Missão militar portuguesa no Afeganistão

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zecouves

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« Responder #225 em: Junho 09, 2007, 06:20:23 pm »
Se tal aconteceu, é muito tempo de baixo de fogo. Acho que eles não se vão esquecer nunca mais deste "evento".

Se as condições foram como as descritas foi um milagre não ter havido baixas e/ou feridos.

Se o apoio aéreo durou 1 hora a ser activado, acho que a rapaziada dos Comandos está em maus lencóis.

A noticia do Sol tem um pormenor que não bate certo: Se o combate/recontro durou 45 minutos como tiveram que esperar uma hora pelo apoio aéreo?
 

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Lancero

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« Responder #226 em: Junho 09, 2007, 07:07:19 pm »
Citar
2007-06-09 - 00:00:00

Afeganistão : Dois soldados com ferimentos ligeiros
Comandos portugueses sofrem nova emboscada

Dois militares portugueses em serviço anteontem à noite sofreram ferimentos ligeiros após a coluna de viaturas da Força Nacional Destacada no Afeganistão, em que estavam inseridos, ter sido atacada.

O Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) divulgou que a coluna militar foi alvo da emboscada às 23h30 de quinta-feira (20h00 em Lisboa) a oeste de Kandahar, no sul do Afeganistão.

Os militares portugueses efectuavam na altura um “deslocamento não operacional de regresso à base” adiantou fonte do EMGFA.

Na sequência da emboscada, quando os Comandos portugueses efectuavam uma manobra evasiva, uma das viaturas capotou, provocando “ligeiras escoriações” em dois militares.

Os ferimentos não foram provocados pelas armas utilizadas pelos atacantes, que se supõe serem talibãs, mas pelas pancadas que os militares deram no interior da viatura quando esta se virou.

O ataque à patrulha da 2.ª Companhia de Comandos ocorreu já muito perto do aquartelamento, numa zona de mato e pântanos.

Todos os militares conseguiram, após o incidente, abandonar o local em segurança.

Fonte do Exército disse ao Correio da Manhã que os Comandos portugueses – a participar na ‘Operação Hoover’, na região de Kandahar – se encontram numa situação muito complicada ao nível militar, não só pela forte presença de talibãs na região, mas também devido ao narcotráfico. “Os talibãs conhecem melhor o terreno, de acessibilidades difíceis e onde existem muitos muros e estradas estreitas – sítios de passagem obrigatória mas ideais para emboscadas.”

“O armamento é rudimentar e continua a ser o mesmo que os Mujahedins usavam contra os soviéticos – metralhadoras kalashnikov e lança-granadas RPG-7. Felizmente as viaturas utilizadas pelos militares portugueses têm alguma capacidade de protecção”, acrescentou.


DVD CONTA HISTÓRIA DA TROPA DE ELITE

A Associação de Comandos lançou ontem um DVD com um documentário sobre aquela força criada em 1962 para fazer face às dificuldades sentidas pelas tropas portuguesas na guerra do Ultramar. O documentário, da autoria de Carlos Santos, intitula-se ‘Comandos, Um Contributo para a História’, relatando desde a criação daquelas tropas especializadas até às mais recentes missões no Afeganistão e em Timor-Leste. Segundo presidente da Associação de Comandos, José Lobo do Amaral, este DVD é o resultado de dois anos de pesquisas, entrevistas e de um trabalho de reunião de imagens dispersas pelos arquivos do Exército, da RTP e da SIC. A Associação de Comandos é amanhã condecorada pelo Presidente da República, em Setúbal, com a Medalha da Ordem do Infante D. Henrique.

Este incidente ocorreu apenas duas semanas depois do primeiro-sargento ‘Comando’ Carlos Barry ter sofrido ferimentos no rosto. Este militar foi atingido por estilhaços de uma granada de RPG-7 durante uma emboscada a oeste de Kandahar.

SAIBA MAIS

140 militares compõem a 2.ª Companhia de Comandos estacionada no Afeganistão, que contam com o apoio de uma dezena de elementos da Força Aérea.

500 efectivos da Força Internacional de Assistência à Segurança da NATO já perderam a vida no Afeganistão.

COMANDO MORTO

Em Novembro de 2005, o sargento João Paulo Roma Pereira morreu e o cabo Horácio Mourão ficou gravemente ferido na explosão de uma bomba nos arredores de Cabul.

DOIS FERIDOS

Em Abril de 2006, dois comandos ficaram ligeiramente feridos devido a uma avaria na arma durante um treino de tiro.
Antunes de Oliveira

 
Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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LM

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« Responder #227 em: Junho 10, 2007, 02:35:20 am »
Uma outra visão da Operação Hoover (em inglês) em 27 de Maio:

http://www.ctv.ca/servlet/ArticleNews/story/CTVNews/20070526/op_hoover_070526/20070527/

A unidade do Canada parece ser o 2º Batalhão do "The Royal Canadian Regiment" (http://en.wikipedia.org/wiki/The_Royal_Canadian_Regiment), de infantaria mecanizada; para além do "Lord Strathcona's Horse (Royal Canadians) tank regiment", Royal Canadian Horse Artillery e Afghan National Army.
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Get_It

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« Responder #228 em: Junho 10, 2007, 03:57:01 am »
Pesquisando no Googles News por Portuguese troops e encontrei as seguintes notícias sobre a participação portuguesa nesta operação:

Layton says new approach needed in Afghanistan, Globe and Mail
Citação de: "Sean Patrick Sullivan"
Cpl. McCully was participating in Operation Hoover, a major anti-Taliban offensive, alongside Afghan and Portuguese troops when he stepped on an anti-tank mine that instantly killed him.

Canadians lead major assault on the Taliban, Globe and Mail
Citação de: "Murray Campbell"
Aircraft, including British Harrier jets, provided cover for the operation. Shortly after 7 a.m., Portuguese troops called for an air strike on the insurgents they were fighting.


Quando pesquisei deu-me a ideia que não eram tão breves. :roll:

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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typhonman

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« Responder #229 em: Junho 10, 2007, 04:25:35 am »
Talvez seja a hora de enviar 3 ou 4 F16MLU da esq 301 para apoiar os Comandos em missões CAS, mas as JDAM tardam em chegar,so com GBU12 mas tinha-mos de ter equipas com laser sobre o alvo no solo, pois ainda nos faltam os pods.
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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zecouves

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« Responder #230 em: Junho 10, 2007, 08:37:57 am »
Apesar de não estar completamente por dentro da situação arrisco o seguinte: parece-me que está  acontecer o que eu sempre pensei, isto é, não é dentro de "chapa com rodas" que se combate forças tipo guerrilha como esta.

Parece que a aproximação às posições inimigas (In) está a ser o mais discreta possivel de forma a ser feita em segurança (fora das estradas e trilhos) e a surpreender as forças Taliban (sem ruido e de uma direcção inesperada). Para tal os deslocamentos não podem ser feitos dentro de viaturas blindadas, com Carros de Combate em apoio, por estradas que estão obviamente vigiadas e minadas.

Se a localização do In é perfeitamente conhecida e está bem identificado, uma hipótese é, se houver meios, o Heli-assalto.

Se a localização do In é algo incerta, uma modalidade de acção possivel é a aproximação apeada, discreta, fora das estradas e trilhos.

Se a localização do In é totalmente desconhecida, uma modalidade de acção é fazer o que fizemos em Africa durante 12 anos: a nomadização. Isto é, durante vários dias"vaguear" discretamente à procura de indicios de In e se tal acontecer actuar em conformidade, mas desta vez com uma vantagem: o esmagador apoio aéreo.

Espero não ter sido muito teórico e não ter falado de algo sobre o qual não tenho todos os dados. ... blx2x1
 

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Lightning

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« Responder #231 em: Junho 10, 2007, 11:56:35 am »
Citação de: "Typhonman"
Talvez seja a hora de enviar 3 0u 4 F16MLU da esq 301 para apoiar os Comandos em missões CAS, mas as JDAM tardam em chegar,so com GBU12 mas tinha-mos de ter equipas com laser sobre o alvo no solo, pois ainda nos faltam os pods.


Isso não é bem assim, os meios aéreos da NATO não são exclusivos para apoiar as forças terrestres dos proprios paises, eles apoiam todas as forças terrestres aliadas.
Actualmente as forças portuguesas são apoiadas por meios aéreos aliados e se eventualmente enviar-mos F-16 para o Afeganistão eles não vão ficar exclusivamente ao dispor das forças terrestres portuguesas, são para toda a ISAF.

O TACP da Força Aérea possui algum equipamento de lasers no Afeganistão para assinalamento de alvos? Se alguém deve ter esse equipamento são eles.
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #232 em: Junho 11, 2007, 10:50:40 am »
Claro que tem, baste ires ao site da FAP para veres os tipos a treinar com outras unidades congéneras usando esse equipamento.

Citar
As equipas são geralmente integradas por três elementos FAC (Forward Air Controller), operador de comunicações (CO Comms Operator) e operador de designador de alvos (LO – Laser Operator) que é também o condutor da viatura táctica.

Desde a sua chegada à área de operações, no mês de Agosto, o TACP efectuou mais de três dezenas de missões operacionais, sendo frequentes as de presença aérea que visam dar visibilidade às forças da ISAF, mostrando às populações que a permanência no país tem por objectivo garantir a sua segurança e bem-estar. Outra vertente do emprego operacional do TACP é o Apoio Aéreo Próximo (CAS – Close Air Support), às forças aéreas presentes no Afeganistão, em missões contra forças hostis, exigindo estas operações, também, uma detalhada integração e coordenação com a manobra das forças ISAF no terreno.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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FFAP

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« Responder #233 em: Junho 11, 2007, 01:52:51 pm »
Boas


   No Afeganistão as nossas equipas FAC, tal como foi dito, são compostas por 3 elementos, um FAC que pode ser sargento ou oficial, um operador de comunicações que pode ser cabo, sargento ou oficial, e um operador de laser que pode ser sargento ou oficial. Utilizam as viatural Panhard do Exército que neste momento estão armadas com metralhadoras MG-3 da FAP em substituiçãos das Browning .30 do Exército.
Um abraço

EX MERO MOTU
 

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Lancero

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« Responder #234 em: Junho 12, 2007, 12:53:30 pm »
Citar
(...)

A Portuguese army convoy was attacked just the night before, with two vehicles hit by RPGs and rifle fire.

(...)

One villager dominates the talking. He complains that no one has slept in two nights because of the jets and other aircraft flying overhead, while some of the bullets from the Portuguese skirmish ended up in the village.

(...)


Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Artic Fusion

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« Responder #235 em: Junho 12, 2007, 05:22:18 pm »
Os comandos estao a escaqueirar tudo. :P
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #236 em: Junho 12, 2007, 05:34:11 pm »
Nem tudo...infelizmente!  :(
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Luso

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« Responder #237 em: Junho 12, 2007, 05:43:29 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Nem tudo...infelizmente!  :mrgreen:
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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comanche

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« Responder #238 em: Junho 14, 2007, 11:02:46 pm »
Tropas portuguesas no Afeganistão elogiadas

Citar
O ministro da Defesa, Severiano Teixeira, disse esta quinta-feira, em Bruxelas, que o desempenho dos militares portuguesas em Kandahar, no Sul do Afeganistão, foi elogiado pelo seu homólogo canadiano, informou a agência Lusa.

Recorde-se que os militares portugueses estão no Afeganistão, integrados numa força da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). O contingente terminou a missão em Kandahar e regressa agora a Cabul.

«As forças portuguesas foram hoje objecto de um grande elogio, no que diz respeito à disponibilidade para actuar nessa zona difícil e ao seu desempenho, por parte do ministro da Defesa canadiano», disse Nuno Severiano Teixeira.

 

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Lancero

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« Responder #239 em: Junho 15, 2007, 03:22:53 pm »
Ao que me disseram, os homens regressam hoje a Kabul.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

 

Origem da palavra "Commando" portuguesa?

Iniciado por PereiraMarques

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Última mensagem Setembro 03, 2005, 11:58:47 pm
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Iniciado por Yosy

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por Yosy