Unir os Pontos

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Re: Unir os Pontos
« Responder #330 em: Janeiro 04, 2013, 11:27:22 am »
acho apropriado para este tópico:

Citar
A classe média e a quinta coluna
Posted on Janeiro 3, 2013

O modelo de sociedade que ainda hoje nos guia é essencialmente uma relíquia do estado pós primeira grande guerra, o voto universal, os serviços também universais, a paz com objectivo… tudo pagamentos feitos ao homem comum por uma aristocracia (terratenente, industrial e cada vez mais financeira) que sentiu o seu poder a falhar pela primeira vez em quase cinco séculos. O sangue que correu em Ypres, no Somme e em Verdum foi demasiado para apagar da memória. Os mortos para além de qualquer justificação. A sanidade mantida apenas a custo de um pulso pessoal forte perante a loucura do mundo. Regressou uma geração quebrada, cheia de fúria justificada contra o embuste de que foram vítimas durante quase cinco anos. Foi o apaziguamento das massas. Pelo menos das que saíram da guerra do lado vencedor. Agora não temos guerra, tirando em sítios distantes que a maioria não saberia apontar num mapa, cujos líderes se desconhecem e com costumes para os quais as pessoas se estão nas tintas. Não temos também um grande inimigo em quem concentrar os nossos terrores e manter as nossas elites na linha. A espada de Dâmocles que foi a União Soviética foi quebrada. Ao fim de um século os princípios geradores da nossa ordem social estão a dar de si. As razões para a nossa organização económica e política a desaparecer e as nossas elites já se encontram em movimento para se reorganizarem de acordo com as novas regras que elas próprias podem voltar a ditar sem interferência. Ao fim de um século o cidadão perdeu de novo a guerra.

O processo começou no dia que o muro de Berlim caiu. A última ameaça credível às elites ocidentais estava morta. As potências comunistas depressa seriam desmembradas e absorvidas no sistema-mundo de forma particularmente vingativa e punitiva (como não se fez com a RFA em 1949 diga-se). A partir deste momento o regresso de alguns elementos à vida Europeia, talvez mundial, seria inevitável. O desemprego estrutural (um nome pseudo técnico que visa tapar a realidade: desemprego permanente) estava destinado a regressar. Ao fim de duas décadas cá está ele. Em larga escala como não era visto desde a ascensão do fascismo, e com mais ou menos os mesmos efeitos. Ao criar uma situação irresolúvel para milhões de pessoas está-se a desintegrá-las da sociedade que fazem parte. A partir desse momento saem de um circuito e entram noutro, que apesar da vulnerabilidade acrescida e miséria tem também menos limites e fornece menos razões para alguém se conformar com imposições exteriores. Ao contrário dos Bourbon, que apesar de nada esquecerem nada aprenderam, as elites europeias aprenderam e sabem, pelo menos em parte, as consequências das suas acções. Não é por acaso que surgem propostas de militarização crescente das forças policiais. Não se trata apenas de recompensar o único corpo paramilitar (com a excepção da polícia política) que permaneceu fiel ao antigo regime de 73. É o reconhecimento que a partir deste momento haverá duas tarefas. Lidar com os cidadãos (que mantêm empregos e são “respeitáveis”) e o que em breve receberá o nome de “escumalha” (desempregados permanentes completamente desintegrados que vivem numa realidade quase paralela). A primeira tarefa requer algum tato e a segunda apenas repressão.

Apesar de terem existido recentemente algumas manifestações de grande dimensão temos causa para perguntar porque é que estamos perante um processo que parece em grande medida silencioso. A resposta é um segredo social sujo. Os portugueses empregues e que se encontram a salvo do pior estão prontos a aceitar esta versão dos acontecimentos e a nova realidade que os acompanha. Daí preferirem ignorar tudo o que se passa à sua volta e prosseguirem o seu estilo consumista e alienador. Não querem lidar com política (coisa que aliás pensavam que estava morta). Não querem lidar com o lado negro da sua realidade, isso só acontece aos novos sub-humanos que, começam a acreditar, são realmente inteiramente responsáveis pela sua sorte. Os “debates” públicos (não merecem esse nome porque as conclusões já foram retiradas antes de uma só palavra ter sido proferida) centram-se em encontrar responsáveis individuais pelos “azares” do país num padrão amplamente reconhecido como a busca por bodes expiatórios para obter paz social – afinal os culpados terão sido punidos. Mas ignorada, porque é demasiado volumosa e útil ao novo sistema que começa a emergir, está a verdadeira quinta coluna. A classe média que resta que pensa que irá sobreviver a tudo e está disposta a vender os seus vizinhos pela promessa de “protecção” e mais alienação.

http://enclavept.wordpress.com/2013/01/ ... nta-coluna
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Luso

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Re: Unir os Pontos
« Responder #331 em: Janeiro 04, 2013, 05:31:10 pm »
Isso é válido para todas as classes, P44.
Em todas há alienados e, com toda a franqueza, duvido do alegado "poder" da classe média.
Também se pode falar da alienção de quem recebe/recebia tudo e mais alguma coisa do Estado e está/estava a borrifar-se para a sua própria sorte e/ou dos outros, como os contribuintes que os sustentam.
Das elites já se disse tudo, porque é graças ao seu devorismo que isto está como está. Falo obviamente das elites com autorização para aparecer.

Eu só culpo as elites. O poder é e sempre será delas.
A cultura é por elas definido.
Os valores também.

Com o devido respeito P44, parece-me que o autor se preocupou mais em aparecer ao inventar mais um culpado que ninguém se lembrou.
E que ninguém consegue nomear.
É mais fácil que clamar por cabeças com culpas bem identificadas. É mais seguro e fino.

Porque é que o autor não questiona antes o porquê danatureza e da existência das elites que temos? *Tá quêdo...*
Isso seria claro e objectivo.

Porque é que os jornais não falam do Sócas?
Do Dias Loureiro?
Do tipo do Siresp?
De uma série deles?

São da classe média?
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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P44

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Re: Unir os Pontos
« Responder #332 em: Janeiro 04, 2013, 07:17:43 pm »
Tens toda a razão no que dizes, Luso :roll:
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Luso

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Re: Unir os Pontos
« Responder #333 em: Janeiro 04, 2013, 10:17:15 pm »
Por exemplo, esta, P44:


Citar
Férias de luxo de Relvas e Dias Loureiro[/size]
 
Tiago Mesquita
 8:00 Quinta feira, 3 de janeiro de 2013

Em circunstâncias normais, as viagens privadas que os políticos ou ex-políticos fazem (para nos darem um bocadinho de descanso) são um problema deles. Num cenário diferente do actual, ser-me-ia completamente indiferente se o ministro Relvas escolhia ir passear a tanga ao Brasil ou brincar pelado com os pinguins na Antártida. Se o passado do ex-administrador da famigerada SLN - Dias Loureiro - não tivesse directamente a ver com um presente envenenado e o futuro condenado (nosso, entenda-se), não perderia um minuto a pensar neste assunto.
 
Acontece, porém, que Relvas é a cara desta espécie de governo que nos impõe sacrifícios diariamente e Dias Loureiro é uma das faces visadas na mega-fraude do BPN - via SLN - escândalo que já custou aos portugueses a módica quantia de 3405 milhões de euros (custo estimado até ao final de 2102), custo para os contribuintes que pode atingir 6509 milhões de euros, mais juros e contingências. Coisa pouca. Ora nestas circunstâncias ler notícias como a que se segue aumenta exponencialmente a vontade de fretar um avião (conduzido por um primo do capitão Schettino) e enviá-los para o triângulo das Bermudas.
 
"O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os últimos dias do ano ao Rio de Janeiro, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis da "Cidade Maravilhosa", o emblemático Copacabana Palace. Mas não foi o único. O ex-administrador da SLN, holding que era detentora de 100% do BPN - Banco Português de Negócios, Dias Loureiro, e o ex-ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, José Luís Arnaut, também lá estiveram." - jornal i
 
A diária no Copacabana Palace, segundo o jornal i, "custa um mínimo de 600 euros e o preço médio por dormida é de 800 euros, sem incluir taxas de serviços de hotel ou pequeno-almoço - e a preços de balcão. Uma refeição no hotel pode custar bem mais que a pernoita e os preços sobem em época alta, como acontece nos períodos de Natal e Ano Novo."
 
Numa época em que apenas falta ao ministro Gaspar lembrar-se de pagar os subsídios com vouchers de 'A Vida é Bela', em que os portugueses contam tostões antecipando o incerto, em que muitos hotéis estão de portas fechadas por falta de clientes (16% dos hotéis portugueses encerraram na época baixa. Só no Algarve, de acordo com dados da Associação da Hotelaria de Portugal, quase metade dos hotéis (48%) fecharam esta estação por falta de turistas), o ministro Relvas não se coibiu de laurear a pevide no Brasil, à grande e à Sócrates, demonstrando uma total falta de decoro, bom senso e sensibilidade. Foi festejar o quê, pergunto?
 
Meus senhores, o sacrifício maior exigido aos portugueses é mesmo termos de continuar a alimentar-vos. É uma vergonha.
 
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ferias-de-luxo- ... z2H30ma2gS

Pedia, contudo, que estas notícias fossem discutidas do "Apetecia-me Gritar Alto", por não se estar aqui a co-relacionar notícias distintas...
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Re: Unir os Pontos
« Responder #334 em: Janeiro 05, 2013, 11:22:11 am »
já tinha lido essa, Luso.

Vou agora postar outra boa no tópico que referiste. É "só" mais um exemplo da moralidade laranja.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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Re: Unir os Pontos
« Responder #335 em: Janeiro 05, 2013, 09:37:38 pm »
O texto que o Pzito colocou penso que não tem tanto a ver com colocar as culpas em algo ou alguém mas sim apontar à manobra orquestrada. E a malta, desinformada e amorfa, com o espírito quebrado e ignorante, temerosa de perder as poucas e cada vez menos migalhas que lhe vão deixando, olha com horror para quem já nem direito a migalhas tem como se a culpa fosse dos desgraçados, em vez de olhar para cima.  

Basta ver a ânsia assassina com que olha para um simples pilha-galinhas que rouba um saco de feijão para matar a fome e ao mesmo tempo trata com submissão canina, tratando por "Senhor Doutor", canalhas da pior estripe como Sócrates, Dias Loureiro, Cavaco Silva e outra ladrões e corruptos da mais escrotal espécie. Esses sim que lhe destruíram o futuro para os filhos...... Povo capado.... :evil:  :evil:
 

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Re: Unir os Pontos
« Responder #336 em: Janeiro 06, 2013, 01:28:32 pm »
este povo é a maior raça de otários à face da Terra.

O Torgal é que a disse bem dita(ver assinatura):
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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Luso

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Re: Unir os Pontos
« Responder #337 em: Janeiro 06, 2013, 03:16:32 pm »
Não tenho a mínima dúvida que quem manda queira fazer do povo português um povo estúpido. Aliás creio que já passaram há algum tempo razões para disso duvidar.
Mas de onde virá essa certeza?
O Torgal, esse padreco oportunista/vigarista o que fez ao logo da carreira para combater essa estupidez? Fazendo homilias inócuas? Como foi que ele chegou onde chegou? Por dizer a verdade?
Aliás, o que faz a ICAR para isso? Porque é que a ICAR disvirtua o Livro? Para onde vai o dinheiro dos donativos, ouro e esmolas dado pelos fiéis?  

Porque é que nos querem fazer crer isso, que o povo português é estúpido?
Onde é que nos baseamos para o dizer?
É que no dia-a-dia tenho demonstrações de estupidez, é certo, mas nem de longe nem de perto o que dizem, muito pelo contrário.
Diria mais resignação. É preciso alguém que mobilize o povo contra a anomia. Mas o poder não permite que alguém com essa capacidade apareça.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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FoxTroop

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Re: Unir os Pontos
« Responder #338 em: Janeiro 06, 2013, 06:09:34 pm »
Citação de: "Luso"
É que no dia-a-dia tenho demonstrações de estupidez, é certo, mas nem de longe nem de perto o que dizem, muito pelo contrário.
Diria mais resignação. É preciso alguém que mobilize o povo contra a anomia. Mas o poder não permite que alguém com essa capacidade apareça.

Não posso concordar. Pior que a ignorancia é a passividade laxista e resignada. Se um Povo cai nisso não tem como, nem merece, ser livre e independente. Se é preciso que venha alguém galvanizar e motivar para o que sabemos ser necessário fazer, então que se retire a Democracia e venha a ditadura. Assim poderão continuar como ovelha no rebanho a mando do "pastor" e seus "cães" e terão então todas as razões para clamar que a culpa não é deles. Democracia não significa apenas liberdades e direitos, significa acima de tudo, responsabilidade.
 

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Luso

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Re: Unir os Pontos
« Responder #339 em: Janeiro 06, 2013, 06:59:26 pm »
Independentemente do sistema que possamos enter ser o melhor para Portugal, Fox, o certo é que tem sempre que haver um sistema nervoso, um cérebro, para as partes actuarem coordenada e eficazmente.
Sem isso, compreendo a racionalidade da resignação.
Imagina que eu me chego à frente (porque é preciso sempre um iniciador, um detonador, um motor de arranque, um primeiro esforço). Sou eu? Quem me conhece? Quem me respeita?
Depois, como se organiza espontâneamente a coisa?
Amanhã revolto-me eu. Tu só te revoltas na sexta à tarde, quando receberes o ordenado. Ao P44 dá-lhe a branca na hora a seguir ao Benfica perder com o Porto...
Portanto, gente passada a horas diferntes, em locais diferentes, a pensar fazer coisas diferentes e sem conhecer os restantes "passados".
Imagina que a ti e meia dúzia de outros te dá para altruísta e pões-te a fazer estrilho. Como serias visto pelos "merdia"?

Eu só vejo a possibilidade das coisas acontecerem através de um apelo feito por uma pessoa conhecida e respeitada - para ter força e legitimidade.
Posso estar enganado e aceitarei de bom grado outra alternativa que desconheça.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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vmpsm

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Re: Unir os Pontos
« Responder #340 em: Janeiro 06, 2013, 10:36:39 pm »
Mais importante que um líder que surja eventualmente, penso eu, será um plano para mudar as coisas com cabeça tronco e membros, que seja exequível que as pessoas entendam e que adiram a ele.

Porque “fazer estrilho”, revolta, barulho e partir tudo é inconsequente e não serve de nada se não tiver um fim.
Os portugueses não se mexem não por resignação mas porque neste momento não se vê essa alternativa esse plano se quiserem.

Vamos mudar o governo?
Quem vamos lá por a seguir?
Vamos mudar o sistema político?
Democracia? Totalitarismo? Republica? Monarquia?
Vamos sair do euro e cortar com a troika?
De onde vem o dinheiro para pagar as dividas?
Como vamos alterar as coisas?
Como se vai chegar lá?
Quem se vai chegar à frente?
Que é preciso fazer para chegar lá?
Quanto tempo vai necessitar?
Etc Etc

Perguntas há muitas! Respostas é que nem por isso! Por isso ninguém se mexe e as coisas continuam na mesma.

Estamos entalados num nó górdio que não será desfeito enquanto as condições actuais persistirem.
 

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Luso

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Re: Unir os Pontos
« Responder #341 em: Janeiro 06, 2013, 11:14:55 pm »
Precisamente, vmpsm. Mas não se esqueça que são as respostas a essas perguntas que definem esse líder: ou seja, só o será se as tiver.

Já repararam que em TODOS os "mérdia" não há ninguém que as queira colocar?
Para não falar em as responder.

Por isso é que temos uma "imprensa" cada vez mais irrelevante, menos lida, menos vista e ouvida.
É descarada a maneira como fogem às questões importantes procurando os rodiguinhos.

Sendo assim, como é que nós podermos conhecer quem queira lutar por.. nós, portugueses?
É uma prisão invisível. Uma ilusão de comunidade/liberdade.

Não consigo conceber uma maneira de dar a volta a isto.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Duarte

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Re: Unir os Pontos
« Responder #342 em: Janeiro 07, 2013, 12:41:46 am »
Precisamos de uma primavera Lusa...  ou um inverno Luso.  :G-bigun:
 

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Re: Unir os Pontos
« Responder #343 em: Janeiro 07, 2013, 09:37:40 am »
Citação de: "FoxTroop"
Citação de: "Luso"
É que no dia-a-dia tenho demonstrações de estupidez, é certo, mas nem de longe nem de perto o que dizem, muito pelo contrário.
Diria mais resignação. É preciso alguém que mobilize o povo contra a anomia. Mas o poder não permite que alguém com essa capacidade apareça.

Não posso concordar. Pior que a ignorancia é a passividade laxista e resignada. Se um Povo cai nisso não tem como, nem merece, ser livre e independente. Se é preciso que venha alguém galvanizar e motivar para o que sabemos ser necessário fazer, então que se retire a Democracia e venha a ditadura. Assim poderão continuar como ovelha no rebanho a mando do "pastor" e seus "cães" e terão então todas as razões para clamar que a culpa não é deles. Democracia não significa apenas liberdades e direitos, significa acima de tudo, responsabilidade.


Plenamente de acordo. Chega de "Sebastianismos"!!!!

Citação de: "Duarte"
Precisamos de uma primavera Lusa...  ou um inverno Luso.  :twisted:
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Re: Unir os Pontos
« Responder #344 em: Janeiro 07, 2013, 11:11:47 am »
Citação de: "vmpsm"
Mais importante que um líder que surja eventualmente, penso eu, será um plano para mudar as coisas com cabeça tronco e membros, que seja exequível que as pessoas entendam e que adiram a ele.

Porque “fazer estrilho”, revolta, barulho e partir tudo é inconsequente e não serve de nada se não tiver um fim.
Os portugueses não se mexem não por resignação mas porque neste momento não se vê essa alternativa esse plano se quiserem.

Vamos mudar o governo?
Quem vamos lá por a seguir?
Vamos mudar o sistema político?
Democracia? Totalitarismo? Republica? Monarquia?
Vamos sair do euro e cortar com a troika?
De onde vem o dinheiro para pagar as dividas?
Como vamos alterar as coisas?
Como se vai chegar lá?
Quem se vai chegar à frente?
Que é preciso fazer para chegar lá?
Quanto tempo vai necessitar?
Etc Etc

Perguntas há muitas! Respostas é que nem por isso! Por isso ninguém se mexe e as coisas continuam na mesma.

Estamos entalados num nó górdio que não será desfeito enquanto as condições actuais persistirem.

Tenho que concordar que as respostas para todas essas questões são de veras complicadas.

Mas na mudança eu começava com uma actitude simples. Começar um combate sério à corrupção.

Posso tar enganado ao afirmar isto, mas para mim um número muito próximo da totalidade dos problemas do nosso país vem da mesma.