P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #150 em: Janeiro 06, 2021, 02:29:19 pm »
Passar de P-3 para C-295 Persuader, é regredir. Então o P-3 é uma das aeronaves mais capazes da FAP, e um dos meios de combate mais capazes/dissuasores das FA Portuguesas, colocando-se somente atrás dos Tridente e F-16, e vamos substituir por algo que é inferior em tudo, menos nos custos?

Com meio Atlântico para patrulhar, adquirir uma aeronave com menor raio de acção, não faz sentido. É que se na patrulha os UAVs MALE/HALE servem, para ASW e ASuW não, e o Persuader também fica muito aquém das aeronaves maiores. Em ASW sobretudo, pode ser necessário ficar horas no ar, e nisso o P-3 e os seus equivalentes mais modernos são claramente melhores. Para não falar no payload e variedade de armamentos e sensores que podem levar.

A única situação em que fazia sentido abdicar de ter P-8 ou P-1 ou um futuro MPA da Airbus, era se a ideia fosse aumentar a quantidade de aeronaves para a função (10 Persuader por exemplo). Mas se não há tripulações para todos os P-3, não vai haver o dobro do pessoal para o dobro de aeronaves.
Ainda sobre a falta de tripulações, se calhar em vez de se adquirir 5 aeronaves para substituir o P-3, adquiriam-se 4, assim em vez de se ter uma aeronave a apanhar pó, o seu custo seria aplicado, por exemplo, nos UAVs.
 
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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #151 em: Janeiro 06, 2021, 05:51:18 pm »
Passar de P-3 para C-295 Persuader, é regredir. Então o P-3 é uma das aeronaves mais capazes da FAP, e um dos meios de combate mais capazes/dissuasores das FA Portuguesas, colocando-se somente atrás dos Tridente e F-16, e vamos substituir por algo que é inferior em tudo, menos nos custos?

Com meio Atlântico para patrulhar, adquirir uma aeronave com menor raio de acção, não faz sentido. É que se na patrulha os UAVs MALE/HALE servem, para ASW e ASuW não, e o Persuader também fica muito aquém das aeronaves maiores. Em ASW sobretudo, pode ser necessário ficar horas no ar, e nisso o P-3 e os seus equivalentes mais modernos são claramente melhores. Para não falar no payload e variedade de armamentos e sensores que podem levar.

A única situação em que fazia sentido abdicar de ter P-8 ou P-1 ou um futuro MPA da Airbus, era se a ideia fosse aumentar a quantidade de aeronaves para a função (10 Persuader por exemplo). Mas se não há tripulações para todos os P-3, não vai haver o dobro do pessoal para o dobro de aeronaves.
Ainda sobre a falta de tripulações, se calhar em vez de se adquirir 5 aeronaves para substituir o P-3, adquiriam-se 4, assim em vez de se ter uma aeronave a apanhar pó, o seu custo seria aplicado, por exemplo, nos UAVs.

Tudo correcto.
O Persuader não é o melhor avião  de todos para essa missão, mas eu preferia ter isso, novo, em número suficiente e a operar, que esperar por P-8 ou Airbus (que nunca serão adquiridos) e ver os P-3 definhar até não haver nenhum disponível, que é o que vai acontecer.
 

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tenente

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #152 em: Janeiro 06, 2021, 06:16:11 pm »
Passar de P-3 para C-295 Persuader, é regredir. Então o P-3 é uma das aeronaves mais capazes da FAP, e um dos meios de combate mais capazes/dissuasores das FA Portuguesas, colocando-se somente atrás dos Tridente e F-16, e vamos substituir por algo que é inferior em tudo, menos nos custos?

Com meio Atlântico para patrulhar, adquirir uma aeronave com menor raio de acção, não faz sentido. É que se na patrulha os UAVs MALE/HALE servem, para ASW e ASuW não, e o Persuader também fica muito aquém das aeronaves maiores. Em ASW sobretudo, pode ser necessário ficar horas no ar, e nisso o P-3 e os seus equivalentes mais modernos são claramente melhores. Para não falar no payload e variedade de armamentos e sensores que podem levar.

A única situação em que fazia sentido abdicar de ter P-8 ou P-1 ou um futuro MPA da Airbus, era se a ideia fosse aumentar a quantidade de aeronaves para a função (10 Persuader por exemplo). Mas se não há tripulações para todos os P-3, não vai haver o dobro do pessoal para o dobro de aeronaves.
Ainda sobre a falta de tripulações, se calhar em vez de se adquirir 5 aeronaves para substituir o P-3, adquiriam-se 4, assim em vez de se ter uma aeronave a apanhar pó, o seu custo seria aplicado, por exemplo, nos UAVs.

Tudo correcto.
O Persuader não é o melhor avião  de todos para essa missão, mas eu preferia ter isso, novo, em número suficiente e a operar, que esperar por P-8 ou Airbus (que nunca serão adquiridos) e ver os P-3 definhar até não haver nenhum disponível, que é o que vai acontecer.

Em termos de capacidades o 295 é bastante inferior ao P3 para essa missão, mas se adquirissemos alguns para complementar os que possuimos, ficariamos bem melhor do que agora estamos, pois quando os P3 forem ficando com mais uns aninhos, vai-lhes acontecer o que aconteceu aos epsilon, aos C's e por aí além, e não haverá verba para adquirir um substituto, tal como está a acontecer com as frotas dos A-jets, e F's.

Se me perguntarem se era a minha escolha, claro que não era, mas se não conseguimos comprar os P8, nem os EMB/AIRBUS estão já ao serviço, os persuader seriam uma opção a não descartar.

Abraços 
« Última modificação: Janeiro 06, 2021, 06:17:01 pm por tenente »
 

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Get_It

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #153 em: Janeiro 06, 2021, 08:27:16 pm »
Lembram-se do tempo em que se teve de fazer vigilância marítima e SAR apenas com Aviocar e C-130? Pois bem...

Lembram-se de quando tivemos quase 18 anos entre começar a tentar adquirir um caça de defesa aérea para substituir o Sabre e a chegada dos F-16? Pois bem...

A História repete-se. Isto é um verdadeiro ciclo.

Cumprimentos,
« Última modificação: Janeiro 06, 2021, 08:32:09 pm por Get_It »
:snip: :snip: :Tanque:
 

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dc

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #154 em: Janeiro 06, 2021, 09:05:41 pm »
Tudo correcto.
O Persuader não é o melhor avião  de todos para essa missão, mas eu preferia ter isso, novo, em número suficiente e a operar, que esperar por P-8 ou Airbus (que nunca serão adquiridos) e ver os P-3 definhar até não haver nenhum disponível, que é o que vai acontecer.

Tudo bem, mas isso já é "sofrer por antecipação". Se as chefias também pensarem assim, no "mais vale isto que nada", estamos bem tramados. Há-que planear, e ter vontade de fazer algo mais que empurrar com a barriga.

Até lá, antes prefiro olhar para as hipóteses adequadas às nossas necessidades, do que começar já a nivelar por baixo com 15 anos de antecipação... É que a nivelar por baixo, ainda nos calha algo bem pior que o C-295.
 

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #155 em: Janeiro 07, 2021, 01:11:41 am »
Tudo correcto.
O Persuader não é o melhor avião  de todos para essa missão, mas eu preferia ter isso, novo, em número suficiente e a operar, que esperar por P-8 ou Airbus (que nunca serão adquiridos) e ver os P-3 definhar até não haver nenhum disponível, que é o que vai acontecer.

Tudo bem, mas isso já é "sofrer por antecipação". Se as chefias também pensarem assim, no "mais vale isto que nada", estamos bem tramados. Há-que planear, e ter vontade de fazer algo mais que empurrar com a barriga.

Até lá, antes prefiro olhar para as hipóteses adequadas às nossas necessidades, do que começar já a nivelar por baixo com 15 anos de antecipação... É que a nivelar por baixo, ainda nos calha algo bem pior que o C-295.

Não é nivelar por baixo, é ser pragmático.

Os nossos P-3 creio que são de 1970, tem agora 50 anos. Os australianos, que também foram modernizados, vão aguentar mais 2 ou 3 anos. Os nossos irão durar mais 15? Será devido à nossa famosa manutenção?

Os P-8 estão agora a ser produzidos, só a Austrália e o UK é que já receberam unidades. Há vários países na lista de encomendas, e nenhum com o nosso nível económico e posição geográfica "tranquila". Nem temos petróleo/gás nem vizinhança que assiste.

Na melhor das hipóteses, daqui a 15 anos compramos uns P-8 americanos, do lote inicial, dos mais batidos. Mas poucos, uns 2 ou 3, que o aparelho gasta muito aos 100!

Daqui até lá.. é esperar que corra bem.


Abraço
 

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #156 em: Janeiro 07, 2021, 07:12:04 am »
Acho que a Índia já recebeu praticamente todos os P-8 da encomenda original. Os P-3C Update II½ holandeses entraram ao serviço entre 1981 e 1984. Antigos, portanto, mas não de 1970.
Talent de ne rien faire
 
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typhonman

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #157 em: Janeiro 07, 2021, 09:19:11 am »
Tudo correcto.
O Persuader não é o melhor avião  de todos para essa missão, mas eu preferia ter isso, novo, em número suficiente e a operar, que esperar por P-8 ou Airbus (que nunca serão adquiridos) e ver os P-3 definhar até não haver nenhum disponível, que é o que vai acontecer.

Tudo bem, mas isso já é "sofrer por antecipação". Se as chefias também pensarem assim, no "mais vale isto que nada", estamos bem tramados. Há-que planear, e ter vontade de fazer algo mais que empurrar com a barriga.

Até lá, antes prefiro olhar para as hipóteses adequadas às nossas necessidades, do que começar já a nivelar por baixo com 15 anos de antecipação... É que a nivelar por baixo, ainda nos calha algo bem pior que o C-295.

Não é nivelar por baixo, é ser pragmático.

Os nossos P-3 creio que são de 1970, tem agora 50 anos. Os australianos, que também foram modernizados, vão aguentar mais 2 ou 3 anos. Os nossos irão durar mais 15? Será devido à nossa famosa manutenção?

Os P-8 estão agora a ser produzidos, só a Austrália e o UK é que já receberam unidades. Há vários países na lista de encomendas, e nenhum com o nosso nível económico e posição geográfica "tranquila". Nem temos petróleo/gás nem vizinhança que assiste.

Na melhor das hipóteses, daqui a 15 anos compramos uns P-8 americanos, do lote inicial, dos mais batidos. Mas poucos, uns 2 ou 3, que o aparelho gasta muito aos 100!

Daqui até lá.. é esperar que corra bem.


Abraço

Corrigindo, India, UK, USA, Austrália.

Abc,
Talent de rien fair
 

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #158 em: Janeiro 07, 2021, 09:55:25 am »
Acho que a Índia já recebeu praticamente todos os P-8 da encomenda original. Os P-3C Update II½ holandeses entraram ao serviço entre 1981 e 1984. Antigos, portanto, mas não de 1970.

Agradeço a correção.
Não sabia que os holandeses eram mais recentes, deveriam então servir até 2030/35, pelo menos. Isso já coloca em causa a minha afirmação anterior, podendo o problema, de facto, ser deixado para mais tarde. É uma questão de ver como a frota se aguenta.
Continuo no entanto, descrente numa aquisição de Poseidon ou Airbus nessa altura.

Mas, também nunca pensei que íamos comprar KC..
 

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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #159 em: Janeiro 07, 2021, 10:24:54 am »
Acho que a Índia já recebeu praticamente todos os P-8 da encomenda original. Os P-3C Update II½ holandeses entraram ao serviço entre 1981 e 1984. Antigos, portanto, mas não de 1970.

Agradeço a correção.
Não sabia que os holandeses eram mais recentes, deveriam então servir até 2030/35, pelo menos. Isso já coloca em causa a minha afirmação anterior, podendo o problema, de facto, ser deixado para mais tarde. É uma questão de ver como a frota se aguenta.
Continuo no entanto, descrente numa aquisição de Poseidon ou Airbus nessa altura.

Mas, também nunca pensei que íamos comprar KC..

Essa famosa data de 2030 ou 2035 vai ser fatal para as FFAA, pois são tantos os SA a necessitar de substituição que não haverá verba para acudir a tais substituições.

 
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Re: P-3 Orion na Força Aérea Portuguesa
« Responder #160 em: Janeiro 07, 2021, 11:55:49 am »
É por causa dessa data, para a qual se tem empurrado tudo com a barriga, que se deve mudar o planeamento de certos programas. Com 1700 milhões "extra" até 2025, executas o upgrade de todos os F-16, substituis as VdG (ao invés daquele MLU sem qualquer cabimento), e ficas com 2 problemas resolvidos, isto permite adiar o enorme gasto da substituição dos Fs para 2040, e que só tenhamos que substituir 2 das 5 fragatas em 2035, havendo assim mais margem orçamental para os P-8 ou equivalente.

Agora é certo é que estes planeamentos da tanga que as nossas chefias fazem, têm de acabar, tal como o não cumprimento da percentagem do PIB (que nem precisa ser 2%), e a má gestão dos orçamentos actuais.