URO Vamtac ST5 no Exército

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #420 em: Abril 10, 2020, 11:44:00 pm »
Não ia ser feito um concurso para blindados 4x4 para a FFZ? Para quando estava este marcado? Terá sido o JLTV/L-ATV o escolhido desse concurso, e o Exército aproveitou a ideia e quis uns também para si? Terá havido algum contacto com os americanos para ficarmos com alguns M-ATV do Iraque/Afeganistão, e eles fizeram uma contra-proposta para, em vez disso, ficarmos com o L-ATV do mesmo fabricante?

Esta aquisição cheira-me a esturro, então se o programa dos sistemas SHORAD que é de 1/3 do valor, tem sido mantido em segredo, este que se iniciou agora, já se sabe modelo assim de um dia para o outro?

É uma aquisição estranha em todo o seu espectro, terá de haver mais alguma razão por trás disto do que simplesmente o Exército querer mais um 4x4.
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #421 em: Abril 10, 2020, 11:44:38 pm »
Algo não está bem explicado...  ???

Quanto muito para substituir as versões armadas dos Defender e Land Cruiser porque de resto são campeonatos e funções muito diferentes.
Mas também não estou a ver a vantagem em relação ao Uro.

A vantagem em relação a URO e que os americanos dizem que custa 100, realmente custa 100. Já os espanhóis dizem que custa 100 mas depois afinal já custa 120.

A grande diferença é que desta vez já não estamos com as calças nas mãos. c56x1
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #422 em: Abril 11, 2020, 12:53:20 am »
Talvez tenham chegado à conclusão que pelo mesmo preço conseguem um veículo mais robusto que o ST5? Talvez as condições de aquisição sejam mais vantajosas? Talvez a versatilidade do JLTV seja mais indicada para porta-morteiros, ambulância, porta-mísseis (ATGW e SAM)? Talvez por se esperar que venha a ser uma viatura mais comum nas FFAA aliadas, aumentado a interoperacionalidade quando as nossas forças estiverem destacadas? Talvez esta tenha sido a escolha original do Exército, mas devido às indecisões do costume e ao facto de o governo ter escolhido a NSPA para gerir a aquisição, os planos saíram-lhes furados?

Confesso que fiquei surpreendido e dividido. Se a opção inicial tivesse sido pelo JLTV em vez do ST5, esta aquisição faria todo o sentido, mas assim... De notar que vai ser uma aquisição directa via FMS -- desta vez a NSPA não vai servir de intermediária. E como o programa JLTV é uma iniciativa conjunta Army-Marines resta-nos a esperança que desta vez os Fuzos não fiquem de fora, mas como isto é Portugal, onde os Ramos têm mais independência que muitos estados, não há muitas razões para ser optimista.
« Última modificação: Abril 11, 2020, 12:54:08 am por NVF »
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Red Baron

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #423 em: Abril 11, 2020, 01:28:21 am »
Talvez tenham chegado à conclusão que pelo mesmo preço conseguem um veículo mais robusto que o ST5? Talvez as condições de aquisição sejam mais vantajosas? Talvez a versatilidade do JLTV seja mais indicada para porta-morteiros, ambulância, porta-mísseis (ATGW e SAM)? Talvez por se esperar que venha a ser uma viatura mais comum nas FFAA aliadas, aumentado a interoperacionalidade quando as nossas forças estiverem destacadas? Talvez esta tenha sido a escolha original do Exército, mas devido às indecisões do costume e ao facto de o governo ter escolhido a NSPA para gerir a aquisição, os planos saíram-lhes furados?

Confesso que fiquei surpreendido e dividido. Se a opção inicial tivesse sido pelo JLTV em vez do ST5, esta aquisição faria todo o sentido, mas assim... De notar que vai ser uma aquisição directa via FMS -- desta vez a NSPA não vai servir de intermediária. E como o programa JLTV é uma iniciativa conjunta Army-Marines resta-nos a esperança que desta vez os Fuzos não fiquem de fora, mas como isto é Portugal, onde os Ramos têm mais independência que muitos estados, não há muitas razões para ser optimista.

Citar
Contudo, só a proposta espanhola foi aceite por razões técnicas - mas o preço final rondava os 85 milhões de euros pelas 167 viaturas.

A este preço dava para ter ido buscar M-ATV. Fomos roubados pela URO, mas era isso ou nada.  >:(
 

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LM

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #424 em: Abril 11, 2020, 01:40:51 am »
Investir em 2 (dois) modelos, investir 60,8 + 79 milhões neste tipo de viaturas... em um país sem RWS suficiente nos Pandur ou nos ST5, sem capacidade anticarro, sem capacidade AA, sem "Carl-Gustaf" modernos, sem IFV mesmo que usados, sem tanta coisa... não entendo. Parece uma GNR com uns 4x4 mais pesados.
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #425 em: Abril 11, 2020, 02:16:50 am »
Confesso que fiquei surpreendido e dividido. Se a opção inicial tivesse sido pelo JLTV em vez do ST5, esta aquisição faria todo o sentido, mas assim... De notar que vai ser uma aquisição directa via FMS -- desta vez a NSPA não vai servir de intermediária.

Se tivesse sido... Se tivesse concorrido. A outra concorrente apenas era a viatura turca.


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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #426 em: Abril 11, 2020, 02:21:49 am »
Por momentos ainda pensei que este processo estivesse relacionado com esta notícia de há quase um ano, mas depois percebi que existem várias incongruências começando pelo facto de na altura ser noticiado que o exército apenas pretendia "duas dezenas de viaturas blindadas de gama intermédia, situada entre as futuras URO de quatro rodas e as Pandur de oito rodas".

Ora, não só o L-ATV não se situa entre os dois modelos referidos (talvez se estivessem a referir ao M-ATV), como agora se fala em 250 unidades.
Outra incongruência é que na notícia fala-se também na necessidade de adquirir "viaturas blindadas lança-morteiros e de mísseis anticarro" e nesta notícia da Jane's apenas se fala nas versões de transporte de tropa e ambulância.

Ainda assim aqui fica a notícia:
Citar
Estados Unidos querem vender viaturas blindadas a Portugal
Restrições para modernizar o Exército até meados dos anos 2020 obrigam militares a comandar operações com viaturas blindadas Pandur a partir de... jipes.

O Exército tem recebido convites dos EUA para conhecer o mais recente monstro blindado de quatro rodas produzido para as tropas de infantaria que operam em teatros de operações como o da República Centro-Africana (RCA), soube o DN.

Esta viatura ligeira de combate todo-o-terreno (L-ATV, sigla em inglês) com blindagem reforçada - criada para substituir os atuais Humvee - começou a ser produzida nos finais de 2011 pelo fabricante norte-americano Oshkosh. Em janeiro deste ano, o Exército norte-americano começou a equipar a sua primeira unidade operacional com meio milhar desses veículos de quatro rodas.

Fontes militares ouvidas pelo DN reconheceram que o convite norte-americano - por canais diplomáticos e repetido ao longo dos últimos meses - para conhecer o Oshkosh L-ATV visa satisfazer uma necessidade operacional do Exército: ter duas dezenas de viaturas blindadas de gama intermédia, situada entre as futuras URO de quatro rodas (parecidas com os Humvee que estão na RCA) e as Pandur de oito rodas.

O custo estimado de cada uma dessas viaturas é praticamente o dobro dos cerca de 180 mil euros que custa uma URO, segundo fontes do setor. Contas por alto, as duas dezenas de que o Exército precisa implicam um investimento não inferior a sete milhões de euros.

ontes parlamentares ouvidas à margem do recente debate na especialidade da Lei de Programação Militar (LPM), aprovada há uma semana em votação final global - pelo PSD, PS e CDS - com a inédita abstenção do PCP e o chumbo do BE, confirmaram que a viatura em causa é o Oshkosh L-ATV de quatro rodas.

Em rigor, o Exército colocará a concurso um veículo dessa família para complementar as unidades equipadas com viaturas blindadas Pandur da Brigada de Intervenção. Este programa de modernização, aprovado pelo então ministro da Defesa Paulo Portas com base numa proposta do Exército que apontava para mais de 800 viaturas de oito rodas, acabou por ficar incompleto devido a problemas e a atrasos sistemáticos por parte do fabricante.

O Exército acabou por ficar apenas com 187 das 240 Pandur contratualmente adquiridas (em 16 versões). Essas 187 viaturas blindadas correspondem a dez versões, algumas das quais estão atualmente na República Centro-Africana (RCA) com as forças ao serviço da ONU.

"É uma lacuna não termos viaturas de comando" nos batalhões e companhias equipadas com as Pandur, observou um oficial do Exército, sob anonimato por não estar autorizado a falar sobre o assunto.

No terreno, há uma de duas hipóteses para colmatar essa lacuna: ou o comandante da força está numa Pandur "e é um desperdício" deixar de a empregar como elemento de combate, ou então "vai num jipe" - que é a solução recorrente, assumiu a mesma fonte.

Viaturas blindadas lança-morteiros e de mísseis anticarro são outras duas versões que o Exército pretende adquirir com esse programa da nova viatura tática ligeira. No caso dos lança-morteiros, ainda é usado um sistema do tempo da guerra colonial: morteiros rebocados por camiões Unimog.

 :arrow: https://www.dn.pt/edicao-do-dia/13-mai-2019/eua-querem-vender-viaturas-blindadas-ao-exercito-10867265.html
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #427 em: Abril 11, 2020, 02:31:33 am »
Confesso que fiquei surpreendido e dividido. Se a opção inicial tivesse sido pelo JLTV em vez do ST5, esta aquisição faria todo o sentido, mas assim... De notar que vai ser uma aquisição directa via FMS -- desta vez a NSPA não vai servir de intermediária.

Se tivesse sido... Se tivesse concorrido. A outra concorrente apenas era a viatura turca.




Uma das razões para apenas dois concorrentes terem entrado no concurso, não se pretendia pelo orçamento que muitos achavam pouco para tanta viatura, e como tal não se candidataram? Pode ter sido o caso, e juntar isso ao facto do L-ATV ser um modelo recente, o preço deste na altura ser impeditivo e muito fora do orçamento, tendo agora baixado o preço pela produção em massa destes.

Talvez tenham chegado à conclusão que pelo mesmo preço conseguem um veículo mais robusto que o ST5? Talvez as condições de aquisição sejam mais vantajosas? Talvez a versatilidade do JLTV seja mais indicada para porta-morteiros, ambulância, porta-mísseis (ATGW e SAM)? Talvez por se esperar que venha a ser uma viatura mais comum nas FFAA aliadas, aumentado a interoperacionalidade quando as nossas forças estiverem destacadas? Talvez esta tenha sido a escolha original do Exército, mas devido às indecisões do costume e ao facto de o governo ter escolhido a NSPA para gerir a aquisição, os planos saíram-lhes furados?

Confesso que fiquei surpreendido e dividido. Se a opção inicial tivesse sido pelo JLTV em vez do ST5, esta aquisição faria todo o sentido, mas assim... De notar que vai ser uma aquisição directa via FMS -- desta vez a NSPA não vai servir de intermediária. E como o programa JLTV é uma iniciativa conjunta Army-Marines resta-nos a esperança que desta vez os Fuzos não fiquem de fora, mas como isto é Portugal, onde os Ramos têm mais independência que muitos estados, não há muitas razões para ser optimista.

Eu também acho que não devíamos já saltar para conclusões. É de facto uma aquisição que faz pouco sentido, mas talvez seja mesmo uma questão do preço de aquisição ou da oferta em si que se mostrou mais vantajosa para o Exército. Se calhar mesmo em missões internacionais viram que o veículo americano terá mais uso, partilhando linhas logísticas com as forças americanas?

Também espero que fiquem alguns para os Fuzos, em 250 há que chegue presumo eu, a não ser que sejam e milhentas versões. Espero também que uns quantos sejam ACar, PM e AA.
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #428 em: Abril 11, 2020, 11:26:16 am »
Só digo que apesar de nos terem comido no preço, agora mais valia aumentar a frota dos ST5 e ficava o assunto arrumado.
Isto de ir buscar JLTV´s agora cheira logo a jogada. Mas isto é a minha má lingua em ação....
 :-X
 

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typhonman

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #429 em: Abril 11, 2020, 11:30:57 am »
Confesso que fiquei surpreendido e dividido. Se a opção inicial tivesse sido pelo JLTV em vez do ST5, esta aquisição faria todo o sentido, mas assim... De notar que vai ser uma aquisição directa via FMS -- desta vez a NSPA não vai servir de intermediária.

Se tivesse sido... Se tivesse concorrido. A outra concorrente apenas era a viatura turca.




Uma das razões para apenas dois concorrentes terem entrado no concurso, não se pretendia pelo orçamento que muitos achavam pouco para tanta viatura, e como tal não se candidataram? Pode ter sido o caso, e juntar isso ao facto do L-ATV ser um modelo recente, o preço deste na altura ser impeditivo e muito fora do orçamento, tendo agora baixado o preço pela produção em massa destes.

Talvez tenham chegado à conclusão que pelo mesmo preço conseguem um veículo mais robusto que o ST5? Talvez as condições de aquisição sejam mais vantajosas? Talvez a versatilidade do JLTV seja mais indicada para porta-morteiros, ambulância, porta-mísseis (ATGW e SAM)? Talvez por se esperar que venha a ser uma viatura mais comum nas FFAA aliadas, aumentado a interoperacionalidade quando as nossas forças estiverem destacadas? Talvez esta tenha sido a escolha original do Exército, mas devido às indecisões do costume e ao facto de o governo ter escolhido a NSPA para gerir a aquisição, os planos saíram-lhes furados?

Confesso que fiquei surpreendido e dividido. Se a opção inicial tivesse sido pelo JLTV em vez do ST5, esta aquisição faria todo o sentido, mas assim... De notar que vai ser uma aquisição directa via FMS -- desta vez a NSPA não vai servir de intermediária. E como o programa JLTV é uma iniciativa conjunta Army-Marines resta-nos a esperança que desta vez os Fuzos não fiquem de fora, mas como isto é Portugal, onde os Ramos têm mais independência que muitos estados, não há muitas razões para ser optimista.

Eu também acho que não devíamos já saltar para conclusões. É de facto uma aquisição que faz pouco sentido, mas talvez seja mesmo uma questão do preço de aquisição ou da oferta em si que se mostrou mais vantajosa para o Exército. Se calhar mesmo em missões internacionais viram que o veículo americano terá mais uso, partilhando linhas logísticas com as forças americanas?

Também espero que fiquem alguns para os Fuzos, em 250 há que chegue presumo eu, a não ser que sejam e milhentas versões. Espero também que uns quantos sejam ACar, PM e AA.

Foi pena os responsáveis não terem pensado também no aspecto de partilhando linhas logísticas com as forças americanas/aliadas, quando da aquisição dos 390, que só nos vai ficar dez vezes mais caro que estes JTLV.

Abraços


Ia escrever isso, mas sabiamente o tenente disse-o.

Quantos na NATO usam o KC?

Quantos usam o AW-169 ?

Ou seja para o que se quer há quase 900 milhões para outros programa não há.
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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tenente

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #430 em: Abril 11, 2020, 11:34:01 am »
o meu post de 14MAI19, retirado do tópico L-ATV para o Exército ?

https://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=13017.0

A necessidade de aquisição dos L-ATV prende-se com o motivo abaixo explanado pelo artigo do DN.

Mas então, se o ExP não possui os dois lotes de Pandur e Vamtac completos, quer dizer, com as versões de apoio de fogos, mort, Acar e AA  para os Vamtac e os Porta Morteiros, a versão de Engenharia e os caçacarros nos Pandur;

Se mesmo para os lotes incompletos, dos dois modelos mais numerosos de VBR que possuímos, mal temos efectivos para os guarnecer;

O ExP é assim tão grande que necessita, e consegue manter operacional mais um modelo de VBL(R) no seu inventário
??

Claro que não é, e não consegue manter, mas como é mais um requisito, ou ideia de algum iluminado das altas chefias que, ou como gosta ou acha piada á viatura, e ainda por cima alega que faz falta, para ser usada como viat de comando nas unidades Pandur, o que é um espectáculo, para não dizer mais, tenta conseguir passar a ideia da sua necessidade.


Citar
Exército tem recebido convites dos EUA para conhecer o mais recente monstro blindado de quatro rodas produzido para as tropas de infantaria que operam em teatros de operações como o da República Centro-Africana (RCA), soube o DN.

Esta viatura ligeira de combate todo-o-terreno (L-ATV, sigla em inglês) com blindagem reforçada - criada para substituir os atuais Humvee - começou a ser produzida nos finais de 2011 pelo fabricante norte-americano Oshkosh. Em janeiro deste ano, o Exército norte-americano começou a equipar a sua primeira unidade operacional com meio milhar desses veículos de quatro rodas.
Fontes militares ouvidas pelo DN reconheceram que o convite norte-americano - por canais diplomáticos e repetido ao longo dos últimos meses - para conhecer o Oshkosh L-ATV visa satisfazer uma necessidade operacional do Exército: ter duas dezenas de viaturas blindadas de gama intermédia, situada entre as futuras URO de quatro rodas (parecidas com os Humvee que estão na RCA) e as Pandur de oito rodas.

O custo estimado de cada uma dessas viaturas é praticamente o dobro dos cerca de 180 mil euros que custa uma URO, segundo fontes do setor. Contas por alto, as duas dezenas de que o Exército precisa implicam um investimento não inferior a sete milhões de euros.

Fontes parlamentares ouvidas à margem do recente debate na especialidade da Lei de Programação Militar (LPM), aprovada há uma semana em votação final global - pelo PSD, PS e CDS - com a inédita abstenção do PCP e o chumbo do BE, confirmaram que a viatura em causa é o Oshkosh L-ATV de quatro rodas.

Em rigor, o Exército colocará a concurso um veículo dessa família para complementar as unidades equipadas com viaturas blindadas Pandur da Brigada de Intervenção. Este programa de modernização, aprovado pelo então ministro da Defesa Paulo Portas com base numa proposta do Exército que apontava para mais de 800 viaturas de oito rodas, acabou por ficar incompleto devido a problemas e a atrasos sistemáticos por parte do fabricante.

O Exército acabou por ficar apenas com 187 das 240 Pandur contratualmente adquiridas (em 16 versões). Essas 187 viaturas blindadas correspondem a dez versões, algumas das quais estão atualmente na República Centro-Africana (RCA) com as forças ao serviço da ONU.

"É uma lacuna não termos viaturas de comando" nos batalhões e companhias equipadas com as Pandur, observou um oficial do Exército, sob anonimato por não estar autorizado a falar sobre o assunto.
No terreno, há uma de duas hipóteses para colmatar essa lacuna: ou o comandante da força está numa Pandur "e é um desperdício" deixar de a empregar como elemento de combate, ou então "vai num jipe" - que é a solução recorrente, assumiu a mesma fonte.
Viaturas blindadas lança-morteiros e de mísseis anticarro são outras duas versões que o Exército pretende adquirir com esse programa da nova viatura tática ligeira. No caso dos lança-morteiros, ainda é usado um sistema do tempo da guerra colonial: morteiros rebocados por camiões Unimog.
Novas armas e viaturas em 2019

www.dn.pt


Se as unidades Pandur necessitam de viat de comando só tem de usar as versões base que até para substituir os veículos nos pelotões em caso de avaria ou destruição são, como todos sabemos, as indicadas ou não ??

O que o Exército deve adquirir são mais Vamtac, as versões em falta os Porta Morteiro, os ACar, os AA, também mais Pandur as Versões Porta Morteiro, Acar a versão de engenharia, mais uma dúzia de RWS, e nos Leopards adquirir a versão de recuperação e os Lança pontes.

Deixemo-nos de pensar em estoirar dinheiro em mais um modelo de viatura e com apenas duas dúzias de exemplares, com os inerentes custos para cobrir as necessidades técnicas de formação e de MNT, que convenhamos, vem mesmo a calhar para um Exercito que não tem dinheiro, sequer para ter adquirir equipamento/armamento individual, em quantidades suficientes para todo o pessoal, quanto mais adquirir mais um modelo de VBR, quando o que se deve é primeiro preencher as lacunas em termos de versões das viaturas de apoio de fogos acima mencionadas.



É este dispersar de aquisições e de querer ter um pouco de tudo, que faz com que o Exército nunca consiga equipar devidamente e completamente um par de batalhões de Infantaria Mecanizada, sejam eles de Pandur ou de Vamtac.
Eu acho que se devem comprar primeiro as versões em falta, incluindo as dos Leo2A6, e depois, então avançar para o L-ATV, se houver dinheiro !!

PS: Se cada Vamtac custasse os 180.000 euros mencionados, o lote de 139 VBL ficava em 25 milhões euros, mas, Portugal pagou quase sessenta e um milhões !!!!

https://www.dn.pt/poder/interior/portugal-compra-a-espanha-139-viaturas-blindadas-de-quatro-rodas-9723039.html

Abraços

tenho dito.

Abraços e protejam-se
« Última modificação: Abril 11, 2020, 11:40:47 am por tenente »
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #431 em: Abril 14, 2020, 05:49:48 pm »
Caramba o ST5 é mesmo um bichinho...tem as suas vantagens mas também tem as suas manias...
Um gajo em baixas leva sempre uma buzina a apitar...que irritante...
Um abraço
Raphael
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #432 em: Abril 14, 2020, 06:00:17 pm »

Um gajo em baixas leva sempre uma buzina a apitar...que irritante...

Pode explicar melhor
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #433 em: Abril 14, 2020, 07:14:22 pm »

Um gajo em baixas leva sempre uma buzina a apitar...que irritante...

Pode explicar melhor

com as baixas engrenadas aquilo tem um avisador tipo buzina...ainda estou para perceber a utilidade.
outro pormenor que vai dar asneira a médio prazo é o painel...é todo digital...estou para perceber a fiabilidade da coisa.

É um bicho imponente...mas tem pequenos pormenores que vão ter as suas limitações. A assistência pneumática da abertura e fecho das portas é excelente...mas tem de ser mantido, falta ali um kevlar na proteção do motor, o sistema de a/c é falível rapidamente (não é essencial).

É maior que o hummvee mas mesmo assim em espaço interior para um soldado equipado de colete e capacete com uma estatura média de 1,80m vai continuar a ser acanhado.
A posição do atirador continua muito exposta, mas melhor que no humvee.

Mas têm de ir asap para o teatro os humvee estão ko.
Um abraço
Raphael
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #434 em: Abril 14, 2020, 07:24:00 pm »


com as baixas engrenadas aquilo tem um avisador tipo buzina...ainda estou para perceber a utilidade.
outro pormenor que vai dar asneira a médio prazo é o painel...é todo digital...estou para perceber a fiabilidade da coisa.

É um bicho imponente...mas tem pequenos pormenores que vão ter as suas limitações. A assistência pneumática da abertura e fecho das portas é excelente...mas tem de ser mantido, falta ali um kevlar na proteção do motor, o sistema de a/c é falível rapidamente (não é essencial).



Boa tarde,

acha possível fazer melhoramentos nomeadamente em termos de protecção do motor? Ou outras?
Obrigado
 

 

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