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Exército Português / Re: Substituição dos M113
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 04:49:22 pm »

Para ambientes urbanos a Brigada Ligeira é a mais indicada. O mais certo é dar-se prioridade a esta Brigada na alocação dos MANPADS.

Adquirir Boxer APC de propósito para um Pel MANPADS pode não compensar, e ser considerado preferível investir um pouco mais em mais viaturas VSHORAD.

Por outro lado, também dava para reforçar o Pel MANPADS tirando partido das RCT30 e da infantaria que esta versão transporta, para ter MANPADS e canhão em simultâneo.

Não esquecer que qualquer coisa é melhor do que aquilo que temos hoje em termos de canhões AA.

Tecnicamente, até podias ter a BtrAAA da Brigada Média assim:
-Pel Skyranger 30 com 12 viaturas (canhão, mísseis e radar na mesma viatura)
-Pel MANPADS com MANPADS em Boxer RCT30 (6-12 + 3/4 viaturas radar)
-Pel RapidRanger em ST5 (12 viaturas + 4 radares) - protecção de unidades de apoio e Pel Radar/C2
-Pel SHORAD com IRIS-T SLS, 6-12 viaturas lançadoras c/ radar incluído
-Pelotão C-UAS com 6 Boxer c/ sistema Leonidas + 3 radares

Claro qualquer coisa assim implica investimento, e especial atenção para a sustentação logística.

Isto não é especulação do que acho que vai acontecer, é quanto muito objecto de estudo para diferentes soluções para unidades AA.

Bem isto já parece mais um Grupo de AA que uma bateria, o que aliás até seria aconselhável para ambas as brigadas.  :G-beer2:
Se o Exército insiste em manter MANPADs e C-UAS na AA, se calhar é inevitável ser um Grupo AA. Ser for bateria vai ser uma bateria muito grande. Mas se calhar é pedir muito material e não haverá orçamento para tanto? Depende dos targets e doutrina NATO. E esperemos, das lições do campo de batalha na Ucrânia.

A versão C-UAS com torre RCT30 deve manter a capacidade de transporte (é basicamente o mesmo que a variante IFV acho) e pode levar 2 equipas Stinger, deve ser possível.

Acho Pelotões AA com 12 unidades de tiro muito pesado. Mais comum são Pel. a 3-6 unidades de tiro,  canhão 3-4 e 4-6 míssil. Se vierem 6 SkyRanger já ficava feliz. Mas aposto que serão RCT30 C-UAS.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 04:47:39 pm »
Isso tem tudo a ver com uma questão à qual ainda não vi a FAP responder: quanto tempo mais - e em que números! - é que aguenta a operação dos F-16 nacionais?
Não se consegue tomar uma decisão, seja ela qual for, sem antes ter essa resposta...

Pois, essa é a questão de milhões, mas só o é por falta de juízo.

O país tem capacidade de modernizar F-16 antigos para o padrão dos nossos. Mesmo que seja verdade que algumas das células já não estejam em condições, existe a capacidade de ir buscar mais e modernizar, para esticar a vida útil da frota por mais uns anos, e assim evitar enterrar vários milhares de milhões num 4.5G novo só para dizer que se comprou um caça novo (de um modelo que a FAP não quer!!!).

Estes trabalhos de modernização, teriam retorno para o país, por serem realizados em Portugal. E tudo isto por muito menos dinheiro do que nos custaria uma esquadra de Typhoon T2.
Facilmente se aguentava F-16 até pelo menos 2035. E mais facilmente o Governo arranjava verba para isto.


De notar que se dizia que não valia a pena modernizar F-16 para V, por razões tecnológicas. Logo, isto aplica-se à compra ou modernização de qualquer 4.5G.


No fim a questão resume-se a isto, não havendo interesse político para comprar F-35, arranjar maneira de continuar com F-16 até se arranjar uma solução definitiva é muito mais benéfico para a FAP, do que inventar com um modelo diferente, mais caro e que vai adiar qualquer salto geracional, possivelmente por décadas.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 04:36:08 pm »
Absolutamente de acordo! Já fui a favor da aquisição do F-35 mas agora, pelos motivos que indicas, considero essa opção insustentável.
ALém de que nada nos garante que, em termos técnicos, não aparece qualquer dia um sistema qualquer capaz de apanhar caças furtivos tão bem como os outros (actualmente já podem ser rastreados mas é mais complicado fixar o alvo, muitas vezes)

Se surgir um sistema capaz de detectar e obter soluções de tiro contra caças furtivos com eficácia, essa capacidade também se vai fazer sentir contra caças 4.5G.

A grande diferença, é que um caça furtivo continua a ter vantagens face aos sistemas de detecção radar já conhecidos.

Simplificando, um caça 4.5G é susceptível a ameaças convencionais como defesas AA e combate BVR, um 5G é quase "imune" a ambas.
Ao surgir uma nova tecnologia capaz de detectar e abater um caça 5G, o 5G ganha uma nova ameaça. No entanto o 4.5G também ganha esta nova ameaça. Ou seja, existiria 1 ameaça para o 5G vs 3 ameaças para o 4.5G.

Ou seja, o 5G continua a levar larga vantagem.

Agora, se a opção F-35 é insustentável, que outra opção é que seria sustentável?

Sabendo que os eurocanards custam o mesmo e apresentam limitações sérias. Sabendo que os 6G ainda vão demorar. Sabendo que mesmo um eurocanard em segunda-mão seria caro e provavelmente precisaria de modernização, e ficando a FAP dependente da disponibilidade dos Governos investirem ainda mais no 6G já na década de 40.

Qual é que é a alternativa?

Porque é que o Kaan e KF-21 supostamente mais baratos estão automaticamente excluídos, mas eurocanards obsoletos e caros não estão?

Eu vejo 4 grandes opções, alternativas a uma compra imediata de F-35:
-aguentar por 3/4 anos os F-16 e ver o que se sucede na geopolítica mundial, para tomar uma decisão;

-tomar uma decisão já, comprando F-16 usados e/ou modernizando os nossos, para manter a aviação de caça,  e entrar de imediato num programa 6G, para garantir participação industrial e entregas o mais cedo possível;

-comprar uma solução boa, mas não ideal, com KF-21 ou Kaan, com envolvimentos industrial, oferecendo à FAP um meio termo entre os 4.5G e os 5G;

-comprar eurocanards em segunda-mão, e entrar no programa 6G - opção muito mais cara e de alto risco, com total dependência da "bondade" de futuros governos (pior solução para a realidade portuguesa, devido aos riscos de nenhum governo querer pagar os 6G).

Com estas 4, organizadas de melhor/mais exequível para pior/menos exequível, não é preciso inventar com aviões 4.5G novos.
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Marinha Portuguesa / Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 04:21:08 pm »
Citar
interfaces de armas (por exemplo, integração do ESSM Block 2), melhorias de ASW e revisões do sistema de combate.

De onde vem esta afirmação? Até agora não me lembro de haver um único indício da integração dos ESSM nos navios.

https://www.seaforces.org/marint/Portuguese-Navy/Frigate/Vasco-da-Gama-MEKO200PN-class.htm

Citar
Modernization:
In 2019, the new Military Programming Law was approved by the Portuguese Assembly of the Republic, which provided an amount of 125 million euros for the modernization of the three frigates of the Vasco da Gama class. In November 2022, the order authorizing the Ministry of National Defence to proceed with the modernization, was signed, in order to be able to use the ships in scenarios of high intensity combat. Among the improvements to be made to the frigates is the incorporation of RIM-162 ESSM Block-2 missiles to replace the RIM-7 Sea Sparrow.

https://en.wikipedia.org/wiki/Vasco_da_Gama-class_frigate

Podem é estar apenas a assumir que tal acontecerá porque o novo CMS permite esta integração?


Tendo em conta os planos que existiam e a modernização tão tardia das VdG, a lógica diria que a MGP ficaria com as 3 FREMM EVO + 2 BD + 2 VdG + 1 VdG "OPV XL".

Substituir as BD primeiro não fazia sentido, já que estão melhor armadas que as VdG.
Substituir as VdG primeiro não faz sentido porque acabarão a modernização pouco antes da entrega das FREMM, talvez 1-3 anos de diferença, o que revelava o MLU das VdG completamente sem nexo.

A não ser que tenham feito a modernização já a contar com um cliente internacional assegurado, o que duvido.

Esta modernização nunca vai servir de ponte até à entrega das FREMM EVO, porque as VdG vão passar pelo menos metade do tempo a receber a dita modernização.

Totalmente de acordo que o MLU VdG peca por tardio, mas as 3 FREMM só devem atingir FOC quando? 2032-34? O tempo necessário para que uma fragata FREMM nova atinja a Capacidade Operacional Plena (FOC) após ser adquirida pode variar, mas normalmente envolve vários anos de integração, treino e testes. Por exemplo, as fragatas FDI da Marinha Francesa são concebidas para estarem operacionais poucos anos após a entrega, mas os prazos específicos podem depender dos requisitos e do nível de prontidão do cliente. Dado a idade e estado tanto das BD como das VdG e o baixo nível de prontidão, potenciais e inevitáveis avarias, manutenção requerida, etc., se calhar querem manter as quatro até 2035 e além?
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por sivispacem em Hoje às 04:08:07 pm »
Comprar caças caríssimos que podem ser inutilizados a qualquer momento, a um país que ameaça a sua soberania e o insulta, deve ser o cúmulo da baixeza, a verdadeira masculinidade beta.  ::)

Portanto, todo e qualquer caça?

Ora vejamos, começamos com uma teoria que se aproxima mais de teoria da conspiração que outra coisa, em que o F-35 pode ser inutilizado remotamente.
E ignoramos algo que é real, que os eurocanards são igualmente caríssimos, e podem ser inutilizados em combate por um adversário com caças melhores e/ou em maior número.

O debate chegou ao ponto em que se discute um suposto kill-switch, mas não se discute o abate da aeronave e dos seus pilotos em combate, apesar do segundo ser mais provável de acontecer que o primeiro.

Melhor para mim, é que este debate roça tanto a estupidez, que algo tão simples quanto "aguardar uns 3 anos" deixou de ser opção (vá-se lá saber porquê) antes de se tomar qualquer decisão precipitada.

Mas eu deixo aqui a pergunta: qual a vantagem de comprar caças à pressa, ao invés de aguardar para se tomar uma decisão com pés e cabeça?

Isso tem tudo a ver com uma questão à qual ainda não vi a FAP responder: quanto tempo mais - e em que números! - é que aguenta a operação dos F-16 nacionais?
Não se consegue tomar uma decisão, seja ela qual for, sem antes ter essa resposta...
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por sivispacem em Hoje às 04:05:27 pm »
No fim ainda vamos dar razão ao Musk... o futuro serão caças não tripulados.

E os desenvolvimentos nessa área estão a aparecer rapidamente.

Penso que deveríamos considerar essa possibilidade de imediato para estarmos na linha da frente, desde o inicio, algo que nos tem faltado historicamente.

Não é desistir do resto, mas adaptar e aproveitar capacidades que, no nosso caso, até poderão ser muito vantajosas.

A eventual entrada num projecto  pode trazer retornos interesantes, sobretudo por ainda estarmos no início do desenvolvimento de tecnologias e produção, onde a aquisição de uma esquadra completa deste tipo de arma teria significado substancial.

Até pode ser que o Musk tenha razão... mas não será para já. Ainda há um longo caminho a percorrer até à eliminação do piloto. Se é que isso alguma vez acontecerá...

Isto para não se repetir o mesm tipo erro que se cometeu com a produção dos primeiros F-4 Phantom sem canhão... depois foi o que se viu
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 04:04:35 pm »
Comprar caças caríssimos que podem ser inutilizados a qualquer momento, a um país que ameaça a sua soberania e o insulta, deve ser o cúmulo da baixeza, a verdadeira masculinidade beta.  ::)

Portanto, todo e qualquer caça?

Ora vejamos, começamos com uma teoria que se aproxima mais de teoria da conspiração que outra coisa, em que o F-35 pode ser inutilizado remotamente.
E ignoramos algo que é real, que os eurocanards são igualmente caríssimos, e podem ser inutilizados em combate por um adversário com caças melhores e/ou em maior número.

O debate chegou ao ponto em que se discute um suposto kill-switch, mas não se discute o abate da aeronave e dos seus pilotos em combate, apesar do segundo ser mais provável de acontecer que o primeiro.

Melhor para mim, é que este debate roça tanto a estupidez, que algo tão simples quanto "aguardar uns 3 anos" deixou de ser opção (vá-se lá saber porquê) antes de se tomar qualquer decisão precipitada.

Mas eu deixo aqui a pergunta: qual a vantagem de comprar caças à pressa, ao invés de aguardar para se tomar uma decisão com pés e cabeça?
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Marinha Portuguesa / Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Última mensagem por sivispacem em Hoje às 04:02:24 pm »


Também me cheira que a questão das 6 fragatas passa por aqui... Acabem rapidamente o MLU das VdG, vendam-nas, depois vendam as BD e comprem estas 3 A200 à Marinha alemã.
Ou vendam também os NPO 1s e 2S e comprem mais 3 FREMM EVO
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Marinha Portuguesa / Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Última mensagem por Duarte em Hoje às 03:55:47 pm »

Porque carga de água é que estás a incluir nessa lista as 2 VdG?  ???

Porque estão a sofrer MLU para operarem durante mais 10 anos. Assim sendo teremos a certa altura, 3, e possivelmente até 4 classes de fragatas em simultâneo!
Em 2030 já teremos pelo menos 2 FREMM EVO. As duas VdG MLUzinho ainda servirão durante mais 5 anos pelo menos. Podem estar encostadas no Alfeite até, sei lá.. mas até as FREMM atingirem FOC ainda vai levar uns tempos além de 2030.  As BD continuarão a navegar até 2034-35? Encomendar A200 pelo meio, para entrega neste período 2034-36? isto faz sentido?


Comprando 3 A200, a MGP ficaria com 3 FREMM EVO e 3 A200, mais os 10 NPO que não contam para a estatística.

Depois a questão seria perceber se sempre substituímos os NPO1S e 2S já na década de 30, e se sim por que navios (EPC, mais Meko A200, mais NPO3S ou uma hipotética variante 4S), ou se continuariam ao serviço até fazerem 35/40 anos.


Também fico confuso é com a parte em que ter 2 modelos de fragata é um problema a nível logístico, mas operar 2 modelos de caças não seria.

Eu concordo que, visto de fora, fazia mais sentido encomendar mais FREMM EVO, mas também era bom que a malta fosse coerente.

É que neste caso, 3 FREMM EVO + 3 A200 provavelmente sairia mais barato do que comprar 6 FREMM EVO. Já na questão dos caças, comprar 2 modelos sai mais caro do que comprar um só modelo (se o n⁰ de aviões for igual).


Agora, suponho que este alegado interesse nas A200, possa ter outras motivações que não estão à vista. Tanto pode ser a questão do preço de cada navio, como pode ser uma avaliação feita às A200 em comparação com as EPC no que respeita ao comportamento em alto mar, como pode ser algum negócio "governo a governo" com algum tipo de vantagem, como pode ser isto tudo somado.

Tanto quanto sabemos, a MGP podia receber um proposta para 3 A200 mais 1 submarino pelo preço de 3 FREMM EVO. Ou 3 A200 pelo preço de 2 FREMM EVO, e as A200 construídas em Portugal ou algo assim.


Apesar de não fazer grande sentido do ponto de vista prático, é prematuro fazer julgamentos face a essa opção, sem saber detalhes. Suponho que não tenha sido uma invenção caída do céu.

Podem haver muito boas razões para comprar as A200.  Um negócio com SSK seria bom com certeza, mas sem sabermos os detalhes apenas especulamos.
O tal mix high-low que parece que a Marinha queria ter poder ser a razão principal? Mas isto era no tempo das vacas magras  :mrgreen:
Agora com o SAFE e um potencial SAFE 2.0, acho muito preferível termos 5-6 FREMMM e o low bem podem ser os 10 NPOs, e a seus eventuais substitutos: MMPC , PPA EVO, ou outro meio mais ligeiro que as FREMM, mas mais capaz que um NPO.


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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Hoje às 03:54:43 pm »
Para quem diz que o Gripen é barato:

https://www.zona-militar.com/en/2026/01/30/the-purchase-of-17-new-gripen-fighter-jets-for-the-colombian-aerospace-force-receives-approval-from-the-comptroller-general/

184M/avião. Isto não foge ao preço do F-35, por um avião fundamentalmente pior.
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