F-35A Lightning II na FAP

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Duarte

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4470 em: Fevereiro 21, 2026, 09:28:46 pm »
É essa a tendencia, mas acredito que a Europa e a India ainda tem uma palavra a dizer

E volto a dizer, a China não passa dum grande tigre de papel. Armamento copiado do ocidente, material Temu, uma classe política corrupta, militares sem qualquer experiência em operações militares há décadas. Se invadirem o Tawain vai ser mais como a Rússia a invadir a Ucrânia, mostrar a careca e a verdadeira falta de qualidade do seu material militar e especialmente do seu pessoal.

Mais um caso em que os EUA estão fazer jogo político com o F-35, recusando a venda ao Taiwan. "With friendslike that, who needs enemies?"  ::)
« Última modificação: Fevereiro 22, 2026, 01:17:09 am por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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PTWolf

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4471 em: Fevereiro 21, 2026, 10:21:11 pm »
É essa a tendencia, mas acredito que a Europa e a India ainda tem uma palavra a dizer

E volto a dizer, a China não passa dum grande tigre de papel. Armamento copiado do ocidente, material Temu, uma classe política corrupta, militares sem qualquer experiência em operações militares há décadas. Se invadirem o Tawain vai ser mais como a Rússia a invadir a Ucrânia, mostrar a careca e a verdadeira falta de qualidade do seu material militar e especialmente do seu pessoal.

Mais um caso em que os EUA estão fazer jogo político com o F-35, recusando a venda ao Taiwan. "With friends ls like that, who needs enemies?"  ::)

Os Chineses são altamente metódicos e ao contrário dos Russos em que existe a cultura do Yes-man com os belos resultados que se viram a nivel de serviços de informação antes da invasão, os Chineses põem a China/partido acima de tudo. Não acredito que sejam como a Russia, além de que tem uma qualidade que é a quantidade. A China de hoje não é a mesma de há 100 ou 50 anos. Em termos tecnologicos, existem varias areas que são lideres mundiais.
 
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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4472 em: Fevereiro 21, 2026, 10:58:39 pm »
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vai perguntar aos pilotos se preferem entrar em combate contra a Rússia em eurocanards

Quais pilotos? Os portugueses? Ou os suecos, franceses, espanhóis...

Por esse prisma, é criminoso mandar combater alemães,  italianos, ingleses... em EF?

Parece que mais nada voa ou combate senão o F35...

Eh pá,  nada de histerias...

Mas devolvo a pergunta.

Pergunta aos pilotos se preferem receber Eurocanards brevemente ou continuar a voar em F16 com problemas estruturais até 2035? E praticamente obsoletos? Só para esperarem mais 3 anos por uma hipotética mudança política nos EUA...
João Pereira
 

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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4473 em: Fevereiro 21, 2026, 11:10:20 pm »
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Imaginemos que a Europa tem 500MM€ para gastar em F-35. Em vez disso escolhe os diversos modelos europeus. Com esse dinheiro como será a capacidade de desenvolver o futuro dos caças europeus versus mandar todo esse dinheiro para os EUA e ajudar a criar o futuro dos caças deles?

Nem mais, estratégicamente é o replicar do mesmo erro cometido no desenvolvimento do G5 europeu. Duas vezes a mesma burrice?

Criem já um SAFE 2.0 que permita vendas significativas de Eurocanards em países europeus. 
Será um favor para a indústria e economia europeia, permitirá desenvolver e expandir linhas de produção e injetar dinheiro no desenvolvimento de novas tecnologias como o G6.

Ao mesmo tempo, do outro lado, perderão essa maminha...

Essa falácia de que só o F35 permite preservar a nossa segurança é palha.

Forças aéreas europeias armadas com caças europeus em quantidades adequados são dissuasoras para qualquer país agressor. Com a garantia de independência.
João Pereira
 

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JohnM

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4474 em: Fevereiro 21, 2026, 11:15:41 pm »
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vai perguntar aos pilotos se preferem entrar em combate contra a Rússia em eurocanards

Quais pilotos? Os portugueses? Ou os suecos, franceses, espanhóis...

Por esse prisma, é criminoso mandar combater alemães,  italianos, ingleses... em EF?

Parece que mais nada voa ou combate senão o F35...

Eh pá,  nada de histerias...

Mas devolvo a pergunta.

Pergunta aos pilotos se preferem receber Eurocanards brevemente ou continuar a voar em F16 com problemas estruturais até 2035? E praticamente obsoletos? Só para esperarem mais 3 anos por uma hipotética mudança política nos EUA...
Mas quem falou em esperar? Por mim, compravam-se já.

Quanto aos pilotos, basta veres as entrevistas com pilotos de F-35 e veres o que eles acham… não desconverses, meu caro, que vales bem mais que isso…
 

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JohnM

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4475 em: Fevereiro 21, 2026, 11:17:35 pm »
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Imaginemos que a Europa tem 500MM€ para gastar em F-35. Em vez disso escolhe os diversos modelos europeus. Com esse dinheiro como será a capacidade de desenvolver o futuro dos caças europeus versus mandar todo esse dinheiro para os EUA e ajudar a criar o futuro dos caças deles?

Nem mais, estratégicamente é o replicar do mesmo erro cometido no desenvolvimento do G5 europeu. Duas vezes a mesma burrice?

Criem já um SAFE 2.0 que permita vendas significativas de Eurocanards em países europeus. 
Será um favor para a indústria e economia europeia, permitirá desenvolver e expandir linhas de produção e injetar dinheiro no desenvolvimento de novas tecnologias como o G6.

Ao mesmo tempo, do outro lado, perderão essa maminha...

Essa falácia de que só o F35 permite preservar a nossa segurança é palha.

Forças aéreas europeias armadas com caças europeus em quantidades adequados são dissuasoras para qualquer país agressor. Com a garantia de independência.
Errado em toda a linha… impressionante ao que o anti-Americanism primário leva. Concordemos em discordar…
« Última modificação: Fevereiro 21, 2026, 11:42:39 pm por JohnM »
 

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JohnM

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4476 em: Fevereiro 21, 2026, 11:24:03 pm »
Imaginemos que a Europa tem 500MM€ para gastar em F-35. Em vez disso escolhe os diversos modelos europeus. Com esse dinheiro como será a capacidade de desenvolver o futuro dos caças europeus versus mandar todo esse dinheiro para os EUA e ajudar a criar o futuro dos caças deles?
As palavras são suas, isto já começou à muito. Devemos deixar andar e não apoiar o desenvolvimento de material de qualidade europeu?



O colapso ou reestruturação estratégica da NATO começou com o pivot dos Estados Unidos para o Pacífico há 10 e acelerou com o Trump. É claro que o cenário que eu aponto é um worst case scenario, mas apenas o fiz para reforçar que estarmos a escolher caças com base numa determinada situação geopolítica, num momento específico de tempo, é perigoso, porque as coisas podem sempre piorar… não querer F-35 porque o Trump está no poder é ter vistas muito curtas. Em última análise, continuo a achar que o equipamento a adquirir pelas FA portuguesas tem que ser o melhor e mais adequado técnica e operacionalmente. Em casos que existam produtos europeus competitivos (fragatas, SAM, etc.) , sim adquira-se europeu, mas não se podem deixar considerações políticas pontuais no tempo determinarem a aquisição de material europeu claramente inferior, só porque é europeu… espero que tenha sido claro.

Há 10 anos atrás não havia o presidente dos EUA a ameaçar anexar a Gronelândia, a ameaçar a soberania do Canadá, a insultar e desonrar os mortos de países aliados que lutaram ao seu lado quando os EUA invocaram o artigo 5!  O descaramento deste maricolas menino rico que fugiu ao serviço militar!!! :N-icon-Axe: Não havia esta imprevisibilidade constante, o desequilíbrio, o desrespeito, a falta de racionalidade, etc.

Se não devemos ter esta realidade geopolítica real e atual na decisão do futuro caça, devemos ter hipotéticos casos no futuro em consideração?  ???

Eu também quero o melhor equipamento para a FAP e não há qualquer dúvida que é o F-35. Por mim teríamos 4 esquadras de F-35 até, e muitos (mas não todos!) os países da NATO escolheram o F-35, especialmente os que operavam F-16. Mas, pergunto-vos se na atual conjuntura geopolítica fariam a mesma escolha de novo? Acho que não...
Eu não disputo nada do que dizes relativamente ao Trump, concordo a 100%, mas temos que conseguir distinguir entre a situação específica e as tendências geoestratégicas… o afastamento dos EUA da Europa e da NATO começou bem antes do Trump, ele “apenas” turbinou a coisa… quanto à escolha de outro caça que não o F-35 se as seleções fossem hoje, apenas podemos especular… eu duvido que as escolhas fossem outras, tu discordas, Rubem, concordemos em discordar
Não é preciso imaginar nada… a Europa já percebeu o que tem que fazer e não está a cometer com a 6G o mesmo erro que cometeu no 5G…  e faz muito bem… ninguém me vê a defender que caso Portugal opte por entra no 6G, que o pre F-47, pois não?
 

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Patrao

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4477 em: Fevereiro 21, 2026, 11:42:17 pm »
Quero também dar aqui algumas achegas, até porque fui um dos que não respondeu às perguntas do JohnM. Já muito foi dito sobre a probabilidade (ou não) de termos na Europa alguns países de peso com governos de extrema direita, mas gostaria de trazer alguns dados que considero importantes.

Existe uma grande diferença entre a Europa e os Estados Unidos, e essa diferença assenta no facto de que os sistemas parlamentares europeus são na sua grande maioria multipartidários, o que faz com que os votos se distribuam mais facilmente e dificulta a bipolarização que vemos nos EUA.

No Reino Unido, até há pouco tempo, o parlamento era dominado por dois partidos, mas já não é mais o caso. Atualmente, existem cerca de uma dúzia de partidos com assento parlamentar e, de acordo com as sondagens mais recentes do YouGov, cinco deles têm mais de 10 % da intenção de voto. Ou seja, no Reino Unido será muito difícil (mas não impossível)  que o Reform chegue ao poder. O partido até pode ter a maior percentagem de votos, mas dificilmente terá mais de 50 %, e num cenário de ausência de maioria, o mais provável seria que os outros partidos façam uma coligação para formar governo.

De facto, seria algo muito semelhante ao que aconteceu na Holanda, onde Geert Wilders teve a maior parte dos votos, foi convidado para formar governo e não conseguiu porque nenhum outro partido se quis coligar-se com ele. No Reino Unido, não vejo nenhum partido a coligar-se com o Reform; a única forma de o partido chegar ao poder seria obter uma maioria absoluta.

Na Alemanha, o cenário é semelhante: cinco dos seis partidos com assento parlamentar têm mais de 10 % dos votos. Apesar de a AfD poder ter a maior parte dos votos, será muito difícil conseguir formar uma coligação que a sustente.
O caso mais bicudo é a França. Apesar de existirem mais de 12 partidos, trata-se de um sistema semi-presidencial, onde o Presidente detém muito poder. Nas últimas duas eleições, a esquerda juntou-se na segunda volta para combater Marine Le Pen. Embora Le Pen tenha ganho mais suporte nas últimas eleições, ainda está longe de obter a maioria. Para além disso, e se não me engano, encontra-se impedida de concorrer nas eleições de 2027, o que poderá enfraquecer o partido, dado que ela é a líder mais carismática. Ainda assim, Philippe Bardella tem estado bem nas sondagens, e por isso considero a França o caso mais complicado vai depender muito de quem for o outro candidato/candidata.

Voltando aos F 35, ainda não ouvi ninguém dizer que o F-35 é um caça pior; pelo contrário, apesar de ser considerado o melhor caça, a razão pela qual prefiro opções europeias é estritamente política. Acho que ninguém aqui duvida que Trump é louco, assim como toda a sua administração, nem que o movimento MAGA funciona quase como um culto, apoiando o líder mesmo quando ele comete/diz barbaridades.

Na minha opinião, a única maneira de retirar esta administração do poder é internamente os americanos têm de se mobilizar e votarem em massa. E, sinceramente, se a vitória for por pouca margem, mesmo assim poderá não chegar. Por isso, a melhor forma de ajudar a América neste momento é não comprar produtos americanos, se a economia tiver mau desempenho, será mais difícil para esta administração se defender porque a sua base sentirá o impacto directamente no bolso. Por isso, defendo que a Europa compre mais europeu não quero contribuir para uma economia americana forte neste momento isso só iria potenciar a actual politica americana ainda mais. Claro que os contratos militares, devido ao seu tamanho, são muito visíveis e afetam grandes empresas, que, vendo-se de fora, exercerão mais pressão interna para além da sua visibilidade nos media.

Portanto, se querem esperar três anos para ver como as coisas se desenrolam, que esperem. Mas, sinceramente, gostaria de saber o real estado dos nossos F 16 antes de adiar a decisão por mais três anos.
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4478 em: Fevereiro 21, 2026, 11:49:22 pm »
Quero também dar aqui algumas achegas, até porque fui um dos que não respondeu às perguntas do JohnM. Já muito foi dito sobre a probabilidade (ou não) de termos na Europa alguns países de peso com governos de extrema direita, mas gostaria de trazer alguns dados que considero importantes.

Existe uma grande diferença entre a Europa e os Estados Unidos, e essa diferença assenta no facto de que os sistemas parlamentares europeus são na sua grande maioria multipartidários, o que faz com que os votos se distribuam mais facilmente e dificulta a bipolarização que vemos nos EUA.

No Reino Unido, até há pouco tempo, o parlamento era dominado por dois partidos, mas já não é mais o caso. Atualmente, existem cerca de uma dúzia de partidos com assento parlamentar e, de acordo com as sondagens mais recentes do YouGov, cinco deles têm mais de 10 % da intenção de voto. Ou seja, no Reino Unido será muito difícil (mas não impossível)  que o Reform chegue ao poder. O partido até pode ter a maior percentagem de votos, mas dificilmente terá mais de 50 %, e num cenário de ausência de maioria, o mais provável seria que os outros partidos façam uma coligação para formar governo.

De facto, seria algo muito semelhante ao que aconteceu na Holanda, onde Geert Wilders teve a maior parte dos votos, foi convidado para formar governo e não conseguiu porque nenhum outro partido se quis coligar-se com ele. No Reino Unido, não vejo nenhum partido a coligar-se com o Reform; a única forma de o partido chegar ao poder seria obter uma maioria absoluta.

Na Alemanha, o cenário é semelhante: cinco dos seis partidos com assento parlamentar têm mais de 10 % dos votos. Apesar de a AfD poder ter a maior parte dos votos, será muito difícil conseguir formar uma coligação que a sustente.
O caso mais bicudo é a França. Apesar de existirem mais de 12 partidos, trata-se de um sistema semi-presidencial, onde o Presidente detém muito poder. Nas últimas duas eleições, a esquerda juntou-se na segunda volta para combater Marine Le Pen. Embora Le Pen tenha ganho mais suporte nas últimas eleições, ainda está longe de obter a maioria. Para além disso, e se não me engano, encontra-se impedida de concorrer nas eleições de 2027, o que poderá enfraquecer o partido, dado que ela é a líder mais carismática. Ainda assim, Philippe Bardella tem estado bem nas sondagens, e por isso considero a França o caso mais complicado vai depender muito de quem for o outro candidato/candidata.

Voltando aos F 35, ainda não ouvi ninguém dizer que o F-35 é um caça pior; pelo contrário, apesar de ser considerado o melhor caça, a razão pela qual prefiro opções europeias é estritamente política. Acho que ninguém aqui duvida que Trump é louco, assim como toda a sua administração, nem que o movimento MAGA funciona quase como um culto, apoiando o líder mesmo quando ele comete/diz barbaridades.

Na minha opinião, a única maneira de retirar esta administração do poder é internamente os americanos têm de se mobilizar e votarem em massa. E, sinceramente, se a vitória for por pouca margem, mesmo assim poderá não chegar. Por isso, a melhor forma de ajudar a América neste momento é não comprar produtos americanos, se a economia tiver mau desempenho, será mais difícil para esta administração se defender porque a sua base sentirá o impacto directamente no bolso. Por isso, defendo que a Europa compre mais europeu não quero contribuir para uma economia americana forte neste momento isso só iria potenciar a actual politica americana ainda mais. Claro que os contratos militares, devido ao seu tamanho, são muito visíveis e afetam grandes empresas, que, vendo-se de fora, exercerão mais pressão interna para além da sua visibilidade nos media.

Portanto, se querem esperar três anos para ver como as coisas se desenrolam, que esperem. Mas, sinceramente, gostaria de saber o real estado dos nossos F 16 antes de adiar a decisão por mais três anos.
Excelente post… no que me diz respeito, lá estarei em Novembro para votar contra todo e qualquer candidato MAGA, irei a todas as manifestações No Kings e farei campanha junto de todos os que conheço e alguns que não conheço… é o único modo de fazer a maré descer… democraticamente, mobilizando a oposição o mais possível… sejamos otimistas… desejem-nos boa sorte…

P.S.- Obrigado pela resposta ao meu cenário. Concordo que a situação mais complicada é em França; acho que estás a subestimar o colapso dos Trabalhistas e Conservadores e tb acho que há a possibilidade real de o Reform ser o próximo governo, mesmo com um sistema de “first past the post”… espero que o tempo NÃO me de razão…
« Última modificação: Fevereiro 21, 2026, 11:51:29 pm por JohnM »
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4479 em: Fevereiro 22, 2026, 10:37:32 am »
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Por isso, defendo que a Europa compre mais europeu não quero contribuir para uma economia americana forte neste momento isso só iria potenciar a actual politica americana ainda mais. Claro que os contratos militares, devido ao seu tamanho, são muito visíveis e afetam grandes empresas, que, vendo-se de fora, exercerão mais pressão interna para além da sua visibilidade nos media.

Portanto, se querem esperar três anos para ver como as coisas se desenrolam, que esperem. Mas, sinceramente, gostaria de saber o real estado dos nossos F 16 antes de adiar a decisão por mais três anos.

Interessante que defendes basicamente o mesmo, mas não és "anti-americano primário".

Deve ser do sotaque...
João Pereira
 

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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4480 em: Fevereiro 22, 2026, 10:48:44 am »
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Mas quem falou em esperar? Por mim, compravam-se já.

É só verificares as muitas mensagens recentes sobre o assunto.
O que mais se pede é... adiem até sair o "amarelo".

Citar
Quanto aos pilotos, basta veres as entrevistas com pilotos de F-35 e veres o que eles acham… não desconverses, meu caro, que vales bem mais que isso…

Lá estás tu outra vez com tudo em redor do F35...

Vê as entrevistas dos pilotos do RAFALE,  do GRIPEN,  do EF, do KC,  do ST... vais ver que nenhum crítica o avião que opera. Bem pelo contrário...

Ninguém está a desconversar.  A realidade é que o F35 não é o único meio disponível válido para a FAP. 
Até pode ter algumas vantagens, mas também tem imensas desvantagens.
Só vermos o positivo e desconsiderarmos todos as outras propostas como se fossem lixo (que é o que aqui fazem constantemente) é desonesto. Simples...
João Pereira
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4481 em: Fevereiro 22, 2026, 10:57:24 am »

Vê as entrevistas dos pilotos do RAFALE,  do GRIPEN,  do EF, do KC,  do ST... vais ver que nenhum crítica o avião que opera. Bem pelo contrário...


LOL tu não entendes o mindset de um piloto... 8)
Clare que nenhum ia dizer mal da sua montada. Esperavas o quê?
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4482 em: Fevereiro 22, 2026, 04:31:08 pm »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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dc

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4483 em: Fevereiro 22, 2026, 05:08:22 pm »
O problema do teu cenário não é ser “hipotético”,  todos os cenários estratégicos são. O problema é que ele junta várias condições extremas ao mesmo tempo:
França e Reino Unido simultaneamente governados por forças eurocéticas e isolacionistas, uma invasão russa dos Bálticos, e ambos recusarem cumprir o Artigo 5.
Se tudo isso acontecesse em simultâneo, o tipo de caça que a FAP opera deixava de ser o fator decisivo. Podíamos ter 100 F-35 até.  O desafio seria político, logístico e estrutural: cadeias de abastecimento, acesso a bases, continuidade da Aliança, comando e controlo, etc.
Num cenário em que a NATO implode, nenhum país escolhe caças com base na “situação geopolítica atual”, porque a própria estrutura que dá sentido à escolha já não existe.

Isto não invalida a tua preocupação, mas para discutir F‑35 vs alternativas, então vale mais olhar para o perfil de missão real da FAP, custos e ciclo de vida, interoperabilidade com a NATO tal como existe hoje e no futuro a médio prazo e dependências logísticas e industriais e o que Portugal realmente precisa para cumprir as suas obrigações.
Esses são argumentos sólidos e comparáveis.

Para mim, IRIS-T, SAMP/T e fragatas e SSKs são uma prioridade muito maior do que termos caças 5G neste momento.
Este cenário extremo é útil como exercício mental, mas não como base para uma decisão de aquisição de F-35 vs Rafale, vs EF vs Gripen, porque usando apenas a estabilidade política do país fornecedor como factor decisivo, a Suécia seria a melhor escolha para fornecedor de caças.  :mrgreen:

Destado a parte a negrito.

O argumento mais usado contra o F-35, é precisamente o de "sermos impedidos de o usar". Os cenários em que pudéssemos ser impedidos de os usar são ainda mais improváveis do que esses que apontas.

Se todas essas ilações são consideradas altamente improváveis, então toda a conversa de procurar uma alternativa ao F-35 é um nothing burger, pois assenta inteiramente em cenários improváveis.

O único argumento que resta, é que é politicamente difícil encomendar actualmente F-35, e a solução passa por adiar a decisão, até uma altura em que seja mais fácil fazê-lo.

Qualquer alternativa tem "senãos" com os seus próprios cenários improváveis, e esta é a realidade de quem não produz o seu próprio material.

Como tal, a decisão a ser tomada, tem que o ser com base em critérios técnicos, não em preferências pessoais ou politiquices/negociatas. E eu antes prefiro correr os riscos com F-35, sabendo que tem mais chances de sobreviver caso seja usado em combate, do que optar por uma alternativa igualmente cara, que continua a ter riscos políticos, e que tem muito mais probabilidade de sofrer baixas em combate.


Dito isto, se é para estourar 5000+M em caças novos, faz sentido comprar a melhor opção do mercado, já que temos acesso a ela.

Se a verba for limitada a uns 2000-3000M, então meus amigos, ou transitamos para uma FAP minimalista com algo na classe do FA-50, ou arranjamos maneira de continuar com F-16, modernizando os nossos ou comprando usados, de forma a poupar dinheiro para a solução definitiva 10 anos depois, onde aí os 6G poderiam ser opção.

A revisão da LPM vai dizer muita coisa. Se não houver verba suficiente, era bom que começassem a estudar a viabilidade do upgrade V ou a compra de V usados aos gregos, até para evitar uma decisão política sem nexo como seria a compra de caças europeus novos e o fim de qualquer ambição de um salto geracional nos próximos 40 anos.
 

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LM

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4484 em: Fevereiro 22, 2026, 05:19:05 pm »

O colapso ou reestruturação estratégica da NATO começou com o pivot dos Estados Unidos para o Pacífico há 10 e acelerou com o Trump. É claro que o cenário que eu aponto é um worst case scenario, mas apenas o fiz para reforçar que estarmos a escolher caças com base numa determinada situação geopolítica, num momento específico de tempo, é perigoso, porque as coisas podem sempre piorar… não querer F-35 porque o Trump está no poder é ter vistas muito curtas. Em última análise, continuo a achar que o equipamento a adquirir pelas FA portuguesas tem que ser o melhor e mais adequado técnica e operacionalmente. Em casos que existam produtos europeus competitivos (fragatas, SAM, etc.) , sim adquira-se europeu, mas não se podem deixar considerações políticas pontuais no tempo determinarem a aquisição de material europeu claramente inferior, só porque é europeu… espero que tenha sido claro.

Há 10 anos atrás não havia o presidente dos EUA a ameaçar anexar a Gronelândia, a ameaçar a soberania do Canadá, a insultar e desonrar os mortos de países aliados que lutaram ao seu lado quando os EUA invocaram o artigo 5!  O descaramento deste maricolas menino rico que fugiu ao serviço militar!!! :N-icon-Axe: Não havia esta imprevisibilidade constante, o desequilíbrio, o desrespeito, a falta de racionalidade, etc.

Se não devemos ter esta realidade geopolítica real e atual na decisão do futuro caça, devemos ter hipotéticos casos no futuro em consideração?  ???

Eu também quero o melhor equipamento para a FAP e não há qualquer dúvida que é o F-35. Por mim teríamos 4 esquadras de F-35 até, e muitos (mas não todos!) os países da NATO escolheram o F-35, especialmente os que operavam F-16. Mas, pergunto-vos se na atual conjuntura geopolítica fariam a mesma escolha de novo? Acho que não...
Eu não disputo nada do que dizes relativamente ao Trump, concordo a 100%, mas temos que conseguir distinguir entre a situação específica e as tendências geoestratégicas… o afastamento dos EUA da Europa e da NATO começou bem antes do Trump, ele “apenas” turbinou a coisa… quanto à escolha de outro caça que não o F-35 se as seleções fossem hoje, apenas podemos especular… eu duvido que as escolhas fossem outras, tu discordas, Rubem, concordemos em discordar

@JohnM Julgo que estás a menosprezar a alteração da situação com o Trump v2. Uma coisa é um afastamento - que podia ser apenas o continuar / acelerar do "desviar de recursos" para conter a China, mantendo boas relações e uma geoestratégia comum com a Europa; outra é o que Trump fez, ao ameaçar a Gronelândia, a ameaçar a soberania do Canadá, etc - isso é algo muito diferente. O suficiente para a Europa "acordar para vida" no primeiro caso e, por exemplo, Portugal comprar F-35... no segundo caso é razão para não se decidir comprar F-35 enquanto houver MAGA no poder.

Até (podermos) tomarmos uma decisão... e se os nossos F16 - como tudo parece indicar - não poderem ter um V ("full" ou "Light"), resta os V Gregos, Eurofighter usados para "tapar o buraco", como solução de recurso. Apesar de que se tivermos no barco da França, Espanha, Alemanha (os F-35 serão "poucos"), Suécia... há coisas piores e se tivermos fragatas, submarinos, defesa antiaérea, P3, drones, etc.   
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 
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