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Marinha Portuguesa / Re: Fuzileiros da Armada Portuguesa
« Última mensagem por Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2026, 05:46:35 pm »


Fonte: Marinha
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Área Livre-Outras Temáticas de Defesa / Re: O SOBREVIVENCIALISMO
« Última mensagem por Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2026, 05:42:05 pm »
Atenção que dependendo da pressão, uma arma destas pode carecer licença. Pelo menos era assim à uns anos.
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Portugal / Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Última mensagem por Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2026, 05:40:12 pm »
Os 90 Boxer não vão dar para substituir todos Pandur e esses já estão com falta de viaturas porque o programa foi cancelado antes de todas as entregas. Portanto a dita Brigada Média ainda vai usar os Pandur durante mais tempo.
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Conflitos do Presente / Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Última mensagem por Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2026, 05:22:43 pm »
Aprendam



O que é que afinal o Trump conseguiu? Alguém sabe?
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Quando tento abrir o forum no meu pc, a página aparece em branco.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Força Aérea Portuguesa: Album de Fotografias
« Última mensagem por Charlie Jaguar em Janeiro 22, 2026, 05:18:10 pm »
P.S. Será que aqui acertaram no C130?  :mrgreen:



https://www.emfa.pt/noticia-5393-etapc-avioes-taticos-executam-treinos-de-manobras-evasivas

É o "16803" já modernizado, por isso desta vez até acertaram.  :mrgreen:
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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2026, 05:16:55 pm »
O substituto do M113 serão 90 Boxers.



Portugal set to join Boxer team as it progresses its army transformation
22nd January 2026 by Damian Kemp in Farnborough, UK

The Portuguese Army is undergoing an overhaul of its platforms with the latest move towards Boxer 8x8 vehicles marking a major step in reforming and modernising its brigades.

Portugal plans to buy 90 ARTEC Boxer 8x8 armoured personnel carrier (APC)/infantry fighting vehicle (IFV) platforms through the EU’s Security Action for Europe (SAFE) initiative as part of a wider transformation of army equipment.

The Portuguese Army’s Commander of the Intervention Brigade, Maj Gen Miguel Freire, announced the planned procurement at Defence IQ’s International Armoured Vehicles conference in Farnborough, UK on 20 January.

SAFE seeks to provide financial support for European member states to increase the pace of defence readiness and support the European defence industry by providing lower interest rates and longer-term repayment options.

...

https://www.shephardmedia.com/news/landwarfareintl/portugal-set-to-join-boxer-team/

Descoberta do Drecas.
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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2026, 05:16:03 pm »

BOXER RCT30 na Brigada Média: implicações operacionais e logísticas da transição para um IFV 8×8 de alta intensidade
Análise técnica ao BOXER RCT30 na Brigada Média: variantes prováveis, comparação com a PANDUR II, melhorias em proteção e poder de fogo (30 mm/airburst), capacidades ganhas e impacto logístico
Um Olhar Estratégico
Jan 21, 2026

A intenção de dotar a futura Brigada Média do Exército Português com a viatura ARTEC/KNDS BOXER RCT30 aponta para uma mudança qualitativa no “patamar” de combate das forças médias nacionais: maior proteção, maior poder de fogo (30 mm com munição programável), sensores e ciclo de tiro compatíveis com combate moderno e integração em operações conjuntas e multinacionais. Este artigo analisa, com base em fontes abertas, (i) o que se conhece publicamente sobre a adoção do BOXER RCT30, (ii) se estamos perante substituição da frota PANDUR II ou reforço por incremento orgânico, (iii) as diferenças estruturais entre plataformas e as capacidades que o Exército ganha, e (iv) as implicações logísticas e de sustentação — frequentemente o fator decisivo para prontidão real em cenários de alta intensidade.


Figura 1: BOXER RCT30 (IFV 8×8) com torre remotamente controlada e canhão automático de 30 mm. Plataforma desenhada para elevada proteção, mobilidade e letalidade em combate de alta intensidade.

1. Introdução

O ambiente de segurança europeu entrou numa fase em que a hipótese de conflito de alta intensidade — com fogos de precisão, drones, guerra eletrónica, dispersão, grande consumo de munições e forte desgaste de material — deixou de ser teórica. Neste contexto, forças terrestres credíveis tendem a convergir para três requisitos: sobrevivência, letalidade e sustentação.

É nesta lógica que surge, em fontes públicas, a intenção do Exército Português de equipar a futura Brigada Média com a viatura BOXER RCT30, descrita como um salto tecnológico face ao parque atual.

2. Contexto estratégico

Fontes abertas associam a transformação em curso a uma necessidade de “revolução” na prontidão terrestre: forças mais pesadas, reservas de guerra e meios adequados a um teatro europeu contestado. Nessa linha, é referido que a prioridade é criar um “punho de ferro” — a Brigada Média — como espinha dorsal da força nacional, com horizonte de prontidão até 2032.

No mesmo enquadramento público, algumas fontes abertas de imprensa sugerem que a frota PANDUR II, após modernização (MLU), poderá continuar a equipar unidades com perfil mais ligeiro. Contudo, em fontes oficiais publicamente acessíveis, a distribuição final por brigadas não se encontra detalhada, pelo que esta leitura deve ser considerada indicativa e sujeita a confirmação.

3. Análise militar

3.1 Forças em presença (ponto de partida)

O Exército Português opera a família PANDUR II 8×8 como principal plataforma de rodas, em múltiplas variantes, e mantém/teve plataformas lagartas mais antigas no inventário. A introdução do BOXER RCT30 coloca uma capacidade de “força média” num patamar superior, aproximando-a do conceito de IFV (Infantry Fighting Vehicle) moderno de rodas: transporte de infantaria + capacidade orgânica para combater e apoiar manobra com fogos diretos significativos.

3.2 O que é o BOXER RCT30 e por que importa

O BOXER IFV RCT30 é descrito por fabricantes/consórcios como um dos IFV de rodas mais modernos, assente em duas ideias-chave:

Proteção e volume de uma plataforma 8×8 pesada, com margem de crescimento (sensores, kits, energia).

Letalidade e aquisição de alvos via torre remotamente controlada, estabilizada, com canhão 30×173 mm e funcionalidades como hunter-killer (o comandante pode procurar novo alvo enquanto o artilheiro engaja o anterior).

Nota: o calibre 30×173 mm não é, por si, novo; o diferencial do RCT30 está na integração de sensores/torre, na munição programável/ABM (airburst) e na necessidade de sustentar maiores volumes em treino e reservas.

A versão RCT30 é publicamente associada ao canhão MK30-2/ABM, incluindo munição programável/airburst. Em configurações divulgadas, existe também referência a integração de mísseis anticarro (ex.: SPIKE LR), o que amplia o envelope anticarro orgânico do escalão tático.

3.3 BOXER RCT30 vai substituir a PANDUR II ou reforçar a Brigada Média?

O que é reportado (fontes abertas / imprensa):
A informação disponível em fontes abertas associa o BOXER RCT30 à futura Brigada Média. Quanto às PANDUR II, há referências a modernização/MLU e a possível continuidade noutras componentes, mas a afetação por brigadas não é publicamente inequívoca, pelo que a análise deve manter-se prudente.

O que é provável (avaliação analítica):
Em termos de desenho de força, há dois modelos plausíveis:

Modelo A — Substituição parcial e especialização por brigadas:
O BOXER equipa as subunidades “de choque” da Brigada Média (infantaria montada/IFV), enquanto a PANDUR permanece em missões onde menor massa, menor pegada logística e maior facilidade de projeção são vantajosas, reforçando brigadas leves e funções de apoio.

Modelo B — Incremento orgânico para criar novas subunidades (sem retirar PANDUR do sistema):
O BOXER surge para criar capacidade adicional (novos batalhões/subunidades) e elevar o nível de prontidão/letalidade da Brigada Média, mantendo a PANDUR como componente estrutural do dispositivo de rodas do Exército.

Nota importante: até existir confirmação pública (contratos, números, lista de variantes e distribuição por unidades), qualquer resposta “fechada” é especulativa. O que as fontes abertas permitem afirmar com segurança a intenção de introdução do BOXER RCT30 como capacidade de combate montado de maior intensidade. Já a distribuição final das PANDUR II (após MLU) por brigadas/unidades não está detalhada de forma inequívoca em fontes oficiais publicamente acessíveis, pelo que permanece em aberto.

3.4 Variantes: o que pode fazer sentido (sem inventar decisões ainda não públicas)

Facto (arquitetura do sistema): o BOXER assenta no conceito modular “módulo de condução + módulo de missão”, permitindo múltiplas variantes dentro da mesma família.

Se o objetivo for equipar uma brigada para alta intensidade, o pacote “coerente” de variantes costuma incluir, além do IFV (RCT30), um conjunto de módulos para comando e apoio. Assim, as variantes mais prováveis/úteis (como referência doutrinária e prática de outros utilizadores) seriam:

IFV (RCT30) — núcleo de combate da infantaria montada;

Posto de Comando (C2) — brigada/batalhão;

Ambulância (MEDEVAC) — evacuação e suporte sanitário;

Recuperação/Oficina (Recovery/Repair) — manutenção e recuperação em combate;

Engenharia/apoio ao combate — mobilidade/contramobilidade;

Porta-morteiro — fogos indiretos de proximidade;

Reconhecimento — sensores, comunicações, observação.

Isto não é uma “lista do que Portugal já comprou”; é uma proposta tecnicamente coerente com o conceito de Brigada Média e com a modularidade declarada do sistema.

3.5 Principais diferenças: BOXER RCT30 vs PANDUR II

A comparação útil não é apenas “qual é melhor”, mas qual é o perfil tático-logístico de cada plataforma.

(1) Classe de massa, proteção e sobrevivência

O BOXER RCT30 opera numa classe superior de massa (fontes abertas apontam ~38 t, conforme configuração), típica de uma viatura concebida para sobreviver e combater em ambiente saturado por fogos e sensores.
A PANDUR II é uma plataforma mais leve, favorecendo menor pegada logística e maior facilidade de projeção, mas com limitações naturais de “growth potential” quando comparada com um 8×8 pesado.

(2) Letalidade e ciclo de engajamento

O RCT30 (30×173 mm) com munição programável/airburst e sensores hunter-killer altera o “balanço” em combate montado: maior alcance útil, maior probabilidade de acerto em movimento e melhor resposta contra infantaria abrigada.

(3) Arquitetura de sistemas (sensores, comunicações e integração)

Um IFV moderno não é só “armamento”; é uma combinação de sensores, comunicações e processos. O BOXER RCT30 é publicamente descrito como orientado para combate moderno e integração de subsistemas, o que tem impacto direto na eficácia em operações conjuntas/multinacionais.

3.6 Melhorias face à PANDUR: que capacidades o Exército ganha?

Capacidades ganhas (síntese):

Aumento de sobrevivência em ambiente contestado (plataforma 8×8 pesada, com margem para kits e integração).

Poder de fogo orgânico superior (30 mm e munição airburst), melhorando apoio direto à infantaria desmontada e “overmatch” sobre ameaças ligeiras/médias.

Ciclo sensor-atirador mais rápido (hunter-killer), com impacto claro em combate de encontro e em ambientes urbanos/complexos.

Potencial anticarro ampliado (se integrado com ATGM, como referido em fontes do produto).

Sustentação e disponibilidade potencialmente melhores (pela modularidade e gestão de módulos), desde que o modelo logístico e contratual seja bem desenhado.

3.7 Logística e sustentação: o “lado decisivo” do BOXER

Uma transição para um IFV 8×8 pesado exige uma abordagem logística deliberada. Em alta intensidade, “ter viaturas” é diferente de ter viaturas prontas e municiadas, com equipas de manutenção, recuperação e cadeias de abastecimento robustas.

Principais implicações logísticas:

Infraestruturas e mobilidade operacional: peso/classe do veículo afeta pontes, itinerários, parques, meios de reboque e recuperação.

Municiamento: reforço e normalização da cadeia logística de 30×173 mm, com ênfase em munições programáveis/ABM (airburst), volumes de treino/combate e respetiva gestão (armazenamento, programação, controlo e segurança), além de sobressalentes e ferramentas específicas da torre.

Manutenção e sobressalentes: torre, optrónicos e sistemas eletrónicos aumentam exigência de técnicos, ferramentas e contratos de suporte.

Recuperação e reparação em combate: em alta intensidade, a taxa de avaria/danos cresce; meios de recuperação são tão críticos como o próprio IFV.

Formação: tripulações e mecânicos requerem treino em tiro, sensores, gestão de munição, procedimentos e integração C2.

4. O BOXER RCT30 é “topo de gama” no segmento? E qual um Top 3?

“Topo de gama” depende do critério (proteção, letalidade, maturidade, custo-ciclo de vida). Ainda assim, em termos de posicionamento técnico e características publicitadas, o BOXER RCT30 situa-se claramente no patamar superior dos IFV 8×8: proteção elevada, torre moderna, munição airburst e conceito modular.

Top 3 (avaliação analítica, defensável por desempenho + maturidade + potencial):

ARTEC/KNDS BOXER IFV RCT30

Patria AMV XP (configurações IFV)

GDELS PIRANHA V (configurações IFV)

5. Conclusão e cenários possíveis (curto, médio e longo prazo)

Curto prazo (1–3 anos):
Definição do pacote real (números, variantes, cronograma, formação, munições) e desenho do modelo de sustentação. O sucesso inicial mede-se menos pelo “anúncio” e mais pela capacidade de criar uma cadeia logística e de treino coerente.

Médio prazo (3–8 anos):

Entrada em serviço e consolidação de subunidades de choque na Brigada Média, com coexistência com PANDUR modernizadas noutras brigadas/roles. Este período será crítico para a prontidão: munições, sobressalentes, recovery e manutenção determinarão disponibilidade real.

Longo prazo (8–15 anos):
Consolidação de uma arquitetura de força com “camadas”: IFV pesado de rodas (BOXER) para choque e combate montado exigente; 8×8 mais leve/modernizado (PANDUR) para mobilidade, projeção e funções de apoio. A variável estratégica será a sustentabilidade financeira e industrial do ciclo de vida.

https://substack.com/home/post/p-185217713
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Força Aérea Portuguesa / Re: O Super Tucano em Portugal
« Última mensagem por LightningBolt em Janeiro 22, 2026, 05:09:46 pm »
Olhem só o que os ignorantes da Austria mandaram para a operação Dadalus na Suiça como protecção ao Fórum Económico Mundial... Pilatus PC-7 da Força Aérea Áustria, armados com 2 "pods" HMP-250 metralhadora pesada FN M3P cal. 12,7x99mm (250 munições).
Onde já se viu aviões a hélice armados a fazer alguma coisa util que não treino, básico claro.
Mais valia enviar drones ou jatos, ou... coisa e tal...
https://x.com/ee_espadaescudo/status/2014006619374293117?s=61

Tu nunca pescas nada do assunto, nem das questões que se levantam, mas insistes em debitar porcaria aqui.

Começas por comparar uma missão de policiamento num local onde a ameaça é virtualmente zero, com o emprego que se quer dar aos ST em TOs externos com riscos mais elevados.

Por uma Força Aérea que ainda está espera de UCAVs e de treinadores a jacto, e que tem apenas 15 caças a jacto, e portanto não lhes resta muita coisa senão desenrascar com o que têm.

Depois usas o emprego daqueles meios por um país que não tem mais nada, como "prova" da sua utilidade, sem que as aeronaves tenham de facto lidado com uma ameaça real.

E depois ignoras que existe uma grande diferença entre:
-ter pilotos instrutores com formação para disparar metralhadoras e largar bombas burras;
-ter pilotos de uma esquadra de treino que de repente têm que obter (e manter) certificações para armamento guiado, mais pessoal de terra treinado para manusear o dito armamento, e ainda pensar em destacamentos.

Tudo isto tem custos, que são injustificáveis numa esquadra que era suposto fazer apenas treino mantendo custos no mínimo, e ainda por cima para usar uma aeronave de combate que só pode operar em baixa intensidade, o que reduz o retorno de investimento.

A questão nunca foi a utilidade ou não de uma aeronave a hélice para outras funções, mas sim a realidade portuguesa em que temos falta de pilotos, falta de pessoal de terra, poucas munições para as principais aeronaves de combate (F-16 e P-3), e resolvem piorar esta situação ao comprar STs para funções de combate, exigindo mais destes recursos para sustentar essa frota.

Quem nos dera a nós que os ST se ficassem pelo uso de metralhadoras e bombas burras. Era de maneira que a pegada logística da frota era mais reduzida, e sobrava verba para armar como deve ser os F-16 e P-3.

Calma dc  :mrgreen:
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