Sim, para mim a menção de APCs vs IFV no artigo distingue as versões sem torre RCT30, as Boxer que têm apenas RWS 12,7mm, sejam VBTP, posto comando, ambulância, recuperação, etc. Para quê mencionar os dois tipos na mesma frase?
Isso não faz sentido nenhum.
A versão IFV tem mais em comum com a APC (ambas transportam pessoal), do que a APC teria em comum com as restantes versões (que não servem para transportar pessoal) que executam tarefas específicas.
Continua a ser mais provável que os termos APC/IFV tenham sido usados por lapso (exemplo trocar o termo AFV por APC/IFV), ou do próprio jornalista, ou para denotar que são intercambiáveis no contexto do EP, em que a versão IFV vai cumprir as 2 funções, ou que seriam literalmente comprados APC e IFV.
Saltar para "APC = todas as outras versões" é o menos provável.
1- 90 Boxer em várias versões (RCT30, posto comando, morteiro, recuperação, etc) que irão equipar um BI (-) do proposto Agrupamento Mec. da brigada média.
Como se refere que os Boxer são parar substituir os M-113 pensamos logo no BIMec Pesado da Brigada Mecanizada, mas esta vai desaparecer. Passa a existir apenas um Agrupamento Mecanizado em seu lugar, este parte da brigada média. Mas, podemos estar a olhar no lugar errado... siga:
A dúvida nesta hipótese, é perceber se estes iriam substituir apenas os M-113, ou também as restantes variantes cujos nomes são diferentes (M577, M901, M106, etc).
De notar que um BIMec com uns 40-50 M-113, transporta praticamente tantos soldados como ~90 Boxer RCT30. A organização deste BIMec com Boxer nunca seria igual ao que era com M-113, a não ser que prefiram reduzir na Infantaria (em número) para acomodar viaturas com mais poder de fogo.
2- 90 Boxer, todos na versão RCT30para equipar os 2 BIMec da atual Brigada Intervenção, afinal foi o comandante desta a fazer a declaração que vamos comprar 90 Boxer!
45 por cada BI (14 por CAtMec e 3 no comando do BIMec). Neste caso vamos supor que serão todas RCT30 ou talvez 80 RCT30, 4 Posto Comando e 6 Ambulância.
Até agora tudo apontava para 1 BIMec, não 2.
Tendo em conta a capacidade de transporte dos RCT30, precisas de 90 RCT30 num BIMec para transportar o mesmo pessoal que um BIMec Pandur transporta (no papel).
As Pandur ficam para um só BIMec rodas Pandur, fora da Brig Média . Talvez para defesa do TN ou missões de paz, reserva do exército, etc..
As restantes Pandur ficam nas subunidades de apoio da brigada média: engenharia, transmissões, logística, etc. O mesmo pode suceder na brigada ligeira, algumas Pandur passam para as subunidades de apoio da brigada ligeira Eng. Trms, Logística e um pool de VB Pandur para missões de paz. Outras Pandur poderão ir para as forças de apoio geral: Bat. ISTAR, BEng, PE, BTrms., etc..
Os únicos Pandur que tens em grande número são os APC. O resto mal dão para apoiar 2 BIMec da BrigInt, quanto mais para distribuir por 2 brigadas.
O mais provável é manterem 2 BIMec Pandur + 1 BIMec Boxer na Brigada Média, e quanto muito "oferecerem" alguns Pandur APC para a Brigada Ligeira.
Espero que não se continuem a usar versões de M-113 com os Boxer, nem mesmo que seja por pouco tempo. Ou usam as Pandur ou outras viaturas rodas ligeiras, mais ST5, etc.. para as versões em falta.
Os ST5 pura e simplesmente não se adequam a acompanhar/apoiar blindados 8x8 ou de lagartas. E para o fazer, era preciso ir comprar ST5 a pontapé, em todas aquelas versões, não só para a Brigada Ligeira como para a Média. Isto apenas ia assegurar que nunca irias comprar as versões 8x8 em falta.
Por exemplo, se comprasses ST5 Porta-morteiro para as duas brigadas, a quantidade necessária era muito maior (mínimo 24 creio). Com 24 ou mais, depois não havia apetite para comprar os PM montados em Boxer.
Aplicar o mesmo raciocínio para outras versões, nomeadamente ambulância, VSHORAD, etc.
Ao ter variantes de M-113 em operação na Brigada, mantém-se a porta aberta para a sua substituição (neste caso por mais Boxer).
Depois tens ainda a falta de uma viatura lança-pontes moderna. Provavelmente vais ter que usar as actuais da BrigMec (se alguma funcionar) em chassis de M-60, até arranjarem substituto.
Começo a achar esta segunda possibilidade a mais lógica. Tem mais factos a suportar esta hipótese. A brigada NATO com 2 BIMec Boxer. As Pandur MLU serão redistribuídas por outras unidades do exército. O Agrupamento Mec. fica com os Leopard 2 A6 MLU e talvez mais 28 Boxer 14 RCT30 para Uma CAtMec, 14 num ERec Boxer Shackal, mais tarde ou alguma VCI lagartas ainda por determinar? Não foi por nada que andaram a testar ASCOD e veio uma Lynx ao Dia do Exército 2024...
Factos não há ainda, tirando a versão RCT30. Dados é que já há, e entre eles a menção a 1 Batalhão Boxer e não 2.
A parte a negrito destaquei, para dizer que isso já podes fazer com 90 Boxer RCT30. Por exemplo:
-46 RCT30 para BIMec
-28 AgrMec Leo
-14 ERec
-2 variantes de treino de condutor
Facilmente se explica a compra de 90 RCT30.
Um modelo de lagartas neste momento parece não estar em equação. O plano do Exército para 2045 não mencionava nada disso.
Quanto muito, poderia suceder-se na Brigada Média ainda uma outra reestruturação, em que os 2 BIMec Pandur + 1 BIMec Boxer, passavam a 2 BIMec Boxer + 1 BIMec Boxer de lagartas.
Mas isto é só teoria, com menor probabilidade de ser executada.
Ainda por cima quando esta Brigada Média vai precisar de investimento sério para adquirir mais Boxer para substituir os Pandur, e todas as variantes necessárias para apoiar os 3 hipotéticos BIMecs.
Existir, existe. Nós é que não sabemos ao certo o que são. A NATO define os requisitos de capacidade de unidades através de duas estruturas classificadas:
NATO Minimum Capability Requirements (MCR) e NATO Capability Targets (CTs) para cada país. Por razões óbvias, não é informação pública.
Requisitos de capacidades não apontam os números máximos de veículos que um Batalhão de Infantaria Mecanizada pode ter.
As doutrinas evoluem, com a evolução do equipamento e dos TOs, logo nunca terás uma base fixa.