Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro

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Cabeça de Martelo

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #45 em: Abril 13, 2019, 11:29:23 am »
Olha pista de cordas!... c56x1

7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #46 em: Maio 06, 2019, 09:13:38 pm »
Forças Especiais do Exército Brasileiro na Amazônia - a FORÇA 3 em ação

O Comando Militar da Amazônia possui em sua estrutura organizacional operadores especiais reconhecidos como alguns dos melhores combatentes na selva do mundo

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Os operadores de forças especiais atuam em todo o Brasil desde 1957. Desde então, particularmente na Amazônia, as forças especiais brasileiras têm atuado intensamente no combate à subversão, às ameaças contra a soberania nacional e aos crimes transnacionais, com destaque para as operações desenvolvidas na região de Xambioá, na década de 1970, e no Traíra, na década de 1990.

Subordinada ao Comando Militar da Amazônia (CMA), a 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia F Esp) está localizada em Manaus, no Amazonas. É a única unidade de forças especiais do Exército Brasileiro na região que atua na maior floresta tropical do planeta, abrangendo mais da metade do território brasileiro, e que é também a região detentora da maior biodiversidade do mundo e de incontáveis riquezas naturais.

“A Amazônia, por si só, já é um grande desafio e a complexidade desse cenário proporciona um grande laboratório para o emprego das forças especiais”, destacou o tenente coronel do Exército Brasileiro Argemiro Luciano Souza Costa, que em 2018 assumiu o comando da FORÇA 3, nome pelo qual a 3ª Cia F Esp é conhecida.

A FORÇA 3 começou a operar na região no ano 2000, ainda como Destacamento de Forças Especiais, devido à necessidade de aumentar o efetivo na Amazônia, que é a região considerada de alta prioridade para o Alto Comando do Exército Brasileiro.

Em 2003, o destacamento se tornou uma companhia, mantendo a missão de proporcionar ao CMA considerável capacidade de pronta resposta em operações especiais, particularmente em operações de reconhecimento especial, ações indiretas e diretas, além de assessorar o CMA e seus comandos subordinados na concepção de emprego de Forças de Operações Especiais (FOpEsp) das Forças Armadas em situações de normalidade ou não, em ambiente de defesa externa, em ações de garantia da lei e da ordem, entre outros.

Missão impossível Para muitos, fazer parte desse seleto grupo é uma missão impossível. Em média, a cada 100 voluntários, apenas cerca de 20 deles conseguem passar pela criteriosa seleção, que conta com intensa atividade física, pressão psicológica, privação de sono e alimentação.

“É uma competição contra você mesmo, contra suas próprias limitações. Somos obstinados”, afirmou um oficial integrante da FORÇA 3, aqui não identificado a fim de manter em sigilo sua identidade.

Todavia, o tempo em atividade do operador de forças especiais é muito mais complexo do que se imagina. Um operador pode chegar a permanecer por mais de 20 anos nas unidades de forças especiais.

“Levamos uma vida de entrega, cada escolha é uma renúncia”, disse o Ten Cel Souza Costa. “Se fazer o curso já é difícil, maior é o desafio de permanecer nas forças especiais durante a maior parte de sua carreira”.

Crimes transnacionais

Os operadores da FORÇA 3 também contribuem para o adestramento dos militares integrantes dos batalhões de Infantaria de Selva, que atuam na linha de frente do combate aos ilícitos transfronteiriços.

“A nossa ação repercute diretamente nas questões de segurança pública e de defesa do país. Alguns países que fazem fronteira com o Brasil estão entre os principais produtores de drogas do planeta”, declarou um integrante do Destacamento Operacional de Forças Especiais.

Para responder ao ambiente operacional amazônico, os operadores da FORÇA 3 desenvolveram habilidades que lhes permitem a plena execução das técnicas, táticas e procedimentos mais adequados à região, possibilitando a ampliação da capacidade da força terrestre para defender a Amazônia brasileira.

Neste contexto em que inclui sua atuação como multiplicador de forças para as demais tropas do CMA, a FORÇA 3 também atua com outras FOpEsp, órgãos de segurança pública e agências governamentais que atuam na Amazônia.

Intercâmbios internacionais

A experiência acumulada e o domínio sobre as peculiaridades da região também atraem a atenção e o interesse de militares estrangeiros, gerando intercâmbios com países como a Colômbia, a Polônia e os Estados Unidos.

Tropas de elite, como os SEALs da Marinha dos EUA e as Forças Especiais do Exército dos EUA, frequentemente realizam a troca de conhecimentos com os brasileiros que operam na selva.

Durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, eventos ocorridos no Brasil nos anos de 2014 e 2016, respectivamente, a cidade de Manaus serviu como sede para parte das competições realizadas.

Nessas ocasiões, a FORÇA 3 ficou responsável pelo Centro de Coordenações Táticas Integrado, contando com o apoio de integrantes da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira, e das polícias Federal, Civil e Militar, conduzindo o planejamento preventivo e repressivo contra potenciais ameaças terroristas em solo brasileiro.

“O ideal como motivação, a abnegação como rotina, o perigo como irmão e a morte como companheira!” O lema citado reflete o sacerdócio que é servir nas forças especiais e a responsabilidade de pertencer a um grupo altamente especializado que, por meio do adestramento constante e de operações reais no ambiente de selva, mantém elevados padrões de desempenho para a defesa da Amazônia e a manutenção da soberania nacional.

FONTE: https://www.defesa.tv.br/forcas-especiais-do-exercito-brasileiro-na-amazonia-a-forca-3-em-acao/



 

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #47 em: Maio 06, 2019, 09:30:56 pm »
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Matéria completa das unidades de Forças Especiais Brasileiras bem como as congêneres latino-americanas:

 :arrow:  https://dialogo-americas.com/pt/revista/edicoes-especiais/dialogo-2019
 
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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #48 em: Maio 28, 2019, 03:39:44 am »
Batalhão de Apoio às Operações Especiais realiza campo básico para os recrutas


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O Batalhão de Apoio às Operações Especiais juntamente ao 1º Batalhão de Ações de Comandos, realizaram no período de 22 à 26 de abril o acampamento da Fase de Instrução Individual Básica para os recrutas do ano de 2019.

FONTE: http://www.copesp.eb.mil.br/index.php/component/content/article?id=330








 

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #49 em: Maio 28, 2019, 03:42:08 am »

 

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #50 em: Julho 03, 2019, 04:29:55 pm »
Panorama: Fuerzas Comando 2019


Entre 17 e 27 de junho aconteceu a competição Forças Comandos 2019 no Chile, que está na 15º edição do exercício, a competição envolveu unidades policiais e forças armadas de 19 países, sendo eles, Argentina, Belize, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Uruguai e Estados Unidos .

Forças Comandos 2019 é um exercício anual patrocinado pelo Comando Sul dos EUA, executado pelo Comando de Operações Especiais do Sul (SOCSOUTH), que tem sido realizado principalmente na América Central, América do Sul e Caribe desde 2004. O exercício tem duas partes: uma competição de habilidades e um Seminário de Líderes Sênior voltado para o combate ao terrorismo. O evento demonstra e testa as habilidades dos participantes por meio de competições de forças de operações especiais. O concurso multinacional de habilidades operacionais e o Seminário de Liderança Sênior deste ano foram oferecidos pelo Exercito de Chile e Estado Maior Conjunto do Chile. O SOCSOUTH , com sede na Homestead Air Reserve Base, na Flórida, é o principal comando de execução dos EUA para o exercício. O SOCSOUTH serve como componente de operações especiais para o Comando Sul dos EUA.

Objetivo da Competição Forças Comandos é adestrar as unidades de Operações Especiais dos Países das Américas no que tange ao combate ao Narcotráfico, Terrorismo e Pirataria além de promover as relações e trocas de experiências entre os países.


Cada equipe participante é formada por 7 militares sendo eles, 4 militares da equipe de assalto, 2 militares atiradores de elite e 1 militar suplente. O Brasil em 2019 participou com uma equipe formada por militares do Primeiro Batalhão de Ações de Comandos(1BAC) representando o COpEsp (Comando de Operações Especiais do Exercito Brasileiro) que foram provados em uma série de tarefas e eventos críticos individuais e coletivos que incluem um teste de aptidão física, pista de obstáculos, qualificação de rifle e pistola, teste de combate a curta distância, marcha forçada e um evento de água. Os eventos testam as habilidades e proficiência do participante sob condições desconhecidas e estressantes em cenários simulados.

O primeiro dia do evento consistiu na prova de qualificação de armamento principal e secundário dos operadores. A equipe Brasileira Liderada pelo Primeiro Tenente Marcus Marello participou utilizando o fuzil(HK416) e a pistola(GLOCK 9mm) de dotação do COPESP, ao final desse primeiro dia de evento o Brasil alcançou a 10ª colocação com 610 pontos, o maior pontuador foi a Colômbia(AFEUR) com 765 pontos.




O segundo dia do evento consistiu na prova de Avaliação de distâncias. Cada país representado por 2 Atiradores de precisão mostraram suas habilidades contra alvos localizados em diferentes distâncias. A equipe Brasileira participou utilizando o fuzil de precisão multicalibre Remington MSR(.308 e .338). Ao final do segundo dia de evento a equipe brasileira conseguiu alcançar 625 pontos permanecendo na 10ª colocação geral. Os maiores pontuadores dessa prova foram Colômbia(AFEUR), Chile(BOE Lautaro) e EUA(7th Special Forces Group), ambos conseguindo 765 pontos.



O terceiro dia do evento consistiu nas prova de Pista de Obstáculos, nessa prova os países participantes mostraram suas capacidades de trabalho em equipe para completar o percurso sem deixar nenhum homem para trás. Ao final desse dia a equipe brasileira conseguiu 150 pontos continuando na 10ª colocação geral, o maior pontuador dessa prova foi o Chile(BOE Lautaro) conseguindo 200 pontos.




O quarto dia de evento colocou à prova as capacidades anfíbias das equipes participantes. Nessa prova as equipes foram lançadas de helicóptero na costa Chilena utilizando a técnica Hello Casting(Bastante empregada pelo Brasil nos Rios da Região Amazônica), os competidores já na água tiveram que chegar a praia nadando e posteriormente realizaram um pequeno percurso de marcha e terminando com avaliação de tiros de pistola. A equipe Brasileira conseguiu alcançar 160 pontos, permanecendo na 10ª colocação geral, o maior pontuador dessa prova foi o Chile(BOE Lautaro) conseguindo 200 pontos.

No quinto e sexto dia as equipes participantes colocaram na prova de tarefas criticas suas habilidades de disparos de armas táticas e de precisão, Nessa Prova o Brasil acumulou 280 pontos(permanecendo na 10ª colocação geral), com o maior pontuador sendo os EUA(7th Special Forces Group) com 400 pontos.


O sétimo dia de evento foi caracterizado pela prova de combate urbano, essa prova foi iniciada com um disparo de precisão efetuado pelos Atiradores de elite de cada equipe e seguida de uma incursão das equipes de assalto em um ambiente de combate confinado(CQB) com o intuito de eliminar as ameaças e resgatar um refém fictício. A equipe Brasileira conseguiu a 3ª melhor colocação da prova(atrás de Colômbia com 580 pontos e Equador com 570 pontos) alcançando 535 pontos elevando na colocação geral para a 9ª posição.

No oitavo dia de evento as equipes participantes enfrentaram a prova física e marcha noturna com cada operador das equipes carregando 50kg de equipamentos. Nessa Prova Brasil acumulou 175 pontos(finalizando na 9ª colocação geral), com o maior pontuador sendo o Equador(Grupo Especial de Operações-GEO) com 200 pontos.

Nos dois últimos dias de evento aconteceram o concurso multinacional de habilidades operacionais e o Seminário de Liderança Sênior ministrados pelo Exercito de Chile e Estado Maior Conjunto do Chile.



« Última modificação: Julho 03, 2019, 04:31:51 pm por Vitor Santos »
 
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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #51 em: Julho 27, 2019, 04:36:51 pm »
Ministro Fernando e Presidente Bolsonaro visitam Comando de Operações Especiais


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Brasília, 26/07/2019 – Na sexta (26), o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, visitou o Comando de Operações Especiais (COPESP) do Exército, localizado em Goiânia (GO). O Ministro da Defesa acompanhou o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Governador de Goiás, Ronaldo Ramos Caiado, durante as cerimônias de formatura militar e de demonstrações da tropa.

Após receber os cumprimentos do Comandante de Operações Especiais, General Mauro Fernandes, o Presidente Bolsonaro e comitiva dirigiram-se ao Monumento Gorro Preto, local destinado a homenagear integrantes de operações especiais mortos em atividade militar. Eles também visitaram o Museu COPESP, assistiram demonstração de tiro e de salto livre operacional.

Em discurso, o Presidente Bolsonaro recordou os 15 anos de serviço efetivo que prestou ao Exército e relatou o orgulho de ter servido na Brigada de Infantaria Paraquedista. Ele falou sobre a importância da união para o êxito na missão e elogiou o trabalho dos militares. “Trabalhamos pela nossa Pátria, trabalhamos pelo futuro de todos”, afirmou.

Em sua primeira visita ao COPESP como Ministro, Fernando Azevedo ressaltou o prestígio da Organização Militar em receber a visita do comandante supremo das Forças Armadas. “É muito importante o Presidente Bolsonaro conhecer essa tropa de elite do Exército Brasileiro que tanto contribuiu ao serviço do país”, disse.

Na ocasião, o Ministro Fernando tirou foto ao lado da estátua do pai, o Major de Infantaria Gilberto Antônio Azevedo e Silva. “Meu pai foi o pioneiro do curso de Forças Especiais, em 1957, e voltar aqui e rever a materialização da vida que ele dedicou, é muita emoção para mim”, declarou.

O COPESP é subordinado ao Comando Militar do Planalto (CMP) e seus integrantes são considerados como a tropa de elite das unidades militares do Exército.

Unidades integrantes

A estrutura do COPESP é composta pelas seguintes organizações militares: 1º Batalhão de Forças Especiais, 1º Batalhão de Ações de Comandos, 1º Batalhão de Operações Psicológicas, Batalhão de Apoio às Operações Especiais, Base Administrativa do Comando de Operações Especiais, Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear e 6º Pelotão de Polícia do Exército, localizadas em Goiânia (GO) e, ainda, o Centro de Instrução de Operações Especiais, situado no Forte Imbuy, Niterói (RJ) e a 3ª Companhia de Forças Especiais, em Manaus (AM).

FONTE: https://www.defesa.gov.br/noticias/58734-ministro-fernando-e-presidente-bolsonaro-visitam-comando-de-operacoes-especiais
 

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #52 em: Julho 27, 2019, 04:47:26 pm »













« Última modificação: Julho 28, 2019, 04:48:25 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #53 em: Agosto 27, 2019, 12:47:50 am »
Fuerzas Comandos 2019





















FONTE: U.S. Southern Command. SOCSOUTH
 

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #54 em: Dezembro 19, 2019, 01:37:59 pm »
O Mergulho de Engenharia no Exército Brasileiro


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O presente artigo tem por finalidade fazer uma breve apresentação do mergulho militar praticado pela Arma de Engenharia do Exército Brasileiro (EB), explorando o conceito de Atividade Especial de Mergulho (AEM), a formação dos mergulhadores, emprego e capacidades previstas, pessoal e material.

O EB busca atender a diversas demandas operacionais utilizando uma estrutura organizacional com base nas Armas, Quadros e Serviços. As Armas, Quadros e Serviços são conjuntos de pessoal e meios organizados em unidades de acordo com as suas funcionalidades, que desenvolvem atividades específicas nas operações militares.

A Engenharia é a arma de apoio ao combate que tem como missão principal apoiar as operações conduzidas pela Força Terrestre, por intermédio das atividades de Apoio à Mobilidade, Contramobilidade, Proteção e Apoio Geral de Engenharia.

Como um dos responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção da atividade de mergulho no EB, a Arma Azul Turquesa emprega pessoal e material especializados para o cumprimento das diversas missões que exigem o emprego de mergulhadores, contribuindo qualitativamente para uma maior liberdade de ação do poder militar, estando apta a atuar nos diversos ambientes operacionais, em situações de guerra e de não guerra, estendendo a mão amiga quando se faz necessário.

Atividade Especial de Mergulho (AEM) no Exército Brasileiro

No Brasil, as primeiras atividades de mergulho foram realizadas pelos índios. Sua destreza no combate aquático ficou evidenciada nos relatos de José de Anchieta, Gabriel Soares e de Hans Standen. Fatos como assaltos e sabotagem às naus francesas em Cabo Frio confirmam a eficiência desses precursores do mergulho militar brasileiro.

O mergulho militar no Brasil foi criado na década de 1970, baseando-se no modelo praticado no exterior, em escolas reconhecidas nos Estados Unidos e na França. Atualmente no nosso país, o Centro de Instrução Átila Monteiro Aché (CIAMA) e o Centro de Instrução de Operações Especiais, ambos sediados em Niterói-RJ, são os principais difusores dessa atividade.

Nessa vertente são desenvolvidas atividades e missões específicas dessa profissão, e como atividade bélica, foi introduzido com a finalidade de facilitar as operações, por intermédio da preparação do campo de batalha e degradação do poder de combate inimigo.

No Exército Brasileiro, o mergulho militar está subdividido em três ramos: as atividades de Operações Especiais, desenvolvidas no Comando de Operações Especiais e de Infantaria Paraquedista; as atividades de busca e salvamento, desenvolvidas pelo Serviço de Busca e Salvamento da Aviação do Exército; e as atividades de apoio ao combate, realizadas pela Arma de Engenharia.

Para o cumprimento de missões militares de mergulho, a Atividade Especial de Mergulho é aquela desempenhada por militares da ativa do EB, habilitados para o cumprimento de missão dessa natureza, podendo ser acompanhados por militares de outras forças armadas, policiais / bombeiros militares ou civis tecnicamente e legalmente habilitados para a mesma atividade.

A Formação dos Mergulhadores

A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e a Escola de Sargentos das Armas (ESA) são os Estabelecimentos de Ensino responsáveis pela formação dos Oficiais e Sargentos combatentes no EB.

Nessas escolas de formação, tanto o cadete como o aluno de Engenharia, recebem as primeiras instruções de mergulho com a finalidade de fomentar a busca por essa especialização e desenvolver os atributos da área afetiva necessários para a formação do Oficial e Sargento combatentes.

Atualmente a formação básica dos mergulhadores da Arma de Engenharia (Oficias e Sargentos) tem sido feita na Marinha do Brasil (MB), nos Corpos de Bombeiros Militares (CBM) em algumas unidades da Federação e no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp) com a criação do Estágio de Mergulho a Ar e Resgate.

Em complemento à sua formação, alguns militares também realizam especialização no exterior, incluindo-se aqui Cursos nos Exércitos Argentino, Uruguaio e Espanhol.

Emprego e Capacidades

Doutrinariamente, a Arma Azul Turquesa é responsável pelo apoio ao combate e tem como missão principal proporcionar aos elementos de combate da Força Terrestre o apoio especializado à mobilidade, contramobilidade e proteção da tropa, nas operações desencadeadas no amplo espectro dos conflitos, caracterizando-se como um fator multiplicador do poder de combate.

Uma operação de Mergulho de Engenharia é caracterizada pelo emprego de duas técnicas: a de engenharia e a de mergulho. A técnica de engenharia que pode envolver uma operação desta natureza abrange desde simples reconhecimentos até o assessoramento técnico necessário em algumas grandes operações de logística.

Neste ínterim encontram-se trabalhos com explosivos (desativação de minas e armadilhas, demolições de superfície e aquáticas) com posicionamento, montagem e levantamento das condições de alguma parte subaquática de uma ponte (reconhecimento especializado de Engenharia), com instalação e remoção de obstáculos subaquáticos, abertura e limpeza de canais de navegação, instalação de redes de proteção para pontes flutuantes e portadas, apoio a operações de transposição de curso d’água, inspeções de cascos de embarcações ou suportes flutuantes, busca e salvamento, entre outros.

Em tempos de paz, o mergulhador militar é empregado na busca e recuperação de materiais, desobstrução de aquavias, segurança de diversas instruções e no auxílio a calamidades sociais, operando normalmente em ambiente interior, cujos procedimentos operacionais para a atividade de mergulho são revestidos de certo grau de particularidade devido às características do meio aquático.

Pessoal e Material

As Organizações Militares (OM) do EB que concentram pessoal especializado e material são denominadas Organizações Militares Específicas de Mergulho (OMEM). Nessas unidades militares estão previstos os meios necessários para a realização da AEM.

O mergulhador de engenharia pode ser empregado utilizando a configuração de Mergulho Autônomo (Backmount) e/ou Mergulho Dependente, de acordo com o seu grau de especialização e as necessidades impostas pelas missões.

A título de exemplo, a constituição mínima da equipe de mergulho autônomo em águas interiores, até 30 metros, sem descompressão, é composta de quatro militares: um supervisor de mergulho, que também fará a função de mergulhador de emergência; dois mergulhadores para a execução do trabalho; e um militar auxiliar de superfície, que poderá ser mergulhador ou não.

Visando manter a capacidade técnica e adestramento das equipes de mergulho existentes nas OMEM, é realizado um planejamento anual para a execução do Plano de Provas de Mergulho (PPM), composto por dez “provas”, que vão desde o planejamento de uma operação de mergulho até a realização de simulações de possíveis situações que podem ser encontradas.

Existe ainda o Plano de Exercícios de Mergulho (PEM), composto por nove exercícios, que tem por finalidade atestar a capacitação física e técnica dos mergulhadores que passam por um período prolongado afastados da atividade de mergulho.

Quanto ao material empregado, além do previsto como obrigatórios para o mergulho autônomo, tem-se buscado novos treinamentos com outros equipamentos e configurações, visando desenvolver novas capacidades e melhorar a parte técnica.

A busca de treinamento com Máscaras Full Face tem-se mostrado uma necessidade importante para a realização de trabalhos subaquáticos e atividades especializadas de engenharia, principalmente nas medidas de coordenação, controle e segurança do pessoal envolvido na operação militar.

A busca por novas técnicas, como a possibilidade de emprego da versátil configuração de sidemount, já é uma realidade nas operações de busca e recuperação de alguns Órgãos de Segurança Pública e pode acrescentar qualitativamente na parte técnica da equipe de mergulho de Engenharia, trazendo grandes benefícios, especialmente no emprego em ambientes de acesso restrito ou com correnteza.

Conclusão

As possibilidades de emprego e as capacidades desenvolvidas no mergulho de Engenharia revestem-se de importância por representarem ferramentas a mais como fator de multiplicação do poder de combate da Força Terrestre.

O criterioso processo de seleção e formação desses profissionais para o desempenho da Atividade Especial de Mergulho garante ao EB um recurso humano motivado, com material especializado, em constante treinamento e sempre pronto para atender às diversas demandas da instituição e do país, tanto em situação de guerra como não guerra.

 :arrow:  https://www.defesa.tv.br/o-mergulho-de-engenharia-no-exercito-brasileiro/?fbclid=IwAR2X9_cDTf0n4WGzOc6hPPI-F5nwcASO1Au_VQu7zUa-B9nQnltiW8eqGxw



 

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Re: Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro
« Responder #55 em: Janeiro 11, 2020, 06:11:19 pm »
Aviação de Operações Especiais no Exército Brasileiro (uma concepção de unidade aérea)

Dois UH-60L do 4° Batalhão de Aviação do Exército realizando adestramento conjunto com tropas da 3ª Companhia de Forças Especiais, subordinada ao COpEsp. Créditos: C. J. Van Der Ende

Citar
Por Marcos Antônio Vilela Ferrão da Silva

O Exército Brasileiro (EB), desde a década de 1950, tem estado na vanguarda do que de mais moderno existe no emprego de tropas de operações especiais. Desenvolveu uma doutrina própria que se adequa constantemente à realidade nacional, tornando-se referência nas Américas. A vocação ímpar da Força Terrestre para esse tipo de emprego materializou-se através da criação do Comando de Operações Especiais (COpEsp), concebido aos moldes do United States Army Special Operations Command (USASOC).

Embora unidades de aviação vocacionadas para operações especiais não sejam novidade, tomando-se como base para essa afirmação os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a sua concepção, doutrina e adestramento ainda se fazem desconhecidos em países que não as possuem. A Aviação do Exército (AvEx) vêm,  ao longo dos anos,  prestando apoio cerrado às demandas do seu principal “cliente”, o COpEsp, de maneira ininterrupta. Porém, a crescente complexidade das missões nas quais a AvEx se vê envolvida em apoio ao COpEsp, bem como o alto grau de adestramento requerido pelas especificidades inerentes as tropas de Comandos e de Forças Especiais, exigem que o Exército Brasileiro, inicie a concepção de uma unidade de aviação de asas rotativas especialmente vocacionada para o apoio direto ao emprego não-convencional. Afirmação essa que pode ser entendida como um desdobramento para as Forças Armadas da designação, pelo governo americano, como aliado extra-OTAN
.


Artigo na íntegra: http://tecnodefesa.com.br/aviacao-de-operacoes-especiais-no-exercito-brasileiro-uma-concepcao-de-unidade-aerea/

 

 

Aviação do Exército (AvEx)

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