O Reapetrechamento da Marinha

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2910 em: Janeiro 27, 2026, 06:47:28 pm »
O meu abre. 🤔 Tentem este... ou vão ao X do Defence360.

https://x.com/i/status/2016116836018852286
« Última modificação: Janeiro 27, 2026, 06:49:49 pm por Lampuka »
João Pereira
 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2913 em: Janeiro 27, 2026, 10:21:06 pm »
Bom trabalho!
É o meu desejo.
João Pereira
 

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Ghidra

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2914 em: Janeiro 29, 2026, 07:58:49 pm »
Marinha vai receber 12 novos navios nos próximos cinco anos num esforço de modernização

Nuno Melo fez questão de assinalar que o esforço do Governo não se resume a estas duas embarcações.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, destacou esta quinta-feira que a Marinha vai receber, até 2030, doze novos navios, entre reabastecedores, porta-drones e fragatas, num esforço que pretende construir o ramo "dos próximos trinta anos".

Durante a cerimónia que assinalou o início da construção do primeiro de dois navios reabastecedores e logísticos, que vão ser construídos nos estaleiros da ADA, na Turquia, Nuno Melo fez questão de assinalar que o esforço do Governo não se resume a estas duas embarcações

"Nos próximos cinco anos, até ao final da década, em 2030, serão entregues à Marinha doze novos navios, não é coisa pouca", sublinhou o governante.

Nuno Melo enumerou o porta-drones D. João II, que está a ser construído na Roménia e será entregue em 2026, os Navios de Patrulha Oceânico (NPO's), cuja primeira embarcação vai chegar em 2027, o primeiro reabastecedor logístico em 2028, a primeira de três fragatas de nova geração em 2029 e "as restantes" até ao final da década.

"Este é um ímpeto reformista que a Marinha vem imprimindo a si própria, que a tutela vem executando do lado da Marinha desde o primeiro dia", sublinhou o ministro.

Nuno Melo fez questão de salientar que, "num momento em Portugal realiza o maior investimento em democracia no equipamento e modernização das Forças Armadas" -- com verbas avultadas de diversas frentes, que incluem Lei de Programação Militar (5,5 mil milhões de euros até 2034), SAFE (empréstimos europeus de 5,8 mil milhões), além do Orçamento do Estado (3,7 mil milhões) -- "é mesmo muito importante que os portugueses compreendam que este esforço é estratégico e é de interesse nacional".

O Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Nobre de Sousa, afirmou que, apesar de Portugal estar a adquirir dois navios reabastecedores logísiticos, pretende continuar com o projeto de construção do navio polivalente logístico, que se mantém no sistema de forças, por se tratarem de "capacidades diferentes".

Ainda não há prazos previstos para este projeto, que deverá ser revisitado no âmbito da revisão da Lei de Programação Militar (LPM).

Sobre a LPM, Nuno Melo adiantou que o Governo pretende criar um grupo de trabalho "transversal", com representantes dos ramos das Forças Armadas, da Secretaria Geral de Defesa e Direção-Geral de Política de Defesa Nacional, à semelhança do que foi feito para a escolha dos investimentos do SAFE, empréstimos europeus.

https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/marinha-vai-receber-12-novos-navios-nos-proximos-cinco-anos-num-esforco-de-modernizacao
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2915 em: Janeiro 29, 2026, 10:27:34 pm »
O LPD poderá ser um projeto com o Turcos ou Sul Coreanos !
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2916 em: Janeiro 30, 2026, 08:45:14 am »
O LPD poderá ser um projeto com o Turcos ou Sul Coreanos !

Nunca mais desistem dessa idea
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dc

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2917 em: Janeiro 30, 2026, 04:16:24 pm »
Agora que vamos ter fragatas a sério, pelo menos já faz mais sentido por existirem escoltas decentes.

Ainda vão é encomendar um Anadolu ou Dokdo para operar drones a sério.  8)
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2918 em: Janeiro 30, 2026, 04:34:11 pm »
O LPD poderá ser um projeto com o Turcos ou Sul Coreanos !

Nunca mais desistem dessa idea

Dois crossovers seriam muito mais úteis... e fariam quase o mesmo trabalho, e teríamos maior disponibilidade do que apenas uma classe de navio maior. Já não há Batalhão Ligeiro de Desembarque para justificar um LPD.  Dois crossover, apoiados pelos 2  AOR+, mais os 6 NPO3S, e se fosse necessário o DJ2, escoltados pelas 3 FREMM EVO já seria uma capacidade mais que suficiente de projeção de forças.
« Última modificação: Janeiro 30, 2026, 05:00:27 pm por Duarte »
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2919 em: Janeiro 30, 2026, 04:42:46 pm »
Eu vejo um futuro navio anfíbio com convés de voo para operar drones de grande porte e com espaço para armas contentorizadas. Com os futuros radares top das fragatas um navio assim é um multiplicador de força.
 
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dc

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2920 em: Janeiro 30, 2026, 06:22:20 pm »
Dois crossovers seriam muito mais úteis... e fariam quase o mesmo trabalho, e teríamos maior disponibilidade do que apenas uma classe de navio maior. Já não há Batalhão Ligeiro de Desembarque para justificar um LPD.  Dois crossover, apoiados pelos 2  AOR+, mais os 6 NPO3S, e se fosse necessário o DJ2, escoltados pelas 3 FREMM EVO já seria uma capacidade mais que suficiente de projeção de forças.

Se só tivermks 3 FREMM EVO, dificilmente vais ter as 3 operacionais ao mesmo tempo. Certamente não terás com regularidade.

2 EVO e 1/2 navios da segunda classe de combatentes de superfície, talvez.

De restom depende do nível de ambição. Se a MGP comprar, além das 3 FREMM EVO + 3/4 EPC Full ou assim, dificilmente se compram Crossover.

Vejo a possibilidade de Crossover:
-se não comprarmos mais combatentes de superfície, ficando a faltar uma segunda classe, e aí os XO139CF cumpriam a tarefa de escolta e anfíbia;
-ou se optássemos por substiuir os 4 NPO originais por XO115S.

Outras alternativas low-cost e de guarnição reduzida, seria copiar o USMC, com 2 ou 3 LST100 da Damen.

Se o nível de ambição nos levar para um único navio, mas muito maior, então descartava logo o design de LPD clássico, por algo tipo LHD. Um Anadolu ou Dokdo, ou num segundo patamar uma versão maior do MPSS da Damen (PNM) - este último com mais limitações na operação de UAVs.

Eu vejo um futuro navio anfíbio com convés de voo para operar drones de grande porte e com espaço para armas contentorizadas. Com os futuros radares top das fragatas um navio assim é um multiplicador de força.

Isso dependeria de alguns factores, como o dinheiro (os SAFEs não duram para sempre, depois de comprar, é preciso sustentar os navios), se a falta de pessoal persiste e o nível de ambição.

Um Anadolu com Bayraktar TB3 e (em especial) Kizilelma é uma besta completamente diferente do PNM com drones "simples".

A parte dos contentores, torço sempre o nariz quando é para abdicar de espaço no convés de voo de um navio como um LHD. O verdadeiro multiplicador de força deste navio seriam os meios aéreos, os contentores podem ser colocados noutros navios.
 

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Lightning

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2921 em: Janeiro 31, 2026, 12:02:03 am »
Vou inventar um bocado.

Gostava de ter um D.João II, com doca para levar lanchas de desembarque que possam desembarcar veículos, hangar para uns 4(?) Black Hawk e a pista de drones também dar para Black Hawk, para assim poderem operar vários Black Hawk em simultâneo.

Talvez o PNM de 9.000 ton desse para isto?
 
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Cabeça de Martelo

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2922 em: Janeiro 31, 2026, 09:28:04 am »
Vou dizer de cabeça, mas penso que o de 9000 toneladas tem uma rampa e não uma doca alagavel, tal como o D. João II, mas pode transportar e colocar na água lanchas de desembarque. Ao nível do transporte de helicópteros tenho sérias dúvidas que essa versão seja mais capaz que o nosso futuro navio. Penso que dá pata transportar um helicóptero médio ( NH90 ou BH) e muitos drones.

Quanto mais penso, mais gosto de um certo navio italiano, mas penso que seria demasiado para a nossa realidade.

https://en.wikipedia.org/wiki/Qatari_amphibious_transport_dock_Al_Fulk
« Última modificação: Janeiro 31, 2026, 09:31:03 am por Cabeça de Martelo »
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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dc

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2923 em: Janeiro 31, 2026, 03:42:57 pm »
Vou inventar um bocado.

Gostava de ter um D.João II, com doca para levar lanchas de desembarque que possam desembarcar veículos, hangar para uns 4(?) Black Hawk e a pista de drones também dar para Black Hawk, para assim poderem operar vários Black Hawk em simultâneo.

Talvez o PNM de 9.000 ton desse para isto?

Se não estou em erro a versão de 9000 toneladas apenas torna o navio mais longo (no que diz respeito a dimensões), a largura do convés de voo não é aumentada.

A ilha é igual em ambos os modelos, logo em termos de hangar deve ser igual.

Para acomodar 3/4 helis no hangar era preciso alterar muita coisa, ou na ilha, ou instalando elevadores capazes de mover helis desses. Nem sei se o espaço interno permitia tal coisa, já que não foi concebido para acomodar helicópteros, à excepção daquele hangar próprio.

Com esse trabalho todo, compravas um Dokdo, que fazia tudo muito melhor, por um preço decente. O único defeito é a guarnição enorme para o que estamos habituados.

Quanto mais penso, mais gosto de um certo navio italiano, mas penso que seria demasiado para a nossa realidade.

https://en.wikipedia.org/wiki/Qatari_amphibious_transport_dock_Al_Fulk

Defensivamente o navio é muito bom. Mas só pode operar 2 helis em simultâneo, e é limitado no lançamento de UAVs. É mais um LPD musculado, do que um LHD.

Se o debate fosse entre construir esse, ou um LPD estilo Rotterdam, também preferia esse.

Quando o debate é esse, ou um navio capaz de transportar UCAVs mais robustos, um navio com convés de voo maior é preferível.

Nesse aspecto a classe Dokdo ou um Anadolu seriam mais adequados. Preferencialmente com uma variante de guarnição mais reduzida, ao invés dos 330 e 371 respectivamente.

Não havendo possibilidade disto, olha, é desenrascar, nem que fosse com uma variante militarizada do MPSS, que se limita a drones de reconhecimento e VTOL, e só usar 2 helicópteros.
 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2924 em: Janeiro 31, 2026, 03:58:11 pm »
Mais uma vez, a questão é perceber o que queremos nesta fase. Defender o território ou projectar forças?
Porque se for para a primeira opção, penso que deveriam optar por outras prioridades.
Para operação de UCAV's temos as Bases do continente,  da Madeira e dos Açores que cobrem melhor do que qualquer navio toda a nossa área geográfica,  com múltiplas vantagens e  provavelmente de forma mais económica.
Reforcem as fragatas e os submarinos, assim como as defesas aéreas e cobertura de radar.
João Pereira
 
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