Há 10 anos já tinhas um conflito na Europa, no mesmo local, só não tinha a dimensão/proporções de agora.
E ouve uma corrida ao armazenamento de ambas as partes, Rússia e Ucrânia.
Nós, europeus, é que estivemos a dormir, no conforto típico de quem vê os conflitos à distância e sem sentir grandes efeitos dos mesmos.
Só que este, entretanto, evolui num sentido em que nos está a doer, para já, na carteira.
Além de que "abanou" com muitas outras coisas. Um banho de realidade...
A ida à Turquia também pode ter outra leitura.
A de mostrar aos europeus que existe mais vida para lá dos Eurocanards... tal como no caso do F-35.
Com as encomendas recentes e o potencial existente no rearme da Europa, não faz sentido a inexistência (que se saiba) de ajustes nos preços dos caças europeus, tornando-os mais competitivos.
Pois a dimensão do conflito conta. Se em 2014 era visto como uma "escaramuça regional", em 2022 foi uma invasão plena.
Em 2014 muitos líderes europeus achavam preferível manter os laços económicos com a Rússia, em 2022 já não deu para o fazer.
Não esquecer já em 2016 o Obama criticava a falta de investimento na Defesa da Europa. Não faltaram avisos.
Essa falta de investimento levou a que não fosse desenvolvido um 5G europeu.
Os países europeus que entraram no programa JSF, fizeram-no com toda a razão, porque precisavam de substituir os seus caças mais cedo que os que compraram Eurocanards. E para esses países, substituir F-16 por um Eurocanard não fazia qualquer sentodo tecnologicamente.
E hoje em Portugal não é diferente. Não podemos comprar um Eurocanard só porque sim, para não ficarmos atrasados tecnologicamente por décadas.
Se queres uma alternativa ao F-35, e estás com pressa em decidir/a FAP estiver a ser pressionada a comprar alguma coisa que não o F-35, então a escolha é óbvia: KF-21 Block II complementados por Kizilelma - com participação em ambos.