Espaço

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #300 em: Janeiro 04, 2013, 06:20:21 pm »
Meteorito marciano rico em água é encontrado no Saara




Um meteorito com mais de 2 mil milhões de anos, descoberto recentemente na Terra, difere de todos os encontrados até agora por ser rico em água e ser parecido com as rochas de Marte analisadas pelas sondas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), segundo um estudo publicado esta sexta-feira na revista Science. Apelidado de «beleza negra», o objecto com 320 gramas e do tamanho de uma bola de beisebol foi encontrado em 2011 no Saara, deserto no norte de África.

«A rocha basáltica - de origem vulcânica - contida neste meteorito é similar à composição da crosta marciana ou da parte superior do manto de Marte», explicou Carl Agee, da Universidade de Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos, um dos co-autores da pesquisa.

«As nossas análises dos isótopos do oxigénio mostram que este meteorito, denominado NWA [noroeste da África] 7034, é diferente de todos os demais, visto que a sua formação química corresponde à formação do solo de Marte e às interacções com a atmosfera do planeta vermelho», acrescentou.

Segundo o cientista, a abundância de moléculas de água neste meteorito - com cerca de 600 partes por milhão, ou seja, dez vezes mais do que noutros meteoritos marcianos conhecidos - faz pensar que estava na superfície de Marte há 2,1 mil milhões de anos.

A água poderia vir de uma fonte vulcânica de um aquífero próximo à superfície, o que faz pensar que uma actividade aquosa persistiu na superfície de Marte durante o início da era Sideriana (Amazoniana). Além disso, o «beleza negra» também pode ser considerado raro devido ao resultado da sua interacção com a atmosfera do planeta vermelho.

«As nossas análises de carbono mostram igualmente que o meteorito sofreu uma segunda transformação na superfície de Marte, que explica a presença de macromoléculas de carbono orgânico», revelou Andrew Steee, do Instituto Canergie (EUA) e co-autor do estudo.

Para Stee, «trata-se do meteorito marciano mais rico geoquimicamente já encontrado, e as análises que foram realizadas provavelmente vão revelar outras surpresas».

Já foi encontrada, até agora, uma centena de meteoritos de origem marciana. Os meteoritos de origem de Marte e da Lua são raros; a maioria provém do cinturão de asteróides, uma região do Sistema Solar situada entre Marte e Júpiter.

Em 2012 foram registados mais de 42 mil meteoritos, um número que aumenta em cerca de 1.500 casos ao ano, segundo dados da Meteoritical Society.

A sonda Curiosity, da Nasa, está desde Agosto do ano passado na cratera Gale, que fica no equador marciano, para determinar se o planeta vermelho foi propício para a vida microbiana.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #301 em: Janeiro 07, 2013, 03:16:31 pm »
Novo fato espacial da Nasa parece-se com o de Buzz Lightyear




Branco e verde-limão, o novo fato espacial da Nasa parece ter sido inspirado nas vestes de um famoso astronauta: Buzz Lightyear, da animação «Toy Story». Apesar da semelhança, a agência espacial americana não confirma de onde veio a ideia para a concepção do protótipo do traje.

O estilo da roupa, porém, é apenas um dos seus aspectos que chama a atenção. As novidades do conjunto, na verdade, representam o maior salto na tecnologia de fatos espaciais desde 1998.

Flexível, o protótipo baptizado de Z-1 foi desenhado para que os astronautas façam manobras de maneira mais confortável e tenham maior habilidade ao caminhar.

O traje usado actualmente pela Nasa para caminhadas no espaço, conhecido como EMU (unidade extra-veicular de mobilidade, em inglês), foi desenhado para a construção da Estação Espacial Internacional. Uma versão anterior da roupa, porém, foi usada nas missões Apollo.

O objectivo agora era produzir uma roupa mais versátil que pudesse enfrentar qualquer missão. E, para onde quer que os astronautas possam ser enviados no futuro -como Marte -, a agência queria ter a certeza de que eles estarão protegidos contra a radiação, por exemplo.

Não há uma data para a estreia do Z-1, mas poderá ser usado a partir de 2015.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #302 em: Janeiro 10, 2013, 04:23:40 pm »
Resultado do confinamento de 520 dias que simulou viagem a Marte divulgado


Durante 520 dias - pouco mais de 17 meses - seis astronautas viveram em confinamento, num ambiente que imitava um vaivém espacial. O objectivo era simular como seria uma missão tripulada a Marte e investigar os efeitos do longo período de isolamento, num espaço limitado, tanto sobre a saúde quanto sobre a capacidade de trabalho da tripulação. A equipa - formada por três russos, um francês, um italiano e um chinês - viveu confinada a bordo de uma réplica da nave espacial, localizada no Instituto de Problemas Médico-Biológicos, em Moscovo (Rússia), sem poder ter acesso à luz natural ou ar puro da Terra.

O resultado da experiência, que foi concluída no fim de Outubro, está a ser publicado na edição desta semana da revista norte-americana PNAS. A conclusão é que será crucial manter o ritmo circadiano (ciclo biológico que ocorre num período de 24 horas, influenciado pela luz solar) e a quantidade e a qualidade do sono dos tripulantes para garantir a viagem.

Essas condições, porém, são as primeiras a serem afectadas numa viagem espacial. Durante o projecto Marte-500, conduzido pelo Instituto de Problemas Biomédicos da Academia de Ciências Russa, os astronautas experimentaram uma redução no nível de actividades e uma perturbação no ciclo sono-vigília. A análise dos dados ficou a cargo do Departamento de Sono e Cronobiologia da Universidade da Pensilvânia, dos Estados Unidos.

Os autores do trabalho relatam que a tripulação ficou «incrivelmente sedentária» durante a missão - os movimentos eram reduzidos enquanto estavam acordados e o tempo em que descansavam foi mais longo do que o período em que estavam acordados. Alguns, porém, tiveram privação crónica do sono. Nos dois casos, os sintomas apareceram no início da missão e prolongaram-se durante 17 meses.

Para os pesquisadores, para uma viagem para o planeta vermelho dar certo, seria preciso equilibrar a quantidade de actividades com as horas dormidas de modo o mais semelhante possível ao vivido durante 24 horas na Terra.

A experiência foi a mais longa já feita desse tipo. Estudos anteriores que simularam as condições de ficar na Lua ou na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), por exemplo, foram de poucas semanas a seis meses.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #303 em: Janeiro 15, 2013, 09:50:04 pm »
Rússia retomará em 2015 a conquista da Lua


A Rússia retomará em 2015 a conquista da Lua com o lançamento do aparelho orbital «Luna Glob» a partir da base de Vostochni, anunciou hoje Vladimir Popovkin, director da Roscosmos, a agência espacial russa.
 
«Em 2015, dentro do primeiro lançamento a partir da base de Vostochni, será posto em órbita o aparelho espacial "Luna Glob"», disse Popovkin à agência Interfax.
 
No módulo de descida, que se propõe estudar a exosfera da Lua e realizar também estudos astrofísicos, será instalado um equipamento para a busca de água e um robô para recolher amostras de solo no satélite da Terra.
 
A Roscosmos decidiu alterar a sua estratégia centrada na conquista de Marte, após o fracasso em 2011 da missão da estação marciana «Fobos Grunt», que se propunha extrair amostras numa das luas do planeta vermelho.
 
Agora, a prioridade é a Lua e a Roscosmos propõe-se inaugurar a base Vostochni (Extremo Oriente russo), que diminuirá a carga da base de Baikonur no Cazaquistão, com o início da nova etapa do programa espacial russo.
 
A Rússia também deve enviar no futuro juntamente com a Índia a sonda «Luna Resource», que consistirá numa plataforma com um equipamento de perfuração, cuja construção ficará a cargo do consórcio aeroespacial Lavochkin.
 
A Índia fornecerá à missão o foguete portador e o veículo lunar «Rover», que será depositado na superfície da Lua por um módulo de descida russo.
 
O objectivo da missão será recolher pó lunar e abrir caminho para o regresso do ser humano a esse satélite, que a Roscosmos, calcula para 2020, para depois construir ali uma estação permanente.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #304 em: Janeiro 16, 2013, 08:50:26 pm »
Em breve a Terra estará em directo a partir do Espaço
http://www.youtube.com/watch?v=wVZA1V4Ttc0

Câmaras de alta definição deverão ser colocadas na Estação Espacial Internacional (ISS) por uma empresa canadiana para transmitir a Terra em Directo e as imagens serão difundidas de forma gratuita em streaming.
 
A Urthecast pretende colocar os instrumentos de observação, ainda em construção por uma companhia no Reino Unido, antes do próximo Outono na ISS. Uma das tecnologias captará fotografias e a outras imagens vídeo, com uma frequência de 3,25 por segundo e serão divulgadas pelo YouTube e pelo Google Earth.
 
As imagens permitirão distinguir ruas e prédios com precisão, mas sem identificar as pessoas – o que evitará problemas a nível de direitos de imagem, que o Google street View já teve de enfrentar, por exemplo.
 
Scott Larson, co-fundador e presidente da start-up, considera que poderá haver algumas horas de intervalo entre a captação, a observação e a difusão. O projecto poderá ser grande utilidade como meio de comunicação ambiental e institucional.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #305 em: Janeiro 17, 2013, 08:00:06 pm »
NASA e ESA cooperam em futura missão tripulada


As agências espaciais norte-americana e europeia (NASA e ESA) deram a conhecer em conferência de imprensa os detalhes da cooperação do programa de voo tripulado Orión, que a NASA quer levar a cabo a partir de 2017.
 
A nave contará com um módulo de serviços semelhante aos ATV (Automated Transfer Vehicle, Veículo de Transferência Automatizado) que fabrica a ESA, que proporcionará propulsão e energia à nave e transportará uma carga de oxigénio, água e outros elementos de apoio à vida dos astronautas.  
 
A ESA informa que o módulo será um cilindro de 2,7 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro. Além disso, a missão da ESA nesta missão inclui o aperfeiçoamento da configuração dos painéis solares dos cargueiros ATV.
 
O painel solar, um pouco mais curto e mais largo, utilizará a tecnologia de arsenieto de gálio para fornecer electricidade até 11 kW, o suficiente para satisfazer as necessidades básicas de uma missão com estas características. Estes painéis oferecerão uma eficiência de 30 por cento na conversão de energia solar (os actuais que convertem apenas 17 por cento).
 
Esta missão tinha sido cancelada pelo presidente norte-americano Barak Obama em 2010 por falta de condições financeiras, tendo sido, no entanto, retomada um ano mais tarde, em versão o mais low cost possível.
 
NASA quer fazer um primeiro voo experimental não tripulado em 2017, o que significa que a ESA terá de entregar o módulo um ano antes. Depois da experiência, o ATV e Orión vão dirigir-se para a Lua. Espera-se também que este seja este o veículo que levará o ser humano a pisar pela primeira vez um asteróide e depois Marte.

Ciência Hoje
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Espaço
« Responder #306 em: Janeiro 18, 2013, 03:54:03 pm »
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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Re: Espaço
« Responder #307 em: Janeiro 18, 2013, 11:18:05 pm »
Lixo dos astronautas transformado em escudo anti-radiação


Investigadores do Kennedy Space Center da NASA estão a testar discos feitos a partir de resíduos espaciais dos astronautas, que incluem garrafas de água, restos de roupa e fita adesiva, para verificarem se podem ser reutilizados como escudos anti-radiação durante missões no espaço profundo.
 
Os pequenos discos foram concebidos no Centro de Investigação Ames (Califórnia) utilizando um compressor que derrete o lixo durante três horas e meia a temperaturas entre os 148 e 176 graus centígrados sem o incinerar.

O compressor transforma o lixo num sólido com 20 centímetros de diâmetro. Os investigadores acreditam que os discos têm potencial para serem utilizados como escudos de radiação, devido à grande quantidade de embalagens de plástico.
 
“A ideia é comprimir todos os resíduos e, se houver componentes plásticos suficientes, criar um escudo que consiga proteger da radiação”, afirma Mary Hummerick, microbióloga do Centro Espacial Kennedy, na Florida.

Os astronautas têm de suportar raios cósmicos que podem potenciar o risco de doenças como o cancro ou provocar danos neurológicos. A NASA prevê enviar missões tripuladas a Marte a partir de 2030, o que significa uma maior exposição dos astronautas a estas radiações.

A equipa de investigação está actualmente a avaliar se o processo de compactação é eficaz na eliminação de bactérias.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #308 em: Janeiro 23, 2013, 08:57:11 pm »
Empresa quer explorar recursos em asteróides



A empresa privada "Deep Space Industries" anunciou ontem que quer enviar, em 2015, uma frota de naves espaciais para fazer prospecção de asteróides. O objectivo é explorar os seus recursos. Dentro de uma década, acredita a empresa, será possível começar a recolher metais e outros materiais destas rochas espaciais
 
Isto permitiria potenciar a exploração espacial. Por exemplo, repor combustível às naves distantes da Terra e repará-las, o que facilitaria o sonho da Humanidade de chegar o mais longe possível no Espaço.
 
“Esta é a primeira campanha comercial para explorar os pequenos asteróides que passam perto da Terra”, afirma o presidente da Deep Space, Rick Tumlinson, em comunicado. “Utilizando tecnologias de baixo custo e combinando a herança do nosso programa espacial com a inovação dos génios da alta tecnologia de hoje, vamos fazer coisas que seriam impossíveis há alguns anos”.
 
As primeiras sondas chamam-se FireFly, vão pesar 25 quilogramas e serão lançadas em 2015. As viagens durarão entre dois e seis meses. “O meu smartphone tem mais poder computacional do que tinham as missões Apolo”, que levaram o homem à Lua, lembra Tumlinson. “Hoje é possível fazer máquinas incrivelmente pequenas, mais baratas e mais rápidas do que nunca”, acrescenta.
 
As FireFly vão abrir caminho a outras naves mais pesadas de 32 quilogramas, as DragonFlies, que irão trazer amostras dos asteróides, missões que durarão entre dois e quatro anos.
 
O objectivo último é utilizar material e água dos asteróides na reparação de naves e também fornecer combustível. Se os asteróides foram transformados em propulsores, poderão aumentar a vida útil dos satélites ou beneficiar missões a outros planetas, reduzindo a duração e gasto monetário das viagens.
 
A utilização de recursos capturados no Espaço é a única maneira de permitir o desenvolvimento espacial permanente, acredita a empresa.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #309 em: Janeiro 24, 2013, 08:47:22 pm »
Satélite soviético deve colidir contra a Terra para a semana


O satélite soviético Kosmos-1484, que foi lançado em 1983 para explorar os recursos naturais do nosso planeta, deve colidir contra a Terra no dia 29 de Janeiro.

O mais provável é que o aparelho se desintegre quase inteiro ao entrar em contacto com a atmosfera terrestre, segundo informaram esta quinta-feira as agências russas, que citam fontes espaciais norte-americanas.
 
O Kosmos-1484, que tem cerca de seis metros de comprimento, mantém, neste momento, uma órbita com uma altura de 208 quilómetros de perigeu e 356 de apogeu.
 
O satélite, que nunca chegou a cumprir a sua função devido a um problema no sistema de orientação, sofreu uma explosão há dez anos e, por isso, perdeu parte da sua estrutura original.
 
As agências espaciais russas (Roscomos), europeia (ESA) e norte-americana (Nasa) estão dispostas a cooperar na luta contra o lixo espacial, já que esse lixo ameaça o funcionamento da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #310 em: Janeiro 25, 2013, 04:12:49 pm »
Sondas europeias vão revelar em 2013 segredos do Big Bang, de Marte e do clima


Sondas europeias voltarão à Terra este ano com um tesouro de dados sobre o Big Bang, a água em Marte e as alterações climáticas, afirmou Jean-Jacques Dordain, director da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). O orçamento da ESA para 2013 é de 5,6 mil milhões de dólares, um aumento de 6% em relação ao ano passado, disse o executivo.

«O ano de 2013 renderá frutos extraordinários» de conhecimento sobre o espaço, antecipou Dordain em conferência por ocasião do início do ano.
 
A 22 de Fevereiro, os cientistas trarão de volta a missão Humidade dos Solos e Salinidade dos Oceanos (SMOS), em que um satélite lançado em 2009 mapeia a superfície e os oceanos da Terra em busca de alterações vinculadas às alterações climáticas.
 
A 21 de Março, astrofísicos divulgarão o primeiro mapa completo do céu do Fundo Cósmico de Microondas (CMB), corrente de radiação antiga que data da criação do universo, há 14 mil milhões de anos. O mapa foi gerado pela sonda Planck, lançada em Maio de 2009.
 
Em Junho, especialistas da ESA divulgarão um «mapa mineralógico» completo de Marte, montado a partir de dados de sensoreamento remoto, fornecidos pela sonda Mars Express, que este ano marca o seu 10º aniversário de operações, afirmou Dordain.
 
Com indícios de existência de água no passado, o mapa ajudará a seleccionar os locais para uma ambiciosa missão científica russo-europeia, a ExoMars, que compreende um orbitador que será lançado em 2016 e um veículo-robô em 2018.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #311 em: Janeiro 29, 2013, 05:30:30 pm »
Segundo homem a pisar a lua quer «ser o primeiro» em Marte



O segundo homem que pisou o solo lunar, Edwin Buzz Aldrin, quer ser o primeiro em Marte. Já com 83 anos, o astronauta da missão Apollo 11 não pretende sair da órbita terrestre, mas antes ajudar a primeira equipa que ali pousar.

O mítico «homem do espaço» disse durante uma palestra no evento de tecnologia «Campus Party», em São Paulo, que já desenvolveu um projecto de exploração do planeta vermelho muito peculiar, que figura no seu novo livro «Mission to Mars: My Vision to Space Exploration (Missão a Marte: A Minha Visão da Exploração Espacial, em tradução livre), a ser lançado em Maio.
 
Para Aldrin, que também tem um diploma em Astronáutica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as missões espaciais deveriam concentrar-se agora em Marte.
 
«Eu sempre senti que Marte deveria ser o próximo foco [das missões espaciais depois da conquista da Lua]. Sempre sonhei em ir lá, mas não consegui», afirmou.
 
Buzz acredita que seria possível, com ajuda de investigadores da Universidade Purdue, Indiana (EUA), que duas cápsulas levassem homens a Marte se fizessem trajectos cíclicos entre as órbitas dos dois planetas.
 
As naves revezar-se-iam para deixar e ir buscar as tripulações, aproveitando os momentos em que Marte fica mais «próximo» da Terra e vice-versa.
 
Neste cenário, cada equipa de astronautas ficaria meses longe da Terra, nos mesmos moldes do que é feito com a Estação Espacial Internacional.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #312 em: Fevereiro 01, 2013, 05:24:46 pm »
Von Braun (e companhia) era um génio!

Citar
NASA testing vintage engine from Apollo 11 rocket



Like vinyl records and skinny ties, good things eventually come back around. At NASA, that means looking to the Apollo program for ideas on how to develop the next generation of rockets for future missions to the moon and beyond.

Young engineers who weren't even born when the last Saturn V rocket took off for the moon are testing a vintage engine from the program.

The engine, known to NASA engineers as No. F-6049, was supposed to help propel Apollo 11 into orbit in 1969, when NASA sent Neil Armstrong and two other astronauts to the moon for the first time. The flight went off without a hitch, but no thanks to the engine — it was grounded because of a glitch during a test in Mississippi and later sent to the Smithsonian Institution, where it sat for years.

Now engineers are learning to work with technical systems and propellants not used since before the start of the space shuttle program, which first launched in 1981.

Nick Case, 27, and other engineers at NASA's Marshall Space Flight Center on Thursday completed a series of 11 test-firings of the F-6049's gas generator, a jet-like rocket which produces 30,000 pounds of thrust and was used as a starter for the engine. They are trying to see whether a second-generation version of the Apollo engine could produce even more thrust and be operated with a throttle for deep-space exploration.

There are no plans to send the old engine into space, but it could become a template for a new generation of motors incorporating parts of its design.

In NASA-speak, the old 18-foot-tall motor is called an F-1 engine. During moon missions, five of them were arranged at the base of the 363-foot-tall Saturn V system and fired together to power the rocket off the ground toward Earth orbit.

Thursday's test used one part of the engine, the gas generator, which powers the machinery to pump propellant into the main rocket chamber. It doesn't produce the massive orange flame or clouds of smoke like that of a whole F-1, but the sound was deafening as engineers fired the mechanism in an outdoor test stand on a cool, sunny afternoon.

The device produced a plume that resembled a blow torch the size of two buses and set fire to a grassy area, which was quickly extinguished.

"It's not small," Case said. "It's pretty beefy on its own."

And just like during the Apollo days, people in north Alabama heard rockets thundering in the distance during tests at Marshall.

"My wife and daughter were in our front yard and she said they could hear it, which was pretty cool," Case said after an earlier test. "We live about 15 miles away."

A single F-1 engine can produce 1.5 million pounds of thrust using a fuel composed of liquid oxygen and refined kerosene, which was not used in the space shuttle.

The tests were conducted at Marshall in a project conducted with Dynetics Inc. and Pratt & Whitney Rocketdyne, which are studying NASA's possibilities for deep-space missions years from now. The space agency plans to use commercial launches to reach low Earth orbit; larger rockets are required to escape the planet's gravity.

R.H. Coates, an engineer who works with Case in Marshall's liquid propulsion office, said young engineers can learn a lot from the work done by predecessors using slide-rules in the 1960s, but no one wants to simply rebuild the old Saturn V engine.

"This wouldn't be your daddy's F-1," Coates said. "We'd use new materials and try to simplify it, update it."

Case started at Marshall as a high school intern in 2002 and has been working there since graduating from the University of Alabama in Huntsville in 2008. He said today's technology allows things that weren't possible during the 1960s, but he has been impressed by what he learned taking apart the unused Apollo 11 engine.

Engine No. F-6049 didn't fit properly on the Apollo 11 rocket, but it is invaluable now as a testing tool. Coates said a total of 85 F-1 engines were used on 17 Apollo flights without a single failure.

About a dozen F-1 engines remain in Huntsville, Ala., home of NASA's main propulsion center, and others are located elsewhere. Most are on display. Case said engineers used engine No. F-6049 for the tests because it was the most complete.

"It is really an excellent booster," he said. "The guys in Apollo had it right."


 :arrow: http://news.yahoo.com/nasa-testing-vint ... 45500.html
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Re: Espaço
« Responder #313 em: Fevereiro 02, 2013, 12:42:08 pm »
DARPA's Phoenix Would Harvest Dead Satellites


NASA launches its TDRS-K tracking and data-relay satellite successfully on a Atlas V booster on Jan. 30. Then, on Feb. 1, launch of the Intelsat-27 commercial communications satellite on a Sea Launch booster fails.

TDRS-K cost NASA $350 million and its Atlas V launch another $200 million or so. Intelsat-27 and its launch would have cost less, but its failure still illustrates the high costs and risks in launching space hardware.

So DARPA is looking to dramatically reduce the cost, and risk, of launching communications satellites into geosynchronous orbit by instead removing and reusing antennas from retired spacecraft in graveyard orbit.

Antennas typically only account for around 2% of a satellite's mass, but the bigger the antenna the bigger and more expensive the spacecraft and the bigger and more costly its booster. Take NASA's TDRS-K, which carries two 4.9m parabolic antennas and cost $550 million to build and launch.

And DARPA calculates that, while a satellite's fuel, batteries and solar arrays should last around 15 years in orbit, its antenna could be good for more than 100 years. And reusing an existing operational aperture avoids the risk-frought process of unfurling a tightly-packaged antenna on orbit.

So DARPA's Phoenix program intends to demonstrate the on-orbit repurposing of an aperture on a retired satellite. A robotic "mechanic" will attach attitude-control, momentum-management, communications, power and other modules to the antenna, remove it from the donor spacecraft and move it to GEO to become an operating comsat.

Instead of the single costly, and potentially risky, launch of a large satellite, the modules or "satlets" would be carried into orbit as hosted payloads on commercial GEO satellite launches, which DARPA estimates provide on average one opportunity a month to send up piggyback hardware.

The Phoenix concept works like this:

- first send the servicer/tender spacecraft with its robotic arms into GEO

- then send up hosted "payload orbital delivery systems" (PODS) containing satlets and tools on commercial GEO launches

- the satellite ejects the PODS on command from the robotic mechanic, which captures them and stores the satlets and tools in its "toolbelt"

- the servicer/tender then heads out to graveyard orbit to rendezvous with a retired, cooperative, donor satellite

- the servicer/tender grapples the satellite and, using its robot arms under a combination of tele-operated and autonomous control, attaches to the antenna all the satlets required to reconstitute an operating spacecraft

- the robot mechanic then severs the antenna support structure from the satellite, and creates and attaches  gravity-stabilization "stem" booms

- the servicer/tender then moves the repurposed antenna into position in GEO orbit where it begins to function as a communications satellite

- the service/tender then waits in GEO for its next job, while more satlets are sent up on commercial launches of opportunity

The Phoenix on-orbit demonstration is planned for 2016, and DARPA has released a video showing the progress so far in building and testing key parts of the system, including the FREND dexterous robot arm and a multi-jointed "hyperdexterous" arm that would be used to get lights and cameras close to the work areas.

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Re: Espaço
« Responder #314 em: Fevereiro 02, 2013, 06:27:37 pm »
Portugal é o único país do Sul da UE que mantém investimento no Espaço


Entre os países resgatados pela troika no sul da Europa, Portugal foi o único que aumentou a sua contribuição para a Agência Espacial Europeia (ESA). O orçamento para o triénio 2013-2016 subiu 20% para 17,5 milhões de euros, uma participação que garante às empresas portuguesas do sector espacial poderem concorrer aos projetos da ESA.

Em sentido contrário, a Grécia abandonou a subscrição de programas na Agência Espacial Europeia e a Espanha optou por um corte dramático da contribuição, baixando de cerca de 300 milhões de euros para 80 milhões até 2016.

“Não é aquilo que nós queríamos, mas dadas as circunstâncias não foi mau, tendo em conta que Espanha teve uma redução drástica da contribuição e que a Grécia subscreveu zero”, afirma ao DN/Dinheiro Vivo António Neto da Silva, presidente da única associação portuguesa do sector, Proespaço. A proposta da associação pedia um orçamento de 36,7 milhões de euros ao governo de Passos Coelho, mas tal não foi possível. Aliás, a participação de Portugal nos programas da ESA esteve mesmo em risco de acabar.

“Em outubro de 2011, aquilo que me foi transmitido pela secretária de Estado da Ciência [Leonor Parreira] é que não havia dinheiro e que havia toda a probabilidade de sairmos da ESA”, lembra António Neto da Silva. Alarmada, a Proespaço elaborou uma estratégia para o sector e entregou-a ao governo a 2 de janeiro de 2012. “Depois tivemos reuniões com os ministros envolvidos, com os secretários de Estado, comissões parlamentares e o presidente da República. Felizmente ficaram sensibilizados.”

Dinheiro Vivo