Nada que não se saiba. Novidade (para mim, pelo menos) é a compra referida do quantitativo de Starstreak
https://cnnportugal.iol.pt/stinger/exercito-portugues/portugal-sem-sistema-de-defesa-anti-missil-de-medio-e-longo-alcance/20260309/69ae7af5d34edcee7c61a658REVISTA DE IMPRENSA | País dispõe apenas de mísseis FIM-92 Stinger
Portugal continua sem capacidade de defesa antiaérea de médio e longo alcance, mantendo apenas sistemas de curto alcance para responder a ameaças vindas do ar. A fragilidade tem sido apontada há vários anos por responsáveis militares e permanece por resolver.
Segundo fontes do Exército Português citadas pelo Público, o país dispõe apenas de mísseis FIM-92 Stinger, adquiridos na década de 1990 durante o governo de Cavaco Silva. Estes sistemas, guiados por infravermelhos, destinam-se a alvos a muito baixa altitude, como helicópteros ou drones.
A atual Lei de Programação Militar prevê investimentos totais de 5570 milhões de euros em equipamentos para as Forças Armadas, valor que fica aquém das necessidades inicialmente estimadas pelos chefes militares, que apontavam para cerca de 11 mil milhões.
No curto prazo, o Exército deverá receber quatro sistemas móveis RapidRanger, dois radares terrestres de vigilância com alcance de 100 quilómetros e 35 mísseis Starstreak. Até 2030, está ainda prevista a aquisição de 16 sistemas de mísseis-canhão operados remotamente no âmbito do programa europeu SAFE.
Apesar da lacuna, a defesa aérea portuguesa integra um sistema mais amplo que inclui radares e aviões F-16 Fighting Falcon, além da integração no sistema de vigilância da NATO, que utiliza aeronaves AWACS para deteção e alerta.
Portugal aderiu também à European Sky Shield Initiative, que prevê a aquisição de novos sistemas de radar e defesa aérea para reforçar a proteção do espaço europeu. Ainda não há datas para a entrega dos equipamentos.