O mundo bipartido passou a estar tripartido e a Europa terá de se adaptar a essa realidade.
Foi o equilíbrio de forças existente durante a guerra fria, com o medo parte a parte sobre as consequências de um conflito entre ambas, que permitiu vivermos em paz relativa até hoje.
Nessa altura estávamos integrados numa das partes.
Hoje, caminhámos a passos largos para o isolamento...
Há que entender isso e também que não só a hipotética força nos protegerá.
Saber lidar com todas as partes de forma conveniente sem por em causa os nossos interesses, soberania e valores será a solução, num compromisso complicado de gerir.
Assim, claramente, estamos em desvantagem e cada vez mais submissos.
Urgem respostas firmes e acertivas, não conversas de treta, que só enfraquecem mais a nossa posição.
Criem já uma espécie de SAFE para financiar o desenvolvimento urgente de um G6 e aumentar drasticamente a capacidade de produção dos caças europeus existentes.
Substituam de imediato as aquisições de F35's por modelos europeus.
Paguem o que for necessário para cancelar as encomendas existentes.
Vão atingir os EUA e a sua indústria de defesa de forma considerável.
Se não for suficiente, chamem russos e chineses à conversa. Porque nós, Europa, somos os únicos que não falamos com eles, se é que me faço entender.
Trump, leia-se os americanos, não dialogam senão com os países que lhes são ameaça. Aos outros impõem o que querem.
Falam a 3, nós ficamos de fora...
Num mundo tripartido aumentam as possibilidades de escolha, portanto só temos de encontrar o melhor parceiro a cada momento.
Interessante que é o nosso "aliado principal" o único a fazer assumidamente ameaças à soberania de países da UE ou NATO, os nossos verdadeiros aliados.
Nem Putin, ou seja, os russos, o fizeram, apesar da retórica entretanto instalada, pelo menos com argumentações ridículas como estas.
Mas isso não interessa nada, não se pode dizer, não é bem assim...
É só o Lampuka a ser anti-americano.
Tenho mais de 20 anos neste fórum e sempre afirmei o mesmo.
Não mudo a opinião por simpatias ou "gostos", por isso sempre andei desalinhado com a maioria neste assunto.
Se defendo que os EUA são inimigos? Nunca.
Apenas que sermos demasiado condescendentes poderia colocar-nos em posição vulnerável.
Está à vista.