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Portugal / Re: Presença militar nos Arquipélagos
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 02:19:43 am »

Um pouco de contexto histórico ajuda a perceber onde estamos e o que é (ou não) realista no futuro.

Antes de 1993 (Guerra Fria)
Açores

Exército

QG ZMA

2 Regimentos de Infantaria (Angra e Ponta Delgada), cada um com um BI “quase completo”

Grupo de Artilharia de Guarnição (AA + costa): Bofors 40 mm, quad 12,7 mm, peças de 150 mm

Destacamentos em Santa Maria e Faial capazes de gerar BI e ou baterias AA em mobilização

Reforços planeados: 1 BI do RI Porto + 1 Companhia de Comandos

Força Aérea

BA4 / Lajes

Esq. 303: 10–12 Fiat G-91

Esq. 752: 4 SA-330 Puma

Esq. 503: 5 C-212 Aviocar

Marinha

1 corveta destacada

➡️ Defesa territorial relativamente pesada, com artilharia, AA e maior autonomia.

Madeira

Exército

QG ZMM

RI Funchal com 1 BI incompleto

Grupo de Artilharia de Guarnição (AA + costa)

Destacamento em Porto Santo capaz de gerar BI e bateria AA

Reforços planeados: 1 BI do RI Queluz + 2 Companhias de Comandos

Força Aérea

Sem meios permanentes

Apenas destacamentos (C-212, Alouette III, raramente P-3)

Marinha

1 navio patrulha (classe Cacine)

Premissas estruturantes (ontem e hoje)

Portugal não tem massa crítica para defesa insular simétrica
→ Defesa dissuasora, negativa e retardadora.

Os arquipélagos não se defendem sozinhos
→ Aguentam até chegarem reforços nacionais ou aliados.

O principal “multiplicador” é político-estratégico
→ NATO, UE, acordos bilaterais (sobretudo Açores).

Realidade atual
Açores

Exército: 2 Regimentos de Guarnição, 2 BI ligeiros (-), 1 pelotão AA

FAP: BA4 com meios rotativos (C-295, EH-101), caças só em destacamento

Marinha: NPOs de forma intermitente

➡️ Força ligeira, territorial, sem artilharia pesada nem blindados.

Madeira

Exército: 1 Regimento, 1 BI (-), pelotão AA

FAP: sem base aérea militar permanente

Marinha: capitania + escalas ocasionais de NPO

➡️ Defesa essencialmente política, não militar.

Fragilidades atuais

Quase inexistência de presença rotativa

Exercícios pouco frequentes e pouco integrados

Forte dependência de crises ou exercícios NATO

Meios limitados e envelhecidos

O que faz sentido melhorar (realista)

Presença rotativa nos Açores (companhia reforçada, 1–2x /ano)

NPO  permanente nos Açores

Destacamentos regulares de caças
Melhor C2, ISR, drones, SHORAD/C-UAS, ST5, morteiros modernos

Exercício conjunto anual pequeno mas sério nos Açores

Ideia-chave

Portugal não precisa de transformar os arquipélagos em fortalezas.
Precisa de garantir que ninguém os toma sem custos políticos, militares e diplomáticos elevados.

Presença, rotina, previsibilidade e aliados — mais do que números ou sistemas complexos.
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Força Aérea Portuguesa / Re: O Super Tucano em Portugal
« Última mensagem por Bubas em Hoje às 12:35:22 am »
Olhem só o que os ignorantes da Austria mandaram para a operação Dadalus na Suiça como protecção ao Fórum Económico Mundial... Pilatus PC-7 da Força Aérea Áustria, armados com 2 "pods" HMP-250 metralhadora pesada FN M3P cal. 12,7x99mm (250 munições).
Onde já se viu aviões a hélice armados a fazer alguma coisa util que não treino, básico claro.
Mais valia enviar drones ou jatos, ou... coisa e tal...
https://x.com/ee_espadaescudo/status/2014006619374293117?s=61

E foram enviados jactos, sim senhor. E helicópteros também, é só ler o que foi publicado no X....

Se a ideia era insinuar que o Pilatus fez tudo sózinho e, ergo, o ST também o faria, pois não resultou....

Não a ideia não era dizer que o PC-7 fez tudo sozinho. Gostava que tivesse sido isso não era?
A ideia é que um avião a hélice tem utilidade, integrado numa força.
T E M   U T I L I D A D E. Essa é a ideia.
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Indústrias de Defesa / Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Última mensagem por MMaria em Hoje às 12:23:06 am »
Albatroz com turbojet.


Sds
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Forças Aéreas/Sistemas de Armas / Re: Fotos de aeronaves antigas — vintage aircraft
« Última mensagem por Lusitano89 em Janeiro 21, 2026, 10:47:15 pm »
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Portugal / Re: Presença militar nos Arquipélagos
« Última mensagem por LM em Janeiro 21, 2026, 10:10:31 pm »
Antes de termos lá caças temos de ter estruturas para os receber e manter; depois planos, treinados, para projectar forças (caças, infantaria, baterias SAM, etc).

Em permanência temos de ter P-3C CUP+ Block II, com capacidade de armamento - e depressa. E condições decentes para os NPO (que têm de estar "ligados" em permanência porque o Porto da Praia da Vitória não tem abastecimento de eletricidade), para fragatas, para poder receber sistema de carregamento de AIP, etc.   
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Portugal / Re: Presença militar nos Arquipélagos
« Última mensagem por Ghidra em Janeiro 21, 2026, 09:48:09 pm »
É preciso analizar o problema em 2 sentidos do meu ponto de vista ameaças e geografia.
Ao nível de ameaças que são por mar e ar capacidade anti navio e anti aéreo é o principal. E a outra area é geográfica que apesar serem 11 ilhas habitadas algumas delas estão próximas criando grupos. A Madeira um grupo ( Madeira, Porto Santo) e depois a situação mais complicada que são os Açores porque são 3 grupos ai secalhar é preciso fazer escolhas...

Já em relação aos caças apenas vejo necessidade de os ter em permanência nos Açores dada a proximidade da Madeira das Canárias ( eu sei que existe o conflito das selvagens mas dado o momento do mundo esse assunto é menor das preocupações dos dois países).
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Conflitos do Presente / Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 21, 2026, 08:28:11 pm »
"Não usarei a força, não quero usar a força."

Where have I heard that before?   :conf:

Citar
As Russia amassed troops on the Ukrainian border, Russian President Vladimir Putin, his spokesman, Dmitry Peskov, and other Russian officials repeatedly denied that their country had plans to invade Ukraine. They blamed the U.S., Ukraine and others for the tension, insisting that Russia is a “peaceful country” and that it is “not going to attack anyone.”
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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por Red Baron em Janeiro 21, 2026, 07:12:02 pm »
Parece que a Holanda vai apostar forte nos FFG. Daqui a uns 10 anos pode ser uma boa compra de oportunidade para . c56x1
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Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por Red Baron em Janeiro 21, 2026, 06:56:23 pm »
O "gap" F-35 vs Eurofighter diminui com as tranches 4 e 5 (ie Captor‑E AESA / DASS / mais fusão de sensores) ou é tão pouco que não deve ser considerado?

Depende, o novo radar e o sistema de guerra eletrónica novos nunca foram testados.

O grande inimigo do F-35 é a lei de Moore, com o aumento exponencial da capacidade de processamento e agora com AI os aviões tripulados têm os dias contados.
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