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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por Lampuka em Hoje às 06:33:54 am »
Há 10 anos já tinhas um conflito na Europa,  no mesmo local,  só não tinha a dimensão/proporções de agora.
E ouve uma corrida ao armazenamento de ambas as partes, Rússia e Ucrânia.
Nós, europeus,  é que estivemos a dormir, no conforto típico de quem vê os conflitos à distância e sem sentir grandes efeitos dos mesmos.
Só que este, entretanto, evolui num sentido em que nos está a doer, para já,  na carteira.
Além de que "abanou" com muitas outras coisas. Um banho de realidade...

A ida à Turquia também pode ter outra leitura.

A de mostrar aos europeus que existe mais vida para lá dos Eurocanards... tal como no caso do F-35.

Com as encomendas recentes e o potencial existente no rearme da Europa, não faz sentido a inexistência (que se saiba) de ajustes nos preços dos caças europeus, tornando-os mais competitivos.
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Força Aérea Portuguesa / Re: UAVs na FAP
« Última mensagem por Lampuka em Hoje às 06:17:10 am »
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Depende. A mim pareceu-me que o comentário original do Lampuka referente ao "Plano C" estaria ligado à substituição dos F-16.

Tens toda a razão.

O plano C parece-me ser:

Descartar, para já, o F-35.

Avançar por um Eurocanard usado de imediato, EF, pela urgência devido às limitações do F16.

Avançar com o KIZILELMA de imediato como complemento e primeiro UCAV da FAP, com a possibilidade de poder eventualmente realizar algumas das funções do F-35 no que diz respeito a missões de ataque, ainda que limitadas.

Esperar por um "SAFE 2" para adquirir um Eurocanard novo

Em caso de não existir esse ou outro mecanismo de financiamento, lá para 2030, e dependendo da situação política nos EUA, voltar ao F-35 ou avaliar a possibilidade do G5 turco

O que me parece também é que, novo e europeu, só se for através de um SAFE, daí os turcos, pelo preço e rapidez de entrega.

O CEMFA não parece muito convencido,  mas poderá ter sido da comida...

Eu também não estou,  mais pela (ainda) falta de integração nos meios turcos de armamento europeu do que pelo resto.

A possibilidade de colhermos daqui alguma coisa substancial em termos económicos e tecnológico pode alterar esse meu estado.

Neste contexto penso que a capacidade AEW&C se torna ainda mais pertinente e urgente.

Essa necessidade pode trazer da SAAB um pacote tentador com o GRIPEN, que não vejo com bons olhos como caça principal da FAP.

Tens aqui uma mistura das minhas percepções com opiniões. Não propriamente as minhas preferências...

Abraço
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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por dc em Hoje às 06:03:53 am »
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Uma parte fundamental do MLU é a modernização dos sistemas de armas. Tanto da óptica como da protecção para o apontado, bem como a exploração de opções para uma solução de calibre médio mais capaz, um RWS de 30mm.
Há  discussões sobre a substituição da metralhadora básica de 12,7 mm em alguns VCIs por uma "estação de armas de calibre médio" (EACM) armada com um canhão automático de 30 mm para lhes conferir poder de fogo de um verdadeiro veículo de combate de infantaria (VCI). Isto incluiria também a possibilidade de integrar mísseis guiados anti-carro (ATGMs) como o Spike.

Esta parte fala em "discussão" e "exploração de opções" para a instalação de uma arma de calibre médio, ou seja, nada assente em cimento.
É possível que com a compra dos Boxer RCT30, principalmente se forem mesmo 90 ou perto disso, que se abdique dessa opção nos Pandur.

Não me admirava nada se em vez disso convertessem uns quantos APC em PM.

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Sem dúvida que a plataforma Boxer é muito versátil. Devido ao peso e tamanho e sistema modular, a capacidade de adicionar armamento e outros sistemas é alta. São mesmo um "canivete suíço" de blindados. Ou será canivete alemão?  :mrgreen: Foi uma escolha muito boa.

Bom, a RCT30 também tem uma capacidade decente de lidar com drones. Como tal não me chocava nada que esta fosse vista como canhão AA aos olhos do Exército.

Isto é, vamos fingir que os 90 veículos são todos equipados com RCT30. Na perspectiva do Exército, são 90 viaturas com capacidade anti-drone, faltando apenas viaturas lançadores de mísseis e viaturas porta-radar para completar a capacidade VSHORAD do Batalhão.

Não vou tomar como garantida a vinda dos Skyranger 30, pelo menos por agora.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 05:44:09 am »
Tendo em conta que há 10 anos ninguém imaginava uma guerra na Europa, uma corrida ao armamento desenfreada, e diversos focos de conflito por esse mundo fora... acho imprudente achar que de hoje até 2050 a FAP só vai fazer QRAs e outras missões regulares.

Se usarmos isso como premissa, então mais vale poupar dinheiro, não comprar um 4.5G novo que custaria o mesmo que F-35, e ficarmos reduzidos a uma variante de combate de um jacto de treino avançado, que hoje em dia até radar AESA têm.

Para contextualizar, as Filipinas comprou em 2025 um lote adicional de 12 FA-50, por 700M de dólares.

Se é para serviços mínimos, uns FA-50 Block 70 cumprem o serviço, por metade do preço dos 4.5G normais.

Se é para uma solução "tier 2" abaixo do F-35, mas que não compromete na sobrevivabilidade, e que pode permitir participação nacional, tens o KF-21 ou o Kaan, que supostamente também seriam mais baratos de adquirir que os 4.5G. O Kaan deverá pecar por custos de operação comparáveis ao F-15.

A conclusão é a mesma, 4.5G novos não compensam. Vais tar a pagar "F-35 money" por algo menos capaz.


Se queres fazer como tu dizes, operar um caça mais barato, mas que "cumpre", e adiar a compra de um 6G só para a década de 50, então a solução KF-21 enche as medidas todas:
-abertura para participação industrial;
-4.5++ com maior sobrevivabilidade que os 4.5G que conhecemos;
-integração gradual de armamento europeu;
-custos de operação teoricamente inferiores ao F-35;
-se os custos dos 6G se tornarem proibitivos, opção de compra da versão mais avançada do KF-21 que houver na altura (Block III ou EX ou o que seja).
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Força Aérea Portuguesa / Re: UAVs na FAP
« Última mensagem por dc em Hoje às 05:02:39 am »
the bad ending

Porquê? Prouduzir Bayraktar sob licença seria mau?


Depende. A mim pareceu-me que o comentário original do Lampuka referente ao "Plano C" estaria ligado à substituição dos F-16.

Não sei qual a razão da resposta do Drecas, isso só ele saberá, mas no contexto que eu interpretei, concordaria que substituir F-16 por caças turcos é complicado, por razões políticas mas também pelas capacidades do Kaan, não sendo um 5G puro.


No contexto dos drones, tanto os Bayraktar TB2/TB3, Akinci e Kizilelma seriam interessantes.

Os TB2/TB3 potencialmente para o Exército e talvez Marinha caso esta optasse por um navio com convés de voo suficientemente grande.

Os Akinci na FAP para missões internacionais de baixa e média intensidade.

Os Kizilelma como complemento para os F-16/loyal wingman, meio dedicado para SEAD.

Qualquer um destes seria interessante produzir em Portugal.
Eu provavelmente escolhia (tudo somado):
-transferência de tecnologia para sermos capazes de desenvolver um UCAV ligeiro baseado num modelo da Tekever - classe do TB2
-participação no programa do Kizilelma, com produção parcial ou total dos ditos, e quiçá produção de algumas munições por ele usadas
-descartava o Akinci dando preferência ao MQ-9 ou EuroDrone, mais capazes e com versão AEW em desenvolvimento.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por Lightning em Hoje às 04:58:00 am »
A diferença pode ser entre manter perto de 30 caças mais baratos, ou ter menos de 20 F-35. Como é que está o custo do F-35? O preço acho que está mais perto dos europeus 4.5, e o preço a sustentação ao longo de uns 30 anos?

E alterações que possam ser necessárias à base?
https://www.swissinfo.ch/por/various/custos-de-infraestrutura-do-f-35-su%C3%AD%C3%A7o-ultrapassam-or%C3%A7amento/90819223

Fico a pensar que até podemos ter dinheiro para comprar alguns destes mas vamos ter dinheiro para pagar "os pneus" a este Ferrari?
É que um dia pode não haver dinheiro de SAFEs e coisas assim.

E podia ser bom para a indústria portuguesa, até podíamos entrar nos projetos de 6a geração da Saab.

Portanto, não teríamos dinheiro para adquirir e sustentar uma frota de, digamos, 24 F-35.

Mas íamos ter dinheiro para comprar Gripens novos (praticamente ao mesmo preço do F-35), entrar no programa 6G da Saab e participar financeiramente (nunca gastarias menos de 1000M, fora potenciais derrapagens financeiras), e depois comprar o dito 6G, que certamente custará mais que o F-35, e que terá custos de operação na mesma linha ou até superiores ao F-35?

É isto?

Um conselho de amigo:
Se querem falar de entrar num programa 6G, não usem a falta de dinheiro para operar o F-35 como motivo.

É o mesmo que queixares-te de falta de dinheiro para o Ferrari, e em vez disso comprares um Bugatti.

É aceitável. É só uma opinião.
E como estamos agora meter-nos neste investimento enorme do SAFE, ao comprar um caça supostamente menos caro e menos oneroso a nível de sustentação, estaríamos a "empurrar" a compra do Bugatti para 2050.

Depois iria agradar à população que não quer comprar material militar americano, o que em simultâneo significa apostar na indústria aeronáutica europeia.

A nível operacional não me parece tão crítico pois é como já disseram aqui ou noutros tópicos, vais andar a fazer QRA, escoltas de aviões comerciais com F-35... Supostamente a hora de voo não era uma coisa astronómica? Realmente não sei actualizações destes dados.
Como disse no meu último texto, a grande vantagem do F-35 em relação aos 4.5 é poder entrar em ambientes altamente contestados, e isso não é alto que eu veja a Força Aérea a fazer, é uma possibilidade até relativamente remota, na nossa região não temos problemas, só se fossemos ou atrás dos americanos para uma guerra do outro lado do mundo, (que mesmo quando íamos, só íamos depois daquilo acalmar um bocado, então agora ainda parece mais difícil, já que o Trump anda a dizer que os aliados ficam todos afastados da linha da frente) ou uma guerra europeia na frente leste, é na mesma afastada de Portugal, há vários países europeus com F-35 que podem ir logo de reforço, não é crítico nós não termos, e irmos só passado um tempo quando já for aceitável para os 4.5.

Mas é só uma opinião pessoal, já tive uma fase que queria muito o F-35, agora já não quero tanto. Mas se vier claro que aceito, se a nível financeiro disserem que o dinheiro gasto é similar aos 4.5, e concordo que é o melhor avião disponível no mercado. Só questiono se precisamos mesmo de ter o melhor? É que comprar aviões aos EUA não chega para sermos "amigos" deles, como no caso Dinamarca/Gronelândia.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 04:26:32 am »
A diferença pode ser entre manter perto de 30 caças mais baratos, ou ter menos de 20 F-35. Como é que está o custo do F-35? O preço acho que está mais perto dos europeus 4.5, e o preço a sustentação ao longo de uns 30 anos?

E alterações que possam ser necessárias à base?
https://www.swissinfo.ch/por/various/custos-de-infraestrutura-do-f-35-su%C3%AD%C3%A7o-ultrapassam-or%C3%A7amento/90819223

Fico a pensar que até podemos ter dinheiro para comprar alguns destes mas vamos ter dinheiro para pagar "os pneus" a este Ferrari?
É que um dia pode não haver dinheiro de SAFEs e coisas assim.

E podia ser bom para a indústria portuguesa, até podíamos entrar nos projetos de 6a geração da Saab.

Portanto, não teríamos dinheiro para adquirir e sustentar uma frota de, digamos, 24 F-35.

Mas íamos ter dinheiro para comprar Gripens novos (praticamente ao mesmo preço do F-35), entrar no programa 6G da Saab e participar financeiramente (nunca gastarias menos de 1000M, fora potenciais derrapagens financeiras), e depois comprar o dito 6G, que certamente custará mais que o F-35, e que terá custos de operação na mesma linha ou até superiores ao F-35?

É isto?

Um conselho de amigo:
Se querem falar de entrar num programa 6G, não usem a falta de dinheiro para operar o F-35 como motivo.

É o mesmo que queixares-te de falta de dinheiro para o Ferrari, e em vez disso comprares um Bugatti.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 04:17:40 am »
Se até um país rico está a torcer o nariz ao F-35 é tempo de reconsiderar as opções.

E que opções são essas, só por curiosidade?

O país não tem dinheiro para operar uma frota singular de F-35, mas teria para operar 2 modelos de caças?

Ou o país ia ficar para sempre preso à geração 4.5?

Ou íamos para um modelo 6G, que terá certamente custos de aquisição superiores aos do F-35, e custos de sustentação tão ou mais caros?

Mas eu ainda estou para perceber se é suposto debater o assunto com base no "somos ricos pa crlh" com fantasias de 2 modelos diferentes, um deles 6G, ou no "somos uns pobres do crlh" que nem dinheiro teríamos para sustentar uma frota única de F-35.

Não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo.
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Conflitos do Presente / Re: Invasão da Ucrânia
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 03:37:34 am »
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