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Conflitos do Passado e História Militar / Re: O melhor caça da Luftwaffe em 1944?
« Última mensagem por Apone em Janeiro 27, 2026, 10:12:14 pm »
Do Junkers Jumo 211 ao Jumo 213 (Episódio 2)

A Junkers Flugzeug und Motorenwerke AG (Junkers Aviões e Motores SA) não necessita de apresentações, sendo um dos grandes pioneiros da aviação com um extenso currículo na produção de aviões e tecnologias de sucesso mundial.  Nos anos 30 desenvolveu e constituiu a espinha dorsal da força de transporte (o eterno Junkers Ju 52) e de bombardeiros da Luftwaffe (o Junkers Ju 87 Stuka e o polivalente Ju 88, um dos aviões mais versáteis da história).  Mas outra particularidade da empresa Junkers residia na capacidade de desenhar e produzir os seus próprios motores (coisa rara), a família Jumo.  Sem nos estendermos em demasia, vamos relembrar o motor Jumo 211, simplesmente o motor alemão de maior produção (quase 70000 exemplares), que equipou não só o Stuka e o Junkers Ju 88 mas também outro bombardeiro médio de grande sucesso, o Heinkel He 111. 

Outro Fw 190D-9 acabado de sair da linha de produção, neste caso não das fábricas da Focke-Wulf mas da Fieseler em Kassel-Wildau.  De realçar o eficaz padrão de camuflagem em tons de cinza que se viria a tornar comum nas décadas seguintes (e até os dias de hoje) nos caças de superioridade aérea.  Este exemplar está também equipado com um tanque de combustível ventral de 300 litros. 


O Jumo 211 era um V12 invertido de 35 litros e 1100-1200cv de desenho convencional com compressor (supercharger) de duas velocidades e taxa de compressão relativamente baixa.  Curiosamente tinha apenas 3 válvulas por cilindro, duas de admissão e uma de escape – ao contrário de quase todos os seus concorrentes.  Muito fiável e robusto, era o motor ideal para toda uma geração de bombardeiros.  Enquanto isso, o motor DB 601 da Daimler-Benz, ligeiramente mais avançado, ficava reservado para os caças Bf 109 e Bf 110.  Até aqui, tudo normal.  Mas os engenheiros os Junkers – como todos os engenheiros – continuaram a aperfeiçoar e a testar pequenas evoluções e melhoramentos no Jumo.  O enorme volume de produção do motor permitia á Luftwaffe aceitar (e financiar) de bom grado essas melhorias.  O grande “salto” ocorreu com a introdução do sistema de arrefecimento líquido pressurizado (tal como o DB 601), que aumentava a eficiência e, por consequência, a potência (mais rotações sem sobreaquecimento) ao mesmo tempo que permitia reduzir o volume do radiador.  Com mais umas alterações no compressor, para acompanhar o aumento das rotações, a potência subiu para uns respeitáveis 1340cv.  Mas, mesmo assim, os técnicos da Junkers não estavam satisfeitos…     


Se a eficiência do arrefecimento era tão substancial porque não redesenhar e diminuir as dimensões do bloco?  E assim foi.  Mantendo as mesmas dimensões dos cilindros e pistões (os mesmos 35 litros) foi possível diminuir as dimensões externas (melhorando ainda mais a eficiência volumétrica e energética) e com o reforço da cambota e aumento da pressão do compressor a potência subiu, com fiabilidade, para uns impressionantes 1750cv!  Estava revelado o Jumo 213.  Nada mau para um motor com compressor simples (uma etapa), 3 válvulas por cilindro e taxa de compressão de 6.5 para 1.

O Junkers Jumo 213, o principal responsável pela óptima prestação do “Dora”.  A Luftwaffe planeava usar este motor em toda uma série de projectos avançados, desde o bombardeiro Ju 388 até ao caça nocturno Focke-Wulf Fw 154 Moskito.  Mas a necessidade de continuar a produção do Jumo 211 e o desenvolvimento demasiado prolongado atrasaram estes planos.  Quando finalmente a produção do Jumo 213 arrancou em força, em meados de 1944, a guerra estava completamente perdida. 


Na Focke-Wulf, o engenheiro-chefe Kurt Tank, o “pai” do Fw 190, rapidamente apreciou o potencial deste motor e não perdeu tempo em o adaptar, com o mínimo de alterações, ao seu Fw 190.  Podíamos preencher vários episódios com o interessante percurso técnico de testes e desenvolvimento que levou á criação do Fw 190D-9, geralmente conhecido como “Dora” ou “Dora-9”, mas vamos apenas nos focar no papel do “cliente”, ou seja, da Luftwaffe.  O Verão de 1944 estava a ser traumático para o terceiro gruppe da JG 54, comandado pelo Capitão Robert Weiss.  Depois de vários meses em 1943 e 1944 a patrulhar a zona costeira no Norte da Alemanha e da Holanda, a invasão da Normandia obrigou a unidade a deslocar-se de emergência para França onde, durante Julho e Agosto, os pilotos da JG 54, equipados com Fw 190A-8, sofreram pesadas baixas, tanto no ar como em terra.  A pressão dos ataques aliados era completamente asfixiante.  Em meados de Agosto os poucos pilotos restantes receberam ordens para retirar para Oldenburg na Saxónia para descansar e recuperar.  Podemos imaginar que o “clima” e o moral entre pilotos e pessoal da JG 54 não era o melhor.

Apesar das baixas, os pilotos da Jagdwaffe adoravam o compacto Fw 190A-8; rápido, manobrável, muito bem armado e fácil de lidar.  E quando a 20 de Setembro chegaram os primeiros quatro Fw 190D-9, com aquele “nariz” alongado, proporções estranhas e equipado com um “motor de bombardeiro Jumo”, a recepção foi, para dizer o mínimo, pouco entusiástica!  No entanto, nessa mesma tarde Weiss e quatro dos seus pilotos experimentaram os “langnasen” e rapidamente mudaram de opinião.  O “Dora” era mais rápido em todas as situações, incluindo na subida, e era capaz de manter curvas mais apertadas em potência.  Poucos dias depois, Weiss abateu um Spitfire PR XI de reconhecimento a grande altitude, a primeira vitória atribuída ao “Dora”.  A excelente velocidade do Fw 190D face ao 190A não se devia apenas ao motor Jumo 213 (a baixa altitude o BMW 801 era quase igual em potência); o perfil mais estreito (e longo) do Jumo reduzia o volume frontal do avião e diminuía substancialmente o arrasto aerodinâmico.

Esta expressão do Capitão Robert Weiss, comandante do terceiro gruppe da JG 54 e primeira unidade a receber o “Dora”, poderia retratar bem o espanto e desconfiança perante o aspecto pouco convincente do novo caça da Luftwaffe.  O avião rapidamente ganhou a alcunha de “langnasen”, ou narigudo…   


Agora o OKL (Oberkommando der Luftwaffe) ou Estado-Maior da Força Aérea, exigia prioridade á produção do “Dora” para equipar as unidades de caça o mais rápido possível.  Três factores contribuíram para acelerar a produção; o “Dora” era uma versão de um avião já existente com linhas de produção bem estruturadas, o Jumo 213 era também uma evolução do Jumo 211 e, por último, a eficiência da industria aeronáutica alemã.  Ás fábricas da Focke-Wulf em Cottbus e Sorau juntaram-se a Weser Flugzeugbau em Nordenham, a Fieseler Werke em Kassel e a Mitteldeutsche Metallwerke (Mimetall ou MME) em Erfurt-Nord.  Outra empresa parceira de longa data da Junkers, a ATG em Leipzig e também a Siebel em Halle juntaram-se a este comité, o Sonderausschuss F4.  Assim, aos 40 “Dora” produzidos em Sorau em Setembro, seguiram-se 70 em Outubro e 142 em Novembro.  A Fieseler começou a produzir em Outubro, com 41 unidades entregues até ao fim do mês.  No total, 336 Focke-Wulf Fw 190D-9 chegaram á Luftwaffe até ao fim de Novembro e 716 até ao fim do ano.  A produção atingiu o pico em Janeiro de 1945, com 1030 aviões entregues (já com a participação da MME). 

As coisas pareciam bem encaminhadas, pelo menos do ponto de vista da produção.  Seria suficiente?...

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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 27, 2026, 10:09:41 pm »
Boxer 8X8 para Portugal

https://tecnodefesa.com.br/boxer-8x8-para-portugal/

Citar
alguns dos M113 mais antigos não serão sucateados, pois está previsto que sejam convertidos em veículos robóticos controlados remotamente para uso como plataformas de apoio logístico e evacuação médica.

Isto bate certo com o plano FT2045 e o que sabemos... e fica explicado, pelo menos parcialmente, quais a versões de apoio do Boxer. Serão M-113 robotizados.  :mrgreen:
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Portugal / Re: Guerra total NATO-Rússia
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 27, 2026, 10:03:52 pm »
Um artigo num site russo. Os comentários são interessantes c56x1

"Our mission is to be an eastern sentry": Portugal is creating a brigade against Russia.

https://en.topwar.ru/277064-nasha-missija-vostochnyj-chasovoj-portugalija-sozdaet-brigadu-protiv-rossii.html
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Força Aérea Portuguesa / Re: KC-390 na FAP
« Última mensagem por goncalobmartins em Janeiro 27, 2026, 09:28:46 pm »
Vão ser internos. Externos penso que não vai ter mesmo.





@tenente, muito catita o modelo! :)

olhem o que encontrei, neste topico

e ainda este video


O kit entregue é um 2 x Cobham AFFT + 2 x Cobham 912E? Se sim, com quantos irá a FAP contar no futuro para além deste? Obrigado
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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 27, 2026, 09:05:12 pm »

Não vejo problema nenhum que:
-face à menor capacidade de transporte de pessoal dos Boxer IFV face aos M-113/Pandur APC;
-face à capacidade ACar destas viaturas se equipadas com Spike;
-por serem numa versão IFV mais adequada à missão de reconhecimento;
-juntando o aumento do grau de conforto destas viaturas e à necessidade de descaracterizar as viaturas de comando.

Uns hipotéticos 90 Boxer RCT30 absorvessem 3 ou 4 missões que outrora teriam versões dedicadas - APC, IFV, ACar e PC.

Totalmente de acordo. Qualquer IFV moderno com meios BMS e C2 consegue servir de VBPC, e com torres com ATGM, serve na missão anti-carro.
Mas é preciso morteiros orgânicos, viatura de recuperação, ambulância (Pandur podem servir neste caso, não sendo uma viatura combatente.)


Também não acharia estranho a tal ideia de ter os 90 RCT30 dividido entre BIMec, ERec e AgrMec com Leopard.

Esta é um possibilidade, mas acho algo estranha..  com a disponibilidade de Pandur MLU, estas poderiam equipar um ERec, libertando Boxer para equipar um segundo BI.
45 no BI Mec
17-19 no Rec
26-28 no BI (-) Agrup Mec.


Também não me surpreendia que dos 90 Boxer, viessem 45/50 RCT30, e os restantes nas variantes de apoio... mas neste caso lá está, não se percebe o porquê da menção ao APC no artigo.

Pois a dúvida é que versões seriam os Boxer além dos necessários ao BI.   ??? ???
Não faria mais sentido usar as Pandur nestas versões (engenharia, transmissões, ambulância, etc. Já existem, e irão ter MLU.

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Marinha do Brasil / Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Última mensagem por MMaria em Janeiro 27, 2026, 08:53:28 pm »
Operación Orion: infantes de marina de Brasil serán desplegados en Francia para participar en ejercicios multinacionales
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Con el despliegue de un contingente del Cuerpo de Infantería de Marina, Brasil se prepara para participar en la Operación “Orion 2026”, un ejercicio militar de gran envergadura organizado por Francia que reunirá a fuerzas de más de veinte países aliados de la OTAN.
...
https://www.zona-militar.com/2026/01/27/operacion-orion-infantes-de-marina-de-brasil-seran-desplegados-en-francia-para-participar-en-ejercicios-multinacionales/

Sds
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Indústrias de Defesa / Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Última mensagem por MMaria em Janeiro 27, 2026, 08:49:23 pm »
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Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por dc em Janeiro 27, 2026, 08:06:22 pm »
Não concordo.

E, já agora,  quem te garante que os blocos manterão as suas alianças no futuro?

Os russos temem os chineses e estes os americanos.  O equilíbrio entre estas 3 potências é que nos garantirá a paz, tal como o anterior equilíbrio entre EUA e Rússia o fizeram.

Toda a ordem mundial descambou quando deixou de existir equilíbrio e uma das partes,  EUA, a mais forte, abusou claramente da sua posição dominante.

A Europa,  se não tem capacidade para ser um quarto bloco,  tem de gerir muito bem as suas relações com China, Rússia e EUA.

Nunca ser submissa a uma delas  para evitar poder ser isolada e perder a sua soberania. 

Aquilo que está em risco de acontecer agora.

Opiniões...

Vamos ao G6?
Novidades?

Abraço

Aí estás a fazer a aposta no desconhecido.

Uma quebra da actual NATO parar formar uma NATO europeia, pode levar a Rússia, se apoiada pela China, a sentir-se mais à vontade para invadir os Bálticos. Esta pequena variável, já deveria ser o suficiente para não se querer um "divórcio" como tu dizes.

Esta separação enviaria ondas de choque pelo mundo todo.

Por muito que te custe admitir, para a supremacia que os EUA tinham até agora, não fizeram nada de particularmente grave, quando comparado com outros antecedentes históricos.
Ao longo da história, tivemos várias potências dominantes, que com uma fracção do poder dos EUA, fizeram muito pior.

O inteligente a fazer, é a Europa manter-se aliada dos EUA, preferencialmente já sem o maluquinho laranja lá, e em simultâneo crescer militarmente e geopoliticamente.

A separação só é vantajosa para inimigos do ocidente.
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Portugal / Re: Novo MDN
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 27, 2026, 08:00:39 pm »
A moeda é esta:

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