Guiné-Bissau

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Lusitano89

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #165 em: Dezembro 12, 2009, 06:29:29 pm »
Guiné tem importantes reservas bauxite, fosfatos e petróleo


O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje que o país possui «importantes reservas» do bauxite, fosfatos e petróleo e que conta com o sector privado local e dos países lusófonos para promover a economia.

O primeiro-ministro guineense fez este anúncio no seu discurso de abertura da Semana de Negócios da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que hoje começou em Bissau.

Ao apresentar as potencialidades de negócios na Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior declarou que, além da vantagem de pertencer aos mercados sub-regionais africanos, com cerca de 300 milhões de potenciais consumidores, o país possui as suas próprias potencialidades.

“O nosso potencial agrícola e pesqueiro é conhecido, mas o país possui igualmente importantes reservas do bauxite, fosfatos e petróleo”, disse Carlos Gomes Júnior.
O chefe do governo guineense destacou ainda as potencialidades no sector do turismo para apelar os empresários locais e lusófonos a apostarem na Guiné-Bissau, enaltecendo sempre a perspectiva do mercado potencial no âmbito da União Monetária Oeste Africana (UEMOA) e da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental).

De acordo com Carlos Gomes Júnior o facto de a Guiné-Bissau ser membro das duas comunidades levou a que a sua moeda seja estável -o Franco CFA, com paridade ao euro - e a uma inflação situada abaixo dos três por cento.

Gomes Júnior reconheceu que o sector privado guineense tem feito “um grande esforço” sobretudo após a guerra civil de 1998/99 que “destruiu por completo o tecido empresarial” do país, pelo que o Governo está a tomar medidas para facilitar a sua tarefa, promovendo reformas estruturais que facilitem cada vez mais o ambiente do negócios.

Sobre a semana do negócio da CPLP, em Bissau, Carlos Gomes Júnior considerou que é uma iniciativa que vai contribuir para dar uma imagem positiva do país no exterior.

Diário Digital
 

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P44

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #166 em: Abril 01, 2010, 01:17:15 pm »
mais um para a colecção


Guiné-Bissau: Primeiro ministro e chefe das Forças Armadas presos por militares

Bissau, 01 abr (Lusa) - O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e o chefe das Forças Armadas, Zamora Induta, foram feitos reféns por militares hoje de manhã na capital guineense, adiantaram à Lusa fontes diplomáticas e de organizações internacionais.
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
12:38 Quinta-feira, 1 de Abr de 2010
http://aeiou.visao.pt/guine-bissau-prim ... es=f553910
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lusitano89

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #167 em: Maio 09, 2010, 08:29:56 pm »
Impasse político-militar ameaça segurança do país


Oficiais querem escolha de novo chefe militar e processo contra Zamora pode comprometer primeiro-ministro.

A Guiné-Bissau continua a viver dias difíceis, enquanto se mantém o impasse político-militar resultante da crise de 1 de Abril, quando o número dois das forças armadas, António Indjai, prendeu o chefe do Estado-Maior, Zamora Induta, e deteve por algumas horas o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. Em Bissau há um clima de medo e aquilo que uma fonte que falou sob anonimato classificou de "paz podre".

Os militares no poder exigem a saída de Carlos Gomes Júnior e continuam à espera que seja nomeado o novo chefe das forças armadas. A maioria dos oficiais defende que o cargo deve ser exercido pelo major-general Indjai, mas a nomeação cabe ao primeiro-ministro, que está ausente do país, em Cuba, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica de limpeza de veias coronárias.

Entretanto, a Assembleia Nacional Popular aprovou a eliminação do cargo de vice-chefe de Estado-Maior. Deputados da oposição juntaram-se a uma facção substancial do PAIGC (o partido de Carlos Gomes). Refira-se que o PAIGC tem dois terços da assembleia, o que indica que o primeiro--ministro já perdeu o controlo do partido.

Falta a promulgação da lei pelo Presidente Malan Bacai Sanhá, mas esta movimentação indica que Indjai terá de ser nomeado a curto prazo no posto máximo das forças armadas.

Bissau está sob intensa pressão internacional para respeitar a ordem constitucional anterior. A UE adiou a missão que visava aplicar a reforma da defesa, apesar de tudo "sem fechar a porta", e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviou uma missão militar cujo porta-voz reconheceu que as autoridades estão a "lidar bem com a situação". O general liberiano Abdurhamane Shuray reconheceu, após falar com Malan Bacai, que "cabe a Bissau decidir o que tem de fazer".

Zamora encontra-se preso em Mansoa, a 60 quilómetros de Bissau. O DN apurou que o chefe de Estado-Maior está em boas condições de saúde. Mas as suas possibilidades de regressar ao cargo são mínimas: em causa, no golpe que o derrubou, está um conflito de gerações; Zamora pertence a uma geração de oficiais mais novos, que os veteranos da guerra não respeitam. Antes de 1 de Abril, alguns antigos combatentes não escondiam o seu descontentamento e acusavam Zamora de ser manipulado por Carlos Gomes Júnior, que por sua vez era contestado no próprio PAIGC.

A Procuradoria-Geral está a preparar uma acusação contra Zamora Induta que poderá estender--se ao primeiro-ministro.

Um dos elementos centrais do golpe foi o ex-chefe da Marinha, Bubo Na Tchuto, cuja reintegração não está prevista, o que constitui um problema adicional: Bubo não aceita um lugar de subalternidade. Existe ainda a incógnita do narcotráfico, cujos tentáculos se desconhecem, mas que se adivinham profundos.

A situação muito tensa leva as pessoas contactadas a falarem de "clima de medo" e a temerem um novo conflito. "Este não é o país de Amílcar Cabral", dizia ao DN um alto funcionário que não quis ser identificado.

DN
 

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Lusitano89

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #168 em: Junho 05, 2010, 06:12:21 pm »
Tráfico de drogas voltou fortemente ao país


O tráfico de drogas voltou fortemente à Guiné-Bissau, onde o comércio de cocaína ameaça desestabilizar ainda mais o país, depois do assassinato do Presidente e da tentativa de um golpe de Estado, revelaram autoridades norte-americanas e da ONU.

No início do ano passado, os traficantes pareciam ter abandonado a região costeira, após a atenção internacional, que começou a concentrar-se neste flagelo e a treinar a Polícia do país.

Dezenas de ilhas desabitadas servem como depósitos para as drogas provenientes da América do Sul, que transitam pelo país todos os anos a caminho para a Europa, num total estimado em mil milhões de dólares.

«O tráfico de drogas foi retomado novamente» no país, declarou esta semana Alexandre Schmidt, representante regional para a África Ocidental das Nações Unidas (ONU) contra a Droga e o Crime. É um fenómeno preocupante num país onde o dinheiro das drogas só serve para encorajar os oficiais militares que, há muito tempo, têm por hábito destituir os dirigentes eleitos.

No ano passado, o Presidente guineense, João Bernardo «Nino» Vieira, e o chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, foram assassinados. O país parecia recuperar-se desta situação, com a eleição do Presidente Malam Bacai Sanhá, mas três meses depois o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o chefe das Forças Armadas, Zamora Induta, foram detidos numa tentativa de golpe de Estado. O primeiro-ministro foi libertado, enquanto o chefe das Forças Armadas continua detido.

No meio do caos político, a comunidade internacional estava treinando oficiais da Polícia Judiciária para investigar o tráfico, dobrando o tamanho da força para 160 agentes. O seu alcance é limitado à capital do país e Schmidt referiu que os traficantes têm voltado em grande quantidade, porque podem agir com impunidade.

O escritório das Nações Unidas baseia, em parte, as suas afirmações nas apreensões de cocaína. Quando a Guiné-Bissau estava «completamente abandonada» no início do ano passado, parecia claro que a cocaína fluia para a Europa através de diferentes portos.

As apreensões permanecem em baixo e um relatório de março da missão da ONU no país endereçado ao secretário geral da entidade diz que não houve grandes mudanças desde outubro, mas já não há uma medida fiável do comércio ilícito. «Quase todas as drogas vêm de avião hoje em dia», diz Schmidt, acrescentando que as apreensões já não são feitas no mar e os aviões tendem a ser mais difíceis de intercetar.

Somente através da «inteligência» e de relatos de aviões suspeitos é que se consegue dar aos oficiais uma ideia do problema de hoje. «É muito mais difícil hoje saber quanta cocaína é traficada na África Ocidental. O mercado das drogas está aqui e o tráfico de drogas, que na verdade decresceu por um período do ano passado, foi retomado definitivamente e muito fortemente», referiu Schmidt.

Num país pobre, o comércio de cocaína torna fácil os traficantes subornarem funcionários e militares. O comércio de drogas exacerba a frágil situação política do país, segundo David Mosby, chefe da seção política da Embaixada dos Estados Unidos da América em Dacar, Senegal.
Em Abril, o Departamento do Tesouro norte-americano referiu que o ex-chefe da Marinha guineense, José Américo Bubo Na Tchuto, e o chefe da Força Aérea, Ibraima Papa Camara, são «chefões» do tráfico.

Lusa
 

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legionario

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #169 em: Junho 05, 2010, 07:14:09 pm »
Uma boa soluçao para a Guiné-Bissau era ser posto sobre tutela da CPLP. Angola e o Brasil bem podiam abrir os cordoes à bolsa, e nos portugueses  poderiamos participar com os meios humanos, pelo menos nas areas da saude, educaçao, segurança publica e organizaçao do territorio.
O flagelo do trafico de droga é consequencia da miseria e da ausencia do Estado e sem dinheiro e organizaçao nao sei como poderao os guineenses resolver os seus problemas.
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #170 em: Julho 05, 2010, 03:24:57 pm »
Citação de: "legionario"
Uma boa soluçao para a Guiné-Bissau era ser posto sobre tutela da CPLP. Angola e o Brasil bem podiam abrir os cordoes à bolsa, e nos portugueses  poderiamos participar com os meios humanos, pelo menos nas areas da saude, educaçao, segurança publica e organizaçao do territorio.
O flagelo do trafico de droga é consequencia da miseria e da ausencia do Estado e sem dinheiro e organizaçao nao sei como poderao os guineenses resolver os seus problemas.
Seria praticamente o "batismo de fogo" da CPLP. Excelente ideia, mas teria que ser executada a partir de 2011, devido que neste ano, a política brasileira se preocupa unicamente com as eleições e (principalmente) as picuinhas geradas por causa delas.
Precisamos fazer isso antes que "eles" o façam.
"Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirás falta dela no Verão." Jairo Navarro Dias
 

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #171 em: Julho 05, 2010, 06:40:48 pm »
Os paises e os povos da CPLP poderiam ser tao felizes se trabalhassem juntos...
Nos em Portugal so temos politicos bananas, portanto daqui nao esperem grande coisa,  nem os lusofonos em geral nem os guineenses em particular  :cry:
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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GI Jorge

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #172 em: Julho 25, 2010, 04:30:38 pm »
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "legionario"
Uma boa soluçao para a Guiné-Bissau era ser posto sobre tutela da CPLP. Angola e o Brasil bem podiam abrir os cordoes à bolsa, e nos portugueses  poderiamos participar com os meios humanos, pelo menos nas areas da saude, educaçao, segurança publica e organizaçao do territorio.
O flagelo do trafico de droga é consequencia da miseria e da ausencia do Estado e sem dinheiro e organizaçao nao sei como poderao os guineenses resolver os seus problemas.
Seria praticamente o "batismo de fogo" da CPLP. Excelente ideia, mas teria que ser executada a partir de 2011, devido que neste ano, a política brasileira se preocupa unicamente com as eleições e (principalmente) as picuinhas geradas por causa delas.
Precisamos fazer isso antes que "eles" o façam.

E se for por Portugal, terá de ser executada para lá de 2020... Porque estes anos não temos meios para efectuar operações militares dessa envergadura e porque o "Porreiro pá" ainda esta no governo...
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?
Confunde-se em Portugal tantas vezes a justiça com a violência que é vulgar não haver reacções contra o crime e haver reacções contra a pena.

Oliveira Salazar
 

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Duarte

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #173 em: Julho 25, 2010, 05:29:50 pm »
Citação de: "GI Jorge"
E se for por Portugal, terá de ser executada para lá de 2020... Porque estes anos não temos meios para efectuar operações militares dessa envergadura e porque o "Porreiro pá" ainda esta no governo...
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #174 em: Julho 25, 2010, 06:01:06 pm »
Citação de: "Duarte"
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Re: Guiné-Bissau
« Responder #175 em: Julho 26, 2010, 02:27:58 pm »
Citação de: "GI Jorge"
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?
Só pelo fato de ele ter sido publicado aqui, já o torna inviável (Vai que temos um espião guineense no fórum... :lol: )
Mas não tira o mérito da sugestão. Algo deve ser feito. E, eu acho que devia ser uma operação conjunta, pois trabalhar em conjunto é o objetivo da CPLP, certo? Ou falei besteira?
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PereiraMarques

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #176 em: Julho 26, 2010, 03:53:29 pm »
As Forças Armadas Guineenses são parte do problema e, muito dificilmente, serão parte da solução. A um qualquer General deposto surge um Almirante que é deposto por outro General e este por outro Almirante, etc.

A hierarquia não existe é mais baseada em questões tribais ou de clãs, num país paupérrimo quaisquer trocos que possam vir do tráfego de droga são mais bem-vindos pelos militares e pela população em geral do que qualquer possível intervenção dos "bons-samaritanos" da CPLP...a democracia é "bonita", mas se não garantirem o desarmamento das FFAA guineenses, um programa alimentar eficiente e o $$$$ suficiente para gerir um Estado minimamente eficiente, não há hipótese...
 

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GI Jorge

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Re: Guiné-Bissau
« Responder #177 em: Julho 26, 2010, 04:24:38 pm »
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "GI Jorge"
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?
Só pelo fato de ele ter sido publicado aqui, já o torna inviável (Vai que temos um espião guineense no fórum... :crit: nada feito... E falando do caso portugues, penso que temos todos os meios (tirando o LPD, mas como o Brasil possui vários navios de desembarque, quer de CC quer de tropas, poderíamos usar um deles) para uma operação conjunta...

E como disse o Pereira Marques, seria necessário instaurar um "tratado de Versalhes" e providenciar ajuda alimentar à Guiné, de forma a ser possível a recuperação da economia. E a recuperação guineense também ajudaria a evitar o tráfico de droga, já que esta é um bastião de traficantes...

http://www.areamilitar.net/imprensa/imprensa.aspx?nrnot=70
http://www.areamilitar.net/opiniao/opiniao.aspx?nrnot=19
http://www.areamilitar.net/imprensa/imprensa.aspx?nrnot=64

Os artigo não são propriamente recentes, mas penso que ainda nada mudou... E de facto, uma operação militar na Guiné Bissau é necessária antes que ocorra um genocídio ou que as comunidades estrangeiras lá residentes sejam ameaçadas...

Já agora, alguém sabe se aquilo já estava assim enquanto era território nacional?
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Re: Guiné-Bissau
« Responder #178 em: Julho 26, 2010, 05:21:39 pm »
As forças armadas da Guiné-Bissau para além de estar divididas nao têm armamento de valor... e da ultima vez que la estive,  os soldados nos quarteis nem comer tinham !!!

Uma intervençao da CPLP neste pais nao passaria necessariamente por um confronto militar com as FA's guineenses ; esta possibilidade nao serviria de modo nenhum  os nossos interesses. Os baroes da droga encontraram a maneira de se instalar no pais, porque nao a CPLP ?
Existe uma maioria de guineenses militares e civis que sao de boa vontade e boa gente e que so estao à espera que lhes apresentem soluçoes crediveis e nao do "bla bla bla" do costume.

Uma intervençao na Guiné poderia ser feita em acordo com alguns responsaveis politicos e militares guineenses e sobretudo com o aval da Uniao Africana,   de que fazem parte, recorde-se, 5 estados da CPLP que podem ter algum peso para se obter este aval.

Uma coisa tenho a certeza : o comum dos guineenses aplaudiria uma intervençao externa vinda dos lusofonos ou dos tugas em particular. Eu dei por la umas voltas nao so em Bissau como nas principais cidades e até em tabancas do interior e em todo o lado fui extremamente bem recebido, alguns velhotes mostraram-me com orgulho velhas decoraçoes que tinham recebido no tempo em que serviram no exercito português (ou nas milicias de auto-defesa pro-portuguesas).

Os suecos e os russos apoiaram a luta de "libertaçao" do PAIGC e depois da independencia fizeram-se pagar bem e com juros : os suecos com as madeiras das florestas que devastaram (para poupar a "ecologica" floresta sueca, serviram-se sem vergonha nas matas da Guiné...), e os russos com os seus barcos pesqueiros que operavam à vontade no espaço maritimo guineense para além de, coisa gravissima, terem "comprado" o direito de despejar os seus residuos nucleares nas aguas guineenses...

A Guiné-Bissau nao teve a sorte de ser uma ex-colonia francesa, porque se assim tivesse sido, nao estaria como esta !
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Re: Guiné-Bissau
« Responder #179 em: Julho 26, 2010, 07:57:55 pm »
Citação de: "legionario"
A Guiné-Bissau nao teve a sorte de ser uma ex-colonia francesa, porque se assim tivesse sido, nao estaria como esta !
Haiti era um ex-colônia francesa, olha lá o que virou. :mrgreen:

Brincadeiras à parte, deve ter havido algum conjunto de fatores propícios para estar ocorrendo isso com a Guiné-Bissau. Senão, seria assim com todos os PALOPs.
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