Cada vez estou menos inclinado para os F-35, aqui temos mais um exemplo. Se isto acontecesse a aviões F-35 era um balurdio em reparação, ou se as aeronaves forem dadas como perdidas é um balurdio perdido, e numa frota pequena, cada aeronave perdida é um grande golpe.
A única grande vantagem do F-35 é a sua capacidade stealth e ter capacidade de entrar no dia 1 em espaço aéreo contestado num conflito de alta intensidade.
Mas para o dia -a-dia em QRA em Monte Real, patrulhas regulares de CAP, poder fazer vários destacamentos por exemplo Açores ou outros, missões de CAS, ou até conflitos convencionais mas depois da primeira vaga, penso que um bom número de aviões como o Gripen (24 a 30) nos iam servir bem. Tem muito boa tecnologia, é relativamente barato e até tem uma boa capacidade anti-navio com o míssil RBS15.
E se um dia no futuro o governo quiser apertar a carteira, o F-35 ia sofrer logo o embate, o Gripen não.
Qualquer caça novo que comprasses, seria um balúrdio a reparação.
Depois a ideia de que a frota do F-35 seria pequena, e a de um 4.5G não seria, é uma falácia.
Os custos de aquisição são aproximadamente os mesmos, logo no máximo terias uma diferença de 2 ou 3 aeronaves.
A outra questão, é que quantos mais caças tens, mais shelters precisas de construir. Se tiveres 24 shelters, consegues guardar a totalidade dos 24 F-35, mas com o mesmo n⁰ de shelters não consegues fazer o mesmo para 30 Gripens. O prejuízo era maior nos Gripens neste exemplo hipotético.
A única vantagem do Gripen é o custo de operação. Vais comprar um avião pior, só porque é mais barato de operar?
Ao fazer parte do grupo de países operadores de F-35, terás também vantagens, o que equilibra as contas dos custos ao longo da sua vida.
Os F-16 têm boa capacidade anti-navio, basta querer dar-lhes os Harpoon. O F-16 também poderá receber JSM e LRASM. O F-35 idem, com vantagem de poder transportar 2 JSM internamente. O argumento dos RBS15 é irrelevante.
Se um futuro Governo quiser apertar o cinto, isto vai afectar qualquer modelo de caça. Achar que o Gripen não vai ser afectado é uma ilusão.
A realidade nua e crua, é que nos próximos 20 anos vamos assistir a uma proliferação de caças furtivos no mundo, incluindo nesta região. Sejam eles turcos, americanos, indianos, russos, chineses, sul-coreanos ou europeus, eles vão aparecer. Além destes, começam também a surgir UCAVs furtivos ou de RCS bastante reduzido, com capacidade ar-ar, incluindo BVR.
Perante estas ameaças, seria imprudente depender de caças 4.5G.
Agora, é como disse antes.
Se queres manter a FAP a fazer os mínimos, com QRAs e pouco mais, compras um FA-50 ou equivalente, que custa cerca de metade do Gripen.
Se a intenção é investir nos próximos anos 5000-6000M em 24-30 caças, estes têm que ser F-35 (plano A) ou KF-21 ou Kaan (plano B com caças de RCS mais reduzido).