As discussões existem com os vários fabricantes. Eu diria que relativamente qual é mais persuasivo e tem mais cartas a dar, diria do meu ponto de vista que claramente que é a Lockheed. Cumps.
Mas se a ideia fosse seguir o que mais se adequa à FAP, a decisão já estaria tomada, não era preciso perder tempo e entreter a ideia de que estamos a negociar com os vários candidatos.
O facto de haver dificuldade em escolher entre 1 caça 5G e 3 caças 4.5G, seria alarmante.
Eu - para "choque e horror" de muitos - até aceitava uma estratégia de termos uma aviação de caça a médio prazo de "2ª linha" (ie não termos 5G) e não podermos estar a executar as missões mais "nobres e mediáticas" contra adversários "Tier I"; por exemplo transformar alguns nossos em um F16 "V light" e termos boas capacidades de controle e vigilância do Atlântico (P3 e próximos), de transporte tactico e AAR, helicópteros e - que diabo, já agora - até uma capacidade de "nicho" dentro da UE / NATO para CAS a hélice... sim, o que estão a pensar (não que veja a ser utilizado, mas existia e se fosse necessário éramos nós).
Uma coisa é ficarmos na "2ª linha" ao modernizar os F-16/adquirir F-16 usados em melhor estado como solução stop-gap. Outra é enveredar por uma solução de 2ª linha com caças novos em alternativa ao F-35, que pelo menos para o Governo e alguns lobbies, é o que está em cima da mesa.
De resto, o nicho CAS a hélice é um nicho que não existe, quando dentro da NATO já terás os OA-1K e AC-130 americanos, além de C-130 armados com Helfire e JAGM, diversos UCAVs a hélice, dezenas de helicópteros de ataque, centenas de helis de transporte armados e ainda uns quantos PC-9, PZL-130, Hurkus. Não vai ser uma dúzia de STs que vai fazer a diferença.
A não ser que estejas a propor comprar ainda mais trotinetes daquelas.
Se a ideia passasse eventualmente por uma solução stop-gap antes de dar o inevitável salto geracional, então era preciso investir a sério nos restantes sectores, da FAP mas não só, antes de realmente ser adquirido o novo caça.
Na FAP:
-Era preciso decidir o que se pretende fazer com os P-3, se se aguenta até 2035-40, ou se adiantamos a sua substituição para os próximos 5 anos (obrigando à escolha do P-8 ou Kawasaki P-1, se quisermos um MPA de primeira linha).
-Era preciso avançar já para a compra de UCAVs (MQ-9) ou entrada no programa EuroDrone (e com isto incluir versões ASW e AEW do dito).
-Era preciso arranjar uma solução para o problema AAR, nem que fosse com um acordo com os EUA, para nos permitir usar alguns dos seus KCs estacionados nas Lajes quando necessário.
-Era preciso perceber o que queremos de transporte estratégico - meios próprios ou fazer parte de um consórcio (SAC).
Independentemente de se comprar já ou adiar o novo caça... a modernização completa dos C-295, modernização dos Merlin, compra de mais UH-60 (civis e militares) e aquisição de munições, sobretudo para os P-3 e F-16, deviam avançar o quanto antes.