Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama

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dc

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #330 em: Abril 11, 2020, 05:30:17 pm »
A FREMM está no mesmo segmento que as F-100, as Sachsen, as DZP, etc. Não podemos ter medo de ter navios maiores, especialmente para um país com vocação marítima. Destroyers são mesmo as Horizon, que são o equivalente franco-italiano dos Daring britânicos.
 

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tenente

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #331 em: Abril 11, 2020, 05:35:29 pm »
Eu acho que o nosso problema é que o navio hospital por cá seria operado pela Marinha, com orçamento da Marinha e pessoal da Marinha. Para isso que seja um navio militar, com capacidades extra de apoio à população e de navio hospital. E nisto um LPD serve, ou um LHD, e quanto maior melhor.

Já agora, os Wave têm alguma capacidade hospitalar?

Leva uma equipa médica completa e tem Enfermaria (não encontrei foi a capacidade).

Citar
She carries a full medical team and sick bay and is capable of distributing 2,000 emergency relief packages in times of crisis.

https://en.wikipedia.org/wiki/RFA_Wave_Ruler_(A390)



Cumprimentos

Li algures, tenho de encontrar onde, que salvo erro é uma enfermaria com 06 camas.

Abraços
« Última modificação: Abril 11, 2020, 05:36:02 pm por tenente »
 

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mafets

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #332 em: Abril 11, 2020, 08:18:09 pm »
Eu acho que o nosso problema é que o navio hospital por cá seria operado pela Marinha, com orçamento da Marinha e pessoal da Marinha. Para isso que seja um navio militar, com capacidades extra de apoio à população e de navio hospital. E nisto um LPD serve, ou um LHD, e quanto maior melhor.

Já agora, os Wave têm alguma capacidade hospitalar?

Leva uma equipa médica completa e tem Enfermaria (não encontrei foi a capacidade).

Citar
She carries a full medical team and sick bay and is capable of distributing 2,000 emergency relief packages in times of crisis.

https://en.wikipedia.org/wiki/RFA_Wave_Ruler_(A390)



Cumprimentos

Li algures, tenho de encontrar onde, que salvo erro é uma enfermaria com 06 camas.

Abraços
Sim, por norma as enfermarias dos navios não específicos variam entre as 05 e as 70 camas. Os Mistral têm uma com capacidade para 69 pacientes mas podem estender para o hangar, sendo essa a principal vantagem dos LPD/LHA.

Citar
The 69-bed, 750m² hospital is equipped with two operating theatres. If additional hospital or medevac space is required, the hangar can also be converted into a modular field hospital.


https://www.naval-technology.com/projects/mistral/



Já agora, revendo a LPM a verba para a modernização das VdG deveria ser 125 milhões de euros, o que dá pouco mais de 40 milhões por fragata, mas não vejo avanço nem nesta questão. Não deixa de ser curioso é que afinal temos 5 fragatas da classe Vdg, segundo a Visão.  :mrgreen: :mrgreen:

Citar
Por um lado, e com base naquilo que foi o diálogo dos últimos dias, fica acautelada a verba necessária para a modernização de meio de vida (Mid Life Update) de três das cinco fragatas da classe Vasco da Gama. O PSD, tal como o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, já tinha alertado para o “risco de Portugal prescindir do seu poder naval” caso a rubrica não ficasse inscrita na LPM. Esse ponto ficou assegurado nas negociações, com prejuízo para o Navio Polivalente Logístico.

Os cerca de 310 milhões de euros que eram destinados a essa compra, na proposta que o Governo entregou na Assembleia da República, sofrem um corte que, sem especificar em detalhe, Pedro Roque diz cair para “cerca de metade”. A VISÃO sabe que o corte será na ordem dos 125 milhões de euros, o que não impede a compra de um navio com aquelas características gerais. Alguma coisa terá, no entanto, de mudar.



Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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dc

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #333 em: Abril 11, 2020, 09:10:16 pm »
Vinha um Mistral então.  ::)
 

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JohnM

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #334 em: Abril 20, 2020, 06:24:56 pm »
Boa tarde a todos,

Já não posto no fórum há bastante tempo, não por falta de interesse, mas de tempo, embora continue a vir aqui fazer um pouquinho de lurking com regularidade ;)

Aqui vai mais um pedaço de informação que pode vir a revelar-se verdadeiro ou (mais provavelmente) não: Aparentemente, há quem ache que Portugal se vai juntar ao consórcio da European Patrol Corvette...
https://www.navalnews.com/naval-news/2019/11/eu-launches-two-new-pesco-projects-in-the-field-of-naval-defense/
https://www.aresdifesa.it/2019/11/16/news-from-the-european-patrol-corvette/

Acredito que haja algum fundo de verdade nesta notícia porque:
1.   A entrada ao serviço está prevista para o final da década (a partir de 2027), o que conjuga bem com a data de fim de vida das VdG.
2.   Fica baratinha, porque a UE paga uma parte (não sei quanto, mas deverá ser substancial, para aí uns 50%, digo eu...).
3.   Apesar de ser denominada de Corveta, parece prometer ser um navio com excelentes qualidades oceânicas (a julgar pelo perfil de proa) e quase do tamanho das VdG (107x14.4 m vs 115.9x14.8 m; 3300 tons vs. 3200 tons). Não me admiraria que mais tarde fosse designada Fragata Ligeira, como os nossos irmãos de terras de Vera Cruz fizeram com as Tamandaré...

Resumindo e concluindo, será que a marinha está a pensar numas 3 destas para substituir as VdG? Kronos Grand-N, um Captas 2 ou 4-CI VDS (nem que seja FFBNW), peça de 76 mm, 12 células VLS MK-56 para ESSM Blk2 e 4 SSMs...  seria bem bom, digo eu, e talvez se consigam as três pelo preço dos KaCê, ou menos... depois logo se podia pensar nas substitutas das BD...
« Última modificação: Abril 20, 2020, 06:32:20 pm por JohnM »
 
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dc

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #335 em: Abril 20, 2020, 08:27:34 pm »
É uma daquelas questões complicadas porque à primeira vista estão de facto anos luz tecnologicamente à frente das VdG, e não há dúvidas disso, mas na prática qualquer navio de combate, seja corveta, fragata, destroyer e por aí em diante, estão muito à frente das VdG. Ou seja estamos a nivelar por baixo.
Para comparação, as marinhas que os vão operar, vêem estes navios como navios de 2a ou 3a linha, já no nosso caso seriam os principais navios de combate.

Eu gosto destes navios, mas preferia vê-los como alternativa aos NPO, ou seja, reduzindo a encomenda para 6 NPO no total, aos quais se juntavam 3 corvetas destas. Depois daqui a uns anos, conseguias substituir as 3 VdG e as 2 BD pelas 4 Zeven Provincien, ficando na prática a Marinha com 7 navios de combate de superfície.

Para substituir as VdG, caso se verificasse tal opção, então preferia que viessem 4 navios em vez de 3. Já agora, têm capacidade ASW?
 

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Red Baron

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #336 em: Abril 20, 2020, 09:26:34 pm »
Boa tarde a todos,

Já não posto no fórum há bastante tempo, não por falta de interesse, mas de tempo, embora continue a vir aqui fazer um pouquinho de lurking com regularidade ;)

Aqui vai mais um pedaço de informação que pode vir a revelar-se verdadeiro ou (mais provavelmente) não: Aparentemente, há quem ache que Portugal se vai juntar ao consórcio da European Patrol Corvette...
https://www.navalnews.com/naval-news/2019/11/eu-launches-two-new-pesco-projects-in-the-field-of-naval-defense/
https://www.aresdifesa.it/2019/11/16/news-from-the-european-patrol-corvette/

Acredito que haja algum fundo de verdade nesta notícia porque:
1.   A entrada ao serviço está prevista para o final da década (a partir de 2027), o que conjuga bem com a data de fim de vida das VdG.
2.   Fica baratinha, porque a UE paga uma parte (não sei quanto, mas deverá ser substancial, para aí uns 50%, digo eu...).
3.   Apesar de ser denominada de Corveta, parece prometer ser um navio com excelentes qualidades oceânicas (a julgar pelo perfil de proa) e quase do tamanho das VdG (107x14.4 m vs 115.9x14.8 m; 3300 tons vs. 3200 tons). Não me admiraria que mais tarde fosse designada Fragata Ligeira, como os nossos irmãos de terras de Vera Cruz fizeram com as Tamandaré...

Resumindo e concluindo, será que a marinha está a pensar numas 3 destas para substituir as VdG? Kronos Grand-N, um Captas 2 ou 4-CI VDS (nem que seja FFBNW), peça de 76 mm, 12 células VLS MK-56 para ESSM Blk2 e 4 SSMs...  seria bem bom, digo eu, e talvez se consigam as três pelo preço dos KaCê, ou menos... depois logo se podia pensar nas substitutas das BD...

Nos outros países vai substituir OPV e cá vai substituir fragatas?
« Última modificação: Abril 20, 2020, 09:26:51 pm por Red Baron »
 

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Stalker79

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #337 em: Abril 20, 2020, 09:52:38 pm »
A julgar pelo desenho , tamanho por tamanho vão dar quase ao mesmo que uma Arrowhead 120.
A questão aqui é o deslocamento e a parte em que a UE paga algum. Porque se assim for, podem estar certinhos que é isto que vêm....
 :-P
 

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MATRA

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #338 em: Abril 20, 2020, 10:05:59 pm »
É uma solução interessante, que até a Espanha se pretende juntar.

Então temos, França, Itália e Grécia confirmados e a mais que possível entrada da Espanha.

Citar
modular vessel that can handle patrol and surveillance missions as well as taking second-tier roles in anti-submarine and anti-surface missions.

O que acho interessante aqui é o modular, algo que um país como o nosso não liga puto, e que permite a países da nossa dimensão como a Dinamarca, ter muito mais facilmente meios para equipar a sua marinha, alternando equipamento e armamento entre os meios operacionais.
An appeaser is one who feeds a crocodile — hoping it will eat him last.
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George Lucas, 2005
 

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JohnM

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #339 em: Abril 20, 2020, 11:01:39 pm »
Meus caros,

Perdoem-me pelo comprimento deste post, mas é algo em que eu tenho andado a pensar faz algum tempo, por isso considerem-se avisados, lol...

O que temos que perceber é que os avanços tecnológicos dos últimos 20 anos mudaram muitos paradigmas, inclusivamente o de como estruturar uma força naval eficaz e eficiente. Isto é aquilo a que em círculos militares se costuma designar por capacity e capability, ou seja, por muito que todos gostássemos de ter frotas de ABIII (navios com enorme capability), o custo ($2B cada – perdoem-me os puristas, mas eu vivo nos Estados Unidos e estou mais habituado aos biliões de cá...) faz com que os números sejam forçosamente limitados, e como cada navio só pode estar num sítio de cada vez, fica a faltar capacity. Isso levou a que em quase todas as Marinhas Ocidentais de ponta se venha a assitir cada vez mais a um mix Hi-Lo(w), e mais recentemente Hi-Mid-Lo(w), de forças. Por exemplo, no EUA temos AB/Tico-FFG(X)-LCS (esta gente tem uma noção diferente da nossa do que é ser barato...), no Reino Unido temos T26/T45-T31-River B2, na França temos Horizon/FREMM-FTI-EPC, na Itália Horizon/FREMM PPA Full-PPA Light-EPC e agora até os nuestros hermanos estão a embarcar na coisa com F-100/F-110-EPC... Como nós somos uns tesos e não temos “cheta” para ter uma força da dimensão da Holandesa ou Noruguesa, parece que também vamos embarcar nessa mix Hi-Lo, daí já se ter decidido que o MLU das VdG seria para cobrir a parte Lo(w), enquanto as BD cobrirão o High (se isso vai acontecer é outra questão completamente diferente, lol...).

Posto isto, temos que ver as consequências desta situação para as duas principais funções para escoltas de superfície, AAW e ASW. Hoje em dia os principais perigos para forças-tarefa navais são ataques aéreos de saturação e ataques de SSN (não, os SSK não são uma ameaça existencial para um Nimitz, um Ford ou um QE... não se deixem levar por fotos engraçadas tiradas em exercícios ou postadas por fanboys chineses ou russos, um SSK não tem hipótese de apanhar um PA em alto-mar a fazer mais de 25 nós e só se o comandante do PA fôr estúpido é que se vai aproximar da costa numa situação em que “shit is flying for real”...). No caso dos ataques aéreos de saturação, até termos lasers star wars nos navios, a única maneira de os deter é aumentar a capacidade de misseis dos destroyers AAW, e.g. AB, T45, Horizon, o que requer tamanho e tonelagem. Do mesmo modo, fornecer cobertura ASW a um grupo de batalha requer poder acompanhar o PA e ter capacidades de muito longo alcance. Tudo isto custa muitos $$$$, um T45 ou uma T26, que são essencialmente mono-função, custam $1B cada; o ABIII, que faz as duas coisas, custa $1.8B... nuff said...

O Lo(w)-end, tipo operações de patrulha costeira, proteção pesqueira, mostrar bandeira, etc. são cada vez mais cobertos por OPVs (e.g., River B2) ou fragatas quase desarmadas (e.g., Flóreal); sobra o Mid... O Mid-range está cada vez mais a ser coberto por corvetas em estróides que ainda há 10 anos seriam consideradas fragatas (~3000 tons), ou fragatas ligeiras (hoje 4000-6000 tons), que conseguem cobrir papéis tipo escolta de comboios navais ou ASW costeiro. Neste último caso, a tecnologia ajuda a defesa; hoje em dia existem UUVs com VDS que podem ser embarcados em qualquer navio com 2000-3000 toneladas e sonares rebocados (e até VDS) que podem ser instalados também em navios mais pequenos, e.g. CAPTAS-1 (até 1500 tons), CAPTAS-2 ou CAPTAS-4CI (>3000 tons). Daí que os Franceses, por exemplo, estejam a equipar 3 La Fayaette com sonar de casco para protegerem as entradas e saídas dos SSBN de Brest... não têm FREMM suficientes...

Agora para a parte que interessa: quais as consequências para a nossa Marinha? O Lo(w)-end está coberto pelos NPO, ponto final, não há mais discussão, a não ser possívelmente os números finais... O Mid estaria coberto pelas VdG e, eventualmente, pelas EPC, numa configuração semelhante à que propus no último post; como estas são modulares, podemos ser mais ou menos ambiciosos, mas uma configuração com 12-16 ESSM Blk2 e um VDS CAPTAS-2 ou 4CI, serve perfeitamente para cenários não expedicionários de média intensidade, ou seja, cobertura aérea local para escolta (LAD) e ASW costeiro nos acessos a Gibraltar e à costa portuguesa que, lembremo-nos, é a missão que nos está atríbuida no caso de a coisa ficar feia a sério. Finalmente, o High-end estaria coberta atualmente pelas BD e, enventualmente lá para 2030-35, pelas suas substitutas. Se essas vão ser DZP usadas ou AH140 ou M novas (a meu ver, as únicas duas opções realistas), ainda é muito cedo para saber...

Como ponto final, devo apenas referir que as nossas FA, tais como a maioria das de outros países, têm um problema terrível de recrutamento e retenção e, portanto, quando pedirem prendas ao Pai Natal, lembrem-se que qualquer solução terá que ser, NO MÁXIMO, neutra em termos de pessoal...

Já me alongei o suficiente, fico a aguardar os vossos comentários.

Abraços a todos

João
 
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dc

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #340 em: Abril 20, 2020, 11:30:05 pm »
O problema é que estes são navios de segunda-linha, e o que Portugal precisa são navios de primeira linha. O número de VLS que estes navios levam são os mesmos que as VdG podem levar caso tivessem o Mk-41, por exemplo. Ou seja nada de extraordinário, quando comparado com as FREMM ou as F-100.

A Dinamarca é um exemplo da vantagem da modularidade, mas não esquecer que este país tem também 3 fragatas topo de gama e mais 2 que servem também de navios logístico.

Se realmente fossem adquirir estes navios para substituir as Meko, não só exigia que fossem 4 em vez de 3, como depois arregassassem as mangas na substituição das BD por algo realmente de topo e com verdadeira capacidade AAW.

JohnM, dou-te 99.9% de razão. Mas o que te trama é aquele 0.1. Ora vejamos, essa história do Hi-Lo é verdade, mas vamos comparar o nosso Low (NPO com um canhão de 30 mm) com o Low dos aliados. Depois vamos comparar o nosso High. O Low deles está em muitos casos ao nível do nosso High (BD). E que fique bem esclarecido, o MLU das nossas BD não as torna High-end, Mid quanto muito mas High é tentar comparar as nossas M de mastro oco com Alvaro Bazans e companhia.

Agora os EPC serão excelentes navios, mas por um lado não são topo de gama, e por outro não são inferiores às BD para estas ficarem divididas em Mid-Hi. São na prática ambas mid-mid, as VdG são Low, e os NPO são barcos que nada podem dizer sobre o assunto.

Para mim para ter as EPC como Mid, teriam de ser 4 navios, para justificar um navio mais tímido em termos de deslocamento, e depois um High com pelo menos 2 fragatas AAW.

Já agora, a Marinha Norueguesa não é um exemplo de uma Marinha rica. Pelo contrário, têm as fragatas pior equipadas de entre as fragatas daquela geração (DZP, F100, Sachsen e as próprias Nansen). Só os espanhóis têm 5 F-100, o mesmo número que as Nansen, antes da que se afundou, fora as OHP que serão substituídas pelas F-110 julgo eu. Para mim as Nansen não passam de Mid, pois não são assim tão poderosos quanto isso, o seu deslocamento é dimensões estão muito mal aproveitados.
 

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JohnM

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #341 em: Abril 20, 2020, 11:52:29 pm »
O problema é que estes são navios de segunda-linha, e o que Portugal precisa são navios de primeira linha. O número de VLS que estes navios levam são os mesmos que as VdG podem levar caso tivessem o Mk-41, por exemplo. Ou seja nada de extraordinário, quando comparado com as FREMM ou as F-100.

A Dinamarca é um exemplo da vantagem da modularidade, mas não esquecer que este país tem também 3 fragatas topo de gama e mais 2 que servem também de navios logístico.

Se realmente fossem adquirir estes navios para substituir as Meko, não só exigia que fossem 4 em vez de 3, como depois arregassassem as mangas na substituição das BD por algo realmente de topo e com verdadeira capacidade AAW.

JohnM, dou-te 99.9% de razão. Mas o que te trama é aquele 0.1. Ora vejamos, essa história do Hi-Lo é verdade, mas vamos comparar o nosso Low (NPO com um canhão de 30 mm) com o Low dos aliados. Depois vamos comparar o nosso High. O Low deles está em muitos casos ao nível do nosso High (BD). E que fique bem esclarecido, o MLU das nossas BD não as torna High-end, Mid quanto muito mas High é tentar comparar as nossas M de mastro oco com Alvaro Bazans e companhia.

Agora os EPC serão excelentes navios, mas por um lado não são topo de gama, e por outro não são inferiores às BD para estas ficarem divididas em Mid-Hi. São na prática ambas mid-mid, as VdG são Low, e os NPO são barcos que nada podem dizer sobre o assunto.

Para mim para ter as EPC como Mid, teriam de ser 4 navios, para justificar um navio mais tímido em termos de deslocamento, e depois um High com pelo menos 2 fragatas AAW.

Já agora, a Marinha Norueguesa não é um exemplo de uma Marinha rica. Pelo contrário, têm as fragatas pior equipadas de entre as fragatas daquela geração (DZP, F100, Sachsen e as próprias Nansen). Só os espanhóis têm 5 F-100, o mesmo número que as Nansen, antes da que se afundou, fora as OHP que serão substituídas pelas F-110 julgo eu. Para mim as Nansen não passam de Mid, pois não são assim tão poderosos quanto isso, o seu deslocamento é dimensões estão muito mal aproveitados.

Caro dc,

110% de acordo consigo. 90% do meu post era conceptual, mais ou menos a falar de CONOPS atuais. Só falei em Portugal na última parte por algum motivo... não é por a nossa implementação do conceito ser uma miséria, que ele deixa de ser válido... nós é que andamos a brincar aos crescidos com cavalos de pau e pistolas d’agua... a meu ver, e a minha opinião vale o que vale, 3 EPC na configuração de mencionei chegavam para o Mid. Depois disso é que a proverbial porca torce o rabo... acho que o mínimo para manter os nosso comprimissos NATO e para garantir uma operacional, seriam três fragatas High... quais? As DZP só vão ficar disponíveis bem depois de 2030; as M ainda nem têm projeto finalizado, por isso boa sorte em ter 4 contruídas (duas para a a Holanda e duas para a Bégica) e ter concluídas mais 2 ou 4 versões AAW para substituir as DZP antes de 2035... nessa altura estas últimas já terão 30 anos e serão quase sucata... para mim ia-se para 3 AH 140, com APAR II (as IH dinamarquesas têm APAR I, e as AH 140 podem levar o APAR II sem problema) e 32 células VLS (4x8 Mk-41) e ficava a coisa arrumada... 3xAH-140P, 3xEPC, 6-10xNPO, 2xSSK... sonhar não custa... enfim, acordei e caí da cama...

Abraço
João
 

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #342 em: Abril 21, 2020, 12:16:09 am »
O problema é que estes são navios de segunda-linha, e o que Portugal precisa são navios de primeira linha. O número de VLS que estes navios levam são os mesmos que as VdG podem levar caso tivessem o Mk-41, por exemplo. Ou seja nada de extraordinário, quando comparado com as FREMM ou as F-100.

A Dinamarca é um exemplo da vantagem da modularidade, mas não esquecer que este país tem também 3 fragatas topo de gama e mais 2 que servem também de navios logístico.

Se realmente fossem adquirir estes navios para substituir as Meko, não só exigia que fossem 4 em vez de 3, como depois arregassassem as mangas na substituição das BD por algo realmente de topo e com verdadeira capacidade AAW.

JohnM, dou-te 99.9% de razão. Mas o que te trama é aquele 0.1. Ora vejamos, essa história do Hi-Lo é verdade, mas vamos comparar o nosso Low (NPO com um canhão de 30 mm) com o Low dos aliados. Depois vamos comparar o nosso High. O Low deles está em muitos casos ao nível do nosso High (BD). E que fique bem esclarecido, o MLU das nossas BD não as torna High-end, Mid quanto muito mas High é tentar comparar as nossas M de mastro oco com Alvaro Bazans e companhia.

Agora os EPC serão excelentes navios, mas por um lado não são topo de gama, e por outro não são inferiores às BD para estas ficarem divididas em Mid-Hi. São na prática ambas mid-mid, as VdG são Low, e os NPO são barcos que nada podem dizer sobre o assunto.

Para mim para ter as EPC como Mid, teriam de ser 4 navios, para justificar um navio mais tímido em termos de deslocamento, e depois um High com pelo menos 2 fragatas AAW.

Já agora, a Marinha Norueguesa não é um exemplo de uma Marinha rica. Pelo contrário, têm as fragatas pior equipadas de entre as fragatas daquela geração (DZP, F100, Sachsen e as próprias Nansen). Só os espanhóis têm 5 F-100, o mesmo número que as Nansen, antes da que se afundou, fora as OHP que serão substituídas pelas F-110 julgo eu. Para mim as Nansen não passam de Mid, pois não são assim tão poderosos quanto isso, o seu deslocamento é dimensões estão muito mal aproveitados.

Caro dc,

110% de acordo consigo. 90% do meu post era conceptual, mais ou menos a falar de CONOPS atuais. Só falei em Portugal na última parte por algum motivo... não é por a nossa implementação do conceito ser uma miséria, que ele deixa de ser válido... nós é que andamos a brincar aos crescidos com cavalos de pau e pistolas d’agua... a meu ver, e a minha opinião vale o que vale, 3 EPC na configuração de mencionei chegavam para o Mid. Depois disso é que a proverbial porca torce o rabo... acho que o mínimo para manter os nosso comprimissos NATO e para garantir uma operacional, seriam três fragatas High... quais? As DZP só vão ficar disponíveis bem depois de 2030; as M ainda nem têm projeto finalizado, por isso boa sorte em ter 4 contruídas (duas para a a Holanda e duas para a Bégica) e ter concluídas mais 2 ou 4 versões AAW para substituir as DZP antes de 2035... nessa altura estas últimas já terão 30 anos e serão quase sucata... para mim ia-se para 3 AH 140, com APAR II (as IH dinamarquesas têm APAR I, e as AH 140 podem levar o APAR II sem problema) e 32 células VLS (4x8 Mk-41) e ficava a coisa arrumada... 3xAH-140P, 3xEPC, 6-10xNPO, 2xSSK... sonhar não custa... enfim, acordei e caí da cama...

Abraço
João


Concordo contigo e só te digo isto quanto a navios "high"... opções não faltam, falta é o dinheiro!

Tapando os olhos a orçamentos, tens como soluções Hugh as Arleigh Burke, Sejong the Great, Type 45, Horizon... Só aqui 4 destroyers puros... FREMM francesas, FREMM italianas, F-100, F-110, novas M, AH140, Iver, Type 26, FFGX... Esqueci-me de alguma?
E de notar que muitos destes navios mesmo sendo o mesmo modelo base, têm configurações consoante o país que os opera.

Ou seja, quando há dinheiro e vontade política... As opções aparecem...

E seria de facto muito bom conseguirmos ter 3 EPC + 3 fragatas >6000t.
 

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typhonman

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #343 em: Abril 21, 2020, 12:18:21 am »
Eu apostava em 2 FREEM para AAW e 4 MEKO-A200 que com os 2 SSG, ficavamos muito bem servidos.




Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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JohnM

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #344 em: Abril 21, 2020, 12:23:50 am »
Eu apostava em 2 FREEM para AAW e 4 MEKO-A200 que com os 2 SSG, ficavamos muito bem servidos.


Certamente que sim… No entanto, aqui é tudo uma questão de preço… se conseguirmos ir buscar 3-4 EPC com 50-60% subsidiados, a coisa ficava aí por 200-250 M€ cada... não se arranja absolutamente nada mais barato novo... quando não há vontade de gastar dinheiro... quanto mais penso neste cenário EPC subsidiadas, mais me convenço que é o que vai acontecer...

Abraço
João
 

 

LDG Bacamarte, para quando a sua substituição ?

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