Apetece-me gritar bem alto, FO...

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Jorge Pereira

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #105 em: Dezembro 02, 2009, 10:52:24 am »
Citação de: "Camuflage"
Não parece ser igual tendo em conta a tabela que mostrou o Chile, Uruguai, Saint Vincent and the Grenadines, Austrália, Barbados, Qatar ou ainda Dominica, todos eles à frente de Portugal e não vê uma unica ex-colónia portuguesa, bem cotada.
Por outro lado isto é um índice de percepção arranjam uma amostra e fazem perguntas às pessoas sobre a corrupção, ora num país como Portugal que já tem tradição na corrupção, as pessoas só vão apontar o dedo aos mesmos do costume (politicos, policias e talvez juizes), ninguém vai dizer "ai o meu familiar é um corrupto que comprou a carta" ou "o meu tio comete fraudes que é uma maravilha la na empresa" e muito menos "bem se eu for a ter em conta todos os crimes praticados pelo meu circulo de conhecidos, hoje teria que ir visita-los a todos na cadeia". Portanto esse índice acaba por cair em erro, pois a fraude, corrupção, tráfico de influências e a usurpação de funções são todos os dias praticadas no quotidiano do Zé, assim como lavar os dentes (diria que lavam menos os dentes do que praticam crimes).

Quantas ex-colónias espanholas, por exemplo, existem no continente americano? E portuguesas?
Já reparou na potência em que o Brasil se está a transformar?
Quer fazer comparações com a sua envolvente? Veja por exemplo, no caótico e degradado, em que se está a tornar (ainda mais) o México. E mais exemplos destes não faltam.

Onde eu quero chegar é que é um absurdo e completamente irracional pensar que a corrupção nas sociedades é algo genético em relação a certos povos e culturas. É simplesmente uma questão de educação e organização social.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #106 em: Dezembro 04, 2009, 02:21:43 pm »
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 AR
José Sócrates exalta-se e pede "juizinho" a Paulo Portas

Económico com Lusa  
04/12/09 14:09


O primeiro-ministro censurou hoje o que considerou ser um "comportamento impróprio" do líder do CDS-PP, pedindo "juizinho" a Paulo Portas, o que motivou a indignação dos democratas-cristãos.

"Não tenha esse comportamento nervoso, é um comportamento impróprio. Eu digo-o aos meus filhos e digo-lhe a si, porte-se com juizinho. Não me interrompa, (...) o seu dever é ouvir", disse José Sócrates a Paulo Portas, motivando uma acesa troca de palavras.

O primeiro-ministro já tinha manifestado irritação com os apartes do líder do CDS-PP durante a sua intervenção em resposta à bancada do PS, criticando o "histerismo" da bancada dos populares.

Da sua bancada, Portas insistia para que José Sócrates respondesse quanto custou a nacionalização do BPN, uma pergunta sua que tinha ficado sem resposta. "O presidente da CGD afirmou ontem que a Caixa já meteu três mil e quinhentos milhões de euros no BPN e que vai meter ainda mais. (...) Mantém a versão que a nacionalização não custou nada ao contribuinte?" tinha questionado Portas no início do debate.

Depois de pedir a Portas para "portar-se com juizinho", José Sócrates continuou, afirmando que "é pura demagogia" dizer que o Estado "meteu dinheiro num banco". "Uma coisa é prover liquidez a um banco. Outra coisa é pôr o dinheiro no capital do banco. São coisas distintas", afirmou o primeiro-ministro, que se queixou ao presidente da Assembleia da República de não ter condições para usar da palavra, devido "às interrupções" de Paulo Portas.

Manifestando indignação com as palavras de José Sócrates, o líder da bancada do CDS-PP, Pedro Mota Soares, afirmou que o primeiro-ministro "insulta os deputados". "Queria perguntar ao senhor presidente se acha admissível que um primeiro-ministro venha aqui dizer 'porte-se com juizinho'. Não admitimos essa linguagem ao primeiro-ministro", declarou.

Da bancada do Governo, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, saiu em defesa de José Sócrates, afirmando que "o primeiro-ministro estava a dar explicações à câmara e foi sistematicamente obstruído, não por um aparte, mas por uma atitude permanente de impedir o primeiro-ministro falar".


http://economico.sapo.pt/noticias/jose- ... 76023.html
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Camuflage

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #107 em: Dezembro 06, 2009, 12:46:43 pm »
Isso nem noticias sao, mas enfim, quem estivesse a ver em directo percebia que o Sócrates teve razão, mesmo que não gostem dele. Se há coisa mais irritante, é estar alguém a fazer um discurso, seguindo um encadeamento lógico, reflectindo no que vai dizer e está um abutre ao fundo da sala a tagarelar. Se nunca discursaram em público nem vale a pena criticarem, pela experiência que tenho, faria exactamente o mesmo que o Sócrates.
 

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Camuflage

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #108 em: Dezembro 07, 2009, 12:30:46 pm »
Esta noticia, vem mesmo em conta ao que referi atrás.

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Oliveira Martins
«Combate à corrupção começa no cidadão comum»
07 | 12 | 2009   10.06H

O combate à corrupção começa no “cidadão comum”, defende o presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), que sustenta que “tem que acabar” a ideia de que os “favores” para obter benefícios são “uma coisa normal”.

António Pereira Neves, Agência Lusa

Em entrevista à Agência Lusa, Guilherme d'Oliveira Martins, que é também presidente do Tribunal de Contas, junto do qual funciona o CPC, frisou que a corrupção “é um fenómeno nosso, não dos outros, e bate à porta de qualquer cidadão”.

“A corrupção começa num pequeno favor e pode acabar num crime. O combate à corrupção começa no cidadão comum”, realça.

“Em departamentos públicos, ainda vemos os cidadãos duvidarem sobre se serão atendidos mais rapidamente se derem alguma coisa ou acenarem com qualquer coisa aos agentes do Estado. Essa dúvida tem que acabar de uma vez por todas”, declarou.

“As pessoas podem pensar que são atendidas mais depressa se corromperem. Isso pode ser mesmo entendido como uma coisa normal, mas tem que deixar de o ser”, reforçou.

Para Oliveira Martins, “a responsabilidade social começa no pequeno facto, no pequeno facto que muitas vezes se dá no sentido de pactuar com um ‘favor’ e isso não pode ser”.

“Se atingirmos, como queremos, objectivos positivos no combate à corrupção, conseguiremos melhores resultados na administração pública, e, sobretudo, a afirmação do Estado como uma pessoa de bem”, defendeu.

Ou seja, quanto melhor a corrupção for combatida, mais eficaz será a máquina da administração pública e menos justificação haverá para a corromper.

Por outro lado, as leis “só podem funcionar como dissuasoras se derem origem a sanções”, disse, frisando que “basta que [as sanções] existam e que os cidadãos saibam que se prevaricarem têm consequências negativas”.

Com cerca de um ano de actividade no CPC e em vésperas do Dia Internacional de Combate à Corrupção, que se assinala quarta-feira, Oliveira Martins garante ter tido “muito boa receptividade” dos cidadãos àquele organismo, “apesar de as pessoas serem normalmente cépticas em relação a novas instituições”.

in: http://www.destak.pt/artigo/47532
 

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #109 em: Dezembro 09, 2009, 07:08:01 pm »
09-12-2009 18:34 - Mário Lino usou 180 milhões da Acção Social escolar para pagar encargos com o Magalhães

A Fundação para as Comunicações Móveis (FCM) recebeu uma transferência financeira de aproximadamente 180 milhões de euros da Acção Social Escolar (ASE) para acertar contas com os operadores móveis que distribuíram os computadores do programa e-escola, incluindo o Magalhães.

A notícia é avançada hoje pelo site da revista Visão, que cita o ex-ministro das Obras Públicas, confirmando que a dotação terá ocorrido poucas semanas antes do final da anterior legislatura

Com essa verba extraordinária, a FCM fez o acerto parcial de contas com as operadoras móveis Optimus e TMN e estas, ao abrigo dos protocolos negociados com o Governo, terão entregue aproximadamente 100 milhões de euros à JP Sá Couto, fornecedor dos cerca de 370 mil computadores Magalhães distribuídos pelos alunos do 1º ciclo do ensino básico no último ano lectivo.

Segundo a “Visão”, os restantes 80 milhões ficaram para os operadores, a título de devolução dos valores avançados para o pagamento dos computadores do e-escola.

Em Julho, quando se deslocou ao Parlamento, Mário Lino prometeu divulgar as contas da FCM e saldar as responsabilidades para com os operadores, antes de sair do Governo. "De uma maneira geral, deixei o assunto arrumado", disse hoje à “Visão”, escusando-se a confirmar mais pormenores.

Recorde-se o PSD avançou com a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito para verificar a aplicação dos dinheiros da FCM.
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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #110 em: Dezembro 10, 2009, 12:08:44 am »
:shock:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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ShadIntel

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #111 em: Dezembro 12, 2009, 10:10:25 am »
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Kafkiano

Várias vezes tenho falado aqui das minhas andanças pelos tribunais. Mas nunca me tinha acontecido nada de semelhante àquilo que hoje vos vou narrar.
Há cerca de dois meses chegou a minha casa, via carta registada, uma convocatória do Centro de Reinserção Social da área da minha residência, adiantando que me deveria apresentar na companhia de uma pessoa idónea, de preferência adulta. À partida, portanto, consideravam-me a mim inimputável, precisando de ter alguém credível ao meu lado.
A diligência era tão estranha que peguei na convocatória, levei-a para o jornal e pedi à minha secretária – a Carolina – para esclarecer o assunto. Ela achou imediatamente tratar-se de uma brincadeira ou de um erro. Mas empenhou-se em investigar.
Depois de vários telefonemas frustrados, conseguiu concluir que a convocatória era mesmo autêntica e não havia engano.
Telefonou então para o escritório da minha advogada – Isabel Duarte, de quem já falei noutra crónica –, que foi peremptória: eu não deveria comparecer e ela faria um recurso.
Um recurso a quem? – perguntará o leitor. Um recurso à juíza do processo a que esta diligência se reportava. E que processo era esse? Era um processo cujo julgamento decorre no Tribunal de Oeiras relativo a violações do segredo de Justiça no ‘caso Paulo Pedroso’, em que são arguidos cerca de 20 jornalistas – da SIC, SIC Notícias, TVI, Expresso, Visão, etc.
Ora a juíza deste processo, ninguém sabe bem porquê, mandou a Direcção-Geral de Reinserção Social interrogar os arguidos.
Era a primeira vez que tal me acontecia.
Cumprindo as ordens da minha advogada, não obedeci à convocatória.
Passadas umas três semanas, porém, recebi nova intimação. Mais telefonemas, mais conversas com a advogada e veredicto final desta: a convocatória deveria ser pura e simplesmente ignorada.
Descansei. E, como durante o mês seguinte não sucedeu nada, pensei que o assunto estivesse resolvido. Enganava-me: findo esse mês de tréguas, recebo em casa uma terceira convocatória, desta vez entregue em mão. E aí decidi-me a ir esclarecer pessoalmente o caso.
Qual seria o objectivo desta insólita diligência? – perguntava a mim próprio enquanto conduzia em direcção a Caxias, onde se situava a dita repartição. E só encontrava uma explicação para isto: perante a perspectiva de eu poder ser condenado no referido processo ao pagamento de multa, a juíza estaria interessada em saber quanto ganhava, se era casado, se tinha ou não filhos ou outros familiares a meu cargo, se vivia em casa própria, se tinha bens, etc.
O endereço que vinha indicado na convocatória era Estrada da Cartuxa, n.º 5, que eu não sabia de todo onde era. Contava, porém, que a minha boa estrela me acompanhasse – e ela não me desiludiu. Dois minutos depois de ter entrado em Caxias, lá me apareceu diante dos olhos a desejada tabuleta: «Estrada da Cartuxa». Só tinha, agora, de encontrar o n.º 5.
Percorri a estrada para um lado, depois para o outro, tentei uma terceira vez em sentido inverso – e nada! Não encontrava o número da porta nem nenhum edifício que se assemelhasse a uma repartição pública. O local era inóspito, a estrada devia ser antiga, talvez do século XVIII, sendo em boa parte ladeada por um muro.
Desesperado, telefonei para o número de telefone que vinha no papel, mas nada: fui recebido por um atendedor automático da PT que me disse para deixar recado.
Decidi então (em má hora) fazer um reconhecimento alargado da zona. E depressa me encontrei num labirinto em que perdi por completo a orientação. Caxias é uma terra de vias de um só sentido (vêem-se por toda a parte placas de sentidos proibidos e sentidos obrigatórios), onde ainda por cima se cruzam as estradas e ruas antigas, dos séculos XVIII e XIX, com as vias rápidas que fazem as ligações à CREL, à CRIL e à A5. Um inferno!
Depois de meia dúzia de voltas à vila e redondezas, parei o carro junto a uma esquadra da Polícia e pedi informações ao agente de turno. O homem, solícito, lá me deu as suas orientações – e com elas voltei ao local de origem, à tal Estrada da Cartuxa. Mas onde diabo ficava a malfadada Reinserção Social?
Percorri outra vez a estrada lentamente num sentido e noutro, até que desisti de procurar: parei à porta de um café, entrei e perguntei ao dono onde ficava a dita repartição. Mas o homem não sabia.
Foi então que um cliente do café, velho, chupado e desdentado, que ouvira a minha pergunta, interveio:
– ‘Inserção’ Social? É ali, num prédio por trás daquele...
– Tem a certeza?
– Sim. É ali a ‘Inserção’ Social.
Voltei a meter-me no carro, a fazer a estrada para trás e para diante, mas nada: não vi nenhum edifício com aspecto de repartição pública, nem nenhuma tabuleta, nem sequer descobri onde era o número 5.
Estacionei então o carro e decidi ir a pé.
E aí descobri: no tal local que o velhote me indicara, lá estava cravado numa parede, em local pouco visível, um n.º 5. Mas tratava-se de uma vivenda igual a tantas outras dos su-_búrbios, com um quintal à volta onde só faltava andar a criação à solta, e tinha a porta fechada...
Não podia ser ali.
Decidi-me, mesmo assim, a entrar no quintal e aproximar-me da porta. E aí, numa tabuleta pequena, ilegível da rua, via-se a inscrição que eu ansiosamente procurara: Instituto de Reinserção Social. Mas seria normal a porta estar fechada, como se se tratasse da casa de uma família?
Toquei à campainha, ouviu-se um gong, veio uma senhora abrir (que podia perfeitamente ser a dona da casa) e perguntou-me:
– O que deseja?
Um pouco surpreendido com a pergunta, mostrei a convocatória, a senhora leu e disse-me para esperar no hall. Sentei-me à espera. Passados uns minutos, a senhora voltou. Disse-me para a acompanhar. Descemos uma escada que, certamente projectada para aceder a uma cave sem grande uso, não oferecia grande segurança nem comodidade. A senhora avisou-me:
 – Atenção aos degraus, a escada não é lá muito segura...
Lá em baixo havia uma sala com uma mesa rodeada de cadeiras. A senhora mandou-me sentar. Explicou que iam fazer-me um interrogatório no qual deveriam estar presentes duas pessoas, por isso uma colega acompanhá-la-ia.
A colega desceu, sentou-se, e o interrogatório ia começar.
D ISSE então que tudo aquilo me parecia insólito e aberrante. Expliquei que a minha vida é um livro aberto, não tem segredos, está na praça pública: sabe-se qual é a minha profissão, desempenho há 25 anos funções publicamente conhecidas (director do Expresso, primeiro, e depois do SOL), e escrevo semanalmente o que penso. Dificilmente se encontrará uma pessoa com uma vida mais transparente.
As senhoras que me interrogavam não reagiram, explicando apenas que era uma diligência pedida pelo tribunal.
E, para meu espanto, quando me preparava para começar a responder a perguntas sobre a minha situação financeira, as inquisidoras – aliás de forma cordata e gentil – começaram a interrogar-me como se estivesse na Polícia.
A LI, num estabelecimento de Reinserção Social, começaram a interpelar-me sobre o segredo de Justiça, sobre o que pensava da violação desse segredo, sobre a Lei de Imprensa, sobre o relacionamento dos jornalistas com as fontes, sobre a presunção de inocência e a preservação do bom nome dos cidadãos, sobre os limites da liberdade de imprensa, etc., etc., etc. O interrogatório durou mais de uma hora – e a tudo respondi com a maior boa-vontade.
No fim, com o mesmo ar amável, a ‘coordenadora da equipa’ (a senhora que me abrira a porta e depois se apresentara nesta qualidade) perguntou em que medida eu estava disponível para colaborar com aquela instituição. E explicou-me que voltaria a ser interrogado por outras pessoas nos próximos dias. E que depois teriam de ir a minha casa, interrogar vizinhos e conhecidos.
Eu estava estarrecido. Disse-lhes apenas que percebia a situação delas: estavam ali a fazer o seu trabalho e eu não queria afrontá-las; mas também esperava que conduzissem o insólito processo com sensatez e razoabilidade.
Despedimo-nos afavelmente.
À saída daquela casa com ar de vivenda dos subúrbios ainda vinha atordoado. Tinha a sensação de ser o protagonista d’ O Processo de Kafka. Por que razão me tinham feito ir ali àquele local estranho e mal referenciado? Por que razão me tinham feito aquelas perguntas, que não tinham nada que ver com reinserção social mas sim com o próprio processo? O que se passara ali?
E por que razão eu tinha ingenuamente respondido às perguntas? Eu que, como os demais arguidos no processo, tinha afirmado no tribunal perante a juíza não desejar falar sobre o caso, estivera ali a dizer àquelas duas funcionárias tudo o que pensava do assunto. Como fora possível?
Quando cheguei ao jornal e falei à advogada, ela indignou-se. Foi peremptória: aquele interrogatório estava completamente fora das competências da Direcção-Geral de Reinserção Social. Fora uma ilegalidade. Quem o ordenara naqueles termos?
Independentemente da lei, uma coisa pode dizer-se: num país com tanta gente necessitada de ser reinserida socialmente, será normal as entidades respectivas dedicarem-se a interrogar directores de jornais?
Francamente, só encontro uma explicação para o sucedido: tratou-se de uma tentativa de intimidação. O futuro o dirá.
http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/20 ... kiano.aspx
 

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #112 em: Dezembro 17, 2009, 05:55:34 pm »
crise, hein????????????????????????????????????????????


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BCE
Nova casa do euro tem 48 andares e custa mil milhões


Cristina Barreto  
17/12/09 16:25

 O Conselho do Governadores do BCE decidiu hoje arrancar com as obras de construção da sua nova sede em Frankfurt (Alemanha) na Primavera de 2010. Este projecto tem um custo de mil milhões de euros.

"A nossa futura sede, a nova casa do BCE e do euro, constituirá um símbolo de que os nossos valores estão ao serviço dos cidadãos europeus", afirmou o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que informou pessoalmente o Presidente da Câmara de Frankfurt, Petra Roth, desta decisão.

Trichet avançou ainda que "as novas instalações vão contribuir para o desenvolvimento da zona leste de Frankfurt, respeitando simultaneamente o Grossmarkthalle [o edifício do antigo mercado grossista]" e que aguarda com grande expectativa a mudança para a nova sede em 2014.

As obras de construção deste projecto foram divididas em 12 partes, as quais foram, por sua vez, separadas em 69 lotes. Os primeiros oito pacotes foram já submetidos a concurso no decorrer de 2009.

A nova sede implica um investimento de mil milhões de euros que será suportado pelos bancos centrais da zona euro.

http://economico.sapo.pt/noticias/nova- ... 76976.html

Trichet, BCE  :G-bigun:  :new_argue:
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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #113 em: Janeiro 20, 2010, 02:00:20 pm »
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 Faria de Oliveira (act.)
Caixa já injectou 4,19 mil milhões de euros no BPN

Sandra Almeida Simões e Maria Ana Barroso  
20/01/10 10:30

O BPN foi nacionalizado em Novembro de 2008 e será reprivatizado este ano.



Até ao último dia 14 de Janeiro, o banco público tinha injectado um total de 4,19 mil milhões de euros no BPN, informou hoje Faria de Oliveira no Parlamento.

Estas cedências de liquidez foram sobretudo motivadas pela "diminuição dos depósitos, a necessidade de adquirir unidades de participação dos fundos de investimento do grupo e a impossibilidade de recorrer ao mercado monetário", explicou o presidente da Caixa, que está hoje a ser ouvido pelos deputados, a pedido do CDS/PP.

"A Caixa Geral de Depósitos está a financiar o BPN em condições semelhantes a que se financia", afirmou Faria de Oliveira após revelar que o banco público cedeu 4,19 mil milhões de euros ao BPN desde a nacionalização da instituição, no início de Novembro de 2008.
http://economico.sapo.pt/noticias/caixa ... 79247.html
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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #114 em: Janeiro 20, 2010, 04:41:36 pm »
Eu ficava com o último 9 do número  :lol:

VERGONHA!
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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ShadIntel

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #115 em: Fevereiro 01, 2010, 06:41:17 pm »
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Mário Crespo abandona colaboração com JN

O Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião onde Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde Crespo foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução». O jornalista contou ao SOL que vai deixar de colaborar com o diário.

O artigo de Mário Crespo, que seria hoje publicado, na coluna de opinião do Jornal de Notícias (JN), foi rejeitado pela direcção do referido diário. No texto, Crespo alude a um almoço que reuniu o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão. Nesse encontro, num hotel de Lisboa, Mário Crespo terá sido referido como «um problema» que teria de ter «solução».

No artigo, o jornalista enumera exemplos de outros «problemas» que o Governo socialista terá «solucionado»: Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, o Jornal de Sexta da TVI e José Manuel Fernandes, ex-director do Público.

O jornalista contou ao SOL que enviou, às seis da manhã de domingo, o texto para o copy desk do JN. Por volta da meia-noite, Mário Crespo recebeu uma chamada telefónica do director do diário, José Leite Pereira, com indicação de que o artigo de opinião não seria publicado.

Questionado sobre as razões para a não publicação, Mário Crespo refere que «não houve uma explicação plausível», por parte do director do jornal. Perante esta situação, o jornalista da SIC decidiu cessar a colaboração com o JN.

O SOL tentou contactar o director do JN, mas ainda não foi possível falar com ele.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Socied ... _id=161453

Citar
O texto de Mário Crespo que não foi publicado

O Fim da Linha
Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.

O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado” .Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.

Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução” .Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.

Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.

Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.

Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.

O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.

O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.

O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.

Foi-se o “problema” que era o Director do Público.

Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.

Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Socied ... _id=161453

Isto está a ficar cada vez mais feio...
 

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Luso

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #116 em: Fevereiro 01, 2010, 09:15:25 pm »
Tem graça.
Os intelectualóides (putas e paneleiragem plumitiva) escrevem louvores sobre uns desqualificados quaisquer que escreveram umas insignificâncias contra o último regime político português e agora calam como os nudibrânquios que são.
Os textos do Mário Crespo são de uma violência espantosa e sem paralelo para quem cresceu a ler jornais.
Violência justificada e verdadeira.
O problema, porém, não é esse.
São as elites, essas que convivem muito bem com o poder corrupto que domina o território outrora chamado Portugal.
Só as elites é que podem fazer qualquer coisa.
E não fazem.
Os deseperados, os miseráveis que há um século foram utilizados como instrumentos de revolução, ganham com um sistema corrupto que os mantêm. Ergo, a "paz social" é comprada e mantida artificialmente pelo sistema.
Mas regressando à "piada" inicial, o que constato é o absoluto desinteresse por estes assuntos da parte de quem é mais prejudicado por este estado de coisas. São incapazes de dizer seja o que for, com coerência e razoabilidade, mesmo aqueles que a experiência de vida a isso deveria obrigar. Por outro lado, pessoas que, como eu, dão graças a Deus por terem uma vida comparativamente confortável, são aquelas que mais se indignam.
O que dá a entender que as coisas afinal estão bem (e objectivamente não estão e, pior, não estarão).
Só posso compreender isto como estupidez natural das massas. De outra forma não se explicaria o sucesso do futebol e da telenovela. E disso já se aperceberam os criminosos que estão no poder. Esta gene abriu a caixa de Pandora, e todos sabem que já tudo vale. As sombras de respeitabilidade, herdadas dos sacrifícios sofridos ao longo das últimas décadas da existência de Portugal, já se desvaneceram.
Cada vez mais se demonstra que este povo - se ainda o é - é incapaz de mudar de rumo de uma forma voluntária e consciente.
Não vejo nada de bom para o Ocidente Peninsular.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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FoxTroop

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #117 em: Fevereiro 01, 2010, 09:31:21 pm »
Não me espanta nada este episodio. É apenas mais um, por parte de uma corja que apenas consegue subsistir desse modo imundo. Contudo, estão a perder o controlo da coisa e como em qualquer caldeira, quando se abusa da lenha, o vapor tem de sair por algum lado. Depois perguntarão, porquê?....
 

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Jorge Pereira

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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #118 em: Fevereiro 02, 2010, 12:29:50 am »
Isto em nada me surpreende. Aliás, sempre pensei que para esta gente o Mário Crespo era mais um alvo a abater. Tudo a seu devido tempo, e tudo em função da urgência do incomodo provocado ao governo. Primeiro a Manuela Moura Guedes e o Jornal Nacional da TVI. Depois, o José Manuel Fernandes do Público. Logo a seguir o professor Marcelo Rebelo de Sousa. Tinha que chegar a vez do Mário Crespo. Tudo ao mais puro estilo Goebbels.

Num país decente, um caso como este (a confirmar-se a sua veracidade, da qual, e vinda de quem vem, e tendo em consideração antecedentes recentes, custa a acreditar que não seja verdadeira) implicaria a imediata demissão do primeiro-ministro. Num país decente, a opinião pública jamais se calaria, jamais permitiria que um caso destes (mais um) caísse no esquecimento. O Presidente da República, como o garante do regular funcionamento das instituições, tem sem sombra de dúvidas a obrigação de tomar uma atitude clara em relação a este caso. É que para quem não percebeu, esta atitude é típica de governos e figuras de países da América do sul ou africanos. Não sei se é este destino que o nosso povo pretende para Portugal. Eu é que certamente não.

Mas também para quem não percebeu, isto é mais uma indicador que vem reafirmar a suspeita que já muita gente, há muito tempo tem: O Diário de Noticias e o Jornal de Notícias estão eventualmente ao serviço dos interesses do PS e deste governo.

Basta ver o ataque cerrado que foi feito ao Presidente da República durante a campanha eleitoral pelo DN e pelo seu director. Sem terem a mínima preocupação ética de revelarem e-mail’s privados de colegas de profissão.

Basta ver os ataques cerrados a tudo o que é oposição ao governo nos editoriais desses órgãos de comunicação social.

Mas vejamos: A quem pertence esses jornais?

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Com uma relevância crescente na vida dos portugueses, a Controlinveste é um dos maiores grupos de media em Portugal, com presença nos sectores da imprensa, rádio, televisão e internet. O grupo gere ainda um diverso conjunto de participações em empresas com actividade na área da publicidade e direitos desportivos, comunicação multimédia, produção de conteúdos e design, telecomunicações, entre outras.

Após a aquisição da Lusomundo Serviços em 2005,[1] o Grupo Controlinveste reuniu uma das mais completas e diversificadas ofertas na área dos media em Portugal, que inclui as já referidas Sport TV, a TSF - a rádio de informação de referência do mercado - às quais se juntam títulos de imprensa como o Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24Horas, O Jogo, Global Notícias; outros títulos de referência na imprensa especializada, como o jornal Ocasião; na imprensa regional, o Açoriano Oriental (o mais antigo jornal de Portugal), o Jornal do Fundão, o Diário de Notícias da Madeira; as revistas Evasões, Volta ao Mundo e ainda uma participação accionista na agência Lusa.

Segundo o último relatório da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), o Grupo Controlinveste é actualmente líder em circulação da imprensa diária generalista nacional.

Por forma a apoiar o negócio das publicações impressas, a Controliveste detém uma forte presença no sector da impressão através de duas empresas gráficas (Funchalense, em Lisboa e NavePrinter, no Porto) bem como no sector distribuição, através de duas empresas de distribuição, a VASP na distribuição em pontos de venda e a Noticias Direct focada na distribuição porta-a-porta de jornais e revistas. A Noticias Direct é ainda responsável pela distribuição do Global Notícias, o jornal gratuito do grupo.

Adicionalmente, a Controlinveste tem ainda várias participações financeiras em sociedades desportivas e empresas de telecomunicações assim como controla uma operação no sector do turismo, a agência de viagens Cosmos, que dispõe de um portal de comércio electrónico

E...

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Corrupção institucionalizada

«Governo e organismos dependentes injectam dinheiro através da publicidade nos media que fazem favores e proporcionam formas de financiamento às empresas que alinham nos seus interesses, como se viu pelo dinheiro disponibilizado à OnGoing, para comprar parte da MediaCapital, pelo fundo de pensões da PT e por um banco mutualista, o Montepio, que não deveria, por norma, meter-se em negócios arriscados. O caso dos órgãos de informação da Controlinveste, como o DN, tornou-se compreensível aos menos atentos quando se conheceram conversas sobre ajudas ao "amigo Joaquim", isto é, Joaquim Oliveira. O caso da "notícia" do suposto e-mail, "notícia" que pode ter sido suficiente para garantir a vitória eleitoral ao PS, é o caso mais paradigmático da relação pornográfica entre alguns media e o centro nevrálgico do poder político. O grupo Controlinveste tem conhecidas dificuldades financeiras e quem, segundo a imprensa, renegociou a sua dívida no BCP foi Armando Vara, uma das pessoas mais próximas de Sócrates. Quanto à rádio do grupo, a TSF, escrevia sobre ela há dias, no blogue Corta-Fitas, António Figueira: "Uma estação de rádio que tem programas a meias/inspirados/pagos pelo IEFP, Igespar, Instituto do Desporto de Portugal (e se calhar outros; cito estes de memória) ganharia em chamar-se Antena 4; clarificava as coisas."» (Publico)
Eduardo Cintra Torres

Alguém precisa de um desenho?
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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Re: Apetece-me gritar bem alto, FO...
« Responder #119 em: Fevereiro 02, 2010, 02:21:04 pm »
esta "coisa" que já foi um País está podre.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas