Mensagens recentes

Páginas: [1] 2 3 4 5 6 ... 10
1
Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 04:43:00 pm »
A NATO não publica uma tabela fixa pública que diga: “Um batalhão de infantaria mecanizada médio deve ter x IFV ou y APC.”
Mas, e esta é a parte que importa aqui, a NATO impõe requisitos de capacidade que obrigam todos os batalhões médios a convergir para a mesma estrutura.

Portanto, embora a NATO não divulgue um número, as regras de capacidade tornam os números quase idênticos em todos os exércitos da NATO.

A NATO NÃO especifica a quantidade exata de veículos. Não existe nenhum documento público da NATO que diga: “Um batalhão médio deve ter 42 VCI” ou “Um batalhão médio deve ter 3 companhias × 14 veículos”.

Os documentos de planeamento classificados da NATO (MCR, Minimum Capability Requirements- Metas de Capacidade) definem as capacidades, e não a estrutura organizacional.

MAS os requisitos de capacidade da NATO impõem uma estrutura padrão. A NATO exige que um batalhão mecanizado médio tenha:

Mínimo de 3 companhias de manobra

Cada companhia capaz de ação mecanizada independente
Cada pelotão capaz de disparar e manobrar
Capacidade antitanque orgânica
Fogo indireto orgânico (morteiros)
Comando e Controlo totalmente digital
Mobilidade protegida para todos os soldados apeados

Estes requisitos ditam implicitamente o número de veículos. O resultado: todos os batalhões médios da NATO convergem para os mesmos números
Na Alemanha, Holanda, Lituânia, Itália, Reino Unido (futuro) e Noruega, a estrutura é quase idêntica.

Contagem padrão de veículos para um batalhão médio da NATO
36–42 IFV/APC nas companhias de manobra
3 companhias × 12–14 veículos cada

 + 6–12 veículos de apoio: Porta-morteiros, veículos posto de comando, ambulâncias, recuperação, logística

Total: 42–54 veículos da classe Boxer por batalhão
Isto não está escrito num manual da NATO, mas é o padrão de facto da NATO porque é a única forma de satisfazer os requisitos de capacidade.

Porque é que o número é sempre de 12 a 14 por companhia?
Porque a doutrina mecanizada da NATO assenta em:

3 pelotões por companhia
4 veículos por pelotão

1 a 2 viaturas no comando da companhia

Isto resulta em:

3 × 4 = 12
ou
12 + 2 comando = 14
Isto é válido para: Alemanha (VCI Boxer), Países Baixos (Veículo Blindado de Transporte de Pessoal Boxer), Lituânia (VCI Boxer), Itália (Freccia), França (VBCI), Reino Unido (futuro Boxer MIV), Noruega (CV90), Dinamarca (Piranha V)

É universal na NATO. Nenhum batalhão de infantaria da NATO equipado com o Boxer possui algo próximo de 90 veículos Boxer. Em todos os exércitos que utilizam o Boxer o número de veículos por batalhão varia entre 40 e 55, nunca 90.  90 veículos corresponde à frota inteira de Boxers de uma brigada, e não de um único batalhão.

O que isto significa para Portugal: os batalhões Boxer de Portugal seguirão a mesma estrutura:

36–42 VCI/VPC Boxer por batalhão, mais 6–12 Boxers de apoio
Total: 42–54 Boxers por batalhão

Dizer que uma M-113 transporta mais que uma Boxer and daí precisamos 90 Boxer para substituir 50 M-113 não faz sentido. Se assim fosse todos os exércitos que substituíram M-113 também teriam 90 boxer nos seus BI. Não é o caso.

Com 90 Boxers, Portugal pode formar dois batalhões médios completos, de acordo com o padrão da NATO, Mais as variantes de apoio para a brigada.
Será o que a FT-2045 prevê?

Se for mesmo para equipar um BIMec (-) do Agrup. mecanizado + ERec e VB de apoio (recuperação, especialmente teriam que ser Boxer também, ou no na mesma categoria de peso e capacidades). Já ambulâncias e Posto de comando, engenharia, etc.. (podem bem ser Pandur ou outra). Seriam necessários apenas 45 -50 Boxer, portanto 90 não faz sentido nesta tese.

Vejamos:
BIMec (-). 2 CAt x 14 + apoio,  4 morteiros, 2 posto comando, 2 recup. 2 amb. etc..  = 38 a 40 Boxer. Mesmo que fosse um BI compleet a 3 CAt, acrescenta apenas 14 Boxer.
ERec. 17-19 máximo de  Boxer - 3 Pel Rec com 4 Boxer cada (RCT30 or Schakal), 1 posto comando, 1 recup. 1 amb. e talvez 2-4 morteiro

Onde ficam as restantes 30 Boxer?  :conf:

Se os extra são para equipar as unidades de Engenharia, AA, transmissões, etc. da brigada, serão todos IFV RCT30 como sugeriste?

Sendo o caso de os Boxer serem para os 2 BIMec, em que fica o tal Agrup. Mecanizado? 1 ECC leopard, 1 ERec, 1 ou 2 CAt.Mec , com M-113 na mesma? Até virem mais Boxer ou Bradley a preço de amigos, ou Marder usados doados? CV90 or outra IFV lagartas nova? Vou supor que serão mais Boxer e abandonamos os IFV lagarta de vez.
2
Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por dc em Hoje às 04:41:35 pm »
Nem de propósito...

EUA pressionam Canadá e ameaçam rever acordo do NORAD caso compra do F-35 seja reduzida - Poder Aéreo https://share.google/0dKP43u2fUDoHpOFG

Essa ameaça tem 1 par de dias, se tanto. A Força Aérea do Canadá anda há meses reticente em decidir abdicar do F-35, por razões operacionais.

Não custa muito perceber que quem só quer operar um modelo de caça, não quer um 4.5G.

Citar
Mas estamos a desviar-nos do tópico porque,  graças a Deus,  o G6 não será americano.

Venha ele depressa, não vá o pateta laranja deixar descendência...

Se queres um 6G, por mim tudo bem.

Mas para teres um 6G, não podes estourar 5000M ou mais num 4.5G novo.

Nenhum Governo vai pagar esse dinheiro por caças na década de 30, para depois na década de 40 os substituir por 6G no valor de 6000M ou mais, fora os custos de entrar/participar no programa.

Mesmo com um SAFE 2.0 ou 3.0, vais estar a pagar os empréstimos todos nessa altura, o que inviabiliza a compra de 6G e de vários outros programas pensados para essa altura.

Eurocanards em segunda-mão também não te ficam assim tão baratos, com estimativas a rondar os 2500-3000M, que pode ser ligeiramente abaixo ou acima dependendo das variantes, quantidade, necessidade de modernização ou não, etc.
E em segunda-mão não são elegíveis para o SAFE que eu saiba.

Se queres 6G, manter os F-16 ou eventualmente arranjar F-16 mais recentes que aguentem até 2040, é de longe a opção que te permite sonhar com a existência de verba para os 6G.
3
Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por Ghidra em Hoje às 04:39:26 pm »
O CEMFA disse na entrevista que espera uma decisão do governo até ao fim do ano, eu interpreto isso como uma espera para as eleições americanas, se os resultados  não forem uma derrota histórica do movimento MAGA acho podem ir por outro caminho...
4
Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por LM em Hoje às 04:38:19 pm »
Vou repetir-me... não comparem a posição de quem já tinha contratos assinados (ou concursos e negociações já decididas) com quem (nós!) estava a começar o processo; e não comparem um avião ter motores, parafusos, alguns sensores de empresas americanas com a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante (e ser 5G, com o desconhecimento da "dependência" que isso acarreta).
5
Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por dc em Hoje às 04:29:25 pm »
Citar
O que tu chamas de "anti-americanismo" é,  na realidade,  pragmatismo,  cautela, experiência... de quem anda por cá há tempo suficiente para perceber que para eles não há amigos, aliados, regras... tudo se resume aos seus interesses diretos e nada mais.
Hipocrisia,  incoerência, mentira, desrespeito pelas entidades e países... já os vi fazer de tudo um pouco.  Não me contaram, vi. Assim como os vi "trairem" grandes amigos (e clientes) quando lhes deu jeito.

Não, tu és ideologicamente anti-americano.

Mas não se poderia esperar outra coisa de uma pessoa que era contra o apoio militar à Ucrânia contra a Rússia, achando preferível continuar a ser "bons amigos" com os russos.

Citar
Se eu me fio nos russos ou chineses? Nunca, mas pôr-me numa posição de total dependência dos teus amigos como a cúpula (leia-se corja) europeia fez, é totalmente estúpido.  Os resultados estão à vista.

Comprar F-35 não é "total dependência", quando 95% dos programas até agora têm trazido às FA produtos não-americanos.

Mas já sei, que nessa matemática de homem das cavernas, ter 1 programa no meio de vários em que o país opta por um avião americano, representa dependência total dos mesmos.

Como todos sabemos, 1 programa em 10 = 100% dos programas.  ::)

De facto tens razão, os resultados (da tua matemática) estão à vista.

Citar
Mas, diga-se de passagem, se todos pensarem como tu,  desvalorizando o maior ataque das últimas décadas à Europa,  europeus e inclusivamente à tua NATO, que também sabes a minha opinião sobre ela, provavelmente merecemos mesmo fazer o papel de palhaços a que nos estão a submeter,  marionetas nas mãos de todos os que realmente têm poder.

Tu desvalorizaste vezes sem conta o maior ataque feito à Europa das últimas 3 décadas por parte da Rússia, mas queres valorizar os ataques de um lunático, que cada vez que abre a boca perde popularidade no próprio país?

Para ti, total dependência energética da Rússia não tem problema, mas a FAP ter um avião americano é que não!!!!!!

Eu sei qual é a tua opinião da NATO. Nesse aspecto tens algo em comum com o BE e PCP, que era Portugal sair da aliança.

A parte que te esqueces é que Portugal em 10-20 anos Portugal perdia a independência ou perdia algum território.

Citar
Não te preocupes comigo, com o Trump ou com o Putin.  Não somos nós o perigo.

Incluíres-te nesse grupo, com Trump e Putin, tem a sua piada.  :mrgreen:

Uma pessoa já não precisa de ofender, que a malta ofende-se a si própria.

Citar
Para isso estão cá tu e outros que se prestam a qualquer figura em prol de quem nos ofende e ataca.
Manda vir F35's com ou sem interruptor,  paletes. E faz de conta que não se passou nada.

Ou então aguentas os F-16 mais uns anos a ver o que realmente acontece.

It's a simple fucking concept

Citar
Até pões em causa a FAP para defenderes o indefensável. Se calhar são eles os mentirosos, os F16 não têm nada, é só tanga.

Não sei se são mentirosos. Mas sei que na LPM de 2019 não havia problema com os F-16, e na revisão de 2023 também não.

De repente "lembraram-se"? Ou seja, em 2023 estava tudo bem, e a expectativa era caças só em 2035. 2024/25 está tudo a cair de podre.

O que me cheira, é que acharam que com a saída do PS, iam ter mais sorte com a compra de caças.

Mas podemos perguntar antes, o que é que falhou para não se ter identificado em 2023 tais problemas?
Ou será que a FAP foi ofuscada pela compra de ST, do 6⁰ KC e do 2⁰ simulador, tudo por uma verba superior a 400M, e esqueceu-se de alertar para os problemas dos F-16, que na altura, ainda sem Trump, teriam sido facilmente resolvidos com uma compra de oportunidade de mais F-16 para desenrascar e assim manter o plano de novos caças com entregas em 2035?

Como é que explicas que tenham sido cancelados os 3 F-16MLU que vinham render alguns que foram vendidos à Roménia? Como é que explicas que se deu prioridade a negociatas, ao invés de se ir buscar mais uns quantos F-16 para fazer MLU, e render os aviões que estão alegadamente em pior estado?

O timing de tudo isto é estranho.

Depois querem falar de pragmatismo?

Se assumirmos que o estado da frota F-16 é como descrito, onde é que está o pragmatismo ao se dar prioridade a avionetas COIN e a aumentar ainda mais o número de aeronaves de transporte táctico para 10?
Porque é que não se aplicou a mesma lógica que levou à compra dos P-3 alemães? Esqueceram-se que isso era opção?

Realmente pragmatismo é fantasiar com 2 modelos de caças diferentes, com custos de aquisição astronómicos, operacionalidade duvidosa, custos de sustentação das duas frota elevadíssimos, e depois ainda fantasiar que 15 anos depois vamos comprar 6G novos ainda mais caros. Tudo por apenas 11/12 mil milhões de euros.

Já esticar a operação dos F-16 por mais uns anos, nem que fosse necessário comprar mais meia dúzia de MLU para desenrascar, não é pragmatismo. Make it make sense.
6
Marinha Portuguesa / Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Última mensagem por Lampuka em Hoje às 04:22:33 pm »
Comitiva?

Siga o voo AFP23 no AirNav Radar https://www.airnavradar.com/flight/AFP23
7
Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por Lampuka em Hoje às 04:03:43 pm »
Nem de propósito...

EUA pressionam Canadá e ameaçam rever acordo do NORAD caso compra do F-35 seja reduzida - Poder Aéreo https://share.google/0dKP43u2fUDoHpOFG
8
Exército Português / Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 03:55:49 pm »
Algumas opções para complementar/ substituir os ST5:

1. Mercedes-Benz LAPV Enok 6.1 (Alemanha)
Proteção STANAG 2–3
Já utilizado pela Alemanha, Áustria e Suíça
Excelente mobilidade em terrenos acidentados
Modular (RWS, comunicações, guerra eletrónica, kits de reconhecimento)

2. Arquus Sherpa Light (França)
Utilizado pela França, parceiros da NATO e muitos clientes de exportação
Comprovado no Mali, Sahel e Iraque
7–11 toneladas, dependendo da blindagem
STANAG 2–3
Múltiplas variantes (Reconhecimento, APC, Forças Especiais, C2)
Excelente historial de exportação e combate
Cadeia de abastecimento europeia
Mais protegido que o ST5, mas ainda na mesma classe de mobilidade.

3. Otokar Cobra II (Turquia)
Um dos blindados 4x4 mais testados em combate no mundo
Utilizado na Síria, Iraque, África e Balcãs
12–14 toneladas (mais pesado que o ST5, mas ainda assim 4x4)
STANAG 3–4
Excelente mobilidade
Elevada capacidade de sobrevivência

4. Thales Bushmaster (Austrália, produção na UE possível)
Histórico de combate (Iraque, Afeganistão, Mali, Ucrânia)
O melhor 4x4 blindado do mundo
Por que razão se encaixa:
STANAG 4
15 toneladas
Forte capacidade de sobrevivência
Possibilidade de montagem na UE (a Holanda utiliza-o)
Se se pretende um veículo de mobilidade blindado em vez de um 4x4 tático ligeiro, o Bushmaster é a referência. Ideal para complementar os ST5 em ambientes mais "quentes".

5. Sisu GTP 4×4 (Finlândia)
O mais recente, mas muito promissor projeto europeu
Concebido para o Ártico, terrenos acidentados e alta fiabilidade
10–14 toneladas
STANAG 2–3
Modular
Elevada mobilidade e simplicidade
Uma plataforma moderna, robusta e prática.
9
Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por Lampuka em Hoje às 03:55:14 pm »
Citar
Do ponto de vista do Canadá, abdicar de F-35 por um Eurocanard, era o mesmo que abdicar das Type 26 por umas Type 23 com sensores modernos. Tecnologicamente não faz sentido.

E se a leitura for... que não abdicam, ainda, por medo de represálias e pressão política?

Achas mesmo que é com os russos que o Canadá se deve preocupar? Sê sincero,  sabes que não...

O mesmo se passou com o México recentemente ao adquirir um quinta geração de transporte dos anos 50... recauchutado.

Está tudo ameaçado,  encolhido... derivado à posição submissa em que se colocaram.

"SE FIZEREM UM ACORDO, TAFIFAS DE 100%"... reconheces as palavras? Queres falar de liberdade e soberania?

O resto do mundo de 4, mais preocupados em não ser os próximos do que com direitos internacionais.

Mas estamos a desviar-nos do tópico porque,  graças a Deus,  o G6 não será americano.

Venha ele depressa, não vá o pateta laranja deixar descendência...
10
Área Livre-Outras Temáticas de Defesa / Re: Desporto
« Última mensagem por Lusitano89 em Hoje às 03:52:06 pm »
Chama Olímpica dos Jogos Olímpicos de Inverno chega a Cortina


Páginas: [1] 2 3 4 5 6 ... 10