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F-35
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Rafale
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36 (25.5%)
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17 (12.1%)

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Substituiçao dos F-16's

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5805 em: Janeiro 13, 2026, 01:37:50 pm »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Sintra

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5806 em: Janeiro 13, 2026, 02:55:54 pm »
Eu pessoalmente preferia 36/40 EF.
Uma esquadra de imediato com usados T2, e outra até 2032/5 com T5 novos.  Não acredito que existam T3A disponíveis por agora.
Nessa altura, migrar a primeira esquadra para T3A ou T4, usados novamente, até à chegada do G6.
No caso de atrasos no G6, migrar essa esquadra para a versão mais evoluída disponível.
Tudo isto na base de não virem F35's.
A questão do GRIPEN poderá por-se (para além das vertentes política/económica) como segundo caça com custos operacionais menores, desde logo por ser monomotor.
Ainda assim...

O plano mantem-se com a frota mista, mas se o Trump atacar militarmente a GRON, esqueçam o F-35...

Se a própria Dinamarca, já muito depois das ameaças de Trump em relação à Gronelândia. Reforçou a encomenda dos F-35, adquiriu uma quantidade significativa de mísseis Hellfire e na semana passada encomendou 3 P-8A.

Porquê que nós, mesmo assim, haveríamos de não adquirir o F-35? Essa coisa do "bom aluno" ou ser mais papista que o papa, é mais uma idiotíce à tuga. Algo que já é cultural.

Os EUA não vão invadir a ilha. E por absurdo, se invadissem. Os dinamarqueses que se forniquem. Toda a gente na Europa (UK, França, Holanda) podem ter colónias, inclusive os dinamarqueses, uma situada na América do Norte. Só nós é que não podemos.
E não podemos esquecer-nos que a Dinamarca também apoiou os grupos terroristas proxis de Moscovo contra os portugueses no Ultramar.
Apesar de jamais acontecer uma invasão da colónia dinamarquesa por parte dos EUA. Se houvesse, estariam só a provar do próprio veneno.

O melo, o tipo rural de espinho e o bêbado. São saloios o suficiente para fazer uma estupidez dessas só para mostrar serviço à Van der Loyen.

O que a Dinamarca está a fazer chama-se "suborno"...
Teriamos de ser completamente imbecis para não pausarmos a aquisição do substituto do F-16 (que vai ser o maior investimento nas Forças Armadas durante as próximas décadas) durante um ano ou dois para ver como é que param as modas nos Estados Unidos.
Quanto a "os Dinamarqueses que se forniquem"! Epá, a sério?
Vocês estão mesmo desejosos de ver a maior corrida a armas nucleares que o planeta já assistiu?!!

Haja noção, se agora uma potência militar pode ocupar territórios dos seus ALIADOS apenas porque "sim" então não só a NATO acabou como Portugal é um País minusculo! Era aparecer Petróleo nos Açores ou o Rei Espanhol achar piada ás Selvagens...
« Última modificação: Janeiro 13, 2026, 03:10:15 pm por Sintra »
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5807 em: Janeiro 13, 2026, 03:28:52 pm »
Alguem aqui pode garantir que os F35 vão operar "normalmente" se o inimigo for os EUA?

Alguem pode garantir que um missel vai bloquear num alvo norte americano e cumprir o seu objetivo?

Devido ao IFF não devia ser possível. Mas ainda a pouco tempo tivemos um blue-on-blue na US Navy. Em que a tentar abater um drone abateram um F-18.
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5808 em: Janeiro 13, 2026, 03:47:35 pm »
O maior investimento não vão ser as fragatas?
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lampuka

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5809 em: Janeiro 13, 2026, 04:08:47 pm »
O mundo bipartido passou a estar tripartido e a Europa terá de se adaptar a essa realidade.
Foi o equilíbrio de forças existente durante a guerra fria, com o medo parte a parte sobre as consequências de um conflito entre ambas, que permitiu vivermos em paz relativa até hoje.
Nessa altura estávamos integrados numa das partes.
Hoje,  caminhámos a passos largos para o isolamento...
Há que entender isso e também que não só a hipotética força nos protegerá.
Saber lidar com todas as partes de forma conveniente sem por em causa os nossos interesses, soberania e valores será a solução, num compromisso complicado de gerir.
Assim, claramente, estamos em desvantagem e cada vez mais submissos.
Urgem respostas firmes e acertivas, não conversas de treta, que só enfraquecem mais a nossa posição.
Criem já uma espécie de SAFE para financiar o desenvolvimento urgente de um G6 e aumentar drasticamente a capacidade de produção dos caças europeus existentes.
Substituam de imediato as aquisições de F35's por modelos europeus.
Paguem o que for necessário para cancelar as encomendas existentes.
Vão atingir os EUA e a sua indústria de defesa de forma considerável.
Se não for suficiente,  chamem russos e chineses à conversa. Porque nós,  Europa,  somos os únicos que não falamos com eles, se é que me faço entender.
Trump, leia-se os americanos, não dialogam senão com os países que lhes são ameaça.  Aos outros impõem o que querem.
Falam a 3, nós ficamos de fora...
Num mundo tripartido aumentam as possibilidades de escolha, portanto só temos de encontrar o melhor parceiro a cada momento.
Interessante que é o nosso "aliado principal" o único a fazer assumidamente ameaças à soberania de países da UE ou NATO, os nossos verdadeiros aliados.
Nem Putin, ou seja, os russos, o fizeram, apesar da retórica entretanto instalada, pelo menos com argumentações ridículas como estas.
Mas isso não interessa nada, não se pode dizer, não é bem assim...
É só o Lampuka a ser anti-americano.
Tenho mais de 20 anos neste fórum e sempre afirmei o mesmo.
Não mudo a opinião por simpatias ou "gostos", por isso sempre andei desalinhado com a maioria neste assunto.
Se defendo que os EUA são inimigos? Nunca.
Apenas que sermos demasiado condescendentes poderia colocar-nos em posição vulnerável.
Está à vista.
João Pereira
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5810 em: Janeiro 13, 2026, 04:14:11 pm »
Em novembro vai haver os midterms. Até lá não é necessário tomar nenhuma decisão sobre o F-35.
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5811 em: Janeiro 13, 2026, 04:21:19 pm »
Em novembro vai haver os midterms. Até lá não é necessário tomar nenhuma decisão sobre o F-35.

Mas poderá ser necessário relativamente à substituição dos F16... 😉

Eles só têm de escolher estar "dentro" ou não.

Ou a decisão de Portugal tem de depender das vontades e calendários alheios ?

E se aparecer um SAFE 2 já este ano? Com 6MM novamente? Tudo novo e europeu?
Fazemos o quê,  na vossa opinião?
João Pereira
 

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LM

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5812 em: Janeiro 13, 2026, 04:26:36 pm »
É decidir, já, 50% - ie 1 esquadrilha de EF (e qual a tranche, que MLU têm e o país de origem); Daqui 3 anos logo se vê o resto (que "midterms" não garante que a MAGA perde capacidade - até porque podem tentar "fuga para a frente").
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Red Baron

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5813 em: Janeiro 13, 2026, 04:32:04 pm »
Em novembro vai haver os midterms. Até lá não é necessário tomar nenhuma decisão sobre o F-35.

Mas poderá ser necessário relativamente à substituição dos F16... 😉

Eles só têm de escolher estar "dentro" ou não.

Ou a decisão de Portugal tem de depender das vontades e calendários alheios ?

E se aparecer um SAFE 2 já este ano? Com 6MM novamente? Tudo novo e europeu?
Fazemos o quê,  na vossa opinião?

Os lotes de F-35 fecharam no verão. Agora não se sabe quando vão abrir novos e em que condições.

O caminho a seguir é comprar um stopgap no mercado de 2ª mão.
 

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Pilotasso

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5814 em: Janeiro 13, 2026, 06:10:08 pm »
Eu pessoalmente preferia 36/40 EF.
Uma esquadra de imediato com usados T2, e outra até 2032/5 com T5 novos.  Não acredito que existam T3A disponíveis por agora.
Nessa altura, migrar a primeira esquadra para T3A ou T4, usados novamente, até à chegada do G6.
No caso de atrasos no G6, migrar essa esquadra para a versão mais evoluída disponível.
Tudo isto na base de não virem F35's.
A questão do GRIPEN poderá por-se (para além das vertentes política/económica) como segundo caça com custos operacionais menores, desde logo por ser monomotor.
Ainda assim...

O plano mantem-se com a frota mista, mas se o Trump atacar militarmente a GRON, esqueçam o F-35...

Se a própria Dinamarca, já muito depois das ameaças de Trump em relação à Gronelândia. Reforçou a encomenda dos F-35, adquiriu uma quantidade significativa de mísseis Hellfire e na semana passada encomendou 3 P-8A.

Porquê que nós, mesmo assim, haveríamos de não adquirir o F-35? Essa coisa do "bom aluno" ou ser mais papista que o papa, é mais uma idiotíce à tuga. Algo que já é cultural.

Os EUA não vão invadir a ilha. E por absurdo, se invadissem. Os dinamarqueses que se forniquem. Toda a gente na Europa (UK, França, Holanda) podem ter colónias, inclusive os dinamarqueses, uma situada na América do Norte. Só nós é que não podemos.
E não podemos esquecer-nos que a Dinamarca também apoiou os grupos terroristas proxis de Moscovo contra os portugueses no Ultramar.
Apesar de jamais acontecer uma invasão da colónia dinamarquesa por parte dos EUA. Se houvesse, estariam só a provar do próprio veneno.

O melo, o tipo rural de espinho e o bêbado. São saloios o suficiente para fazer uma estupidez dessas só para mostrar serviço à Van der Loyen.

É isto mesmo.


Eu pessoalmente preferia 36/40 EF.
Uma esquadra de imediato com usados T2, e outra até 2032/5 com T5 novos.  Não acredito que existam T3A disponíveis por agora.
Nessa altura, migrar a primeira esquadra para T3A ou T4, usados novamente, até à chegada do G6.
No caso de atrasos no G6, migrar essa esquadra para a versão mais evoluída disponível.
Tudo isto na base de não virem F35's.
A questão do GRIPEN poderá por-se (para além das vertentes política/económica) como segundo caça com custos operacionais menores, desde logo por ser monomotor.
Ainda assim...

O plano mantem-se com a frota mista, mas se o Trump atacar militarmente a GRON, esqueçam o F-35...

Se a própria Dinamarca, já muito depois das ameaças de Trump em relação à Gronelândia. Reforçou a encomenda dos F-35, adquiriu uma quantidade significativa de mísseis Hellfire e na semana passada encomendou 3 P-8A.

Porquê que nós, mesmo assim, haveríamos de não adquirir o F-35? Essa coisa do "bom aluno" ou ser mais papista que o papa, é mais uma idiotíce à tuga. Algo que já é cultural.

Os EUA não vão invadir a ilha. E por absurdo, se invadissem. Os dinamarqueses que se forniquem. Toda a gente na Europa (UK, França, Holanda) podem ter colónias, inclusive os dinamarqueses, uma situada na América do Norte. Só nós é que não podemos.
E não podemos esquecer-nos que a Dinamarca também apoiou os grupos terroristas proxis de Moscovo contra os portugueses no Ultramar.
Apesar de jamais acontecer uma invasão da colónia dinamarquesa por parte dos EUA. Se houvesse, estariam só a provar do próprio veneno.

O melo, o tipo rural de espinho e o bêbado. São saloios o suficiente para fazer uma estupidez dessas só para mostrar serviço à Van der Loyen.

Primeiro, convém olhar para a cronologia. As decisões dinamarquesas de reforçar a frota de F-35 não foram tomadas após as ameaças recentes do Trump, nem muito menos depois da situação na Venezuela. Essas intenções foram anunciadas em julho e formalizadas politicamente em outubro.

Quanto aos P-8A, a aprovação norte-americana da venda ocorreu em dezembro, o que significa que o pedido dinamarquês já estava em curso há bastante tempo. O mesmo se aplica aos mísseis Hellfire. Estes processos são longos, planeados com muito tempo de antecedência, e não reações impulsivas a acontecimentos recentes. Não existe, portanto, uma comparação válida entre esses casos e o ainda está a ser discutido noutros países.

Relativamente à Gronelândia, o futuro dirá se os Estados Unidos vão ou não invadir a Ilha. No entanto, o simples facto de ameaças deste tipo serem feitas colocando em causa alianças e a estabilidade europeia é suficiente para gerar desconfiança e só por si abalar a aliança. Felizmente, os responsáveis políticos dinamarqueses levam as declarações muito a sério e, pelo que se observa, a maioria dos países europeus está a fazer o mesmo, com algumas exceções.
É precisamente por isso que considero essencial que a Europa reduza, de forma firme, a sua dependência estratégica dos Estados Unidos. Só assim será possível limitar a influência externa e reforçar a autonomia europeia em matéria de defesa e segurança e asua influência no mundo.

Sei que aqui no Forum haja quem queira um “brinquedo novo (F35)”, custe o que custar. Mas quando esse custo pode ter impactos directos na nossa independência é preciso agir com muito mais prudência.

Por fim, um ponto essencial que não deveria ser preciso dizer a Gronelândia não é uma colónia da Dinamarca. É um território autónomo do Reino da Dinamarca, tal como as Ilhas Faroé, com governo próprio, parlamento eleito e direito legal à autodeterminação. Compará-la ao colonialismo português dos séculos passados é simplesmente errado.

Hoje, ninguém “pode” ter colónias. O que existe são heranças históricas distintas, enquadradas por estatutos jurídicos específicos e, sobretudo, pela vontade expressa das populações locais. A França, por exemplo, realizou referendos em grande parte (se não mesmo todos) dos seus territórios há cerca de 20 anos; alguns optaram pela independência, como as Ilhas Comoros; outros escolheram permanecer, como Mayotte.

Portugal não foi “impedido” de nada tomou uma decisão política num determinado contexto histórico, tal como outros países europeus.
Transformar tudo isto numa narrativa de “uns podem e nós não” não esclarece nada, não reforça argumento nenhum e apenas substitui análise estratégica por ressentimento identitário. Mas quando o major ainda se agarra a ressentimentos coloniais de quem apoiou quem isso diz tudo. Desde 1965 a Dinamarca já teve 27 governos diferentes por isso deixe-se de ressentimentos históricos irrelevantes para o contexto actual.

Aqui eu tenho que colocar reservas. Mesmo que o plano de aquisição de aeronaves seja a longo prazo, por outro lado o cancelamento por motivo de força maior seria relativamente rápido. Neste caso uma hipotética ameaça nacional seria mais que motivo para cancelar de imediato qualquer aquisição do agressor. A Dinamarca não fez isto. Eles não são estúpidos para  colocar contratos de compra acima da segurança nacional. Logo a minha leitura é que a Dinamarca sabe o que está a fazer melhor que nós relativamente á seriedade da Ameaça do Homem laranja.

Mas os Dinamarqueses podiam dar um murro na mesa (à Rui Costa) e afirmar que desistiam dessas encomendas, e depois que fossem para tribunal

Basicamente era o que eu estou a dizer acima.


O mundo não são só F35's...

Mesmo após ter jato abatido pelo Paquistão, Índia deverá fazer mega encomenda de mais 100 caças Rafale https://share.google/Jenbny0PhP4deejnQ

A India nunca recebeu nenhuma proposta via FMS para o F-35 em nenhum dos seus concursos, isto apesar deo F-35 ter lá aparecido para participar em eventos aeronáuticos. O F-35 nunca foi concorrente portanto não perdeu para o Rafale se é que estava a insinuar isso.

Alguem aqui pode garantir que os F35 vão operar "normalmente" se o inimigo for os EUA?

Alguem pode garantir que um missel vai bloquear num alvo norte americano e cumprir o seu objetivo?

Porquê? achas que haveria melhor taxa de sucesso se fosse um gripen VS F-22 ou F-35?  :mrgreen:




percebo a mensagem subliminar  :mrgreen: mas para isso mais valia ir para EF com radar CAPTOR-E. Nenhum dos 2 é furtivo e pelo menos o Ultimo está equipado com um radar AESA de raiz para superioridade aerea.


Eu pessoalmente preferia 36/40 EF.
Uma esquadra de imediato com usados T2, e outra até 2032/5 com T5 novos.  Não acredito que existam T3A disponíveis por agora.
Nessa altura, migrar a primeira esquadra para T3A ou T4, usados novamente, até à chegada do G6.
No caso de atrasos no G6, migrar essa esquadra para a versão mais evoluída disponível.
Tudo isto na base de não virem F35's.
A questão do GRIPEN poderá por-se (para além das vertentes política/económica) como segundo caça com custos operacionais menores, desde logo por ser monomotor.
Ainda assim...

O plano mantem-se com a frota mista, mas se o Trump atacar militarmente a GRON, esqueçam o F-35...

Se a própria Dinamarca, já muito depois das ameaças de Trump em relação à Gronelândia. Reforçou a encomenda dos F-35, adquiriu uma quantidade significativa de mísseis Hellfire e na semana passada encomendou 3 P-8A.

Porquê que nós, mesmo assim, haveríamos de não adquirir o F-35? Essa coisa do "bom aluno" ou ser mais papista que o papa, é mais uma idiotíce à tuga. Algo que já é cultural.

Os EUA não vão invadir a ilha. E por absurdo, se invadissem. Os dinamarqueses que se forniquem. Toda a gente na Europa (UK, França, Holanda) podem ter colónias, inclusive os dinamarqueses, uma situada na América do Norte. Só nós é que não podemos.
E não podemos esquecer-nos que a Dinamarca também apoiou os grupos terroristas proxis de Moscovo contra os portugueses no Ultramar.
Apesar de jamais acontecer uma invasão da colónia dinamarquesa por parte dos EUA. Se houvesse, estariam só a provar do próprio veneno.

O melo, o tipo rural de espinho e o bêbado. São saloios o suficiente para fazer uma estupidez dessas só para mostrar serviço à Van der Loyen.

O que a Dinamarca está a fazer chama-se "suborno"...
Teriamos de ser completamente imbecis para não pausarmos a aquisição do substituto do F-16 (que vai ser o maior investimento nas Forças Armadas durante as próximas décadas) durante um ano ou dois para ver como é que param as modas nos Estados Unidos.
Quanto a "os Dinamarqueses que se forniquem"! Epá, a sério?
Vocês estão mesmo desejosos de ver a maior corrida a armas nucleares que o planeta já assistiu?!!

Haja noção, se agora uma potência militar pode ocupar territórios dos seus ALIADOS apenas porque "sim" então não só a NATO acabou como Portugal é um País minusculo! Era aparecer Petróleo nos Açores ou o Rei Espanhol achar piada ás Selvagens...

Suborno?  ::) Dinamarca não é Portugal.  :mrgreen: Pela natureza da compra que é , a compra de material militar é de longo prazo e nunca se faz ao sabor da politiquice do dia, muito menos para apaziguar algum louco (que hsitoricamente nunca resulta e eles sabem isso melhor que nós). Por outro lado cancelar dá sempre desde que haja uma força maior justificavel. Uma invasão acho que se enquadraria... ::) mas não aconteceu.

Acho que a malta está a falar com o coração mais que a razão.
« Última modificação: Janeiro 13, 2026, 06:16:22 pm por Pilotasso »
 

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« Responder #5815 em: Janeiro 14, 2026, 04:33:04 pm »
Parece que a Ursula & companhia acordaram para a vida...
O SAFE 2 é inevitável e deverá estar para breve.
E o tom dos EUA mantém-se...
Que a FAP tenha inteligência e pragmatismo e prepare o necessário rapidamente,  senão a Marinha volta a levar a maioria do bolo.
Vamos lá ver se não anunciam já hoje...
João Pereira
 

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« Responder #5816 em: Janeiro 14, 2026, 10:38:28 pm »
Parece que a Ursula & companhia acordaram para a vida...
O SAFE 2 é inevitável e deverá estar para breve.
E o tom dos EUA mantém-se...
Que a FAP tenha inteligência e pragmatismo e prepare o necessário rapidamente,  senão a Marinha volta a levar a maioria do bolo.
Vamos lá ver se não anunciam já hoje...

Agora que a framework (SAFE) está implementada, torna-se muito mais fácil e rápido alargar a um SAFE 2.0. A Europa precisa de um SAFE 2.0 e um especialmente alargado a outras nações como a Coreia do Sul, Japão, Austrália, Turquia e  Reino Unido. A Europa precisa de se rearmar e necessita de fornecedores para atingir níveis mínimos de capacidade o mais rapidamente possível. Apenas com empresas europeias não vamos lá, pelo menos não à velocidade de que precisamos.

A mensagem tem de ser clara, os fabricantes americanos têm de sentir, de forma concreta, que estão a ficar de fora, para que a pressão interna aumente. Só assim se cria um verdadeiro incentivo à mudança de comportamento. Se bem nas ultimas Semanas a pressão têm sido ao contrario a administração a pressionar a industria, mas isso na minha opinião só cria mais clivagens.

Entretanto, vamos ver como evolui a situação no Irão e qual será o grau de envolvimento americano. Se os Estados Unidos voltarem a bombardear o Irão, creio que desta vez a resposta iraniana será mais enérgica e, dependendo dos resultados, poderá distrair a administração americana e arrefecer algumas das ambições imprealistas, pelo menos junto de parte da base MAGA. Entre Venezuela, Irão e a própria contestação interna, já é “fruta” a mais, o que espero que acabe por criar algum espaço para respirar e alinhar estratégias desntro da Europa.

Confesso, no entanto, que face ao que se passa nos estados Unidos, tenho sérias dúvidas de que as Midterms se venham a realizar ou que sejam verdadeiramente livres. O ICE é uma força paramilitar pessoal que claramente não tem problemas em seguir ordens sejam elas qual forem. O orçamento do ICE são 11 biliões de dolares e estão armados até aos dentes! Esta proteção absuluto aos agentes do ICE só vai aumentar o sentido de impunidade e a lealdade ao Trump por isso estou tão pessimista.

No entanto em Abril há eleições muito importantes na Europa e que podem dar alguma força animica aos europeus, e são as eleições na Hungria, em abril. O Orbán tem sido mais do que uma pedra no sapato da UE mas se perder as eleições, seria uma grande vitória para a Europa e abriria caminho a mudanças potencialmente mais profundas.

Sinceramente, considero que a reunião de hoje sobre a Gronelândia foi um ponto de inflexão para a Europa. Assisti à conferência de imprensa dos Dinamarqueses depois da reunião e, apesar de afirmarem que a reunião foi positiva, a linguagem corporal dizia exatamente o contrário. Estavam claramente frustrados e, mais do que isso, estavam nervosos e desconfortáveis com toda a situação. Os Dinamarqueses são geralmente muito frontais; estes rodeios são típicos de quem se sente impotente para fazer seja o que for. Não existe nexo por trás desta posição americana e tentar esgrimir argumentos lógicos é complectamente inutil. A única solução é a tentar arrastar o processo o máximo de tempo possível, na esperança de um milagre (i.e. um AVC). O actual movimento Europeu de colocar tropas na Gronelandia é uma boa táctica porque retira argumentos ao Trump de que a Gronelândia só têm dois trenós de cães e mostra empenho por parte da Europa na defesa do Arctico.
Enfim tudo isto para dizer venha o SAFE 2.0 mas esqueçam o material americano. 
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5817 em: Janeiro 14, 2026, 11:12:32 pm »
Uma invasão da Gronelândia tem de passar no congresso, e com base legal, que não existe. Uma das maneiras de bloquear é não aprovar os fundos para a a operação mas existem outras vias:

Citação de: IA
Your Question
How can a US invasion of Greenland be blocked by US Congress?   


   Answer
Congress has several mechanisms to prevent or halt such an action:

1. Refusing Authorization for Use of Military Force (AUMF) — Congress can decline to authorize any military action, leaving the President without legal authority for a sustained invasion.

2. Cutting Off Funding — Congress controls the budget and can prohibit the use of funds for military operations involving Greenland or Denmark. Without funding, the operation cannot continue.

3. Enforcing the War Powers Resolution — Without congressional approval, U.S. forces must be withdrawn after 60 days. Congress can refuse authorization and force withdrawal.

4. Passing Binding Legislation — Congress can pass laws explicitly banning military action against Greenland or Denmark. A presidential veto can be overridden with a two‑thirds vote.

5. Oversight and Political Pressure — Hearings, subpoenas, and public scrutiny can make an unauthorized war politically unsustainable.

6. Litigation — Members of Congress can challenge unauthorized military action in court, slowing or delegitimizing the operation.

7. NATO Treaty Obligations — Greenland is part of Denmark, a NATO ally. Congress can argue that attacking a NATO member violates treaty commitments and is therefore illegal without congressional approval.


A operação da Venezuela não foi de invadir o país (para evitar todos os pontos 1 a 7 da tabela acima)  nem mudar o regime, não passou de uma enorme palhaçada e deram aos locais uma falsa espectativa que ia ser libertados. Mas a impressa dizia que sim a isto tudo. O que se passou na Venezuela não tem forma de se aplicar à Gronelândia de forma análoga.
« Última modificação: Janeiro 14, 2026, 11:21:08 pm por Pilotasso »
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5818 em: Janeiro 14, 2026, 11:31:25 pm »
Uma invasão da Gronelândia tem de passar no congresso, e com base legal, que não existe. Uma das maneiras de bloquear é não aprovar os fundos para a a operação mas existem outras vias:

Tem outra forma, como fez na Venezuela, encontrar um terrorista qualquer na Gronelãndia para permitir atacar sem autorização do congresso, como fez na Venezuela!!!!! E..... os americanos já têem lá tropas........

Para que dúvidas houvessem, a aliança com os EUA acabou!!!!!
Mas não acabou a NATO, todos os outros países estão interessados em cooperar!

Concordo que um SAFE 2.0 vem aí e vai ser muito maior e abarcar mais países (que até podem permitir cimentar uma NATO sem os EUA).

Nós portugueses deveríamos estar já a pensar em reforçar as nossas ilhas!!!!!!

E acho que a Europa deve ponderar despejar no mercado os quase 2,5 triliões de dólares de dívida americana, para além do bloqueio de compras americanas (não só militares, refiro-me a ao mercado de cinema, Sistemas Operativos, Tecnológicas americanas, viaturas........

Isto no caso de haver de facto uma invasão da Gronelãndia!
Mas ao contrário do que referem que é um regresso ao pós-II GM, podemos é estar na iminência de uma IIIª GM!

Sobre as eleições americanas..... acham mesmo que se o Trump saír de cena, o JD Vance é melhor? Ou o Stephen Miller?
« Última modificação: Janeiro 14, 2026, 11:33:05 pm por Viajante »