F-35A Lightning II na FAP

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Duarte

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4440 em: Fevereiro 20, 2026, 06:17:32 am »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4441 em: Fevereiro 20, 2026, 09:00:06 am »
E ainda há quem insista...



O perigo é a invasão dos bálticos,  os russos, o Irão e a China...

Já sermos totalmente dependentes energéticamente,  na defesa, na economia... não há problema.

Mas como o povo anda contente,  é lidar...
João Pereira
 

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mafets

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4442 em: Fevereiro 20, 2026, 10:21:39 am »
Mesmo que aguentassem, em sistemas, armamento, sensores e motores, teríamos para aí um preço na ordem dos 3 mil milhões de euro em células com 30 anos. Com reforço estrutural dava perto do preço de 27 aparelhos F35 (talvez menos mil milhões se tanto).

A modernização dos nossos F-16 nunca custaria 3000M. O armamento não pode ser contabilizado, pois as quantidades e respectivo custo iria variar muito.

Olhando para o contrato polaco, de 3800M de dólares (3215M de euros) para 48 aviões, podemos dividir por 2, e chegamos a uma verba de pouco mais de 1600M para 24.

Já os gregos assinaram recentemente a modernização de 38 F-16 para o padrão V, por "um valor ligeiramente acima de 1000M".

Talvez o pacote polaco inclua mais coisas que o upgrade, ou talvez tenha a ver com os custos associados à realização do upgrade na Polónia.

O armamento conta à parte, e tanto podia ser uma pequena quantia tipo 200M, chegando a um pacote mais robusta a rondar os 1000M - que seria igual para qualquer opção escolhida.

Contabilizei armamento, reforço estrutural, motores e sistemas, pois muitos contratos são assinados assim (e outros não, é verdade, mas que no caso português não tem sido nada positivo). Mesmo fazendo contas com o armamento de 1000 milhões ( que é o que faz sentido, por ter um 4,5 com o armamento limitado de um geração 4 e as quantidades pequenas que a FAP compra, é ilógico), mais o contrato polaco para 24 aparelhos dá um total de 2600 milhões de euros, 400 milhões abaixo de 3000 milhões e para 24 aparelhos. Inclusive a verba de 1000 milhões para o V chegou a ser falada para a FAP, mas antes da guerra de Ucrânia a qual encareceu no mínimo o dobro. Portanto, com o preço dos sistemas de armas a subir e as modificações geopolíticas e geoestratégicas talvez os 3000 mil milhões não cheguem. Até porque teria que se ter um entendimento com os operadores de F16 (anteriormente tínhamos com os Holandeses, Belgas, Dinamarqueses e Norueguês que transitaram todos para F35), e isso custa dinheiro.

Saudações

P.S. Espanha e Kaan tem sido falado à algum tempo.

https://thedefensepost.com/2025/10/06/spain-eyes-turkish-kaan-fighter/





« Última modificação: Fevereiro 20, 2026, 11:26:39 am por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4443 em: Fevereiro 21, 2026, 09:11:25 am »
E ainda há quem insista...



O perigo é a invasão dos bálticos,  os russos, o Irão e a China...

Já sermos totalmente dependentes energéticamente,  na defesa, na economia... não há problema.

Mas como o povo anda contente,  é lidar...

Uma coisa não invalida a outra  ;)

O facto de um avançado poder marcar golos não significa que a defesa adversaria não se preocupe com os outros jogadores
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4444 em: Fevereiro 21, 2026, 10:09:38 am »
E ainda há quem insista...



O perigo é a invasão dos bálticos,  os russos, o Irão e a China...

Já sermos totalmente dependentes energéticamente,  na defesa, na economia... não há problema.

Mas como o povo anda contente,  é lidar...

Uma coisa não invalida a outra  ;)

O facto de um avançado poder marcar golos não significa que a defesa adversaria não se preocupe com os outros jogadores

O que eu acho incrível é o facto de os EUA não concordarem que outros apliquem os mesmo princípios que eles usam no seu país....
Cumprimentos,
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4445 em: Fevereiro 21, 2026, 11:36:32 am »
Quanto a essa hipocrisia estamos de acordo.
Mas por outro lado isso sempre foi a realidade do jogo geopolitico, ninguem quer perder vantagem.

Só que até aqui jogavamos em equipa e agora os EUA quiseram começar a jogar individualmente e achar que continuariamos a jogar igual....

No final os EUA acabarão de certa forma isolados e com um mundo multipolar como a Russia e China sempre quiseram. Cabe à Europa apanhar o barco enquanto é tempo
 

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sivispacem

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4446 em: Fevereiro 21, 2026, 11:47:11 am »
Quanto a essa hipocrisia estamos de acordo.
Mas por outro lado isso sempre foi a realidade do jogo geopolitico, ninguem quer perder vantagem.

Só que até aqui jogavamos em equipa e agora os EUA quiseram começar a jogar individualmente e achar que continuariamos a jogar igual....

No final os EUA acabarão de certa forma isolados e com um mundo multipolar como a Russia e China sempre quiseram. Cabe à Europa apanhar o barco enquanto é tempo

Pois. Mas revela ignorância profunda não saber que isso acabaria um dia e não esperar que a mais velha regra da diplomacia e relacionamento entre Estados - o princípio da reciprocidade - seja aplicado
Cumprimentos,
 

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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4447 em: Fevereiro 21, 2026, 02:10:35 pm »
Eu acho que quem está a acabar "isolada" é a Europa...

Mas isso sou eu, que também considero uma traição sequer se considerar actualmente o F35 como possível meio na FAP.

Mas como eu não ando cá por likes ou karmas... fogo à peça.   :Cavaleria1:
João Pereira
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4448 em: Fevereiro 21, 2026, 02:38:04 pm »
Eu acho que quem está a acabar "isolada" é a Europa...

Mas isso sou eu, que também considero uma traição sequer se considerar actualmente o F35 como possível meio na FAP.

Mas como eu não ando cá por likes ou karmas... fogo à peça.   :Cavaleria1:

Quem te traiu não foi a FAP mas sim os dirigentes politicos da europa e deste país (em pior grau) i.e. aqueles em que andamos a votar (não que os outros extremófilos tivessem feito melhor) ao abandonar a  defesa, aliás esse sentido de abandono afecta a opinião publica em geral porque eu cada vez que levantava o tema a resposta era invariavelmente "porque precisamos de F-16???" . Esse sentimento levou os politicos a temer pelos seus votos (em vez de fazer o seu trabalho com objectividade) e batem-lhes os joelhos cada vez que em entrevistas lhes perguntam sobre os investimentos (gastos) na defesa. E por aqui está tudo dito.

Quanto aos produtos europeus, esses refletem a falta de competitividade e atraso que temos em relação aos congéneres americanos devido à negligência brutal e populismo a que estivemos sujeitos nos ultimos 20 anos, com cortes sucessivos nos orçamentos e atraso nos projectos que já existiam (o eurofighter ficou demasiados anos sem radar AESA e capacidade A-G abaixo do inicialmente planeado).

Ainda bem que temos alguns bons (e poucos) responsáveis na defesa deste país e naturalmente quando foi para analisar tecnicamente qual o avião que melhor serve ao país, considerando o 2ª paragrafo acima só podia ser mesmo O F-35. A Europa não desenvolveu nada da 5G e que fosse competitivo em custos. Por isso não lhes deves chamar traidores por motivos ideológicos que nada têm a ver com uma decisão técnica que lhes cabia tomar.

« Última modificação: Fevereiro 21, 2026, 02:44:26 pm por Pilotasso »
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4449 em: Fevereiro 21, 2026, 02:50:17 pm »
Eu acho que quem está a acabar "isolada" é a Europa...

Mas isso sou eu, que também considero uma traição sequer se considerar actualmente o F35 como possível meio na FAP.

Mas como eu não ando cá por likes ou karmas... fogo à peça.   :Cavaleria1:
Como eu decidi que em 2026 vou ser um melhor ser humano, só te faço uma pergunta… antes de começares a chamar traidor a quem quer o melhor avião para a FAP, por causa da situação geopolítica atual, por favor responde ao cenário que eu tenho vindo aqui a colocar e a que nem tu, nem os outros oponentes do F-35 ainda se dignaram a responder, por isso deixo aqui de novo… no cenário possível/provável de os próximos governos das duas potências nucleares europeias virem a ser da Frente Nacional e do Reform, se o Putin invadir os Bálticos e a França e o Reino Unido se recusarem a ajudar, a Europa como a conhecemos implode. E aí, como vai ser? E não me digam que estou a jogar com hipotéticos, porque as coisas mais loucas acontecem em política internacional. A 7 de Janeiro de 2021 era absolutamente impensável que o Trump alguma vez pudesse voltar a ser presidente dos Estados Unidos e no e fato, aqui estamos… o cenário que eu acabei de adiantar é bem mais provável em Fevereiro de 2026 que era a reeleição do Trump em Janeiro de 2021
« Última modificação: Fevereiro 21, 2026, 03:22:20 pm por JohnM »
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4450 em: Fevereiro 21, 2026, 03:14:22 pm »
Quanto a essa hipocrisia estamos de acordo.
Mas por outro lado isso sempre foi a realidade do jogo geopolitico, ninguem quer perder vantagem.

Só que até aqui jogavamos em equipa e agora os EUA quiseram começar a jogar individualmente e achar que continuariamos a jogar igual....

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O mundo vai ser bipolar, China vs EUA

Por muitas ilusões que tenham a Europa decadente , vulgo saco de gatos, não conta para o totobola
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4451 em: Fevereiro 21, 2026, 03:34:25 pm »
Quanto a essa hipocrisia estamos de acordo.
Mas por outro lado isso sempre foi a realidade do jogo geopolitico, ninguem quer perder vantagem.

Só que até aqui jogavamos em equipa e agora os EUA quiseram começar a jogar individualmente e achar que continuariamos a jogar igual....

No final os EUA acabarão de certa forma isolados e com um mundo multipolar como a Russia e China sempre quiseram. Cabe à Europa apanhar o barco enquanto é tempo

O mundo vai ser bipolar, China vs EUA

Por muitas ilusões que tenham a Europa decadente , vulgo saco de gatos, não conta para o totobola
O mundo kumbaiá sob a tutela de uns Estados Unidos benévolos e magnânimes acabou e a Europa só agora está a perceber e não está preparada… o ressurgir de movimentos nacionalistas e xenófobos na Europa ê consequência dessa falta de preparação. Estão a tentar fazer alguma coisa, mas muito pouco e tarde; o descalabro do FCAS mostra como quando é altura de pôr a carne no assador, os países individuais ainda colocam os seus interesses próprios primeiro…

Como diz o provérbio,
Hard times create strong men
Strong men create easy times
Easy times create weak men
Weak mean create hard times

Atualmente, a Europa está na transição de 3 para 4…
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4452 em: Fevereiro 21, 2026, 03:37:15 pm »
Como eu decidi que em 2026 vou ser um melhor ser humano, só te faço uma pergunta… antes de começares a chamar traidor a quem quer o melhor avião para a FAP, por causa da situação geopolítica atual, por favor responde ao cenário que eu tenho vindo aqui a colocar e a que nem tu, nem os outros oponentes do F-35 ainda se dignaram a responder, por isso deixo aqui de novo… no cenário possível/provável de os próximos governos das duas potências nucleares europeias virem a ser da Frente Nacional e do Reform, se o Putin invadir os Bálticos e a França e o Reino Unido se recusarem a ajudar, a Europa como a conhecemos implode. E aí, como vai ser? E não me digam que estou a jogar com hipotéticos, porque as coisas mais loucas acontecem em política internacional. A 7 de Janeiro de 2021 era absolutamente impensável que o Trump alguma vez pudesse voltar a ser presidente dos Estados Unidos e no e fato, aqui estamos… o cenário que eu acabei de adiantar é bem mais provável em Fevereiro de 2016 que era a reeleição do Trump em Janeiro.

Eu duvido muito que um líder de qualquer partido, mesmo da extrema direita, que chegue ao poder, tanto em França, no RU ou na Alemanha tente sabotar a viabilidade de uma indústria de defesa nacional e destruir alianças como o PDF alaranjado está a fazer atualmente nos EUA, nem acredito que os outros orgãos de poder nestes países, a opinião pública, os trabalhadores destas industrias, etc. o permitissem, a não ser que alguma potência estrangeira detenha kompromat sobre eles que envolva abuso sexual de crianças talvez e que os possa influenciar neste caminho?
Acho muito mais provável ser como na Itália. A nível europeu, Meloni é vista como uma líder de direita nacionalista, mas também como uma figura que tem mantido cooperação com a UE e a NATO.

A tua preocupação com o cenário político europeu é legítima, mas estás a usá‑lo para puxar a discussão para um ponto onde já não estamos a falar de aviação, mas de colapso estratégico da própria NATO. E isso muda completamente o enquadramento.

O problema do teu cenário não é ser “hipotético”,  todos os cenários estratégicos são. O problema é que ele junta várias condições extremas ao mesmo tempo:
França e Reino Unido simultaneamente governados por forças eurocéticas e isolacionistas, uma invasão russa dos Bálticos, e ambos recusarem cumprir o Artigo 5.
Se tudo isso acontecesse em simultâneo, o tipo de caça que a FAP opera deixava de ser o fator decisivo. Podíamos ter 100 F-35 até.  O desafio seria político, logístico e estrutural: cadeias de abastecimento, acesso a bases, continuidade da Aliança, comando e controlo, etc.
Num cenário em que a NATO implode, nenhum país escolhe caças com base na “situação geopolítica atual”, porque a própria estrutura que dá sentido à escolha já não existe.

Isto não invalida a tua preocupação, mas para discutir F‑35 vs alternativas, então vale mais olhar para o perfil de missão real da FAP, custos e ciclo de vida, interoperabilidade com a NATO tal como existe hoje e no futuro a médio prazo e dependências logísticas e industriais e o que Portugal realmente precisa para cumprir as suas obrigações.
Esses são argumentos sólidos e comparáveis.

Para mim, IRIS-T, SAMP/T e fragatas e SSKs são uma prioridade muito maior do que termos caças 5G neste momento.
Este cenário extremo é útil como exercício mental, mas não como base para uma decisão de aquisição de F-35 vs Rafale, vs EF vs Gripen, porque usando apenas a estabilidade política do país fornecedor como factor decisivo, a Suécia seria a melhor escolha para fornecedor de caças.  :mrgreen:
« Última modificação: Fevereiro 21, 2026, 04:39:56 pm por Duarte »
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4453 em: Fevereiro 21, 2026, 04:08:52 pm »
Como eu decidi que em 2026 vou ser um melhor ser humano, só te faço uma pergunta… antes de começares a chamar traidor a quem quer o melhor avião para a FAP, por causa da situação geopolítica atual, por favor responde ao cenário que eu tenho vindo aqui a colocar e a que nem tu, nem os outros oponentes do F-35 ainda se dignaram a responder, por isso deixo aqui de novo… no cenário possível/provável de os próximos governos das duas potências nucleares europeias virem a ser da Frente Nacional e do Reform, se o Putin invadir os Bálticos e a França e o Reino Unido se recusarem a ajudar, a Europa como a conhecemos implode. E aí, como vai ser? E não me digam que estou a jogar com hipotéticos, porque as coisas mais loucas acontecem em política internacional. A 7 de Janeiro de 2021 era absolutamente impensável que o Trump alguma vez pudesse voltar a ser presidente dos Estados Unidos e no e fato, aqui estamos… o cenário que eu acabei de adiantar é bem mais provável em Fevereiro de 2016 que era a reeleição do Trump em Janeiro.

Eu duvido muito que um líder de qualquer partido, mesmo da extrema direita, que chegue ao poder, tanto em França, no RU ou na Alemanha tente sabotar a viabilidade de uma indústria de defesa nacional e destruir alianças como o PDF alaranjado está a fazer atualmente nos EUA, nem acredito que os outros orgãos de poder nestes países, a opinião pública, os trabalhadores destas industrias, etc. o permitissem, a não ser que alguma potência estrangeira detenha kompromat sobre eles que envolva abuso sexual de crianças talvez e que os possa influenciar neste caminho?
Acho muito mais provável ser como na Itália. A nível europeu, Meloni é vista como uma líder de direita nacionalista, mas também como uma figura que tem mantido cooperação com a UE e a NATO.

A tua preocupação com o cenário político europeu é legítima, mas estás a usá‑lo para puxar a discussão para um ponto onde já não estamos a falar de aviação, mas de colapso estratégico da própria NATO. E isso muda completamente o enquadramento.

O problema do teu cenário não é ser “hipotético”,  todos os cenários estratégicos são. O problema é que ele junta várias condições extremas ao mesmo tempo:
França e Reino Unido simultaneamente governados por forças eurocéticas e isolacionistas, uma invasão russa dos Bálticos, e ambos recusarem cumprir o Artigo 5.
Se tudo isso acontecesse em simultâneo, o tipo de caça que a FAP opera deixava de ser o fator decisivo. Podíamos ter 100 F-35 até.  O desafio seria político, logístico e estrutural: cadeias de abastecimento, acesso a bases, continuidade da Aliança, comando e controlo, etc.
Num cenário em que a NATO implode, nenhum país escolhe caças com base na “situação geopolítica atual”, porque a própria estrutura que dá sentido à escolha já não existe.

Isto não invalida a tua preocupação, mas para discutir F‑35 vs alternativas, então vale mais olhar para o perfil de missão real da FAP, custos e ciclo de vida, interoperabilidade com a NATO tal como existe hoje e no futuro a médio prazo e dependências logísticas e industriais e o que Portugal realmente precisa para cumprir as suas obrigações.
Esses são argumentos sólidos e comparáveis.

Para mim, IRIS-T, SAMPT/T e fragatas e SSKs são uma prioridade muito maior do que termos caças 5G neste momento.
Este cenário extremo é útil como exercício mental, mas não como base para uma decisão de aquisição de F-35 vs Rafale, vs EF vs Gripen, porque usando apenas a estabilidade política do país fornecedor como factor decisivo, a Suécia seria a melhor escolha para fornecedor de caças.  :mrgreen:
O colapso ou reestruturação estratégica da NATO começou com o pivot dos Estados Unidos para o Pacífico há 10 e acelerou com o Trump. É claro que o cenário que eu aponto é um worst case scenario, mas apenas o fiz para reforçar que estarmos a escolher caças com base numa determinada situação geopolítica, num momento específico de tempo, é perigoso, porque as coisas podem sempre piorar… não querer F-35 porque o Trump está no poder é ter vistas muito curtas. Em última análise, continuo a achar que o equipamento a adquirir pelas FA portuguesas tem que ser o melhor e mais adequado técnica e operacionalmente. Em casos que existam produtos europeus competitivos (fragatas, SAM, etc.) , sim adquira-se europeu, mas não se podem deixar considerações políticas pontuais no tempo determinarem a aquisição de material europeu claramente inferior, só porque é europeu… espero que tenha sido claro.
 

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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4454 em: Fevereiro 21, 2026, 04:20:55 pm »
Como eu decidi que em 2026 vou ser um melhor ser humano, só te faço uma pergunta… antes de começares a chamar traidor a quem quer o melhor avião para a FAP, por causa da situação geopolítica atual, por favor responde ao cenário que eu tenho vindo aqui a colocar e a que nem tu, nem os outros oponentes do F-35 ainda se dignaram a responder, por isso deixo aqui de novo… no cenário possível/provável de os próximos governos das duas potências nucleares europeias virem a ser da Frente Nacional e do Reform, se o Putin invadir os Bálticos e a França e o Reino Unido se recusarem a ajudar, a Europa como a conhecemos implode. E aí, como vai ser? E não me digam que estou a jogar com hipotéticos, porque as coisas mais loucas acontecem em política internacional. A 7 de Janeiro de 2021 era absolutamente impensável que o Trump alguma vez pudesse voltar a ser presidente dos Estados Unidos e no e fato, aqui estamos… o cenário que eu acabei de adiantar é bem mais provável em Fevereiro de 2016 que era a reeleição do Trump em Janeiro.

Eu duvido muito que um líder de qualquer partido, mesmo da extrema direita, que chegue ao poder, tanto em França, no RU ou na Alemanha tente sabotar a viabilidade de uma indústria de defesa nacional e destruir alianças como o PDF alaranjado está a fazer atualmente nos EUA, nem acredito que os outros orgãos de poder nestes países, a opinião pública, os trabalhadores destas industrias, etc. o permitissem, a não ser que alguma potência estrangeira detenha kompromat sobre eles que envolva abuso sexual de crianças talvez e que os possa influenciar neste caminho?
Acho muito mais provável ser como na Itália. A nível europeu, Meloni é vista como uma líder de direita nacionalista, mas também como uma figura que tem mantido cooperação com a UE e a NATO.

A tua preocupação com o cenário político europeu é legítima, mas estás a usá‑lo para puxar a discussão para um ponto onde já não estamos a falar de aviação, mas de colapso estratégico da própria NATO. E isso muda completamente o enquadramento.

O problema do teu cenário não é ser “hipotético”,  todos os cenários estratégicos são. O problema é que ele junta várias condições extremas ao mesmo tempo:
França e Reino Unido simultaneamente governados por forças eurocéticas e isolacionistas, uma invasão russa dos Bálticos, e ambos recusarem cumprir o Artigo 5.
Se tudo isso acontecesse em simultâneo, o tipo de caça que a FAP opera deixava de ser o fator decisivo. Podíamos ter 100 F-35 até.  O desafio seria político, logístico e estrutural: cadeias de abastecimento, acesso a bases, continuidade da Aliança, comando e controlo, etc.
Num cenário em que a NATO implode, nenhum país escolhe caças com base na “situação geopolítica atual”, porque a própria estrutura que dá sentido à escolha já não existe.

Isto não invalida a tua preocupação, mas para discutir F‑35 vs alternativas, então vale mais olhar para o perfil de missão real da FAP, custos e ciclo de vida, interoperabilidade com a NATO tal como existe hoje e no futuro a médio prazo e dependências logísticas e industriais e o que Portugal realmente precisa para cumprir as suas obrigações.
Esses são argumentos sólidos e comparáveis.

Para mim, IRIS-T, SAMPT/T e fragatas e SSKs são uma prioridade muito maior do que termos caças 5G neste momento.
Este cenário extremo é útil como exercício mental, mas não como base para uma decisão de aquisição de F-35 vs Rafale, vs EF vs Gripen, porque usando apenas a estabilidade política do país fornecedor como factor decisivo, a Suécia seria a melhor escolha para fornecedor de caças.  :mrgreen:


Perfeito 👏👏👏👏👏

Já quanto a  "extremismos europeus", sobretudo de direita, outra fantochada criada para entreter tolos enquanto oportunistas saqueiam o que sobra da Europa e seus países,  vendendo ao desbarato valores, tecnologia, cultura...
A "extremista" Meloni é disso bom exemplo, uma das poucas vozes ainda credíveis numa Europa degenerada. E em termos de defesa, um exemplo positivo.
Extremismos, de vários quadrantes, esses sim perigosos, não faltam em terras do tio Sam.
Por isso, não me parece que o perigo esteja na Europa. 
E a história de estarem sempre a personificar todos os problemas em Trump parece-me desonesto. 
Não é um ditador, ganhou eleições livres,  tem um Senado a quem responde... e sobretudo,  pouco vejo na sociedade civil que demonstre que realmente não representa os americanos.
Já por lá vi, por muito menos, mobilizações populares que mostraram aos governantes sinais claros de desacordo. Agora nem por isso.

E sim, é  uma traição basear um dos futuros pilares da nossa Defesa, e consequentemente soberania,  num equipamento que provém de um Estado que já demonstrou por várias vezes desrespeitar Portugal e os seus aliados.
Não se trata de futurismo,  de suposições como as que apresentaste,  mas sim de realidades actuais.

Esses cenários também me fazem concordar com o Duarte e reforçar a ideia que sempre defendi. Priorizar a defesa do nosso próprio território e deixarmo-nos de cenários em que iremos em missões expedicionárias a atacar chineses, russos, e os seus aliados...
João Pereira