O Reapetrechamento da Marinha

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Red Baron

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #255 em: Maio 08, 2020, 06:33:43 pm »
"O LPD vai ser fabricado cá"

Ouço isso há 20 anos
E vai ouvir por mais 20... a única coisa boa do Covid foi que agora já estamos a falar de um navio que tenha ambas as valências...

Nós não temos base industrial e competências para construir navios complexos.... isso demora muito tempo a gerar e custa muito dinheiro a manter...  alguém aqui acha realisticamente que os ENVC vão conseguir construir um navio complexo como o LPD em menos de 10 anos, e sem uma derrapagem financeira brutal? Olhem o que aconteceu com o programa dos Astute quando o Reino Unido deixou morrer a base industrial de construção de submarinos depois da entrega dos Trafalgar... acabaram a pedir ajuda aos Estados Unidos, o preço duplicou e os prazos de entrega ultrapassaram todas as previsões...

Ter uma indústria de construção naval de navios de guerra complexos requer uma base industrial e um conjunto de skills único que têm que ser mantidos, ou seja, tem que haver construção contínua... vejam os problemas que há mesmo nos Estados Unidos, Reino Unido e França para manter a base industrial... para termos uma indústria naval, temos que gerar a base industrial e MANTÊ-LA através da entrega constante de navios.

Assumindo, como num país decente, que os navios têm uma vida útil de cerca de 30 anos, alguém acredita que depois de hipoteticamente construirmos o LPD, vamos continuar a construir navios de guerra de forma contínua, por exemplo entregando um navio novo a cada 3-4 anos, que permitam manter essa base de conhecimento? Se sim, então eu tenho aqui um negócio fantástico de oleo de banha de cobra com propriedades medicinais milagrosas que têm que comprar...

Ab
João

Depende do que entenderes pro complexo. Porque não vejo nada de complexo na construção do LDP.

E o Know-how que importa no projecto do LDP vai quase de certeza todo para a EDISOFT, a EDISOFT neste momento já é a líder do consorcio de construção dos NPO.

Quando a construção de navios, ainda vamos ter pelo menos mais 10 anos de construção de NPO.
O NPO não são navios complexos, enquanto o LPD, se for bem feito, é... um LPD que obedeça a padrões de construção e sobrevivência militar é um navio complexo, tal como é o desenvolvimento e integração do sistema de combate, por exemplo.  Se se pretenderem restringir à Edisoft, para que é que o querem construir em Portugal?  Podem construir mais barato e mais rápido noutros sítios qualquer e fazer a integração de software cá... os NPO batch 2 foram anunciados há quanto tempo? E onde está o contrato? O último só é suposto entrar ao serviço quase no final da década... quando se começa a construir o LPD? E quando vai estar pronto? Querer um LPD novo, de raiz, é ridículo e construí-lo em Portugal ainda é mais... acho que nesta vamos ter que concordar em discordar...

Ab
João

O que tem de complexo o LDP?

É bom lembrar que a EDISOFT é basicamente a Thales Portugal divisão de defesa, e existem poucas empresas do mundo com mais conhecimento na área da construção naval e de integração de sistemas que a Thales.
 

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tenente

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #256 em: Maio 08, 2020, 06:46:38 pm »
A Marinha tem actualmente cerca de 34 Navios no activo, veleiros incluidos.

Se desse numero retirarmos os navios de construção mais complexa, os de combate, 08, restam 04 NPO, de um total previsto de dez, + 04 Patrulhas costeiros, o total desta classe será de cinco unidades + 10 LFC + 04 Navios Hidrográficos, ou seja sem contar com um AOR para substituir o Bérrio, a Marinha possui actualmente 22 Navios Não combatentes, de um máximo previsto e possível de 29 unidades não combatentes, de todas as classes.

sabendo que :
- a vida operacional de um Navio na Nossa Armada será em média cerca de quarenta e cinco anos;
- estabelecendo o tempo médio de construção de um NPO, desde o primeiro corte da chapa até ser entregue á marinha será de um pouco mais de dois anos;
- que o tempo médio de construção de um patrulha costeiro Semelhante aos das classes Tejo ou Cacine demorará menos, arriscarei não mais de 18 meses;
- que o tempo médio para construir uma LFC será cerca de um ano, no máximo;
- que o tempo médio para construir um Navio Hidrográfico, não a lancha hidrográfica, será semelhante ao de um NPO;
- Partindo do Principio que a Armada manteria as classes e o numero de Navios por classes, acima mencionadas, se Portugal decidisse que estes 22 ou 29 navios fossem cá construídos as competências da Industria Naval Portuguesa estavam de certeza mantidas pois em média era entregue á Armada um Navio de 19 em 19 meses, o que não só permitiria que a frota fosse renovada atempadamente, para os 45 anos de serviço o que é demais, como a industria naval Portuguesa se mantinha activa.













Claro que o Ideal seria que os nossos navios fossem abatidos ao fim de 35 anos o que obrigaria a que numa frota de 29 Navios não combatentes a marinha recebesse um navio novo a cada 14 meses !

Abraços
 
« Última modificação: Maio 08, 2020, 07:16:55 pm por tenente »
 

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Kalil

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #257 em: Maio 08, 2020, 07:17:19 pm »
A Marinha tem actualmente cerca de 35 Navios no activo.

Se desse numero retirarmos os navios de construção mais complexa, os de combate, 08, restam 04 NPO, de um total previsto de dez, + 04 Patrulhas costeiros, o total desta classe será de cinco unidades + 10 LFC + 04 Navios Hidrográficos, ou seja sem contar com um AOR para substituir o Bérrio, a Marinha possui actualmente 22 Navios Não combatentes, de um máximo previsto e possível de 29 unidades não combatentes, de todas as classes.

sabendo que :
- a vida operacional de um Navio na Nossa Armada será em média cerca de quarenta e cinco anos;
- estabelecendo o tempo médio de construção de um NPO, desde o primeiro corte da chapa até ser entregue á marinha será de um pouco mais de dois anos;
- que o tempo médio de construção de um patrulha costeiro Semelhante aos das classes Tejo ou Cacine demorará menos, arriscarei cerca não mais de 18 meses;
- que o tempo médio para construir uma LFC será cerca de um ano no máximo;
- que o tempo médio para construir um Navio Hidrográfico, não a lancha hidrográfica, será semelhante ao de um NPO;
- Partindo do Principio que a Armada manteria as classes e o numero de Navios por classes, acima mencionadas, se Portugal decidisse que estes 22 ou 29 navios fossem cá construídos as competências da Industria Naval Portuguesa estavam de certeza mantidas pois em média era entregue á Armada um Navio de 19 em 19 meses, o que não só permitiria que a frota fosse renovada atempadamente, para os 45 anos de serviço o que é demais, como a industria naval Portuguesa se mantinha activa.













Abraços

Isso é o que eu defendo como estratégia a longo prazo.
 E se essa produção industrial fosse financiada, pelo menos em parte, como acontece em Espanha e não só, pelo ministério da economia, o resultado seria o ministério da Defesa ter menos gastos com o que é a frota não combatente, sobrando recursos para fragatas, submarinos, etc,

Mas a ordem seria mesmo essa, lanchas costeiras e NPOs, depois navios de apoio como os hidrográficos e só muito mais tarde, navios tipo o LPD.
 

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JohnM

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #258 em: Maio 08, 2020, 08:01:22 pm »
Acho que teríamos condições, se houvesse vontade política, para que os navios de segunda linha/fiscalização/pesquisa mantivessem a base industrial a longo prazo. Não me parece que tenhamos hipótese de vir a ter uma indústria de construção naval de navios de primeira linha, de forma sustentável... e continuo a dizer que o LPD é desta categoria, senão é um ferry... se quiserem só um ferry ou navio hospital, tudo bem... se quiserem um navio capaz de actuar em cenários de alta intensidade/com oposição, então estamos a falar de “a whole new different ball game”...

Ab
Joao
 

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Red Baron

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #259 em: Maio 08, 2020, 08:07:09 pm »
Acho que teríamos condições, se houvesse vontade política, para que os navios de segunda linha/fiscalização/pesquisa mantivessem a base industrial a longo prazo. Não me parece que tenhamos hipótese de vir a ter uma indústria de construção naval de navios de primeira linha, de forma sustentável... e continuo a dizer que o LPD é desta categoria, senão é um ferry... se quiserem só um ferry ou navio hospital, tudo bem... se quiserem um navio capaz de actuar em cenários de alta intensidade/com oposição, então estamos a falar de “a whole new different ball game”...

Ab

Joao

Não querem.
 

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Kalil

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #260 em: Maio 08, 2020, 10:21:46 pm »
Acho que teríamos condições, se houvesse vontade política, para que os navios de segunda linha/fiscalização/pesquisa mantivessem a base industrial a longo prazo. Não me parece que tenhamos hipótese de vir a ter uma indústria de construção naval de navios de primeira linha, de forma sustentável... e continuo a dizer que o LPD é desta categoria, senão é um ferry... se quiserem só um ferry ou navio hospital, tudo bem... se quiserem um navio capaz de actuar em cenários de alta intensidade/com oposição, então estamos a falar de “a whole new different ball game”...

Ab
Joao

Caro João, vontade não há, se houvesse não estaríamos há quase 20 anos a discutir os mesmos temas.

Partilho da mesma opinião, navios de segunda linha poderiam ser cá construídos, e eu já acho que isso seria suficiente.
Quanto ao LPD, para mim é secundário neste tema da construção naval e só poderia ser equacionado se o parágrafo acima se verificasse. Nessa altura poderia ser ponderado, não quer dizer que fosse feito.

 

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ocastilho

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #261 em: Maio 08, 2020, 10:27:58 pm »
Não querem.

Então para que é que estamos a falar de manter capacidade?

O kalil tem toda a razão, para manter uma capacidade de construção military grade é preciso investir muito dinheiro e estar preparado para derrapagens. Eu até penso que Portugal, dada a SUPOSTA ambição marítima que tem, deveria ter uma industria Naval de defesa. Agora temos de estar preparados para enterra milhares de milhões de € e atrasos.

Mas permita-me a achega, o meu amigo viaja um pouco na maionese, a EDISOFT pode ser a representante da Thales em Portugal, mas não é uma Thales em ponto pequeno. Obviamente, nós teríamos de erguer uma industria do zero ou quase! O Almirante Rogério d'Oliveira julgo q ainda é vivo, mas mesmo assim é começar do zero.
"Se servistes à pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma."
 

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dc

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #262 em: Maio 08, 2020, 10:41:06 pm »
O mal da indústria naval nacional, foi na altura da crise, terem cancelado e adiado todas as construções navais planeadas. Algo que para mim fez zero sentido, já que a ideia da indústria é criar postos de trabalho e manter o dinheiro em Portugal.

Para mim a estratégia de construções navais começava por ter um segundo estaleiro nacional capaz de constituir, por exemplo, lanchas e patrulhas. Isto gerava uma competitividade interna interessante, evitando inflacção dos preços por parte do único estaleiro que hoje temos neste sector. Dois estaleiros também eliminava a limitação do número de navios a serem construídos em simultâneo.

Posto isto, definia a Marinha da seguinte forma:
-2 Tridente (3 era o ideal)
-5 fragatas construídas lá fora
-AOR Wave se realmente o conseguirmos comprar

Construção nacional:
-2 LST de 80 a 100m
-8/10 NPOs (só se justificam os 10 se forem melhor equipados do que os actuais e/ou versões específicas, como combate à poluição por exemplo)
-5/7 LFCs (n° depende do n° de NPOs, substituem os Tejo/Cacine)
-2 draga-minas, podiam ser baseados nas LFC
-10 Lanchas ribeirinhas, substituir as lanchas da classe Centauro e companhia
-novos navios hidrográficos, não estou bem dentro do assunto, quantos seriam necessários?

A acrescentar a isto, 8 lanchas de desembarque pequenas, como parte dos LSTs, e 6 a 10 CB-90 para o reequipamento dos Fuzileiros.

Depois disto, se o LPD enquanto conceito for mesmo necessário, ou se for preferível algo na ordem de um LHD, ou outro conceito como o navio multirole anfíbio britânico, logo se via.
 

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Kalil

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #263 em: Maio 09, 2020, 12:12:54 am »
Bastavam 20 ou 30% do que já se despejou no Novo Banco para lançar a indústria naval..

DC, a ideia de existirem 2 estaleiros é boa mas, nem um conseguimos ter a trabalhar em condições, por isso..

Julgo que em Viana já se construíram navios de transporte de líquidos, por isso um AOR não seria impossível. Sobretudo se tivermos em conta que o Bérrio foi suficiente durante 30 anos, com as suas 6000 ton de fuel..
Mas neste momento, qualquer navio em segunda mão, desde que esteja em razoável estado, será bem vindo.

Um LPD depende, como mencionou o João. Um navio de padrão militar moderno seria muito arriscado mas existem uma série de projectos com características entre JSS e LPD, que não são necessariamente navios de "combate". E em boa verdade, não é de um navio de desembarque anfíbio para ofensivas costeiras que a Marinha precisa, ou pelo menos não é a isso que eu me refiro quando falo de um LPD.
Pensar num navio destes topo de gama quando a única coisa que há desse nível são os poucos submarinos, simplesmente não faz sentido.

Hidrográficos deveriam ser pelo menos 2 novos, e para quem pretende duplicar a extensão da sua zona económica exclusiva, são poucos. Aliás, já houve queixas acerca da dificuldade em mapear correctamente a área com os meios actuais.

Também não temos nenhum navio de apoio aos submarinos.
Nem de combate à poluição ( e não me parece que o NPO seja a melhor plataforma para isso).

Outra coisa que nunca se falou em Portugal, que eu saiba, é a utilização de uav de longo alcance para a patrulha marítima. Poderia ser uma solução investimento/resultados bastante positiva. Não substituem os P3, e nada os irá substituir provavelmente, mas como complemento dos persuader parece me viável.



Cumprimentos
 

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dc

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #264 em: Maio 09, 2020, 01:30:13 am »
Os estaleiros de Viana não fluem a 100% porquê? Porque por um lado governos durante e após a crise não optaram por continuar com as construções navais, porque não havendo concorrência para construir os patrulhas oceânicos e costeiros, eles bem podem construir quando lhes apetecer, isto é, quando não tiverem contratos civis/privados para despachar.

O AOR seria relativamente simples, podiam era caber ou não no orçamento de 150 milhões, é sempre a tal incógnita. Mas actualmente tem-se falado em comprar usado, porque se estivermos à espera de construir um novo, a Marinha ainda ia ficar uns bons anos sem o dito.

O LPD, se vier, tem que ser militar, senão não se justifica empatar orçamento e pessoal da Marinha neste navio. Creio que alguém vai ter de decidir é quão importante é este navio enquanto "jóia da coroa" da Armada. Agora imagine-se a joia ser um navio, para todos os efeitos, civil...

Hidrográficos questiono-me se seria viável basearem-se nos NPOs, dadas as qualidades oceânicas destes navios.

O projecto original de navio de combate à poluição era um derivado do NPO, mal por mal aproveita-se o projecto já existente e fazer apenas alguns upgrades.

UAVs de longa duração não se falará na Marinha de certeza, mas na FAP seria certamente uma opção a ter em conta, dado número limitado de tripulações para os P-3 e o baixo custo de operação de UAVs monomotor. Não para substituir as aeronaves convencionais, mas complementar. Mas isso não deverá ter influência na estratégia da Marinha.
 

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HSMW

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #265 em: Maio 09, 2020, 02:01:32 am »
AS situações que levaram os ENVC ao que é hoje já foi mais que explicada inclusivamente por quem percebia da poda:

https://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=8104.1080
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Red Baron

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #266 em: Maio 09, 2020, 02:03:24 am »
Não querem.

Então para que é que estamos a falar de manter capacidade?

O kalil tem toda a razão, para manter uma capacidade de construção military grade é preciso investir muito dinheiro e estar preparado para derrapagens. Eu até penso que Portugal, dada a SUPOSTA ambição marítima que tem, deveria ter uma industria Naval de defesa. Agora temos de estar preparados para enterra milhares de milhões de € e atrasos.

Mas permita-me a achega, o meu amigo viaja um pouco na maionese, a EDISOFT pode ser a representante da Thales em Portugal, mas não é uma Thales em ponto pequeno. Obviamente, nós teríamos de erguer uma industria do zero ou quase! O Almirante Rogério d'Oliveira julgo q ainda é vivo, mas mesmo assim é começar do zero.

Pela mesma razão que os espanhóis tem o Galicia e os holandeses tem o Rotterdam.

Como o projecto para o LPD já existe, o que se pede aos estaleiros é peguem no projecto e que o materializem num navio. Algo que eles já fazem na parte civil e nos NPO.

Quanto a EDISOFT/Thales, os sistemas que temos quer no Galicia quer no Rotterdam são da Thales Netherlands por isso existe uma facilidade de integrar esses sistemas no nosso LPD.
 

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JoaoH

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #267 em: Maio 11, 2020, 12:01:06 pm »
https://www.defesaaereanaval.com.br/naval/marinha-dos-eua-propoe-descomissionar-os-primeiros-4-lcs-mais-de-uma-decada-antes

4 LCS (2 Freedom + 2 ??) mais 3 USS Whidbey Island

Mais sucata ? Que fiquem com eles !

Deixe-me que exponha as razões do meu post.
Há algum tempo atrás, não muito, assisti a uma reportagem na TV nacional e li uma entrevista num jornal de um congressita dos EUA de origem lusa que por aqui andava a falar sobre a cedência pelos ditos EUA a Portugal de navios para patrulha no atlântico sul numa cooperação centrada nos perigos litorais da Mauritânia ao Golfo da Guiné.
O desinteresse português pareceu-me o mais marcante! Tanto assim que nada mais li ou vi sobre o tema.
Ora, surgindo a oportunidade, havendo algum apoio político no Congresso dos EUA (incluindo com toda a probabilidade, o interesse dos países africanos de expressão portuguesa, designadamente Cabo Verde, S. Tomé e Angola) e um possível interesse do “comando africano” dos EUA numa mais efectiva intervenção da Marinha portuguesa no Atlântico Sul, a recepção mesmo que a título temporário, por compra ou por aluguer de 2 a 4 LSC é um disparate?
Se estes LCS são “sucata” com estas datas de entrada ao serviço deixe-me que lhe diga que a situação da Marinha portuguesa é melhor do que aquilo que é dito neste Forum.
LCS-1    USS Freedom       Freedom            8 October 2008    
LCS-2    USS Independence    Independence    16 October 2010    
LCS-3    USS Fort Worth            Freedom                    22 September 2012    
LCS-4    USS Coronado       Independence    5 April 2014    
Tivéssemos nós 4 corvetas de 3.500 ton (à Brasil) deficientemente armadas com estas idades e o cenário não seria tão mau.
Admito que os LCS da classe Independence têm uma forma “esquisita”. Assim o termo “esquisito” junta-se ao “muito grande”, “muito pequeno”, e etc. que são os termos usados para recusar tudo o que realisticamente vai surgindo e, sendo desprezado, vai permitindo que os sonhos e a frustação se mantenham.
Mas ao menos dois ou três Freedom podem ser negociados em termos favoráveis. Darão para 5, 10 ou 20 anos? Chega, seja qual for o tempo pois que são melhores do que aquilo que hoje temos para essa missão que, pelo que vou lendo, vai sendo feita com meios inadequados e insuficientes.
E concedem tempo para uma decisão nacional sobre futuros meios equivalentes. Se essa decisão chega e é pretendida essa é outra conversa.
Por isso se diz que o óptimo é inimigo do bom. Óptimo é sonhar com fragatas ultra modernas. Bom é aceitar a realidade e agir em conformidade com as oportunidades que ela nos oferece.
E a realidade vai piorar bastante. Nos próximos 10 a 15 anos não haverá dinheiro para nada! Nem para o que já está “programado”, melhor dito, “propagandeado”.
No que tem toda a razão é quanto aos LPD da classe Whidbey Island. Provavelmente sugadouros de recursos. Mesmo assim são melhores do que o nosso LPD “D.Sebastião”. E cada um desses chaços, vindo com o armamaneto que consta das referências, já dá para equipar todos os patrulhas portugueses que andam de fisga.
E assim volto à minha condição de observador não interveniente, agradecendo as intervenções que aqui me dão a informação sobre as condições em que o meu país, segue, desregrado e frustrado.
Bem hajam!



 

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Red Baron

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #268 em: Maio 11, 2020, 12:11:39 pm »
https://www.defesaaereanaval.com.br/naval/marinha-dos-eua-propoe-descomissionar-os-primeiros-4-lcs-mais-de-uma-decada-antes

4 LCS (2 Freedom + 2 ??) mais 3 USS Whidbey Island

Mais sucata ? Que fiquem com eles !

Deixe-me que exponha as razões do meu post.
Há algum tempo atrás, não muito, assisti a uma reportagem na TV nacional e li uma entrevista num jornal de um congressita dos EUA de origem lusa que por aqui andava a falar sobre a cedência pelos ditos EUA a Portugal de navios para patrulha no atlântico sul numa cooperação centrada nos perigos litorais da Mauritânia ao Golfo da Guiné.
O desinteresse português pareceu-me o mais marcante! Tanto assim que nada mais li ou vi sobre o tema.
Ora, surgindo a oportunidade, havendo algum apoio político no Congresso dos EUA (incluindo com toda a probabilidade, o interesse dos países africanos de expressão portuguesa, designadamente Cabo Verde, S. Tomé e Angola) e um possível interesse do “comando africano” dos EUA numa mais efectiva intervenção da Marinha portuguesa no Atlântico Sul, a recepção mesmo que a título temporário, por compra ou por aluguer de 2 a 4 LSC é um disparate?
Se estes LCS são “sucata” com estas datas de entrada ao serviço deixe-me que lhe diga que a situação da Marinha portuguesa é melhor do que aquilo que é dito neste Forum.
LCS-1    USS Freedom       Freedom            8 October 2008    
LCS-2    USS Independence    Independence    16 October 2010    
LCS-3    USS Fort Worth            Freedom                    22 September 2012    
LCS-4    USS Coronado       Independence    5 April 2014    
Tivéssemos nós 4 corvetas de 3.500 ton (à Brasil) deficientemente armadas com estas idades e o cenário não seria tão mau.
Admito que os LCS da classe Independence têm uma forma “esquisita”. Assim o termo “esquisito” junta-se ao “muito grande”, “muito pequeno”, e etc. que são os termos usados para recusar tudo o que realisticamente vai surgindo e, sendo desprezado, vai permitindo que os sonhos e a frustação se mantenham.
Mas ao menos dois ou três Freedom podem ser negociados em termos favoráveis. Darão para 5, 10 ou 20 anos? Chega, seja qual for o tempo pois que são melhores do que aquilo que hoje temos para essa missão que, pelo que vou lendo, vai sendo feita com meios inadequados e insuficientes.
E concedem tempo para uma decisão nacional sobre futuros meios equivalentes. Se essa decisão chega e é pretendida essa é outra conversa.
Por isso se diz que o óptimo é inimigo do bom. Óptimo é sonhar com fragatas ultra modernas. Bom é aceitar a realidade e agir em conformidade com as oportunidades que ela nos oferece.
E a realidade vai piorar bastante. Nos próximos 10 a 15 anos não haverá dinheiro para nada! Nem para o que já está “programado”, melhor dito, “propagandeado”.
No que tem toda a razão é quanto aos LPD da classe Whidbey Island. Provavelmente sugadouros de recursos. Mesmo assim são melhores do que o nosso LPD “D.Sebastião”. E cada um desses chaços, vindo com o armamaneto que consta das referências, já dá para equipar todos os patrulhas portugueses que andam de fisga.
E assim volto à minha condição de observador não interveniente, agradecendo as intervenções que aqui me dão a informação sobre as condições em que o meu país, segue, desregrado e frustrado.
Bem hajam!

Os Independence nem dados, aquilo é tudo feito em alumínio.
Os Freedom também tem a superstrutura em alumínio, não sei se aguentam operar no atlântico norte.  Mas oferecidos ou vendidos em saldos, sempre dava para patrulhar o mediterrâneo.
 

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dc

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #269 em: Maio 11, 2020, 01:34:25 pm »
Se viessem alguns LCS sob algum acordo como o João referiu, seriam para patrulhar o Atlântico Sul, mais concretamente a nível Litoral. Para a nossa ZEE os NPOs chegavam, com os LCS podiam reduzir a encomenda de 10 para 7/8. É uma questão de agilidade no planeamento. Para apoiar os Fuzos no Báltico, para missões no Mediterrâneo, combater pirataria ao longo da costa africana, os LCS serviam perfeitamente.

O único problema para mim, é que estes navios não seriam vistos como um complemente dos NPO/substitutos das corvetas, mas seriam si vistos como alternativa às fragatas, e nisto não concordo. Se aqui não reclamavamos de ter 4/5 fragatas, 2/3 LCS mais 7/8 NPO, a realidade seria 2 fragatas, 3 LCS e 10 NPO... E quanto a mim, os LCS não substituem as fragatas.

Mas mesmo que conseguíssemos um "best case scenario", iriam recusar não só pelos tais argumentos habituais, como por não dar luvas nem um carrinho novo a quem manda.
 
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Passos quer Marinha com nova "abertura ao mar"

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Última mensagem Maio 15, 2012, 09:42:43 am
por P44
Marinha entrega pela primeira vez comando de navio a mulher

Iniciado por Marauder

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Última mensagem Maio 18, 2006, 09:03:15 am
por Pedro Monteiro
Fragatas e Corvetas Portuguesas a vela da Marinha 1815/1860

Iniciado por mkorobok

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Última mensagem Julho 12, 2011, 12:13:30 pm
por mkorobok
Fará sentido comprar mais EH-101 para a marinha?

Iniciado por papatango

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Última mensagem Setembro 12, 2005, 05:04:26 pm
por Rui Elias
Novo artigo sobre a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha

Iniciado por Pedro Monteiro

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Última mensagem Maio 06, 2009, 09:03:24 pm
por Pedro Monteiro