Já disse aqui uma vez e volto a repetir quais são as nossas mais valias podemos contribuir para as alianças seja ela nato, UE ou futuramente outra qualquer?
Defensivamente faz sentido apostar no nosso território mas será que o perigo vem só de leste? Mesmo olhando só para o nosso umbigo grande parte do gás e petróleo que consumimos vem do golfo da Guiné. É muito bonito dizer que só precisamos x para nos defendemos mas dependemos de fornecimento externo.
Não podemos abdicar de ter uma presença no golfo da Guiné para defender os nossos interesses bem como conter avanços inimigos...
A questão é atingir o ponto de equilíbrio, em que tens capacidades defensivas e ofensivas para todas essas variáveis.
Umas FA estritamente defensivas terão limitações, umas FA excessivamente ofensivas exigem enormes investimentos, ou cortes em determinadas capacidades para financiar outras.
Neste contexto, o ideal seria sempre um LHD com helis e UCAVs de asa fixa. Mas sabendo que isto requer forte investimento, pode-se sempre procurar uma alternativa mais compacta, mesmo que mais limitada.
Dependendo do preço, o MPSS9000 (ou uma versão ligeiramente maior) pode ser suficiente para esse fim, mesmo que limitado a UAVs mais pequenos e UAVs VTOL armados.
No caso do Golfo da Guiné, e costa Ocidental de África em geral, a prioridade devia ser boas relações e acordos de defesa com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ambos os países funcionam quase como porta-aviões permanentes, e também como FOB e ponto de apoio naval no exterior.
E esta presença/projecção de poder divide-se em 2 etapas:
-Infraestruturas - era preciso investir para transformar pelo menos um aeroporto em cada um dos países em Base Aérea/Aeródromo Militar, e transformar/construir um cais para atracar e reabastecer navios da Marinha;
-Meios militares - que incluem caças modernos e capazes (nada de 4.5G), armamento, MPA, capacidade AAR, capacidade de transporte estratégico (própria ou consórcio SAC), UAVs/UCAVs, USVs e UUVs, baterias AA para defender os aeródromos, fragatas modernas (a somar às 3 FREMM), mais 2 submarinos, navio/s com capacidade de desembarque anfíbio, helicópteros, capacidade logística em geral, equipamento contentorizado para os NPO, etc. Exército e Fuzileiros modernos.
Algums meios já temos ou estão em vias de ser adquiridos, outros precisamos de mais quantidade, outros não temos nada.
Preferencialmente estes meios teriam uso tanto a nível da defesa do país, como para missões na Europa, como para projecção de força, evitando ter equipamento "mono-missão".
O objectivo seria ter capacidade de escalar a presença, consoante a ameaça.
Pode começar com um NPO em luta contra a pirataria, passando para um NPO em funções ASuW contra embarcações pequenas recorrendo a Spike NLOS e/ou módulos contentorizados de loitering munitions (ex. Hero 400), indo até 1 submarino com capacidade land-attack e uma força tarefa com 2/3 fragatas e navio anfíbio.
Meios aéreos era igual, desde presença ocasional de um C-295 ou Lus-222, passando por UCAVs estacionados, culminando em destacamentos robustos com caças, MPAs, baterias AA...
Mas isto só se faz com o devido investimento, e sem dinheiro mal gasto.