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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 05:33:16 pm »Portanto, todo e qualquer caça?
Ora vejamos, começamos com uma teoria que se aproxima mais de teoria da conspiração que outra coisa, em que o F-35 pode ser inutilizado remotamente.
E ignoramos algo que é real, que os eurocanards são igualmente caríssimos, e podem ser inutilizados em combate por um adversário com caças melhores e/ou em maior número.
O debate chegou ao ponto em que se discute um suposto kill-switch, mas não se discute o abate da aeronave e dos seus pilotos em combate, apesar do segundo ser mais provável de acontecer que o primeiro.
Melhor para mim, é que este debate roça tanto a estupidez, que algo tão simples quanto "aguardar uns 3 anos" deixou de ser opção (vá-se lá saber porquê) antes de se tomar qualquer decisão precipitada.
Mas eu deixo aqui a pergunta: qual a vantagem de comprar caças à pressa, ao invés de aguardar para se tomar uma decisão com pés e cabeça?
Kill switch não há. pelo menos não na forma que geralmente se pensa.
O que existe é má fé dum suposto "aliado", retórica, ameaças à soberania europeia, e insultos. Ignorar isto tudo e insistir em comprar F-35 a todo o custo é algo que me deixa perplexo.
Todos os operadores do F-35 dependem de infraestrutura de software partilhada, sistemas globais de manutenção e logística, ciclos de atualização comuns, componentes controlados para exportação pelos EUA
Isto cria interdependência muito forte. Em princípio os países operadores de F-35 mantêm a soberania operacional. Decidem quando os seus F-35s voam, onde voam, como são usados, etc
Não há nenhuma prova que os EUA não podem desativar remotamente as aeronaves de outro país. O software e o suporte são cooperativos, não coercivos. O F-35 utiliza um sistema global de apoio.
Mas se as relações políticas colapsassem, os EUA poderiam atrasar o apoio ou tentar interferir de alguma forma nestes sistemas? Esta é uma ferramenta de pressão diplomática/económica e não um "botão de desligar" técnico. Isto é semelhante ao funcionamento de muitos programas de defesa avançados (Eurofighter, A400M, Patriot, etc.).
Nenhuma aeronave da NATO possui capacidade de paragem remota. Não existe nenhum mecanismo que permita aos EUA carregar num botão e impedir o voo de um F-35. Isso violaria: regras de soberania da NATO, acordos de controlo de exportação, direito internacional, tratados bilaterais de defesa.
Todos sabemos que os tratados internacionais são sagrados, que os acordos comerciais nunca devem ser violados e que a soberania de outros países da NATO é muito respeitada. Claro.

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