Eu acho que tanto um programa franco-espanhol, como um sueco-alemão, podem ter problemas de custos, face ao número de aeronaves que os membros podem encomendar. Com um volume de produção relativamente reduzido, os custos unitários de cada aeronave serão estratosféricos.
A inclusão da Índia seria crucial, não só na parte do investimento no programa, mas também na parte em que fariam uma encomenda considerável.
Sem a Índia, e se a Espanha sair, aí é que estão tramados. Mas parece-me demasiado apelativo para a Índia a ideia de ter acesso (e participar) a um caça 6G, capaz de igualar ou até superar qualquer equivalente chinês/paquistanês.
Relembrar também que tanto a Espanha como a Índia têm ambições de porta-aviões CATOBAR. Juntamente com a França, são 3 nações com interesse numa variante embarcada, o que reforça a ideia de trabalharem em conjunto.
De notar que no fim de 2025, tanto o Canadá como a Austrália foram associados ao GCAP.
Actualmente, um programa sueco-alemão parece-me o mais difícil de avançar, se não arranjarem mais ninguém para se juntar. Os suecos estão habituados a modelos monomotor, já os alemães querem um bimotor.
Não sei se vão a tempo de cativar o interesse da Áustria, que pretende substituir os seus Typhoon no fim da década de 30.
Não sei se haveria interesse da República da Irlanda em entrar num programa destes.
Não me surpreendia que no fim, víssemos o FCAS dividido em 2 sub-programas, com um design liderado pelos franceses, e outro liderado pelos alemães, em que ambos partilhassem determinadas tecnologias/equipamento, como motores, radar, etc.