Tecnologia Portuguesa

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comanche

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« Responder #390 em: Abril 06, 2009, 10:59:50 pm »
Cientista Português investiga origens do Parkinson

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Desde 2007 que Tiago Outeiro, 32 anos, dirige a Unidade de Neurociência Molecular e Celular do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Esta equipa de investigadores está a desenvolver dois projectos dedicados ao estudo do Parkinson, doença resultante da perda de neurónios em várias zonas do cérebro.

"Num deles, estamos a tentar identificar genes que interferem com a formação de formas tóxicas de agregados de proteínas que se encontram na doença de Parkinson", explica o cientista à Lusa." É um projecto com um potencial muito grande, porque nesta altura ainda não sabemos muito bem quais os melhores alvos terapêuticos em que devemos intervir", acrescenta.

O outro projecto consiste na observação da relação ente os mecanismos do envelhecimento e a doença de Parkinson. "Estamos a perceber que alguns genes associados ao envelhecimento têm também um papel fundamental na doença de Parkinson". Este trabalho, iniciado há dois anos, foi galardoado em Praga, no passado fim-de-semana.

"Estamos também a desenvolver modelos animais em que possamos estudar a posição dessas proteínas no cérebro sem ter de sacrificar os animais, utilizando para isso uma técnica chamada microscopia multifotão que estamos a tentar implementar no IMM para continuar os estudos que desenvolvemos em colaboração com grupos nos Estados Unidos e na Inglaterra", acrescenta o cientista. O grupo é financiado pela Fundação Michael J. Fox criada pelo actor canadiano que sofre de Parkinson desde meados dos anos 90.

Após se ter licenciado em Bioquímica na Universidade do Porto, Tiago estudou durante 8 anos nos Estados Unidos, onde se doutorou em Biologia Celular e Molecular no MIT e completou o pós-doutoramento na Harvard Medical School. Regressou a Portugal em 2007 para liderar a Unidade de Neurociência Molecular e Celular.

Tiago Outeiro tem numerosos artigos publicados em revistas científicas internacionais de referência, como a Science, Nature, PNAS ou PloS ONE, e entre os prémios que recebeu conta-se uma "Installation Grant" da EMBO (Organização Europeia de Biologia Molecular), no valor de 250 mil euros, para continuar a estudar as doenças neurodegenerativas, ainda sem cura.
 

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comanche

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« Responder #391 em: Abril 10, 2009, 05:47:59 pm »
Português inventa mecanismo que ajuda a poupar combustível

Invento de Rajesh Pai conquistou a medalha de prata


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Um português de origem indiana inventou um mecanismo automóvel que ajuda o condutor a poupar combustível, através de um sinal luminoso no velocímetro que o alerta sempre que está a carregar excessivamente no acelerador.

«É um mecanismo ao mesmo tempo amigo da carteira e do ambiente», referiu à agência Lusa Rajesh Pai, nascido na Índia há 43 anos mas a viver em Portugal há 20 e, entretanto, naturalizado cidadão português.


O invento de Rajesh Pai conquistou a medalha de prata, na categoria de transportes, no Salão Internacional de Genebra, que decorreu de 1 a 6 de Abril.

«Já apresentei a ideia a alguns fabricantes de automóveis e dois ou três já manifestaram grande interesse no mecanismo», garantiu.

Rajesh já pediu o registo da patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, com o nome de Green Pai Driving (GPD).

Segundo estima, um carro conduzido respeitando GPD poderá fazer, com o mesmo combustível, mais 6 por cento de quilómetros do que aquele que não está equipado com o sistema.

Em traços largos, o GPD é um sistema que mostra no velocímetro uma faixa verde.

«Se o ponteiro dos quilómetros estiver dentro dessa faixa, o condutor tem a certeza que está a fazer uma condução verde, ecológica e económica. Se a ultrapassar, a condução passará a ser vermelha e a pesar no bolso do condutor e no ambiente», explicou.
 

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« Responder #392 em: Abril 12, 2009, 06:22:34 pm »
Coimbra: Empresa de software desenvolve aplicação que permite ver televisão em "tempo real" no iPhone

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Coimbra, 12 Abr (Lusa) - A empresa de Coimbra WIT Software desenvolveu uma aplicação tecnológica para a Vodafone Portugal, com certificação da Apple, que permite aos utilizadores de iPhone assistir a emissões de televisão "em tempo real".

Trata-se, segundo Luís Moura e Silva, responsável da empresa, uma das primeiras aplicações do mundo de Mobile TV a ser lançada por um operador de telecomunicações móveis a partir do iPhone 3G.

"A Apple não tinha suporte para esta tecnologia nos iPhones e o que nós fizemos foi colmatar essa falha implementando esta aplicação que já está disponível para os clientes da Vodafone Portugal", explicou à agência Lusa o investigador.

Os clientes daquela operadora apenas têm de aceder à App Store da Apple e descarregar gratuitamente a aplicação Vodafone Mobile TV, na categoria Entertainment, e subscrever o serviço junto do operador, explicou o responsável da WIT Software.

Segundo Luís Moura e Silva, professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a aplicação Mobile TV "enquadra-se num conjunto de outras aplicações desenvolvidas nos últimos meses com o selo de qualidade e garantia da Apple, no âmbito da linha de desenvolvimento da empresa".

Anteriormente foram certificadas as aplicações de TeleMultibanco e de MMS.

A WIT Software aposta na distribuição comercial em Portugal, através da Vodafone, com quem mantém contrato de exclusividade, e no mercado internacional, numa perspectiva de exportação.

Nascida no seio da Universidade de Coimbra, em Março de 2001, desenvolve software para Operadores de Telecomunicações Móveis e disponibiliza serviços de consultadoria e desenvolvimento de software para empresas que desejem explorar ao máximo as possibilidades das comunicações fixas e móveis.

Com escritórios em Coimbra, Leiria, Lisboa e S. Rose, na Califórnia (Estados Unidos da América), a empresa emprega 60 pessoas e tem consolidado a sua presença no mercado mundial, nomeadamente nos Estados Unidos, Canadá e vários países da Europa.

Do seu portfólio constam, entre outros, a Vodafone Portugal, Vodacom África do Sul, Vodafone Espanha, LuxGSM, Real Networks, Vodafone Global e vários clientes do sector da Banca.


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interio ... id=1199716
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« Responder #393 em: Abril 13, 2009, 04:36:34 pm »
a empresa tem um nome (provavelmente mistura de Manuel e Helena ou Filomena, etc)que parece dum brasuca ou de filhos de Portugueses radicados em França, mas está a ir bem.

Manulena
De bicicleta se começa um negócio
Há 40 anos, Manuel Pedro Custódio percorria de bicicleta os 15 quilómetros que separam Mira de Aire e Fátima para vender velas no santuário. Hoje, assiste com "bastante orgulho" à expansão da Manulena porque "sempre...

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Há 40 anos, Manuel Pedro Custódio percorria de bicicleta os 15 quilómetros que separam Mira de Aire e Fátima para vender velas no santuário. Hoje, assiste com "bastante orgulho" à expansão da Manulena porque "sempre foi muito receptivo a ideias novas", diz o filho, Pedro Custódio, que agora é o director-geral desta empresa familiar.

A Manulena de hoje ainda fabrica velas religiosas, mas diversificou o negócio apostando no segmento das velas decorativas e perfumadas. Investiu no design e prepara-se para lançar uma loja online, a Manulena Candle, no final do mês. "Não pretendemos fazer concorrência directa aos nossos comerciantes, mas recebemos muitas solicitações de consumidores que pretendem os nossos produtos e não os conseguem encontrar. Esta loja é para dar resposta a essa dificuldade", explica Pedro Custódio.

A empresa concentra a actividade em duas áreas. Fabrica produtos brancos para a Zara Home, Area, Tesco, Potter & Moore, Modelo e Continente e possui as marcas próprias Sensia e Manulena Candle. A inovação mantém a chama do negócio acesa e uma das últimas criações é a Sensia "pocket", uma vela perfumada que pode ser adquirida em quiosques. "É o segmento da chamada compra por impulso e os testes estão a correr bem" observa Pedro Custódio.
O principal cartão de visita é, contudo, a gama de produtos Sensia Elimina. São três velas que neutralizam os odores de animais, da cozinha e do tabaco. A primeira delas, garante o empresário, é única no mercado. "A minha mulher é médica veterinária e estava constantemente a pedir-me velas para a clínica, para eliminar os cheiros dos animais.

Percebemos que existia uma necessidade específica, e como estamos sempre atentos às oportunidades e necessidades do mercado, desenvolvemos o produto", conta.

O investimento nesta gama de velas atingiu os 250 mil euros e o produto, colocado nos hiper e supermercados nacionais e espanhóis, concorre nas prateleiras com marcas como a Air Wick, Brise ou Ambi Pur.

E a crise? "O mercado não é fácil, mas também nunca o foi", responde Pedro Custódio, de 38 anos. Por isso, apostam em conceitos para a flexibilidade e a inovação para a contornar as dificuldades. E há mercados como o alemão onde, em tempos difíceis, o consumo de velas cresce, porque "as pessoas passam mais tempo em casa", observa.

Os estudos indicam que as mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos, são as maiores consumidoras destes produtos, que satisfazem todos os gostos e carteiras. As velas de maior consumo custam entre um e três euros, mas há outras que podem valor 50 euros, observa Pedro Custódio. Exemplos? Uma cabeça de Buda, maior que uma bola de futebol, ou um 'bouquet' de rosas, muito solicitado para casamentos, responde o presidente executivo.

As velas da Manulena ainda ardem no santuário de Fátima, por quesitos de fé, mas a força de vendas há muito que se situa lá fora. O mercado internacional representa 70% do volume de negócios, que em 2008 foi de 2,7 milhões de euros, sendo que o inglês tem um peso de 50%. O próximo passo é promover as marcas Sensia e Manulela Candle no mercado ibérico e diversificar a carteira de clientes, anuncia Pedro Custódio.

Até para evitar a repetição dos problemas de 2005, quando a empresa perdeu um cliente que absorvia 60% da produção. "Percebemos que temos de depender mais de nós e das nossa marcas que das marcas brancas e de outros clientes", conclui.



Perfil
Pedro Custódio, 38 anos, é o director-geral da Manulena, um empresa fundada pelo seu pai em 1968. Licenciado em Gestão de Empresas, saiu dos bancos da faculdade para entrar na Manulena, onde tem os irmãos como sócios. "Cresci neste meio. Sempre acompanhei a fábrica e o negócio e o meu pai deu-nos a experiência, aquilo que não está escrito nos manuais, explica Pedro Custódio. O fundador aceitou, com naturalidade, a introdução de inovações na empresa. "Sempre foi muito receptivo a ideias novas e assiste com bastante orgulho à evolução do negócio". A Manulena de hoje ainda vende no santuário de Fátima, por onde iniciou o negócio, mas os mercados internacionais já valem 70% do seu volume de negócios.

Muitos cheiros para satisfazer mercados exigentes
A Manulena tem apostado nas marcas próprias e no aumento dos padrões de qualidade para satisfazer mercados exigentes como o Reino Unido, Suécia, França, Alemanha ou Estados Unidos. A empresa emprega 50 colaboradores e registou, o ano passado, um volume de negócios de 2,7 milhões de euros. Longe vão os tempos em que as velas serviam apenas para iluminar ou pagar os bons préstimos de Deus, no socorro a aflições. Daí partiu-se para os jantares românticos, naturalmente, à luz das velas. Hoje, este produto, fabricado a partir da cera, ganhou requinte com a introdução de odores, para dar um toque de classe a determinados ambientes, ou simplesmente para eliminar maus cheiros. O que se consegue, introduzindo nas velas, substâncias aromáticas, tais como essências e extractos naturais de flores ou frutos, por exemplo. É este nicho que tem sido a aposta maior da Manulena.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=362912
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comanche

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« Responder #394 em: Abril 13, 2009, 10:22:01 pm »
Artes:Investigadores aplicam técnicas de física ao estudo de obras de arte do Século XVI


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Coimbra, 13 Abr (Lusa) - Investigadores da Universidade de Coimbra estão a aplicar técnicas da física ao estudo de obras de arte do Século XVI, permitindo caracterizar a obra dos autores estudados, informou hoje a Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC).

Segundo uma nota divulgada pela FCTUC, uma equipa multidisciplinar liderada pelo físico Francisco Gil desenvolveu o projecto de investigação, que incidiu sobre obras de arte do Século XVI, nomeadamente trabalhos dos Mestres de Ferreirim e da oficina de João de Ruão.

Integrando físicos, químicos, geólogos e historiadores da arte da Universidade de Coimbra e especialistas em conservação e restauro do Museu Nacional Machado de Castro, a equipa estudou cinco esculturas em pedra de Ançã de João de Ruão, preparando-se para analisar uma sexta, e oito painéis em madeira pintada da autoria dos mestres de Ferreirim, disse hoje à agência Lusa Francisco Gil.

"Através de técnicas como espectroscopia Raman (que, em poucos segundos, fornece informação química do material) e difracção de raio X pelo método de pó (esta última aplicada pela primeira vez ao estudo de obras de arte, usando amostras micrométricas) os investigadores analisaram, caracterizaram e compararam a obra das duas oficinas de artistas, ao longo dos últimos quatro anos", lê-se na nota da FCTUC.

Segundo o coordenador do projecto, este representa "um contributo importante para a evolução da história da arte".

"Permite mostrar - explicou - a riqueza que se vivia na época, a qualidade dos materiais, o gosto e o nível de vida dos artistas. João de Ruão usava por excelência ouro, vermelhão e lápis-lazúli, enquanto os mestres de Ferreirim utilizavam materiais mais pobres".

O estudo "poderá servir para descobrir a origem dos materiais, porque se trata da época áurea pós-Descobrimentos, em que os materiais podem ser originários de África, Índia ou Brasil", refere, no texto, o professor do Departamento de Física da FCTUC.

No âmbito do projecto, foram analisadas outras variáveis, nomeadamente os produtos e factores de degradação ao longo dos séculos das obras de arte destes dois grupos de criadores, assinala a mesma nota.

Em declarações hoje à Lusa, Francisco Gil frisou que este trabalho é importante para a caracterização da obra dos autores, permitindo esclarecer dúvidas em termos de autoria, e também para intervenções de conservação e restauro.

Os investigadores vão agora iniciar o estudo das obras escultóricas do mestre Pêro, artista do Século XIV, em particular os túmulos da Rainha Santa Isabel e da sua neta Isabel para, posteriormente, estabelecer a ligação aos túmulos da família da rainha, em Aragão.

Este projecto será desenvolvido em parceria com as Universidades da Beira Interior, de Barcelona e de Florença, adianta a nota da FCTUC.

MCS.

Lusa/fim

 

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comanche

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« Responder #395 em: Abril 13, 2009, 10:34:14 pm »
Pedido meio milhar de patentes em 2008


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Sinal de capacidade de inovação, o pedido de registo de patentes para novos produtos ou técnicas por parte de empresas e investigadores continua a aumentar.

Em Portugal, foram perto de 5 mil, em 2008, e todos os anos tem aumentado.

São sobretudo centros de investigação e universidades quem regista patentes, em Portugal, e todos os anos os números têm aumentado. No ano passado, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial recebeu 513 pedidos de registos de invenções, bem acima dos cerca de 300 recebidos no ano anterior.

O dinamismo dos inventores nacionais, contudo, ainda não se reflecte da mesma maneira no registo internacional. É certo que o número praticamente duplicou desde 2004, mas ainda assim no ano passado os pedidos não ultrapassaram os 95 - uma quantidade ínfima comparada com os 164 mil pedidos apresentados, no total, à organização sediada na Suíça e que põe em prática o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes. São os Estados Unidos quem lidera a lista, desde há uns 30 anos, e por uma grande margem: sozinhos respondem por perto de um terço de todos os pedidos. É o reflexo do dinamismo dos seus investigadores.

Em 2008, entre as cem maiores utilizadoras do sistema, 38 eram norte-americanas, 28 japonesas e 13 alemãs. Mas é para o outro lado do globo que se deve olhar quando se procura a entidade que, sozinha, mais pedidos de registo apresenta: a empresa chinesa de telecomunicações Huawei Technologies foi a que mais pedidos de registo de patentes apresentou ao sistema internacional (1.737).

Firmas como a Huawei ou a ZTE (também de telecomunicações e também na lista das cem mais dinâmicas) permitiram já à China alcançar o sexto lugar entre os países com mais número de pedidos de registo de patentes.

O actual sistema mundial de patentes data de 1978 e está, neste momento, a ser reformulado.

 

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comanche

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« Responder #396 em: Abril 15, 2009, 11:27:07 pm »
Tecnologia portuguesa no novo Exchange Server


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Com a versão final prevista para a segunda metade deste ano e o início de 2010, o Exchange 2010 integra tecnologia desenvolvida em Portugal.

O novo servidor de comunicações da Microsoft inclui capacidades de reconhecimento e síntese de fala em português criadas pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento em Reconhecimento da Fala (MLDC - Microsoft Language Center), sedeado no Tagus Park.

Além do português, o Centro de I&D da Microsoft produziu também o reconhecimento de fala de mais 14 línguas europeias adicionais e, em estreita colaboração com os pólos de Redmond/EUA e Pequim, desenvolveu a síntese de fala de mais três e oito línguas europeias respectivamente, refere-se num comunicado enviado à imprensa.

Além das capacidades de reconhecimento de fala, o Exchange 2010 apresenta também como novidade um sistema de arquivo de correio electrónico e novas ferramentas para gestão da carga de mensagens na caixa de entrada e uma lista de melhoramentos para administradores, salienta a fabricante.

O Microsoft Exchange 2010 está disponível em versão beta a partir desta terça-feira, podendo ser descarregado a partir do endereço www.microsoft.com/exchange/2010.
 

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comanche

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« Responder #397 em: Abril 15, 2009, 11:31:51 pm »
Português resolveu história da Astronomia 17 anos antes

Investigador da UC pretende reivindicar descoberta de José Monteiro da Rocha em 1780

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José Monteiro da Rocha, astrónomo português e o primeiro director do Observatório da Universidade de Coimbra, foi o primeiro a resolver um dos problemas maiores da Astronomia, mas perdeu o reconhecimento para outro cientista, 17 anos depois.

O investigador Fernando Figueiredo, especialista em Astronomia portuguesa do século XVIII, mergulhou a fundo nos registos antigos e estará presente no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), na próxima terça-feira (dia 21 de Abril) às 16 h, para revelar o que já descobriu sobre este e outros grandes nomes do conhecimento em Portugal.


O cientista da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) é o próximo convidado do ciclo de conferências «Astronomia à Terça», promovido pelo Museu da Ciência no âmbito do Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009). A entrada é gratuita.

"A palestra pretende ser uma pequena e rápida visita pela História da Astronomia em Portugal. O objectivo é fazer notar ao público que alguma coisa se fez de interessante no nosso país desde o tempo dos Descobrimentos", explica Fernando Figueiredo.

Um dos exemplos da importância da ciência portuguesa é mesmo o primeiro director do Real Observatório Astronómico da UC, que no século XVIII foi o primeiro a determinar a órbita de cometas, 17 anos antes do Heinrich Olbers, que acabou por ficar na História como sendo o autor da descoberta.

"José Monteiro da Rocha resolveu um dos maiores problemas de Astronomia do século XVIII, a determinação da órbita de cometas, e fê-lo de 17 anos antes do alemão Olbers. No entanto, é este alemão que fica na história por ter resolvido o problema em 1797, quando o director do Observatório o resolveu em 1780", conta Fernando Figueiredo.

José Monteiro da Rocha é um dos astrónomos que o investigador tem estudado no decurso do projecto que desenvolve na instituição. E são precisamente os resultados dessa aventura pela história da Ciência que Fernando Figueiredo vai levar ao museu. Uma iniciativa que, de resto, pretende captar todos os tipos de público.

Reivindicar lugar na história

Determinado a reivindicar para a ciência portuguesa do século XVIII um lugar na História mundial, o investigador da FCTUC irá também fazer um pequeno percurso pela História da Astronomia portuguesa e apontar lugares de interesse que ainda hoje podem ser visitados.

Para Fernando Figueiredo, há aspectos "interessantes" que não são do conhecimento do grande público e que merecem ser divulgados. "Por exemplo, o telescópio chegou ao Japão em 1613, levado por missionários jesuítas portugueses e, ao contrário do que se pensava, as observações que Galileu fez entre 1609 e 1611 foram conhecidas quase imediatamente em Portugal".

O investigador conta ainda que, "em 1772, a Reforma Pombalina da Universidade criou a primeira faculdade de matemática do mundo, constando no seu currículo uma cadeira de Astronomia".

Depois de Pawel Haensel, do Nicolaus Copernicus Astronomical Center (Polónia), e de Orfeu Bertolami, colaborador da NASA e da Agência Espacial Europeia, Fernando Figueiredo é o terceiro investigador a participar na «Astronomia à Terça» do Museu da Ciência da UC.
 

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comanche

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« Responder #398 em: Abril 16, 2009, 12:00:01 am »
Português distinguido com "Australian International Design Award"

Carlos Aguiar, professor convidado da Faculdade de Engenharia, ligado ao Design Studio da FEUP e à area focal EDAM do programa MIT Portugal foi recentemente distinguido com a edição 2009 do “Australian International Design Award”, pelo projecto de design da garrafa portátil de gás propano CoMet.


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Trata-se da primeira vez que um projecto de design português é distinguido com um prémio de design no continente australiano, demonstrando assim, de forma inequívoca, a globalidade dos mercados actuais e a competitividade da inovação nacional a nível internacional.

Com design de Carlos Aguiar, a garrafa portátil de gás com produção da Amtrol-Alfa pertence à família CoMet de garrafas de tecnologia compósita (metal e fibra de vidro) desenvolvidas por aquela empresa e pelo INEGI. A parceria revolucionou o mercado quando apresentou a proposta da garrafa Pluma.

Na sequência desse projecto, surgiram outros igualmente inovadores como o recentemente distinguido. Este, diferente dos modelos tradicionais, consiste numa garrafa portátil de gás propano CoMet (Snap and Go) que utiliza uma jaqueta baixa (conhecida no mercado português por K6 da Repsol), associada a uma base dotada de IML de identificação. Esta solução permite desenvolver, em tempo record, um novo produto que recebeu a designação de “snap and go”, demonstrativa da incomparável facilidade de utilização e superior ergonomia em relação aos modelos tradicionais.

O modelo agora premiado, comercializado pela ELGAS (companhia integrada no grupo mundial LINDE ) só foi possível através do carácter altamente modular, sobre o qual o projecto foi desenvolvido, permitindo dar resposta ultra rápida às necessidades do mercado australiano em termos de capacidade e arrumação.

Para Carlos Aguiar este prémio veio juntar-se a outras distinções internacionais importantes, algumas delas de carácter inédito em Portugal na área de Design de Produto: Design Plus (Frankfurt) e Red Dot (Essen), IF-Gold (Hannover); Good Design(Chicago) e G-Mark (Tóquio), bem como nomeações para finalista do Prémio de Design da República Federal Alemã.
 

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comanche

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« Responder #399 em: Abril 16, 2009, 12:03:42 am »
Scientists discovered a new molecular mechanism linking viral infection to cancer susceptibility

Author of the original paper: Pedro Machado Simas

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Portuguese scientists discovered a new molecular mechanism that allows gamma herpes viruses to chronically infect patients and helps to explain why these patients present an abnormally high incidence of the lymphocyte (or white blood cell) cancer lymphoma, particularly when their immune system is compromised.

The research, just published in the advance online edition of The Embo Journal ¹, reveals how these viruses mimic the host molecular machinery to shutdown NF-kB –a key regulatory protein complex involved in cell division and death – on infected lymphocytes, and how this - probably by disrupting the cells normal regulatory systems - creates the conditions for the development of lymphomas.
 

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Chicken_Bone

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« Responder #400 em: Abril 19, 2009, 09:24:22 am »
FEUP desenvolve projecto para diagnosticar otites
Novo dispositivo poderá revolucionar a prática dos médicos pediatras e de clínica geral

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Tem a dimensão de um telemóvel, é tão fácil de usar como um termómetro digital e serve para diagnosticar otites através da cor. O dispositivo, criado por uma equipa da FEUP, poderá chegar ao mercado dentro de um ano.

Chama-se Otoscópio óptico-electrónico e promete revolucionar o exercício dos profissionais de saúde - sobretudo pediatras e de clínica geral - que geralmente têm dificuldade em interpretar patologias relacionadas com o ouvido médio. Tal como um termómetro digital indica a febre através dos graus que aparecem no visor, este dispositivo traça o diagnóstico de eventuais otites através de uma paleta de cores.

É útil sobretudo na avaliação de bebés "porque não falam", e crianças. De acordo com o professor Rodrigues Rodrigues, director do serviço de otorrinolaringologia do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde este projecto foi testado, "as otites e as amigdalites representam cerca de 80% a 90% das infecções nas crianças até aos quatro anos de idade".

"Como a eficácia deste dispositivo não está dependente da subjectividade do utilizador, torna-o mais rigoroso do que os que existem actualmente", garantiu ao JN João Manuel Tavares, professor de engenharia mecânica e gestão industrial e um dos cinco autores do projecto, cuja patente já foi solicitada. "É fácil de manusear, a informação é fácil de ler e não será dispendioso" - para uso doméstico não terá um preço superior a 50 euros; para uso profissional será inferior a mil euros.

Além disso, acrescentou José Soeira, aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) responsável pelo design industrial do protótipo, e cujo trabalho serviu de mote para a sua tese de mestrado, "é prático, pode ser transportado na bata dos médico, tal e qual como o estetoscópio, e obedece a todas as regras de segurança e higiene".

Rodrigues Rodrigues reconhece que o novo otoscópio pode constituir "uma ferramenta importante no despiste de otites", podendo mesmo "representar uma viragem no diagnóstico realizado por pediatras e médicos de clínica geral (nunca por otorrinos)", mas revela-se mais cauteloso relativamente ao uso doméstico do aparelho. "Não creio que seja uma opção desejável. Em alguns casos poderia mesmo ser perigoso por poder criar situações de alarme falso ou o inverso". Ao contrário, acredita que o dispositivo poderá vir a figurar em todos os hospitais, centros de saúde e consultórios de pediatras.

A comercialização do dispositivo, cuja autoria cabe também aos professores da FEUP Jorge Reis e Joaquim Magalhães Mendes, e à pediatra Georgeta Oliveira, está neste momento a ser avaliada pela Tomorow Options, empresa que está a ser incubada no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto. "Há a possibilidade de serem nossos parceiros", confirma João Manuel Tavares, acrescentando que "o protótipo tem condições para estar no mercado dentro de um ano".

O desenvolvimento do projecto acabou por ir mais longe do que havia sido inicialmente previsto, possuindo mais-valias que ultrapassam o mero diagnóstico de otites. "Tem tecnologia para aferir todas as patologias ou lesões da pele que possam ser realçadas com a emissão de luz controlada". De qualquer forma, ressalva, "servirá sempre como auxiliar e nunca como substituto dos médicos".


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Socieda ... id=1205567
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« Responder #401 em: Abril 19, 2009, 07:02:59 pm »
Robô controlado por ondas cerebrais
Projecto desenvolvido por cientistas portugueses e suíços é apresentado em Coimbra

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Uma nova tecnologia que permite controlar um robô, a mais de 1.500 quilómetros de distância, utilizando apenas ondas cerebrais e a visão, foi desenvolvida por cientistas portugueses e suíços e vai ser apresentada em Coimbra, avança a Lusa.

O projecto, coordenado por um investigador da Universidade de Coimbra, permite que um utilizador, na Suíça, com um computador e um dispositivo de eléctrodos na cabeça possa controlar uma máquina, em Portugal, por controlo remoto.

O cientista, na Suíça, «vê imagens de cá e reage lá», interagindo com o robô «sem teclas, apenas através de ondas cerebrais», disse este domingo à Agência Lusa Jorge Dias, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

«É um sistema de feedback visual», acrescentou, frisando que o investigador suíço dá «ordens» ao robô com a visão, através de um sistema direccional que permite à máquina mover-se para a direita ou esquerda, para cima e para baixo.

Tecnologia com «forte impacto social»

Argumenta que é uma tecnologia com «forte impacto social» já que permitirá que pessoas com deficiências motoras muito graves possam obter mais autonomia no seu dia-a-dia.

«Com um simples e discreto dispositivo de eléctrodos, cidadãos com necessidades muito especiais, por exemplo, tetraplégicos ou acamados, terão autonomia para realizar tarefas quotidianas como atender o telefone, pedir ajuda, abrir a porta ou abrir o frigorífico», ilustrou Jorge Dias.

Sublinhando que o conceito de comando de uma máquina através de ondas cerebrais «está provado e validado», Jorge Dias sustentou que «a grande dificuldade e desafio» do projecto passava por garantir «uma interface robusta» entre os dados cerebrais e o robô, o que foi conseguido.

«No máximo, dentro de 5 anos esta nova tecnologia será mais popular porque é financeiramente atractiva e sem dificuldade de manuseamento», destacou.

O projecto dos investigadores da FCTUC e Hospital Universidade de Genebra vai ser alvo de uma demonstração, terça-feira, pelas 10:30, no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, situado no Pólo II da Universidade de Coimbra.


http://diario.iol.pt/tecnologia/robot-o ... -4069.html
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« Responder #402 em: Abril 19, 2009, 08:05:15 pm »
:shock:  :shock:
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Chicken_Bone

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« Responder #403 em: Abril 19, 2009, 08:34:29 pm »
Pá, tens que ver o "House MD" mais frequentemente. :D
"Ask DNA"
 

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HSMW

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« Responder #404 em: Abril 19, 2009, 09:05:03 pm »
Não vejo esse mas vejo o "Fringe"  c34x
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."