Unir os Pontos

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papatango

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Re: Unir os Pontos
« Responder #270 em: Novembro 21, 2012, 01:09:25 pm »
Hitler gostaria da linguagem deste destrambelhado maluco.

Mais do mesmo:

O fanatismo pseudo-religioso calvinista/luterano da América religiosa e fundamentalista, a avisar da vinda do fim do mundo e do governo mundial, previsto no livro do apocalipse.
O aparecimento do tal governo mundial, é como sabemos um sinal do fim do mundo.

Os países defendem os seus interesses e principalmente os interesses das suas oligarquias e das suas elites.
É assim desde que a primeira sociedade humana se criou.

Isto não quer dizer que as elites estejam corretas e não precisem de controle, nem quer dizer que não estejamos numa situação em que se deu demasiado poder aos que defendem uma certa visão do mundo, baseada na religião da especulação financeira e na economia de casino [1].

O problema é que se mistura tudo, acabando por perder a razão. Exemplo disso é a acusação ao governo Obama, de defender o exterminio da população da India e do Bangladesh, porque esses países correm riscos sérios por causa do excesso de população.
Há países onde o excesso de população é um problema e isso é evidente.
Países que possuem vastíssimas populações e não são capazes de produzir um crescimento económico que acomode o crescimento populacional, vão evidentemente ter problemas.

Isso é tão óbvio quando 2+2=4.
Toda a gente sabe, que chegará um momento em que a Nigéria explodirá.
Toda a gente sabe que na União Indiana, há um problema grave de excesso populacional, que pode levar à fractura do país.
No Paquistão, há um problema de excesso populacional e o país transformou-se já num centro de terrorismo e fanatismo.

E agora vem um senhor dizer que era tudo mentira e que não havia bomba demográfica.
A bomba sempre existiu. Mesmo na China ela existiu e existe, tendo sido dissimulada com as fomes da revolução cultural que mataram dezenas de milhões. A China está entre a espada e a parede, porque tem um problema de distorção demografica (inevitável envelhecimento dramático da população, junto com a distorção resultado de haver muito mais homens que mulheres) e não conseguirá resolver o problema com mais gente, porque já começa a ter dificuldade para alimentar os atuais 1300 milhões, principalmente porque os chineses estão a comer muito mais que o que era costume.

Há neste mundo pessoas que divulgaram opiniões sobre o assunto na década de 1970, como é o caso do Holdren.
Mas isso não é razão para indiretamente acusar o Obama, 40 anos depois.

O problema dos teoricos da conspiração, é aliás demonstrado por este individuo.
Ele mistura factos de há 40 anos atrás, com teorias dos dias de hoje, criando meias verdades, que são mais fáceis de aceitar pelas mentes mais abertas a escutar este tipo de disparates.

Este individuo é uma espécie de hambúrguer do McDonalds. Um pouco de tudo, fornecido com gosto a carne de vaca  e com bom sabor. Não importa se o sabor é produzido por produtos químicos e se a vaca só lá tem o nome.

Dá a impressão de que é comida.

Também o Info Wars, e as suas teorias conspirativas dão a impressão de ser notícias.





[1] - Frase (c) Francisco Louça
 

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Luso

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Re: Unir os Pontos
« Responder #271 em: Novembro 21, 2012, 01:32:59 pm »
Agora na posse das sábias palavras do Papatango, vejam o vídeo e tirem as vossas próprias conclusões.
Sigam a sugestão do Galileu e olhem pelo telescópio.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Fernando Negro

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Re: Unir os Pontos
« Responder #272 em: Novembro 21, 2012, 02:57:46 pm »
Tal como pode ser visto no vídeo colocado pelo Luso, a agenda da redução populacional não é nenhuma "teoria da conspiração" - mas antes um facto, admitido pelas próprias elites. E do qual existem também provas da sua implementação.

Algumas hiperligações, sobre o que falo:

http://www.prisonplanet.com/msnbc-in-co ... -plan.html
http://www.prisonplanet.com/conclusive- ... y-who.html
http://news.biafranigeriaworld.com/arch ... /0142.html
http://www.prisonplanet.com/in-addition ... 80%9D.html


Se quiserem um outro bom vídeo que fala também, em boa parte, sobre isto, têm o que se segue, da autoria do próprio Alex Jones.

Assinado,

Filho de um oficial militar que esteve envolvido no 25 de Abril e alguém que está presentemente sob vigilância pelo que escreve na Internet ;)
 

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papatango

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Re: Unir os Pontos
« Responder #273 em: Novembro 21, 2012, 04:50:23 pm »
A agenda da redução populacional É UMA TEORIA CONSPIRATIVA absoluta, não podendo haver sobre isso qualquer sombra de dúvida.

Os países onde existem sistemas de segurança social que funcionam, tendem a ter mais problemas com o crescimento da população, porque tradicionalmente as familias tinham muitos filhos, porque não havia um sistema para a proteção dos pais.

Logo, quanto mais filhos as familias tivessem mais assegurada estaria a sobrevivência dos pais quando ficassem velhos e não conseguissem garantir o seu sustento.

Os sistemas de apoio social, vieram alterar este paradigma, criando uma situação em que nos países ocidentais os sistemas de segurança social tornaram desnecessário ter muitos filhos, ao mesmo tempo que a redução da população acaba por provocar uma bomba demográfica ao contrário, resultado de a redução da população tornar os sistemas de segurança social incomportáveis e insustentáveis.

A ideia de que não houve nenhuma bomba demográfica (e de que os seus autores estavam errados) está intimamente relacionada com este problema e com o problema dos sistemas de segurança social. A Europa tem este problema invertido e os EUA também, só que nos EUA o problema não se sente tanto por causa da imigração.
Também na América do Sul, o progresso dos sistemas de segurança social está a promover uma lenta redução das taxas de natalidade. Na China, foi à força da bala.

Mas os sistemas de segurança e proteção social, ocultaram e dissimularam o problema da bomba demográfica. E em parte podemos dizer que o aumento da proteção social, dando mais condições às pessoas, contribuiu para impedir um aumento maior da população. Podemos afirmar que a cura está agora a provocar o problema inverso, mas isso é outra história.

Só os países onde não há sistemas de segurança social é que continua a haver um grande desequilíbrio e um crescimento populacional que mais tarde ou mais cedo vai dar problemas.

A Nigéria é o problema mais complicado. É ali que está a principal bomba africana.
Mas o problema existe em inumeros outros lugares.
A chamada primavera arabe, é nada mais nada menos que resultado dos problemas do crescimento incontrolado da população.
O Egito tem mais de 80 milhões de habitantes. Há 30 anos tinha metade.
Há alguns meses subiu ao poder a irmandade muçulmana.

Há 30 anos a Siria tinha seis milhões de habitantes e hoje tem mais de 20.
E está em guerra civil.

Não há bomba demográfica ?

Claro que não  :roll:  :roll:
 

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FoxTroop

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Re: Unir os Pontos
« Responder #274 em: Novembro 21, 2012, 06:45:23 pm »
Citação de: "papatango"
Não há bomba demográfica ?

Claro que não  :roll:  :roll:

Então propõe o quê visto que, se há uma bomba, deve e tem de ser desarmada. Ou deixa-se explodir?
 

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Luso

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Re: Unir os Pontos
« Responder #275 em: Novembro 21, 2012, 07:31:16 pm »
Diz-nos então o Papatango que o que se passa na Síria resulta do aumento populacional nesse país...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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papatango

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Re: Unir os Pontos
« Responder #276 em: Novembro 21, 2012, 11:38:55 pm »
Digo afirmo e reafirmo.
O principal problema das chamadas primaveras árabes, é o número muito grande de jovens desempregados que não têm perspetivas de futuro, não sabem onde nem como vão encontrar emprego e as sociedades árabes não são capazes de responder a estes problemas.
Marrocos, Tunísia, Líbia e mesmo o Egito e a Siria, têm taxas de crescimento económico de fazer inveja à Europa mas ainda assim têm problemas gravíssimos de instabilidade política.
O problema, é que mesmo com crescimento económico elevado, esse crescimento não é suficiente para responder ao aumento da população.


O que eu afirmo é que a bomba demográfica sempre existiu.
O que o conspirativo do video afirma, é que os que a identificaram na década de 1970 estavam a mentir.
É a tradicional regra das meias verdades. A bomba demográfica existia e o problema existia. Na Europa tentou-se resolver o problema com o controlo da natalidade, que resultou aparentemente demasiado bem.
Mas a natalidade acabou por ser controlada por outras razões. A libertação das mulheres e as politicas de igualdade entre os sexos acabaram  por reduzir o número de filhos por casal nos países ocidentais. Neste caso e ao contrário do que seria de prever, foram os países latinos os mais atingidos. A Itália, a Espanha e Portugal são campeões neste campo. Do outro lado da Europa há a Russia, mas aí o problema nem é a taxa de natalidade, é acima de tudo a elevadíssima taxa de mortalidade, que os nascimentos russos não conseguem ultrapassar (a Russia tem indices anacrónicamente altos de acidentes de trabalho, acidentes de viação, acidentes dos mais variados tipos que matam milhares de russos em idade produtiva).

Quanto à solução, não me compete encontrar soluções. Eu apenas tenho capacidade para afirmar que considerando o que os factos conhecidos, o conspirativo estava a mentir e a distorcer os dados da forma que lhe era mais conveniente.
 

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Camuflage

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Re: Unir os Pontos
« Responder #277 em: Novembro 22, 2012, 07:13:44 pm »
Tretas, a população humana toda caberia em metade da Austrália, cada um com a sua casa, quintal e piscina. Não há pessoas a mais, apenas uma economia monetária baseada na ganancia.
 

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papatango

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Re: Unir os Pontos
« Responder #278 em: Novembro 22, 2012, 10:51:44 pm »
Sim, claro ...  :roll:  :|  :|
 

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HSMW

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Re: Unir os Pontos
« Responder #279 em: Novembro 22, 2012, 11:02:01 pm »
E que grande ideia!! Cabem lá todos!!
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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papatango

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Re: Unir os Pontos
« Responder #280 em: Novembro 23, 2012, 11:55:23 am »
Relativamente ao problema da bomba demográfica nos países árabes, permito-me acrescentar um dado.

A somar à bomba demográfica há as questões culturais, que retiram do mercado de trabalho muitas mulheres, já que em familias mais conservadoras estas ficam em casa a cuidar dos filhos. Mas mesmo assim, e com taxas de crescimento elevado, o problema mantem-se.
No Egito o crescimento em 2009 foi de 4.7%, em 2010 foi de  5.1% e em 2011, em plena revolta, mesmo assim atingiu  2.0%
Na Siria, o crescimento foi de 5.9% em 2009, 3.4% em 2010 e só chegou a negatico (-2%) em 2011.
Na Tunisia o crescimento foi de 3.1% em 2009 e ficou igual em 2010. Em 2011 com a revolução ficou pelos -0.8%.
Em Marrocos o crescimento foi de 4.9% em 2009m 3.7% em 2010 e 4.3% em 2011.

Comparem estes números com os números dos países europeus.
Com crescimento economico porque razão estes países continuam a ter tanta gente na rua a protestar ?

Agora vejamos a alteração populacional entre 1970 e 2010:

Egito passou de 40 para 84 milhões
Siria passou de 6 para 22.5 milhões
Marrocos passou de 17 para 32 milhões
Tunisia passou de 4 para 10.7 milhões


Gráfico do crescimento populacional até 2050, por continentes:
http://en.wikipedia.org/wiki/File:World_population_evolution.png
A curva africana não tem previsão de paragem. A curva asiática mostra uma ligeira tendência para o abrandamento, mas acima de tudo por causa da redução da população chinesa.

Não há forma organizada de impedir o progresso das coisas. Os seres humanos são apenas mais uma das espécies do planeta. Tradicionalmente os seres vivos aumentam a taxa de reprodução quando se acham ameaçados e a população é controlada pela fome. Isto ocorre com as sociedades humanas não industrializadas desde há séculos.

Portugal é um exemplo disso, com aumentos da população em alturas de boas colheitas, a que se sucedem fomes, que levam a fuga da população para Lisboa.
A enorme dimensão de Lisboa relativamente ao resto do país, é aliás uma demonstração disto.

O Império Português, é em grande medida um império criado pela pressão da fome, que controla a população e força as migrações.
No centro da Europa a população foi controlada durante séculos pela peste negra, que afetava os mais débeis.

Calculo que a peste negra também tenha sido resultado de uma conspiração da Trilateral e dos Bilderbergers da altura ...  :G-beer2:  :G-beer2:  :G-beer2:
 

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scrupulum

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Re: Unir os Pontos
« Responder #281 em: Novembro 23, 2012, 01:07:47 pm »
Papatango disse :
"O Império Português, é em grande medida um império criado pela pressão da fome, que controla a população e força as migrações."

E os outros impérios coloniais europeus, não ?  
Assim de repente vem-me à cabeça o caso da emigração massiva de irlandeses em direção das colonias inglesas. Uma boa parte dos irlandeses morreram de fome vitimas de uma politica deliberada da GBR e não tiveram outro remédio senão emigrar para as colonias, sobretudo para as colonias do Novo Mundo e Australia.
O atual império americano, tbem tem na fome e no exterminio a que sujeitou as "first nations" (os indios), a sua origem. Os indios que sobreviveram vivem hoje em reservas agarrados ao alcool.

O Papatango devia desenvolver essa sua ideia e partilha-la com os nossos historiadores para que eles se atualizem, cambada de burros !
Nos nossos manuais escolares, entre as razões do expansionismo português, não encontrei a fome como causa, apesar de haver razões economicas...mas não são estas as razões de todos os impérios ?
scrupulum aka legionario
 

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papatango

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Re: Unir os Pontos
« Responder #282 em: Novembro 23, 2012, 02:25:29 pm »
O império foi criado por pressão da fome e da falta de recursos, e não é necessário que se partilhe essa ideia com os historiadores portugueses, porque há muito tempo que eles já expuseram esses factos à vista de todos.

Peço desculpa pela franqueza, mas qualquer pessoa que estude a História de Portugal com olhos de ver, verifica isso. E só pede para se partilhar esse facto com os historiadores (os tais que devem ser burros) quem não se deu ao trabalho de estudar a nossa história (aqueles calhamaços intermináveis com milhares de páginas), para ver o que esses «burros» escreveram.

Quem ler a nossa história desde Herculano e Oliveira Martins até Joaquim Veríssimo Serrão ou mesmo Hermano Saraiva e complementar a leitura com análises feitas por estrangeiros sobre o império português, como Bailey Diffie ou C.R.Boxer, chegará sempre à mesma conclusão.
Mas é preciso ler os livros de História e não os manuais escolares, que mostram uma História cortada, reduzida e preparada para ser entendida por crianças.


O império começa com a tomada de Ceuta, com um massacre (a cidade tinha sido abandonada pelos homens e só lá havia mulheres e crianças), porque em Ceuta havia trigo, o qual faltava no reino.
Portugal não tinha (na altura como posteriormente) capacidade para produzir comida suficiente para todos, pelo que a fome e o medo da fome nos leva à expansão.

As razões dos outros impérios não justificam nada nem deixam de justificar.
O facto de os outros impérios terem provocado fomes, não altera em nada o facto de o império português ter sido resultado da tentativa de um povo conseguir comida.

Além do mais eu expliquei que a questão da população e das fomes endémicas sempre existiu e que a bomba demográfica continua a existir.
Isto nada tem a ver com os malvados americanos que chacinaram os indios porque lhes mataram os búfalos...
 

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scrupulum

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Re: Unir os Pontos
« Responder #283 em: Novembro 23, 2012, 04:07:51 pm »
Sublinhei neste texto as causas que se considera terem favorecido a expansão portuguesa, e o que se ensina às criancinhas nas escola. Em lado nenhum vejo a "fome" como uma das causas.
Cada afirmação tanto vale quanto a sua justificação. Se o Papatango justificar o que diz, até lhe agradeço a mais-valia. Afinal de contas ja não somos criancinhas e temos o direito de conhecer toda a verdade.


"...A  europa nos tempos dos descobrimentos era rural, poder politico descentralizado.
  A expansao agricola pela incorporacao de novas terras resultou em produtos agricolas nao consumidos -> especializações e trocas criaram um mercado de bens de luxo para quem produzisse esses excedentes.
O estado surge no final de uma serie de batalhas pelas fronteiras, politicamente centralizado em torno do principe.

...neste contexto Portugal aparecia como um pais autonomo, com tendencia a voltar-se para fora. Acumularam nos secs XIII e XIV experiencia comercial de longa distancia... e a atraçao pelo mar foi incentivada pela posicao geografica.
Durante todo o sec XV, Portugal se mostrou o reino unificado menos sujeito a convulçoes e disputas.
A Revolucao de 1383, REVOLUCAO DE AVIS,  reagrupou os principais setores da sociedade e unificou Portugal, numa epoca em que apenas uma coroa organizada poderia empreender com estabilidade um projeto grandioso como o das navegacoes.
A expansao correspondia a diversos interesses de classes, para os comerciantes, seria um bom negocio,  para o rei, novas fontes de receita, para os nobres, motivo de prestigio, para os religiosos, uma oportunidade de cristianizar povos barbaros.

As lendas tambem influiram as aventuras: ex: a busca por Preste João, talvez etiopia, onde um dos discipulos dos reis magos teria fundado um reino cristão no meio dos negros muçulmanos.
O aparecimento de instrumentos como o quadrante o astrolabio,  a caravela, tambem contribuiram..."
scrupulum aka legionario
 

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Edu

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Re: Unir os Pontos
« Responder #284 em: Novembro 23, 2012, 04:26:32 pm »
Realmente é estranho que num país com a capital localizada na zona de terras de cultivo mais ferteis da europa (falo da zona do ribatejo), com bastante sol, e sem falta de água (junto do tejo) e com uma população de cerca de 1 milhão de habitantes nos secúlos XIII e XIV, tivesse assim tantos problemas com a fome.

Se Portugal nestas condições tinha assim tantos problemas com fome nem quero imaginar a fome que era noutros países mais a norte com terras menos ferteis e menos sol.
Certamente não seria pelas condições que a gente passava fome, só se fosse mesmo por preguiça em cultivar a terra.

Isto nem é uma questão de história, é uma questão de lógica, mas enfim...