Tecnologia Portuguesa

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cromwell

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« Responder #435 em: Junho 24, 2009, 07:50:00 pm »
Citação de: "André"
Docente português recebe prémio mundial da HP

António Luís Pinto Ferreira de Sousa, professor da Universidade do Minho, foi distinguido com o prémio da segunda fase do programa mundial de investigação HP Labs Innovation Research Program, anuncia a HP.

 concurso estiveram 60 projectos de 46 universidades de 12 países da Europa, América, África e Ásia, todos eles agraciados com prémios do HP Labs, o pólo central de investigação da HP.

«Há mais de uma década que o grupo de Sistemas Distribuídos da Universidade do Minho se tem dedicado ao estudo e construção de sistemas confiáveis. A iniciativa dos HP Labs constitui o reconhecimento, por uma empresa de referência, da importância desta temática num tópico emergente como é o Cloud Computing. A renovação do prémio por mais um ano, é o reconhecimento do trabalho efectuado, o que nos enche de orgulho e motiva ainda mais para continuarmos o trabalho desenvolvido», afirmou António Sousa.

O HP Labs Innovation Research Program visa proporcionar a docentes, institutos de investigação e universidades a oportunidade de desenvolver pesquisas avançadas em colaboração com a HP.

«Os premiados vão trabalhar com os investigadores dos HP Labs na pesquisa em áreas como infra-estruturas inteligentes, interacção imersiva e serviços de cloud computing, que inclui computação social», anuncia a HP.

SOL


Magnífico. :D
Se o governo presta-se aos nossos investigadores e à nova tecnologia inventa em Portugal, imaginem o avanço e reconhecimento internacional que o nosso país teria.
"A Patria não caiu, a Pátria não cairá!"- Cromwell, membro do ForumDefesa
 

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cromwell

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« Responder #436 em: Junho 29, 2009, 09:03:12 pm »
"A Patria não caiu, a Pátria não cairá!"- Cromwell, membro do ForumDefesa
 

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André

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« Responder #437 em: Julho 18, 2009, 02:02:59 pm »
O Made in portugal também já chegou ao espaço


Portugal pode nunca ter posto um homem em órbita, mas o conhecimento português já deu um empurrão em missões da NASA. Simuladores de falhas técnicas e de constelações de satélites, sistemas de informação ambiental, cortiça. O selo do "made in Portugal" em tecnologias da NASA é uma realidade desde os anos 80, quando o Grupo Amorim comprou a empresa americana GTS, que fornecia módulos de cortiça para a NASA. "Por garantirem um bom isolamento térmico e uma excelente relação desempenho, os compósitos de cortiça são muito utilizados nas missões espaciais", explica Joana Martins, da Amorim. Aliás, a cortiça também já foi à Lua: "Os compósitos de cortiça foram usados como material de isolamento térmico na missão Apollo 11", conta ainda a responsável de comunicação.

Mas não é só de cortiça que é feito o cartão-de-visita dos portugueses na NASA. E muitas vezes é a própria agência que dá o primeiro passo nas relações com as empresas nacionais. Foi o que aconteceu com a Critical Software. Em 1998, os três doutorandos da Universidade de Coimbra - agora directores da Critical - foram surpreendidos por um email da NASA. A tecnologia de injecção de falhas que João Carreira, Gonçalo Quadros e Diamantino Costa estavam a desenvolver tinha chegado aos ouvidos dos responsáveis do Jet Propulsion Lab. Este centro, que desenvolve a robótica para a exploração do sistema solar, estava interessado em usar o Xception, "uma tecnologia que injecta erros nos sistemas e que permite perceber como o sistema reage, e assim antever as piores possibilidades de falhas", conta Rui Melo Biscaia, da Critical Software. Hoje, passados 11 anos, a Critical faz parte do grupo de investigação de técnicas de verificação e validação de software da NASA.

Tal como a Critical, a Chiron, uma empresa saída da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa em 1996, também teve um empurrão da NASA. Entre 1995 e 2002, a empresa foi responsável pela concepção e pelo desenvolvimento do MAPS (Mapping Analysis and Planning System), um sistema de armazenamento e análise de variáveis ambientais a pedido do Kennedy Space Centre, na Florida. E a 1400 quilómetros de distância, no Glenn Research Centre, no Ohio, há mais tecnologia portuguesa a ser usada pela agência espacial americana.

Desde Julho do ano passado que a NASA usa o Granada-FCM da Deimos Engenharia, que simula toda a futura constelação de satélites do sistema Galileo, o correspondente europeu do GPS, que ainda está a ser desenvolvido.

Em Portugal, a indústria aeroespacial é representada por 12 empresas onde trabalham 300 técnicos altamente especializados, apesar de o país não ter agência espacial. Mas a participação portuguesa está também ancorada nos projectos da Agência Espacial Europeia, a que Portugal pertence desde 2000. E a lógica de participação propicia uma actividade contínua de empresas nacionais na exploração espacial: cada país-membro investe e recebe, como contrapartida, encomendas para contribuir em projectos do ExoMars, o futuro robô que vai explorar Marte e levar com ele a inovação portuguesa ainda mais além.

Ionline

 

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André

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« Responder #438 em: Julho 29, 2009, 08:47:37 am »
Satélite lançado com ajuda de engenheiros portugueses


O primeiro satélite de Observação da Terra, desenvolvido com a ajuda de uma empresa portuguesa, é lançado hoje para o espaço. O DEIMOS-1 vai "fotografar" todo o país, permitindo detectar e acompanhar a evolução de incêndios florestais e cheias no país.

Construído com a ajuda de engenheiros portugueses da empresa Deimos Engenharia, o DEIMOS1 pesa cerca de 100 quilos e deverá estar no espaço durante os próximos cinco ou seis anos.

"Equipado com três câmaras ópticas, que se assemelham às vulgares máquinas fotográficas digitais", o satélite vai armazenar e transmitir dados essenciais para desenvolver aplicações e serviços nas áreas da monitorização do ambiente e recursos naturais.

Nuno Ávila, da empresa portuguesa Deimos Engenheria, apontou algumas das funcionalidades do satélite: "permite saber qual a taxa de crescimento das plantas, controlar pragas, conhecer o teor de nutrientes no solo, fazer inventários florestais, conhecer a regeneração de uma zona vítima de uma catástrofe natural, entre muitas outras coisas".

Ao cobrir todo o território português fornecendo imagens actualizadas de três em três dias, o satélite vai permitir ainda "detectar e seguir a evolução de umas cheias ou de um incêndio", acrescentou o director da empresa.

Mas o grosso do trabalho da equipa de engenheiros portugueses "ainda está para começar", quando se começar a processar parte das imagens que chegam do satélite, a uma altura de 686 quilómetros.

Segundo a empresa portuguesa com sede em Lisboa, o primeiro centro DEIMOS para processamento, arquivo e distribuição de dados vai ser criado na Universidade de Valladolid, ao qual se seguirão outros, nomeadamente na Deimos Engenharia, em Portugal.

"Problemas técnicos" levaram a adiar para hoje às 19:45 (hora de Lisboa) o lançamento do DEIMOS-1, que estava marcado para dia 25 de Julho a partir do Cosmódromo de Baikonur.

Lusa

 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #439 em: Dezembro 23, 2009, 06:35:21 pm »
Portugueses ajudam a desenvolver satélites da ESA


O CITEVE- Centro Tecnológico da Industria Têxtil e do Vestuário, em Famalicão, está a trabalhar no desenvolvimento de uma solução de isolamento térmico para revestir satélites da ESA-Agência Espacial Europeia, disse hoje fonte do organismo.
O director-geral Braz Costa adiantou que o Citeve está a cooperar com o INEGI- Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, e com a empresa HPS Portugal e HPS Alemanha detida pelo INEGI e pela empresa alemã High Performance Space Structure Systems (HPS), GmbH.

O gestor adiantou que "a solução é constituída por várias camadas têxteis unidas por costura em forma de "cobertor" através de um método especificamente estudado e desenvolvido para o efeito".

O boletim informativo do Inegi - citado pelo CITEVE - refere que "Portugal e Alemanha estão a cooperar no desenvolvimento do fabrico de sistemas de protecção térmica passivos para satélites e componentes a serem usados em missões da European Space Agency (ESA)".

O INEGI, a HPS Portugal, o CITEVE e a HPS-GmbH são as instituições envolvidas num projecto financiado em 75% pelo Space Office da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e que envolve verbas globais de 1,5 milhões de euros.

Isolamento Multi-camada (MLI, do inglês Multi-layer Insulation), é o nome dado ao sistema de protecção térmica que consiste em "camadas de material reflector da luz solar que é tecido e costurado em forma de cobertor. O cobertor é depois usado para revestir o satélite ou componentes e, assim, evitar que a radiação solar aqueça demasiado o interior do satélite".

Além destas características, o MLI funciona, igualmente, como complemento para manter a temperatura do interior do satélite constante nas zonas em que este se encontra à sombra.

Apesar de ser um componente obrigatório em todos os satélites, na Europa contam-se pelos dedos de uma mão os fornecedores de MLI.

Lusa
 

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Chicken_Bone

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #440 em: Dezembro 23, 2009, 08:26:15 pm »
"Ask DNA"
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #441 em: Fevereiro 02, 2010, 06:42:46 pm »
Portugueses criam software de controlo inteligente de produção


Uma equipa de investigadores de Coimbra criou um software que transforma um vulgar PC num controlador inteligente de sistemas de produção industrial, permitindo optimizar processos, aumentar a qualidade e reduzir custos, foi hoje anunciado.

Designado Mimesis, o software para aplicação na indústria é um "controlador inteligente, flexível e robusto" que já está em fase de comercialização, disse à agência Lusa o coordenador do projecto, Rui Araújo.

O Mimesis é uma das três áreas do projecto SInCACI - Sistemas Inteligentes de Controlo, Aquisição e Comunicação Industrial, que a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver em parceria com a empresa Acontrol, que opera na área de automação e controlo industrial.

O novo software recorre à inteligência computacional para corrigir de forma dinâmica e antecipada o funcionamento do processo industrial, "de forma a evitar eventuais falhas, perdas ou danos", segundo nota divulgada hoje pela FCTUC.

"A ideia é controlar o sistema industrial a partir do conhecimento humano" que é replicado pelo software, através de regras semânticas em vez do modelo ou resposta matemática, sublinhou o investigador.

Ao usar as regras semânticas, conhecidas por regras difusas, o Mimesis permite criar um sistema de controlo automático a partir de informações imprecisas, escassas ou incompletas.

Optimização de processos, aumento da eficiência energética, redução de custos, segurança no ambiente industrial e aumento da qualidade do produto final são os ganhos introduzidos com o novo sistema.

Co-financiado pela Agência para a Inovação, o projecto SInCAC engloba também o desenvolvimento, em curso, de sensores virtuais, que recolhem, analisam, seleccionam e relacionam conjuntos de variáveis disponíveis em ambiente industrial, com o objectivo de encontrar "estimativas de variáveis alvo".

Desta forma, explicou Rui Araújo, o sistema adapta-se a si próprio, consegue alterar o estado do ambiente do processo produtivo e, assim, melhorar o seu próprio desempenho.

O projecto, com duração de três anos, engloba ainda uma terceira área, de desenvolvimento de hardware e software de comunicação industrial em tempo real.

Os investigadores direccionaram o seu trabalho, numa primeira fase, para as indústrias do papel e do cimento, mas pretendem alargá-lo a diversas indústrias, incluindo a gestão e monitorização de Estações de Tratamento de Águas Residuais.

Lusa
 

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Jorge Pereira

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #442 em: Fevereiro 08, 2010, 11:22:27 pm »
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Qualquer superfície é um ecrã táctil

A empresa nacional Displax apresentou esta semana uma película que transforma qualquer superfície num ecrã táctil. Referenciada em vários meios de comunicação social estrangeiros pela sua capacidade inovadora, os primeiros produtos só devem estar disponíveis em Julho próximo.

"O poder, precisão e versatilidade desta tecnologia", explicou Miguel Oliveira, CEO do grupo Edigma em que se integra a Displax e que a divulgou em Amesterdão na feira Integrated Systems Europe, torna-a na "primeira tecnologia a nível mundial que transforma qualquer superfície plana ou curva num ecrã multitoque".

A película de polímeros com 100 mícrones, mais fina do que uma folha de papel, integra uma rede de nanoligações que permite registar até 16 pontos de contacto em simultâneo. Após processamento informático, e sem ser "afectada pelas diferentes condições de luminosidade", pode-se assim efectivar uma acção num ecrã com diagonal até três metros.

A Displax afirma tratar-se "também da primeira tecnologia multitoque a ser sensível ao sopro (airflow detection), através da capacidade de medição da intensidade e direcção do fluxo de ar".
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #443 em: Fevereiro 23, 2010, 07:37:53 pm »
Empresa portuguesa faz caneleiras dos jogadores do Chelsea e da Selecção Nacional


A SAK, ou Security Against Kicking, é a empresa portuguesa que fabrica caneleiras personalizadas, com recurso a tecnologia 3D, que conquistaram os jogadores da Selecção Nacional e do Chelsea.
Fabricadas em materiais compósitos, caracterizados pela leveza e resistência, a grande vantagem das caneleiras da SAK Project é "encaixar perfeitamente na perna do jogador", diz à Agencia Lusa Filipe Simões, um dos fundadores da empresa.

"Não são uma protecção adicional, mas uma extensão natural da perna", é a forma como a empresa de Viseu apresenta as suas caneleiras high tech, uma das novidades da 17.ª edição do Fórum Têxteis do Futuro, que arranca quarta-feira no edifício da Alfândega, no Porto.

Filipe Simões explica que, nos primeiros dois anos, a empresa esteve concentrada no desenvolvimento e aperfeiçoamento das caneleiras. "Só agora vamos começar o trabalho de divulgação e é uma mais-valia contar com a aprovação de um dos melhores clubes do mundo", adianta o empresário, referindo-se ao Chelsea.

A empresa de Viseu começou por desafiar a Selecção Portuguesa a experimentar as caneleiras personalizadas, e foi pela mão do defesa Paulo Ferreira que foram levadas para terras de sua majestade.

"Os colegas foram conquistados e o Chelsea tornou-se nosso cliente habitual", diz, acrescentando que aproveitaram uma vinda da equipa inglesa a Portugal, para jogar com o FC Porto, para digitalizar as pernas dos jogadores.

Neste momento a SAK Project está a negociar o fornecimento de caneleiras a equipas de futebol da Holanda, Espanha e Itália, e começa a aventurar-se noutras modalidades, nomeadamente o hóquei em patins.

"Temos um produto que protege jogadores que valem milhões", acrescenta.

A empresa dedicada à produção de caneleiras nasceu em 2008, da junção da formação de Rui Pina na área de materiais compósitos com o conhecimento de Filipe Simões, engenheiro electrotécnico, que decidiu potenciar as possibilidades da tecnologia 3D.

Com o produto reconhecido no mercado, os dois jovens empresários querem "passar a ter capacidade produtiva e a controlar todo o processo", que actualmente é subcontratado a várias empresas. "Dominar o processo produtivo vai permitir um maior controlo dos tempos de produção, sendo que neste momento demoramos cerca de duas semanas a satisfazer as encomendas", explica Filipe Simões.

Em ano de Campeonato do Mundo, o 17.º Fórum Têxteis do Futuro, que arranca hoje no Edifício de Exposições e Congressos da Alfândega do Porto, vai ser dedicado ao futebol com o objectivo de sensibilizar os agentes económicos ligados ao desporto para a importância dos têxteis no rendimento dos atletas.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #444 em: Março 01, 2010, 08:35:43 pm »
Consórcio português quer criar os primeiros robôs vigilantes «inteligentes»

Um consórcio português pioneiro em todo o mundo pretende construir os primeiros robôs vigilantes “inteligentes”. O objectivo é que estes robôs sejam extensões dos operadores humanos no terreno, com capacidade para fazer rondas, reconhecer e seguir intrusos, bem como trabalhar em equipa com outros robôs ou mesmo com humanos, o que não acontece com as actuais soluções segurança.

O projecto denominado ROBVIGIL pretende assim reduzir os riscos humanos associados às tarefas de vigilância, graças a potencialidades específicas dos futuros robôs, tais como aproximar-se e cercar pessoas ou atravessar locais perigosos.

Dotados de uma capacidade de visão de 360 graus, estes robôs vigilantes deverão também conseguir detectar gases, incêndios, fumo, água no chão e comunicar através de tele e videoconferência, quer com outros robôs, quer com humanos. Esta capacidade de trabalho em equipa e visão omnidireccional são alguns dos principais elementos diferenciadores do projecto ROBVIGIL, dado que os futuros robôs vigilantes estarão preparados para cooperar entre si e com pessoas para a prossecução de um objectivo.

Pretende-se que estes robôs “inteligentes” simplifiquem as tarefas humanas, uma vez que podem ser teleguiados em tempo real através de controlo remoto, inaugurando um novo paradigma de cooperação homem/máquina.

Na base deste projecto estão tecnologias já testadas anteriormente com sucesso em projectos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e  do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC Porto) e que podem agora ser devidamente exploradas no mercado com os recentes avanços e a aposta nas Redes de Nova Geração (RNG).

Avanços das RNG, como a fibra óptica, permitem construção destes novos robôs
Estas redes (fibra óptica, wireless, exemplos de tecnologias que suportam as RNG) permitem a transmissão de grandes quantidades de informação em tempo real. Neste projecto em concreto, graças às potencialidades de vídeo, tele/videoconferência e controlo remoto em tempo real abertas pelas RNG, passa a ser possível transformar robôs em extensões do segurança humano no terreno.

Esta é uma iniciativa QREN, co-financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Programa Operacional, cuja duração está prevista para dois anos, sendo que  as primeiras unidades experimentais devem chegar ao mercado já em 2012.

O projecto, orçamentado em 1,2 milhões de euros arrancou em Fevereiro e é composto inteiramente por empresas portuguesas, embora seja dirigido ao mercado internacional. Integram este consórcio o INESC, a Clever House – Sistemas Inteligentes, Lda., distribuidores em Portugal dos líderes mundiais em robótica civil e de segurança, a Strong Segurança, S.A., Empresa de Segurança e Desenvolvimento de Soluções de Electrónica para Segurança, e a Sinepower Consultoria, Projectos de Engenharia Electrónica, Lda, Power, empresa de electrónica.

Ciência Hoje
 

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Cabecinhas

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #445 em: Março 02, 2010, 09:50:09 pm »
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Segurança e Defesa / Sistema de localização de snipers

O sistema PILAR é um sistema de localização de snipers baseado em sensores e algoritmos acústicos que foi concebido para localizar disparos que se produsam até cerca de 400 metros de distância tendo sido provada a sua efectividade em ambientes ruidosos tais como aeroportos militares
 
O sistema instala-se em campo em alguns minutos e é capaz de detectar a localisação da ameaça nos 3 segundos posteriores à  primeira detonação, dispondo de acessórios para poder filmar com diversos sensores ópticos quem está a realizar a acção.
 
O sistema está a ser utilizado actualmente por diversos exércitos de todo o mundo e dispõe de diversos certificados.



http://www.mra.pt/ALAVA/prod_Sistema_de_deteccion_de_Francotiradores_sec0302_niv2.html
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #446 em: Março 08, 2010, 05:20:24 pm »
Investigadores projectam «casa do futuro» a baixos custos


Investigadores de Coimbra projetaram uma casa modular, cuja tipologia pode ser facilmente alterada em função das necessidades dos moradores, e com baixos custos de construção, foi hoje anunciado.

O projeto assenta no uso intensivo de aço leve e resulta numa «redução de 28 por cento dos custos de construção», sendo o preço do metro quadrado 550 euros, «perfeitamente quase imbatível» para o mercado português, na opinião do coordenador, Luís Simões da Silva.

Projetada por uma equipa multidisciplinar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a vivenda, de arquitetura moderna, possui características «affordable houses» (casas acessíveis), e surge em resposta a um desafio lançado pelo maior grupo de indústria de aço do mundo – a ArcelorMittal, a grupos de investigadores de oito países, entre os quais Portugal.

O objetivo era uma habitação unifamiliar, a baixo preço, mas funcional e que cumprisse todos os requisitos técnicos, nomeadamente em termos de segurança, conforto térmico, acústico e de eficiência energética.

«A grande mais valia é que tudo isso foi conseguido a um custo baixo», disse o investigador da FCTUC à Lusa, sublinhando que, «esteticamente, se mantém uma casa portuguesa».

Uma das inovações é o processo modular de construção, que imprime versatilidade à casa, para que «muito facilmente evolua com as necessidades da família» que a habita.

Ao contrário do que se verifica com a construção tradicional, nesta casa do futuro «facilmente se consegue» efetuar uma remodelação sem que os moradores tenham de abandonar o espaço.

«As pessoas num dia conseguem reformular a sua casa e passar de dois para um quarto ou aumentar um quarto porque todo o processo é modular e é muito fácil conseguir ampliar a casa, mudar a tipologia, sem ter de a abandonar», disse o investigador.

Para que a casa fosse versátil e «funcionasse em qualquer zona de Portugal», foi projetada para «a região sísmica mais gravosa - Sagres - e para ter neve correspondente à zona da Serra da Estrela e vento correspondente à zona costeira», acrescentou.

Luís Simões da Silva explica que a redução dos custos comparativamente a uma casa semelhante mas de construção tradicional é possível não só porque a soma dos custos dos materiais e da mão de obra envolvida é «à partida, mais barata», mas também porque há um «ganho de dez por cento de área útil».

«Ao utilizarmos uma estrutura de utilização de aço intensiva, conseguimos, para o mesmo grau de isolamento térmico, ter paredes mais finas», ou seja, «para a mesma área de construção temos mais área útil, sem qualquer aumento de custo», frisou.

«Estamos a fazer esforços para que empresas (de construção) comecem a aplicar o conceito», disse o cientista.

Outros 15 grupos de investigadores da Índia, Brasil, China, Polónia, Suécia, Roménia, e República Checa apresentaram projetos semelhantes para o mercado dos respetivos países, em resposta ao desafio da ArcelorMittal.

Lusa
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #447 em: Março 27, 2010, 02:08:53 pm »
Portugal tem 17 empresas de novas tecnologias nos Estados Unidos


Um total de 17 empresas portuguesas de novas tecnologias já têm escritórios nos Estados Unidos, dedicando-se a «nichos de mercado» que vão desde software a tecnologias de saúde, afirmou o presidente do AICEP - Portugal Global.

«Estas empresas têm conquistado progressivamente nichos de mercado importantes, designadamente no domínio do software para a indústria da saúde, tecnologias de interacção, soluções inovadoras de software financeiro e industrial», disse Basílio Horta.

O presidente do AICEP esteve recentemente nos Estados Unidos, na abertura de uma missão empresarial - no período de 13 a 19 do corrente mês - e foi até Sillicon Valley, na Califórnia, considerado um dos principais centros para empresas de base tecnológica a nível mundial.

Na missão participaram diversas empresas de tecnologias, como BetterSoft, Brisa - Inovação e Tecnologia, Lógica, Soft Limits, Vortal, Whatever SGPS e Wedo Technologies.

«São empresas portuguesas com elevado potencial de internacionalização e relativamente às quais, a inovação estratégica pode desempenhar um papel importante no seu futuro. (…) Houve enfoque nas pequenas e médias empresas, tecnologias de informação, energia, biotecnologia e electromecânica, além de organismos públicos associados à inovação e modernização da economia», referiu Basílio Horta.

No final, a Leadership celebrou um acordo para promover a instalação de empresas portuguesas no Plug and Play, uma incubadora de empresas, e o trabalho conjunto para obter apoio do governo português e das grandes empresas portuguesas à instalação de um centro de empresas portuguesas em Silicon Valley.

As potencialidades do estado da Califórnia e a retoma da economia norte-americana animam o presidente do AICEP, interessado em captar investimento para Portugal.

«O crescimento económico dos Estados Unidos é um dado encorajador que nos permitem inferir que 2010 possa vir a ser um ano de retoma, com impacto positivo em Portugal», disse.

O AICEP encontra-se há cerca de seis meses sem delegado em Nova Iorque, estando as acções a serem coordenadas a partir do escritório em São Francisco.

Segundo Basílio Horta, «já existe solução e será anunciada muito em breve».

De acordo com uma fonte, o AICEP aguarda que o nome proposto seja formalmente aprovado a nível do governo.

A nova orgânica do AICEP contempla um Centro de Negócios na capital financeira norte-americana, coordenando as actividades não só nos Estados Unidos, mas também no Canadá e no México, todos os três países que integram o mercado NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio).

No ano passado os resultados das exportações portuguesas foram negativos - menos 24 por cento - mas «embora o euro se tenha mantido a um nível bastante elevado no último trimestre de 2009, verificou-se uma clara desaceleração desta tendência nos últimos meses», referiu Basílio Horta.

Em Janeiro, segundo dados do INE citados pelo presidente do AICEP, a subida das exportações para os Estados Unidos foi de 54,1 por cento.

Basílio Horta alerta, no entanto, para a necessidade de estabelecer se este aumento é sustentável, uma vez que não está ainda disponível a identificação dos grupos de produtos que conheceram essa evolução positiva.

Lusa
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #448 em: Março 29, 2010, 01:47:45 pm »
Portugueses participam na criação de mão robótica inteligente


Uma mão robótica inteligente, capaz de substituir a mão humana, está a ser desenvolvida por uma equipa de investigadores europeus, integrada por portugueses, cujo trabalho se centra na inteligência associada ao movimento.

O objectivo do projecto europeu "HANDLE" é criar uma mão apta a identificar e manipular todo o tipo de objectos, como se de uma mão humana se tratasse, anunciou hoje a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Liderado pela Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris, o projecto envolve os Institutos de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC e do Instituto Superior Técnico de Lisboa, por Portugal, e cientistas do Reino Unido, Espanha, Suécia e Alemanha, além da empresa de robótica Shadow (Londres).

O trabalho da equipa de Coimbra foca-se no "estudo da percepção (com base no tacto e na visão) de objectos pelos humanos e no desenvolvimento de modelos matemáticos que serão usados na nova geração de mãos robóticas.

"O que fazemos é a leitura da manipulação dos objectos para duplicar esse movimento. A maior dificuldade é sabermos como se deve manipular coisas de determinada forma, para que encontremos a mais comum", disse hoje à Lusa Jorge Dias, coordenador, em Coimbra, do estudo.
A partir dos dados sensoriais envolvidos na manipulação dos objectos são desenvolvidos "sofisticados algoritmos de software que processem toda essa informação e reproduzam a acção da mão humana".

"No final, esperamos ter uma mão o mais possível funcional. O que se pretende é que o robô faça os movimentos pretendidos mas não de uma forma programada, com base nas aprendizagens guardadas (memorizadas) previamente", disse o especialista em Engenharia electrotécnica.

Jorge Dias explicou que, se para um humano é simples pegar num ovo ou numa caneta para escrever - porque treina esse tipo de movimento todos os dias e de forma inconsciente -, para uma máquina não, tem de aprender como se fosse uma criança de dois, três anos".

É justamente na transposição para os computadores dos modelos biológicos de manipulação que reside o maior desafio.

No fundo, o que os cientistas estão a fazer é a "adicionar inteligência, autonomia e destreza às actuais mãos robóticas mecânicas para que, no futuro, tenhamos uma mão inteligente (recheada de sensores, músculos e tendões artificiais) capaz de identificar um objecto, perceber a sua função e manuseá-lo correctamente", explicou.

A medicina (próteses avançadas, cirurgia, reabilitação) é uma das possíveis áreas de aplicação da mão robótica inteligente, que, segundo o investigador da FCTUC, poderá também revelar-se "uma peça chave para que os robôs humanóides possam efectuar tarefas com elevado nível de exigência, onde não há espaço para falhas".

Iniciado há um ano, o projecto tem a duração de mais três anos e um orçamento global de seis milhões de euros.

Lusa
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #449 em: Março 29, 2010, 09:37:20 pm »
Portugueses vencem competição internacional de Inovação


Marina Santana e João Pina são os dois portugueses que fazem parte da equipa vencedora da primeira competição internacional de inovação promovida pela Universidade de Carnegie Mellon. Os estudantes são colaboradores da empresa Novabase e estão a frequentar o mestrado profissional de grau dual em Engenharia de Software ministrado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e pela Universidade de Carnegie Mellon, ao abrigo do programa Carnegie Mellon | Portugal.

Intitulada «Algorithmic Facilitation of the Delphi Method Using Crowdsourced Forecasting Data», a apresentação vencedora propôs a aplicação de um novo método de previsão das tendências de consumo na Internet: usar as redes sociais para reunir informação e rankings das várias ideias e sugestões dos consumidores na Internet, aplicando depois um algoritmo que avalia a capacidade de previsão de cada participante.

Segundo Marina Santana, “este prémio mostra que a formação de nível mundial que estamos a receber, tanto na Universidade de Coimbra como em Carnegie Mellon, é, de facto, inspiradora. Sempre fomos apaixonados pela área da inovação e empreendedorismo e por isso decidimos frequentar um curso de gestão na Tepper Business School, enquanto estamos na Universidade de Carnegie Mellon”.

João Pina acrescenta: “Conseguimos, na nossa equipa, tirar partido das nossas competências multidisciplinares, com abordagens no âmbito tecnológico, socioeconómico e do comportamento do consumidor. Estamos muito orgulhosos por vermos o nosso trabalho reconhecido, principalmente numa competição de alto nível, onde participam alguns dos profissionais mais talentosos do mundo”.

Projecto interdisciplinar

A Orange Team, a equipa vencedora, integrou, além dos portugueses Marina Santana e João Pina, Logan Powell, Shing Yan Lau, Elaine Lee e Rakesh Mishra e recebeu um prémio no valor de dois mil dólares.

A iniciativa assenta num projecto interdisciplinar patrocinado pela própria universidade, através dos seus vários pólos de ensino – o Project Olympus, o Don Jones Center for Entrepreneurship, e o Institute for Social Innovation and Master of Information Systems.

A competição foi aberta a todos os estudantes licenciados e/ou com formação superior e reuniu um conjunto de nove equipas de seis alunos cada, que apresentaram as suas ideias sobre novas tendências de consumo na Internet. O júri era composto por um conjunto de seis jurados, especialistas da indústria das novas Tecnologias, Informática, Internet e por peritos na área de capital de risco.

Ciência Hoje