A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #855 em: Dezembro 03, 2020, 10:13:03 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Cabeça de Martelo

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #856 em: Dezembro 03, 2020, 10:33:21 am »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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mafets

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #857 em: Dezembro 03, 2020, 11:30:07 am »
Isto não valia mais, assim que entravam nas F.A. levavam umas medalhas? Pelo menos poupavam papel e ficavam logo em pé de igualdade por exemplo, com os Coreanos...  :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:



Também quase não têm marinha mas isso é irrelevante (pelo menos marinha não obsoleta)...  :mrgreen: :mrgreen:





Saudações
« Última modificação: Dezembro 03, 2020, 11:32:16 am por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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zawevo

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #858 em: Dezembro 05, 2020, 03:36:18 pm »
Continuando com as lanchas para a GNR. Uma visão independente.

Lanchas da GNR. Administração Interna assume as principais competências nas fronteiras

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/lanchas-da-gnr-administracao-interna-assume-as-principais-competencias-nas-fronteiras-13081740.html?fbclid=IwAR31PqN2HTd3-eOtEdsPReH1zvTAlCxF773Kuh0V1hYJdERxKzBr_y5pdSA

Aaquisição de uma lancha de patrulhamento costeiro pela UCC-GNR tem levantado diversas opiniões contraditórias, por parte de ex-quadros da Marinha , que defendem que a aquisição de um meio com estas características deveria estar na posse da Marinha e não da GNR.

Trata-se de uma lancha com 35 metros, a primeira de quatro embarcações de patrulhamento costeiro, financiada pelo Fundo de Segurança Interna (FSI). A sua chegada a Portugal está prevista para 2021, e tem como objetivo de capacitar a UCC-GNR, enquanto polícia, para uma maior autonomia no mar bem como integrar as missões de vigilância, patrulhamento e interceção marítima no âmbito da agência Frontex.

No âmbito da Frontex, Portugal não possui apenas uma autoridade para todas as atribuições e funções da Gestão de Fronteiras. A Administração Interna assume as principais competências nas fronteiras e assegura a coordenação da Gestão Integrada de Fronteiras. Porém, o modelo português envolve várias entidades sob diferentes tutelas: Defesa, Finanças, Mar e Justiça.

Relativamente ao controlo da fronteira externa, Portugal possui um serviço especializado de guarda de fronteiras para o controlo de pessoas, o SEF, e outro para a vigilância de fronteiras, a GNR, a que se soma ainda a PSP com competências no âmbito da segurança da aviação civil.

Já a Defesa Nacional assume várias atribuições no âmbito da vigilância marítima, costeira e aérea, em apoio e coordenação com as forças e serviços de segurança. Essas atribuições são exercidas através da Autoridade Marítima Nacional (AMN), da Polícia Marítima (PM) e da Marinha.

No que diz respeito à PM, ao contrário de SEF/PSP/GNR, encontra-se na tutela da Defesa Nacional e dessa forma impossibilitada de recorrer ao FSI. Se a essa impossibilidade juntarmos a falta de investimento dos sucessivos governos bem como a ausência de estratégia de futuro, percebe-se claramente a realidade desta força de segurança (FS), cada vez mais moribunda e incapaz de servir o país.

Foi no FSI que a UCC-GNR se financiou para adquirir este moderno equipamento náutico que lhe permitirá melhorar as suas competências de polícia na área marítima. Mas não foi a primeira vez que a GNR recorreu a este fundo.

No âmbito das suas competências, a GNR, entre os anos de 2009 e 2011, substituiu o desatualizado sistema Long Arm Operational System (LAOS) pelo Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC).

Em 2016, a GNR, enquanto membro do European Border Surveillance System (EUROSUR), viu mais um projeto aprovado que visava um novo upgrade do SIVICC.

Em 2018, no âmbito do programa de atualização e expansão do EUROSUR, que vai até 2021, voltaram ao FSI, desta vez com o objetivo de ampliar as potencialidades do SIVICC, implementando-o na Região Autónoma da Madeira e preparando a sua introdução na Região Autónoma dos Açores.

Em outubro deste ano foi anunciado pelo MAI mais investimento na UCC durante o período de 2022-2026.

Como se percebe, ao longo dos últimos 12 anos a UCC-GNR, responsável por alojar e operar o Centro Nacional de Coordenação (CNC) do EUROSUR, bem como a incumbência de gerir e operar o SIVICC, que se encontra distribuído ao longo da costa, seguiu o seu caminho enquanto polícia e foi melhorando as suas capacidades de intervenção junto da fronteira marítima.

Já a PM, nos mesmos últimos 12 anos, seguiu o mesmo caminho de sempre, não se modernizou, não rejuvenesceu o seu quadro; o seu comando militar nunca teve interesse em fazer da PM uma polícia de referência em Portugal, de a dotar de uma Lei Orgânica, de um Estatuto de Pessoal moderno e atual, dotá-la de uma coisa tão simples e básica como o seu número de identificação de pessoa coletiva (NIPC), que permitisse a esta FS ter autonomia administrativa e financeira, capaz de se poder financiar também na União Europeia, com meios novos e modernos.

O MDN/comandante-geral da Polícia Marítima, ao invés de assumir essas necessidades elementares, foi alimentando uma polícia às escondidas, concebida com base no vazio legal, criando grupos especiais dentro da PM à revelia da Assembleia da República por despachos internos, de forma a colocar o maior número de oficiais da MGP na estrutura e não permitindo que os polícias de carreira algum dia pudessem aspirar a comandar a sua própria força.

Há mais de 20 anos que a Associação Socioprofissional da Polícia Marítima (ASPPM) tem vindo a alertar o Presidente da República, a Assembleia da República, o Ministério Público, a Provedoria de Justiça, o Ministério da Defesa Nacional e o Comando-Geral da PM, que a MGP não é uma polícia, que a AMN é somente uma entidade de coordenação de serviços da Marinha e não uma superestrutura policial como se quer fazer passar à opinião pública, mas todos fizeram ouvidos de mercador para as reivindicações dos profissionais da PM que sempre esteve refém do ramo militar.

Aos senhores que hoje se insurgem publicamente com a aquisição deste meio náutico por parte de uma FS como a GNR, a eles, os profissionais da PM podem culpar pelo facto de essa lancha estar na GNR e não na PM, foram eles que desde sempre não permitiram à PM que fosse uma polícia constitucionalmente reconhecida pela lei fundamental do país, afinal de contas "...a lei não interessa aqui, vários presidentes da República e governos conviveram com ela nestes anos e não suscitaram dúvidas".

Associação Socioprofissional da Polícia Marítima

 

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PereiraMarques

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #859 em: Dezembro 05, 2020, 06:45:31 pm »
LOL, o próprio pessoal da Polícia Marítima "quer ser da UCC-GNR"  :mrgreen: ...é só uma questão de tempo até essa "máscara" da "marinha de duplo uso" cair e transferir a Polícia Marítima e as Lanchas de Fiscalização para a GNR e concentrar a Armada na sua verdadeira vertente de "Marinha de Guerra".
 

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LM

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #860 em: Dezembro 05, 2020, 06:48:40 pm »
Desconfio que deve ser melhor, "laboralmente", na GNR - que, por sua vez, querem ser PSP porque ser civil é mais próximo de funcionário publico.
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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typhonman

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« Última modificação: Dezembro 05, 2020, 10:27:25 pm por typhonman »
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Stalker79

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #862 em: Dezembro 05, 2020, 10:31:39 pm »
Força, mais mal é deles! :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
 

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PereiraMarques

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #863 em: Dezembro 05, 2020, 10:48:26 pm »
2016...isso já "morreu"...
 

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tenente

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typhonman

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #865 em: Dezembro 06, 2020, 12:06:57 pm »
Marinha
Programa de aquisição de três fragatas «MEKO 200»
[ As fragatas de que a Marinha Portuguesa actualmente dispõe não só estão a atingir os limites da sua utilidade operacional, mesmo em termos nacionais, como já não satisfazem os requisitos NATO. Tendo em conta o tempo necessário à construção de novos navios, corre-se o risco de se atingir o zero naval quanto a meios de superfície com algum valor militar e capacidade dissuasora, a não ser que se concretize, a curto prazo, um programa de reequipa-mento da Marinha. Cônscio desta situação, o Governo Português tem envidado os maiores esforços, desde 1976, para que a Marinha de Guerra seja dotada de três novas fragatas anti-submarinas.
Após longos estudos sobre vários projectos, foi possível finalmente concretizar um projecto no âmbito NATO, que com a contribuição de diversos países da aliança, obtivesse adequada cobertura financeira.
E esta, não vos diz nada?  :mrgreen: :mrgreen:
Andamos sempre a falar de zero naval. :P
« Última modificação: Dezembro 06, 2020, 12:07:56 pm por typhonman »
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PereiraMarques

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #866 em: Dezembro 11, 2020, 10:50:09 pm »
Uma das melhores aquisições nos últimos tempos...  :mrgreen:

http://www.base.gov.pt/Base/pt/Pesquisa/Contrato?a=7333215
 
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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #867 em: Dezembro 12, 2020, 05:49:21 am »
Para quem se admira que só tenhamos 16xESSM 2, e acha que algum dia vamos ter fragatas com 32 células VLS e coisas parecidas, façam as contas a quanto custava ter 8xNSM, 8xVLA, 16xSM-2 Blk IIIC e 32xESSM 2 por fragata... e depois manter mísseis suficientes em stock para termos 2-3 fragatas plenamente equipadas (assumindo que existiriam sempre mais 1-2 em manutenção e que para essas haveria tempo de ir ao stock da US Navy em caso de emergência)...

https://www.thedrive.com/the-war-zone/38102/here-is-what-each-of-the-navys-ship-launched-missiles-actually-costs

Ab
 
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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #868 em: Dezembro 12, 2020, 10:32:50 am »
Para quem se admira que só tenhamos 16xESSM 2, e acha que algum dia vamos ter fragatas com 32 células VLS e coisas parecidas, façam as contas a quanto custava ter 8xNSM, 8xVLA, 16xSM-2 Blk IIIC e 32xESSM 2 por fragata... e depois manter mísseis suficientes em stock para termos 2-3 fragatas plenamente equipadas (assumindo que existiriam sempre mais 1-2 em manutenção e que para essas haveria tempo de ir ao stock da US Navy em caso de emergência)...

https://www.thedrive.com/the-war-zone/38102/here-is-what-each-of-the-navys-ship-launched-missiles-actually-costs

Ab

Mas é que nunca em tempo algum a nossa marinha possuiria tamanho arsenal mesmo que fosse para as armar em condições uma frotinha de apenas cinco fragatas.
Por isso acho quando aqui colocam posts sobre as possiveis aquisições dos ab, eu tenho de rir.

Abraços
 

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dc

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Re: A Marinha Portuguesa e o Zero Naval !
« Responder #869 em: Dezembro 12, 2020, 10:13:32 pm »
Para quem se admira que só tenhamos 16xESSM 2, e acha que algum dia vamos ter fragatas com 32 células VLS e coisas parecidas, façam as contas a quanto custava ter 8xNSM, 8xVLA, 16xSM-2 Blk IIIC e 32xESSM 2 por fragata... e depois manter mísseis suficientes em stock para termos 2-3 fragatas plenamente equipadas (assumindo que existiriam sempre mais 1-2 em manutenção e que para essas haveria tempo de ir ao stock da US Navy em caso de emergência)...

https://www.thedrive.com/the-war-zone/38102/here-is-what-each-of-the-navys-ship-launched-missiles-actually-costs

Ab

Eu acho que estás a ver as coisas do prisma errado. Ter um navio com 32 VLS, não implica que todos os navios da mesma classe estejam todos carregados de mísseis nos respectivos lançadores em simultâneo. É que em caso de guerra, os mísseis podes ir comprando, já os VLS nos navios em si, não passam de 8 para 32 de um dia para o outro. Ter menos VLS representa uma poupança minúscula no preço final do navio, logo nem faz sentido ter menos que 16.

Quanto aos mísseis em si, ter esses números por fragata, só mesmo em caso de escalada de tensões com algum país. De resto, o mínimo que se exige é capacidade "full load" para 2 ou 3 fragatas, uma AAW (32 VLS de preferência) e uma ou duas ASW (8 a 16 VLS). Achar que teríamos uma Marinha com 5 fragatas capazes de receber SM-2 é sonhar muitíssimo alto. 2 AAW chegam, e em tempo de paz, basta encher uma delas. O mesmo se aplica para 3 ou 4 fragatas/corvetas ASW, basta encher 2.

Podemos sempre abordar o conceito de "distributed lethality", e ter mais navios, mais pequenos e com apenas 8 VLS. Mas para contextualizar, eram preciso 4 navios destes para igualar a capacidade (em VLS) de um único navio com 32. Fazendo as contas, o que fica mais barato? Com 32 consegues ter 8 para ESSM, 8 para VLA, 8 para SM-2 e 8 para Tomahawk (ou mesmo a sua versão anti-navio). Isto nem duplo-uso é, é quadruplo-uso.  :mrgreen:

O que eu acho é que um país que não ambiciona ter uma grande frota naval de combate, deve maximizar a qualidade/capacidade dos poucos navios que tem/pretende ter.