Tecnologia Portuguesa

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Chicken_Bone

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« Responder #375 em: Março 28, 2009, 08:45:36 pm »
YDreams cria camisola que muda de cor

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Projecto «Eyeinvisible» da YDreams foi realizado em parceria com três empresas portuguesasUma camisola que muda de cor, um papel onde surgem desenhos, são algumas das aplicações da tecnologia «Eyeinvisible» desenvolvida pela empresa Ydreams.

Este projecto foi uma iniciativa de investigação e desenvolvimento, liderada pela Ydreams em parceria com alguma indústria portuguesa e com equipas de investigação da Universidade Nova de Lisboa, de novos produtos interactivos não convencionais, como papel, têxteis e quadros.

Materiais tornam-se interactivos

Segundo Inês Henriques, líder do projecto «invisible networks», «esses materiais tornam-se interactivos, há imagens que estão escondidas e que podem aparecer e desaparecer através da interacção com o utilizador».

E acrescentou que «isso acontece através de novos materiais electrocrónicos que têm essa capacidade através de uma pequena voltagem».

Esta tecnologia é completamente nova e diferente do que estamos habituados a ver como salienta a investigadora. «É radicalmente diferente dos computacionais, baseados em computação, é baseado em reacções químicas e não nos sistemas mais complexos de computação».

Na prática, esta tecnologia permite tratar, a nível químico, uma variada quantidade de diferentes materiais, de maneira que se torne visível, informação gráfica, cor ou texto, que não era visível, tornado assim esses materiais interactivos.

Tecnologia tem «gigantescas» aplicações

A líder do projecto considera «gigantescas» as aplicações possíveis para esta tecnologia, «desde todos o produtos baseados na publicidade, outdoors, bilboards, até às folhas de papel que hoje em dia usamos para imprimir, blocos de notas, livros, jornais e revistas, podemos pensar em aplicações dentro desse tipo de meio de comunicação com interactividade».

O projecto «Eyeinvisible» foi realizado em parceria com três empresas portuguesas, a Renova na área do papel, a Filobranca na área do têxtil e a Bi-silque, líder mundial na produção de quadros brancos para casa e escritório.

Inês Henriques anunciou que «a Ydreams também lançou uma nova iniciativa chamada invisible networks e estabeleceu uma associação para o futuro, para desenvolver novas tecnologias, também no domínio da interactividade, com mais empresas».

E deu como exemplo das novas associações a BA Glass, na área do vidro, a Amorim, na cortiça, a Portucel, no papel, a Sonae Indústria na dos laminados e a Metoxid (grupo Cuf), entre outras.

Para este nova iniciativa, a Ydreams continua a trabalhar em estreita colaboração com grupos de investigação da Universidade Nova de Lisboa e com a Universidade do Minho.

A líder do projecto espera que em 2010 já haja protótipos disponíveis, dando como exemplos um chão de cortiça que reaja ao ser pisado, mudando de cor ou apresentando uma mensagem, camisas interactivas e diversas outra aplicações.

O prazo para novos produtos, baseados nesta tecnologia, no mercado é de dois a três anos.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1728
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André

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« Responder #376 em: Março 31, 2009, 07:13:00 pm »
Empresa portuguesa espera ser qualificada para missões dos satélites da Agência Espacial Europeia


A empresa tecnológica portuguesa FiberSensing, sedeada na Maia, revelou hoje que aguarda "para breve" a qualificação que permitirá que os seus sensores de fibra óptica participem em missões orbitais nos satélites da Agência Espacial Europeia (ESA).

A FiberSensing considera, num comunicado enviado à Lusa, ter apresentado "competências sólidas" para responder ao desafio lançado pela ESA relativo à concepção de sensores em fibra óptica capazes de sobreviver a uma viagem no espaço.

A tecnológica portuguesa, que é uma das poucas empresas a nível mundial que desenvolvem sensores de Bragg em fibra óptica, respondeu ao desafio da ESA numa parceria com a espanhola CRISA, que desenvolve sistemas electrónicos para aplicações aeroespaciais.

A colaboração tecnológica entre as duas empresas ibéricas visa o desenvolvimento de sistemas de monitorização de temperatura nos motores iónicos dos satélites com propulsão eléctrica, numa parceria que tem como base "o desenho, desenvolvimento, fabrico e qualificação de sensores de Bragg em fibra óptica e unidades de interrogação optoelectrónicas".

Nesta colaboração, a CRISA desenvolve as fontes de alimentação de alta tensão para motores iónicos com propulsão eléctrica, enquanto a FiberSensing se dedica ao desenvolvimento de sistemas de mapeamento térmico em sistemas eléctricos de alta tensão.

"Esta complementaridade permitirá explorar as competências da CRISA na implementação de electrónica com qualificação aeroespacial e a tecnologia dos sensores de Bragg em fibra óptica da FiberSensing tendo em vista o desenvolvimento de soluções avançadas de monitorização de temperatura", refere o documento.

Nessa perspectiva, as duas empresas já estão a analisar a exploração destas soluções em sistemas aeronáuticos comerciais e militares, tendo ainda previsto o desenvolvimento de um sistema de telemetria por fibra óptica para a nova geração de lançadores espaciais.

A FiberSensing, fundada em 2004 como spin-off do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC) do Porto, tem como principais projectos em que forneceu soluções de monitorização de estruturas a Ponte D. Luís I (Porto), o Túnel do Rossio (Lisboa), a Ponte Butzbach (Alemanha) e o comboio de alta velocidade na Holanda.

Lusa

 

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André

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« Responder #377 em: Abril 01, 2009, 02:25:52 am »
YDreams apresenta Realidade Aumentada no MIPTV de Cannes




A YDreams apresentou hoje alguns dos seus desenvolvimentos tecnológicos na edição deste ano da maior feira mundial dedicada à indústria de conteúdos para televisão e entretenimento, o MIPTV, que decorre em Cannes e teve início segunda-feira.

A empresa portuguesa foi convidada, sobretudo, devido ao seu trabalho no campo da Realidade Aumentada.

Esta tecnologia desenvolvida pela Ydreams trabalha com o tratamento de imagens reais, em tempo real, as quais são processadas para incluir dados ou elementos digitais, tais como uma personagem digital, informação ou até mesmo pintar a própria realidade com outras cores.

"A Realidade Aumentada é basicamente a tecnologia que permite a super imposição de elementos virtuais em cima de imagens reais, de preferência capturadas em tempo real", explicou Edmundo Nobre, director da área de Educação e Cultura da Ydreams.

Nobre considera que a Realidade Aumentada é até um dos pontos fortes da empresa, dando como exemplo um dos produtos, já no mercado, o miradouro virtual situado ao pé do Panteão Nacional, em Lisboa, o qual disponibiliza ao utilizador, entre outras funcionalidades, informação sobre diversas partes da cidade ao mesmo tempo que esta é visualizada.

Um outro produto, que segundo o director é "claramente de Realidade Aumentada", é o jogo interactivo que acontece dentro de um cinema, onde a plateia é convidada, no intervalo, a jogar um jogo, com os espectadores a observarem-se no ecrã a interagir com personagens digitais introduzidas.

"Um velho sonho que nós temos, foi um dos primeiros projectos em que nós começámos a trabalhar na Realidade Aumentada, a ideia de juntar o real ao virtual de uma forma mais intensa", confessou Edmundo Nobre.

O sonho é de pôr, em directo, um carro de Fórmula 1 virtual a participar numa corrida com os outros pilotos, onde o comportamento dos outros carros nos afecta, pois podem empurrar-nos para fora da pista, enquanto o nosso veículo não tem qualquer efeito sobre os outros.

A tecnologia, segundo o director da área de Educação e Cultura, já existe e os únicos obstáculos são os direitos de autor, de transmissão e das infra- estruturas que são necessárias montar para poder processar e capturar todos os dados no local das provas.

Ao longo de cinco dias, entre 30 de Março e 3 de Abril, o MIPTV reúne cerca de 4.500 empresas de 111 países em Cannes, onde os participantes vão poder interagir em vários pontos do evento com aplicações da YDreams que utilizam tecnologia pioneira em áreas como Realidade Aumentada e Computação Gráfica.

A Ydreams é uma empresa que desenvolve ambientes interactivos, design e diversas tecnologias para desenvolver esses mesmos ambientes, onde se pretende integrar o universo digital no mundo real com que se pretende inovar nas formas de comunicação e de acesso a conteúdos.

A tecnologia desenvolvida pela empresa está ligada à área de processamento de imagem, realidade aumentada e interfaces activadas por gestos.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #378 em: Abril 02, 2009, 10:41:00 pm »
Portuguesa vence prémio de investigação por estudo de agentes robóticos

Manuela Veloso, professora de Ciência Computacional da Universidade de Carnegie Mellon – que estuda a forma como os robôs podem aprender, planear e trabalhar para executar tarefas – é a vencedora do prémio “Autonomous Agents Research Award” (prémio de investigação para agentes autónomos), de 2009, do Grupo de Interesse Especial em Inteligência Artificial da Associação para o Equipamento Computacional (ACM/SIGART).


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O prémio, atribuído anualmente em colaboração com a International Conference on Autonomous Agents, distingue investigadores que se encontram a desenvolver um trabalho de relevo na área de agentes autónomos: robôs, agentes de software ou qualquer outro sistema que tenha a capacidade de apreender o ambiente que o rodeia e agir de acordo com essa informação, com o intuito de atingir os seus objectivos.

Manuela Veloso, que detém a cátedra Herbert A. Simon em Ciência Computacional, é conhecida pela sua pesquisa nas áreas de inteligência artificial e robótica e pelo seu trabalho pioneiro em futebol robótico, que se revelou uma ferramenta de investigação importante para estudar de que forma é que os agentes autónomos podem trabalhar em conjunto, em ambientes variáveis.

A professora portuguesa é presidente da International RoboCup Federation, que patrocina, todos os anos, o campeonato mundial de futebol robótico. Desde 1997 que Manuela Veloso e os seus alunos têm integrado equipas RoboCup, tendo sido, por diversas vezes, campeões internacionais.

“A investigação da professora Manuela Veloso é particularmente notável pelo facto de se focar na construção efectiva de equipas de agentes robóticos, nas quais o conhecimento, a percepção e a acção estão integrados responder a acções de planeamento, execução e aprendizagem de tarefas”, como referiu a SIGART no anúncio da sua decisão. “O seu impacto e visibilidade têm sido consistentemente elevados nas últimas duas décadas, pelos seus contributos técnicos, pelas impressionantes equipas de robôs e pela liderança na comunidade de investigação.”

Manuela Veloso vai dar uma conferência e receber o prémio na Autonomous Agents and Multi-Agent Systems Conference, iniciativa que se vai realizar entre 10 e 15 de Maio, em Budapeste, Húngria. Katia Sycara, professora investigadora do Instituto de Robótica, e Tuomas Sandholm, professor de Ciência Computacional foram os anteriores vencedores da Universidade de Carnegie Mellon.

A professora portuguesa recebeu o grau de doutoramento, pela Universidade de Carnegie Mellon, em 1992. É bacharel em Engenharia Electrotécnica e possui o mestrado em Engenharia Electrotécnica e Informática, pelo Instituto Superior Técnico. Manuela Veloso é ainda membro da Association for the Advancement of Artificial Intelligence e deteve a cátedra Finmeccanica para Professor Assistente da Universidade de Carnegie Mellon, entre 1995 e 1999. Manuela Veloso recebeu ainda o Prémio de Carreira da National Science Foundation e a medalha “Allen Newell” pela excelência na investigação.
 
 

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comanche

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« Responder #379 em: Abril 02, 2009, 10:47:34 pm »
UM e EFACEC criam protótipos que monotorizam consumos e qualidade

A Universidade do Minho (UM), em colaboração com a Efacec, está a trabalhar na industrialização de protótipos, desenvolvidos para monitorizar os consumos e a qualidade da energia eléctrica, em Portugal, e evitar perdas na distribuição.

O investigador João Luís Afonso, do Departamento de Electrónica Industrial, adiantou hoje que os equipamentos "têm a função de compensar os harmónicos e os desequilíbrios de corrente, bem como de corrigir o factor de potência".

O chamado projecto Sinus, desenvolvido pela UM pretende, ainda, introduzir novas funcionalidades nos equipamentos. “Novos produtos são também alvo de investigação e desenvolvimento", adiantou o investigador.
 


Os protótipos – intitulados Filtros Activos de Potência do Tipo Paralelo – foram demonstrados em quatro empresas, designadamente numa indústria têxtil (Lameirinho SA), farmacêutica (Alliance Healthcare SA), hospital (Pedro Hispano, em Matosinhos) e na universidade.

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Segundo João Luís Afonso, "os filtros ligam-se em paralelo com a rede eléctrica e fazem com que na fonte (a montante dos equipamentos onde são instalados) a corrente seja equilibrada (com a mesma amplitude nas três fases) e com factor de potência unitário", ou seja, com menos perdas nos circuitos de distribuição. E são ainda capazes de servir como interface entre fontes de energias renováveis e a rede eléctrica.

O investigador referiu ainda que outros protótipos, os designados Monitorizadores de Qualidade de Energia, "observam, registam, e fazem cálculos sobre medidas de grandeza eléctrica ao longo de um curto ou longo espaço de tempo, para tirar conclusões acerca de consumos energéticos e identificar problemas de qualidade de energia".

Compensar a potência

"Com o desenvolvimento da Electrónica de Potência, os equipamentos ligados aos sistemas eléctricos evoluíram, melhorando em rendimento, controlo e custo, permitindo a execução de tarefas não possíveis anteriormente", assinala ainda.

Contudo, observa João Luís Afonso, "esses equipamentos têm a desvantagem de não funcionarem como cargas lineares, consumindo correntes não equilibradas – sinusoidais em linguagem técnica – e dessa forma ‘poluindo’ a rede eléctrica com harmónicos".

O investigador sublinha que "a presença de harmónicos nos sistemas de potência resulta num aumento das perdas relacionadas com o transporte e distribuição de energia eléctrica, em problemas de interferências com sistemas de comunicação e na degradação do funcionamento da maior parte dos equipamentos ligados à rede".

Os Filtros Activos permitem, assim, "compensar de forma dinâmica o factor de potência, os harmónicos e os desequilíbrios das correntes". Para o cientista, o facto do projecto ter sido liderado pela UM "prova que as universidades têm condições de desenvolver tecnologia, bastando para isso que tenham recursos".
 

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Chicken_Bone

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« Responder #380 em: Abril 04, 2009, 10:25:08 pm »
Polight fabricará no Minho para Angola e Brasil

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Iluminação original - José Carlos Ferreira é quadro superior da EDP e empreendedor. Tem um projecto inédito de postes em compósito e 100% recicláveis

É um projecto inédito, que nasce em Portugal, no meio universitário, mas está voltado para o Brasil e Angola. Estamos a falar de uma empresa que ainda não iniciou a produção de postes de transporte de energia eléctrica em compósito e 100% recicláveis, mas que já tem muitos interessados em comprá-la.

Estes postes têm um peso cerca de 10 vezes inferior ao betão e uma resistência 10 vezes melhor que a do aço. Ou seja, a tecnologia "towpreg" (a mesma que foi usada nas garrafas de gás Pluma da Galp) reduzirá os custos de uma empresa distribuidora de energia eléctrica no estabelecimento de novas linhas aéreas em cerca de 60% dos apoios colocados.

A empresa em questão é a Ownersmark, detentora da marca Polight, registada em todo o mundo, que foi criada por José Carlos Ferreira enquanto aluno do Mestrado em Inovação e Empreededorismo Tecnológico (MIETE) da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Dentro em breve, a empresa dará início ao fabrico de postes em compósito (polipropileno reforçado com fibras de vidro), caso o projecto tenha "luz verde" do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). "Se o QREN não aprovar vamos para o incentivo da Catalunha, Vigo, Brasil ou outra parte do mundo", atira José Carlos Ferreira.

O projecto Polight foi o vencedor do Prémio BES Inovação em 2008, na categoria processo industrial, mas a "peregrinação" não tem sido fácil. José Carlos Ferreira, que é quadro superior da EDP, teve o apoio da Universidade do Porto e do Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), mas lembra-se muito bem de pedidos que lhe fizeram para adiar e até desistir do projecto.

Para arrancar com a produção dos postes de transporte de energia em compósito), candidatou-se ao QREN e apontou baterias para o Minho para estar perto dos portos de Viana e de Vigo. O investimento previsto é de três milhões de euros, que numa fase de arranque permitirá criar 30 postos de trabalho.

José Carlos Ferreira tem previsto alienar até 40% do capital da empresa a um industrial ou a sociedades de capital de risco "para arrancar com o projecto, mas outros cenários também são possíveis". De referir que a espanhola Solventis tem já 10% da empresa. A empresa unipessoal tem um capital social de cinco mil euros. José Carlos Ferreira paga "royalties" às universidades do Porto, do Minho e ao INEGI pela cedência da tecnologia "towpreg".

Os inventores da tecnologia "towpreg" são os professores catedráticos António Torres Marques, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e João Francisco Silva, do Instituto Superior de Engenharia do Porto.

Sobre o potencial do negócio, José Carlos Ferreira, que se revê no "papel de empreendedor e não de empresário", não tem dúvidas, até porque "todos os anos são substituídos em Portugal mais de 100 mil postes de betão e ferro". Nesse caso, a EDP é um importante cliente potencial, atendendo às dificuldades que existem na colocação dos actuais postes de betão? "Pode ser...", responde José Carlos Ferreira.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=361920

Os resultados do QREN deverão chegar ainda nesta quinzena, por isso veremos.
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André

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« Responder #381 em: Abril 05, 2009, 01:53:50 pm »
Fábrica de Famalicão veste astronautas e técnicos da ESA


Os pólos, as t-shirts e a roupa interior usados pelos astronautas da Agência Espacial Europeia são confeccionados por uma empresa de Famalicão, disse à Lusa, o administrador da Lima & Cª.

Desde 2003 que fabricamos mais de uma dezena de modelos, de cores variadas, de pólos, t-shirts e calções para a Agência Espacial Europeia (ESA)», disse José Cortinhas, o administrador da empresa Lima & Cª, em Famalicão.

O vestuário é usado pelos astronautas e por técnicos da ESA.

«Anousheh Ansari, a irano-americana que foi primeira astronauta turista a ir ao espaço, em 2006, foi vestida com roupa feita em Vila Nova de Famalicão», frisou ainda Cortinhas.

Também na Estação Espacial Internacional a roupa interior vestida pelos astronautas é totalmente produzida na fábrica de Pousada de Saramagos, em Famalicão.

Com 200 funcionários e uma facturação, em 2008, de 7,5 milhões de euros, a Lima & Cª é uma «empresa familiar».

«A fábrica é gerida por uma família e é por isso que tem conseguido evitar a crise económica», salientou o administrador.

O negócio com a ESA surgiu depois da empresa portuguesa ter criado uma 'filial' em Paris, a Copa Compagnie Têxtil, que representa a Ethnic Blue, e tem lojas abertas ao público na capital francesa.

«Em Portugal ninguém nos conhece e no estrangeiro somos uma das empresas mais conceituadas no sector têxtil e do vestuário», disse a mesma fonte.

A fábrica de Famalicão exporta quase cem por cento do que produz.

«A França, o Líbano, a Dinamarca, a Holanda, a Inglaterra, a Irlanda, os Estados Unidos e Israel são os países que nos fazem mais encomendas», referiu José Cortinhas.

A polícia, os correios e o exército francês são os clientes mais recentes não só na confecção de vestuário mas também na investigação e desenvolvimento de projectos.

«As camisolas azuis com que normalmente vemos os astronautas dentro da estação espacial são totalmente feitas em Portugal, por funcionárias que cortam o tecido, costuram e bordam as peças», finaliza José Cortinhas.

Lusa

 

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André

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« Responder #382 em: Abril 06, 2009, 06:47:41 pm »
Docente do Politécnico de Bragança premiado nos EUA


Um professor do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) foi premiado nos Estados Unidos da América por ter desenvolvido um protótipo para poupar energia nos aparelhos em modo standby, divulgou hoje a instituição de ensino superior.

De acordo com o gabinete de imagem do IPB, o docente Pedro João Rodrigues criou um sistema que detecta o modo «standby» dos equipamentos electrónicos e corta a corrente eléctrica quando esta não for necessária.

Os televisores são alguns dos equipamentos onde este sistema pode ter utilidade já que quando desligados apenas no comando continuam a consumir energia.

O protótipo desenvolvido pelo docente português foi baptizado com o nome de «Intelligent Standby Energy Saver» e estima-se que possa reduzir em dez por cento o consumo doméstico de energia eléctrica.

Segundo o gabinete de imagem do IPB, esta estimativa equivaleria a uma redução mundial das emissões de CO2 correspondente a um terço das emissões dos Estados Unidos da América.

O trabalho foi premiado pela edição de 2008 do «Live Edge - Electronic Design for the Global Environment Challenge», que distingue projectos originais e inovadores de todo o mundo, que façam uso de componentes eléctricos e/ou electrónicos e que tenham um impacto positivo no meio ambiente.

O prémio corresponde a 25 mil dólares em dinheiro e contempla também apoio prestado por especialistas para a produção industrial e a comercialização do produto criado pelo vencedor.

O galardão é promovido pela Premier Farnell e suas aliadas Farnell Newark, Premier Electronics, Farnell-Newark CPC e MCM, lideres mundiais na distribuição de componentes electrónicos.

Segundo o gabinete de imagem do IPB, o sistema desenvolvido pelo docente português analisa os consumos eléctricos dos equipamentos, através de um algoritmo de inteligência artificial implementado num microcontrolador, conseguindo distinguir o modo «standby» do modo de funcionamento normal, mesmo quando na presença de padrões de consumo complexos.

O sistema inclui ainda sensores para detectar alterações no ambiente envolvente, de forma a garantir o fornecimento de corrente aos equipamentos sempre que necessário.

Lusa

 

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« Responder #383 em: Abril 06, 2009, 07:09:18 pm »
Olééééé

Robô português ganha campeonato mundial

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A equipa do pólo da Guarda da Associação Portuguesa das Crianças Sobredotadas (APCS) venceu uma das provas do campeonato mundial de robô bombeiro, realizado no fim-de-semana nos Estados Unidos, anunciou, segundo a Lusa, esta segunda-feira a instituição.

Segundo Nabais Caldeira, presidente da APCS, a equipa da Guarda, composta por cinco elementos, participou na 16ª edição do Fire-Fighting Home Robot Contest, em Hartford (EUA), obtendo «o primeiro lugar na modalidade "walking kit division" [robôs com pernas]».

O concurso de robótica põe à prova pequenos robôs autónomos e móveis que têm como missão extinguir um incêndio num modelo de uma casa.

Equipa satisfeita com os resultados

Na competição mundial, onde estiveram representantes de Israel, China e de muitas universidades norte americanas, o único robô luso conseguiu «apagar a vela [que representava o incêndio] por duas vezes, em três tentativas», sendo o único a conseguir semelhante resultado, referiu o responsável.

Num comunicado enviado esta segunda-feira à Lusa, o dirigente adiantou que no final dos dois dias em que decorreu o evento «os cinco jovens que integraram a equipa estavam satisfeitíssimos, esquecendo o grande cansaço de uma longa viagem e o empenho a que se devotaram durante os últimos três meses».

Inovação tecnológica

A equipa foi apurada para o evento depois de ter vencido a edição portuguesa do Concurso Nacional Robô Bombeiro de 2008, realizado pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda, nas modalidades de «robôs com pernas» e «standard», recordou Nabais Caldeira.

O presidente da APCS referiu que os robôs do Pólo da Guarda estavam equipados com uma placa de circuito impresso, desenhada e construída para permitir o interface de oito sensores digitais, denominada «MD 8», inovação tecnológica concebida por Tiago Caldeira e Tiago Gonçalves, dois jovens que integram a equipa.

Foi a primeira vez que uma representação portuguesa esteve presente no mundial de robótica, recebendo dois prémios pecuniários, um cheque brinde para aquisição de componentes e uma assinatura anual de uma das mais importantes revistas cientificas que se publicam nos EUA, concluiu.


http://diario.iol.pt/tecnologia/guarda- ... -4069.html

Viva aos putos.
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André

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« Responder #384 em: Abril 06, 2009, 07:35:26 pm »
Alunos do ISEP desenvolvem equipamento que reduz o consumo de energia dos electrodomésticos


Dois alunos do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) desenvolveram um sistema que permite reduzir o consumo dos electrodomésticos e poupar cerca de um mês na factura anual da luz, estando agora à espera de parcerias para o desenvolvimento do negócio.

Uma espécie de ficha tripla, com um componente que permite dar ordem para desligar a um qualquer comando à distância, é o que é preciso - segundo os alunos do ISEP - para reduzir o consumo de energia dos electrodomésticos em mais de 90 por cento.

"Ao fim de um ano, isto representa um mês de poupança na factura de energia, tendo em conta um agregado familiar médio, de quatro pessoas", assegura Rudolfo Martins, o aluno de mestrado do ISEP que desenvolveu o projecto em colaboração com o colega Pedro Ribeiro.

O projecto, que obteve uma menção honrosa no concurso "Ideias Luminosas" da EDP, visa a redução do consumo de energia de aparelhos audiovisuais e informáticos, quando estes não estão desligados na tomada

"Quando desligamos um aparelho no comando, ele não fica desligado. Fica em stand by. E este consumo não é desprezável", afirma Rudolfo Martins, alertando que desligar o aparelho no botão não é suficiente para eliminar totalmente o gasto de energia.

"Mesmo carregando no botão, o consumo do aparelho é sensivelmente o mesmo. Só desligando na tomada é que não há gasto de energia", assegura.

Os estudantes resolveram, por isso, criar um equipamento que reduz os consumos dos aparelhos em espera em "mais de 90 por cento" e que se adapta aos "hábitos de um certo comodismo e preguiça dos portugueses".

"A mais valia do equipamento é que vai ao encontro dos hábitos tradicionais das pessoas. Pode usar-se o equipamento através de um comando. Este conceito não implica uma mudança de hábitos, aproveita-os".

Assim, com este equipamento, a poupança fica à distância de um simples comando de televisão, desde que se aplique ao aparelho uma espécie de ficha tripla.

"É um equipamento semelhante ao de uma régua digital, vulgarmente conhecida como uma ficha tripla com um botão para desligar. É ligado a uma tomada normal, mas tem um fio com um componente que fica, muito discretamente, ligado ao aparelho e que serve para dar ao comando a ordem necessária", esclarece Rudolfo Martins.

O preço do aparelho seria, de acordo com os estudantes, "muito semelhante ao das fichas triplas com botão", devendo o preço final para o público situar-se "entre os dez e os 15 euros".

Os alunos estão ainda a trabalhar na fase de protótipo, mas asseguram que passar ao produto final "não exige grande dose de engenharia".

O obstáculo à produção, é, por isso, a falta de "parcerias de entidades com capacidade produtiva", sustenta Rudolfo Martins.

Os dois engenheiros, que estão a fazer um mestrado em Engenharia Electrotécnica no ISEP, têm já a sua própria empresa, a Evoleo Technologies.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #385 em: Abril 06, 2009, 10:37:51 pm »
Localizador de crianças por GPS made in Portugal preocupa peritos



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Ainda não é um campeão de vendas, mas está a suscitar a curiosidade de muitos pais: o Child Locator é o primeiro dispositivo de localização de crianças 100 por cento feito com tecnologia portuguesa. Está no mercado desde Novembro e, até agora, vendeu perto de 300 unidades.

Em Portugal, a discussão sobre os efeitos deste controlo parental “full time” junto dos mais novos está ainda a começar. Porém, Alexandra Simões, da Linha SOS Criança Desaparecida, avisa desde já que as vantagens oferecidas por estes “gadgets” electrónicos não podem levar os pais a descurar a vigilância sobre os menores. Outro dos problemas, apontado por António Osório, do Instituto de Estudos da Criança, "é o sentimento de culpa que estas tecnologias podem criar nos pais".

António Baptista, de 33 anos e pai de uma criança de sete, garante que quando comprou o dispositivo não foi para casa a pensar que ia proteger a filha de todos os perigos do mundo. "O que aconteceu foi que eu e a minha mulher passámos a andar com mais paz de espírito", desdramatizou.

Este economista diz-se consciente de que a filha não vai aceitar andar com o Child Locator quando chegar à adolescência. Mas, por enquanto, "até acha graça àquilo". E os pais aproveitam para relaxar. "Recebemos SMS no telemóvel a confirmar o percurso normal da nossa filha, desde a escola até casa dos avós. Portanto, usamos isto numa óptica informativa que também serve, por exemplo, para saber, quando é a empregada a levá-la à escola, se estão a sair de casa a horas. Não penso que a autonomia dela esteja a ser posta em causa".

Paz de espírito ou falsa sensação de segurança?

David Pinheiro, gestor deste produto da Inosat, explica que o dispositivo de localização GPS tem um localizador muito semelhante ao da Via Verde. Este deve ser colocado na mochila ou num bolso da criança, permitindo aos pais saber, a qualquer momento (e a partir de um telemóvel, PDA ou computador), onde se encontram os filhos, "sem terem que estar a telefonar-lhes a todo o momento". "O objectivo é mesmo proporcionar paz de espírito aos pais", sublinha, ressalvando que "a Inosat nunca 'vendeu' a ideia de que o Child Locator é capaz de ajudar a prevenir um rapto". Apesar disso, reconhece que "há pais que o compram com esse intuito".

Em países como Inglaterra as preocupações relativamente à segurança dos menores seguem muito mais avançadas. Em Outubro de 2007, o jornal The Guardian destacava a invenção do primeiro casaco para crianças com tecnologia GPS. A fabricante, uma empresa especializada no fabrico de vestuário para forças policiais, tinha acabado de descobrir no receio dos pais relativamente à segurança dos filhos um nicho de mercado a explorar. O casaco (preto, de corte moderno e com um bolso para o iPod) custava 250 libras, mais 10 libras de mensalidade pelo uso da tecnologia GPS.

Ainda em Inglaterra, o professor Kevin Warwick, da Reading University, levou mais longe a discussão ao criar um “microchip” susceptível de ser implantado no corpo de uma criança ou adolescente. E não faltaram pais interessados naquela resposta “hi-tech” aos seus piores medos mas, segundo a BBC, o investigador foi travado pelos protestos de várias associações protectoras das crianças. "Um chip destes não ia salvar vidas ou afastar os perigos. Pelo contrário, ia dar uma falsa sensação de segurança. A única vantagem é que a polícia poderia ser capaz de descobrir o corpo mais depressa", reagiu Michele Elliott, responsável pela Kidscape.

E há outros problemas que surgem à boleia destas tecnologias. "Como é que, perante um problema que surja, um pai lida com a culpa de saber que ignorou a tecnologia que tinha à sua disposição para evitar esse mesmo problema?", questiona António Osório, professor auxiliar no Instituto de Estudos da Criança.

A coordenadora da Linha SOS Criança Desaparecida, Alexandra Simões, concorda que dispositivos como o Child Locator "podem dar uma falsa sensação de segurança aos pais e prejudicar o processo de transição dos menores à idade adulta". Sem diabolizar esta tecnologia, Simões diz que tem que haver um compromisso entre "a protecção das crianças e o respeito pelos seus direitos e liberdade". Dito de outro modo, "não é controlando todos os passos de uma criança que os pais a ensinam a ser autónoma e responsável", sendo que, tratando-se de um adolescente em idade de testar os limites, "é muito natural que o dispositivo seja largado no cacifo da escola para enganar os pais". Por outro lado, "alguém que tenha um filho doente, ou diabético ou hemofílico, pode encontrar algum conforto no facto de o poder localizar a qualquer momento", reconhece esta responsável.

Mais de 70 desaparecimentos em 2008

A Inosat também pensa assim, segundo David Pinheiro. Por isso, a empresa já fechou uma parceria com a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer que proporciona aos associados dez por cento de desconto na compra do aparelho. O preço ronda os 360 euros e, porque o dispositivo permite a definição de zonas de segurança e o estabelecimento de alertas automáticos quando o portador do dispositivo entra ou sai de locais específicos, a associação reconhece os seus benefícios, não tendo deixado, porém, de alertar no seu site para a necessidade de respeitar "a liberdade de movimentos das pessoas com demência".

Dentro de pouco tempo, a empresa, que também fabrica e comercializa o Car Locator, deverá lançar o My Locator, um dispositivo semelhante ao Child Locator "mas com um ‘branding’ diferente, para deixar claro que também pode ser usado para localizar malas de viagem ou estojos com instrumentos musicais".

Em 2008 foram comunicados 76 desaparecimentos de crianças e adolescentes, segundo a Linha SOS Criança Desaparecida. Na maior parte dos casos (34), os desaparecidos tinham entre 11 e 15 anos, seguindo-se o grupo etário dos 16 aos 21 anos. Quanto aos motivos do desaparecimento, a fuga de casa aparece à frente (46 casos), seguindo-se a fuga de instituições (16) e o rapto parental (12 casos). Daquele universo, 59 menores apareceram entretanto, sendo que 15 continuam desaparecidos, ainda segundo a SOS Criança Desaparecida que registou ainda um alarme falso e um menor falecido.
 

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« Responder #386 em: Abril 06, 2009, 10:38:34 pm »
Repetida
« Última modificação: Abril 06, 2009, 10:58:54 pm por comanche »
 

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« Responder #387 em: Abril 06, 2009, 10:45:04 pm »
Portugal em 30º lugar no uso de tecnologia

Portugal desceu dois lugares no "índice de prontidão para a sociedade em rede" elaborado pelo World Economic Fórum, ao passar da 28ª posição em 2007 para a 30ª posição em 2008.


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Portugal ocupa o 30º lugar, entre 134 países, no "índice de prontidão para sociedade em rede" ("networked readiness index") de 2008. Uma classificação satisfatória tendo em conta que o país à frente da Espanha (34ª) e Itália (45ª) neste indicador do World Economic Fórum (WEF) que mede o grau de utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) como factor de competitividade dos países.

Dos factores que pesam negativamente na classificação portuguesa, o estudo do WEF aponta "a qualidade da educação em matemática" (90ª posição) e a qualidade do sistema de ensino (70ª) e a "formação contínua de quadros"  (70ª). O ambiente de mercado português também é penalizado pela "extensão e efeito fiscal" (95ªposição), "regulação governamental" (74ª) e "fiscalidade" (71ª).  
Em contrapartida, Portugal é classificado favoravelmente no "tempo requerido para criar um negócio" (9ª), premiando assim os progressos de simplificação administrativa em curso (Simplex). De resto, a política governamental de uso dos serviços online (9º) também é apreciado pelo "networked readiness índex", assim como a "importância  das TIC para a visão governamental do futuro" (4ª).

A tabela de 2008 deste índice é dominada pelos países nórdicos: Dinamarca é o primeiro da lista, a Suécia é a segunda e a Finlândia está no 6º lugar. De referir ainda que os EUA ocupam o 3º lugar, Singapura  está no  4º lugar e a Suiça o 5º lugar.


http://aeiou.expresso.pt/portugal-em-30 ... ia=f505853
 

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« Responder #388 em: Abril 06, 2009, 10:52:22 pm »
Cientistas de Coimbra desenvolvem dispositivo que avalia rigor da terapia do glaucoma


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A BlueWorks, empresa tecnológica especializada em oftalmologia com sede em Coimbra, está a desenvolver o "EyeDropper", um dispositivo que permitirá avaliar o rigor com que os doentes de glaucoma cumprem a terapia. O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo ocidental.

O "EyeDropper" (quem em português significa conta-gotas) guia os doentes com glaucoma na aplicação das gotas de colírios, substâncias usadas na cura de doenças oftalmológicas. O dispositivo grava a aplicação das gotas, avalia o ângulo de aproximação óptima e emite indicadores sonoros de aproximação da inclinação ideal. "Percebe-se o movimento da gota, instante a instante, até atingir o destino", explicou Paulo Barbeiro, engenheiro biomédico envolvido no projecto.

De acordo com um texto sobre o novo dispositivo, em doenças oftalmológicas como esta, "fraco rigor (na terapia) pode conduzir à cegueira irreversível". Esta falta de rigor afecta grande parte dos doentes com glaucoma em Portugal. António Travassos, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, afirma que "só 30 a 40 por cento dos doentes cumprem rigorosamente as prescrições aconselhadas".

Neste momento, o dispositivo consiste num telemóvel acoplado a uma estrutura rígida, mas o objectivo da BlueWorks é conceber um aparelho mais autónomo e com custos inferiores ao telemóvel, capaz de acomodar um frasco de gotas, adiantou Paulo Barbeiro à Lusa. Segundo este responsável, ainda em 2009 a BlueWorks deverá criar uma pré-versão comercial do "EyeDropper". A patente do dispositivo já foi submetida ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPP).

A BlueWorks foi criada por três recém-licenciados do curso de Engenharia Biomédica e por professores do Departamento de Física e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, com o objectivo de desenvolver e lançar à escala mundial sistemas de pré-diagnóstico baseados na análise inteligente de dados e imagens provenientes de exames clínicos. A empresa está sedeada nas instalações do Centro Cirúrgico de Coimbra.
 

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« Responder #389 em: Abril 06, 2009, 10:55:17 pm »
Portugueses provam que azeite combate AVC


Esta é a primeira prova científica dos benefícios para a saúde e vai agora ser possível produzir melhores azeites

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Um grupo de investigadores portugueses descobriu o antioxidante do azeite capaz de combater ataques cardíacos e AVC. Esta é a primeira prova científica acerca dos «benefícios para a saúde que se têm observado em pessoas que incluem o azeite na dieta», disse a coordenadora do estudo Fátima Paiva-Martins ao tvi24.pt.

Já se sabia que os antioxidantes promoviam a saúde. Também já era sabido que o azeite era uma das fontes de antioxidantes. O que não se sabia era se havia antioxidantes do azeite melhores que outros, nem quais. Agora, os cientistas da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto identificaram qual o antioxidante presente no azeite mais eficaz no combate às doenças do coração.

Azeites mais saudáveis

A descoberta publicada na «Molecular Nutrition & Food Research» pode vir a ter um impacto substancial na alimentação e na promoção da saúde. Com estes novos dados passa a ser possível criar azeites «funcionais», mais capazes de combater doenças, através da maior concentração do antioxidante em causa.

Os produtores de azeite têm, por isso, um papel fundamental.

«É possível usar técnicas de extracção que aumentem a quantidade de todos os antioxidantes no azeite. Nem todos os azeites têm a mesma quantidade dos vários antioxidantes, pelo que se podem procurar as variedades de azeitona, e existem mais de 100, que produzam azeites com maiores quantidades.» revelou Fátima Paiva-Martins ao tvi24.pt.

«Este antioxidante pode ser extraído a partir de folhas de oliveira. No futuro, se a legislação permitir, poderá ser utilizado para suplementar azeite», acrescentou a investigadora.

O azeite e os glóbulos vermelhos

As doenças cardíacas estão relacionadas com os radicais livres que actuam sobre o colesterol «mau», o que causa aterosclerose, endurecimento das artérias e doenças coronárias. Por transportaram oxigénio, os glóbulos vermelhos do sangue estão sujeitos «ao stress oxidativo» que, além daquelas doenças, causa o normal envelhecimento celular.

Os investigadores estudaram quatro antioxidantes presentes no azeite e que protegem os glóbulos vermelhos e identificaram o 3,4-DHPEA-EDA que oferece maior protecção contra a morte daquelas células.

Quanto mais virgem melhor

Quanto maior for a concentração do antioxidante identificado maior o efeito do azeite no combate à aterosclerose. Os azeites virgens têm mais quantidades de antioxidantes que os azeites normais. O ideal são os azeites extra virgens que perdem menos antioxidantes durante a refinação.

«Por lei o azeite chamado normal é uma mistura de azeite virgem com azeite refinado. Como podemos imaginar, o azeite virgem usado nesta mistura também não é o de melhor qualidade. A diferença entre extra-virgem e virgem é que, normalmente, o primeiro é extraído de azeitona acabada de colher e a frio. Como tal pode conter maior quantidade de antioxidantes, embora dependa do método de extracção usado, e uma acidez menor. No azeite virgem e com o passar do tempo após a colheita, a azeitona vai sofrendo modificações enzimáticas e perdendo antioxidantes e assim o azeite obtido desta azeitona, que está à espera há mais algum tempo, vai ter acidez superior e menor quantidade de antioxidantes» disse Fátima Paiva-Martins ao tvi24.pt.

Abre-se assim um novo nicho de mercado. Cabe agora aos produtores agrícolas criar melhores azeites, capazes de proteger a saúde dos consumidores.