Neste momento a maior riqueza de Portugal é o ouro do Banco de Portugal, devido ao disparo do preço do ouro, que ronda os 133€ por grama, avalia os 382 500Kg de ouro do Banco de Portugal em 50 mil milhões de euros, mas logo a seguir e que já este ano quase de certeza vai ultrapassar esse activo, será o Fundo da Segurança Social, que tem neste momento mais de 47 mil milhões de euros em activos!
Ministra anuncia transferência de 5,5 mil milhões de euros para “almofada” das pensõesMinistra anuncia maior transferência "de sempre" para a chamada "almofada" das pensões: 5,5 mil milhões de euros. Palma Ramalho sublinha que, desta forma, está a ser reforçada a proteção das reformas.
A ministra do Trabalho anunciou esta quarta-feira que vão ser transferidos 5,5 mil milhões de euros para o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), isto é, para a chamada “almofada” das pensões. Numa audição parlamentar, Maria do Rosário Palma Ramalho adiantou também que, num ano, menos três milhões de pessoas recorreram aos balcões da Segurança Social, fruto do programa de digitalização desse sistema.
“Pelo segundo ano consecutivo, o Governo procederá a uma transferência não obrigatória dos saldos da Segurança Social para o FEFSS, desta vez no valor de 5,5 mil milhões de euros, o que é o maior valor de sempre, reforçando assim a proteção das pensões”, sublinhou a governante, perante os deputados.
De notar que, no final de 2025, o FEFSS valia cerca de 42 mil milhões de euros, o que corresponde, segundo o Ministério do Trabalho, a cerca de 24,8 meses de pensões, isto é, mais de dois anos, o que significa que já não é obrigatório o Governo fazer transferências.
Além disso, a tutela salienta que a carteira cresceu seis mil milhões de euros em 2025, com a contribuição de dotações no valor de 4,5 mil milhões de euros e rentabilidade no valor de 1,5 mil milhões de euros.
Em resposta ao deputado socialista Hugo Oliveira, a ministra do Trabalho garantiu ainda que não é intenção do Governo privatizar o FEFSS.
Por outro lado, na audição parlamentar desta quarta-feira, a ministra do Trabalho aproveitou para destacar que, num ano, menos três milhões de pessoas recorreram aos balcões da Segurança Social, fruto do programa de transformação digital desse sistema, o “Primeiro pessoas”.
“Já se retirou três milhões de pessoas das filas da Segurança Social só num ano de execução, aumentando assim a eficiência dos serviços“, frisou a ministra, que indicou que, neste âmbito, inicia-se este mês a automação do sistema contributivo.
Perante os deputados, a ministra Palma Ramalho realçou ainda que o emprego atingiu máximos e o desemprego mínimos em 2025, mas admitiu que o país enfrenta cinco bloqueios que importa resolver: a produtividade, a pobreza, a sustentabilidade do setor social e solidário, a qualidade dos serviços públicos e o desemprego jovem.
Sobre esse último ponto, apesar da diminuição já registada, defendeu que esse continua a ser “um obstáculo à autonomia” dos jovens e um “convite à emigração“.
Já sobre a produtividade, atirou que não se pode “ambicionar salários de primeiro mantendo os níveis de produtividade que não ultrapassam 75% da média europeia“.
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