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Portugal / Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Última mensagem por Lightning em Hoje às 01:40:23 am »
Dc algumas pessoas querem que sejamos sempre os pobres coitadinhos, assim dá sempre para esticar a mão a ver se caiem umas moedas da UE.

Por alguma razão já quase todos os países da Europa de Leste ultrapassaram Portugal.
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/portugal-deixou-se-apanhar-pelos-paises-do-leste-europeu

Mas esta tudo bem, é assim que gostamos de estar, que é para terem pena de nós.
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Portugal / Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Última mensagem por dc em Hoje às 12:52:53 am »
Eu não creio que a visão do povo das forças armadas vá mudar muito, a não ser que surja um conflito qualquer que nos envolva directamente. A situação da Venezuela ainda podia ajudar um pouco a favor disto, caso fosse preciso usar os militares para ajudar na evacuação de portugueses deste país, ou até numa resposta bélica a um ataque.

Um problema que se observa de forma generalizada, é que a maioria da população acredita que nunca teremos inimigos, logo a utilidade das FA é nula. Temos a sorte de não ter sido alvo de um ataque terrorista, felizmente, em França é muito diferente, havendo por exemplo nos aeroportos militares armados com Famas. Por cá existe uma falsa sensação de segurança e se calhar até uma certa ingenuidade nas intenções de terceiros.

Outro problema que vejo, e acaba por ser uma contradição, ainda me lembro aquando da aparição de navios russos nas nossas águas, a reacção às notícias era sempre na ordem do às forças armadas serem inúteis porque se a Rússia nos quisesse atacar, não poderíamos fazer nada. Isto contradiz um pouco quando o mesmo tipo de pessoa diz que não vale a pena investir nas FA e depois tecem comentários a criticar as capacidades destas entidades.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Última mensagem por dc em Hoje às 12:30:03 am »
Tens alguma ideia da diferença de horas de voo das células BM, face às monolugar? É que, mediante a substituição dos F-16 por, por exemplo, F-16V, estes BM podiam tomar o lugar dos Alpha Jet, caso este continue sem substituto à vista.

O facto dos caças de quinta geração serem até ao momento maioritariamente monolugar, dá mais força à necessidade de uma aeronave de treino avançado à jacto. Mas até já tinha falado disto mesmo com a vinda do F-35, passar alguns bilugar do F-16 para a 103. É um pouco mais caro de operar que um avião dedicado de raiz a instrução, mas poupa-se temporariamente um investimento milionário em jactos de treino.
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Área Livre-Outras Temáticas de Defesa / Re: O SOBREVIVENCIALISMO
« Última mensagem por HSMW em Hoje às 12:20:28 am »

Já o Cabeça de Martelo nos avisava...


Num povinho estupidificado por décadas de futebol, casas dos degredos, e programas de danças e inúteis a cantar.

Passo nos canais estrangeiros e vejo pessoal a treinar no Ninja Warrior, outros a ser empreendedores no Shark Tank, campeonatos de Strogman...

Nos canais portugueses vejo um programa com o Castelo Branco a cantar, telenovelas sempre com os mesmos esquemas de matar o pai ou a mãe, e jogos de perguntas que demora meia hora para responder a cada uma...
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Força Aérea Portuguesa / Re: KC-390 na FAP
« Última mensagem por dc em Hoje às 12:19:02 am »
Ainda assim as valências de um MRTT são bastante úteis para nós. Desde o auxílio à protecção da ZEE enquanto aeronave de reabastecimento, quando envias caças para o Báltico já não precisas de enviar um C-130 com a tralha toda que não cabe nos F-16, como o pessoal e equipamento de manutenção das aeronaves, permite transportar cidadãos nacionais de países como a Venezuela, Guiné Bissau, etc, e diria que os dois arquipélagos por si só já estão a uma distância suficiente do continente para justificar estas aeronaves. Para não falar das capacidades ELINT, COMINT e SIGINT.
Mas o que gosto mais é permitir que os nossos F-16 operem sem problemas em qualquer parte da nossa ZEE em que sejam necessários.

Mas concordo que nunca haverá dinheiro ou mais concretamente interesse em investimentos destes.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Última mensagem por Charlie Jaguar em Hoje às 12:06:16 am »
O que quis dizer é que muitas vezes se fala nos bilugares de certas aeronaves como se fossem inúteis além da formação, o que não é de todo real. Para um país com poucas aeronaves de combate, todas as disponíveis contam.

A FAP em relação aos F-16BM infelizmente pensa um pouco assim; os 3 bilugares são neste momento as aeronaves com menos horas de voo nas células de toda a frota precisamente porque há muito que só estão alocadas à conversão operacional. Contam-se pelos dedos das mãos as vezes em que estiveram de alerta, por exemplo, mesmo quando só haviam PA I.

Como bem disseste é uma questão doutrinária, uma corrente de pensamento que afirma que o caça bilugar, a não ser que seja especializado, é somente para treino, adaptação e conversão operacional e pouco mais. Em caso de emergência pode entrar em combate, mas até nesse caso com um só piloto como se de um monolugar se tratasse, e isso até é mais gritante na 5ª geração onde todas as aeronaves até agora conhecidas dificilmente alguma vez terão uma versão com dois lugares, talvez mesmo só o J-20.

Depois tens casos de sucesso como os F/A-18D nas mãos dos Marines que passaram de simples versões de treino dos Charlie para um avião de combate polivalente, com capacidade para operar em todo o tempo, dia ou noite, com armamento de precisão.
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Portugal / Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Última mensagem por Lightning em Abril 03, 2020, 11:40:52 pm »
O que mais descredibiliza actualmente os militares, é as manifs e outras, que só pedem/pensam em "direitos", não os vejo a pedirem a modernização dos equipamentos e o cumprimento das LPM.

Mas todas as classes profissionais fizeram manifestações e greves, até as forças de segurança subiram a escadaria da Assembleia da República, os militares estão proibidos de fazer greve, acho que fizeram um "passeio", já não sei bem, e alguns militares foram punidos por isso.

Os generais chefes de estado-maior, é que tem a responsabilidade de pedir o que quer que seja ao governo, todos abaixo não têm direito a opinião, apenas direito a executar as suas funções, faz parte da disciplina militar, e nesse ponto mesmo sendo um bocado auto-flagelante, as FA gabam-se de, mesmo com esforço extra do pessoal e com material desgastado, nenhuma missão ficar por fazer.

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Agora o episódio de VR não acho que descredibilize as FA, pois há muitos portugueses que nesta crise "pediram" as FA a vigiarem as fronteiras terrestes.

E como é óbvio não iriam fazer essa vigilância desarmados, pois os comentários iriam ser " mas que tropa é esta que nem armas tem" ?

Ai tenho que voltar às más características dos portugueses, a preguiça e o dizer mal lolol, preguiça de entender o uso de militares nestas missões, como já falamos acima, e dizer mal pois às vezes dizem que são os militares que não querem fazer nada, como se isso dependesse apenas da vontade deles.

Ao menos não podem acusar os militares de serem os culpados de fronteiras fechadas terem as vedações mandadas abaixo ou o cerco sanitário a Ovar ter espaços pelos montes por onde há pessoal a passar, se calhar eram boas situações onde as forças de segurança podiam ser reforçadas com os militares, mas não vão ser os militares a decidir isso.
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Portugal / Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Última mensagem por Lightning em Abril 03, 2020, 11:24:48 pm »
Isso também é válido para a forma como nos relacionamos com as nossas forças armadas, com desconfiança, e não é uma irracionalidade, a história explica-o, e não desaparecerá de um dia para o outro, está cá para durar, porque também já é cultural. Somos portugueses.

Desculpa lá mudar o assunto do tema, mas vou ter que desabafar, isso que disseste, que é verdade, essa desconfiada quase inconsciente, muitos nem sabem bem a razão, é porque é, é das piores características de alguns portugueses, juntamente com a inveja, mesquinhez, aldrabice, sabujice, dar o jeito, é mesmo do português pequenino, atrasado, provinciano. Na maioria da Europa não se vê isso, já sei não são portugueses, acho que outra razão foi termos escapado à 2a guerra mundial, ai muitos países foram resgatados pelas forças armadas aliadas, nesses povos o que ficou na genética já não foi desconfiança, foi confiança e agradecimento.

Cá deve ser algum medo que ficou dos golpes de estado do tempo da 1a República, muita gente nem deve ter consciência que a mentalidade dos militares mudou muito com a entrada para a NATO e influência americana, desde ai o único golpe foi para a democracia, surgiram pessoas como Humberto Delgado, Salgueiro Maia, Ramalho Eanes e não vieram da polícia nem da GNR, vieram das Forças Armadas.

Curioso como a GNR que defendeu a ditadura, não tem essa imagem.

Espero que a interacção dos portugueses com outros povos europeus seja um bom factor para irmos corrigindo estes defeitos do nosso povo, e já melhoramos muito, eu quando vejo noticias da América latina, imagino bem Portugal ali, a nossa sorte é estarmos na Europa, se fossemos um canto da América latina éramos iguais ou piores aqueles países.

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E aqueles militares que andam pelos sites das associações profissionais a dizer disparates, como a defenderem revoluções, golpes de estado, tomada do poder pelos generais... só contribuem para dar "munições" aos que andam pelas caixas de comentários dos jornais a destilar ódio contra as FA.

Pois também temos desses, mas também já vi civis com essa conversa, só lhes digo assim, "os militares não têm que fazer o seu trabalho, se não gosta do governo vá às eleições e vote noutro."

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Vou jantar.

Bom jantar, vou beber um digestivo e pensar em coisas positivas que já desabafei a azia lol, tudo a correr bem e cada um faça a sua parte para o país ultrapassar este desafio, seja a trabalhar, seja ficando em casa.
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Portugal / Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Última mensagem por typhonman em Abril 03, 2020, 11:18:53 pm »
Convém começar por lembrar que Portugal é Portugal. Qualquer economista do 1º ano sabe como é que - a titulo de exemplo - o devastado Japão ou Singapura se tornaram nas potencias que são depois de arrasados na 2ª Guerra. Mas qualquer sociólogo amador lhe explica porque é que nunca cá conseguiríamos replicar essa experiência e esse sucesso. É que no Japão vivem japoneses, em Singapura vivem os Sigaporeans, e em Portugal vivem portugueses. Pode parecer-lhe uma anedota mas qualquer aprendiz de historiador lhe explica que essas coisas contam, imensamente.

Isso também é válido para a forma como nos relacionamos com as nossas forças armadas, com desconfiança, e não é uma irracionalidade, a história explica-o, e não desaparecerá de um dia para o outro, está cá para durar, porque também já é cultural. Somos portugueses.

Uma coisa pode tomar por garantida: episódios como esse de Vila Real não vêm ajudar mesmo nada. E aqueles militares que andam pelos sites das associações profissionais a dizer disparates, como a defenderem revoluções, golpes de estado, tomada do poder pelos generais... só contribuem para dar "munições" aos que andam pelas caixas de comentários dos jornais a destilar ódio contra as FA.

Vou jantar.







O que mais descredibiliza actualmente os militares, é as manifs e outras, que só pedem/pensam em "direitos", não os vejo a pedirem a modernização dos equipamentos e o cumprimento das LPM.

Agora o episódio de VR não acho que descredibilize as FA, pois há muitos portugueses que nesta crise "pediram" as FA a vigiarem as fronteiras terrestes.

E como é óbvio não iriam fazer essa vigilância desarmados, pois os comentários iriam ser " mas que tropa é esta que nem armas tem" ?

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Área Livre-Outras Temáticas de Defesa / Re: Coronavirus
« Última mensagem por legionario em Abril 03, 2020, 11:05:45 pm »
Um senhor de 79 anos com COVID-19, que fala e é perfeitamente lúcido, ainda não sabe disso, mas ele vai morrer. Foi tomada uma decisão para interromper os seus cuidados intensivos e não intubá-lo. Assim se  morre em 2020 na França: "o melhor sistema de saúde do mundo" .  Transmitido em directo no programa Soirée 2 L'info

De acordo com vários estudos, realizados em 2013 pelo INAMI,  no Centro Federal de Especialização em Saúde (KCE), na Fundação King Baudouin (relatório secreto),   40% dos belgas (mais flamengos que valões) ) considera seriamente manter o equilíbrio da Segurança Social "ao deixar de administrar tratamentos caros que prolongam a vida dos mais de 85 anos".

Podemos adivinhar o que acontece a seguir: teremos rapidamente um sistema de Saude com dois níveis, entre pacientes que têm que se contentar com a Segurança Social ( e que morrerão por falta de tratamentos) e aqueles que podem pagar medicamentos ou operações não reembolsadas.
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