A330 MRTT para a FAP ?

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mafets

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Re: A330 MRTT para a FAP ?
« Responder #165 em: Outubro 06, 2020, 12:58:53 pm »
É necessário haver um novo e verdadeiro debate sobre a estratégia de defesa nacional. Um debate a sério em que se analisem as verdadeiras ameaças dos tempos que correm, ao invés da lógica dos anos 80/90 que ainda paira no seio das Forças Armadas. Esta treta de querer um cargueiro novinho em folha, e não haver dinheiro para mais nada é completamente absurdo.

Mas voltando ao tópico, eu começava pelo básico, pelo que "pode" ser executado já nos próximos anos, a começar pelos MRTT, convertidos a partir de A330 civis, como outros países têm feito, e reforço do armamento dos F-16 e dos P-3. Reforço das armas stand-off de ambas as aeronaves, implementação de mísseis ar-ar mais modernos nos caças. Era também apostar em UAVs e UCAVs, estes últimos não só pelas sua utilidade em combate, mas também para abrir caminho/criar doutrinas para futuros UCAVs mais complexos/stealth.

Claro está que estes meios, viriam através do aumento do esforço financeiro e da reorientação da estratégia (forças ligeiras e ultra-ligeiras) no Exército, abolindo BMI, Leopards,M-109,M-113 etc, assim como as gorduras que ainda existem, redirecionando o investimento para a FAP e Marinha, e mesmo nestes 2 ramos ,reorientando investimento, comprar em 2º mão tudo o que fosse possível e em boas condições, e adquirir novo tudo o que seja, sistemas modernos (AEW, MPA, ELINT, UAV) etc.

Os LEO 2 e M109 não constituem um gasto por ai alem face à quantidade, quanto muito encostar os M113. Aliás, reduzir mais os meios do exercito e o seu papel não vai fortalecer as outras valências. Basta  ver o exemplo Alfeite/Tejo, para perceber o que deu um simples investimento de 28 milhões (Tejo despidos e Alfeite com financiamento pela porta do cavalo).



Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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tenente

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Re: A330 MRTT para a FAP ?
« Responder #166 em: Outubro 06, 2020, 01:19:50 pm »
É necessário haver um novo e verdadeiro d
É necessário haver um novo e verdadeiro debate sobre a estratégia de defesa nacional. Um debate a sério em que se analisem as verdadeiras ameaças dos tempos que correm, ao invés da lógica dos anos 80/90 que ainda paira no seio das Forças Armadas. Esta treta de querer um cargueiro novinho em folha, e não haver dinheiro para mais nada é completamente absurdo.

Mas voltando ao tópico, eu começava pelo básico, pelo que "pode" ser executado já nos próximos anos, a começar pelos MRTT, convertidos a partir de A330 civis, como outros países têm feito, e reforço do armamento dos F-16 e dos P-3. Reforço das armas stand-off de ambas as aeronaves, implementação de mísseis ar-ar mais modernos nos caças. Era também apostar em UAVs e UCAVs, estes últimos não só pelas sua utilidade em combate, mas também para abrir caminho/criar doutrinas para futuros UCAVs mais complexos/stealth.

Claro está que estes meios, viriam através do aumento do esforço financeiro e da reorientação da estratégia (forças ligeiras e ultra-ligeiras) no Exército, abolindo BMI, Leopards,M-109,M-113 etc, assim como as gorduras que ainda existem, redirecionando o investimento para a FAP e Marinha, e mesmo nestes 2 ramos ,reorientando investimento, comprar em 2º mão tudo o que fosse possível e em boas condições, e adquirir novo tudo o que seja, sistemas modernos (AEW, MPA, ELINT, UAV) etc.

O Exército perder os seus Leos, M109 e M113 ??

Isso nunca, estão no CMSM de pedra e cal, não servem para quase nada, mas temos de os ter !

Também sou da opinião que os principais investimentos deveriam ser efectuados, por ordem de grandeza, primeiro na Marinha em seguida na FAP, o Exército deveria estar em 3º lugar, mas o que não implicaria termos um Exército fraco, pois as FT, são também importantes no contexto de Defesa Nacional, o que o Exército deveria possuir era um efectivo maior e mais ajustado ás necessidades, com menos oficiais e sargentos, e  uma Brigada Blindada, uma mecanizada e uma Ligeira, devidamente equipadas/armadas e com as respectivas orgânicas completas. 

A nossa marinha tem enormes lacunas em termos de Navios.
Todas as classes de Navios que vamos possuindo, estão degastadas e quase obsoletas, excepção á classe tridente, cujo única lacuna é serem apenas duas unidades, refiro-me em especial as apenas cinco fragatas que ainda temos.
O estado da grande maioria dos navios, é tal e são tantos, os que necessitam de ser substítuidos, que mesmo que se começasse a investir agora em novas aquisições e melhorias, os resultados apenas seriam visíveis daqui a não menos que quinze anos, tal a envergadura da missão.

A falta do AOR, é uma limitação enorme que a marinha enfrenta, claro que ouvindo e lendo o que os responsáveis da Armada tsal lacuna passa despercebida, e até dá a sensação que aquele Navio não faz falta.

Nem comento a falta do NPL, nem tão pouco a não execução dos trabalhos de MNT nas duas classes de Lanchas de fiscalização, nem os trabalhos de operacionalização da classe Tejo, por tais situações serem no minímo caricatas, e, revelarem o que todos sabemos, não há dinheiro para as FFAA, as cativações que vão sendo feitas ano após ano, são as responsáveis pelas situações vividas nos três ramos.

Os responsáveis politicos de quando em quando, lá promulgam, para enganar o pagode, as tais LPM's, que mais não são que uma maneira muito bem trabalhada de engonhar, ainda mais, os investimentos, mais que urgentes, nas FFAA.

Na FAP, o risco de ficarmos sem aeronaves de caça minimamente actualizadas, cresce a uma velocidade quase supersónica.
Os upgrades dos F's tardam, assim como tarda a decisão sobre que modelo de aeronave que os irá substituir, num futuro não muito longinquo, tal qual o que se passa na marinha quanto aos substitutos das VdG.ebate sobre a estratégia de defesa nacional. Um debate a sério em que se analisem as verdadeiras ameaças dos tempos que correm, ao invés da lógica dos anos 80/90 que ainda paira no seio das Forças Armadas. Esta treta de querer um cargueiro novinho em folha, e não haver dinheiro para mais nada é completamente absurdo.

Mas voltando ao tópico, eu começava pelo básico, pelo que "pode" ser executado já nos próximos anos, a começar pelos MRTT, convertidos a partir de A330 civis, como outros países têm feito, e reforço do armamento dos F-16 e dos P-3. Reforço das armas stand-off de ambas as aeronaves, implementação de mísseis ar-ar mais modernos nos caças. Era também apostar em UAVs e UCAVs, estes últimos não só pelas sua utilidade em combate, mas também para abrir caminho/criar doutrinas para futuros UCAVs mais complexos/stealth.

Claro está que estes meios, viriam através do aumento do esforço financeiro e da reorientação da estratégia (forças ligeiras e ultra-ligeiras) no Exército, abolindo BMI, Leopards,M-109,M-113 etc, assim como as gorduras que ainda existem, redirecionando o investimento para a FAP e Marinha, e mesmo nestes 2 ramos ,reorientando investimento, comprar em 2º mão tudo o que fosse possível e em boas condições, e adquirir novo tudo o que seja, sistemas modernos (AEW, MPA, ELINT, UAV) etc.

O Exército perder os seus Leos, M109 e M113 ??

Isso nunca, estão no CMSM de pedra e cal, não servem para quase nada, mas temos de os ter !

Também sou da opinião que os principais investimentos deveriam ser efectuados, por ordem de grandeza, primeiro na Marinha em seguida na FAP, o Exército deveria estar em 3º lugar, mas o que não implicaria termos um Exército fraco, pois as FT, são também importantes no contexto de Defesa Nacional, o que o Exército deveria possuir era um efectivo maior e mais ajustado ás necessidades, com menos oficiais e sargentos, e  uma Brigada Blindada, uma mecanizada e uma Ligeira, devidamente equipadas/armadas e com as respectivas orgânicas completas. 

A nossa marinha tem enormes lacunas em termos de Navios.
Todas as classes de Navios que vamos possuindo, estão degastadas e quase obsoletas, excepção á classe tridente, cujo única lacuna é serem apenas duas unidades, refiro-me em especial as apenas cinco fragatas que ainda temos.
O estado da grande maioria dos navios, é tal e são tantos, os que necessitam de ser substítuidos, que mesmo que se começasse a investir agora em novas aquisições e melhorias, os resultados apenas seriam visíveis daqui a não menos que quinze anos, tal a envergadura da missão.

A falta do AOR, é uma limitação enorme que a marinha enfrenta, claro que ouvindo e lendo o que os responsáveis da Armada tsal lacuna passa despercebida, e até dá a sensação que aquele Navio não faz falta.

Nem comento a falta do NPL, nem tão pouco a não execução dos trabalhos de MNT nas duas classes de Lanchas de fiscalização, nem os trabalhos de operacionalização da classe Tejo, por tais situações serem no minímo caricatas, e, revelarem o que todos sabemos, não há dinheiro para as FFAA, as cativações que vão sendo feitas ano após ano, são as responsáveis pelas situações vividas nos três ramos.

Os responsáveis politicos de quando em quando, lá promulgam, para enganar o pagode, as tais LPM's, que mais não são que uma maneira muito bem trabalhada de engonhar, ainda mais, os investimentos, mais que urgentes, nas FFAA.

Na FAP, o risco de ficarmos sem aeronaves de caça minimamente actualizadas, cresce a uma velocidade quase supersónica.
Os upgrades dos F's tardam, assim como tarda a decisão sobre que modelo de aeronave que os irá substituir, num futuro não muito longinquo, tal qual o que se passa na marinha quanto aos substitutos das VdG.
 

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dc

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Re: A330 MRTT para a FAP ?
« Responder #167 em: Outubro 06, 2020, 01:29:39 pm »
Mas se não existe estratégia de defesa nacional, como é que sabe que meio se adequa melhor a nossa não existente estratégia de defesa nacional?

Por isso mesmo é que é preciso debater uma "nova" estratégia. De preferência algo que não se baseie em conceitos dos anos 80/90.
Agora, olhando para a nossa geografia, que inclui uma enorme extensão de mar e dois arquipélagos distantes, percebe-se perfeitamente da utilidade que um MRTT teria.

Claro está que estes meios, viriam através do aumento do esforço financeiro e da reorientação da estratégia (forças ligeiras e ultra-ligeiras) no Exército, abolindo BMI, Leopards,M-109,M-113 etc, assim como as gorduras que ainda existem, redirecionando o investimento para a FAP e Marinha, e mesmo nestes 2 ramos ,reorientando investimento, comprar em 2º mão tudo o que fosse possível e em boas condições, e adquirir novo tudo o que seja, sistemas modernos (AEW, MPA, ELINT, UAV) etc.

O argumento dos Leos ainda fazia sentido se fosse um debate pré-aquisição. Mas já os tendo em serviço, arrumá-los não representava ganhos e perdíamos capacidade de "primeira linha". É óbvio que é difícil vislumbrar um cenário em que os usemos em combate, mas nunca se sabe, e é preferível ter 37 Leos apoiados por uns 40/50 IFV de lagartas, do que estar dependentes dos autocarros Pandur. Os M-109 têm dado que falar recentemente, pelo teste de destruição de um míssil de cruzeiro por um M-109 mais moderno americano. É esperar para ver se esta capacidade "anti-míssil" vai para a frente ou não.

De resto, é óbvio que é necessário um reforço financeiro, porque o orçamento actual não dá para nada, mesmo com ajustes à estratégia. Por isso é que disse que para financiar os MRTT, era reduzir a encomenda dos KC para 3, o que financiava uma boa parte da conversão dos MRTT. E o resto, o mínimo que se pedia, era reforço do armamento dos F-16 e P-3, e implementação gradual de UCAVs.
 

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typhonman

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Re: A330 MRTT para a FAP ?
« Responder #168 em: Outubro 06, 2020, 01:41:54 pm »
Relativamente aos F-16, li a uns dias no FB do base comander, que dever-se-ia acelerar a introdução da 5º geração e não esperar até 2030..
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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dc

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Re: A330 MRTT para a FAP ?
« Responder #169 em: Outubro 06, 2020, 02:00:03 pm »
Mas isso já todos nós dizemos aqui, e não só face aos F-16 mas também à substituição das VdG. Do que se "devia fazer" ao que realmente é feito, vai uma grande distância. Mas como acho impossível conseguir comprar F-35 antes de 2030, já me dava por contente que iniciassem um upgrade pelo menos aos PA I para V, e incluir armamento novo.
 

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mafets

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Re: A330 MRTT para a FAP ? Novo
« Responder #170 em: Outubro 06, 2020, 02:43:56 pm »
Mas se não existe estratégia de defesa nacional, como é que sabe que meio se adequa melhor a nossa não existente estratégia de defesa nacional?

Por isso mesmo é que é preciso debater uma "nova" estratégia. De preferência algo que não se baseie em conceitos dos anos 80/90.
Agora, olhando para a nossa geografia, que inclui uma enorme extensão de mar e dois arquipélagos distantes, percebe-se perfeitamente da utilidade que um MRTT teria.

Claro está que estes meios, viriam através do aumento do esforço financeiro e da reorientação da estratégia (forças ligeiras e ultra-ligeiras) no Exército, abolindo BMI, Leopards,M-109,M-113 etc, assim como as gorduras que ainda existem, redirecionando o investimento para a FAP e Marinha, e mesmo nestes 2 ramos ,reorientando investimento, comprar em 2º mão tudo o que fosse possível e em boas condições, e adquirir novo tudo o que seja, sistemas modernos (AEW, MPA, ELINT, UAV) etc.

O argumento dos Leos ainda fazia sentido se fosse um debate pré-aquisição. Mas já os tendo em serviço, arrumá-los não representava ganhos e perdíamos capacidade de "primeira linha". É óbvio que é difícil vislumbrar um cenário em que os usemos em combate, mas nunca se sabe, e é preferível ter 37 Leos apoiados por uns 40/50 IFV de lagartas, do que estar dependentes dos autocarros Pandur. Os M-109 têm dado que falar recentemente, pelo teste de destruição de um míssil de cruzeiro por um M-109 mais moderno americano. É esperar para ver se esta capacidade "anti-míssil" vai para a frente ou não.

De resto, é óbvio que é necessário um reforço financeiro, porque o orçamento actual não dá para nada, mesmo com ajustes à estratégia. Por isso é que disse que para financiar os MRTT, era reduzir a encomenda dos KC para 3, o que financiava uma boa parte da conversão dos MRTT. E o resto, o mínimo que se pedia, era reforço do armamento dos F-16 e P-3, e implementação gradual de UCAVs.

Para mim é uma confusão os outros muitas vezes com mais meios usarem e nós não...  ;)


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Leopard 2A6M CAN is a canadian army in Afghanistan


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Veicolo Blindato Pesante Ceco Pandur Nell'Afghanistan

Depois queremos caças de quinta geração. Nem dos 12 Merlin conseguimos armar 2 ou 3 e mandar para qualquer lado onde estão forças portuguesas (falta manutenção, pessoal, pilotos, etc. Felizmente lá vai dando para sar...)


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A Royal Danish Air Force EH-101 Merlin trains "pinnacle landings" in afghanistan


Cumprimentos

P.S. Face à pobreza no burgo até o Avenger...  :mrgreen: :mrgreen:



P.S. 2 O Mrtt também pode ser configurada para VIP. Troca se um destes em orçamento pela realização da Festa do Avante em 2021...  :mrgreen: :mrgreen:

https://www.flightglobal.com/raf-reveals-vip-configured-voyager/121051.article
« Última modificação: Outubro 06, 2020, 02:47:36 pm por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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