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Marinha Portuguesa / Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Última mensagem por dc em Hoje às 01:03:27 am »Mas a NG não tinha falado numa proposta de 3 fragatas? eu lembro-me de ter lido isso em qq lado isso. Se as propostas forem 3 FDI vs 2 FREMM EVO, mesmo que seja por um pouco mais, a opção 3 FDI parece-me muito mais interessante que 2 FREMM EVO.
A manutenção dos meios adquiridos podem fazer parte do scope do SAFE? Tinha a sensação que seria apenas investimento puro, como aquisição de meios.
A manutenção não devia ser incluída no SAFE. Ainda para mais sendo algo que à partida seria feito em Portugal, não faria sentido pedir empréstimo para isso.
Tecnicamente não estás errado. A Marinha tem essencialmente 2 más propostas, e terá que decidir qual delas é a menos má.
2 fragatas por 1500M é muito dinheiro para apenas 2 navios. Só para se ter noção:
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The KDX III Batch II program, which involves building three advanced Aegis destroyers for the Republic of Korea Navy, is expected to cost approximately US$3.3 billion. This total includes the construction of the ships and their associated weapons and systems, with individual contracts for the first two destroyers already awarded to Hyundai Heavy Industries for around $565 million and $541.7 million respectively, notes Asian Military Review and Janes.
Óbvio que o SAFE não se aplicaria neste caso, mas dá para ter uma ideia de quanto vamos pagar por fragatas, em comparação com o que se faz fora da Europa.
Voltando ao tema.
Entre 2 FREMM EVO e 3 FDI pelo mesmo valor, venha o diabo e escolha.
Se as EVO são poucas para o que se pretende, as FDI são pequenas e limitadas em capacidade de combate, pelo preço que custam.
Para optar pelas FDI (que teriam que vir com 32 Sylver para sequer equacionar esta opção), era preciso olhar para elas como fragatas de 2ª linha que são.
Ou seja, ao optar por 3 FDI com 32 VLS e SSM à escolha (Teseo MkIIE ou NSM), a opção sensata era mais tarde comprar uma classe diferente, maior, que tenha pelo menos uma capacidade AAW equiparável, e mais capacidade ASW.
Havendo dúvidas quanto ao pacote FDI (n⁰ de VLS, teríamos que gramar com os Exocet, algum CIWS?), e havendo a conversa de entrar no programa EPC potencialmente para substituir as restantes fragatas, ficamos com um problema, é que teríamos uma Marinha com misto "low-low", com 2 classes de navios com pouca margem de evolução, menor raio de acção, capacidade de combate limitada, etc.
A alternativa, das 2 FREMM EVO, para ser minimamente aceitável (e assumindo que os 32 VLS são garantidos), tinha que implicar que a Marinha ia manter 2 VdG e 2 BD a operar juntamente com as 2 FREMM. Se as EVO substituírem as 3 VdG de forma directa, a MGP fica oficialmente reduzida a 4 fragatas, e dificilmente se lembram de substituir as 2 BD por 4 outras fragatas.
A única esperança é que a NATO tenha como metas para Portugal especificamente 6 fragatas.
Entretanto, estou curioso é para saber o que está incluído no resto do SAFE.
É que incluir a modernização Pandur no SAFE, é completamente absurdo. Até porque supostamente já tinha verbas alocadas na LPM, e mesmo que a intenção fosse aumentar a verba para a modernização em menos de 300M, dava bem para ajustar o valor sem recorrer ao SAFE.

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