ministro diz que orçamento do projecto do Ibas é pequeno se comparado com outros planos mais ambiciosos do ministério.

Ele cita a contratação de um satélite geoestacionário de grande porte, que será usado para toda a comunicação do sector de defesa do Brasil e aumentará a capacidade de banda larga no país. Hoje o Brasil aluga satélites estrangeiros para esse tipo de serviço.

O ministro também ressaltou que, além do Inpe, outras empresas como Telebras e Embraer também serão envolvidas no projecto do satélite geoestacionário.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 18, 2011, 09:19:36 pm
Primeiros satélites do sistema Galileo em órbita quinta-feira


Os dois primeiros satélites do sistema de navegação Galileo vão ser lançados na quinta-feira a partir da base espacial europeia de Kourou, na Guiana Francesa. A operação, encarada como um marco para a história espacial europeia, será o primeiro passo para que em 2014 o sistema de navegação europeu esteja operacional e a competir com os sistemas de navegação militares norte-americano (GPS) e russo (Glonass).

O programa Galileo, uma iniciativa conjunta da Comissão Europeia (CE) e da Agência Espacial Europeia (ESA), é um projecto de construção de um sistema civil de navegação por satélite, com cobertura mundial, baseado em 30 satélites.

O lançamento está previsto para as 7h34 (11h34 em Lisboa), informa a ESA no sítio online. O foguete Soyuz ST-B, uma versão actualizada da nave russa que transferiu a tripulação da estação russa MIR ou da Estação Espacial Internacional, será responsável por colocar os dois satélites em órbita, aproximadamente a 23600 quilómetros de altitude.

A participação do Soyuz ST-B nesta operação marca um novo capítulo na cooperação espacial entre a Europa e a Rússia. Outros dois satélites da “constelação” Galileo serão lançados em 2012. A empresa Astrium Alemanha, filial do grupo aeronáutico europeu EADS, foi a responsável pela construção dos quatro primeiros exemplares do sistema. Os restantes 26 satélites do sistema serão construídos pela também alemã OHB-System.

O sistema de navegação deu os primeiros passos em 1999 e chegou a estar ameaçado na sequência do fracasso das negociações com o sector privado, em 2007. Os diversos atrasos fizeram disparar o custo total do programa, que já superou os 5500 milhões de euros.

Em Janeiro passado, a CE anunciou que precisava de 1,9 milhões de euros adicionais para desenvolver o sistema entre 2014 e 2020, garantindo na mesma altura que os serviços do Galileo iam permitir poupar “até 90 mil milhões de euros”.

Os parceiros europeus defenderam então que o novo sistema apresenta vantagens ao nível da gestão do transporte (aumento da segurança, agilização das operações), mas também para áreas como a agricultura, pesca, saúde ou na luta contra a imigração ilegal.

Além disso, a “actual dependência do sistema GPS levanta questões de natureza estratégica, uma vez que os sistemas utilizados não estão sob controlo europeu”, explicou ainda a CE.

A prova da importância destes sistemas é o facto de a China estar também a desenvolver um sistema de navegação próprio, composto por 35 satélites. Na quinta-feira, os satélites PMF e FM2 vão transportar, entre outros elementos, “os melhores relógios atómicos alguma vez utilizados para navegação”, descreveu a agência europeia.

Cada satélite terá uma duração útil de 12 anos, referiu ainda a ESA, que irá transmitir o lançamento em directo a partir da sua página na Internet.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 24, 2011, 07:22:56 pm
Portugal envolvido na construção do maior telescópio do mundo

A indústria e institutos de investigação portugueses deverão participar na construção do maior telescópio do mundo, que funcionará no Chile a partir de 2018, segundo um responsável da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
Este é um dos objetivos de um encontro que se realizará terça-feira em Lisboa, promovido pela FCT, e que juntará elementos do Observatório Europeu do SUL (ESO) e responsáveis da indústria e de institutos de investigação e desenvolvimento portugueses.

O objetivo do encontro é “incentivar a indústria portuguesa a participar na construção e manutenção das infraestruturas dos telescópios do ESO, tendo em vista nomeadamente projetos futuros como a construção do maior telescópio ótico/infravermelho do mundo”, segundo a FCT.

Este telescópio – o European Extremely Large Telescope (E-ELT) – será edificado no Chile e a sua conclusão está prevista para 2018.

O desafio que este encontro quer lançar às empresas portuguesas é para se candidatarem aos vários projetos de construção deste telescópio e serem, para tal, pagas através do orçamento do ESO.

Segundo Emir Sirage, da FCT e agente de ligação industrial com o ESO, estão previstas 50 participações portuguesas: 30 empresas e 20 unidades de investigação.

O objetivo é “dar a conhecer ao ESO as empresas portuguesas e que estas têm capacidade para fornecer os serviços”, disse à Lusa.

“Não queremos que Portugal fique de fora desta corrida”, afirmou Emir Sirage, referindo-se ao E-ELT, o maior telescópio do mundo, com um espelho de 42 metros de diâmetro.

Para Emir Sirage, são muitos os benefícios desta participação para as empresas portuguesas, já que terão “cadernos de encargos únicos”.

Em 2009 e 2010, a participação industrial portuguesa em infraestruturas do ESO traduziu-se na adjudicação de contratos num valor superior a 2,5 milhões de euros.

Anualmente, Portugal contribui com 1,5 milhões de euros para o ESO.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 25, 2011, 01:58:56 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Outubro 29, 2011, 11:55:29 am
Citar
Equipa liderada por português desenvolveu novo receptor com maior precisão e de mais baixo custo

Quando os dois satélites do sistema europeu de navegação Galileo partiram para o espaço na semana passada, depois de um atraso de anos, Pedro Silva e a sua equipa respiraram de alívio. "Foi uma boa notícia, é um novo alento", diz satisfeito o jovem engenheiro aeroespacial. Tem boas razões para isso. A equipa internacional que coordena a partir de Lisboa, na Deimos, empresa de investigação e desenvolvimento (I&D) para a área do espaço, está justamente a ultimar um receptor terrestre para o Galileo, cuja precisão vai fazer a diferença em actividades como a cartografia. Os primeiros sinais serão captados em Lisboa já em Janeiro.

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2087430
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 31, 2011, 11:27:50 am
China lança nave para primeira acoplagem na terça-feira


A China anunciou hoje que vai lançar na próxima terça-feira uma nave espacial para tentar a primeira acoplagem com um laboratório que se encontra em orbita há cerca de um mês. A experiência será o embrião da primeira estação espacial chinesa, numa proeza tecnológica até agora conseguida apenas pelos Estados Unidos e a Rússia.

A nave será lançada às 05:58 (hora local), cerca de uma hora antes do sol nascer, da base de Jiuquan, na província de Gansu, noroeste da China, disse um porta-voz do programa espacial chinês.

Trata-se da Shenzhou-8, que irá acoplar com o laboratório espacial Tiangong-1, lançado no passado dia 29 de Setembro, e que se encontra numa órbita situada a 343 quilómetros da Terra.
A acoplagem deverá ocorrer dois dias após o lançamento da Shenzhou-8, precisou a porta-voz, Wu Ping.

Entretanto, duas missões tripuladas já começaram a preparar-se para a mesma operação, em 2012, quando a China tenciona lançar a Shenzhou-9 e a Shenzhou-10.

Os membros da tripulação já foram seleccionados e estão a treinar os procedimentos manuais para a acoplagem, indicou Wu Ping numa conferência de imprensa no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan.

Se tudo correr como programado, a primeira estação espacial chinesa estará operacional em 2020.

Até agora, apenas os Estados Unidos e a Rússia conseguiram dominar esta tecnologia, e o Japão e a União Europa têm recorrido àqueles dois países para acoplar à Estação Espacial Internacional que se encontra em órbita.

O Tiangong-1 (Palácio Celestial), previsto para operar durante dois anos, pesa 8,5 toneladas e tem 10,4 metros de altura e um diâmetro máximo de 3,35 metros.

Nesse período, a China deverá também lançar as suas primeiras mulheres astronautas.

O primeiro astronauta chinês, Yang Liwei, foi para o espaço em outubro de 2003 e cinco anos depois, o seu compatriota Zhai Zhigang saiu da nave e efetuou o primeiro passeio espacial.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 01, 2011, 01:38:24 am
Lançamento chinês
Lançamento russo...
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 01, 2011, 09:55:32 pm
Alunos portugueses vão construir mini-satélite para a ESA


Mariana Moreira, Jerry Cunha, Mileida Costa, João Melo e Antero Moura compõem a equipa da Escola Básica e Secundária de Santa Maria, nos Açores, seleccionada pela Agência Espacial (ESA) para representar Portugal na final da competição CANSAT 2012, entre 22 e 26 de Abril 2012, em Andøya, Noruega.

A CANSAT é organizada pela ESA e destinada a estudantes do ensino secundário. O principal objectivo da competição é construir e configurar um satélite miniaturizado (CanSat), que após ser lançado dos 1000 metros de altitude por um foguete irá executar uma missão definida pelos alunos.

Ao Ciência Hoje, Juan Nolasco, professor de Informática e coordenador da equipa, explica que “a missão principal consiste em, após largado o mini-satélite pelo foguete e durante a sua descida, medir a temperatura do ar, a pressão atmosférica e transmitir os dados uma vez por segundo por telemetria para uma estação terrestre configurada e operada pelos alunos”.

Com esta missão, “será também possível fazer uma análise dos dados obtidos, como por exemplo, um cálculo da altitude, e mostrá-los em gráficos”, continua.

Para a final desta competição foram apuradas 14 equipas de diferentes países europeus membros da ESA, de onde se incluiu Portugal. A selecção foi baseada em alguns critérios chave que incluíam o mérito técnico e científico da missão e o programa de divulgação associado à missão proposta pelos alunos.

Segundo Juan Nolasco, “a missão secundária do CanSat, proposta pela equipa, é o satélite tirar fotografias enquanto desce, ao mesmo tempo que um módulo GPS fornece as coordenadas de cada foto”. A ideia é conseguir “detectar em tempo real alguns dos problemas que podem afectar seriamente as ilhas, tal como a subida do nível do mar ou as manchas dos derrames de óleo”, refere.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 04, 2011, 12:26:34 pm
Tripulantes deixam simulação de missão a Marte

 
Seis homens que ficaram isolados do mundo por mais de 500 dias para simular uma missão a Marte voltaram à vida normal esta sexta-feira.
Desde Junho de 2010 a rotina dos seis participantes do projecto Marte 500 simulou a dos tripulantes de um vaivém real. Na verdade, eles ficaram fechados num buncker nos arredores de Moscovo, a viver em isolamento total durante 520 dias.

Eles fingiam percorrer milhões de quilómetros pelo espaço e o objectivo era verificar se o corpo e a mente destes homens aguentaria uma jornada tão longa.

«Felizmente não ocorreram brigas entre os tripulantes e, mesmo depois de um ano, ainda queremos participar na missão», disse Romain Charles, um dos participantes do projecto Marte 500.

Em alguns momentos eles só conseguiam comunicar com o mundo exterior com um atraso de 20 minutos, como numa missão real para Marte e houve até simulações de caminhadas pelo planeta vermelho.

A conclusão da missão mostrou que os astronautas até poderiam aguentar um período tão longo num espaço fechado.

Mas, os idealizadores da experiência admitem que, sem os perigos de uma missão espacial real, a Marte 500 foi uma experiência menos stressante.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 08, 2011, 02:12:24 pm
Rússia lança sonda a Marte em busca de um novo êxito
 

A Rússia lançará esta quarta-feira uma sonda para explorar Fobos, a maior das luas de Marte, retomando assim as suas missões ao Planeta Vermelho, que havia deixado aos ocidentais, com a esperança de saborear o sucesso de uma expedição interplanetária após 25 anos de jejum. A missão da sonda Fobos-Grunt, cujo lançamento está previsto para quarta-feira às 00:16 a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, tem por objectivo tomar amostras deste satélite de Marte, em órbita a 6 mil quilómetros do planeta, e trazê-las à Terra para determinar as características da sua superfície.

A sonda, que será lançada por um foguete Zenit-2SB, também terá por finalidade estudar a origem da maior das duas luas de Marte, assim como a atmosfera marciana.

Para isso, Fobos-Grunt levará uma aeronave para aterrar dotada de uma carga útil científica que permitirá a recolha de amostras, e um módulo para o seu regresso à Terra.

Fobos-Grunt também colocará em órbita em torno de Marte um satélite chinês Yinghuo-1.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 08, 2011, 08:22:59 pm
NASA lança Orion em voo experimental no início de 2014


A NASA anunciou hoje que pretende realizar no início de 2014 um voo de ensaio não pilotado da cápsula Orion, que substitui a famosa Apollo , destinada a missões tripuladas e longínquas, fora da órbita terrestre. “Este voo de ensaio fornecerá dados preciosos para missões tripuladas de exploração espacial”, explicou em comunicado David Weaver, porta-voz da agência espacial norte-americana.

O novo sistema de lançamento «Space Launch System» (SLS, sigla em inglês), destinado a lançar a Orion, levará os astronautas norte-americanos “mais longe no espaço do que alguma vez foram”, acrescentou Weaver.

A Orion, que será lançada do Cabo Canaveral na Florida (sudeste dos EUA), vai efectuar duas rotações orbitais e um regresso à atmosfera terrestre a grande velocidade.

A viagem terminará no oceano, travada por pára-quedas, tal como o sistema usado pelas cápsulas do programa Apolo de conquista da Lua entre 1969 e 1972.

“A reentrada na atmosfera fornecerá dados necessários para desenvolver uma nave espacial capaz de sobreviver a velocidades superiores a 32.000 quilómetros por hora e trazer em segurança os astronautas”, precisou William Gerstenmaier, responsável da NASA para a exploração espacial tripulada.

A sociedade aeroespacial Lockheed Martin vai conceber e desenvolver a Orion.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 09, 2011, 02:08:10 pm
Estação russa Phobos-Grunt pode cair em breve


Uma falha impediu esta quarta-feira que a estação espacial russa Phobos-Grunt seguisse rumo a Marte e os especialistas têm apenas três dias para tentar recuperar o aparelho, que ficou em órbita terrestre, caso contrário poderá cair no solo. Logo após a falha ser conhecida, fontes do sector espacial russo indicaram que pode ter sido causada por um problema mecânico no sistema de orientação da estação ou por um defeito nos seus sistemas computacionais.

Horas depois, outra fonte disse em condições de anonimato à agência Interfax que a Phobos-Grunt ficou na órbita terrestre devido ao funcionamento defeituoso do sistema de comando.

«Os especialistas haviam advertido que o sistema de comando da estação interplanetária não estava pronto. O risco de fracassar por mau funcionamento era muito alto. Infelizmente, cumpriram-se as piores previsões», ressaltou.

A fonte indicou ainda que a possibilidade de recuperar a estação é mínima, e acrescentou: «Seria um milagre».

Enquanto isso, outro especialista advertiu que a órbita de apoio na qual a Phobos-Grunt se encontra é bastante baixa, motivo pelo qual não seria possível reprogramar o seu voo e existe o risco de que caia na Terra.

«Nessa órbita, a estação pode manter-se entre cinco e dez dias, período após o qual como resultado da perda de velocidade entrará nas camadas densas da atmosfera e cairá na Terra», disse.

O lançamento da Phobos-Grunt deveria marcar o início de uma missão de 34 meses que incluía o voo para Phobos, uma das duas luas de Marte, a aterragem na sua superfície e, finalmente, o regresso à Terra de uma cápsula de 200 gramas com amostras do solo do satélite marciano.

O projecto, com um custo de 170 milhões de dólares, caso possa ser concluído, permitirá o estudo da matéria inicial do sistema solar e ajudará a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais no sistema solar.

A tentativa anterior da Rússia de enviar um aparelho para Marte, em 1996, terminou fracassada depois da queda da sonda, a Mars-96, no oceano Pacífico sem sequer alcançar a órbita terrestre.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 12, 2011, 01:23:38 pm
Russos não conseguem controlar sonda Fobos-Grunt e pedem ajuda aos norte-americanos


As tentativas feitas na madrugada e na manhã de sábado para entrar em contacto com a sonda Fobos-Grunt não tiveram qualquer resultado, informam as agências russas, citando fontes da indústria espacial. «Hoje de madrugada e de manhã foram feitas novas tentativas de estabelecer ligação com a sonda Fobos-Grunt por especialistas russos e da Agência Espacial Europeia. Por enquanto, não estabelecemos ligação com o aparelho», informa a Ria-Novosti, citando uma fonte não identificada, que explica que os especialistas tentam entrar nos sistemas de controlo do aparelho para compreender o que se passa.

«Eles querem receber a telemetria. Se conseguirem, podem analisá-la e reprogramar a sonda», acrescentou.

Os cientistas russos pediram também ajuda aos Estados Unidos: «Os americanos concordaram e confirmaram que o aparelho se encontra na orientação do Sol, ou seja, teoricamente há ainda tempo para que a Fobos-Grunt se dirija para Marte até 21 de Novembro, antes do encerramento da janela astronómica», sublinhou a fonte.

Esta «janela astronómica» abre-se de dois em dois anos e só nesse período é possível enviar sondas e outros aparelhos para Marte.

Os cientistas começam a preparar-se para a eventualidade de a Fobos-Grunt cair e a pensar em medidas para que os seus fragmentos não tragam perigo aos habitantes das regiões da queda.

Nomeadamente, eles podem cair nos Estados Unidos, Espanha, França, Itália, China, Médio Oriente, Austrália, Ucrânia e Cazaquistão.

A sonda Fobos-Grunt, que devia trazer amostras do solo de Marte, foi lançada na madrugada de 9 de Novembro do Cosmodromo de Baikonur, no Cazaquistão. O foguetão-portador levou a sonda para o espaço, mas os mecanismos de controlo não conseguiram colocá-la na trajectória de voo para Marte.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 15, 2011, 08:33:06 pm
Retomados voos tripulados para Estação Espacial Internacional


A Rússia lançou hoje um foguetão «Soyuz» com três cosmonautas a bordo, marcando o reinício dos voos tripulados para a Estação Espacial Internacional (EEI) suspensos em Agosto.

Os russos Anton Chklaperov e Anatoli Ivanichin, bem como o norte-americano Dan Burbank descolaram às 04:14 TMG (mesma hora em Lisboa) do cosmódromo russo em Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de uma nave «Soyuz-TMA» transportado por um foguetão «Soyuz-FG».

A «Soyuz» deverá chegar à EEI na quarta-feira às 05:33 TMG após dois dias de voo. «Tudo está a decorrer normalmente e estamos bem», declarou a tripulação por rádio ao centro de controlo.

Os três homens, que vão passar cerca de cinco meses no espaço, vão juntar-se na estação ao norte-americano Mike Fossum, ao japonês Satoshi Furukawa e ao russo Serguei Volkov.

As missões tripuladas para a EEI foram suspensas após o fracasso em Agosto do lançamento de uma nave de abastecimento «Progress».

O acidente levou ao adiamento de dois meses do envio de uma nova tripulação, inicialmente previsto em Setembro, enquanto a Rússia revia os foguetões «Soyuz».

A 22 de Novembro, a tripulação russa-norte-americana-japonesa regressa à Terra e a 21 de Dezembro um novo voo levará os três substitutos para a EEI, completando assim os tripulantes.

«O próximo lançamento do 'Soyuz-TMA' está previsto para 21 de dezembro. Depois disso, a estação funcionará normalmente», indicou o chefe da agência espacial russa, Roskosmos, Vladimir Popovkin.

A perda da «Progress», que pôs em causa a reputação de fiabilidade dos «Soyuz», ameaçou o futuro da EEI, dado que o foguetão era o único capaz de realizar voos habitados desde que os Estados Unidos abandonaram, este ano, o programa do vaivém.

O setor espacial russo sofreu vários acidentes desde a perda em Dezembro de 2010 de satélites do sistema de geolocalização «Glonass», concorrente do GPS norte-americano.

O último acidente ocorreu na passada semana com o lançamento da sonda «Phobos-Grunt», cuja viagem para um satélite de Marte devia marcar o regresso da Rússia às missões de exploração interplanetárias, abandonadas há 15 anos.

A sonda não conseguiu deixar a órbita terrestre e rumar à lua de Marte, Phobos. A Roskosmos reconheceu que as hipóteses de salvar o aparelho eram muito diminutas, dado que em Janeiro podia entrar na atmosfera terrestre e desintegrar-se se os especialistas russos não conseguirem resolver o problema até essa data.

«Há muito poucas hipóteses de (a sonda) atingir a Terra», garantiu Popovkin. «Não temos quaisquer dúvidas a este respeito, vai desintegrar-se ao entrar na atmosfera», explicou.

Os cientistas têm até Dezembro para tentar reprogramar o aparelho e colocar os propulsores da sonda em funcionamento. «Há uma hipótese mas até ao momento não conseguimos obter os dados telemétricos para compreender o que se passou», acrescentou.

A «Phobos-Grunt», cuja missão devia prolongar-se por três anos, tinha previsto pousar na lua marciana e efectuar análises e colher amostras que um módulo devia, em seguida, trazer para a Terra em 2014, o que teria marcado o primeiro voo de ida e volta ao sistema marciano.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2011, 07:27:43 pm
Agência espacial russa dá por perdida sonda Fobos-Grunt


A Roscosmos, a agência espacial russa, deu esta terça-feira por, praticamente, perdida a sonda interplanetária Fobos-Grunt, que por causa ainda desconhecida ficou na órbita terrestre ao invés de seguir para Marte. «É preciso ser realista. Se não conseguimos estabelecer comunicação (com a estação) durante tanto tempo, são poucas as possibilidades de levarmos essa missão adiante», declarou o subdirector da Roscosmos, Vitaly Davydov, citado pela agência Interfax.

Davydov acrescentou que a próxima janela, como os especialistas chamam o período mais propício para o voo, deverá abrir dentro de dois anos, prazo em que no melhor dos cenários a Fobos-Grunt terá perdido as suas funções.

«Não recebemos informações da estação. Simplesmente não entendemos o que aconteceu», admitiu Davydov, que ressaltou que a falta de dados não permite aos especialistas estabelecer as causas da conduta anómala da estação.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2011, 09:40:18 pm
Curiosity está pronto a partir para Marte

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg638.imageshack.us%2Fimg638%2F479%2Fimageahi.jpg&hash=7c7e77c491828604986a47b33218808b)


O todo o terreno Curiosity já está preparado para cumprir a missão para a qual foi construído: explorar Marte. A data prevista para o lançamento é sábado. Mas poderá estender-se até dia 18 de Dezembro.

O veículo vai partir num foguetão Atlas V, da base espacial do Cabo Canaveral, na Florida, EUA. Vai percorrer 570 milhões de quilómetros até chegar ao planeta Vermelho, em Agosto de 2012. A missão chama-se Mars Science Laboratory e custa 2500 milhões de dólares (1850 milhões de euros).

Com quase 900 quilogramas, três metros de comprimento e 2,2 de altura, o Curiosity é o maior veículo de superfície desenhado para o solo de Marte. A sua construção e funcionalidades baseiam-se na experiência adquirida pelos seus predecessores, o Sojourner, o Spirit e o Opportunity, veículos que a NASA começou a enviar para Marte em 1997.

O destino específico da Curiosity é a cratera Gale, perto do equador de Marte. Este local é importante para a investigação porque a presença de argilas e as características geológicas indicam a presença de água.

O objectivo do actual programa de exploração será determinar se terá existido ou poderá existir em Marte alguma forma. No entanto, a Curiosity não está preparada para identificar formas microbianas que existam hoje. A missão deste laboratório sobre rodas é recolher dados para averiguar se o planeta terá tido condições de habitabilidade.

Neste aspecto, o Curiosity está mais avançado que os seus predecessores, estando preparado para seguir a “pista do carbono”. Se houver a confirmação de que terá havido condições de habitabilidade, serão desenhados veículos que procurarão sinais de vida.

O Curiosity leva a bordo dez instrumentos científicos. Incluem-se aqui câmaras de alta definição, laser para análises a rochas, sensor de partículas de origem solar de alta energia, um espectroscópio de raio-X para determinar a composição das amostras geológicas e três recipientes de análises.

Tem também um perfurador que fará buracos até cinco centímetros para recolher amostras que não estejam expostas. Outro dispositivo, preparado pela Agência Espacial Russa Roscosmos pode disparar neutrões até meio metro abaixo do solo para detectar a presença de hidrogénio.

Uma estação meteorológica vai medir a velocidade e a direcção do vento, a pressão atmosférica, a temperatura e a radiação ultravioleta.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 23, 2011, 07:30:48 pm
Lançado guia turístico para interessados no Planeta Marte


Os fãs das viagens espaciais já têm à disposição um guia turístico para Marte, uma obra que reúne os dados mais úteis sobre o planeta vermelho: os locais onde há maior abundância de água, relevo e até a roupa usar para se proteger do clima extremo. A obra de quase 500 páginas relata parte das descobertas que a ciência fez no planeta e inclui informações curiosas que as missões espaciais apresentaram até o momento.

Os interessados nesse tipo de literatura científica podem conhecer em pormenor o «Olympus Mons», o maior vulcão do sistema solar, com uma extensão semelhante à do Reino Unido e altura três vezes superior ao Evereste.

Outro ponto que vale a pena ser identificado é o «Tharsis Planitia», um planalto elevado com planícies tão extensas como as da Europa, mas sobre uma altitude de nove quilómetros, e os «Valles marineris», um imenso canyon perto do qual o Grande Canyon do Colorado (EUA) seria uma simples fissura.

A obra, escrita pelo cientista norte-americano William Kenneth Hartmann, compila dezenas de imagens de Marte feitas por sondas, como a Mars Global Surveyor e a Mars Odyssey, e localiza cada um dos seus pontos curiosos num mapa topográfico regional, além de informar dos pormenores de cada um.

Enquanto a ciência ainda investiga a hipótese de que alguma forma de vida possa ser viável em Marte, já existe um consenso: a evolução do seu clima registou uma mudança climática muito mais drástica do que a da Terra.

A obra inclui capítulos típicos de um guia turístico, entre os quais o clássico «O que devo vestir?», onde aborda as temperaturas típicas do ar do planeta, que oscilam entre -87 graus durante a noite e os «amenos» -25 durante o dia, e a do solo, que no verão pode subir até 10 graus.

Com essas condições, um uniforme espacial semelhante ao dos astronautas que foram à Lua poderia ser suficiente, mas as botas e as luvas teriam de ter isolamento especial, porque tudo o que for tocado terá uma temperatura muito inferior.

O guia revê o conhecimento científico apresentado por todas as missões ao planeta vermelho, que começaram na década de 1970 e foram sucedidas desde então pela participação das principais agências espaciais do mundo.

Essa informação será ampliada com o robô «Curiosity», que a Nasa enviará de Cabo Canaveral no próximo sábado.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 26, 2011, 11:09:35 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 06, 2011, 12:27:24 pm
Sonda Voyager 1 atinge limite do Sistema Solar


A sonda espacial Voyager 1, construção humana que se encontra mais afastada da Terra neste momento, entrou na fronteira de nosso Sistema Solar e pode chegar ao desconhecido espaço interestelar numa questão de meses, informou a Nasa (agência espacial americana).
Os cientistas esperam conhecer novos dados emitidos da Voyager 1 para confirmar o momento no qual a sonda, lançada em 1977, sairá da heliosfera, região aonde chegam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior.

A Voyager já percorreu quase 18 bilhões de quilómetros e, segundo o comunicado da Nasa, poderia superar a barreira da heliosfera e a influência do seu campo magnético em «alguns poucos meses ou anos».

«Descobrimos que o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática. Pela primeira vez, até se movimenta para trás. Estamos a viajar por um território completamente novo», disse Rob Decker, um dos responsáveis dos instrumentos de medição da sonda.

«Não deveríamos esperar muito para investigar como de verdade é o espaço entre as estrelas», indicou Ed Stone, cientista do projecto Voyager no Instituto Tecnológico de Pasadena (estado da Califórnia, EUA).

Os dados que indicam a sua situação provêm dos sensores da sonda, que detectaram um aumento da intensidade do campo magnético, já que se encontra à beira da heliosfera, onde as radiações do espaço interestelar comprimem os limites da zona de influência do sol.

A Voyager 1, que também transporta uma mensagem sobre o homem e a sua situação no universo, mede as radiações para determinar a sua passagem pelas fronteiras do Sistema Solar.

Desde meados de 2010, a sonda detectou uma redução das partículas energéticas emitidas do Sol, que agora são duas vezes menos abundantes que nos cinco anos anteriores, enquanto detectou um fluxo 100 vezes maior de electrões do espaço interestelar.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 07, 2011, 07:00:07 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fapod.nasa.gov%2Fapod%2Fimage%2F1112%2Fkepler22b_nasa_900.jpg&hash=d520238ab5eb0541340f00b32aa25027)
Citar
It’s the closest match to Earth that has yet been found. Recently discovered planet Kepler 22b has therefore instantly become the best place to find life outside our Solar System.
The planet's host star, Kepler 22, is actually slightly smaller and cooler than the Sun, and lies 600 light-years from Earth toward the constellation of the Swan (Cygnus). The planet, Kepler 22b, is over twice the radius of the Earth and orbits slightly closer in, but lies in the habitable zone where liquid water could exist on the surface. Pictured above is an artist’s depiction of how Kepler 22b might appear to an approaching spaceship, in comparison to the inner planets of our Solar System.
Whether Kepler 22b actually contains water or life is currently unknown.
 A SETI project, however, will begin monitoring Kepler 22b for signs of intelligence.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 09, 2011, 05:42:23 pm
Nasa com prova definitiva de que já houve água em Marte


Um veículo da Nasa encontrou a prova mais convincente até à data de que Marte já teve água no passado: um veio de gesso, mineral depositado pela água, projetando-se a partir de uma rocha antiga. Os jipes Opportunity e Spirit chegaram em 2004 a pontos opostos do planeta vermelho e, com o auxílio de sondas orbitais, têm enviado ao longo dos anos várias pistas convincentes de que o planeta nem sempre foi tão frio e seco como hoje em dia.

A mais importante dessas provas, apresentada esta semana na conferência da União Geofísica Americana, em São Francisco, é um fino veio de gesso numa rocha à beira da cratera Endeavour, com um diâmetro de 154 quilómetros.

O gesso geralmente forma-se pelo fluxo de água no interior de rochas.

«É a observação mais "à prova de bala" que acho que já fizemos em toda essa missão", disse Steve Squyres, pesquisador-chefe dos Spirit e Opportunity.

O Spirit deixou de estar operacional, mas o Opportunity continua a enviar dados a partir de Marte.

Materiais depositados pela água já tinham sido encontrados a céu aberto, o que dificulta a sua interpretação, já que podem ser deslocados pelo vento, daí que o veio de gesso ofereça uma análise mais inequívoca, por estar gravado na rocha.

Segundo Squyres, as características químicas e geológicas do veio «simplesmente gritam (que havia) água».

A Nasa está a enviar outra sonda para Marte, a Curiosity, para investigar a existência atual ou passada de água na cratera Gale, noutro ponto do planeta

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 10, 2011, 09:15:04 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 12, 2011, 07:58:49 pm
Subsolo de Marte é propício à vida microbiana, diz estudo


Vastas regiões nas profundidades do subsolo de Marte são susceptíveis para abrigar uma vida microbiana, anunciaram cientistas australianos que compararam as condições de vida no Planeta Vermelho com as da vida na Terra.

Apesar de apenas 1% do volume total da Terra (do núcleo à alta atmosfera) abrigar alguma forma de organismo vivo, a proporção alcançaria em tese 3% do volume de Marte, em especial nas regiões subterrâneas, segundo Charley Lineweaver, da Universidade Nacional da Austrália.

«O que estamos a tentar fazer é, simplesmente, reunir todas as informações de que dispomos, uni-las e perguntar: este conjunto é coerente com a vida em Marte?», destacou o astrobiólogo Lineweaver.

«A resposta é sim. Vastas regiões de Marte são compatíveis com a vida terrestre em comparação com as temperaturas e a pressão terrestre no planeta Marte», completou.

A escassa pressão e as temperaturas de 60 graus centígrados abaixo de zero não permitiriam, por exemplo, a formação de água líquida na superfície de Marte, mas nas profundidades do subsolo, porém, existem condições para a existência de vida microbiana.

A presença de água em Marte, na forma de argila hidratada, foi constatada por sondas americanas lançadas desde a década de 1970, mas nenhum rasto de vida orgânica presente foi detectado até hoje.

A Nasa lançou recentemente o robô explorador Curiosity, o mais sofisticado e mais pesado já enviado a outro planeta, para investigar precisamente se a vida já existiu em Marte.

O robô deve pousar em Marte em meados de 2012 ao pé de uma montanha de 5.000 metros de altura na região marciana de Gale.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 16, 2011, 07:40:21 pm
Sonda russa Phobos-Grunt cairá na Terra em Janeiro de 2012


A sonda espacial russa Phobos-Grunt, destinada a Marte mas que acabou por não sair da órbita terrestre no início de Novembro, irá cair na Terra no início do próximo ano, segundo anunciou hoje a agência Roskosmos.

"O engenho espacial cairá na Terra no período entre 6 e 19 de Janeiro de 2012 numa zona compreendida entre os 51,4 graus de latitude norte e os 51,4 graus latitude sul, de acordo com cálculos preliminares", disse em comunicado a agência espacial soviética.

As coordenadas indicadas pela Roskosmos incluem a maior parte das zonas habitadas da Europa, África, Ásia e do continente americano. De acordo com o comunicado, "o lugar e a data da queda (da sonda) não poderão ser determinados senão apenas alguns dias antes". A Roskosmos referiu ainda que a nave não tripulada deverá desintegrar-se ao entrar na atmosfera e o peso total dos fragmentos que atingirão o solo "não ultrapassará os 200 quilos".

A Phobos-Grunt foi lançada durante a noite de 8 para 9 de Novembro, mas falhou a trajectória em direcção à lua marciana Phobos e ficou presa na órbita terrestre. O lançamento da sonda tinha sido a primeira tentativa da Rússia de regressar à exploração interplanetária depois do fracasso da missão da sonda Marte 96, lançada em Novembro de 1996 mas que acabou por cair no oceano Pacífico.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 17, 2011, 11:53:05 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 20, 2011, 09:26:59 pm
Português ajuda a explicar rotação de Mercúrio


Investigadores da Universidade de Aveiro, do Observatório de Paris e do Instituto de Física do Globo de Paris explicam, num estudo a publicar na edição de Janeiro da Nature Geosciences que o planeta Mercúrio tem visto evoluir a sua rotação devido a impactos de grandes dimensões com asteróides.

Alexandre Correia destaca como conclusões mais importantes deste estudo que “a rotação de Mercúrio no passado já esteve síncrona com o Sol” e, “para que isso tenha sido possível, o planeta devia rodar inicialmente no sentido retrógrado”, ou seja, contrário ao movimento orbital.

A ideia para estudar o actual sistema orbital de Mercúrio e os tipos de rotações anteriores surgiu a partir das imagens das sondas Mariner 10 e Messenger. Ao analisar estas imagens “constatou-se que a quantidade de crateras à superfície de Mercúrio não estava uniformemente distribuída, tal como seria de esperar se o planeta tivesse tido no passado a mesma rotação que tem hoje”, explica o investigador ao Ciência Hoje. Segundo o físico, “a rotação que melhor explica a distribuição observada é a rotação síncrona com o Sol”, isto é, Mercúrio vira sempre a mesma face para o Sol, tal como a Lua vira sempre a mesma face para a Terra.

Assim, o que explica a rotação de Mercúrio ter evoluído para a configuração actual é, por um lado, “a gravidade do Sol que faz a rotação do planeta variar lentamente” e por outro “as sucessivas colisões entre Mercúrio e asteróides, que deram origem à formação das crateras observadas, mas que também variaram a rotação de Mercúrio”.

Para além da observação da distribuição de crateras na superfície de Mercúrio, a descoberta foi feita de simulações em computador que ‘mostram’ a evolução da rotação do planeta. “Fui eu que realizei as simulações em computador da evolução da rotação de Mercúrio desde a sua formação até hoje”, afirma Alexandre Correia.

Os próximos passos na investigação passam por procurar outras evidências de que a rotação passada de Mercúrio foi mesmo síncrona. “Por exemplo, a espessura da litosfera deve ser diferente na face que estava exposta ao Sol e na que estava na escuridão, devido às diferenças de temperatura”, explica o cientista. “A sonda Messenger actualmente em órbita de Mercúrio deverá procurar esta e outras evidências”, acrescenta.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2011, 08:33:18 pm
Lixo espacial cai na Namíbia

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg267.imageshack.us%2Fimg267%2F9850%2Fimageshq.jpg&hash=98453f9e6b9205019bc0d7100de6ad49)


Uma bola de metal com seis quilogramas e 35 centímetros de diâmetro caiu numa região isolada do norte da Namíbia, a 750 quilómetros da capital Windhoek. A informação, divulgada hoje, dá conta que a bola veio do espaço e chegou à Terra em Novembro passado. Provavelmente, trata-se de um fragmento de um foguete espacial.

A bola é oca e composta por “uma liga metálica conhecida pelo homem”, explica o director do Instituto de Ciências Forenses da Namíbia Paul Ludik.

As autoridades acreditam que o objecto se desprendeu da órbita terrestre, onde existe uma grande quantidade de lixo espacial, e já entraram em contacto com a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e com a Europeia (ESA) para tentarem descobrir a origem da esfera.

Este tipo de acontecimento é raro e não representa um grande perigo para os habitantes da Terra. Segundo cálculos da NASA, as hipóteses de uma pessoa ser atingida por lixo espacial são de 1 em 3200.

Desde o lançamento do primeiro satélite artificial em órbita, o Sputnik, não houve registo de mortes provocadas por queda de lixo espacial. Pensa-se que apenas uma pessoa tenha sido atingida, e sem gravidade: em 1997, a americana Lottie Williams sentiu algo a bater no ombro. Era um pequeno fragmento de um foguete Delta.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 24, 2011, 12:57:55 am
Satélite Russo cai depois de lançamento falhado


Um satélite de comunicações russo caiu hoje imediatamente após o lançamento, no mais recente fracasso do programa espacial russo, que se segue a outros insucessos, no ano passado.

"O satélite não conseguiu entrar em órbita. Uma comissão estatal vai investigar as causas do acidente", disse o porta-voz das forças espaciais russas, Alexei Zolotukhin, citado pela agência noticiosa russa Interfax.

O "Meridian", satélite de comunicações militares e civis, "caiu em território da Sibéria" depois de ter sido lançado da base espacial de Plesetsk, devido a uma avaria no foguetão "Soyuz", referiu a Interfax, citando fontes do setor.

A agência noticiosa russa RIA-Novosti disse que o satélite caiu perto da cidade de Tobolsk, na região ocidental da Sibéria.

O lançamento de hoje foi o quinto da série "Meridian", satélites que visam criar um sistema de comunicação para os navios no Ártico e para as regiões russas da Sibéria e do Extremo Oriente do país.

Os foguetões "Soyuz" são o principal componente do programa espacial russo, há décadas e ainda são utilizados por Moscovo para lançar seres humanos para o espaço.

O "Meridian" devia ter-se separado do foguetão cerca de nove minutos após ter sido lançado, mas o "Soyuz" já tinha tido outras avarias antes da separação, referiu a agência noticiosa ITAR-TASS.

"De acordo com dados preliminares, a avaria do foguetão ocorreu antes da separação em órbita entre o satélite e o terceiro andar do foguetão", disse a ITAR-TASS, citando fontes anónimas.

Este é o último fracasso de doze meses difíceis para o programa espacial russo que perdeu, neste período, três satélites de navegação, um satélite militar avançado, outro de telecomunicações, uma nave de abastecimento e uma sonda com destino a Marte.

A Rússia admitiu a perda da sonda Phobos-Grunt, lançada a 9 de Novembro e que tinha como missão a maior lua de Marte.

Poucos dias depois, as autoridades russas admitiram a perda da sonda devido a um desvio de trajectória, admitindo mesmo a possibilidade de cair na terra, entre os dias 6 e 19 de Janeiro.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 24, 2011, 05:51:23 pm
Pedaço de satélite russo cai na Rua dos Cosmonautas


Por ironia do destino ou simples coincidência, um pedaço de um satélite russo caiu numa aldeia da Sibéria, sobre o telhado de uma casa situada na "Rua dos Cosmonautas", informaram neste sábado autoridades russas. «Uma esfera de 50 centímetros de diâmetro caiu sobre o teto de uma casa, na aldeia de Vagaitsevo», na região de Novosibirsk, informou a polícia local, citada pela agência Interfax.

O satélite de comunicações militares e civis devia ter sido colocado em órbita na sexta-feira mas a operação falhou devido a uma avaria no foguetão Soyuz, que o transportava.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2011, 11:42:22 pm
Astrónoma defende que encontrou provas da existência da estrela de Belém


Uma antiga professora de astronomia acaba de publicar um livro no qual, através de uma extensa pesquisa, comprova e explica a existência da estrela de Belém.

Nas suas pesquisas, a astrónoma americana Irene Baron utilizou software da agência espacial norte-americana NASA.

Depois de cerca de 40 anos a dar aulas, a astrónoma recebeu uma doação de sessenta programas de computador fornecidos pela NASA específicos para pesquisas na área da astronomia. Em entrevista ao jornal The Christian Post a escritora explicou o que a motivou nas investigações: «Sempre me perguntei o que era uma estrela de Natal e queria encontrá-la.»

O livro Unraveling the Christmas Star Mystery explica como foram utilizados os antigos símbolos de astronomia e os modernos recursos de informática para a pesquisa.

Os resultados das investigações revelaram que a conhecida estrela de Belém era, na realidade, Saturno. Estaria do outro lado do sol durante esse tempo e brilhava intensamente no céu nocturno.

Irene defende que Saturno seria visível à direita nos céus, vista de Belém, e manteve o posicionamento durante um período de duas semanas.

A descoberta surgiu quando encontrou estimativas de imagens do céu da época, depois de inserir datas e coordenadas geográficas na sua pesquisa. Dessa forma a investigadora conseguiu imagens projectadas pelos programas de computador, seguindo o padrão de estrelas da época.

Para a autora da obra, os resultados da pesquisa confirmam e validam cientificamente a Bíblia.

A Bola
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 29, 2011, 11:24:49 pm
China quer pôr astronauta na Lua até 2025


O governo chinês confirmou que em menos de cinco anos vai levar um veículo não tripulado à Lua. Este será o primeiro passo para uma futura viagem tripulada ao satélite da Terra.

À procura de ser a nova superpotência espacial, a China traçou os seus objectivos no «Livro Branco sobre as Actividades Espaciais de 2011», documento oficial apresentado hoje em conferência de imprensa. Nele, definem-se as metas da carreira espacial chinesa durante o plano Quinquenal 2011-2015.

O programa lunar, um dos ramos mais importantes da investigação espacial chinesa, centra-se no desenvolvimento de uma tecnologia de ‘alunagem suave’, que mais tarde permitirá levar (e trazer) astronautas.

O país asiático conseguiu já que dois dos seus satélites (Chang E I e II) alcançassem a órbita lunar, em 2007 e 2010. Estas sondas serviram apenas para recolher informação fotográfica do satélite.

As sondas cumpriram a primeira parte do programa. Agora, segue-se a já falada alunagem suave e viagens não tripuladas. A terceira fase inclui a recolha de material lunar e o regresso à Terra dos veículos.

Não há ainda data marcada para o envio de astronautas à Lua. No entanto, tendo em conta que a China divide os programas em etapas de cinco anos, a chegada do primeiro chinês à Lua poderá acontecer entre 2020 e 2025, cinco décadas depois do primeiro norte-americano.

O projecto de exploração lunar é o que tem mais destaque nos planos espaciais daquele país. Mas não é o único. O «Livro Branco» adianta que continuará a investir nos programas de exploração dos planetas e asteróides, do Sol e dos buracos negros.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 01, 2012, 07:40:35 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 05, 2012, 06:11:27 pm
Raro mineral detectado na Lua encontrado na Austrália


Um raro mineral, chamado tranquillityite, que havia sido detectado somente em amostras rochosas da Lua há mais de 40 anos, também foi encontrado na Austrália, confirmaram esta quinta-feira fontes científicas.

«É incrível que a tranquillityite exista há todo este tempo em rochas na Terra e que tenham passado 40 anos desde que foi encontrado na Lua para que fosse detectado aqui», disse Birger Rasmussen, líder da equipa da Universidade de Curtin, responsável pela descoberta.

O tranquillityite deve o seu nome ao Mar da Tranquilidade, superfície da Lua onde o mineral raro foi encontrado pela primeira vez, junto à armalcolita e ao pyroxferroite, durante uma expedição da Apolo XI em 1969.

Os dois últimos minerais foram encontrados na Terra nos anos seguintes à viagem à Lua, e há dois anos foi detectada a presença da tranquillityite em amostras rochosas da Austrália Ocidental. Após longas e exaustivas análises, os especialistas conseguiram confirmar que o mineral é igual ao descoberto na Lua, disse Rasmussen.

Segundo o geólogo, o desenvolvimento da ciência desde 1969, que agora permite moer as pedras em pó extremamente fino para submetê-lo a testes isotópicos ou para determinar a sua idade, foi muito útil para detectar a presença do mineral na Terra.

A descoberta deste raro mineral ocorreu por acaso, quando o grupo de cientistas estava a analisar detalhadamente camadas da rocha com um microscópio para detectar electrões.

O raro mineral, de cor castanho avermelhada, tem forma de pequenas agulhas, que são mais finas que o diâmetro do cabelo humano, e a sua composição tem principalmente sílica, zircónio, titânio e ferro.

A tranquillityite, que até agora foi encontrada em seis locais da Austrália Ocidental, está presente em rochas ígneas como a dolerita, conhecida popularmente como «granito negro», e é um dos últimos minerais que se cristalizam do magma.

«De facto, suspeitamos que o tranquillityite será reconhecida em rochas similares à dolerita em todo o mundo», afirmou o cientista que publicou a descoberta na revista científica Geology.

O tranquillityite, que aparece em quantidades minúsculas e não possui valor económico, poderia ser útil para determinar a idade das rochas nas quais foram encontradas este mineral.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 05, 2012, 06:58:21 pm
Viagens ao espaço por 74 mil euros


Uma viagem ao espaço será uma realidade para muitos ainda este ano, já que três empresas, Virgin Galactic, XCOR e Space Adventures, revelaram que os bilhetes da classe económica vão custar cerca de 74 mil euros.

Entre o segundo semestre deste ano e 2013, a Virgin Galactic, XCOR e Space Adventures pretendem realizar viagens a cerca de 100 quilómetros de altitude. A empresa do milionário britânico Richard Branson será a primeira a iniciar as suas actividades, ainda este ano.

A Virgin Galactic oferece uma estadia de três dias de preparação no Novo México, levando depois os passageiros (seis no máximo) para o espaço (até 110 quilómetros do solo terrestre), onde os turistas poderão desfrutar de cinco minutos de gravidade zero real.

Recorde-se que, desde 2001, quando o empresário norte-americano Dennis Tito subiu ao espaço, sete turistas pagaram até 30 milhões de euros para poderem viver alguns dias na Estação Espacial Internacional.

Até ao momento, pelo menos 475 pessoas de 21 países já fizeram a reserva na Virgin Galactic, desembolsando os primeiros 15,5 mil de um total de 174 mil euros.

De referir que a XCOR pretende cobrar 74 mil euros por viagem (100 pessoas já fizeram a sua reserva, numa nave que leva apenas um passageiro e o piloto) e a Space Adventures planeja pedir 85 mil (200 reservas, numa nave automática - não tem piloto – construída para levar dois passageiros)

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 07, 2012, 06:45:09 pm
Fragmentos da Phobos-Grunt poderão cair a 15 de Janeiro




Fragmentos da sonda interplanetária Phobos-Grunt deverão cair na Terra entre os dias 10 e 21 deste mês, segundo anunciou hoje a Agência Espacial da Rússia (Roscosmos), a partir de cálculos preliminares. Na véspera, um porta-voz das Tropas Espaciais da Rússia tinha apontado 15 de Janeiro como a data mais provável. "A região da queda pode ser definida, hoje, como uma faixa de superfície terrestre entre 51,4 graus de latitude sul e 51,4 graus de latitude norte. A área mais exacta poderá ser estabelecida só no dia da queda", de acordo com um comunicado oficial.

Lançada do cosmódromo Baikonur na madrugada de 09 de Novembro de 2011, com destino a Phobos, uma das luas de Marte, a sonda não conseguiu sair da órbita terrestre.

Segundo dados de 6 de Janeiro, a Phobos-Grunt gira na órbita da Terra a uma altitude entre 192,2 e 229,4 quilómetros.

A Roscosmos estimou que na superfície terrestre vão cair entre 20 a 30 fragmentos, cujo peso total não será superior a 200 quilogramas. Os componentes do combustível vão queimar-se nas camadas densas da atmosfera, a cerca de cem quilómetros de altura.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2012, 08:22:43 pm
Actividades da ESA para 2012

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ftopnews.net.nz%2Fimages%2FESA_logo.jpg&hash=ff3cd6d448925dfabddf44a707666c3d)


A Agência Espacial Europeia (ESA) apresentou as principais atividades do ano 2012, onde destaca o primeiro lançamento do Veja – a nave mais pequena dos “família de lançadores europeus” –, a missão BepiColombo, para a exploração de Mercúrio que irá passar por uma fase exaustiva de testes durante o ano de 2012. Haverá ainda o sucessor do Telescópio Espacial Hubble que irá receber várias contribuições, incluindo o instrumentos científico MIRI. Este instrumento científico irá não só fornecer espantosas fotografias do espaço, mas também permitir o estudo de populações de estrelas e galáxias ou de cometas distantes e do Kuiper Belt.

Ainda este ano, a missão multi-satélite Swarm irá disponibilizar informações sobre o campo magnético da Terra e da sua evolução temporal, melhorando o nosso conhecimento acerca do interior da Terra e do seu clima. O Swarm é constituido por uma constelação de três satélites, em três órbitas polares diferentes, entre os 400 e os 550 quilómetros de altitude. Cada satélite irá fornecer medições de elevada precisão e resolução relativas à força e direção do campo magnético.

O Envisat, o maior satélite de observação da Terra alguma vez construído, irá completar 10 anos em órbita a 1 de Março do corrente. Neste tempo, tem fornecido aos cientistas europeus dados sobre o ambiente, através de aplicações multifacetadas que cobrem a superfície terrestre, os oceanos, a cobertura de gelo e a atmosfera.

Cada Veículo de Transferência Automatizado (ATV) pode transportar até 7 toneladas de carga para a Estação Espacial Internacional, incluindo comida, água potável, gases, material de pesquisa e equipamento de manutenção e cerca de 3 toneladas de combustível. A nave também reposiciona, com regularidade, a estação na órbita e manobra o complexo para evitar colisões com detritos espaciais.

Galileo e CryoSat


Desde o seu lançamento a 21 de Outubro, os dois satélites Galileo passaram por verificações detalhadas, a partir da estação de terra em Redu (na Bélgica) para garantir que tudo está a funcionar em pleno e de acordo com as especificações.

O CryoSat fará a apresentação do primeiro mapa das alterações na espessura dos gelos marinhos.
Terminada a sua missão de cinco meses, 'PromISSe', na Estação Espacial Internacional, André Kuipers irá aterrar nas estepes do Cazaquistão. Durante a sua missão, André terá feito diversas experiências, atividades educacionais e terá sido o operador principal do ATV, monitorizando a aproximação e acoplagem do veículo.

Missões meteorológicas


O MetOp-B foi desenvolvido e construído pela ESA em colaboração com a Eumetsat. O MetOp-B segue-se ao MetOp-A, lançado em Outubro de 2006. Os satélites MetOp são uma série de satélites meteorológicos de órbita polar operados pela Eumetsat. O MetOp-B transporta 11 instrumentos que vão melhorar a qualidade das previsões meteorológicas e contribuir para a obtenção de dados do clima.

A ESA estará presente na conferência anual do ECSITE, que atrai mais de 1000 profissionais de comunicação de ciência. Pela primeira vez, o espaço será o tema principal da conferência, organizada pela ‘Cité de l’Espace’ em Toulouse, um dos poucos centros europeus dedicados em permanência ao espaço, e um parceiro de longa data da ESA.

Os satélites Meteosat Second Generation foram desenvolvidos e construídos pela ESA e são explorados pela Eumetsat. Foram concebidos para melhorar as previsões meteorológicas, de acordo com os requisitos dos utilizadores. O MSG-3 irá prosseguir a série de satélites meteorológicos que se iniciou com o Meteosat-1, em 1977. O primeiro satélite de segunda geração (MSG-1) foi lançado em 2004, seguindo-se o MSG-2, em Dezembro de 2005.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 12, 2012, 09:34:00 pm
Fragmentos de sonda espacial russa deverão cair no Oceano Índico


Um grupo de especialistas da Roscosmos, a Agência Espacial da Rússia, anunciaram hoje que os fragmentos da sonda Phobos-Grunt poderão cair entre 15 e 16 de Janeiro no Oceano Índico, entre as costas de Madagáscar e de Moçambique ou Tanzânia.

Num comunicado publicado no site da Roscosmos pode ler-se: «O intervalo temporal previsto para a queda dos fragmentos do aparelho espacial Phobos-Grunt na Terra foi determinado entre 15 e 16 de Janeiro, com o ponto central às 16:12 horas de Moscovo.»

Os russos calculam que «o aparelho pode cair no Oceano Índico entre a costa oriental de África e a ilha de Madagáscar, com as coordenadas aproximadas de 47 graus de longitude este e sete graus de latitude sul».

Os peritos da Roscosmos esclarecem que «a mudança do local e da hora da queda dos fragmentos da Phobos-Grunt é condicionada pela diminuição da altura da sua órbita, pela actividade solar e o estado da atmosfera».

A sonda tinha como missão estudar uma das luas de Marte mas não conseguiu sair da órbita terrestre.

A Roscosmos estimou que na superfície terrestre vão cair entre 20 a 30 fragmentos, cujo peso total não será superior a 200 quilos. A sonda deverá cair na Terra às 12:12 horas de Lisboa.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 14, 2012, 06:04:24 pm
Citação de: "Lusitano89"
Actividades da ESA para 2012
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2012, 07:40:25 pm
Russos vão estudar eventual interferência dos EUA no falhanço da missão a Marte


Peritos russos do sector aeroespacial vão analisar a possibilidade de um radar dos Estados Unidos ter inadvertidamente interferido com a missão que pretendia chegar a Marte mas que acabou por se despenhar. A agência noticiosa russa RIA Novosti citou Yury Koptev, antigo responsável pela agência espacial Roscosmos, segundo o qual os investigadores conduzirão testes para aferir se um radar emissor norte-americano terá interferido com a Phobos-Ground, que antes de se despenhar na Terra esteve dois meses em órbita.

«Os resultados da experiência permitirão provar ou descartar a possibilidade do impacto do radar», disse Yury Koptev, que lidera a comissão governamental responsável pelas investigações.

Vladimir Popovkin, actual responsável pela Roscosmos, já havia admitido a possibilidade de o insucesso se ter devido a interferência estrangeira.

Uma outra hipótese é a causa estar no próprio aparelho, e vários peritos têm defendido que uma abordagem no sentido dos EUA deverá ocorrer apenas depois de descartadas todas as outras hipóteses.

Um dos mentores do Phobos-Ground, Alexander Zakharov, duvida que os EUA tenham tecnologia capaz de provocar acidentalmente tamanhos estragos.

A sonda de 170 milhões de dólares despenhou-se domingo perto do Brasil e do Chile, mas ainda não há relatos confirmados do local do impacto.

Trata-se de um dos pedaços de lixo espacial mais tóxico a despenhar-se na Terra, mas alguns responsáveis dizem que as substâncias mais perigosas terão ardido aquando da entrada na atmosfera.

SOL
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 26, 2012, 06:43:17 pm
Laboratório português faz testes para Agência Espacial Europeia


Um ano e meio depois de ter sido destruído por um incêndio, o Laboratório de Ensaios Termodinâmicos do Instituto de Soldadura e Qualidade (Labet), agora em instalações situadas na zona industrial de Castelo Branco, está a desenvolver três projectos para a Agência Espacial Europeia.
 
Segundo o responsável pelo Labet, Telmo Nobre, o primeiro projecto “visa testar a resistência do revestimento do vaivém a temperaturas de 1600 graus; o segundo consiste numa avaliação aos tanques de combustível da nave espacial; e o terceiro envolve ensaios das secções (andares) do Ariane V, o novo foguetão da Agência Espacial Europeia”.
 
O laboratório, a ocupar novas instalações com 11 mil e 200 metros quadrados, está empenhado em também marcar a diferença no sector do frio.
 
“Para além da certificação de viaturas (uma média de 100 por mês), o laboratório tem sido procurado por fabricantes de motores de frio de todo o mundo, os quais pretendem homologar os seus produtos”, adianta Telmo Nobre.
 
O responsável assegura que hoje o Laboratório está mais forte, depois de o incêndio que, em Setembro de 2010, destruiu o edifício onde se localizava, ter obrigado os responsáveis do Labet a procurar novas instalações e a adquirir equipamentos.
 
Apesar disso, os projectos não pararam já que as bases de dados estavam salvaguardadas em servidores externos.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 26, 2012, 08:11:44 pm
Tempestade solar é um fenómeno “perfeitamente normal”


A maior tempestade solar desde 2005, que se tornou visível na terça e quarta-feira, com o aparecimento de auroras boreais, é um fenómeno “regular, perfeitamente normal”, disse o director do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
 
“O sol tem um ciclo de atividade de 11 anos. Passámos por um mínimo há dois ou três anos e agora a actividade está a subir. É uma coisa regular, perfeitamente normal. Que ninguém esteja preocupado com 2012, porque senão tinham de se preocupar com 2011 (…) e todos os anos para trás. Esta é a história do planeta”, afirmou Rui Jorge Agostinho.
 
Segundo a agência espacial norte-americana (NASA), o Sol entrou em erupção no domingo, libertando uma carga anormal de partículas, como protões, na direcção da Terra.
 
Na terça-feira, o site da agência espacial referia que esta nuvem de radiação estava a deslocar-se a uma velocidade 2.250 quilómetros por segundo e deveria atingir o escudo magnético da Terra entre as 14:00 e as 22:00 de terça-feira.
 
“Há três efeitos possíveis. Um deles já começou a ser visível que é o aparecimento de auroras boreais com maior intensidade”, indicou Rui Jorge Agostinho.
 
Segundo o diretor do OAL em Portugal este tipo de fenómenos já foi visível.
 
“Fale com os nossos avós, décadas de 30, e creio que há registos de nessa altura terem sido vistas auroras boreais aqui em Portugal. Não sei dizer o ano, mas já falei com pessoas que indicaram que nessa época foi visível”, disse.
 
Rui Jorge Agostinho diz também que este tipo de fenómenos pode provocar efeitos “sobre os satélites que estão a gravitar em torno da terra”.
 
“Como estamos a falar de partículas muito energéticas quando embatem nos sistemas electrónicos, apesar do satélite estar protegido, induzem correntes espúrias e podem estragar os componentes electrónicos e por causa disso as agências espaciais costumam desligar os satélites”, explicou.
 
De acordo com o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, “o terceiro aspecto tem a ver com a alteração do campo elétrico terrestre”.
 
Isto “perturba essencialmente as linhas de alta tensão, mas aqui estamos a falar de valores que as nossas linhas, as linhas da Rede Elétrica Nacional, não utilizam. Estamos a falar de cerca de 400.000 volts. Há umas até com 500.000 volts”, indicou, sublinhando que quando as centrais eléctricas não estão preparadas podem “ir abaixo”.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 26, 2012, 11:03:35 pm
Dois adolescentes enviam boneco de Lego para o espaço


Dois adolescentes canadianos, de 17 anos, enviaram um boneco de Lego para o espaço num balão de hélio e filmaram a aventura. A empresa deu-lhes os parabéns pelo feito alcançado.

Os dois jovens canadianos, de origem paquistanesa, Mathew Ho e Asad Muhammad, ambos de 17 anos, lançaram esta quarta-feira um boneco de Lego para o espaço usando um balão de hélio. O "astronauta de plástico" atingiu a atmosfera e regressou à terra, numa queda livre que durou cerca de 97 minutos, filmada por uma câmara instalada no balão.

O "projeto", que levou cerca de quatro meses a ser preparado, foi finalmente concretizado num "lançamento oficial" a partir de um campo de futebol em Toronto. Preso a um balão de Hélio, semelhante aos usados pela meteorologia, com um pára-quedas acopulado e equipado com material comprado no "Craiglist" (um site de compra e venda de artigos online), o "pequeno piloto de Lego", segurando uma bandeira canadiana, subiu a uma altitude duas vezes superior à utilizada pelos aviões comerciais.

Mais tarde, regressou à terra, em queda livre, sendo recuperado pelos dois jovens a 122 quilómetros do local de lançamento, graças a um sistema de GPS que levava instalado.

De acordo com o jornal Toronto Star, que revelou a história, os dois adolescentes foram elogiados pelo professor de astrofísica, Michael Reid, da Universidade de Toronto, que considerou "impressionante" que tivessem conseguido este feito sózinhos. "Dois jovens de 17 anos terem conseguido realizar esta proeza, sem qualquer tipo de ajuda, é sem dúvida um feito impressionante", disse.

A própria Lego também não ficou indiferente ao feito, tendo emitido um comunicado onde lhes dá os parabéns. "Nós ficamos sempre espantados pela forma como os fãs da Lego utilizam os nossos produtos", afirmou Michael McNally, responsável pelo departamento de Relações Públicas da Companhia.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2012, 04:58:52 pm
Falha em módulo adia lançamento da Soyuz para a ISS


O lançamento do vaivém tripulado russo Soyuz TMA-04M com destino à Estação Espacial Internacional (ISS), previsto para o próximo dia 30 de Março, possivelmente será adiado até ao final de Abril, ou início de Maio, antecipou esta sexta-feira uma fonte da agência espacial russa. O motivo deste adiamento, que não foi confirmado oficialmente, estaria relacionado com os problemas apresentados na nave durante os testes de segurança, disse um director da indústria espacial russa à agência Interfax.

«Ao ser submetida aà prova de hermetismo do módulo de descida, o revestimento da Soyuz sofreu uma ruptura, pelo qual já não serve para um voo tripulado», explicou a fonte, que acrescentou que não há tempo para preparar outro módulo até à data prevista para o lançamento.

«Não temos nenhuma informação sobre adiamentos», disse, no entanto, Alexei Kuzneetsov, porta-voz da Roscosmos, a agência espacial russa.

A bordo da Soyuz TMA-04M viajarão até à ISS os cosmonautas russos Gennady Padalka e Sergei Revin e o astronauta americano Joseph Acaba, integrantes da 31ª expedição da missão permanente na plataforma orbital.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 30, 2012, 11:27:58 pm
Citar
The first Vega launch campaign began on 7 November 2011 at Europe's Spaceport in Kourou, French Guiana.

This time-lapse shows the full assembly of the first Vega launcher at the launch pad, in preparation for its qualification flight. It starts with the transfer and installation of the P80 first stage from the Vega Booster Storage and Preparation Building to the launch pad, followed by the two solid-propellant second and third stages, the Zefiro-23 and Zefiro-9. The next step was to add the AVUM -- Attitude & Vernier Upper Module -- liquid-propellant fourth stage to the vehicle. The 'upper composite' -- the fairing and payload -- was moved to the pad on 24 January and integrated over night.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2012, 08:37:16 pm
Satélite alemão quase caiu em Pequim


O telescópio espacial alemão Rosat, com mais de duas toneladas, que caiu em outubro passado no Golfo de Bengala - 20 anos depois de ter sido lançado em órbita - poderia ter caído em Pequim se tivesse apenas mais 7 minutos no ar, revelam agora os cálculos dos peritos.

Foi um dia de orgulho para a ciência alemã quando no dia 1 de julho de 1990, o telescópio espacial foi lançado em órbita a partir do cabo Canaveral.

Elaborado com a tecnologia mais moderna disponível naquela época, pesava 2,5 toneladas e tinha um comprimento de 8,9 metros, uma altura de 4,5 e uma largura de 2,2. O Rosat foi concebido para observar a radiação raio-X no universo, emitida por estrelas, galáxias e os mais diversos objectos, posicionado a mais de 500 quilómetros acima da superfície terrestre.

O Rosat não decepcionou. O satélite, que só estava previsto trabalhar durante 18 meses, continuou a recolher dados durante quase nove anos.

A informação obtida pelo telescópio entrou em 8000 artigos publicados ao longo dos anos. Registou milhares de fontes de radiação, incluindo galáxias distantes e buracos negros.

Quando a sua missão terminou, em 1999, o satélite começou a perder altitude. Em junho de 2011 estava a uma altitude de 327 quilómetros e poderia, no final, ter sido uma das piores catástrofes da exploração espacial. Na noite de 22 para 23 de outubro do ano passado o telescópio espacial alemão caiu na Terra e faltou muito pouco para se despenhar na capital chinesa, Pequim, com uma população de 20 milhões de habitantes.

De acordo com os cálculos da Agência Espacial Europeia, fragmentos do satélite caíram a uma velocidade de 450 quilómetros por hora muito perto da cidade.

O satélite necessitou de 90 minutos para atingir a órbita terrestre e "Pequim estava mesmo no seu caminho", afirmou Manfred Warhaut, chefe de unidade do Centro Europeu de Operações Espaciais em Darmstadt, Alemanha. "O impacto foi mesmo uma possibilidade", acrescentou Heiner Klinkrad, chefe da equipa de detritos espaciais da Agência Espacial Europeia.

As consequências poderiam ter sido graves. O Rosat pesava 2,5 toneladas. Normalmente entre 20 a 40 por cento dos satélites atinge a superfície da Terra, mas "relativamente ao Rosat sabíamos que seriam cerca de 60 por cento, porque era feito de peças particularmente pesadas e resistentes", explicou Klinkrad.

Os fragmentos do satélite provavelmente teriam provocado profundas crateras na cidade, poderiam ter destruído edifícios e quase certamente provocar vítimas. E as relações chino-germânicas teriam sofrido também.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2012, 10:21:01 pm
Europa estuda métodos para afastar asteróides perigosos


Nos próximos três anos, o recém-criado projecto europeu «NEOShield» vai estudar diversas técnicas para desintegrar ou desviar os chamados NEO (near-Earth objects, objectos próximos da Terra).

 O trabalho está a ser liderado pelo Instituto de Pesquisa Planetária em Berlim (Centro Aeroespacial Alemão), tendo a equipa reunido esta semana pela primeira vez. O projecto vai recorrer aos conhecimentos de toda a Europa, Rússia e Estados Unidos.
 
Além de definir qual será o melhor projecto de engenharia para lidar com possíveis ameaças vindas do espaço, o programa estudará também respostas para cada situação considerada perigosa. O «NEOShield» surgiu após vários estudos que demonstram o grau de realidade destas ameaças.

 Segundo os estudos, há vários objectos que entram regularmente no nosso planeta sem causar dados. No entanto, a cada dois mil anos, cai na Terra um objecto suficientemente grande para poder provocar danos a nível local. A cada um a dois milhões de anos, impacta um objecto com capacidade de prejudicar o planeta a nível global.
 
Entre as técnicas que serão discutidas, as mais destacadas são o ‘Pêndulo Cinético’ (Kinetic impactor) e o ‘Tractor de Gravidade’ (Gravity tractor). O primeiro trata-se de uma nave espacial com uma espécie de pêndulo que iria 'pontapear' os objectos indesejados para outras paragens.
 
O ‘Tractor de Gravidade’ é uma técnica que visa o posicionamento de nave perto do objecto alvo. Essa nave utilizaria um propulsor de iões de longa duração para manter a separação entre ambos. Devido à atracção gravitacional entre a nave o NEO seria possível puxar o asteróide ou o cometa para fora da sua trajectória, ou seja, funcionaria como uma espécie de reboque.
 
Um dos métodos que está também a ser discutido mas com bastantes reservas é o ‘Desvio por Explosão’ (Blast deflection). Trata- se de detonar um dispositivo nuclear na superfície, ou dentro, de um asteróide. Esta é mesmo a hipótese que mais cepticismo recebe da comunidade científica envolvida no programa.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 02, 2012, 03:50:40 pm
ESA Euronews: Vega, o novo foguetão europeu

A família de foguetões europeus vai crescer com o lançamento previsto do Vega, a partir do Porto Espacial da Europa, na Guiana francesa. O novo foguetão ligeiro vem completar a oferta europeia na gama dos lançadores comerciais.

Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2012, 08:30:53 pm
ESA revela novas provas sobre existência de oceano em Marte


A Agência Europeia do Espaço (ESA) informou esta segunda-feira que o seu satélite Mars Express apresentou provas que um oceano cobriu parte da superfície de Marte, algo que já se suspeitava, mas que ainda continua a ser alvo de controvérsia. O estudo partiu de dados gerados durante mais de dois anos pelo radar Marsis, que alcançou o planeta vermelho em 2005. As informações recolhidas permitiram que os especialistas descobrissem que as planícies do hemisfério norte estão cobertas por um material de baixa densidade.

Jéremie Mouginot, do Instituto de Astronomia Planetária e Astrofísica de Grenoble (IPAG), assegura que esses compostos parecem ser depósitos sedimentários, o que supõe «uma nova e sólida prova de que noutros tempos houve um oceano nessa área».

O facto de que Marte já foi parcialmente coberto por um oceano era uma hipótese já trabalhada pela comunidade científica, mas essa descoberta apresenta melhores indícios para confirmá-la.

A certeza sobre a formação dessa massa de água continua a ser vaga, mas acredita-se que pode ter sido originada há 4 mil milhões de anos, quando esse planeta apresentava condições meteorológicas mais amenas, ou há 3 mil milhões, quando a camada de gelo da superfície fundiu-se após um grande impacto.

O chefe da equipa da IPAG, Wlodek Kofman, explica que a Marsis penetrou aproximadamente entre 60 e 80 metros sob a superfície desse planeta, onde recolheu provas de material sedimentário e de gelo.

Por enquanto, os cientistas descartam que esse provável oceano tenha tido tempo suficiente para permitir o desenvolvimento de vida, e asseguram que para encontrar provas da mesma terão que partir para épocas anteriores da história desse planeta.

Este novo estudo, no entanto, marca um ponto de inflexão porque até ao momento os dados anteriores do Mars Express sobre a existência de água em Marte procediam do estudo de imagens ou de informação mineralógica e atmosférica, mas não de uma visão tão próxima com as referências obtidas pelo radar.

Ao mesmo tempo, as suas conclusões abrem novas dúvidas sobre o paradeiro de toda essa quantidade de água e, por isso, esse satélite continuará as suas actividades.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 07, 2012, 11:40:29 pm
Realidade aumentada permitirá cirurgias no espaço
 

Um sistema baseado na realidade aumentada, divulgado esta terça-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA), deverá ajudar os astronautas a cuidar da sua saúde no espaço e permitir-lhes realizar intervenções cirúrgicas de forma autónoma.

O projecto, que está em fase de testes e foi impulsionado por dois centros de pesquisa alemães e um consórcio de aplicações espaciais com sede na Bélgica, leva o nome de Sistema de Diagnósticos Médicos e Cirurgia Assistida por Computador (CAMDASS, na sigla em inglês).

O dispositivo requer primeiro o registo do corpo do paciente com uma câmara após ter recebido marcas de referência, e depois sobrepõe sobre o campo de visão do utilizador gráficos a três dimensões gerados por computador que proporcionam informação em tempo real sobre o que tem diante de si e como agir.

Esta técnica de visualização começou a ser experimentada com os exames de ultra-sons, porque a ESA já dispõe dos equipamentos necessários para realizá-los, mas é uma tecnologia que, segundo a agência, poderia ser aplicado a qualquer procedimento médico.

Os testes realizados num hospital em Bruxelas demonstraram que utilizadores sem experiência puderam realizar procedimentos relativamente difíceis graças às indicações do CAMDASS.

O dispositivo mostra como colocar e movimentar de forma adequada o transdutor de ultra-sons para examinar a área de interesse, e apresenta uma série de imagens com indicações sobre o que podem encontrar.

Com este avanço, segundo indicou a ESA, pretende-se conseguir que os astronautas possam solucionar os problemas médicos por sua conta, porque à medida que se afastem mais da Terra em futuras missões do sistema solar aumenta a possibilidade que haja interferências nas comunicações com a base.

Porém, o CAMDASS, acrescentou a ESA, também poderia ser usado como um sistema de «medicina via satélite», para «prestar primeiros socorros em países em vias de desenvolvimento ou na Antárctida».

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 16, 2012, 11:53:34 am
Suíços anunciam construção de “aspirador espacial”


A Agência Espacial Suíça planeia nos próximos anos lançar um satélite que vai limpar lixo no espaço. O projecto é o primeiro esforço para combater activamente um problema que dificulta cada vez mais o acesso aos céus.

O satélite chama-se Clean Space One, e está a ser construído pelo instituto federal para a tecnologia de Lausanne. O projecto vai custar sete milhões de francos suíços (5,6 milhões de euros), e o aparelho será lançado entre 2015 e 2017, consoante os apoios da indústria.

“As agências espaciais estão a sentir cada vez mais a necessidade de ter em consideração e a preparem-se para a eliminação do material que estão a lançar para o espaço. Queremos ser pioneiros nesta área”, disse Volker Gass, director do centro espacial suíço, num comunicado.

Lixo que se multiplica

Todos os anos 500 toneladas de material são lançadas para as órbitas da Terra. Apesar de haver uma consciência cada vez maior do perigo latente de tantos objectos a viajarem a velocidades enormes, e as agências obrigarem-se a construir satélites que no fim da vida se direccionam ou para a Terra, para entrar em rota de colisão rapidamente, ou para órbitas mais distantes, há milhares de objectos que vão continuar no espaço durante milénios.

Dos 28.000 objectos enviados para o espaço desde o início da era espacial, 19.000 já caíram na Terra, o resto continua em órbita e equivale a 6300 toneladas de lixo. São satélites que não funcionam, material necessário para o lançamento de naves, detritos e químicos. A NASA segue o trajecto de 16.000 detritos maiores de dez centímetros de diâmetro, mas existem mais de 500.000 que têm entre dez e um centímetro que não são seguidos e milhões que são menores do que um centímetro.

O choque de um objecto de alumínio com dez centímetros que atinge um aparelho tem uma força explosiva equivalente a sete quilos de TNT. O suficiente para destruir um satélite ou dar cabo da Estação Espacial Internacional, que já teve de se desviar mais do que uma vez de lixo espacial.

Por uma questão de probabilidades e com tanto lixo espacial, mais cedo ou mais tarde, dois objectos em órbita acabam por chocar. Foi o que aconteceu em 2009 quando ocorreu a colisão entre o Iridium-33, um satélite de comunicações dos EUA activo, e o Kosmos-2251, um aparelho russo inactivo. O choque destruiu os dois aparelhos e provocou 2100 novos fragmentos que se espalharam ao longo de uma altitude entre os 600 e 1300 quilómetros, e provocou uma multiplicação das probabilidades de choques.

“Tornou-se vital estar consciente da existência deste lixo e os riscos que estão associados à sua proliferação”, disse Claude Nicollier, em comunicado, astronauta e professor do instituto.

Embora o Clean Space One só vá retirar um aparelho de órbita, o objectivo é criar um sistema barato e prático de kits satélites que possam ser comprados por outros. “Queremos oferecer e vender toda uma família de sistemas prontos a montar, desenhados da forma mais sustentável possível, capazes de tirar de órbita diferentes tipos de satélites”, disse Gass.

O projecto arrancou há alguns anos, mais ainda há três desafios técnicos que os cientistas têm de ultrapassar para o satélite cumprir o seu objectivo. Primeiro, o Clean Space One terá de, a uma velocidade de 30 mil quilómetros por hora, agarrar outro aparelho. A equipa está a pensar em utilizar uma espécie de tentáculos metálicos inspirados nas medusas. Depois, o satélite terá de ter um método para contrabalançar o novo peso dos dois aparelhos àquela velocidade e não se descontrolar. Finalmente, o último desafio, é forçar a órbita de colisão.

Público
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 22, 2012, 07:45:12 pm
Três satélites da ESA vão estudar campo magnético da Terra


Os três satélites que compõem a missão da Agência Espacial Europeia (ESA) para o estudo do campo magnético da Terra foram já apresentados publicamente. Na sequência de um programa de testes rigorosos a que estiveram sujeitos, os satélites foram exibidos na sala limpa antes de serem enviados para a Rússia, onde um Julho se dará o seu lançamento.
 
A «Swarm» é a primeira constelação de satélites da ESA destinados a medir os sinais magnéticos do núcleo da Terra, do manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera. Estas medidas irão fornecer dados que permitirão aos cientistas estudar as complexidades do nosso campo magnético protector.

O escudo magnético protege o planeta de partículas carregadas que fluem para o planeta, como o vento solar. Sem esta protecção, a vida na Terra seria impossível, explica a ESA em comunicado. Este escudo é gerado sobretudo nas profundezas do planeta por um oceano de ferro em turbilhão, no núcleo líquido externo. A forma como o campo é criado e como se altera ao longo do tempo é complexa e não foi ainda completamente compreendida.
 
É uma força em constante mudança e, neste momento, mostra sinais de enfraquecimento significativo. Com uma nova geração de sensores, a constelação Swarm proporcionará um maior conhecimento sobre estes processos naturais e acerca de como está o “tempo” no espaço.
 
A Swarm será a quarta missão Earth Explorer da ESA em órbita, depois das GOCE, SMOS e CryoSat. Daqui a cinco meses, os três satélites serão enviados em conjunto por um lançador Rockot, a partir do Cosmódromo de Plesetsk, norte da Rússia.
 
Dois irão orbitar muito próximos um do outro e à mesma altitude, inicialmente a 460 quilómetros, enquanto o terceiro estará numa órbita mais alta, a 530 quilómetros. O recurso a diferentes órbitas polares próximas, juntamente com os vários instrumentos Swarm, melhorará a recolha de dados, o que ajudará a distinguir entre os efeitos de diferentes fontes de magnetismo.
 
Durante a conferência de imprensa no centro IABG, em Ottobrunn, Alemanha, o centro onde os três satélites terminaram um programa de testes intensivos, representantes da ESA, da indústria e da equipa de investigadores apresentaram os satélites e os objetivos científicos da missão.
 
Volker Liebig, diretor dos programas de observação da Terra da ESA, diz esperar que “a inovadora constelação Swarm, com os seus três satélites orbitando em formação, consiga recolher os melhores dados de sempre sobre o campo magnético”.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 23, 2012, 04:39:15 pm
Citar
Companhia Energomash desenvolve propulsores superpotentes
Tags: foguete, Rússia, novas tecnologias, Rússia, Ciência, Comentários
22.02.2012, 15:34

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fm.ruvr.ru%2Fdata%2F2012%2F02%2F22%2F1248792427%2F4o_553473.jpg&hash=3d5361421dfd32be638c4eeb8dc9431b)

A empresa russa Enrgomash está elaborando novos propulsores superpotentes para foguetes portadores. Hoje, esta companhia lidera no mundo neste segmento do setor da construção de motores e reforça as suas posições em mercados dos países com que coopera, em primeiro lugar com os Estados Unidos.

No ano passado, especialistas da Energomash elaboraram um novo propulsor RD-191 e, atualmente, estão a desenvolver novos projetos de motores com uma força de tração de até mil toneladas. Um deles, o propulsor RD-193 a oxigénio e querosene de uma câmara, é destinado a foguetes de classe ligeira para colocar em órbita cargas com um peso de até cinco toneladas, disse em entrevista à Voz da Rússia o diretor-geral adjunto da companhia, Vladimir Tchvanov:

"Este propulsor é extremamente necessário para o lançamento de cargas russas de diferente destino. Já existe um projeto de esboço e está a ser montada uma instalação experimental em que serão testadas as principais soluções. Quanto ao propulsor RD-175, nele são utilizadas tecnologias universais de última geração da Energomash. O motor está a ser projetado para uma força de tração de 1000 toneladas".

A massa da carga que este propulsor poderá colocar em órbita dependerá da estrutura do foguete Construindo três – cinco blocos com tal propulsor, a carga útil poderá atingir quase cem tonadas.

Um outro êxito da Energomash é o propulsor a componentes líquidos de combustível RD-170, considerado o mais potente no mundo. Segundo a avaliação de especialistas dos Estados Unidos, este projeto ultrapassa os análogos americanos em 8 – 10 anos. Este fato explica o interesse em relação aos produtos da empresa por parte de companhias estrangeiras, em primeiro lugar americanas, destaca Vladimir Tchvanov:

"Cooperamos com os Estados Unidos há 15 anos, tendo produzido até hoje cerca de 60 propulsores, 34 dos quais foram utilizados com sucesso em voos dos Atlas III e Atlas V. Esta qualidade satisfaz o cliente e aumenta o prestígio da escola russa de construção de propulsores espaciais".

A cooperação com os americanos continua sendo desenvolvida. Atualmente, há projetos de desenvolver uma variante pilotada com base no foguetão Atlas V. Estão a ser estudadas também outras variantes de transporte de cargas para a Estação Espacial Internacional após o fim do serviço dos Shuttles.

http://portuguese.ruvr.ru/2012_02_22/66653625/
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 23, 2012, 07:33:07 pm
Empresa japonesa quer construir elevador espacial até 2050

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg215.imageshack.us%2Fimg215%2F7863%2Fimageuic.jpg&hash=a744e004bae925b499462e099c6b32fa)


Quem gosta de astronomia certamente deve acompanhar o destino dos humanos rumo ao espaço. Entre as notícias mais recentes, a que mais chama a atenção é sobre as viagens turísticas que serão realizadas pela Virgin Galactic, empresa do milionário Richard Branson, que vai colocar pessoas comuns em órbita entre 2012 e 2013.
 
Mas uma outra empresa parece ter planos ainda mais ambiciosos. A Obayashi Corp, uma companhia japonesa do ramo das infra-estruturas responsável por projectos de engenharia bastante ousados, pretende construir um elevador com destino ao espaço onde os ocupantes vão levar pouco mais de sete dias para chegar à órbita terrestre, num percurso de aproximadamente 36 mil quilómetros. As operações devem começar daqui a cerca de 40 anos, ou seja, em 2050.
 
Os engenheiros da empresa com sede em Tóquio esperam fazer avanços com o projecto «para que ele não seja simplesmente um sonho», afirmou um funcionário da Obayashi Corp ao site The Daily Yomiuri.

Mas como pode isso tornar-se realidade? De acordo com o Digital Trends, a empresa acredita que a construção do elevador será possível graças à descoberta dos nanotubos de carbono, em 1991, que são 20 vezes mais fortes que o aço. Dessa forma, os nanotubos seriam usados para produzir os cabos necessários que colocarão o elevador em órbita.
 
O plano, nesse caso, é enviar um cabo de 96 mil km até uma espécie de estação espacial contendo laboratórios e uma sala de estar, localizada a cerca de 36 mil km da Terra - distância que corresponde a um quarto da viagem daqui até a lua. O elevador teria a capacidade de levar até 30 passageiros em cada operação e seria alimentado por motores magnéticos acoplados aos nanotubos de carbono.

Os valores referentes ao negócio não foram anunciados, mas devem ser tão altos quanto a distância que será percorrida pelo elevador. Pessoas ligadas à Obayashi Corp dizem que a viabilidade do protótipo depende da cooperação de outras empresas de todo o mundo, incluindo a NASA.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 24, 2012, 11:22:11 am
Citar
Japanese Company Aims for Space Elevator by 2050
by Mike Wall, SPACE.com Senior Writer
Date: 23 February 2012 Time: 06:55 AM ET

(https://lh6.googleusercontent.com/-5XqxpPqW0Fk/T0ZeoiXVOOI/AAAAAAAAFC4/pAwK3riXmrU/s512/nasa-space-elevator-concept.jpg)
Artist's concept of a space elevator system, looking down at Earth from 22,000 miles (36,000 kilometers) up.
CREDIT: NASA

People could be gliding up to space on high-tech elevators by 2050 if a Japanese construction company's ambitious plans come to fruition.

Tokyo-based Obayashi Corp. wants to build an operational space elevator by the middle of the century, Japan's Yomiuri Shimbun newspaper reported Wednesday (Feb. 22). The device would carry passengers skyward at about 124 mph (200 kph), delivering them to a station 22,000 miles (36,000 kilometers) above Earth in a little more than a week.

In Obayashi's vision, a cable would be stretched from a spaceport on Earth's surface up to an altitude of 60,000 miles (96,000 km), or about one-quarter of the distance between our planet and the moon. A counterweight at its end would help "anchor" the cable in space.

(https://lh4.googleusercontent.com/-hp1AYfDWOAA/T0ZepfikGkI/AAAAAAAAFC8/fSWqhICVJUk/s561/space-elevator-obayashi-japan-company.jpg)
An artist's illustration of a space elevator hub station in space as a transport car rides up the line toward the orbital platform. Solar panels nearby provide power.
CREDIT: Obayashi Corp.
View full size image

A 30-passenger car would travel along the cable, possibly using magnetic linear motors as a means of propulsion, Yomiuri Shimbun reported. Passengers would disembark at the station, which would house living quarters and laboratory space, along with a solar-power generation facility capable of transmitting power to the ground.

For decades, space elevators have been touted by futurists and science-fiction writers, including Arthur C. Clarke, as an alternative to expensive (and relatively dangerous) rocket launches. But so far, nobody has managed to bring the concept into the realm of reality.

One major hurdle has been finding a material strong and light enough to build the incredibly long cable. Obayashi's optimism is fueled partly by its belief that a suitable material has finally been identified — tiny cylindrical structures called carbon nanotubes, which were first developed in the 1990s.

But nanotube tech isn't quite ready yet; engineers likely must find a way to manufacture them more cheaply and efficiently to make space elevators feasible, company officials said.

Indeed, the elevator's price tag could be the steepest hurdle to its construction.

"At this moment, we cannot estimate the cost for the project," an Obayashi official said, according to Yomiuri Shimbun. "However, we'll try to make steady progress so that it won't end just up as simply a dream."

Obayashi is not the only entity taking this dream seriously.

For example, NASA researchers released a lengthy report more than a decade ago citing the potential of carbon nanotubes to make space elevators possible. And the agency has sponsored the Space Elevator Games, a contest to develop precursors to this longed-for transportation system.

You can follow SPACE.com senior writer Mike Wall on Twitter: @michaeldwall. Follow SPACE.com for the latest in space science and exploration news on Twitter @Spacedotcom and on Facebook.

http://www.space.com/14656-japanese-space-elevator-2050-proposal.html
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2012, 10:32:33 pm
Vem aí uma nova geração de satélites europeus !


A nova frota de satélites meteorológicos europeus deverá ser lançada em 2017, segundo ficou acordado na sexta-feira passada, no acordo de desenvolvimento, assinado entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Thales Alenia Space, em Paris. O Meteosat de Terceira Geração (MTG) irá introduzir melhorias significativas em relação ao actual. No entanto, dará continuidade ao fornecimento de dados meteorológicos de alta resolução até 2037.
 
A cooperação em missões meteorológicas entre a Eumetsat e a ESA é uma história de sucesso que teve início com o primeiro satélite Meteosat, em 1977, e continua hoje com o Meteosat de Segunda Geração e a série de satélites em órbita polar, MetOp. A nova série vai incluir seis satélites: quatro MTG-I de imagens e dois MTG-S de som.
 
Os primeiros dois protótipos, com lançamento marcado para final de 2017 e meados de 2019, ficarão numa órbita geoestacionária, acima do equador, numa longitude entre os 10º E e os 10º W. Além das capacidades de captação de imagem possibilitadas pela Flexible Combined Imager, os satélites irão oferecer novas capacidades sonoras e de captação de imagens que irão disponibilizar avisos precoces em tempestades severas.
 
Com o MTG-S irá também o Sentinel-4 do programa Global Monitoring for Environment and Security (GMES), que irá analisar a química da atmosfera e identificar as concentrações de gases como o ozono e o dióxido de azoto. A missão também pretende apoiar as operações de busca e salvamento, tal como ao Sistema de Advanced Data Collection.
 
Durante o evento, Jean Jacques Dordain, director-geral da ESA, realçou que a Europa oferece monitorização meteorológica de ponta graças a uma colaboração de 25 anos entre a ESA e a Eumetsat e recordou o lançamento do Meteosat-1, há 35 anos.
 
O director dos programas Earth Observation, Volker Liebig, falou das melhorias na performance dos novos satélites. Em tempos de dificuldade económica, notou Liebig, o programa oferece muitas oportunidades para a indústria europeia, permitindo-lhes conseguir contractos de alto nível tecnológico. Para os contratos industriais, o MTG tem um valor de mais de 1.25 mil milhões de euros.
 
A Thales Alenia Space lidera o consórcio industrial que está a construir a família MTG. Além de ser o contratante principal, a Thales Alenia Space é responsável pelo satélite de imagem MTG-I, incluindo a carga principal, o Flexible Combined Imager.
 
A empresa OHB, com sede em Bremen, é responsável pelos satélites MTG-S e pelas plataformas comuns, com o apoio da Astrium GmbH e da System Architect. O equipamento de Infrared Sounding Instrument, que vai a bordo do MTG-S, será desenvolvido pela Kayser Threde.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Março 04, 2012, 12:50:06 am
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 08, 2012, 07:00:29 pm
Erupção solar pode afectar distribuição de electricidade e comunicações


A mais forte erupção solar dos últimos cinco anos, que começou anteontem, dificilmente terá consequências directas em Portugal devido à sua localização, salvaguardou Dário Passos, investigador do CENTRA-IST e da Universidade de Évora. “Só se houver um evento de muita intensidade é que poderemos sentir alguma coisa cá [em Portugal] a nível directo”, referiu o investigador, explicando que o país poderá, no entanto, sofrer consequências indirectas como problemas nas comunicações ou adiamentos de voos.
 
O impacto desta tempestade solar na Terra começou a sentir-se a partir das 12h de hoje, prologando-se até sexta-feira, segundo as previsões da Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera, nos Estados Unidos. A explosão de partículas poderá afectar a distribuição de electricidade, as comunicações por satélite, os sistemas GPS, a actividade dos astronautas da Estação Espacial Internacional e obrigar as companhias aéreas a alterarem as rotas para evitar as regiões polares.
 
“Os países sempre mais afectados são os que estão mais a norte e mais a sul, [como] Canadá, Noruega Finlândia. Países que estão a latitudes superiores vão ser sempre mais afectados por este tipo de tempestades do que nós que estamos aqui no mediterrâneo ou os países que estão a nível do Equador”, referiu o investigador.
 
Dário Passos explicou que o pico máximo deste ciclo solar deve acontecer entre “Junho e Julho de 2013” e, previsivelmente, em termos de actividade, será inferior ao ciclo passado, que ocorreu entre 1997 e 2009.
 
“O sol é mais ou menos activo num ciclo de 11 anos. Durante alguns anos tem pouca actividade. Depois a intensidade da actividade solar vai aumentando e, agora que nos estamos a aproximar do máximo de actividade solar que está previsto para 2013, é normal que estes fenómenos aconteçam”, disse o investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA) do Instituto Superior Técnico de Lisboa.
 
A última explosão solar ocorreu a 23 de Janeiro e agora o fenómeno voltou a acontecer, mas Dário Passos sublinha que não é possível prever com que frequência é que acontecerá daqui para a frente.
 
“O que sabemos sobre este tipo de explosões ainda é insuficiente para conseguirmos dizer se no próximo mês vai haver duas [tempestades solares]. Neste momento não temos esse tipo de conhecimento. A única coisa que podemos dizer é que vão acontecer e mais frequentemente”, assinalou.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 09, 2012, 09:48:44 pm
Tempestade solar dissipou-se sem afetar redes elétricas e de comunicações


A tempestade solar anunciada como a mais forte em cinco anos dissipou -se e terminou sem afetar a rede elétrica e os modernos sistemas de navegação, afirmaram especialistas dos Estados Unidos. Uma série de erupções no Sol esta semana emitiu radiação e plasma solar a grande velocidade na direção da Terra, mas, por fim, a tempestade geomagnética registou o nível mais baixo, G1, numa escala de cinco.

«Os nossos meteorologistas tiveram que lidar com isto», disse Joseph Kunches, cientista da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

A NOAA tinha previsto que a tempestade pudesse alcançar o nível três ou «forte» e que seria a pior desde 2006. A agência espacial norte-americana (Nasa) tinha informado, inclusivamente, que poderia ser «grave».

«É muito difícil para os meteorologistas, literalmente quase impossível, enquanto observam a ejeção de massa coronal que sai do Sol, poder prever a orientação do campo magnético intrínseco», disse.

Kunches declarou que não houve informações de interrupção dos sistemas de geoposicionamento global (GPS), nem de problemas de energia elétrica, e que a aurora boreal será visível mais a norte do que inicialmente previsto pela NOAA.

No entanto, afirmou, o impacto pode piorar nas próximas 24 horas, enquanto a tempestade continuar.

A NOAA e a Nasa advertiram na quarta-feira que a tempestade poderia afetar os sistemas de navegação GPS, satélites e redes de energia, e que o fenómeno já tinha levado algumas companhias aéreas a mudar as rotas de voo perto dos pólos.

Segundo a Nasa, os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) não foram afetados pela tempestade de radiação.

As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol passa do seu período de atividade mínima para máxima nos próximos anos, mas as pessoas estarão protegidas pelo campo magnético da Terra.

No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de navegação GPS é maior do que era durante o último máximo de atividade solar, poderá haver mais transtornos na vida moderna.

A perturbação começou na noite de domingo numa região ativa do Sol denominada 1429, com uma grande labareda solar associada a uma rajada de vento solar e plasma, conhecida como ejeção coronal de massa, que se precipitou para a Terra a 6,4 milhões de quilómetros por hora.

Duas erupções solares e uma ejeção coronal de massa na madrugada da quarta-feira desencadearam em seguida uma forte radiação solar e tempestade geomagnética, ambas no nível três numa escala de cinco.

A Nasa indicou que a primeira dessas duas erupções - classificadas na potente classe X e dirigidas diretamente para a Terra - foi a maior deste ano e uma das maiores deste ciclo conhecido como mínimo solar, que começou no início de 2007, só tendo sido superada por uma mais forte em agosto passado.

As labaredas solares só causaram breves apagões de raio de alta frequência, segundo a NOAA.

Kunches disse que os meteorologistas estavam a tentar alcançar um equilíbrio entre a necessidade de alertar as pessoas e, ao mesmo tempo, não dar prognósticos que provoquem falsos alarmes.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2012, 07:15:56 pm
Estação Espacial recebe primeira viagem comercial


No inicio de Maio, a Estação Espacial Internacional vai receber, pela primeira vez, uma nave com mercadoria realizada por uma empresa privada.
A Space Exploration Technologies, mais conhecida por Space X, planeia lançar a sua nave Dragon a partir do Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos. A nave deverá levar pouco mais de dois dias para chegar à estação espacial.

O lançamento estava previsto para Fevereiro, mas foi adiado para que fossem realizados testes adicionais.

Esta é a primeira vez que uma empresa privada envia uma nave com mercadorias para a estação espacial, e é também o primeiro lançamento americano desde que a NASA deixou de fazer lançamentos no ano passado.

O milionário fundador da Space X, Elon Musk, pretende começar a realizar viagens turísticas ao espaço já nos próximos anos. Actualmente os astronautas da NASA têm ido para o espaço à 'boleia' de naves russas.

SOL
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2012, 08:03:50 pm
Rússia afunda satélite após fracasso de missão


A Rússia afundará no oceano Pacífico o satélite de comunicações Express-AM4, que foi lançado há sete meses e cuja missão, que consistia, entre outras coisas, em garantir a comunicação governamental e presidencial, fracassou.Segundo informou uma fonte da indústria aeroespacial russa à agência Interfax, uma região do Pacífico Norte será fechada ao tráfego aéreo e marítimo durante um prazo de duas horas no dia 25 e em 26 de Março por motivos de segurança.

O Express-AM4 foi lançado em 18 de Agosto de 2011 a partir da base de Baikonur, mas o centro de controlo perdeu a ligação com o aparelho, que foi localizado horas depois numa órbita imprevista.

O aparelho permaneceu fora da órbita prevista durante todo este tempo, o que impediu que cumprisse a sua missão e reduziu a sua autonomia de voo, reconheceu Denís Pivniuk, director financeiro da companhia «Comunicação Espacial» (Kosmicheskaya Sviaz).

O satélite, fruto da colaboração entre a empresa europeia Astrium e o centro de design russo Jrúnichev, foi construído com a mesma aparência da plataforma Eurostar E3000.

O objectivo da missão era garantir a cobertura por satélite do território russo e da pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes, além das comunicações do Kremlin e do Governo russo.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 21, 2012, 08:08:27 pm
Escola nos Açores está a terminar satélite


O minissatélite construído pelos alunos da Escola Básica e Secundária de Vila do Porto, em Santa Maria, Açores, que representará Portugal numa competição promovida pela Agência Espacial Europeia (ESA), está quase concluído e será lançado em Abril, na Noruega.

"O satélite está bem avançado e contamos que esteja concluído no final do mês para ser lançado entre 22 a 27 de Abril, na ilha de Andoya", afirmou hoje Ruan Nolasco, coordenador do projecto. A equipa formada por cinco alunos do 11.º ano de escolaridade é uma das 14 equipas europeias seleccionadas para construir um minissatélite, numa iniciativa da ESA que pretende oferecer aos jovens uma oportunidade única de participarem num projecto espacial verdadeiro.

O projecto da equipa portuguesa, denominado 'Azorean Shearwater' ('Cagarro Açoriano'), vai competir com o de equipas da Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Holanda, Suécia, França, Grécia, Roménia, Espanha, Itália e Reino Unido.

Ruan Nolasco referiu que o satélite "é similar a uma lata de refrigerantes", mas com uma estrutura "reforçada com um tubo de inox", acrescentando que o projecto açoriano se propõe "medir valores da temperatura e pressão e elaborar um cálculo da altitude durante a descida, além de tirar fotos e georreferenciar essas fotografias através de um módulo GPS".

Segundo o coordenador do projecto, os alunos "aproveitaram todo o tempo disponível" para trabalhar no satélite, acrescentando que a disciplina de Física integrou esta iniciativa no seu currículo.

A parte técnica do satélite deve estar concluída até 31 de Março, sendo depois enviada até 13 de Abril toda a documentação necessária para a participação na competição que decorre entre 22 e 27 de Abril.

Nesta competição, os alunos vão apresentar o projecto "em inglês", tendo depois que apresentar os dados recolhidos ao longo dos quatro minutos que o satélite estará no ar, além das "capacidades que adquiriram com a sua construção". O minissatélite açoriano será colocado a bordo de um foguete para ser lançado de uma altitude de mil metros.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 22, 2012, 12:07:41 pm
«Fragmento de OVNI» gigante cai dos céus na Sibéria


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdoubtfulnews.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2012%2F03%2Fsiberia-ufo.jpg&hash=3f5bcbec5d36f4cea419d7b473adbf91)

Os Media russos estão a reportar a queda de um «fragmento de OVNI» gigante perto de uma aldeia remota na Sibéria.O objecto, em forma de «U», está a ser inspeccionado por especialistas russos, após ter sido recolhido pela calada da noite da posse dos aldeões que o descobriram.

O fragmento caído dos céus despenhou-se numa floresta. Os locais fizeram a descoberta no domingo e usaram um veículo para o arrastar do mato até à aldeia de Otradnesnky, na Sibéria.

Os inspectores locais examinaram o fragmento antes de alertarem as autoridades da capital Moscovo, segundo o jornal The Telegraph.

Depois da recolha discreta do objecto com cerca de 200 quilos, a polícia está a manter guarda apertada, sob ordens de autoridades não nomeadas.

Ainda não foi confirmada a origem do objecto, contudo, já foi anunciado que não se trata de um foguetão ou míssil, nem está o objecto associado a nenhuma tecnologia espacial da Terra.

«O objecto encontrado não está relacionado com tecnologia espacial», afirmou a agência espacial russa, Roscosmos. «Uma conclusão final poderá ser apontada após uma análise detalhada dos especialistas», acrescentou.

Os peritos também já procederam a análises para determinar se o objecto representa perigo público.

«Medimos o nível de radiação dentro do objecto e perto do mesmo. Não encontrámos radiação», sublinhou Yuri Bornyakov, que lidera o departamento de Serviço de Resgate do distrito de Kuybyshevsky, na região de Novosibirsk.

«Parte do fragmento é feito de titânio ultra forte», referiu Valery Vasiliev, que encabeça o departamento de Defesa Civil e Emergência de Kuybyshevsky.

Especulações de que se trataria de um míssil ou foguete do Cazaquistão foram negadas.

«Podemos ver o interior, está aberto, não há perigo aqui. Pediram-nos que o trouxéssemos e o armazenássemos (…). E agora vamos esperar até que venham e o levem, se precisarem», afirmou o porta-voz da polícia local, Sergei Sulein.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 22, 2012, 07:18:08 pm
Solar Orbiter vai ter sistemas de protecção térmica portugueses

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.mps.mpg.de%2Fimages%2Fprojekte%2Fsolar-orbiter%2Fsolar-orbiter1.jpg&hash=45d55354375798702ca376104180db7d)


Investigadores da empresa portuguesa Active Space Technologies estão a desenvolver sistemas de protecção térmica para o satélite Solar Orbiter, de observação do Sol, que a Agência Espacial Europeia (ESA) pretende lançar no espaço em 2017.

O projecto que começou a ser desenvolvido em 2012 prevê a entrega até ao final de deste ano de 33 sistemas de protecção térmica para os instrumentos científicos que vão a bordo do satélite.

Tratam-se de dispositivos que nalguns aspectos poderão ter semelhanças com os das máquinas fotográficas quanto aos mecanismos de automação e controlo de entrada de luz, mas que terão de ser capazes de proteger os instrumentos científicos das altas temperaturas da radiação solar.

“Têm de providenciar duas grandes funcionalidades, que são as duas térmicas”, explica Ricardo Patrício à Lusa, aludindo à protecção térmica dos instrumentos, nas variações térmicas a que estão sujeitos e ao assegurar da funcionalidade para que por eles não passe luz.

Segundo o investigador, os sistemas terão também de ser fiáveis para assegurar a protecção quando for necessário utilizar os instrumentos científicos durante a missão espacial.

“É um satélite que está sujeito a temperaturas ainda mais extremas que o BepiColombo, pois está ainda mais próximo do Sol”, observa o responsável técnico da empresa, e um dos dois fundadores.

Para Ricardo Patrício, este trabalho constitui um dos maiores desafios da empresa sediada em Coimbra, quer pelo número de dispositivos encomendados, quer no volume de negócios, da ordem dos 1,2 milhões de euros, e por envolver diversas disciplinas na engenharia, mecânica, electrónica, mecânica estrutural e térmica.

A Active Space Technologies tem estado também envolvida no desenvolvimento de sistemas de protecção térmica para o BepiColombo, uma missão espacial a Mercúrio, que envolve a ESA e a agência espacial japonesa, prevista para 2013.

Para o BepiColombo, a Active Space Technologies desenvolveu ainda um instrumento ótico, um espectrómetro, que vai medir os níveis de sódio na atmosfera daquele planeta.

Para além disso, a empresa criou um aerogel que irá proteger das muito baixas temperaturas os circuitos electrónicos de equipamentos científicos do veículo de exploração a Marte, uma missão que a ESA tenciona lançar em 2016.

Os testes de validação, de qualificação espacial desse gel, foram já concluídos com êxito. Trata-se de uma espuma muito porosa, muito leve, com uma condutibilidade térmica muito baixa.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 28, 2012, 09:20:08 pm
Uma das luas de Saturno tem condições para albergar vida


Encélado, uma das muitas luas de Saturno, tem grandes potencialidades para albergar vida, acreditam os cientistas. A sonda Cassini, da NASA, obteve novos dados que confirmam este potencial, numa missão realizada ontem em que sobrevoou a região polar do sul daquele satélite natural.

Nesta aproximação, a nave espacial analisou os jactos que são projectados a partir daquilo que pode ser um oceano subterrâneo. Irrompem como se fossem géiseres através das fissuras que se encontram na superfície gelada da lua. Os cientistas acreditam que para confirmar definitivamente a presença de pequenos organismos basta apenas analisar o vapor de água que é emitido.

“Mais de 90 jactos de todos os tamanhos estão a expulsar o vapor de água, partículas de gelo e compostos orgânicos”, explica Carolyn Porco, investigadora da missão Cassini. A nave voou ontem a 46 milhas do pólo sul, confirmando que a salinidade das partículas de gelo é a mesma que as dos oceanos da Terra.

As medições térmicas das fendas de Encélado revelaram temperaturas suficientemente quentes. Os investigadores põem a hipótese de ser Saturno a proporcionar este calor. A sua força gravitacional faz com que a forma da lua mude um pouco todos os dias, à medida que o orbita, movimentos esses que geram calor.

A cientista acredita que o satélite natural, com o seu mar líquido debaixo da superfície, produtos orgânicos e uma fonte de energia pode albergar o mesmo tipo de vida que encontramos em ambientes semelhantes no nosso planeta.

“Pode parecer loucura”, diz, “mas os micróbios podem estar a cair sobre a superfície daquele pequeno mundo. É o lugar mais prometedor que se conhece para encontrar vida fora da Terra”, admite.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 29, 2012, 08:42:42 pm
Novo motor permite exploração espacial "low-cost"


O primeiro protótipo de um motor ultra-compacto que permitirá o voo de pequenos satélites acabou de ser criado nos laboratórios da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL). O objectivo é reduzir drasticamente o custo da exploração espacial. Conseguir chegar à Lua utilizando apenas um décimo de litro de combustível poderá ser uma realidade com este motor iónico concebido pela MicroThrust, cientistas da EPFL e os outros parceiros europeus. Inaugura-se, assim, uma nova era de baixo custo para a exploração espacial.

O propulsor completo pesa apenas algumas centenas de gramas e foi projetado especificamente para impulsionar pequenos satélites com peso entre 1 e 100 quilogramas. Permitirá que alterem a sua órbita e mesmo que viajem para destinos distantes da Terra.

O protótipo recém-lançado será aplicado no CleanSpace One, um satélite em desenvolvimento na EPFL, projectado para limpar lixo espacial, e no OLFAR, um grupo de nano-satélites holandeses que irão captar sinais de radiofrequência ultra-baixa no lado oculto da Lua.

Compacto e eficiente

Desenhado para ser montado em pequenos satélites, o motor é extremamente compacto mas altamente eficiente. O protótipo pesa apenas 200 gramas, incluindo o combustível e o controlo electrónico. “Actualmente, os nano-satélites estão presos nas suas órbitas. O nosso objectivo é 'libertá-los'”, explica Herbert Shea, coordenador do projecto European MicroThrust e director do Laboratório de Micro-sistemas para Tecnologias Espaciais, da EPFL.

Actualmente, os satélites pequenos estão 'na moda' pois tanto a sua fabricação como o seu lançamento são relativamente baratos quando comparados com os satélites convencionais. No entanto, careciam de um sistema de propulsão eficiente que lhes daria verdadeira autonomia e permitisse realizar missões de exploração e observação.

Em vez de combustível fóssil, o novo mini-motor funciona com um líquido iónico – o componente químico EMI-BF4. É composto por moléculas carregadas de electricidade, chamadas iões, sendo que é líquido à temperatura ambiente.

Os iões são extraídos do líquido e depois ejectados por meio de um campo electrónico para gerar um impulso. Este é o princípio por detrás do motor: o combustível não é queimado, é expelido.

A velocidade de um micro-satélite com este motor pode atingir os 42 mil quilómetros por hora em seis meses de aceleração. “Calculamos que para atingir a órbita lunar, um nano-satélite de um quilograma com o nosso motor viajará seis meses e consumirá 100 mililitros de combustível”, explica Muriel Richard, cientista do EPFL.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 02, 2012, 09:17:42 pm
Empresa portuguesa no desenvolvimento de satélite espanhol


A empresa portuguesa Active Space Technologies anunciou hoje que está envolvida no desenvolvimento do telescópio que vai equipar o satélite espanhol de observação da terra SEOSAT, a lançar em 2013.

A empresa de Coimbra, fundada em 2004 por dois jovens estagiários na Agência Espacial Europeia (ESA) foi incumbida em Novembro último de desenvolver o projecto mecânico, térmico e estrutural desse instrumento óptico, bem como o seu fabrico, que deverá ficar concluído até ao próximo mês de Maio.

Ricardo Patrício, responsável técnico da empresa, explicou que nesta fase trata-se do protótipo, "que será praticamente igual ao modelo de voo", para se submeter a vários testes, nomeadamente de avaliação no balanceamento e comportamento estrutural dinâmico do satélite.

Trata-se – observou – de "um projecto completo, que abarca muitas competências" técnicas. "Este modelo serve para validação e qualificação do desenho actual, e passando os testes passa-se ao fabrico do modelo de voo", explicou, frisando que a Active Space Technologies conta também ser a responsável pela versão final que integrará o satélite.

O instrumento óptico, designado de UVAS (Ultraviolet Visible and near infrared Atmospheric Sounder), "tem por missão a observação da atmosfera terrestre, para determinação em alta resolução dos constituintes do ozono” e “de aerossóis, em especial sobre áreas urbanas", bem como "a observação, em alta resolução especial, dos mais importantes gases-estufa", explicou.

Segundo Ricardo Patrício, tal recolha de dados "irá permitir uma melhor compreensão dos gases-estufa e, em especial, permite a correlação das observações espaciais com os atuais modelos atmosféricos e de previsão meteorológica".

A empresa

A Active Space Technologies está também envolvida no desenvolvimento dos sistemas de protecção térmica para dois satélites, o Solar Orbiter, de observação do Sol, que a ESA pretende lançar no espaço em 2017, e do BepiColombo, uma missão espacial a Mercúrio, que envolve as agências espaciais europeia e japonesa, prevista para 2013.

Ricardo Patrício integrou em 2002 um programa de formação avançada na ESA, na Holanda, onde conheceu Bruno Carvalho, tendo ambos decidido fundar a empresa em 2004. No primeiro ano facturaram 15 mil euros, tendo encerrado o ano de 2011 com 400 mil euros. As encomendas para o ano em curso ultrapassam os 1,2 milhões de euros, e os contratos para 2013 rondam já os 800 mil euros. Mais de 90 por cento das receitas provém de clientes europeus. Possui já um centro técnico na Alemanha e uma representação comercial na Holanda.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2012, 07:50:05 pm
ESA vai a Marte com agência espacial russa


A Agência Espacial Russa (Roscosmos) e a Agência Espacial Europeia (ESA) vão cooperar no projecto de exploração de Marte ExoMars, do qual a NASA anunciou a sua retirada em Fevereiro passado. O director da Roscosmos, Vladimir Popovkin, e os director da ESA, Jean-Jacques Dordain, reuniram-se em Moscovo, tendo chegado hoje a um acordo preliminar.

O projecto, cujo custo ronda os 990 milhões de euros, estipulava que a NASA e a ESA enviassem a Marte uma sonda para orbitar o planeta, em 2016, e outra para explorar o seu subsolo, dois anos depois. A sonda seria lançada no foguetão Atlas, da agência norte-americana.

A NASA decidiu sair do projecto e não utilizar o seu foguetão devido a falta de verbas. Quando anunciou a desistência, admitiu que se ia focar mais nos seus próprios projectos, como o do telescópio espacial James Webb (JWST), sucessor do histórico Hubble, cujo lançamento se atrasou várias vezes, multiplicando o seu custo.

Depois desta retirada do ExoMars, a ESA viu-se obrigada a arranjar outros sócios para continuar com a missão. Este acordo preliminar com a Rússia estipula que ambos os lançamentos serão feitos com o foguetão russo Proton.

Apesar de já não fornecer o foguetão, a NASA afirma que não está completamente fora do projecto. Espera que alguma da tecnologia já desenvolvida possa ser utilizada numa missão posterior que ocorrerá entre 2018 e 2020.

O projecto ExoMars começou a ser desenvolvido em 2008. Desde então, tem sofrido vários cortes. Os EUA reduziram já o ano passado a quantidade de dinheiro investido. A ESA tinha-se comprometido a gastar mil milhões de euros e esperava que os EUA gastassem uma quantia semelhante.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2012, 10:45:49 pm
Radiotelescópio português vai cartografar Via Láctea


A Câmara da Pampilhosa da Serra vai inaugurar amanhã uma antena que visa cartografar a Via Láctea.

Trata-se de um pequeno radiotelescópio, denominado SRT (Small Radio Telescope), que funcionará em Portugal no âmbito do projecto europeu «Connecting Classrooms to the Milky Way», que contempla também a instalação de equipamentos idênticos em França, Espanha, Polónia e Roménia.

A coordenação deste projecto financiado pelo programa Comenius da Comissão Europeia, cabe à Universidade de Paris VI Pierre et Maria Curie. Em Portugal, a iniciativa é coordenada pelo Núcleo Interativo de Astronomia.

Segundo disse José Brito à Lusa, o objectivo é “tirar partido de equipamentos” que permitirão fazer do concelho “quase um centro de ciências” espaciais.

“Fazer mais do mesmo não adianta e não atrai”, declarou o presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra.

Domingos Barbosa, docente da Universidade de Aveiro, que tem acompanhado a instalação de diversas infra-estruturas tecnológicas na Pampilhosa da Serra, realçou que a antena STR “é um equipamento inovador, na fronteira da educação e da ciência”.

A antena portuguesa STR, tal como as restantes, no conjunto dos seis países da União Europeia que integram o projecto, “pode ser operada remotamente pela comunidade escolar”, através da Internet.

Esta inovação permitirá “a introdução de diversas temáticas de forma inovadora”, como o Sol, a galáxia Via Láctea, a matéria escura, o papel das tecnologias de informação e a electrónica.

No âmbito do projecto, vai ser desenvolvida pelos países envolvidos “a primeira rede europeia de radiotelescópios para educação”.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 12, 2012, 06:54:17 pm
Crateras de Marte podem ser local para albergar vida


A sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA) registou várias cadeias de crateras de abaixamento na base de um dos maiores vulcões do Sistema Solar. Dependendo da maneira como se terão formado, poderão ser um lugar propício para procurar vida microbiana no planeta vermelho.
 
As imagens, recolhidas a 22 de Junho de 2011, mostram as formações de Tractus Catena – que partem da ladeira sudeste do Monte Alba, e são formadas por largas cadeias de depressões circulares que se estendem ao longo de fracturas na superfície marciana –, no quadrilátero de Arcadia. Esta zona faz parte da extensa região de Tharsis, onde também existe um grupo de enormes vulcões, em que se destacam os três conhecidos como Montes de Tharsis. A norte está o Monte Alba ou o Alba Patera, um dos maiores vulcões do Sistema Solar, em termos de superfície e volume.
 
As cadeias de crateras de abaixamento poderão ter uma origem vulcânica, mas também podem ser causadas pelas forças que se manifestam na crosta marciana, o que se traduz numa série de depressões paralelas conhecidas como grabens, ou fossas tectónicas. A lava emitida por um vulcão começa a solidificar na superfície, criando um tubo no qual continua a fluir a lava fundida. Quando cessa a actividade vulcânica, o tubo fica vazio, formando-se uma cavidade subterrânea. Ao longo do tempo, partes do tecto por cima da cavidade podem colapsar, deixando depressões circulares na superfície.
 
Na Terra, podem ser encontradas estruturas semelhantes, por exemplo nos flancos do vulcão Kilauea, no Hawai. Na Lua, a região de Hadley Rille, visitada pela nave Apollo 15, em 1971, poderá ter sido formada através do mesmo processo, há milhares de milhões de anos.
 
Mas o cenário mais arrojado é o que aponta para a acção da água subterrânea. Na Terra, há exemplos claros de estruturas semelhantes nas regiões de Karst – a palavra alemã para a região entre a Eslovénia e a Itália, onde este fenómeno foi estudado pela primeira vez.
 
Um dos exemplos mais famosos na Terra é a rede de ‘cenotes’, na península do Yucatan, no México. Estes poços profundos formam-se quando as rochas de calcário à superfície colapsam, expondo a água por baixo.
 
Origem de interesse

 
Esta origem acaba por ser a mais interessante no contexto da pesquisa por vida microbiana em Marte. Se as crateras de abaixamento são o resultado do colapso de cavidades subterrâneas, há a possibilidade de alguns microrganismos terem sobrevivido, protegidos da agressividade do ambiente à superfície.
 
A exploração robótica da superfície de Marte indica que a radiação no planeta é cerca de 250 vezes mais intensa do que na Terra, duplicando os níveis a que estão expostos os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional. Se esta cadeia de crateras está associada a um sistema de covas, no futuro poderão servir de refúgio aos astronautas que venham a explorar o Planeta Vermelho.
 
Independentemente do modo como se formaram, estas cadeias de crateras de abaixamento ilustram uma vez mais as múltiplas semelhanças entre os processos geológicos de Marte e da Terra, e apresentam interessantes objectivos para futuras missões de exploração.


Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 16, 2012, 07:17:17 pm
Nasa procura novas ideias para missões a Marte


A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou que está à procura de novas ideias para missões não tripuladas para explorar Marte, depois dos orçamentais inviabilizarem uma aliança prevista com este objectivo com a Agência Espacial Europeia (ESA).«A Nasa está a reformular o Programa de Exploração de Marte para responder aos objectivos científicos de alta prioridade e ao desafio do presidente de enviar seres humanos a Marte na década de 2030», informou a agência.

Um grupo começou a avaliar as possíveis opções para futuras missões, o que poderia implicar o envio para o planeta vermelho de uma nave orbital ou de um veículo robótico que pousará em 2018, dois anos depois do previsto no âmbito da agora inexistente associação com a Europa.

A Nasa lançou um apelo aberto aos cientistas de todo o mundo para «apresentar ideias e resumos online como parte do esforço da Nasa para encontrar as melhores e mais brilhantes ideias de investigadores e engenheiros em ciência planetária».

O Instituto Lunar e Planetário apresentará os projectos eleitos em Junho num workshop em Houston, Texas (centro-sul), informou a Nasa.

«O workshop será um fórum aberto para a apresentação, discussão e exame de conceitos, opções, capacidades e inovações para avançar na exploração de Marte», informou a Nasa em comunicado.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2012, 08:11:53 pm
Primeiro voo privado para a Estação Espacial previsto  para dia 30 de Abril


A empresa norte-americana SpaceX tem uma “boa hipótese” de efectuar o primeiro voo privado para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em Inglês), como previsto, no final do mês corrente, anunciou hoje um dirigente da NASA, noticia a AFP.
 
“Tudo parece estar preparado para um lançamento em 30 de Abril, mas é preciso ser prudente, porque ainda há trabalho a fazer”, afirmou o responsável pelos programas espaciais da agência espacial dos Estados Unidos, William Gerstenmaier, durante uma conferência de imprensa.
 
As declarações de Gerstenmaier ocorreram depois de uma reunião, de mais de quatro horas, no centro espacial da NASA em Houston, no Estado do Texas, entre os responsáveis da missão da agência espacial e da SpaceX.
 
Adiantou ainda que uma outra reunião estava prevista para 23 de Abril, para fazer novo ponto da situação quanto aos preparativos deste primeiro voo de demonstração da cápsula Dragon, da SpaceX, disparada pelo lançador Falcon 9.
 
Esta cápsula, em piloto automático, será, se tudo se passar como previsto, o primeiro engenho privado a ligar-se à ISS. O lançamento está previsto para o Cabo Canaveral, no estado da Florida, perto do Centro Espacial Kennedy.
 
Com o fim, em Julho de 2011, do programa das naves espaciais norte-americanas, que tinha permitido a construção da ISS, a NASA explicou que entendia ser tempo de confiar a missão dos voos de reabastecimento e de transporte dos astronautas para a estação ao sector privado.
 
Para o frete da ligação à ISS, a NASA seleccionou, para além da SpaceX, a Orbital Sciences Corporation, para um contrato avaliado em 3,5 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros). As empresas julgadas mais capazes de transportar os astronautas – para além da SpaceX, a Boeing, a Sierra Nevada e a Blue Origin – já receberam 270 milhões de dólares.
 
Depois do último voo de uma nave espacial norte-americana, em Julho de 2011, a NASA depende nas naves russas Soyouz para transportar os seus astronautas até à ISS, pelo menos até 2015.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: nelson38899 em Abril 21, 2012, 05:53:37 pm
Citar
NASA's Space Telescope's Sunshield Deployment Structure to Use TenCate's Advanced Composites
SpecialChem - Mar 8, 2012

High performance composites from TenCate Advanced Composites in Fairfield (California), USA, are utilized in the manufacture of the mid-boom sunshield deployment structure of NASA's James Webb Space Telescope, world's premier astrophysics observatory. The launch of this telescope is planned for 2018.

TenCate Advanced Composites provided pre-impregnated composite materials under contract to Northrop Grumman Aerospace Systems and its business unit Astro Aerospace, which recently completed fabrication of the sunshield deployable mid booms composite tubes for NASA's James Webb Space Telescope. These high performance materials become an even stiffer structure as they are loaded.

Michael Cichon, Director of Product Marketing of TenCate Advanced Composites USA explains: "TenCate is the leading supplier of composite prepregs to the North American satellite industry. The high performance composites utilized on these sunshield tubes or masts that deploy the tennis court-sized sunshield are more than twice as stiff as advanced composites used on commercial aircraft. Equally important, these composite materials must perform reliability in space under harsh thermal cycling conditions."

Premier astrophysics observatory

The James Webb Space Telescope is a large infrared observatory that will look back in time to 13.5 billion years ago when stars, galaxies and planets were formed in the early universe. Slated for launch in 2018, this NASA telescope is the world's premier astrophysics observatory and is expected to make unprecedented discoveries about the cosmos. The sunshield's role is to provide a thermally stable environment for the telescope's primary mirror and instruments. The sunshield mid-boom tubes utilize proprietary RS-3C cyanate ester-based composite materials of TenCate and TenCate Cetex® thermoplastic composites.
http://www.omnexus.com/news/news.aspx?id=29949&lr=dom12772la1&li=61060968
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 24, 2012, 10:17:43 pm
Consórcio quer explorar minérios nos asteróides na órbita da Terra


Metais preciosos e minerais raros poderão começar a ser extraídos dos asteróides na órbita da Terra dentro de poucos anos, segundo as ambições de uma empresa que conta com investidores como o realizador James Cameron e Larry Page e Eric Schmidt, do Google.

Inicialmente, a empresa Planetary Resources, com sede em Bellevue, Washington, vai concentrar-se em desenvolver e vender equipamento espacial robótico, a baixos custos, disseram os fundadores da empresa, Peter Diamandis e Eric Anderson.

Mas, dentro de cinco a dez anos, a Planetary Resources pretende avançar para serviços de prospecção nas centenas de asteróides que passam relativamente perto da Terra e extrair as suas matérias-primas. “Se acreditarmos que é importante que as gerações futuras tenham prosperidade, precisamos de obter recursos de algum lado”, disse Eric Anderson hoje à estação de televisão norte-americana ABC. “Os asteróides próximos da Terra são muito, mas muito mais apelativos do que qualquer outro local.”

Esta tarde a empresa dará uma conferência de imprensa para divulgar os seus planos. Mas Anderson deu algumas pistas e disse que a Planetary Resources quer procurar duas coisas no espaço: água e metais preciosos como a platina e o paládio, úteis tanto na Terra – para o fabrico de componentes electrónicos ou ourivesaria – como em futuras viagens no espaço, uma vez que a água pode ser explorada para obter hidrogénio (para combustível) e oxigénio.

Anderson explicou que a ideia é começar a uma pequena escala, com um telescópio na órbita da Terra – que poderá ser lançado dentro de 18 a 24 meses – para procurar asteróides que passam perto do planeta e que tenham a mistura certa de minerais.

“Se olharmos, do ponto de vista histórico, para aquilo que levou a Humanidade a fazer os seus maiores investimentos na exploração e transporte concluímos que foi a procura de recursos, sejam eles as especiarias no caso dos europeus ou a corrida ao ouro, petróleo, madeira ou terras na América”, disse Diamandis à agência Reuters. “Tudo aquilo a que damos valor na Terra – metais, minerais, energia, água – existe em quantidades quase infinitas no espaço”, acrescentou. “Existe a oportunidade de criar uma empresa cuja missão é ser capaz de ir, identificar e aceder a alguns desses recursos e perceber como disponibilizá-los onde são necessários.”

Questionado pelo jornal New York Times, Anderson recusou avançar quanto dinheiro conseguiu a empresa reunir, limitando-se a dizer: “é muito”. “Temos uma visão a longo prazo”, disse Anderson à agência Reuters. “Não estamos à espera de que esta empresa seja um sucesso financeiro da noite para o dia. Vai levar tempo.”

Diamandis e Anderson já estão no sector do turismo espacial, com uma empresa chamada Space Adventures e que já tem oito viagens previstas para a Estação Espacial Internacional.

A Planetary Resources – onde trabalham actualmente perto de 20 pessoas, incluindo o antigo gestor de missões a Marte, da NASA, Chris Lewicki – foi criada há três anos mas só agora está a divulgar o seu trabalho.

Público
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 24, 2012, 10:42:48 pm
Já esperava esta noticia à tanto tempo.  :mrgreen:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 25, 2012, 11:24:58 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 26, 2012, 06:50:09 pm
Sonda Dawn revela a composição do asteróide Vesta


A sonda espacial Dawn, da NASA, revelou novos pormenores sobre a composição do asteróide gigante Vesta. Descobriu ferro (Fe) e magnésio (Mg) em abundância, a temperaturas entre os -10 e os -100 graus centígrados. A sonda conseguiu também encontrar novas pistas sobras as alterações de temperatura do corpo, assim como a sua estrutura interna.
 
Os dados foram apresentados na reunião da União Europeia de Geociências, em Viena de Áustria, um encontro em que se pretende ajudar os cientistas a entender melhor os primórdios do Sistema Solar e os processos que dominaram a sua formação.
 
As imagens foram registadas a  680 quilómetros acima da superfície do asteróide e mostram uma grande variedade de minerais à superfície da rocha, muitos deles compostos de ferro e magnésio. Esta composição encontra-se com frequência nas rochas vulcânicas da Terra. As imagens também revelam brechas de rochas fundidas, que terão sido produzidas durante os impactos contra detritos espaciais.
 
Harald Hiesinger, um dos autores do estudo, assinalou que com esta descoberta poderá estudar-se a pormenor a variedade de rochas que compõem a superfície do asteróide. Além disso, na cratera Tarpeya, perto do pólo sul de Vesta, as imagens revelam faixas de minerais que se estendem pelas encostas íngremes da cratera.
 
As camadas mais próximas da superfície do asteróide evidenciam uma contaminação de rochas espaciais que 'bombardearam' o asteróide, enquanto as camadas mais abaixo preservam a maior parte das suas características originais.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2012, 06:53:28 pm
ESA vai procurar vida nas luas de Júpiter


A Agência Espacial Europeia (ESA) vai explorar as luas geladas de Júpiter em 2030. Entre vários objectivos, a missão JUICE (Jupiter Icy Moon Explorer) vai procurar sinais de vida. O satélite será lançado no foguetão Ariane 5, em 2022, do centro espacial europeu de Kurú (na Guiana Francesa). O estudo será realizado nos satélites Io, Europa, Ganimedes e Calisto, indica a ESA em comunicado.
 
Os cientistas, que suspeitam que estas luas podem albergar oceanos internos, querem que a missão se concentre na procura de restos de vida e que estude quais as condições que rodeiam a formação de planetas, a emergência da vida e o funcionamento do sistema solar.
 
JUICE vai também analisar a atmosfera e a magnetosfera de Júpiter e a interacção com os seus satélites naturais. A sonda vai visitar Calisto, o objecto do sistema solar com maior número de crateras, e efectuará dois voos sobre Europa, para medir a espessura da sua crosta gelada e inspecionar os lugares mais aptos para uma futura exploração in situ.
 
A seguir, em 2032, missão vai orbitar Ganimedes para estudar a sua superfície gelada e estrutura interna, assim como o oceano do seu subsolo. Ganimedes é a única lua do sistema solar que gera o seu próprio campo magnético e JUICE quer observar pormenorizadamente as suas características.
 
Esta missão vai também esclarecer como se formam os gigantes gasosos e os mundos que o gravitam. É uma etapa necessário, explica a ESA, para a futura exploração do sistema solar externo. A missão é a primeira de grande envergadura seleccionada para o programa Visão Cósmica 2015-2025.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 12, 2012, 12:10:39 am
O meteorito de Chaves, o asteróide Vesta e a sonda Dawn


O geólogo José Fernando Monteiro interessou-se pelo meteorito de Chaves e, em 1988, classificou-o. Disse que o meteorito, que tinha caído em 1925 na aldeia de Vilarelho da Raia, a oito quilómetros de Chaves, era um pedacinho do asteróide Vesta, o segundo maior do sistema solar. Esta sexta-feira, a revista Science publica um conjunto de artigos com os primeiros resultados da sonda espacial Dawn, a esquadrinhar Vesta desde Julho do ano passado, que vão ao encontro da classificação do geólogo português.

Fernando Monteiro morreu em 2005, aos 43 anos. O estudioso de meteoritos e de crateras de impacto tinha classificado o meteorito de Chaves ainda na sua tese de mestrado, no final da década de 1980. É um howardito, um tipo raro de meteoritos, disse então Fernando Monteiro, que foi, aliás, o primeiro português a classificar um meteorito.

A hipótese de Vesta como a fonte destes meteoritos ganhou força quando, em 1996, o telescópio Hubble descobriu uma enorme cratera no pólo sul do asteróide. Alguma coisa colidiu com o asteróide e arrancou-lhe um valente bocado que deixou uma enorme cicatriz e atirou inúmeros fragmentos para o espaço.

Conhecida como Reia Sílvia, essa cratera do Vesta foi passada a pente fino pela sonda Dawn – lançada no espaço em 2007 da agência norte-americana NASA –, tal como todo o restante asteróide.

Vários artigos, entre os seis publicados na Science por equipas internacionais, identificam agora este asteróide como sendo realmente a fonte dos meteoritos do tipo howardito, e também do tipo eucrito e diogenito, que por vezes atingem a Terra. O olhar próximo do asteróide, como nunca antes sucedeu, revelou que os minerais na superfície do asteróide são os mesmos que estão presentes naqueles tipos de meteoritos.

Mais: com 19 quilómetros de profundidade e 500 quilómetros de diâmetro (um pouco menos do que o próprio asteróide, que tem 530), a Reia Sílvia é suficientemente grande para dela terem resultado os meteoritos do tipo howardito, eucrito e diogenito.

Assim sendo, fica reforçada a tese de que o meteorito de Chaves veio de Vesta até Portugal. Deste meteorito, recuperaram-se quase três quilos: o maior fragmento, com 2,4 quilos, está no Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto, enquanto outros dois (de 200 e 120 gramas) encontram-se no Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências do Porto. O Museu de História Natural de Paris tem ainda 61 gramas.

Asteróide é um planeta bebé

Mas Vesta, que foi descoberto em 1807, está cravejado de crateras resultantes do impacto de meteoritos. Reia Sílvia é a mais recente, formada há aproximadamente 1000 milhões de anos, quase por cima de outra, a Veneneia, de 400 quilómetros de diâmetro. Ora o estudo dos materiais ejectados nestas e noutras colisões, que os arrancaram de camadas menos superficiais, permitiu concluir que Vesta já não é um mero asteróide, mas um planeta bebé.

No início da sua formação e do sistema solar, há 4500 milhões de anos, Vesta estava a caminho de se tornar um planeta, à medida que ia atraindo e acumulando mais matéria. Estava a formar camadas internas distintas, como a Terra, com uma crosta, um manto e um núcleo de ferro (com 110 quilómetros de diâmetro). É aliás o único asteróide que se sabe ter sobrevivido desde os tempos conturbados do início do sistema solar, em que tudo chocava com tudo, facto que os cientistas atribuem à existência do núcleo de ferro.

A sua geologia revela assim características da Lua, dos planetas terrestres e dos asteróides. “Vesta é um corpo de transição entre os asteróides e os planetas. É semelhante a muitos pequenos planetóides que foram os blocos de construção dos planetas e, ao mesmo tempo, tem muitas características de um pequeno planeta, tendo derretido e formado uma crosta e núcleo”, disse David O’Brien, um dos cientistas da missão, citado num comunicado.

Ao ir ao encontro destes calhaus que sobraram da formação de planetas rochosos, como a Terra, Marte e Mercúrio, ideia da NASA é que a Dawn permita compreender melhor a formação do sistema solar. A sonda vai manter-se perto do Vesta até Agosto, altura em que seguirá viagem até Ceres, o maior asteróide do sistema solar, onde chegará em 2015.

“Vesta é uma janela para o passado inicial da história do sistema solar. A compreensão da história dos impactos no sistema solar é importante para compreender a evolução da Lua e dos planetas, incluindo como a vida evoluiu na Terra. Com o estudo dos impactos em Vesta através das suas crateras, podemos saber mais sobre os impactos na Terra primitiva”, referiu ainda David O’Brien. “Os dados da Dawn permitiram que Vesta deixasse de ser um objecto desfocado com alguns pixéis nas imagens do telescópio espacial Hubble, para se tornar um objecto geológico, que podemos estudar do ponto de vista geológico”, acrescentou, por sua vez, Aileen Yingst, também da missão.

Se cá estivesse, Fernando Monteiro, um dos poucos cientistas portugueses que estudava meteoritos e as suas crateras, só podia ficar contente com os primeiros resultados da visita da Dawn ao Vesta.

Público
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 16, 2012, 09:48:04 pm
Astronautas da Nasa vão viajar pelo sistema solar em 2021


O futuro Sistema de Lançamento Espacial (Space Launch System - SLS) em que a NASA está a trabalhar, será o veículo de lançamento mais potente até hoje construído. Servirá para para enviar astronautas para o espaço profundo: Lua, Marte e mesmo asteróides deverão ser os destinos. Está a ser projectado para transportar o Orion, nave que tem capacidade de transportar entre quatro e seis astronautas.
 
Todd May, director do programa, já informou que está previsto um voo de teste não tripulado da Orion em 2014, a que se seguirá um teste do próprio sistema SLS, em 2017, e uma missão conjunta do lançador e da cápsula, já com astronautas que durará entre 10 e 14 dias, tempo de ir até à Lua e voltar. Isto só acontecerá em 2021.
 
“Nesse momento teremos a capacidades de ir a qualquer lugar do sistema solar, sendo que o objectivo será levar o ser humano a Marte”, diz o investigador que lidera a equipa de engenheiros do centro Marshall de Voos Espaciais da NASA, em Huntsville.
 
Os investigadores estão também a preparar um lugar para que o SLS possa ser montado e afinado para o lançamento. Uma versão da cápsula Orion está já em fase de testes no Centro Kennedy e a SLS estará pronta para os testes daqui a uns meses.
 
A montagem final será feita naquele centro, antes do sistema ser acoplado ao foguete Delta IV, para uma missão não tripulada que vai pôr à prova os sistemas da nave e o seu escudo de calor. Muitos elementos do foguete já estão a ser testados, entre eles os motores e os propulsores de combustível.
 
A NASA está a centrar as suas atenções na versão do SLS desenhada para conseguir levar 70 toneladas para o espaço, o suficiente para enviar a nave Orion à Lua.
 
Em versões posteriores espera-se que possa pôr em marcha 130 toneladas, que seria suficiente para levar módulos de aterragem ou outras naves espaciais adequadas a qualquer destino do Sistema Solar.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Maio 19, 2012, 06:21:02 pm
Citar
The scheduled May 19th launch of the SpaceX Falcon 9 rocket and Dragon spacecraft on the first commercial venture to the International Space Station was aborted with t-minus zero-point-five seconds left in the countdown. Early data shows that high chamber pressure in Engine #5 caused a cutoff of all nine engines at T- 0.5 seconds.
:shock:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 22, 2012, 07:03:07 pm
Cápsula Dragon na orbita terrestre 10 minutos depois do lançamento


A cápsula não tripulada Dragon atingiu hoje a orbita terrestre, dez minutos depois de ter sido lançada na Florida, pelo foguetão Falcon 9, para o primeiro voo privado para a Estação Espacial Internacional, foi hoje anunciado.

Posteriormente, a Dragon deixou as duas antenas solares, antes de iniciar a viagem para um encontro histórico, na sexta-feira de manhã, na Estação Espacial Internacional (EEI).

Esta missão, que inclui o transporte de alimentos, abastecimentos e experiências para a EEI, que orbita a 385 quilómetros da Terra, é um passo crucial para a privatização da exploração espacial, segundo a NASA.

A NASA encerrou no fim do ano passado, após três décadas, o seu programa de vaivéns espaciais, que sustentou a construção, abastecimento e troca de tripulações na EEI, um projeto superior a 1.000 milhões de dólares (cerca de 1.300 milhões de euros), no qual participaram 16 nações.

A empresa SpaceX, com sede em Hawthorne (Califórnia), recebeu um contrato de 1.600 milhões de dólares do programa de Serviços de Transportes de Órbita Comerciais (COTS, em inglês) da NASA, para o fabrico da cápsula Dragon e 12 missões de aprovisionamento da EEI, uma vez que se completaram os voos de ensaio.

A NASA também concedeu contratos à empresa à "Orbital Sciences Corp", em Dulles (Virgínia), para o fabrico de uma nave capaz de transportar materiais para a EEI, como parte de um plano para contratar os serviços do sector privado para este tipo de missões.

Tanto a NASA como a SpaceX esperam que a cápsula não tripulada possa servir para o envio de alimentos, água e outros materiais para a EEI. A SpaceX espera, além disso, que no futuro possa também transportar astronautas a bordo do Dragon.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 05, 2012, 05:10:13 pm
Empresa holandesa promete colónia em Marte até 2023


Uma empresa holandesa promete construir uma colónia em Marte até ao ano de 2023. Segundo o fundador da Mars One, Paul Verhoeven, quatro astronautas terão o objectivo de construir a primeira colónia fora do planeta Terra. As informações são do site Mashable.

O plano de açcão da empresa é ousado e detalhado: em quatro anos, a Mars One pretende lançar um satélite de comunicações para Marte; dois anos depois (2018), será possível determinar o local mais apropriado para a construção da colónia; em 2020, todo o material necessário (como placas solares e geradores de oxigénio) será enviado para o planeta vermelho.
 
No dia 14 de Setembro de 2022, segundo Verhoeven, será o dia do lançamento do foguete com os quatro astronautas fundadores da primeira colónia em Marte.
 
Um casal de astronautas seria enviado para o planeta vizinho a cada dois anos, com o objectivo de constituir uma família no local.
 
Para os idealizadores da Mars One, o dinheiro necessário para viabilizar um projecto dessa envergadura será conseguido através da venda dos direitos de transmissão das missões e de patrocínio de grandes empresas.

Lusa
Título: NuStar
Enviado por: HSMW em Junho 15, 2012, 10:28:13 pm
Uma nova janela para o espaço vai abrir.  :o
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 20, 2012, 08:16:02 pm
Astronomia portuguesa essencial na missão Euclid da ESA


A astronomia feita em Portugal vai estar em destaque na missão espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA). Coordenada pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL), esta participação integra o consórcio liderado por Yannick Mellier (Institut d'Astrophysique de Paris), que tem a seu cargo a coordenação científica da missão.
 
Em conversa com o Ciência Hoje, o investigador do CAUP António da Silva explicou os objectivos da missão e porque esta é a mais importante participação portuguesa na ESA.
 
A missão Euclid tem vários objectivos: “quer testar hipóteses acerca da origem do universo e perceber a natureza da energia e a da matéria escura, desvendando, também, como esta evoluiu ao longo do tempo”.
 
Isto vai permitir “perceber qual será o futuro do universo, verificar, com exactidão, como o universo pode evoluir”. O Euclid terá a igualmente a função de mapear a tipologia do universo, “fazer o seu mapa tridimensional”.
 
Outro objectivo importante, relacionado com todos os outros, é o teste à teoria da gravidade e da relatividade geral, pois vai tentar “perceber se a energia escura não será uma modificação da própria teoria da relatividade geral. Isto não quer dizer que a ponha em causa, mas poderá acrescentar-lhe alguma coisa”.
 
António da Silva considera que a participação portuguesa tem um papel “absolutamente essencial” na investigação. “O projecto divide-se no lançamento do foguete e no trabalho do consórcio internacional que vai dar o instrumento que permitirá as observações”, esclarece.
 
“Os nossos dois institutos têm uma função específica: temos a responsabilidade de construir um conjunto de simulações que definirão para onde vai apontar o instrumento durante os seis anos da missão, ou seja, o que vai observar. Temos de encontrar uma forma óptima de fazer a pesquisa. Por isso, o trabalho do CAUP e do CAAUL está no centro da investigação”.
 
“É a primeira vez que Portugal tem uma função tão relevante num consórcio científico de uma missão da ESA”. Este projecto vai permitir que se possam explorar mais aspectos do que os que estão acordados.“Qualquer investigador de outros centros nacionais pode contribuir, não precisa de ser destes centros de investigação”, refere.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 25, 2012, 03:55:05 pm
«Podemos encontrar um planeta como a Terra antes de 2022» dizem astrofísicos


Os astrofísicos não descartam a possibilidade de encontrar um pequeno planeta semelhante à Terra em menos de 10 anos, declarou esta segunda-feira Ignaci Ribas, um dos organizadores do «Cool Stars 17», a reunião internacional sobre estrelas frias que ocorre em Barcelona. Ribas explicou que os especialistas já identificaram mais de 800 planetas em redor das estrelas frias e que falta muito pouco para encontrarem um que seja muito parecido ao nosso.

Segundo o especialista, apesar de saberem onde esse planeta se encontra, a actual tecnologia ainda não é eficaz para este tipo de experiência. No entanto, se este planeta fosse habitado por seres inteligentes, Ribas destacou que seria possível conversar com eles através de sinais de rádio, embora essa troca de mensagens poderia demorar mais de 100 anos.

Ribas destacou que os planetas concentram-se em redor das estrelas frias, que representam 80% das que se vêem e há no universo, entre elas o Sol. Esses astros são chamados de «frios» porque a sua temperatura está abaixo dos 6 mil graus.

Na nossa galáxia há cerca de 200 mil estrelas frias, e as estrelas quentes, que representam 20%, possuem uma temperatura que oscila entre 20 mil e 50 mil graus.

Durante o encontro realizado em Barcelona, os especialistas constataram que as estrelas frias podem ser 10% maior do que se pensava, um dado que possui muita importância na hora de encontrar modelos de estudo.

Os especialistas envolvidos no «Cool Stars 17» também destacaram a chamada «música das estrelas», ou seja, as vibrações que esses corpos celestes possuem e que, de acordo com os astrofísicos, aparecem como uma série de frequências, algo similar as notas musicais.

Segundo Ribas, que é astrofísico do Instituto de Ciências do Espaço do CSIC-IEEC, o tom emitido pelas estrelas frias permite a identificação do seu tamanho, a sua composição e até a sua evolução.

Neste encontro em Barcelona também foram apresentados alguns resultados da missão Kepler (da Nasa), que possui o objectivo de detectar planetas extra-solares através destas frequências com uma técnica similar à sismografia, mas adaptada ao espaço.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 28, 2012, 07:45:37 pm
Marte teve rios de água a correr no subsolo


Ao estudar rochas que vieram à superfície, em crateras de impacto, a Mars Express, nave da estação Espacial Europeia (ESA), encontrou evidências de que durante longos períodos de tempo, nos primeiros mil milhões de anos do Planeta Vermelho, existiu água em profundidade. As crateras de impacto são janelas naturais para a história das superfícies planetárias – quanto mais profunda, mais se consegue recuar no tempo. As rochas que ressaltam depois de um impacto dão-nos a hipótese de estudar o material que esteve escondido debaixo da superfície.
 
Num novo estudo, as naves da ESA e da NASA (Mars Express e Mars Reconnaissance Orbiter, respectivamente) amplificaram crateras, numa região das terras altas do sul de Marte, chamada Tyrrhena Terra, para tentar perceber a história da água na região.
 
Focando-se na composição química das rochas encrustadas nas paredes das crateras, na orla e elevações centrais, bem como nos materiais que as rodeiam, os cientistas identificaram 175 locais com minerais formados na presença de água.
 
“O vasto leque de crateras estudadas, de várias dimensões, de menos de um quilómetro de diâmetro até 84 quilómetros, indica que estes silicatos hidratados foram escavados das profundezas, a uma profundidade que vai de algumas dezenas de metros até aos milhares”, diz Damien Loizeau, o principal autor do estudo.
 
“A composição das rochas é tal que nos leva a concluir que a água subterrânea deve ter estado presente por um longo período, de forma a ter podido alterar a sua composição química.” Enquanto o material escavado pelos impactos parece ter estado em contacto próximo com a água, há pouca evidência de que as rochas à superfície, no espaço entre as crateras em Tyrrhena Terra, tenham sido alteradas.
 
“A circulação da água ocorreu a vários quilómetros de profundidade, há 3,7 mil milhões de anos, antes que a maior parte das crateras na região se tivesse formado,” acrescenta o co-autor da investigação Nicolas Mangold. Tudo isto “gerou uma grande diversidade de alterações químicas nas rochas que reflectem baixas temperaturas perto da superfície e altas temperaturas em profundidade, mas sem uma relação directa às condições à superfície naquele período”, conclui.
 
Comparando estes dados com a geologia de Mawrth Vallis, uma das mais vastas regiões marcianas ricas em argila, vemos que esta última apresenta uma distribuição dos minerais hidratados muito mais uniformes, o que indica uma relação mais próxima com os processos à superfície.
 
“O papel da água líquida em Marte é de grande importância para a sua habitabilidade e este estudo, feito pela Mars Express, descreve uma vasta zona em que a água em profundidade esteve presente, por um longo período de tempo”, diz Olivier Witasse, cientista de projecto da ESA.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 01, 2012, 01:25:37 pm
China vai construir uma nave espacial maior para missões mais prolongadas


A China vai construir uma nave espacial maior para missões mais prolongadas no tempo depois do sucesso da Shenzhou9 que abre agora a possibilidade de construção de uma estação espacial tripulada ou mesmo colocar um homem na lua, revelaram especialistas internacionais.A viagem de 13 dias da Shenzhou9, que regressou à terra na sexta-feira, foi a mais prolongada missão espacial chinesa e integrou, pela primeira vez, uma mulher entre os três astronautas. Durante o voo, a equipa de astronautas conseguiu também pela primeira  vez uma acoplagem manual ao modelo Tiangong1, uma manobra de alto risco  e feita em velocidade.

Na próxima missão, que deverá acontecer no final deste ano ou em 2013, a Shenzhou10 vai novamente efetuar a manobra de acoplagem à Tiangong1, explicou Morris Jones, um perito australiano que acompanha o programa espacial chinês.

O modulo Tiangong1 foi colocado em órbita em setembro do ano passado e Morris Jones explica que após a próxima missão nenhum astronauta irá novamente ao modulo porque, a China deverá lançar no espaço em poucos anos uma versão  sofisticada da versão atual que será denominada de Tiangong2.

Para Isabelle Sourbes-Verger, uma especialista no programa espacial  chinês a trabalhar no Centro Nacional Francês de Investigação Cientifica, quando a China lançar o modelo dois da Taingong então o seu programa espacial vai crescer significativamente.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 02, 2012, 07:43:51 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 04, 2012, 07:18:47 pm
Nasa apresenta cápsula que levará astronautas ao espaço profundo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgbox.com%2Faaw6erl4.png&hash=18dfc0048302269b729a13b580e674a6)


A cápsula espacial Órion, que está a ser apresentada como a mais avançada concebida pelos americanos, já se encontra no Centro Espacial Kennedy, na Florida (EUA).

Pelo calendário da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), o lançamento - sem tripulação a bordo - que marcará uma nova era de missões será em 2017. Mas antes disso a nave terá que passar por testes de voo, que começam daqui a dois anos.
 
Os planos, segundo a Nasa, é usar a Órion para o transporte de astronautas ao espaço profundo. A Apollo 17 foi a última a ser enviada para além da órbita terrestre ao pousar na superfície lunar em 1972.
 
Entre as possíveis missões futuras da Órion, a Nasa lista esperançosa asteróides e, quem sabe, Marte.
 
O astronauta Rex Walheim, que participou no desenvolvimento da Órion, afirmou que a cápsula pode tornar-se a mais importante nos próximos 30 anos de exploração humana no Sistema Solar.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 11, 2012, 06:57:14 pm
Viver no espaço poderia retardar envelhecimento


Viver no espaço poderia desacelerar o processo de envelhecimento muscular, aponta um estudo desenvolvido pela Agência Europeia Espacial (ESA), que, por sua vez, levou uma variedade de vermes para a Estação Espacial Internacional para desenvolver a sua experiência.A equipa de cientistas que conduziu essa pesquisa descobriu que sete genes destes nematóides permaneciam inactivos no espaço, o que aparentemente teria permitido uma melhor adaptação a esse entorno.

Segundo a ESA, que iniciou esse trabalho em 2004, os vermes que não tinham esses genes desactivados em laboratórios conseguiam «viver mais e tinham melhor saúde no espaço».

O resultado, que se mostrou surpreendente ao contrastar com o estado de fraqueza dos humanos após as suas viagens espaciais, fez os investigadores questionarem como poderiam reagir os músculos dos astronautas. Desta forma, recolheram uma mostra de André Kuipers, que estava em missão espacial até ao dia 1 de Julho.

Neste momento, os cientistas esperam que o astronauta recupere da viagem para comparar o estado dos seus músculos com o da amostra extraída do seu corpo antes da sua partida.

A espécie de verme estudada, Caenorhabditis elegans, partilha aproximadamente 55% dos genes com os seres humanos.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 19, 2012, 09:10:52 pm
Missão Neemo simula a visita a um asteróide


O astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Tim Peake passou recentemente 12 dias debaixo de água com três outros aquanautas para tentar descobrir como é que os astronautas poderão explorar os asteróides. A missão Neemo simulou a visita a um asteróide a 15 milhões de quilómetros da Terra, quase 39 vezes mais longe do que a Lua.
 
A esta distância, uma mensagem da Terra leva cerca de 50 segundos a chegar à tripulação. Mesmo que um astronauta responda imediatamente a uma mensagem do posto de controlo terrestre, os operadores na Terra ainda terão que esperar pelo menos um minuto e 40 segundos para ouvir a resposta. Quaisquer assuntos urgentes ou interrupções são impossíveis.
 
Neemo foi a primeira operação complexa na qual astronautas e equipa de controlo consideraram os atrasos temporais nas comunicações e por isso tiveram de aprender como é que estes intervalos temporais afectam as comunicações.
 
Hervé Stévenin, da ESA, tem anos de experiência a comunicar para a tripulação da Estação Espacial Internacional e foi convidado para a missão: “Na Estação, quando falamos com os astronautas a resposta é instantânea. Na Neemo, tivemos que repensar completamente as comunicações – estávamos a ouvir o passado e a falar ao futuro, tudo ao mesmo tempo”.
 
Os controladores conseguiram contornar o atraso das comunicações. Primeiro, usaram cronómetros para os ajudar a perceber em que momento deveriam esperar receber uma resposta dos astronautas subaquáticos. A seguir tornou-se óbvio que algumas mensagens de voz deveriam ser anunciadas. Hervé explica: “Enviámos mensagens importantes anunciando o destinatário e o assunto da mensagem. Por exemplo, 'Aquarius, MCC [Centro de Controle da Missão], Espaço para Terra Um, mensagem para Tim' em dez segundos”. A pausa dava tempo aos aquanautas para pararem o que estavam a fazer e prestarem atenção. Isto evitou mensagens de repetição que poderiam atrasar o trabalho durante três minutos ou mais.
 
Finalmente, um novo sistema de comunicação foi testado. Muitas mensagens não urgentes foram enviadas através de um programa de chat, o que permitiu várias conversas ao mesmo tempo, semelhantes aos programas de chat da Internet. Os astronautas podiam ler mensagens e responder no seu próprio tempo.
 
Chat de texto
 
Hervé acrescenta: “Nós descobrimos que o chat de texto é o sistema de comunicação mais adequado para as missões em asteróides, completado com mensagens de voz para manter o lado humano. Se uma mensagem de voz for complexa, enviar também a mesma mensagem por texto ajuda muito”.
 
Esta foi uma das simulações subaquáticas mais complexas alguma vez realizadas. Mais de 80 engenheiros, mergulhadores e outros técnicos trabalharam 14 horas por dia para apoiar os aquanautas da unidade móvel de controlo da NASA.
 
Além das tarefas de comunicação, Hervé tem também apoiado a missão como mergulhador: “Ser um mergulhador Neemo ajuda a perceber os constrangimentos e os desafios do meio ambiente em que os aquanautas trabalham”, concluiu.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2012, 01:50:29 am
China instala na Argentina antena de observação espacial


A Argentina e a China assinaram um acordo de cooperação espacial, que prevê a instalação na Patagónia, no sul, de uma antena chinesa para observar o espaço, informou na quarta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros argentino.

O acordo foi assinado entre a Comissão argentina de Atividades Espaciais e a Agência chinesa de Lançamento e Controlo de Satélites, especifica o comunicado do Ministério, citado pela AFP.

O objetivo é "definir os parâmetros para o estabelecimento de instalações terrestres de acompanhamento, comando e recolha de dados", ainda segundo o texto.

O acordo lança ainda as "bases para uma futura colaboração, que incluirá a instalação de uma antena para realizar pesquisa no espaço longínquo na província de Neuquèn", no sul do país, informa ainda o ministério.

O governo sublinhou que este "é um projeto da maior importância" para o país, que vai permitir "desenvolver as atividades de exploração interplanetária, estudos do espaço longínquo, observação astronómica, seguimento e controlo de satélites e aquisição de dados científicos".

A Agência Espacial Europeia está a terminar a instalação de uma antena na província argentina de Mendoza, no centro-oeste do país, dedicada a missões de exploração do espaço longínquo por satélite.

A China tornou-se em 2003 o terceiro país a enviar pelos seus próprios meios homens para o espaço.

A Argentina é um dos países da América do Sul mais avançados no domínio espacial.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2012, 07:10:50 pm
Português ganha 250 mil euros para estudar galáxias


David Sobral acaba de ganhar um ‘Veni’ de 250 mil euros da Organização Holandesa para Investigação Científica (NWO, na sigla inglesa) para desenvolver um projecto de investigação nos próximos três anos.
 
“Conseguir um financiamento tão prestigiante num concurso tão competitivo e num outro país é algo muito gratificante. É um reconhecimento não só do trabalho que tenho desenvolvido nos últimos anos, mas também do método que tenciono implementar para responder a muitas perguntas que continuam sem resposta no que toca à formação e evolução de galáxias como a nossa”, revela ao Ciência Hoje o investigador português actualmente na Universidade de Leiden, Holanda.
 
O projecto financiado, intitulado «Das Primeiras Galáxias ao Pico da Formação Estelar no Universo», pretende descobrir como é que galáxias como a nossa se formaram e evoluíram desde a formação das primeiras galáxias, há cerca de 13 mil milhões de anos, até aos dias de hoje.
 
Isto implica não só identificar galáxias tal como eram há vários milhões de anos, mas sobretudo compreender em que ‘ambiente’ vivem, quão ‘ricas’ são (quanta massa em estrelas têm), quão produtivas são (quantas estrelas estão a formar), etc. Uma vez combinados, estes dados vão possibilitar uma visão única sobre o que muda, o que não muda, e quais os processos responsáveis por existirem galáxias como a nossa.
 
Algo que torna este projecto único é a utilização de uma só técnica para identificar e estudar galáxias de forma homogénea ao longo da história do Universo, enquanto que previamente cada amostra de galáxias era seleccionada de uma forma ligeiramente diferente, resultando em dados heterogéneos e com os quais era mais difícil compreender o que se está a passar.
 
“Através do projecto que vou desenvolver vai ser finalmente possível eliminar muitas das incertezas e incógnitas que têm limitado a nossa compreensão. Não só resultará em amostras altamente completas e ‘limpas’, como serão as maiores alguma vez recolhidas. Vai ser possível perceber o que é mais importante: a ‘genética’ ou o ‘ambiente’ para a evolução de galáxias, e como e quando é que ambos os ‘fenómenos’ tomam lugar. E, espero, juntamente com contribuições de outros investigadores, que resulte numa compreensão muito mais detalhada e profunda não só da história de formação estelar no Universo inteiro desde o seu início, mas sobretudo dar-nos as ferramentas para sabermos pelo menos as razões principais que fizeram da nossa galáxia aquilo que hoje ela é”, explica David Sobral.
 
O projecto, de “forte componente observacional”, começa no início de Setembro e vai ser desenvolvido na Universidade de Leiden (Observatório de Leiden).
 
“Na Holanda há acesso privilegiado a telescópios rádio e ainda a telescópios que operam no óptico e infra-vermelho que se encontram nas Canárias”, sublinha o astrónomo.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 01, 2012, 11:21:10 pm
Citar
Next week at this time, there may be an amazing new robotic explorer on Mars. Or there may be a new pile of junk. It all likely depends on many things going correctly in the minutes after the Mars Science Laboratory mission arrives at Mars and attempts to deploy the Curiosity rover from orbit. Arguably the most sophisticated landing yet attempted on the red planet, consecutive precision events will involve a heat shield, a parachute, several rocket maneuvers, and the automatic operation of an unusual device called a Sky Crane. These "Seven Minutes of Terror" -- depicted in the above dramatic video -- will begin on Monday, August 6 at about 5:24 am Universal time, which occurs on Sunday night, August 5 for western North Americans. If successful, the car-sized Curiosity rover will rest on the surface of Mars, soon to begin exploring Gale Crater to better determine the habitability of this seemingly barren world to life -- past, present, and future. Although multiple media outlets may cover this event, one way to watch these landing events unfold is on the NASA channel live on the web.
http://apod.nasa.gov/apod/ap120731.html (http://apod.nasa.gov/apod/ap120731.html)
 :feliz:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 02, 2012, 04:23:54 pm
Índia anuncia missão a Marte no próximo ano


A Índia vai lançar uma sonda orbital a Marte para estudar o clima e a geologia do "planeta vermelho", anunciou hoje a organização de pesquisa espacial indiana (ISRO). Esta missão a Marte vai marcar uma nova etapa na ambiciosa pesquisa espacial da Índia, que tem projectado um primeiro voo espacial tripulado em 2016.

«Lançaremos a missão a Marte uma vez que tenhamos a luz verde do Departamento de ciências e a decisão sobre uma data no início do próximo ano», declarou Deviprasad Karnik, director do ISRO.

Um foguetão de 320 toneladas será utilizado para pôr em órbita a sonda, que será lançada a partir do ISRO, situado em Sriharikota, no Estado de Andhra Pradesh (sul). Segundo um alto responsável do ISRO que pediu para não ser identificado, esta missão deverá custar entre quatro e cinco mil milhões de rupias (entre 70 e 90 milhões de dólares).

O Governo indiano tinha orçamentado 1,25 mil milhões de rupias para este projecto no último Orçamento de Estado em Março.

A Índia comprometeu-se em 1963 num programa espacial para reduzir a dependência face a países terceiro para o lançamento dos seus satélites. O país entrou no mercado internacional dos lançamentos comerciais quando pôs em órbita em 2007 um satélite italiano. Em Janeiro de 2008, um foguetão indiano tinha lançado um satélite espião israelita.

O programa espacial indiano sofreu uma importante contrariedade em Dezembro de 2010 quando um lançador de foguetes explodiu depois de ter sido desviado do seu plano de voo inicial e caiu no Golfo de Bengala.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2012, 04:47:44 pm
NASA oferece passeios virtuais ao Kennedy Space Center




Já imaginou como seria conhecer o Kennedy Space Center? A NASA dá agora aos apreciadores da exploração espacial a oportunidade de fazerem um passeio virtual pelas instalações do mítico centro de onde saíram as missões Apollo.

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, a NASA fez um acordo com o Google Maps que permite aos utilizadores passearam pelas instalações em Cabo Canaveral, na Florida, através da ferramenta Google Street View.

Entre outras possibilidades, os usuários podem percorrer o mesmo percurso que os astronautas faziam desde o edifício das operações até à plataforma de lançamento.

A iniciativa acontece no âmbito das comemorações do 50º aniversário do centro.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 05, 2012, 08:48:51 pm
Citar
Lunar Lander mission, from launch to landing and exploring the Moon.
Lunar Lander is a robotic explorer that will demonstrate key European technologies and conduct science experiments.
The mission is a forerunner to future human and robotic exploration of the Moon and Mars. It will establish European expertise to allow strong international partnerships in exploration.
Citar
A sonda Curiosity continua a aproxima-se de Marte, onde deve chegar às 5h31 (GMT) desta segunda-feira.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 06, 2012, 10:24:51 am
Robot da NASA aterrou com sucesso em Marte


Fez-se História nesta madrugada. O robot Curiosity, encarregado de procurar vestígios de vida em Marte, aterrou às 6h30 (hora de Lisboa) no planeta vermelho após uma viagem no espaço de mais de oito meses. O sucesso da operação gerou uma explosão de alegria no Jet Propulsion Laboratory, nos Estados Unidos, onde os responsáveis pela missão esperavam ansiosamente o momento. A Agência Espacial Norte-Americana investiu 2,5 mil milhões de dólares no Curiosity. «Estamos razoavelmente confiantes, emocionalmente aterrorizados e prontos» disse hoje Adam Steltzner, líder da equipa encarregada dos sete últimos minutos de voo do robot – classificados pela NASA como “sete minutos de terror” – antes da sua chegada a Marte.

O núcleo das equipas está reunido no Jet Propulsion Laboratory (JPL) de Pasadena, no Estado norte-americano da Califórnia, que pilota a missão.

Lançado a 26 de Novembro de 2011 do Cabo Canaveral, na Florida, o robot de seis rodas Curiosity é o maior e o mais perfeito engenho de exploração alguma vez enviado para outro planeta.

Mas a sua aterragem foi também a mais difícil de todas aquelas com que a NASA já se confrontou, porque o Curiosity é demasiado pesado para que o impacto seja amortecido por sacos com ar. Por isso, os engenheiros conceberam uma espécie de “grua” com foguetões na retaguarda que susterá o robot com a ajuda de cordas de nylon nos últimos segundos da descida.

Antes disso, a teve sete minutos de descida vertiginosa durante os quais a velocidade passará de 21.243 quilómetros por hora para 2,74 quilómetros por hora.

Um imenso pára-quedas supersónico de 21 metros de diâmetro abriu-se após a largada do escudo térmico, para travar a nave abaixo da velocidade do som.

Durante esse momento crítico, duas sondas da NASA em órbita à volta de Marte, bem como uma sonda europeia, escutaram sinais do Curiosity e transmitiram os seus dados aos cientistas reunidos em Pasadena.

A missão deste robot durará dois anos em Marte. Alimentado por um gerador nuclear, tentará descobrir se o ambiente marciano foi propício ao desenvolvimento da vida microbiana.

Para tal, o robot possui numerosas ferramentas, entre as quais um mastro com câmaras de alta definição e um laser para estudar alvos até sete metros.

Outros instrumentos analisarão o ambiente para aí procurar moléculas de metano, um gás frequentemente ligado à presença de vida, já detectada em Marte em várias ocasiões por uma sonda norte-americana em órbita. O robot poderá também furar o solo para fazer recolha de amostras e analisá-las.

Segundo com McCuistion, a missão Curiosity é «absolutamente crucial» para determinar se os terrestres estão sozinhos no universo, como Marte se transformou em planeta árido e preparar o eventual envio de seres humanos para o planeta vermelho.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 08, 2012, 06:43:56 pm
Empresa portuguesa cria equipamento para ESA desenvolver melhores células solares


A empresa portuguesa Active Space Technologies produziu para os laboratórios da Agência Espacial Europeia (ESA) um equipamento de caraterização de novas células solares, que sejam mais eficientes a aproveitar a energia do Sol.  O equipamento será entregue, instalado e validado nos próximos dias 28 e 29 de agosto no European Space Research and Technology Centre (ESTEC) da ESA, em Noordwijk, na Holanda.
 
O denominado "Solar Cell EGSE" é um sistema de suporte aos testes com o simulador de Sol que a agência possui no seu centro de pesquisa, referiu à agência Lusa Abel Mendes, responsável pelo departamento de sistemas e controlo da Active Space Technologies
 
É entregue pronto a funcionar, "chave na mão", depois de concebido e realizado na empresa, com sede em Coimbra, envolvendo as suas três áreas de desenvolvimento, a mecânica, a eletrónica e de 'software'.
 
Além da estrutura mecânica, foi desenvolvido o sistema eletrónico, "para a aquisição, de sensores de luz para ver a distribuição do feixe do simulador de Sol", bem como o 'software' para que "o operador possa visualizar a distribuição do feixe", explicou.
 
"A caracterização dessa radiação solar é feita de forma muito precisa e detalhada, contando com um sistema de sensores complexo, termopares para medir temperaturas, que detalham um mapa da radiação recorrendo a 'software' desenvolvido especificamente para esta aplicação", referiu à agência Lusa Ricardo Patrício, um dos fundadores da empresa.
 
Este equipamento vai ajudar a desenvolver células solares mais eficientes, nomeadamente para o aumento da produção de energia solar.
 
Segundo Abel Mendes, atualmente a eficiência das células solares é de 6 a 8 por cento, e os novos desenvolvimentos que a ESA tem em curso apontam para um aproveitamento de 30 por cento.
 
A encomenda da ESA resultou de "um concurso aberto" ganho pela Active Space Technologies.
 
O Solar Cell EGSE foi concebido, realizado e entregue pronto a funcionar em seis meses, uma capacidade de resposta que Abel Mendes vê como uma "mais valia" que a empresa apresenta em futuras encomendas da Agência Espacial Europeia.
 
Admite que este equipamento desenvolvido para a ESA possa também ser comercializado, pois os fabricantes de simuladores de Sol não dispõem dessa componente.
 
A Active Space Technologies foi fundada em Coimbra em 2004, por dois jovens que se conheceram num programa de formação avançada na Agência Espacial Europeia, na Holanda.
 
No primeiro ano a empresa faturou 15 mil euros, tendo encerrado o ano de 2011 com 400 mil euros.
 
As encomendas para o ano em curso mais do triplicaram já o valor de 2011. Mais de 90 por cento das receitas provém de clientes europeus.
 
A empresa possui um centro técnico na Alemanha e uma representação comercial na Holanda.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 10, 2012, 06:05:14 pm
Empresa portuguesa desenvolve sistema de telescópio para satélite espanhol


A empresa portuguesa Active Space Technologies conclui este mês o módulo do sistema de telescópio que desenvolveu para o "Satélite Español de Observación de la Tierra SEOSAT-INGENIO", que irá para o Espaço em 2014. Na próxima semana será feita a entrega do módulo eletrónico, e até ao final do mês o telescópio, que se encontra em fase final de montagem, revelou à agência Lusa Ricardo Patrício, responsável técnico da empresa.

Trata-se dos "STM -structural thermal model", protótipos idênticos aos modelos de voo, que vão ser "testados em condições bem mais extremas do que os modelos de voo sentem no lançamento (acelerações e vibrações) e nas condições extremas do espaço (radiação cósmica, vácuo, gradientes de temperaturas extremos)", explicou.

Esta fase antecede a construção dos modelos de voo, "FM - flight model", que resultam de uma encomenda do "Laboratorio de Ciencias de la Atmósfera y el Clima" (CIAC), de Espanha, para a sonda atmosférica UVAS (Ultraviolet and Visible Atmospheric Sounder).

O trabalho da Active Space Technologies incidiu sobre a UVAS, no módulo eletrónico de controlo (Electronics Unit) e no telescópio.

"O telescópio é a parte ativa, que vai "varrer" a atmosfera com um mecanismo de scanning, e vai fazer a leitura ótica que depois é interpretada no módulo eletrónico de controlo", explicou Ricardo Patrício.

O satélite SEOSAT, que incorpora a sonda UVAS, tem por missão a captura de imagens de alta resolução da Península Ibérica, e monitorizará os gases na atmosfera que têm impacto na qualidade do ar, poluição, efeito estufa e degradação da camada de ozono.

"O instrumento irá permitir uma melhor compreensão dos gases-estufa e, em especial, permite a correlação das observações espaciais com os atuais modelos atmosféricos e de previsão meteorológica. A Active Space Technologies está responsável por todo o projeto mecânico, estrutural e térmico do instrumento, bem como pelo fabrico e entrega do instrumento em si", acrescentou.

Este trabalho começou a ser desenvolvido dezembro de 2011 e, segundo Ricardo Patrício, "as maiores dificuldades prenderam-se precisamente com a multidisciplinaridade de competências" que um sistema destes exige.

"O projeto mecânico e eletrónico, a seleção de materiais e tratamentos superficiais compatíveis com ambiente espacial (radiação cósmica, vácuo, gradientes de temperaturas extremos), controlo térmico, mecanismos e ótica" foram os principais desafios que tiveram de superar.

A Active Space Technologies foi fundada em Coimbra em 2004, por dois jovens que se conheceram num programa de formação avançada na Agência Espacial Europeia, na Holanda.

No primeiro ano a empresa faturou 15 mil euros, tendo encerrado o ano de 2011 com 400 mil euros.

As encomendas para o ano em curso mais do triplicaram já o valor de 2011. Mais de 90 por cento das receitas provém de clientes europeus.

A empresa possui um centro técnico na Alemanha e uma representação comercial na Holanda.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2012, 11:53:54 pm
"Se contactarem com marcianos avisem-me imediatamente" diz Obama


O Presidente dos Estados Unidos felicitou hoje a equipa da NASA responsável pelo robot 'Curiosity', que aterrou há uma semana em Marte, e falou com o seu director a quem pediu que se contactarem com marcianos que o avisem «imediatamente». Numa conversa telefónica para o Centro de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena (Califórnia), Barack Obama agradeceu à equipa que realizou esta missão, que considerou um símbolo do compromisso dos Estados Unidos com o progresso e a inovação no espaço.

Antes de concluir a sua conversa, Obama - envolvido em plena campanha eleitoral para as presidenciais de Novembro - fez um pedido entre risos aos engenheiros: «Se contactarem com marcianos, por favor, avisem-me imediatamente».

Obama destacou o duro trabalho desenvolvido durante anos por engenheiros, cientistas e toda a equipa da NASA para que o "Curiosity", que explorará durante dois anos o planeta vermelho, se tenha convertido em realidade.

«Não podemos estar mais emocionados com o que está a acontecer», disse o Presidente norte-americano.

Barack Obama agradeceu a Espanha e aos restantes parceiros internacionais (Rússia, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão) a sua contribuição para dotar o "Curiosity" com os instrumentos tecnológicos mais avançados para poder levar a cabo a sua missão.

O robot "Curiosity" aterrou na madrugada do dia 6 deste mês na cratera Gale, de onde começou a enviar fotografias a branco e preto da superfície marciana e, durante dois anos, recolherá elementos para se detectar se alguma vez houve vida em Marte ou se há condições para que exista.

O director do Centro de Propulsão a Jato, Charles Elachi, agradeceu a chamada do Presidente Obama e desejou que a aterragem do 'Curiosity' tenha inspirado milhões de crianças e jovens a seguir os passos da ciência.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 14, 2012, 01:17:16 am
Para procurar vida... Extraterrestres...  Com um laser para análise de rochas...  :roll:
Isto são missões de prospecção de minérios, tudo o resto é secundário. Não é que discorde, algo tem de compensar o investimento feito.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2012, 07:47:15 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 21, 2012, 01:42:45 pm
NASA vai lançar novo robô em Marte em 2016


A NASA prevê lançar, em 2016, um novo robô em Marte para investigar o seu interior, já que o "planeta vermelho" evoluiu de forma tão diferente da Terra, apesar de ambos serem rochosos.

A nova missão, cujo anúncio foi feito na segunda-feira, chamar-se-á "InSight" e viajará equipada com instrumentos destinados a averiguar se o núcleo de Marte é sólido ou líquido, como o da Terra, e por que é que não está dividido em placas tectónicas como o do "planeta azul".

Segundo a agência espacial norte-americana, citada pelas agências de notícias internacionais, ter um conhecimento mais detalhado do interior de Marte, para poder compará-lo com a Terra, ajudará os cientistas a entenderem melhor como se formaram os planetas rochosos e por que motivo evoluíram de maneira tão diversa.

Contrariamente ao robô "Curiosity", um veículo de seis rodas que aterrou há duas semanas em Marte e que vai percorrer durante dois anos a cratera de Gale em busca de eventuais vestígios de vida passada, o robô "InSight" não será móvel.

Em comunicado, o diretor da NASA, Charles Bolden, frisou que "a exploração de Marte tornou-se numa das prioridades" para a agência espacial, assinalando que o recente êxito da aterragem do robô Curiosity "impulsionou o interesse do público" pela exploração do Espaço.

"A escolha de InSight garante que vamos continuar a decifrar os mistérios do 'planeta vermelho', para lançar as bases para uma futura missão habitada [humana]", acrescentou Bolden.

A nova missão em Marte, prevista para setembro de 2016, será liderada por Bruce Banerdt, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena (Califórnia), sendo que a equipa científica incluirá investigadores de todo o mundo.

O Centro Nacional de Estudos Espaciais de França e o Centro Aeroespacial da Alemanha contribuirão no desenho de alguns dos instrumentos, que terão a tecnologia espacial usada na missão "Phoenix", que em 2007 determinou que houve água na superfície próxima das zonas polares de Marte.

A missão "InSight", que durará dois anos, tem um custo estimado de 425 milhões de dólares (344 milhões de euros), excluindo o sistema de lançamento e os serviços de manutenção.

O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA assegurará a construção de um instrumento geodésico de referência, para determinar o eixo de rotação do "planeta vermelho".

Já o Centro Nacional de Estudos Espaciais de França liderará o consórcio internacional que vai construir um instrumento para medir as ondas sísmicas do interior de Marte, enquanto o Centro Aeroespacial da Alemanha construirá uma sonda subterrânea para medir o fluxo de calor desde as profundezas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 23, 2012, 04:55:39 pm
EUA emitem alerta para "tempestade solar do século"


O Congresso dos Estados Unidos alertou os norte-americanos para a necessidade de se prepararem para uma forte tempestade solar, após alerta da NASA.

O Congresso dos Estados Unidos fez um alerta aos norte-americanos para estes se prepararem para aquilo que está a ser denominado como a "tempestade solar do século". Num documento elaborado pelos parlamentares, foi pedido às comunidades locais para se precaverem com os recursos necessários de modo a poderem abastecer as populações com um mínimo de energia, alimentos e àgua em caso de emergência. De igual modo, é destacada a importância de tomar medidas de prevenção adequadas a este tipo de fenómenos, articuladas entre as comunidades vizinhas, uma vez que é necessária uma boa coordenação entre todos.

Segundo avança o jornal espanhol ABC, o texto do Congresso também cita várias informações elaboradas pela Protecção Civil, pelo regulador de energia eléctrica e pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, explicando a forma de atuar perante estes fenómenos. O objectivo é incentivar as práticas preventivas, bem como definir a natureza da ameça, de forma a que os cidadãos possam estar preparados.

Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, são alguns dos países que, tal como os Estados Unidos, já estão a tomar "importantes medidas ao nível da prevenção".

Este mês a NASA alertou para que, em 2013, o Sol chegará a uma fase do seu ciclo onde grandes explosões e tempestades solares serão mais prováveis e deverão afetar o nosso planeta.

O Sol tem ciclos solares com média de 11 anos e atualmente estamos numa fase de aumento da atividade, o que se traduz em maior número de manchas na superfície da estrela. É possível que haja outros ciclos mais longos, mas só existem registos das manchas solares desde meados do século XVIII. Por isso, é difícil fazer previsões sobre a atividade da nossa estrela.

Teme-se sobretudo uma tempestade electromagnética semelhante à de 1859, conhecida por Evento Carrington. Essa erupção foi tão intensa, que os sistemas de telégrafo, na altura incipientes, foram seriamente afetados. Se houvesse redes eléctricas, elas teriam sido destruídas. As auroras boreais foram visíveis em latitudes muito a sul, nomeadamente em Roma.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 26, 2012, 04:20:27 pm


R.I.P.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 26, 2012, 04:57:07 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 30, 2012, 02:08:06 pm
NASA põe em órbita satélites para estudar influência do Sol sobre a Terra


A agência espacial norte-americana (NASA) lançou hoje um foguetão para por em órbita dois satélites que estudarão a influência do Sol sobre a Terra e os anéis de radiação que a rodeiam. O lançamento ocorreu às 08:05 TMG (09:05 em Lisboa), depois de vários adiamentos devido a problemas técnicos e ao mau tempo na zona pela proximidade da tempestade tropical Isaac.

A missão tem como objectivo estudar os Cinturões de Van Allen, anéis gigantes de plasma (gás electrificado) que envolvem a terra e onde se concentram as partículas electrificadas que compõem 99 por cento do Universo além da atmosfera protectora da Terra.

Segundo a NASA, os cientistas pretendem conhecer melhor o espaço próximo da Terra e proteger os seres humanos e os seus sistemas electrónicos das tempestades geomagnéticas. Querem também estudar o plasma, o que melhora a compreensão da composição das estrelas e galáxias.

Os satélites, de forma octogonal, pesam mais de 635 quilogramas cada um e medem 1,85 metros de largura e 90 centímetros de altura.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2012, 07:47:53 pm
Ministros africanos discutem criação agência espacial


Os ministros africanos das Telecomunicações vão apreciar um projecto de criação de uma agência espacial comum aos países do continente, durante uma reunião, que decorre na quarta e quinta-feira, em Cartum, noticia a AFP.

A agência, que deve ser baptizada AfriSpace, «permitirá a cooperação entre os Estados africanos em matéria de investigação e tecnologia espacial e a sua aplicação no espaço», indica um documento de trabalho da reunião.

Na última reunião destes ministros, realizada há dois anos na Nigéria, tinha sido solicitado à Comissão da União Africana um estudo de viabilidade da agência.

É este estudo que vai agora ser analisado pelos ministros, no que pode ser «um mapa para a criação da agência espacial africana».

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2012, 08:27:35 pm
Santa Maria vai receber estação do projeto Galileo


A ilha de Santa Maria, nos Açores, vai receber uma estação do projeto Galileo, o sistema de navegação por satélite lançado pela União Europeia, que estava também a ser disputada pelos arquipélagos da Madeira e das Canárias.

"A instalação de uma GSS (Galileo Sensor Station) em Santa Maria reforça a criação de um 'cluster' de tecnologias espaciais nesta ilha", afirmou o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, em declarações à agência Lusa.

Nesta ilha do Grupo Oriental dos Açores já funciona a única Estação de Rastreio da Agência Espacial Europeia (ESA) existente em Portugal e o Centro de Monitorização do Atlântico Norte, estando a ser instalada uma estação da Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais.

O Jornal Oficial da União Europeia já publicou o resultado do concurso para a instalação da GSS num dos três arquipélagos (Açores, Madeira e Canárias), que foi ganho pela proposta apresentada pela empresa EDISOFT, prevendo a sua localização em Santa Maria.

O projeto envolve um investimento superior a um milhão de euros, incluindo a prestação de serviços e o fornecimento da infraestrutura necessária à implementação e funcionamento da GSS.

Neste investimento está também incluído o fornecimento de consumíveis associados ao funcionamento e manutenção da estação, a manutenção da infraestrutura e a mão-de-obra qualificada para apoiar as equipas de integração e verificação da montagem da estação.

O Galileo é o sistema de navegação por satélite da União Europeia, concebido como um projeto civil em oposição ao GPS norte-americano e ao GLONASS russo, ambos de origem militar.

Este sistema europeu, que incluirá 30 satélites, deve proporcionar maior precisão e maior segurança, além de estar menos sujeito a problemas, já que terá capacidade para testar automaticamente a sua integridade.

O Galileo deverá começar a operar em 2013, mas apenas estará concluído e totalmente a funcionar no final da década, estando os seus centros de controlo instalados na Alemanha e em Itália.

Os primeiros sinais deste sistema de navegação foram transmitidos a 12 de janeiro de 2006 pelo satélite GIOVE-A, colocado em órbita a 28 de dezembro de 2005.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Setembro 05, 2012, 10:05:37 pm
Que será algo assim:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.spacenewsfeed.co.uk%2Fimages%2Fstories%2F2012%2F4_March%2Fgalileo-5.jpg&hash=094d647849abb1b2bfda2ddb73b54bdb)
 :roll:

Tópico sobre o sistema.
viewtopic.php?f=17&t=888 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=17&t=888)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 08, 2012, 09:20:27 pm
Curiosity suspende "passeio" para testar instrumentos


O robô norte-americano Curiosity, que está em Marte desde 6 de agosto, suspendeu "o passeio" que tem estado a fazer pelo Planeta Vermelho. O motivo? Fazer os últimos testes nos instrumentos antes de iniciar a missão de exploração científica prevista para durar dois anos, informou a Nasa, citada pela AFP.

"Vamos estar parados durante aproximadamente uma semana para terminar a verificação dos instrumentos, o que permitirá preparar-nos para fazer um bom trabalho científico", explicou, numa conferência de imprensa telefónica, Mike Watkins, responsável pela missão no Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, na Califórnia.

"Todos os instrumentos, à exceção do braço robotizado e do seu sistema de extração de amostras do solo, foram verificados e funcionam, tendo já produzido muitos dados científicos", precisou o responsável da Nasa.

Uma vez que o funcionamento do braço mecânico e do sistema de obtenção de amostras forem comprovados, o veículo-robô poderá retomar a sua trajetória rumo ao primeiro ponto de interesse geológico da missão, o Glenelg, situado a 400 metros do local onde se encontra.

No dia 4 deste mês, o Curiosity percorreu 30,5 metros na direção sudeste antes de parar. Foi o trajeto mais longo desde o começo da missão, o que eleva a 109 o total de metros percorridos pelo robô na sua busca por indícios que demonstrem a existência de vida passada em Marte. Uma câmara de navegação já transmitiu as marcas deixadas pelas suas rodas em solo marciano.

Quando o Curiosity chegar depois a Glenelg deverão ser "feitas perfurações na rocha marciana pela primeira vez", acrescentou Joy Crisp, responsável científico adjunto pelo robô. Em seguia, o Curiosity, dotado de dez instrumentos científicos, partirá em direção ao monte Sharp, o seu destino final, que dista oito kilómetros. Um tal trajeto demorará aproximadamente três meses a fazer, a uma média de cem metros por dia, estimou a Nasa.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 28, 2012, 08:00:24 pm
Curiosity encontra pedras moldadas por correntes de água


Rochas moldadas por correntes de água que existiram à superfície de Marte foram encontradas, pela primeira vez, pelo rover Curiosity, da NASA. Missões anteriores ao 'Planeta Vermelho' tinham já detectado fortes indícios da presença de água, mas só agora se encontraram este tipo de evidências.
 
Os tamanhos e formas das pedras dão pistas sobre a velocidade a que a água fluía à superfície e também sobre a sua profundidade.
 
“Tendo em conta o tamanho das pedras, podemos dizer que a água se movia a 0,9 metros por segundo. A profundidade podia ser até aos tornozelos de uma pessoa ou mesmo até à anca”, explicou William Dietrich, da Universidade de Califórnia em Berkeley, um dos investigadores principais da missão.
 
Para obterem esses resultados, os investigadores estudaram as imagens que o Curiosity fez das rochas do interior da cratera Gale. Foram utilizadas fotografias tiradas nos afloramentos rochosos Link e Hottah, situados na base da parede da cratera (que tem mais de 5 mil metros de altitude).
 
“Especula-se muito e há várias teorias sobre os canais de Marte. Esta é a primeira vez que realmente vimos pedras que foram transportadas por água. Já não estamos a especular sobre os sedimentos, estamos sim a observá-los directamente”, diz o investigador.
 
Os cientistas não conseguem precisar a idade exacta das rochas nem quando estes riachos correram, mas“terão vários milhares de milhões de anos”, indica John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).
 
O Curiosity está em Marte para estudar o potencial de habitabilidade do planeta. Um rio de grandes dimensões poderia proporcionar um ambiente habitável. “Ainda que esta não seja a zona em que mais apostávamos para detectar material orgânico, acredito que já encontrámos o primeiro sítio potencialmente habitável”.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2012, 07:20:51 pm
Cerca de 250 investigadores abandonarão Portugal se Governo esquecer indústria aeroespacial


Cerca de 250 investigadores portugueses da área espacial estão em vias de emigrar se o Governo português não investir na Agência Espacial Europeia (AEE), alertou hoje o presidente da Associação Portuguesa de Indústrias do Espaço, António Neto da Silva.

“Portugal pode perder 250 cérebros [doutores e mestres] a quem não faltam propostas do estrangeiro, se Portugal não decidir subscrever qualquer programa da AEE, o que significará a asfixia imediata da indústria nacional do espaço por falta de mercado”, disse à agência Lusa o responsável pela Proespaço.
 
Segundo Neto da Silva, o futuro da indústria espacial vai jogar-se no próximo mês de novembro na reunião interministerial da Agência Espacial Europeia, na qual irá ser desenhado o Programa Espacial para o período 2013 a 2015 e que vai ser desenvolvido pela Comissão Europeia e pela AEE.
 
Se o Governo não investir na AEE, mais precisamente cerca de 12 milhões por ano, que é o contributo financeiro que cada Estado-membro dará para os programas operacionais que considere “mais adequados” à capacidade e ao aumento da competitividade da sua indústria espacial, a “sobrevivência” do setor estará em causa devido a “uma atitude contabilista de cortes”, salientou.
 
“O que ficar aprovado pelo Governo no orçamento de Estado para 2013 é fundamental. Uma atitude de corte de tudo não serve e não interessa ao país”, disse à Lusa o presidente da Proespaço, lembrando ainda que não se está “a falar de subsídios”, mas de “subscrever os programas da AEE”.
 
Estes programas “são vitais para o funcionamento da indústria espacial portuguesa”, alertou, explicando que está a falar de 36 milhões de euros [entre 2013-2015], mas cujo retorno é de 100% para Portugal.
 
“Por cada euro investido na subscrição destes programas retornam dois euros para Portugal. Não é uma coisa que se deitou fora, investe-se um euro e recebem-se dois”, frisou.
 
Além disso, explicou à Lusa, nesta indústria o Valor Acrescentado Bruto (VAB) por cabeça é quatro vezes superior à média de um trabalhador português.
 
Por sua vez, a faturação gerada por este “’cluster’ de tecnologia altamente sofisticada” representa 17 milhões de euros, “totalmente provenientes da exportação”, realçou.
 
“Não estamos a falar apenas em desprestígio, o que está em causa é uma indústria vital para o futuro de Portugal”, concluiu.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Outubro 02, 2012, 07:28:45 pm
Se não investirmos no espaço e no mar o que nos resta?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 05, 2012, 02:37:09 pm
Austrália inaugurou o radiotelescópio mais potente do mundo


A Austrália inaugurou hoje o radiotelescópio «SKA Pathfinder», considerado o mais potente e maior do mundo, que proporcionará imagens detalhadas sobre o Universo e deverá revelar com rapidez e precisão muitas áreas ainda desconhecidas para os astrónomos.

O ministro da Ciência australiano, Chris Evans, disse na cerimónia de inauguração do radiotelescópio SKA (Square Kilometre Array), situado numa remota zona desértica a mais de 700 quilómetros a nordeste da cidade de Perth, que será «o mais potente do mundo, com uma capacidade muito superior à existente» atualmente.
 
«A primeira parte do projeto começará a funcionar em 2020», afirmou o ministro ao canal australiano ABC.
 
O recinto onde se localiza este projeto, de 126 quilómetros quadrados, tem 36 antenas do SKA e alberga o Observatório Radioastronómico de Murchison, onde se registará todos os dias uma informação equivalente a 124 milhões de discos ‘blue-ray’.
 
A Nova Zelândia e a África do Sul também alojarão componentes deste supertelescópio, avaliado em mais de 1.500 milhões de euros.
 
Os peritos preveem que, quando esteja terminado e em pleno funcionamento, o aparelho receba num dia de trabalho mais informação do que a existente na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
 
“De facto, supõe mais informação do que a que está atualmente reunida nos arquivos radioastronómicos de todo o mundo”, acrescentou o ministro Evans.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 10, 2012, 06:10:40 pm
Portugal reforça competitividade da indústria espacial com programa da ESA


A Agência Espacial Europeia (ESA), em colaboração com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, lançou ontem, em Lisboa, um programa de transferência de tecnologia espacial em Portugal, denominado Iniciativa Nacional de Transferência de Tecnologia Espacial (PTTI).

Na prática, o projecto pretende “reforçar a competitividade da indústria espacial portuguesa e promover a inovação tecnológica, apoiando e facilitando a transferência de tecnologia espacial já disponível para sectores não espaciais”, explica Carlos Cerqueira ao Ciência Hoje.
 
Segundo o investigador do Instituto Pedro Nunes, entidade convidada pela ESA para implementar o programa, está previsto “um concurso para financiamento de Provas de Conceito e Demonstrações, isto é, planos de negócio acompanhados por estudos de viabilidade técnica para aplicação de uma tecnologia espacial a um sector não espacial e protótipos e testes de tecnologia aplicada a um sector não espacial”, a fim de cumprir os objectivos da iniciativa.
 
Este concurso, e o financiamento da ESA a que terão acesso os projectos vencedores, será fundamentalmente dirigido a empresas portuguesas que trabalham e desenvolvem tecnologias na área espacial, satisfazendo algumas necessidades de financiamento identificadas neste tipo de actividades, mas também a universidades e seus laboratórios de investigação.
 
A PTTI poderá trazer várias mais-valias para o país. “O investimento português nos programas da ESA tem um factor de spin-off de dois, ou seja, por cada milhão de euros investido nestes programas se gera um benefício adicional de outro milhão de euros para o sector espacial português e a economia portuguesa”, refere Carlos Cerqueira citando o «Survey of the Economic Impact of Portugal’s Participation in ESA from 2000 to 2009» (Clama Consulting).

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 16, 2012, 09:40:03 pm
http://workshop.chromeexperiments.com/stars/ (http://workshop.chromeexperiments.com/stars/)
Projecto 100.000 estrelas.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 18, 2012, 06:11:17 pm
21 dias de cabeça para baixo para estudar mudanças em corpo de astronautas


Doze voluntários vão passar 21 dias deitados numa cama, com a cabeça inclinada abaixo da horizontal. A experiência vai ajudar a compreender e ensinar a lidar com as mudanças que ocorrem nos corpos dos astronautas no Espaço, bem como em pessoas acamadas na Terra. Os testes serão numa cama por ser mais barato e seguro do que enviar os voluntários para o espaço.
 
Longe de ser um período de descanso e relaxamento, os participantes no estudo serão submetidos a actividades diárias regulares e intensivas, incluindo testes e exames no Instituto Francês de medicina espacial e fisiologia, MEDES e não serão autorizados a levantar-se, nem mesmo uma vez, seja para uma mudança de cenário, tomar banho ou mesmo para ir à casa de banho. Além disso, terão de repetir estes 21 dias de provação duas vezes num ano.
 
À medida que envelhecemos, os nossos corpos perdem a densidade óssea e a força muscular. Os astronautas no espaço sofrem mudanças semelhantes, mas a um ritmo muito mais acelerado do que na Terra e encontrar formas de combater este processo é importante para as agências espaciais, pacientes, entre outras pessoas.
 
Em nome do progresso científico, os participantes serão analisados cientificamente para ver como se adaptam à permanência na cama por longos períodos. Esta investigação integra uma ampla gama de estudos internacionais sobre repouso e testar respostas aos desafios da vida no espaço, do envelhecimento e de longos períodos de imobilização após doença.
 
Quando se colocam pessoas deitadas com a cabeça num ângulo de 6º abaixo da horizontal por longos períodos, os seus corpos reagem como se não tivessem peso. Neste estudo, os 12 voluntários foram divididos em três grupos para testar um conjunto de medidas contra a perda óssea e muscular.
 
Três grupos numa experiencia de mais de um ano
 
O grupo de controlo vai passar 21 dias na cama em repouso, enquanto um segundo será submetido a um plano de utilização de máquinas de exercícios resistivos e vibratórios e o terceiro, além de utilizar as máquinas de exercícios, irá também ingerir suplementos nutricionais de proteína de soro de leite – um suplemento que os culturistas usam para treinar os músculos.
 
Embora as propriedades das proteínas do soro sejam bem conhecidas pelos culturistas, será que a proteína irá ajudar a manter a força muscular, sem passar horas no ginásio?
 
Os voluntários irão participar em todas as fases, uma após a outra, ao longo de toda a experiência de mais de um ano. Após a sessão de 21 dias, que teve início a 12 de Novembro, os participantes voltarão à clínica MEDES, em Toulouse, França, para mais duas sessões em 2013.
 
Os participantes terão quatro meses de intervalo entre cada sessão de repouso absoluto para recuperarem, descansar um pouco e apreciar a sensação de sair da cama de manhã.
 
O projecto é co-financiado pela agência espacial francesa CNES e faz parte do ELIPS, o Programa Europeu para as Ciências Físicas e da Vida.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 19, 2012, 06:15:44 pm
Nasa acredita que viagem mais rápida do que a luz pode ser possível


A julgar pelo corajoso trabalho de alguns cientistas, o futuro da exploração espacial parece bastante promissor. Enquanto o maior caçador de planetas americano sai em busca de super-civilizações, um físico da Nasa desenvolve um meio de visitá-las.Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, ficou famoso a partir de 1995, quando começou a descobrir uma série de planetas fora do Sistema Solar - e por pouco não inaugurou esse campo de estudo, iniciado meses antes por Michel Mayor, do Observatório de Genebra.

Encorajado pelo sucesso, agora decidiu investir os seus talentos em trabalhos mais especulativos. E o surpreendente é que lhe deram a verba - inicialmente modesta, para isso.

O dinheiro vem da britânica Fundação Templeton. O plano mais chamativo que Marcy tem para o financiamento é a busca de povos extraterrestres extremamente avançados, tão tecnológicos que chegariam a modificar estrelas.

Tais povos criariam estruturas apelidadas de esferas de Dyson (em homenagem ao físico Freeman Dyson, responsável por propor que estas seriam possíveis) em torno das suas estrelas natais.

Elas serviriam para obter o máximo possível de recursos energéticos de determinado astro. E esse «parasitismo» cósmico deixaria traços na luminosidade que escapa da estrela, permitindo, em tese, que telescópios na Terra detectassem tais pistas.

Enquanto isso, Harold «Sonny» White trabalha num laboratório do Centro Espacial Johnson, da Nasa, para tornar as viagens interestelares possíveis.

Com as tecnologias actuais, atravessar a vasta distância entre as estrelas é difícil. Veja-se, por exemplo, o caso do vaivém Voyager-1, lançado em 1977 e hoje o objecto mais distante já enviado pelo homem para o espaço. Se fosse apontada na direcção de Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo, chegaria lá em cerca de 75 mil anos.

Pior ainda, as viagens interestelares esbarram na inconveniente teoria da relatividade, que dita que nada pode viajar mais depressa do que a luz. O limite de velocidade universal seria, portanto, 300 mil km/s -4,3 anos para chegar a Alfa Centauri.

A saída seria usar outro truque da relatividade. Se, por um lado, há um limite máximo de velocidade, por outro a teoria sugere que é possível «curvar» o espaço, compactando-o e esticando-o conforme a necessidade.

Essa foi a premissa usada na série de televisão «Star Trek» para impulsionar a nave Enterprise. Encurtando o espaço à frente da nave, pode-se viajar a uma velocidade modesta e ainda assim, para um observador externo, ir mais rápido que a luz.

Ficção? Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre escreveu um artigo científico sugerindo que tal feito seria possível, mas exigiria níveis de energia equivalentes à massa de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

Harold White tem trabalhado no problema e descobriu que, mudando a configuração da criação do campo de dobra, é possível obter o mesmo efeito com energia equivalente à da massa do Voyager-1, pouco mais de 700 kg.

«As descobertas mudam o estatuto da pesquisa de impraticável para plausível e meritória de mais investigação», diz White, que está a montar uma experiência  de laboratório para testar a ideia.

Usando lasers e uma bobina com forma de anel, ele espera criar a primeira demonstração experimental de uma dobra espacial, que tentará distorcer o espaço-tempo em escalas submicroscópicas.

Ainda é muito pouco para levar uma nave até Alfa Centauri, mas seria pelo menos uma prova de princípio.

Mesmo com a redução da energia necessária (e vale dizer que 700 kg de matéria convertida em energia equivale ao consumo anual dos EUA), ainda resta um problema: as distorções para a dobra espacial exigem o que os físicos chamam de densidade de energia negativa.

Isso não é expressamente proibido pela física (no mundo quântico, das partículas elementares, às vezes surgem quantidades diminutas de energia negativa), mas ninguém sabe como chegar lá. Um teste de laboratório talvez seja capaz de funcionar com os efeitos quânticos diminutos que os físicos já geram, mas um vaivém exige bem mais.

Para resolver isso, os físicos estão a explorar soluções como manipular energia escura (a força de expansão acelerada do Universo, hoje pouco compreendida) e a possibilidade de que existam mais dimensões além das quatro que conhecemos. Há muito trabalho pela frente.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2012, 01:12:04 pm
Robô 'Curiosity' faz descoberta "histórica"

O robô 'Curiosity' da NASA, que se encontra numa missão em Marte para determinar de houve alguma vez vida no planeta vermelho, fez uma descoberta que, segundo o investigador principal da missão, "mudará os livros da História".

John Grotzinger, investigador principal da missão do 'Curiosity', anunciou numa entrevista à rádio americana 'NPR' que os instrumentos do robô descobriram algo que "mudará os livros da história" acrescentando que os dados recolhidos "prometem realmente muito", cita o site do jornal espanhol ABC.

A descoberta foi feita através do laboratório químico a bordo do robô, o "Sample Analysis at Mars" (SAM), que analisa amostras de solo marciano. Grotzinger assegurou que a NASA irá realizar um dos maiores anúncios da sua história. Segundo declarações do próprio ao site sobre astronomia "Universe Today", citado pelo ABC, será realizada "uma conferência no próximo dia 3 de dezembro para discutir os nossos resultados".

Por enquanto os cientistas estão a realizar um conjunto de testes e análises para determinar a validade da descoberta, pois querem estar completamente seguros antes de lançar o anúncio.

"A equipa científica está a analisar os dados recolhidos pelo SAM mas ainda não está pronta para discutir o assunto", afirmou Grotzinger ao "Universe Today".

Caso se confirme que de facto houve vida em Marte, este será o anúncio mais esperado de todo o universo cientifico, informa o ABC.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 22, 2012, 06:58:35 pm
Encontraram um fóssil?  :? Cálcio numa rocha?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 24, 2012, 12:27:08 am
NASA segue com atenção recentes erupções solares


A sonda SOHO da NASA captou um grupo de manchas solares – AR 1618 – visível há alguns dias e que desde ontem ganhou um tamanho gigantesco, dez vezes superior ao da Terra.
 
A mancha já soltou erupções de classe M, explosão de energia de tamanho médio, mas a administração National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA) adverte da possibilidade de este fenómeno produzir energia suficiente para emitir erupções de classe X (as mais potentes) nas próximas horas. A possibilidade de que uma destas erupções aponte directamente para a Terra é considerável, já que a mancha está virada para o nosso planeta.
 
O observatório espacial STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory) da Agência Espacial Norte-americana captou na terça-feira duas ejecções de massa coronal provocadas pela mesma mancha.

 A nuvem de partículas e radiação poderá alcançar-nos durante o dia de hoje, existindo mesmo 65 por cento de possibilidade de que esta libertação de plasma solar provoque tempestades geomagnéticas, que se produzem quando as partículas atingem a magnetosfera, durante um período prolongado.
 
As consequências podem ser várias, desde magníficas auroras até problemas com os sistemas eléctricos dos satélites. No site da Space Weather Prediction Center pode acompanhar-se a evolução dos acontecimentos, sendo que até agora não se registou qualquer tempestade geomagnética.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 27, 2012, 10:53:19 pm
Mars Express e Curiosity trabalham em conjunto


A uns dias de ser anunciada a descoberta em Marte que “pode mudar os livros de história” (como disse o investigador John Grotzinger, da NASA) é relatada a primeira colaboração entre a sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), e o robô Curiosity, da agência norte-americana.
 
Pela primeira vez, a primeira transmitiu dados do Curiosity. Estes incluem imagens detalhadas da Rocknest3, que foram recebidas pela antena da ESA na Austrália. Foi um pequeno mas significativo passo – diz a ESA em comunicado – no caminho de uma maior cooperação entre as duas agências.

No passado dia 6 de Outubro, a Mars Express apontou a sua antena de comunicações até à superfície de Marte para receber o sinal enviado pelo Curiosity. O veículo da NASA transmitiu dados científicos recolhidos no Rocknest ao satélite da ESA durante 15 minutos.

Algumas horas mais tarde, a Mars Express fez uma manobra para apontar a sua antena para a Terra e começou a transmitir a informação para o Centro Europeu de Operações Espaciais em Darmstadt (Alemanha) através da antena de 35 metros de diâmetro que a ESA tem em New Norcia (Austrália). Os dados foram postos imediatamente à disposição do laboratório JPL da NASA, onde foram processados e analisados.

 Entre os dados transmitidos encontram-se imagens registadas a 4 de Outubro pelo instrumento ChemCam do Curiosity. Esta câmara é composta por um espectrómetro de pulverização induzida por laser que dispara em direcção a um objecto e analisa a composição química do material vaporizado.

 O laser é capaz de apontar para elementos com menos de um milímetro de diâmetro. A análise espectrométrica revela informação sobre a microestrutura dos minerais presentes na rocha.

 A sonda Mars Express tinha já colaborado com missões a Marte da NASA em outras ocasiões – como a Phoenix, Spirit e Opportunity. Registou também o sinal da Curiosity durante a sua chegada a Marte no mês de Agosto. Está previsto que durante a missão do Curiosity se realizem mais colaborações deste género.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 28, 2012, 01:18:39 pm
Ir viver para Marte custará 387 mil euros


O multimilionário Elon Musk, fundador e chefe-executivo da empresa privada de transportes espaciais "Space X", quer estabelecer uma colónia em Marte para cerca de 80 mil pessoas cujo preço de viagem rondará os 387 mil euros.

A ideia essencial da "Space X" é que as condições de vida numa possível colónia em Marte não sejam inferiores às da Terra, diz o site espanhol Psyn Noticias.

Segundo o site do jornal britânico The daily Mail, as ambições iniciais de Musk serão pequenas sendo que, numa primeira fase do projeto, só viajarão para o Planeta Vermelho cerca de 10 pessoas.

De acordo com o empresário, citado pelo Psyn Noticias, os primeiros colonos a chegar a Marte terão que levar consigo imensos suplementos, nomeadamente: equipamento para a produção de fertilizante, oxigénio e metano a partir dos elementos naturais da atmosfera de Marte. Os pioneiros terão ainda que levar materiais para construir cúpulas transparentes, cujo ambiente interior será propício ao cultivo de produtos. Deste modo, à medida que os colonos forem aumentando a sua autossuficiência, mais pessoas poderão viajar para o Planeta e cada vez com menos materiais, sendo prevista a a capacidade populacional de 80 mil pessoas.

Já foram divulgados os custos monetários dos bilhetes, caso as viagens se tornem possíveis, e estes rondarão os 387 mil euros, diz o Psyn Noticias.

Segundo o The Huffington Post, Musk afirma que "o preço dos bilhetes não poderá ser muito elevado, para que pessoas de países desenvolvidos, nos seus quarenta anos, possam juntar dinheiro suficiente para realizar a viagem".

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 30, 2012, 02:03:08 pm
Asteróides e cometas podem explicar origem de gelo em Mercúrio


Asteróides e cometas poderão estar na origem do aparecimento de manchas de gelo em Mercúrio, planeta mais próximo do Sol, admitiu hoje a NASA.
Cientistas da agência espacial norte-americana anunciaram hoje que a sonda "Messenger" detectou evidências de água gelada em Mercúrio.

Os depósitos de gelo estão localizados no Pólo Norte, uma zona do planeta permanentemente às escuras.

Contudo, a possibilidade de haver água em estado líquido em Mercúrio é remota, dado que o planeta não tem atmosfera, indicaram hoje os cientistas da NASA numa conferência de imprensa transmitida na Internet.

O espectrómetro do "Messenger" analisou concentrações de hidrogénio para determinar a presença de água (que é composta de hidrogénio e oxigénio).

Nas manchas mais geladas, a água estava à superfície. Contudo, na região polar ligeiramente mais quentes, onde o gelo pode ter derretido, as manchas estavam cobertas por um material escuro com baixa concentração de hidrogénio.

Os cientistas crêem que o material escuro pode ser a chave para explicar como a água se fixou em Mercúrio.

O material escuro é uma espécie de combinação de compostos orgânicos, que chegaram ao planeta através do "impacto de cometas e asteróides instáveis", explicou, citado pela agência AFP, o investigador da NASA David Paige.

De acordo com o especialista, tais cometas e asteróides são "os mesmos objectos que provavelmente transportaram água para Mercúrio".

Apesar de Mercúrio ser um planeta em ebulição, o seu eixo de rotação é quase paralelo ao Sol, o que significa que os seus pólos nunca são atingidos pelos raios do 'astro-rei'.

Lançada há oito anos, a sonda "Messenger" é a primeira a orbitar Mercúrio, onde chegou em 2011.

As imagens captadas pela sonda confirmaram a teoria de que os pólos do planeta poderiam albergar água gelada e outros componentes.

Em 1991, um telescópio em Porto Rico detectou manchas brilhantes nos pólos de Mercúrio.

Investigadores admitem a possibilidade de o Pólo Sul de Mercúrio ter também gelo, mas não há dados que confirmem essa hipótese. A sonda "Messenger" orbita o planeta muito mais próximo do Pólo Norte do que do Pólo Sul.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 04, 2012, 05:30:50 pm
Chineses querem plantar legumes em Marte e na Lua


Os astronautas chineses poderão no futuro cultivar legumes em Marte e na Lua, de acordo com o sucesso de uma experiência científica preliminar realizada em Pequim, avança hoje a imprensa estatal. Quatro tipos diferentes de vegetais cresceram num «dispositivo de ecossistema artificial», um espaço de 300 m3 destinado a permitir que os astronautas produzam as próprias reservas de ar, água e alimentos durante as missões fora da atmosfera, destacou a agência oficial Xinhua.

Este sistema, que utiliza plantas e algas, «está destinado a ser utilizado em bases fora da Terra, na Lua ou em Marte», segundo a agência.

A experiência permitiu «a colheita de legumes frescos para refeições».

A China aspira ser o primeiro país asiático a chegar à Lua. Como parte do programa "Chang´e", o país já lançou duas sondas lunares, em 2007 e 2010.

O país também desenvolve rapidamente um programa para criar uma estação orbital permanente.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 05, 2012, 12:50:29 am
Curiosity ainda não detectou material orgânico


As expectativas criadas há umas semanas pela declaração do coordenador da missão Curiosity, John Grotzinger, que indicava uma descoberta em Marte que “mudaria os livros de história”, saíram agora frustradas.
 
A única notícia é que o robô da NASA tem já prontas as mais completas análises do solo marciano. Ao contrário do que muitos esperavam “não foi ainda detectado, de forma definitiva, material orgânico em Marte”, explica Paul Mahaffy of NASA's Goddard Space Flight Center in Greenbelt, acrescentando que “vão continuar à sua procura nos diversos ambientes da Cratera Gale”.
 
A análise das amostras recolhidas pelos vários instrumentos que compõe o rover revela que o planeta tem uma química complexa: água, enxofre e cloro, entre outros ingredientes. Mas compostos que contenham carbono, os tais compostos orgânicos que podiam permitir a existência de vida não foram encontrados nestas primeiras análises.
 
O anúncio foi feito ontem durante o primeiro dia do Congresso da American Geophysical Union, que decorre em São Francisco (EUA) até à próxima sexta-feira.
 
Este encontro iniciou-se sob uma enorme expectativa umas semanas depois das declarações entusiásticas de Grotzinger. Esta deu lugar a uma certa decepção depois da intervenção inaugural levada a cabo pelos cientistas da NASA Michael Meyer, John Grotzinger, Paul Mahaffy, Ralf Gellert e Ken Edgett.
 
As análises realizadas pelo laboratório SAM detectaram que os gases provenientes das amostras do solo continham água e uma pequena quantidade de dióxido de carbono, oxigénio e dióxido de enxofre. Mas, explicam os investigadores, antes de se confirmar a existência de um componente orgânico é necessário não haver dúvida de que esse é 100 por cento marciano, não procedendo do instrumento que veio da Terra.
 
Os cientistas explicaram também que a detecção de várias substâncias durante esta primeira fase está a ser utilizada para provar a capacidade do laboratório e dos instrumentos para a analisar diferentes tipo de rochas e o solo marciano.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 05, 2012, 04:35:15 pm
Nasa prevê enviar «sonda gémea» da Curiosity a Marte em 2020


Após a experiência bem-sucedida com a sonda Curiosity, a Nasa anunciou que tem planos para enviar um segundo robô para Marte em 2020. O equipamento vai auxiliar em pesquisas mais detalhadas no planeta vermelho. O orçamento previsto é de 1,5 mil milhões de dólares. O novo robô, ainda sem nome definido, será construído utilizando modelos e peças desenvolvidos para a Curiosity, o que ajudará a reduzir os custos. Será adoptado, por exemplo, o mesmo sistema de aterragem usado pela Curiosity quando chegou a Marte.

Assim como a Curiosity, a missão para enviar o novo robô para Marte será coordenada pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da Nasa. No entanto, a agência espacial ainda precisa de estudar em que ponto do planeta a sonda vai aterrar e quais os instrumentos que serão levados para pesquisas no solo.

A expectativa da Nasa é que o novo equipamento seja mais um passo no sentido de permitir viagens de astronautas a Marte ainda antes de 2030. A sonda seria inovadora também porque daria a largada a projectos mais ambiciosos, como trazer para a Terra amostras de solo e de rochas, algo que a Curiosity não tem capacidade para fazer.

A Curiosity pousou no planeta vermelho no início de Agosto. O robô é o mais caro e sofisticado que a Nasa já enviou para pesquisas em busca de sinais de vida no planeta vizinho. A missão está programada para durar dois anos.

O projecto de construção foi atribulado. O orçamento ultrapassou os 2,5 mil milhões de dólares previstos e o tempo para o desenvolvimento do equipamento foi maior do que o planeado.

Além da Curiosity, a Nasa tem em Marte o robô Opportunity, enviado em 2003, e duas sondas que circundam o planeta.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 07, 2012, 05:53:56 pm
Câmara fotográfica de astronauta ficou na lua até hoje


O comandante da última missão do projeto Apollo deixou a sua câmara fotográfica na lua há 40 anos atrás, na esperança de que um dia alguém a trouxesse de volta.

Eugene Cernan foi o último homem a caminhar na lua. Depois de 40 anos, a sua câmara fotográfica continua no mesmo sítio onde foi deixada, com a lente apontada para o espaço, diz o site do jornal britânico The Telegraph.

A câmara, uma 'Hasselbblad', usada para captar muitas das imagens da missão, foi deixada para trás na esperança de que um dia futuros astronautas a trouxessem de volta. O facto de ter sido deixada com a lente a apontar para o espaço não foi ao acaso. O objetivo era que a lente absorvesse radiação cósmica de modo a que, futuros astronautas, pudessem medir o nível da mesma. Este seria o último experiência da missão de 1972, diz o site do jornal britânico The Daily Mail.

O anúncio foi hoje feito pelo próprio Cernan, no 40.º aniversário da missão Apollo 17, a última do projeto. Atualmente com 78 anos, o astronauta expressou a sua tristeza pelo facto de as suas pegadas serem as últimas deixadas na superfície lunar, diz o mesmo jornal.

Após a missão de Cernan e da sua equipa, mais três missões estavam previstas. No entanto acabaram por não se realizar devido a cortes orçamentais. O astronauta acabou por admitir que ter deixado a sua câmara pode não ter sido uma boa ideia. "Eu deixei a minha Hasselblad lá com as lentes apontadas para o zénite, sendo a ideia um dia alguém a trazer de volta e descobrir o nível de deterioração que a radiação solar cósmica causou à lente", afirmou, citado pelo The Daily Mail.

O astronauta afirmou ser importante regressar à lua mas, antes, convém "criar lá uma base para podermos usar técnicas de propulsão mais avançadas", cita o mesmo jornal.

A câmara continua até hoje no mesmo lugar.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 07, 2012, 06:16:23 pm
Regresso à Lua só com financiamento privado


Harrison Schmitt, astronauta da última missão do projeto Apollo, diz que o governo norte-americano não tem capacidade para voltar a enviar homens à Lua e que serão empresas privadas a financiar a exploração mineira no satélite.

No 40.º aniversário da missão Apollo 17, a última do projeto, um dos austronautas presentes nessa última viagem à Lua, Harrison Schmitt, defende que as empresas privadas vão apostar na exploração do satélite, não só com uma perspetiva mais turística, mas na expliração mineira.

Em causa está a extração de hélio-3, uma fonte de combustível difícil de se ter na Terra, mas que não falta na Lua. "Se se tiver uma razão para se construir foguetões, naves espaciais e máquinas de exploração mineira, os custos vão diminuir. O governo não tem capacidade para diminuir os custos onde seria económico fazê-lo", salientou Schmitt à BBC.

Para o antigo astronauta serão as empresas privadas a apostar na exploração mineira para a extração de hélio-3. Esta fonte de combustível é vista como o futuro, pois 25 toneladas pode permitir fornecer energia para todo o planeta durante um ano. Se na Terra há apenas a capacidade para produzir várias dezenas de gramas por ano, as estimativas, mais baixas, é que na Lua as reservas atinjam as 500 mil toneladas.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 14, 2012, 09:38:06 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2012, 08:23:20 pm
Supercomputador do ALMA instalado e a postos


Um dos mais poderosos supercomputadores do mundo encontra-se completamente instalado e testado a elevada altitude, num local remoto dos Andes do norte chileno. É o atingir de um dos marcos mais importantes relativos à conclusão do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), o telescópio terrestre mais complexo da história. O ALMA está quase pronto e será inaugurado em Março de 2013.

O correlador especializado, um componente essencial do ALMA, tem mais de 134 milhões de processadores e executa até 17 milhares de biliões de operações por segundo, uma velocidade apenas comparável ao supercomputador mais rápido de uso geral que existe em funcionamento actualmente.

O telescópio astronómico é composto por uma rede de 66 antenas parabólicas. Os 134 milhões de processadores combinam e comparam continuamente os ténues sinais celestes recebidos pelas antenas da rede ALMA, separadas entre si de distâncias que vão até aos 16 quilómetros, permitindo que as antenas trabalhem em conjunto como se de um único telescópio gigante se tratassem.

A informação recolhida por cada antena tem que ser combinada com a informação de todas as outras. Na sua capacidade máxima de 64 antenas, o correlador tem que executar 17 milhares de biliões de cálculos por segundo e que foi construído especificamente para esta tarefa, mas o número de cálculos por segundo é comparável ao desempenho dos mais rápidos supercomputadores de uso geral que existem actualmente.

"Este desafio informático único pedia um design inovador, tanto no que respeita aos componentes individuais como relativamente à arquitectura geral do correlador," segundo Wolfgang Wild, director de projecto europeu do ALMA , do Observatório Sul Europeu (ESO).

O design inicial do correlador, assim como a sua construção e instalação, foi liderado pelo National Radio Astronomy Observatory (NRAO, Observatório Nacional de Rádio Astronomia dos Estados Unidos), o principal parceiro norte-americano no ALMA. O projecto foi financiado pela National Science Foundation (Fundação Nacional Científica) dos EU, com o ESO.

"A construção e instalação do correlador foi o atingir de um enorme marco no culminar da participação da América do Norte no projecto internacional de construção do ALMA," disse Mark McKinnon, o director de projecto norte-americano do ALMA, do NRAO. "Os desafios técnicos foram enormes, mas a nossa equipa soube superá-los", acrescentou.

550 quadros de circuitos de filtros digitais

O correlador é um sistema versátil completamente novo de filtro digital, concebido na Europa e incorporado no design inicial do NRAO. Um conjunto de 550 quadros de circuitos de filtros digitais de vanguarda foi concebido. Com estes filtros, a radiação que o ALMA recolhe pode ser separada em 32 vezes mais intervalos de comprimentos de onda do que no design original, e cada um destes intervalos pode ser muito bem calibrado.

"Esta enorme flexibilidade é fantástica; permite-nos cortar o espectro de radiação que o ALMA vê e concentrarmo-nos nos comprimentos de onda precisos que são necessários para determinada observação, seja ela mapear as moléculas de gás numa nuvem de formação estelar ou procurar algumas das galáxias mais distantes do Universo," disse Alain Baudry, da Universidade de Bordeaux, o líder da equipa europeia do correlador ALMA.

Outro desafio foi o local extremo. O correlador encontra-se alojado no edifício técnico do local de operações da Rede ALMA (AOS), local com a mais alta tecnologia e que se situa a uma maior altitude. A 5000 metros o ar é rarefeito e, por isso, precisa-se do dobro do fluxo normal de ar para refrigerar a máquina, que consome cerca de 140 kilowatts de potência. Com este ar não se podem usar unidades de disco com sistemas giratórios para os computadores, uma vez que as cabeças de read/write precisam de uma almofada de ar, que impede que choquem com os seus suportes. Adicionalmente, a actividade sísmica é comum e por isso o correlador teve que ser desenhado de modo a suportar as vibrações associadas aos tremores de Terra.

O ALMA começou as observações científicas em 2011, com uma rede parcial de antenas. Uma parte do correlador estava já a ser utilizada para combinar os sinais vindos da rede parcial, mas agora o sistema completo encontra-se pronto. O correlador está pronto para o ALMA começar a operar com um maior número de antenas, o que aumentará a sensibilidade e a qualidade de imagem das observações.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 23, 2012, 06:39:49 pm
Resumo da actividade da NASA em 1968.
Actualmente, se não fosse a missão em Marte, parece que estamos parados no tempo.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 26, 2012, 12:27:42 am
Conceito de lançador reutilizável da SpaceX.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2012, 06:03:09 pm
NASA quer regressar à Lua em breve


Numa próxima missão à Lua, a Agência Espacial Norte-Americana NASA quer estudar as condições ambientais deste satélite natural, tendo em vista uma futura missão tripulada. Quando terminou a missão GRAIL – com as duas sondas a chocarem contra o solo lunar – a NASA estava já a trabalhar nesta nova operação. Os dados recolhidos pela GRAIL serão utilizados para permitir levar a cabo o novo projecto.
 
É mesmo provável que o ser humano volte a pisar a Lua em breve, mas para isso “os cientistas têm de ter mais informação acerca das condições ambientais do satélite e em especial da poeira lunar, o factor ambiental que representa um dos maiores problemas para os seres humanos na Lua”, informa a NASA em comunicado.
 
A poeira lunar é tão fina como pó de talco e suficientemente abrasiva para provocar problemas a longo prazo nas lentes e nos equipamentos mecânicos. É também perigosa para a saúde se a estadia na Lua for prolongada.
 
Actualmente, a NASA está a testar o Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer (LADEE), composto por um espectrómetro de ultravioleta que analisará a luz dos materiais da Lua, um espectrómetro de massas neutral, configurado para detectar diferenças na pouca atmosfera que há na Lua, e também um sistema que vai recolher e analisar as partículas de pó que flutuam à volta da atmosfera dispersa.
 
Além das experiências científicas, o LADEE será tecnicamente único em vários aspectos. Em primeiro lugar, é pioneiro em arquitectura modular e terá um novo sistema de comunicação que permite entrar em contacto com a Terra através de raios laser em vez de ondas de rádio. Tem também sistemas de energia melhorados que reduzem o seu custo.
 
Se esta tecnologia tiver êxito, é provável que se utilize em futuras missões de exploração lunar. Se tudo correr bem, a nave poderá ser lançada em Agosto de 2013.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 30, 2012, 01:30:30 am
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 02, 2013, 03:05:45 pm
Viagens ao espaço podem acelerar doença de Alzheimer, diz estudo


As longas viagens ao espaço, como, por exemplo, uma missão a Marte, podem expor os astronautas a níveis de radiação cósmica prejudiciais ao cérebro e acelerar a doença de Alzheimer, indicou um estudo americano.O estudo financiado pela Nasa submeteu ratos a variadas doses de radiação, incluindo níveis comparáveis aos que os astronautas experimentariam durante uma missão a Marte.

Os ratos expostos à radiação foram muito mais propensos a não conseguir lembrar objectos ou lugares, o que sugere uma deterioração neurológica precoce.

«A radiação cósmica galáctica representa uma ameaça importante para os futuros astronautas», disse Michael O'Banion, professor da Universidade de Rochester e principal autor do estudo, publicado na revista científica PLoS ONE.

«Este estudo demonstra pela primeira vez que a exposição a níveis de radiação equivalentes a uma missão a Marte pode produzir problemas cognitivos e acelerar as mudanças no cérebro que estão associadas à doença de Alzheimer», explica.

A Nasa planeia missões tripuladas a um asteróide longínquo em 2021 e a Marte em 2035. Uma viagem de ida e volta ao planeta vermelho pode levar até três anos.

Enquanto o espaço está repleto de radiação, o campo magnético da Terra protege, em geral, o planeta e os seres humanos localizados numa órbita baixa da Terra destas partículas. Mas, uma vez que os astronautas saem da órbita terrestre, estão expostos a uma chuva de radiações diferentes.

Nos últimos 25 anos, a Nasa financiou pesquisas para determinar os riscos potenciais das viagens espaciais para a saúde humana, com o objectivo de desenvolver contra-medidas e determinar se estes riscos podem colocar em perigo as missões tripuladas prolongadas ao espaço profundo.

Vários estudos anteriores demonstraram o potencial de desenvolver cancro, doenças cardiovasculares e transtornos músculo-esqueléticos pelo impacto da radiação cósmica galáctica.

Mas o estudo da Universidade de Rochester examinou o potencial impacto da radiação espacial na neuro-degeneração e, em particular, nos processos biológicos no cérebro que contribuem para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Os cérebros dos ratos também mostraram sinais de alterações vasculares e uma maior acumulação da beta-amilóide, a proteína «placa» que se acumula no cérebro e que é uma das características da doença.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 04, 2013, 06:20:21 pm
Meteorito marciano rico em água é encontrado no Saara

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgbox.com%2Fabc16XfQ.jpg&hash=8387e6f364c4ecae7794cbf25f236761)


Um meteorito com mais de 2 mil milhões de anos, descoberto recentemente na Terra, difere de todos os encontrados até agora por ser rico em água e ser parecido com as rochas de Marte analisadas pelas sondas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), segundo um estudo publicado esta sexta-feira na revista Science. Apelidado de «beleza negra», o objecto com 320 gramas e do tamanho de uma bola de beisebol foi encontrado em 2011 no Saara, deserto no norte de África.

«A rocha basáltica - de origem vulcânica - contida neste meteorito é similar à composição da crosta marciana ou da parte superior do manto de Marte», explicou Carl Agee, da Universidade de Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos, um dos co-autores da pesquisa.

«As nossas análises dos isótopos do oxigénio mostram que este meteorito, denominado NWA [noroeste da África] 7034, é diferente de todos os demais, visto que a sua formação química corresponde à formação do solo de Marte e às interacções com a atmosfera do planeta vermelho», acrescentou.

Segundo o cientista, a abundância de moléculas de água neste meteorito - com cerca de 600 partes por milhão, ou seja, dez vezes mais do que noutros meteoritos marcianos conhecidos - faz pensar que estava na superfície de Marte há 2,1 mil milhões de anos.

A água poderia vir de uma fonte vulcânica de um aquífero próximo à superfície, o que faz pensar que uma actividade aquosa persistiu na superfície de Marte durante o início da era Sideriana (Amazoniana). Além disso, o «beleza negra» também pode ser considerado raro devido ao resultado da sua interacção com a atmosfera do planeta vermelho.

«As nossas análises de carbono mostram igualmente que o meteorito sofreu uma segunda transformação na superfície de Marte, que explica a presença de macromoléculas de carbono orgânico», revelou Andrew Steee, do Instituto Canergie (EUA) e co-autor do estudo.

Para Stee, «trata-se do meteorito marciano mais rico geoquimicamente já encontrado, e as análises que foram realizadas provavelmente vão revelar outras surpresas».

Já foi encontrada, até agora, uma centena de meteoritos de origem marciana. Os meteoritos de origem de Marte e da Lua são raros; a maioria provém do cinturão de asteróides, uma região do Sistema Solar situada entre Marte e Júpiter.

Em 2012 foram registados mais de 42 mil meteoritos, um número que aumenta em cerca de 1.500 casos ao ano, segundo dados da Meteoritical Society.

A sonda Curiosity, da Nasa, está desde Agosto do ano passado na cratera Gale, que fica no equador marciano, para determinar se o planeta vermelho foi propício para a vida microbiana.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 07, 2013, 03:16:31 pm
Novo fato espacial da Nasa parece-se com o de Buzz Lightyear

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgbox.com%2FacnHTq6D.jpg&hash=0454b5ceb5dd3a9ce98010426d60c05e)


Branco e verde-limão, o novo fato espacial da Nasa parece ter sido inspirado nas vestes de um famoso astronauta: Buzz Lightyear, da animação «Toy Story». Apesar da semelhança, a agência espacial americana não confirma de onde veio a ideia para a concepção do protótipo do traje.

O estilo da roupa, porém, é apenas um dos seus aspectos que chama a atenção. As novidades do conjunto, na verdade, representam o maior salto na tecnologia de fatos espaciais desde 1998.

Flexível, o protótipo baptizado de Z-1 foi desenhado para que os astronautas façam manobras de maneira mais confortável e tenham maior habilidade ao caminhar.

O traje usado actualmente pela Nasa para caminhadas no espaço, conhecido como EMU (unidade extra-veicular de mobilidade, em inglês), foi desenhado para a construção da Estação Espacial Internacional. Uma versão anterior da roupa, porém, foi usada nas missões Apollo.

O objectivo agora era produzir uma roupa mais versátil que pudesse enfrentar qualquer missão. E, para onde quer que os astronautas possam ser enviados no futuro -como Marte -, a agência queria ter a certeza de que eles estarão protegidos contra a radiação, por exemplo.

Não há uma data para a estreia do Z-1, mas poderá ser usado a partir de 2015.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2013, 04:23:40 pm
Resultado do confinamento de 520 dias que simulou viagem a Marte divulgado


Durante 520 dias - pouco mais de 17 meses - seis astronautas viveram em confinamento, num ambiente que imitava um vaivém espacial. O objectivo era simular como seria uma missão tripulada a Marte e investigar os efeitos do longo período de isolamento, num espaço limitado, tanto sobre a saúde quanto sobre a capacidade de trabalho da tripulação. A equipa - formada por três russos, um francês, um italiano e um chinês - viveu confinada a bordo de uma réplica da nave espacial, localizada no Instituto de Problemas Médico-Biológicos, em Moscovo (Rússia), sem poder ter acesso à luz natural ou ar puro da Terra.

O resultado da experiência, que foi concluída no fim de Outubro, está a ser publicado na edição desta semana da revista norte-americana PNAS. A conclusão é que será crucial manter o ritmo circadiano (ciclo biológico que ocorre num período de 24 horas, influenciado pela luz solar) e a quantidade e a qualidade do sono dos tripulantes para garantir a viagem.

Essas condições, porém, são as primeiras a serem afectadas numa viagem espacial. Durante o projecto Marte-500, conduzido pelo Instituto de Problemas Biomédicos da Academia de Ciências Russa, os astronautas experimentaram uma redução no nível de actividades e uma perturbação no ciclo sono-vigília. A análise dos dados ficou a cargo do Departamento de Sono e Cronobiologia da Universidade da Pensilvânia, dos Estados Unidos.

Os autores do trabalho relatam que a tripulação ficou «incrivelmente sedentária» durante a missão - os movimentos eram reduzidos enquanto estavam acordados e o tempo em que descansavam foi mais longo do que o período em que estavam acordados. Alguns, porém, tiveram privação crónica do sono. Nos dois casos, os sintomas apareceram no início da missão e prolongaram-se durante 17 meses.

Para os pesquisadores, para uma viagem para o planeta vermelho dar certo, seria preciso equilibrar a quantidade de actividades com as horas dormidas de modo o mais semelhante possível ao vivido durante 24 horas na Terra.

A experiência foi a mais longa já feita desse tipo. Estudos anteriores que simularam as condições de ficar na Lua ou na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), por exemplo, foram de poucas semanas a seis meses.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 15, 2013, 09:50:04 pm
Rússia retomará em 2015 a conquista da Lua


A Rússia retomará em 2015 a conquista da Lua com o lançamento do aparelho orbital «Luna Glob» a partir da base de Vostochni, anunciou hoje Vladimir Popovkin, director da Roscosmos, a agência espacial russa.
 
«Em 2015, dentro do primeiro lançamento a partir da base de Vostochni, será posto em órbita o aparelho espacial "Luna Glob"», disse Popovkin à agência Interfax.
 
No módulo de descida, que se propõe estudar a exosfera da Lua e realizar também estudos astrofísicos, será instalado um equipamento para a busca de água e um robô para recolher amostras de solo no satélite da Terra.
 
A Roscosmos decidiu alterar a sua estratégia centrada na conquista de Marte, após o fracasso em 2011 da missão da estação marciana «Fobos Grunt», que se propunha extrair amostras numa das luas do planeta vermelho.
 
Agora, a prioridade é a Lua e a Roscosmos propõe-se inaugurar a base Vostochni (Extremo Oriente russo), que diminuirá a carga da base de Baikonur no Cazaquistão, com o início da nova etapa do programa espacial russo.
 
A Rússia também deve enviar no futuro juntamente com a Índia a sonda «Luna Resource», que consistirá numa plataforma com um equipamento de perfuração, cuja construção ficará a cargo do consórcio aeroespacial Lavochkin.
 
A Índia fornecerá à missão o foguete portador e o veículo lunar «Rover», que será depositado na superfície da Lua por um módulo de descida russo.
 
O objectivo da missão será recolher pó lunar e abrir caminho para o regresso do ser humano a esse satélite, que a Roscosmos, calcula para 2020, para depois construir ali uma estação permanente.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2013, 08:50:26 pm
Em breve a Terra estará em directo a partir do Espaço
http://www.youtube.com/watch?v=wVZA1V4Ttc0 (http://www.youtube.com/watch?v=wVZA1V4Ttc0)

Câmaras de alta definição deverão ser colocadas na Estação Espacial Internacional (ISS) por uma empresa canadiana para transmitir a Terra em Directo e as imagens serão difundidas de forma gratuita em streaming.
 
A Urthecast pretende colocar os instrumentos de observação, ainda em construção por uma companhia no Reino Unido, antes do próximo Outono na ISS. Uma das tecnologias captará fotografias e a outras imagens vídeo, com uma frequência de 3,25 por segundo e serão divulgadas pelo YouTube e pelo Google Earth.
 
As imagens permitirão distinguir ruas e prédios com precisão, mas sem identificar as pessoas – o que evitará problemas a nível de direitos de imagem, que o Google street View já teve de enfrentar, por exemplo.
 
Scott Larson, co-fundador e presidente da start-up, considera que poderá haver algumas horas de intervalo entre a captação, a observação e a difusão. O projecto poderá ser grande utilidade como meio de comunicação ambiental e institucional.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2013, 08:00:06 pm
NASA e ESA cooperam em futura missão tripulada


As agências espaciais norte-americana e europeia (NASA e ESA) deram a conhecer em conferência de imprensa os detalhes da cooperação do programa de voo tripulado Orión, que a NASA quer levar a cabo a partir de 2017.
 
A nave contará com um módulo de serviços semelhante aos ATV (Automated Transfer Vehicle, Veículo de Transferência Automatizado) que fabrica a ESA, que proporcionará propulsão e energia à nave e transportará uma carga de oxigénio, água e outros elementos de apoio à vida dos astronautas.  
 
A ESA informa que o módulo será um cilindro de 2,7 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro. Além disso, a missão da ESA nesta missão inclui o aperfeiçoamento da configuração dos painéis solares dos cargueiros ATV.
 
O painel solar, um pouco mais curto e mais largo, utilizará a tecnologia de arsenieto de gálio para fornecer electricidade até 11 kW, o suficiente para satisfazer as necessidades básicas de uma missão com estas características. Estes painéis oferecerão uma eficiência de 30 por cento na conversão de energia solar (os actuais que convertem apenas 17 por cento).
 
Esta missão tinha sido cancelada pelo presidente norte-americano Barak Obama em 2010 por falta de condições financeiras, tendo sido, no entanto, retomada um ano mais tarde, em versão o mais low cost possível.
 
NASA quer fazer um primeiro voo experimental não tripulado em 2017, o que significa que a ESA terá de entregar o módulo um ano antes. Depois da experiência, o ATV e Orión vão dirigir-se para a Lua. Espera-se também que este seja este o veículo que levará o ser humano a pisar pela primeira vez um asteróide e depois Marte.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 18, 2013, 03:54:03 pm

Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 18, 2013, 11:18:05 pm
Lixo dos astronautas transformado em escudo anti-radiação


Investigadores do Kennedy Space Center da NASA estão a testar discos feitos a partir de resíduos espaciais dos astronautas, que incluem garrafas de água, restos de roupa e fita adesiva, para verificarem se podem ser reutilizados como escudos anti-radiação durante missões no espaço profundo.
 
Os pequenos discos foram concebidos no Centro de Investigação Ames (Califórnia) utilizando um compressor que derrete o lixo durante três horas e meia a temperaturas entre os 148 e 176 graus centígrados sem o incinerar.

O compressor transforma o lixo num sólido com 20 centímetros de diâmetro. Os investigadores acreditam que os discos têm potencial para serem utilizados como escudos de radiação, devido à grande quantidade de embalagens de plástico.
 
“A ideia é comprimir todos os resíduos e, se houver componentes plásticos suficientes, criar um escudo que consiga proteger da radiação”, afirma Mary Hummerick, microbióloga do Centro Espacial Kennedy, na Florida.

Os astronautas têm de suportar raios cósmicos que podem potenciar o risco de doenças como o cancro ou provocar danos neurológicos. A NASA prevê enviar missões tripuladas a Marte a partir de 2030, o que significa uma maior exposição dos astronautas a estas radiações.

A equipa de investigação está actualmente a avaliar se o processo de compactação é eficaz na eliminação de bactérias.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 23, 2013, 08:57:11 pm
Empresa quer explorar recursos em asteróides



A empresa privada "Deep Space Industries" anunciou ontem que quer enviar, em 2015, uma frota de naves espaciais para fazer prospecção de asteróides. O objectivo é explorar os seus recursos. Dentro de uma década, acredita a empresa, será possível começar a recolher metais e outros materiais destas rochas espaciais
 
Isto permitiria potenciar a exploração espacial. Por exemplo, repor combustível às naves distantes da Terra e repará-las, o que facilitaria o sonho da Humanidade de chegar o mais longe possível no Espaço.
 
“Esta é a primeira campanha comercial para explorar os pequenos asteróides que passam perto da Terra”, afirma o presidente da Deep Space, Rick Tumlinson, em comunicado. “Utilizando tecnologias de baixo custo e combinando a herança do nosso programa espacial com a inovação dos génios da alta tecnologia de hoje, vamos fazer coisas que seriam impossíveis há alguns anos”.
 
As primeiras sondas chamam-se FireFly, vão pesar 25 quilogramas e serão lançadas em 2015. As viagens durarão entre dois e seis meses. “O meu smartphone tem mais poder computacional do que tinham as missões Apolo”, que levaram o homem à Lua, lembra Tumlinson. “Hoje é possível fazer máquinas incrivelmente pequenas, mais baratas e mais rápidas do que nunca”, acrescenta.
 
As FireFly vão abrir caminho a outras naves mais pesadas de 32 quilogramas, as DragonFlies, que irão trazer amostras dos asteróides, missões que durarão entre dois e quatro anos.
 
O objectivo último é utilizar material e água dos asteróides na reparação de naves e também fornecer combustível. Se os asteróides foram transformados em propulsores, poderão aumentar a vida útil dos satélites ou beneficiar missões a outros planetas, reduzindo a duração e gasto monetário das viagens.
 
A utilização de recursos capturados no Espaço é a única maneira de permitir o desenvolvimento espacial permanente, acredita a empresa.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2013, 08:47:22 pm
Satélite soviético deve colidir contra a Terra para a semana


O satélite soviético Kosmos-1484, que foi lançado em 1983 para explorar os recursos naturais do nosso planeta, deve colidir contra a Terra no dia 29 de Janeiro.

O mais provável é que o aparelho se desintegre quase inteiro ao entrar em contacto com a atmosfera terrestre, segundo informaram esta quinta-feira as agências russas, que citam fontes espaciais norte-americanas.
 
O Kosmos-1484, que tem cerca de seis metros de comprimento, mantém, neste momento, uma órbita com uma altura de 208 quilómetros de perigeu e 356 de apogeu.
 
O satélite, que nunca chegou a cumprir a sua função devido a um problema no sistema de orientação, sofreu uma explosão há dez anos e, por isso, perdeu parte da sua estrutura original.
 
As agências espaciais russas (Roscomos), europeia (ESA) e norte-americana (Nasa) estão dispostas a cooperar na luta contra o lixo espacial, já que esse lixo ameaça o funcionamento da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 25, 2013, 04:12:49 pm
Sondas europeias vão revelar em 2013 segredos do Big Bang, de Marte e do clima


Sondas europeias voltarão à Terra este ano com um tesouro de dados sobre o Big Bang, a água em Marte e as alterações climáticas, afirmou Jean-Jacques Dordain, director da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). O orçamento da ESA para 2013 é de 5,6 mil milhões de dólares, um aumento de 6% em relação ao ano passado, disse o executivo.

«O ano de 2013 renderá frutos extraordinários» de conhecimento sobre o espaço, antecipou Dordain em conferência por ocasião do início do ano.
 
A 22 de Fevereiro, os cientistas trarão de volta a missão Humidade dos Solos e Salinidade dos Oceanos (SMOS), em que um satélite lançado em 2009 mapeia a superfície e os oceanos da Terra em busca de alterações vinculadas às alterações climáticas.
 
A 21 de Março, astrofísicos divulgarão o primeiro mapa completo do céu do Fundo Cósmico de Microondas (CMB), corrente de radiação antiga que data da criação do universo, há 14 mil milhões de anos. O mapa foi gerado pela sonda Planck, lançada em Maio de 2009.
 
Em Junho, especialistas da ESA divulgarão um «mapa mineralógico» completo de Marte, montado a partir de dados de sensoreamento remoto, fornecidos pela sonda Mars Express, que este ano marca o seu 10º aniversário de operações, afirmou Dordain.
 
Com indícios de existência de água no passado, o mapa ajudará a seleccionar os locais para uma ambiciosa missão científica russo-europeia, a ExoMars, que compreende um orbitador que será lançado em 2016 e um veículo-robô em 2018.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2013, 05:30:30 pm
Segundo homem a pisar a lua quer «ser o primeiro» em Marte

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fresources1.news.com.au%2Fimages%2F2012%2F08%2F26%2F1226458%2F215209-edwin-e-aldrin.jpg&hash=cbbe5d48b83aa2b9fe4f23866cd9242e)

O segundo homem que pisou o solo lunar, Edwin Buzz Aldrin, quer ser o primeiro em Marte. Já com 83 anos, o astronauta da missão Apollo 11 não pretende sair da órbita terrestre, mas antes ajudar a primeira equipa que ali pousar.

O mítico «homem do espaço» disse durante uma palestra no evento de tecnologia «Campus Party», em São Paulo, que já desenvolveu um projecto de exploração do planeta vermelho muito peculiar, que figura no seu novo livro «Mission to Mars: My Vision to Space Exploration (Missão a Marte: A Minha Visão da Exploração Espacial, em tradução livre), a ser lançado em Maio.
 
Para Aldrin, que também tem um diploma em Astronáutica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as missões espaciais deveriam concentrar-se agora em Marte.
 
«Eu sempre senti que Marte deveria ser o próximo foco [das missões espaciais depois da conquista da Lua]. Sempre sonhei em ir lá, mas não consegui», afirmou.
 
Buzz acredita que seria possível, com ajuda de investigadores da Universidade Purdue, Indiana (EUA), que duas cápsulas levassem homens a Marte se fizessem trajectos cíclicos entre as órbitas dos dois planetas.
 
As naves revezar-se-iam para deixar e ir buscar as tripulações, aproveitando os momentos em que Marte fica mais «próximo» da Terra e vice-versa.
 
Neste cenário, cada equipa de astronautas ficaria meses longe da Terra, nos mesmos moldes do que é feito com a Estação Espacial Internacional.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 01, 2013, 05:24:46 pm
Von Braun (e companhia) era um génio!

Citar
NASA testing vintage engine from Apollo 11 rocket

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnews.yahoo.com%2Fnasa-testing-vintage-engine-apollo-11-rocket-222445500.html&hash=362668c92b3eeb917a85b5679fc58920)

Like vinyl records and skinny ties, good things eventually come back around. At NASA, that means looking to the Apollo program for ideas on how to develop the next generation of rockets for future missions to the moon and beyond.

Young engineers who weren't even born when the last Saturn V rocket took off for the moon are testing a vintage engine from the program.

The engine, known to NASA engineers as No. F-6049, was supposed to help propel Apollo 11 into orbit in 1969, when NASA sent Neil Armstrong and two other astronauts to the moon for the first time. The flight went off without a hitch, but no thanks to the engine — it was grounded because of a glitch during a test in Mississippi and later sent to the Smithsonian Institution, where it sat for years.

Now engineers are learning to work with technical systems and propellants not used since before the start of the space shuttle program, which first launched in 1981.

Nick Case, 27, and other engineers at NASA's Marshall Space Flight Center on Thursday completed a series of 11 test-firings of the F-6049's gas generator, a jet-like rocket which produces 30,000 pounds of thrust and was used as a starter for the engine. They are trying to see whether a second-generation version of the Apollo engine could produce even more thrust and be operated with a throttle for deep-space exploration.

There are no plans to send the old engine into space, but it could become a template for a new generation of motors incorporating parts of its design.

In NASA-speak, the old 18-foot-tall motor is called an F-1 engine. During moon missions, five of them were arranged at the base of the 363-foot-tall Saturn V system and fired together to power the rocket off the ground toward Earth orbit.

Thursday's test used one part of the engine, the gas generator, which powers the machinery to pump propellant into the main rocket chamber. It doesn't produce the massive orange flame or clouds of smoke like that of a whole F-1, but the sound was deafening as engineers fired the mechanism in an outdoor test stand on a cool, sunny afternoon.

The device produced a plume that resembled a blow torch the size of two buses and set fire to a grassy area, which was quickly extinguished.

"It's not small," Case said. "It's pretty beefy on its own."

And just like during the Apollo days, people in north Alabama heard rockets thundering in the distance during tests at Marshall.

"My wife and daughter were in our front yard and she said they could hear it, which was pretty cool," Case said after an earlier test. "We live about 15 miles away."

A single F-1 engine can produce 1.5 million pounds of thrust using a fuel composed of liquid oxygen and refined kerosene, which was not used in the space shuttle.

The tests were conducted at Marshall in a project conducted with Dynetics Inc. and Pratt & Whitney Rocketdyne, which are studying NASA's possibilities for deep-space missions years from now. The space agency plans to use commercial launches to reach low Earth orbit; larger rockets are required to escape the planet's gravity.

R.H. Coates, an engineer who works with Case in Marshall's liquid propulsion office, said young engineers can learn a lot from the work done by predecessors using slide-rules in the 1960s, but no one wants to simply rebuild the old Saturn V engine.

"This wouldn't be your daddy's F-1," Coates said. "We'd use new materials and try to simplify it, update it."

Case started at Marshall as a high school intern in 2002 and has been working there since graduating from the University of Alabama in Huntsville in 2008. He said today's technology allows things that weren't possible during the 1960s, but he has been impressed by what he learned taking apart the unused Apollo 11 engine.

Engine No. F-6049 didn't fit properly on the Apollo 11 rocket, but it is invaluable now as a testing tool. Coates said a total of 85 F-1 engines were used on 17 Apollo flights without a single failure.

About a dozen F-1 engines remain in Huntsville, Ala., home of NASA's main propulsion center, and others are located elsewhere. Most are on display. Case said engineers used engine No. F-6049 for the tests because it was the most complete.

"It is really an excellent booster," he said. "The guys in Apollo had it right."


 :arrow: http://news.yahoo.com/nasa-testing-vint ... 45500.html (http://news.yahoo.com/nasa-testing-vintage-engine-apollo-11-rocket-222445500.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 02, 2013, 12:42:08 pm
DARPA's Phoenix Would Harvest Dead Satellites


NASA launches its TDRS-K tracking and data-relay satellite successfully on a Atlas V booster on Jan. 30. Then, on Feb. 1, launch of the Intelsat-27 commercial communications satellite on a Sea Launch booster fails.

TDRS-K cost NASA $350 million and its Atlas V launch another $200 million or so. Intelsat-27 and its launch would have cost less, but its failure still illustrates the high costs and risks in launching space hardware.

So DARPA is looking to dramatically reduce the cost, and risk, of launching communications satellites into geosynchronous orbit by instead removing and reusing antennas from retired spacecraft in graveyard orbit.

Antennas typically only account for around 2% of a satellite's mass, but the bigger the antenna the bigger and more expensive the spacecraft and the bigger and more costly its booster. Take NASA's TDRS-K, which carries two 4.9m parabolic antennas and cost $550 million to build and launch.

And DARPA calculates that, while a satellite's fuel, batteries and solar arrays should last around 15 years in orbit, its antenna could be good for more than 100 years. And reusing an existing operational aperture avoids the risk-frought process of unfurling a tightly-packaged antenna on orbit.

So DARPA's Phoenix program intends to demonstrate the on-orbit repurposing of an aperture on a retired satellite. A robotic "mechanic" will attach attitude-control, momentum-management, communications, power and other modules to the antenna, remove it from the donor spacecraft and move it to GEO to become an operating comsat.

Instead of the single costly, and potentially risky, launch of a large satellite, the modules or "satlets" would be carried into orbit as hosted payloads on commercial GEO satellite launches, which DARPA estimates provide on average one opportunity a month to send up piggyback hardware.

The Phoenix concept works like this:

- first send the servicer/tender spacecraft with its robotic arms into GEO

- then send up hosted "payload orbital delivery systems" (PODS) containing satlets and tools on commercial GEO launches

- the satellite ejects the PODS on command from the robotic mechanic, which captures them and stores the satlets and tools in its "toolbelt"

- the servicer/tender then heads out to graveyard orbit to rendezvous with a retired, cooperative, donor satellite

- the servicer/tender grapples the satellite and, using its robot arms under a combination of tele-operated and autonomous control, attaches to the antenna all the satlets required to reconstitute an operating spacecraft

- the robot mechanic then severs the antenna support structure from the satellite, and creates and attaches  gravity-stabilization "stem" booms

- the servicer/tender then moves the repurposed antenna into position in GEO orbit where it begins to function as a communications satellite

- the service/tender then waits in GEO for its next job, while more satlets are sent up on commercial launches of opportunity

The Phoenix on-orbit demonstration is planned for 2016, and DARPA has released a video showing the progress so far in building and testing key parts of the system, including the FREND dexterous robot arm and a multi-jointed "hyperdexterous" arm that would be used to get lights and cameras close to the work areas.

Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 02, 2013, 06:27:37 pm
Portugal é o único país do Sul da UE que mantém investimento no Espaço


Entre os países resgatados pela troika no sul da Europa, Portugal foi o único que aumentou a sua contribuição para a Agência Espacial Europeia (ESA). O orçamento para o triénio 2013-2016 subiu 20% para 17,5 milhões de euros, uma participação que garante às empresas portuguesas do sector espacial poderem concorrer aos projetos da ESA.

Em sentido contrário, a Grécia abandonou a subscrição de programas na Agência Espacial Europeia e a Espanha optou por um corte dramático da contribuição, baixando de cerca de 300 milhões de euros para 80 milhões até 2016.

“Não é aquilo que nós queríamos, mas dadas as circunstâncias não foi mau, tendo em conta que Espanha teve uma redução drástica da contribuição e que a Grécia subscreveu zero”, afirma ao DN/Dinheiro Vivo António Neto da Silva, presidente da única associação portuguesa do sector, Proespaço. A proposta da associação pedia um orçamento de 36,7 milhões de euros ao governo de Passos Coelho, mas tal não foi possível. Aliás, a participação de Portugal nos programas da ESA esteve mesmo em risco de acabar.

“Em outubro de 2011, aquilo que me foi transmitido pela secretária de Estado da Ciência [Leonor Parreira] é que não havia dinheiro e que havia toda a probabilidade de sairmos da ESA”, lembra António Neto da Silva. Alarmada, a Proespaço elaborou uma estratégia para o sector e entregou-a ao governo a 2 de janeiro de 2012. “Depois tivemos reuniões com os ministros envolvidos, com os secretários de Estado, comissões parlamentares e o presidente da República. Felizmente ficaram sensibilizados.”

Dinheiro Vivo
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 03, 2013, 03:25:43 pm
'Curiosity' vai perfurar o solo de Marte nos próximos dias


A sonda 'Curiosity', da NASA, usou o sistema de perfuração pela primeira vez e deverá furar o solo de Marte nos próximos dias, disse à agência Lusa a gestora da missão, Jennifer Trosper.

Em entrevista telefónica, a responsável disse que na quinta-feira o 'rover' experimentou pela primeira vez "fazer uns toques, com um pouco de percussão, para perceber as propriedades da rocha".

Apesar de sondas anteriores terem já raspado a superfície de Marte, a 'Curiosity' é a primeira com capacidade de perfurar o solo e recolher um pedaço do interior da rocha, o que deverá fornecer uma amostra livre de qualquer alteração provocada pelo clima ou pela radiação.

A equipa da agência espacial norte-americana que controla a 'Curiosity' tem estado a preparar-se para a sua primeira perfuração e, depois da primeira utilização do equipamento, haverá "mais algumas atividades de caracterização" para garantir que tanto a rocha como a broca se comportam como esperado.

"Dentro de dois ou três dias vamos perfurar", disse a especialista em astronáutica, explicando que a amostra recolhida na perfuração entra para um compartimento na broca que a processa e depois a entrega aos instrumentos de análise química e orgânica.

"Com sorte conseguimos recolher seis porções para entregar aos instrumentos de análise. É aí que achamos que vamos recolher uma série de dados interessantes sobre a composição da rocha", disse a cientista.

Desde que aterrou na enorme cratera Gale, no solo de Marte, a 6 de agosto, a 'Curiosity' já percorreu cerca de 700 metros e encontra-se agora numa pequena depressão chamada Yellowknife Bay.

Esta zona, disse Trosper, "foi afetada por água, tem componentes geológicos distintos" e por isso foi escolhida para a primeira perfuração.

O local escolhido para o primeiro furo - ao qual a equipa deu o nome de John Klein em homenagem a um recém-falecido engenheiro da NASA que trabalhou no projeto - é uma rocha sedimentar de grão muito fino, que apresenta veios do que parece ser sulfato de cálcio.

Estes veios, disse Trosper, indicam a presença de água no passado.

A missão da 'Curiosity' é tentar determinar se a cratera de Gale terá tido alguma vez ambientes capazes de suportar vida bacteriana e perceber a composição da rocha é crítico para essa investigação, já que os depósitos na cratera terão em si o registo geoquímico das condições em que se formaram.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Fevereiro 03, 2013, 05:47:10 pm
:G-beer2:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 04, 2013, 01:20:59 pm
"Curiosity" perfurou pela primeira vez solo de Marte


O Curiosity, sonda da NASA que pretende descobrir se poderá existir vida em Marte, usou pela primeira vez o seu sistema de perfuração. A ferramenta martelou no solo do planeta vermelho, numa laje lisa de rocha e no local conhecido por ter sido a sua primeira casa marciana, a cratera Gale.

Apesar de alguns robôs anteriores terem conseguido limpar a superfície das rochas, o Curiosity é o primeiro a ter capacidade de perfurá-las. De acordo com a BBC, os engenheiros da NASA primaram por uma abordagem "passo-a-passo" do processo, verificando a todo o tempo que tanto a broca como a rocha estão a "comportar-se" como esperado.

"Tudo está a correr bem até agora e estamos a fazer ótimos progressos nos primeiros passos", disse um dos cientistas responsáveis pela sonda, o professor John Grotzinger. "A rocha parece macia, o que é encorajador", acrescentou ainda o cientista, em declarações à BBC News.

A missão da sonda é tentar determinar se a cratera de Gale já teve, no passado, um ambiente capaz de suportar vida bacteriana. Os detalhes da composição de rochas são críticos para a investigação já que os depósitos da cratera podem conter um registo geoquímico das condições sobre os quais se formaram.

A BBC têm ainda disponível um slideshow interativo onde é possível "explorar o Planeta Vermelho com o robôt da NASA".

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 04, 2013, 05:00:36 pm
Ahmadinejad quer ser o "primeiro iraniano no espaço"


O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad disse hoje estar pronto para "ser o primeiro homem iraniano enviado ao espaço" aos estudiosos do ambicioso programa espacial do seu país, que pretende realizar um voo espacial com tripulação humana em 2020.

"A nossa juventude está determinada porque nos próximos quatro ou cinco anos enviaremos um homem ao espaço e tenho certeza que isso vai acontecer. Estou pronto para ser o primeiro iraniano a ser sacrificado pelos cientistas do meu país e a ir para o espaço, embora eu saiba que há um grande número de candidatos", brincou durante uma cerimónia hoje, em Teerão, em que foi divulgada a fabricação de dois novos satélites iranianos, segundo a agência de notícias IRNA.

O Irão, que no final de janeiro disse ter realizado um voo sub-orbital de uma cápsula contendo um pequeno macaco, quer enviar um homem ao espaço em 2020. No evento de hoje, Ahmadinejad participou da apresentação de dois pequenos satélites, 'Nahid' e 'Zohreh'.

'Nahid', um satélite de observação por câmaras equipado com painéis solares, deve ser colocado em órbita a entre 250 e 370 quilómetros de altitude, algo já feito pelos iranianos três vezes antes de 2009. Já o 'Zohreh' é um satélite geoestacionário de comunicações que deve ser colocado a uma altitude de 36 mil quilómetros, algo que o Irão ainda não tinha realizado. Nenhuma data de lançamento ainda foi revelada.

As grandes potências ocidentais e Israel estão preocupados com o programa espacial iraniano, suspeito de ter como objetivo desenvolver mísseis capazes de transportar uma potencial arma nuclear.

O Irão sempre afirmou que o seu programa espacial é pacífico e também que não tem a intenção de adquirir armas nucleares, o que também levanta suspeitas da comunidade internacional.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 08, 2013, 10:57:11 am
Experiência no espaço desvenda segredos do sistema imunitário


A comparação entre células do sistema imunitário – umas sujeitas a gravidade e outras expostas apenas a microgravidade – permitiu perceber por que razão os astronautas, em missão, estão mais sujeitos a infecções do que as pessoas saudáveis a viver na Terra. A vida no espaço enfraquece o sistema imunitário dos astronautas, mas esta descoberta pode fornecer pistas sobre a forma de detectar doenças na Terra, ainda antes dos sintomas surgirem.
 
Em 2006, o astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Thomas Reiter fez uma experiência no incubador espacial Kubik, a bordo da Estação Espacial Internacional. Uma amostra de células imunitárias humanas andou a vaguear em microgravidade e outra amostra foi mantida na centrifugadora para simular a gravidade. As células foram preservadas de forma a serem analisadas depois na Terra. E verificou-se que as que foram centrifugadas se mantiveram de boa saúde, o que não acontecia às que passavam pela experiência da microgravidade.
 
Comparando as amostras, os investigadores perceberam que um transmissor específico das células imunitárias, a via Rel/NF, deixa de funcionar em ausência de gravidade.
 
“Normalmente, quando o nosso corpo sente uma invasão, ocorre uma cascata de reacções que são controladas pela informação dos nossos genes, numa espécie de livro de instruções”, explica Isabelle Walther, investigadora sedeada em Zurique, na Suíça. “Descobrir a função de cada gene é como procurar a chave certa para o buraco da fechadura, sem ter encontrado ainda o buraco da fechadura”, continuou.
 
Estudar as células que voaram na ISS está a permitir aos investigadores descobrir a forma como o nosso sistema imunitário funciona. A comparação das amostras está a mostrar-lhes onde procurar para descobrir que genes controlam as nossas células imunitárias e a reacção destas às doenças.
 
Um melhor controlo da doença
 
Esta linha de investigação ajudou a perceber que travar os genes que activam o nosso sistema imunitário poderia aliviar os sintomas em pessoas que sofrem de doenças auto-imunes como a artrite reumatóide. A indústria farmacêutica poderia encontrar os genes que necessitam de ser activados para combater doenças específicas e desenvolver anticorpos à medida.
 
Segundo Millie Hughes-Fulford, astronauta da NASA e investigador, “se imaginarmos o nosso sistema imunitário a responder às doenças como uma queda de água, até agora temos estado a lutar a doença no fim da queda de água. No futuro poderemos actuar ao nível das gotas de chuva ainda antes de estas atingirem a queda de água. Vivemos tempos muito excitantes”.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 15, 2013, 02:49:02 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 15, 2013, 03:00:13 pm
:arrow: http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-21468116 (http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-21468116)
Título: Re: Espaço
Enviado por: TOMSK em Fevereiro 15, 2013, 04:28:39 pm
O estrondo que se ouve é de facto o sonic boom ou é ele a embater com a terra?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 15, 2013, 05:20:55 pm
Explosão aérea, no principio do séc. 20 aconteceu algo muito semelhante no mesmo país.

 :shock:
Título: Re: Espaço
Enviado por: chaimites em Fevereiro 15, 2013, 09:17:43 pm
Basicamente o objecto ao entrar na atmosfera terreste sofre uma desacelaração brusca! a energia é tanta que ele explode e parte-se em bocados mais pequenos! (ainda bem) :roll:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 16, 2013, 06:32:19 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 17, 2013, 07:27:53 pm
Meteorito que caiu na Rússia era 30 vezes mais potente que a bomba de Hiroshima


O meteorito que anteontem caiu nos Montes Urais, na Rússia, tinha 17 metros de largura, pesava dez mil toneladas e libertou mais energia que a bomba de Hiroshima, segundo cálculos da NASA.
 
Na altura em que entrou na atmosfera, e explodiu, libertou cerca de 500 quilotoneladas, trinta vezes mais que a bomba atómica de lançada sobre Hiroshima em 1945.
 
"Um evento desta magnitude acontece em média uma vez por século", disse Paul Chodas, cientista da agência espacial americana.
 
A comunidade científica está também a tentar calcular quanto tempo terá levado para o meteorito explodir. O cientista Peter Brown, da Universidade de Western Ontario, no Canadá, afirma que tudo terá acontecido em 32,5 segundos.

Expresso
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2013, 01:30:43 pm
Cientistas descobrem fragmentos do meteorito nos Urais

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.leprogres.fr%2Ffr%2Fimages%2F2c8c685a-a812-4815-b6f7-43d1e7b457b4%2FLPR_03%2Fle-principal-fragment-de-la-meteorite-se-trouve-dans-ce-lac-pres-de-tcherbakoul-selon-des-scientifiques-russes-photo-afp-police-de-chelyabinsk.jpg&hash=f1be392ecf14edfb1c3aca6ef30c3a60)


Cientistas russos informaram hoje terem descoberto fragmentos do meteorito que se desintegrou junto à localidade de Tcheliabinsk, causando uma onda de choque que provocou mais de mil feridos na sexta-feira nos Urais.

O Governo russo indicou no domingo ter terminado as buscas, depois de mergulhadores terem procurado durante todo o dia um dos fragmentos do meteorito num lago da região, Tchebarkoul, onde aquele alegadamente caiu.

Cientistas da Universidade dos Urais, enviados ao local, alegaram terem descoberto cerca de 50 fragmentos perto do lago.

Em comunicado da Universidade, o líder da expedição, Viktor Grokhovski, explica que o fragmento pertence a um meteorito condrito e é formado por 10 % de ferro, salientando que o meteorito deverá ser batizado como "meteorito de Tcherbakoul".

"O facto de termos encontrado estes fragmentos significa que o principal fragmento está no lago", disse Grokhovski, citado pela Interfax.

Um meteorito, que os cientistas russos acreditam que pesava dezenas de toneladas, desintegrou-se na sexta-feira nas imediações da localidade de Tcheliabinsk, com mais de um milhão de habitantes.

Os fragmentos caíram na Terra sob a forma de bolas de fogo seguidas por colunas de fumo, acompanhadas por violentas explosões e uma luz ofuscante, causando o pânico entre a população.

Cerca de mil pessoas ficaram feridas, a maioria de forma ligeira.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2013, 08:55:33 pm
NASA quer desenvolver sistemas de alerta de corpos celestes mais eficazes


A NASA, universidades e grupos privados norte-americanos estão a mobilizar meios para desenvolver sistemas de alerta capazes de detetar com antecedência o avanço de corpos celestes potencialmente devastadores, como o meteorito que caiu na Rússia.
 
“O programa da NASA [agência espacial norte-americana] está concentrado há vários anos na deteção de pequenos asteróides e têm sido feitos progressos”, afirmou Lindsey Johnson, responsável pelo programa "Near-Earth Object Program Office" (NEOO), citado pela agência francesa AFP.
 
Segundo o responsável, “há dez anos não era possível detetar o 2012 DA14”, o asteróide de 45 metros de diâmetro que, na sexta-feira passada, passou a apenas 27.860 quilómetros de distância da Terra.
 
Lindsey Johnson recordou que estes corpos são numerosos nas imediações do planeta Terra – cerca de 500.000, e difíceis de detetar devido às suas pequenas dimensões.
Sobre o meteorito que caiu, também na sexta-feira, na região dos montes Urais, na Rússia, outro responsável pelo programa NEOO, Paul Chodas, recordou que este tipo de fenómeno continua a ser raro.
 
“Um incidente desta magnitude ocorre em média uma vez em cada 100 anos”, sublinhou Chodas.
 
A NASA estima que antes de entrar na atmosfera sobre o território russo, o asteróide media 17 metros de diâmetro com uma massa de 10 toneladas.
 
O impacto dos fragmentos do meteorito, que acabaria por provocar mais de mil feridos, produziu uma explosão correspondente a cerca de 500.000 toneladas de TNT (trinitrotolueno).
 
Atualmente, o programa NEOO deteta e acompanha asteróides e cometas que circulam perto da Terra com a ajuda de telescópios terrestres e orbitais. Os cientistas calculam a massa destes corpos celestes e a respetiva órbita para determinar se representam um perigo.
 
O programa da agência espacial norte-americano conta com vários elementos, como por exemplo o rádio telescópico Arecibo, localizado no Porto Rico, que consegue através de uma antena de 305 metros de diâmetro detetar asteróides suficientemente grandes.
 
Apesar do contexto de contenção orçamental, a NASA quer desenvolver outros sistemas capazes de detetar especificamente pequenos corpos celestes.
 
A agência espacial norte-americana canalizou cinco milhões de dólares (3,7 milhões de euros) para um projeto da universidade do Hawai, intitulado Atlas (Asteroid Terrestrial-Impact Alert System), que vai conseguir detetar corpos celestes com 45 metros de diâmetro uma semana antes de um eventual impacto sobre a Terra.
 
Para asteróides com 150 metros de diâmetro, este sistema, que estará a funcionar em finais de 2015, conseguirá acionar um alerta com três semanas de antecedência.
 
Mas os esforços da NASA nesta área são considerados como insuficientes por vários cientistas e antigos astronautas da agência espacial norte-americana que lançaram, em 2012, um projeto que pretende financiar, construir e lançar o primeiro telescópio espacial privado para monitorizar asteróides e “proteger a humanidade”.
 
A fundação B612 pretende reunir cerca de 450 milhões de dólares para construir e ativar um telescópio espacial que estará em órbita em redor do Sol, a cerca de 273 milhões de quilómetros da Terra, para descobrir corpos celestes ainda não identificados.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 19, 2013, 07:50:19 pm
Curiosity da NASA prepara-se para «digerir» amostra de solo marciano


O robô Curiosity rover, da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), está a preparar-se para digerir uma amostra do solo de Marte a fim de proceder a uma análise científica. Este processo deverá ocorrer «muito em breve», segundo John Grotzinger, cientista chefe da missão.

A sonda, que está a investigar uma cratera profunda no «planeta vermelho», perfurou o que parece ser uma rocha sedimentar de textura fina (mudstone), segundo a BBC.
 
Uma porção dos pós cinzentos produzidos neste processo deverá já estar na haste na ferramenta, e vai ser movida para o laboratório de bordo para análises.
 
«Temos primeiro que confirmar que o pó subiu no sistema de perfuração», explicou Grotzinger.
 
«A partir daí, entrará numa parte chamada montagem de perfuração, que é mais ou menos do tamanho de um disco de hóquei. É aí que a amostra é doseada antes de passar por uma série de tubos que a levam um passador».
 
Partículas que medem não mais de 150 microns (um milionésimo de metro) serão transportadas para os dois laboratórios na «barriga» do rover, o «Chemin» e o «Sam».
 
O robô da NASA tem estado a procurar vestígios para apurar se o planeta já teve condições para suportar vida microscópica, há milhares de milhões de anos. Os laboratórios vão fazer uma análise mineralógica de composição do solo para tentar identificar alguns indícios de carbono.
 
De momento, o rover está a investigar uma série depósitos por camadas a cerca de meio quilómetro do seu ponto de aterragem, onde chegou em Agosto, no chão da Cratera equatorial «Gale».
 
Até agora, já descobriu numerosas espécies de rochas que estiveram depositadas em água, ou que sofreram alterações pela H2O.
 
Recorde-se que a água é um dos pré-requisitos para a vida tal como a conhecemos na Terra.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 20, 2013, 09:36:22 pm
Extrair metais no espaço é possível, afirmam cientistas


A actual tecnologia permite extrair minerais e metais no espaço, afirmaram cientistas reunidos esta quarta-feira na Austrália, mas a rentabilidade das operações é questionável.

Pode parecer interessante a possibilidade de obter «terras-raras», metais indispensáveis para a indústria de alta tecnologia, tanto na Lua como nos asteróides, segundo os cientistas e os directores de grupos de exploração mineira reunidos no Fórum de Minas Fora da Terra, o primeiro do género.
 
«Acredito que estamos no ponto em que as pessoas dizem ‘ah, sim, acredito que isto é possível’», declarou Andrew Dempster, do Centro Australiano para a Engenharia Espacial.
 
«A parte mais importante da tecnologia está pronta, mas tem de ser rentável», completou.
 
René Frader, um dos directores do Laboratório de Propulsão a Jacto da Nasa - departamento responsável pela actual missão Mars Curiosity -, acredita que a extracção mineral no espaço será possível e rentável daqui a 20 ou 30 anos.
 
Os custos são grandes, segundo as actuais estimativas: transportar um quilo de material para a Lua custa 100.000 dólares, sem contar com o valor do próprio material.
 
A gravidade, as temperaturas, a pressão atmosférica, as radiações e consistência do solo apresentam dificuldades sem precedentes. Mas as operações no espaço seriam em grande parte automáticas e teleguiadas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2013, 12:17:24 pm
Curiosity descobre que o interior de Marte é cinzento


O planeta vermelho, só é vermelho por fora. O robô norte-americano Curiosity conseguiu extrair uma rocha cinzenta do interior do planeta. Esta operação representa um feito histórico já que é a primeira vez que a NASA consegue recolher uma amostra do interior de um planeta.

"A equipa científica está muito emocionada com o facto de estas amostras não serem da cor vermelha que associamos ao planeta Marte", afirmou Joel Hurowitz, responsável pelo sistema de recolha de amostras do Curiosity.

Segundo o jornal espanhol "ABC", para o períto da NASA "a cor vermelha do planeta deve-se à oxidação do ferro contido nas rochas e quando se explora abaixo da superfície consegue-se ver mais do que revelam as camadas superfíciais".

Os investigadores acreditam que a amostra agora recolhida terá indícios de que no passado poderá ter havido água em Marte e por conseguinte, o planeta poderia ter tido condições para permitir formas de vida.

A pequena rocha extraida pelo Curiosity mede apenas 1,6 centímetros de diâmetro, é de origam sedimentária e será analizada por um instrumento chamado "In-Situ Martian Rock Analysis".

A equipa da NASA chamou a esta amostra histórica "John Klein", em homenagem ao responsável adjunto do programa Curiosity, falecido em 2011.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2013, 04:00:11 pm
Descoberto enorme fragmento do meteorito que caiu em Chelyabinsk

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgbox.com%2FadfD0PAs.jpg&hash=45ba863c98416b3c7d91bbd846f00c37)


Os cientistas e os «caçadores de meteoritos» têm estado a procurar fragmentos do asteróide que caiu sobre a cidade russa de Chelyabinsk, no dia 15 de Fevereiro.

Já foram encontrados mais de 100 fragmentos, mas agora os peritos da Universidade Federal dos Urais descobriram o maior até ao momento, que pesa mais de um quilo.
 
Estima-se que o asteróide tivesse cerca de 15 metros de diâmetro antes de se desintegrar ao entrar na atmosfera terrestre, a uma velocidade várias vezes superior à do som, tendo explodido numa bola de fogo nos céus. A onda de choque provocou o estilhaçar de vidros na cidade e ferimentos a cerca de 1.500 pessoas.
 
Foram descobertos fragmentos num trilho de cerca de 50 km, logo abaixo da trajectória descrita pelo meteorito no céu. Também foram encontrados vários pequenos fragmentos numa cratera com cerca de oito metros no Lago Chebarkul.
 
Viktor Grokhovsky, da Universidade dos Montes Urais, acredita que ainda há muitos fragmentos por descobrir, incluindo o maior de todos, que deve estar no fundo do lago e poderá ter até 60 cm de diâmetro, segundo estima.
 
O fragmento exibido na foto acima foi descoberto numa expedição que teve lugar na segunda-feira, na região de Chelyabinsk.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2013, 12:20:13 pm
Missão europeia prepara-se para explorar luas de Júpiter


A Agência Espacial Europeia (ESA) prepara uma missão para explorar o maior planeta do sistema solar e três das suas luas de gelo. A previsão é que a nave "Juice" seja lançada em 2022 e chegue à órbita de Júpiter oito anos depois.

Durante três anos, depois de lá chegar, a nave irá explorar as luas jupiterianas Europa, Ganimedes e Calisto e observar também o grande planeta gasoso que elas orbitam. A possibilidade das três luas terem grandes oceanos sob uma espessa camada de gelo intriga os cientistas há muito tempo.

Os instrumentos que vão realizar as experiências científicos na missão foram escolhidos recentemente: serão 11 no total. Esta missão de exploração das luas geladas de Júpiter, batizada "Juice", pretende medir a espessura da camada de gelo, explorar os seus oceanos escondidos, revelar as suas estruturas internas e mapear a suas superfícies.

"A seleção dos instrumentos da "Juice" é um marco fundamental na missão emblemática da ESA para explorar o Sistema Solar, o que representa uma oportunidade sem precedentes para demonstrar o significativo conhecimento tecnológico e científico europeu", diz Álvaro Giménez Cañete, diretor de Ciência e Exploração Robótica da ESA, em comunicado.

Durante a missão, a "Juice" vai observar a atmosfera de Júpiter e a sua magnetosfera, ou seja, os campos magnéticos e elétricos dela resultantes. Assim, analisarão também a interação dos quatro satélites descobertos por Galileu Galilei em 1610 - as três luas geladas mais Io - com o gigante planeta gasoso.

A sonda irá realizar uma dúzia de voos rasantes sobre Calisto, o objeto com mais crateras no Sistema Solar, e vai voar sobre Europa por duas vezes, a fim de fazer as primeiras medições da espessura da sua camada de gelo.

A "Juice" vai terminar a sua missão a orbitar em torno de Ganimedes, onde irá estudar a superfície gelada da lua e a sua estrutura interna, incluindo o seu oceano sob a superfície.

Maior satélite do Sistema Solar, Ganimedes é a única lua conhecida a gerar o seu próprio campo magnético. Juice vai observar as suas singulares interações magnéticas e de plasma com a magnetosfera de Júpiter detalhadamente.

"Júpiter e as suas luas geladas constituem uma espécie de mini-sistema solar em si mesmo, a oferecer aos cientistas europeus e aos nossos parceiros internacionais a oportunidade de aprender mais sobre a formação de mundos potencialmente habitáveis em torno de outras estrelas", diz Dmitrij Titov, cientista da missão da ESA, no mesmo comunicado da agência espacial europeia.

Equipas de cientistas provenientes de 15 países europeus, dos EUA e do Japão trabalham na missão que deverá chegar na órbita de Júpiter em 2030.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2013, 06:10:29 pm
Missão de estudo do impacto de asteróides já tem alvo definido


A missão proposta pela Agência Espacial Europeia (ESA), Asteroid Impact and Deflection Assessment (AIDA), tem agora um novo alvo: o asteróide Didymos. A recente passagem do meteorito russo e, no mesmo dia, o encontro imediato do nosso planeta com um pedaço ainda maior de detritos espaciais realça a necessidade de se aprender mais sobre estes objectos espaciais de alta velocidade.
 
Nos últimos dois anos, a ESA tem trabalhado com parceiros internacionais no desenvolvimento da missão, chamada AIDA. Na última semana, os centros de investigação de cada lado do Atlântico concordaram que a nave teria como alvo o Didymos – um ‘binário’, com dois asteróides a rodar em conjunto – um tem cerca de 800 metros de diâmetro, o outro cerca de 150. Actualmente em estudo, a missão interceptará o asteróide na altura da sua maior aproximação, ficando a cerca de 11 milhões de quilómetros da Terra, em 2022.
 
O projecto AIDA consiste num esforço internacional de baixo orçamento que enviará, caso seja aprovado, duas naves pequenas para interceptar um alvo duplo. Enquanto uma se destrói contra um asteróide a 6.25 quilómetros por segundo, a outra grava o que se está a passar.
 
Um efeito seria uma alteração no ballet orbital dos dois objectos. O objectivo do projecto não será mostrar como podemos desviar um asteróide que ameace a Terra, mas seria um primeiro passo.
 
As naves serão concebidas para trabalhar de forma independente e poderão atingir a maior parte dos seus objectivos sozinhos. O objecto de colisão é o Double Asteroid Redirection Test (DART), do Laboratório de Física Aplicada do Johns Hopkins, nos Estados Unidos. O equipamento da ESA, Asteroid Impact Monitor, ou AIM, iria analisar o Didymos em detalhe, antes e depois da colisão.
 
O Didymos não representa qualquer risco para o nosso planeta, mas aproximar-se-á o suficiente para ser visível por telescópios de um a dois metros de diâmetro na Terra, antes e depois do ataque. A visão aproximada do AIM iria fornecer grande realismo, observando a dinâmica do impacto bem como a cratera resultante, permitindo observações em terra e a validação de modelos.
 
ESA aceita propostas
 
No início deste mês, a ESA pediu aos cientistas que propusessem experiências que poderiam ser levadas na missão ou feitas em terra, para aumentar o seu retorno. “O AIDA não é só uma missão a um asteróide, também se destina a ser uma plataforma de pesquisa aberta a todos os tipos de utilizadores da missão,” diz Andrés Gálvez, do grupo de estudos da ESA.
 
“O projecto tem valor em muitas áreas”, concorda Andy Cheng, o responsável pelo AIDA no Laboratório de Física Aplicada no Johns Hopkins’, “das ciências aplicadas e exploração à utilização de recursos dos asteróides.”
 
Os investigadores têm até ao dia 15 de Março para exprimir o seu interesse. As ideias para experiências podem ser qualquer coisa que esteja relacionada com impactos a hipervelocidade, ciências planetárias, defesa planetária, exploração humana ou inovação em operações espaciais.
 
A energia libertada no impacto do AIDA, a vários quilómetros por segundo é semelhante à de um grande pedaço de lixo espacial a atingir um satélite. A missão poderia então ajudar a modelar danos severos nas naves causados pelo lixo espacial.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 01, 2013, 11:47:39 am
Meteorito de 18 kg é descoberto na Antárctida


Uma equipa internacional de cientistas anunciou a descoberta de um meteorito de 18 kg enterrado nos glaciares da Antárctida Oriental, o maior corpo celeste encontrado nesta parte do mundo desde 1988. O meteorito, do tipo condrito comum, faz parte de um conjunto de 425 meteoritos, com um peso total de 75 kg, recolhidos ao longo de uma missão de 40 dias realizada por cientistas num planalto localizado a 140 km da base de pesquisa polar belga Princess Elisabeth Antarctica.

«Este meteorito foi uma descoberta inesperada, não só pelo peso, mas porque é raro encontrar elementos grandes na Antárctida», explicou Vinciane Debaille, geólogo da Universidade Livre de Bruxelas (ULB). «Este é o maior meteorito encontrado na Antárctida Oriental em 25 anos», acrescentou.

A missão foi realizada nas regiões de gelo azul de Nansen, a uma altitude de 2.900 m, por uma equipa belgo-japonesa das universidades belgas ULB e VUB, do Instituto Nacional de Pesquisa Polar (NIPR) e da Universidade de Tóquio.

O meteorito de 18 kg foi transportado para o Japão para ser examinado.

Segundo a Sociedade Meteoritical, mais de 38.500 meteoritos foram descobertos até este momento na Antárctida, mas apenas 30 tinham uma massa superior a 18 kg na Antárctida Oriental.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 01, 2013, 01:27:54 pm
Astronautas isolam-se no deserto marroquino para simular viagem a Marte


Um grupo de dez astronautas e técnicos, na sua maioria austríacos, simulou durante um mês uma viagem e uma exploração em tempo real a Marte, uma experiência que realizaram perto das dunas do deserto de Merzuga, no sudeste de Marrocos. Esta missão - que começou no início de Fevereiro e terminou na quinta-feira - tinha como objectivo tentar imitar, na medida do possível, o que seria uma exploração humana sobre a superfície do planeta vermelho.

A tripulação, composta por cinco astronautas - que receberam um treino físico e psicológico prévio -, além de um técnico em telecomunicações, um médico e vários mecânicos especializados, permaneceu isolada durante todo este tempo numa superfície de 8 quilómetros quadrados, que ficou durante toda a experiência isolada pela Gendarmarie Real marroquina.

Durante o treino, a equipa de voluntários montou um acampamento dentro do qual alternavam a sua roupa convencional com os uniformes espaciais que usam para conduzir veículos robóticos desenvolvidos especificamente para responder às condições de pressão no quarto planeta do Sistema Solar.

Nas suas missões no exterior, os astronautas imitam ao detalhe a exploração na superfície marciana com as suas roupas, dentro das quais permanecem durante cerca de três horas e meia, um período de tempo que pode chegar até 5 ou 8 horas.

A experiência mostrou a enorme pressão física e psicológica que é sofrida dentro destes «trajes espaciais», além da limitação de movimentos que representa para o astronauta.

Os testes desenvolvidos pela equipa de astronautas são relacionados com a engenharia, a astrobiologia, a geofísica, a geologia e as ciências da vida.

«É uma das maiores e mais complexas missões já realizadas», explicou o cientista Gernot Grömer, director do Fórum Austríaco do Espaço (OEWF), centro que organiza e dirige esta missão em Marrocos.

Grömer assegurou que o objectivo da missão - com a qual a Nasa colabora - é saber como se pode fazer uma boa exploração em Marte; testar os aparelhos existentes, ver as possíveis falhas e pensar nos instrumentos e capacidades que são precisos para fazer uma viagem ao planeta.

Para imitar o tempo real da missão, a tripulação recebeu os sinais acústicos 26 minutos depois da sua emissão, um atraso artificial feito para reproduzir as condições reais actuais que a distância existente entre a Terra e Marte impõem.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 09, 2013, 02:03:34 pm
Contra os asteróides explosões nucleares


A possibilidade de um meteorito impactar com a Terra é um perigo real. Por isso, procurar formas de prevenção tem sido uma aposta de muitos investigadores. A Asteroid Deflection Research Center, da Universidade Estatal de Iowa (EUA), tem dedicado os últimos cinco anos a este trabalho.
 
Bong Wie, director do centro e professor de Engenharia Aeroespacial, dirige uma pequena equipa que já publicou mais de 40 artigos técnicos. Teve o patrocínio da NASA de 600 mil dólares para investigação e 500 milhões para o teste de lançamento do sistema de interceptação de asteróides.
 
O investigador, no site da universidade, afirma que este é um “assunto sério”, lembrando eventos recentes, como o asteróide que caiu na Rússia a 15 de Fevereiro, danificando numerosas cidades e ferindo mais de mil pessoas, e o 2012 DA14 que, no mesmo dia, fez uma rasante ao nosso planeta. “Se tivesse chocado com a Terra, teria o efeito de 160 bombas de Hiroshima”, afirma.
 
A investigação já realizada leva Wie a acreditar que seria necessário um impacto duplo com energia nuclear para desfazer um asteróide em pedaços inofensivos; isto, quando não houver um aviso atempado para ser possível utilizar uma defesa não nuclear.

A defesa nuclear funciona da seguinte forma. Um satélite carregado com um dispositivo nuclear é enviado para o espaço. Pode viajar até 30 dias para alcançar o objecto perigoso. A trajectória do satélite intercepta o asteróide (com 50 a 300 metros) que se dirige para a Terra.
 
O satélite embate no asteróide a uma velocidade de 10 quilómetros por segundo, criando uma grande cratera no mesmo. Imediatamente antes do impacto, o dispositivo nuclear é libertado da parte de trás do satélite, criando um ligeiro atraso na detonação, permitindo assim que o dispositivo 'voe' para dentro da cratera. A explosão destrói o asteróide.
 
“O efeito global da explosão dentro da cratera é 20 vezes maior e mais eficaz do que uma explosão à superfície”, afirma Wie.
 
Os pedaços do asteróide ficariam assim espalhados numa grande nuvem de detritos. Menos de 0,1 por cento desses pedaços – que poderiam ter aproximadamente cinco metros – entrariam na atmosfera terrestre, não provocando danos significativos.
 
Na teoria, funciona, mas na prática, não se sabe. “Temos toda a tecnologia necessária. Não é preciso criar nada de novo, apenas projectar, integrar e montar essa tecnologia. E precisamos de praticar”, conclui o investigador.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 13, 2013, 12:42:50 pm
Maior telescópio do mundo é inaugurado hoje


O maior radiotelescópio do mundo é inaugurado hoje, após dez anos de trabalho, no deserto do Atacama, no Chile. Chama-se ALMA (Atacama Large Millimetre/Submillimetre Array). A sua missão é estudar o universo, gás molecular, pó das estrelas, galáxias e sistemas planetários.

Composto por 66 antenas de grande precisão que vão trabalhar juntas e um dos mais potentes computadores do mundo, o telescópio é o maior alguma vez construído. Mais de 134 milhões de processadores e realiza 14 mil biliões de operações por segundo, segundo as informações disponibilizadas pelo site do ALMA.

As antenas parabólicas estão montadas sobre rodas, o que permite que se movam e foquem diferentes objetos.

O telescópio está instalado a 5 mil metros de altitude, o que obriga os técnicos que trabalham no local a usar máscaras de oxigénio, diz a edição britânica do Huffington Post.

O ALMA estende-se por 16 quilómetros quadrados, em pleno deserto do Atacama, a 1700 quilómetros de Santiago do Chile. Reúne financimento do ESO (European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere), do NAOJ (National Astronomic Observatory of Japan) e do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). Os cientistas esperam poder ver a formação de planetas.

Através do seu site seguir-se em direto algumas das suas observações ou fazer uma visita virtual pelo local onde está instalado.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 16, 2013, 12:08:16 am
Satélite russo choca com lixo espacial


Um pequeno satélite russo – o BLITS – foi recentemente danificado, aparentemente, por um pedaço de lixo espacial chinês. A colisão terá acontecido no dia 22 de Janeiro, data a partir da qual começou a mostrar problemas de funcionamento. O BLITS (Ball Lens In The Space), posto em órbita em 2009, é um objecto redondo, de 7,5 quilogramas e com uma superfície de vidro reflectora. O seu objectivo é realizar experiências geofísicas e medições através do impulsos laser. O detrito com que chocou é um dos pedaços de satélite meteorológico Fengyun-1C que, em 2007, já não estando operacional, foi alvo de um míssil lançado por Pequim, um teste ao sistema chinês de anti-satélites (ASAT - Anti-satellite weapons).
 
O artefacto pesava 750 quilogramas e foi destruído a 865 quilómetros de altura, tendo sido 'transformado' em 950 fragmentos com 10 ou mais centímetros e em 35 mil peças mais pequenas. A nuvem que formou estende-se entre 200 e 3850 quilómetros de altura, representando um perigo para vários satélites e para a Estação Espacial Internacional, que já se viu obrigada a realizar várias manobras para não ser atingida.
 
O choque entre o satélite russo e este pedaço de lixo ter-se-á dado a 9676 quilómetros por segundo. No dia 4 de Fevereiro, os cientistas Vasiliy Yurasov e Andrey Nazarenko, do Instituto de Engenharia de Instrumentos de Precisão (Moscovo), aperceberam-se que a órbita do BLITS tinha baixado 120 metros e que a sua rotação e orientação estavam também afectadas.

Através de análise de dados, determinaram que a alteração súbita dos parâmetro normais tinha acontecido no dia 22 do mês anterior. Os dados do Sistema de Vigilância Espacial norte-americano revelaram que nesse dia o satélite estava muito próximo de um fragmento do Fengyun 1C.
 
O International Laser Ranging Service (ILRS), órgão internacional patrocinado pelo Goddard Space Flight Center (da NASA), que estava a coordenar as medições realizadas pelo satélite, informou que a colisão alterou abruptamente os parâmetros orbitais do BLITS.
 
Os cientistas russos admitem já que o BLITS não pode continuar a ser utilizado pois foi seriamente danificado, provavelmente tendo-se partido em dois. O Sistema de Vigilância Espacial localizou já um fragmento que pertenceria ao satélite russo. Este era formado por duas esferas – uma dentro de outra – sendo que uma parte da exterior estava coberta por uma camada reflectora.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 21, 2013, 12:57:11 pm
Fundador da Amazon resgata motores da Apollo 11

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgbox.com%2Fadi9LxGS.jpg&hash=526ce8bcbce6856e9580e5c8a2ddc69f)


Jeff Bezos, o fundador da empresa de vendas online Amazon, anunciou esta quarta-feira ter conseguido recuperar do fundo do oceano os motores do foguetão da missão Apollo 11, que em 1969 levou os primeiros homens à Lua, na missão comandada por Neil Armstrong.

"Encontrámos muita coisa", escreveu o empresário no seu blogue, citado pela AFP, numa altura em que se preparava para desembarcar de uma missão de três semanas no Atlântico.

"Descobrimos uma maravilha submarina - uma incrível escultura de motores F-1 entrelaçados, que contam a história do fim explosivo que tiveram e que serve também de testamento do programa Apollo", acrescentou.

O milionário contou ainda que a sua equipa conseguiu recuperar elementos suficientes para reconstituir dois dos motores que voaram na Apollo 11, que serão agora submetidos a um trabalho de restauro que ponha termo à corrosão.

"Queremos que o material conte a sua própria história, especialmente a do regresso através da atmosfera a 5 mil milhas por hora (mais de 8 mil km/h) e o impacto no oceano", garante Bezos.

Os motores estavam há 40 anos sob as águas do Atlântico, a 4267 metros de profundidade. Foram detetados através de sonar. Quando anunciou a missão, Bezos fez questão de esclarecer que, ainda que a operação seja financiada por fundos privados, os motores continuam a ser propriedade da NASA.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2013, 06:23:09 pm
China enviará segunda mulher para o espaço ainda este ano


A China enviará segunda mulher para o espaço ainda este anoinShareA tenente da Força Aérea da China, Wang Yaping, será a segunda mulher a ser enviada para o espaço pelo país asiático. Ela e outros dois colegas astronautas vão viajar ainda este ano a bordo do vaivém Shenzhou 10, que deve acoplar-se ao laboratório espacial chinês Tiangong 1 (Palácio do Paraíso 1). A missão colocará o trio em órbita durante 15 dias e deve ocorrer entre Junho e Agosto, informou esta terça-feira o portal oficial do país na Internet, China.org.ch.A missão será a quinta tripulada da corrida espacial chinesa.

Wang, tenente da Força Aérea de 35 anos, natural da cidade de Yantai, na província de Shandong, é casada e tem um filho. Ela vai embarcar juntamente com dois colegas na Shenzhou 10. «Os três astronautas permanecerão em órbita durante 15 dias, 12 dos quais passarão no interior do Tiangong 1», disse o chefe de design do Programa Espacial Tripulado, Zhou Jianping.

Os astronautas chineses realizaram o primeiro acoplamento de uma nave tripulada, a Shenzhou 9, em Junho do ano passado e ficaram dentro dela dez dias.

A tenente Wang foi uma das mulheres candidatas para tripular o vaivém, mas quem acabou por ir foi Liu Yang, que, assim, transformou-se na primeira mulher chinesa a ir para o espaço.

Wang participou dos trabalhos de resgate durante o terramoto de Sichuan, no sudoeste do país, em 2008 - o mais grave em mais de três décadas na China e que causou 88 mil mortes e milhares de desaparecidos -, e pilotou um avião para modificar o clima durante os Jogos Olímpicos de Pequim no mesmo ano.

A missão precede às que terão como objectivo substituir o módulo Tiangong-1 por uma estação espacial em 2020.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 07, 2013, 01:47:54 am
NASA planeia missão robótica para capturar asteroide


A agência espacial norte-americana (NASA) está a planear uma missão robótica para capturar um pequeno asteroide, antes de o rebocar e colocar na órbita da Lua, indicou um senador norte-americano.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai propor para este novo projeto cem milhões de dólares no orçamento para 2014, que deve submeter ao Congresso na quarta-feira.

"Isto faz parte do que será um programa muito mais alargado", disse na sexta-feira à noite na sua página eletrónica o senador Bill Nelson, um democrata da Florida e membro da subcomissão do espaço do Senado.

"Este programa combina a investigação necessária para explorar os recursos dos asteroides e os meios de desviar a trajetória em caso de ameaça para a Terra, bem como desenvolver tecnologias que permitam facilitar uma futura missão (tripulada) a Marte", acrescentou.

O senador explicou que a ideia deste projeto foi inicialmente avançada em 2012 pelo instituto de tecnologia da Califórnia, em Pasadena, e desenvolvida pela NASA e pelo gabinete de ciência e tecnologia da Casa Branca, que convidaram outros centros de investigação e universidades a participar.

O objetivo de Obama de enviar astronautas para um asteroide próximo da Terra até 2025 não pode ser concretizado com o orçamento atualmente projetado para os próximos anos.

Mas, ao rebocar com uma sonda robot um asteroide de 500 toneladas para a proximidade da Terra, como na órbita da Lua, seria possível dar aos astronautas um destino para um destes corpos espaciais "a um custo aceitável", indicou o senador Nelson, citando um estudo realizado por cientistas.

O objetivo da visita a um asteroide por astronautas norte-americanoss registaria um avanço de quatro anos, acrescentou.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2013, 07:15:45 pm
Rússia vai investir no Espaço 40 mil milhões de €€€


A Rússia vai investir 1,6 bilhões de rublos (39,6 mil milhões de euros) nos seus programas espaciais até 2020, anunciou hoje o Presidente Vladimir Putin, considerando esse setor uma das prioridades do país.

"Entre 2013 e 2020, cerca de 1,6 bilhões de euros serão concedidos aos programas espaciais", declarou Putin durante uma visita ao local de construção do Cosmódromo Vostotchni, no Extremo Oriente russo.

"O desenvolvimento do nosso potencial será uma das prioridades da política do Estado", assegurou.

O Presidente russo espera que o novo cosmódromo russo seja utilizado para lançar engenhos espaciais estrangeiros.

"Espero muito que ele não seja só utilizado pelos nossos especialistas, mas também pelos nossos parceiros americanos, europeus e outros. Tencionamos lançar daqui voos tripulados e missões de exploração do Espaço longínquo. É um excelente lugar", acrescentou.

Putin recordou que os primeiros lançamentos do Vostotchni, que gradualmente vai substituir o cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, terão lugar em 2015, começando os tripulados a partir em 2018.

O líder russo aproveitou a oportunidade também para conversar com os astronautas russos e americano que se encontram na Estação Espacial Internacional e sublinhar que entre a Rússia e os Estados Unidos não há divergências quanto à exploração do Espaço.

"Tenho o prazer de constatar que a exploração do Espaço é um domínio de atividades conjuntas que nos permite esquecer a complexidade das relações internacionais, promover os nossos contactos na esfera mais prometedora, a das altas tecnologias, sem pensar em problemas, mas unicamente no futuro dos nossos países, no futuro da humanidade", concluiu.

A 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin realizou o primeiro voo espacial, sendo este dia celebrado na Rússia como o Dia dos Cosmonautas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 16, 2013, 06:20:51 pm
Restos da missão soviética Mars 3 podem ter sido encontrados


Em 1971, 40 anos antes da actual missão Curiosity, a então União Soviética enviou uma sonda a Marte – a Mars 3 – que conseguiu aterrar no planeta. No entanto, apenas transmitiu dados durante 14,5 segundos, ficando logo inactiva, por motivos que ainda hoje se desconhecem.

Agora, devido a uma imagem recolhida há cinco anos pela nave orbital Mars Reconnaissance, da agência espacial norte-americana NASA, um grupo de amadores russos encontrou os possíveis restos da sonda. Uma recente viagem da mesma nave confirma a hipótese, mas não dá certezas.

As peças encontradas pelos russos assemelham-se ao hardware da missão: um pára-quedas, uma capa de protecção térmica, um retrofoguete e um módulo de aterragem. Durante vários anos, o grupo foi compilando informação e lançou mesmo uma página web financiada por crowdsourcing, para que fosse mais fácil e rápido descobrir os vestígios.

O mapeamento do planeta foi realizado graças a uma imagem de 1,8 milhões de pixeis. No passado 31 de Dezembro encontraram o que procuravam. “Eu queria chamar a atenção do público para o facto de a exploração de Marte, hoje em dia, estar disponível para praticamente qualquer pessoa”, afirma Vitali Egorov, jornalista e entusiasta da cosmologia que está à frente do projecto e que dirige, também, a maior comunidade de Internet russa dedicada à missão Curiosity.

“Ao mesmo tempo”, acrescenta, “fomos capazes de fazer uma conexão com a história do nosso país através das recentes imagens da Mars Reconnaissance”.

Um dos vestígios que parece ser mais reconhecível é o pára-quedas da sonda. Graças ao reflexo e ao brilho da região, pode encontrar-se facilmente. No entanto, apesar das evidências apontarem para isso, não é ainda certo que os vestígios observados pela HiRISE, a câmara Mars Reconnaissance, sejam da Mars 3. As investigações vão continuar.

Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2013, 07:30:21 pm
Holandeses recrutam voluntários para colonização de Marte


Uma organização holandesa, a Mars One, informou que, em breve, abrirá inscrições para voluntários que quiserem colonizar o planeta Marte. Mas há uma particularidade: a passagem será apenas de ida. Mesmo assim, a empresa já recebeu dados de milhares de possíveis candidatos a colonos.

Durante uma visita à BBC em Londres, o fundador da Mars One, Bas Lansdorp, explicou a razão de este ser um voo sem volta e quais as características que os candidatos precisam de ter para serem escolhidos.

Segundo Lansdorp, os voluntários precisarão de ser resistentes, flexíveis e engenhosos.

O projeto todo, desde a selecção dos candidatos até à viagem, vai ser transmitido num programa de televisão, nos moldes de um reality show, como o «Big Brother».

Os astronautas terão de enfrentar uma viagem que deve durar entre sete a oito meses e devem perder massa óssea e muscular.

Segundo Lansdorp, depois de passar um tempo a viver no campo gravitacional mais fraco de Marte, será quase impossível reajustar-se de volta à gravidade mais forte da Terra.

Os candidatos seleccionados passarão por treino físico e psicológico. A equipa vai usar tecnologia já existente em todos os aspectos do projecto.

A energia será gerada por painéis solares, a água será reciclada e extraída do solo, os astronautas vão cultivar os alimentos que vão consumir e também contarão com suprimentos de emergência. A cada dois anos, novos exploradores vão juntar-se ao grupo de colonos.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 19, 2013, 06:00:21 pm
Russos enviam para o espaço «arca de Noé» com ratos, lagartos e caracóis


Um vaivém russo Soyuz descolou esta sexta-feira do cosmódromo de Baikonur com ratos, lagartos e caracóis a bordo para realizar experiências científicas durante um mês em órbita visando um possível voo a Marte.

«É uma verdadeira arca de Noé», comentou a televisão pública russa Vesti.

A bordo da nave espacial Bion-M viajam 45 ratos, oito pequenos roedores da Mongólia, os 15 lagartos, 20 caracóis e outros organismos vivos.

Os animais ficarão em órbita durante um mês e voltarão à Terra no dia 18 de Maio para que os cientistas possam estudar as consequências da sua estadia no espaço.

«É para determinar até que ponto o nosso organismo adapta-se às condições de falta de gravidade e compreender o que é preciso fazer para garantir a sobrevivência em voos muito longos», afirmou o director do programa do Centro Espacial Russo, Valéri Abrashkin, à rádio pública.

Uma fonte do cosmódromo de Baikonur admitiu que parte dos ratos foram substituídos depois de uma luta entre eles que causou a morte de um dos animais.

«Estamos a enviar para o espaço machos, que são agressivos e que podem estar submetidos ao stress», afirmou a fonte.

Os roedores são identificados por um chip eletrónico implantado na pele.

O instituto científico encarregado da missão também indicou que foram enviados para o espaço ovos de peixes, microorganismos, grãos e plantas, para estudar os efeitos da falta de gravidade sobre a sua evolução.

A nave Bion-M prevê aterrar no mesmo dia que uma cápsula de regresso com cosmonautas humanos à região russa de Orenburgo (Urais).

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 23, 2013, 01:08:32 pm
Procuram-se astronautas para ir a Marte em 2023...


A organização não-governamental holandesa Mars One quer colocar seres humanos em Marte em 2023, tendo lançado hoje um programa de recrutamento, aberto a qualquer pessoa e cuja escolha final acontecerá num programa televisivo.

Numa conferência de imprensa hoje em Nova Iorque, Bas Landsdorp, fundador da Mars One, explicou que a organização já recebeu "dez mil 'emails' de pessoas de mais de cem países que estão interessadas em juntar-se à missão".

Os candidatos a astronautas terão que ter mais de 18 anos, com capacidade de criar e manter relacionamentos, que sejam capazes de auto-análise e confiança, que sejam curiosos, criativos, flexíveis e desembaraçados e que tenham a plena noção de que esta poderá ser uma viagem sem regresso à Terra.

O programa tem sido visto com reservas e algum ceticismo, porque a própria agência norte-americana NASA até agora apenas conseguiu enviar um veículo robotizado para o planeta vermelho.

Há ainda muitas questões por responder no que toca a um programa espacial com humanos em Marte, relacionados com as condições de sobrevivência no planeta.

Com um orçamento de 4,6 mil milhões de euros, o programa da Mars One é apadrinhado pelo holandês Gerard't Hooft, Nobel da Física em 1999.

"Isto parece muito dinheiro, e na verdade é muito dinheiro, mas imaginem o que será quando a primeira pessoa pisar Marte. Toda a gente do globo, literalmente, vai querer ver", sublinhou Landsdorp.

No total, a organização procura 24 astronautas, que serão enviados para Marte em grupos de quatro, para estadias de sete meses.

Os astronautas selecionados serão treinados entre 2016 e 2021 em compartimentos que simularão as condições físicas e atmosféricas marcianas.

Os finalistas serão escolhidos pela Mars One e através de um programa televisivo

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 24, 2013, 07:10:26 pm
Cientistas prevêem aumento de colisões com detritos no espaço


Agências espaciais prevêem que haverá um aumento constante do número de objectos de dez centímetros ou maiores nos próximos 200 anos na órbita da Terra.

Um novo estudo sugere que se o problema do excesso de detritos no espaço não for resolvido, algumas órbitas de satélites ficarão extremamente perigosas nos próximos 200 anos.

Os pesquisadores prevêem a ocorrência de colisões catastróficas a cada período de entre cinco e nove anos em altitudes usadas principalmente para observar a Terra.

Os cientistas, que realizaram o estudo para o Comité de Coordenação de Agências para Destroços Espaciais (IADC, na sigla em inglês), afirmaram que esta é uma previsão optimista, pois o problema poderá ser bem mais grave.

O IADC é um fórum global que envolve as principais agências espaciais do mundo, incluindo agências da Europa, do Japão, da Índia, a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) e a Roscosmos (Agência Espacial Federal da Rússia) e que discute o problema do lixo espacial - partes de foguetes abandonadas, satélites que já pararam de funcionar e os seus fragmentos que já explodiram.

As agências espaciais contribuíram para esta pesquisa cada uma com seus especialistas e metodologia própria para criar um modelo do ambiente espacial no futuro.

Os cientistas envolvidos concentraram-se em órbitas baixas da Terra (a menos de 2.000 quilómetros de altitude). Esta área é onde operam a maioria das missões que enviam dados de observação da Terra.

Todos os seis modelos criados pelos grupos de cada agência tiveram conclusões semelhantes, de que haverá um aumento constante do número de objectos de dez centímetros ou maiores num período de 200 anos.

Este crescimento foi gerado principalmente pelas colisões entre objectos em altitudes entre 700 e mil quilómetros.

A projecção mais baixa foi de um aumento de 19% destas colisões, a previsão mais alta foi de um aumento que chega a 36%, médias conseguidas a partir de centenas de simulações.

O trabalho de simulações e projecções partiu de pressupostos optimistas.

Um deles foi de que os países seguirão em pelo menos 90% a chamada «regra dos 25 anos», o limite imposto para que as agências espaciais do mundo retirem da órbita os equipamentos que já completaram as suas missões.

Outro é a suposição de que não haverá mais explosões de tanques de combustíveis ou de pressão que ainda tenham combustível ou de baterias velhas, uma das causas do aumento de destroços no espaço.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 30, 2013, 06:24:20 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fapod.nasa.gov%2Fapod%2Fimage%2F1304%2Fssmissions_frohn_960.jpg&hash=1ef6d9e4787ec95b5773911c18d382eb)
Citar
Explanation: What spacecraft is humanity currently using to explore our Solar System? Presently, every inner planet has at least one robotic explorer, while several others are monitoring our Sun, some are mapping Earth's Moon, a few are chasing asteroids and comets, one is orbiting Saturn, and several are even heading out into deep space. The above illustration gives more details, with the inner Solar System depicted on the upper right and the outer Solar System on the lower left. Given the present armada, our current epoch might become known as the time when humanity first probed its own star system. Sometimes widely separated spacecraft act together as an InterPlanetary Network to determine the direction of distant explosions by noting when each probe detects high energy photons. Future spacecraft milestones, as indicated along the bottom of the graphic, include Dawn reaching Ceres, the largest object in the asteroid belt, and New Horizons reaching Pluto, both in 2015.


http://apod.nasa.gov/apod/ap130430.html (http://apod.nasa.gov/apod/ap130430.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 06, 2013, 10:24:39 pm
EUA querem enviar Homem a Marte em 20 anos


Os EUA estão comprometidos, apesar das suas dificuldades financeiras, em chegar ao planeta Marte dentro de 20 anos e vão mobilizar os seus recursos para essa finalidade, disse hoje o chefe da NASA, Charles Bolden.

"Um voo tripulado para Marte é agora o destino final da humanidade no nosso sistema solar e é o foco da NASA", disse Charles Bolden, numa conferência de três dias em Washington (EUA), dedicada à conquista do planeta vermelho.

O chefe da NASA adiantou que todo o programa de exploração espacial dos EUA está alinhado para apoiar a conquista de Marte.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, propôs recentemente ao Congresso um orçamento de 17.700 milhões de dólares americanos (13.4941 milhões de euros) para a NASA em 2014.

Apesar das restrições orçamentais atuais, o Governo "continua comprometido com uma estratégia coordenada e dinâmica de exploração de Marte para permitir que os EUA continuem a desempenhar um papel preponderante na exploração do papel Planeta vermelho", acrescentou o chefe da NASA.

As investigações realizadas na Estação Espacial Internacional (ISS), onde seis astronautas vivem há seis meses, servem para preparar missões de longa duração para um asteroide e para Marte, que vai permitir estudar os efeitos da microgravidade, as radiações cósmicas sobre o organismo humano e as tecnologias necessárias para essas viagens.

A NASA prevê também enviar astronautas em 2015 a um pequeno asteroide para o capturar e o colocar na órbita em torno da Lua, a bordo da cápsula Orion, que está a ser desenvolvida.

Esta missão vai permitir "o desenvolvimento das tecnologias e das capacidades que serão necessárias para as missões tripuladas até Marte", adiantou Bolden.

A NASA prevê também enviar um novo robot para Marte em 2022 para reduzir ainda mais a amostra de solo marciano para a Terra.

Finalmente, a NASA deve enviar uma sonda (PERITO) em novembro para analisar a atmosfera superior de Marte.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 08, 2013, 10:24:22 pm
Portugal vai participar na construção do maior telescópio óptico do mundo


Portugal confirmou na terça-feira a sua adesão à lista de países participantes na construção do maior telescópio ótico/infravermelho do mundo, o E-ELT, anunciou hoje o Ministério da Educação e Ciência. A construção, com início previsto para o final deste ano, ficará a cargo do Observatório Europeu do Sul (OES), organização da qual Portugal é um dos países-membros.

A contribuição financeira adicional de Portugal para o "European Extremely Large Telescope" (E-ELT) rondará os 5,1 milhões de euros, pagos ao longo dos dez anos da sua construção, informa o OES em comunicado divulgado no seu portal.

Segundo o OES, o telescópio permitirá estudar detalhadamente os primeiros objectos do Universo, planetas em órbita de outras estrelas, buracos de massa extremamente elevada e a natureza e a distribuição da matéria escura e da energia escura.

O E-ELT vai ter um espelho segmentado de 39,3 metros de diâmetro e ficará localizado no Cerro Armazones, no norte do Chile, próximo do Observatório do Paranal do OES.

Treze Estados-membros do OES já confirmaram a sua participação no projecto.

A adesão de Portugal ao E-ELT surgiu após conversações do ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, com o Observatório Europeu do Sul, durante a inauguração, em Março, no Chile, do maior radiotelescópio do mundo, o ALMA, também construído pelo OES.

Portugal aderiu ao Observatório Europeu do Sul em 2000, tendo a sua adesão sido ratificada pela Assembleia da República em 2001.

Anualmente, Portugal contribui para os custos anuais de operação da infraestrutura com cerca de um por cento do orçamento global da organização - perto de 1,8 milhões de euros em 2012, valor que se mantém aproximadamente em 2013, de acordo com o Ministério da Educação e Ciência.

Em comunicado, o ministro Nuno Crato salienta que o E-ELT permitirá aos cientistas portugueses "participarem na investigação proporcionada por este telescópio", sendo que a indústria "terá o desafio de concorrer a este empreendimento".

A mesma nota realça que algumas empresas "já estão a trabalhar para produzir componentes para o futuro E-ELT".

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 19, 2013, 01:38:18 pm
Vaivém espacial russo aterra com animais a bordo


A cápsula espacial russa Bion-M com animais aterrou este domingo (19) na região de Orenburgo (sul da Rússia) após passar um mês no espaço, informam as agências russas.

Na missão, que durou 30 dias, foram submetidos a mais de 70 diversos estudos biomédicos espaciais oito lemingues mongóis, 45 ratos, 15 tritões, 20 caracóis, assim como cultivos microbiológicos de tecido e várias plantas.

«O aparelho espacial pousou. Foi encontrado por equipas de busca que (...) se encarregarão de vigiá-lo», disse uma fonte do sector aeroespacial à agência Interfax.

Vários helicópteros e veículos de resgate deslocaram-se para o local da aterragem onde instalarão um laboratório móvel a fim de preparar os «turistas espaciais» para a sua transferência para Moscovo.

«Esperamos que [os animais] estejam no Instituto de Problemas Médico-Biológicos às 17:00 onde começará a primeira etapa da pesquisa médica», disse Yevgueni Ilyin, director do Instituto.

Vários cientistas de diferentes países como EUA, França, Cazaquistão, Alemanha e Ucrânia já esperam a chegada dos animais do Bion-M para estudar o seu estado de saúde no IPMB após a viagem espacial.

«Alguns animais serão levados para centros científicos estrangeiros», disse Ilyin, que acrescentou que a «análise profunda» do «material biológico» durará muito tempo.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 31, 2013, 11:21:04 am
Curiosity descobriu mais indícios de água em Marte


O robot Curiosity, da agência espacial norte-americana (NASA), descobriu mais indícios da existência de ter existido água em Marte, segundo um estudo a publicar hoje na revista Science.

O Curiosity, que aterrou em agosto de 2012 na superfície de Marte, equipado com alta tecnologia, fez fotografias de vários pedaços da superfície, muito similares aos que se veem nos leitos dos rios da Terra.

No total foram examinados 515 pedras, tendo sido constatado que todas tinham a superfície redonda e lisa, como se tivessem viajado distâncias grandes pelo leito de algum rio antigo.

As descobertas oferecem novas pistas sobre o passado de Marte, segundo Morten Bo Madsen, o diretor do grupo de investigação sobre o planeta vermelho no Instituto Niels Bohr.

Se bem que hoje Marte seja um planeta árido, os cientistas encontraram provas de que a água fluiu na sua superfície há vários milhões de anos.

Os robots da NASA Spirit e Opportunity já tinham encontrado sinais da existência passada de água em marte.

Em março último, a NASA informou que uma análise de uma amostra de rocha recolhida pelo Curiosity revelou que Marte teve condições para albergar vida microbiana.

Os cientistas identificaram enxofre, nitrogénio, hidrogénio, oxigénio, fósforo e carbono, que são alguns dos ingredientes essenciais para a vida.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 04, 2013, 03:32:46 pm
Afinal de contas tudo se resume a isto.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 08, 2013, 01:57:04 pm
Citar
ESA's fourth Automated Transfer Vehicle, Albert Einstein, was launched into orbit on 5.6.2013 from Europe's Spaceport in Kourou, French Guiana. Europe's autonomous supply ship will perform a series of manoeuvres to dock with the International Space Station on 15 June.

The Ariane 5 rocket, operated by Arianespace, lifted off at 21:52:11 GMT (23:52:11 CEST, 18:52:11 local time) and delivered ATV-4 into the planned circular parking orbit at 260 km altitude about 64 minutes later. ATV then deployed its four power-generating solar wings and antenna boom.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 10, 2013, 09:06:43 pm
Água que correu em Marte foi propícia à vida


Nos últimos sete meses, todos os olhares ficaram centrados nas descobertas feitas pela sonda Curiosity, da NASA, a primeira que tem a capacidade de escavar o solo até 25 centímetros, para procurar vestígios de vida passada em Marte. Mas as novidades no Planeta Vermelho, não têm apenas a assinatura do Curiosity. A completar 10 anos de missão em Marte, o outro robô móvel da NASA que ainda está em operação, o Opportunity, acaba de fazer uma descoberta: numa rocha argilosa que a NASA muito apropriadamente designou Esperança 6, o Opportunity encontrou vestígios de água que foi propícia à vida.

Esta é uma das descobertas "mais importantes" feitas pelo Opportunity nestes 10 anos de missão em Marte, afirmou Steve Squyres, da universidade norte-americana de Cornell, e um dos responsáveis do programa científico daquela sonda. O estudo da rocha revelou elementos químicos muitos diferentes dos que até agora tinham sido encontrados em materiais marcianos com vestígios de água.

Esperança 6, a rocha em causa, é uma das mais antigas na história geológica do planeta. Por isso o seu estudo, permitiu um mergulho nesse passado longínquo e revelou novas características da água que ali correu. Segundo Steve Squyres, Esperança 6 tem um PH (nível de acidez) neutro, o que indica que nos primeiros tempos da história de Marte, ela "era bem mais propícia ao desenvolvimento de elementos químicos capazes de dar origem à vida".

Apesar de ter "um ombro danificado", como assinalou o investigador de Cornell, o Opportunity, que é movido por energia solar, prossegue na sua missão e desloca-se neste momento através da paisagem avermelhada a uma velocidade de 50 metros por dia. "Está de muito boa saúde para a idade que tem", afirmou por seu turno John Callas, o responsável da missão no Jet Propulsion Laboratory da NASA.

Juntamente com o seu gémeo, o robô Spirit, o Opportunity chegou a Marte em 2003. O Spirit deixou de funcionar em 2010, mas o Opportunity mantém a vitalidade e, pelos vistos, continua a fazer descobertas.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 13, 2013, 08:25:27 pm
Gigantesco buraco no Sol vai desorientar telecomunicações na Europa neste Verão


Um gigantesco buraco coronal na superfície do Sol com localização alinhada para a Terra foi captado na semana passada, pelo Solar Observatory Dynamics (SDO) da Agência Espacial dos EUA (NASA), prevendo-se alterações nos campos magnéticos em regiões terrestres, dentro de semanas, em particular na Europa Ocidental.

Com base nas imagens captadas nos últimos dias de maio, prevê-se que os fortíssimos ventos provocados pelo buraco coronal – uma zona de baixa densidade de plasma na superfície do “astro rei” – enviarão correntes de partículas na direcção da Terra, as quais causarão fenómenos luminosos de rara beleza(auroras boreais).

Mas os fluxos de partículas solares também poderão alterar a atividade geomagnética a um nível capaz de perturbar o funcionamento dos sistemas de telecomunicações, como GPS (dispositivos de navegação) e redes móveis (sobretudo os aparelhos de última geração).

Segundo avisam os técnicos da NASA, as perturbações nas comunicações poderão ocorrer dentro de dois meses, em particular na Europa ocidental.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 19, 2013, 06:15:34 pm
NASA anuncia um “grande desafio” espacial


A NASA anunciou o desenvolvimento de um programa para descobrir, estudar e eventualmente desviar asteróides.

 Este “grande desafio”, como lhe chamam os investigadores da NASA, foi anunciado numa convenção da agência espacial norte-americana, em Washington, e vai traduzir-se num esforço multidisciplinar que agregará uma grande variedade de parcerias com outras agências governamentais, sócios internacionais, indústria, centros de investigação e cientistas.

A agência já está a trabalhar para encontrar asteróides que poderão ser uma ameaça para a Terra, indica Lori Garver, da administração da NASA. “O grande desafio centra-se na detecção e caracterização dos asteróides e em aprender a fazer frente às potenciais ameaças”, explica.

Os especialista indicam que este programa é um complemento da missão anunciada recentemente pela NASA em que se pretende alterar a rota de asteróides e estudá-los in loco. “Estas rochas podem fornecer muitos dados importantes para se perceber a vida no planeta Terra”, diz Garver.

O representante da Casa Branca presente na convenção e director adjunto para a área de Tecnologia e Inovação, Tom Kalil, destacou que os esforços dos associados dos sectores privados e públicos aumentará a capacidade de detecção de objectos e do seu estudo.
 
Ciência Hoje
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 21, 2013, 06:29:37 pm
Tudo sobre a exploração de Marte.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 24, 2013, 03:25:11 pm
Presidente Xi Jinping estende o "sonho chinês" ao espaço


O Presidente chinês, Xi Jinping, descreveu hoje a exploração espacial como "uma parte do sonho de tornar a China mais forte".

"Com o desenvolvimento de programas espaciais, o povo chinês alcançará avanços ainda maiores", disse Xi Jinping, numa conversa telefónica com os astronautas chineses que se encontram há 13 dias no módulo espacial Tiangong -1.

Os três astronautas, entre as quais uma mulher, Wang Yaping, regressam à terra na próxima quarta-feira, concluindo a mais prolongada missão espacial chinesa.

"Sentimo-nos muito orgulhosos por poder contribuir para a realização do sonho espacial da nação chinesa", afirmou o comandante da missão, o astronauta Nie Haisheng.

O Tiangong-1 é o embrião da futura estação espacial chinesa, que deverá estar operacional em 2020.

"Sonho chinês" ("Zhong Guo meng") tornou-se uma das expressões mais citadas do discurso oficial na China desde que Xi Jinping assumiu a chefia do Partido Comunista Chinês, em novembro passado, e é geralmente entendida como uma manifestação da crescente confiança económica e científica da China.

A China lançou o primeiro astronauta há apenas dez anos.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 26, 2013, 09:30:38 am
Lançados primeiros satélites para dar acesso a internet a países desfavorecidos


Os quatro primeiros satélites da constelação O3b, que devem permitir um acesso à internet de alta velocidade a preços baratos a três mil milhões de habitantes de 180 países numericamente desfavorecidos, foram lançados na terça-feira. O lançamento, anunciado pela sociedade Arianespace, ocorreu na Guiana Francesa, e foi feito com recurso a um foguetão Soyouz.

"A paciência é sempre recompensada. Os quatro primeiros satélites da constelação acabam de ser lançados pelo nosso lançador Soyouz", afirmou o presidente executivo da empresa, Stéphane Israel, no fim da operação que levou duas horas e 23 minutos.

"Foram as horas mais prolongadas da minha vida", disse o director geral da O3b Networks, Steve Collar, indicando que já tinha sido estabelecido contacto com os quatro satélites.

"Sinto-me orgulhoso porque o lançamento desta noite é o quinto lançamento da Soyouz na Guiana, uma verdadeira legenda (...), e a O3b é a 33.ª sociedade de telecomunicações por satélite a escolher a Arianespace para as suas operações", acrescentou Israel.

Previsto inicialmente para segunda-feira, o lançamento tinha sido adiado por 24 horas, devido a fortes ventos sobre o centro espacial da Guiana.

Os quatro satélites foram transportados pelo lançador russo Soyouz, às 16:27 da Guiana Francesa (20:27 de Lisboa). O primeiro par separou-se do foguetão duas horas depois da descolagem e o segundo 22 minutos mais tarde.

O3b é a abreviatura de "Other 3 billion" [em Português seria O3MM - Outros 3 Mil Milhões], relativo aos "outros três mil milhões" de indivíduos, habitantes de países do Sul, com ligações deficientes, os quais, sem meios nem infra-estruturas, não têm um acesso fácil à internet, como nos países ricos.

A ideia germinou em 2007 no espírito do norte-americano Greg Wyler, fundador do operador de satélites O3b Networks. Pioneiro das redes de telefonia móvel 3G em África, Wyler encontrava-se no Ruanda, onde se confrontava com a mediocridade da rede de telecomunicações local.

Greg Wyler imaginou uma solução simples: em vez de espalhar infra-estruturas caras no chão, como cabo ou fibra ótica, colocar em órbita em torno do Equador uma constelação de pequenos satélites para servir de intermediários espaciais entre os utilizadores e a internet, com a ajuda apenas de antenas parabólicas.

Esta órbita equatorial permite cobrir uma faixa de 45 graus a norte e outros tantos a sul, o que significa uma área que inclui a totalidade de África, quase toda a América Latina, o Médio Oriente, o Sudeste Asiático, a Austrália e a Oceânia, quase todos mercados emergentes sem ligação à internet.

Hoje já existem satélites geoestacionários, a 36 mil quilómetros de altitude, que fornecem este tipo de serviço, mas o seu custo de exploração é elevado, tal como a factura final para o utilizador.

Concebidos pela Thales Alenia Space, os satélites O3b serão colocados a uma altitude de 8.062 quilómetros. Mais pequenos e mais leves -- cada um pesa 650 quilos, que comparam com o peso de quatro a seis toneladas dos geoestacionários -, comunicam com a Terra mais rapidamente, com um débito anunciado equivalente ao de uma fibra ótica terrestre e um custo reduzido entre 30 e 50%.

Está previsto o lançamento de outros quatro satélites O3b antes do final do ano, por outro foguetão Soyouz, a partir da Guiana, para completar a constelação.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 26, 2013, 05:35:46 pm
Kirobo, um pequeno robô japonês, viajará para a Estação Espacial em Agosto


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fatrnews.ru%2Fupload%2Fuf%2Fd4c%2Fyaponskiy_robot_kirobo_01.jpg&hash=9c4ebc538e642bc41a0c20477c254a88)

Um ágil e falante robô andróide japonês chamado Kirobo descolará a 4 de Agosto do sul do Japão a bordo de um vaivém com destino à Estação Espacial Internacional (ISS) para fazer companhia a um astronauta compatriota seu, anunciaram os especialistas que o criaram.

«Pode parecer um pequeno passo, mas será um grande passo para um robô», declarou Kirobo levantando o pé, durante a apresentação aos jornalistas.

Idealizado pelo especialista em robótica Tomotaka Takahashi e desenvolvido por cientistas da Universidade de Tóquio, da Toyota, da Agência de Exploração Espacial (Jaxa) e do grupo publicitário Dentsu, o pequeno Kirobo (34 cm) deverá conversar com naturalidade, em japonês, com o astronauta Koichi Wakata.

O Japão possui a bordo desta estação um laboratório, chamado Kibo, para diversas experiências.

O robô sabe andar, reconhece rostos e regista imagens. Além disso, superou inúmeros testes para poder falar e mover-se em condições de microgravidade.

Kirobo foi inspirado no «Astro Boy», uma personagem do mangá japonês criado pelo ilustrador Osamu Tezuka.

Um gémeo baptizado Mirata ficará na Terra para ser utilizado como robô de comparação no caso de os pesquisadores suspeitarem de anomalias em Kirobo.

O objectivo do projecto é estudar em que medida um robô de companhia pode dar apoio moral a pessoas isoladas durante um longo período de tempo.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 28, 2013, 06:39:46 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 30, 2013, 02:17:13 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgbox.com%2Fabng4QS2.jpg&hash=f1b6f6f4e7cffcaa67d2fc8ee3df44df)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 02, 2013, 08:53:27 pm
Foguete russo com três satélites explodiu no lançamento



O foguete russo Proton-M carregando três satélites para o sistema de navegação Glonass explodiu no lançamento no centro espacial russo de Baikonur

O foguetão russo Proton-M, que transportava três satélites para o sistema de navegação russo Glonass, explodiu hoje logo após o seu lançamento do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, libertando para a atmosfera uma nuvem de combustível extremamente tóxica.

O foguetão Proton, cujo lançamento foi transmitido em direto pela Agência Espacial da Rússia (Roskosmos) e pela cadeia de televisão pública Rússia 24, mudou de trajetória 16 segundos após a descolagem às 02:38 horas TMG (03:38 em Lisboa), porque "os seus motores deixaram de funcionar", segundo um comunicado da Roskosmos.

O foguetão quase explodiu a seguir, caindo a cerca de 2,5 quilómetros do local de lançamento, segundo a mesma fonte.

Segundo uma fonte em Baikonur, citada pela agência Interfax, formou-se uma cratera de 150 a 200 metros em volta do local da queda do foguetão.

"Parece que este lançamento se vai saldar por uma catástrofe", comentou o apresentador da Rússia 24, pouco antes do foguetão explodir.

"Segundo as primeiras informações, o acidente não provocou vítimas, nem estragos", sublinha a Roskosmos.

Mas o acidente provocou uma "fuga de combustível" do foguetão, indicou a Agência Espacial Cazaque (Kazkosmos).

O lançador transportava cerca de 600 toneladas de heptilo, de amilo e de querosene, segundo o dirigente da Kazkosmos, Talgat Mussabaiev.

Responsáveis cazaques indicaram que os fumos podiam representar um perigo para a população local.

Habitantes de numerosas cidades nos arredores do cosmódromo receberam instruções para ficarem em casa e não abrirem janelas.

O diretor do Centro Khrunitchev, que concebe os foguetões Proton, minimizou os riscos de poluição tóxica provocados por este acidente.

"Chovia no momento da explosão. Isso reduziu consideravelmente a zona de poluição. Atualmente, a nuvem está praticamente dispersa", declarou Alexandre Seliverstov, que assistiu ao lançamento em Baikanor, citado pela Ria-Novosti.

Uma comissão espacial, com o dirigente da Roskosmos, Alexandre Lopatine, à cabeça, foi criada para investigar a catástrofe.

O porta-voz do Kremlin indicou que o Presidente, Vladimir Putin, foi informado do acidente, mas que ainda era cedo para tirar conclusões.

Nos últimos anos, a Rússia conheceu uma série de fracassos nos lançamentos dos seus satélites ou de veículos de carga para a Estação Espacial Internacional.

Em dezembro de 2010, três satélites Glonass, lançados a partir de um foguetão Proton, caíram no Oceano Pacífico depois de falhar a entrada em órbita devido a uma sobrecarga de carburante no lançador.

O sistema Glonass foi concebido pela Rússia para competir com o sistema de navegação americano GPS e o futuro sistema europeu Galileu.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 10, 2013, 08:03:33 pm
NASA lança nova missão em Marte para detetar vida


A NASA anunciou, na terça-feira, o lançamento de uma nova missão em Marte, em 2020, cujo principal objetivo será detetar eventuais traços de vida, após as primeiras descobertas feitas com o robô Curiosity.

"Temos duas questões fundamentais: a primeira é saber se Marte pôde ser favorável a uma forma de vida, a segunda é saber se, efetivamente, houve vida em Marte", assinalou John Grunsfeld, o responsável pelo Departamento de Ciência da agência espacial norte-americana, durante uma conferência de imprensa.

Segundo Grunsfeld, o robô Curiosity, que aterrou em Marte em agosto do ano passado, respondeu à primeira questão, uma vez que revelou que o "planeta vermelho" teve um ambiente favorável à vida.

"Falta, agora, responder à segunda questão, e o projeto Marte 2020 é a etapa seguinte. Podemos encontrar sinais de uma eventual vida passada?", questionou.

O novo engenho deverá ter a mesma configuração do Curiosity, o que reduzirá os custos, mas levará instrumentos mais precisos, incluindo um microscópio, para recolher amostras.

A missão, que tem um custo estimado de cerca de 1,5 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros), deverá permitir validar certas tecnologias úteis para uma exploração humana futura em Marte.

Em novembro, a NASA vai enviar para Marte uma sonda para estudar os efeitos das erupções solares (explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético).

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2013, 08:20:20 pm
NASA financia pesquisa sobre hibernação espacial humana


A NASA anunciou que vai financiar a fase inicial de um estudo sobre «hibernação humana» como estratégia para manter astronautas vivos durante viagens espaciais longas no futuro.

A ideia, concebida inicialmente em filmes de ficção científica, é minimizar os requisitos de sobrevivência de uma tripulação a caminho de Marte, que em condições normais consumiria muitos recursos.

«Acreditamos que, com uma tripulação de quatro a seis pessoas, a massa de um habitat pode ser reduzida para 5 a 7 toneladas, comparada com 20 ou 50 toneladas», escreveu John Bradford, da empresa Spaceworks Engineering, autor da proposta.

O financiamento para a pesquisa saiu do programa Niac (Conceitos Avançados Inovadores da NASA), que só financia projectos arriscados.

A proposta de Bradford, que fala em «torpor induzido» e «animação suspensa», em vez de hibernação, receberá 100 mil dólares no primeiro ano, no qual precisa de apresentar uma prova de princípio. Caso tenha sucesso, receberá mais um milhão de dólares para um período de dois anos.

«O avanço recente da medicina impulsiona a habilidade de induzir estados de sono profundo (por exemplo, o torpor) com taxa de metabolismo significativamente reduzida, em humanos, por grandes períodos de tempo», escreve Bradford.

O pesquisador também menciona a «animação suspensa para voos humanos interestelares» como uma «solução promissora de longo prazo para viagens espaciais de longa duração».

Outras pesquisas seleccionadas para a primeira fase do NIAC são uma «impressora 3-D de estruturas biológicas» e uma «plataforma de voo permanente», que funcionaria como uma espécie de satélite capaz de se manter em baixa altitude.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 25, 2013, 11:20:10 am
Agência Espacial testa em órbita circuito de telecomunicações criado em Aveiro


A Agência Espacial Europeia (ESA) vai levar para o espaço nitreto de gálio, num circuito eletrónico criado pela Universidade de Aveiro (UA), que pode revolucionar o mundo das telecomunicações via satélite, anunciou hoje fonte académica.

O circuito eletrónico da UA está colocado no satélite de telecomunicações Alphasat que vai «apanhar boleia para a órbitra terrestre do Ariane 5», sendo lançado para o espaço na quinta-feira, pelas 20:00, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa.

O consórcio europeu para a exploração espacial vai testar se os transistores, do tamanho da ponta de um dedo polegar, feitos com aquele material e inseridos num circuito eletrónico desenvolvido pelo Instituto de Telecomunicações (IT) da Universidade de Aveiro, são imunes à radiação cósmica.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 04, 2013, 02:16:13 pm
Galo de Barcelos no espaço. E aterrou em território do inimigo tendo sido capturado.  :twisted:


Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2013, 01:23:07 pm
Rússia voltará a lançar foguetões Rokot em setembro


A Rússia vai voltar a lançar em setembro, depois de um intervalo de dois anos, um foguetão Rokot, anunciou hoje a agência espacial russa Roskosmos, depois de corrigidas falhas técnicas que levaram a vários acidentes. O diretor da agência, Vladimir Popovkin, explicou que o foguetão transportará satélites de comunicação Gonets.

A Roskosmos afirmou que estão resolvidos os problemas nos blocos aceleradores Briz-KM utilizados no lançamento dos aparelhos.

Em fevereiro de 2011, a Rússia perdeu um satélite militar geodésico por uma falha no bloco acelerador (a última etapa do foguetão) do Rokot, que deixou numa órbita errada o aparelho espacial.

Em dezembro do ano passado, as Forças Aeroespaciais do Exército russo adiaram o lançamento do foguetão Rokot depois de detetarem uma nova falha técnica no Briz-KM.

Preocupado com as falhas graves que sofreu a indústria espacial russa nos últimos dois anos: nove acidentes desde o verão de 2011, o Governo decidiu-se pela reestruturação integral de todo o setor depois do último falhanço, verificado a 02 de julho, quando um foguetão Proton-M explodiu um segundo depois de levantar voo.

A Rússia perdeu então três satélites Glonass-M do sistema de posicionamento russo GLONASS (análogo do GPS norte-americano) e não foi a primeira vez, já que outros três caíram no mar em dezembro de 2010 devido a uma falha no bloco acelerador.

Em agosto de 2011, um cargueiro russo Progresso, que transportava carga importante para a Estação Espacial Internacional, caiu depois de levantar voo, sendo o primeiro acidente deste tipo de nave em mais de trinta anos.

A isto junta-se a perda de vários satélites e o fracasso, em novembro do ano passado, do lançamento da estação marciana Fobos-Grunt, que desferiu um duro golpe nos planos russos de exploração interplanetária.

Também em finais do ano passado, as autoridades russas anunciaram a abertura de um processo penal por um alegado roubo de 6.500 milhões de rublos (cerca de 160 milhões de euros) durante o desenvolvimento técnico do sistema GLONASS.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 06, 2013, 10:54:01 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fgajitz.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F01%2Flarge-missions-to-mars-infographic.jpg&hash=28ea6df9a5284879b2d588e8fc6f0237)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Futprosim.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F11%2Fmars-exploration-family-portrait.jpg&hash=0b4d2652680fed6063c480b5c32f56ff)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 08, 2013, 01:45:42 pm
Processo de lançamento de uma Soyuz.  :G-beer2:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 09, 2013, 01:48:58 am
Nova classe de exoplanetas.
Se à poucos anos não conhecíamos mais do que os planetas do sistema solar, agora são às centenas os planetas extra-solar.
Título: Propulsão nuclear no espaço (1968)
Enviado por: HSMW em Agosto 13, 2013, 09:18:04 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 14, 2013, 09:48:10 pm
Citar
On August 13th, the Falcon 9 test rig (code name Grasshopper) completed a divert test, flying to a 250m altitude with a 100m lateral maneuver before returning to the center of the pad. The test demonstrated the vehicle's ability to perform more aggressive steering maneuvers than have been attempted in previous flights.

Grasshopper is taller than a ten story building, which makes the control problem particularly challenging. Diverts like this are an important part of the trajectory in order to land the rocket precisely back at the launch site after reentering from space at hypersonic velocity.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 16, 2013, 07:55:07 pm
:(
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2013, 01:40:30 pm
Meteorito que explodiu na Rússia cobriu a Terra de poeira durante três meses


O meteorito que explodiu nos céus da região de Tchelyabinsk em Fevereiro passado surpreendeu pela força da sua passagem, ferindo cerca de mil pessoas, emudecendo telemóveis e danificando vidros e carros no Oeste da Rússia.

Seis meses mais tarde, o fenómeno ainda impressiona a NASA. Um grupo da agência descobriu que uma densa nuvem de poeira, produzida pela rápida passagem da rocha, permaneceu na atmosfera terrestre durante três meses.

Numa medição inicial, feita logo após a explosão do meteorito, os cientistas registaram que a nuvem era composta por centenas de toneladas de poeira espacial e que estava a 40 quilómetros de altura na nossa atmosfera, movendo-se a uma velocidade de 306 quilómetros por hora. Mas quando observaram-no com o satélite Suomi NPP, o grupo  descobriu que o comportamento de algumas das partículas variava.

As mais densas tendiam a mover-se mais devagar ao passo que iam perdendo altitude em áreas com menor vento, por exemplo, enquanto as mais leves mantinham velocidade e altitude constantes, condizente com a primeira medição feita pela NASA.

«Há 30 anos esse registo não seria possível, e poderíamos apenas atestar a presença da nuvem na nossa atmosfera. Hoje, conseguimos traçar com precisão a formação e entender como ela evolui e viaja ao redor do planeta», diz o cientista Paul Newman, que coordena o Laboratório de Ciência Atmosférica do Centro Espacial Goddard, da NASA.

Um estudo completo será publicado em breve no Geophysical Research Letters, segundo um comunicado da NASA.

O meteorito que explodiu a 23 quilómetros de altura sobre a região russa produziu uma energia 30 vezes superior à da bomba atómica detonada na cidade de Hiroxima, no Japão, durante a II Guerra Mundial.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 28, 2013, 04:52:51 pm
Descobertas provas de água em partículas minerais na Lua


A agência espacial norte-americana (NASA) anunciou hoje que foram encontradas provas da existência de água em partículas minerais da superfície da Lua e que esta provém de fontes desconhecidas situadas nas profundezas do satélite da Terra.

Os investigadores usaram dados recolhidos pelo Instrumento de Mineralogia (M3) da NASA colocado a bordo da sonda Chandrayaan 1, da Organização de Investigação Espacial da Índia, e detetaram água magmática, isto é, que tem origem nas profundezas lunares.

Esta é a primeira vez que esta forma de água é detetada através de uma sonda que orbita a Lua.

Descobertas anteriores mostraram a existência de água magmática em amostras lunares recolhidas pelos astronautas do programa Apolo.

O instrumento M3 captou imagens da cratera Bullialdus, causada por uma explosão próxima da linha equatorial da Lua.

A NASA explicou que essa área interessa aos cientistas porque poderão quantificar melhor o volume de água que possa existir dentro das rochas devido à localização da cratera e ao tipo de rochas que contém.

A parte central da cratera é composta por um tipo de rochas que se forma profundamente dentro da crosta e do manto lunares.

Em 2009, o M3 forneceu o seu primeiro mapa mineralógico da superfície lunar e descobriu moléculas de água nas regiões polares da Lua.

Acreditou-se, então, que essa água seria uma capa fina formada pelo impacto do vento solar sobre a superfície lunar.

Mas a cratera Bullialdus está numa região pouco propícia para que o vento solar produza quantidades significativas de água na superfície.

"As missões da NASA, como o Prospetor Nuclear e o Satélite de Observação e Sensores de Crateras Lunares, e os instrumentos como o M3 recolheram dados cruciais que alteraram fundamentalmente a nossa ideia da existência de água na superfície da Lua", disse Pete Worden, diretor do Centro Ames de Investigação da NASA, em Moffett Field, Califórnia.

A deteção de água do interior da Lua a partir de uma observação orbital significa que os cientistas podem provar algumas das conclusões de estudos sobre amostras num contexto mais amplo, incluindo regiões distantes das analisadas nas missões Apolo.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 28, 2013, 08:06:02 pm
Sonda chinesa vai pousar na Lua até ao final do ano


A China vai enviar, até final do ano, a primeira sonda espacial destinada a pousar na Lua, anunciou hoje a agência noticiosa oficial Nova China, citando uma agência governamental.

As fases de elaboração e de construção para a missão não-tripulada "Chang'e-3" estão terminadas e a missão "entrou oficialmente na fase de lançamento", anunciou a administração estatal para a Ciência, Tecnologia e Indústria.

O primeiro engenho chinês para pousar no solo lunar será lançado "no final deste ano", a partir do centro espacial de lançamento de satélites Xichang, precisou a Nova China, citada pela agência noticiosa francesa AFP.

Na mitologia chinesa, 'Chang'e' é o nome de uma mulher que vivia permanentemente na Lua, num palácio de jade. A China já tinha dado este nome a duas sondas espaciais de observação da Lua, lançadas em 2007 e 2010.

A conquista espacial é vista na China como um símbolo do novo poder do país e das ambições do Partido Comunista (PCC).

Em julho, a China concluiu com êxito a mais longa missão tripulada no espaço, a "Shenzhou X", que Pequim considerou "uma importante vitória na etapa" para a construção de uma estação espacial permanente chinesa, em 2020.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Setembro 07, 2013, 01:26:26 pm
Lendo as ultimas noticias deste tópico parece que temos uma nova corrida à Lua.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 12, 2013, 09:06:00 pm
A Voyager é o primeiro objeto a sair do sistema solar


A sonda Voyager-1 tornou-se no primeiro objeto feito pelo homem a cruzar os limites do sistema Solar, confirmou a Nasa.

Lançada em 1977, a Voyager tinha como principal função explorar os outros planetas mas, depois, continuou a sua viagem. Neste momento encontra-se a 19 mil milhões de quilómetros de casa. Esta distância é tão longínqua que o sinal de rádio demora 17 horas a vir da Voyager e a chegar à Terra.

"Este é de facto um marco que esperávamos atingir quando iniciámos este projeto há mais de 40 anos: conseguir que este veículo espacial entrasse no espaço interestelar", explicou o professor Ed Stone, o cientista responsável por este projeto, citado pela BBC."É um marco científico mas também histórico."

Os cientistas perceberam em março que a sonda estava já fora do sistema solar mas só agora o puderam confirmar com os dados da densidade plasma (gás ionizado) em volta da Voyager. As leituras de abril/maio deste ano revelam um aumento de cem vezes mais protões ocupando um centímetro cúbico em relação a outubro/novembro do ano passado.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Setembro 14, 2013, 12:28:47 pm
Para quem quiser saber mais sobre a missão das Voyager.  :wink:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 15, 2013, 07:53:31 pm
Pode haver vida nas luas de Júpiter e Saturno, segundo investigadora portuguesa


A astrobióloga portuguesa Zita Martins, do Imperial College of London, co-autora de um artigo científico publicado hoje, acredita que há condições para existir vida nas luas de Júpiter e Saturno, pela importância do gelo na criação de aminoácidos. «Toda a gente fala de Marte, mas eu acho muito mais interessantes as luas de Júpiter e Saturno, porque têm as condições ideais para a existência de vida», afirmou à agência Lusa a investigadora do Imperial College of London, que tem o artigo publicado hoje, na revista Nature Geoscience.

A convicção foi reforçada pelos resultados de uma experiência realizada em parceria com a Universidade de Kent, na qual foi disparado, a alta velocidade, um projétil de aço contra misturas de gelo, análogas às encontradas nos cometas.

O objetivo era reproduzir o impacto de um cometa com uma superfície rochosa, e o resultado foi a descoberta de vários tipos de aminoácidos, nomeadamente glicina e alanina D e L.

Estes compostos orgânicos são definidos pela cientista portuguesa como "os blocos constituintes da vida", pois estão na origem de proteínas que, por sua vez, são essenciais à existência de matéria viva.

Zita Martins conta que já se sabia que os cometas, astros que na sua composição têm gelo, podem conter aminoácidos, como foi recentemente confirmado pela descoberta de glicina no cometa Wild 2, através de amostras recolhidas pela NASA, a agência espacial norte-americana.

Mas esta simulação em laboratório convenceu os autores de que os aminoácidos também podem aparecer com o impacto de corpos rochosos, como meteoritos, em superfícies de gelo em planetas ou noutros corpos celestes, como são as luas Europa e Enceladus, de Júpiter e Saturno.

Tal como outros astrobiólogos, Zita Martins afirma que, cada vez mais, a hipótese de que os satélites de Júpiter e Saturno "poderão ter vida, começa a ganhar credibilidade" e mais interesse do que Marte, onde se têm centralizado as mais recentes missões espaciais.

"Até agora só existiam teorias de como a vida pode ter surgido, mas esta experiência reforça a suposição de que o gelo e o impacto são essenciais", vincou, lembrando que aquelas luas foram alvo do choque com inúmeros cometas e meteoritos há cerca de quatro mil milhões de anos.

O artigo publicado hoje, na versão "online" da revista Nature Geoscience, em coautoria com Mark C. Price, contribui também para o estudo do processo da criação da vida no planeta Terra, possivelmente iniciado há cerca de quatro mil milhões de anos.

Para a investigadora portuguesa, há cinco anos no Imperial College, o próximo passo será perceber, no entanto, se o impacto de gelo e rocha no espaço pode sintetizar proteínas ou outras formas moleculares mais complexas, e assim chegar mais perto da resposta à questão sobre a possibilidade de existência de vida noutras partes do sistema solar.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 28, 2013, 02:07:18 pm
Solo de Marte tem 2% de água, segundo primeira amostra


A sonda Curiosity da NASA permitiu descobrir que o solo de Marte é composto por cerca de 2% de água, o que dá esperança de hidratar os humanos que um dia explorem o planeta vermelho, anunciaram hoje os cientistas.

"Nós víamos Marte como um deserto muito seco e embora isto não seja a quantidade de água que encontramos no solo da Terra (...) é substancial", disse hoje Laurie Leshin, o principal autor do estudo publicado na revista Science.

Segundo o mesmo cientista, em 0,03 metros cúbicos de solo marciano, o que corresponde aproximadamente a um bloco com um pé de largura, altura e profundidade, é possível obter 0,47 litros de água.

Para já, nenhuma agência espacial tem planos para mandar humanos a Marte, mas os Estados Unidos já disseram que pretendem fazer chegar lá os primeiros seres humanos por volta de 2030.

Sinais de água no planeta vizinho da terra não são uma novidade, mas a mais recente evidência vem de um conjunto de 10 dos mais sofisticados instrumentos alguma vez enviado para vasculhar a superfície de Marte, a bordo da sonda Curiosity, que aterrou no planeta em 2012.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 01, 2013, 01:03:31 pm
Satélite europeu cairá na Terra este mês, cientistas minimizam perigo


Um satélite europeu lançado para o espaço concluiu a sua missão e, esgotado o seu pequeno montante de combustível, irá cair sobre a atmosfera do planeta em algum momento deste mês, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). Baptizado de Goce, o equipamento custou cerca de 450 milhões de dólares e já foi chamado de «Ferrari do espaço» quando foi lançado em Março de 2009.

Ele foi projectado inicialmente para funcionar por apenas dois anos, mas, com o sucesso da missão, ficou mais de quatro anos no espaço a produzir «a mais precisa recolha de dados do campo gravitacional terrestre já elaborada».

O período estimado para que o satélite entre no campo de gravidade do nosso planeta ocorrerá entre duas a três semanas a partir do esgotamento total do seu combustível, que deve acontecer no meio de Outubro. O perigo de que a queda do equipamento cause alguma fatalidade foi minimizado pelos cientistas.

«Tendo em conta que a Terra tem dois terços do seu território cobertos por água e que vastas áreas ainda são pouco populosas, o perigo para a vida ou a alguma propriedade é baixo», diz a ESA. «A área na qual ele deve cair será apontada quando próximo da sua reentrada na nossa atmosfera.»

A agência lembra ainda que, a cada ano, cerca de 40 toneladas de destroços produzidos pelo homem e lançados ao espaço caem na Terra. O risco de que algum deles atinja um ser humano é menor do que o de que um meteorito o faça, estima a Agência.

Esta não é a primeira vez que a queda de um objecto feito pelo homem e posto no espaço alerta os cientistas e gera burburinho. Em 2011, um satélite da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) caiu sobre o oceano Pacífico; enquanto em 1979, destroços de uma estação espacial dos EUA espalharam-se pelo solo da Austrália, mas sem causar danos às pessoas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2013, 12:59:01 pm
Sonda da Nasa encontra ingredientes para o plástico em lua de Saturno


A sonda Cassini encontrou propileno, um elemento químico usado para fabricar embalagens de plástico de uso doméstico, em Titã, a maior lua de Saturno, informou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).«Esta é a primeira detecção definitiva de um ingrediente plástico em qualquer lua ou planeta que não a Terra», disse a agência.

Uma pequena quantia de propileno foi identificada na baixa atmosfera de Titã pelo espectrómetro de infravermelho da Cassini, que mede a radiação de calor, informou a Nasa no Astrophysical Journal Letters.

Ao isolar o mesmo sinal em várias altitudes na baixa atmosfera, os pesquisadores identificaram a marca registada térmica do elemento químico com alto grau de certeza, afirmou a Nasa.

«Este elemento químico está em nosso redor no dia-a-dia em longas cadeias que formam o plástico chamado polipropileno», disse Conor Nixon, cientista da Nasa no Centro de Voo Espacial Goddard em Greenbelt, Maryland, e principal autor do estudo. «Aquela embalagem de plástico no supermercado com o código de reciclagem 5 no fundo é polipropileno.»

O elemento químico também é usado para fabricar parachoques de automóveis e outros produtos.

A descoberta pode ajudar os cientistas a entender o «jarim zoológico químico» que compõe a atmosfera marrom enevoada de Titã, disse Scott Edgington, vice-projectista da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), em Pasadena, na Califórnia.

A missão Cassini-Huygens é um projecto de cooperação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e da Agência Espacial Italiana.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 11, 2013, 01:48:48 pm
Morreu um dos primeiros astronautas norte-americanos


Um dos derradeiros membros do primeiro grupo de sete astronautas da NASA, Malcolm Scott Carpenter morreu aos 88 anos. Deste grupo, apenas John Glenn permanece vivo.

Scott Carpenter, segundo astronauta norte-americano a realizar uma órbita em torno da Terra, em 1962, morreu na quinta-feira em Denver (madrugada de sexta-feira em Portugal), capital do estado norte-americano do Colorado. Nasceu a 1 de maio de 1925 em Boulder, no Colorado.

A mulher de Carpenter anunciou ao jornal Vail Daily a morte do marido aos 88 anos, que se encontrava num hospital em Denver.

Com a morte de Carpenter, John Glenn é agora o único sobrevivente do Projeto Mercúrio - programa espacial dos Estados Unidos, desenvolvido a partir de 1959, e que permitirá a John Gleen realizar o primeiro voo orbital em fevereiro de 1962. Três meses depois, a 24 de maio, será a vez de Carpenter realizar idêntico voo, a bordo de um foguetão Mercury-Atlas 7.

Este voo ficou ainda marcado pelo facto de, inadvertidamente, durante as operações a bordo da cápsula Aurora 7, Carpenter ter esquecido de desligar, entre as várias tarefas que devia executar, um sistema antes da reentrada na atmosfera, o que levou a uma queda potencialmente perigosa no nível de combustível, pondo risco a sua própria sobrevivência. Posterior investigação da NASA demonstrou que Carpenter, um piloto de testes da Marinha e aviador na Guerra da Coreia (1950-53), esteve à altura da perigosa situação em que se viu envolvido.

A Aurora 7 acabou por se despenhar no Oceano Atlântico, longe do ponto inicialmente previsto, e Carpenter encontrado vivo cerca de 40 minutos mais tarde num insuflável junto da cápsula.

Além de Carpenter e Glenn - que foi mais tarde senador democrata (1974-1999) e tentou várias vezes ser nomeado candidato presidencial pelo seu partido - os restantes membros deste grupo foram Alan Shepard, Virgil Grissom, Wally Schirra, Gordon Cooper e Deke Slayton.

Depois de ter deixado a NASA, Carpenter dedicou-se a interesses oceanográficos.

Em abril de 1961, a União Soviética enviara Yuri Gagarin no primeiro voo espacial tripulado e, no âmbito da Guerra Fria, era então impossível os EUA não desenvolverem um programa espacial que viesse a suplantar o soviético

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 16, 2013, 04:22:27 pm
Mergulhadores retiram pedaço de meteorito de lago russo


Mergulhadores recuperaram esta quarta-feira num lago o que pode ser um pedaço de 570 quilos do meteorito que caiu em Chelyabinsk, região central da Rússia, em Fevereiro deste ano. A rocha espacial teria caído no lago Chebarkul abrindo um buraco de seis metros de largura no gelo que cobria a água na época da queda.

Se for confirmada a procedência da rocha, este será o maior fragmento do meteorito já encontrado.

Mais de mil pessoas ficaram feridas quando o meteorito de 17 metros e dez toneladas cruzou os céus da Rússia no dia 15 de Fevereiro.
Esta quarta-feira, imagens mostraram uma equipa a remover um pedaço da rocha de 1,5 metros de comprimento do lago Chebarkul. O objecto foi embrulhado num material especial antes de se ser retirado da água.

A rocha foi então levada para a margem do lago e colocada numa balança para pesagem, numa operação que não deu certo. O objecto partiu-se em três pedaços grandes enquanto era levantado do chão com a ajuda de cordas e alavancas.

Então, quando a pedra foi colocada na balança e o peso atingiu 570 quilos, a própria balança partiu.

A missão dos mergulhadores também foi prejudicada por outros factores. O fragmento de rocha estava a 13 metros de profundidade e não a seis ou oito, como se calculava anteriormente.

Os mergulhadores também tiveram que arrastar a rocha para a margem do lago numa chapa metálica, ao invés de levantá-la.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 26, 2013, 01:22:17 am
Japão aprova canhão espacial para explorar subsolo de asteroide


A Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa) anunciou ter testado com sucesso uma espécie de canhão espacial que deverá retirar amostras do subsolo do asteróide «1999JU3». Este instrumento, uma combinação entre uma bomba e um canhão, equipará a sonda Hayabusa-2, que descolará no próximo ano para tirar amostras do asteróide em 2018 e trazê-las de volta à Terra em 2020.

Quando alcançar a órbita desejada do pequeno asteróide, a sonda Hayabusa-2 libertará este «canhão espacial» e depois ficará à espera do outro lado do asteróide. O canhão então lançará uma bala de metal sobre o asteróide para criar uma cratera na qual, posteriormente, pousará a sonda que vai recolher as amostras do subsolo.

Os cientistas da Jaxa consideram que é mais interessante analisar o subsolo do que a superfície do asteróide, pois o material externo fica alterado pela sua exposição permanente aos raios cósmicos.

Uma sonda similar ao Hayabusa-2 foi lançada em 2003 para tirar amostras do asteróide Itokawa, apesar de empregar uma técnica diferente.

Compreender os materiais dos corpos celestes pode ajudar, explicou Jaxa, a explicar melhor as condições de formação da Terra e o aparecimento de vida.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 31, 2013, 10:21:09 pm
Aveiro participa em projeto de radiotelescópio gigante


A Universidade de Aveiro lidera o consórcio português no projeto de um radiotelescópio gigante para estudar o Universo, que irá produzir "mais informação por segundo do que toda a internet", anunciou hoje a instituição.

Portugal participa no projeto Square Kilometer Array (SKA), o radiotelescópio gigante cuja fase de pré-construção tem início a 01 de novembro, através do polo do Instituto de Telecomunicações na Universidade de Aveiro (UA) e de outras universidades, juntamente com a indústria de ponta nacional.

Fica a cargo do consórcio português, liderado pela Universidade de Aveiro, "o processo de definição de aspetos vitais, com foco na inclusão de tecnologias de energia solar e de redes de energia inteligentes (SmartGrid), assim como de comunicações, e processamentos avançados, suportados por sistemas de computação em nuvem".

Domingos Barbosa, coordenador do consórcio considera a participação no projeto "de extrema importância para qualquer universidade que queira liderar no maior programa mundial de inovação, nas áreas de ciência do SKA, ou na engenharia necessária" para o concretizar.

"O SKA irá possuir um dos maiores supercomputadores do mundo, e no seu centro irá produzir mais informação por segundo do que toda a Internet", explica Domingos Barbosa, considerando que são "enormes os desafios do ponto de vista da engenharia computacional, de materiais, da energia e da monitorização".

João Paulo Barraca, investigador do IT, docente na UA e responsável no consórcio pela área da engenharia de software, antevê que "será necessário criar soluções verdadeiramente inovadoras".

O radiotelescópio vai varrer o céu 10 mil vezes mais rápido e com sensibilidade 50 vezes maior que a de qualquer outro telescópio.

O objetivo do projeto internacional, que estará pronto em 2020 e que tem um orçamento próximo dos 2000 milhões de euros, é estudar as origens do Universo e detetar sinais que possam indicar a presença de vida extraterrestre.

O consórcio português, além do polo do Instituto de Telecomunicações na Universidade de Aveiro, integra as universidades do Porto e de Évora, e o Instituto Politécnico de Beja, tendo como parceiros industriais a Martifer Solar, a Critical Software, a Ative Space Technologies, a LC Technologies, a Logica EM, a PT Comunicações SA e a Coriant.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 08, 2013, 10:27:17 pm
:shock:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 09, 2013, 02:45:58 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: listadecompras em Novembro 10, 2013, 06:49:42 pm
Citar
Mars mission’s big night tonight
Ch Sushil Rao, TNN | Nov 10, 2013, 10.20 PM IST

HYDERABAD: Tonight will be the big night for the Mars mission. The Mars Orbiter Mission's spacecraft will be given another earth bound manoeuvre at 2.06 hrs. The reason to celebrate: the celebrity spacecraft will be hurled to an apogee of nearly one lakh km. This will be the fourth orbit raising manoeuvre since the inter-planetary spacecraft, India's first, was launched on November 5 from SHAR, Sriharikota, Andhra Pradesh.


The midnight monoeuvres have caught the fascination of space enthusiasts who are tracking every development related to the mars mission that Indian scientists have made possible. They have questions to ask and Isro's scientists are more than willing to explain why the orbit raising manoeuvres take place only in the nights.

"Firing has to happen near the perigee and in the visibility from ISTRAC ground stations. All these orbits have argument of perigee of ~285 deg. When all these constraints are put together, firings time will almost always fall in to midnights of Indian sub continent," Isro explained about the reasons for the midnight manoeuvres.

According to Isro scientists, the Liquid Engine On-board MOM has performed flawlessly over the last three consecutive nights by gradually raising MOM's Velocity at Perigee and the resultant Apogee altitude as well. "And now MOM is in a large elliptical orbit and will need another thirty hours for firing its liquid engine to gain additional velocity," they said.

The third orbit raising manoeuvre of Mars Orbiter Spacecraft, starting at 02:10:43 hrs on Nov 09, 2013, was successful. The change observed in the Apogee was from 40,186 km to 71,636 km.

The second orbit raising manoeuvre of MOM was at 02:18:51 hrs(IST) on Nov 8, 2013.The change observed in Apogee was from 28,814 km to 40,186km.

The first orbit-raising manoeuvre of India's Mars Orbiter Spacecraft was performed at 01:17 hrs Indian Standard Time (IST) early on November 07, 2013) when the 440 Newton Liquid Engine of the spacecraft was fired for 416 seconds by commanding it from Spacecraft Control Centre (SCC) at Isro Telemetry, Tracking and Command Network (ISTRAC) at Peenya, Bangalore. With this engine firing, the spacecraft's Apogee (the farthest point to Earth) was raised to 28,825km.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 13, 2013, 11:20:57 am
Perdeu o campo magnético, a atmosfera e secou?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 13, 2013, 01:59:38 pm
Pelo que eu percebi dos vários programas que assisti sobre o assunto foi toda uma série de eventos. A actividade vulcânica abrandou, por causa disso o campo magnético foi à vida e a ajudar à festa, Marte tem uma gravidade menor que a Terra. Tudo junta fez com que a água evapora-se e o planeta fica-se estéril.

Se isso vai ou não confirmar-se, só os deuses é que sabem.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 13, 2013, 02:23:41 pm
Nasa marca voo inaugural da nave Orion para Setembro de 2014


O primeiro voo não tripulado da nave espacial americana Orion, sucessora do vaivém espacial e capaz de transportar astronautas para além da órbita da Terra, será realizado em Setembro do ano que vem, informou a Nasa. «Um grande progresso está a ser feito no avanço do programa Orion, o que permitirá um voo de teste da cápsula em Setembro de 2014», segundo o previsto, disse durante uma conferência de imprensa William Gerstenmaier, administrador associado da agência espacial americana, encarregue da exploração espacial tripulada.

A Orion só transportará astronautas depois de 2021.

A cápsula espacial, que será lançada da base aérea de Cabo Canaveral, na Florida (sudeste dos Estados Unidos), dará duas voltas em redor da Terra antes de regressar à atmosfera em alta velocidade.

Este voo tem como objectivo principal testar o escudo térmico da nave de cerca de duas toneladas e o sistema de paraquedas para a aterragem prevista no Oceano Pacífico, ao longo da costa da Califórnia, disse Gerstenmaier.

Para este primeiro voo, a Orion será transportada a bordo de um foguete Delta IV, já que o seu sistema de lançamento (Space Launch System, SLS) ainda não está pronto.

Mas ainda assim «foram feitos avanços muito importantes em muito pouco tempo», graças aos quais o «SLS está 70% concluído», disse o encarregado da Nasa.

A Orion, que poderá transportar quatro a seis astronautas, será lançada pelo SLS na primeira missão espacial ao redor da Lua, em 2017. A cápsula não tripulada será colocada numa órbita de 75.000 quilómetros sobre a superfície lunar para um voo de 21 dias, destinado a certificar esta nave com peso de 70 toneladas para missões tripuladas além da órbita terrestre.

Esta órbita tem a particularidade de ser muito estável, já que os objectos podem permanecer um século sem perder altura ou cair, explicou Gerstenmaier.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 13, 2013, 02:48:19 pm
Porque o núcleo do planeta parou?
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 13, 2013, 03:48:04 pm
Porque solidificou?
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 15, 2013, 05:10:11 pm
Avistamentos para o hemisfério Norte no fim de Novembro!

Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 22, 2013, 05:24:23 pm
http://vimeo.com/78619649 (http://vimeo.com/78619649)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 25, 2013, 09:27:19 pm
Nasa encontra dados perdidos de missões à Lua


Um conjunto de dados científicos recolhido pelas missões Apollo, até então considerado perdido, foi redescoberto pela Nasa e resultou num estudo que revela o ritmo em que a poeira se acumula no solo lunar.

J. O'Brien foi um dos cientistas que trabalhou no planeamento das experiências científicas do Projecto Apollo. Nas discussões iniciais, os investigadores já imaginavam que a poeira lunar fosse causar alguns problemas - embora não tanto quanto os astronautas acabaram por enfrentar, com um material que aderia a qualquer superfície.

A maior preocupação com a poeira era de ordem científica. O medo era que, com a descolagem do módulo lunar, grande quantidade de poeira fosse levantada da superfície e acabasse por aderir aos instrumentos deixados na Lua, prejudicando o seu funcionamento. «Fiz então uma pergunta que julguei muito básica», diz O'Brien. «Se temos de resguardar-nos dos danos causados pela descolagem do módulo lunar, quem está a medir se algum dano realmente aconteceu; quem está a medir a poeira?»

O'Brien ficou encarregue de desenvolver uma pequena experiência para investigar a quantidade de poeira lunar que se acumula sobre uma dada superfície. O pequeno dispositivo que criou, chamado de Lunar Dust Detector, consistia em três pequenos painéis solares instalados sobre um pacote maior de instrumentos. Conforme a poeira fosse se juntando sobre os painéis, menos eficientes estes se tornariam, e seria possível calcular quanto material estava a cobri-los.

Pesando modestos 270 gramas, o instrumento voou em três diferentes missões: Apollo 12, 14 e 15. A primeira voou em 1969 (segunda aterragem lunar tripulada bem-sucedido), as outras duas em 1971. Detalhe: os equipamentos permaneceram a recolher dados até 1977, quando a Nasa decidiu não mais financiar a monitorização.

Na época do Projecto Apollo, fazia todo o sentido medir os efeitos da poeira lunar, uma vez que parecia que viagens e experiências em solo lunar se tornariam comuns. Com a decisão de cancelar o programa, tomada ainda em 1970, ficou cada vez mais claro que o problema da poeira lunar não teria mais importância para o futuro imediato da Nasa.

As fitas magnéticas que pacientemente registaram as leituras do Lunar Dust Detector perderam-se, em meio à imensa burocracia da agência espacial americana. Saltamos então para 2013. A Nasa «despacha» uma nova sonda para a Lua, chamada Ladee, que vai estudar justamente a atmosfera de poeira que circunda o nosso satélite. O regresso do interesse pela poeira lunar não é coincidência. Quando a Ladee foi planeada, o plano em vigor era o Projecto Constellation, que levaria astronautas de volta à Lua até 2020. Foi nessa onda de regresso à Lua que a agência se deu conta de que os dados originais que já tinha sobre esse assunto foram perdidos, sem sequer terem sido analisados apropriadamente.

Em 2006, O'Brien fica a saber que a Nasa perdeu os dados da sua experiência e (surpresa!) revela à agência que ele tinha um conjunto de cópias das fitas. Acto contínuo, ele passou a analisá-las, em parceria com Monique Hollick, que trabalha com ele actualmente na Universidade do Oeste da Austrália, em Crawley. O resultado é o trabalho publicado pela dupla, que revela como a poeira se espalha pela superfície da Lua.

A análise mostra que o ambiente lunar é o sonho dourado de qualquer dona-de-casa. Para que uma camada de poeira de 1 milímetro de espessura se forme sobre uma superfície na Lua, é preciso esperar cerca de mil anos. O curioso é que, embora seja bem pouco pelos padrões terrestres, isso é 10 vezes mais do que as estimativas anteriores. E também é o suficiente para causar problemas para painéis solares instalados na Lua.

Como não há atmosfera gasosa no nosso satélite, especulava-se que a circulação de poeira fosse produzida somente por impactos de meteoritos e pela queda de pó de origem cósmica. Mas os «novos velhos» dados mostram que só isso não seria suficiente. O'Brien especula que um fenómeno de origem electromagnética (em que a poeira ganha carga positiva no lado iluminado da Lua e carga negativa no lado escuro, resultando num levantamento de poeira na região do terminador, que divide o lado escuro do claro) possa explicar o efeito aumentado. É um fenómeno que a LADEE tentará confirmar.

Aliás, uma das motivações para a missão é explicar uma observação dos astronautas da Apollo em órbita lunar.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 29, 2013, 07:45:25 pm
Exposição europeia sobre o Espaço inaugurada hoje


A exposição "European Space Expo" chega a Lisboa, onde é hoje inaugurada, para mostrar o que se faz na indústria do Espaço e os benefícios da tecnologia espacial para as populações. A exposição, que já precorreu 17 cidades europeias, é organizada pela Comissão Europeia e fica patente até 09 de dezembro, na praça do Comércio, e tem entrada gratuita.

A mostra apresenta informação sobre diversos programas europeus, como o sistema de observação terrestre Copernicus e o sistema de navegação EGNOS/Galileo, com o qual será possível perceber quando um animal escapou à manada, definir rotas aéreas que perturbem menos as populações ou planear melhor as redes de distribuição de gás, luz e água.

No quiosque "Espaço fabricado em Portugal", os visitantes podem aceder a informação sobre as empresas nacionais que participam nos programas da Agência Espacial Europeia, incluindo o EGNOS e o Galileo.

A exposição inclui equipamentos como um "OmniGlobe" - holograma interativo da atmosfera terrestre - ou um modelo de um satélite Galileo.

Na "European Space Expo" haverá apresentações de 15 minutos, seguidas de perguntas e respostas, sobre tecnologia espacial e astronomia.

A 07 de dezembro, o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia Paolo Nespoli partilhará a sua experiência como engenheiro de voo na missão MagISStra, na conferência "Seis Meses fora deste Mundo".

A exposição é inaugurada pelo vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Indústria e pelo Empreendedorismo, Antonio Tajani, e pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.

Na cerimónia participa Alexandre Lourenço, a criança portuguesa que vai dar o seu nome a um dos satélites Galileo.

A "European Space Expo" conta com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa, da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, do Planetário Calouste Gulbenkian e do Turismo de Lisboa.

A mostra itinerante já foi vista por mais de 300 mil pessoas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 29, 2013, 07:59:18 pm
Parece que afinal sempre sobrou alguma coisa do cometa ISON após a passagem pela coroa solar.


 :)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 01, 2013, 06:04:29 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 01, 2013, 10:59:24 pm
Citar
China's first lunar rover mission has successfully launched. The Chang'e-3 mission should land on the Moon's northern hemisphere in mid-December.
The Long March 3B rocket contains a payload of a landing module and a six-wheeled robotic rover called Yutu (or Jade Rabbit).
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 05, 2013, 05:49:38 pm
Citar
China launches moon rover mission

China has launched its first mission to land a rover on the moon that will transmit images and survey the moon's surface.

The official Xinhua News Agency said a Long March-3B rocket carrying the Chang'e 3 lander blasted off today as scheduled at 1.30am local time from the Xichang Satellite Launch Centre in south-west China.

If the mission goes as planned, the Chang'e 3 will become China's first spacecraft to soft land on the surface of an extraterrestrial body.

The moon rover will survey the moon's geological structure and surface substances.

China's military-backed space programme is a source of enormous national pride and has powered ahead in a series of well-funded, methodically timed steps.

AP

http://www.belfasttelegraph.co.uk/news/ ... 01360.html (http://www.belfasttelegraph.co.uk/news/world-news/china-launches-moon-rover-mission-29801360.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 11, 2013, 08:37:30 pm
Viajar até Marte é equivalente a efetuar 50 mil radiografias


Os seres humanos que no futuro viajarem até ao planeta Marte, terão de enfrentar múltiplos problemas, sendo um deles a radiação. Segundo a sonda norte-americana "Curiosity", uma missão de 500 dias ao planeta vermelho, é o equivalente a efetuar 50 mil radiografias.

O "Curiosity" da NASA mediu este níveis de radiação na cratera de Gale, onde se encontra desde a sua aterragem em agosto de 2012. A ausência de um campo magnético global como o da Terra e a sua atmosfera mais delgada, oferecem uma fraca proteção contra a radiação proveniente do espaço.

Um futuro viajante que permaneça 500 dias em Marte, receberá uma dose de radiação equivalente a 15 mil radiografias. A esta dose deverá ter de se somar os 180 dias de viagem de ida e outros 180 dias de viagem de regresso. Como no espaço a proteção é menor, no total a viagem seria o equivalente a efetuar 50 mil radiografias.

Estudos demonstram que esta exposição à radiação, origina a perda de apetite, náuseas, problemas na medula ossea, danos linfáticos, entre outros. A longo prazo, aumenta em 5% o risco de contrair um cancro que poderá levar à morte.

A Nasa estabeleceu como limite máximo um aumento de 3% de probabilidades de contrair um cancro fatal. Este limite é o indicado para astronautas que viajam na órbita da Terra ou que permaneçam, por exemplo, na Estação Espacial Internacional. A agência ainda não estabeleceu um limite para futuras viagens de humanos pelo sistema solar.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 12, 2013, 09:51:58 pm
15 anos da ISS
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 14, 2013, 05:52:37 pm
O rover chinês já está na lua!
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 14, 2013, 09:28:16 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 18, 2013, 01:55:12 pm
ESA nomeia consórcio português para novo projeto


A Agência Espacial Europeia (ESA) elegeu um consórcio nacional para desenvolver a sua nova geração de sistemas de proteção térmica. O mesmo visa a simplificação do processo de reentrada de cápsulas espaciais na Terra e vai ter por base o uso da cortiça.
 
Entre o consórcio luso selecionado encontram-se a Amorim Cork Composites, da Corticeira Amorim, a Critical Materials S.A. (CMT), o PIEP - Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros, e o ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade.

Em conjunto, as mesmas vão ficar responsáveis pelo projeto cTPS - Design of a Crushable TPS for the ERC, ou seja, pelo desenvolvimento de um sistema inovador que irá exercer, simultaneamente, funções estruturais e térmicas, e simplificar o processo de reentrada de cápsulas espaciais na Terra.
 
O objetivo é combinar a capacidade de absorção de energia de impacto na aterragem vai ser com a capacidade de sustentação das cargas térmicas geradas durante a reentrada na atmosfera terrestre. Para isso, a nova solução terá por base um inovador material compósito feito com cortiça, que permite que a nave se adapte, com sucesso, à entrada em órbita e subsequente descida na superfície do planeta.
 
O resultado é uma solução de elevado desempenho, que permite simplificações significativas nos módulos de reentrada, diminuindo o seu custo e aumentando a sua fiabilidade.

Boas Notícias
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 19, 2013, 04:42:05 pm
Satélite que fará mapa da Via Láctea lançado com sucesso da Guiana Francesa



O satélite Gaia, o telescópio mais complexo da história da Europa, foi hoje lançado com sucesso do Centro Espacial Europeu de Kuru, na Guiana francesa, a bordo da plataforma de lançamento russa Soyuz.

O satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) demorou 20 anos a ser desenvolvido e teve um custo de mil milhões de euros. O aparelho fará um mapeamento de cerca de mil milhões de estrelas e um atlas em três dimensões da Via Láctea que ajudará a compreender a origem e a evolução da galáxia.
O foguete russo descolou às 9:12 (em Lisboa) e transcorridos 41 minutos e 59 segundos da descolagem os cientistas deram por concluída a missão de lançamento no meio de aplausos, abraços e expressões de alívio.

O telescópio fará uma viagem de 1,5 milhões de quilómetros até ao ponto de Lagrange 2, que proporciona um ambiente estável para as observações do satélite.
O Gaia começará a esquadrinhar a galáxia com dois telescópios com equipamentos que permitem ver da Lua um besouro a caminhar sobre o solo terrestre.
Feito à base de carbeto de silício, o satélite irá cartografar a Via Láctea em três dimensões e elaborar um censo de cerca de mil milhões de estrelas, 1% das que existem na nossa galáxia, observando aproximadamente 70 vezes cada astro durante cinco anos de vida útil.

Dessa forma, o satélite poderá determinar o seu brilho, velocidades e posições, incluindo a distância que as separa da Terra, um cálculo impossível de realizar com precisão a partir da superfície do globo. Além disso, os cientistas esperam que o satélite descubra outros milhares de objectos celestes, como planetas fora do sistema solar, estrelas mortas (anãs castanhas) e asteróides.

As medições servirão também para realizar novas verificações da teoria da relatividade geral, enunciada por Albert Einstein há mais de um século, pois as fotografias enviadas pelo satélite se "curvarão" pelo efeito da gravidade. Dentro de cerca de quatro meses, superadas todas as adaptações técnicas, o Gaia começará a enviar informação válida para a Terra. O processamento de informação é enorme: os dados que serão enviados pelo satélite equivalem a dois anos seguidos escutando música ou a informação que pode ser armazenada em 250 mil DVD´s.

A primeira versão do mapa celestial estará disponível dentro de dois anos, mas será preciso esperar cerca de 10 anos para ser elaborada uma versão definitiva.
O Gaia fornecerá 10 mil vezes mais informações que o seu antecessor, o satélite Hipparcos, lançado em 1989 e que mapeou 100 mil estrelas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 19, 2013, 11:01:49 pm
Citar
On Christmas Eve, Dec. 24, 2013, NASA's Deep Space Network, the world's largest and most powerful communications system for spacecraft, turns 50.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 20, 2013, 02:58:11 pm
Em 2021 é publicado o novo catálogo da via láctea. Muito trabalho de portugueses.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 21, 2013, 07:24:47 pm
Resumo de actividades da NASA em 2013.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 25, 2013, 09:44:15 pm
Resultados das missões da NASA em 2013
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 26, 2013, 02:27:05 pm
Robô chinês na Lua ficará desligado durante 15 dias para resistir ao frio


O primeiro robô de exploração chinês na Lua, Yutu («Coelho de Jade»), foi desligado e permanecerá inactivo durante duas semanas para não ser afectado pelas baixas temperaturas da noite lunar, informaram os cientistas responsáveis pelo projecto à agência oficial Xinhua.

Estava previsto que o robô detivesse a sua actividade por volta da 01:00 (locais), 20 horas depois de ser desactivada a sonda lunar Chang E 3, que transportou o Yutu até ao satélite terrestre.

A noite lunar dura duas semanas e durante esta a superfície selenita pode alcançar temperaturas de até 180 graus abaixo de zero, motivo pelo qual os especialistas consideram que o robô explorador deve permanecer desligado até que as condições meteorológicas sejam melhores. A Chang E 3 aterrou na Lua no último dia 14 de Dezembro, mais de 37 anos depois de a União Soviética ter realizado o último pouso controlado no satélite, e o Coelho de Jade começou a rodar pela sua superfície poucas horas depois.

Apenas os EUA e a União Soviética tinham conseguido antes da China alunagens controladas, e apenas os russos já tinham enviado robôs de exploração para a Lua.
O Coelho de Jade, dotado de câmaras e um braço articulado para realizar escavações, examinará a geologia lunar e procurará recursos naturais durante três meses, e a sonda Chang E 3, que também realiza trabalhos de pesquisa, estará activa durante um ano.

A próxima missão lunar chinesa, Chang E 4, está prevista para 2015, enquanto em 2017 se prevê que a sonda Chang E 5 comece a nova fase do programa espacial chinês e regresse à Terra para levar amostras extraídas da Lua.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 27, 2013, 10:43:35 pm
Evolução da lua.  :shock:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 30, 2013, 07:43:26 pm
Investigadores do Porto criam tecnologia que pode integrar missões espaciais em 2018


Dois investigadores do Porto concluíram o primeiro protótipo laboratorial de uma variante de radar com radiação laser para aquisição de imagens 3D (LIDAR) que poderá integrar missões da Agência Espacial Europeia (ESA) já em 2018. Em comunicado de hoje, o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC) informa que o LIDAR, previsto para integrar veículos espaciais em missões de exploração do sistema solar, foi desenvolvido por Filipe Magalhães e Francisco Araújo, ambos investigadores do laboratório associado INESC TEC.

Este é um projecto financiado pela ESA, cuja principal vantagem, de acordo com Filipe Magalhães, é a leveza de um equipamento que pode auxiliar na aterragem de sondas, na navegação de robôs na superfície de planetas ou luas e até na recolha e transporte de amostras do solo de Marte para a Terra.

"Nas missões espaciais, cada quilograma a mais traduz-se em milhares de euros de despesa em combustível e energia", referiu Filipe Magalhães.

Mas o sistema "compressive sensing" (sensorização compressiva) permite que seja possível recolher imagens - resolução de 1024x768 - com uma câmara de apenas um detector com apenas um pixel, sem qualquer tipo de varrimento ou movimento, o que torna esta tecnologia leve.

Outra vantagem do LIDAR desenvolvido pelos investigadores do INESC Porto, com o apoio da ESA, é a recolha de imagens 2D e 3D que servem para medições em comprimentos de onda, algo que até à data "eram impossíveis ou então muito dispendiosas".

Segundo o técnico da ESA João Pereira do Carmo, citado no comunicado do INESC Porto, "a inexistência, na Europa, de detectores de grande resolução para a obtenção de imagens 3D e os elevados custos do seu possível desenvolvimento", levaram a Agência Espacial Europeia "a promover soluções alternativas e de grande potencial" com é considerada esta proposta de Filipe Magalhães e Francisco Araújo.

"Outra vantagem do sistema é a possibilidade de miniaturizar o sensor, reduzindo substancialmente a massa e a potência consumida, exponenciando o número de aplicações e missões espaciais para o qual pode ser considerado no futuro", salienta João Pereira do Carmo.

Pretende-se, assim, que o LIDAR do INESC venha a permitir identificar qual a melhor localização para a aterragem das sondas espaciais na Lua ou em Marte.

Este radar fará essa identificação através de uma análise topográfica do terreno, tendo por base a aquisição de imagens e as respectivas distâncias registadas para cada pixel da imagem.

Conforme dados do INESC "os robôs exploradores na superfície do planeta também podem detectar obstáculos e movimentar-se mais facilmente graças às potencialidades abertas por este sistema".

"Facilitar a recolha e o transporte de amostras do solo de Marte para a Terra, ao localizar a posição exacta da cápsula em órbita com as amostras", é outro dos objectivos do sistema desenvolvido pelos investigadores do laboratório do Porto que conta arrancar com uma segunda fase de desenvolvimento deste sistema já no início de 2014.

"O INESC TEC, Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto, é uma das poucas instituições do mundo a trabalhar na aplicação desta tecnologia à exploração espacial, lê-se no comunicado.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 03, 2014, 01:18:11 pm
Serviço de Meteorologia britânico fará «previsões do tempo no espaço»


O Met Office, Serviço Nacional de Meteorologia do Reino Unido, começará a oferecer previsões diárias do tempo no espaço. O serviço, que funcionará 24 horas por dia, pretende ajudar empresas e departamentos governamentais a saber com antecedência sobre tempestades solares que podem interromper o funcionamento de satélites, comunicações por rádio e redes eléctricas.

A primeira previsão deve acontecer por volta de Março ou Abril de 2014, durante a Primavera no hemisfério norte. O Departamento de Negócios do governo britânico irá financiar o projecto com 4,6 milhões de libras durante os próximos três anos. O Met Office pretende desenvolver melhores maneiras de prever o tempo no espaço em colaboração com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

As «condições de tempo» no espaço são determinadas por partículas energéticas do Sol.

Proeminências solares (espécie de labaredas que se destacam da superfície do Sol) e erupções na atmosfera solar -conhecidas como ejecções de massa coronal - são fontes poderosas de tempestades solares potencialmente destrutivas. Estas têm o potencial de prejudicar componentes sensíveis de satélites e induzir sobrecargas eléctricas que são fortes o suficiente para derrubar redes de distribuição de energia na Terra.

Um grande apagão em Quebeque, no Canadá, em 1989, foi atribuído a uma tempestade solar.

A actividade do Sol atinge o seu ápice a cada 11 anos, quando as emissões solares tornam-se mais intensas. A estrela está actualmente numa dessas fases.
«A ciência do tempo espacial é relativamente pouco desenvolvida, mas o conhecimento sobre ela está a aumentar rapidamente», disse Mark Gibbs, chefe da divisão de tempo espacial no Met Office. O projecto, segundo ele, pretende «acelerar o desenvolvimento de melhores modelos do clima no espaço e de sistemas de previsão que tornem mais eficiente o uso dos dados sobre o tempo espacial».

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 03, 2014, 02:33:05 pm
Mil candidatos pré-selecionados para colonizar Marte


Mais de um milhar de pessoas foram pré-selecionadas para participar num grupo de eventuais primeiros colonos do planeta Marte em 2025, indicou hoje a empresa Mars One, na origem do projeto.

Mais de 200.000 pessoas de 140 países se inscreveram para fazer parte desta primeira vaga de colonização, e 1.058 passaram à segunda fase de seleção, indicou a empresa holandesa em comunicado.

"O desafio, com 200.000 inscritos, é separar aqueles que pensamos serem capazes, mental e fisicamente, de se tornarem os embaixadores humanos em Marte, daqueles que tomam a missão menos a sério", assegurou Bas Lansdorp, co-fundador e presidente da Mars One, citado no documento. O projeto Mars One, que pretende financiar a simples ida para o planeta vermelho, nomeadamente para emissões de televisão, conta com muitos céticos, apesar do apoio do holandês Gerard 't Hoofd, prémio Nobel da Física 1999.

A empresa vai selecionar, em várias fases, os 24 potenciais colonos, repartidos em seis grupos de quatro pessoas.

Estes selecionados deverão passar diversas séries de testes físicos, médicos e mentais, e participar em "simulações, nomeadamente em grupo, com um particular interesse pelas suas capacidades físicas e emocionais", acrescentou a Mars One.

A empresa tinha anunciado em dezembro ter assinado um contrato de 250.000 dólares com a Lockheed Martin Space Systems, a divisão espacial do grupo de defesa norte-americano, para estudar o "conceito" de um engenho de aterragem. Este engenho deverá em primeiro lugar ser enviado vazio para o planeta vermelho em 2018. Até agora, só houve missões robóticas a Marte, todas levadas a cabo com êxito pela NASA.

Os Estados Unidos estão, no entanto, determinados a enviar astronautas para aquele planeta dentro de 20 anos. Além da dificuldade de encontrar os seis mil milhões de dólares necessários, segundo as estimativas, o projeto Mars One, que conta com financiamentos privados, enfrenta numerosos obstáculos. Os astronautas, além de não poderem regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir o seu oxigénio e cultivar os seus próprios alimentos. Ora, Marte é um grande deserto cuja atmosfera é sobretudo constituída por dióxido de carbono e onde a temperatura média é de -63 graus Celsius.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 03, 2014, 03:00:35 pm
Resumo das missões da ESA em 2013.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 03, 2014, 06:03:13 pm
Os Russos fizeram mais voos que qualquer outro país.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi58.servimg.com%2Fu%2Ff58%2F15%2F54%2F62%2F79%2Flaunch12.jpg&hash=feb285c5539126e52e39f2ec1864b4a4)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 03, 2014, 10:30:43 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Os Russos fizeram mais voos que qualquer outro país.
Porque desde que o Space Shuttle terminou as operações os lançadores Soyuz são o melhor que há actualmente e talvez os mais disponíveis e baratos.
Não sei se viste estes:
Citação de: "HSMW"
Processo de lançamento de uma Soyuz.
E as missões da ESA para 2014.
Vamos ficar a saber de que são feitos os cometas, o teste do veiculo de reentrada IXV, o inicio das operações do GPS europeu Galileo, mais um satélite de observação da terra e decidir o futuro das missões da ESA.

De resto a NASA sempre faz umas coisas mais interessante lá por Marte...  :roll:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 04, 2014, 11:14:05 am
Eu já tinha visto os dois primeiros videos. :G-beer2:

O que fica deste ano é o facto dos Chineses terem dado passos de gigante nesta área, da SpaceX ter começado a meter satélites em órbita (só mesmo nos EUA uma empresa privada conseguiria isso), que tanto os japoneses como os Indianos terem mostrado a sua graça, enfim, acho que foi um ano bastante produtivo.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 04, 2014, 02:01:51 pm
Realmente 2013 foi um ano em que houve grandes avanços no campo espacial. Acabei agora de recuar nas páginas deste tópico até ao inicio de 2013.
E não esquecer a missão portuguesa ao espaço!
 :lol:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 05, 2014, 06:50:58 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2014, 06:42:43 pm
Gaia, a sonda europeia mais complexa chega ao destino


A sonda espacial Gaia, o mais complexo telescópio construído na Europa, chegou ao chamado ponto "L2", a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, de onde capturará imagens para cartografar a Via Láctea em três dimensões.

O engenho da Agência Espacial Europeia (ESA) está em viagem desde 19 de dezembro, quando foi lançado num foguetão russo Soyuz do Centro Espacial Europeu de Kuru, na Guiana Francesa.

A Gaia, que deverá permitir desenhar um mapa de mil milhões de estrelas, fez hoje uma "manobra crítica" para colocar-se num dos pontos de Lagrange, os lugares do sistema solar onde um objeto pode manter-se em órbita estacionária em relação à Terra e ao Sol, informou a ESA em comunicado.

A sonda ainda efetuará uma manobra de correção na próxima semana e nos próximos meses começará a enviar informação para a Terra para comprovar que todos os seus aparelhos funcionam corretamente.

Superada essa fase, a sonda começará a sua missão de cinco anos, na qual analisará até 70 vezes cada uma das mil milhões de estrelas, recolhendo informação sobre a sua posição, temperatura, luminosidade, composição e distância face à Terra.

No total, a Gaia analisará um por cento das estrelas da nossa galáxia e permitirá realizar um primeiro catálogo provisório dentro de dois anos, embora os cientistas tenham de esperar cerca de uma década para dispor de um atlas definitivo.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2014, 09:47:07 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 11, 2014, 11:03:31 pm
10º aniversário dos rovers Spirit e Oportunity em Marte e as futuras missões ao planeta vermelho.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 15, 2014, 08:48:52 pm
Não vale a pena fazer máquinas à imagem do homem! Somos um projecto obsoleto...

Aranhas é que é! E com rodas!

E para este mês temos a sonda Rosetta a acordar da hibernação no dia 20 às 10:00 UTC.

E falta menos de 1 ano para a New Horizons chegar a Plutão após 8 anos de viagem.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2014, 05:08:49 pm
Cientistas japoneses desenvolvem novo método para limpar lixo espacial


Cientistas japoneses vão testar em Fevereiro um novo método para limpar a órbita terrestre do lixo espacial, atraindo-o magneticamente à atmosfera para que este se desintegre.

Os investigadores da agência espacial japonesa (Jaxa) anunciaram esta quinta-feira que desenvolveram uma espécie de cabo com aço inoxidável e alumínio. O princípio do mecanismo consiste em atar o cabo a um dos milhares de destroços que flutuam no espaço, ao redor da Terra, para atraí-los magneticamente à atmosfera.

Os cientistas esperam que a electricidade gerada pelo cabo, enquanto gira pelo campo magnético da Terra, diminua a velocidade dos resíduos, levando-os a órbitas cada vez mais baixas em cada volta ao redor do planeta, até que entrem na atmosfera e sejam destruídos.

Masahiro Nohmi, professor da Universidade Kagawa que trabalha com a Jaxa, anunciou que o lançamento de um satélite equipado com o cabo, e desenvolvido pela universidade, está previsto para o dia 28 de Fevereiro.

«Temos dois objectivos neste primeiro teste: lançar na órbita um cabo de 300 metros e observar a transferência de electricidade», explicou. O cabo só entrará realmente em contacto com os resíduos espaciais em testes futuros.

Uma porta-voz da Jaxa anunciou que a agência lançará a sua própria corda em 2015.

Há estimativas de que mais de 20.000 objectos de todo o tipo giram ao redor da Terra, a uma altitude de 800 a 1400 quilómetros.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Janeiro 26, 2014, 02:13:32 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 26, 2014, 07:15:40 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FCJ4hbk0.jpg&hash=6fd806b1fd1996da6a0deff162d996f7)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2014, 05:10:39 pm
Portugueses são os que menos importância dão à exploração espacial, diz inquérito da UE


Os portugueses são os europeus que menos apoiam um reforço do investimento da União Europeia na exploração espacial, com apenas um terço a considerarem-no importante, revela um inquérito hoje divulgado em Bruxelas pela Comissão Europeia.

O “Eurobarómetro” sobre “a atitude dos europeus relativamente a atividades espaciais” revela que apenas 32% dos portugueses consideram importante que a UE invista mais na exploração espacial, o valor mais baixo entre os 28 Estados-membros, onde, em média, 47% dos cidadãos inquiridos consideram importante tal investimento. A importância dada à exploração espacial varia entre os 67% na Bulgária e 65% na Finlândia (os valores mais elevados) e os 32% em Portugal e 35% em Malta e Espanha (os números mais baixos).

Mostrando-se invariavelmente dos europeus menos entusiasmados relativamente às vantagens que o setor espacial pode representar para a UE nos mais diversos setores, os portugueses são também dos que menos importância dão ao envolvimento da Europa na exploração de Marte nos próximos 20 anos, no quadro de uma missão internacional.

Questionados sobre se consideram importante que a Europa faça parte dessa missão internacional a Marte num horizonte de 20 anos, apenas 29% dos portugueses inquiridos responderam afirmativamente, o quarto valor mais baixo na UE, apenas à frente de Alemanha (19%), Suécia (23%) e Espanha (27%), e a par de Áustria e Lituânia, e seis pontos abaixo da média comunitária (35%).

Divulgado no dia em que se celebra uma conferência sobre política espacial, em Bruxelas, este estudo foi realizado já entre maio e junho de 2013, tendo sido inquiridas em Portugal 1.007 pessoas, pela TNS Euroteste.


Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 30, 2014, 01:45:19 pm
Radiação cósmica está a destruir revestimento da Estação Espacial Internacional


A radiação cósmica está a destruir o revestimento da Estação Espacial Internacional (EEI), segundo um estudo de um grupo de cientistas russos divulgado hoje, em Moscovo.

"No final do ano passado, fizemos um trabalho para o Centro Espacial Jrúnichev e obtivemos resultados surpreendentes. O revestimento, a proteção da estrutura da ISS, está a ser destruída pela radiação", disse Ielena Deshévaya, do Instituto de Questões Médicas e Biológicas (IPMB) da Academia de Ciências russa. A cientista, que apresentou os resultados da investigação numa conferência na Universidade Técnica Báuman de Moscovo, explicou que este fenómeno se deve à composição do revestimento da plataforma espacial, que tem poliamidas, pouco resistentes à radiação.

"Toda a proteção da estrutura da ISS está a ser destruída", advertiu Deshevaya, citada pela agência Interfax. A cientista explicou que o IPBM submeteu ao efeito dos neutrões os materiais utilizados no fabrico do revestimento da plataforma espacial e estabeleceu-se, num primeiro momento, que a radiação os fortalece, mas logo depois os debilita e torna-os mais frágeis. Este problema, acrescentou a russa, pode ser resolvido se forem utilizados polímeros mais resistentes à radiação.

A ISS é um projeto internacional em que participam vinte países e que conta com financiamento até 2024, podendo continuar a funcionar até 2028.

A bordo da plataforma espacial encontra-se uma expedição integrada por seis tripulantes: os russos Oleg Kotov, Sergei Riazanski e Mikail Tiurin, os norte-americanos Rick Mastracchio e Mike Hopkins e o japonês Koichi Wakata.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Fevereiro 04, 2014, 03:17:13 pm
O que se vai passar no espaço durante este mês de Fevereiro.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2014, 09:23:43 pm
Módulo lunar chinês «Coelho de Jade» declarado inoperacional


O módulo chinês de exploração do solo lunar «Coelho de Jade» foi hoje oficialmente declarado inoperacional, anunciaram as agências estatais da China. O veículo teleguiado de exploração lunar «não pôde ser reparado para cumprir a sua missão», após ter sido detetada uma avaria mecânica no mês passado, indicou a agência China News Service num breve comunicado.

O «Coelho de jade» («Yutu», em chinês) começou a deslocar-se na superfície da lua a 15 de dezembro, algumas horas após a alunagem da sonda espacial Chang'e-3.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Fevereiro 13, 2014, 11:49:41 am
Made in China  :mrgreen:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 13, 2014, 12:05:53 pm
:lol:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 13, 2014, 06:53:11 pm
Veículo lunar chinês voltou a funcionar


O primeiro veículo lunar da China, o Yutu (Coelho de Jade), voltou hoje a funcionar, depois de uma inesperada avaria de duas semanas, anunciou um porta-voz do programa espacial chinês.

"Yutu voltou a dar sinais de vida", disse o porta-voz, Pei Zhaoyu.

Embora os peritos estejam ainda a apurar as causas da avaria, Pei Zhaoyu admitiu que o veículo "poderá ser salvo". O Yutu - um veículo movido a energia solar e equipado com quatro câmaras e dois braços mecanizados - deixou de responder aos sinais da base no dia 25 de janeiro, cerca de cinco semanas depois de ter chegado à lua, a bordo da sonda Chang'e-3.

Esta foi a primeira alunagem em quase 40 anos, colocando a China no reduzido clube científico em que a Russia e os Estados Unidos eram os únicos membros.
Segundo Pei Zhaoyu, o Yutu "adormeceu em circunstâncias anormais" e os técnicos recearam que ele não sobrevivesse às temperaturas extremamente baixas da noite lunar.

O anunciado fim da longa hibernação do Yutu suscitou dezenas de milhares de comentários nas redes sociais chinesas, disse a agência noticiosa oficial Xinhua. Fonte de orgulho nacional, a missão em que está envolvido o Yutu é considerada "a mais complexa" jamais realizada pelo programa espacial chinês.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Fevereiro 15, 2014, 07:11:58 pm

Citar
InSight will probe deep into the subsurface of Mars to understand the evolutionary formation of rocky planets, including Earth.
Pois claro... Mais uma missão de exploração mineira. Nada contra mas não façam de nós parvos.
Já estou a ver o futuro de Marte...
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffotos.trucoteca.com%2Fwallpapers2%2F10338-3.jpg&hash=a676adfb6fe425dbbdc90d0d0315e85b)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 19, 2014, 09:05:20 pm
Aprovada missão PLATO sobre planetas extra-solares com participação portuguesa


A missão espacial PLATO, com participação portuguesa e lançamento previsto para 2024, foi hoje aprovada pelo Comité do Programa Científico da agência espacial europeia (ESA), informou uma das entidades nacionais participantes.

Na missão, que visa descobrir planetas do tipo terrestre fora do Sistema Solar, participam o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa. Em comunicado, o CAUP refere que o PLATO, sistema europeu de observação do espaço (Planetary Transits and Oscillations of stars), vai observar e caracterizar "um grande número de estrelas relativamente próximas" e nelas "procurar super-terras e planetas do tipo terrestre que orbitem na zona de habitabilidade de estrelas do tipo solar".

Segundo o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, a meta da missão é "descobrir quão comum é a formação de planetas como a Terra e, posteriormente, usar esses dados para descobrir se possuem as condições necessárias para o aparecimento de vida". O PLATO, composto por 34 telescópios individuais de 12 centímetros cada, que ficará em órbita a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, "vai ainda medir oscilações nas estrelas-mãe destes exoplanetas [planetas fora do Sistema Solar] com técnicas de asterossismologia", que "estuda o interior das estrelas através da sua atividade sísmica medida à superfície".

A nota do CAUP adianta que, a partir das curvas de luz obtidas pelo PLATO, será possível determinar as frequências de mais de 80 mil estrelas. As frequências "serão usadas para inferir os raios, as massas e as idades das estrelas", elementos considerados "essenciais para a caracterização dos sistemas exoplanetários e dos planetas que os compõem".

A missão, com uma duração inicial de seis anos, segundo a ESA, propõe-se elaborar o primeiro catálogo com as características dos planetas extra-solares confirmados, como raio, densidade, composição, atmosfera e estágio da sua evolução. De acordo com o CAUP, o Comité do Programa Científico da ESA aprovou também hoje a missão CHEOPS, de um satélite de caracterização de exoplanetas, em cuja construção participa a empresa aeroespacial portuguesa DEIMOS Engenharia.

Com lançamento previsto para 2017, o CHEOPS ficará em órbita entre 620 e 800 quilómetros da Terra, de onde "observará estrelas brilhantes, à volta das quais já se conhecem planetas, determinando o diâmetro destes com grande precisão".

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Fevereiro 21, 2014, 07:00:11 pm
E após tanta tempestade de chuva e neve lá vai uma missão da conjunta da NASA e JAXA para estudar o que se passa.

(https://scontent-b-lhr.xx.fbcdn.net/hphotos-ash3/t1/1969380_10152262109647139_1351136651_n.png)


E noticias da ESA e o que está a ser feito para combater a ameaça dos asteróides.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Fevereiro 28, 2014, 06:09:30 pm
Kepler descobriu mais 725 planetas.  :!:
http://planetquest.jpl.nasa.gov/ (http://planetquest.jpl.nasa.gov/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 11, 2014, 06:00:41 pm
NASA premeia cidadãos que ajudem a localizar e monitorizar asteróides


A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) está a organizar concursos em que distribuirá prémios por cidadãos que consigam ajudar a localizar e monitorizar asteróides no nosso sistema solar, tendo em vista o risco que representam para o «bem-estar» do nosso planeta.

Quando um meteorito não detectado caiu no ano passado na região dos montes Urais, na Rússia, os astrónomos ficaram preocupados com a possibilidade de vir a acontecer um evento semelhante, mas numa escala inimaginável. Daí surgiu a ideia de pedir ajuda. E como se a missão de (potencialmente) salvar a Terra de um cataclismo cósmico não fosse incentivo suficiente para um terrestre, a NASA está a oferecer prémios de até 35 mil dólares (cerca de 25,2 mil euros) a quem oferecer os melhores contributos.

Estes incentivos serão atribuídos aos «génios» da programação que consigam elaborar algortimos melhorados para que os nossos telescópios possam localizar e acompanhar os asteróides potencialmente perigosos para a existência da Terra. O primeiro concurso arranca a 17 de Março, estando prevista a realização de outros nos próximos seis meses. «Nos últimos três anos, a NASA tem estado a trabalhar num processo para delegar a solução de problemas difícieis através de torneios», disse o director da iniciativa, Jason Crusan. «Estamos agora a aplicar a nossa experiência em concursos de algoritmos para ajudar a proteger o planeta de ameaças de asteróides por via da análise de imagens», explicou.

«Ao abrir ao público a procura por asteróides, estamos a aproveitar o potencial dos inovadores, dos fabricantes e dos cidadãos cientistas em todo o mundo, para ajudar a resolver este desafio planetário», comentou, por seu lado, Jenn Gustetic, que também integra a iniciativa. A NASA acredita ter detectado aproximadamente 95% dos grandes asteróides que viajam perto da Terra, mas o objectivo é identificar todos - grandes e pequenos -, que possam ameaçar a «saúde» do nosso planeta.

Os asteróides que forem considerados de alto risco poderão ser «encaminhados» para uma «órbita estável em torno da lua», clarificou a NASA.
Estes concursos são apenas uma parte da grande missão da NASA de melhorar o processo de descoberta de asteróides, que foi lançado oficialmente no ano passado. Nesse âmbito, a agência conta com o apoio de diversas entidades, desde organismos governamentais, parceiros internacionais e cidadãos cientistas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Março 27, 2014, 10:55:39 am
Cientistas recriam ambiente marciano na Terra


Uma equipa de investigadores espanhóis projectou uma câmara que simula as condições ambientais em Marte e permite testar os equipamentos necessários para as missões no Planeta Vermelho e noutros destinos do Sistema Solar.

Para responder às inúmeras perguntas sobre a habitabilidade de Marte, é indispensável desenvolver, em primeiro lugar, novos sensores e instrumentos capazes de detectar as características atmosféricas e da superfície do planeta, explicaram os cientistas no trabalho publicado na Review of Scientific Instruments.

«Marte é um bom lugar para desenvolver nossos conhecimentos sobre planetas similares à Terra e, por isso, é o objectivo de muitas missões da Nasa (a agência espacial americana) e da Agência Espacial Europeia», justificou o professor e principal autor do projecto, José Ángel Martín-Gago, do Instituto de Ciência de Materiais de Madrid (CSIC). «O nosso grupo concentrou-se na missão do robô americano Curiosity e desenvolve uma estação meteorológica que será utilizada em futuras missões de exploração da superfície de Marte», completou.

Com a construção na Terra, numa câmara a vácuo, de sistemas capazes de reproduzir o ambiente marciano - incluindo a temperatura, pressão atmosférica, composição da atmosfera e radiações -, os cientistas podem testar os instrumentos e detectores em condições “reais”. Uma câmara de simulação de Marte já permitiu testar alguns sensores meteorológicos utilizados a bordo do Curiosity, o robô que pousou em solo marciano em Agosto de 2013. Actualmente, a equipa trabalha na simulação da poeira em Marte.

«Simulamos os efeitos da poeira em Marte - um dos principais problemas da exploração planetária - para compreender melhor como os instrumentos funcionam quando estão cobertos por ele», disse o cientista responsável pelo desenvolvimento técnico, Jesús Sobrado.

Além de Marte, a equipa também projectou e construiu câmaras a vácuo que simulam os ambientes de outros planetas e até de Europa, uma das luas cobertas de gelo de Júpiter, assim como do espaço intersideral e de regiões interplanetárias.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 01, 2014, 11:09:06 pm
Citar
The James Webb Space Telescope is the world's next-generation space observatory and successor to the Hubble Space Telescope. The most powerful space telescope ever built, the Webb Telescope will observe the most distant objects in the universe, provide images of the first galaxies formed and see unexplored planets around distant stars
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2014, 12:39:07 pm
Observação da Terra: Satélite Copernicus pronto para lançamento

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdiariodigital.sapo.pt%2Fimages_content%2F2014%2Fcopernicus030414.jpg&hash=aeaf2ece27b54c62f0d7b1af596dab7b)

O lançamento do primeiro satélite da UE dedicado ao programa Copernicus está agendado para esta quinta-feira a partir do Centro Espacial da Guiana. O lançamento está previsto para as 23:02, hora de Bruxelas. O leitor pode acompanhar o lançamento ao vivo em http://www.esa.int/spaceinvideos/ESA_Live (http://www.esa.int/spaceinvideos/ESA_Live).

Copernicus, o programa de observação da Terra da UE, assegurará a observação e a monitorização permanentes dos subsistemas da Terra, da atmosfera, dos oceanos e das superfícies continentais, fornecendo informações fiáveis, validadas e certificadas que servirão para fundamentar uma ampla gama de aplicações e decisões em matéria de ambiente e segurança.

Este lançamento assinala um marco fundamental na vida do Copernicus. Os serviços operacionais terão ao seu dispor, de imediato, dados específicos de observação da Terra.

Copernicus assistirá as funções vitais de monitorização do ambiente e da segurança, fornecendo dados de observação da Terra. As informações recolhidas por este satélite permitirão melhorar significativamente a segurança marítima, o acompanhamento das alterações climáticas e a assistência em situações de emergência e crise. O vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, responsável pela Indústria e o Empreendedorismo, declarou: «O espaço é uma prioridade para a União; o orçamento dos programas Copernicus e Galileo, os dois grandes programas espaciais europeus, está garantido para os próximos sete anos. Quase 12 mil milhões de euros serão investidos em tecnologias espaciais. É minha prioridade garantir que este orçamento multiplique os benefícios que os cidadãos europeus venham a tirar dos nossos programas espaciais.»

Sentinel-1 é a primeira das seis missões previstas no quadro do programa Copernicus. A missão Sentinel-1 é composta por uma constelação de dois satélites em órbita polar, Sentinel-1A e Sentinel-1B, que partilham o mesmo plano orbital e funcionam dia e noite para recolher imagens por radar de abertura sintética (SAR). O satélite Sentinel-1A opera em quatro modos de imagem com diferentes resoluções (até 5 m) e cobertura (podendo atingir 250 km), que permitirão uma monitorização fiável e repetida de uma vasta área. Foi concebido para funcionar num modo pré-programado, recolhendo imagens de alta resolução de todas as massas continentais, zonas costeiras e vias marítimas, abrangendo todos os oceanos. Desta forma, garante a fiabilidade do serviço exigida pelos serviços operacionais e a constituição de arquivos de dados coerentes e duradouros para as aplicações baseadas em séries cronológicas longas.

Os serviços do Sentinel-1A incluem as seguintes aplicações:
- Monitorização das zonas de gelo e do ambiente do Árctico;
- Monitorização do ambiente marinho, incluindo o controlo dos derrames de petróleo e a detecção de embarcações no âmbito da segurança marítima;
- Monitorização dos riscos relacionados com a dinâmica dos solos;
- Cartografia das superfícies terrestres: florestas, água e solos, agricultura sustentável;
- Cartografia em apoio de ajuda humanitária em situações de crise;
- Monitorização do clima


Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2014, 03:47:26 pm
Missões a Marte serão muito arriscadas para a saúde, alerta comité


Enviar homens para Marte pode expor esses astronautas a riscos de saúde que superam os limites hoje fixados pela Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) - revela um relatório elaborado por um comité independente de especialistas.

«Provavelmente, esse tipo de missão exporia a tripulação a níveis de riscos conhecidos que vão além dos permitidos pelos critérios actuais em matéria de saúde, assim como a uma série de riscos ainda mal definidos, incertos e até imprevisíveis», refere o relatório do Institute of Medicine (IOM). Por esse motivo, qualquer missão de longo prazo ou para o espaço distante exigirá, nas próximas décadas, um exame ético, ressalta o documento. Hoje, os astronautas são enviados para o espaço em órbita terrestre baixa, onde podem permanecer entre três e seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Já uma expedição a Marte pode levar até 18 meses.

A NASA anunciou que pretende enviar pessoas para o Planeta Vermelho até 2030 e está a trabalhar na construção de um lançador e de um foguete espacial com esse propósito. Os riscos para a saúde de missões curtas para o espaço podem incluir náuseas, um estado de fraqueza generalizado e alterações da visão, enquanto as missões prolongadas podem até incluir o aparecimento de cancros induzidos por rádio, ou a perda de massa óssea.
Dados esses riscos incertos e não totalmente conhecidos, a NASA pediu ao IOM que implementasse um marco ético para guiar as decisões futuras nos voos espaciais tripulados.

Os membros do comité de especialistas rejeitaram estabelecer uma série de critérios de saúde específica para as missões a Marte. No seu lugar, o grupo concluiu que a única opção seria conceder excepções aos critérios de saúde actuais.

O IOM advertiu que a NASA deve, apesar de tudo e em todos os casos, determinar se essas excepções são eticamente aceitáveis.

«Qualquer excepção deveria ser rara e ocorrer apenas em circunstâncias particulares», destaca o IOM, citando, por exemplo, a necessidade de que os astronautas possam decidir eles mesmos se participam (ou não) e a necessidade de se escolher missões benéficas para a sociedade em geral. O comité recomenda ainda à NASA que contrate um seguro de vida para os seus astronautas.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 03, 2014, 04:59:30 pm
Citação de: "Lusitano89"
Observação da Terra: Satélite Copernicus pronto para lançamento

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdiariodigital.sapo.pt%2Fimages_content%2F2014%2Fcopernicus030414.jpg&hash=aeaf2ece27b54c62f0d7b1af596dab7b)
Essa imagem é que não está correcta pois pertence ao International Ultraviolet Explorer lançado em 1978.

Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 03, 2014, 10:18:44 pm
Citação de: "Lusitano89"
O lançamento do primeiro satélite da UE dedicado ao programa Copernicus está agendado para esta quinta-feira a partir do Centro Espacial da Guiana. O lançamento está previsto para as 23:02, hora de Bruxelas. O leitor pode acompanhar o lançamento ao vivo em http://www.esa.int/spaceinvideos/ESA_Live (http://www.esa.int/spaceinvideos/ESA_Live).

Obrigado pelo link Lusitano! Estive até agora a assistir ao lançamento em directo! Excelente e em HD!
Fiquei a pensar que é uma pena isto não passar na televisão. Por exemplo na Euronews se fosse o 6º canal da TDT.  :roll:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 04, 2014, 12:58:22 pm
Citar
Os dados recolhidos pela sonda Cassini durante três passagens pela lua chamada Encelado, entre 2010 e 2012, revelaram existir um lago de água salgada sob um manto de gelo e moléculas orgânicas, os elementos químicos elementares para criar vida.

O fundo do lago é rochoso, facto que poderá ser favorável à criação de vida.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 06, 2014, 07:12:00 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fhabrastorage.org%2Fgetpro%2Fhabr%2Fpost_images%2F1a7%2Fc84%2Fe4a%2F1a7c84e4ab13a7a2e83f5853d95f5240.gif&hash=7f3f52f1eb03bba344cbbf9867020cbb)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fhabrastorage.org%2Fgetpro%2Fhabr%2Fpost_images%2F198%2Fdb0%2F1dc%2F198db01dc62c179b8ff89ea54a050d9d.gif&hash=71458b36752e15c412f306069fa1ea01)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 16, 2014, 06:45:58 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 17, 2014, 11:26:36 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2Fkepler186f_comparisongraphic_0.jpg&hash=27b4d6adfd42245caacaae31d348b00b)
Citar
NASA's Kepler Discovers First Earth-Size Planet In The 'Habitable Zone' of Another Star
http://www.nasa.gov/ames/kepler/nasas-k ... 1BLx1c080P (http://www.nasa.gov/ames/kepler/nasas-kepler-discovers-first-earth-size-planet-in-the-habitable-zone-of-another-star/index.html#.U1BLx1c080P)
(https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/t1.0-9/1509727_644432408940071_39258691399925736_n.jpg)
 :arrow: http://www.nasa.gov/mission_pages/stati ... 1BQxVeV0dN (http://www.nasa.gov/mission_pages/station/structure/launch/index.html#.U1BQxVeV0dN)
 :arrow: http://space.skyrocket.de/index.html (http://space.skyrocket.de/index.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 19, 2014, 02:13:59 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 19, 2014, 10:57:54 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 25, 2014, 02:02:49 pm
Citar
Este ano, a indústria espacial da Europa celebra 50 anos de foguetões, de ciência e de satélites. Meio século de descobertas e de peripécias. Esta indústria está por toda a parte, na navegação ou nas telecomunicações, mas na Europa os últimos 50 anos de espaço têm sido uma montanha-russa.
:G-beer2:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 26, 2014, 11:40:53 pm
Citar
25 Abril 2014

Quatro estudantes portugueses foram selecionados, entre centenas, para participar no programa Spin Your Thesis, da Agência Espacial Europeia. O projeto AngioGravity, da equipa da Universidade do Porto, será agora testado em setembro deste ano, no Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espacial (ESTEC), na Holanda.

A equipa portuguesa integra um grupo de cinco, selecionadas para a edição de  2014 dos programas Spin Your Thesis! e Drop Your Thesis! Uma oportunidade única, que permite aos estudantes fazer as suas experiências em campos gravitacionais de grande nível. Os dados depois serão usados nas suas teses de mestrado ou doutoramento.  

O resto em:
 :arrow: http://www.nasa.gov/missions/highlights ... 1wweld8wgk (http://www.nasa.gov/missions/highlights/schedule.html#.U1wweld8wgk)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Abril 30, 2014, 06:15:23 pm
Astrónomos medem pela primeira vez duração de um dia num planeta extrassolar


Astrónomos holandeses conseguiram medir, pela primeira vez, a duração de um dia num planeta fora do Sistema Solar, o Beta Pictoris b, que tem apenas oito horas diárias, informou hoje o Observatório Europeu do Sul (OES). A medição foi feita a partir das observações obtidas com o telescópio VLT e, segundo uma nota do OES, o planeta extrassolar, apesar de ter um dia com apenas oito horas, é mais de 16 vezes maior do que a Terra e tem três mil vezes mais massa do que o "planeta azul".

A duração de um dia no Beta Pictoris b corresponde a "um valor muito menor do que o observado em qualquer planeta no Sistema Solar", sendo que o equador do planeta extrassolar se "desloca a quase 100 mil quilómetros por hora" (a velocidade de rotação da Terra no equador é de 1.674,4 quilómetros por hora), assinala o OES. O exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) Beta Pictoris b orbita a estrela visível a olho nu chamada Beta Pictoris, que se localiza a cerca de 63 anos-luz da Terra, na constelação austral do Pintor, e a uma distância equivalente a oito vezes a que medeia a Terra e o Sol, o que faz com que seja o planeta extrassolar "mais próximo da sua estrela para o qual se obteve uma imagem direta".

Para obterem os resultados, astrónomos da Universidade de Leiden e do Instituto Holandês de Investigação Espacial usaram a técnica de "espectroscopia de alta dispersão para separar a luz das suas cores constituintes - diferentes comprimentos de onda no espectro". Para um dos coautores da investigação, Remco de Kok, "a primeira medição da rotação de um exoplaneta mostra que a tendência observada no Sistema Solar de que os planetas de maior massa rodam mais depressa pode aplicar-se de igual modo aos exoplanetas".

Descoberto há cerca de seis anos, o Beta Pictoris b é considerado um planeta muito jovem, com quase 20 milhões de anos (a Terra tem 4,5 mil milhões de anos).
De acordo com o Observatório Europeu do Sul, espera-se que, com o passar do tempo, "o exoplaneta arrefeça e encolha, o que fará com que rode ainda mais depressa" (a rotação da Terra está a diminuir devido às "interações de maré" com a Lua).

Os resultados do trabalho da equipa de astrónomos holandeses são publicados na quinta-feira na revista Nature.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Abril 30, 2014, 10:15:06 pm
A caminho de Marte.

E as novidades para Maio!
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 08, 2014, 05:27:20 pm
Boeing's Private Space Capsule: CST-100

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.space.com%2Fimages%2Fi%2F000%2F016%2F829%2Fi02%2Fboeing-cst-120418c-02.jpg%3F1334953095&hash=9559444b51fdb0146e7055b6f8b03bdd)

rospace juggernaut Boeing is developing a new spacecraft, the CST-100, aimed at launching astronauts into low-Earth orbit and returning them safely to Earth. The space capsule is expected to initially launch atop a modified Atlas 5 rocket. Find out more about the CST-100 space capsule with the SPACE.com infographic above.

 :arrow: http://www.space.com/15363-boeing-space ... aphic.html (http://www.space.com/15363-boeing-space-capsule-cst-100-infographic.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Maio 11, 2014, 10:13:37 pm
Excelente vídeo sobre o passado, presente e futuro da ESA!
 :G-beer2:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 14, 2014, 12:43:17 pm
Rogozin Bans Use of Russian Engines for U.S. Launches; ISS Participation to Cease in 2020

Russian Deputy Prime Minister Dmitry Rogozin announced today that Russia will ban the use of RD-180 engines for use in launching U.S. military satellites. Presumably, this means the country will stop exporting the engines for use aboard ULA’s Atlas V launch vehicles.

Rogozin also announced that Russia would end participation in the International Space Station in 2020, thus rejecting a NASA proposal to continue operations until at least 2024. He also said Russia would disable all 11 GPS stations in Russia as of June 1.

ULA has about 2 to 2.5 years of RD-180 engines left in its inventory. The end of exports would require the military and NASA to shift payloads to other launch vehicles, including ULA’s larger and more costly Delta IV.

The U.S. Air Force would also most likely have to reopen the 36 core buy of ULA launch vehicles to competition. SpaceX has filed a lawsuit demanding just such a move, calling the contract illegal.

A permanent ban on RD-180 exports would scramble NASA’s commercial crew competition. Two of the three competitors, Boeing and Sierra Nevada Corporation, would launch their spacecraft aboard Atlas V rockets. The other competitor is SpaceX, which has its own Falcon 9 rocket that is produced domestically.

 :arrow: http://www.parabolicarc.com/2014/05/13/ ... ease-2020/ (http://www.parabolicarc.com/2014/05/13/rogozin-bans-russian-engines-launches-iss-participation-cease-2020/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 16, 2014, 12:46:16 pm
Foguetão russo despenha-se pouco depois do lançamento


Um foguetão russo "Proton", que transportava um satélite de fabrico europeu, caiu pouco depois do lançamento, naquele que é o mais recente incidente a atingir a indústria espacial russa.

Segundo fontes oficiais, o mecanismo de controlo do foguetão falhou 545 segundos depois do lançamento a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. A televisão estatal transmitiu imagens do foguetão e do satélite de comunicações Express-AM4P, que se incendiaram nas camadas superiores da atmosfera sobre o Oceano Pacífico. A agência espacial russa - a Roscosmos - indicou ter formado uma comissão especial para "analisar as informações telemétricas e apurar as razões para a situação de emergência".

Segundo o Channel One, o satélite - construído pela Astrium, do grupo europeu Airbus - tinha como "missão" fazer chegar Internet a territórios russos remotos com fraco acesso às comunicações. O anterior chefe da Roscosmos, Vladimir Popovkin, foi demitido em outubro do ano passado, ao fim de menos de dois anos no cargo, por causa de uma série de lançamentos fracassados e outros incidentes que embaraçaram a indústria espacial russa.

O novo líder da agência, Oleg Ostapenko, foi incumbido, pelo Presidente russo, Vladimir Putin, de reestruturar todo o setor, com a ajuda de um financiamento extra de milhares de milhões.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Maio 16, 2014, 05:51:48 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Luso em Maio 19, 2014, 10:55:55 pm
http://www.adn.com/2014/05/14/3470442/a ... 100/&ihp=1 (http://www.adn.com/2014/05/14/3470442/air-force-prepares-to-dismantle.html?sp=/99/100/&ihp=1)

FAIRBANKS -- The U.S. Air Force gave official notice to Congress Wednesday that it intends to dismantle the $300 million High Frequency Active Auroral Research Program in Gakona this summer.

(...)
Responding to questions from Sen. Lisa Murkowski during a Senate hearing Wednesday, David Walker, deputy assistant secretary of the Air Force for science, technology and engineering, said this is "not an area that we have any need for in the future" and it would not be a good use of Air Force research funds to keep HAARP going. "We're moving on to other ways of managing the ionosphere, which the HAARP was really designed to do," [/b]he said. "To inject energy into the ionosphere to be able to actually control it. But that work has been completed."

Comments of that sort have given rise to endless conspiracy theories, portraying HAARP as a superweapon capable of mind control or weather control, with enough juice to trigger hurricanes, tornadoes and earthquakes.

Scientists say all of that is nonsense, and that the degree of ionosphere control possible through HAARP is akin to controlling the Pacific Ocean by tossing a rock into it.


Comentário: http://gizadeathstar.com/2014/05/us-air ... r-control/ (http://gizadeathstar.com/2014/05/us-air-force-just-admit-using-haarp-weather-control/)

This is quite an admission, for in effect, what Mr. Walker is admitting to is (1) Yes, HAARP was for manipulation and control of the ionosphere, and (2)that “work” was completed, in other words, they learned all they needed to know, and (3) they’ve moved along from proto-type technologies to “practical” technologies. There really isn’t any other viable way to construe his remarks.

So enter the scientismist once again, with bland assurances that no real or practical degree of ionospheric control is possible. And, they’re right. Trying to control the weather is like trying to manipulate the Pacific by tossing a rock into it… but I am bold to suggest that what they’re saying here is not “it’s impossible” but rather “it’s just possible if one knows how to leverage the system,” if I may borrow a clue from finance, who borrowed it from…well… Archimedes of course.

And if those revisionist meteorologists who hypothesize that many storms are not principally thermal but rather electromagnetic and electrodynamic in nature are correct, then Mr. Walker’s admissions ought to give everyone pause.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 24, 2014, 04:53:33 pm
Indústria portuguesa quer aumentar participação em projetos aeroespaciais


A indústria portuguesa do espaço quer participar mais nos trabalhos e negócios relacionados com a recolha de dados pelos satélites para que sejam utilizados na redução da poluição, em situações como incêndios florestais ou derrames no mar.

Segundo o responsável pelo desenvolvimento do negócio aeroespacial do grupo Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), o setor do espaço pode contribuir para prevenir ou diminuir a poluição, estando em simultâneo a tentar melhorar o impacto ambiental da sua atividade, resultante, por exemplo, das grandes quantidades de combustível libertadas no lançamento dos satélites. Em Portugal, "há um interesse adicional que é de conseguir ter uma participação maior na indústria que gira à volta da utilização de dados recolhidos com base em satélites para efeitos de mitigação de poluição e ter um papel maior nas atividades internas da indústria no sentido de ajudar a torná-la 'mais verde'", disse. Paulo Chavez falava à Lusa a propósito da reunião organizada pela Agência Espacial Europeia (na singla em inglês ESA), que vai decorrer na segunda-feira, em Oeiras.

A ESA realiza periodicamente encontros entre indústria e investigadores. Na reunião de Oeiras, apoiada pelo Centro para a Prevenção da Poluição (C3P) e pelo ISQ, com 40 participantes, principalmente empresas portuguesas e espanholas, pretende-se aprofundar o diálogo entre a indústria do espaço, os seus utilizadores e a ESA, tendo como tema o desenvolvimento sustentável.

Paulo Chaves referiu que a reunião contempla "o diálogo entre utilizadores de serviços relacionados com o espaço e as empresas" no setor e "o aspeto da poluição provocada por esta indústria".

A questão da poluição relaciona-se com a infraestrutura espacial que permite recolha de informação "muita precisa e completa", explicou o responsável do ISQ, acrescentando que todos os satélites de observação da terra quer institucionais quer de empresas que compram os serviços para controlo de fogos florestais, ou fugas de combustível em barcos no oceano, podem fornecer dados.

"O espaço pode contribuir para o controlo da poluição, mas também existe o impacto ambiental de todo o processo, desde o fabrico dos lançadores, ao transporte, que tem de ser trabalhado numa perspetiva de mitigação relacionada com a utilização de combustíveis ´mais verdes´ e com a reutilização dos componentes".

Para o responsável do ISQ, existe um setor que "traz conhecimento que é convertido em negócio e, talvez por isso, o setor industrial tem tido um papel tão dinâmico neste processo, por exemplo com ligações ao setor aeronáutico".

O responsável recordou um estudo da Fundação para a Ciência e Tecnologia a apontar para que "a indústria portuguesa tem tido um papel mais dinâmico no setor espacial do que as universidades" e, em 2010, Portugal tinha cerca de 20 empresas neste setor, com um volume de negócios de cerca de 40 milhões de euros.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 28, 2014, 05:05:21 pm
NASA elege dois portugueses para estudar medicina


Dois médicos portugueses foram selecionados para frequentar um curso de medicina aeroespacial da Universidade do Texas, em colaboração com a Agência Espacial Norte-Americana (NASA).
 
Depois de várias fases de classificação, a nível currícular, motivacional e de exames físicos, a escolha dos especialistas acabou por abranger Pedro e Mário Caetano, ambos médicos em Portugal.
 
"A nível profissional, trata-se de um grande primeiro passo e de um enorme desafio, quer no desenvolvimento da minha ainda curta carreira, quer na medicina espacial em Portugal", refere um dos médicos à Lusa. "É um curso de enorme prestígio, numa instituição de renome mundial, reconhecida pelos grandes avanços científicos e descobertas da humanidade".
 
Segundo Pedro Caetano, "a medicina aeroespacial é uma área médica preventiva e ocupacional em que os pacientes serão maioritariamente tripulantes de cabina (astronautas, pilotos, tripulação e, no futuro, turistas) envolvidos em voos espaciais".
 
Em termos globais, é uma área que tenta descobrir, prevenir e tratar várias respostas fisiológicas adversas e hostis e problemas físicos encontrados no ambiente aeroespacial. Por isso mesmo, é um tema que fascina o médico, mais ainda "pela franca expansão em que se encontra e, ao mesmo tempo, pelo conhecimento tão restrito na classe médica".
 
O objetivo passa por tornar-se, precisamente, médico aeroespacial e aeronáutico, com o "intuito de poder trabalhar na NASA ou na ESA (Agência Espacial Europeia) ou até de importar o conhecimento adquirido para o âmbito nacional e europeu".
 
Por seu lado, Mário Caetano, o outro selecionado para integrar este prestigiado curso, é formado pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, estando, atualmente, a exercer e a especializar-se em Medicina Geral e Familiar, em Vila Nova de Gaia.

Boas Notícias
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Maio 30, 2014, 05:00:47 pm
Empresa revela novo modelo de «táxi espacial» Dragon V2


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ftctechcrunch2011.files.wordpress.com%2F2014%2F05%2Fdragon-2.png%3Fw%3D680&hash=ff6142e87475c926bae30d5b8e4f140d)


A SpaceX revelou um novo modelo de «táxi espacial» para transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Ao contrário do habitual, o Dragon V2 não vai cair de pára-quedas no oceano ao regressar à Terra: está desenhado para aterrar em solo firme. A nave foi apresentada pelo fundador da empresa, Elon Musk, numa iniciativa com transmissão em directo via webcast. Mais de 32.500 cibernautas assistiram, segundo o ITN.

A grande novidade deste «táxi» do Espaço é o seu conjunto de «pernas» e motores adicionais que permitem aterragens de precisão, dispensando o tradicional despenhamento no oceano.

A empresa espera realizar o primeiro voo pelo final do próximo ano, numa primeira fase sem tripulação. O primeiro voo tripulado está apontado para 2016.
A SpaceX é uma de várias companhias privadas que competem na construção destes veículos para substituir a frota da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) desmantelada em 2011. Já concluiu com sucesso quatro missões de entrega de carga à ISS, incluindo comida e provisões.

Desde o desmantelamento daquela frota da NASA, a agência tem dependido de foguetões russos para transportar os seus astronautas até órbita, pagando quase 71 milhões de dólares por cada lugar ocupado (cerca de 52,2 milhões de euros).

O Dragon V2 tem capacidade para sete tripulantes.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 03, 2014, 04:30:33 pm
NASA prestes a lançar um "disco voador" sobre o Pacífico

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fregmedia.co.uk%2F2014%2F05%2F15%2Fldsd_big.jpg&hash=5e554a545368619386f8fd2bf8c728e8)

A NASA vai lançar a nave espacial em estilo disco voador ('Flying Saucer') num voo apenas experimental para no futuro enviar astronautas a Marte. O Oceano Pacífico foi o escolhido para o teste.

O mesmo design de nave com pára-quedas, que data de 1976, tem sido usado para todos os 'rovers' (veículos todo-o-terreno espaciais) e sondas enviados ao Planeta Vermelho, mas a NASA precisa de melhorar a sua tecnologia se quiser enviar cargas mais pesadas.

O novo design estilo disco voador possui um pára-quedas supersónico com 33,5 metros de diâmetro - duas vezes mais largo do aquele que transportou a Curiosity.
Por ser tão grande, não cabe nos túneis de vento que a NASA usa para testar os pára-quedas. Se a meteorologia permitir, um teste de voo terá lugar por cima da ilha havaiana de Kauai.

Durante o voo, um balão irá levantar o veículo do Pacific Missile Range Facility da Marinha dos Estados Unidos a uma altura de 23 milhas sobre o Pacífico, onde será lançado. Câmaras de filmar a bordo do veículo irão capturar os momentos e o filme será transmitido em direto online.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 03, 2014, 07:38:04 pm
Citar
Later this year, Europe's Rosetta probe will orbit and land on comet 67P/Churyumov--Gerasimenko. New images of the comet show that it will be a lively place when Rosetta arrives.
Chegada da sonda Rosetta ao cometa em Agosto. Uma das principais missões de 2014.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 04, 2014, 03:45:33 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 06, 2014, 09:04:03 pm
O futuro telescopio espacial Wide-Field Infrared Survey Telescope (WFIRST)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 09, 2014, 02:25:25 pm
Transmissão de informação por laser.   :n.idea:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Crypter em Junho 09, 2014, 05:08:01 pm
A transmissão de dados via Laser já existe à uns bons aninhos! Nada de novo por aí.. Agora, comunicação via Laser (que se encontra MUITO sujeito as condições climatéricas) a uma distância tão grande para o Espaço.. Isso sim! é algo novo e de louvar! A ver os resultados...
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 13, 2014, 01:24:01 am
http://www.esa.int/ESA/Our_Missions (http://www.esa.int/ESA/Our_Missions)

Todas as missões da Agência Espacial Europeia desde 1972 até 2024.  :!:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 17, 2014, 09:42:20 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Junho 24, 2014, 08:45:26 pm
O futuro próximo na exploração espacial.

E a missão que irá estudar o CO2 e o aquecimento global.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 27, 2014, 04:15:15 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Junho 28, 2014, 09:59:02 pm
NASA testa lançamento de disco voador



Depois de vários adiamentos devido ao mau tempo, a NASA enviou hoje, pendurado num balão, uma espécie de disco voador na atmosfera superior da Terra para testar tecnologia para, no futuro, enviar astronautas a Marte.

O enorme balão de hélio foi lançado às 18.40 a partir da base militar na ilha havaiana de Kauai, tendo o lançamento site transmitido no YouTube.
Segundo a edição online da Fox News, a localidade foi escolhida devido às condições metereológicas e de proximidade para abrir o oceano de forma a realização do lançamento de um veículo de teste.

Desde 1976 que a NASA tem recorrido ao mesmo modelo de pára-quedas para enviar veículos todo-o-terreno espaciais e sondas, mas tendo agora como objetivo enviar cargas mais pesadas foi necessário melhorar a tecnologia.

O novo modelo deste disco voador possui um pára-quedas supersónico com 33,5 metros de diâmetro - duas vezes mais largo do aquele que transportou a Curiosity.
Este teste já era para ter ocorrido por duas vezes este mês, mas devido ao vento teve de ser adiado.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 05, 2014, 12:16:48 pm
NASA and Boeing Sign Space Launch System Contract

Agreement reached as core-stage critical design review closes
HUNTSVILLE, Ala., July 2, 2014 – Boeing [NYSE: BA] has finalized a contract with NASA to develop the core stage of the Space Launch System (SLS), the most powerful rocket ever built and destined to propel America’s return to human exploration of deep space.

The $2.8 billion contract validates Boeing’s earlier selection as the prime contractor on the SLS core stage, including the avionics, under an undefinitized contract authorization. In addition, Boeing has been tasked to study the SLS Exploration Upper Stage, which will further expand mission range and payload capabilities.

The agreement comes as NASA and the Boeing team complete the Critical Design Review (CDR) on the core stage – the last major review before full production begins.

“Our teams have dedicated themselves to ensuring that the SLS – the largest ever -- will be built safely, affordably and on time,” said Virginia Barnes, Boeing SLS vice president and program manager. “We are passionate about NASA’s mission to explore deep space. It’s a very personal mission, as well as a national mandate.”

During the CDR, which began June 2, experts examined and confirmed the final design of the rocket’s cryogenic stages that will hold liquefied hydrogen and oxygen.  This milestone marks NASA’s first CDR on a deep-space human exploration launch vehicle since 1961, when the Saturn V rocket underwent a similar design review as the United States sought to land an astronaut on the moon. Boeing participated in that CDR as well, as the three stages of the Saturn V were built by Boeing and its heritage companies Douglas Aircraft and North American Aviation.

Scheduled for its initial test flight in 2017, the SLS is designed to be flexible and evolvable to meet a variety of crew and cargo mission needs. The initial flight-test configuration will provide a 77-ton capacity, and the final evolved two-stage configuration will provide a lift capability of more than 143 tons.  

A unit of The Boeing Company, Boeing Defense, Space & Security is one of the world's largest defense, space and security businesses specializing in innovative and capabilities-driven customer solutions, and the world's largest and most versatile manufacturer of military aircraft. Headquartered in St. Louis, Boeing Defense, Space & Security is a $33 billion business with 56,000 employees worldwide. Follow us on Twitter: @BoeingDefense.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 08, 2014, 02:57:50 pm
Brasil e Argentina unem-se em milionário projecto astronómico


Brasil e Argentina estão a avançar num milionário projecto astronómico conjunto para estudar a física solar, os buracos negros e outros fenómenos do universo, informaram fontes oficiais.

O projecto, denominado «Llama», prevê a instalação de uma antena de 12 metros de diâmetro na província argentina de Salta, na região da Puna, no noroeste do país. «Isto significará um salto maiúsculo para as pesquisas em rádioastronomia e, por sua vez, promoverá um grande impulso tecnológico», destacou em comunicado a secretária de Ciência e Tecnologia de Salta, Soledad Vicente.

O instrumento, cuja instalação implicará um investimento total de entre 15 milhões e 20 milhões de dólares, começará a funcionar dentro de três anos, perto do cume de uma montanha localizada em Altos del Chorrillo, a 4.825 metros de altura. Através do projecto «Llama», o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) realizarão pesquisas astronómicas de forma coordenada com uma rede de 60 antenas instalada no Deserto do Atacama, no Chile, pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus.

A antena financiada pelo Brasil e Argentina permitirá elevar até dez vezes a resolução angular em comparação com as instaladas no Chile.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2014, 09:57:28 pm
Rússia testa o primeiro novo foguete espacial desde a era soviética

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdiariodigital.sapo.pt%2Fimages_content%2F2014%2Ffoguete-angara090714.jpg&hash=032c5015aa79c554964198739a0a6431)

A Rússia lançou o foguete Angara, o seu primeiro novo projecto de um veículo espacial desde a era soviética, do porto espacial militar de Plesetsk, no norte do país, esta quarta-feira, com o objectivo de travar a sua dependência de fornecedores estrangeiros, bem como da plataforma de lançamento de Baikonur, no Cazaquistão. A estreia discreta do foguete Angara contrastou com a transmissão ao vivo de uma embaraçosa primeira tentativa de lançamento abortada, assistida pelo presidente Vladimir Putin através da Internet no Kremlin.

«O primeiro teste de lançamento do foguete espacial Angara -1,2 PP foi conduzido pelas Forças de Defesa Aérea e Espacial», disse o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado, reproduzido pelas agências de notícias russas.

O foguete descolou às 16:00 horas de Moscovo, disse, num voo curto planeado de cerca de 20 minutos por toda a linha da costa árctica da Rússia. Há mais de duas décadas a ser construída, a nova geração de foguetes Angara é a chave dos esforços do presidente Vladimir Putin para reformar a indústria espacial uma vez pioneira, mas debilitada depois de anos de cortes no orçamento e de uma fuga de cérebros na década de 1990. O designer da primeira fase do motor RD-191, Energomash, atribuiu o fracasso do primeiro lançamento experimental a uma queda na pressão do tanque de oxigénio líquido.

O foguete é o primeiro projectado e construído inteiramente dentro das fronteiras da Rússia pós-soviética, sob determinação do então presidente Boris Yeltsin na década de 1990 para travar a dependência da Rússia de outras ex-repúblicas soviéticas e de uma plataforma de lançamento que o país aluga no Cazaquistão. Um potencial rival comercial para o Arianespace de França e o SpaceX, baseado na Califórnia, foi projectado para substituir o russo Proton, que passou por uma série de fracassos embaraçosos.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 10, 2014, 04:04:02 pm
Experiência recria aparecimento de água líquida em Marte


A possibilidade de água líquida em Marte ainda não é consensual entre cientistas, mas uma experiência que reproduziu condições atmosféricas do planeta acaba de mostrar que a existência do fluído é possível em áreas do solo marciano com grande concentração de sal. Com uma faixa de temperatura muito mais baixa do que o da Terra, poucos acreditava, que o solo marciano pudesse exibir água líquida até 2008, quando a sonda espacial Phoenix aterrou perto do pólo norte do planeta.

A sonda fotografou grãos que pareciam ser pequenas gotas e encontrou gelo em forma macia, com consistência de gelado, enterrado apenas a cinco centímetros abaixo do solo arenoso. «Durante a aterragem, o foguete removeu a cobertura do solo, expôs o gelo, e a pressão do jato do foguete no solo aumentou a temperatura e derreteu-o», explicou Nilton Rennó, cientista brasileiro que ajudou a planificar a missão Phoenix, e agora realizou uma experiência para tentar compreender melhor os resultados.

«Pelo menos alguns milímetros de gelo derreteram, e essa mistura do gelo com o solo marciano, que tem sal, rodeou a nave», disse o cientista. Rennó e o seu aluno de pós-graduação Erik Fischer elaboraram então uma experiência para tentar entender como pode surgir essa mistura de água com perclorato de cálcio – um tipo de sal abundante em solo marciano. Construindo uma câmara de pressão que simulou as condições atmosféricas e climáticas de marte, os cientistas primeiro tentaram produzir água líquida apenas expondo solo salino à humidade do ar. Mas fracassaram.

«Os meus alunos ficaram desanimados», conta Rennó. «Mas eu disse-lhes que situações assim podem acontecer. Havia algo errado.» Rennó tentou recriar a experiência de seguida colocando o gelo de água directamente em contacto com o solo rico em perclorato. Com essa receita, o seu grupo conseguiu produzir uma solução salina de água líquida que, pelo menos em princípio, pode existir em Marte. O trabalho foi descrito num artigo na revista Geophysical Research Letters.

Ainda não se sabe bem, contudo, em que situações estruturas de gelo poderiam interagir com o sal em Marte para depois derreterem. Mas Rennó acredita ter a solução. «Gelo em Marte é supostamente mais duro do que o cimento, mas a camada de gelo encontrada pela Phoenix foi cavada como se estivesse a raspar gelado», afirmou Rennó. O que os cientistas planetários tentam descobrir agora é como a água congelada pode adquirir essa consistência no solo marciano.


Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 11, 2014, 04:27:18 pm
Investigação nacional participa na descoberta de novo tipo de onda na atmosfera de Vénus


Uma equipa internacional de investigadores, da qual fazem parte investigadores do Centro de Astronomia e Astrofísica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CAAUL), descobriu um novo tipo de onda atmosférica em Vénus, utilizando observações da missão Venus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA).
O que têm em comum o quente planeta Vénus e a gelada lua de Saturno, Titã? Embora à primeira vista pareçam completamente diferentes, estes dois mundos do Sistema Solar partilham entre si uma característica rara: apesar de rodarem muito lentamente em torno do seu eixo, ambos possuem atmosferas onde sopram ventos extremamente fortes, com rajadas de mais de 360 km/h. Os cientistas planetários designam este fenómeno por super-rotação atmosférica e suspeitam que ela seja criada por ondas que se propagam nas atmosferas destes corpos.
 
As ondas atmosféricas são bem conhecidas dos meteorologistas terrestres, mas no caso de atmosferas ainda mal conhecidas, como as de Vénus e Titã, até aqui não existia uma teoria única que permita classificar os diferentes tipos de ondas.

Graças às observações realizadas pela sonda espacial Venus Express, foi possível medir com precisão os ventos de Vénus em diferentes regiões da sua atmosfera e desenvolver uma nova teoria que permite classificar e compreender a grande variedade de ondas atmosféricas que têm sido observadas por esta missão no planeta gémeo da Terra.
 
Em dois artigos publicados na edição de Julho da revista científica Astrophysical Journal Supplement Series, uma equipa internacional de cientistas planetários deduziu pela primeira vez as equações matemáticas que descrevem as seis categorias de ondas atmosféricas em atmosferas em super-rotação. Torna-se assim possível prever e classificar estas ondas, não só em Vénus e Titã, mas também nos novos exoplanetas deste tipo que, com frequência crescente, têm vindo a ser descobertos pelos astrónomos.
 
Uma descoberta inesperada deste trabalho foi a identificação de um tipo de onda até aqui desconhecido, que os autores baptizaram de «onda centrífuga», uma vez que a sua propagação só é possível em atmosferas em super-rotação. Nestas atmosferas que giram rapidamente, as variações da pressão atmosférica são equilibradas pela força centrífuga, ao contrário das atmosferas da Terra e de Marte.
 
Os efeitos da onda centrífuga agora identificada em Vénus haviam já sido observados por uma equipa de astrofísicos japoneses em 2013, mas só agora foi possível identificar e compreender este fenómeno físico inexistente na atmosfera terrestre. O trabalho é da autoria de Javier Peralta, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, em colaboração com uma equipa de investigadores do Japão, Reino Unido, Portugal, França e Espanha, em que participa David Luz, do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL).
 
Esta investigação foi iniciada por Javier Peralta e David Luz no CAAUL, em 2012.
 
A rápida rotação da atmosfera de Vénus e a sua variabilidade constituem um dos mistérios por resolver do Sistema Solar, e um dos temas principais da missão espacial europeia Venus Express e do projecto EuroVénus, em que o CAAUL, unidade de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, participa.

O CAAUL é um centro de investigação em astronomia e astrofísica envolvido em projectos internacionais e com uma elevada produção científica. Para além da investigação de projecção internacional, tem vindo a desenvolver actividades de divulgação como cursos, palestras, visitas e observações astronómicas para o público em geral.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Julho 14, 2014, 08:20:12 pm
Falta exactamente 1 ano para serem obtidas as melhores imagens de sempre de Plutão.  :wink:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 16, 2014, 02:37:47 pm
Boeing to Design XS-1 Experimental Spaceplane

HUNTINGTON BEACH, Calif., July 15, 2014 – Boeing [NYSE: BA] plans to  design a reusable launch vehicle for the Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) in support of the U.S. government’s efforts to reduce satellite launch costs.  DARPA’s XS-1 Experimental Spaceplane is conceived as a reusable, unmanned booster with costs, operation and reliability similar to modern aircraft.

“Developing a vehicle that launches small payloads more affordably is a priority for future U.S. Defense Department operations,” said Steve Johnston, director of Boeing’s Phantom Works Advanced Space Exploration division. “Boeing brings a combination of proven experience in developing launch systems and reusable space vehicles, along with unparalleled expertise in the development and fielding of highly operable and cost-effective transportation systems.”

Under the $4 million preliminary design contract, Boeing plans to work on a reusable first stage launch vehicle capable of carrying and deploying an upper stage to launch small satellite payloads of 3,000 to 5,000 pounds (1,361 kg to 2,268 kg) into low-Earth orbit.

“Our design would allow the autonomous booster to carry the second stage and payload to high altitude and deploy them into space. The booster would then return to Earth, where it could be quickly prepared for the next flight by applying operation and maintenance principles similar to modern aircraft.” said Will Hampton, Boeing XS-1 program manager. “Drawing on our other innovative technologies, Boeing intends to provide a concept that uses efficient, streamlined ground infrastructure and improves the turnaround time  to relaunch this spacecraft for subsequent missions.”

DARPA plans to hold a Phase II competition next year for the follow-on production order to build the vehicle and conduct demonstration flights.

A unit of The Boeing Company, Boeing Defense, Space & Security is one of the world's largest defense, space and security businesses specializing in innovative and capabilities-driven customer solutions, and the world’s largest and most versatile manufacturer of military aircraft. Headquartered in St. Louis, Boeing Defense, Space & Security is a $33 billion business with 56,000 employees worldwide. Follow us on Twitter: @BoeingDefense.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 17, 2014, 02:45:49 pm
Emirados Árabes Unidos criam agência espacial para chegar a Marte


Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a criação de uma agência espacial e um projecto de sonda para aterrar em Marte em 2021, ano do 50º aniversário deste rico Estado federal do Golfo.

«Desta forma, os Emirados entram na exploração espacial», comemorou a agência oficial WAM, ao anunciar as duas notícias. «Chegar ao planeta Marte é um grande desafio e escolhemo-lo porque nos motiva», destacou o xeque Mohamad Ben Rashed al Maktum, vice-presidente dos Emirados e soberano do Dubai.

Citado pela WAM, o xeque Mohamad afirmou que os investimentos do país no âmbito espacial já alcançavam os 20 bilhões de dirhames (5,44 mil milhões de euros).
Acrescentou que a nova agência englobará vários organismos que já trabalham no âmbito espacial, como o Dubaisat, especializado em satélites, e deverá obter alianças internacionais.

A sonda Marte dos Emirados levará nove meses para percorrer 60 milhões de quilómetros para chegar ao planeta vermelho, informou a agência. Os Emirados Árabes Unidos, uma federação criada em 1971 com a união de nove emirados do Golfo, será o 9º país do mundo a explorar o planeta Marte, acrescentou a agência WAM.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Julho 18, 2014, 07:42:49 pm
O ELT.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 25, 2014, 06:37:16 pm
America’s Top Threats in Space Are Lasers and Nukes

The U.S. thought it won the space race long ago, but no victory lasts forever. On Tuesday, Gen. William Shelton, the commander of Air Force Space Command, speaking at the Atlantic Council, said that U.S. dominance in space will be confronted by some real threats in the years ahead. When Defense One asked what those threats might consist of specifically, he replied jammers, lasers and tactical space nukes.

...

 :arrow: http://www.defenseone.com/threats/2014/ ... kes/89519/ (http://www.defenseone.com/threats/2014/07/americas-top-threats-space-are-lasers-and-nukes/89519/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Julho 28, 2014, 07:24:00 pm
Investigadores de Coimbra analisam geologia de Marte com métodos usados no estudo da Terra


Uma equipa internacional de especialistas liderada pela Universidade de Coimbra (UC) está a analisar a geologia de Marte com métodos idênticos aos aplicados na Terra, para avaliar a erosão daquele planeta."Pela primeira vez, métodos de datação morfológica de falhas utilizados na Terra foram aplicados em Marte para estimar as taxas de erosão do planeta vermelho", anunciou a UC.

O estudo, que foi desenvolvido por "uma equipa internacional coordenada pelo investigador David Vaz", do Centro de Geofísica da UC, já foi publicado na Earth and Planetary Science Letters, uma das mais "importantes revistas das ciências planetárias", sublinha a UC numa nota hoje divulgada.

A aplicação das mesmas técnicas utilizadas na Terra "permitiu verificar que os movimentos das falhas tectónicas são muito maiores do que se pensava até agora", o que significa que "a crosta marciana teve um grau de mobilidade muito maior do que era anteriormente assumido pela comunidade científica". A investigação indica também que, "pelo menos nos últimos três mil milhões de anos, as condições atmosféricas na superfície de Marte terão sido hiperáridas", isto é, terão tido "taxas de erosão mil vezes menores do que as existentes na Terra".Os resultados alcançados são "relevantes para compreender a história geológica de Marte e avaliar o grau de mobilidade da crosta deste enigmático planeta", sublinha David Vaz, citado na mesma nota da UC.

"Estes resultados permitem também verificar que Marte é cada vez mais um planeta deserto e inóspito", salienta ainda o coordenador do estudo.
O estudo foi feito em duas regiões com diferentes idades, mas os investigadores pretendem alargá-lo a todo o planeta, "o que permitirá datar e compreender as mudanças climáticas que ocorreram ao longo da história geológica de Marte".

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Julho 28, 2014, 10:19:24 pm
As 10 coisas mais estranhas já observadas no Espaço.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 31, 2014, 04:21:25 pm
The "first man-made biological leaf" could enable humans to colonise space

RCA graduate Julian Melchiorri says the synthetic biological leaf he developed, which absorbs water and carbon dioxide to produce oxygen just like a plant, could enable long-distance space travel.

Video : http://vimeo.com/101734446 (http://vimeo.com/101734446)

 :arrow: http://www.dezeen.com/2014/07/25/movie- ... ce-travel/ (http://www.dezeen.com/2014/07/25/movie-silk-leaf-first-man-made-synthetic-biological-leaf-space-travel/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 02, 2014, 10:28:56 pm
(https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xaf1/t1.0-9/10561781_10152340123798924_9015573287041942136_n.jpg)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2014, 07:47:12 pm
SpaceX vai construir plataforma de lançamento no sul do Texas


A empresa aeroespacial SpaceX anunciou hoje a escolha da praia de Boca Chica, no extremo sul do Texas, sul dos Estados Unidos, para a construção da sua primeira plataforma de lançamento de foguetes comerciais para o espaço.

«Na SpaceX estamos muito satisfeitos por ampliar o nosso trabalho no Texas com o primeiro complexo de lançamento comercial do mundo desenhado especificamente para missões orbitrais», disse o diretor geral da companhia, Elon Musk, em comunicado revelado pelo gabinete do Governador Rick Perry. Elon Musk destacou também que o complexo, que terá apoios públicos do equivalente a 11,4 milhões de euros, criará 300 postos de trabalho e vai ampliar a base de serviços na zona que acabará também por ser um ponto turístico para a região sul do estado do Texas.

Fundada em 2002 e com sede na Califórnia, a SpaceX é uma empresa dedicada à produção e lançamento de foguetes e naves espaciais e em 2010 viu-lhe ser adjudicado um contrato de 492 milhões de dólares (367 milhões de euros) relacionados com lançamentos comerciais para o espaço.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 05, 2014, 09:44:13 pm
Mais um marco na história espacial. E é já amanhã!
(https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xap1/t1.0-9/p370x247/10537020_723122474420763_4950731028390042890_n.png)

 :arrow: http://planetario.marinha.pt/PT/noticia ... stino.aspx (http://planetario.marinha.pt/PT/noticias/Pages/Rosettachegaaodestino.aspx)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 06, 2014, 04:35:19 pm
Primeiras imagens:
(https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfp1/v/t1.0-9/10468078_10152173372735667_2479428240153227977_n.jpg?oh=051eaf73dd90d7965607636ea413b9d3&oe=543AE454&__gda__=1414337841_e4870e3ae0112f509965abedf4a2e22f)

E tudo sobre a missão:
http://www.space.com/24333-rosetta-spac ... 6_29170586 (http://www.space.com/24333-rosetta-spacecraft-comet-landing-explained-infographic.html?cmpid=514630_20140806_29170586)

E sobre o Rover 2020 para Marte.
http://www.space.com/26701-nasa-mars-20 ... aphic.html (http://www.space.com/26701-nasa-mars-2020-rover-explained-infographic.html)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 08, 2014, 02:26:25 pm
Citar
NASA's Orion spacecraft test vehicle sits in the well deck of the USS Anchorage at the Port of Los Angeles on Wednesday, Aug. 6, 2014. NASA, Lockheed Martin and the U.S. Navy will conduct recovery tests for the capsule in the Pacific Ocean, simulating its return from a space mission. (AP Photos/Damian Dovarganes)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FKOYRsq5.jpg&hash=7c04abed8b5eba25e52cabf6edb3725c)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2Fvlhe1LT.jpg&hash=8c4b060e619402962872698a4b48ae59)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2Fwmoiy0h.jpg&hash=e0370f11c99b433a3a2c61d07579f36e)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FgivM5tS.jpg&hash=231a1f647be6f9ded9fb009452206037)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FVCPDB05.jpg&hash=b168f42c3f2df6afdbf521224987e8d0)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 08, 2014, 10:41:51 pm

A 13 de Agosto será colocado em órbita o WorldView-3.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 09, 2014, 01:06:53 am
Duas sondas a chegar a Marte em Setembro
http://www.space.com/26770-nasa-india-m ... 8_29372416 (http://www.space.com/26770-nasa-india-mars-missions-september.html?cmpid=514630_20140808_29372416)

Mars Orbiter Mission (MOM) da India no dia 14 com a missão principal de testar as capacidades e tecnologia da agência espacial indiana (Indian Space Research Organisation ISRO)
para enviar uma missão a outro planeta. Após a chegada tem a missão secundária de estudar a morfologia e atmosfera de Marte. (Mais uma missão em busca de minérios?)
 :arrow: http://www.space.com/23203-india-mars-o ... hotos.html (http://www.space.com/23203-india-mars-orbiter-mission-photos.html)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.space.com%2Fimages%2Fi%2F000%2F034%2F083%2Fi02%2Findia-mars-orbiter-mission-art.jpg%3F1383607067&hash=fd77422934fd366d0d9b055394a685ac)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.space.com%2Fimages%2Fi%2F000%2F033%2F584%2Fi02%2Fmom-payloads-2000.jpg%3F1381850677&hash=8900d60b191b2239e22d2aab22aa681f)

e o Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN (MAVEN) da NASA no dia 21 para estudar e tentar perceber o que aconteceu à atmosfera do planeta.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fmars.nasa.gov%2Ffiles%2Fresources%2Fmaven_overview_presentation-thmfeat.jpg&hash=57b17be34fdd3caeba18c2aaa6951088)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 09, 2014, 03:34:10 pm
Quando finalmente começar-se a enviar missões humanas a Marte, já todos sabemos ao que vão... :arrow: http://www.exploremars.org/mem (http://www.exploremars.org/mem)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Agosto 10, 2014, 07:09:15 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Quando finalmente começar-se a enviar missões humanas a Marte, já todos sabemos ao que vão... :arrow: http://www.exploremars.org/mem (http://www.exploremars.org/mem)

 :G-beer2:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 20, 2014, 06:42:44 pm
Dois novos satélites do sistema de navegação europeu lançados na 5.ª feira


A agência espacial europeia ESA lança, na quinta-feira, dois novos satélites Galileo, aumentando para seis o número de engenhos, em órbita, do sistema de navegação por satélite da União Europeia.O lançamento, a bordo de um foguetão russo Soyuz, será feito da base espacial europeia, em Kuru, na Guiana Francesa, às 12:31 GMT (13:31 em Lisboa), informou hoje a ESA.

Ao fim de três horas, 47 minutos e 57 segundos, os satélites serão descolados do módulo superior (Fregat) do foguetão, através de um sistema de separação pirotécnica, quando atingirem a altitude final de 23.500 quilómetros. Trata-se do quinto e sexto satélites do sistema de navegação por satélite europeu Galileo, com o qual a União Europeia pretende melhorar serviços essenciais, como a segurança do transporte rodoviário e ferroviário e a capacidade de resposta a situações de emergência. Segundo a Comissão Europeia, os sinais do Galileo "permitirão aos utilizadores conhecer a sua posição no tempo e no espaço com mais precisão e fiabilidade do que os dos atuais sistemas" de navegação por satélite.

O sistema Galileo "será compatível e até, no caso de alguns dos seus serviços, interoperável com outros sistemas semelhantes existentes", de alcance global, como o norte-americano GPS e o russo GLONASS, "mas será autónomo". Os primeiros quatro satélites Galileo foram lançados na órbita terrestre em 2011 e 2012, para validar o funcionamento, conforme planeado, do sistema de navegação. A Comissão Europeia pretende ter uma constelação de 30 satélites ativos em órbita, incluindo seis unidades de emergência, até 2020. Os satélites que irão ser lançados na quinta-feira chamam-se Doresa e Milena, nomes dados por duas crianças vencedoras de um concurso que decorreu em toda a União Europeia.

Para o comissário europeu da Indústria e do Empreendedorismo, Ferdinando Nelli Feroci, citado hoje num comunicado de imprensa da Comissão Europeia, "o lançamento destes dois satélites inaugura a fase de operacionalidade plena do programa Galileo e dá um novo impulso a um projeto verdadeiramente europeu que assenta nos recursos dos países da UE com o objetivo de maximizar os benefícios para os seus cidadãos". De acordo com Nelli Feroci, o sistema de navegação por satélite europeu proporciona "aplicações com um enorme potencial económico" e suporta as metas da União Europeia de "crescimento e competitividade".

O comissário adiantou que, a partir de 2015, a UE terá disponível um sistema de lançamento de foguetões Ariane 5, de construção europeia, graças a um "novo contrato que vale 500 milhões de euros para a indústria espacial". Para concluir a constelação de 30 satélites, a ESA fará, em diante, uma série de lançamentos - dois satélites por cada lançamento de um foguetão Soyuz e quatro satélites por cada lançamento de um foguetão Ariane 5.

Em março, foi inaugurada na ilha de Santa Maria, nos Açores, uma das estações para monitorização do sinal e posição dos satélites Galileo.
O lançamento, na quinta-feira, dos dois novos satélites pode ser acompanhado em direto no portal http://ec.europa.eu/avservices/ebs/live.cfm?page=1 (http://ec.europa.eu/avservices/ebs/live.cfm?page=1).

A Comissão Europeia estima que o mercado mundial de produtos e serviços de navegação por satélite atinja 237 mil milhões de euros em 2020.


Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 09, 2014, 07:47:13 pm
Primeiro satélite angolano em órbita no primeiro trimestre de 2017


O primeiro satélite angolano, construído por um consórcio russo, será colocado em órbita no primeiro trimestre de 2017, informou o secretário do Estado das Telecomunicações angolano, Aristides Safeca. O governante precisou, em declarações aos jornalistas reproduzidas hoje em Luanda, que a construção do satélite deverá estar concluída em dois anos, decorrendo «dentro dos prazos estabelecidos», para depois ser lançado no espaço.

A construção do satélite, avaliada em 37 mil milhões de kwanzas (294 milhões de euros), decorre em Angola, a cargo de um consórcio russo liderado pela RSC. Envolve também um financiamento russo, conforme anunciado em 2013. Projeto a cargo de um consórcio russo e com lançamento inicialmente previsto para 2015, o primeiro adiamento deveu-se ao atraso no seu financiamento, anunciado originalmente em dezembro de 2012.

Em dezembro de 2012, o financiamento russo foi anunciado como sendo da responsabilidade dos bancos Ruseximbank e VTB. A construção do Angosat está a cargo de um consórcio russo liderado pela RSC. Com a entrada em funcionamento deste satélite, Angola vai fornecer serviços de suporte às telecomunicações eletrónicas, incluindo a prestação de serviços em banda larga e de televisão.

O Angosat terá um período de vida de 15 anos e possui 22 "transponders", dispositivos de comunicação eletrónica, e o projeto inclui a criação de duas estações de rastreio, em Angola e na Rússia.

Na cerimónia formal de lançamento das obras, em dezembro de 2012, o secretário de Estado angolano das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Alcides Safeca, disse que o Angosat marca a entrada de Angola "numa nova era das telecomunicações, o que pressupõe a condução de um programa espacial que inclua, futuramente, o lançamento de satélites subsequentes".

"Estas estações permitem uma intervenção russa no controlo e comando do satélite, sempre que se mostre necessário, enquanto Angola cria autonomia neste domínio", disse então Alcides Safeca, acrescentando que o Angosat vai ter uma utilização de 99,2% da capacidade prevista.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 10, 2014, 01:17:04 pm
China anuncia que lançará laboratório espacial em 2016



A China colocará em órbita o seu segundo laboratório espacial em dois anos, indicou esta quarta-feira um funcionário de alto escalão do ambicioso programa espacial, que inclui levar algum dia um astronauta chinês à Lua.

O astronauta Yang Liwei, que em 2003 tornou-se no primeiro chinês a ser enviado ao espaço, e que agora é vice-director do programa espacial, fez o anúncio num congresso da Associação de Exploradores do Espaço (ASE) em Pequim. «Vamos lançar o laboratório espacial Tiangong-2 em 2016, e depois lançaremos o Shenzhu-11 e a nave espacial Tianzhu-1 para que se acoplem ao laboratório espacial», afirmou.

Esta é a primeira vez que a China recebe a reunião anual da ASE, que reuniu em Pequim 100 astronautas de 18 países. Pequim, que tem grandes atrasos tecnológicos, considera o seu programa espacial como um símbolo da ascensão da China entre as potências mundiais. No ano passado, a aterragem sem incidentes do módulo de exploração «Coelho de Jade» - uma façanha que só os Estados Unidos e a URSS realizaram e que não foi repetido em mais de 37 anos - foi motivo de grande orgulho na China, onde a população se entusiasma pelas proezas do robô.

O programa espacial chinês também prevê instalar uma estação permanente em órbita até 2020 para, no futuro, enviar um homem à Lua.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 16, 2014, 09:55:48 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Setembro 17, 2014, 09:15:23 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 20, 2014, 06:50:24 pm
Multinacional portuguesa desenvolve tecnologia para melhorar comunicação espacial


A multinacional portuguesa Tekever lidera um consórcio europeu que vai desenvolver um projecto para melhorar as comunicações entre satélites, e destes para a Terra, num investimento comunitário de um milhão de euros, informou um dos administradores.

O projecto, "Screen - Space Cognitive Radio for Electromagnetic Environment maNagement", baseia-se numa tecnologia já usada em comunicações terrestres móveis, como os telemóveis - o SDR (Software Defined Radio) - e incorpora uma outra, o Sistema de Rádio Cognitivo, suporte para o uso eficiente do espectro electromagnético, e já utilizada nos rádios de militares, no estrangeiro.

O "Screen", a desenvolver num prazo de dois anos, permitirá "avançar na comunicação" entre satélites, e dos satélites para a Terra, "diminuindo as interferências", ao socorrer-se de uma tecnologia que indica, automaticamente, "que frequências estão mais disponíveis, para as usar melhor", disse à Lusa um dos administradores da Tekever, Ricardo Mendes.

O novo sistema de comunicação espacial custa um milhão de euros, verba totalmente suportada por fundos comunitários, ao abrigo do programa de incentivo à inovação Horizonte 2020.

Justificando a excepcionalidade do investimento, Ricardo Mendes referiu que o mercado espacial é conservador: "Testam-se poucas tecnologias no Espaço, dados os custos elevados".

Do consórcio fazem parte, entre outros, o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto.

A Tekever, hoje uma multinacional com escritórios no Reino Unido, nos Estados Unidos, na China e no Brasil, foi fundada em 2001, em Lisboa, por ex-alunos do Instituto Superior Técnico.

Há vários anos, produz tecnologias para os mercados das Tecnologias da Informação, Aeronáutica, Espaço, Defesa e Segurança, contando na lista de clientes com a agência espacial europeia ESA e o centro chinês de engenharia para microssatélites, agregado à Academia de Ciências Chinesa.

Os aviões e sistemas não tripulados do grupo foram usados nas missões de patrulhamento da PSP, em Junho, em Lisboa, na final da Liga dos Campeões, e estão ao serviço da NATO no Kosovo.

No quadro comunitário anterior, 2007-2013, a multinacional coordenou e participou em cerca de 20 projectos, em parceria com universidades e centros de investigação científica internacionais.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 21, 2014, 07:27:38 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Setembro 22, 2014, 01:21:58 pm
A MAVEN chegou a Marte.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.space.com%2Fimages%2Fi%2F000%2F034%2F268%2Foriginal%2Fmaven-mars-orbiter-131104b-02.jpg%3F1383948726&hash=2bfdd37e37103849528ccd827bbb1fcc)

E no dia 24 vai chegar a sonda da Índia, a Mars Orbiter Mission (MOM).

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F3.bp.blogspot.com%2F-OtUPVKHKSPQ%2FUiuhu2mqE6I%2FAAAAAAAAank%2FyzNnuRr79yc%2Fs1600%2Findex.jpg&hash=59308e4ad4dbc584f3ac1a98c0119f4b)
http://en.wikipedia.org/wiki/Mars_Orbiter_Mission (http://en.wikipedia.org/wiki/Mars_Orbiter_Mission)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2014, 02:50:14 pm
Universidade de Coimbra cria gel pioneiro para isolar foguetões

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fboasnoticias.pt%2Fimg%2Fmartaochoa2.jpg&hash=82ca66400d93009de564bda06a7bf046)


É português o primeiro aerogel em spray do mundo. A solução foi desenvolvida por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) em parceria com a empresa nacional Active Aerogels, vai permitir isolar foguetões e naves espaciais e será apresentada este mês no mais importante congresso mundial do setor espacial, o International Astronautical Congress.
 
Esta técnica revolucionária de isolamento técnico vai ser dada a conhecer ao mundo naquele evento, que decorre entre 29 de Setembro e 3 de Outubro em Toronto, no Canadá, e tem a capacidade de impermeabilizar as superfícies mais complexas e estranhas que se possa imaginar, embora, atualmente, esteja dimensionada "para o isolamento de foguetões ou naves espaciais e para aplicações criogénicas", já que "suporta pressões e temperaturas impensáveis".
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, Bruno Carvalho, da Active Aerogels, explica que, nos vários testes à técnica, financiada pela Agência Espacial Europeia (ESA), efetuados até ao momento, "entre os 250 graus celsius negativos e os 200 graus celsius positivos, todas as propriedades se mantiveram intactas".
 
"Este aerogel em partículas é, sem dúvida, o isolamento do futuro. Por isso, decidimos fazer o lançamento público no congresso internacional de astronáutica onde estão presentes todas as Agências Espaciais e os mais reputados académicos e empresários do setor espacial do mundo", justifica o responsável.
 
Sucedâneo de uma nova geração de aerogéis com propriedades super isolantes, também inventada e patenteada por investigadores da UC e Active Aerogels, a médio prazo, o aerogel em spray "poderá substituir as tradicionais espumas de isolamento térmico utilizadas na construção civil".
 
Com uma confeção semelhante à da gelatina,  o aerogel é obtido a partir da mistura de reagentes que formam um gel. Posteriormente, o líquido é extraído por um processo exclusivo de secagem para garantir extrema leveza, densidade mínima e grande flexibilidade do material.
 
Além de possuir uma excelente condutividade térmica (isolamento), o aerogel desenvolvido em Coimbra é hidrofóbico (repele a água), assegurando uma longevidade muito maior em relação aos isolantes existentes no mercado, que se deterioram facilmente.
 
"Estamos a explorar novos mercados e aplicações e à procura de parcerias financeiras para tornar possível a produção em massa. O objetivo é democratizar o uso deste novo material com propriedades únicas", desvenda Bruno Carvalho.
 
A investigação que deu origem a este inovador aerogel iniciou-se em 2006, tendo sido investidos até ao momento, mais de 1,5 milhões de euros, suportados pela Agência Espacial Europeia, pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional e por receitas próprias.

Boas Notícias
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2014, 05:18:15 pm
Sonda indiana 'low cost' na órbita de Marte


A sonda indiana Mangalyaan entrou na órbita de Marte à primeira tentativa. Custou menos que o filme Gravity e foi construída em tempo recorde. Os indianos rejubilam. "A Índia chegou com sucesso a Marte. Parabéns a todos, a todo o país (...). Hoje foi feita história", disse o primeiro-ministro, Narendra Modi, a partir da missão de controlo da organização indiana de pesquisa espacial, no sul da Índia.

A agência espacial confirmou o êxito da sua primeira sonda marciana, que partiu da Terra a 05 de novembro, e que percorreu 670 quilómetros em 300 dias.
A sonda foi construída em tempo recorde e com um orçamento reduzido, 74 milhões de dólares (57 milhões de euros). A sonda MAVEN, da Nasa, que chegou ao Planeta Vermelho na segunda-feira custou 500 milhões de euros.

"Conseguimos à primeira tentativa. A ISRO [agência espacial indiana] concebeu a sonda num tempo recorde de três anos, cada indiano está orgulhoso de vós", disse o primeiro ministro perante os membros da agência espacial, citado pela France Press. O dirigente indiano sublinhou que o orçamento destinado a esta missão é inferior ao custo do filme de ficção científica Gravity, que terá rondado os 100 milhões de dólares (77 milhões de euros).

O satélite vai estudar a superfície, topografia e atmosfera do planeta e vai centrar-se na busca de metano, um dos indicadores da existência da vida.

DN
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Setembro 26, 2014, 07:25:48 pm
Programa Space Fence.
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Outubro 06, 2014, 01:37:32 pm
Futuros equipamentos para a ISS.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 10, 2014, 03:58:11 pm
Boeing spacecraft to move into KSC's shuttle hangars

Boeing engineers are outfitting two decommissioned space shuttle hangars at the Kennedy Space Center for the U.S. Air Force's secretive X-37B space plane, NASA announced Wednesday.

The announcement in a NASA press release confirmed plans to convert the shuttle hangars to house two reusable Air Force space planes built by Boeing, which acknowledged in January it was modifying one of the facilities for the X-37B program.

"NASA's Kennedy Space Center in Florida has entered into an agreement with the U.S. Air Force's X-37B Program for use of the center's Orbiter Processing Facility Bays 1 and 2 to process the X-37B Orbital Test Vehicle for launch," the NASA press release said.

The processing facilities, known as OPFs, are located northwest of the spaceport's massive Vehicle Assembly Building that was used to assemble Saturn 5 moon rockets and space shuttles for liftoff.

NASA built three OPFs to each accommodate one space shuttle orbiter. OPF bays 1 and 2 sit next to each other, connected by interior corridors, while OPF bay 3 was constructed nearby across a tow-way from the other shuttle hangars.

Officials decided NASA did not need the shuttle hangars for the agency's future plans, which include a heavy-lifting rocket and the Orion crew capsule that will use the Apollo- and shuttle-era VAB and launch pad 39B for missions to an asteroid, Mars and other deep space destinations.

"Kennedy is positioning itself for the future, transitioning to a multi-user launch facility for both commercial and government customers, while embarking on NASA's new deep space exploration plans," said Robert Cabana, director of the Kennedy Space Center. "A dynamic infrastructure is taking shape, designed to host many kinds of spacecraft and rockets."

NASA has handed over launch pad 39A, the departure point for the Apollo moon landings and the first and last space shuttle missions, to SpaceX for refurbishment to support Falcon 9 and Falcon Heavy rocket launches.

With OPF bays 1 and 2 claimed for the Air Force's X-37B program, Boeing will occupy all three former shuttle hangars at KSC.

Space Florida, a state economic development agency focused on the space industry, has leased OPF-3 from NASA after Boeing agreed to use the building for assembly of the company's commercial CST-100 spaceship designed to ferry astronauts to the International Space Station.

Boeing's disclosure in January of the deal to convert OPF-1 said Space Florida also provided project funding that helped attract the X-37B program to KSC.


While details of the Air Force space plane's activities and budget are classified, signs of the program's presence at KSC were visible months ago.

A painted door on OPF-1 heralds the building as "Home of the X-37B."

The acquisition of the OPFs will allow the Air Force to relocate landings of the X-37B space plane -- and maintenance between missions -- from California to Florida, where the vehicles are launched.

The Air Force has flown three missions with the X-37B, also known as the Orbital Test Vehicle, since 2010.

The two Boeing-built space planes are about one-quarter the size of a space shuttle orbiter, measuring 29 feet long, nearly 10 feet high, and with wing spans of about 15 feet. They can stay in space much longer than a space shuttle by using solar power.

The Air Force has not revealed details on the X-37B's operations in orbit. Pentagon officials have said the program is testing reusable space technologies and could serve as a platform for experiments.

The spacecraft has a payload bay about the size of the bed of a pickup truck.

The three X-37B missions to date have blasted off from Cape Canaveral's Complex 41 launch pad -- a few miles away from KSC's shuttle processing hangars -- aboard United Launch Alliance Atlas 5 rockets and deployed in orbit several hundred miles above Earth.

The first two missions landed on a runway at Vandenberg Air Force Base, Calif., and the third flight -- a re-launch of the X-37B vehicle that flew the first mission -- is still in orbit.

Vandenberg is the primary landing site for the ongoing X-37B flight, which has surpassed 600 days since launch, an Air Force spokesperson said in July.

The X-37B program "is leveraging previous space shuttle investments and the Orbiter Processing Facility (OPF) facilities to conduct recovery and refurbishment activities after landing," Air Force Maj. Eric Badger, a military spokesperson based in the Pentagon, said in a written response to questions submitted by Spaceflight Now.

"Starting as early as Mission 4, the OTV program plans to be able to land at KSC's Shuttle Landing Facility (SLF) runway, quickly tow over to OPF-1, undergo refurbishment and prepare for re-launch," Badger said. "Vandenberg Air Force Base will continue as an active landing site for the OTV program."

The Air Force has not said when the X-37B space plane's fourth mission is scheduled.

X-37B program officials conducted testing at KSC's Shuttle Landing Facility to demonstrate the space plane could return to Earth on the three-mile-long runway, NASA said in a statement.

Boeing says it has an agreement with NASA to permit X-37B landings on the shuttle runway when needed.

Upgrades to the OPFs for the X-37B program should be complete in December, according to NASA.

A NASA spokesperson referred questions on the terms of the agreement to the U.S. Air Force, which did not respond Wednesday.

Follow Stephen Clark on Twitter: @StephenClark1


 :arrow: http://spaceflightnow.com/news/n1410/08 ... DcrVE10wuU (http://spaceflightnow.com/news/n1410/08x37bopf/#.VDcrVE10wuU)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 11, 2014, 06:10:14 pm
Açores realizam primeiro campeonato de construção de microssatélites


O Governo dos Açores anunciou hoje a realização, neste ano letivo, do primeiro campeonato regional «Cansat Açores», que visa proporcionar aos alunos experiências em projetos espaciais, através da construção de um microssatélite. O anúncio foi feito pelo secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, numa visita ao centro de ciência EXPOLab, no concelho da Lagoa, onde o responsável afirmou que o executivo gostaria de acolher pela primeira vez, em 2016, a edição europeia do campeonato de construção de microssatélites, o “Cansat”, promovido pela Agência Espacial Europeia (ESA).

“Tencionamos, correndo bem essa experiência, mostrar que temos a capacidade para organizar uma competição de nível europeu aqui na região. Temos em particular na ilha de Santa Maria uma escola secundária que teve já grandes resultados em competições nacionais e europeias”, afirmou Fausto Brito e Abreu aos jornalistas. Segundo o programa educativo da ESA, o microssatélite não pode exceder em tamanho uma lata de refrigerante e terá de ter no interior um sistema múltiplo capaz de fazer várias medições durante a fase de descida do satélite.

As inscrições para a competição regional, cujos vencedores irão participar na prova nacional, decorrem até ao final de novembro. As equipas têm de ser constituídas por quatro alunos e um professor. Os organizadores esperam com esta competição despertar vocações científicas, proporcionar novas experiências e estimular o interesse pela temática do espaço entre os estudantes.

Para o governante açoriano, a realização de uma prova deste género no arquipélago com âmbito europeu permitiria “dar visibilidade ao potencial da região” ao nível das tecnologias ligadas ao espaço, em grande parte “pela sua localização geográfica no meio do Atlântico Norte, que tem acesso a uma parte do espaço com visibilidade restrita para outras partes do mundo”.

Fausto Brito e Abreu destacou que a ciência é a base que permite criar hoje em dia muitas empresas e empregos, permitindo desenvolver economias mais competitivas.
O responsável apontou o exemplo da ilha de Santa Maria, onde estão instaladas duas estações da ESA, uma para o projeto Galileu e outra para monitorizar o lançamento de satélites, um rádio telescópio da rede de estações geodinâmicas espaciais, infraestruturas e equipamentos “topo de gama” que começaram com pequenos contentores e hoje “já geram algum emprego local”.

“Mas, mais importante, geram crescimento de outros projetos que surgem na sequência disso e geram reconhecimento para a região, como local privilegiado para fazer estudos nesses domínios”, referiu o governante açoriano.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 14, 2014, 10:04:14 am
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 15, 2014, 01:20:03 pm
Marte: Estudo do IMT prevê morte de viajantes a partir do 68º dia de missão


Os corajosos pioneiros dispostos a embarcar numa missão a Marte, prevista pela empresa holandesa Mars One, começarão a morrer no 68º dia de missão, alerta um rigoroso estudo científico divulgado esta terça-feira.

Cinco estudantes de aeronáutica do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) chegaram a esta conclusão após ter analisado os dados científicos disponíveis sobre a missão, que a empresa pretende transformar num «reality show».

Segundo o relatório de 35 páginas, que analisa com gráficos e fórmulas matemáticas recursos como oxigénio, nutrientes e tecnologias disponíveis para o projecto, a morte do primeiro pioneiro «ocorrerá aproximadamente aos 68 dias de missão, por asfixia».

As plantas, que teoricamente devem alimentar os colonos, produzirão oxigénio em excesso e a tecnologia para equilibrar a atmosfera «ainda não foi desenvolvida», afirmam os autores do estudo.

Além disso, os colonos dependerão do envio de peças de reposição numa missão que poderá custar 4,5 mil milhões de dólares, um valor que, segundo os autores do estudo, aumentará com o envio de outros equipamentos.

O Mars One é um projecto lançado pelo co-fundador da companhia, o holandês Bas Lansdorp (PDG), que pretende enviar em 2024 a primeira tripulação de quatro voluntários para colonizar Marte sem regresso à Terra, após uma viagem de sete meses.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 17, 2014, 02:11:45 pm
Cometa que passará próximo a Marte permitirá estudo inédito da Nasa


Todos os equipamentos da Nasa que orbitam em Marte acompanharão a passagem do cometa C/2013 A1, também conhecido como Siding Spring. Este passará a uma distância de 139,5 quilómetros do planeta vermelho a 19 de Outubro, o que significa menos de metade da distância entre a Terra e a Lua, e menos de um décimo da distância entre o nosso planeta e qualquer outro cometa que já passou por ele.

O núcleo do cometa ficará mais próximo de Marte a uma velocidade de 56 quilómetros por segundo. Essa proximidade dará aos investigadores a oportunidade, sem precedentes, de reunir dados sobre o cometa e os seus efeitos na atmosfera marciana. «Este cometa em particular nunca entrou no sistema solar, por isso vai proporcionar uma nova fonte de pistas sobre os primórdios do nosso sistema», diz John Grunsfeld, astronauta e administrador associado da Missão Ciência Nasa, em Washington.

O cometa Siding Spring vem da Nuvem de Oort, uma região esférica do espaço que fica em volta do sol e ocupa uma distância entre 5.000 e 100 mil unidades astronómicas. De acordo com estudos, a Nuvem de Oort reuniria objectos congelados que seriam «sobras» de materiais resultantes da formação do sistema solar.
Ele será o primeiro cometa da Nuvem de Oort a ser estudado de perto por equipamentos da Nasa, o que dará aos cientistas a oportunidade de estudar mais sobre esses materiais, incluindo compostos de água e carbono.

Para evitar que equipamentos que orbitam em Marte sejam danificados pela passagem do cometa, devido ao risco de impacto de partículas de poeira em alta velocidade saídas do Siding Spring, a Nasa está a posicionar o Odyssey Orbiter Marte, o MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) e o Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) de forma a evitar danos. A atmosfera de Marte, apesar de ser mais fina que a da Terra, também oferecerá protecção para as sondas Opportunity e Curiosity, caso a poeira atinja o planeta. As duas sondas também estão programadas para fazerem observações sobre o Siding Spring.

Telescópios terrestres e espaciais, incluindo o Telescópio Espacial Hubble da NASA, também estarão em posição para observar esse objecto celeste.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Outubro 18, 2014, 11:42:47 am
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Outubro 19, 2014, 05:12:38 pm
(https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/v/t1.0-9/10632798_10154709503265285_2616629816292225294_n.jpg?oh=6aeeb17f861ae544a634ef30be7b9ecc&oe=54ACB551&__gda__=1424656942_4d7e229df854bfb03d9291cc9f8ae27f)

(https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfp1/v/t1.0-9/1964886_10154709449505285_2313531752040482026_n.jpg?oh=2a8901bade7de11cf2feffb729a3f7e2&oe=54AD115F&__gda__=1420576783_bf827562e25fffd9149b097682807e0a)

 :arrow: http://www.space.com/19195-night-sky-pl ... casts.html (http://www.space.com/19195-night-sky-planets-asteroids-webcasts.html)
 :arrow: http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (http://www.virtualtelescope.eu/webtv/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 22, 2014, 04:45:23 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 24, 2014, 05:45:35 pm
Empresas estão a desenvolver «elevadores espaciais» para pessoas


Várias empresas têm desenvolvido projectos para construir um elevador capaz de transportar pessoas da Terra até ao espaço. Entre estas, nada menos do que o Google X, o laboratório secreto do Google, responsável por ideias como o Google Glass e o carro sem condutor.

O primeiro conceito de um elevador espacial vem de 1985, criado pelo cientista russo Konstantin Tsiolkovsky e permanece, em alguns pontos, inalterado. Segundo Tsiolkovsky seria necessário um cabo ancorado à Terra que se esticasse até ao espaço. Hoje, a ideia mais defendida é a de um ponto de ancoragem na linha do equador, com um cabo que se estenda por 100 mil km acima da superfície da Terra. O cabo seria ligado a uma estação de contrapeso e orbitaria junto com o planeta.

Uma construtora japonesa anunciou recentemente que vai construir um elevador espacial até 2050. Este será capaz de transportar passageiros a 36 mil km acima da Terra e custará 8 mil milhões de euros. A LiftPort, uma empresa fundada por um ex-empreiteiro da NASA, também pensa seriamente na ideia. Depois de tentar em vão desenvolver um projecto semelhante no início da década de 2000, a ambição agora é construir um elevador na Lua. Segundo o fundador Michael Laine, a ideia pode servir de protótipo para a Terra. A baixa gravidade e a atmosfera zero podem facilitar a elaboração.

O grande obstáculo para a construção de uma torre gigante que transporte pessoas é a falta de um material forte o suficiente para ser utilizado na estrutura. Mais do que isso: não pode ser vulnerável a vibrações, colisões de pássaros e detritos espaciais.

Defensores do elevador acreditam que nanofibras de carbono são boas candidatas como matéria-prima, por serem leves e 100 vezes mais fortes do que o aço.
Neste caso, o problema é que ainda não foi feita uma versão perfeita de um tubo com mais de 1m de comprimento. Segundo expectativas da NASA, o elevador deve ter 230 mil km. A falta de nanofibras foi uma das razões de o Google X interromper a sua pesquisa.

Um professor de química da Penn State University defende que nanofilamentos de diamante são a solução, mas por enquanto não há empresas a fabricar material suficiente.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 28, 2014, 04:35:57 pm
Explosões solares sem impacto em Portugal


O diretor do Observatório Astronómico de Lisboa disse hoje que as explosões solares que estão a ocorrer não atingem Portugal, nem provocam danos na saúde, só podendo existir "problemas residuais" em alguns satélites fora do país.

Em declarações à agência Lusa, Rui Agostinho explicou que o sol se encontra "num ciclo de atividade máxima, num pico de 11 anos", mas o fenómeno das explosões solares não vai provocar danos no país.

"O ser humano que vive à superfície está altamente protegido disto. O impacto na vida é, eventualmente, a possibilidade remota e muito localizada de haver uma falha na distribuição elétrica, mas em geral são casos pontuais", sublinhou Rui Agostinho. Para o especialista, o caso pior de que tem memória ocorreu na zona norte dos Estados Unidos quando "uma central elétrica foi abaixo e levou mais outras tantas a zero", tendo-se produzido um apagão. "Claro que as pessoas sentem isso. Estar horas ou dois ou três dias sem eletricidade na rede tem grande impacto. Mas tirando isto não há nada que afete pessoas ou animais", reiterou.

Rui Agostinho explicou que só os satélites que se encontram no espaço, fora dos dois escudos de proteção do planeta Terra -- campo magnético e atmosfera terrestre -- é que podem ter algum dano, frisando que as zonas que podem ser mais afetadas são os Estados Unidos e zona norte do Canadá e Rússia. "Já estamos [Portugal) numa latitude muito próxima da linha do Equador em relação ao polo magnético, mas em certas situações, quando há injeção de massa coronal muito intensa, podemos assistir a fenómenos como auroras boreais", adiantou.

De acordo com a página oficial da NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço), uma "área gigante do sol entrou em erupção a 26 de outubro, depois de seis explosões intensas desde dia 19".

Segundo a informação publicada na página, as explosões libertam "radiação poderosa", mas esta não "afeta fisicamente os humanos". No entanto, quando são "demasiado intensas, podem perturbar a atmosfera onde se encontram os sinais de GPS". Rui Agostinho explicou que as explosões solares libertam "protões de alta velocidade" que se deslocam a 400 quilómetros por segundo e quando atingem a Terra e "impactam nos satélites que estão a orbitar o planeta (...) podem afetar a eletrónica que os controla". "Se um satélite fica debilitado, pode afetar as suas funcionalidades e, como são caríssimos, o que muitas vezes acontece é que as agências espaciais desligam os seus circuitos vitais para os proteger e depois de passar a rajada de vento solar altamente energética voltam a ligá-los", explicou.

No entanto, Rui Agostinho reiterou que Portugal não tem "histórias nenhumas de impactos nas infraestruturas devido a tempestades provenientes do sol", adiantando que os únicos registos de fenómenos observados foram na década de 30, a ocorrência de auroras boreais.


Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Outubro 29, 2014, 05:22:21 pm
Estava eu ontem a ver o directo no site da NASA quando de repente...  :roll:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 01, 2014, 03:28:28 pm
Outro acidente...  :roll:
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 03, 2014, 04:54:48 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 05, 2014, 08:55:52 am

 :arrow: http://rosetta.esa.int/ (http://rosetta.esa.int/)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 05, 2014, 08:07:32 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 06, 2014, 05:54:31 pm

O percurso da sonda Rosetta até ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Faltam 5 dias para a separação.


E uma base lunar construida a partir de um sistema de impressão 3D?!?!?  :shock:  :G-beer2:
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 07, 2014, 02:23:49 pm
Citação de: "HSMW"
 E uma base lunar construida a partir de um sistema de impressão 3D?!?!?  :shock:  :G-beer2:

O Jacque Fresco há décadas que diz que isso é o futuro da construção civil.

Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 08, 2014, 07:39:44 pm
Nova descoberta!
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 11, 2014, 10:28:16 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.sciencedump.com%2Fsites%2Fwww.sciencedump.com%2Ffiles%2FmDBTR0n.jpg&hash=b4131adea553b654d5781e27513104bb)
As futuras missões da NASA.
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 12, 2014, 01:10:36 pm
Google terá seu próprio aeroporto para testes espaciais


O Google alugou o aeroporto de Moffett, na Califórnia, pelos próximos 60 anos. Num acordo assinado com a NASA, a companhia vai desembolsar o equivalente a 3 mil milhões de dólares e comprometer-se a restaurar o hangar que existe há 80 anos.

A parceria, idealizada pelo departamento imobiliário do Google, prevê a utilização dos espaços de pesquisas, desenvolvimento, construção e testes de tecnologia das áreas robótica, aviação e exploração espacial.

Com o acordo, a NASA vai economizar cerca de 15 milhões de dólares por ano com a manutenção e operação do aeroporto. «Queremos investir o dinheiro do contribuinte em descobertas científicas, desenvolvimento de tecnologia e exploração espacial - não em manter infra-estruturas que não precisamos», afirmou Bolden.

De acordo com o Google, serão investidos 512 milhões de dólares em melhorias no aeroporto com reformas e a construção de um centro educacional que vai divulgar a importância do espaço na história da tecnologia e da região.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 12, 2014, 05:47:26 pm

Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 12, 2014, 06:54:23 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fapod.nasa.gov%2Fapod%2Fimage%2F1411%2FPhilaeIllustrated_esa_1080.jpg&hash=14963c5895cbdbca99134ae8b612ab15)
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 19, 2014, 09:35:43 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 19, 2014, 10:19:11 pm
Britânicos fazem angariação de fundos pela Internet para perfurar a Lua


Um consórcio de empresas britânicas conta com a ajuda de todos para, através da Internet, reunir cerca de 750 mil euros para dar início a uma missão especial na Lua.

O consórcio está a angariar dinheiro através do crowdfunding, no site Kickstarter, e espera reunir 600 mil libras (cerca de 650 mil euros) nos próximos 28 dias. Por agora, já foram doados quase 159 mil libras (198 mil euros).

O objetivo deste grupo de empresas é lançar uma missão na Lua, e perfurá-la a uma profundidade de no mínimo 20 metros, o que será dez vezes mais do que foi feito até agora. Com isto, dizem, é alcançar rocha com mais de 4,5 mil milhões de anos e descobrir a composição geológica da Lua, a sua relação com a Terra e os efeitos dos asteróides.

O projeto compromete-se a deixar uma cápsula do tempo na Lua, a qual terá dois arquivos: um público, com registos da vida na Terra, a história da humanidade e uma base de dados que retrate a biodiversidade no planeta; e um privado, que reunirá aquilo que os contribuintes do projeto queiram. Mas, tudo depende da quantia doada. 15 libras (menos de 19 euros) dão direito a uma certificado de agradecimento enviado por email, mas 600 libras (650 euros) já dão direito à possibilidade de vir a dar o nome ao módulo lunar.

O projeto terá uma duração de nove anos, com as várias fases já pré-definidas, que culminarão no lançamento da sonda que irá explorar o solo lunar, em 2023. Para isso, depois desta campanha de angariação de fundos, deverão surgir outras, uma vez que, estima-se, sejam necessários 3 mil milhões de libras (3,7 mil milhões de euros) para o concluir.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 20, 2014, 07:52:15 pm
SLS- Space Launch System
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 24, 2014, 12:28:09 pm
NASA e ESA planeiam projetos nos Açores


As agências espaciais norte-americana (NASA) e europeia (ESA) estão interessadas em desenvolver projetos de natureza científica no arquipélago dos Açores. O anúncio foi feito pelo administrador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), Jorge Gabriel.
 
"Estabelecemos um conjunto de contactos com entidades internacionais, nomeadamente com a agência americana NASA e com a Agência Espacial Europeia (ESA), que têm interesse em desenvolver programas de natureza mais científica nos Açores", revelou o responsável aos jornalistas na sequêcia de uma audiência da administração da FLAD com o presidente do governo regional açoriano, Vasco Cordeiro.
 
Citado em comunicado pela FLAD, Jorge Gabriel explicou que o objetivo das duas agências espaciais é aproveitar equipamentos já existentes, designadamente na ilha de Santa Maria - alguns deles ligados à ESA - e potenciar a posição geográfica do arquipélago português em projetos de observação.
 
Além disso, desvendou o administrador da FLAD, está também em cima da mesa um projeto de levantamento do lixo espacial, que põe em causa as missões espaciais, a partir dos Açores.
 
Jorge Gabriel disse ainda aos jornalistas que a fundação está a trabalhar noutras iniciativas na área da ciência e tecnologia que possam potenciar o desenvolvimento económico dos Açores, como o "reforço significativo" da participação da região no programa comunitário Horizonte 2020.
 
"Esta acção passa por uma participação mais substancial e efectiva das empresas, câmaras de comércio e câmaras municipais, ou seja, todas as atividades que têm, de alguma forma, uma atividade económica, no sentido de permitir que muitos dos conhecimentos desenvolvidos na universidade possam justamente aportar valor económico a ser utilizado pelas empresas nos seus negócios", explicou.

Boas Notícias
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 25, 2014, 01:18:21 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fs3-ec.buzzfed.com%2Fstatic%2F2014-11%2F14%2F11%2Fenhanced%2Fwebdr04%2Fenhanced-buzz-30669-1415981990-30.jpg&hash=8585b8c6514545a623b5394daa535b81)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fs3-ec.buzzfed.com%2Fstatic%2F2014-11%2F17%2F15%2Fenhanced%2Fwebdr07%2Fenhanced-23602-1416254783-1.jpg&hash=69e9dfab3e7bafa6e6a3f8f78c97f400)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fs3-ec.buzzfed.com%2Fstatic%2F2014-11%2F17%2F15%2Fenhanced%2Fwebdr02%2Fenhanced-13455-1416254783-31.jpg&hash=48a1199a04db9c25efd0df5911a8210b)



26 Pictures Will Make You Re-Evaluate Your Entire Existence

 :arrow: http://www.buzzfeed.com/daves4/the-univ ... scary?bffb (http://www.buzzfeed.com/daves4/the-universe-is-scary?bffb)
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Novembro 29, 2014, 05:38:17 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.esa.int%2Fvar%2Fesa%2Fstorage%2Fimages%2Fesa_multimedia%2Fimages%2F2014%2F11%2Fosiris_spots_philae_drifting_across_the_comet%2F15058700-1-eng-GB%2FOSIRIS_spots_Philae_drifting_across_the_comet_node_full_image_2.jpg&hash=fc4ac8872d2bbc0b03fb0614cc1ee785)
Citar
OSIRIS spots Philae drifting across the comet
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 01, 2014, 09:55:52 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 02, 2014, 11:53:13 pm
Portugal passa a integrar programa da Estação Espacial Internacional


Portugal vai integrar dois novos programas científicos de exploração espacial, incluindo o da Estação Espacial Internacional, disse hoje à Lusa o ministro da Educação e Ciência, que participou numa reunião da Agência Espacial Europeia, no Luxemburgo.

“Há muito boas novidades para Portugal, que mantém a sua colaboração na Agência Espacial Europeia (ESA) nos programas nos quais já participava e que adere agora a dois novos: o Programa da Estação Espacial Internacional e o Programa de Exploração Lunar”, associado ao primeiro, explicou à agência Lusa Nuno Crato, depois de participar hoje na reunião da ESA.

O ministro da Educação e Ciência sublinhou o país “lucra com a sua participação na ESA a vários níveis”, quer pelo envolvimento de cientistas portugueses no trabalho da agência espacial, “que lhes permite utilizar a tecnologia mais sofisticada”, quer pela possibilidade de desenvolvimento da tecnologia e das empresas portuguesas.

“Estarmos na Estação Espacial Internacional é muito importante para nós e é a primeira vez que estamos. O Programa de Exploração Lunar é um programa novo, em que vamos estar desde o princípio. E, portanto, as nossas empresas de ‘software’, de construção relacionadas com o espaço vão participar neste esforço e vão poder ter encomendas destes programas”, declarou Nuno Crato.

O ministro sublinhou ainda que o Programa de Exploração Lunar “é muito importante para a Europa, porque há uma grande competição nesse domínio”.

Apesar de a participação em programas específicos implicar o pagamento de quotas adicionais, para além daquela que já é paga para pertencer à ESA, Nuno Crato garantiu que estas novas participações não aumentam o valor das contribuições pagas anualmente pelo país, uma vez que os valores pagos pela participação em programas mais antigos vão diminuindo à medida que vão sendo executados.

“A nossa colaboração global é sensivelmente a mesma”, disse, ressalvando ainda que é preciso ter em conta o retorno do investimento feito.

O ministro da Educação e Ciência referiu que, por cada milhão de euros investido por Portugal nestes programas, é esperado um retorno pelo menos de igual valor, “mas isso não está garantido”.

As empresas portuguesas competem para atingirem um valor de encomendas pelo menos igual àquele que foi investido, mas, “ao não conseguirem apresentar propostas que atinjam os níveis de exigência tecnológica necessária, não conseguem esses contratos”.

“Isso significa um desafio que é importante para toda a indústria portuguesa, porque não se trata de encomendas rotineiras, mas sim de alto valor de incorporação tecnológica, ou seja, desafios para a indústria portuguesa e que a obrigam a desenvolver-se”, disse.

Ainda assim, Nuno Crato afirmou que tem sido possível atingir nos últimos anos “um retorno de 100%” e até mesmo ultrapassá-lo.

Lusa
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 03, 2014, 12:39:35 pm
Título: Re: Espaço
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 03, 2014, 01:50:48 pm
Nasa prepara-se para testar nave que levará humanos a Marte


Na quinta-feira (dia 4), a humanidade começa a dar os seus primeiros passos a caminho de Marte. Nesta data, a Nasa fará o seu primeiro teste de voo da Orion, a nave criada com o objectivo de levar seres vivos para o planeta vermelho.

A nave, criada justamente para transportar astronautas num longo voo pelo espaço profundo, é a primeira cápsula espacial projectada pela agência espacial desde a última Apollo a pousar na Lua, em 1972.

Segundo as estimativas, a Orion é capaz de viajar muito além da distância da Lua, e no seu primeiro teste, ainda sem tripulação, fará um percurso de 5,8 mil quilómetros. Enquanto estiver no ar, durante cerca de 4 horas e meia, a nave orbitará duas vezes ao redor da Terra com mais de mil sensores acoplados.
Estes sensores serão valiosíssimos para a Nasa, recolhendo informações importantes para transportar humanos em segurança.

Espera-se que o primeiro voo tripulado da Orion levará os astronautas a explorar um asteróide que entrará em órbita estável ao redor da Lua. Em seguida, devem regressar à Terra com informações valiosas para as missões com destino a Marte.

Os voos para o planeta vermelho só devem acontecer aproximadamente em 2030.

Diário Digital
Título: Re: Espaço
Enviado por: HSMW em Dezembro 05, 2014, 10:11:24 am

Nova tentativa de lançamento ao meio dia.
 :arrow: http://www.space.com/17933-nasa