Não me fiz entender. O argumento que fiz aqui não era de sermos impedidos de usar os F-35.
Neste cenário hipotético, o meu argumento era se estes elementos todos se conjugassem estamos lixados, com 20 F-35, 40, ou mesmo com 100 Gripens. Acabaria a NATO tal como a conhecemos, e se não houver uma aliança alternativa no lugar antes de chegarmos a este ponto, já será tarde de mais. Seria irrelevante o caça da FAP ser 4,5G ou 5 G ou 6G. O melhor material do mundo de nada serviria sem uma aliança viável.
Isso é factualmente errado. Fora de uma aliança, a capacidade militar pura e dura é a melhor solução.
Num caso em que Portugal tivesse que se defender sozinho, por não haver qualquer aliança, ter o F-35 é uma vantagem clara face aos outros.
Para quem não pode ter armas nucleares, e quem não tem capacidade de competir em termos numéricos, a supremacia tecnológica e os multiplicadores de força são as únicas maneiras de conseguir dissuadir um adversário - ou se isso não chegar, ter a chance de o derrotar.
Se comprarmos Eurocanards, vamos estar sempre em desvantagem numérica e tecnológica face aos nossos vizinhos.
Marrocos está numa posição parecida aquela que seria a nossa. É vizinho de um país muito maior e mais poderoso, que ao que tudo indica poderá mesmo receber Su-57, e para compensar isto, os marroquinos querem F-35 para tentar equilibrar a balança.
O interesse marroquino em F-35 e da Argélia em Su-57, fez a Espanha, que no papel deveria ser capaz de derrotar qualquer um dos dois, borrar as cuecas. Isto enquanto a Espanha faz parte da NATO.
Sem aliança, ias ver era mais países a fazer como a Grécia ou Singapura.
Eu percebo as queixas todas, e os riscos, e os ses. Como tal já vos apresentei uma proposta pragmática, em que compramos F-35, e depois avançamos para um programa de UCAV furtivo/loyal wingman europeu. Isto permitiria reduzir a dependência tecnológica da aviação de caça de um só país, sem os custos associados à operação de 2 modelos de caça tripulados.
Esta é A solução. Principalmente sabendo da dificuldade que seria pagar um 6G.
As alternativas são poucas, e as causas de termos chegado a este ponto são muitas. A culpa não morre sozinha neste caso. Nem vale a pena enumerá-las, já se discutiram aqui em abundância.
As duas únicas alternativas contemporâneas, seriam o Kaan e o KF-21. Em especial este último, que não sendo um 5G puro sempre é mais "low-observable" do que os eurocanards, e supostamente mais barato.
Mas pouco se fala delas, porque não convém.
A outra alternativa low-cost, para desenrascar até termos os 6G como opção, passaria por F-16, no qual já temos décadas de experiência e onde a transição para um modelo mais avançado seria mais suave.
Duvido muito que a Grécia venda alguns F-16V. Mesmo que quisessem, tinham que ter autorização dos EUA, não? . O único país que nos poderia vender F-16V seriam os EUA.
Dependendo do valor, eles aceitavam. Não esquecer que vender 24 F-16V, permitia-lhes arranjar dinheiro para aumentar a encomenda de F-35 ou Rafale.
Sim, teriam que ter autorização dos EUA, algo que seria praticamente um dado adquirido, principalmente sabendo que terias sempre que comprar munições a eles (AMRAAM, AIM-9X, SDB/StormBreaker, JASSM, LRASM, JDAM-ER, Paveway, AIM-174B

, APKWS-II). Era um não problema.
Mais um caso hipotético: se o PDF alaranjado se lembrar de invadir a Gronelândia, com aliás já ameaçou repetidamente, e que ainda poderá fazer, a Dinamarca não pode invocar o artigo 5 por ser um conflito intra-NATO, teria que invocar um mecanismo europeu de defesa comum ou outra aliança extra-NATO. Ou se ele se lembrasse de anexar mesmo o Canadá, menos provável, mas isto é um caso hipotético... Que países responderiam, com que meios, e se com F-35 (muitos dos países que o poderiam fazer operam F-35 exclusivamente, incluindo a própria Dinamarca!), acham que estes receberiam mission updates como se fosse tudo normal? Que as entregas de peças continuariam, que o treino de pilotos nos EUA continuaria como se nada fosse? Que as entregas de F-35 já encomendados e pagos iriam ser feitas?
Asking for a friend.
A invasão da Gronelândia é quase tão impopular como quem está na lista do Epstein.
Estás a tentar ir buscar o cenário mais cataclismico, para tentar justificar a narrativa. Qualquer um pode tirar da cartola um cenário igualmente cataclismico, para servir de pretexto para não se comprar o caça X, Y ou Z.
Se a Espanha quiser invadir a Madeira, é igualmente um conflito intra-NATO, e ter Eurocalhambeques não nos vai servir de nada, sabendo que estaríamos em paridade tecnológica, mas em desvantagem numérica de 5 para 1.
Só este exemplo hipotético, elimina todas as opções 4.5G.
Mas eu já vos resolvi o problema:
-24 (+2/3) F-35A + UCAVs furtivos/loyal wingman europeus*.
Se não aceitam esta hipótese, já não é problema meu.
*Eu até acho que devíamos ter 2 modelos de drones furtivos, num mix hi-low. Um UCAV furtivo mais barato, tipo Kizilelma, e outro mais "topo de gama" que sirva os vários operadores europeus de F-35.