Panhards ULTRAV M11 no Exército substituir ou upgrade ?

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LM

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Re: Panhards ULTRAV M11 no Exército substituir ou upgrade ?
« Responder #60 em: Janeiro 31, 2021, 10:11:43 pm »
Está-se a cometer o erro de comparar a funcionalidade do VBL com o ST5 ou outros veículos maiores. A principal vantagem do VBL e veículos da mesma classe, é serem aerotransportáveis, sobretudo por helicóptero, inclusive por carga suspensa utilizando um Merlin ou um UH-60, o primeiro que a FAP já tem, o segundo que a FAP como resultado do programa dos helicópteros de evacuação.

O ST5, o Scarabee, o L-ATV, tudo isto pesa o dobro ou mais do dobro que o VBL/Wiesel. O Fennek, que talvez seja o veículo mais próximo, em função, do VBL, também pesa mais do dobro. O conceito é simples, algo leve e ligeiramente blindado, que possa ser aerotransportado.

Bem observado. Então rectifico - com tantas necessidades a nível ST5 (até para substituir variantes Pandur que não temos) não vejo vantagens em desviar recursos para BRR ter veículos passíveis de serem helitransportados; até porque helicópteros em Portugal são algo "mitológicos".  :mrgreen:
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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tenente

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Re: Panhards ULTRAV M11 no Exército substituir ou upgrade ?
« Responder #61 em: Janeiro 31, 2021, 10:24:43 pm »
Para mim as hipóteses mais viáveis para o ExPort seriam o upgrade dos M11, a ser efectuado a semelhança dos VBL, Franceses ou serem substituidos pelos Weasel.

A minha escolha como substituto dos M11 que possuímos recaí sobre este modelo, a Doninha " fedorenta ".  :mrgreen:
Esta família de  " Tankettes ", possui versões que os nossos Paras, e não só, tanto necessitam os Rec, os ACar, os PM e os SAM.











Abraços

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« Última modificação: Fevereiro 01, 2021, 01:10:03 am por tenente »
 

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Kalil

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Re: Panhards ULTRAV M11 no Exército substituir ou upgrade ?
« Responder #62 em: Janeiro 31, 2021, 11:39:21 pm »
Está-se a cometer o erro de comparar a funcionalidade do VBL com o ST5 ou outros veículos maiores. A principal vantagem do VBL e veículos da mesma classe, é serem aerotransportáveis, sobretudo por helicóptero, inclusive por carga suspensa utilizando um Merlin ou um UH-60, o primeiro que a FAP já tem, o segundo que a FAP como resultado do programa dos helicópteros de evacuação.

O ST5, o Scarabee, o L-ATV, tudo isto pesa o dobro ou mais do dobro que o VBL/Wiesel. O Fennek, que talvez seja o veículo mais próximo, em função, do VBL, também pesa mais do dobro. O conceito é simples, algo leve e ligeiramente blindado, que possa ser aerotransportado.

A questão é mesmo esse conceito estar a ficar desactualizado. O facto de ser aerotransportado, por exemplo por helicóptero, acaba por não ser uma situação que se coloque na prática. Que tipo de missão exigiria uma entrada em conflito nesses moldes? E onde é que está o apoio aéreo, ou sequer os helis para transporte? Depois, colocar meia dúzia de VBL no terreno, isolados, produz o quê? Quando é mais que provável que qualquer inimigo possua rpg ou metralhadora 14,5mm, sem contar com os IED. Qualquer um destes arrasa com uma viatura como o VBL.

Acaba por se cavar um fosso entre as viaturas dedicadas a op especiais, muito leves sem blindagem mas com poder de fogo, e o nível seguinte, que são veículos obrigatoriamente bem protegidos, com uma tripulação pequena mas capazes de servir várias funções, nomeadamente reconhecimento, apoio de fogo (12,7 ou 20mm), AT e AA. Claro que uma blindagem razoável implica >6/7 ton.
E o nível seguinte seria, em teoria, uma viatura maior tb ela bem protegida e cumpra as restantes necessidades, transporte, comando, porta morteiro, ambulância..

No nosso caso, para já, o ST5 devia suportar quase tudo isto. Faltam é realmente as restantes versões. Mas é sempre preferível concentrar tudo num modelo com várias versões que ter poucos de vários modelos sem ter as versões necessárias.

Ps, o weasel realmente, é uma coisa à parte. Mas alguma vez entrou em combate?
Operações aerotransportadas só me recordo dos franceses no Mali, assim mais recentemente. E tenho ideia, não certeza, que não houve VBL a vir pelo ar.

Cumprimentos
 

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dc

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Re: Panhards ULTRAV M11 no Exército substituir ou upgrade ?
« Responder #63 em: Fevereiro 01, 2021, 12:59:18 am »
Bem observado. Então rectifico - com tantas necessidades a nível ST5 (até para substituir variantes Pandur que não temos) não vejo vantagens em desviar recursos para BRR ter veículos passíveis de serem helitransportados; até porque helicópteros em Portugal são algo "mitológicos".  :mrgreen:

Sim, de uma forma generalizada, existem outras prioridades, no Exército e não só. Blindados helitransportados só faz sentido havendo helicópteros para os transportar (até há, são é desarmados e sem equipamentos defensivos), e mesmo assim é preciso mais, os tais UH-60 já mencionados. Estes veículos também teriam uma certa utilidade em ambiente urbano, onde grandes blindados apresentam sempre limitações.

A questão é mesmo esse conceito estar a ficar desactualizado. O facto de ser aerotransportado, por exemplo por helicóptero, acaba por não ser uma situação que se coloque na prática. Que tipo de missão exigiria uma entrada em conflito nesses moldes? E onde é que está o apoio aéreo, ou sequer os helis para transporte? Depois, colocar meia dúzia de VBL no terreno, isolados, produz o quê? Quando é mais que provável que qualquer inimigo possua rpg ou metralhadora 14,5mm, sem contar com os IED. Qualquer um destes arrasa com uma viatura como o VBL.

Acaba por se cavar um fosso entre as viaturas dedicadas a op especiais, muito leves sem blindagem mas com poder de fogo, e o nível seguinte, que são veículos obrigatoriamente bem protegidos, com uma tripulação pequena mas capazes de servir várias funções, nomeadamente reconhecimento, apoio de fogo (12,7 ou 20mm), AT e AA. Claro que uma blindagem razoável implica >6/7 ton.
E o nível seguinte seria, em teoria, uma viatura maior tb ela bem protegida e cumpra as restantes necessidades, transporte, comando, porta morteiro, ambulância..

No nosso caso, para já, o ST5 devia suportar quase tudo isto. Faltam é realmente as restantes versões. Mas é sempre preferível concentrar tudo num modelo com várias versões que ter poucos de vários modelos sem ter as versões necessárias.

Ps, o weasel realmente, é uma coisa à parte. Mas alguma vez entrou em combate?
Operações aerotransportadas só me recordo dos franceses no Mali, assim mais recentemente. E tenho ideia, não certeza, que não houve VBL a vir pelo ar.

Cumprimentos


O problema não é o conceito, é sim estarmos terrivelmente mal equipados para todas as vertentes da guerra. Seja qual for o conceito que falemos, o tipo de conflito, o ambiente em que se realiza ou o adversário, não temos capacidade autónoma quer defensiva ou ofensiva. Olhando para as nossas lacunas de equipamento, ter blindados médios e pesados é inútil por não haver defesa anti-aérea digna desse nome, ter LPD seria inútil por não termos meios de escolta capazes de o defender, etc.

Entendo as dúvidas quando ao conceito de "aerotransportável", mas esta é apenas uma capacidade útil para um Exército. É uma vertente que permite a mobilização rápida de uma força militar, ou mobilização de equipamento terrestre para zonas que de outra forma são inacessíveis (e onde possa não haver uma pista para aterrar um avião). Nós no nosso caso concreto, temos zonas do país de difícil acesso, temos partes do país separadas por um rios, e sobretudo, temos ilhas. Defensivamente falando, é útil ter esta capacidade para colocar meios onde possam ser necessários e rapidamente. Ofensivamente é útil pois permite que um país sem meios de desembarque (nem sequer um Ro-Ro temos) consiga transportar meios terrestres num qualquer navio civil ou convés de voo de uma fragata/AOR/NPO, a partir do qual um helicóptero consegue içar a carga e levar para terra.

É óbvio que a viabilidade destas operações, depende de outros factores, nomeadamente apoio aéreo.