Cruzes, canhoto!
Só porque, já que cá estão - os que compramos - que possam "cumprir a quota", para a UE, de CAS em África (em cenários de baixa intensidade)... coisa para que duvido sejam usados (ou os mais indicados).
A questão é se modernizar os F-16 que temos é possível... os radares são de uma geração que os atira para "3ª linha" (ou pior), quantas HV têm na realidade, quanto custa... muitas questões.
A questão é que com 12 aeronaves, não fazes grande coisa.
Nunca poderias destacar mais do que 6 aeronaves, devido à missão de treino, e isto assumindo uma elevadíssima taxa de disponibilidade.
Depois os pilotos da esquadra, teriam que receber formação para operações de combate (algo que a actual 101 não tem).
Depois, tens que ter pessoal de terra suficiente para destacar, ao mesmo tempo que garantes as necessidades operacionais do resto da esquadra.
Depois tens que sustentar todo o peso logístico das unidades destacadas, porque mais nenhum aliado usa aquilo.
E isto ainda me leva a mais uma questão:
Porque raio é que íamos ser nós, o país que não tem munições suficientes para 1 semana de conflito, a ficar responsáveis pelo CAS/COIN em África, ao invés de qualquer um dos outros países que possuem mais e melhores meios para esse fim, e muitas mais munições (nomeadamente Helfire)?

O que nós devíamos fazer, era investir o mínimo possível na frota ST, e resolver as restantes lacunas.
Eventualmente, adquirir um UCAV de um modelo operado por aliados, que cumpra as missões de baixa intensidade, mas que também possa ser usado em alta intensidade.
Voltando aos F-16, sim, o radar é antigo, e carece de substituição. E sim, permanecem as dúvidas acerca do estado da frota F-16.
Mais uma vez, existe sempre a opção de meio termo, que passaria por modernizar apenas uma parte da frota (a que estivesse em melhores condições), e substituir os restantes por um novo caça (F-35). Nem que, para poupar dinheiro, optássemos pela modernização turca, caso ficasse mais barata que o V.
Por outro lado, se por acaso/milagre houver realmente vontade do Governo despachar o assunto colocando a verba necessária para substituir os F-16 em cima da mesa, e se optar logo por 24+ F-35, mais vale agarrar logo a oportunidade.