Reformar e Modernizar as Forças Armadas

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4350 em: Fevereiro 18, 2026, 04:59:45 pm »
Os investimentos na defesa irão continuar e temos investido como nunca. Mas 5% do PIB significaria sacrifícios no país que nenhum governo irá conceder pois é assinar a sua morte.
Alguem vai cortar apoios às pessoas que perderam tudo nas tempestades porque temos que comprar submarinos? Quem vai dizer ao país que teve que se reduzir no investimento da saude porque é preciso comprar anti-aereas?

Nós não temos investido mais do que nunca. O investimento está a ser ligeiramente superior ao dos anos anteriores, mas nada por aí além. Ainda por cima quando se conta com programas em atraso dos anos anteriores, o aumento de investimento é meio ilusório.

Uma grande parte do aumento também está associado a aumentos com pessoal. Isto inflaciona bastante o valor, sem realmente investir em capacidades.

O grosso do investimento, até agora, vai ser através do SAFE - cujo pagamento das tranches vai contar para futuros orçamentos de Defesa.

Também não acredito nos 5%. Atingir 2% realmente na Defesa, já dava para safar, especialmente em consonância com o SAFE. Mas para isso o valor alocado ao reequipamento tem que ser de pelo menos 1000-1500M/ano.

Citar
O problema da defesa não é a % de investimento do Governo. O problema foi o desinvestimento que houve durante decadas, decadas!! E agora esperam que este governo em 2 ou 3 anos resolva 50 anos de desinvestimento?
Portugal terá que atingir os 3% reais do PIB em investimento e essa percentagem será suficiente para repor as maiores necessidades. Se existir um SAFE 2.0 então é aproveitar para adquirir novos caças e se possivel submarinos (plus AA).

As 2 coisas podem ser verdade. A % gasta é de facto um problema (0.9% em Defesa é ridículo, com 50 ou 60% deste valor em custos com pessoal ainda é pior), que agrava o atraso que sentimos ao não se investir o necessário ao longo de longos períodos de tempo.

Já num SAFE 2.0, seria um erro comprar caças, já que as únicas opções elegíveis, são para aviões que não cumprem as necessidades das próximas décadas, e têm custos idênticos à opção de topo do mercado.

Eu preferia usar o SAFE para ir buscar aqueles produtos europeus que são topo de gama no seu segmento, como mais FREMM ou baterias AA, e usar a LPM para comprar caças.
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4351 em: Fevereiro 19, 2026, 12:30:08 pm »
O governo - e grupo parlamentar - não se vai colocar em xeque por querer "gastar em Defesa"... ou os 2 maiores partidos da oposição são responsáveis (o 3º, a IL, até o costuma ser) ou vai ser complicado.

Descer a carga fiscal é parecido - ou os 3 maiores grupos parlamentares querem ou nada acontece (o 4º até quer); e como, de forma populista, preferem despesa estrutural... 
« Última modificação: Fevereiro 19, 2026, 12:31:08 pm por LM »
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4352 em: Fevereiro 19, 2026, 07:06:29 pm »
Os investimentos na defesa irão continuar e temos investido como nunca. Mas 5% do PIB significaria sacrifícios no país que nenhum governo irá conceder pois é assinar a sua morte.
Alguem vai cortar apoios às pessoas que perderam tudo nas tempestades porque temos que comprar submarinos? Quem vai dizer ao país que teve que se reduzir no investimento da saude porque é preciso comprar anti-aereas?

Nós não temos investido mais do que nunca. O investimento está a ser ligeiramente superior ao dos anos anteriores, mas nada por aí além. Ainda por cima quando se conta com programas em atraso dos anos anteriores, o aumento de investimento é meio ilusório.

Uma grande parte do aumento também está associado a aumentos com pessoal. Isto inflaciona bastante o valor, sem realmente investir em capacidades.

Factualmente a primeira frase não é de todo verdade. Olhemos para os ultimos 10 anos:
Ano    Gasto (Milhões de USD*)   % do PIB (NATO)
2025   ~3.240 (est. €3.065M)   ~2,00% (Meta)
2024   4.641   1,58%
2023   4.236   1,52%
2022   3.566   1,35%
2021   3.882   1,50%
2020   3.267   1,45%
2019   3.298   1,38%
2018   3.238   1,33%
2017   2.766   1,19%
2016   2.573   1,22%
2015   2.502   1,24%

Entre 2022 e 2024, houve um aumento nominal de quase mil milhões de dólares para cumprir as novas exigências da NATO face à instabilidade na Europa de Leste. Dizer que não é por nada ai além não é verdade. Este investimento de mais mil milhões dava para construir muitos hospitais e isso daria muitos mais votos a quem governa.
Factualmente também não existe período de 2000 para cá em que o investimento em % do PIB seja maior do que agora.

Sobre os salários, é verdade que existiu aumento do vencimento dos militares, aumento esse que era necessário para travar a sangria de efetivos que sai para outras forças de segurança. Podemos até condenar que esse valor entre nas contas, mas entra nas contas portuguesas como dos outros países todos. Não somos nós que somos chico-espertos (pelo menos nisto) os outros fazem todos o mesmo, existindo por isso um certo equilíbrio.

Citar
Também não acredito nos 5%. Atingir 2% realmente na Defesa, já dava para safar, especialmente em consonância com o SAFE.

Totalmente de acordo

Citar
Já num SAFE 2.0, seria um erro comprar caças, já que as únicas opções elegíveis, são para aviões que não cumprem as necessidades das próximas décadas, e têm custos idênticos à opção de topo do mercado.

Eu preferia usar o SAFE para ir buscar aqueles produtos europeus que são topo de gama no seu segmento, como mais FREMM ou baterias AA, e usar a LPM para comprar caças.

Concordo mas duvido que a LPM tenha margem para adquirir F35 por si só e acautelar as outras necessidades
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4353 em: Fevereiro 22, 2026, 01:58:12 am »
Factualmente a primeira frase não é de todo verdade. Olhemos para os ultimos 10 anos:
Ano    Gasto (Milhões de USD*)   % do PIB (NATO)
2025   ~3.240 (est. €3.065M)   ~2,00% (Meta)
2024   4.641   1,58%
2023   4.236   1,52%
2022   3.566   1,35%
2021   3.882   1,50%
2020   3.267   1,45%
2019   3.298   1,38%
2018   3.238   1,33%
2017   2.766   1,19%
2016   2.573   1,22%
2015   2.502   1,24%

Entre 2022 e 2024, houve um aumento nominal de quase mil milhões de dólares para cumprir as novas exigências da NATO face à instabilidade na Europa de Leste. Dizer que não é por nada ai além não é verdade. Este investimento de mais mil milhões dava para construir muitos hospitais e isso daria muitos mais votos a quem governa.
Factualmente também não existe período de 2000 para cá em que o investimento em % do PIB seja maior do que agora.

Os 1.58% são uma falácia. Incluem gastos com a GNR.

O valor real gasto na Defesa tem sido de 0.9-1.1%.

Os valores vão crescendo também por consequência dos salários mais altos.

A isso acresce que, se fores a comparar a % do PIB em 2015, altura em que ainda se andava numa de cortes, com a percentagem de 2024, só ganhaste 0.3%. É esta a diferença entre um ano de duros cortes (2015) e um ano em que há guerra na Europa, e em que todos os países começam a incestir muito mais na Defesa.

O valor que conta, é o valor alocado à LPM, em que os ganhos de um ano para o outro rondam os 100/200M nos melhores dos anos.

De 2022-2024, temos que nos lembrar que é contabilizado o apoio à Ucrânia, e ainda o acréscimo de custos devido à inflação - basicamente tudo ficou mais caro.

Em cima disto, temos ainda que olhar para a taxa de execução dos programas, em que muitos deles estão atrasados. Muito do que tens investido nos últimos 2 ou 3 anos, é em programas que foram sendo adiados da LPM de 2019. Por exemplo o programa NPO está atrasado uns 3 anos face ao planeado na LPM.

Estes atrasos significam que nos anos anteriores, houve investimento que ficou por fazer.

Citar
Sobre os salários, é verdade que existiu aumento do vencimento dos militares, aumento esse que era necessário para travar a sangria de efetivos que sai para outras forças de segurança. Podemos até condenar que esse valor entre nas contas, mas entra nas contas portuguesas como dos outros países todos. Não somos nós que somos chico-espertos (pelo menos nisto) os outros fazem todos o mesmo, existindo por isso um certo equilíbrio.

Ninguém está a dizer que não eram necessários. O facto é que quando aumentas os salários, estás a inflacionar o investimento na Defesa, sem de facto investires em reequipamento e consequentemente ganhos de capacidades.

Além disso, estão incluídos salários da GNR, logo os aumentos têm um peso ainda maior.

Citar
Concordo mas duvido que a LPM tenha margem para adquirir F35 por si só e acautelar as outras necessidades

Com um hipotético SAFE 2.0, podias acautelar as outras necessidades quase todas.
Incluir caças no SAFE 2.0, e depois investir nas outras necessidades com a LPM, ou inverter a proveniência das verbas, ia dar ao mesmo.

Os caças europeus ao abrigo do SAFE custariam o mesmo que F-35 fora do SAFE.
Dava perfeitamente para comprar os F-35 com a LPM, e usar os hipotéticos 5800M de um SAFE 2.0 para comprar o resto.

Se não há dinheiro para F-34 na LPM, então continuar com F-16, modernizados ou em segunda-mão para desenrascar sem gastar muito dinheiro.
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4354 em: Hoje às 03:57:48 am »
Governo diz que só revela dados de compras de Defesa após fechar contratos
Plano de Investimento em Defesa continua sem detalhes quanto às aquisições previstas, contrapartidas, calendário ou impactos nas contas públicas. Compra de três novas fragatas a Itália e de 90 blindados à Rheinmetall poderá consumir três quartos dos 5,8 mil milhões pedidos em Bruxelas.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/defesa/detalhe/governo-diz-que-so-revela-dados-de-compras-de-defesa-apos-fechar-contratos
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“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4355 em: Hoje às 10:31:09 am »
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4356 em: Hoje às 10:42:43 am »
Confesso a minha incompreensão por haver surpresa - são compras enquadradas pelo SAFE, "governo - a - governo" / OCCAR; não há procedimento de "concurso", não houve negociações longas e detalhadas com vários governos por vários hipóteses de sistemas ; é normal que só no fim das negociações o Governo - tendo já havido, à porta fechada, reuniões dos CEMs e do MDN com a Comissão Defesa Nacional da AR - preste declarações.     
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4357 em: Hoje às 01:34:20 pm »
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4358 em: Hoje às 02:08:03 pm »
Desconhecia o site - e o que a organização tinha no "portfolio - da OCCAR (Organisation Conjointe de Coopération en matière d'Armement / Organisation for Joint Armament Co-operation)... e existe desde 2001.

De notar que nem somos membros, nem participantes nem observadores.

E que - para além da FREMM e da MMPC - têm o PPA... não têm é o IRIS-T.
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4359 em: Hoje às 04:20:49 pm »
Desconhecia o site - e o que a organização tinha no "portfolio - da OCCAR (Organisation Conjointe de Coopération en matière d'Armement / Organisation for Joint Armament Co-operation)... e existe desde 2001.

De notar que nem somos membros, nem participantes nem observadores.

E que - para além da FREMM e da MMPC - têm o PPA... não têm é o IRIS-T.

Interessante a participação de países fora da Europa..

Citar
LSS - LOGISTIC SUPPORT SHIP
The LSS will be able to support a naval Joint Task Force, to support disaster relief operations, to provide medical support and to transport cargo.

FR IT BR

Citar
MALE RPAS - MEDIUM ALTITUDE LONG ENDURANCE REMOTELY PILOTED AIRCRAFT SYSTEM
The MALE RPAS will be operated worldwide to especially support ISTAR (Intelligence, Surveillance, Target Acquisition and Reconnaissance) missions.

FR DE IT ES JP IN
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4360 em: Hoje às 06:54:19 pm »
Confesso a minha incompreensão por haver surpresa - são compras enquadradas pelo SAFE, "governo - a - governo" / OCCAR; não há procedimento de "concurso", não houve negociações longas e detalhadas com vários governos por vários hipóteses de sistemas ; é normal que só no fim das negociações o Governo - tendo já havido, à porta fechada, reuniões dos CEMs e do MDN com a Comissão Defesa Nacional da AR - preste declarações.   

Eu acho que parte da contestaçção às compras da Defesa ao abrigo do SAFE se deverão em parte à má-vontade contra os militares e despesas militares que existe nalguns sectores da sociedade nacional, a campanhas movidas por outros interesses (guerra híbrida?!?!?) E a raiva de alguns sectores/partidos políticos não terem sido beneficiados com estes contratos....

Mais uma razão para as coisas terem corrido muito bem, em termos de prazos, escolhas e parceiros.
Cumprimentos,
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4361 em: Hoje às 08:31:32 pm »
Confesso a minha incompreensão por haver surpresa - são compras enquadradas pelo SAFE, "governo - a - governo" / OCCAR; não há procedimento de "concurso", não houve negociações longas e detalhadas com vários governos por vários hipóteses de sistemas ; é normal que só no fim das negociações o Governo - tendo já havido, à porta fechada, reuniões dos CEMs e do MDN com a Comissão Defesa Nacional da AR - preste declarações.   

Eu acho que parte da contestaçção às compras da Defesa ao abrigo do SAFE se deverão em parte à má-vontade contra os militares e despesas militares que existe nalguns sectores da sociedade nacional, a campanhas movidas por outros interesses (guerra híbrida?!?!?) E a raiva de alguns sectores/partidos políticos não terem sido beneficiados com estes contratos....

Mais uma razão para as coisas terem corrido muito bem, em termos de prazos, escolhas e parceiros.

Quem beneficia politicamente da retórica anti-SAFE? Os partidos populistas de extrema-direita e os partidos da extrema esquerda. Estes partidos estão a posicionar-se como anti-elite, anti-sistema e hostil aos gastos públicos percebidos como beneficiando os “outros” em vez de “o povo”.

A retórica anti-SAFE enquadra-se na sua narrativa porque lhes permite enquadrar os gastos com a defesa como desperdício ou corrupção e os programas ligados à UE como imposições estrangeiras e  governo como priorizando “Bruxelas” em detrimento dos cidadãos portugueses.

Isto reflecte estratégias mais amplas da extrema-direita europeia que instrumentalizam os debates sobre a despesa pública para alimentar a desconfiança.

Eles lucram com a amplificação da tensão e da desconfiança social. O discurso de ódio e a crescente polarização social em Portugal mostram um ambiente político e mediático cada vez mais moldado pelas narrativas de conflito.

Neste ambiente, qualquer programa governamental amplo, complexo e mal explicado torna-se um alvo fácil.

Quem beneficia da retórica anti-SAFE? Comentadores que prosperam com o discurso impulsionado pela indignação e a comunicação social que lucra com enquadramentos sensacionalistas e os partidos políticos que mobilizam os eleitores através do medo, da raiva ou da perceção de injustiça

A escala e a opacidade do programa SAFE tornam-no ideal para este tipo de exploração.
« Última modificação: Hoje às 09:39:49 pm por Duarte »
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4362 em: Hoje às 09:52:45 pm »
Meh não existe retórica anti-safe na politica nacional de momento, pouco ou nada se fala disso sequer