Eu pessoalmente preferia 36/40 EF.
Uma esquadra de imediato com usados T2, e outra até 2032/5 com T5 novos. Não acredito que existam T3A disponíveis por agora.
Nessa altura, migrar a primeira esquadra para T3A ou T4, usados novamente, até à chegada do G6.
No caso de atrasos no G6, migrar essa esquadra para a versão mais evoluída disponível.
Tudo isto na base de não virem F35's.
A questão do GRIPEN poderá por-se (para além das vertentes política/económica) como segundo caça com custos operacionais menores, desde logo por ser monomotor.
Ainda assim...
O plano mantem-se com a frota mista, mas se o Trump atacar militarmente a GRON, esqueçam o F-35...
Se a própria Dinamarca, já muito depois das ameaças de Trump em relação à Gronelândia. Reforçou a encomenda dos F-35, adquiriu uma quantidade significativa de mísseis Hellfire e na semana passada encomendou 3 P-8A.
Porquê que nós, mesmo assim, haveríamos de não adquirir o F-35? Essa coisa do "bom aluno" ou ser mais papista que o papa, é mais uma idiotíce à tuga. Algo que já é cultural.
Os EUA não vão invadir a ilha. E por absurdo, se invadissem. Os dinamarqueses que se forniquem. Toda a gente na Europa (UK, França, Holanda) podem ter colónias, inclusive os dinamarqueses, uma situada na América do Norte. Só nós é que não podemos.
E não podemos esquecer-nos que a Dinamarca também apoiou os grupos terroristas proxis de Moscovo contra os portugueses no Ultramar.
Apesar de jamais acontecer uma invasão da colónia dinamarquesa por parte dos EUA. Se houvesse, estariam só a provar do próprio veneno.
O melo, o tipo rural de espinho e o bêbado. São saloios o suficiente para fazer uma estupidez dessas só para mostrar serviço à Van der Loyen.
Primeiro, convém olhar para a cronologia. As decisões dinamarquesas de reforçar a frota de F-35 não foram tomadas após as ameaças recentes do Trump, nem muito menos depois da situação na Venezuela. Essas intenções foram anunciadas em julho e formalizadas politicamente em outubro.
Quanto aos P-8A, a aprovação norte-americana da venda ocorreu em dezembro, o que significa que o pedido dinamarquês já estava em curso há bastante tempo. O mesmo se aplica aos mísseis Hellfire. Estes processos são longos, planeados com muito tempo de antecedência, e não reações impulsivas a acontecimentos recentes. Não existe, portanto, uma comparação válida entre esses casos e o ainda está a ser discutido noutros países.
Relativamente à Gronelândia, o futuro dirá se os Estados Unidos vão ou não invadir a Ilha. No entanto, o simples facto de ameaças deste tipo serem feitas colocando em causa alianças e a estabilidade europeia é suficiente para gerar desconfiança e só por si abalar a aliança. Felizmente, os responsáveis políticos dinamarqueses levam as declarações muito a sério e, pelo que se observa, a maioria dos países europeus está a fazer o mesmo, com algumas exceções.
É precisamente por isso que considero essencial que a Europa reduza, de forma firme, a sua dependência estratégica dos Estados Unidos. Só assim será possível limitar a influência externa e reforçar a autonomia europeia em matéria de defesa e segurança e asua influência no mundo.
Sei que aqui no Forum haja quem queira um “brinquedo novo (F35)”, custe o que custar. Mas quando esse custo pode ter impactos directos na nossa independência é preciso agir com muito mais prudência.
Por fim, um ponto essencial que não deveria ser preciso dizer a Gronelândia não é uma colónia da Dinamarca. É um território autónomo do Reino da Dinamarca, tal como as Ilhas Faroé, com governo próprio, parlamento eleito e direito legal à autodeterminação. Compará-la ao colonialismo português dos séculos passados é simplesmente errado.
Hoje, ninguém “pode” ter colónias. O que existe são heranças históricas distintas, enquadradas por estatutos jurídicos específicos e, sobretudo, pela vontade expressa das populações locais. A França, por exemplo, realizou referendos em grande parte (se não mesmo todos) dos seus territórios há cerca de 20 anos; alguns optaram pela independência, como as Ilhas Comoros; outros escolheram permanecer, como Mayotte.
Portugal não foi “impedido” de nada tomou uma decisão política num determinado contexto histórico, tal como outros países europeus.
Transformar tudo isto numa narrativa de “uns podem e nós não” não esclarece nada, não reforça argumento nenhum e apenas substitui análise estratégica por ressentimento identitário. Mas quando o major ainda se agarra a ressentimentos coloniais de quem apoiou quem isso diz tudo. Desde 1965 a Dinamarca já teve 27 governos diferentes por isso deixe-se de ressentimentos históricos irrelevantes para o contexto actual.