Espaço

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #210 em: Fevereiro 07, 2012, 11:40:29 pm »
Realidade aumentada permitirá cirurgias no espaço
 

Um sistema baseado na realidade aumentada, divulgado esta terça-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA), deverá ajudar os astronautas a cuidar da sua saúde no espaço e permitir-lhes realizar intervenções cirúrgicas de forma autónoma.

O projecto, que está em fase de testes e foi impulsionado por dois centros de pesquisa alemães e um consórcio de aplicações espaciais com sede na Bélgica, leva o nome de Sistema de Diagnósticos Médicos e Cirurgia Assistida por Computador (CAMDASS, na sigla em inglês).

O dispositivo requer primeiro o registo do corpo do paciente com uma câmara após ter recebido marcas de referência, e depois sobrepõe sobre o campo de visão do utilizador gráficos a três dimensões gerados por computador que proporcionam informação em tempo real sobre o que tem diante de si e como agir.

Esta técnica de visualização começou a ser experimentada com os exames de ultra-sons, porque a ESA já dispõe dos equipamentos necessários para realizá-los, mas é uma tecnologia que, segundo a agência, poderia ser aplicado a qualquer procedimento médico.

Os testes realizados num hospital em Bruxelas demonstraram que utilizadores sem experiência puderam realizar procedimentos relativamente difíceis graças às indicações do CAMDASS.

O dispositivo mostra como colocar e movimentar de forma adequada o transdutor de ultra-sons para examinar a área de interesse, e apresenta uma série de imagens com indicações sobre o que podem encontrar.

Com este avanço, segundo indicou a ESA, pretende-se conseguir que os astronautas possam solucionar os problemas médicos por sua conta, porque à medida que se afastem mais da Terra em futuras missões do sistema solar aumenta a possibilidade que haja interferências nas comunicações com a base.

Porém, o CAMDASS, acrescentou a ESA, também poderia ser usado como um sistema de «medicina via satélite», para «prestar primeiros socorros em países em vias de desenvolvimento ou na Antárctida».

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #211 em: Fevereiro 16, 2012, 11:53:34 am »
Suíços anunciam construção de “aspirador espacial”


A Agência Espacial Suíça planeia nos próximos anos lançar um satélite que vai limpar lixo no espaço. O projecto é o primeiro esforço para combater activamente um problema que dificulta cada vez mais o acesso aos céus.

O satélite chama-se Clean Space One, e está a ser construído pelo instituto federal para a tecnologia de Lausanne. O projecto vai custar sete milhões de francos suíços (5,6 milhões de euros), e o aparelho será lançado entre 2015 e 2017, consoante os apoios da indústria.

“As agências espaciais estão a sentir cada vez mais a necessidade de ter em consideração e a preparem-se para a eliminação do material que estão a lançar para o espaço. Queremos ser pioneiros nesta área”, disse Volker Gass, director do centro espacial suíço, num comunicado.

Lixo que se multiplica

Todos os anos 500 toneladas de material são lançadas para as órbitas da Terra. Apesar de haver uma consciência cada vez maior do perigo latente de tantos objectos a viajarem a velocidades enormes, e as agências obrigarem-se a construir satélites que no fim da vida se direccionam ou para a Terra, para entrar em rota de colisão rapidamente, ou para órbitas mais distantes, há milhares de objectos que vão continuar no espaço durante milénios.

Dos 28.000 objectos enviados para o espaço desde o início da era espacial, 19.000 já caíram na Terra, o resto continua em órbita e equivale a 6300 toneladas de lixo. São satélites que não funcionam, material necessário para o lançamento de naves, detritos e químicos. A NASA segue o trajecto de 16.000 detritos maiores de dez centímetros de diâmetro, mas existem mais de 500.000 que têm entre dez e um centímetro que não são seguidos e milhões que são menores do que um centímetro.

O choque de um objecto de alumínio com dez centímetros que atinge um aparelho tem uma força explosiva equivalente a sete quilos de TNT. O suficiente para destruir um satélite ou dar cabo da Estação Espacial Internacional, que já teve de se desviar mais do que uma vez de lixo espacial.

Por uma questão de probabilidades e com tanto lixo espacial, mais cedo ou mais tarde, dois objectos em órbita acabam por chocar. Foi o que aconteceu em 2009 quando ocorreu a colisão entre o Iridium-33, um satélite de comunicações dos EUA activo, e o Kosmos-2251, um aparelho russo inactivo. O choque destruiu os dois aparelhos e provocou 2100 novos fragmentos que se espalharam ao longo de uma altitude entre os 600 e 1300 quilómetros, e provocou uma multiplicação das probabilidades de choques.

“Tornou-se vital estar consciente da existência deste lixo e os riscos que estão associados à sua proliferação”, disse Claude Nicollier, em comunicado, astronauta e professor do instituto.

Embora o Clean Space One só vá retirar um aparelho de órbita, o objectivo é criar um sistema barato e prático de kits satélites que possam ser comprados por outros. “Queremos oferecer e vender toda uma família de sistemas prontos a montar, desenhados da forma mais sustentável possível, capazes de tirar de órbita diferentes tipos de satélites”, disse Gass.

O projecto arrancou há alguns anos, mais ainda há três desafios técnicos que os cientistas têm de ultrapassar para o satélite cumprir o seu objectivo. Primeiro, o Clean Space One terá de, a uma velocidade de 30 mil quilómetros por hora, agarrar outro aparelho. A equipa está a pensar em utilizar uma espécie de tentáculos metálicos inspirados nas medusas. Depois, o satélite terá de ter um método para contrabalançar o novo peso dos dois aparelhos àquela velocidade e não se descontrolar. Finalmente, o último desafio, é forçar a órbita de colisão.

Público
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #212 em: Fevereiro 22, 2012, 07:45:12 pm »
Três satélites da ESA vão estudar campo magnético da Terra


Os três satélites que compõem a missão da Agência Espacial Europeia (ESA) para o estudo do campo magnético da Terra foram já apresentados publicamente. Na sequência de um programa de testes rigorosos a que estiveram sujeitos, os satélites foram exibidos na sala limpa antes de serem enviados para a Rússia, onde um Julho se dará o seu lançamento.
 
A «Swarm» é a primeira constelação de satélites da ESA destinados a medir os sinais magnéticos do núcleo da Terra, do manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera. Estas medidas irão fornecer dados que permitirão aos cientistas estudar as complexidades do nosso campo magnético protector.

O escudo magnético protege o planeta de partículas carregadas que fluem para o planeta, como o vento solar. Sem esta protecção, a vida na Terra seria impossível, explica a ESA em comunicado. Este escudo é gerado sobretudo nas profundezas do planeta por um oceano de ferro em turbilhão, no núcleo líquido externo. A forma como o campo é criado e como se altera ao longo do tempo é complexa e não foi ainda completamente compreendida.
 
É uma força em constante mudança e, neste momento, mostra sinais de enfraquecimento significativo. Com uma nova geração de sensores, a constelação Swarm proporcionará um maior conhecimento sobre estes processos naturais e acerca de como está o “tempo” no espaço.
 
A Swarm será a quarta missão Earth Explorer da ESA em órbita, depois das GOCE, SMOS e CryoSat. Daqui a cinco meses, os três satélites serão enviados em conjunto por um lançador Rockot, a partir do Cosmódromo de Plesetsk, norte da Rússia.
 
Dois irão orbitar muito próximos um do outro e à mesma altitude, inicialmente a 460 quilómetros, enquanto o terceiro estará numa órbita mais alta, a 530 quilómetros. O recurso a diferentes órbitas polares próximas, juntamente com os vários instrumentos Swarm, melhorará a recolha de dados, o que ajudará a distinguir entre os efeitos de diferentes fontes de magnetismo.
 
Durante a conferência de imprensa no centro IABG, em Ottobrunn, Alemanha, o centro onde os três satélites terminaram um programa de testes intensivos, representantes da ESA, da indústria e da equipa de investigadores apresentaram os satélites e os objetivos científicos da missão.
 
Volker Liebig, diretor dos programas de observação da Terra da ESA, diz esperar que “a inovadora constelação Swarm, com os seus três satélites orbitando em formação, consiga recolher os melhores dados de sempre sobre o campo magnético”.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #213 em: Fevereiro 23, 2012, 04:39:15 pm »
Citar
Companhia Energomash desenvolve propulsores superpotentes
Tags: foguete, Rússia, novas tecnologias, Rússia, Ciência, Comentários
22.02.2012, 15:34



A empresa russa Enrgomash está elaborando novos propulsores superpotentes para foguetes portadores. Hoje, esta companhia lidera no mundo neste segmento do setor da construção de motores e reforça as suas posições em mercados dos países com que coopera, em primeiro lugar com os Estados Unidos.

No ano passado, especialistas da Energomash elaboraram um novo propulsor RD-191 e, atualmente, estão a desenvolver novos projetos de motores com uma força de tração de até mil toneladas. Um deles, o propulsor RD-193 a oxigénio e querosene de uma câmara, é destinado a foguetes de classe ligeira para colocar em órbita cargas com um peso de até cinco toneladas, disse em entrevista à Voz da Rússia o diretor-geral adjunto da companhia, Vladimir Tchvanov:

"Este propulsor é extremamente necessário para o lançamento de cargas russas de diferente destino. Já existe um projeto de esboço e está a ser montada uma instalação experimental em que serão testadas as principais soluções. Quanto ao propulsor RD-175, nele são utilizadas tecnologias universais de última geração da Energomash. O motor está a ser projetado para uma força de tração de 1000 toneladas".

A massa da carga que este propulsor poderá colocar em órbita dependerá da estrutura do foguete Construindo três – cinco blocos com tal propulsor, a carga útil poderá atingir quase cem tonadas.

Um outro êxito da Energomash é o propulsor a componentes líquidos de combustível RD-170, considerado o mais potente no mundo. Segundo a avaliação de especialistas dos Estados Unidos, este projeto ultrapassa os análogos americanos em 8 – 10 anos. Este fato explica o interesse em relação aos produtos da empresa por parte de companhias estrangeiras, em primeiro lugar americanas, destaca Vladimir Tchvanov:

"Cooperamos com os Estados Unidos há 15 anos, tendo produzido até hoje cerca de 60 propulsores, 34 dos quais foram utilizados com sucesso em voos dos Atlas III e Atlas V. Esta qualidade satisfaz o cliente e aumenta o prestígio da escola russa de construção de propulsores espaciais".

A cooperação com os americanos continua sendo desenvolvida. Atualmente, há projetos de desenvolver uma variante pilotada com base no foguetão Atlas V. Estão a ser estudadas também outras variantes de transporte de cargas para a Estação Espacial Internacional após o fim do serviço dos Shuttles.

http://portuguese.ruvr.ru/2012_02_22/66653625/
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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #214 em: Fevereiro 23, 2012, 07:33:07 pm »
Empresa japonesa quer construir elevador espacial até 2050




Quem gosta de astronomia certamente deve acompanhar o destino dos humanos rumo ao espaço. Entre as notícias mais recentes, a que mais chama a atenção é sobre as viagens turísticas que serão realizadas pela Virgin Galactic, empresa do milionário Richard Branson, que vai colocar pessoas comuns em órbita entre 2012 e 2013.
 
Mas uma outra empresa parece ter planos ainda mais ambiciosos. A Obayashi Corp, uma companhia japonesa do ramo das infra-estruturas responsável por projectos de engenharia bastante ousados, pretende construir um elevador com destino ao espaço onde os ocupantes vão levar pouco mais de sete dias para chegar à órbita terrestre, num percurso de aproximadamente 36 mil quilómetros. As operações devem começar daqui a cerca de 40 anos, ou seja, em 2050.
 
Os engenheiros da empresa com sede em Tóquio esperam fazer avanços com o projecto «para que ele não seja simplesmente um sonho», afirmou um funcionário da Obayashi Corp ao site The Daily Yomiuri.

Mas como pode isso tornar-se realidade? De acordo com o Digital Trends, a empresa acredita que a construção do elevador será possível graças à descoberta dos nanotubos de carbono, em 1991, que são 20 vezes mais fortes que o aço. Dessa forma, os nanotubos seriam usados para produzir os cabos necessários que colocarão o elevador em órbita.
 
O plano, nesse caso, é enviar um cabo de 96 mil km até uma espécie de estação espacial contendo laboratórios e uma sala de estar, localizada a cerca de 36 mil km da Terra - distância que corresponde a um quarto da viagem daqui até a lua. O elevador teria a capacidade de levar até 30 passageiros em cada operação e seria alimentado por motores magnéticos acoplados aos nanotubos de carbono.

Os valores referentes ao negócio não foram anunciados, mas devem ser tão altos quanto a distância que será percorrida pelo elevador. Pessoas ligadas à Obayashi Corp dizem que a viabilidade do protótipo depende da cooperação de outras empresas de todo o mundo, incluindo a NASA.

Lusa
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Espaço
« Responder #215 em: Fevereiro 24, 2012, 11:22:11 am »
Citar
Japanese Company Aims for Space Elevator by 2050
by Mike Wall, SPACE.com Senior Writer
Date: 23 February 2012 Time: 06:55 AM ET


Artist's concept of a space elevator system, looking down at Earth from 22,000 miles (36,000 kilometers) up.
CREDIT: NASA

People could be gliding up to space on high-tech elevators by 2050 if a Japanese construction company's ambitious plans come to fruition.

Tokyo-based Obayashi Corp. wants to build an operational space elevator by the middle of the century, Japan's Yomiuri Shimbun newspaper reported Wednesday (Feb. 22). The device would carry passengers skyward at about 124 mph (200 kph), delivering them to a station 22,000 miles (36,000 kilometers) above Earth in a little more than a week.

In Obayashi's vision, a cable would be stretched from a spaceport on Earth's surface up to an altitude of 60,000 miles (96,000 km), or about one-quarter of the distance between our planet and the moon. A counterweight at its end would help "anchor" the cable in space.


An artist's illustration of a space elevator hub station in space as a transport car rides up the line toward the orbital platform. Solar panels nearby provide power.
CREDIT: Obayashi Corp.
View full size image

A 30-passenger car would travel along the cable, possibly using magnetic linear motors as a means of propulsion, Yomiuri Shimbun reported. Passengers would disembark at the station, which would house living quarters and laboratory space, along with a solar-power generation facility capable of transmitting power to the ground.

For decades, space elevators have been touted by futurists and science-fiction writers, including Arthur C. Clarke, as an alternative to expensive (and relatively dangerous) rocket launches. But so far, nobody has managed to bring the concept into the realm of reality.

One major hurdle has been finding a material strong and light enough to build the incredibly long cable. Obayashi's optimism is fueled partly by its belief that a suitable material has finally been identified — tiny cylindrical structures called carbon nanotubes, which were first developed in the 1990s.

But nanotube tech isn't quite ready yet; engineers likely must find a way to manufacture them more cheaply and efficiently to make space elevators feasible, company officials said.

Indeed, the elevator's price tag could be the steepest hurdle to its construction.

"At this moment, we cannot estimate the cost for the project," an Obayashi official said, according to Yomiuri Shimbun. "However, we'll try to make steady progress so that it won't end just up as simply a dream."

Obayashi is not the only entity taking this dream seriously.

For example, NASA researchers released a lengthy report more than a decade ago citing the potential of carbon nanotubes to make space elevators possible. And the agency has sponsored the Space Elevator Games, a contest to develop precursors to this longed-for transportation system.

You can follow SPACE.com senior writer Mike Wall on Twitter: @michaeldwall. Follow SPACE.com for the latest in space science and exploration news on Twitter @Spacedotcom and on Facebook.

http://www.space.com/14656-japanese-space-elevator-2050-proposal.html
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Re: Espaço
« Responder #216 em: Fevereiro 27, 2012, 10:32:33 pm »
Vem aí uma nova geração de satélites europeus !


A nova frota de satélites meteorológicos europeus deverá ser lançada em 2017, segundo ficou acordado na sexta-feira passada, no acordo de desenvolvimento, assinado entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Thales Alenia Space, em Paris. O Meteosat de Terceira Geração (MTG) irá introduzir melhorias significativas em relação ao actual. No entanto, dará continuidade ao fornecimento de dados meteorológicos de alta resolução até 2037.
 
A cooperação em missões meteorológicas entre a Eumetsat e a ESA é uma história de sucesso que teve início com o primeiro satélite Meteosat, em 1977, e continua hoje com o Meteosat de Segunda Geração e a série de satélites em órbita polar, MetOp. A nova série vai incluir seis satélites: quatro MTG-I de imagens e dois MTG-S de som.
 
Os primeiros dois protótipos, com lançamento marcado para final de 2017 e meados de 2019, ficarão numa órbita geoestacionária, acima do equador, numa longitude entre os 10º E e os 10º W. Além das capacidades de captação de imagem possibilitadas pela Flexible Combined Imager, os satélites irão oferecer novas capacidades sonoras e de captação de imagens que irão disponibilizar avisos precoces em tempestades severas.
 
Com o MTG-S irá também o Sentinel-4 do programa Global Monitoring for Environment and Security (GMES), que irá analisar a química da atmosfera e identificar as concentrações de gases como o ozono e o dióxido de azoto. A missão também pretende apoiar as operações de busca e salvamento, tal como ao Sistema de Advanced Data Collection.
 
Durante o evento, Jean Jacques Dordain, director-geral da ESA, realçou que a Europa oferece monitorização meteorológica de ponta graças a uma colaboração de 25 anos entre a ESA e a Eumetsat e recordou o lançamento do Meteosat-1, há 35 anos.
 
O director dos programas Earth Observation, Volker Liebig, falou das melhorias na performance dos novos satélites. Em tempos de dificuldade económica, notou Liebig, o programa oferece muitas oportunidades para a indústria europeia, permitindo-lhes conseguir contractos de alto nível tecnológico. Para os contratos industriais, o MTG tem um valor de mais de 1.25 mil milhões de euros.
 
A Thales Alenia Space lidera o consórcio industrial que está a construir a família MTG. Além de ser o contratante principal, a Thales Alenia Space é responsável pelo satélite de imagem MTG-I, incluindo a carga principal, o Flexible Combined Imager.
 
A empresa OHB, com sede em Bremen, é responsável pelos satélites MTG-S e pelas plataformas comuns, com o apoio da Astrium GmbH e da System Architect. O equipamento de Infrared Sounding Instrument, que vai a bordo do MTG-S, será desenvolvido pela Kayser Threde.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #217 em: Março 04, 2012, 12:50:06 am »
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

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Re: Espaço
« Responder #218 em: Março 08, 2012, 07:00:29 pm »
Erupção solar pode afectar distribuição de electricidade e comunicações


A mais forte erupção solar dos últimos cinco anos, que começou anteontem, dificilmente terá consequências directas em Portugal devido à sua localização, salvaguardou Dário Passos, investigador do CENTRA-IST e da Universidade de Évora. “Só se houver um evento de muita intensidade é que poderemos sentir alguma coisa cá [em Portugal] a nível directo”, referiu o investigador, explicando que o país poderá, no entanto, sofrer consequências indirectas como problemas nas comunicações ou adiamentos de voos.
 
O impacto desta tempestade solar na Terra começou a sentir-se a partir das 12h de hoje, prologando-se até sexta-feira, segundo as previsões da Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera, nos Estados Unidos. A explosão de partículas poderá afectar a distribuição de electricidade, as comunicações por satélite, os sistemas GPS, a actividade dos astronautas da Estação Espacial Internacional e obrigar as companhias aéreas a alterarem as rotas para evitar as regiões polares.
 
“Os países sempre mais afectados são os que estão mais a norte e mais a sul, [como] Canadá, Noruega Finlândia. Países que estão a latitudes superiores vão ser sempre mais afectados por este tipo de tempestades do que nós que estamos aqui no mediterrâneo ou os países que estão a nível do Equador”, referiu o investigador.
 
Dário Passos explicou que o pico máximo deste ciclo solar deve acontecer entre “Junho e Julho de 2013” e, previsivelmente, em termos de actividade, será inferior ao ciclo passado, que ocorreu entre 1997 e 2009.
 
“O sol é mais ou menos activo num ciclo de 11 anos. Durante alguns anos tem pouca actividade. Depois a intensidade da actividade solar vai aumentando e, agora que nos estamos a aproximar do máximo de actividade solar que está previsto para 2013, é normal que estes fenómenos aconteçam”, disse o investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA) do Instituto Superior Técnico de Lisboa.
 
A última explosão solar ocorreu a 23 de Janeiro e agora o fenómeno voltou a acontecer, mas Dário Passos sublinha que não é possível prever com que frequência é que acontecerá daqui para a frente.
 
“O que sabemos sobre este tipo de explosões ainda é insuficiente para conseguirmos dizer se no próximo mês vai haver duas [tempestades solares]. Neste momento não temos esse tipo de conhecimento. A única coisa que podemos dizer é que vão acontecer e mais frequentemente”, assinalou.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #219 em: Março 09, 2012, 09:48:44 pm »
Tempestade solar dissipou-se sem afetar redes elétricas e de comunicações


A tempestade solar anunciada como a mais forte em cinco anos dissipou -se e terminou sem afetar a rede elétrica e os modernos sistemas de navegação, afirmaram especialistas dos Estados Unidos. Uma série de erupções no Sol esta semana emitiu radiação e plasma solar a grande velocidade na direção da Terra, mas, por fim, a tempestade geomagnética registou o nível mais baixo, G1, numa escala de cinco.

«Os nossos meteorologistas tiveram que lidar com isto», disse Joseph Kunches, cientista da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

A NOAA tinha previsto que a tempestade pudesse alcançar o nível três ou «forte» e que seria a pior desde 2006. A agência espacial norte-americana (Nasa) tinha informado, inclusivamente, que poderia ser «grave».

«É muito difícil para os meteorologistas, literalmente quase impossível, enquanto observam a ejeção de massa coronal que sai do Sol, poder prever a orientação do campo magnético intrínseco», disse.

Kunches declarou que não houve informações de interrupção dos sistemas de geoposicionamento global (GPS), nem de problemas de energia elétrica, e que a aurora boreal será visível mais a norte do que inicialmente previsto pela NOAA.

No entanto, afirmou, o impacto pode piorar nas próximas 24 horas, enquanto a tempestade continuar.

A NOAA e a Nasa advertiram na quarta-feira que a tempestade poderia afetar os sistemas de navegação GPS, satélites e redes de energia, e que o fenómeno já tinha levado algumas companhias aéreas a mudar as rotas de voo perto dos pólos.

Segundo a Nasa, os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) não foram afetados pela tempestade de radiação.

As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol passa do seu período de atividade mínima para máxima nos próximos anos, mas as pessoas estarão protegidas pelo campo magnético da Terra.

No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de navegação GPS é maior do que era durante o último máximo de atividade solar, poderá haver mais transtornos na vida moderna.

A perturbação começou na noite de domingo numa região ativa do Sol denominada 1429, com uma grande labareda solar associada a uma rajada de vento solar e plasma, conhecida como ejeção coronal de massa, que se precipitou para a Terra a 6,4 milhões de quilómetros por hora.

Duas erupções solares e uma ejeção coronal de massa na madrugada da quarta-feira desencadearam em seguida uma forte radiação solar e tempestade geomagnética, ambas no nível três numa escala de cinco.

A Nasa indicou que a primeira dessas duas erupções - classificadas na potente classe X e dirigidas diretamente para a Terra - foi a maior deste ano e uma das maiores deste ciclo conhecido como mínimo solar, que começou no início de 2007, só tendo sido superada por uma mais forte em agosto passado.

As labaredas solares só causaram breves apagões de raio de alta frequência, segundo a NOAA.

Kunches disse que os meteorologistas estavam a tentar alcançar um equilíbrio entre a necessidade de alertar as pessoas e, ao mesmo tempo, não dar prognósticos que provoquem falsos alarmes.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #220 em: Março 20, 2012, 07:15:56 pm »
Estação Espacial recebe primeira viagem comercial


No inicio de Maio, a Estação Espacial Internacional vai receber, pela primeira vez, uma nave com mercadoria realizada por uma empresa privada.
A Space Exploration Technologies, mais conhecida por Space X, planeia lançar a sua nave Dragon a partir do Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos. A nave deverá levar pouco mais de dois dias para chegar à estação espacial.

O lançamento estava previsto para Fevereiro, mas foi adiado para que fossem realizados testes adicionais.

Esta é a primeira vez que uma empresa privada envia uma nave com mercadorias para a estação espacial, e é também o primeiro lançamento americano desde que a NASA deixou de fazer lançamentos no ano passado.

O milionário fundador da Space X, Elon Musk, pretende começar a realizar viagens turísticas ao espaço já nos próximos anos. Actualmente os astronautas da NASA têm ido para o espaço à 'boleia' de naves russas.

SOL
 

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« Responder #221 em: Março 20, 2012, 08:03:50 pm »
Rússia afunda satélite após fracasso de missão


A Rússia afundará no oceano Pacífico o satélite de comunicações Express-AM4, que foi lançado há sete meses e cuja missão, que consistia, entre outras coisas, em garantir a comunicação governamental e presidencial, fracassou.Segundo informou uma fonte da indústria aeroespacial russa à agência Interfax, uma região do Pacífico Norte será fechada ao tráfego aéreo e marítimo durante um prazo de duas horas no dia 25 e em 26 de Março por motivos de segurança.

O Express-AM4 foi lançado em 18 de Agosto de 2011 a partir da base de Baikonur, mas o centro de controlo perdeu a ligação com o aparelho, que foi localizado horas depois numa órbita imprevista.

O aparelho permaneceu fora da órbita prevista durante todo este tempo, o que impediu que cumprisse a sua missão e reduziu a sua autonomia de voo, reconheceu Denís Pivniuk, director financeiro da companhia «Comunicação Espacial» (Kosmicheskaya Sviaz).

O satélite, fruto da colaboração entre a empresa europeia Astrium e o centro de design russo Jrúnichev, foi construído com a mesma aparência da plataforma Eurostar E3000.

O objectivo da missão era garantir a cobertura por satélite do território russo e da pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes, além das comunicações do Kremlin e do Governo russo.

Lusa
 

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« Responder #222 em: Março 21, 2012, 08:08:27 pm »
Escola nos Açores está a terminar satélite


O minissatélite construído pelos alunos da Escola Básica e Secundária de Vila do Porto, em Santa Maria, Açores, que representará Portugal numa competição promovida pela Agência Espacial Europeia (ESA), está quase concluído e será lançado em Abril, na Noruega.

"O satélite está bem avançado e contamos que esteja concluído no final do mês para ser lançado entre 22 a 27 de Abril, na ilha de Andoya", afirmou hoje Ruan Nolasco, coordenador do projecto. A equipa formada por cinco alunos do 11.º ano de escolaridade é uma das 14 equipas europeias seleccionadas para construir um minissatélite, numa iniciativa da ESA que pretende oferecer aos jovens uma oportunidade única de participarem num projecto espacial verdadeiro.

O projecto da equipa portuguesa, denominado 'Azorean Shearwater' ('Cagarro Açoriano'), vai competir com o de equipas da Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Holanda, Suécia, França, Grécia, Roménia, Espanha, Itália e Reino Unido.

Ruan Nolasco referiu que o satélite "é similar a uma lata de refrigerantes", mas com uma estrutura "reforçada com um tubo de inox", acrescentando que o projecto açoriano se propõe "medir valores da temperatura e pressão e elaborar um cálculo da altitude durante a descida, além de tirar fotos e georreferenciar essas fotografias através de um módulo GPS".

Segundo o coordenador do projecto, os alunos "aproveitaram todo o tempo disponível" para trabalhar no satélite, acrescentando que a disciplina de Física integrou esta iniciativa no seu currículo.

A parte técnica do satélite deve estar concluída até 31 de Março, sendo depois enviada até 13 de Abril toda a documentação necessária para a participação na competição que decorre entre 22 e 27 de Abril.

Nesta competição, os alunos vão apresentar o projecto "em inglês", tendo depois que apresentar os dados recolhidos ao longo dos quatro minutos que o satélite estará no ar, além das "capacidades que adquiriram com a sua construção". O minissatélite açoriano será colocado a bordo de um foguete para ser lançado de uma altitude de mil metros.

Ciência Hoje
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #223 em: Março 22, 2012, 12:07:41 pm »
«Fragmento de OVNI» gigante cai dos céus na Sibéria




Os Media russos estão a reportar a queda de um «fragmento de OVNI» gigante perto de uma aldeia remota na Sibéria.O objecto, em forma de «U», está a ser inspeccionado por especialistas russos, após ter sido recolhido pela calada da noite da posse dos aldeões que o descobriram.

O fragmento caído dos céus despenhou-se numa floresta. Os locais fizeram a descoberta no domingo e usaram um veículo para o arrastar do mato até à aldeia de Otradnesnky, na Sibéria.

Os inspectores locais examinaram o fragmento antes de alertarem as autoridades da capital Moscovo, segundo o jornal The Telegraph.

Depois da recolha discreta do objecto com cerca de 200 quilos, a polícia está a manter guarda apertada, sob ordens de autoridades não nomeadas.

Ainda não foi confirmada a origem do objecto, contudo, já foi anunciado que não se trata de um foguetão ou míssil, nem está o objecto associado a nenhuma tecnologia espacial da Terra.

«O objecto encontrado não está relacionado com tecnologia espacial», afirmou a agência espacial russa, Roscosmos. «Uma conclusão final poderá ser apontada após uma análise detalhada dos especialistas», acrescentou.

Os peritos também já procederam a análises para determinar se o objecto representa perigo público.

«Medimos o nível de radiação dentro do objecto e perto do mesmo. Não encontrámos radiação», sublinhou Yuri Bornyakov, que lidera o departamento de Serviço de Resgate do distrito de Kuybyshevsky, na região de Novosibirsk.

«Parte do fragmento é feito de titânio ultra forte», referiu Valery Vasiliev, que encabeça o departamento de Defesa Civil e Emergência de Kuybyshevsky.

Especulações de que se trataria de um míssil ou foguete do Cazaquistão foram negadas.

«Podemos ver o interior, está aberto, não há perigo aqui. Pediram-nos que o trouxéssemos e o armazenássemos (…). E agora vamos esperar até que venham e o levem, se precisarem», afirmou o porta-voz da polícia local, Sergei Sulein.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #224 em: Março 22, 2012, 07:18:08 pm »
Solar Orbiter vai ter sistemas de protecção térmica portugueses




Investigadores da empresa portuguesa Active Space Technologies estão a desenvolver sistemas de protecção térmica para o satélite Solar Orbiter, de observação do Sol, que a Agência Espacial Europeia (ESA) pretende lançar no espaço em 2017.

O projecto que começou a ser desenvolvido em 2012 prevê a entrega até ao final de deste ano de 33 sistemas de protecção térmica para os instrumentos científicos que vão a bordo do satélite.

Tratam-se de dispositivos que nalguns aspectos poderão ter semelhanças com os das máquinas fotográficas quanto aos mecanismos de automação e controlo de entrada de luz, mas que terão de ser capazes de proteger os instrumentos científicos das altas temperaturas da radiação solar.

“Têm de providenciar duas grandes funcionalidades, que são as duas térmicas”, explica Ricardo Patrício à Lusa, aludindo à protecção térmica dos instrumentos, nas variações térmicas a que estão sujeitos e ao assegurar da funcionalidade para que por eles não passe luz.

Segundo o investigador, os sistemas terão também de ser fiáveis para assegurar a protecção quando for necessário utilizar os instrumentos científicos durante a missão espacial.

“É um satélite que está sujeito a temperaturas ainda mais extremas que o BepiColombo, pois está ainda mais próximo do Sol”, observa o responsável técnico da empresa, e um dos dois fundadores.

Para Ricardo Patrício, este trabalho constitui um dos maiores desafios da empresa sediada em Coimbra, quer pelo número de dispositivos encomendados, quer no volume de negócios, da ordem dos 1,2 milhões de euros, e por envolver diversas disciplinas na engenharia, mecânica, electrónica, mecânica estrutural e térmica.

A Active Space Technologies tem estado também envolvida no desenvolvimento de sistemas de protecção térmica para o BepiColombo, uma missão espacial a Mercúrio, que envolve a ESA e a agência espacial japonesa, prevista para 2013.

Para o BepiColombo, a Active Space Technologies desenvolveu ainda um instrumento ótico, um espectrómetro, que vai medir os níveis de sódio na atmosfera daquele planeta.

Para além disso, a empresa criou um aerogel que irá proteger das muito baixas temperaturas os circuitos electrónicos de equipamentos científicos do veículo de exploração a Marte, uma missão que a ESA tenciona lançar em 2016.

Os testes de validação, de qualificação espacial desse gel, foram já concluídos com êxito. Trata-se de uma espuma muito porosa, muito leve, com uma condutibilidade térmica muito baixa.

Ciência Hoje