O Reapetrechamento da Marinha

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2925 em: Janeiro 31, 2026, 07:07:11 pm »
Concordo. Lá está, qual o nível de ambição da Marinha e das FA, e qual o nível de participação que se espera para hipotéticos TOs africanos. Também quais os orçamentos que se espera realisticamente, e como vai estar a situação de pessoal nos ramos.

 

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Lampuka

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2926 em: Janeiro 31, 2026, 08:08:57 pm »
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Concordo

Porra, até estou emocionado.

Foram precisos 20 anos e 2025 mensagens!

 :G-beer2:
João Pereira
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2927 em: Fevereiro 01, 2026, 12:23:09 am »
Já disse aqui uma vez e volto a repetir quais são as nossas mais valias podemos contribuir para as alianças seja ela nato, UE ou futuramente outra qualquer?

Defensivamente faz sentido apostar no nosso território mas será que o perigo vem só de leste? Mesmo olhando só para o nosso umbigo grande parte do gás e petróleo que consumimos  vem do golfo da Guiné. É muito bonito dizer que só precisamos x para nos defendemos mas dependemos de fornecimento externo.
Não  podemos abdicar de ter uma presença no golfo da Guiné para defender os nossos interesses bem como conter avanços inimigos...
 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2928 em: Fevereiro 01, 2026, 09:19:56 am »
Que interesses temos no Golfo da Guiné?
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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Lampuka

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2929 em: Fevereiro 01, 2026, 09:37:35 am »
Gás e petróleo,  sobretudo da Nigéria.

Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe países da CPLP.

Rotas marítima importantes pra o nosso país a passar por essa zona.

Digo eu, mas ao mesmo tempo, enquanto país fundador, estranhamente não temos relações económicas significativas com estes países CPLP, com destaque na área energética e pescas.

A Nigéria,  desde logo pela sua dimensão, inviabiliza qualquer tipo de intervenção do nosso país.

A França e os EUA têm na área capacidades militares significativas instaladas...

A realidade atual é a presença de meia dúzia de militares e uma lancha de fiscalização em STP.

E, de quando em vez, a escala de um NPO em alguns países.
João Pereira
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2930 em: Fevereiro 01, 2026, 10:33:40 am »
Gás e petróleo,  sobretudo da Nigéria.

Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe países da CPLP.

Rotas marítima importantes pra o nosso país a passar por essa zona.

Digo eu, mas ao mesmo tempo, enquanto país fundador, estranhamente não temos relações económicas significativas com estes países CPLP, com destaque na área energética e pescas.

A Nigéria,  desde logo pela sua dimensão, inviabiliza qualquer tipo de intervenção do nosso país.

A França e os EUA têm na área capacidades militares significativas instaladas...

A realidade atual é a presença de meia dúzia de militares e uma lancha de fiscalização em STP.

E, de quando em vez, a escala de um NPO em alguns países.

Também não é necessário intervir sozinho mas em  colaboração com os próprios países africanos ou europeus é que a região tem se debatido com uma série de golpes de estado e confusões que podem minar as relações económicas. Para alêm do petróleo e gás a região é uma grande rota para navios mercantes já que o mar vermelho tem sido menos viável ultimamente...
Por falar em Guiné equatorial existe por lá uma confusão com a ilha de Ano bom que quer a independência uma das muitas confusões ou ainda pouco a Guiné Bissau sofreu um golpe de estado era "engraçado" no futuro se a situação piorar ter pedir a um pais europeu para mandar para lá um navio porque não tínhamos meios de ir buscar os portugueses nem desembarcar militares para preparar evocação segura sem recorrer aos portos podendo esses ser negados...
 

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LM

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2931 em: Fevereiro 01, 2026, 11:33:46 am »
Para além do nosso (óbvio) interesse - nacional e da UE - no Atlântico norte, o Golfo da Guiné é "A" outra zona; até porque, a nível europeu, disponibilizamos boas relações com os 2 arquipélagos (STeP e CV), por não ser um teatro muito "exigente" e pela nossa proximidade geográfica.

É a única razão que vejo (para além da "proteção civil nos Açores) para a fixação da Marinha em ter um LPD.     
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2932 em: Fevereiro 01, 2026, 11:44:47 am »
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Por falar em Guiné equatorial existe por lá uma confusão com a ilha de Ano bom que quer a independência uma das muitas confusões

Esses eu conheço bem...

A credibilidade dessa "vontade" é muito relativa.

Sabes que devido ao regime político instalado,  há imensas "personalidades" no exílio, que na realidade vivem disso, do exílio,  não do trabalho.

Nunca se consegue perceber muito bem como, na condição de "exilados", vivem como vivem, muitas vezes em hotéis de luxo nas grandes capitais europeias.  Quem paga? E com que interesses?
Isto para dizer que é muito fácil "plantar" esse tipo de notícias por cá,  associadas a uma já de si imagem muito negativa do regime,  independentemente da opinião que possamos ter sobre o mesmo.
E isso tem o objetivo principal de criar instabilidade e ruído,  para trazer novamente à agenda o principal.
A Guiné Equatorial tem uma governação "complicada", com os mesmos a governar o país há quase 50 anos, com corrupção generalizada e forte divisão étnica.
A juntar a tudo isso uma riqueza imensa em recursos naturais.
O cocktail perfeito para a realidade atual,  com um país cada vez mais pobre, enquanto uma minoria delapida tudo o que existe com a cumplicidade de países ricos, que deveriam ter outro papel que não o de oportunistas.
E por aqui me fico...
Bissau, mais do mesmo. E Angola, e praticamente todos os países da África ocidental e central.

Annobon é uma pequena ilha "perdida", mais próxima de STP do Guiné Equatorial.

Pouco mais de 5000 habitantes,  pobreza generalizada e, apesar de há alguns anos terem sido realizados investimentos avultados na ilha (porto, aeroporto,  indústria conserveira...) a crise económica no país destruiu qualquer ambição de desenvolvimento.  Obviamente que estão a sofrer mais do ninguém isso.
Mas repara, o suposto autoproclamado  governo atua a partir de... Madrid.
João Pereira
 

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Lampuka

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2933 em: Fevereiro 01, 2026, 11:59:27 am »
Também considero que ter um LPD perante o cenário atual é um "luxo" dispensável.

Mais ainda com as capacidades acrescidas vindas nas novas fragatas,  NRE's, PNM, NPO's, todos eles mais valias no caso de necessidade de evacuações e apoio a populações ou até projeção de forças.

Não sendo meios com essas atribuições primárias, tem valor significativo em caso deste tipo de  missões.

Por isso, considero muito mais importante e urgente outro tipo de investimentos.

Ou então que se assuma e pense em grande, com um navio "almirante" de esquadra digno desse nome e com capacidades significativas militarmente e também nessas valências.

Ainda assim,  não me parece adequado à nossa realidade e necessidades de investimento.
João Pereira
 

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JohnM

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2934 em: Fevereiro 01, 2026, 03:19:08 pm »
Já que se anda a falar na possibilidade de Melo A200 num possível SAFE 2.0 (o que eu não acho muito inteligente, mas enfim…) , eis as últimas sobre o assunto…

https://www.navalnews.com/naval-news/2026/01/latest-situation-regarding-f126-and-meko-frigate-projects-in-germany/
 

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Cabeça de Martelo

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2935 em: Fevereiro 01, 2026, 07:44:14 pm »
Já que se anda a falar na possibilidade de Melo A200 num possível SAFE 2.0 (o que eu não acho muito inteligente, mas enfim…) , eis as últimas sobre o assunto…

https://www.navalnews.com/naval-news/2026/01/latest-situation-regarding-f126-and-meko-frigate-projects-in-germany/

No momento em que se decide pela aquisição das Fremm Evo, não faz qualquer sentido essa opção. Seria outros armamentos, outros equipamentos, sem qualquer padronização.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 
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JohnM

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2936 em: Fevereiro 01, 2026, 08:53:13 pm »
Já que se anda a falar na possibilidade de Melo A200 num possível SAFE 2.0 (o que eu não acho muito inteligente, mas enfim…) , eis as últimas sobre o assunto…

https://www.navalnews.com/naval-news/2026/01/latest-situation-regarding-f126-and-meko-frigate-projects-in-germany/

No momento em que se decide pela aquisição das Fremm Evo, não faz qualquer sentido essa opção. Seria outros armamentos, outros equipamentos, sem qualquer padronização.
Exatamente
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2937 em: Hoje às 01:41:55 pm »
Volta a ser bem clara a atribuição de funções ao navio...
Marinha recebe porta-drones de 132 milhões no “último semestre” – ECO https://share.google/IOd9Y3tlESON5ZEWA
João Pereira
 

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PTWolf

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2938 em: Hoje às 02:54:51 pm »
Volta a ser bem clara a atribuição de funções ao navio...
Marinha recebe porta-drones de 132 milhões no “último semestre” – ECO https://share.google/IOd9Y3tlESON5ZEWA

Será sem duvida uma excelente adição à Marinha. Depois com mais know-how possivelmente poderá evoluir-se para uma versão armada e possivelmente com possibilidade de lançar outro tipo de drones
 

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Duarte

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Re: O Reapetrechamento da Marinha Novo
« Responder #2939 em: Hoje às 03:34:05 pm »

No momento em que se decide pela aquisição das Fremm Evo, não faz qualquer sentido essa opção. Seria outros armamentos, outros equipamentos, sem qualquer padronização.
Exatamente

Seria preferível mais duas FREMM EVO do que voltar a ter uma salada mista de fragatas.
A introdução de MEKO A-200 após a FREMM EVO cria uma esquadra fragmentada. Portugal já opera duas classes (MEKO 200PN + Karel Doorman), tendo a Marinha afirmado no passado que esta fragmentação é um grande problema: ter dois sistemas de combate diferentes, dois sistemas de propulsão diferentes, duas cadeias logísticas diferentes, dois programas de treino diferentes, etc.

Comprar as MEKO A-200 seria repetir o mesmo erro. Uma Marinha  composta por:

3× FREMM EVO e 3× MEKO A-200 e 2× VdG, 6× NPOs, 2× SSKs seria um pesadelo logístico.

Se a classe FREMM EVO já é a base escolhida, expandir a classe é mais barato e mais sensato. Uma vez que Portugal se compromete com a FREMM EVO: o treino da tripulação é padronizado, o treino do sistema de combate é padronizado, a infraestrutura de manutenção é padronizada, as peças de substituição são padronizadas, a doutrina é padronizada.

A compra de mais duas ou três fragatas FREMM EVO proporciona a Portugal uma única classe de fragatas de alta tecnologia com menor custo do ciclo de vida, maior disponibilidade, treino simplificado, logística simplificada, melhor interoperabilidade com a Itália e a França

É exactamente por isso que outras marinhas estão a caminhar para frotas homogéneas.

A MEKO A-200 é uma boa fragata mas não é ideal para a situação de Portugal. A MEKO A-200 é menor, e mais barata e tem uma tripulação reduzida, mas capacidade antiaérea inferior, menos otimizada para ASW, menor margem de crescimento.

É um ótima fragata para países que necessitam de uma fragata de uso geral, mas Portugal já escolheu uma fragata AAW/ASW de alta tecnologia (FREMM EVO).
Misturar uma classe de alta tecnologia com uma classe intermédia cria lacunas de capacidade e complica as operações.

As missões da Marinha exigem uma esquadra homogénea para lidar com:
ASW no Atlântico e Golfo da Guiné
Participar em Forças Navais Permanentes da NATO
Desdobramentos de longo alcance (Golfo da Guiné, Oceano Índico)
Escolta de defesa antiaérea (AAW) para grupos tarefa da NATO
Cooperação com os SSK

Uma frota mista de fragatas FREMM e A-200 cria dois padrões diferentes de ASW, dois padrões diferentes de AAW, dois perfis de autonomia diferentes, dois tamanhos diferentes de hangares para helicópteros, dois sistemas de radar diferentes. Isto tudo reduz a flexibilidade operacional.

Aposto que a Itália oferecerá um melhor preço para as próximas FREMM EVO
Assim que Portugal comprar as primeiras: a Itália oferecerá economias de escala. Os cascos subsequentes serão mais baratos e os prazos de entrega serão mais curtos
O risco de integração é nulo. O treino de tripulações já estará em vigor

A Itália já o fez repetidamente com os clientes de exportação. Quando chegar o tempo de substituir os NPO1/2S podem considerar EPC ou outro meio General Purpose mais barato. Para fragatas faz mais sentido termos 5-6 iguais.
« Última modificação: Hoje às 05:07:14 pm por Duarte »
слава Україна!
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"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"
 
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