6ª Geração

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Re: 6ª Geração
« Responder #465 em: Janeiro 21, 2026, 12:36:57 am »
Se os EUA se mostrarem hostis com a Europa (rezemos que o laranja seja posto no olho da rua antes disso), só vai haver incentivo para acelerar os programas 6G, e provavelmente surgirão outros programas de primeira linha.

Os Eurocanards são inconsequentes. Produzir mais uns quantos não vai mudar nada no equilíbrio de forças. Adiar o desenvolvimento dos 6G para produzir mais eurocanards, seria um erro tremendo.

Até acho mais provável que dê aos países europeus uma de "a necessidade aguça o engenho", e se comece a acelerar o desenvolvimento de novos caças.
Mesmo que não surja logo um 6G, pode surgir um 5G, com tecnologia conhecida, que usa motores já em uso (os EJ200 dos Typhoon por exemplo), e que saísse dali um rival bimotor do F-35, usando know-how absorvido pelas nações/empresas que participaram no desenvolvimento deste último.
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #466 em: Janeiro 21, 2026, 10:42:41 am »
Se os EUA se mostrarem hostis com a Europa (rezemos que o laranja seja posto no olho da rua antes disso), só vai haver incentivo para acelerar os programas 6G, e provavelmente surgirão outros programas de primeira linha.

Os Eurocanards são inconsequentes. Produzir mais uns quantos não vai mudar nada no equilíbrio de forças. Adiar o desenvolvimento dos 6G para produzir mais eurocanards, seria um erro tremendo.

Até acho mais provável que dê aos países europeus uma de "a necessidade aguça o engenho", e se comece a acelerar o desenvolvimento de novos caças.
Mesmo que não surja logo um 6G, pode surgir um 5G, com tecnologia conhecida, que usa motores já em uso (os EJ200 dos Typhoon por exemplo), e que saísse dali um rival bimotor do F-35, usando know-how absorvido pelas nações/empresas que participaram no desenvolvimento deste último.

O desenvolvimento vai continuar, mas ninguém vai fechar linhas de produção neste momento ainda por cima com encomendas feitas.
 

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LM

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Re: 6ª Geração
« Responder #467 em: Janeiro 21, 2026, 11:23:37 am »
O "gap" F-35 vs Eurofighter diminui com as tranches 4 e 5 (ie Captor‑E AESA / DASS / mais fusão de sensores) ou é tão pouco que não deve ser considerado?
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Re: 6ª Geração
« Responder #468 em: Janeiro 21, 2026, 12:12:57 pm »
O "gap" F-35 vs Eurofighter diminui com as tranches 4 e 5 (ie Captor‑E AESA / DASS / mais fusão de sensores) ou é tão pouco que não deve ser considerado?

O primeiro é stealth, o segundo continua a não ser.

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Re: 6ª Geração
« Responder #469 em: Janeiro 21, 2026, 03:03:04 pm »
O "gap" F-35 vs Eurofighter diminui com as tranches 4 e 5 (ie Captor‑E AESA / DASS / mais fusão de sensores) ou é tão pouco que não deve ser considerado?

Diminuir diminui. Mas é como fazeres tuning a um Porsche 911, e depois comparar os tempos em pista com um protótipo de Le Mans.

Naquilo que importa, que é a sobrevivabilidade em combate, o "live to fight another day", é severamente pior que o F-35.

E a pior parte, é que nenhum 4.5G pode ser visto como uma opção "Tier 2 para países pobres" face ao F-35, porque têm custos idênticos.

E se vais pagar o mesmo, mais vale comprar a opção Tier 1.
 
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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #470 em: Janeiro 21, 2026, 04:18:23 pm »
Mesmo que venha de um país "não amigo", ou "não alinhado", ou "hostil", ou... correto?
João Pereira
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #471 em: Janeiro 21, 2026, 06:38:42 pm »
É uma analise técnica sem misturar emoções. Em cima disso quando te apercebes que todos os caças alternativos que se discutiram aqui são todos da geração anterior e também eles possuem equipamentos americanos, se eles quiserem, em caso de guerra também poderiam embargar. Seria algo catastrófico fosse qual fosse o avião escolhido.
 

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Re: 6ª Geração
« Responder #472 em: Janeiro 21, 2026, 06:54:44 pm »
Sim, mas... o F-35 é um "bicho diferente" quando se trata de estar dependente do fabricante (e dos EUA) - o que o faz único e superior é também o que o deixa mais vulnerável e, talvez pior, ninguém tem certeza do quanto está dependente e vulnerável, de como isso pode (quando e como) acontecer. 
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #473 em: Janeiro 21, 2026, 06:56:23 pm »
O "gap" F-35 vs Eurofighter diminui com as tranches 4 e 5 (ie Captor‑E AESA / DASS / mais fusão de sensores) ou é tão pouco que não deve ser considerado?

Depende, o novo radar e o sistema de guerra eletrónica novos nunca foram testados.

O grande inimigo do F-35 é a lei de Moore, com o aumento exponencial da capacidade de processamento e agora com AI os aviões tripulados têm os dias contados.
 

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Re: 6ª Geração
« Responder #474 em: Hoje às 02:29:51 pm »
Mesmo que venha de um país "não amigo", ou "não alinhado", ou "hostil", ou... correto?

Se esse país se tornar efectivamente alguma dessas coisas, não vai ser um trambolho de um Eurocanard, que nos custaria os olhos na cara, que nos ia safar.
Terias que mudar inteiramente o conceito de Defesa do país.

Neste momento o que era correcto fazer, era adiar qualquer decisão até 2029. E só aí é que decides realmente o rumo, em vez de te precipitares.
 

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Re: 6ª Geração
« Responder #475 em: Hoje às 02:50:48 pm »
Sim, mas... o F-35 é um "bicho diferente" quando se trata de estar dependente do fabricante (e dos EUA) - o que o faz único e superior é também o que o deixa mais vulnerável e, talvez pior, ninguém tem certeza do quanto está dependente e vulnerável, de como isso pode (quando e como) acontecer.

Se vamos à parte Stealth, tanto o Kaan como Kf21, têm pelo menos um desenho que os torna o sinal radar menor que um típico geração 4 a 4,5 (embora na prática para já o KF21 seja um 4.5, digamos aperfeiçoado). Não são caças americanos mas têm dependência americana, por exemplo no motor. Na minha modesta opinião, assim como o treinador turco para os espanhóis , devem ser considerados, com a indústria Europeia a integrar muitos nos componentes no aparelho (se não a maior parte, como provavelmente acontecerá com o Hürjet). Agora, tanto um como outro são protótipos (penso que ambos têm 5 caças a voar), enquanto que o F35 são 1400 aparelhos já produzidos e vendidos (mesmo com a conversa do Killer S. e de o revestimento stealth saltar a partir de march 1,6)). E custos, esses são idênticos.





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Re: 6ª Geração
« Responder #476 em: Hoje às 03:51:16 pm »
Mesmo que venha de um país "não amigo", ou "não alinhado", ou "hostil", ou... correto?

Se esse país se tornar efectivamente alguma dessas coisas, não vai ser um trambolho de um Eurocanard, que nos custaria os olhos na cara, que nos ia safar.
Terias que mudar inteiramente o conceito de Defesa do país.

Neste momento o que era correcto fazer, era adiar qualquer decisão até 2029. E só aí é que decides realmente o rumo, em vez de te precipitares.

Dois comentários.
Até agora era inadiável. Tanto como era inquestionável a amizade do tio sam. Em que ficámos?
À espera de melhores dias do outro lado para decidirmos a nossa vida?  Nem te digo o que nesse caso parecemos...

Segundo, pela tua lógica,  se esse país se tornar em alguma das tais coisas, fazemos o quê? Fugimos para a Rússia, China? Entregamo-nos?
João Pereira
 

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Re: 6ª Geração
« Responder #477 em: Hoje às 06:24:03 pm »
Não sei se viste as noticias ontem, já não vai haver invasão da Groenlândia nem vai acabar a NATO,  tal como tentei dizer varias vezes aqui não ia acontecer. O melhor que temos a fazer é ignorar o ruído e esperar  os próximos capítulos da decisão da  substituição do F-16 e os programas 6G. Com um pouco de sorte o Homem laranja é impugnado este ano (O republicanos já falam disso abertamente no senado e congresso) e podemos com alguma segurança esperar que a palhaçada na casa branca acabe (de 1 maneira ou outra) deixando estas duvidas existenciais definitivamente para trás e fazer o que realmente é preciso.

Claro que tornar todos as aeronaves em questão nativas à europa é vantajoso para prevenir surpresas geostratégicas, sendo que para a 5G é tarde demais para iniciar outro projecto europeu paralelo ao F-35 (que também é em parte europeu), mas o 6G está completamente em aberto e aí pode-se fazer mais alguma coisa.
« Última modificação: Hoje às 06:30:32 pm por Pilotasso »
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #478 em: Hoje às 06:28:07 pm »
Não sei se viste as noticias ontem, já não vai haver invasão da Groenlândia nem vai acabar a NATO,  tal como tentei dizer varias vezes aqui não ia acontecer. O melhor que temos a fazer é ignorar o ruído e esperar  os próximos capítulos da decisão da  substituição do F-16 e os programas 6G. Com um pouco de sorte o Homem laranja é impugnado este ano (O republicanos já falam disso abertamente no senado e congresso) e podemos com alguma segurança esperar que a palhaçada na casa branca acabe (de 1 maneira ou outra) deixando estas duvidas existenciais definitivamente para trás e fazer o que realmente é preciso.

Inch Allah!!!!
Cumprimentos,
 
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