Unir os Pontos

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Re: Unir os Pontos
« Responder #795 em: Dezembro 03, 2019, 06:18:21 pm »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Unir os Pontos
« Responder #796 em: Dezembro 09, 2019, 01:03:44 am »
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 
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Re: Unir os Pontos
« Responder #797 em: Dezembro 09, 2019, 10:22:08 am »
BlackFerdyPT, Não é verdade o que afirma. Eu próprio sou prova viva da eficácia das vacinas e estou grato às mesmas, tanto que os meus filhos vacinei com todas as vacinas disponíveis pelo SNS e todas as opcionais (pagas apenas pelo meu bolso).

Não é verdade o que afirma que o objectivo das vacinas seja impedir que as pessoas fiquem doentes. O objectivo das vacinas é atenuar o máximo possível o efeito das doenças que combate!

Deu o exemplo do Sarampo, que referiu. Houve muito recentemente alguns surtos de Sarampo, onde os hospedeiros são oriundos de outros países com sistemas de saúde muito mais frágeis que o nosso, nomeadamente o Brasil, onde o Sarampo e outras doenças são uma praga. E se reparou, os efeitos do Sarampo na nossa população, só foram mortais na população que não tinha sido vacinada!!!!!!!
O caso da jovem que faleceu, ocorreu porque ela não estava vacinada: https://www.dn.pt/sociedade/jovem-de-17-anos-que-morreu-com-sarampo-nao-estava-vacinada-6229385.html

E vou até mais longe, o nosso Sistema Nacional de Saúde (SNS), apesar de todos os problemas que enfrenta, como o resto do país e quase todos os sectores, está num nível muito elevado, mesmo comparado com os melhores países, tanto que a esperança média de vida em Portugal é por exemplo mais alto que nos EUA: https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_life_expectancy

Mas se tem dúvidas, veja este artigo sobre o sucesso da vacinação em Portugal:
https://www.publico.pt/2019/02/23/sociedade/noticia/vacinar-prevenir-vese-numeros-1862830

E é esta forte aposta na vacinação, que nos fez ultrapassar muitos países desenvolvidos, como os EUA!

Mais uma vez refiro, a vacina não impede a pessoa de apanhar a doença, o que faz a vacina, ao expor-nos ao vírus semi-morto, é fortalecer as nossas defesas e quando formos expostos a essa doença, os seus efeitos negativos são muito mais atenuados e é isso que faz aumentar a nossa esperança média de vida.
 
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Cabeça de Martelo

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Re: Unir os Pontos
« Responder #798 em: Dezembro 11, 2019, 10:55:12 am »
Os EUA é um país com fortes desigualdades sociais ( a classe média só possui 20% da riqueza desse país), só que por lá não há um SNS, ou um sistema privado que dê acesso a cuidados de saúde a toda a população como na Alemanha.

Quando temos um país com estas características onde não há uma rede de segurança e ainda por cima estão a proliferar as teorias anti-vacinação, percebe-se porque é que estão a surgir surtos de doenças que já tinham sido controladas.

Citar
The CDC reports that 1,261 cases have been reported from 31 states in 2019.

More than 75% of the cases this year are linked to outbreaks in New York. Measles is more likely to spread and cause outbreaks in U.S. communities where groups of people are unvaccinated.
The majority of cases are among people who were not vaccinated against measles.
Measles can cause serious complications. Of the people who got measles this year, 123 of the people were hospitalized, and 61 reported having complications, including pneumonia and encephalitis, due to the disease.
Learn more about current measles outbreaks.

Before the measles vaccine was routinely used in the U.S. about 3 to 4 million people got measles each year, and of those people, 400 to 500 died and 8,000 were hospitalized.

Measles is still a common disease in many parts of the world including some countries in Europe, Asia, the Pacific and Africa. Every year, unvaccinated travelers (Americans or foreign visitors) get measles while they are in other countries and bring measles with them into the U.S. They then spread the disease to other people who are not protected against measles. Outbreaks usually occur in communities with groups of unvaccinated people.

Only the fact that most people in the U.S. are vaccinated against measles prevents these clusters of measles cases from becoming serious epidemics.

Measles is one of the most contagious diseases known to humans. It spreads through the air when a person with measles coughs or sneezes.  It is so contagious that if 1 person is infected, 9 out of 10 people around him or her will also become infected if they are not protected.

Measles is more than just a rash and a fever. It can lead to serious illness and health complications, even death.

People at the most risk of complications include children under 5 years old, adults over 20 years old, pregnant women, and people with compromised immune systems.

About 1 out of 4 people who get measles will be hospitalized.
As many as 1 out of every 20 children with measles gets pneumonia, the most common cause of death from measles in young children.
Measles may cause pregnant women who have not got the MMR vaccine to give birth prematurely, or have a low-birth-weight baby.
The MMR vaccine is the best way to protect against measles. Children needs two doses of MMR vaccine – the first dose between 12 -15 months of age and the second dose between 4-6 years old.

Adults who were born during or after 1957 (and don’t have evidence of immunity against measles) should get at least 1 dose of MMR vaccine. Certain adults may need 2 doses of MMR including:

students at post-high school education institutions
healthcare personnel
international travelers
people who public health authorities determine are at increased risk for getting measles during a measles outbreak
« Última modificação: Dezembro 11, 2019, 11:00:28 am por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Vitor Santos

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Re: Unir os Pontos
« Responder #799 em: Dezembro 11, 2019, 11:45:44 am »
Citar
Os EUA é um país com fortes desigualdades sociais ( a classe média só possui 20% da riqueza desse país), só que por lá não há um SNS, ou um sistema privado que dê acesso a cuidados de saúde a toda a população como na Alemanha.

Quando temos um país com estas características onde não há uma rede de segurança e ainda por cima estão a proliferar as teorias anti-vacinação, percebe-se porque é que estão a surgir surtos de doenças que já tinham sido controladas.

Aqui no Brasil temos o Sistema Único de Saúde (SUS), serviços de saúde universal e gratuito a todo cidadão brasileiro. Há inúmeros problemas, algo natural por se tratar de um sistemas de saúde público de um país subdesenvolvido e de economia deficitária.

Entretanto, os brasileiros (sem exceção) têm onde recorrer na falta de recurso para tratamento ou atendimento médico.

Paralelamente à realização de consultas, exames e internações, o SUS também promove campanhas de vacinação e ações de prevenção de vigilância sanitária, como fiscalização de alimentos e registro de medicamentos.

Apesar dos percalços, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde públicos do mundo.
« Última modificação: Dezembro 11, 2019, 11:47:55 am por Vitor Santos »
 

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Viajante

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Re: Unir os Pontos
« Responder #800 em: Dezembro 11, 2019, 12:06:16 pm »
BlackFerdyPT?

As vacinas melhoram e muito a nossa qualidade de vida, não tenha dúvidas.
Refere os problemas de vacinação em países subdesenvolvidos. Eu também já ouvi histórias dessas, mas deixo-lhe estas perguntas:
- E administram mesmo vacinas?
- E são mantidas em ambientes refrigerados e controlados?

Em Portugal, as vacinas funcionam muito bem e têem permitido criar um problema no bom sentido, que é termos uma população demasiada envelhecida e com os consequentes problemas na sustentabilidade da Segurança Social.

Obviamente que só a excelente cobertura da vacinação em Portugal não chega, também é importante referir o enorme avanço que tivemos pós-adesão à UE com a cobertura a praticamente 100% do país da água e saneamento público (investimentos financiados a 92,5% pela UE e que permitiu a todos os municípios investirem muito nesta área), às melhorias significativas na higiene e nível de vida dos portugueses.

Refiro só isto, uma criança tem obrigatoriamente de frequentar a Escola até aos 18 anos e só o pode fazer se tiver a vacinação em dia. E qualquer alteração só é permitida com justificação.

Eu comparo a vacinação à creche/infantário. Os meus filhos até aos 3 anos de idade apanham todas as doenças possíveis. As crianças estão todas juntas e basta uma estar constipada, contamina todos os colegas, assim como a gripe, varicela, etc.......
Mas a partir dos 3 anos já têem defesas suficientes para enfrentar qualquer doença.

Acresce ainda referir que os bebés e as crianças em especial até aos 6 anos, têem um acompanhamento muito rigoroso da sua saúde. O meu filho de 14 meses, quase todas as semanas tem acompanhamento médico (público e privado), de diversos especialistas que acompanham o peso, altura, funções vitais, pulmões, desenvolvimento cognitivo, etc....
Com o acompanhamento público e acréscimo do acompanhamento pediátrico, um bebé/criança tem um acompanhamento médico de excelência em comparação com qualquer país desenvolvido do mundo.

Mas o BlackFerdyPT está no seu direito de não se vacinar, não sei é se lhe permitem...... e no caso das crianças e em Portugal, ou são vacinadas ou são vacinadas, são estas as 2 alternativas possíveis!!!!! Caso contrário tem problemas sérios com vários ministérios (Saúde, Segurança Social e Educação, que no limite pode levar a que as crianças sejam retiradas aos pais).
 
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Re: Unir os Pontos
« Responder #801 em: Dezembro 11, 2019, 05:08:01 pm »
Tal como disse na minha colocação, tenho contra-argumentos (para os quais deixei uma hiperligação) que desmontam cada um dos vários argumentos que costumam ser usados pela propaganda mentirosa pró-vacinas... E,

1) Em mais do que uma das hiperligações que deixei, podem lá encontrar o que tive eu a dizer sobre o caso da rapariga de 17 anos. Mas, aqui vai então quase uma colocação inteira que na altura fiz sobre o sucedido.

Citar



Jovem de 17 anos que morreu com sarampo tinha sido internada por causa de uma mononucleose

(Porque pude eu constatar que, nas várias notícias televisivas que vi sobre o sucedido, era sempre - muito convenientemente - omitido este muito importante facto, venho só informar-vos do seguinte...)

A jovem que morreu em Portugal neste surto de sarampo, não era uma mera jovem que apanhou esta doença no decorrer da sua normal actividade. O vírus do sarampo que apanhou foi contraído no Hospital, onde estava ela já internada (i.e. em estado muito grave) por causa de uma mononucleose que tinha apanhado. Mononucleose essa, que (tal como diz um médico entrevistado sobre isto: http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/medico-jose-vera-a-questao-do-contagio-e-relativamente-irrelevante) lhe deprimiu o sistema imunitário.

Ora, se esta pessoa em idade de ter uma sistema imunitário forte morreu por causa de uma doença cuja taxa de mortalidade nos países desenvolvidos anda na ordem dos 0.2% (https://www.cdc.gov/vaccines/pubs/pinkbook/meas.html), é óbvio que, quase certamente, terá sido exactamente por ter o seu sistema imunitário enfraquecido (e não por não ter sido "vacinada" - pois, como digo, as ditas vacinas em nada ajudam a imunizar uma pessoa contra as doenças).

Todos os anos morrem também pessoas no decorrer dos surtos de gripe. E, a esmagadora maioria das pessoas que morrem, são invariavelmente pessoas idosas (http://news.nationalpost.com/news/world/the-reason-older-people-die-from-the-flu-isnt-the-virus-study-suggests-its-their-immune-response) que têm o seu sistema imunitário enfraquecido (e que, se não fosse por causa da gripe, facilmente poderiam também ter morrido por causa de uma outra doença).

[...]

2) Quanto às vacinas apenas atenuarem as acções dos agentes patogénicos, para além de não ser isso que diz a propaganda oficial (leiam, por exemplo, sobre a tão falada "imunidade de grupo"), isso foi também o que disse depois o inventor das mesmas, certamente para tentar "salvar a face". Mas, quem possua sentido crítico e ainda neurónios suficientes, consegue aperceber-se de que tal argumento não bate certo. Visto que, como disse eu uma vez:

Citar
"...o estar a dizer que quem foi vacinado apanha versões menos severas das doenças, não serve como argumento – pois, as pessoas são diferentes umas das outras, em termos de resistência às doenças (dependendo da idade, condição física, nutrição, genética) e não há maneira de averiguar tal coisa para uma mesma pessoa."

3) Os surtos de sarampo e afins são oriundos, ou de países onde o nível de vida sempre foi baixo, ou de países onde este mais tem piorado, desde 2008 - pois, obviamente que isto se repercute nas mencionadas (a) condições de higiene e (b) nutrição. Até no país mais rico do Mundo o nível de vida tem piorado muito, para uma boa parte da população - razão pela qual já se temem também neste país surtos de doenças: https://www.rt.com/op-ed/418572-us-decline-poverty-un/ + https://www.forbes.com/sites/chuckdevore/2019/08/19/official-lies-bubonic-plague-and-californias-homeless-challenge/

1) A questão que se põe não é onde é que a jovem apanhou a doença. Os doentes imunocompremetidos são sempre alvos fáceis para infecções oportunistas. A questão é que a vacina é mais uma forma de proteger esses doentes das tais infeccções oportunistas. A jovem morreu duma infecção viral para a qual deveria estar protegida. Até poderia ter apanhado outra infecção que não a do sarampo e morrer. Mas o facto de ter morrido no século XXI duma doença prevenível, mostra o quão perigosos atrasados mentais como tu são para a sociedade.
Há pessoas que não deveriam ter acesso a uma carta de condução, e há outras que não deveriam ter acessoa  internet... Tu, muito provavelemente, pertences a ambos os grupos!

2) A vacinação foi pela primeirva vez testada no séc. XVIII por Jenner (o pai das vacinas), e o termo de "herd immunity" só foi utilizado pela primeira vez no século XX... Se me fôres capaz de explicar como é que ele disse isso para salvar a face, era capaz de te levar um pouco mais a sério.

3) A origem da doença, pouco ou nada importa, quando há uma ferramenta que não sendo 100% eficaz reduz e muito a mortalidade da mesma. Que haja gente nesses países que mencionas que não tenham acessoa às vacinas ainda compreendo. Que haja pessoas que, em pleno séc. XXI, se recusam a receber de forma gratuita a vacina e, ainda por cima, espalham desinformação, é mostra de que a internet se tornou numa ferramenta de propagação de imbecilidade e que deve ser repensada forma de acesso à mesma.

Por último, dou-te o exemplo de como a estupidez humana pode levar à morte de centenas pessoas num país de que tu gostas tanto de inventar histórias:
https://www.bbc.com/news/stories-48668841
 

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Re: Unir os Pontos
« Responder #802 em: Dezembro 13, 2019, 07:53:11 pm »
No final é sempre uma questão de balanço entre os benefícios e os riscos.

Penso que deve existir um "pacote básico" de vacinação e o resto ser opcional tendo em vista exactamente esse balanço. Toda uma serie de vacinas cujos estudos de longo prazo na população só agora começam a ser mais ou menos públicos vêm mostrar que os benefícios associados a essas vacinas não se sobrepõem aos riscos de longo prazo.
Temos o exemplo da Finlândia ou da Dinamarca que ajustaram as suas campanhas de vacinação, deixando cair algumas vacinas e adicionando ou recuperando outras, justamente com essa analise coo ponto de partida.

O nosso SNS nesse aspeto creio que peca por excesso, temos neste momento uma das mais completas campanhas de vacinação sendo que algumas delas têm um custo de risco/beneficio duvidoso a longo prazo.
 

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Re: Unir os Pontos
« Responder #803 em: Dezembro 18, 2019, 02:21:39 pm »
Cabeça de Martelo e outros,

Primeiro que tudo, a CDC é uma de muitas agências governamentais, no Ocidente, para as quais existe uma "porta giratória" entre estas e as companhias privadas que supostamente são alvo da sua supervisão (https://www.startpage.com/do/dsearch?query=cdc+revolving+door) - e, mais do que isto, não pode ser considerada uma organização verdadeiramente independente, pois recebe dinheiro da indústria farmacêutica: https://www.lewrockwell.com/2019/11/joseph-mercola/cdc-petitioned-to-stop-lying-about-pharma-funds/

Segundo, sobre o que esta diz sobre o sarampo, se observarem o gráfico que eu aqui já deixei sobre esta doença específica (https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gb515139f/20376610_LRws1.png) irão constatar que a esmagadora maioria de casos que ocorriam desta doença foi reduzida antes (i.e. não por causa) da introdução da suposta vacina - ou seja, que a incidência desta doença foi obviamente reduzida devido a outros factores.

E, terceiro e mais importante de tudo, a CDC manipula os seus estudos sobre vacinas (http://tiny.cc/i07mhz) de modo a obter os resultados que deseja. E, isto foi já denunciado num documentário inteiro, de 1h31m, que tem sido censurado em vários sítios (https://www.sciencealert.com/amazon-just-removed-the-sham-science-documentary-called-vaxxed) - e cuja uma cópia legendada em português brasileiro pode, de momento, ser encontrada aqui: http://tiny.cc/i17mhz

(Nota: Quem não for capaz de pensar por si próprio, não veja o documentário em causa - e leia antes o que os média de massas e desconhecidos têm a dizer sobre o mesmo: https://www.statnews.com/2016/04/01/vaxxed-autism-movie-review/)

De qualquer modo - tal como no caso de outra questão científica que aqui já debati - melhor do que qualquer "blá blá blá" da parte de agências governamentais, ou de quem quer que seja, não há nada como se elaborar gráficos para ver o que se passa. E, o documentário de 1998, para o qual aqui já chamei a atenção, mostra repetidas provas, tiradas de literatura científica, de que as vacinas não só são ineficazes, como são até contraproducentes. E, assim sendo, aqui vai uma vez mais tal documentário - agora numa versão que descobri, com legendas de qualidade "mais ou menos", também em português brasileiro.



Ferdy, tu só pode ser burro mesmo!
Uma doença ter baixado o número de casos fatais não quer dizer que não continue a ter elevada ocorrência e capacidade infecciosa.
O facto é que a vacina diminui vertiginosamente o número de infecções.
Casos de sarampo entre 1944 e 2007:

Mostraste um gráfico que demonstra uma redução nos casos mortais sem te informares minimamente sobre a história da doença nos EUA. É que desde 1912 que a doença era de notificação obrigatória por forma a se tomarem medidas de controlo da propagação da doença. Além disso desde o inicio do século a medicina teve avanços notáveis o que também explica a baixa no número de mortes até 1963. Mas isso não diminuiu drasticamente o número de casos anuais de sarampo e os surtos ciclicos eram comuns. Uma vez que os vírus do sarampo são, devido à sua natureza genética, altamante mutáveis, a melhor forma de os conter é através da sua eliminação quando isso é possível. Daí a necessidade de se fazerem campanhas de vacinação ou programas nacionais de vacinação. É por isso que em Portugal, o último caso de poliomielite foi registado em 1986. Por isso é que a varíola foi erradicada.

O Vaxxed, que já foi desmentido duma ponta à outra, pode enganar ignorantes como tu, mas para alguém minimamente instruído é um filme de comédia.
 
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Re: Unir os Pontos
« Responder #804 em: Dezembro 19, 2019, 03:46:57 pm »
Eu tenho uma boa resposta, que desmonta o que foi dito na colocação anterior - relativamente a dois pontos pertinentes que são levantados e que poderão deixar alguém com dúvidas. Resposta essa, que fará tanto mais sentido quantos mais dos vídeos que eu aqui coloquei tiverem as pessoas já visto.

Mas, como não ando agora com tempo, ou sequer com cabeça, para explicações elaboradas - e, já agora, também para dar tempo às pessoas para assimilarem primeiro a informação que eu aqui deixei - vai (ter de) ficar para daqui a uma semanas...

Até lá, recomendo simplesmente que ignorem temporariamente o que é dito na colocação anterior, antes de verem primeiro os vídeos que eu aqui deixei (o documentário de 1998, acima de todos - e também o Vaxxed e um pequeno extra que foi feito ao último: http://tiny.cc/i07mhz).

E, se depois de verem tais vídeos, não forem capazes de lá chegar por vós próprios, explicarei posteriormente o que não bate certo na colocação anterior.

(Podem encarar isto também como uma tentativa de estimular o vosso sentido crítico.)

Bom Natal, a todas as pessoas de boas intenções.

Boa Ferdy, se tens tempo ou não não sei, mas que não tens cabeça para explicar o que seja relativamente a questões científicas, isso é mais do que evidente.

Os estudos a desmentir o Vaxxed existem, são científicos (ao contrário do filme), e demonstram que não existe correlação entre a vacina e autismo:
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2275444
https://www.autismspeaks.org/science-news/no-mmr-autism-link-large-study-vaccinated-vs-unvaccinated-kids
O teu amigo Wakefield perdeu a sua licença de médico e o único estudo que apresentou e que além de erros grosseiros de ciência já foi retractado publicamente:
https://www.bmj.com/content/340/bmj.c696.full
O estudo do Wakefield parte duma hipótese válida ("será que a vacina causa autismo?"), mas chega à conclusão que a hipótese é verdadeira de forma errada. O facto de a criança ter tomado a vacina e pouco tempo depois os pais se aperceberem de questões relacionadas com autismo não implica causalidade. Tal como eu comer uma sandes de coiratos não implica que tenha queda de cabelo. A questão é que a toma da vacina ocorre numa fase de desenvolvimento das crianças em que se começa ser possível aos pais aperceberem-se que a criança não tem um desenvolvimento normal nos casos mais severos de autismo. Nos casos menos graves, muitas vezes só a partir dos 5 anos é que se começa a notar. E em alguns casos a doença pode passar despercebida uma vida inteira.
 Estranhamente, ou não (uma vez que se sabe que o teu amigo tentou obter dinheiro à custa das suas conclusões), o Wakefield não prestou atenção aos dados imunológicos gastroenterológicos (cujos dados recolheu). É que os estudos mais recentes apontam para uma possível correlação entre questões do sistema gastroenterológico e imunitário e o autismo. A questão das vacinas foi completamente descartada através de estudos científicos independentes e detalhados.
O estudo do Wakefield:
https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140673697110960/fulltext

Estudos mais recentes sobre possível causa de autismo (repara que ainda hoje os cientistas não conhecem a verdadeira causa do autismo):
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0889159118300783
 

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« Responder #805 em: Janeiro 04, 2020, 12:22:41 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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« Responder #807 em: Janeiro 04, 2020, 09:05:49 pm »
 
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« Responder #808 em: Janeiro 06, 2020, 10:13:40 am »
Enorme Ricky Gervais, arrasou completamente com as elites de Hollywood!!!!!!



https://blogs.spectator.co.uk/2020/01/full-text-ricky-gervais-golden-globes-speech/

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