Missão militar portuguesa no Afeganistão

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Lightning

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« Responder #150 em: Março 09, 2007, 11:56:15 pm »
Estamos sempre a aprender c34x .
 

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sturzas

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« Responder #151 em: Março 10, 2007, 03:00:29 am »
Viva a todos

Penso que a utilização das M11 Panhard por parte dos elementos do TACP, se deve ao facto dos elementos da BRR (comandos e páras)utilizarem esta viatura, nas suas missões de reconhecimento/patrulha. Toda cadeia de logística (manutenção) fica facilitada. Se o TACP utilizasse as viaturas Condor (como utilizou no Kosovo), penso que seriam os únicos no terreno a fazê-lo.

Assim com as M11, além da logística mais avançada (ser mais do que uma viatura no terreno) tinhamos os franceses com as suas M11:


Elemento "Comando" do 1º Destacamento (2ª Companhia), numa viatura M11 francesa, com posto de tiro MILAN

Quando pedimos emprestados os URO, também lá estavam os espanhóis, com a manutenção. Quando transformámos, os M1025A2 em M-PAV2, também lá estavam os americanos. Levar as Condor seria impraticável (estamos a falar de 155 elementos do Exército + 7 da Força Aérea); a manutenção de 163 efectivos, com um índice de operacionalidade bastante elevado, tendo em conta a distância geográfica que separa Portugal do Afeganistão, "obrigou" a que o TACP se "orientasse" com as M11. Já agora penso que o TACP actuava geralmente com 2 M11.


M11 com viuatura URO

Duas fotos curiosas. Uma da equipa TACP Norueguesa:



Outra do nosso TACP (com um elemento italiano):



Relativamente à existência da G-36 num elemento da Força Aérea, isso poderá simplesmente, significar que pertence à PA (não TACP), tal como estiveram elementos da PE no Afeganistão, com missões de segurança; recorde-se que esteve um C-130 da FAP no Afeganistão a cumprir uma missão; recorde-se que o RESCOM deixou de existir, para criar a dita unidade de intervenção/segurança a aeronaves destacadas em missões no exterior... Vai na volta este elemento foi uma cobaia :idea:

Mais ainda, operacionalmente, o TACP utiliza o que se vê (a amiga G-3):



Um pouco à parte, e relativamente à participação portuguesa na ISAF, num ponto de vista fotográfico, realço estes apontamentos, fotográficos, que fui recolhendo por sites, órgão de comunicação social, etc. Desconheço, ou pelo menos não anotei, o nome do autor das mesmas, e desde já (tal como para todas as outras fotos colocadas neste post), penso desculpa se estou a ferir qualquer direito de autor.









Cumprimentos
NA PAZ E NA VIDA... QUE RESERVA TÃO CALMA E TRANQUILA... MAS SE OUVIRES O TROAR DA GUERRA... ENTÃO IMITA O TIGRE...
 

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Lightning

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« Responder #152 em: Março 10, 2007, 11:39:02 am »
Algumas dessas fotos são da própria FAP.

http://www.emfa.pt/www/destaques/afegan ... hp?lang=pt

Nesta página além das fotos podemos ter uma ideia das operações feitas desde o inicio até 2006 e pode pela minha maneira de ver, resolver algumas destas duvidas.

Eu pessoalmente não tenho duvidas que esse militar da FAP com G36 pertence ao TACP, repare-se no veiculo e no camuflado.

Mas podemos ir eliminando hipoteses uma a uma, o grupo de comando do KAIA esteve no Afeganistão entre 18 Julho e 1 de Dezembro de 2005 sempre utilizou aquele camuflado de deserto branco, ao contrário do militar da G36.

O C-130 esteve no Afeganistão em destacamento ainda antes, foram para lá em 19 Julho de 2004 e no inicio ainda usavam o camuflado verde, há que salientar que durante toda a sua estadia a sua protecção foi feita por militares Belgas, por isso não estiveram PAs com o C-130, além dessa foto ser num veiculo terrestre e não num avião.

A RESCOM foi transformada em NFOT, o que é que isso tem a ver com esta discução  :?:

Essa foto que diz ser dos militares do TACP armados com G-3, tem um ano e pouco e é do grupo de comandos que protegia o TACP.

Essa pagina da FAP deixou de ser actualizada em Janeiro de 2006 e até essa altura o TACP usava ou o camuflado igual ao Exército ou o camuflado branco, mas depois dessa data a FAP alterou o camuflado para um deserto amarelo igual ao que tem a RESCOM no exercicio que fez no dia da FAP em Braga e é esse camuflado mais recente que tem o militar da FAP com G-36.
Eu concluo que essa foto é mais recente que todas as que existem no site da FAP, devido ao camuflado e "suponho" que a FAP tenha alterado a arma do TACP de G-3 para G-36, repito por uma uniformização na munição com os páraquedistas, ou porque simplesmente não há problema em equipar uma grupo de 7 militares com essa arma (a RESCOM deve ter mais que 7 G-36) e ficam com a mesma munição dos restantes paises da ISAF.
 

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Lancero

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« Responder #153 em: Março 10, 2007, 01:50:36 pm »
Citação de: "sturzas"
Mais ainda, operacionalmente, o TACP utiliza o que se vê (a amiga G-3):




Os elementos da FAP na foto são precisamente os únicos que não estão armados de G3. Veja as botas e os crachás ao peito  :wink:

No entanto,



Equipamento individual dos elementos do TACP



FAC do TACP
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Lancero

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« Responder #154 em: Abril 06, 2007, 03:21:52 pm »





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COMANDOS NO AFEGANISTÃO NA OPERAÇÃO OQAB MAGNET

Decorreu de 4 a 9 de Março de 2007, na região de Surobi, a Operação OQAB MAGNET, nos vales das regiões de Uzbeen e Jegdalay, de modo a estender a influência do governo Afegão e criar condições para futuras actividades das Organizações Não Governamentais - OGN.
A Quick Reaction Force – QRF, constituída pelos militares portugueses da Força Nacional Destacada - FND no Afeganistão, teve como missão planear, coordenar, conduzir reconhecimentos e efectuar operações conjuntas com forças militares francesas,  a fim de se familiarizar com a Área de Operações do Regional Command Capital.

Com um Posto de Comando Avançado e um oficial de Ligação colocados na Forward Operating Base - Hawkeye, após familiarização da área, a QRF/FND patrulhou os cerca de 270 Km2 que compõem a área atribuída, durante o dia e a noite, por entre povos nómadas, pastores e caminhos de cabras, de modo a garantir a liberdade de movimentos nos dois itinerários (Violet e Crimson) que dão acesso ao distrito de Surobi.

Os militares portugueses encontram-se no teatro de operações do Afeganistão, desde meados do mês de Fevereiro de 2007, em fase de adaptação ao território e treino militar até meados do mês de Março. Este contingente é constituído por 150 militares da 2ª Companhia de Comandos da Brigada de Reacção Rápida e por sete militares do grupo de Controlo Aéreo Táctico da Força Aérea. Fazem ainda parte deste contingente cinco militares do Exército português no quartel-general da ISAF.

12MAR2007
Fotos: 2ª CCmds
 


Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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lazaro

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« Responder #155 em: Abril 06, 2007, 10:13:09 pm »
Do pouco que eu sei, naquele desfiladeiro, bastava fazer chichi para cima deles para uma emboscada ter sucesso. Que a sorte os proteja!
 

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Ricardo

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« Responder #156 em: Abril 07, 2007, 12:25:00 am »


Não tenho qualquer formação militar, mas se o cenário de actuação "oferece" às operação sempre um certo grau de perigo (p.e. emboscada, bombardeamento), não é um erro táctico elementar, em qualquer circunstância, agrupar no mesmo espaço tantos militares e viaturas (mesmo que blindadas)!?
 

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zecouves

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« Responder #157 em: Abril 07, 2007, 08:33:02 am »
Citação de: "Ricardo"

Não tenho qualquer formação militar, mas se o cenário de actuação "oferece" às operação sempre um certo grau de perigo (p.e. emboscada, bombardeamento), não é um erro táctico elementar, em qualquer circunstância, agrupar no mesmo espaço tantos militares e viaturas (mesmo que blindadas)!?


O eventual erro a que se refere é mais do foro técnico que táctico e no meio militar denomina-se de dispersão (ou falta dela). Pelo fundo da fotografia esta parece ter sido obtida numa base/aquartelamento, onde em principio a probabilidade de se ser atacado é baixa ou inexistente. Na foto da estrada, em deslocamento fora da base/aquartelamento, já se verifica dispersão entre as viaturas.
 

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Creoula

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« Responder #158 em: Maio 12, 2007, 12:15:00 pm »
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Comandos portugueses na guerra
Missão de alto risco no Afeganistão
Os militares portugueses, integrados na Força Internacional de Segurança e Assistência (ISAF) da NATO no Afeganistão, vão entrar em combate deliberado dentro de poucos dias, soube o SOL através de fontes militares.
A nova missão dos comandos portugueses consiste em detectar, desmembrar e liquidar células talibãs activas na região de Kandahar – uma das zonas mais inóspitas e perigosas do Afeganistão.
A missão deve prolongar-se por seis a oito semanas, envolvendo operações cobertas e encobertas e infiltrações superiores a 72 horas.
Os militares portugueses irão actuar ao lado das tropas especiais canadianas e norte-americanas – com as quais estiveram a treinar – e terão o apoio aéreo de outras forças da ISAF, segundo garantem fontes militares no teatro de operações.

SOL/online

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Afeganistão: Deslocação de portugueses já estava prevista

O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas confirmou hoje a participação de militares portugueses numa missão em Kandahar, Afeganistão, adiantando que a possibilidade de deslocar comandos já estava prevista.
«Confirmo a deslocação para Kandahar onde têm uma missão operacional. [Os militares portugueses] estão integrados numa força de reacção rápida que tem mobilidade para ser deslocada, o que já estava previsto», afirmou à agência Lusa o comandante Pedro Carmona, porta-voz do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

O semanário Sol noticia hoje que militares portugueses vão participar «dentro de poucos dias» em acções de guerra no Afeganistão, contra redutos terroristas, uma limitação que exige que os militares não tenham qualquer limitação no uso de força.

O comandante Pedro Carmona não confirmou à Lusa esta informação e escusou-se a fazer comentários «relativamente ao empenho dos militares e àquilo que têm para fazer».

«São tudo missões de patrulhamento», acrescentou apenas.

Quanto ao grau de risco da missão, o porta-voz do CEMGFA limitou-se a dizer: «É uma missão de risco como as outras têm sido no Afeganistão».

No entanto, Kandahar é considerada uma das zonas mais perigosas do Afeganistão.

De acordo com o Sol, os comandos portugueses, integrados na Força Internacional de Segurança e Assistência da NATO, terão como missão «detectar, desmembrar e liquidar células talibãs activas na região de Kandahar».

O jornal adianta que a missão exige que os militares não tenham qualquer limitação do uso de força, «o que já não sucedia às tropas portuguesas desde as guerras de África».

Alguns militares no terreno admitiram ao jornal que a missão é «de alto risco« e que «envolve uma vertente ofensiva sem limitação do uso de força».

A participação dos comandos portugueses em acções de guerra no Afeganistão é, segundo o Sol, uma decisão política e militar da NATO para lançar uma ofensiva sobre os talibãs, antes que estes desenvolvam os seus próprios ataques.

Quanto à duração da missão, o porta-voz do CEMGFA estimou à Lusa que esta deva prolongar-se por três a quatro semanas, a duração normal das missões de empenhamento operacional.

Diário Digital / Lusa
 

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Artic Fusion

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« Responder #159 em: Maio 13, 2007, 08:28:43 pm »
Vamos para a linha da frente? Sinto um odor a anormalidade... :roll:
 

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sturzas

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« Responder #160 em: Maio 14, 2007, 02:15:30 am »
Viva a todos:

Por acaso o que sinto é que a NATO não tem o território afegão controlado. Um conflito assimétrico tem estas particulariedades. É sempre bom saber que uma força com a génese dos "comandos", está aser pedida e utilizada. Acreditem que estes homens têm uma excelente formação.

Desejo aos nossos "Comandos" toda a sorte do Mundo! Eles serão destacados para a zona onde canadianos e ingleses têm "levado fruta".

Esperemos que os nossos rapazes sejam audazes para a sorte os poder proteger.

Cumprimentos
NA PAZ E NA VIDA... QUE RESERVA TÃO CALMA E TRANQUILA... MAS SE OUVIRES O TROAR DA GUERRA... ENTÃO IMITA O TIGRE...
 

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Mar Verde

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« Responder #161 em: Maio 14, 2007, 09:57:08 am »
Citação de: "sturzas"
Eles serão destacados para a zona onde canadianos e ingleses têm "levado fruta".
 


quem é que o UK e o Canadá tem na zona ?

a percepção que tenho é que, no Afeganistão, a maior parte dos militares no  terreno é das Forças Especiais/Unidades de Elite ....  uma situação atípica, não ?
 

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zecouves

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« Responder #162 em: Maio 14, 2007, 10:48:40 am »
Citação de: "Mar Verde"
Citação de: "sturzas"
Eles serão destacados para a zona onde canadianos e ingleses têm "levado fruta".
 

quem é que o UK e o Canadá tem na zona ?

a percepção que tenho é que, no Afeganistão, a maior parte dos militares no  terreno é das Forças Especiais/Unidades de Elite ....  uma situação atípica, não ?


Classificar uma unidade como sendo uma "unidade de elite" pelo que leio por aqui depende em parte dos afectos que ligam os foristas a essas mesmas unidades. Não vou reiniciar aqui neste tópico a "guerra" sobre o que são unidades de elite/forças especiais.Sobre este assunto cada um tem a sua opinião e ... dá-la.   :roll:

No entanto dentro do espirito da afirmação do Mar Verde, posso dizer que no Afeganistão a maior parte dos militares não são de forças de operações especiais (FOE). Muitos ( a maioria) militares serão de unidades de elite, depende do entendimento sobre isso, como referi acima.

De uma forma genérica, o território Afegão está divido em Regional Commands (RC). Dentro de cada RC existem Provincial Reconstruction Teams (PRT). ( http://www.nato.int/issues/afghanistan/ ... update.pdf ) . A presença da força militar é mais musculada nos PRT's a Sul do que nos PRT a Norte. Alás há PRT's a Norte que práticamente não têm força militar orientada para o combate (ex: engenharia), enquanto que há PRT's a Sul que práticamente só têm forças militares combatentes. Esta estrutura/organização tem um espirito semelhante ao da nossa "Quadricula do Ultramar".

As forças militares que estão nos PRT são de diversos tipos: infantaria, engenharia, artilharia, etc. Há FOE a cumprir missões de OE mas não são as que têm maior peso.

Mais info sobre ISAF ver: http://www.nato.int/isaf/   e também http://pom.peacebuild.ca/afghanistan.shtml

Cumprimentos
 

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Lightning

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« Responder #163 em: Maio 14, 2007, 05:42:21 pm »
O wikipédia deve estar desatualizado mas deve dar para se ter uma ideia.

 http://en.wikipedia.org/wiki/Afghanista ... ed_Kingdom
 

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Spectral

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« Responder #164 em: Maio 14, 2007, 06:53:23 pm »
Acho que alguma das pessoas que normalmente escreve por aqui e está ao corrente da missão portuguesa no Afeganistão ( lghtning, cabeça, yosy, etc, whoever) devia editar o artigo da wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/Afghanistan_War_order_of_battle e inserir a nossa participação...  :wink:
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

 

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