Sim, para mim a menção de APCs vs IFV no artigo distingue as versões sem torre RCT30, as Boxer que têm apenas RWS 12,7mm, sejam VBTP, posto comando, ambulância, recuperação, etc. Para quê mencionar os dois tipos na mesma frase?
Isso não faz sentido nenhum.
Faz tanto sentido como um oficial general e uma publicação da defesa confundirem IFV e APC. Se fosse a CNN ou SIC ou um jornal qualquer talvez...
A versão IFV tem mais em comum com a APC (ambas transportam pessoal), do que a APC teria em comum com as restantes versões (que não servem para transportar pessoal) que executam tarefas específicas.
Continua a ser mais provável que os termos APC/IFV tenham sido usados por lapso (exemplo trocar o termo AFV por APC/IFV), ou do próprio jornalista, ou para denotar que são intercambiáveis no contexto do EP, em que a versão IFV vai cumprir as 2 funções, ou que seriam literalmente comprados APC e IFV.
Saltar para "APC = todas as outras versões" é o menos provável.
Pois pode ser uma ou outra a intenção do general e jornalista. Ambos fazerem o mesmo erro/ lapso é o menos provável acho eu.. O tempo dirá quem tem razão.
O segundo artigo parece ampliar o erro, ou confirma a minha tese. Comprarmos APC e IFV ao mesmo tempo não faz muito sentido. Os Pel.At. Mec terão 1 APC e 3 IFV? ou 2 IFV e 2 APC? Acho muito improvável. Talvez a viatura do comando do Pel. At. Mec seja um APC e as 3 restantes IFV? Só mesmo para poupar uns tostões? Parece cosia plausível cá no burgo.

Ter um BIMec equipado exclusivamente com 90 Boxer na versão RCT30 também é improvável, e coisa inédita na NATO. Mas o preço unitário a ser igual `a compra alemã e holandesa confirmaria a tua tese, mas estes países estão a comprar a versão mais cara do RCT30, Schakal, €4,5MM por 222 boxer são €20M por viatura, um pouco mais caro.
https://www.rheinmetall.com/en/media/news-watch/news/2025/10/2025-10-20-infantry-fighting-vehicle-222-jackals-schakal-for-germany-and-the-netherlandsSe vierem 14 na versão Schakal para o ERec seria ideal.
Teremos que aguardar, é só. Eu prefiro que todos os Boxer para as Sec. At. Mec. sejam RCT30, claro.
Sendo mesmo 90 Boxer RCT30, só pode ser para equipar 2 BIMec, 2 com 45 Boxer cada, completando-se as versões de apoio mais tarde e usando Pandur até lá.
1- 90 Boxer em várias versões (RCT30, posto comando, morteiro, recuperação, etc) que irão equipar um BI (-) do proposto Agrupamento Mec. da brigada média.
Como se refere que os Boxer são parar substituir os M-113 pensamos logo no BIMec Pesado da Brigada Mecanizada, mas esta vai desaparecer. Passa a existir apenas um Agrupamento Mecanizado em seu lugar, este parte da brigada média. Mas, podemos estar a olhar no lugar errado... siga:
A dúvida nesta hipótese, é perceber se estes iriam substituir apenas os M-113, ou também as restantes variantes cujos nomes são diferentes (M577, M901, M106, etc).
De notar que um BIMec com uns 40-50 M-113, transporta praticamente tantos soldados como ~90 Boxer RCT30. A organização deste BIMec com Boxer nunca seria igual ao que era com M-113, a não ser que prefiram reduzir na Infantaria (em número) para acomodar viaturas com mais poder de fogo.
2- 90 Boxer, todos na versão RCT30 para equipar os 2 BIMec da atual Brigada Intervenção, afinal foi o comandante desta a fazer a declaração que vamos comprar 90 Boxer!
45 por cada BI (14 por CAtMec e 3 no comando do BIMec). Neste caso vamos supor que serão todas RCT30 ou talvez 80 RCT30, 4 Posto Comando e 6 Ambulância.
Até agora tudo apontava para 1 BIMec, não 2.
Tendo em conta a capacidade de transporte dos RCT30, precisas de 90 RCT30 num BIMec para transportar o mesmo pessoal que um BIMec Pandur transporta (no papel).
Sem dúvida que as sec. de atiradores terão outra organização e o QO dos BIMec Boxer será diferente. Basta vermos a organização alemã, lituana ou holandesa para comparar. A secção Boxer nas versões de combate (APC, IFV, JFST,etc) tem 3 de tripulação (condutor, apontador e comandante), mas o pessoal que desembarca será talvez apenas 7 ou 8 elementos?
As M-113 levam tripulação de 2 e geralmente 11 "dismounts"- a Esquadra de atiradores que transporta.
Os únicos Pandur que tens em grande número são os APC. O resto mal dão para apoiar 2 BIMec da BrigInt, quanto mais para distribuir por 2 brigadas.
O mais provável é manterem 2 BIMec Pandur + 1 BIMec Boxer na Brigada Média, e quanto muito "oferecerem" alguns Pandur APC para a Brigada Ligeira.
Os ST5 pura e simplesmente não se adequam a acompanhar/apoiar blindados 8x8 ou de lagartas. E para o fazer, era preciso ir comprar ST5 a pontapé, em todas aquelas versões, não só para a Brigada Ligeira como para a Média. Isto apenas ia assegurar que nunca irias comprar as versões 8x8 em falta.
Por exemplo, se comprasses ST5 Porta-morteiro para as duas brigadas, a quantidade necessária era muito maior (mínimo 24 creio). Com 24 ou mais, depois não havia apetite para comprar os PM montados em Boxer.
Aplicar o mesmo raciocínio para outras versões, nomeadamente ambulância, VSHORAD, etc.
Ao ter variantes de M-113 em operação na Brigada, mantém-se a porta aberta para a sua substituição (neste caso por mais Boxer).
Depois tens ainda a falta de uma viatura lança-pontes moderna. Provavelmente vais ter que usar as actuais da BrigMec (se alguma funcionar) em chassis de M-60, até arranjarem substituto.
Misturar viaturas de vários tipos é comum, mas acho que para certificação NATO todas a viaturas devem ter o mesmo nível de proteção, mobilidade, poder de fogo, etc. Ao menos as viaturas de combate. De qualquer forma, se os M-113 estão obsoletos, as versões de posto de comando, ambulância, porta-morteiro, etc. também são. Não faz muito sentido manter estas a operar com os Boxer, a não ser que seja durante muito curto tempo durante o período de substituição destas. Gastar 1,35 MM para substituir M-113 e continuar as variantes de apoio com a mesma idade, e vulnerabilidades conhecidas, não faz sentido nenhum! Daí eu insistir em pensar que os 90 Boxer inclui as variantes de apoio e a referência a APCs é um lapso ou melhor talvez, uma generalização simplista para referirem estas versões de apoio sem a torre RCT30.
Acho que na LPM atual já existe verba para comprar 2 VBLPontes e 2 VB recuperação para substituir os M-88 e as M-60AVLB.
Factos não há ainda, tirando a versão RCT30. Dados é que já há, e entre eles a menção a 1 Batalhão Boxer e não 2.
A parte a negrito destaquei, para dizer que isso já podes fazer com 90 Boxer RCT30. Por exemplo:
-46 RCT30 para BIMec
-28 AgrMec Leo
-14 ERec
-2 variantes de treino de condutor
Facilmente se explica a compra de 90 RCT30.
Um modelo de lagartas neste momento parece não estar em equação. O plano do Exército para 2045 não mencionava nada disso.
Quanto muito, poderia suceder-se na Brigada Média ainda uma outra reestruturação, em que os 2 BIMec Pandur + 1 BIMec Boxer, passavam a 2 BIMec Boxer + 1 BIMec Boxer de lagartas.
Mas isto é só teoria, com menor probabilidade de ser executada.
Ainda por cima quando esta Brigada Média vai precisar de investimento sério para adquirir mais Boxer para substituir os Pandur, e todas as variantes necessárias para apoiar os 3 hipotéticos BIMecs.
Requisitos de capacidades não apontam os números máximos de veículos que um Batalhão de Infantaria Mecanizada pode ter.
As doutrinas evoluem, com a evolução do equipamento e dos TOs, logo nunca terás uma base fixa.
Esta, para mim, é a questão mais crucial. Os Boxer equiparão inicialmente o BIMec Pesado ou os dois BIMec rodas da BrigInt? Ou outra coisa?
Eu lancei a pergunta a quem deve saber, mas poderei não receber resposta, ou uma resposta ambígua..

Não sabemos o número mínimo de viaturas blindadas de um BIMec rodas medium NATO... mas podemos concluir pela observação e informações disponíveis de vários exércitos NATO, especialmente os que utilizam Boxer. O número de Boxer por companhia de atiradores é entre 12 e 16 Boxer, e 14 em geral. 4 Por Pel. Atiradores e entre 0 a 4 no comando da companhia, com 2 o mais comum no comando.
Factos existem:
1- Vamos comprar 90 Boxer em mais do que uma versão: APC e IFV. Se isto significa mesmo as versões APC e IFV, ou IFV e outras versões de apoio, "that remains to be seen"

;
2- O anúncio foi feito pelo comandante da Brigada de Intervenção, e não pelo comandante da Brigada Mecanizada. Se isto tem algum significado especial ou não, deixo ao vosso critério;
3- O custo unitário
médio das Boxer será €15M;
4- As Boxer são para substituir os M-113 (e variantes?) e eventualmente as Pandur II;
5- Vão ser produzidas/ montadas em Portugal;
6- 90 Boxer é apenas a encomenda inicial. Mais serão encomendadas mais tarde. Esperemos sentados e tranquilos.
Inch Allah! 

7- A compra Boxer tem que obedecer `as regras SAFE, a organização da brigada média NATO tem que obedecer aos requisitos e
prazos da NATO- 2032. Nada de meias medidas e
shortcuts e trafulhices orçamentais e cativações do costume.
