Cruzadores Ticonderoga

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E-migas

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« Responder #75 em: Junho 19, 2004, 02:05:43 pm »
Umas perguntitas:

Os Destroyers da classe Arleigh Burke e os Cruzadores Ticonderoga fazem sentido para o EUA!
Pretendem defender os Battle groups de ameaças aéreas em massa (misseis ou ataques aéreos).
Ora essa doutrina, a dos ataques de saturação era preconizada pela URSS (e que até funcionam muito bem num jogo de estratégia naval , "Harpoon").

Fora a China, hoje quem tem capacidade para fazer um ataque desse tipo?

Não seria mais lógico em vez de ter 120 células VLS num Ticonderoga, das quais 90 ou 96 ocupadas com misseis anti-aéreos, ter menos células vls, navios mais pesquenos e mais preparados para guerras assimétricas ( o caso do USS Cole), sem perderem a capacidade de lidar com grandes ameaças?

Quais as vossa aopiniões sobre isto?
Cumprimentos,
e-Migas
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Una Salus Victus
 

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JNSA

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« Responder #76 em: Junho 19, 2004, 03:57:18 pm »
E-migas, os americanos perceberam isso, aliás esse é o caminho que será seguido com os LCS, mais vocacionados para guerras assimétricas e cenários no litoral...

Quanto ao nº de VLS, ele justifica-se, se calhar cada vez mais, e até para outros países que não os EUA, e isto por uma simples razão - para transportar os mísseis de ataque a superfície (Sea Scalp, Tomahawk, a versão Land Attack dos Standard, etc.). Para os EUA, boa parte da sua estratégia de ataque passa pelo emprego destes mísseis - enorme alcance, capacidade de penetração de defesas AA complexas, risco de baixas inexistente (comparado com os ataques aéreos).

Por outro lado, há uma cada vez maior disseminação, sobretudo no Sudeste Asiático (não só na China) de mísseis anti-navio supersónicos como os Sunburn e Yahkont. Para os combater é preciso um alcance de radar levado ao máximo (para permitir aumentar a velocidade de reacção), e aqui a estrutura do navio conta muito pois permite colocar o radar mais elevado sem comprometer a sua estabilidade. Os VLS permitem lançar em poucos segundos um grande volume de fogo, para lidar não necessariamente com ataques de saturação, mas cada vez mais vocacionados para mísseis de elevada tecnologia.

Se precisa de um navio com uma estrutura maior (por causa dos radares), justifica-se que ocupe a estrutura com maior número de mísseis - isto trás mais capacidade de ataque de superfície, e mais capacidade de defesa anti-aérea.
 

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NVF

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« Responder #77 em: Junho 19, 2004, 05:46:32 pm »
Citação de: "JNSA"
Também há outra alternativa, semelhante à que os ingleses estão a adoptar com os Type 45 - não havendo dinheiro para tudo à partida, compra-se uma plataforma com muito espaço para crescimento, equipa-se com o armamento e radares possíveis, e mais tarde completa-se o navio...

:?


Foi o mesmo raciocínio que esteve na base da concepção dos destroyers Spruance que, posteriormente, deram origem aos Kidd e aos Ticonderoga.
Talent de ne rien faire
 

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E-migas

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« Responder #78 em: Junho 19, 2004, 09:16:01 pm »
Obrigado,  JNSA.

As informações que deu, fazem-me pensar se, dentro das nossas possibilidades, não deveria a nossa Marinha seguir por um caminho semelhante.

Mas isso deixo para os especialistas.
Cumprimentos,
e-Migas
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Una Salus Victus