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« Última mensagem por Charlie Jaguar em Hoje às 09:27:10 am »
Se alguém conseguir completo...
Nuno Melo na Turquia: drones, caças sem tripulantes, blindados e a nova frente da Defesa portuguesa https://share.google/NntM9FfopuhPgHcMA

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Nuno Melo na Turquia: drones, caças sem tripulantes, blindados e a nova frente da Defesa portuguesa
PS e Chega reagem à visita à Turquia do ministro da Defesa. Ambos exigem retorno para a indústria nacional, mas há divergências na estratégia e nas exigências.

Valentina Marcelino
Publicado a: 28 Jan 2026, 19:44

Uma empresa aeroespacial e uma de blindados estiveram esta quarta-feira, dia 28 de janeiro, na agenda do ministro da Defesa, Nuno Melo, que se encontra na Turquia, numa deslocação centrada na cooperação industrial em Defesa, no reequipamento das Forças Armadas e na diversificação de parcerias estratégicas no quadro da NATO. A visita inclui contactos com empresas do setor militar e o acompanhamento de programas relevantes para Portugal, incluindo a construção dos novos navios reabastecedores da Marinha.

Esta quarta-feira, o ministro visitou duas empresas turcas de referência: a Baykar, produtora de drones militares e do caça não tripulado Kızılelma, e a Nurol Makina, especializada em veículos blindados táticos 4×4 e camiões militares para missões de combate, segurança interna e apoio logístico. Na Baykar, empresa que ganhou projeção internacional com os drones Bayraktar TB2, utilizados pela Ucrânia na guerra contra a Rússia, Nuno Melo destacou o nível tecnológico observado, classificando-o como “tecnologia de ponta, do melhor que se faz no mundo”, e sublinhando que “os drones são o presente e o futuro”. A Baykar é responsável pelo Kızılelma, um caça a jato não tripulado, furtivo e com inteligência artificial, concebido para missões de combate ar-ar, ataque ao solo e operações navais, um dos programas mais avançados no domínio dos sistemas de combate autónomos.

A agenda do ministro prevê para esta quinta-feira a visita aos estaleiros onde estão a ser construídos os dois novos navios reabastecedores da Marinha Portuguesa — NRP Luís de Camões e NRP D. Dinis —, incluindo a participação na cerimónia de assentamento da quilha do primeiro, na qual será cunhada no casco uma moeda com a efígie de Camões. Sobre o programa, Nuno Melo afirmou que o navio em construção na Turquia é “de altíssima qualidade”, justificando a escolha com critérios de fiabilidade e necessidade operacional.

Questionado sobre a opção por um parceiro fora da União Europeia, o ministro rejeitou uma leitura ideológica da cooperação, enquadrando-a na lógica da NATO e da interoperabilidade militar, defendendo que não há razão para uma perspetiva dogmática quando estão em causa capacidades operacionais e qualidade técnica. Nuno Melo reiterou ainda a estratégia do Governo de deixar Portugal de ser apenas comprador de equipamento militar, defendendo um modelo centrado em cadeias de produção, manutenção e exportação, com maior envolvimento das indústrias nacionais.

Reações políticas e leitura estratégica

A opção do Governo por aprofundar a cooperação em Defesa com a Turquia está a ser acompanhada com atenção pela oposição e por representantes de organizações do setor. O deputado do Chega e presidente da Comissão de Defesa Nacional, Pedro Pessanha, considera que a cooperação com a Turquia pode ser compatível com os interesses nacionais, desde que seja garantido retorno industrial e financeiro para Portugal, enquadrando o tema na evolução recente da política europeia de Defesa.

O parlamentar lembra que, no último ano, a UE assumiu um ponto de viragem na sua política de Defesa, apelando aos Estados-Membros para realizarem “em conjunto, pelo menos 40% das suas aquisições de defesa” e para a criação de “um verdadeiro mercado interno de armamentos”. Ainda assim, sublinha que Portugal já cooperou fora da Europa com vantagens internas, sobretudo para as indústrias nacionais. Como exemplos, aponta o envolvimento português em programas aeronáuticos internacionais como “o desenvolvimento e a aquisição de aeronaves de transporte KC-390 e a valorização decorrente da compra das aeronaves A-29 ‘Super Tucano’.”

Quanto à Turquia, Pedro Pessanha admite que a cooperação pode fazer sentido, até pelo facto de se tratar de um aliado da NATO, mas defende que qualquer decisão deve ser enquadrada em critérios estratégicos claros e em benefícios concretos para a indústria nacional. “Caso seja entendido por Portugal e pelas Forças Armadas Portuguesas haver potencial de cooperação entre os dois países – até porque a Turquia é um país da NATO –, no seio do acordo entre a República Portuguesa e o Governo da República da Turquia sobre Cooperação no Domínio da Indústria de Defesa, admito que pode ser uma solução desenvolver e adquirir sistemas de armas à indústria turca.” Essa abertura é, porém, condicionada a uma exigência central: “Desde que seja equacionado, no que concerne à produção e à manutenção, o retorno financeiro nacional, designadamente à indústria de defesa portuguesa.”

Também o PS se mostra aberto a parcerias com aliados da NATO, mas sublinha que Portugal não pode limitar-se a ser um mero comprador de equipamento militar. O coordenador socialista para a Defesa, Luís Dias, afirma que “não basta comprar e importar, é preciso produzir e exportar”, defendendo um envolvimento efetivo das Indústrias de Defesa Nacionais (IDN). O dirigente socialista alerta ainda que o Governo terá de ser coerente com o discurso de promoção da produção nacional, avisando que “é bom que seja consequente nesta intenção e que não fique apenas pelas palavras”, e garante que o PS “vai estar muito atento”. Luís Dias levanta, em particular, dúvidas sobre o programa dos navios reabastecedores em construção na Turquia, questionando qual será a participação das IDN nos NRP Luís de Camões e D. Dinis, e se a comitiva que acompanha o ministro inclui empresas portuguesas dos setores tecnológico e naval, ou se "o retorno para a economia nacional ficará limitado à reconfiguração do Arsenal do Alfeite".

Num plano mais estratégico, o antigo CEMGFA e presidente do Eurodefence Portugal, Valença Pinto, enquadra estas escolhas no contexto europeu, defendendo que a Europa deve “gastar mais em conjunto e desejavelmente mais europeu”, embora reconheça que continuará a existir dependência do mercado norte-americano durante pelo menos uma década. Na sua leitura, excluindo China e Rússia, mercados como Índia, Japão, Coreia do Sul e Brasil ganham relevância, num momento em que “a tecnologia importa pelo menos tanto, se não mais, do que a geografia” na definição de parcerias industriais. Valença Pinto destaca ainda a Índia como um destino promissor, apontando o recente acordo UE–Índia como um possível enquadramento para cooperação futura, e defende que a indústria europeia de Defesa deve articular grandes campeões industriais com start-ups e PME, frequentemente associadas a inovação tecnológica avançada.

Já João Annes, membro do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES, considera que a cooperação com a Turquia "não representa uma mudança estrutural na política externa portuguesa, nem um esforço para assumir um papel de intermediário geopolítico entre a UE e Ancara". Na sua avaliação, trata-se sobretudo de uma "decisão operacional, destinada a suprir necessidades de sustentação logística oceânica, com uma boa relação custo-benefício". Segundo João Annes, o posicionamento estratégico português deverá manter-se centrado no Atlântico, com ambição de liderar projetos na área dos drones marítimos, nomeadamente através de financiamento PESCO, sem alterações ao alinhamento diplomático com a União Europeia. Para o analista, esta opção traduz um "realismo político, sem comprometer os valores portugueses, incluindo em matérias como direitos humanos e outros dossiers sensíveis na relação entre Bruxelas e a Turquia".

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/nuno-melo-na-turquia-drones-caas-sem-tripulantes-blindados-e-a-nova-frente-da-defesa-portuguesa
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por Lampuka em Hoje às 06:33:54 am »
Há 10 anos já tinhas um conflito na Europa,  no mesmo local,  só não tinha a dimensão/proporções de agora.
E ouve uma corrida ao armazenamento de ambas as partes, Rússia e Ucrânia.
Nós, europeus,  é que estivemos a dormir, no conforto típico de quem vê os conflitos à distância e sem sentir grandes efeitos dos mesmos.
Só que este, entretanto, evolui num sentido em que nos está a doer, para já,  na carteira.
Além de que "abanou" com muitas outras coisas. Um banho de realidade...

A ida à Turquia também pode ter outra leitura.

A de mostrar aos europeus que existe mais vida para lá dos Eurocanards... tal como no caso do F-35.

Com as encomendas recentes e o potencial existente no rearme da Europa, não faz sentido a inexistência (que se saiba) de ajustes nos preços dos caças europeus, tornando-os mais competitivos.
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Força Aérea Portuguesa / Re: UAVs na FAP
« Última mensagem por Lampuka em Hoje às 06:17:10 am »
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Depende. A mim pareceu-me que o comentário original do Lampuka referente ao "Plano C" estaria ligado à substituição dos F-16.

Tens toda a razão.

O plano C parece-me ser:

Descartar, para já, o F-35.

Avançar por um Eurocanard usado de imediato, EF, pela urgência devido às limitações do F16.

Avançar com o KIZILELMA de imediato como complemento e primeiro UCAV da FAP, com a possibilidade de poder eventualmente realizar algumas das funções do F-35 no que diz respeito a missões de ataque, ainda que limitadas.

Esperar por um "SAFE 2" para adquirir um Eurocanard novo

Em caso de não existir esse ou outro mecanismo de financiamento, lá para 2030, e dependendo da situação política nos EUA, voltar ao F-35 ou avaliar a possibilidade do G5 turco

O que me parece também é que, novo e europeu, só se for através de um SAFE, daí os turcos, pelo preço e rapidez de entrega.

O CEMFA não parece muito convencido,  mas poderá ter sido da comida...

Eu também não estou,  mais pela (ainda) falta de integração nos meios turcos de armamento europeu do que pelo resto.

A possibilidade de colhermos daqui alguma coisa substancial em termos económicos e tecnológico pode alterar esse meu estado.

Neste contexto penso que a capacidade AEW&C se torna ainda mais pertinente e urgente.

Essa necessidade pode trazer da SAAB um pacote tentador com o GRIPEN, que não vejo com bons olhos como caça principal da FAP.

Tens aqui uma mistura das minhas percepções com opiniões. Não propriamente as minhas preferências...

Abraço
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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por dc em Hoje às 06:03:53 am »
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Uma parte fundamental do MLU é a modernização dos sistemas de armas. Tanto da óptica como da protecção para o apontado, bem como a exploração de opções para uma solução de calibre médio mais capaz, um RWS de 30mm.
Há  discussões sobre a substituição da metralhadora básica de 12,7 mm em alguns VCIs por uma "estação de armas de calibre médio" (EACM) armada com um canhão automático de 30 mm para lhes conferir poder de fogo de um verdadeiro veículo de combate de infantaria (VCI). Isto incluiria também a possibilidade de integrar mísseis guiados anti-carro (ATGMs) como o Spike.

Esta parte fala em "discussão" e "exploração de opções" para a instalação de uma arma de calibre médio, ou seja, nada assente em cimento.
É possível que com a compra dos Boxer RCT30, principalmente se forem mesmo 90 ou perto disso, que se abdique dessa opção nos Pandur.

Não me admirava nada se em vez disso convertessem uns quantos APC em PM.

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Sem dúvida que a plataforma Boxer é muito versátil. Devido ao peso e tamanho e sistema modular, a capacidade de adicionar armamento e outros sistemas é alta. São mesmo um "canivete suíço" de blindados. Ou será canivete alemão?  :mrgreen: Foi uma escolha muito boa.

Bom, a RCT30 também tem uma capacidade decente de lidar com drones. Como tal não me chocava nada que esta fosse vista como canhão AA aos olhos do Exército.

Isto é, vamos fingir que os 90 veículos são todos equipados com RCT30. Na perspectiva do Exército, são 90 viaturas com capacidade anti-drone, faltando apenas viaturas lançadores de mísseis e viaturas porta-radar para completar a capacidade VSHORAD do Batalhão.

Não vou tomar como garantida a vinda dos Skyranger 30, pelo menos por agora.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 05:44:09 am »
Tendo em conta que há 10 anos ninguém imaginava uma guerra na Europa, uma corrida ao armamento desenfreada, e diversos focos de conflito por esse mundo fora... acho imprudente achar que de hoje até 2050 a FAP só vai fazer QRAs e outras missões regulares.

Se usarmos isso como premissa, então mais vale poupar dinheiro, não comprar um 4.5G novo que custaria o mesmo que F-35, e ficarmos reduzidos a uma variante de combate de um jacto de treino avançado, que hoje em dia até radar AESA têm.

Para contextualizar, as Filipinas comprou em 2025 um lote adicional de 12 FA-50, por 700M de dólares.

Se é para serviços mínimos, uns FA-50 Block 70 cumprem o serviço, por metade do preço dos 4.5G normais.

Se é para uma solução "tier 2" abaixo do F-35, mas que não compromete na sobrevivabilidade, e que pode permitir participação nacional, tens o KF-21 ou o Kaan, que supostamente também seriam mais baratos de adquirir que os 4.5G. O Kaan deverá pecar por custos de operação comparáveis ao F-15.

A conclusão é a mesma, 4.5G novos não compensam. Vais tar a pagar "F-35 money" por algo menos capaz.


Se queres fazer como tu dizes, operar um caça mais barato, mas que "cumpre", e adiar a compra de um 6G só para a década de 50, então a solução KF-21 enche as medidas todas:
-abertura para participação industrial;
-4.5++ com maior sobrevivabilidade que os 4.5G que conhecemos;
-integração gradual de armamento europeu;
-custos de operação teoricamente inferiores ao F-35;
-se os custos dos 6G se tornarem proibitivos, opção de compra da versão mais avançada do KF-21 que houver na altura (Block III ou EX ou o que seja).
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Força Aérea Portuguesa / Re: UAVs na FAP
« Última mensagem por dc em Hoje às 05:02:39 am »
the bad ending

Porquê? Prouduzir Bayraktar sob licença seria mau?


Depende. A mim pareceu-me que o comentário original do Lampuka referente ao "Plano C" estaria ligado à substituição dos F-16.

Não sei qual a razão da resposta do Drecas, isso só ele saberá, mas no contexto que eu interpretei, concordaria que substituir F-16 por caças turcos é complicado, por razões políticas mas também pelas capacidades do Kaan, não sendo um 5G puro.


No contexto dos drones, tanto os Bayraktar TB2/TB3, Akinci e Kizilelma seriam interessantes.

Os TB2/TB3 potencialmente para o Exército e talvez Marinha caso esta optasse por um navio com convés de voo suficientemente grande.

Os Akinci na FAP para missões internacionais de baixa e média intensidade.

Os Kizilelma como complemento para os F-16/loyal wingman, meio dedicado para SEAD.

Qualquer um destes seria interessante produzir em Portugal.
Eu provavelmente escolhia (tudo somado):
-transferência de tecnologia para sermos capazes de desenvolver um UCAV ligeiro baseado num modelo da Tekever - classe do TB2
-participação no programa do Kizilelma, com produção parcial ou total dos ditos, e quiçá produção de algumas munições por ele usadas
-descartava o Akinci dando preferência ao MQ-9 ou EuroDrone, mais capazes e com versão AEW em desenvolvimento.
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