Substituição dos Alpha-jet

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raphael

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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #315 em: Fevereiro 07, 2018, 05:09:14 pm »
Parece que "cai o carmo e a trindade" mas não é assim tão grave pois a formação básica mantém-se no Epsilon.

E essa é a capacidade que nunca deveremos abdicar!

Essa capacidade não "cai" tão cedo pois a frota Epsilon dentro das restantes frotas é das mais baratas de operar, apesar da aeronave já necessitar de um "MLU",mantendo porém uma prontidão elevada.
Um abraço
Raphael
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #316 em: Fevereiro 07, 2018, 09:47:03 pm »
Não me parece que seja uma tragédia ficar sem um avião de instrução avançada a reacção.  Dito isto, pessoalmente lamento profundamente que tenha sido essa a opção, pois é mais uma capacidade que se perde (e que duvido muito que se venha a recuperar num horizonte temporal razoável).
Também creio que a opção de mandar pilotos aos EUA fazer a formação avançada de combate em aviões a reacção (algo que, aliás, já se faz há muitos anos), deixa bem evidente que os Turboprops, por muito boas características que apresentem nalguns modelos (como é o caso do Pilatus PC-21), nunca irão conseguir substituir-se completamente aos aparelhos de instrução a reacção.
Já ouvi muitos números sobre os custos de formação de um piloto. Ultimamente, o que se dizia por aí era que o custo médio de formação de um piloto pela FAP rondaria o milhão de euros. Não sei como é que esses custos são calculados, mas admito que entrem para os cálculos a soma de todos os custos nos anos de Academia (com alimentação, fardamento, custo/hora lectiva), mais o valor das horas de vôo (sucessivamente em planadores, Chipmunk, Epsilon e Alpha Jet), o custo do armamento utilizado em treino e o custo de algumas formações especificas (cursos como os de Fuga & Evasão e Sobrevivência). Atendendo ao tempo que leva e aos factores implicados, um milhão de euros até nem será um valor particularmente elevado.
Da mesma forma, mandar um individuo para os EUA, onde vai permanecer um ano, primeiro a aprender a pilotar um T-38C, e depois a ter formação de vôo avançada no mesmo aparelho, com tudo o que isso implica em termos de custos com formação em sala, alojamento, alimentação, horas de vôo (e outros factores que provavelmente não estou a considerar), é algo que não pode necessariamente sair muito barato. Se calhar, 1,7 ou 1,8 milhões de Euros por piloto até nem é um valor assim tão disparatado.
Agora, contas são contas… e quando entramos nas ditas….
Um avião a reacção novo, tipo M-346 ou Hawk, deverá andar pelos 25 milhões de Euros a unidade. À compra terá de se somar a manutenção dos aparelhos e a manutenção de uma esquadra (instalações, pessoal, etc.). Se pensarmos que seriam sempre necessárias um mínimo de 6 a 7 unidades, estaríamos a falar de um valor de aquisição na casa dos 150 / 175 milhões de Euros, a que teria de se somar o custo da manutenção da esquadra.
Ora, com uma média de cerca de 12 pilotos a saírem anualmente da AFA (pelo menos foram esses os números que consegui ver por aí), e partindo do principio de que vão aos EUA apenas aqueles que se destinam às esquadras de F-16 (o que deve dar uns 4 ou 5 por ano), estaríamos a falar de um custo com formação avançada de combate em aviões a reacção entre os 7 e os 9 milhões de Euros anuais versus os tais 25 milhões de custo unitário de aquisição de cada aparelho (sem considerar a respectiva manutenção e os custos de manutenção da esquadra). Ou seja, grosso modo, 3 anos de formação nos EUA para cada avião novo, o que significa que somente os custos de aquisição acabam diluídos em 18 a 21 anos.
Mais uma vez, lamento profundamente a decisão de acabar com a instrução avançada em aviões a reacção na FAP, mas percebo o peso dos números.
 8) Já vendo a coisa na perspectiva dos EUA, dar formação a pilotos estrangeiros é um excelente negócio. Basta pensar que todos os anos devem por lá ser formados largas centenas de pilotos estrangeiros. A cerca de 2 milhões de dólares cada, dá para pagar os custos de aquisição de vários aparelhos por ano.
 :sil:Foi pena não termos pensado nisso em devido tempo, pois provavelmente o que estaríamos agora aqui a discutir era se o modelo que tínhamos a voar na FAP tinha sido melhor ou pior opção do que outros existentes no mercado.
 
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #317 em: Fevereiro 08, 2018, 10:11:09 am »
Mandem para os EUA mandem. Com o deficit de pilotos que os Americas têm ainda arranjam maneira de a malta da FAP ficar por lá...  ;D :jok:

http://thehill.com/policy/defense/360211-air-force-faces-serious-2000-pilot-shortage
Citar
op Air Force leaders and lawmakers are warning that a pilot shortage of 2,000 could cripple the service, leaving it unready to handle its responsibilities.

“With 2,000 pilots short, it’ll break the force. It’ll break it,” Air Force Secretary Heather Wilson said on Thursday during the annual State of the Air Force news conference.

The Air Force needs 20,000 pilots minimum to fly its wide range of aircraft, including fighter jets, helicopters, transport planes, support attack planes and cargo aircraft. At the start of the year, it said it had 18,500 pilots, well short of its minimum.



O problema continuam a ser as valências que se perdem.  Recordo que o ASW e patrulha marítima acabaram por voltar, formação duvido. E vamos ver quando for a altura de aposentar os Epsilon. É que de maneira como as coisas andam já não faço prognósticos (e para o Afeganistão lá vamos nós com MRAP emprestados. Quiça um dia vamos pedir "treinadores emprestados" T35  aos nuestros hermanos).  ::) :-X



Cumprimentos
« Última modificação: Fevereiro 08, 2018, 10:12:48 am por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #318 em: Fevereiro 08, 2018, 12:55:20 pm »
Mandem para os EUA mandem. Com o deficit de pilotos que os Americas têm ainda arranjam maneira de a malta da FAP ficar por lá...  ;D :jok:

http://thehill.com/policy/defense/360211-air-force-faces-serious-2000-pilot-shortage
Citar
op Air Force leaders and lawmakers are warning that a pilot shortage of 2,000 could cripple the service, leaving it unready to handle its responsibilities.

“With 2,000 pilots short, it’ll break the force. It’ll break it,” Air Force Secretary Heather Wilson said on Thursday during the annual State of the Air Force news conference.

The Air Force needs 20,000 pilots minimum to fly its wide range of aircraft, including fighter jets, helicopters, transport planes, support attack planes and cargo aircraft. At the start of the year, it said it had 18,500 pilots, well short of its minimum.



O problema continuam a ser as valências que se perdem.  Recordo que o ASW e patrulha marítima acabaram por voltar, formação duvido. E vamos ver quando for a altura de aposentar os Epsilon. É que de maneira como as coisas andam já não faço prognósticos (e para o Afeganistão lá vamos nós com MRAP emprestados. Quiça um dia vamos pedir "treinadores emprestados" T35  aos nuestros hermanos).  ::) :-X



Cumprimentos

 :) Não lhes dê ideias… olhe que só pela diferença salarial, se os Américas decidem abrir uma espécie de “Legião Estrangeira” do Ar, acabam em meia hora com metade das forças aéreas da NATO….  :nice:

 :jok: Mas se estão assim tão desfalcados, como bons aliados podemos dar o nosso contributo para ajudar a resolver o problema… mandamos para lá o Júlio Isidro, que pese o facto de já estar reformado, sempre foi um às do rádio controle… de certeza que se safa bastante bem a pilotar um MQ-9… e ainda manda umas reportagens à RTP… é só lucro!  :Piloto:
« Última modificação: Fevereiro 08, 2018, 12:57:28 pm por Ramos »
 
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #319 em: Fevereiro 08, 2018, 02:34:48 pm »
Ou eu não percebi a notícia, ou a matemática do pessoal do fórum anda pelas lonas. É ponto assente que o custo médio de formação de um PILAV em PT ronda o milhão de euros. Segundo a notícia, vamos pagar um custo unitário de cerca de 1,7 milhões / ano para dar formação avançada nos EUA a 4 ou 5 PILAV. Ora, este valor é para adicionar ao milhão, já que toda a formação inicial (Academia mais tirocínio) continuará a ser efectuada em Portugal. Ou seja, o custo de formação de um piloto de F-16 passa de 1 milhão para 2,5 milhões, mais coisa menos coisa (é preciso descontar da média a formação avançada que era dada anteriormente nos Alpha Jet).

Se isto é para continuar por muitos anos, se calhar até já se comprava qualquer coisita em segunda mão (há por aí Hawks aos pontapés) e se poupavam uns tostões, que poderiam, por exemplo, servir para aumentar a dotação de armamento que, actualmente, deve dar para umas duas ou três missões de combate a serio.
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #320 em: Fevereiro 08, 2018, 02:43:24 pm »
Só queria acrescentar a essas contas feitas anteriormente que existem algumas opções a reação que andam pelos 10 a 15 milhões de euros (L-159, M345 HET, L-39NG), mono-motores e bastante mais económicos do os mencionados. E ainda falta ver o que vai sair do programa TX nos estados unidos. Seguramente que baixava bastante o tempo de compensação em relação a formação no exterior.
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #321 em: Fevereiro 08, 2018, 02:54:51 pm »
Desculpem mas querem comprar para que? As pandur afinal não têm o casco em V (ou têm mas não receberam o mesmo upgrade, qualquer coisa do género, etc) e são piores que as dos checos que as usam no Afeganistão (nós pedimos emprestado aos américas), os Merlin não existem treino, pilotos e logística para sair do SAR e MEDIVAC (na verdade a única coisa fora dessas missões é a camuflagem), os Leo2 compraram e depois é que chegaram à conclusão de que o exército não tinha capacidade para fazer a manutenção. O pá, acabem mas é com isto que é digno de um país de malucos (ainda vinha para aí algum teco-teco que não servia para nada)... 8) :P



Aliás já estou a ver: 4x4, Koala ou  Kc360, sem manutenção, pessoal ou a serem canibalizados... Isto não tem remédio... :nice:



Cumprimentos e quem vem a seguir que feche a porta...  :G-beer2:   :N-icon-Axe:
« Última modificação: Fevereiro 08, 2018, 04:28:09 pm por mafets »
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #322 em: Fevereiro 08, 2018, 05:25:13 pm »
Desculpem mas querem comprar para que? As pandur afinal não têm o casco em V (ou têm mas não receberam o mesmo upgrade, qualquer coisa do género, etc) e são piores que as dos checos que as usam no Afeganistão (nós pedimos emprestado aos américas), os Merlin não existem treino, pilotos e logística para sair do SAR e MEDIVAC (na verdade a única coisa fora dessas missões é a camuflagem), os Leo2 compraram e depois é que chegaram à conclusão de que o exército não tinha capacidade para fazer a manutenção. O pá, acabem mas é com isto que é digno de um país de malucos (ainda vinha para aí algum teco-teco que não servia para nada)... 8) :P



Aliás já estou a ver: 4x4, Koala ou  Kc360, sem manutenção, pessoal ou a serem canibalizados... Isto não tem remédio... :nice:



Cumprimentos e quem vem a seguir que feche a porta...  :G-beer2:   :N-icon-Axe:
Como assim?? Nós não estamos a fazer a manutenção dos leo2A6?
 

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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #323 em: Fevereiro 08, 2018, 05:31:27 pm »
Um pequeno à parte: a QinetiQ, substituiu os seus Hawk T1 e Alpha Jets por PC-21 na ETPS (18 de Janeiro).

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #324 em: Fevereiro 08, 2018, 09:13:06 pm »
Ou eu não percebi a notícia, ou a matemática do pessoal do fórum anda pelas lonas. É ponto assente que o custo médio de formação de um PILAV em PT ronda o milhão de euros. Segundo a notícia, vamos pagar um custo unitário de cerca de 1,7 milhões / ano para dar formação avançada nos EUA a 4 ou 5 PILAV. Ora, este valor é para adicionar ao milhão, já que toda a formação inicial (Academia mais tirocínio) continuará a ser efectuada em Portugal. Ou seja, o custo de formação de um piloto de F-16 passa de 1 milhão para 2,5 milhões, mais coisa menos coisa (é preciso descontar da média a formação avançada que era dada anteriormente nos Alpha Jet).

Se isto é para continuar por muitos anos, se calhar até já se comprava qualquer coisita em segunda mão (há por aí Hawks aos pontapés) e se poupavam uns tostões, que poderiam, por exemplo, servir para aumentar a dotação de armamento que, actualmente, deve dar para umas duas ou três missões de combate a serio.

Quando me pus a fazer contas, baseei-me simplesmente no custo de enviar aos EUA cada piloto para a formação avançada de combate em aviões a reacção. Pelos números que foram tornados públicos, se cada piloto custar, por um ano de formação avançada, qualquer coisa como 1,7 milhões, e se enviarmos 4 ou 5 pilotos por ano, a coisa vai custar ao Estado Português algo que vai variar entre os cerca de 7 e os cerca de 8,5 / 9 milhões ao ano. Quando fiz contas, comparei esses custos com o custo de aquisição e manutenção de uma esquadra de aviões a reacção para instrução avançada, não com o custo médio de formação de um piloto pela FAP.
Mas se é para comparar com o custo médio de formação de cada piloto pela FAP, então a matemática teria de ser outra…. Teríamos de calcular qual o custo de aquisição e manutenção de uma nova esquadra versus o número de pilotos que anualmente por lá passam, e somar o valor a que vai sair a formação avançada de cada piloto ao valor que se dispendeu para o formar até chegar a essa fase. A matemática é tramada, e talvez seja melhor não abordar a coisa por aí, porque senão é que nunca mais arranjamos um rácio interessante de custo de formação versus custo de aquisição e manutenção. A não ser, evidentemente, que aconteça algo inédito, e que alguém consiga explicar ao poder politico que, se calhar, ao investir não em 6 ou 7 aeronaves, mas em 10 ou 12, e ao formar não uma dúzia de pilotos nacionais ao ano, mas uns 25 ou 30, entre nacionais e estrangeiros (sendo os estrangeiros obviamente pagantes), talvez se consiga fazer um negócio interessante. É tudo uma questão de matemática e de como a dita é utilizada…. :G-beer2:
Quanto à questão da compra de aeronaves em 2ª. mão, não me repugna nada que se vá ao mercado e se comprem uns Hawk – como diz e bem, existem para aí aos pontapés. A questão é saber se o que existe por aí disponível para comprar está em condições de voar por mais 15 ou 20 anos sem ter de sofrer significativos upgrades. E digo que não me repugna nada que se equacione uma compra do género se for uma questão de manter esta capacidade. Porque se se equaciona-se investir para formar não só os pilotos nacionais como para tentar rentabilizar esse investimento formando pilotos estrangeiros pagantes, creio que seria uma tremenda asneira comprar um avião usado que fosse necessário substituir num horizonte temporal relativamente curto. Novamente, é uma questão de matemática....  ;)

Só queria acrescentar a essas contas feitas anteriormente que existem algumas opções a reação que andam pelos 10 a 15 milhões de euros (L-159, M345 HET, L-39NG), mono-motores e bastante mais económicos do os mencionados. E ainda falta ver o que vai sair do programa TX nos estados unidos. Seguramente que baixava bastante o tempo de compensação em relação a formação no exterior.
 :Piloto:

Sim, de facto existem alguns aparelhos monomotores a preços mais interessantes do que os que se cobram por um M-346 ou por um Hawk novos. Mas já agora, deixo uma pergunta – podendo escolher livremente entre todos os modelos disponíveis no mercado para a função,  comprava algum dos aparelhos monomotores que menciona, ou optava por um Hawk, M-346, ou eventualmente até um T-50?
Sim, todos são mais baratos de adquirir e de manter. Mas para ir buscar qualquer um desses (com as inegáveis vantagens que apresentam em termos de custos de aquisição e operação quando comparados com jactos bimotores), acho que mais valia fazer de uma vez por todas a vontade à FAP e ir buscar o Pilatus PC-21.  8)

Um pequeno à parte: a QinetiQ, substituiu os seus Hawk T1 e Alpha Jets por PC-21 na ETPS (18 de Janeiro).

Cumprimentos,

É inegável que o Pilatus PC-21 é um excelente aparelho. Aliás, os Suíços “vendem-no” como o aparelho que permite cobrir todas as fases da instrução. Mete +8 a -4 G, tem capacidade de roll de 200º por segundo, e é totalmente configurável a nível de cockpit em função das necessidades do cliente. Ainda por cima, o sacana do avião é bem bonito (valha isso o que valha)…..
A questão é sempre a mesma: tem uma velocidade máxima de 670 km/h. E manobrar a 670 km/h não é exactamente a mesma coisa que manobrar a 900 Km/h ou mais… e se passar de um T-38C, que dá Mach 1.3 para um F-16 já tem as suas porras, vir de um Pilatus para o dito F-16 deve ser algo comparável a passar de um VW Golf (fiável, seguro, confiável, mas lentinho), para um Porsche 911. Por alguma razão a maior parte das forças aéreas utilizam jactos para instrução avançada….  :Piloto:
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« Responder #325 em: Fevereiro 08, 2018, 09:36:01 pm »
Obviamente que se não tivesse limite de orçamento iria para um M346 ou o Boeing TX ou o T-50. Mas como estamos em Portugal, a primeira hipótese é ver nos usados e a segunda para comprar novo tem de ser do mais baratinho. Por isso é que pus os monomotores em opção. Tambem não tinha nada contra comprar usados se ainda estivessem ai para as curvas pelo menos uns bons anos.
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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #326 em: Fevereiro 09, 2018, 10:10:48 am »
Desculpem mas querem comprar para que? As pandur afinal não têm o casco em V (ou têm mas não receberam o mesmo upgrade, qualquer coisa do género, etc) e são piores que as dos checos que as usam no Afeganistão (nós pedimos emprestado aos américas), os Merlin não existem treino, pilotos e logística para sair do SAR e MEDIVAC (na verdade a única coisa fora dessas missões é a camuflagem), os Leo2 compraram e depois é que chegaram à conclusão de que o exército não tinha capacidade para fazer a manutenção. O pá, acabem mas é com isto que é digno de um país de malucos (ainda vinha para aí algum teco-teco que não servia para nada)... 8) :P



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Como assim?? Nós não estamos a fazer a manutenção dos leo2A6?

Se fores ao tópico do Exercito Português, missão no Afeganistão, encontras lá um link de um trabalho feito pela academia militar, o qual dizia que Portugal não estava habilitado para fazer a manutenção tipo III dos LEO2. Entretanto o autor fazia uma serie de recomendações para resolver o assunto. Depende por isso do que foi feito desde a altura até agora (coloco aqui um resumo).

https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/7804/1/CC%20-%20Necessidades%20Log%C3%ADsticas%20do%20CC%20Leopard%20%2808-09%20TIA%20B.%20Silva%29%20-%20Vers%C3%A3o%20p%C3%B3s%20Apres.pdf
Citar
A principal conclusão aponta que o Exército não tem actualmente a capacidade de
suportar uma estrutura que lhe permita fazer a manutenção de Nível III no CC Leopard 2A6,
e que para isso concorrem factores de ordem humana e de ordem física. No entanto este
estudo aponta vantagens para o Exército Português em conseguir fazer este tipo de
manutenção, nomeadamente a nível do aproveitamento de recursos, do desenvolvimento
nacional, da independência internacional, de uma manutenção mais rápida e do
desenvolvimento de novos conhecimentos. A constante dependência da marca, a
complexidade tecnológica, a inexperiência e a quantidade de meios exigidos foram as
limitações associadas à manutenção de Nível III que emergiram do nosso estudo. As
estratégias encontradas foram a criação de parcerias, e o recurso ao outsourcing tanto
nacional, como internacional.

Cada vez convenço-me mais que o melhor é usarmos o que temos e melhorar. Se isto fosse feito já era bom, porque adquirirmos  e usarmos abaixo das capacidade, é mais uma forma de atirarmos dinheiro à rua...  :-\





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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #327 em: Fevereiro 09, 2018, 01:58:23 pm »
Ou eu não percebi a notícia, ou a matemática do pessoal do fórum anda pelas lonas. É ponto assente que o custo médio de formação de um PILAV em PT ronda o milhão de euros. Segundo a notícia, vamos pagar um custo unitário de cerca de 1,7 milhões / ano para dar formação avançada nos EUA a 4 ou 5 PILAV. Ora, este valor é para adicionar ao milhão, já que toda a formação inicial (Academia mais tirocínio) continuará a ser efectuada em Portugal. Ou seja, o custo de formação de um piloto de F-16 passa de 1 milhão para 2,5 milhões, mais coisa menos coisa (é preciso descontar da média a formação avançada que era dada anteriormente nos Alpha Jet).

Embora Matemática nunca tenha sido o meu forte (é a vida!), não quis dizer nada na altura mas foi precisamente com essa sensação que fiquei após ler melhor o artigo do Expresso, ou seja, que ao milhão de euros ainda serão somados quase mais 2 milhões com o envio dos pilotos para os EUA. E já que a poupança, optimização de recursos, cativações, etc, estão na ordem do dia, investir numa frota própria de aviões de treino a jacto não seria a médio prazo muito mais vantajoso a todos os níveis?

É que há aqui um factor, que raramente é mencionado, para o qual a Esquadra 103 era também ela vital: a necessidade da "europeização" dos pilotos após virem dos EUA (e Brasil). Habituados a outras aeronaves, a vastas zonas de voo disponíveis e até a condições climatéricas diferentes, a 103 encarregava-se de os refamiliarizar com a realidade que irão encontrar em espaço europeu. Foram muitos os pilotos que conheci ao longo dos anos que me alertaram para este facto talvez pouco conhecido.


Se isto é para continuar por muitos anos, se calhar até já se comprava qualquer coisita em segunda mão (há por aí Hawks aos pontapés) e se poupavam uns tostões, que poderiam, por exemplo, servir para aumentar a dotação de armamento que, actualmente, deve dar para umas duas  ou três missões de combate a serio.

É verdade, há por aí Hawks ao pontapé, mas um T.1, por exemplo, não traz grande vantagem em relação a um Alpha-Jet. A obsolescência deste último a vários níveis, sobretudo no plano tecnológico, já obrigava a mais umas horas no simulador antes de entrarem num F-16BM. Por isso, passe o futuro pelo F-16V Viper/Block 70, JAS-39E/F Gripen ou F-35A, é necessário um avião de treino relativamente moderno e actual, e aí as opções são muitas mas as verbas disponíveis e vontade política poucas. 

Cockpit frontal Hawk T.1


Cockpit frontal do nosso Alpha-Jet A


Cockpit frontal Hawk T.2


Cockpit traseiro Hawk T.2


Cockpit frontal M-346


Cockpit frontal Kai T-50


Cockpit frontal M-345 HET


Cockpit PC-21


Cockpit Embraer Super Tucano



Cockpit F-16V


Cockpit Saab Gripen E


Cockpit F-35A



Portanto serve isto tudo para dizer que acho que comprar uma aeronave em segunda-mão, já tão desfasada como o Alpha-Jet, ou pior, que obrigue a uma modernização para se manter sequer devidamente actualizada, não faça qualquer sentido na minha opinião. E face ao possível futuro da nossa aviação de caça, o que é necessário é adquirir um aparelho moderno para esse efeito. A Rússia já saldou a sua dívida connosco dos tempos da URSS? Não dá para uns quantos Yak-130?  ;D


É inegável que o Pilatus PC-21 é um excelente aparelho. Aliás, os Suíços “vendem-no” como o aparelho que permite cobrir todas as fases da instrução. Mete +8 a -4 G, tem capacidade de roll de 200º por segundo, e é totalmente configurável a nível de cockpit em função das necessidades do cliente. Ainda por cima, o sacana do avião é bem bonito (valha isso o que valha)…..
A questão é sempre a mesma: tem uma velocidade máxima de 670 km/h. E manobrar a 670 km/h não é exactamente a mesma coisa que manobrar a 900 Km/h ou mais… e se passar de um T-38C, que dá Mach 1.3 para um F-16 já tem as suas porras, vir de um Pilatus para o dito F-16 deve ser algo comparável a passar de um VW Golf (fiável, seguro, confiável, mas lentinho), para um Porsche 911. Por alguma razão a maior parte das forças aéreas utilizam jactos para instrução avançada….  :Piloto:

Completamente de acordo com tudo aquilo que escreveu. Mas lá está, aí voltamos ao início e continuamos sempre a andar à roda: opções há muitas, dinheiro e vontade política é que nem por isso.  :-\
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #328 em: Fevereiro 09, 2018, 03:46:51 pm »
Já agora... Super Tucano:


« Última modificação: Fevereiro 09, 2018, 04:08:45 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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mafets

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Re: Substituição dos Alpha-jet
« Responder #329 em: Fevereiro 09, 2018, 04:05:39 pm »
Consta que a Argentina não consegue pagar os seus T6 II. Bem conversado com os américas (lá vou eu outra vez..  :o :P )









Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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