6ª Geração

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Sintra

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Re: 6ª Geração
« Responder #480 em: Janeiro 23, 2026, 01:06:36 am »
Não sei se viste as noticias ontem, já não vai haver invasão da Groenlândia nem vai acabar a NATO,  tal como tentei dizer varias vezes aqui não ia acontecer. O melhor que temos a fazer é ignorar o ruído e esperar  os próximos capítulos da decisão da  substituição do F-16 e os programas 6G. Com um pouco de sorte o Homem laranja é impugnado este ano (O republicanos já falam disso abertamente no senado e congresso) e podemos com alguma segurança esperar que a palhaçada na casa branca acabe (de 1 maneira ou outra) deixando estas duvidas existenciais definitivamente para trás e fazer o que realmente é preciso.


A "palhaçada" não vai acabar.
Donald Trump não é um blip histórico.
Ele foi RE-ELEITO depois do que se passou no dia 6 de Janeiro de 2021...
Não foi um erro. É o que é.
Não existem garantias absolutamente nenhumas de que não vamos ter problemas graves...
Se não for na "Greenland", serâ na "Iceland" ou em "Scotland" ou noutro sitio qualquer.
E existem probabilidades algo razoáveis de que as próximas eleições nos EUA não sejam lá muito "livres"... ou ainda pode perfeitamente acontecer que apanhemos com um Presidente JD Vance/Stephen Miller/Trump Jr.

É o que diz o dc, adia-se a decisão sobre a escolha do substituto do F-16 durante uns tempos.


« Última modificação: Janeiro 23, 2026, 01:14:06 am por Sintra »
 
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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #481 em: Janeiro 23, 2026, 09:05:11 am »
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É o que diz o dc, adia-se a decisão sobre a escolha do substituto do F-16 durante uns tempos.
Ou seja, no mínimo até 2029... a correr bem.
Até lá voam os F16?
"E se perdermos algum piloto por acidentes originados pelo estado das células"?
Ninguém questiona agora?
Mesmo que decidas em 2029, quando integras o novo modelo da FAP? 2035?
E se voltar a ganhar Trump ou um dos seus discípulos? Voltamos a adiar?
Afinal o que interessa é a defesa de Portugal e dos seus aliados, ou comprar "made in USA"?
Adiar o quê? Decidam-se mas é pela integração "imediata" de um modelo europeu capaz e depois pelo comboio a apanhar no G6.
Os turcos já receberão os primeiros EF em Fevereiro.
É um meio muitíssimo superior ao atual F16 português.
Não há que inventar e muito menos adiar, sobretudo porque as ameaças (reais) aumentaram a ocidente.
João Pereira
 
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dc

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Re: 6ª Geração
« Responder #482 em: Hoje às 04:54:05 pm »
Dois comentários.
Até agora era inadiável. Tanto como era inquestionável a amizade do tio sam. Em que ficámos?
À espera de melhores dias do outro lado para decidirmos a nossa vida?  Nem te digo o que nesse caso parecemos...

Segundo, pela tua lógica,  se esse país se tornar em alguma das tais coisas, fazemos o quê? Fugimos para a Rússia, China? Entregamo-nos?

Eu nunca disse que era inadiável. Aliás, a compra de novos caças, com a revisão da LPM de 2023, indicava que só receberíamos os primeiros em 2035 (não havia qualquer verba prevista até 2034), que é como quem diz que a decisão seria tomada lá para 2028-2030.

Apenas um número muito reduzido de optimistas é que torciam os dedos para que se decidisse até 2025, de modo a receber os primeiros já em 2030.

A FAP viu foi uma oportunidade de decidir mais cedo, com o maior apetite de investir na Defesa desde 2022, e com a conversa dos "5%". Só que saiu o tiro pela culatra, por causa do Trump a fazer Trumpices.

Não é à espera de melhores dias, é à espera de ver como fica a situação política nos EUA, para evitar estourar dinheiro em caças obsoletos só para fingir que se renovou a frota.

Se a situação nos EUA volta a mudar nos próximos 4/5 anos, terias feito figura de urso a comprar caças 4.5G novos para nada.


Se os EUA se tornar verdadeiramente hostil, a Europa fica no meio de 3 potências nucleares hostis.
Se os EUA virarem uma ditadura, eu sei que o teu anti-americanismo vai fazer-te vir aqui dizer que devíamos ser aliados da Rússia e China, como se fossem melhor solução, porque tanto o Xi como o Putin são ditadores de bem.

Em qualquer dos casos, ter eurocanards não vai mudar nada.
Num caso de hostilidade americana, os 6G europeus são a melhor opção.
E tu aumentas a chance de participar num programa 6G, ao não estourar vários milhares de milhões num eurocanard (porque a questão financeira ainda se aplica).
 

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dc

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Re: 6ª Geração
« Responder #483 em: Hoje às 05:13:40 pm »
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É o que diz o dc, adia-se a decisão sobre a escolha do substituto do F-16 durante uns tempos.
Ou seja, no mínimo até 2029... a correr bem.
Até lá voam os F16?
"E se perdermos algum piloto por acidentes originados pelo estado das células"?
Ninguém questiona agora?
Mesmo que decidas em 2029, quando integras o novo modelo da FAP? 2035?
E se voltar a ganhar Trump ou um dos seus discípulos? Voltamos a adiar?
Afinal o que interessa é a defesa de Portugal e dos seus aliados, ou comprar "made in USA"?
Adiar o quê? Decidam-se mas é pela integração "imediata" de um modelo europeu capaz e depois pelo comboio a apanhar no G6.
Os turcos já receberão os primeiros EF em Fevereiro.
É um meio muitíssimo superior ao atual F16 português.
Não há que inventar e muito menos adiar, sobretudo porque as ameaças (reais) aumentaram a ocidente.

Sim, até lá voam F-16, foi sempre esse o plano.
O plano até era voarem até 2035.

Mas de repente "descobriram" que afinal já não aguentam voar tanto tempo, apesar de terem voado menos que os F-16 dos aliados, que aguentaram mais anos.

Nesta "descoberta", não foram capazes de fazer uma contagem de quantas células estão em bom estado e quantas em mau estado? Vão dizer que estão todas iguais, apesar de não terem todas o mesmo nível de uso, entre os originais comprados novos, e os usados que foram entrando ao serviço a conta-gotas? E ainda foram cancelar a modernização dos tais 3 F-16 adicionais que a FAP anda à espera há anos, e que permitia distribuir melhor as h/voo pelas aeronaves?

Continua a cheirar a tusa do mijo, de querer comprar já um caça novo, e descartar prematuramente os F-16.
Até porque ainda existia a opção de ir buscar mais uns quantos para modernizar, ou simplesmente comprar uns em segunda-mão, para aguentar as esquadras com uma solução de baixo custo e de rápida integração.

Assim, se voltasse a ganhar o MAGA, tinhas aeronaves em condições de uso, e entravas num programa 6G, sem estourar 5000M em eurocanards pelo meio.
 

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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #484 em: Hoje às 07:15:15 pm »
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Se a situação nos EUA volta a mudar nos próximos 4/5 anos, terias feito figura de urso a comprar caças 4.5G novos para nada.
Figura de ursos, pinguins ou parvos estão a fazer neste momento dinamarqueses,    canadianos, holandeses ( esses nem piam), belgas... com a base das suas forças aéreas em causa.
Como explicarão esses cérebros iluminados, grandes estrategas, a posição em que se colocaram? O que vale é que na Europa não é necessário explicar nada, meia dúzia de retóricas chegam para enganar tolos.

Citar
Se os EUA virarem uma ditadura, eu sei que o teu anti-americanismo vai fazer-te vir aqui dizer que devíamos ser aliados da Rússia e China, como se fossem melhor solução, porque tanto o Xi como o Putin são ditadores de bem.
O que tu chamas de "anti-americanismo" é,  na realidade,  pragmatismo,  cautela, experiência... de quem anda por cá há tempo suficiente para perceber que para eles não há amigos, aliados, regras... tudo se resume aos seus interesses diretos e nada mais.
Hipocrisia,  incoerência, mentira, desrespeito pelas entidades e países... já os vi fazer de tudo um pouco.  Não me contaram, vi. Assim como os vi "trairem" grandes amigos (e clientes) quando lhes deu jeito.
Se eu me fio nos russos ou chineses? Nunca, mas pôr-me numa posição de total dependência dos teus amigos como a cúpula (leia-se corja) europeia fez, é totalmente estúpido.  Os resultados estão à vista.
Mas, diga-se de passagem, se todos pensarem como tu,  desvalorizando o maior ataque das últimas décadas à Europa,  europeus e inclusivamente à tua NATO, que também sabes a minha opinião sobre ela, provavelmente merecemos mesmo fazer o papel de palhaços a que nos estão a submeter,  marionetas nas mãos de todos os que realmente têm poder.
Não te preocupes comigo, com o Trump ou com o Putin.  Não somos nós o perigo.  Não fazemos falta.
Para isso estão cá tu e outros que se prestam a qualquer figura em prol de quem nos ofende e ataca.
Manda vir F35's com ou sem interruptor,  paletes. E faz de conta que não se passou nada.
"Vai ficar tudo bem" 🌈🌈🌈

Até pões em causa a FAP para defenderes o indefensável. Se calhar são eles os mentirosos, os F16 não têm nada, é só tanga.
Devias antes questionar-te sobre a qualidade daquilo que nos venderam, porque já referi no tópico certo, fadiga precoce do material em condições de utilização longe de serem "extremas" tem que se lhe diga.  E não é a manutenção que interfere no processo...
João Pereira
 

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Pilotasso

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Re: 6ª Geração
« Responder #485 em: Hoje às 07:18:39 pm »
Como o CEMFA disse e bem , já devíamos ter iniciado a substituição dos F-16 há 20 anos . Depois de assinado o contrato do novo caça teremos ainda de esperar mais 7 anos com toda a degradação dos F-16 que irá avançar até lá.
Como também não modernizamos para o padrão viper neste momento enviar esses aviões na configuração em que estão para o combate seria arriscar a vida dos pilotos para além do irresponsável. Se há oportunidade de investimento está plenamente justificado. Só peca por já ser muito tarde.

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Se a situação nos EUA volta a mudar nos próximos 4/5 anos, terias feito figura de urso a comprar caças 4.5G novos para nada.
Figura de ursos, pinguins ou parvos estão a fazer neste momento dinamarqueses,    canadianos, holandeses ( esses nem piam), belgas... com a base das suas forças aéreas em causa.
Como explicarão esses cérebros iluminados, grandes estrategas, a posição em que se colocaram? O que vale é que na Europa não é necessário explicar nada, meia dúzia de retóricas chegam para enganar tolos.

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Se os EUA virarem uma ditadura, eu sei que o teu anti-americanismo vai fazer-te vir aqui dizer que devíamos ser aliados da Rússia e China, como se fossem melhor solução, porque tanto o Xi como o Putin são ditadores de bem.
O que tu chamas de "anti-americanismo" é,  na realidade,  pragmatismo,  cautela, experiência... de quem anda por cá há tempo suficiente para perceber que para eles não há amigos, aliados, regras... tudo se resume aos seus interesses diretos e nada mais.
Hipocrisia,  incoerência, mentira, desrespeito pelas entidades e países... já os vi fazer de tudo um pouco.  Não me contaram, vi. Assim como os vi "trairem" grandes amigos (e clientes) quando lhes deu jeito.
Se eu me fio nos russos ou chineses? Nunca, mas pôr-me numa posição de total dependência dos teus amigos como a cúpula (leia-se corja) europeia fez, é totalmente estúpido.  Os resultados estão à vista.
Mas, diga-se de passagem, se todos pensarem como tu,  desvalorizando o maior ataque das últimas décadas à Europa,  europeus e inclusivamente à tua NATO, que também sabes a minha opinião sobre ela, provavelmente merecemos mesmo fazer o papel de palhaços a que nos estão a submeter,  marionetas nas mãos de todos os que realmente têm poder.
Não te preocupes comigo, com o Trump ou com o Putin.  Não somos nós o perigo.  Não fazemos falta.
Para isso estão cá tu e outros que se prestam a qualquer figura em prol de quem nos ofende e ataca.
Manda vir F35's com ou sem interruptor,  paletes. E faz de conta que não se passou nada.
"Vai ficar tudo bem" 🌈🌈🌈

Até pões em causa a FAP para defenderes o indefensável. Se calhar são eles os mentirosos, os F16 não têm nada, é só tanga.
Devias antes questionar-te sobre a qualidade daquilo que nos venderam, porque já referi no tópico certo, fadiga precoce do material em condições de utilização longe de serem "extremas" tem que se lhe diga.  E não é a manutenção que interfere no processo...

Estar sempre a mencionar que o F-35 ser americano é um problema e depois apontar alternativas que para além de possuir motores e equipamentos americanos são de 1 geração abaixo não encaixa no conceito de pragmatismo...  ::)
« Última modificação: Hoje às 07:32:48 pm por Pilotasso »
 

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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #486 em: Hoje às 08:09:15 pm »
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Estar sempre a mencionar que o F-35 ser americano é um problema e depois apontar alternativas que para além de possuir motores e equipamentos americanos são de 1 geração abaixo não encaixa no conceito de pragmatismo...  ::)

Onde viste isso?
Eurofighter, RAFALE, americanos?

E achas que o próprio GRIPEN tem a mesma dependência do que o F35?

E que tem o meu pragmatismo relativamente à política deles a ver com os aviões em si?

João Pereira