Tecnologia Portuguesa

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #465 em: Setembro 29, 2010, 03:42:11 pm »
Cientistas Portugueses criam laser para administrar fármacos através da pele


Um projecto para administração de fármacos com laser através da pele desenvolvido na Universidade de Coimbra (UC) foi galardoado com um prémio internacional, atribuído por uma rede de instituições de ensino superior ibero-americanas.

O prémio, de 200 mil euros, vai ser aplicado na conclusão do processo de patente, na comprovação da viabilidade do método e na produção de um protótipo, de modo a que no prazo de dois anos possa ser testado em unidades de saúde, revelou à Lusa Carlos Serpa, que desenvolveu a investigação com Luís Arnaut e Gonçalo de Sá, no Departamento de Química da UC.

Com recurso a um equipamento laser, os fármacos são administrados de forma rápida e indolor, e em alguns casos poderão ver melhorada a sua eficácia terapêutica por a aplicação ser localizada.

Analgésicos, produtos para tratamento de doenças de pele, mas também moléculas de maior dimensão, como vacinas ou a insulina, e cosméticos são alguns dos produtos que poderão ser ministrados através desta metodologia.

Além das vantagens na aplicação dos fármacos, um outro factor de viabilidade do projecto Laser Leap é utilizar um equipamento de baixo custo, estimado em 20 mil euros.

O Laser Leap venceu a primeira edição do Prémio AVCRI atribuído pela RedEmprendia - Red Universitaria Iberoamericana de Incubación de Empresas, uma associação criada com o apoio do Grupo Santander, que congrega 15 das mais prestigiadas universidades do espaço ibero-americano, sendo a de Coimbra a única universidade portuguesa.

O Prémio AVCRI - Agencia de Valorización y Comercialización de los Resultados de la Investigación pretende apoiar financeiramente projectos de investigação que possam chegar à "fase de prova de conceito" ou mesmo a uma aplicação prática e comercializável.

O prémio será entregue na quinta-feira aos investigadores na Reitoria da Universidade de Coimbra.

Ciência Hoje
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #466 em: Outubro 18, 2010, 08:11:42 pm »
Engenho inovador limpa lagoas com excesso de algas


Dois engenheiros açorianos, Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota, desenvolveram um projecto inovador capaz de combater o problema da eutrofização - desenvolvimento intensivo de algas devido a um abastecimento excessivo de nutrientes, que reduz o oxigénio - das lagoas na região, ao longo de 2011. O projecto chama-se URM 85 (Unidade de Remoção de Microalgas e Cianobactérias) e traduz-se na criação de um protótipo, com características anfíbias e de cen- trifugação, que permite depurar 85 metros cúbicos de água por hora.

Tudo se passa dentro de uma embarcação preparada, tripulada por três pessoas, de onde se recolhe a água através de um colector e sistema de bombagem acoplado que "varre" toda a lagoa. O protótipo recebe a água, remove as suas impurezas e devolve-a à lagoa em bom estado. Na prática, a água que entra no mecanismo turva e eutrofizada sai do mesmo limpa. Luís Teves e Gonçalo Teixeira da Mota explicam que "a separação de fases se produz por centrifugação, onde a fase líquida é devolvida à lagoa e a biomassa fica armazenada para tratamento e desidratação".

A tecnologia móvel inventada por estes dois engenheiros, a partir de tecnologia já experimentada noutros processos, representa um projecto pioneiro nos Açores e no resto do País, o qual deverá ser implementado em 2011 pela empresa de ambos, a Algicel - Biotecnologia e Investigação, mediante o aval do Executivo insular. Para já, o URM 85 está em fase de registo de patente, mas a sua eficácia já foi testada no decurso de uma experiência que simulou a remoção de microalgas e cianobactérias na Lagoa de São Brás, em São Miguel. Neste ensaio contaram com a cedência de uma embarcação por parte do Governo Regional, bem como com a monitorização laboratorial dos testes, através das análises realizadas por uma equipa especializada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa - que é, aliás, a mesma que monitoriza a qualidade da água das lagoas de São Miguel.

Os resultados foram animadores: o mecanismo mostrou ser capaz de limpar as lagoas de uma forma fácil e rápida, remover e reduzir significativamente a concentração de microalgas e cianobactérias nas várias camadas de água, melhorando a qualida- de química e ecológica das águas. As virtudes do engenho passam unicamente pelo tratamento físico, sem recurso a produtos químicos.

A eutrofização é provocada pela concentração de nutrientes e de matéria orgânica no meio aquático, daí resultando proliferação de algas verdes e cianobactérias que geram desequilíbrio ecológico. No caso das microalgas que se desenvolvem nas lagoas dos Açores, entre as quais a das Furnas, esse crescimento é favorecido pelas boas condições de temperatura e luminosidade e, em particular, pelos nutrientes (adubagens e fertilizantes) que são arrastados para as suas águas, provenientes de explorações agro-pecuárias situadas na respectiva bacia hidrográfica.

A nível mundial, encontram-se eutrofizados 53% dos lagos na Europa, 48% na América do Norte, 41% na América do Sul e 54% na Ásia. É por isso que os dois empreendedores consideram que o seu invento pode ser aproveitado para ajudar a devolver a pureza ambiental às lagoas, como pode ser ainda uma mais-valia económica por via da sua exportação para países com o mesmo problema.

Este projecto da Algicel decorreu de um outro de investigação, feito em colaboração com o departamento de Biologia da Universidade dos Açores, que se prende com a criação de uma unidade--piloto, na Quinta de São Gonçalo, em Ponta Delgada, para a produção de microalgas (sobretudo a astaxantina, com propriedades antioxidantes) destinadas às indústrias farmacêutica, alimentar e de biocombustíveis. Trata-se de um novo negócio, em franca expansão no mundo. Em 2011, a Algicel pretende construir uma unidade industrial em São Miguel para a produção de dez toneladas de biomassa por ano.

DN
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #467 em: Novembro 17, 2010, 08:31:12 pm »
Vinho: Investigadores portugueses vencem prémio nos EUA


O projeto vinícola VinePAT, desenvolvido nas universidades do Minho e Católica e no Laboratório Nacional de Energia e Geologia, venceu o concurso "Cockrell School of Engineering Championship", realizado na Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.

Fonte da Universidade do Minho adiantou hoje que o VinePAT "é um sistema de recolha e análise de dados, baseado em técnicas de espectroscopia e Tecnologia Analítica de Processo (PAT), que permite aos viticultores controlar a qualidade das uvas que produzem".

Permite-lhes ainda "decidir sobre os tratamentos a aplicar na fase de maturação das uvas, bem como a altura ótima para a vindima".

A equipa premiada no concurso «Idea to Product (I2P) Global Competition», representando a COTEC Portugal no evento, integrou os investigadores Rui Martins (Departamento de Biologia da Universidade do Minho) e César Ferreira (Universidade Católica) e os estudantes de MBA João Ferreira e Joaquim Valente (EGP - University of Porto Business School).

Segundo a UMinho, "o sistema envolve um dispositivo portátil que recolhe múltiplos parâmetros e, em tempo real e de forma não invasiva, fornece numa plataforma online, a informação rápida e suficiente para o viticultor. Ou seja, o método é uma espécie de raios X químico à uva ou a impressão digital desta".

A competição I2P Global 2010 juntou 18 equipas de oito países, de escolas como a Penn State University, Georgia Institute of Technology, University of Illinois, Stockholm School of Entrepreneurship e Aachen University, entre outras.

Foi a primeira vez que um projeto representante do Programa COHiTEC, da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação venceu esta prova de prestígio mundial, após dois segundos lugares (2009, 2008) e um terceiro lugar (2007).

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #468 em: Dezembro 01, 2010, 05:31:08 pm »
Português o melhor jovem investigador da Europa, Médio Oriente e África


O português João Barros foi este ano o distinguido com o Prémio Jovem Investigador para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA), atribuído pela Sociedade das Telecomunicações (ComSoc) do Institute of Electrical and Electronics Engineers, Inc. (IEEE), uma organização sem fins lucrativos, líder a nível mundial para o avanço da tecnologia, que conta com mais de 375 mil membros em mais de 150 países espalhados pelo mundo.

Este galardão, que premeia cientistas com idade até 35 anos com grande actividade em publicações e conferências realizadas por esta sociedade nos últimos três anos, será entregue ao professor associado da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) em Junho de 2011 na Conferência Internacional de Comunicações (ICC) do IEEE em Quioto, no Japão.

João Barros encara esta distinção como “uma grande honra”, na medida em que reflecte o reconhecimento internacional dos resultados obtidos pela sua equipa em Portugal, “na voz da principal organização científica que opera na área das telecomunicações”.

Aos 34 anos, João Barros é docente da FEUP e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), director nacional do programa Carnegie Mellon Portugal e responsável pela delegação do Instituto de Telecomunicações (IT) no Porto.

Como investigador, o seu trabalho é reconhecido internacionalmente pela investigação em áreas relevantes para a internet do futuro, em particular a segurança de redes sem fios, as redes distribuídas de sensores e os protocolos de comunicação com base em codificação em rede.

Através da aplicação de princípios fundamentais da teoria da informação, o grupo de investigação que João Barros lidera na FEUP e no IT tem encontrado novas formas de comunicação segura e eficiente em ambientes altamente dinâmicos, caracterizado pela mobilidade dos utilizadores e a instabilidade dos canais de comunicação.

Actualmente, a investigação deste cientista debruça-se sobre as redes veiculares como elementos fundamentais nos sistemas de transporte inteligente. Em conjunto com investigadores do Departamento de Ciências de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, da Universidade de Aveiro, do MIT e da Carnegie Mellon University, João Barros está a investigar como é que carros, autocarros e outros veículos podem ser usados como instrumentos de recepção, processamento e transmissão de informação.

Ciência Hoje
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #469 em: Dezembro 01, 2010, 06:06:42 pm »
E para a próxima semana é o EuroSkills no pavilhão da FIL:
http://www.euroskills2010.pt/
http://www.euroskills2010.pt/Home/tabid/39/language/pt-PT/Default.aspx
Aqui fica com o programa de actividades.
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #470 em: Dezembro 02, 2010, 05:29:05 pm »
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Castelo Branco testa vaivém espacial
O Laboratório de Ensaios Termodinâmicos (Labet), situado em Castelo Branco, está a testar os componentes do primeiro vaivém espacial da Agência Espacial Europeia. Depois de uma parte do corpo do aparelho, o laboratório prepara-se para testar o nariz da nave.

Por: João Carrega
18 de Junho de 2009 às 15:10h

Considerado o mais avançado da Europa, o Laboratório de Ensaios Termodinâmicos (Labet), pertencente ao Instituto de Soldadura e Qualidade, dirigido por Telmo Nobre, foi o primeiro a nível mundial a desenvolver testes do revestimento térmico da nave espacial que está em desenvolvimento pela Agência Espacial Europeia. Os trabalhos decorreram nas instalações do Labet em Castelo Branco, paredes meias com o Reconquista, na Zona Industrial.

Os testes realizados recentemente foram feitos a uma parte do corpo da nave espacial. Para que isso fosse feito, Telmo Nobre e a sua equipa "desenvolveram um equipamento especial e um método de ensaio inovador, bem mais completo do que aquele que é utilizado na NASA. Além do estudo das temperaturas, fizemos também um estudo das tensões e deslocamento, com aplicação de cargas", explica aquele responsável.

O ensaio feito em Castelo Branco simulou 50 lançamentos da nave no espaço e 50 reentradas na atmosfera. Os resultados foram positivos. "Em termos térmicos verificámos que a estrutura que será utilizada na nave correspondeu muito bem. Com uma temperatura de 1000º (mil graus) no exterior, verificámos que o seu interior não ultrapassava os 34 ou 35º. Já ao nível mecânico há melhorias a fazer. A este nível, os testes que aqui fizemos acabaram por comprovar algumas desconfianças do próprio construtor", explica Telmo Nobre.

Para realizar os testes em Portugal o Labet apresentou uma proposta a qual foi aceite. "Comprámos novos equipamentos e os construtores - os italianos da Thales Alenia - ficaram satisfeitos com os trabalhos realizados em Castelo Branco, pelo que tudo indica que iremos ficar parceiros dessa empresa até à construção final do vaivém", adianta.

Novos testes

De acordo com Telmo Nobre para este ano estão previstos novos testes, agora ao nariz da nave. Aquele responsável mostra-se entusiasmado com os resultados obtidos e com o reconhecimento internacional que o laboratório de Castelo Branco tem.

Ao que tudo indica a nave espacial europeia deverá fazer o primeiro voo não tripulado em 2013 ou 2014, sendo o ano de 2017 uma previsão para o início dos voos tripulados. Durante a construção da nave, o Labet vai ter um papel importante no teste da estrutura do vaivém.

O reconhecimento do Laboratório instalado em Castelo Branco surge do trabalho desenvolvido pelos técnicos do Labet sob a coordenação de Telmo Nobre. Aquele responsável é, nesta área, uma referência internacional, desempenhando o cargo de presidente do Grupo WP11 - divisão de Transportes Terrestres das Nações Unidas.

http://www.reconquista.pt/noticia.asp?i ... on=noticia

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #471 em: Dezembro 02, 2010, 05:34:23 pm »
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Espécies descobertas

"É absolutamente fascinante." É desta forma que a bióloga Sofia Reboleira descreve a descoberta que fez do pseudo-escorpião, considerado "uma relíquia" por ser um dos exemplares "mais modificados ao longo de milhões de anos, em que se adaptaram para viver debaixo da terra".

Sem antecessores vivos à superfície, o pseudo--escorpião, de cerca de 2 centímetros, só existe nas grutas do Algarve e é apontado como "um gigante", já que o tamanho destes animais oscila, normalmente, entre 1 e 5 milímetros.

Porém, não foi só nas grutas algarvias que Sofia Reboleira descobriu novas espécies. Também nas grutas do Montejunto, Cadaval, foi descoberta uma nova espécie de escaravelho cavernícola. "Vive exclusivamente ali, é despigmentado e tem os olhos muito reduzidos", descreve a cientista, sublinhando a raridade do escaravelho, cuja sobrevivência depende da matéria orgânica arrastada pelas águas para o subsolo e para o qual "a poluição e destruição de grutas significa perigo de extinção".

A descoberta das duas espécies ocorreu durante o trabalho de campo no âmbito do doutoramento de Sofia Reboleira, orientado por Fernando Gonçalves (do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro) e Pedro Oromí (Univ. La Laguna, Tenerife, Espanha).

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/notic ... escobertas

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Vicente de Lisboa

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #472 em: Dezembro 02, 2010, 05:45:54 pm »
Citação de: "PCartCast"
Castelo Branco testa vaivém espacial
Oi? Isso é uma granda noticia, mas... Não foi cancelado?  :|
 

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PCartCast

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #473 em: Dezembro 02, 2010, 06:12:51 pm »
Citação de: "Vicente de Lisboa"
Citação de: "PCartCast"
Castelo Branco testa vaivém espacial
Oi? Isso é uma granda noticia, mas... Não foi cancelado?  :?

Eles tiveram um incêndio nas instalações em Setembro passado, neste artigo vem a dizer que os projectos para a ESA em princípio estão salvaguardados.
http://www.reconquista.pt/noticia.asp?i ... on=noticia

Por isso parece que ainda está activo :).

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #474 em: Janeiro 24, 2011, 10:23:05 pm »
A primeira bateria de papel é portuguesa


Uma equipa de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveu a primeira bateria de papel. A tecnologia armazena energia a partir do vapor de água existente no ar e pode servir para alimentar telemóveis e outros dispositivos electrónicos como tablets ou consolas.

O grupo, liderado por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, criou estas baterias, nos laboratórios do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat), a partir de um vulgar papel de escrita e para a energia ser armazenada automaticamente com o vapor basta que, no local, a humidade relativa seja superior a 40 por cento.

Os cientistas inventaram também as primeiras biobaterias, que são carregadas pelos fluidos do corpo humano, como suor e plasma sanguíneo, e que se destinam a dispositivos como pacemakers.

Elvira Fortunato foi a vencedora do maior prémio dado a um investigador português - o Prémio European Research Council 2008 - e, com a sua equipa, já tinham sido a responsável pela descoberta do transístor de papel. A equipa do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat), dirigida por esta cientista, recebeu 2,5 milhões de euros.

A equipa do Cenimat, dirigida por esta cientista, recebeu 2,5 milhões de euros. Elvira Fortunato foi ainda escolhida pela Direcção de Ciência Hoje para receber o Prémio Seeds of Science na categoria «Engenharia e Tecnologia», em 2008, que distingue a cientista devido ao seu trabalho como co-coordenadora da equipa que produziu pela primeira vez um transístor que integra uma camada de papel na sua estrutura.

Ciência Hoje
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #475 em: Janeiro 27, 2011, 12:46:52 pm »
FEUP cria cadeira de rodas inteligente


A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) divulgou hoje a criação de uma plataforma que permite transformar qualquer cadeira de rodas elétrica numa cadeira de rodas inteligente capaz de ser comandada por voz e por sensores.

O invento chama-se "IntellWheels" e é capaz de se desviar sozinho dos obstáculos, planear tarefas, comunicar com outros dispositivos, além de permitir ao paciente selecionar o seu modo preferido de comando da cadeira de Rodas.

O protótipo, desenvolvido por um grupo de docentes da FEUP que investigam no Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência de Computadores (LIACC) e no INESC Porto, resulta de um projeto cujo objetivo era transformar uma cadeira de rodas comercial num equipamento inteligente, de custos reduzidos e com poucas alterações do ponto de vista ergonómico.

Iniciado em 2006, o projecto permitirá, de acordo com o comunicado da FEUP, «oferecer uma maior autonomia e qualidade de vida aos cidadãos de mobilidade reduzida, podendo vir a ser comercializado em breve».

O «IntellWheels» também prevê a realização de uma recolha alargada de dados e a realização de um vasto conjunto de experiências, utilizando pacientes reais, de modo a validar completamente todas as metodologias desenvolvidas.

Luís Paulo Reis, docente da FEUP e coordenador do projecto, admitiu em comunicado que a conclusão da investigação realizada e a validação da plataforma, protótipos e simulador vai possibilitar, a médio prazo, «transformar as cadeiras de rodas inteligentes em produtos comerciais, com elevadas capacidades no auxílio a idosos e outros indivíduos com graves deficiências motoras».

Para além da FEUP, do LIACC e INESC Porto, juntaram-se recentemente ao projecto três novos parceiros: Universidade de Aveiro (UA), Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Porto (ESTSP/IPP) e a Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC).

Lusa
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #476 em: Fevereiro 14, 2011, 10:46:47 pm »
Software informático capaz de reduzir em cinco milhões de toneladas as emissões de CO2 por ano desenvolvido por investigadores portugueses


Dois investigadores portugueses desenvolveram um software que reduz drasticamente o consumo de energia eléctrica dos computadores e que se fosse aplicado à escala mundial evitaria a emissão de cinco milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por ano.

A descoberta, a que Carlos Reis e Jorge Pacheco deram o nome de «SPIRIT», tem como objectivo reduzir o consumo de energia eléctrica e as emissões de CO2 associadas a este consumo por “infra-estruturas de computação de média e grande escala”. Por isso mesmo, não se aplica a utilizadores domésticos, com computadores isolados, disse Carlos Reis.

As chamadas “infra-estruturas de computação de grande escala” são instalações de tipo industrial espalhadas pelo mundo que estão ao serviço de grandes companhias como a Google, a Microsoft e o Facebook.

Neste tipo de empresas ou entidades, os diferentes computadores, que podem ir de algumas centenas até às dezenas de milhar, estão ligados entre si através de uma rede de comunicação privada, uma intranet.

As placas de rede destes computadores possuem uma funcionalidade que permite aos computadores que estão num estado dormente, “acordar” quando recebem pela rede o sinal apropriado, explicou o investigador.

“O SPIRIT é um software que é executado no computador-mãe desta rede. A sua função é apenas decidir sobre o estado de vigília de todos os computadores. Se um computador está desligado e precisa de ser ligado então o SPIRIT envia pela rede o sinal apropriado e acorda-o. Por oposição se está ligado e não é preciso, o SPIRIT desliga-o”, especificou Carlos Reis.

Benefícios de ordem económica

Em termos de benefícios, podem ser apontados os de ordem económica, como a redução do consumo de electricidade e, consequentemente, do custo de operação destas infra-estruturas, e os ambientais. Carlos Reis refere testes feitos durante um ano na Universidade de Lisboa com apenas 200 processadores e em que foi conseguida uma redução no consumo de electricidade equivalente a uma redução de emissões de 5 toneladas de CO2, um gás com efeito de estufa, reconhecido como o principal responsável pelas alterações climáticas.

A partir daqui os investigadores calcularam a poupança energética e ambiental possível a nível mundial com a utilização deste software. “Se o SPIRIT ou um software equivalente fosse adoptado em infra-estruturas de computação em todo o mundo, a poupança seria no mínimo, e por ano, igual à energia produzida por uma central nuclear, o que equivale a não libertar na atmosfera cinco milhões de toneladas de CO2 por ano”, afirmou Carlos Reis.

Actualmente, as de computação de média e grande escala são já responsáveis por um por cento de todas as emissões de CO2, metade das emissões de toda a indústria de aviação, referiu o investigador, salientando porém que “este número está a crescer a 16 por cento ao ano”.

A descoberta foi publicada no final do ano passado na revista da especialidade «Minimizing CO2 Emissions in a Computing World».

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #477 em: Fevereiro 15, 2011, 03:10:32 am »
Citar
Se o SPIRIT ou um software equivalente fosse adoptado em infra-estruturas de computação em todo o mundo (...)
Se? Apenas digo isto: parabéns por terem reinventado a roda.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #478 em: Fevereiro 16, 2011, 04:43:47 pm »
Robótica: Grupo criado no Porto vai exportar tecnologia


A exportação de tecnologia na área da automação para mercados em forte expansão, como o Brasil, é um dos eixos da estratégia da maior unidade de robótica do Norte do país que hoje foi formalmente constituída no Porto.

A fusão entre os grupos de robótica do INESC Porto e do ISEP partiu de um movimento de bases iniciado pelos próprios investigadores, cujos objetivos passam por otimizar recursos, incrementar massa crítica e sinergias e fortalecer a capacidade científica e tecnológica de ambas as instituições.

A partir de agora vai ser possível aumentar e melhorar as actividades de transferência e de comercialização de tecnologia portuguesa para mercados em forte expansão.

Mesmo no contexto nacional, esta Unidade de Robótica vai reunir novas competências necessárias para dar resposta às necessidades da economia do mar (segurança marítima, indústria naval, náutica de recreio e pesca, conservação e transformação do pescado) e para desenvolver I&D com aplicação nas tecnologias de produção automatizadas para o mercado dos equipamentos industriais.

É sobre estes três eixos que assenta a estratégia da nova Unidade de Robótica, que reúne 42 investigadores do INESC Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto) e do ISEP (Instituto Superior de Engenharia do Porto).

Em declarações à Lusa, Vladimir Miranda, diretor do INESC, congratulou-se com este exemplo de “união” que as duas instituições estão a dar ao país.

“Ao constituirmos este acordo, uma ponte entre o sistema politécnico e universitário, queremos dar exemplo de que a união de forças e a cooperação valem muito mais do que discussões estéreis sobre o ‘pedigree’ de cada um”, sustentou.

Também o presidente do ISEP, João Rocha, considerou que o memorando de entendimento que hoje foi assinado “resulta da constatação de que é possível estabelecer sinergias entre actividades similares, criando assim grupos com massa crítica suficiente para poderem concorrer quer do ponto de vista científico que da criação de valor através da transferência da tecnologia para o mercado empresarial”.

“Quer o INESC quer o ISEP tem desenvolvido actividades nomeadamente na área da robótica, actividades, essas, que, sendo complementares, serão potenciadas por um grupo que será agora muito maior e terá agora capacidade significativamente superior”, acrescentou.

Na cerimónia de assinatura do acordo entre as duas entidades estiveram expostos vários projetos e protótipos na área da robótica. Entre eles, estava o “TRIMARES”, um submarino robô capaz de inspecionar estruturas de barragens e o assoreamento das bacias com grau de precisão na ordem dos centímetros e em tempo real.

Este submarino robô, de tecnologia INESC Porto, vai ser utilizado no primeiro trabalho conjunto de consultoria internacional que o novo grupo de robótica se prepara para executar no Brasil.

“O projeto não se extingue no robô, um dos objetivos passa precisamente pela criação de uma empresa spin-of para prestar esses serviços de inspeção e verificação de estruturas de barragens e rios”, sustentou Vladimiro Miranda.

Lusa
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #479 em: Fevereiro 28, 2011, 07:10:23 pm »
Portugueses desenvolvem «mala inteligente»


Um consórcio português de quatro empresas e duas entidades do sistema científico e tecnológico desenvolveu uma «mala inteligente», dotada de um sistema inovador de localização, que promete acabar com o pesadelo das bagagens perdidas nos aeroportos.

Desenvolvido pela ANA - Aeroportos de Portugal, SETSA - Sociedade de Engenharia e Transformação, Critical Software, Tecmic - Tecnologias de Microeletrónica, Inov – Inesc Inovação e PIEP – Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros, o projeto “Mala Segura” recorre às tecnologias RFID (‘radio frequency identificator’), WSN (‘wireless sensor network’) e GPS/GSM (‘global positioning system’) para garantir a localização e rastreamento de malas “em permanência e a nível global, tanto em ambientes fechados como em espaços abertos”.

Segundo os promotores, que hoje apresentaram o projeto no Aeroporto do Porto, esta tecnologia pode ser usada quer no transporte aéreo, quer marítimo, ferroviário ou rodoviário, mas “a gestão aeroportuária pode significar 90 a 95 por cento do mercado”.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Pereira, da SETSA (que integra o grupo Iberomoldes), garantiu que “a disponibilidade técnica dos parceiros [para lançar no mercado a nova tecnologia] é imediata”, dependendo a sua implantação, no caso do transporte aéreo, da autorização da IATA (International Air Transport Association).

Artur Arnedo, da ANA, revelou por sua vez à Lusa que o projeto vai ser apresentado na próxima reunião anual do ‘baggage working group’ da IATA, a 22 e 23 de março, “e basta que esta diga ‘ok’ que é já um fator muito relevante para as empresas de malas as começarem a fabricar”.

Resultante de um investimento de 2,5 milhões de euros, 1,5 milhões dos quais cofinanciados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), o projeto foi desenvolvido ao longo de 30 meses, propondo-se “inverter a tendência de crescimento do número de malas ‘mishandled’ (extraviadas) por passageiro, principalmente no setor da aviação civil”.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Pereira, da SETSA (que integra o grupo Iberomoldes), garantiu que “a disponibilidade técnica dos parceiros [para lançar no mercado a nova tecnologia] é imediata”, dependendo a sua implantação, no caso do transporte aéreo, da autorização da IATA (International Air Transport Association).

Artur Arnedo, da ANA, revelou por sua vez à Lusa que o projeto vai ser apresentado na próxima reunião anual do ‘baggage working group’ da IATA, a 22 e 23 de março, “e basta que esta diga ‘ok’ que é já um fator muito relevante para as empresas de malas as começarem a fabricar”.

Resultante de um investimento de 2,5 milhões de euros, 1,5 milhões dos quais cofinanciados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), o projeto foi desenvolvido ao longo de 30 meses, propondo-se “inverter a tendência de crescimento do número de malas ‘mishandled’ (extraviadas) por passageiro, principalmente no setor da aviação civil”.

Já para o utilizador, uma mala equipada com este sistema pode ter um custo final “25, 30 ou 40 por cento” superior ao atual.

Em alternativa, pode optar-se pela aquisição de uma etiqueta com sistema RFID adaptável a qualquer mala.

Lusa