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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: Cabeça de Martelo em Outubro 29, 2005, 05:13:28 pm

Título: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 29, 2005, 05:13:28 pm
Guiné-Bissau sem governo
 
Uma decisão de Nino Vieira, no 1º mês de mandato
 
    O presidente da Guiné-Bissau demitiu, esta sexta-feira, o Governo do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. A decisão foi anunciada ao país através da Rádio Difusão nacional.
 
Uma decisão que faz com que as ruas de Bissau estejam a ser completamente patrulhadas pelo exército.

O presidente, Nino Vieira alega "crispação de relações" entre os órgãos de soberania e adianta que o governo "inviabiliza o regular funcionamento das instituições do país".

A decisão do presidente guineense, surge menos de um mês depois de ter tomado posse e põe termo a 17 meses de governação de Carlos Gomes Júnior.

Lá vamos nós outra vez; avisem os Fuzos que eu aviso o meu ppl!  :twisted:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Dezembro 29, 2005, 11:40:07 am
Entretanto já formou novo Governo.

Aparentemente Nino Vieira está a expurgar dos cargos governamentais todos os elementos do PAIGC, o seu antigo partido, desde as lutas pela independência.

O mais triste é que sendo dos países mais pequenos de África a instabilidade politico-militar é endémica, praticamete desde a independência, apesar desta ter sido conseguida apenas por um único partido.

Se Amilcar Cabral soubesse, daria voltas no seu túmulo.
Título:
Enviado por: typhonman em Dezembro 30, 2005, 07:44:22 pm
Coitados.. Ainda aquilo não têm riquezas naturais.. como Angola.. Se tivesse era golpes todos os dias.
Título: Re: Guiné
Enviado por: NotePad em Dezembro 30, 2005, 08:07:43 pm
...
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 10, 2007, 04:46:57 pm
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Guiné-Bissau: Polícia com ordem para deter líder do PAIGC, que se refugiou ONU

Bissau, 10 Jan (Lusa) - Elementos das forças de segurança guineenses encontram-se defronte da sede do PAIGC para, alegadamente, executar um mandado de captura visando o líder do partido, Carlos Gomes Júnior, que se refugiou na sede das Nações Unidas, em Bissau.

      Um corpo de 12 elementos das Brigadas de Intervenção Rápida (BIR) deslocou-se hoje à residência do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), onde não o encontrou, seguindo depois para a empresa de que este é proprietário e, por último, para a sede da força política.

      Cerca das 12:30 locais (mesma hora em Lisboa), Carlos Gomes Júnior saiu por uma porta lateral da sede do partido e, em breves declarações a jornalistas, entre eles o da Lusa, afirmou "desconhecer" o que se passava, mas adiantou ter "percebido" que havia uma ordem para o deter.

      "Desconheço o que se passa, mas sei que há uma ordem para me prender. Estão forças da polícia a cercar a sede do partido, mas eu sou deputado e, como tal, tenho imunidade parlamentar", disse Carlos Gomes Júnior.

      O líder do PAIGC, que seguiu para a delegação da ONU na capital guineense, disse estar disposto a responder a quaisquer acusações de que venha a ser alvo, uma vez que, sublinhou, "sempre" colaborou com a Justiça.

      "Estamos num Estado de Direito e colaborarei com a Justiça, tal como sempre fiz. Mas sou deputado e tenho imunidade parlamentar", insistiu.

      A Lusa não conseguiu confirmar a origem do mandado de captura, embora fontes partidárias tenham avançado que este só poderá vir da Procuradoria-Geral da República (PGR).

      Em causa, acrescentaram fontes do PAIGC, estarão as declarações de Carlos Gomes Júnior feitas segunda-feira à Agência Lusa, em que o líder do partido responsabilizou o presidente guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, pelo assassínio do antigo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), comodoro Lamine Sanhá.

      Lamine Sanhá faleceu sábado último, dois dias depois de ter sido atingido com quatro tiros por um grupo de desconhecidos que o abordaram próximo da sua residência no Bairro Militar, arredores de Bissau.

      Na terça-feira, a Presidência da República da Guiné-Bissau refutou as alegações contra "Nino" Vieira, afirmando que as declarações de Gomes Júnior "não passam de uma mera caixa de propaganda hostil, que visam denegrir a boa imagem" do presidente guineense.

      Também na terça-feira, em conferência de imprensa, o Procurador-Geral da República guineense, Fernando Jorge Ribeiro, admitiu que as afirmações do líder do PAIGC constituem um tipo de denúncia enquadrada na lei penal.

      Segundo referiu na altura, a PGR "está atenta a toda e qualquer denúncia pública sobre este e outros casos" e tudo o que puder ajudar a desvendar o assassínio de Liamine Sanhá será tomado em conta.  Na sede das Nações Unidas em Bissau encontram-se já representantes da embaixada de Portugal e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).


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Guiné-Bissau: PAIGC fala de "esquadrões da morte" a propósito assassínio ex-CEM A

Bissau, 09 Jan (Lusa) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou hoje a existência de alegados "esquadrões da morte" a propósito do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) Lamine Sanhá.

      Em comunicado do "bureau" político, assinado pelo presidente do partido, Carlos Gomes Júnior, refere-se que devido aos últimos acontecimentos ocorridos, incluindo o espancamento do opositor Silvestre Alves por desconhecidos, paira no país o espectro dos "esquadrões da morte".

      Sobre o assassínio de Lamine Sanhá, o PAIGC manifesta a sua "profunda indignação, perante e silêncio" das autoridades, acusando-as de não darem "no momento oportuno (à) o apoio imediato em termos de uma rápida e pronta evacuação, sem falar da necessária protecção (à) face às ameaças de morte" feitas ao comodoro.

      Lamine Sanhá faleceu no passado sábado numa clínica privada em Bissau, em consequência dos eira, quando foi atingido a tiro por desconhecidos que se puseram em fuga.

      Na segunda-feira, em declaraior responsabilizou o Presidente guineense pelo assassínio de Lamine Sanhá, afirmando não ter "quaisquer dúvidas" de que se tratou de "um ajuste de contas" com elementos da Junta Militar que o derrubou em 1999.

      Hoje, a Presidência da República refutou as alegações do líder do PAIGC, considerando que não passavam de "uma mera caixa de propaganda hostil, que visa denegrir a boa imagem" de "Nino" Vieira.  O comunicado do PAIGC divulgado hoje à tarde levanta ainda uma série de questões sobre as quais diz aguardar por respostas "de quem de direito".

      Concretamente, o PAIGC pretende saber "quem está a caucionar a livre circulação da droga no país, quem serve o espancamento de opositores políticos, quem serve o bárbaro assassinato de Lamine Sanhá".

      Dirigindo-se ao governo e ao presidente da República, o documento refere que existe, de facto, um "sepulcral e inaceitável silêncio" de João Bernardo "Nino" Vieira, na sua qualidade de garante da Constituição e de Aristides Gomes (primeiro-ministro) como garante da ordem e paz pública.

      "Numa análise fria e objectiva deste rol de tristes e perigosos actos", o PAIGC entende ainda questionar se "não será muita coincidência esta série de acontecimentos" ou se será o início de "um processo de ajuste de contas?", questiona-se no comunicado.

      Para clarificar a situação e sobretudo a morte do ex-CEMA o PAIGC convida organizações sub-regionais e internacionais, nomeadamente o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e a Amnistia Internacional a "ajudarem a Guiné-Bissau".

   
Título:
Enviado por: pedro em Janeiro 10, 2007, 05:27:40 pm
Cada vez pior.
Sera que eles nao tem nada dentro da cabeca.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 10, 2007, 07:05:11 pm
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Guiné-Bissau: ONU confirma presença líder PAIGC na sua sede em Bissau

Bissau, 10 Jan (Lusa) - A representação das Nações Unidas em Bissau confirmou hoje a presença do presidente do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, nas instalações da organização na capital guineense.

      Segundo um comunicado do Gabinete das Nações Unidas de Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNGBIS), Carlos Gomes Júnior procurou refúgio nestas instalações depois de ter conhecimento que a polícia pretendia detê-lo a mando do ministro do Interior.

      "A UNGBIS está a envidar os esforços necessários em estreita ligação com as autoridades guineenses para tentar encontrar uma solução para este problema", lê-se no comunicado.

      Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, actualmente deputado, conseguiu chegar às instalações das Nações Unidas, em Bissau, por volta das 13:00 (mesma hora de Lisboa), evitando um corpo de agentes da polícia que foram à sede do partido com o objectivo de o levar para interrogatório no Ministério do Interior.

      O mesmo documento refere as recentes declarações do novo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, segundo os quais a organização está "bastante preocupada" com os últimos acontecimentos na Guiné-Bissau.

      "Para as Nações Unidas qualquer perda de vida humana é motivo de preocupação", diz o comunicado, sublinhando ainda que a ONU espera que as partes envolvidas nas disputas políticas, "não permitirão que a impunidade prevaleça" no país.

      Fonte diplomática em Bissau garantiu à Lusa, entretanto, que Carlos Gomes Júnior se mantém (até as 18:30, mesma hora em Lisboa) na sede da UNOGBIS.

      A direcção, o "bureau" político e o Comité Central do PAIGC estão reunidos em Bissau para analisar a situação que envolve o seu líder.

      A Agência Lusa tentou, por diversas vezes obter reacções do governo e da Procuradoria-geral da República sobre a tentativa de detenção do líder do PAIGC, mas todas se revelaram infrutíferas.
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2007, 07:27:42 pm
Realmente, a Guiné é um espanto.
Porque não fazem um referendo para saber se querem ser uma região autónoma de Portugal?
Teriam certamente paz e dignidade, agora que as mentiras "progressistas" já se exibiram demasiado.

Fazia-nos bem ao ego e eles teriam pelo menos as ruas limpas e alcatroadas.
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 10, 2007, 10:00:09 pm
Citação de: "Luso"
Porque não fazem um referendo para saber se querem ser uma região autónoma de Portugal?
Teriam certamente paz e dignidade, agora que as mentiras "progressistas" já se exibiram demasiado.


 :shock:  :shock:

A Guiné?
Ainda ganhava o sim  :oops:

Lembre-se das palavras do Salazar: Se cai uma caem todas.
Ainda se criava um precedente :shock:
Não temos dinheiro para perder com ingratos!!!

Quiseram ser independentes, tenham muito boa saúde e desejo-lhes muitas felicidades, serão sempre muito bem vindos quando vierem a Portugal (desde que tenham dinheiro para pagar a estadia) mas acho que já démos damasiado para esses peditórios.

Pessoalmente não olho os países fricanos com paternalismo, porque acho que todas as pessoas são iguais, por isso acho que devem ganhar juízo e olhar para o lado para Cabo Verde, que é um deserto, e onde a renda per capita já ultrapassou os 6.000 dolares (eram a mais miserável das colonias e por este andar ultrapassam o Brasil como segundo mais rico país de lingua portuguesa).

Cumprimentos


PS:
Cabo Verde, isso sim valia a pena, agora a Guiné?
Um pantano, onde 35% do país desaparece na maré cheia...
Só para turismo.
Título:
Enviado por: typhonman em Janeiro 10, 2007, 10:15:58 pm
Para mim nem para Turismo :lol:
Título:
Enviado por: Lightning em Janeiro 10, 2007, 10:25:24 pm
Citação de: "Typhonman"
Para mim nem para Turismo :lol: .
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2007, 10:46:55 pm
Citação de: "papatango"
PS:
Cabo Verde, isso sim valia a pena, agora a Guiné?
Um pantano, onde 35% do país desaparece na maré cheia...
Só para turismo.


Tststs.. :shock:
O primeiro exportador mundial de mangas e camarãozinho-da-costa!
E cricos!
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 10, 2007, 10:53:39 pm
Temos aqui muito Estuario do Sado para fazer aquacultura piscicultura, e se calhar até baleiocultura. :mrgreen:

Se bem tratados, os nossos recursos aquiferos principais 100% portugueses (rio Mondego e rio Sado) podem produzir muito. Para quê investir no estrangeiro quando o podemos fazer aqui.

De qualquer forma, investimento por investimento, podemo até investir lá, desde que se contrate uma pequena força de defesa e se besuntem umas mãos. Tiramos o peixe e não precisamos de dar mais nada que os empregos que bem falta fazem.

A verdade é que estamos muito melhor sem encargos, que com pesos mortos que só servem para aumentar o deficit do estado.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 10, 2007, 11:00:19 pm
Citação de: "papatango"
A verdade é que estamos muito melhor sem encargos, que com pesos mortos que só servem para aumentar o deficit do estado.

Cumprimentos


A ideia que tenho é que não eram pesos mortos, mas sim produtores de riqueza, isto quando foram geridos convenientemente.
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 10, 2007, 11:16:05 pm
-> Ricardo Nunes

Todas as colónias eram deficitárias.
Salazar tentou tudo por tudo para as transformar em colónias viáveis, do ponto de vista económico, o que no futuro poderia até levar à independência.

Só Angola conseguiu atingir um equilibro orçamental aceitável, e apenas nos anos 70.

Nenhuma das colónias pagava nem de perto nem de longe os custos que o continente tinha com a guerra.

Em Moçambique, havia mesmo a ideia de que a guerra era uma coisa entre uns movimentos lá muito longe no norte e o governo de Lisboa e queixavam-se dos impostos acusando o governo de Lisboa de os explorar.

Moçambique sempre foi um sorvedouro de dinheiro e seria deficitário mesmo que não houvesse guerra.

Cahora Bassa, foi uma das tentativas para fazer investimentos enormes para produzir um choque na economia de Moçambique que ajudasse o resto da economia (nomeadamente empresas portuguesas de construção).

Mas não resultou em nada.

Da Guiné então nem se fala. Não produzia praticamente nada a não ser militares mortos na defesa de um charco cheio de insectos.

=  = = =
Nota: A Guiana Francesa nem chega a ter 10% da população da Guiné Bissau, ou seja: A população da Guiana Francesa representa 0.16% da população francesa. A Guiné representaria qualquer coisa como 12.5% da população, ou seja 78 vezes mais. :mrgreen:

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 11, 2007, 05:04:21 pm
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Guiné-Bissau: Secretário de Estado português acompanha situação no país

Nova Deli, 11 Jan (Lusa) - O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português garantiu hoje que está a acompanhar a situação na Guiné- Bissau, onde o recente assassínio do ex-CEMA suscitou protestos e uma troca de acusações entre políticos e partidos.

      Em declarações à Lusa, João Gomes Cravinho, que se encontra em Nova Deli a acompanhar a visita de Estado à Índia do Presidente da República, Cavaco Silva, acrescentou que se mantém "em permanente actualização" o plano de contingência para uma eventual retirada de portugueses do país, caso se agrave a situação na Guiné-Bissau.

      Segundo Gomes Cravinho, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, já falou com o seu homólogo guineense, Isaac Monteiro, sobre a situação na Guiné-Bissau.

      Depois da morte no sábado do ex-Chefe do Estado- Maior da Armada guineense Lamine Sanhá, que sucumbiu aos ferimentos sofridos num ataque a tiro, dois dias antes, jovens do Bairro Militar em Bissau manifestaram-se violentamente contra o assassínio do oficial, a que se seguiu uma carga policial de que resultou um morto e dois feridos.

      Apesar destes incidentes, a situação na capital guineense manteve-se calma durante o resto do fim-de-semana e as tensões só voltaram, desta feita a nível político- partidário, com as declarações à Lusa do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em que responsabilizou o Presidente da República pelo assassínio de Lamine Sanhá.

      Face a esta acusação do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, a Presidência guineense divulgou um comunicado em que refuta a alegação, considerando que não passa de "uma mera caixa de propaganda hostil, que visa denegrir a boa imagem" do chefe de Estado, João Bernardo "Nino" Vieira.

      Depois do Procurador-Geral da República (PGR) guineense ter admitido, na terça-feira, que as declarações de Carlos Gomes Júnior constituíam um tipo de denúncia enquadrada na lei penal, pelo que poderia ser chamado a depor no âmbito do inquérito à morte de Lamnine Sanha, o líder do PAIGC foi procurado na quarta-feira por um contingente policial que pretendia levá-lo para o Ministério do Interior.

      Receando pela sua integridade física, Carlos Gomes Júnior procurou refúgio na sede das Nações Unidas em Bissau, onde ainda se encontra, enquanto decorrem contactos entre elementos da ONU e as autoridades guineenses no sentido de ultrapassar as tensões.

      Hoje de manhã, o PGR pediu a comparência de Carlos Gomes Júnior na procuradoria "como testemunha no âmbito do inquérito em curso à morte do ex-CEMA", aguardando-se agora novos desenvolvimentos.

      Antes desta crise, o secretário de Estado português já tinha agendada uma visita a Bissau, para os próximos dias 22 e 23, organizada pela CEDEAO (Comunidade Económica de Estados da África Ocidental) e a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

      O objectivo da deslocação era manter contactos com as autoridades guineenses, devendo Gomes Cravinho viajar acompanhado pelo secretário-geral da CEDEAO, Mohamed Chambas, e pelo secretário-executivo da CPLP, o embaixador cabo-verdiano Luís Fonseca.
Título:
Enviado por: typhonman em Janeiro 11, 2007, 05:34:25 pm
Como sempre de calças nas mãos...
Título:
Enviado por: Leonidas em Janeiro 15, 2007, 03:34:59 am
Saudações guerreiras

Luso:
Citação de: "Luso"
Realmente, a Guiné é um espanto.
Porque não fazem um referendo para saber se querem ser uma região autónoma de Portugal?
Teriam certamente paz e dignidade, agora que as mentiras "progressistas" já se exibiram demasiado.

Fazia-nos bem ao ego e eles teriam pelo menos as ruas limpas e alcatroadas.


Esse é exactamente o mesmo argumento utilizado por certos espanhóis em relação aos portugueses! O que querem os espanhóis afirmarem com isso? Não sentirá a sua dignidade ser atingida também?  

Se isso acontecer terá que ser por livre iniciativa deles. São independentes e isso tem que ser respeitado. O atraso não vem do desenvolvimento económico, mas sim pela falta de formação. Ser-se ou não possuidor de conhecimento. É aí que reside a diferença e a base do desenvolvimento. O resto é conversa.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Janeiro 15, 2007, 11:10:17 am
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras

Luso:
Citação de: "Luso"
Realmente, a Guiné é um espanto.
Porque não fazem um referendo para saber se querem ser uma região autónoma de Portugal?
Teriam certamente paz e dignidade, agora que as mentiras "progressistas" já se exibiram demasiado.

Fazia-nos bem ao ego e eles teriam pelo menos as ruas limpas e alcatroadas.

Esse é exactamente o mesmo argumento utilizado por certos espanhóis em relação aos portugueses! O que querem os espanhóis afirmarem com isso? Não sentirá a sua dignidade ser atingida também?  

Se isso acontecer terá que ser por livre iniciativa deles. São independentes e isso tem que ser respeitado. O atraso não vem do desenvolvimento económico, mas sim pela falta de formação. Ser-se ou não possuidor de conhecimento. É aí que reside a diferença e a base do desenvolvimento. O resto é conversa.

Cumprimentos


x2
A questão para a independência não é se são ou não suficientes a nível económico mas a vontade do povo. Tudo o resto é passivel de ser solucionado. E para a Guiné não ser viável como estado, uma boa parte da África e América do Sul seria também, devido à quase ininterrupta instabilidade por que os países passam.
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 08, 2007, 03:39:11 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg72.imageshack.us%2Fimg72%2F8859%2Flis1283012rq5.jpg&hash=5b488a8f6bef34d403fbb7c695088b4e)

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BISSAU - BISSAU - GUINE-BISSAU
Entrega das novas lanchas rápidas do FISCAP Serviço Nacional Fiscalização e Controlo das Actividades Pesca ao governo da GuineBissau, Quintafeira, 8 de Fevereiro de 2007, em Bissau. ACOMPANHA TEXTO. JORGE NETO/LUSA
LUSA / STR / JORGE NETO


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Bissau, 08 Fev (Lusa) - O governo guineense recebeu hoje uma encomenda de duas vedetas rápidas para a fiscalização da sua Zona Económica Exclusiva (ZEE) alvo de pirataria de barcos e pirogas oriundos de várias nacionalidades.

      As duas embarcações, baptizadas com os nomes de Baleia 1 e 2, custaram ao governo de Bissau 200 mil dólares e foram construídas por um consórcio luso-espanhol.

      Apresentando as vedetas, o coordenador das actividades da Pesca (Fiscap) na ZEE guineense, Sandji Fati, indicou que a partir de agora o país está "melhor equipado" para combater a pirataria.

      As duas vedetas rápidas, muito versáteis, segundo o coordenador da Fiscap, têm dez metros de comprimento cada, 500 cavalos em potência de motor a bordo e conseguem atingir uma velocidade cruzeiro até 70 nós.

      De acordo com Sandji Fati, antigo chefe do Estado- Maior do Exército guineense e actualmente tenente-coronel na reserva, até meados deste ano chegarão ao país mais duas vedetas rápidas iguais às que foram hoje entregues ao governo.

      O passo seguinte será o alargamento do sistema de controlo, com a abertura de centros de vigilância costeira nas ilhas e bases de apoio avançado tendo Bissau como ponto de comando.

      Com este sistema, Fati, na reserva, espera passar de acções de vigilância esporádica para permanente, dotando a Fiscap de meios necessários nomeadamente radares e instrumentos de comunicação a distância.

      O coordenador da Fiscap congratulou-se, no entanto, com a acção da fiscalização realizada na ZEE guineense, sublinhando o facto de, pela primeira vez, nos últimos anos ter sido possível efectuar operações de rotina durante 112 dias.

      Os padrões internacionais de fiscalização da ZEE recomendam 120 dias em países com recursos haliêuticos, precisou Sandji Fati, que falava na cerimónia de lançamento ao mar das duas vedetas.

      A pesca é a principal fonte de receitas para o Tesouro público guineense, sendo a União Europeia (UE) a principal parceira do país no sector, que rende anualmente cerca de 25 milhões de dólares.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 02, 2007, 07:19:12 pm
Guiné-Bissau: Goerge W. Bush considera país refúgio de traficantes, mas não o inclui na Major List


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Bissau, 02 Out (Lusa) - O Presidente norte-americano, George W. Bush, considera a Guiné-Bissau um refúgio de traficantes de cocaína e um importante ponto de passagem daquela droga, refere um comunicado da representação diplomática norte-americana de Bissau enviado à Agência Lusa.

Segundo o documento, é a primeira vez que o Presidente dos Estados Unidos refere o nome da Guiné-Bissau na "abordagem à problemática da droga", mas o país não consta na chamada Major List.

Na Major List estão inscritos os países de maior trânsito e de produção ilícita de droga, devendo ser brevemente apresentada no Congresso norte-americano.

O documento da representação diplomática norte-americana em Bissau sublinha que 20 países já estão identificados como pontos de maior produção e trânsito de estupefacientes, nomeadamente Nigéria, Afeganistão, Birmânia, México, Colômbia e Paquistão.

O Brasil é único país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) inscrito na Major List.

Os países inscritos na Major List perdem 50 por cento da assistência norte-americana, indica o documento da representação dos EUA em Bissau.

Um relatório divulgado hoje pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, refere que o tráfico de droga está a ameaçar a consolidação da democracia na Guiné-Bissau, apesar dos progressos registados a nível das finanças públicas.

Título:
Enviado por: André em Outubro 23, 2007, 04:09:11 pm
Descoberto material militar em casa abandonada

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A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau anunicou hoje a descoberta de grande quantidade de material militar numa casa abandonada no bairro de Antula Bono, nos arredores de Bissau, capital do país, cuja origem e proprietário se desconhecem.
Segundo o inspector João Quintino Lima, foram descobertas colchas e cobertores militares com etiqueta das FARP (Forças Armadas Revolucionárias do Povo).

Em declarações à imprensa, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) guineense, Tagmé Na Waié, disse que a descoberta do material «é grave» porque, os equipamentos têm etiqueta do exército mas não pertencem aos militares.

«Se fosse material das Forças Armadas não estava neste sítio. Vamos aguardar que as autoridades competentes nos digam quem é o dono disto e quais os motivos porque trouxe isto para aqui», defendeu o general Tagmé Na Waié.

De acordo com o inspector João Quintino Lima, a PJ foi informada da situação através de uma denúncia anónima e, em colaboração com as Forças Armadas, desencadeou a operação para recolha dos materiais.

Três camiões das Forças Armadas estiveram no local para recolher o material.

A PJ vai agora tentar descobrir quem é o proprietário da casa, situada num terreno baldio no bairro de Antula Bono, nos subúrbios sul de Bissau.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 13, 2007, 03:54:26 pm
Jornalistas guineenses que se aproximam demasiado de narcotraficantes são perseguidos

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Os jornalistas da Guiné-Bissau que se aproximaram demasiado dos traficantes de droga e dos seus cúmplices foram perseguidos por militares guineenses, denuncia um relatório dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Intitulado "Guiné-Bissau - Cocaína e golpe de Estado, fantasmas de uma nação amordaçada", o documento, divulgado segunda-feira, denuncia também a cumplicidade de certos ministros e militares com os narcotraficantes colombianos.

"Os poucos jornalistas guineenses que se aproximaram demasiado dos narcotraficantes e dos seus cúmplices, civis e militares, viveram dias pesados", refere o documento de 10 páginas, salientando que um repórter fugiu do país, depois de ameaçado.

"Além da grande ameaça que pairava sobre a sua liberdade, sabia também que revelações embaraçosas demais sobre a implicação de oficiais superiores do exército no tráfico internacional de cocaína poderiam despertar velhos e cruéis demónios", acrescenta o relatório da RSF.

A RSF refere-se ao conflito de 1998/99 espoletado quando o então chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Ansumane Mané depôs o actual Presidente do país, João Bernardo "Nino" Vieira, que o acusava de tráfico de armas.

Com relatos de vários jornalistas da imprensa guineense a confirmarem já terem sido alvo de perseguições e ameaças, a RSF dá especial atenção ao caso de Allen Yéro Emballo, correspondente da agência noticiosa AFP e da Radio France Internacional (RFI), que se viu obrigado a pedir exílio político a França.

Outro jornalista vítima de abuso de poder por parte dos militares foi Albert Dabo, correspondente da agência noticiosa Reuters, já acusado pelas autoridades de "difamação", "violação de segredos de Estado" e "abuso de liberdade de imprensa".

Albert Dabo apenas se limitou a servir de intérprete aos jornalistas estrangeiros que se deslocaram a Bissau durante o Verão passado, um "dos mais tensos para os jornalistas do país", segundo a organização.

De acordo com alguns directores de órgãos de comunicação social guineenses, a "situação está a degradar-se" e, segundo a RSF, o director nacional da Interpol, Carvalho Aucarie, reconhece publicamente que "certos altos responsáveis guineenses, individualmente, fazem negócios com os narcotraficantes".

A RSF afirma também que os jornalistas guineenses "não têm vontade de brincar aos heróis" devido aos baixos salários que auferem - entre 38 e 45 euros mensais.

"Ao mesmo tempo que constitui uma ameaça para a nação, o cocaína 'business' é tabu nacional e a imprensa enfrenta o desafio quase de mãos vazias", refere a RSF, sublinhando que os narcotraficantes continuam a dispor de um armazém e de um centro de distribuição no país devido à "cumplicidade activa de certos ministros e militares".

Nesse sentido, a RSF pede aos jornalistas guineenses para se manterem unidos, ao governo para dar "sinais tangíveis e sérios da sua vontade de lutar contra o narcotráfico e a impor a voz quando os jornalistas forem ameaçados por membros das Forças Armadas".

Apela também às Forças Armadas guineenses para actuarem conforme as regras de direito e reconhecerem a importância de uma imprensa privada e livre.

Em relação à comunidade internacional, a RSF pede para "continuar a exercer pressões sobre os diversos protagonistas e exigir o respeito das regras de direito".

A RSF deixa um último recado à imprensa internacional, solicitando que continue a interessar-se pela "situação perigosa da Guiné-Bissau e a crescente influência do narcotráfico na vida do país, com o objectivo de manter pressão sobre os cartéis e minar a plataforma" criada.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 13, 2007, 02:04:55 pm
Dinheiro da droga está «a apodrecer sociedade»

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O dinheiro da droga está a preverter a economia da Guiné-Bissau e «a apodrecer a sociedade», alertou, quarta-feira, no Conselho de Segurança da ONU, António Maria Costa, director executivo do Departamento para as Drogas e Crime da ONU (UNODC).
O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se quarta-feira para «consultas» sobre a Guiné-Bissau, tendo ouvido uma exposição de Shola Omoregie, director da representação da ONU para apoio da Paz na Guiné-Bissau (UNOGBIS) e ainda de Antonio Maria Costa, director executivo do Departamento para as Drogas e Crime da ONU (UNODC).

Nas suas declarações, refere o comunicado, Costa sublinhou a ameaça que o tráfico da cocaína constitui para o país e seus vizinhos, e apelou à comunidade internacional para assegurar que a Guiné-Bissau vai continuar a receber ajuda suficiente, a curto prazo, para que «não entre em colapso».

Costa frisou que o valor do comércio da droga na Guiné-Bissau é maior do que todo o rendimento internacional.

«O dinheiro da droga está a preverter a economia e a apodrecer a sociedade. Usando ameaças e subornos, os traficantes de drogas estão a infiltrar as estruturas do Estado e a actuar impunemente,» acrescentou.

O director executivo da UNODC disse ainda que o sistem judicial e policial da Guiné-Bissau não tem meios para fazer face «à aliança entre grupos criminosos estrangeiros e figuras locais poderosas».

Na reunião de quarta-feira, o Conselho de Segurança analisou também uma carta do secretário-geral, Ban Ki-Moon, recomendando que o mandato da representação da ONU no país (UNOGBIS) seja prorrogado por mais um ano e propondo que, no futuro, essa representação seja transformada numa «missão integrada» - mas o Conseho de Segurança não anunciou qualquer decisão sobre o assunto.

No entanto, foi decidido que a Guiné-Bissau vai passar a contar com o apoio da Comissão de Construção da Paz da ONU - trata-se de um grupo criado no ano passado e que conta actualmente com um fundo de 144 milhões de dólares. A Guiné-Bissau será o terceiro país a receber apoio desse fundo, depois da Serra Leoa e do Burundi.

Em comunicado, a ONU diz que o Conselho de Segurança decidiu apoiar um pedido para esse apoio, feito pelo governo guineense, estando previsto que a Comissão inicie consultas sobre a ajuda a conceder segunda-feira.


Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 18, 2007, 07:53:52 pm
Estratégia de combate à droga custa 13,27 milhões de euros

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A estratégia de combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau custa 13,27 milhões de euros, segundo o Plano Operacional que será apresentado quarta-feira em Lisboa na conferência internacional dedicada a este tema.

O documento de 19 páginas, a que a Lusa teve acesso, foi elaborado com a assistência técnica do Escritório da ONU contra as Drogas e o Crime (ONUDC) para a reunião de Lisboa e visa "prevenir e combater o tráfico de droga e promover o Estado de Direito e uma efectiva Administração da Justiça".

O plano operacional apresenta o final de 2010 como data limite para a execução das fases previstas, que vão da colocação de um consultor da ONUDC (Novembro - Dezembro de 2007) até medidas que deverão ser tomadas somente depois das eleições na Guiné-Bissau, entre Janeiro de 2009 e Dezembro de 2010.

Na avaliação da situação prevalecente no país, o documento salienta que a "crescente utilização da Guiné-Bissau como um ponto de transbordo para o tráfico de drogas ilícitas, especialmente cocaína, proveniente da América do Sul em direcção à Europa, foi confirmada por uma série de grandes apreensões recentes".

As apreensões e as operações levadas a cabo pela polícia guineense em 2004, 2005 e 2007, e os relatórios de organismos internacionais "sugerem não só a presença de grupos latino-americanos de tráfico de droga no país, mas também o escalonamento de suas actividades e uso da Guiné-Bissau como um centro de armazenamento de cocaína, ocorrendo esse tráfico tanto por mar como pelo ar", lê-se no documento.

A característica insular do país, com dezenas de ilhas desabitadas, a que se junta a facilidade com que os documentos de viagem são adquiridos, autênticos ou falsos, a "desesperada situação sócio-económica do país e a "incapacidade do Estado para garantir uma eficaz administração da justiça e a execução de sentenças", contribuem para que a Guiné-Bissau "continue a atrair organizações criminosas, agravando ainda mais a situação actual".

Para enfrentar o problema, o documento considera que serão necessários 19,12 milhões de dólares (13,27 milhões de euros), para financiar, entre outras medidas, o apoio à "adopção de um quadro jurídico sólido", a "melhoria da logística, capacitação operacional e de análise das instituições responsáveis pela aplicação das leis, pelo controlo das fronteiras e detecção de cargas ilegais".

Outro objectivo é o estabelecimento de um sistema de justiça "justo, humano e eficiente para todos", reforçando a capacidade do sector prisional, que, na verdade, é neste momento inexistente.

"A concepção global do programa e a sua abordagem gradual são o resultado de um diálogo construtivo desenvolvido desde Março de 2005 com os responsáveis das autoridades nacionais da Guiné-Bissau", lê-se no documento, frisando que "o sucesso do programa depende do apoio de países doadores".

Na conferência internacional de Lisboa, que tem como principal finalidade obter o financiamento necessário para o combate à droga, participam o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Martinho Dafa Cabi, os ministros da Justiça e da Administração Interna guineenses, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, João Gomes Cravinho, bem como membros dos governo de Angola e Cabo Verde.

Membros do grupo internacional de contacto para a Guiné-Bissau, o director-executivo da ONUDC, Antonio Maria Costa, o presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Mohamed Ibn Chambas, o representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Shola Omoregie, e o representante da Comissão Europeia em Bissau, Franco Nulli, são outros participantes na conferência.

Lusa
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Enviado por: comanche em Dezembro 19, 2007, 12:43:37 pm
Guiné/Narcotráfico: Portugal contribui com um sexto dos custos do Plano Operacional - João Gomes Cravinho


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Lisboa, 19 Dez (Lusa) - Portugal vai suportar cerca de um sexto dos custos do Plano Operacional para prevenção e combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau, anunciou hoje o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

O secretário de Estado João Gomes Cravinho falava na abertura da Conferência Internacional sobre o Narcotráfico na Guiné-Bissau, que hoje decorre em Lisboa, e adiantou que Portugal vai contribuir com cerca de um sexto do custo do Plano Operacional, que prevê um gasto total de 19 milhões de dólares (13,194 milhões de euros),

De acordo com Cravinho, Portugal está disponível para mobilizar um milhão de dólares (cerca de 694 mil euros) por ano, durante os três anos previstos de execução do plano, num total de três milhões de dólares (cerca de dois milhões de euros).

Além disso, referiu, a ajuda portuguesa inclui uma componente técnica, nomeadamente a disponibilização de um assessor para a investigação de actividades criminosas, que está desde Novembro no país da África Ocidental.

O Plano Operacional para Combate e Prevenção ao Tráfico de/para a Guiné-Bissau e Promoção da Lei e Administração da Justiça (2007-2010) foi elaborado pelo governo guineense, com o apoio das Nações Unidas.

Ladeado pelo director-executivo do Gabinete das Nações Unidas para o Combate às Drogas e Crime (UNODC), e a pouca distância do primeiro-ministro guineense, Martinho N´Dafa Cabi, o secretário de Estado português pediu hoje aos representantes na Conferência que "saibam responder a este desafio importante", para a Guiné-Bissau e para a comunidade internacional.

O combate ao narcotráfico e crime organizado na Guiné-Bissau "é difícil", afirmou, "mas tem de ser ganho", até porque a situação no país lusófono é hoje de "emergência".

Esta situação, referiu, é o resultado da falta de estabilidade interna nos últimos anos, mas também da falta de meios financeiros e humanos.

Sem estabilidade, é mais fácil a implantação de organizações criminosas, e estas por sua vez contribuem para a destabilização das instituições no país, pondo consequentemente em causa o desenvolvimento, afirmou.

Na sua intervenção, Gomes Cravinho elogiou ainda a disposição de combate ao narcotráfico demonstrada pelo governo de Martinho N´Dafa Cabi, e ainda a iniciativa da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de organizar uma conferência regional sobre o tema.

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Enviado por: André em Dezembro 19, 2007, 04:10:23 pm
Droga é «flagelo» com proporções alarmantes, diz PM

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O primeiro-ministro da Guiné-Bissau defendeu hoje o Plano Operacional para combater o tráfico de droga no país, apelando à ajuda financeira internacional para lutar contra um «flagelo» que considerou «alarmante».

Falando no final da sessão de abertura da Conferência Internacional sobre o Narcotráfico na Guiné-Bissau, que hoje decorre em Lisboa, Martinho N'Dafa Cabi situou a questão numa «grande complexidade», manifestando, paralelamente, o «grande empenho e vontade» do governo guineense em combater não só o tráfico de droga mas também o crime organizado que lhe está associado.

«Somos um país muito pobre, o terceiro mais pobre do mundo. Somos um país frágil, com instituições deficientes, com insegurança, pobreza e somos, sobretudo, vulneráveis», sintetizou o chefe do executivo de Bissau, sublinhando que tudo isso «tem reflexos no jogo político e na população».

Reconhecendo, porém, que o problema «não é de agora», N'Dafa Cabi lembrou que o seu governo «herdou», ao tomar posse, em Março último, uma «situação muito perigosa» e um epíteto «humilhante»: o do primeiro «narco-estado em África».

«Mas não nos conformamos com isso. Não podemos permitir que os nossos esforços acabem minados sem que façamos alguma coisa. Por isso, elaborámos um plano, em colaboração com várias organizações, para combater o crime organizado, a lavagem de dinheiro, o tráfico de droga e a reforma, paralela, das instituições judiciais e judiciárias», sublinhou.

Solicitando apoios financeiros dos doadores para cobrir os 19,12 milhões de dólares (13,2 milhões de euros) «exigidos» no plano, N'Dafa Cabi lembrou que a questão da droga não é só um problema da Guiné-Bissau, mas que afecta também toda a região da África Ocidental.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de que todos os países da sub-região oeste-africana, congregados na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em conjugação com os doadores e com organizações internacionais, como as Nações Unidas, União Europeia (UE) e União Africana (UA), possam ajudar a combater o «flagelo» do tráfico de droga.

O primeiro-ministro guineense alertou também para a necessidade prevista no plano de aliar o combate ao narcotráfico à reforma das forças de segurança e de defesa em curso, sublinhando tratar-se de um «complemento essencial» para o êxito do plano.

«Não dispomos de meios logísticos, humanos e financeiros. Terá de haver um reforço progressivo na capacidade de reacção. Os recursos financeiros ilícitos poderão minar todos estes esforços do governo. A Guiné-Bissau, sozinha, não vai conseguir avanços contra inimigos sem face e sem fronteiras», alertou.

«Apelo a uma resposta pronta da comunidade internacional para ajudar a Guiné-Bissau. Da nossa parte, garanto vontade política e empenho. O sucesso do plano requer, porém, uma assistência financeira rápida na ajuda a uma das nossas maiores prioridades. O reforço da capacidade do Estado é a via incontornável para garantir a democracia», resumiu N'Dafa Cabi.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 19, 2007, 08:46:48 pm
UE e Portugal são os maiores doadores

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A União Europeia (UE) e Portugal foram os maiores contribuintes para a execução do Plano Operacional de combate ao tráfico de droga na Guiné-Bissau, ao totalizarem quase seis milhões de dólares (cerca de 4,2 milhões de euros).

Segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, João Gomes Cravinho, a UE, através da Comissão Europeia (CE), é o maior contribuinte, ao atribuir, já para 2008, três milhões de dólares (2,08 milhões de euros), quase metade dos 6,7 milhões de dólares (4,7 milhões de euros) conseguidos na Conferência Internacional sobre o Narcotráfico na Guiné-Bissau, que decorreu hoje em Lisboa.

Portugal, por seu lado, atribuiu também o mesmo montante, mas estendeu-o ao longo de três anos, distribuindo um milhão de dólares (696 mil euros) para cada um dos três anos do programa.

Segundo Gomes Cravinho explicou à Agência Lusa, tanto a União Europeia como Portugal poderão aumentar o montante, tudo dependendo da execução do projecto, por um lado, e da reacção dos restantes doadores.

A verba atribuída pela UE, salientou, faz parte do que resta do 9º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), pelo que poderá avançar com mais financiamentos quando estiverem concluídas as negociações do 10º FED.

Outros países contribuintes foram a Alemanha, com 350 mil dólares (244,7 mil euros), e o Reino Unido, com 280 mil dólares (195,8 mil euros), tendo a Itália e os Estados Unidos avançado com 150 mil dólares (104,8 mil euros) cada.

Estes valores poderão vir a ser aumentados, durante a avaliação do Plano Operacional, havendo a promessa disso mesmo na reunião do conselho de administração que vai gerir o projecto, marcada para 22 de Janeiro próximo em Bissau, em que se prevê a a adesão do Japão a este grupo de doadores.

João Gomes Cravinho citou ainda o Brasil como tendo anunciado apoios, não quantificados, para bolsas de formação de agentes das forças de segurança, o mesmo se passando com Angola, cujo apoio está vocacionado a formação de quadros da Polícia Judiciária, tal como disse à Lusa fonte do governo guineense.

Gomes Cravinho enviou, por outro lado, um «recado» às autoridades de Madrid, ao destacar que a Espanha não avançou com qualquer contribuição para o Plano Operacional, elaborado conjuntamente pelo Escritório das Nações Unidas para a Droga e Crime (UNODC) e pelo governo guineense.

«Há países, como a Espanha, que vão apoiar, mas que ainda não tiveram oportunidade de analisar este plano, e anunciar o seu contributo», lamentou o governante português, que, em declarações à Lusa, se mostrou também «desagradado» com a ausência da Holanda, país que, tal como a Espanha, é um dos principais destinos não só da droga traficada via África como da imigração ilegal.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 26, 2007, 11:42:28 pm
Projecto de 4 M€ para áreas rurais deprimidas

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A reabilitação de infra-estruturas e serviços sociais nos meios rurais deprimidos da Guiné-Bissau vai beneficiar de um programa avaliado em 5,6 milhões de dólares (quatro milhões de euros), em que a sociedade civil terá um papel central.

O Programa de Reabilitação e Desenvolvimento da Comunidade Rural, refere em comunicado o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) da ONU, visa envolver habitantes de comunidades rurais economicamente deprimidas, administração pública, organizações não governamentais e sector privado no «desenvolvimento de iniciativas económicas e sociais para melhorar os rendimentos e condições de vida, simultaneamente reconstruindo as comunidades».
Está prevista a reconstrução de 65 quilómetros de estradas rurais, melhoria de serviços sociais básicos e fortalecimento de organizações de base, e também «realçar o papel dos grupos mais vulneráveis - mulheres e jovens -, na implementação de projectos e gestão dos processos de tomada de decisão a nível comunitário».

Avaliado em 5,6 milhões de dólares (quatro milhões de euros), o projecto conta com um apoio de 4,7 milhões de dólares das Nações Unidas.

O acordo de concessão do apoio foi assinado recentemente em Roma pelo ministro da Agricultura guineense, Daniel Suleimane Embaló, e pelo presidente do FIDA, Lennart Bage.

A restante verba será assegurada pelo governo guineense (800 mil dólares) e por outros participantes (92 mil dólares).

«As actividades do projecto serão desenvolvidas em torno de inovações propostas pelos próprios participantes. O fundo de iniciativa local vai assegurar o financiamento aos participantes que formem parcerias para criar novos projectos de desenvolvimento rural», refere o FIDA.

Estes participantes, adianta, farão parte da direcção do projecto, juntamente com representantes do governo, fornecedores de serviços e representantes de ONG».

Cristiana Sparacino, gestora do programa da FIDA para a Guiné-Bissau, afirma que «o cenário político evoluiu positivamente desde 1999», e que o apoio da comunidade internacional é fundamental para «ajudar a consolidar o novo enquadramento [político e institucional] e activar um processo de crescimento económico há muito adiado».

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 11, 2008, 10:00:08 pm
Analista pede prudência na ligação à Al Qaeda de suspeitos da morte turistas franceses enaltece trabalho da PJ

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O analista político guineense João José "Huco" Monteiro recomendou hoje prudência na ligação à Al Qaeda dos suspeitos da morte dos turistas franceses capturados em Bissau e enalteceu o trabalho desenvolvido pela polícia do país.

"É preciso prudência na interpretação e ligação dos suspeitos ao que quer que seja, mesmo à nebulosa que é a Al Qaeda, até que tudo seja provado pela Justiça. Mas, congratulo-me com a polícia e as forças de segurança do nosso país", afirmou à Agência Lusa "Huco" Monteiro, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau.

Monteiro considerou, no entanto, que a directora-geral da Polícia Judiciária, Lucinda Barbosa Aukarié, "terá melhores informações" para admitir à Lusa que os dois indivíduos detidos poderiam pertencer à Al Qaeda.

"Não sei o que já declararam à polícia. Mas reclamo prudência nessa questão", sublinhou, alertando para o facto de a "conotação Al Qaeda ser facil de se fazer", embora defenda que a Guiné-Bissau é um país onde não existem quaisquer fundamentalismos religiosos.

"Somos um país equilibrado, não temos aqui nem fundamentalismos católicos, protestantes ou muçulmanos. Ainda que estes indivíduos sejam da rede Al Qaeda, se calhar foi por isso que foram capturados na Guiné-Bissau, por não terem encontrado uma comunidade que lhes desse guarida", disse João José Monteiro.

Para o antigo governante, o trabalho da PJ guineense, "que tem a tradição de ter bons agentes", mostra que essa corporação merece ser apoiada pelas as autoridades locais mas também pela comunidade internacional.

"Huco" Monteiro defendeu que as "fragilidades" do Estado guineense, decorrentes da guerra civil de 1998/99 e a "porosidade" das fronteiras do país são elementos que provam a "urgência de um apoio contundente" da comunidade internacional às forças de segurança.

No entanto, o antigo chefe da diplomacia guineense entende que o trabalho que tem sido desenvolvido pela PJ nos últimos tempos, nomeadamente no combate ao narcotráfico "honra o país", apesar as dificuldades que a corporação enfrenta com salários baixos e em atraso e péssimas condições laborais.

"Mas é preciso que se diga que só a boa vontade e a militância desses agentes não chega. É preciso que sejam acarinhados, apoiados e equipados" disse João Monteiro, frisando que as ameaças e as fragilidades próprias do mundo globalizado são cada vez mais reais no país.

"A comunidade internacional tem de conceder meios às forças da ordem para que o Estado exista cada vez mais, com autoridade e eficácia", afirmou "Huco" Monteiro.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 12, 2008, 01:29:03 pm
DGSE participou na prisão dos assassinos mauritanos

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Os dois presumíveis autores do atentado mortal contra quatro turistas franceses, no dia 24 de Dezembro, na Mauritânia, que foram detidos quinta-feira na Guiné-Bissau, foram presos graças a uma operação dos serviços de espionagem franceses.

Fontes próximas dos serviços de informações de França indicaram que a detenção destes dois homens, de nacionalidade mauritana, foi realizada no quadro de «uma vasta operação dirigida por equipas da Direcção-Geral da Segurança Externa» (DGSE, espionagem francesa). Também estiveram associados agentes da polícia judiciária francesa.

Os dois presumíveis assassinos dos quatro franceses, que se presume estejam ligados ao ramo da Al Qaeda no Magrebe, foram capturados na quinta-feira à noite num hotel de Bissau, próximo do aeroporto.

De acordo com a polícia guineense, os detidos admitiram ter feito um atentado contra um grupo de cinco franceses (quatro morreram no ataque) na localidade mauritana de Aleg, a 250 quilómetros a leste da capital, Nuakchot.

Também declararam que não sentiam «nenhum arrependimento» pela sua acção.

As autoridades da Guiné-Bissau autorizaram imediatamente a sua expatriação para a Mauritânia.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 12, 2008, 05:01:11 pm
Extradição dos assassinos mauritanos é impossível

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O constitucionalista guineense Carlos Vamain defendeu hoje que o país não pode extraditar os dois suspeitos de morte de quatro turistas franceses na Mauritânia, por «inexistência de acordos de extradição» entre a Guiné-Bissau e a França ou a Mauritânia.

Segundo Carlos Vamain, antigo ministro da Justiça guineense, não existem quaisquer acordos bilaterais de extradição assinado nem com França nem com a Mauritânia.

O constitucionalista afirmou que a Guiné-Bissau ratificou a convenção da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), mas lembrou que a Mauritânia abandonou esta organização sub-regional.

«Talvez à luz dessa convenção da CEDEAO se pudesse admitir uma extradição, mas tal não é possível porque a Mauritânia saiu dessa comunidade», disse Carlos Vamain, frisando a inexistência de qualquer enquadramento legal para uma eventual extradição dos suspeitos, mauritanos, detidos em Bissau desde quinta-feira passada.

Fontes da Polícia guineense disseram à agência Lusa que existem pressões da parte da França e da Mauritânia no sentido de os dois suspeitos serem extraditados, o mais depressa possível, para um desses países.

As mesmas fontes admitiram que a Mauritânia seria o destino mais provável dos suspeitos que se encontram nas celas da Polícia Judiciária, em Bissau, instalações fortemente guardadas pelos agentes guineenses e franceses.

Em relação à França, Carlos Vamain defendeu que também seria impossível qualquer extradição, uma vez que Bissau e Paris não têm acordos nesse sentido.

Uma eventual extradição seria possível apenas ao abrigo das convenções internacionais de combate ao terrorismo ou crime transnacional, instrumentos recentemente ratificados pelo Parlamento, mas ainda à espera de promulgação pelo chefe de Estado guineense, frisou Vamain.

O constitucionalista sublinhou que mesmo nesse quadro os suspeitos teriam de ser considerados terroristas por um juiz.

A imprensa francesa disse hoje que os detidos deveriam ser extraditados para a Mauritânia.

A Lusa tentou obter explicações das autoridades guineenses sobre esta possibilidade que tem sido comentado em Bissau, mas não obteve sucesso.

A directora-geral da Polícia Judiciária disse estar «muito ocupada com as diligências processuais» do caso.

Fonte da PJ indicou à Lusa que Lucinda Barbosa Aukarié está a defender de forma intransigente que qualquer extradição apenas deve ocorrer após os dois suspeitos serem presentes ao Juiz de Instrução Criminal.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 15, 2008, 09:02:19 pm
PM admite que país é vulnerável a crime organizado

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O primeiro-ministro guineense, Martinho N'Dafa Cabi, reconheceu hoje que o país é vulnerável ao crime organizado mas afirmou que serão tomadas medidas de prevenção contra quaisquer tipos de ameaças terroristas.
O chefe do executivo guineense reagia a questões colocadas por jornalistas relativamente às ameaças feitas contra a Guiné-Bissau por um dos dois suspeitos da morte de quatro turistas franceses na Mauritânia, capturados em Bissau na semana passada e extraditados para a capital mauritana.

«O país é profundamente vulnerável ao crime organizado. Temos de admitir isso», disse Martinho N'Dafa Cabi, sublinhando que as autoridades já admitiram essa situação, há bastante tempo, junto da comunidade internacional.

Ao entrar no avião com destino a Nouakchott, um dos presumíveis autores da morte dos franceses disse que os guineenses «deviam ter cuidado porque isto não ia acabar assim», uma ameaça de retaliação pelo facto de ter sido detido e extraditado para a Mauritânia.

O governo de Bissau reuniu-se hoje em conselho de ministros especializado no âmbito de Defesa e Segurança, tendo tomado «decisões importantes» para a prevenção e combate a quaisquer ameaças terroristas que possam existir contra a Guiné-Bissau, disse Martinho N'Dafa Cabi.

Um comunicado com as medidas preconizadas pelo governo será publicado na quarta-feira.

«Já estamos a precavermo-nos e medidas contra actos de revanchismo serão tomadas», disse o chefe do governo guineense.

Mesmo reconhecendo a vulnerabilidade do país, Martinho N'Dafa Cabi afirmou que as autoridades «não podiam permitir que suspeitos da prática de um crime internacional permanecessem impunes» no território da Guiné-Bissau.

As autoridades da Mauritânia felicitaram as forças de segurança guineenses pela captura e extradição dos dois suspeitos, sublinhando o espírito da Convenção da União Africana de prevenção e combate ao crime organizado.

O primeiro-ministro guineense partiu hoje para Ouagadougou, capital do Burkina-Faso onde, durante uma semana, participa, em representação do Presidente João Bernardo «Nino» Vieira, em duas cimeiras da sub-região africana, uma da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e outra da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 21, 2008, 03:13:32 pm
Moldes de combate ao tráfico vão ser clarificados em reunião internacional

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A forma de gestão, aplicação dos fundos e calendarização de acções são os assuntos a definir na primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau, que decorre terça-feira em Bissau.

A Guiné-Bissau, país considerado internacionalmente pelo representante de uma agência da ONU no Senegal como o "primeiro narcoestado em África", é por onde passa grande parte da droga oriunda da América do Sul com destino à Europa, tendo levado a que, em Dezembro último, Lisboa fosse palco de uma Conferência Internacional sobre o Narcotráfico no país lusófono.

Nessa reunião, os doadores, entre eles Portugal, conseguiram reunir 4,6 milhões de euros para 2008, verba que o primeiro-ministro guineense, Martinho Ndafa Cabi, considerou "suficiente" para, ao longo deste ano, se concretizarem as acções previstas.

Fonte oficial do encontro disse hoje à Agência Lusa que a questão do terrorismo, surgida na Guiné-Bissau no quadro da detenção de dois alegados membros de uma organização com supostas ligações à Al Qaeda, poderá ser debatida entre os participantes, mas fora do âmbito da reunião.

Segundo o director executivo do Escritório das Nações Unidas para as Drogas e Crime (UNODC), Antonio Mazzitelli, actualmente, mais de uma tonelada de cocaína é apreendida por mês nos países da África Ocidental, quando até há poucos anos não havia sequer registo de apreensões.

As estimativas apontam para que um quarto da cocaína consumida na Europa transita pela África Ocidental, sobretudo pela Guiné-Bissau, droga com um valor comercial de perto de 2.000 milhões de dólares (cerca de 1.400 milhões de euros).

O Programa Operacional, destinado a vigorar até 2010 e elaborado pelo UNODC e pelo governo guineense, tem um custo estimado em 19,12 milhões de dólares (13,3 milhões de euros).

O CA, cuja reunião decorrerá da parte da tarde, é presidido pela ministra da Justiça guineense, Carmelita Pires, e integra também delegações dos "parceiros operacionais", representados em Bissau UNODC e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De manhã, o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Bissau, Shola Omoregie, receberá delegações de comunidade internacional para falar sobre os recentes desenvolvimentos do combate ao tráfico de droga na Guiné-Bissau.

Portugal estará representado na reunião por representantes da embaixada em Bissau, do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), da Polícia Judiciária (PJ) e um especialista em Direito Penal, ligado à Faculdade de Direito de Lisboa.

Em 2007, a UNODC e o PNUD financiaram, praticamente na totalidade, a primeira fase do programa em curso, com cerca de 300 mil dólares (209,7 mil euros).

O montante disponibilizado pelos doadores na reunião de Lisboa terá, assim, a garantia das Nações Unidas para uma "boa gestão" dos fundos, tal como assegurou Ndafa Cabi ao comentar os resultados da conferência.

No Programa Operacional, o CA terá também como missão apoiar projectos destinados à reconstrução da Guiné-Bissau, tendo como pano de fundo as reformas em curso nas áreas da Justiça e das Forças de Defesa e Segurança.

Nesse sentido, quarta-feira, um dia depois da reunião, o Parlamento guineense servirá de palco para o lançamento oficial do Programa de Reestruturação e Modernização do Sector da Defesa e Segurança, um polémico projecto em elaboração há vários anos e que foi alvo de diversas alterações e concertações entre governo e militares.

No encontro de Lisboa, em Dezembro, António Mazzitelli fez um diagnóstico crítico sobre a situação do narcotráfico na Guiné-Bissau, defendendo que o país está à beira do "colapso", uma vez que o Estado é "incapaz de assegurar a soberania do território face ao narcotráfico e ao crime organizado".

Segundo aquele responsável da UNODOC, com sede em Dacar, depois de muitos anos de incúria, o país lusófono tornou-se um pólo na rota das drogas entre os países produtores na América do Sul e os mercados da Europa Ocidental.

"Hoje, a Guiné-Bissau está literalmente cercada [pelo crime organizado]. Não tenhamos ilusões. O Estado pode colapsar", avisou então Mazzitelli, afirmando ainda que há oficiais das Forças Armadas suspeitos de colaboração "e até de envolvimento no tráfico de droga".

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 22, 2008, 01:49:43 pm
Combate ao narcotráfico na ordem do dia

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A gestão de fundos e calendarização de acções são os principais temas da primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau, a decorrer na terça-feira em Bissau.
 
A Guiné-Bissau, país já considerado pelo representante de uma agência da ONU no Senegal como o «primeiro narcoestado em África», é por onde passa grande parte da droga oriunda da América do Sul com destino à Europa, situação que levou, em Dezembro último, à realização em Lisboa de uma Conferência Internacional sobre o Narcotráfico naquele país lusófono.

Nessa reunião, os doadores, entre eles Portugal, conseguiram reunir 4,6 milhões de euros para 2008, verba que o primeiro-ministro guineense, Martinho Ndafa Cabi, considerou «suficiente» para, ao longo deste ano, desenvolver as acções previstas.

Fonte oficial do encontro disse à Agência Lusa que a questão do terrorismo, que surgiu da na Guiné-Bissau no quadro da detenção de dois suspeitos do assassínio de quatro franceses na Mauritânia, poderá ser debatida entre os participantes, mas fora do âmbito da reunião.

Os dois homens,entretanto já extraditados para a Mauritânia são acusados de pertencerem a uma organização com supostas ligações à Al Qaeda.

Segundo o director executivo do Escritório das Nações Unidas para as Drogas e Crime (UNODC), Antonio Mazzitelli, actualmente, mais de uma tonelada de cocaína é apreendida por mês nos países da África Ocidental, quando até há poucos anos não havia sequer registo de apreensões.

As estimativas apontam para que um quarto da cocaína consumida na Europa transita pela África Ocidental, sobretudo pela Guiné-Bissau, droga com um valor comercial de perto de 2.000 milhões de dólares (cerca de 1.400 milhões de euros).

O Programa Operacional, destinado a vigorar até 2010 e elaborado pelo UNODC e pelo governo guineense, tem um custo estimado em 19,12 milhões de dólares (13,3 milhões de euros).

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 22, 2008, 07:01:21 pm
Ministério da Justiça recusa comentar alegada presença na capital de outro suspeito do assassínio de franceses

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O Ministério da Justiça da Guiné-Bissau recusou-se hoje a comentar o mandado de captura emitido pelas autoridades mauritanas contra um terceiro suspeito da morte de quatro turistas franceses, alegadamente refugiado em território guineense.

"Na devida altura comentaremos", afirmou o assessor da ministra da Justiça guineense, Constantino Ferreira, no final da primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico no país.

A agência noticiosa PANA noticiou, na segunda-feira, que as autoridades mauritanas emitiram um mandado de captura internacional contra um terceiro suspeito da morte dos turistas franceses na Mauritânia.

A eventual presença na Guiné-Bissau de um terceiro suspeito da morte dos turistas franceses foi comentada pelo director executivo do Escritório da ONU para as Drogas e Crime (UNODC), Antonio Mazzitelli.

Segundo o responsável, os "criminosos movem-se por toda a região, mas também é possível lutar com bons resultados".

"Na Guiné-Bissau há essa capacidade. Não só para lutar contra o narcotráfico, mas também contra o terrorismo", afirmou Mazzitelli.

"É possível, apesar da falta de recursos e equipamentos", sublinhou ainda o director executivo da UNODC.

Lusa


Governo apresenta dentro de duas semanas prioridades no combate a tráfico de droga

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A apresentação, dentro de duas semanas, das prioridades de combate ao narcotráfico em 2008 foi a principal conclusão da primeira reunião do conselho de administração do grupo internacional de combate ao tráfico de droga na Guiné-Bissau.

Segundo o assessor da ministra da Justiça guineense, Constantino Correia, a reunião de hoje serviu para "lançar o conselho de administração", tendo igualmente ficado definido que "dentro de duas semanas serão apresentadas as prioridades de combate ao narcotráfico em 2008".

Questionado sobre quais vão ser as principais prioridades, Constantino Correia esclareceu que passam pela "capacitação institucional, formação de todos os actores nacionais envolvidos no processo e a mudança da Polícia Judiciária para as novas instalações".

O conselho de administração do grupo internacional de combate ao narcotráfico no país, hoje oficialmente apresentado, terá como principais funções gerir e aplicar os fundos doados na conferência de Lisboa contra o tráfico de droga na Guiné-Bissau.

No encontro de Lisboa, a Guiné-Bissau conseguiu reunir 4,6 milhões de euros para combater o flagelo durante este ano.

Fazem parte do conselho de administração, o governo guineense, o Escritório da ONU para as Drogas e Crimes, Programa da ONU de para o Desenvolvimento, o Gabinete da ONU de Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau e os parceiros internacionais.

Participaram no encontro de hoje, a ministra da Justiça, Carmelita Pires, o ministro da Defesa, Marciano Silva Barbeiro, e da Administração Interna, Certório Biote, bem como vários representantes do corpo diplomático acreditado em Bissau e das Nações Unidas.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 24, 2008, 10:06:03 pm
Portugal e Guiné-Bissau assinam Programa-Quadro até Março

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Portugal e a Guiné-Bissau assinam em Fevereiro ou Março o Programa-Quadro da Cooperação Técnico-Militar, disse hoje à Lusa o secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar.

"Deverei ir a Bissau em Fevereiro ou Março para assinar o Programa Quadro, em que queremos, através da Cooperação Técnico-Militar, dar um contributo para a estabilização e reforma do sector de Defesa e Segurança na Guiné-Bissau", disse João Mira Gomes, que falava à Lusa no final da recepção de Ano Novo dada pelo Ministério da Defesa Nacional aos bolseiros africanos e timorenses que estudam em Portugal.

Desde 1990, Portugal já formou em estabalecimentos ligados à área da defesa 5.580 bolseiros dos países africanos de língua portuguesa, a maior parte dos quais são angolanos (2.804).

A segunda nacionalidade mais representada é a moçambicana (1.289), vindo em seguida Cabo Verde (705), Guiné-Bissau (557) e São Tomé e Príncipe (219).

A Cooperação Técnico-Militar (CTM) com Timor-Leste, país a que pertencem os restantes seis bolseiros, iniciou-se somente em 2006.

"A CTM é uma das prioridades na área da acção externa do Ministério da Defesa Nacional e já é assim há mais de 10 anos, com resultados, porque não só temos contribuído para levantar as estruturas das forças armadas dos nossos parceiros, como também temos feito um investimento muito grande na formação, quer na formação de formadores, quer na formação em Portugal, como é o caso dos bolseiros presentes nesta recepção", acrescentou.

João Mira Gomes disse ainda à Lusa que até ao final do ano deverá deslocar-se em visita de trabalho a Moçambique, "para negociar a nova fase do Programa-Quadro".

O último Programa-Quadro com Moçambique caducou a 31 de Dezembro último, mas João Mira Gomes acredita que "alguns ajustamentos" permitirão que se continue a trabalhar na Cooperação Técnico-Militar com aquele país africano.

"A formação é a pedra de toque desta área da CTM. Nós consideramos que é através deste capital humano que podemos fazer a diferença", defendeu.

"E é uma aposta estratégica que fazemos. Já passaram mais de 5.500 bolseiros por Portugal e acho que é através dessas referências que podemos mais tarde ter laços mais estreitos de cooperação entre as estruturas superiores das forças armadas" de cada país, acrescentou.

Dados do MDN referem que no ano lectivo em curso, iniciado em Outubro de 2007, se encontram 109 bolseiros a receber formação em Portugal em estabelecimentos de ensino dos três ramos das forças armadas, Instituto de Estudos Superiores Militares e Instituto de Defesa Nacional.

A Lusa falou com alguns bolseiros, e a tónica geral são as saudades que têm de casa, e, embora reconhecendo as dificuldades de cada um dos cursos que frequentam, coincidem na apreciação positiva que fazem do intercâmbio com camaradas militares de outros países.

Edna Manuel, cadete são-tomense há um ano em Portugal a frequentar a Escola Naval, reconhece que "o mais difícil são as saudades da família" e espera que os quatro anos do curso "passem depressa".

Dos mais antigos em Portugal, o alferes José Mascarenhas, da Força Aérea Angolana, "está muito satisfeito com os níveis de exigência" e considera que a formação que está a receber em Portugal "vale muito a pena".

"Vale muito a pena e o contacto com camaradas de outros países vai ser muito útil, porque no futuro, em eventuais operações conjuntas, é importante o relacionamento que mantemos agora e que nos poderá valer mais tarde", adiantou.

O alferes José Mascarenhas, "em Angola é sub-tenente", tem tido a possibilidade de todos os anos ir visitar a família, mas, reconhece, "há camaradas que não têm essa possibilidade, por falta de dinheiro e devido à organização do curso".

O timorense Pedro Ceunfim, nascido no enclave de Oecussi, em Pante Makassar, está a aproveitar a estada em Portugal para melhorar o domínio da língua portuguesa.

Inicialmente colocado em Mafra, onde tirou o curso de instrutor de Educação Física, está agora em Vendas Novas.

Para João Mira Gomes, a CTM é um "bom exemplo" da cooperação portuguesa, e destaca o facto dos governantes dos países africanos de língua portuguesa, e Timor-Leste, "a continuarem a apontar como uma das áreas prioritárias em que eles querem investir".

"Portanto, penso que continuamos a ter muitos e bons anos para continuar a trabalhar", vincou.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 25, 2008, 05:50:50 pm
Espanha assina domingo acordo de cooperação migratória

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Miguel Angel Moratinos, realiza no domingo uma visita de cerca de quatro horas à Guiné-Bissau para assinar o Acordo de Cooperação Migratória com as autoridades guineenses.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense, Miguel Angel Moratinos chega a Bissau por volta das 10:00 de domingo, estando a assinatura do acordo prevista para as 10:30.

Durante a curta visita a Bissau, o chefe da diplomacia espanhola prevê manter encontros com os ministros da Administração Interna, Certório Biote, Finanças, Issuf Sanhá, e Pescas, Daniel Gomes.

Antes de deixar a Guiné-Bissau, por volta das 13:00, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol participa num cocktail oferecido pelo primeiro-ministro guineense, Martinho N'Dafa Cabi, numa unidade hoteleira da capital.

Espanha reforçou durante o ano de 2007 a sua cooperação com a Guiné-Bissau com o objectivo de controlar a imigração ilegal com destino ao seu país.

Além de algumas ajudas directas ao orçamento guineense, as autoridades espanholas cooperam com Bissau no sector das pescas.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 27, 2008, 03:31:28 pm
Governo guineense e Espanha assinam acordo para combater imigração ilegal

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Os governos da Guiné-Bissau e de Espanha assinaram hoje um acordo de cooperação migratória entre os dois países com o objectivo de controlar a imigração ilegal para território espanhol.

O acordo foi assinado entre o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros guineense, Roberto Cacheu, e o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, durante uma curta visita, de cerca de quatro horas, do chefe da diplomacia de Madrid à Guiné-Bissau.

Segundo o ministro espanhol, o acordo assinado integra elementos na área da segurança, controlo de fronteiras e desenvolvimento económico.

"É um acordo histórico que muda os contornos de combate à imigração ilegal", afirmou o chefe da diplomacia espanhola.

"O acordo integra elementos de segurança, controlo de fronteiras, desenvolvimento económico e contratação de mão-de-obra", explicou Miguel Angel Moratinos.

Segundo o chefe da diplomacia espanhola, as áreas prioritárias do acordo são a segurança "onde logicamente a Guiné-Bissau vive momentos difíceis e precisa do apoio da comunidade internacional".

"Espanha vai tentar aumentar a cooperação na área da segurança, estando previsto para breve a deslocação à Guiné-Bissau da secretária de Estado da Defesa", Soledad Lopez Fernandez, acrescentou o ministro.

A criação de infraestruturas, nomeadamente a construção de estradas, e a luta contra a pobreza são outros dos objectivos prioritários do acordo assinado hoje entre os dois países.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros guineense sublinhou, por seu lado, que a assinatura do acordo "acontece num momento em que a Guiné-Bissau está empenhada em criar as premissas necessárias para a normalidade da vida pública e crescimento económico".

Esse empenho, segundo Roberto Cacheu, passa igualmente pelo combate à imigração ilegal e ao narcotráfico.

"O governo acredita que em 2008 a Guiné-Bissau vai apresentar melhorias efectivas na economia do país", afirmou o secretário de Estado, referindo-se à reestruturação das relações de diálogo com as instituições financeiras internacionais.

Salientou ainda que a assinatura do acordo de cooperação migratória é um "marco importante no desenvolvimento das relações" entre os dois países.

Lusa


E pede a Espanha adesão à agência europeia Frontex

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A Guiné-Bissau pediu hoje ao governo de Espanha a adesão à Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (FRONTEX) para controlar a imigração ilegal e o tráfico de droga no país.

O pedido foi feito pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros guineense, Roberto Cacheu, ao chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Morantinos, no final da assinatura entre os dois países de um acordo de cooperação migratória.

"Manifesto a nossa firme vontade de, no quadro do interesse total do controlo do país, aderir à organização do controlo das fronteiras marítimas e terrestres de que a Espanha é a principal impulsionadora", afirmou o secretário de Estado guineense.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol garantiu, por seu lado, que vai tratar das formalidades para a adesão da Guiné-Bissau à Frontex.

A Agência Frontex foi criada em 2004 com o objectivo de coordenar a cooperação operacional entre os Estados-membros da União Europeia na gestão das fronteiras externas.

Além da cooperação na gestão das fronteiras entre os Estados-membros, a Frontex coopera também com países terceiros de origem e trânsito de imigração ilegal e crime organizado.

A Guiné-Bissau tem sido referenciada por várias organizações internacionais como "placa giratória" do tráfico de droga proveniente da América Latina para a Europa.

A maior parte da droga proveniente da América Latina tem como destino final Espanha, maior consumidor de cocaína, segundo o último relatório da ONU sobre consumo de estupefacientes.

Além do tráfico de droga, a Guiné-Bissau enfrenta também o problema da imigração ilegal, tendo procedido recentemente a várias detenções de "candidatos" à imigração ilegal para território espanhol.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 31, 2008, 05:59:25 pm
Forças Armadas querem produzir etanol

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As Forças Armadas da Guiné-Bissau vão produzir etanol «dentro de poucos anos» ao abrigo de um programa militar, disse hoje o director-geral de produção, modernização e acção social do Ministério da Defesa, Abel da Silva.

A produção deste combustível faz parte de um conjunto de acções programadas no âmbito dos projectos de produção agro-pecuária das Forças Armadas guineenses, indicou Abel da Silva à Agência Lusa, num balanço sobre a visita a três campos agrícolas efectuada pelo ministro da Defesa, Marciano Barbeiro, acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

A produção do etanol é um projecto orçado em cerca de 300 milhões de dólares (202 milhões de euros) e no qual o governo da Guiné-Bissau espera empregar três mil excedentários das Forças Armadas, ao abrigo do programa de reforma, reestruturação e modernização do sector de Defesa e Segurança.

O arranque do projecto apenas está dependente do financiamento da comunidade internacional e do próprio governo guineense, disse Abel da Silva, indicando que até chegar o dinheiro, as Forças Armadas deverão iniciar a produção de arroz, açúcar e aguardente, além da criação de animais.

Para o projecto, o Ministério da Defesa guineense pretende obter um financiamento de cerca de 70 milhões de dólares (47 milhões de euros), disse Abel da Silva.

Segundo este quadro da função pública, a intenção do governo é aproveitar os militares na reserva e os que serão desmobilizados ao abrigo do programa de reforma em actividade produtiva, sobretudo no cultivo do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses.

De acordo com o responsável, as Forças Armadas da Guiné-Bissau consomem anualmente 900 toneladas do arroz importado de países do sudoeste asiático, significando um «grande encargo para o erário público».

«Só o campo agrícola de Salató pode produzir entre 500 a 600 toneladas do arroz por ano, sem contar com os outros campos», afirmou Abel da Silva, que vê na iniciativa uma forma de «aliviar o Estado» nas despesas com os militares.

Para a materialização deste projecto de produção agro-pecuária, o Ministério da Defesa guineense tem já elaborado um programa contando com as experiências das Forças Armadas de Cuba e do Brasil.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 09, 2008, 11:34:02 pm
Enviada da ONU defende que governo local precisa melhorar em diversas áreas

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O governo da Guiné-Bissau precisa de melhorar o seu trabalho em diversas áreas de actividade, disse a enviada ao país da Comissão de Construção de Paz da ONU, Maria Luíza Viotti.

Num comunicado emitido hoje, a ONU disse que a diplomata brasileira tinha informado a organização sobre a sua recente deslocação à Guiné-Bissau, afirmando existir "uma janela de oportunidade" para o envolvimento da comissão no país.

Segundo o comunicado, Viotti disse que o envolvimento da comissão no país surge numa altura em que a Guiné-Bissau está "num ponto de viragem" da sua situação.

A diplomata acrescentou, contudo, que são necessárias "melhorias em diversas áreas, incluindo na segurança, administração fiscal, combate ao tráfico de drogas, treino profissional da juventude e ajuda ao processo eleitoral".

Viotti efectuou, no final do mês passado, uma visita de dois dias à Guiné-Bissau durante a qual esteve com membros do governo, da sociedade civil, do sector privado e de organizações internacionais a operar no país.

Em Dezembro, a Guiné-Bissau tornou-se, a seu pedido, o terceiro país a ser incluído nos trabalhos da Comissão de Construção de Paz, depois do Burundi e Serra Leoa.

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 08:08:43 pm
UE aprova envio de peritos para apoiar combate ao narcotráfico

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A União Europeia aprovou hoje o envio de peritos para a Guiné-Bissau, com o objectivo de apoiar o combate ao narcotráfico, anunciaram fontes comunitárias.

A equipa de peritos, que será formada por pelo menos 15 conselheiros civis e militares, deverá começar a trabalhar na Guiné-Bissau já em Março, apoiando as autoridades guineenses na elaboração de legislação e reforço dos mecanismos de controlo para prevenir o tráfico de drogas.

A missão de peritos da UE tem um orçamento de 5,7 milhões de euros para levar a cabo o seu mandato de 12 meses.

A ideia do envio da equipa de peritos partiu de Portugal, que organizou em Dezembro de 2007, durante o período em que ocupou a presidência da União Europeia, uma mesa-redonda para reunir fundos da comunidade internacional destinados a combater o narcotráfico na Guiné-Bissau.

O governo guineense obteve então 4,6 milhões de euros na Conferência Internacional sobre Narcotráfico na Guiné-Bissau, cerca de um terço do previsto no Plano Operacional, para executar o projecto de combate ao crime organizado.

Lusa
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Enviado por: comanche em Fevereiro 15, 2008, 02:18:46 pm
Guiné-Bissau: Lançada construção de monumento de homenagem aos combatentes guineenses e portugueses


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Bissau, 15 Fev (Lusa) - O presidente do Instituto de Defesa Nacional da Guin��-Bissau, Baciro Djá, destacou hoje a "grandeza do povo guineense" no lançamento da construção de um monumento ao soldado desconhecido e da Casa da Amizade pela Liga dos Combatentes de Portugal.

"Com este acto estamos a assitir a um marco histórico entre o povo de Portugal e da Guiné-Bissau", afirmou Baciro Djá.

"Mais uma vez o povo da Guiné-Bissau mostra a grandeza de um povo que sabe perdoar, que quer desprender-se dos preconceitos da colonização" e manter as fortes relações com Portugal, sublinhou.

Na cerimónia, que decorreu no Ministério da Defesa guineense, estiveram presentes o ministro da Defesa guineense e o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, José Manuel Paes Moreira, bem como outras personalidades ligadas às forças armadas guineense.

"Queremos aqui reafirmar a nossa amizade com Portugal", acrescentou Baciro Djá.

O vice-presidente da Liga dos Combatente de Portugal, general Carlos Camilos, destacou, por seu lado, que o monumento ao soldado desconhecido pretende homenagear os combatentes do passado, do presente e do futuro.

"Este memorial está relacionado com a nossa história passada, recente e futura", sublinhou.

A construção do monumento ao soldado desconhecido e da Casa da Amizade, que disponibilizará aos ex-combatentes e militares várias valências, nomeadamente do sector da saúde, são financiadas pela Liga dos Combatentes portuguesa no âmbito do programa Conservação de Memórias.

O programa prevê igualmente iniciar no próximo mês a identificação e concentração dos restos mortais de antigos combatentes das forças armadas portuguesas que morreram durante a guerra colonial.

A cerimónia acabou entre "vivas" a Portugal, à Guiné-Bissau e aos combatentes de ambas as facções da guerra colonial.

Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 15, 2008, 02:47:42 pm
Citação de: "comanche"
A cerimónia acabou entre "vivas" a Portugal, à Guiné-Bissau e aos combatentes de ambas as facções da guerra colonial.

[/quote]

É sempre bom ver um lampejo de dignidade.
Estão a abrir os olhos: a verdade tarda mas empre chega.
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 15, 2008, 04:56:20 pm
Tem razao Luso a minha mae tambem diz sempre o mesmo.
Cumprimentos
Título: Desabafo
Enviado por: Tilt em Fevereiro 16, 2008, 11:20:21 am
Esta em portugal 1 militar da Guine Bissau a mais de 2 meses a espera k o goverdo do seu país mande o dinheiro para k este volte para casa depois de ter frequentado 1 curso em portugal de mais de 1 ano. So mais 1 axega o referido militar passou em portugal o Natal e o Fim de ano longe da familia e amigos pk na a dinheiro para o levar de volta............
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 16, 2008, 04:57:35 pm
Eu nao sei mas vejo de verdade um futuro negro para a Guine-Bissau. :?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 16, 2008, 08:00:42 pm
Infelizmente a Guiné-Bissau não tem tido dirigentes que saibam orientar o país, muitos quadros formam-se no estrangeiro, mas depois não regressam ao país (pelos menos é essa a ideia que eu tenho) a Guiné tem felizmente muitos recursos naturais, petóleo,  fosfatos, bauxite e outros minérios por explorar, madeiras, turismo (marítimo e ecológico na savana), o potencial agricola é enorme (caju, arroz etc, etc) mar riquissimo em pescado.
Portugal devia fazer um maior esforço para ajudar este país amigo lusófono, as áreas de formação deviam ser prioritárias, entre outras.
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 16, 2008, 09:15:31 pm
Sim mas Portugal para fazer algo na Guine tem que ter estabilidade. :?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: NVF em Fevereiro 17, 2008, 03:32:43 am
Citação de: "pedro"
Eu nao sei mas vejo de verdade um futuro negro para a Guine-Bissau. :?
Cumprimentos


Caro Pedro,

Entao querias um futuro branco para a Guine? LOL
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 17, 2008, 01:05:37 pm
Bem Branco tambem é um abuso. :lol:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 26, 2008, 05:36:57 pm
Guiné-Bissau: Lisboa e Bissau assinam novo programa quadro de cooperação técnico-militar

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Lisboa, 26 Fev (Lusa) - O secretário de Estado da Defesa português chega hoje à tarde a Bissau, para assinar, na quinta-feira, o novo Programa Quadro de Cooperação Técnico-Militar com a Guiné-Bissau, válido para o triénio 2008/2011.

Segundo o programa provisório, na quarta-feira à tarde, João Mira Gomes dará uma conferência de imprensa, em que abordará todos os aspectos da cooperação técnico-militar portuguesa com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe)

Na quinta-feira, ao lado do ministro da Defesa Guineense, Marciano da Silva Barbeiro, o governante português assinará então o Programa Quadro de Cooperação Técnico-Militar.

Em Outubro de 2007, e em declarações à Lusa em Lisboa, Marciano Barbeiro afirmou que as relações de cooperação "estão no bom caminho", adiantando que o acordo a assinar quinta-feira estaria definido até ao final desse ano.

Segundo disse então Marciano Barbeiro, em destaque no acordo estão aspectos ligados à formação dos militares guineense, à criação de um centro de instrução em Cumeré, 30 quilómetros a leste de Bissau, e à reabilitação das estruturas físicas.

O acordo abrange também os apoios ao Instituto de Defesa Nacional (IDN) da Guiné-Bissau e institucional ao Ministério da Defesa guineense.

Na mesma ocasião, Mira Gomes adiantou que, além das negociações então em curso, Portugal, a pedido da Guiné-Bissau, iria enviar uma quantidade importante de material militar - equipamento, fardamento e materiais para a reconstrução de quartéis.

"A parte forte da cooperação continuará a ser o apoio à organização da estrutura superior, tudo o que tem a ver com a arquitectura das Forças Armadas da Guiné-Bissau", sublinhou então à Lusa, aludindo a reestruturação em curso no exército local.

Ainda na mesma altura, Mira Gomes salientou que a cooperação com a Guiné-Bissau, que, disse, "tem sido um pouco prejudicada pela instabilidade política no país", tem duas áreas distintas.

"Uma, tem a ver com a capacitação das Forças Armadas guineense para a participação em operações de paz e queremos contribuir nesse sentido, que é uma estratégia que temos também desenvolvido na CPLP com outros países", avançou.

"Outra tem a ver com a marinha de Guerra. Não só da criação da estrutura da autoridade marítima, como também o desenvolvimento de uma capacidade de fiscalização marítima. São as duas áreas novas onde vamos dar maior importância. Mas continuamos em todas as outras, como nas do ensino, apoio médico, transmissões, logística, onde já trabalhamos há mais tempo", sublinhou.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 27, 2008, 12:37:32 pm
Guiné-Bissau: Antigos combatentes portugueses e guineenses evocam batalha de Guiledje


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Bissau, 27 Fev (Lusa) - Combatentes das forças armadas portuguesas e do movimento de libertação da Guiné-Bissau reúnem-se durante a próxima semana neste país africano para uma evocação do conflito armado em Guiledje, no sul do país.

Entre sábado e sexta-feira da próxima semana, os participantes no Simpósio Internacional de Guiledje visitam o antigo quartel desta localidade, no sul da Guiné-Bissau, e o acampamento Oslvado Vieira, enquanto em Bissau decorrem a partir de segunda-feira debates, distribuídos por vários painéis.

A abertura do simpósio, na segunda-feira, num hotel da capital guineense, conta com a participação do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, que fará uma intervenção, bem como de vários embaixadores, nomeadamente o de Portugal, José Manuel Paes Moreira.

Na terça-feira, vários ex-combatentes portugueses e guineenses vão dissertar sobre o tema "Guiledje e a Guerra Colonial/Guerra de Libertação", num debate moderado por João José Monteiro, reitor da Universidade Colinas de Boé.

A problematização conceptual, a contextualização histórica e a importância historiográfica de Guildedje na guerra é o tema a debater na quarta-feira, dia 5 de Março, numa sessão moderada pelo historiador guineense Leopoldo Amado.

Os efeitos, consequências e implicações político-militares no pós-Guiledje são outros dos assuntos em discussão.

No dia seguinte, quinta-feira, os participantes do Simpósio Internacional de Guiledje vão ouvir depoimentos e testemunhos de veteranos da guerra colonial que ali combateram, num painel moderado pela ministra dos Combatentes da Liberdade da Pátria guineense, Isabel Buscardini.

O Simpósio Internacional de Guiledje termina na sexta-feira, dia 8 de Março, com a participação na cerimónia de encerramento do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho, segundo o programa do evento.

Durante a guerra colonial na Guiné-Bissau, Guiledje foi um ponto estratégico para as duas partes em conflito e fundamental para as forças armadas do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conseguirem ganhar a guerra, através do "Corredor de Guiledje", que lhes permitia o abastecimento de armas e alimentos.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 27, 2008, 10:50:28 pm
Guiné-Bissau: Governante português defende  programa de "Conservação de Memórias" da Liga dos Combatentes

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Bissau, 27 Fev (Lusa) - O secretário de Estado da Defesa português, João Mira Gomes, considerou hoje "pioneiro" o programa de "Conservação de Memórias" a desenvolver pela Liga dos Combatentes de Portugal na Guiné-Bissau.

"Na Guiné-Bissau é um caso pioneiro. Acho uma excelente iniciativa", afirmou Mira Gomes, referindo-se ao programa da Liga dos Combatentes, que pretende dignificar os ex-combatentes portugueses em quatro locais diferentes daquela antiga colónia portuguesa.

O governante português, que falava depois de ter depositado uma coroa de flores no talhão português do cemitério de Bissau, defendeu a necessidade de "um entendimento para partilhar a História", acrescentando que o protocolo é um exemplo para acordos futuros com outros países de língua portuguesa.

O programa de "Conservação de Memórias" da Liga de Combatentes portuguesa foi assinado no final de 2007 com o Instituto de Defesa Nacional guineense.

O programa prevê localizar os restos mortais de 750 ex-combatentes portugueses em vários locais da Guiné-Bissau e concentrá-los nas cidades guineenses de Bissau, Bambadinca, Bafatá e Gabú.

Além disso, prevê a construção de um monumento ao soldado desconhecido guineense e português e da Casa da Amizade entre os dois países, estrutura que dará, nomeadamente, apoio médico a militares.

Questionado sobre as impressões da sua visita oficial à Guiné-Bissau, que termina quinta-feira, o secretário de Estado da Defesa afirmou que tem sido "muito positiva".

"Não podia haver uma maior sintonia entre Portugal e a Guiné-Bissau em relação ao programa-quadro de cooperação militar", disse.

"Sentimos grande vontade e empenho das autoridades guineenses", acrescentou o secretário de Estado.

Na quinta-feira, João Mira Gomes e o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Marciano Barbeiro assinam o quadro de Cooperação Técnico Militar entre os dois países.

O Programa-quadro de cooperação entre os dois países para o triénio 2008-2011 é "baseado em quatro princípios base", nomeadamente ao nível da formação em várias áreas e ensino da língua portuguesa.

O secretário de Estado da Defesa português tem ainda prevista uma audiência com o presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 28, 2008, 10:19:03 pm
Guiné-Bissau: Acordo de cooperação militar é mensagem importante para comunidade internacional - Governo português

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Bissau, 28 Fev (Lusa) - O secretário de Estado da Defesa de Portugal, João Mira Gomes, considerou hoje que a assinatura do programa-quadro de cooperação militar com a Guiné-Bissau é uma mensagem importante para as autoridades guineenses e para a comunidade internacional.

A concretização do programa-quadro é "uma mensagem muito importante para a Guiné-Bissau e a comunidade internacional", afirmou João Mira Gomes, no final da cerimónia de assinatura do acordo.

"A mensagem é que Portugal aposta e confia na Guiné-Bissau", sublinhou, acrescentando que Portugal acredita que o futuro do país será de desenvolvimento, estabilidade e paz.

Para o governante português, a assinatura do programa-quadro de cooperação militar com a Guiné-Bissau, que assinalou o final da visita do secretário de Estado português ao país, "coincidiu com o fim de um ciclo".

"A Guiné-Bissau era o único país com o qual Portugal tem cooperação militar, mas não tínhamos assinado nenhum acordo", explicou o secretário de Estado da Defesa português.

O acordo de cooperação militar entre Portugal e a Guiné-Bissau incidirá, sobretudo, na formação profissional, ensino da língua portuguesa e apoio à Marinha de Guerra do país.

O apoio ao ramo da Marinha foi destacado pelo ministro da Defesa guineense, Marciano Barbeiro, ao referir que 80 por cento do território guineense é "insular e são precisos meios para o controlar".

"A Marinha de Guerra deve estar bem preparada para assumir essas responsabilidades e isso está incluído no acordo de cooperação" assinado com Portugal, afirmou.

Marciano Barbeiro afirmou igualmente que é preciso "coragem" para assumir a história comum entre os dois países para "beneficiar os povos do presente e do futuro".

João Mira Gomes, que regressa ainda hoje a Lisboa, manteve desde a sua chegada a Bissau, na terça-feira passada, encontros com várias autoridades do país e visitou vários projectos da cooperação militar portuguesa.

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Enviado por: comanche em Março 04, 2008, 07:11:35 pm
Guiné-Bissau: Cooperação portuguesa entrega camiões de recolha de lixo e contentores à Câmara Municipal de Bissau

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Bissau, 04 Mar (Lusa) - A cooperação portuguesa entregou hoje à Câmara Municipal de Bissau dois camiões de recolha de lixo, contentores, um veículo automóvel e um motorizado no âmbito do Projecto de Apoio ao Sistema de Resíduos Sólidos Urbanos.

O donativo foi entregue pelo presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), Manuel Correia, que se encontra em Bissau, para uma visita de trabalho até sexta-feira.

"Esta ajuda da cooperação portuguesa para a Câmara Municipal de Bissau vem no seguimento de vários projectos que têm surgido na óptica do desenvolvimento que Portugal acha que deve fazer com os municípios receptores e que neste caso se insere numa área muito importante que é a limpeza dos lixos e a implicação que estes têm para a higiene e saúde pública", afirmou o presidente do IPAD.

O donativo entregue hoje pela cooperação portuguesa faz parte de um projecto global com duração de dois anos no valor de 500 mil euros.

"Nós defendemos que a educação e saúde política são dois factores fundamentais para o desenvolvimento de qualquer sociedade e dada a concentração de população que existe em Bissau nada melhor do que uma colaboração directa com a Câmara Municipal de Bissau" para resolver o problema do lixo, acrescentou o responsável português.

Segundo Manuel Correia, o combate ao problema do lixo passa também por consciencializar os habitantes de Bissau e de todo o país para esta problemática e da importância que pode ter para a saúde e o desenvolvimento.

O presidente da Câmara Municipal de Bissau, Florentino Nanque, agradeceu, por seu lado, o donativo, sublinhando que diariamente a autarquia se confronta com muitas toneladas de lixo.

"Para o combater contamos sempre com estes apoios. Este donativo vai garantir mais higiene e saúde aos guineenses", disse.

O presidente da autarquia da capital guineense apelou ainda aos cidadãos de Bissau para não danificarem os vários contentores que serão espalhados pela cidade para recolha de lixo.

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Enviado por: Luso em Março 04, 2008, 08:36:21 pm
Citação de: "comanche"
Guiné-Bissau: Cooperação portuguesa entrega camiões de recolha de lixo e contentores à Câmara Municipal de Bissau


Ridículo país que não consegue munir-se do mais elementar.
Triste e trágico.
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Enviado por: zocuni em Março 04, 2008, 11:26:23 pm
Citação de: "Luso"
Citação de: "comanche"
Guiné-Bissau: Cooperação portuguesa entrega camiões de recolha de lixo e contentores à Câmara Municipal de Bissau

Ridículo país que não consegue munir-se do mais elementar.
Triste e trágico.


Realmente a situação é caótica e sinceramente não vislumbro como possam arrumar a casa.Também começa a cansar Portugal estar sempre a ajudar e a cooperar e não acontecer nada nesse país,cada vez mais inviável.

Abraços,
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Enviado por: André em Março 05, 2008, 08:48:53 pm
Guiné-Bissau vulnerável à instalação de traficantes

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A Guiné-Bissau é um país abandonado e vulnerável à instalação de traficantes de droga, declarou em Paris o secretário-geral da Organização Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICS).
Koli Kouamé, que falava, na terça-feira, no lançamento do relatório anual da OICS, referiu-se à «rápida instalação de organizações criminosas ligadas à droga na Guiné-Bissau».

«Não se trata de indexar o país, mas de atrair a atenção das suas autoridades e da comunidade internacional sobre a situação em que se encontra», sublinhou Kouamé, citado pela Panapress.

«O Presidente (guineense, João Bernardo »Nino«) Vieira interrogava-se, durante um encontro, porque se fala tanto do seu país. Respondi-lhe que o país está abandonado e tem uma corrupção generalizada. Os traficantes de droga procuram sempre países onde há baixos custos económicos», afirmou Kouamé.

O secretário-geral da OICS preconizou uma abordagem regional na África Ocidental para lutar eficazmente contra o flagelo e defendeu a instauração de um dispositivo sub-regional de cooperação entre os serviços envolvidos nesta luta.

Num outro relatório, este elaborado anualmente pela Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes (JIFE), com sede em Viena, Áustria, refere-se que 25 por cento do total das 200 a 300 toneladas de cocaína consumidas na Europa chegam ao Velho Continente via África Ocidental, nomeadamente através da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, entre outros países.Segundo a Agência Brasil, o território brasileiro é igualmente citado como parte integrante da «nova rota do tráfico mundial de drogas» que sai da América do Sul.

Segundo o documento, divulgado pelo Escritório da Organização das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC), cerca de 60 por cento da cocaína que chega à Guiné-Bissau passa pelo Brasil e 40 por cento vem directamente da Colômbia.

As apreensões de droga na África Ocidental passaram de 33 toneladas em 2005, para 40 toneladas em 2007, um aumento de mais de 20 por cento, refere-se no relatório.

O facto, segundo o representante do UNODC para o Brasil, Giovanni Quaglia, tem a ver com as relações estreitas existentes entre o Brasil e África.

«Por várias razões, tanto comerciais como culturais, o Brasil tem muito intercâmbio com os países de África. Conseguiram-se, assim, apreensões de droga sobretudo na Guiné-Bissau e Cabo Verde oriunda do Brasil», sublinhou.

Entre as recomendações contidas no documento, a JIFE sustenta ser necessário fortalecer a cooperação das autoridades brasileiras com os organismos policiais dos países da África para a investigação e julgamento de todos os envolvidos.

Dados do UNODC mostram que há no mundo 14,3 milhões de consumidores de cocaína.

Em 2006, de toda a plantação mundial de coca, 50% era originária da Colômbia, 33% do Peru e 17% da Bolívia, três países com os quais o Brasil tem fronteira.

Em Dezembro último, o problema da droga na Guiné-Bissau, várias vezes referenciado nos últimos anos por organizações mundiais, foi analisado numa conferência internacional em Portugal, em que foram estabelecidos objectivos e meios financeiros para combater o narcotráfico.

Na ocasião, foram conseguidos 4,6 milhões de euros para financiar a primeira fase do plano de combate ao narcotráfico, elaborado conjuntamente pelo governo guineense e pelo UNODC.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Março 06, 2008, 01:41:28 pm
Guiné-Bissau: Governos português e guineense assinam novo programa de cooperação de 35 milhões de euros


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Bissau, 06 Mar (Lusa) - Os secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal e da Guiné-Bissau assinaram hoje em Bissau o Programa Indicativo de Cooperação (PIC) para os próximos três anos, orçado em 35 milhões de euros.

O PIC, para o período compreendido entre 2008 e 2010, está definido em dois grandes eixos: boa governação, participação e democracia, desenvolvimento sustentável e luta contra a pobreza.

No âmbito destes dois eixos serão desenvolvidos projectos em áreas como a administração do Estado, com apoio aos sectores da segurança, justiça e finanças, cooperação técnico militar, educação e desenvolvimento sócio-comunitário.

"Ao assinarmos hoje o PIC, no montante de 35 milhões de euros, para os próximos três anos estamos a reafirmar a posição tradicional de Portugal como o maior doador bilateral e estamos a dizer à Guiné-Bissau e aos guineenses que devem contar com a amizade e a solidariedade de Portugal para o seu desenvolvimento", afirmou o secretário de Estado português, João Gomes Cravinho.

"Um aspecto muito importante deste programa é que fazemos coincidir as actividades de cooperação com as prioridades das autoridades guineenses e é assim que se deve trabalhar no mundo contemporâneo da cooperação para o desenvolvimento", acrescentou João Gomes Cravinho.

Segundo o secretário dos Negócios Estrangeiros português, a assinatura do PIC é também uma "manifestação de confiança e de optimismo e igualmente uma manifestação de disponibilidade da parte portuguesa para continuar a apoiar as autoridades e o povo da Guiné-Bissau".

"A Guiné-Bissau tem hoje pela frente uma oportunidade muito substancial para que os próximos anos sejam muito melhores que os anos mais recentes e o povo da Guiné-Bissau merece essa melhoria", afirmou João Gomes Cravinho, salientando que a comunidade internacional está com o país.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros guineense, Roberto Cacheu, destacou, por seu lado, o empenho das autoridades guineenses na manutenção da paz e estabilidade do país, sublinhando que o governo que sair das próximas legislativas terá o compromisso de as manter.

Roberto Cacheu agradeceu igualmente o empenho das autoridades portuguesas junto da comunidade internacional.

João Gomes Cravinho iniciou quarta-feira uma visita oficial à Guiné-Bissau, que termina sexta-feira, para assinar o PIC e participar na sessão de encerramento do Simpósio Internacional de Guiledje, sobre a disputa deste ponto estratégico durante a guerra colonial.

Paralelamente, o secretário de Estado português tem mantido encontros com vários ministros da Guiné-Bissau, nomeadamente das Finanças, Negócios Estrangeiros e Justiça.



Espero que o dinheiro seja aplicado no desenvolvimento do país e não caia no bolso de corruptos.
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Enviado por: comanche em Março 17, 2008, 07:06:41 pm
Guiné-Bissau: Cipriano Cassamá, antigo líder parlamentar do PAIGC, apresenta candidatura à liderança do partido

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Bissau, 17 Mar (Lusa) - Cipriano Cassamá, antigo líder parlamentar do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), apresentou hoje a sua candidatura à presidência do partido, a disputar no próximo congresso previsto para o início de Abril.

A candidatura de Cipriano Cassamá à liderança do PAIGC é a terceira a ser apresentada, depois do antigo presidente interino do país Malam Bacai Sanhá e do actual líder do partido, Carlos Gomes Júnior, já terem formalizado as suas.

Hoje, perante várias dezenas de militantes do partido, Cipriano Cassamá prometeu que se ganhar vai "pôr fim ao longo processo de degradação e de empobrecimento da vida interna do PAIGC".

"Não é este o PAIGC que devemos ter, porque a Guiné-Bissau precisa do partido no poder e como tal tem de ganhar as próximas eleições", salientou.

Segundo Cipriano Cassamá, o "PAIGC tem de dar aos seus militantes uma perspectiva clara do que quer fazer à Guiné-Bissau e ao povo guineense sempre que estiver no poder".

"Lutar para conquistar o poder não chega, o PAIGC tem que voltar a ser um partido ambicioso, com qualidade e com ambição de desenvolvimento", sublinhou.

O antigo líder parlamentar do partido disse também que a sua candidatura pretende a pacificação e reconciliação do partido e "pôr fim à longa crise interna que fez do PAIGC um partido permanentemente doente".

No seu discurso, Cipriano Cassamá criticou ainda Malam Bacai Sanhá, considerando que a sua carreira política acabou.

"Malam Bacai Sanhá acabou e como líder não poderá ajudar o PAIGC porque se tornou num ponto de desunião do partido e não representa unidade e luta", disse.

Em relação a Carlos Gomes Júnior, Cipriano Cassamá considerou que deixou de ser "factor de unidade e reconciliação nacional no seio do partido", sublinhando que tem perdido todas as batalhas que visam voltar a unir a maior formação partidária da Guiné-Bissau.

Após sucessivos adiamentos, o VII Congresso do PAIGC deverá decorrer entre 03 e 06 de Abril, em Gabu, a segunda maior cidade da Guiné-Bissau.

Baciro Djá, actual presidente do Instituto de Defesa Nacional e responsável pelo comité coordenador do processo de reforma das forças de defesa e segurança do país, também já manifestou a intenção de se candidatar à liderança do PAIGC, devendo ainda esta semana apresentar publicamente a sua candidatura.

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Enviado por: comanche em Março 17, 2008, 07:08:46 pm
Guiné-Bissau: Cidadãos "torcem nariz" a pagamento Imposto para Democracia e Desenvolvimento

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Bissau, 17 Mar (Lusa) - Os cidadãos guineenses estão a "torcer o nariz" à forma, objectivo e montantes fixados recentemente pelo parlamento para o Imposto para a Democracia e Desenvolvimento (IDD), manifestando pouca confiança nas intenções dos políticos.

Em declarações à Agência Lusa, vários guineenses, funcionários públicos e trabalhadores por conta própria, expressaram dúvidas em relação ao IDD, sobretudo no que diz respeito à forma como os fundos serão repartidos, guardados e geridos.

O parlamento aprovou, na semana passada, por unanimidade, o regresso do pagamento do imposto de 2 000 francos cfa (cerca de três euros) por ano pelos cidadãos guineenses residentes no país e que tenham entre os 18 e os 60 anos.

A receita do imposto reverterá em 50 por cento para financiamento de acções sociais nas áreas da saúde, educação e construção de infra-estruturas.

São isentos de pagar o IDD certas categorias de alunos, os doentes e os incapacitados devidamente comprovados.

"Quem nos garante que os fundos serão bem geridos. Quem é que nos pode garantir que não serão utilizados em proveito próprio?", questionou Aliu Cissé, professor numa escola de Bissau.

Para este professor os cidadãos estão desconfiados dos políticos porque, frisou, o país "é um mau exemplo em termos de gestão de fundos".

"Se todos os dias ouvimos que fundos públicos são delapidados sem que ninguém seja punido, como podemos acreditar que vão gerir bem os impostos que vamos ter de pagar?", perguntou o professor Cissé.

Carlitos Bigna, um mecânico que trabalha por conta própria em "biscates" diz que pagar o Imposto para a Democracia e Desenvolvimento "até não é problema", a dúvida reside nos benefícios que os cidadãos irão ter.

"Será que teremos, na realidade, água, luz, escolas, estradas e assistência sanitária como nos outros países? Se assim for não haverá problema em pagarmos o imposto", defendeu.

A mesma preocupação foi levantada por Carlota Mendes, estudante universitária:

"O imposto é boa coisa, mas o povo não confia nessa gente", alusão aos políticos que a estudante diz ser "gente que gosta muito de dinheiro".

Augusto Futana é funcionário na INACEP (Imprensa Nacional). Para ele há funcionários que não vão poder pagar o imposto agora aprovado pelo parlamento já que não recebem os salários há largos meses.

"Fixaram o imposto em dois mil francos CFA por ano, mas há funcionários, como é o meu caso, que não vão poder pagar porque não recebem salários há 60 meses" na Imprensa Nacional, disse Futana.

O taxista Carlos Bolama, ex-emigrante em França, não concorda com a forma determinada pelos deputados para a repartição dos fundos provenientes da cobrança do IDD.

Para este taxista, não faz sentido que 50 por cento dos fundos colectados sejam canalizados para o Tesouro Público. Bolama defende que o IDD devia "ficar onde foi colectado", neste caso nas regiões.

O pagamento de impostos e taxas sempre foi motivo de discussão entre os cidadãos guineenses que não escondem a sua desconfiança quanto à utilização dos fundos.

O parlamento reintroduziu o IDD 12 anos após ter abolido o Imposto para a Reconstrução Nacional, também designado Imposto da Cabeça, que começou a ser cobrado logo após a independência.

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Enviado por: comanche em Março 19, 2008, 09:35:20 pm
Guiné-Bissau: Exumados restos mortais de dez antigos combatentes portugueses


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Bissau, 19 Mar (Lusa) - A exumação dos restos mortais de dez antigos militares portugueses que combateram na Guiné-Bissau terminou terça-feira em Guidaje, no norte do país, disse hoje à Agência Lusa o vice-presidente da Liga dos Combatentes, general Lopes Camilo.

"Os restos mortais dos dez antigos combantentes estão, neste momento, a caminho de Bissau", afirmou o general português, explicando que vão ser colocado num local com dignidade.

"A equipa técnica está a chegar hoje e conseguimos antecipar o calendário previsto da actuação e regressaremos a Lisboa sexta-feira", acrescentou.

A equipa técnica, composta por quatro antropólogos, uma arqueóloga e um operador de radar (geofísico), esteve no terreno desde sábado para localizar e recolher os restos mortais dos antigos combatentes, faltando agora a sua identificação.

Questionado sobre o local onde os restos mortais daqueles combatentes serão sepultados, o general Lopes Camilo explicou que Portugal tem "três talhões no cemitério municipal de Bissau".

"Estamos também a iniciar os trabalhos de restauro da capela do cemitério onde será criada uma ala com um ossário, onde serão depositados todos os restos mortais de antigos combatentes trasladados para Bissau", acrescentou.

Segundo o vice-presidente da Liga dos Combatentes, na Guiné-Bissau existem mais de 700 militares portugueses sepultados, no entanto "uma percentagem muito significativa deste número vai ser difícil de localizar".

Como exemplo, o general Lopes Camilo explicou que em Guidaje havia informação da existência de 31 corpos de antigos combatentes e só foram encontrados dez corpos.

A recolha de restos mortais de antigos combatentes portugueses na Guiné-Bissau faz parte de um programa iniciado pela Liga dos Combatentes na Guiné-Bissau, denominado "Conservação de Memórias", que prevê localizar, identificar, concentrar e dignificar os militares mortos ao serviço de Portugal.

No âmbito deste programa, está também previsto a construção de uma casa de convívio e apoio a antigos combatentes em Bissau e do monumento ao soldado desconhecido.

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Enviado por: Lancero em Abril 13, 2008, 04:47:14 pm
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Guiné-Bissau: Polícias da Intervenção Rápida executam agente da PJ guineense por vingança, directora PJ apresenta demissão  



    Bissau, 13 Abr (Lusa) - Vários agentes da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) guineense mataram hoje por vingança um elemento da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, detido na PJ por ter assassinou duas pessoas, entre as quais um polícia da PIR, no sábado à noite.  

 

    Hoje de manhã, os colegas do agente do PIR assassinado sábado à noite durante uma rixa com o elemento da Polícia Judiciária, entraram nas instalações da PJ, em Bissau, onde se encontrava detido o agente da PJ autor dos disparos, retiraram-no da cela e levaram-no para fora das instalações.  

 

    Horas depois, os agentes do PIR trouxeram o cadáver do agente da PJ, tendo-o depositado no pátio das instalações daquela polícia.  

 

    Ao retirarem o PJ da cela os homens da PIR arrombaram todas as portas da prisão, o que permitiu a fuga de todos os presos que se encontravam no estabelecimento, um dos poucos que ainda tem condições para albergar pessoas detidas.  

 

    A directora-geral da PJ, Lucinda Barbosa Aukarié, descontente com a situação devido à "vulnerabilidade" das instalações da corporação que dirige, disse que vai colocar o seu cargo à disposição da ministra da Justiça, Carmelita Pires.  

 

    Neste momento, decorrem conversações entre Lucinda Barbosa e elementos do governo no sentido de demover a directora-geral da PJ de apresentar demissão.

 

 
    A reunião decorre nas instalações da PJ entre Lucinda Barbosa, a ministra da Justiça e o secretário de Estado da Cooperação Internacional, Roberto Cacheu, na presença de um elemento do gabinete das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (Unogbis).  

 

    A Agência Lusa viu quando Lucinda Barbosa deu ordens ao seu motorista para retirar todos os seus objectos pessoais do gabinete.  

 

    A rixa que deu origem a todos estes acontecimentos ocorreu sábado à noite num bairro de Bissau entre o agente da PJ agora assassinado e um agente da PIR.  

 

    No tiroteio que se seguiu à discussão, alegadamente por causa de um cão, duas pessoas morreram, o agente da PIR e um civil, e outro civil ficou gravemente ferido, disse hoje à Agência Lusa uma fonte policial.  

 

    O ferido grave encontra-se internado no hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau.  
 

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Guiné-Bissau: Agente da PJ executado com três tiros por polícias, corpo

apresentava sinais de tortura - fonte policial    

   Bissau, 13 Abr (Lusa) - O agente da Polícia Judiciária da guineense  executado hoje por membros das forças de intervenção rápida da Polícia de  Ordem Pública (POP) foi morto com três tiros e o corpo apresentava sinais  de tortura, disse à Lusa fonte policial.  

 

   "O corpo apresentava sinais de tortura e três tiros, sendo um deles  no coração", referiu a mesma fonte.  

 

   Vários agentes das forças de intervenção rápida mataram hoje por vingança  um elemento da Polícia Judiciária (PJ) guineense, detido sábado à noite  por aquela força judicial por ter assassinado duas pessoas, entre as quais  um polícia da força de intervenção rápida.  

 

   Hoje de manhã, os colegas do agente assassinado sábado invadiram as  instalações da PJ, em Bissau, onde se encontrava o detido e retiraram-no  da cela, tendo-o depois morto e entregue o cadáver.  

 

   "A PJ procedeu conforme a lei", afirmou a fonte policial, sublinhando  que "deteve o agente, que estava fora de serviço".  

 

   "A PJ estava a prosseguir com uma investigação normal no caso de homícidio,  com o suspeito já detido", acrescentou.  

 

   "Mesmo sendo agente da PJ, como estava fora de serviço e como agiu como  civil, foi detido", sublinhou a mesma fonte.  

 

   Questionado sobre os acontecimentos ocorridos hoje de manhã nas instalações  da PJ, a fonte esclareceu que o comissário-geral da POP ameaçou hoje a directora-geral  da PJ e os seus agentes, afirmando que lhes ia tirar as armas.  

 

   "Passados cerca de cinco minutos entraram mais de 20 elementos de intervenção  rápida da POP, todos armados, que ocuparam as instalações da PJ", disse,  sublinhando que os polícias bateram em alguns agentes da PJ, ameaçaram prisioneiros  e arrombaram todas as celas a tiro.  

 

   "Depois de terem arrombado as celas todas, levaram o agente da PJ detido,  que passado umas horas deixaram já cadáver numa valeta em frente às instalações  daquela polícia", acrescentou.  

 

   Depois disto, disse a fonte, ainda procuraram a directora-geral da PJ,  que foi protegida por outros agentes e impedida de sair do gabinete.  

 

   Outras fontes contactadas pela Lusa afirmaram que o primeiro-ministro  da Guiné-Bissau, Martinho N'Dafa Cabi, terá dado ordens para todos os elementos  da força de intervenção rápida envolvidos na invasão das instalações da  PJ serem detidos, contudo, ainda não há informação oficial.  

 

   A ministra da Justiça, Carmelita Pires, e o ministro da Administração  Interna, Certório Biote, dão segunda-feira uma conferência de imprensa conjunta.  

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Guiné-Bissau: Execução de agente da PJ por polícias mostra "anarquia total" nas forças de segurança - Liga Direitos Humanos  



    Bissau, 13 Abr (Lusa) - A execução de um agente da PJ por elementos da força de Intervenção Rápida da Guiné-Bissau após um assalto às instalações da Polícia Judiciária mostra a "anarquia total" existente nas forças de segurança, disse um activista dos direitos humanos.  

 

    Os incidentes ocorreram horas antes da chegada da missão da União Europeia para reformar o sector das forças de segurança.  

(...)
Título: Portugal recusa liderar missão da UE na Guiné-Bissau
Enviado por: Lightning em Junho 04, 2008, 11:09:00 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg219.imageshack.us%2Fimg219%2F4272%2Fguinmg5.th.jpg&hash=10dae78c17cf1e3bcc88e4a3aadb00c3) (http://http)
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 04, 2008, 11:54:01 am
A Guiné-Bissau é um ninho de víboras.
Pergunto-me da eficácia dessa missão da UE[/i]
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 05, 2008, 12:00:32 am
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Arsenal do Alfeite apoia a Marinha da República da Guiné-Bissau
 

Durante o mês de Abril permaneceram em Bissau dois técnicos especializados das áreas de mecânica e de electrotecnia do Arsenal do Alfeite, que prestaram apoio a dois navios da Marinha da República da Guiné-Bissau, as lanchas de fiscalização “Cacine” e “Cacheu”, maioritariamente envolvidas na fiscalização da pesca.
 
Tratou-se de uma missão realizada no âmbito da Cooperação Técnico Militar (CTM) acordada entre os dois países, tendo os técnicos do Arsenal do Alfeite sido acompanhados pelo Director Técnico do projecto CTM na vertente Marinha. Esta deslocação foi antecedida do envio para Bissau de um conjunto significativo de peças sobresselentes e de outro material necessário às intervenções técnicas.

Na presente missão, a “Cacheu” foi alvo de maior atenção, tendo sido feita uma revisão bastante profunda aos sistemas de propulsão, ao sistema eléctrico, incluindo os grupos geradores, e às ajudas electrónicas à navegação. No final, efectuaram-se provas de navegação que contaram com a presença do Chefe do Estado-Maior da Marinha da República da Guiné-Bissau, do Embaixador de Portugal em Bissau e de diversos órgãos de comunicação social.

Esta missão dá continuidade a outras idênticas que se têm realizado com regularidade e que permitem repor a operacionalidade da “Cacine” e da “Cacheu”, lanchas patrulha de 20m, construídas no Arsenal do Alfeite em 1994, muito importantes para a salvaguarda dos interesses económicos da República da Guiné-Bissau no sector da pesca.

Mantém-se permanentemente aberta nestas missões a possibilidade de dar formação a elementos locais, no sentido de ser possível melhorar a taxa de operacionalidade destas unidades.

Prevê-se uma nova missão  de técnicos do Arsenal do Alfeite até ao final do corrente ano.
 
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.marinha.pt%2Fextra%2Frevista%2Fra_jul2008%2Fpag25_3.jpg&hash=26bde814b6a40a6156cc9ca1beb6bc0e)


 :arrow: http://www.marinha.pt/revista/index.asp ... fault.html (http://www.marinha.pt/revista/index.asp?revista=ra_jul2008/default.html)
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Enviado por: André em Agosto 04, 2008, 12:44:35 am
Costa do Ouro passou a ser a Costa da Coca ...

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A ONU chama a atenção para o facto de a antiga Costa do Ouro, na África Ocidental, se ter transformado na Costa da Coca, e adverte para o risco de este país ficar refém dos cartéis da droga e do crime, em conluio e com a cumplicidade de forças corruptas do Governo e do Exército

País é placa giratória para a cocaína

Esta semana, duas denúncias voltaram a chamar a atenção para a Guiné-Bissau e para a fortíssima possibilidade de o país de Amílcar Cabral estar em vias de se transformar num narcoestado.

O procurador-geral da República, Luís Manuel Cabral, afirmou estar a ser vítima de "ameaças de morte", devido à investigação que pretende descobrir o conteúdo da carga de dois aviões retidos em Bissau, apontando o dedo a "políticos e militares que não querem que a investigação avance".

António Maria Costa, italiano director executivo do departamento da ONU de combate à droga e ao crime, escreveu, no Washington Post, que "a Guiné-Bissau pode ficar refém dos cartéis da droga, em conluio com forças corruptas no Governo e com os militares".

Costa acrescenta que o combate é dificultado pela "inexistência de radares, de barcos de intercepção e mesmo de veículos por parte das polícias locais". E realça, "em alguns casos não há sequer prisões para colocar os detidos".

As duas denúncias não chamam a atenção para um problema nascente, mas já para um já instalado, estando hoje adquirida a visão de uma Guiné- -Bissau transformada em importante ponto de escala no transporte de cocaína da América do Sul para a Europa, aproveitando os traficantes as severas dificuldades guineenses, a não existência de estruturas estatais mínimas, a falta de meios de vigilância e intervenção, o amplo e carente campo de recrutamento e a proximidade do continente europeu.

Numa recente publicação, ligada ao departamento da ONU de combate à droga e à violência, refere-se que "depois da fome europeia por escravos, no século XIX, que devastou a África Ocidental", assiste-se actualmente "ao apetite europeu por cocaína, que pode estar a fazer o mesmo".

O documento acrescenta que "a antiga Costa do Ouro está a transformar-se na Costa da Coca", em resposta à dependência da Europa, não sendo calculável a dimensão actual do tráfico, mas admitindo-se que pelo menos "50 mil toneladas de cocaína passam, por ano, pela região, aproveitando a fragilidade dos estados locais e onde é fácil corromper e criar ligações".

Apesar de denúncias, avisos, apelos, encontros, cimeiras, relatórios, promessas de ajuda, apesar até da repetida indignação de personalidades que juram que "a Guiné-Bissau não é, nem será, um narcoestado", a verdade actual da Guiné-Bissau revela- -se, em boa parte, à luz do dia.

Enquanto improváveis ricos se passeiam em luxuosos todo-o-terreno, habitam casas de estilo latino, têm telefones-satélite e outras avançadas tecnologias, as autoridades e pessoal de investigação criminal confrontam-se com a falta de tudo, de computadores a combustível, de viaturas até um simples centro de detenção, passando por falta até de papel e esferográficas para não falar de novo nos ordenados em atraso e que nunca se sabe quando vão ser pagos.

E, no entanto, a Guiné-Bissau tem conseguido realizar acções de apreensão de droga e de intervenção em áreas suspeitas, como aconteceu com a imobilização recente de duas aeronaves e a detenção de tripulantes venezuelanos, caso que, porém, parece erguer inultrapassáveis e nada estranhas dificuldades, com a investigação impedida de ter sequer acesso ao conteúdo da mercadoria transportada.

Uma concertada política de ameaças e ofertas tenta forçar o recuo das investigações nas áreas ligadas ao tráfico e no extremo uma decisão final que corresponda à velha ideia de que se não é possível vencer aqueles que se tenta combater, então o melhor será uma aliança com eles.

E esses "eles", segundo as mais diversas organizações atentas ao fenómeno, são os que "não querem que as investigações se desenvolvam, altas figuras da política, das forças armadas e de segurança"...

DN
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Enviado por: André em Agosto 07, 2008, 05:27:04 pm
União Europeia segue de perto acontecimentos mas não toma posição

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A União Europeia está a "seguir de perto" a situação na Guiné-Bissau mas estima que, por enquanto, não é necessário tomar qualquer posição na sequência da mudança de governo no país.

Fonte comunitária disse hoje à Agência Lusa, em Bruxelas, que os 27 estão a "seguir de perto" a evolução política e aguardam pelos próximos desenvolvimentos na sequência da dissolução na terça-feira do parlamento e mudança de governo.

A União Europeia lançou em Junho passado uma Missão para Reforma do Sector da Segurança (RSS) na Guiné-Bissau que é chefiada pelo general espanhol Juan Esteban Verastegui.

A equipa de peritos que se encontra em Bissau é constituída por conselheiros civis e militares que estão a apoiar as autoridades guineenses também na elaboração de legislação e reforço dos mecanismos de controlo para prevenir o tráfico de drogas.

O governo do primeiro-ministro Martinho N'Dafa Cabi foi exonerado na terça-feira pelo Presidente "Nino" Vieira após a dissolução do parlamento no mesmo dia, em consequência de uma "grave crise política motivada pela crispação entre os órgãos de soberania", lê-se no decreto presidencial.

Para o lugar de primeiro-ministro foi empossado na quarta-feira Carlos Correia, militante da chamada "velha guarda" do PAIGC, para liderar um governo de gestão até as eleições legislativas, marcadas para 16 de Novembro.

Com a posse de Carlos Correia foi iniciado o processo para a constituição do novo executivo.

Lusa
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Enviado por: PereiraMarques em Agosto 09, 2008, 03:19:32 pm
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Principal mentor da operação, almirante Bubo Na Tchuto, detido

Fracassado golpe de Estado na Guiné-Bissau

08.08.2008 - 20h39 AFP, PÚBLICO

A tentativa de golpe de Estado na Guiné-Bissau acabou fracassada, depois do principal mentor da operação, o almirante José Américo Bubo Na Tchuto, ter sido denunciado às autoridades e detido, anunciou hoje o Estado-Maior General das Forças Armadas do país.

“Frustrámos uma tentativa de golpe de Estado que deveria ter sido lançado na noite de quarta para quinta-feira por um grupo de oficiais dirigidos pelo almirante José Américo Bubo Na Tchuto, Chefe de Estado-Maior da Marinha Nacional”, avançou o coronel Arsénio Balde, porta-voz do Exército guineense.

Segundo o militar, Bubo Na Tchuto está sob prisão domiciliária a aguardar um interrogatório sobre as circunstâncias em que se preparou o golpe de Estado e eventuais cúmplices que tenha tido no seu planeamento e tentativa de execução.

“Na quarta-feira, o almirante Bubo Na Tchuto contactou por telefone vários oficiais superiores para que se juntassem a si na destituição do Presidente [da República, João Bernardo “Nino” Vieira]. Foram esses oficiais que informaram o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, o general Tagmé Na Waié, que ordenou a sua detenção”, adiantou ainda o porta-voz.

Um militar que falou sob condição de anonimato à AFP adiantou que o “almirante tentou ontem sair de Bissau para se descolar para Mansoa”, a 60 quilómetros da capital, onde está situada uma unidade de elite do Exército. Porém, Bubo Na Tchuto acabou por ser interceptado e detido.

A tentativa de golpe de Estado segue-se à dissolução do Governo do país e à exoneração do seu primeiro-ministro, Martinho N'Dafa Cabi, na sequência de grave crise constitucional que era patente desde que, no dia 25 de Julho, o histórico PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e das Ilhas de Cabo Verde) se retirou do Governo de Unidade Nacional, deixando em dúvida o que é que iria acontecer até às eleições legislativas previstas para 16 de Novembro.

Após consultar “todos os partidos políticos, a sociedade civil e o Conselho de Estado” e de se ter chegado a “um amplo consenso, o Presidente da República decidiu dissolver a Assembleia Nacional”.


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Enviado por: André em Agosto 14, 2008, 05:35:47 pm
Guiné-Bissau corre risco ter governo financiado por droga

A Guiné-Bissau corre o risco de vir a ter um poder político financiado pelo narcotráfico, o que desvirtuará os princípios da democracia, alertou hoje o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins.
"Esse risco é claro, temos receio que isso venha a acontecer. Existe o perigo do dinheiro da droga poder vir inverter a lógica de uma democracia sã", afirmou Luís Vaz Martins, em declarações à Lusa, em Bissau.

Para o presidente da LGDH, "a questão do narcotráfico é muito importante, existindo o receio de que esse dinheiro venha a influenciar o poder político".

Aludindo a suspeitas anteriores de financiamentos políticos do narcotráfico, Luís Vaz Martins manifestou-se preocupado com o que poderá acontecer nas eleições de 16 de Novembro.

Em Maio, o então primeiro-ministro Martinho N'Dafa Cabi foi ouvido pela Procuradoria-Geral da República depois de ter afirmado publicamente que pessoas na Guiné-Bissau enriqueceram com negócios da droga e indicou ter um "dossier" sobre factos relacionados com o narcotráfico que envolviam figuras ligadas ao Estado guineense.

A 31 de Julho, a ministra da Justiça, Carmelita Pires, denunciou ter sido ameaçada de morte, através de chamadas anónimas de telemóvel, se não se afastasse das investigações ao tráfico de droga no país e alertou que a Guiné-Bissau "corre sérios riscos" de se transformar num narco-Estado.

Luís Vaz Martins disse estar consciente de que "pode haver uma fronteira enorme entre o que se diz e a realidade", mas salientou que a Guiné-Bissau "é um meio pequeno e, normalmente, o que se diz nos bastidores acaba depois por se confirmar que é verdade".

"Este é um problema real", afirmou, recordando a situação do avião recentemente apreendido no Aeroporto de Bissau, que se suspeita que possa ter sido utilizado para transporte de droga.

"Aquele avião, que fontes oficiais dizem que trouxe medicamentos, não trouxe medicamentos nenhuns. A nossa convicção é que é droga, até porque o próprio piloto já tinha um mandado internacional por ter anteriormente transportado droga", afirmou o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos.

Para Luís Vaz Martins, "quando um país permite que aterre no seu aeroporto internacional um avião para descarregar droga, isso quer dizer que o controlo da situação está nas mãos de pessoas ligadas à droga".

A Guiné-Bissau é referenciada por organizações internacionais, incluindo a ONU, como placa giratória do tráfico de droga proveniente da América Latina para a Europa.

Um relatório recente da Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes (JIFE), com sede em Viena, Áustria, refere que 25 por cento do total das 200 a 300 toneladas de cocaína consumidas na Europa chegam ao Velho Continente via África Ocidental, nomeadamente através da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, entre outros países.

Numa declaração aprovada a 25 de Junho, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reiterou a sua "preocupação com a ameaça aguda constituída pelo tráfico de drogas e crime organizado à consolidação da paz na Guiné-Bissau".

Lusa
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Enviado por: André em Agosto 20, 2008, 07:25:29 pm
Juiz ordenou libertação suspeitos tráfico droga

Quatro pessoas que se encontravam detidas na Guiné-Bissau, suspeitas de ligação com o tráfico de droga, foram libertadas mas um venezuelano que tinha contra si um mandado de captura internacional continua na prisão, disse hoje à agência Lusa fonte policial.

De acordo com Lucinda Barbosa Aukarié, directora-geral da Policia Judiciaria (PJ) guineense, a ordem de libertação dos quatro suspeitos foi dada terça-feira à tarde, por um juiz de Instrução Criminal que deu provimento ao pedido dos advogados de defesa dos detidos.

«A Policia Judiciaria só teve conhecimento de que as pessoas estão em liberdade quando recebeu o mandado de soltura, numa altura em que os suspeitos já se encontravam em liberdade», disse a directora-geral da PJ.

«Os suspeitos foram levados para audiências com o juiz de Instrução Criminal e nunca mais voltaram às nossas celas. Foi o que aconteceu», disse.

Lucinda Babosa afirmou ainda que a corporação que dirige não tomou conhecimento dos procedimentos que levaram a libertação dos quatro suspeitos, mesmo assim, ressaltou, teve que cumprir as ordens do juiz de Instrução Criminal.

Contactado pela Agência Lusa, o advogado Pedro Infanda, que representa alguns dos elementos envolvidos neste processo, afirmou que foram três as pessoas que foram libertadas.

Segundo Infanda, apenas continua na prisão o cidadão venezuelano que tem contra si um mandado de captura internacional emitido pelas autoridades do México, sob a acusação de ter transportado 5,5 toneladas de cocaína para aquele país.

O cidadão em causa dá pelo nome de Guerra Carmelo Vazquez, comandante da aeronave apreendida no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, de Bissau sob suspeita de tráfico de produto ilícito, que segundo a polícia seria droga.

«Até aquele que tinha o mandado de captura internacional (Guerra Carmelo Vazquez) também foi posto em liberdade, portanto não são três (como diz o advogado de defesa) mas sim quatro», precisou a directora-geral da PJ, anunciando para breve um posicionamento oficial da polícia sobre o assunto.

Para o advogado Pedro Infanda, o juiz acabou por aceitar os seus argumentos para a defesa dos suspeitos, na medida em que o processo que conduziu a sua detenção «está cheio de vícios».

«Cabia ao Ministério Público apresentar o ónus da prova o que não aconteceu, a sua prisão preventiva estava fora do prazo, foram interrogados sem ter um intérprete e o cidadão nacional detido neste caso foi chamado como simples declarante mas acabou preso», explicou o advogado ao justificar os «vícios» do processo.

Para Pedro Infanda, o juiz de Instrução Criminal «apenas fez cumprir a lei», uma vez que o Ministério Público «insiste em dizer» que a aeronave pilotada por Guerra Vazquez trouxe droga para a Guiné-Bissau, quando este sempre defendeu que o aparelho trazia medicamentos.

«Como quem acusou é quem deve apresentar provas e isso não aconteceu, o juiz de Instrução Criminal apenas fez cumprir a lei», disse Pedro Infanda.

A 17 de Julho, o governo da Guiné-Bissau ordenou a retenção no aeroporto de Bissau de dois aparelhos sob a acusação de suspeita de transporte de carga ilícita para o país.

Um dos aparelhos retidos veio expressamente da Venezuela passando pela Espanha e o outro veio do Senegal, alegadamente, transportando uma equipa de mecânicos que iriam prestar assistência técnica ao primeiro avião, entretanto, avariado.

Suspeitos de conivência com este caso foram detidas quatro pessoas: dois venezuelanos, um colombiano e um guineense.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 23, 2008, 04:08:12 pm
PR Nino Vieira considera narcotráfico principal preocupação do país

 O Presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, considerou hoje que o tráfico de droga constitui uma das principais preocupações do país e anunciou realização de uma conferência em Outubro para debater o problema.

As declarações do chefe de Estado guineense foram proferidas no discurso comemorativo do 35º aniversário da independência do país, transmitido aos jornalistas pelo assessor de imprensa da presidência, porque "Nino" Vieira se encontra em Nova Iorque a participar na Assembleia-geral da ONU.

"Entre todos os problemas com que nos debatemos, o trânsito pelo nosso país do tráfico de droga figura na primeira linha das nossas preocupações, pelos danos que pode causar à nossa juventude, sociedade e ao desenvolvimento do país", referiu "Nino" Vieira no discurso.

"Estamos firmemente determinados a combater e erradicar este flagelo, contando (...) com toda a população guineense", acrescentou o presidente da Guiné-Bissau.

O chefe de Estado sublinhou, contudo, que o tráfico de droga é um "flagelo regional" e que o seu combate deve ser também "global e regional", envolvendo toda a sub-região e parceiros internacionais.

Nesse sentido, continuou "Nino" Vieira, está agendada para Outubro em Cabo Verde uma conferência sub-regional para debater esse fenómeno.

"Estou certo que será uma oportunidade ímpar para troca de informações e experiências no domínio da prevenção e do combate coordenado e consequente do narcotráfico na nossa sub-região", disse, concluindo que o desenvolvimento da Guiné-Bissau só será possível com a eliminação do tráfico de droga.

O território da Guiné-Bissau tem sido utilizado por narcotraficantes da América do Sul para fazer entrar droga na Europa.

Na quarta-feira assinala-se o 35º aniversário da independência do país.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 25, 2008, 01:15:24 am
País espera há 35 anos por desenvolvimento e estabilidade política

A independência da Guiné-Bissau faz hoje 35 anos, mas as autoridades guineenses continuam a tentar consolidar a democracia, as instituições do Estado, o desenvolvimento humano e económico, enquanto tentam combater o narcotráfico que se instalou no país.

O próximo grande passo para a consolidação da democracia e das instituições de Estado no país, que num espaço de ano e meio viu o governo ser liderado por três primeiros-ministros, depois do executivo eleito nas últimas legislativas ter sido dissolvido, serão as próximas eleições marcadas para 16 de Novembro.

Cerca de 700 mil eleitores, entre 1,3 milhões de habitantes, vão escolher os próximos líderes governamentais da Guiné-Bissau entre 21 partidos e duas coligações, com destaque para o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Renovação Social (PRS) e Partido Republicano da Independência para o Desenvolvimento (PRID), formado por muitos apoiantes e militantes que deixaram o PAIGC.

Enquanto a comunidade internacional reúne esforços e dinheiro para financiar o escrutínio, orçado em cerca de seis milhões de euros pelo governo, os guineenses, à margem da classe política, parecem alheios às eleições, concentrando os seus esforços na sobrevivência diária.

Às péssimas condições de saneamento básico existentes no país, principal responsável pela epidemia de cólera que já provocou a morte a 133 pessoas e afectou mais de sete mil, e à falta de electricidade, juntam-se o desemprego, principalmente para os mais jovens, e a escalada dos preços dos bens alimentares, que desperta em muitos a vontade de emigrar para a Europa.

Um saco de 50 quilogramas de arroz, base alimentar dos guineenses, custa actualmente cerca de 30 euros, um pouco mais que o ordenado mínimo que se pratica no país, porque tem de ser importado, à semelhança da maior parte dos bens alimentares.

Apesar de já ter sido um dos maiores exportadores de arroz do mundo, hoje a Guiné-Bissau simplesmente não produz alimentos, limitando-se a uma pequena agricultura de subsistência.

Excepção para o caju, que continua a exportar, mas que não serve para equilibrar as balanças comerciais guineenses.

O Estado guineense não consegue ter dinheiro e apenas tem como receitas as taxas das alfândegas do país, insuficientes para pagar os salários dos funcionários públicos, que não recebem há vários meses.

Os guineenses só voltaram este ano a pagar impostos ao Estado, cerca de três euros por ano. Há 20 anos que não pagavam.

Para piorar o quadro da Guiné-Bissau, redes de narcotraficantes da América Latina começaram a utilizar o território como placa giratória para fazer entrar cocaína na Europa.

A falta de meios, de controlo nas fronteiras e autoridades de segurança pouco preparadas para fazer face a este novo fenómeno, são o cenário ideal para os narcotraficantes estabelecerem as suas pontes rumos aos clientes europeus.

O presidente guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, eleito em 2005, depois de regressar ao país, após uma estadia forçada em Portugal, tenta manter o optimismo do povo.

"Todos e cada um temos que olhar para o futuro com ambição, coragem e vontade de vencer", afirmou "Nino" Vieira, no discurso comemorativo dos 35º aniversário da independência do país, por si proclamada na qualidade de primeiro presidente da Assembelia Nacional Popular guineense.

O chefe de Estado reconhece, contudo, que o "sonho da independência (da Guiné-Bissau e do seu povo) continua por realizar", principalmente em matéria de desenvolvimento socio-económico, consolidação da democracia, estabilidade política e de paz social.

Lusa
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Enviado por: André em Outubro 26, 2008, 12:13:11 am
"Há dinheiro do narcotráfico na campanha eleitoral" - líder do PAIGC

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo
Verde (PAIGC), principal força política da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, afirmou hoje que "há dinheiro do narcotráfico na campanha eleitoral" para as legislativas de 16 de Novembro.

"Só não vê quem não quer. Há dinheiro do narcotráfico nesta campanha eleitoral", acusou Carlos Gomes Júnior, no seu discurso de abertura da campanha do PAIGC em Bissau.

"Nós não somos tolos, sabemos que há dinheiro da droga na campanha eleitoral. Se formos governo, vamos acabar com o banditismo e o crime organizado neste país, podem ter a certeza disso", prometeu o presidente do PAIGC.

A Guiné-Bissau tem sido referenciada pelas organizações internacionais como uma "placa giratória" da entrada de droga na Europa.

Carlos Gomes Júnior afirmou que se for eleito primeiro-ministro no dia 16 de Novembro irá promover uma ampla reforma no país, dotando as forças de defesa e segurança de meios para combater "todos os crimes" na Guiné-Bissau.

Por outro lado, Carlos Gomes Júnior, que prometeu vencer as legislativas com 80 por cento dos votos, anunciou que irá realizar reformas nas Forças Armadas para que estas passem a ser republicanas.

"Queremos dotar o país de umas Forças Armadas republicanas que se submetem ao poder político democraticamente eleito. Por isso peço o vosso voto para que possamos vencer com 80 por cento de votos", disse Gomes Júnior, sublinhando que se for eleito primeiro-ministro formará um governo de competências "mesmo que tenha de ir buscar gente aos outros partidos".

O presidente do PAIGC destacou ainda que o país deve fazer por merecer e retribuir toda ajuda que tem recebido da comunidade internacional, promovendo a cultura do mérito e do reconhecimento "por aqueles que são os melhores".

"Temos que fazer ver as pessoas que o país está a mudar", defendeu Carlos Gomes Júnior.

O líder do PAIGC afirmou ainda que o seu partido "jamais aceitará" o presidencialismo na Guiné-Bissau, tal como têm defendido sectores próximos do presidente guineense, João Bernardo "Nino" Vieira.

"Ainda há quem defenda o presidencialismo como o melhor sistema político para o nosso país, o PAIGC jamais aceitará isso. Temos que seguir com o semi-presidencialismo que prevê a separação dos poderes", disse Gomes Júnior.

Lusa
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Enviado por: Cabecinhas em Outubro 26, 2008, 12:18:13 am
Quem fala assim não é gago!
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Enviado por: André em Janeiro 09, 2009, 05:03:30 pm
Novo governo herda um país de cofres vazios

O novo Governo da Guiné-Bissau, liderado por Carlos Gomes Júnior, vai gerir um Estado de cofres vazios e que mantém cinco meses de salários em atraso numa função pública recorrentemente em greve.

O novo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, não esconde a difícil tarefa que tem pela frente e, para já, diz necessitar de, pelo menos, 30 biliões de francos CFA (45,7 milhões de euros), para fazer face às despesas correntes do Estado, nomeadamente o pagamento de cinco meses de salários em atraso na função pública.

Gomes Júnior confiou ao seu amigo, o economista José Mário Vaz, a tarefa de reorganizar as finanças públicas, captando mais receitas internas, dentro de uma rigorosa política de despesas do Estado.

A tarefa de Mário Vaz passará essencialmente pelo controlo das entradas de receitas ao nível das alfândegas, das contribuições e impostos e licenças de pesca, as principais fontes de receitas da Guiné-Bissau, neste primeiro trimestre do ano.

As vendas ao estrangeiro de caju, principal produto de exportação do país, só acontecem entre Abril e Setembro.

Desde o dia da sua investidura no cargo pelo Presidente 'Nino' Vieira, Carlos Gomes Júnior não se cansa de repetir os apelos à comunidade internacional no sentido de prestar um apoio de emergência à Guiné-Bissau.

O novo chefe do governo de Bissau também exorta os guineenses "para os tempos difíceis" que aí vêm, já que o Tesouro Público está sem recursos.

O ministro das Finanças cessante, Issuf Sanhá já havia dado o mote para este discurso, dias antes de cessar funções: "Devido à quebra da actividade económica neste período do ano, as receitas internas não são suficientes para pagar os salários" dos funcionários públicos, dizia o ex-governante ao ser confrontado com a falta do pagamento dos ordenados.

Mensalmente o Governo da Guiné-Bissau mobiliza, entre os apoios internacionais e parcas receitas internas, 2,6 biliões de francos CFA (3,9 milhões de euros) para pagar salários aos servidores do Estado.

Os trabalhadores guineenses conhecem essa realidade, mas querem saber se Gomes Júnior cumpre ou não com as suas promessas eleitorais.

A prova de fogo do novo primeiro-ministro acontecerá no final do mês, na altura do pagamento dos salários.

"O nosso Governo não irá dever salário a nenhum trabalhador, mês vencido mês pago", foi um dos slogans de campanha eleitoral de Carlos Gomes Júnior.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), chefiado pelo novo primeiro-ministro, ganhou as legislativas, disputadas a 16 de Novembro, com maioria qualificada, elegendo 67 deputados em cem deputados no parlamento.

Para já, o primeiro-ministro vê a pressão social baixar um pouco com a decisão dos sindicatos dos professores em levantar a greve geral que vinham observando desde Outubro, para dar tempo para que o governo se possa instalar.

Os professores levantaram a greve e prevê-se que o ano lectivo comece na segunda-feita com três meses de atraso, mas prometem voltar a ficar em casa se os salários não forem pagos.

Carlos Gomes Júnior viu a sua equipa empossada quinta-feira pelo Presidente 'Nino' Vieira e hoje convocou a primeira reunião do Conselho de Ministros.

Fonte do seu gabinete disse à Lusa que a reunião serviu para os novos governantes se conhecerem e "atacarem os dossiers imediatos".

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 16, 2009, 01:49:45 pm
Antigo chefe de Estado-maior desaparecido após naufrágio

O coronel Almami Alan Camará, antigo chefe de Estado-maior do Exército da Guiné-Bissau, está entre os desaparecidos no naufrágio de domingo ao largo de Biombo, norte do país, confirmou hoje à Lusa o filho.
«Acho que o meu pai está morto. É uma pena. Sinto pena do meu pai. Ele podia estar na sua casa em Bissau», afirmou Mamadu Camará.

O coronel Alan Camará foi um dos comandantes da Junta Militar que derrubou o presidente «Nino» Vieira, na guerra civil de 1998/99.

Já na presidência de Kumba Ialá, em 2001, o coronel Camará foi acusado de participar numa tentativa de golpe de Estado, tendo sido detido várias vezes.

Mais tarde, abandonou as forças armadas guineenses, dedicando-se aos estudos islâmicos.

O coronel Almani Alan Camará era um dos membros do Conselho Nacional Islâmico que regressava de Pecixe de uma cerimónia de islamização, quando a embarcação naufragou.

Sem dados oficiais, estima-se que estejam ainda desaparecidas cerca de 70 pessoas na sequência do naufrágio de domingo ao largo de Biombo, localidade onde há já sete sepulturas de vítimas do desastre, de acordo com a população local.

Lusa
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Enviado por: Portucale em Janeiro 17, 2009, 12:13:09 am
A Guiné Bissau infelizmente tem a sua pequena história cheia de 'situações' tristes.

Morte de militares e lideres que lutaram pela nossa bandeira.
Golpe de estado.
Morte de membros do partido único que governou a Guiné durante algum tempo.
Golpe de estado.
Guerra civil.
Tentativas de assassinato.
Transformação do país numa plataforma de crime.
Morte em circunstâncias estranhas de intervenientes directos nos conflitos do passado.

Será necessário muito trabalho para colocar este país no rumo certo.
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Enviado por: André em Janeiro 28, 2009, 03:59:14 pm
Arquivado processo de aviões suspeitos de tráfico de droga

O Ministério Público da Guiné-Bissau anunciou hoje que vai arquivar o processo sobre dois aviões retidos no aeroporto de Bissau suspeitos de transportarem droga para o país, alegando falta de provas.

Em conferência de imprensa, o magistrado do Ministério Público, Eduardo Mancanha, declarou que o processo das investigações «revelaram-se infrutíferas em termos de produção de provas materiais incriminatórias» pelo que o caso será arquivado.

No passado mês Junho, duas aeronaves provenientes da Venezuela foram retidas no aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau, por ordens do Governo guineense, sob suspeita de transporte de cerca de 500 quilogramas de cocaína pura. Os dois pilotos, ambos venezuelanos, das duas aeronaves, cuja propriedade não foi divulgada, foram detidos e mais tarde colocados em liberdade.

Contudo, adiantou o magistrado Eduardo Mancanha, as buscas efectuadas nos aparelhos, bem como em locais suspeitos utilizados para guardar a droga «revelaram-se infrutíferas».

«Sem provas o Ministério Público não pode acusar nada», disse Eduardo Mancanha.

O Procurador-Geral da República, Luís Manuel Cabral, que assistiu à conferência de imprensa, afirmou, por seu lado, que os agentes da Policia Judiciaria não foram autorizados a efectuar as buscas «na altura devida».

«Os inquéritos foram abertos no dia 19 (de Junho) mas as buscas no local só acabaram por ser autorizadas no dia 27.

Oito dias é tempo mais que suficiente para que os vestígios de prova desapareçam ou sejam levados a desaparecer», afirmou o Procurador guineense.

Questionado pela agência Lusa sobre quem impediu o início das buscas nos locais suspeitos, o Procurador limitou-se a afirmar que o «Ministério Público fez o que lhe competia fazer».

De acordo com o magistrado titular do processo, os agentes da Policia Judiciária guineense efectuaram as buscas dentro das aeronaves, nas instalações do aeroporto e na base aérea militar, em colaboração com o FBI, a DEA, a Interpol e soldados da GNR munidos de cães farejadores.

«As buscas não apontaram para existência de quaisquer actos ilícitos criminais», sublinhou Eduardo Mancanha.

Segundo o magistrado, o processo pode ser considerado arquivado «mas não concluído, porque pode ser reaberto se houver novos elementos», cabendo agora ao Governo decidir o que será feito com as duas aeronaves.

«Do ponto de vista judicial, as duas aeronaves podem sair do país, agora cabe ao governo decidir o que será feito daqui para frente», frisou Mancanha.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 30, 2009, 04:56:12 pm
PJ e MP trocam acusações por causa do narcotráfico

A Polícia Judiciária e o Ministério Público da Guiné-Bissau estão de costas voltadas e protagonizam um conjunto de acusações cruzadas sobre o combate ao narcotráfico num país que nunca conseguiu condenar um suspeito deste crime.

A Polícia Judiciária refere, num comunicado enviado à agência Lusa, que, «quando há processos de droga e quando vão ao Ministério Público (MP), apesar de ainda não estarem concluídas as investigações, já não voltam à PJ, ficando na posse do MP, desconhecendo-se na maioria dos casos qual o seu destino».

O antigo coordenador do observatório do MP na sede da PJ, o magistrado Bacar Biai, reagiu às acusações em declarações à Lusa, considerando-as como a «voz de uma desesperada», referindo-se à directora da PJ, Lucinda Barbosa.

«Nós temos factos, e como magistrados, temos noção da consequência jurídica da imputação falsa», sublinhou.

«Os problemas só foram criados com a actual direcção da PJ. Antes desta direcção houve uma perfeita colaborações com o observatório, porque as competências estão claramente definidas na lei», disse Bacar Biai.

Segundo o magistrado, nas «duas grandes apreensões de droga pela PJ até hoje, o observatório sempre teve no centro das operações», afirmou, sublinhando que o «verdadeiro obstáculo ao combate de droga no país é a actual directora da PJ».

Num comunicado à imprensa da Polícia Judiciária guineense, a força policial refere que «existem processos de grande interesse nacional que acabam por ficar inconclusivos e sem nenhum comunicado de avocação (ida a tribunal)».

O mesmo documento questiona as razões pelas quais se fala dos processos de droga e destes nunca chegarem a julgamento.

Na resposta, Bacar Biai afirmou que «o que o MP quer é levar à justiça todos os suspeitos desde que as provas sejam fidedignas».

Questionado sobre os casos das duas grandes apreensões de drogas feitas no país, cerca de 600 quilogramas em 2006 e outra quantidade igual em 2007, ainda não terem sido julgados, apesar das provas fidedignas, o magistrado disse que se ainda não foram marcados julgamentos não é por culpa do MP.

«No primeiro caso, o então director da PJ cumpriu o que está previsto na lei, mas na altura a prisão preventiva pelo MP foi indeferida», explicou o magistrado.

No segundo caso, o «MP convidou o juiz de instrução para ir à PJ, o juiz constatou (viu a droga) e decretou prisão preventiva», disse.

«Mas como os detidos eram militares foram detidos nas instalações prisionais militares e ouvidos», esclareceu Bacar Biai.

«O MP fez a sua função. Se o julgamento ainda não foi marcado não é culpa do MP é do juiz», referiu.

«Um magistrado do MP só pode requerer prisão preventiva quando tem factos concretos, não presunções. E eu para acusar um processo devo ter factos indiciados no processo», disse.

«Não há cooperação por parte da PJ. Como é que o MP pode trabalhar assim e levar suspeitos à justiça se nós precisamos de provas factuais?», questionou.

O documento da PJ acrescentou que a «actual direcção nos seus 18 meses à frente da instituição tem pautado pela legalidade, por isso é que os presos são apresentados a tempo à vara crime do MP».«A nossa luta é para que a direcção da PJ cumpra com a lei», respondeu, por seu lado, o magistrado.

As autoridades judiciais da Guiné-Bissau nunca condenaram nenhum suspeito por tráfico de droga.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 30, 2009, 06:10:02 pm
Forças Armadas apresentam queixa-crime contra MP e PJ

As Forças Armadas da Guiné-Bissau vão apresentar uma queixa-crime contra o Ministério Público e Polícia Judiciária guineenses por causa do processo dos aviões envolvidos em suspeitas de tráfico de droga, anunciou hoje o porta-voz daquela instituição.

Segundo Arsénio Balde, porta-voz do Estado-Maior General das forças Armadas, foi «posto em causa o bom-nome das Forças Armadas».

As Forças Armadas «sempre garantiram que o avião trouxe medicamentos para os militares e nunca droga», disse o comandante guineense.

No entanto, apesar da garantia dos militares, a aeronave foi apreendida por suspeita de envolvimento em tráfico de droga. Na quarta-feira, a Procuradoria-geral da República anunciou que o processo relativo à apreensão de dois aviões em Julho passado por suspeita de tráfico de droga foi arquivado por falta de provas.

A apreensão de um Fokker, com matrícula venezuelana, suspeito de transportar 500 quilogramas de cocaína ocorreu a 17 de Julho.

A carga do avião foi retirada por militares, que garantiram tratar-se de medicamentos.

O aparelho não levantou voo imediatamente devido a problemas técnicos, tendo sido enviado um outro aparelho de Dakar para solucionar o problema do primeiro, que também foi apreendido pelas autoridades guineenses.

Além dos aviões apreendidos, as autoridades guineenses detiveram dois venezuelanos, respectivamente piloto e co-piloto do aparelho, e mais três pessoas.

O piloto do aparelho, Guerra Carmelo Vasquez, alvo de um mandato de captura internacional por envolvimento em tráfico de droga no México, saiu da Guiné-Bissau após ter sido libertado por um juiz de instrução criminal e o outro venezuelano também já abandonou o país.

A Procuradoria-Geral da República acabou por anunciar quarta-feira que o processo foi arquivado por falta de provas.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 05, 2009, 06:59:52 pm
Governo quer saber "toda a verdade" sobre uso de aviões para tráfico de droga

O Governo da Guiné-Bissau decidiu criar uma comissão para descobrir "toda a verdade" sobre o caso dos aviões alegadamente usados para tráfico de droga, considerando que a decisão de arquivar o processo "vai contra o interesse público".

A decisão do Governo guineense foi tomada em Conselho de Ministros, na quarta-feira à noite.

"O Governo, preocupado e inconformado com tal decisão, que vai contra o interesse público, deliberou criar uma comissão interministerial (...) para obter informações que possam conduzir à descoberta de toda a verdade", refere o comunicado do Conselho de Ministros.

A comissão vai integrar representantes dos ministérios da Justiça, Infra-Estruturas, Transportes, do Interior, Defesa, Saúde e Finanças.

O Executivo decidiu também criar uma "comissão técnica, integrando juristas e técnicos para estudar a possibilidade de reabertura do respectivo processo-crime face ao surgimento de novos elementos de prova".

No documento, o Governo anuncia igualmente que vai "requerer ao Ministério Público a reabertura do processo agora arquivado se as diligências conjugadas entre a comissão interministerial e os advogados resultar em novos elementos de prova".

O mediático processo teve início em Julho com a apreensão de dois aviões suspeitos de envolvimento no tráfico de droga.

O processo foi arquivado a 05 de Novembro "por não ter sido possível ao Ministério Público recolher indícios de verificação do tráfico de estupefacientes", refere um documento, que consta no processo consultado pela Agência Lusa.

O processo voltou a ser reaberto a 12 de Novembro por um período de 60 dias por causa de uma análise que estava a ser feito pela Interpol de Lyon, França, aos aparelhos electrónicos apreendidos nos aviões.

Um documento do processo refere que, passados 60 dias sem resposta da PJ, o Ministério Público decidiu arquivá-lo definitivamente por falta de provas e em observância dos prazos legais, o que aconteceu na semana passada.

No período decorrido entre a reabertura do processo e o seu encerramento definitivo consta um documento da directora-geral da PJ guineense, Lucinda Barbosa, onde informa que as análises aos aparelhos ainda estão a ser "alvo de estudo" e que "decorrem contactos necessários".

Contactada hoje pela Lusa, a directora da PJ informou que as análises da Interpol de Lyon estão "agora a ser analisadas pela PJ de Lisboa".

Lucinda Barbosa esclareceu ainda que "há uma diligência que a PJ está a fazer junto das autoridades venezuelanas e que ainda não está concluída".

Questionada sobre um relatório da PJ que se encontra no processo, Lucinda Barbosa esclareceu que se refere apenas às buscas efectuadas a um hangar, a uma padaria e a um dos aviões e que não é o relatório final da investigação.

"A PJ não chegou a concluir o inquérito, sendo que o que se encontra no processo só diz respeito às buscas efectuadas", afirmou.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Março 01, 2009, 11:46:39 pm
Chefe de Estado-Maior morre em atentado


O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, General Tagmé Na Waié, morreu este domingo, na sequência de uma forte explosão contra o quartel-general, informou o chefe do Gabinete do Estado-Maior à agência France Press. A explosão provocou pelo menos três feridos.

Uma fonte diplomática disse à agência Lusa que a explosão no quartel-general do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau provocou pelo menos  três feridos e ocorreu num edifício onde estão situados os escritórios.

Questionados pela agência Lusa, militares que se encontram nas ruas de Bissau  não avançaram possíveis causas para a explosão, mas garantiram que a situação está sob controlo.

Todas as ruas de Bissau que dão acesso ao quartel-general foram cortadas ao trânsito pela polícia.

Entretanto, os militares guineenses mandaram encerrar a rádio privada Bonbolom alegando questões de segurança dos próprios jornalistas, que estavam a relatar a explosão.

TSF
Título:
Enviado por: Lancero em Março 02, 2009, 11:59:16 am
Citar
President killed by soldiers hours after armed forces chief

* Gunfire, explosions subside around dawn
* Tensions rise between rival armed factions in recent months


   


    By Alberto Dabo


    BISSAU, March 2 (Reuters) - Soldiers killed Guinea-Bissau's


President Joao Bernado "Nino" Vieira on Monday in an apparent


revenge attack hours after the West African country's army chief


was killed, residents and security sources said.


    Gunfire and the crump of heavier weapons resounded in Bissau


city in the early hours of Monday, subsiding at first light.


Most residents stayed at home and it was unclear who was in


control.


    "The death of Head of State Joao Bernardo Vieira is


confirmed. His wife is at the Angolan embassy," Sandji Fati, a


retired army colonel and close associate of the slain president,


told Reuters in the capital Bissau.


    "Nino Vieira refused to leave his residence when diplomats


from the Angolan embassy came to take him and his wife to


safety," Fati said.


    Security sources confirmed Vieira's death and two Bissau


residents who live near Vieira's home said presidential guards


had told them the president had been killed there.


    The former Portuguese colony of just 1.6 million people has


suffered years of coups and civil strife and has been used in


the past few years as a conduit for smuggling Latin American


cocaine to Europe.


    Vieira is a former military ruler who was ousted during a


civil war in the 1990s and returned to power in a 2005 election.


    He had been at odds with armed forces chief of staff General


Batista Tagme Na Wai, who was killed in an attack on Sunday


evening that also destroyed part of the military headquarters.


    "Last night the chef d'etat major was killed and the


president was killed early this morning while trying to leave


his home. His house was attacked by a group of military," an


official from West Africa's regional bloc ECOWAS, who asked not


to be named, told Reuters.


    A security source said soldiers from Na Wai's Balante ethnic


group led the attack on Vieira, who is from the smaller Papel


community, and looted his home afterwards.


    "Tagme always said that his and the president's fate were


linked and if he died, so would the president," the source said.


    Portugal condemned both attacks.


    "The Portuguese government appeals for total respect of the


constitutional order in the country," Portugal's Foreign


Ministry said in a statement.




   LATIN AMERICAN DRUGS GANGS


   Tensions are rife within Bissau's political establishment


and security forces. In January, the armed forces command said


militiamen hired to protect President Vieira had shot at Na Wai.


    A member of the militia denied the shooting had been an


assassination attempt but the armed forces command nevertheless


ordered the militia be disbanded.


    The 400-strong force had been recruited as Vieira's personal


bodyguard by the Interior Ministry after the president was


targeted in a machinegun and rocket-propelled grenade attack on


his residence on Nov. 23 last year.


    Soldiers loyal to Na Wai set free people accused of that


attack early on Monday, a judicial police officer said.


    "At 1 a.m. soldiers who support Na Wai broke down the cell


doors at the judicial police station and freed six people


suspected of carrying out the Nov. 23 attack on Nino Vieira's


home," said the officer, who declined to be named.


    Analysts say political instability has been exacerbated in


the past few years as Latin American drugs gangs have taken


advantage of Guinea-Bissau's poorly policed coastline and remote


airstrips to smuggle cocaine through Africa to Europe.


    They say well-resourced drug cartels with access to weapons,


speedboats and planes have been able to secure cooperation from


senior officials in the armed forces and government in one of


the world's poorest countries, whose main export is cashew nuts.


 (Additional reporting by David Lewis in Dakar and Andrei Khalip


in Lisbon; writing by Alistair Thomson; editing by Matthew


Tostevin and Angus MacSwan)
Título:
Enviado por: André em Março 02, 2009, 12:00:13 pm
Atentado mata "Nino" Vieira em casa


O corpo de "Nino" Vieira, assassinado esta manhã, foi retirado já retirado da residência oficial do presidente da Guiné Bussau, debaixo de disparos de militares que cercam a casa. A esposa de Nino Vieira, Isabella, terá sido retirada, com vida, para uma embaixada estrangeira.

Dois corpos foram retirados da casa do Chefe de Estado guineense, um dos quais de "Nino" Vieira, contou fonte presidenecial à Lusa. Esta manhã, cerca das 09:00, duas ambulâncias dirigiram-se para a casa de "Nino" Vieira, que foi atacada esta madrugada por militares das Forças Armadas guineenses.

No momento em que as ambulâncias pararam junto da casa do Presidente, populares aproximaram-se, levando militares das Forças Armadas a disparar para o ar.

O ataque à casa do Presidente guineense aconteceu poucas horas após o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, ter morrido num atentado à bomba contra o quartel-general guineense.

JN
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 02, 2009, 12:32:00 pm
Mal empregue chumbo, em tão rançosa pele.
Título:
Enviado por: P44 em Março 02, 2009, 12:57:21 pm
perdeu-se uma grande coisa :roll:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 02, 2009, 01:29:48 pm
Então não foi para isso que lhes deram a independência?
Para os meninos andarem a matar-se uns aos outros?
Título:
Enviado por: André em Março 02, 2009, 02:04:38 pm
Governo disponível para ajudar, diz José Sócrates


O primeiro-ministro, José Sócrates, lamentou hoje a morte do presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, e declarou que «o Governo português está firmemente disponível para ajudar as autoridades políticas e militares» guineenses a manter a ordem.

Numa declaração sem direito a perguntas, na residência oficial de São Bento, o primeiro-ministro deixou «uma palavra de confiança e de serenidade à comunidade portuguesa que vive na Guiné-Bissau», a quem disse que o Governo português está a acompanhar a situação «minuto a minuto».

«Lamentamos profundamente o que aconteceu e tudo faremos para ajudar as autoridades da Guiné-Bissau a manter a ordem e a tranquilidade e a poderem repor a ordem constitucional», declarou José Sócrates.

«O Governo português está firmemente disponível para ajudar as autoridades políticas e militares nas tarefas que têm pela frente para que a ordem constitucional seja respeitada na Guiné-Bissau», reforçou.

O primeiro-ministro disse «lamentar profundamente a morte do presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira», e condenou «os actos de violência que estiveram na origem deste bárbaro assassinato e também os actos de violência que estiveram na origem da morte do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas», Tagmé Na Waié.

«Quero também, em meu nome pessoal e em nome do Governo português, dirigir uma mensagem de sentidas condolências ao presidente da Assembleia Nacional, ao primeiro-ministro e ao povo da Guiné-Bissau», acrescentou.

À comunidade portuguesa, José Sócrates pediu «que reajam com serenidade e tranquilidade», salientando que «o Governo acompanha com muito detalhe e muita proximidade a evolução da situação».

Lusa
Título:
Enviado por: pedro em Março 02, 2009, 03:57:53 pm
Na volta ainda vamos ter uma operação crocodilo 2. c34x
Cumprimentos
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 04:44:32 pm
Seria bom se enviassem uma fragata (a Corte Real ou Vasco da Gama) não só com Fuzileiros mas também com elementos do DAE para perto das águas territoriais da Guiné-Bissau. Apenas para o caso de ser necessário evacuar todos os nossos compatriotas. E nada de dar asilo à mulher do Nino Vieira. Ela que vá para um pais mais próximo como por exemplo Angola onde o seu amigo Eduardo e a sua filha lha darão uma vida de luxo.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 02, 2009, 05:26:58 pm
Citação de: "dannymu"
Seria bom se enviassem uma fragata (a Corte Real ou Vasco da Gama) não só com Fuzileiros mas também com elementos do DAE para perto das águas territoriais da Guiné-Bissau. Apenas para o caso de ser necessário evacuar todos os nossos compatriotas. E nada de dar asilo à mulher do Nino Vieira. Ela que vá para um pais mais próximo como por exemplo Angola onde o seu amigo Eduardo e a sua filha lha darão uma vida de luxo.


A Vasco da Gama está em manutenção e a Corte Real só lá estava daqui a cinco dias.  :roll:
Quanto à mulher do Nino, penso que o asilo dela será ao lado do marido - debaixo da terra.
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 05:37:13 pm
Citação de: "Lancero"
Citação de: "dannymu"
Seria bom se enviassem uma fragata (a Corte Real ou Vasco da Gama) não só com Fuzileiros mas também com elementos do DAE para perto das águas territoriais da Guiné-Bissau. Apenas para o caso de ser necessário evacuar todos os nossos compatriotas. E nada de dar asilo à mulher do Nino Vieira. Ela que vá para um pais mais próximo como por exemplo Angola onde o seu amigo Eduardo e a sua filha lha darão uma vida de luxo.

A Vasco da Gama está em manutenção e a Corte Real só lá estava daqui a cinco dias.  :roll:
Quanto à mulher do Nino, penso que o asilo dela será ao lado do marido - debaixo da terra.


Eu já sabia que a NRP Álvares Cabral está ao servico da força de reacção da NATO. Só não sabia que o NRP Vasco da Gama estava em manutenção. Por quanto tempo?

Mas já o NRP Corte Real já partiu para a Guiné ou ainda estão a fazer os preparativos?

Seria bom se a mulher do terrorista tivesse asilo imediato debaixo da terra. Só que isso não vai acontecer a não ser que os militares da guiné-Bissau queiram ter no mínimo um gravíssimo incidente diplomático com Angola, visto ela estar refugiada na embaixada de Angola...
Título:
Enviado por: Edu em Março 02, 2009, 06:03:05 pm
Uma pergunta, o que têm todos contra a senhora em causa?
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 06:14:18 pm
Eu não quero que Portugal dê asilo à mulher dum terrorista que matou soldados e civis Portugueses na Guerra Colonial. É lógico um país não dar asilo a pessoas e/ou familiares de pessoas que mataram cidadãos de tal país...

Além disso o dinheiro do contribuinte tem que ser gasto nas Forças Armadas, Polícia, Saúde, Educação e não em dar casa grátis, carro grátis, comida grátis, servico de saúde grátis à mulher dum terrorista.
Título:
Enviado por: André em Março 02, 2009, 06:20:17 pm
Portugal aceitará acolher mulher de «Nino» se for solicitado


Portugal aceitará um eventual pedido de acolhimento da viúva do Presidente da Guiné-Bissau, hoje morto num ataque à sua residência, disse à Agência Lusa a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

«Se nos for feito o pedido, não será recusado», disse Paula Mascarenhas, questionada pela Lusa sobre a possibilidade de Isabel Vieira viajar para Portugal na sequência do atentado que hoje vitimou o seu marido, João Bernardo «Nino» Vieira.

A porta-voz do MNE disse, por outro lado, não estar em condições de confirmar as informações não oficiais que indicam que Isabel Vieira se terá refugiado na Embaixada de Angola em Bissau.

O Presidente da Guiné-Bissau foi morto hoje de madrugada durante um ataque à sua residência em Bissau, horas depois de um atentado à bomba ter ceifado a vida do CEMGFA, em pleno quartel-general, em Bissau.

Lusa
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 06:24:01 pm
E pronto, quem vai pagar será o contribuinte. Ela que fique no seu país já que ela queria tanto a independência. Agora que deu para o torto, azar. Que fique no seu país e que colha o que semeou e que lute para te ro país que ela quer.

Ou então ela que fique na casa do Sócrates ou Amado e POR CONTA DELES NÃO DO CONTRIBUINTE.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 02, 2009, 06:56:44 pm
Que falta de moralidade...
Enquanto milhares dos nossos ex-combatentes vivem como sem-abrigos e no limiar da probeza, sem qualquer apoio dos sucessivos governos, vem o PS receber de braços abertos a esposa do "Nino" do PAIGC...
Título:
Enviado por: legionario em Março 02, 2009, 07:37:19 pm
Nao  sejam rancorosos :)
existe uma coisa que se chama "real politik", e temos que nos adaptar aos novos contextos. Portugal e os restantes paises de lingua portuguesa deveriam intervir para restabelecer a ordem se caso fosse necessario. Concordo completamente com o nosso PM Socrates, e com a "firmeza" com que marcou a nossa posiçao.
Em situaçoes como esta se pode ver a falta que nos faz um navio logistico polivalente. Hoje na Guiné, amanha em Angola ou na Venuzuela, Portugal deves estar sempre pronto e preparado para intervir em defesa das nossas comunidades e dos nossos interesses.
Vamos aguardar os episodios seguintes ...
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 08:06:37 pm
Realmente é uma grande falta de moralidade. Os nossos governantes querem dar asilo à mulher dum terrorista mas desde o 25 de Abril que nenhum governante quis dar "asilo" a TODOS os soldados indígenas da Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Angola e São Tomé e Principe que combateram por Portugal e que defenderam honradamente a bandeira e interesse nacional. Como consequência dessa extremamente péssima decisão, centenas de milhar desses veteranos foram assassinados a sangue frio pelos terroristas do PAIGC. E nenhuma organização dos direitos humanos quer seja da ONU quer seja uma NGO condenou o PAIGC. Mas pelo contrário caiam todos em cima de Portugal por "não dar independência" a Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, etc. Qual "independência" qual quê? Quando os Portugueses lá chegaram não existiam esses países e evidentemente Portugal não lhes tirou nenhuma "independência". Pelo contrário Portugal trouxe paz entre as diferentes tribos e trouxe-lhes os benefícios da civilização Cristã. Enfim, que os comunas e as suas organizações de direitos humanos são uns hipócritas já todos nós sabiamos...

legionario, isso não significa que tenha que ser Portugal a dar asilo à mulher desse terrorista. Mesmo assim concordo que deviamos intervir para resgatar todos os Portugueses. E claro para evitar que a Guiné-Bissau caia nas mãos dos franceses e da francofonia. Se a Guiné-Bissau vira francófona, aí a cultura Portuguesa cairão e logo a uma parte cultura da CPLP será perdida.
Título:
Enviado por: teXou em Março 02, 2009, 08:20:54 pm
Citação de: "dannymu"
...  TODOS os soldados indígenas ... .

Indígenas ???????  :conf:

Eram soldados de segunda zona ?  :roll:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 02, 2009, 08:30:05 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "dannymu"
...  TODOS os soldados indígenas ... .
Indígenas ???????  :conf:

Eram soldados de segunda zona ?  :roll:


Todos eram Portugueses.
Uns eram brancos, outros eram pretos, e outros eram mestiços.
O texou bem percebeu o que o dannymu disse, não é preciso essas indirectas...
Título:
Enviado por: JLRC em Março 02, 2009, 08:35:28 pm
Tanto disparate, tanto dislate. Nem vou comentar, as afirmações neocolonialistas (para não lhes chamar outro nome) são tão eloquentes que dispensam qualquer tipo de comentário. Ou será só criancice?
Título:
Enviado por: Lancero em Março 02, 2009, 08:38:50 pm
Citação de: "Lancero"
Quanto à mulher do Nino, penso que o asilo dela será ao lado do marido - debaixo da terra.


Só para esclarecer que escrevi isto convencido que a mulher estava morta (rodapé da SIC Notícias lá pelas 11h00).  :oops:
Título:
Enviado por: teXou em Março 02, 2009, 08:56:23 pm
Citação de: "TOMSK"
....
O texou bem percebeu o que o dannymu disse, não é preciso essas indirectas...

Eu sei o que está ligado a palvra "indígenas" no Estado Novo. É que todos sabem bem o que esta linguagem quer dizer ? É que todos sabem as humilhações, recusa da pessoa, da nacionalidade e de racismo que aquilo significava ?  :conf:
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 08:57:11 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "dannymu"
...  TODOS os soldados indígenas ... .
Indígenas ???????  :conf:

Eram soldados de segunda zona ?  :roll:


Não era isso que eu queria dizer. Eu apenas estava a falar sobre os soldados africanos da Guiné-Bissau. Para mim tais soldados são todos Portugueses e não há diferença entre Portugueses da Guiné-Bissau e de Portugal. Pelos vistos usei a palavra errada. As minhas desculpas pela confusão.
Título:
Enviado por: teXou em Março 02, 2009, 09:01:02 pm
:Palmas:

Obrigado ...   :G-beer2:

Peço também desculpa. Mas fico paranóico tendo em conta os propósitos que alguns têm impunemente neste fórum.
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 09:04:30 pm
Citação de: "teXou"
:G-Ok:  :G-beer2:

Peço também desculpa. Mas fico paranóico tendo em conta os propósitos que alguns têm impunemente neste fórum.


 :G-beer2: Não tem problema. Eu também fico paranóico quando vejo certos tipos de palavras, especialmente porque sou de origem Goesa e às vezes tenho algum receio de ser vítima de racismo. Apesar disso só fui vítima de racismo em uma ou duas pequenas ocasiões numa escola em Portugal.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 02, 2009, 09:12:06 pm
Citação de: "teXou"
Eu sei o que está ligado a palvra "indígenas" no Estado Novo. É que todos sabem bem o que esta linguagem quer dizer ? É que todos sabem as humilhações, recusa da pessoa, da nacionalidade e de racismo que aquilo significava ?  :conf:


Felizmente esse "Estatuto dos Indígenas" foi depois revogado pelo novo Ministro do Ultramar, Adriano Moreira, entre outras medidas que melhoraram as condições de vida e estatutos desses portugueses.
Título:
Enviado por: dannymu em Março 02, 2009, 09:29:58 pm
Perdoem a minha ignorânica, mas o que era esse "Estatuto dos Indígenas"? Procurei no google e não vi nada de jeito ou relevante...
Título:
Enviado por: teXou em Março 02, 2009, 09:59:13 pm
Citação de: "dannymu"
Perdoem a minha ignorânica, mas o que era esse "Estatuto dos Indígenas"? Procurei no google e não vi nada de jeito ou relevante...


Vamos deixar tempo para que o TOMSK tenha tempo de nos dar a retórica do Estado Novo e depois vamos ver o que esse estatuto mudou realmente ou não, na via do dia a dia dos nativos (trabalho, escola, vida social, ...).  :nice:
Título:
Enviado por: HSMW em Março 02, 2009, 10:00:23 pm
Citar
O morte do presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, vem confirmar o estado desesperado em que se encontra esta nação luśofona… Nino Vieira teria sido morto nesta madrugada de 2 de março de 2009, por um grupo de militares ligados ao falecido Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineenses, o general João Tagme Na Waie, que teria falecido na explosão de uma bomba detonada por controlo remoto e que destruiu por completo o edifício onde se encontra instalado o Estado-Maior. Nino Vieira teria sido assassinado ao tentar abrigar-se na embaixada do Brasil.

Nino Veira tinha sido afastado do poder - depois de um acumular de rumores ligando-o e à sua mulher a esquemas de corrupção - em 1999, depois de um golpe de estado militar onde a Marinha portuguesa haveria de cumprir um papel muito mais ativo do que a História haverá alguma vez de registar. Eleito em meados de 2005, regressaria ao poder, abandonando o apoio do seu nebuloso amigo Valentim Loureiro, em Portugal e reassumindo a função presidencial.

A sua morte teria resultado de um ataque de forças militares à sua residência e teria resultado de uma reacção à morte do Chefe de Estado-Maior, onde se suspeita que Nino Veira teria sido o mandante e que no passado mês de janeiro já teria conseguido escapar a um atentado.

Em dezembro, Nino Vieira, tinha sobrevivido a um ataque à sua residência (uma sorte que não tiveram dois dos seus guardas) e apesar das garantias de controlo dadas pelo exército, a verdade é que durante toda a noite e parte da manhã se ouviram disparos de armas automáticas de RPGs em vários locais de Bissau.

A morte do seu corrupto presidente é apenas mais um passo na caminhada descendente que a Guiné-Bissau percorre desde a sua independência… Praticamente desprovida dos recursos naturais ao dispôr de outros países lusófonos, a Guiné depende quase em exclusivo das ajudas internacionais, sendo um dos exemplos mais acabados de “Estado-Falhado” do mundo. No último ano, os narcotraficantes colombianos tinham aproveitado esta falência do Estado para se instalarem impunemente no país e para o usarem como eixo de envio de narcóticos para a Europa, já que os controlos alfandegários europeus tendem a ser menos exigentes para voos vindos de África do que para aqueles que provêm da América do Sul. Havia bastos indícios que ligavam Nino Vieira e os seus elementos mais próximos no Exército e estes indivíduos que se movimentam livremente em pequenos aviões e SUVs numa Bissau onde qualquer sinal de riqueza é imediatamente notado. Torna-se evidente, até à exaustão que a Guiné-Bissau não tem atualmente condições para se governar sozinha. O presente caos pode ser decisivo para entregar o governo do país nas mãos das poderosas mafias colombianas que estão ativas no país… e a necessidade da presença de uma força militar lusófona, como ESTA cuja existência aqui defendemos torna-se cada vez mais evidente, uma estrutura lusófona que possa rapidamente intervir em qualquer perturbação no seio do espaço da CPLP, colmatando fragilidades locais e dissuadindo aventuras de vizinhos mais ávidos…


http://movv.org/ (http://movv.org/)
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 03, 2009, 12:09:53 am
Citação de: "teXou"
Citação de: "dannymu"
Perdoem a minha ignorânica, mas o que era esse "Estatuto dos Indígenas"? Procurei no google e não vi nada de jeito ou relevante...

Vamos deixar tempo para que o TOMSK tenha tempo de nos dar a retórica do Estado Novo e depois vamos ver o que esse estatuto mudou realmente ou não, na via do dia a dia dos nativos (trabalho, escola, vida social, ...).  :nice:

OFF-TOPIC
Citar
"Adriano Moreira é rápido a promover reformas nos territórios africanos: revoga o Estatuto dos Indígenas (que proíbia o acesso à cidadania portuguesa de quem assim fosse considerado - a esmagadora maioria), substituí o Código do Trabalho Indígena Rural (que estabelecia formas de labor compulsivo), extingue o regime de culturas obrigatório, abole certas regras e práticas discriminatórias e intensifica a escolarização. A dúvida está em saber se o ministro procura de facto iniciar um processo de autonomia progessiva e irreversível, como explicará depois, ou apenas tornar mais humana a face do colonialismo português, de forma a procurar diminuir a hostilidade dos nativos e dos meios diplomáticos internacionais."

Os Anos da Guerra, João de Melo


Aqui está a resposta, sem qualquer tipo de "retórica do Estado Novo".
Título:
Enviado por: teXou em Março 03, 2009, 01:14:33 am
Uma "vulgarização" do problema mas com testemunhos dos dois campos. (http://http) Que cada um se faça a sua opinião. :wink:

É necessário ver todo o "5° Episódio - Indígenas e Assimilados."
Título:
Enviado por: teXou em Março 03, 2009, 01:21:00 am
Declaração da CPLP sobre a Guiné-Bissau


Citar
1. A CPLP manifesta o seu profundo pesar pela morte de Sua Excelência o Presidente da República da Guiné-Bissau, Senhor General João Bernardo Vieira, e apresenta as condolências a Sua Excelência o Presidente da Assembleia Nacional e a todo o povo guineense.

2. A CPLP condena de forma veemente os atentados ocorridos nas últimas horas que vitimaram, em Bissau, o Presidente da República da Guiné-Bissau, Senhor General João Bernardo Vieira, e o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, General Batista Tagmé Na Waié.

3. A CPLP apela a todas as forças institucionais e políticas que respeitem a ordem constitucional e o normal funcionamento das instituições democraticamente eleitas.

4. A CPLP manifesta total solidariedade ao povo guineense e saúda a forma serena e tranquila como a população tem reagido aos acontecimentos naquele país.

5. A CPLP reitera a sua disponibilidade para prosseguir, com o Governo democraticamente eleito da Guiné-Bissau, todos os esforços em prol da Paz, da consolidação da Democracia e do Desenvolvimento Económico e Social do país.

6. A CPLP relembra a todos os responsáveis guineenses a importância de ser assegurado o valor fundamental da estabilidade política, militar e social que permita o diálogo com os parceiros de desenvolvimento e levar a cabo os programas de reforma necessários à modernização e progresso do país.

7. A CPLP sublinha que o Programa CPLP para o apoio à estabilidade na Guiné-Bissau, adoptado a 25 de Novembro de 2008, e que assenta em três pilares (1- o combate firme e eficaz ao narcotráfico; 2- o aprofundamento da reforma do sector de segurança; 3- a geração de recursos internacionais para o desenvolvimento da Guiné-Bissau), requer como condições indispensáveis para a sua implementação a estabilidade política e o normal funcionamento das instituições. Só dessa forma é que será possível uma efectiva mobilização dos principais parceiros internacionais no apoio ao processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.

8. Neste quadro, a CPLP decidiu que se realizará nos próximos dias uma missão política a Bissau para consultas com as instituições guineenses no sentido de promover o diálogo interno.

9. A CPLP reitera ainda o seu empenho em continuar a desenvolver as suas acções e iniciativas em estreita articulação com as organizações internacionais e regionais relevantes – muito em particular com as Nações Unidas, União Europeia e com a CEDEAO – por forma a que o empenhamento de meios e recursos se execute numa lógica de complementaridade.


Lisboa, 2 de Março de 2009
Título:
Enviado por: legionario em Março 03, 2009, 11:57:42 am
Citação de: "dannymu"
Perdoem a minha ignorânica, mas o que era esse "Estatuto dos Indígenas"? Procurei no google e não vi nada de jeito ou relevante...


O estatuto indigena era uma formula juridica usada por todas as potencias coloniais, nao era especificidade portuguesa.  Diz respeito a uma época e tem que ser analizado no contexto desse tempo. Havia os individuos indigenas que nao estavam ainda "assimilados"  e que eram sujeitos a regras especiais  continuando em certa medida, dependentes da autoridade tradicional  dos sobas , sendo estes responsaveis diante da autoridade portuguesa.

Nalguns territorios, sobretudo naqueles que se encontravam sob dominaçao inglesa, chegou-se aos extremos do aparteid ou da segregaçao fisica entre colonizados e colonizadores. Em Moçambique, que estava sob forte influencia da Africa do Sul, verificaram-se sobretudo nas primeiras décadas do sec XX, grandes excessos da nossa parte : trabalho forçado; aluguer de mao-de-obra moçambicana aos sul-africanos para trabalhar nas minas , etc.  Sendo que o trabalho forçado nao foi invençao do Estado Novo, ja existia bem antes !

A expansao colonial portuguesa teve , como em tudo, coisas boas e mas, nao façamos ilusoes...

Quanto às "centenas de milhares" de soldados guineenses mortos pelo PAIGC ; nao exageremos !  Os que foram fuzilados pertenciam aos chamados comandos africanos (como o famoso Marcelino da Mata ) e eram algumas centenas ... o que ja é muito !
Título:
Enviado por: P44 em Março 03, 2009, 12:34:03 pm
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RESGATE PÕE A NU FALTA DE MEIOS

É um dos cenários mais treinados pela Marinha. O resgate de portugueses apanhados numa crise militar na Guiné-Bissau está planeado há muito (ocorreu em 1998 e esteve iminente em 2005) mas emperra nos cinco dias de viagem (mais dois de preparação) que a força naval demoraria a atingir o país e na falta de meios: há apenas uma fragata disponível e Portugal ainda não tem um navio polivalente (com hospital e capaz de embarcar mais de 600 pessoas). A operação teria de contar com ajuda de países amigos ou navios mercantes. O Governo não tinha ontem ainda activado o plano de contingência.

Caso a situação na Guiné se deteriore e seja necessário avançar, ficam a nu as debilidades da Marinha de Guerra. A Força Naval Permanente, pronta a zarpar do Alfeite em 48 horas, conseguiria mobilizar apenas uma fragata, a ‘Corte Real’, uma vez que a ‘Álvares Cabral’ está em missão da NATO (em exercícios na Sicília) e a ‘Vasco da Gama’ em manutenção. A ‘Bartolomeu Dias’, a mais recente aquisição da Marinha, está ainda em treinos entre a Holanda, França e Reino Unido.

Com a ‘Corte Real’ (onde poderiam ser embarcados dois helicópteros) seguiriam mais uma ou duas corvetas e o reabastecedor ‘Bérrio’. Nesses navios iriam fuzileiros, entre eles de Operações Especiais, médicos e mergulhadores.

O navio polivalente que a Marinha tem prometido desde 2004 poderia, só ele, embarcar mais de 600 pessoas. Mas como ainda não saiu do papel, Portugal teria de pedir ajuda a países amigos (nomeadamente da CPLP) para assegurar o resgate ou, como em 1998, solicitar o auxílio a navios mercantes a operar na zona: nessa operação foram resgatadas 1237 pessoas de 33 nacionalidades, com o auxílio do mercante ‘Ponta de Sagres’.

Portugal poderia ainda mobilizar um pelotão de operações especiais do Exército, uma companhia de pára-quedistas e pelo menos um C130 da Força Aérea – estes só poderiam aterrar na Guiné após a situação ter estabilizado (o aeroporto de Bissau fica perto de vários quartéis militares).


http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx ... 471CA432E8 (http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=BEDEE5ED-2E6A-4C2B-9C94-FA471CA432E8)
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Enviado por: P44 em Março 03, 2009, 12:38:45 pm
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o o apoio do seu nebuloso amigo Valentim Loureiro


 Entre os seus milhares de "cargos", o valentim loureiro era CONSUL-HONORÁRIO da Guiné :roll:
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Enviado por: André em Março 03, 2009, 01:27:47 pm
Amado assegura que portugueses «estão bem»


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse hoje acreditar que a situação na Guiné-Bissau «está sob controle», assegurando que a comunidade portuguesa aí residente «está bem».

«Creio que a situção está sob controle. Felizmente a espiral de violência que ocorreu na noite anterior não se repetiu nesta noite. E, a comunidade portuguesa está bem», afirmou Luís Amado, em declarações aos jornalistas em Berlim, onde se encontra integrado na comitiva que acompanha a visita de Estado do Presidente da República à Alemanha, que começou hoje e termina na sexta-feira.

Recordando que o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Cravinho, está hoje em Bissau no âmbito de uma missão da CPLP, Luís Amado adiantou que a leitura do Governo português é que «independentemente da responsabilização de quem cometeu os bárbaros assassinatos na noite anterior, importa acautelar a estabilidade política em Bissau».

«A nossa preocupação era que a ordem constitucional fosse reposta e, felizmente, esse processo está em curso», sublinhou.

O Presidente da Guiné-Bissau foi morto por militares na segunda-feira durante um ataque à sua residência, depois de no domingo o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas do país, o general Tagmé Na Waié, ter sido assassinado num atentado à bomba.

O ministro dos Negócios Estrangeiros adiantou ainda que segunda-feira à noite falou com o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, que lhe deu conta das acções que o executivo tem tomado e garantiu que está «investido de plenos poderes».

«Acreditamos que podemos muito rapidamente contribuir para a normalização da vida política em Bissau», acresecentou.

Luís Amado reconheceu ainda que têm existido crises cíclicas na Guiné-Bissau, mas recordou que «há um longo ciclo de instabilidade que foi criado como o golpe de Estado de 1999».

Aliás, continuou, «alguns dos episódios mais violentos que têm marcado a vida política em Bissau estão ainda relacionados com as contradições e os conflitos de interesses que marcaram esse golpe de 99».

«Acredito que de crise em crise, o processo político vai estabilizar«, enfatizou, sublinhando a »reacção muito positiva« que a população tem tido às propostas de democratização e de consolidação dos processos democráticos.

«As elites militares e políticas da Guiné-Bissau têm que ter em consideração o que tem sido a vontade expressa pelo povo da Guiné de ter estabilidade, Governos estáveis», referiu.

Por isso, acrescentou, este é também «um momento de grande responsabilidade para todos os dirigentes políticos».

Lusa
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Enviado por: André em Março 03, 2009, 01:33:03 pm
Presidente guineense foi agredido «de modo selvagem», afirma médico legista


O presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, assassinado ontem durante um ataque à sua residência oficial, foi «agredido de modo selvagem antes de ser morto a tiro», afirmou hoje um médico legista que realizou a autópsia.

«O presidente foi atingido por vários tiros no tórax e no rosto. O corpo mostra sinais de golpes violentos.

Ele foi agredido de modo selvagem antes de ser morto a tiro», afirmou o médico, que pediu anonimato e não quis fazer mais comentários.

Militares guineenses mataram o presidente Nino Vieira na madrugada de segunda-feira, quando ele fugia da sua residência, horas depois do assassinato do comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Tagmé Na Waie, num atentado.

Sapo / AFP
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Enviado por: Daniel em Março 03, 2009, 06:08:41 pm
Guiné: antigos ministros ameaçados de morte

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Ex-ministros guineenses ligados a «Nino» Vieira estão a receber ameaças de prisão ou de morte na sequência dos assassínios dos atentados no país, disse esta terça-feira à agência Lusa o antigo chefe da diplomacia do país, Soares Sambú.


Contactado por telefone em Bissau, a partir da Cidade da Praia, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros guineense disse à Lusa que há «pelo menos nove» personalidades políticas que estão a ser «perseguidas».

Segundo Soares Sambú, antigo mandatário de Carlos Gomes Júnior - actual primeiro-ministro e presidente do PAIGC -, a «lista» inclui nomes como os ex-ministros da Defesa Helder Proença, Marciano Barbeiro e Daniel Gomes, e o ex-ministro da Economia e Finanças Issufo Sanhá.

Segundo Sambú, a «lista» inclui, além do seu próprio nome, os dos antigos secretário de Estado Isabel Buscardini, Roberto Cacheu e Baciro Dabó (antigo chefe da antiga secreta guineense) e ainda o empresário Manuel dos Santos («Manecas»).

«Estamos todos desprotegidos, sem qualquer guarda pessoal e são frequentes os telefonemas com ameaças de prisão ou de morte para todos nós», disse à Lusa Soares Sambu, recusando a ideia de estarem ligados ao antigo regime de «Nino» Vieira.

«Tenho medo de uma caça às bruxas»

O ex-ministro adiantou ter já contactado as Nações Unidas em Bissau, bem como alguns chefes da diplomacia da União Africana (UA) para denunciar a situação em que se encontra «este conjunto de camaradas».

«Tenho medo de uma caça às bruxas e eu não sou nenhum bruxo, tal como nenhum dos outros meus camaradas», adiantou Soares Sambú, que confirmou à Lusa que a viúva de «Nino» Vieira, Isabel Romano Vieira, está em segurança, numa representação diplomática.

Questionado sobre o paradeiro de João Cardoso, ex-chefe de gabinete do Presidente da República, Soares Sambú afirmou desconhecê-lo, admitindo porém que o homem forte do regime esteja em segurança, mas em local desconhecido.

Fonte da missão das Nações Unidas em Bissau adiantou à Lusa que a ONU «está a pedir a essas pessoas para não entrarem em pânico», sublinhando que a comissão militar, que substitui a chefia militar após a morte do general Tagmé Na Waié, disse já estar disposta a garantir a segurança de todos.

A mesma fonte acrescentou que, neste momento, a missão das Nações Unidas não há ninguém refugiado nas instalações da organização.


Parece que as mortes não ficam por aqui.
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Enviado por: André em Março 03, 2009, 10:33:03 pm
Amnistia Internacional quer investigação

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.iu-huetorvega.org%2Fnoticias_fotos%2Famnistia_internacional.jpg&hash=96723426d5a4ca6ff954ae6e117586e7)

A Secção Portuguesa da Amnistia Internacional defendeu hoje em Lisboa a instauração de uma investigação aos assassínios domingo e segunda-feira em Bissau do Presidente da República e do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

"Este, como todos os homicídios políticos, é condenável. É essencial que se instaure uma investigação às circunstâncias que rodeiam estes actos e que os responsáveis sejam trazidos o quanto antes à justiça", lê-se o comunicado enviado à Lusa.

A AI-Portugal considerou ainda caber agora "aos dirigentes militares e outros da Guiné-Bissau, bem como à comunidade internacional, criar as condições para a salvaguarda dos civis perante qualquer tensão que possa surgir".
"É importante o imediato regresso à normalidade e que todos respeitem o regular funcionamento das instituições nacionais", sustentou a secção portuguesa da AI.

Nesse sentido, acrescentou, face à "difícil situação económica e a frágil estabilidade política", importa "conter quaisquer focos de distúrbios e violência que possam colocar os civis em risco".

"O país é fustigado por conflitos há muito e ainda se encontra numa situação difícil", conclui o documento.

Lusa
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Enviado por: André em Março 04, 2009, 12:32:31 am
Cravinho descarta força internacional e garante compromisso com a paz


O secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros descartou terça-feira qualquer tipo de intervenção militar estrangeira na Guiné-Bissau, afirmando ter recebido garantias de que o compromisso dos políticos e militares guineenses é com a paz.

"Não há necessidade nenhuma (do envio de uma força multinacional de paz). Há um clima de total segurança e as forças militares estão sob comando civil. O governo e os militares foram muito claros nos comunicados que fizeram nessa matéria", afirmou João Gomes Cravinho à Agência Lusa, na Cidade da Praia, onde regressou após uma visita de várias horas à Guiné-Bissau.

Para Gomes Cravinho, que chefiou uma missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a Bissau, torna-se, porém, "fundamental" a reforma do sector da segurança e uma alteração "significativa" à forma como os poderes político e militar se têm relacionado "ao longo da última década ou mais".

"É um processo que vai demorar o seu tempo e que precisa de grande determinação, coragem e de convicção. Haverá todo o tipo de apoio internacional, inclusive de Portugal. Mas não é necessário qualquer tipo de força internacional", sustentou.

Questionado sobre as intimidações e as ameaças de prisão e de morte de que estarão a ser alvo alguns antigos membros de anteriores executivos ligados ao regime do malogrado presidente João Bernardo "Nino" Vieira, abatido a tiro na madrugada de segunda-feira na sua residência em Bissau, Gomes Cravinho referiu ter recebido das autoridades políticas e militares guineenses um compromisso em relação à paz.

"A situação da Guiné-Bissau ao longo dos últimos anos tem sido de alguma instabilidade e precariedade. Mas toda a gente com quem falámos hoje, com responsabilidades no poder político e no militar, manifestou o seu compromisso em relação à paz e estabilidade. Não temos nenhuma indicação de que isso ("caça às bruxas") possa acontecer", afirmou.

O governante português adiantou ainda ter reafirmado às autoridades guineenses que Portugal estará "na primeira linha" na procura de apoios para a reconstrução da Guiné-Bissau, sublinhando que, mais importante que a ajuda de Lisboa, é a coordenação internacional dos diferentes mecanismos de financiamentos, "que estão dispersos".

Gomes Cravinho regressou terça-feira à noite à Cidade da Praia, de onde partiu, de manhã, para uma visita a Bissau, onde manteve contactos com todos os actores políticos guineenses e internacionais sobre a situação no país, desencadeada com o duplo assassínio segunda-feira e domingo, do Presidente João Bernardo "Nino" Vieira e do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) local, general Tagmé Na Waié.

Acompanhado pelo secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o guineense Domingos Simões Pereira, que permanecerá em Bissau durante mais alguns dias, Gomes Cravinho pernoita hoje na capital cabo-verdiana, antes de regressar quarta-feira a Lisboa.

Aproveitando a sua estada em Cabo Verde, Gomes Cravinho manterá na manhã de hoje uma reunião de trabalho com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, efectuando, logo a seguir, uma visita de cortesia ao Presidente Pedro Pires.

Lusa
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Enviado por: André em Março 04, 2009, 01:49:56 pm
Testemunha de ataque contra «Nino» diz que guardas fugiram


Uma testemunha do ataque contra o Presidente da Guiné-Bissau contou à Agência Lusa que a guarda do antigo chefe de Estado fugiu e que entre quatro a cinco homens ficaram a defender «Nino» Vieira.
«A guarda fugiu. Fugiram todos», afirmou a testemunha.

Segundo a testemunha, os homens que ficaram a defender o Presidente estavam a responder ao ataque, mas terão alegadamente ficado sem munições.

Quando ocorreu o ataque, estariam em casa de «Nino» Vieira, sem contar com a segurança do Presidente, pelo menos seis pessoas, nomeadamente uma empregada e vários assessores da Presidência guineense.

A testemunha contou que o Presidente esteve a trabalhar até tarde no dia de domingo com os elementos da sua assessoria por causa do atentado à bomba contra o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, horas antes.

«O Presidente esteve reunido com as chefias militares e com o ministro da Defesa», afirmou a testemunha.

Segundo a mesma fonte, o Presidente «Nino» Vieira também esteve para se reunir com o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, mas a reunião acabou por ser adiada para segunda-feira de manhã por «razões de segurança».

«Por volta das 03:00 (mesma hora de Lisboa) fomos avisados pela segurança que a casa estava cercada», afirmou à Lusa, sublinhando que cerca das 04:00 começaram a ser disparados os primeiros tiros.

Nessa altura, os assessores do Presidente e a emprega tentaram sair de casa pelas traseiras, mas um elemento ficou ferido por estilhaços provocados pelo lançamento de uma granada e acabaram por se refugiar num anexo das traseiras da habitação.

Em casa, ficou o Presidente «Nino» Vieira e a primeira-dama, Isabel Vieira, acrescentou a testemunha.

Os tiros e o ataque acabaram cerca de uma hora mais tarde.

Já ao início da manhã, os sobreviventes do ataque à residência do Presidente foram descobertos pelos militares, a quem pediram para não ser mortos.

«Eles responderam: Não temos nada contra vocês. Podem ir-se embora», contou a testemunha.

O ataque contra o Presidente «Nino» Vieira provocou também a morte de um adjunto de segurança e ferimentos no assessor de imprensa da presidência, segundo os dados oficiais, que referem também a existência de três feridos e um morto no atentado à bomba no Quartel-General.

O funeral de «Nino» Vieira realiza-se segunda-feira às 11:00 (mesma hora em Lisboa) e o de Tagmé Na Waié já na quinta-feira.

Lusa
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Enviado por: Lancero em Março 04, 2009, 02:33:51 pm
IMAGEM (http://http)

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Blood on the walls of the house of the late Guinea-Bissau President, Nino Vieira, 69, that was killed yesterday in Bissau, after an attack to his house, in Guinea-Bissau, 03 march 2009. ANTONIO ALY SILVA/LUSA
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Enviado por: André em Março 04, 2009, 10:40:38 pm
«O que está a acontecer é uma pena» diz Kumba Ialá

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fagualisa2.blogs.sapo.pt%2Farquivo%2Fkumba66.jpg&hash=87cb7ce70a58f65883e69484955b6c73)

O ex-Presidente guineense Kumba Ialá, derrubado em 2003 por um golpe de estado perpetrado por militares, disse hoje à Lusa que acompanha o que está a passar na Guiné-Bissau com «pena».

«É uma pena. É uma pena. É por causa disso que eu, no quadro do meu partido (Partido da Renovação Social), defendemos uma política de não-violência. Qualquer que sejam as questões a resolver temos que priorizar o diálogo, a tolerância, sempre no quadro da paz para procurar uma solução pacífica, para resolvermos os problemas», disse Kumba Ialá, contactado telefonicamente em Dakar, onde se encontra há uma semana.

Nas primeiras declarações do político guineense, desde os atentados que vitimaram o Presidente «Nino» Vieira e o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armas, Tagmé Na Waié, Kumba Ialá disse estar «disponível« para contribuir para a unidade do país.

«Eu não vou abandonar o meu pais. Estou disponível para dar a minha prestação dentro do espírito de unidade nacional para benefício do país«, frisou.

Kumba Ialá (que se converteu recentemente ao Islão e mudou o nome para Mohamed Ialá) não foi claro sobre os seus projectos políticos, nomeadamente se tenciona apresentar-se às próximas presidenciais, que se deverão realizar dentro de 60 dias.

«É uma questão que dependerá do partido e também da minha vontade, porque não posso estar todo o tempo a aparecer nas eleições e ser roubado na presença de todas as pessoas», referindo-se às últimas eleições legislativas, em Novembro passado, quando o PRS sofreu uma derrota para o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, que garantiu a maioria qualificada.

Lusa
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Enviado por: Jorge Pereira em Março 05, 2009, 12:00:02 am
Um factor importante para compreender esta crise:

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Guiné-Bissau: Conduta da coca para a Europa

ELMANO MADAÍL

A Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do Mundo, figurando em antepenúltimo lugar no último relatório do Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento, é também um dos mais apetecidos pelos narcotraficantes latino-americanos para enviar cocaína aos toxicodependentes da Europa. Precisamente pela sua pobreza e, talvez mais importante, pela sua localização geográfica, na África Ocidental.

Situada na "Costa Dourada", debruada por uma série de "Estados falhados" - paupérrimos, devastados pela guerra e liderados por elites corruptas -, a Guiné-Bissau é o mais falhado de todos, com uma instabilidade política que antecede a própria independência e que já liquidou, violentamente, três chefes de Estado. Aquele, incapaz de fazer prevalecer a lei, por falta de autoridades policiais minimamente equipadas - não há armas, nem material de comunicação, nem sequer uma única prisão, no país inteiro, para encarcerar eventuais criminosos -, foi rapidamente adoptada pelos cartéis colombianos. Estima-se que haja, hoje, 60 traficantes da Colômbia instalados no país.

Aqueles foram obrigado a encontrar alternativas à via tradicional, que passava pelas Caraíbas - designadamente Panamá e Jamaica -, quando aumentou a vigilância dos EUA. Por outro lado, a América Central foi-se tornando demasiado perigosa para os colombianos à medida que os narcotraficiantes mexicanos se tornavam mais poderosos e pouco tolerantes à concorrência do sul.

Assim, descobriram África e, nela, Guiné-Bissau. Para lá da instabilidade do poder, a situação do país é ideal, constituindo o trajecto mais curto entre a produção de cocaína da América Latina e os toxicodependentes europeus. Por via aérea, a droga é expedida da Colômbia com uma paragem apenas, para reabastecimento, no Brasil, sem problemas de aterragem em Bissau dada a ausência de Força Aérea e a relativa abundância de pistas de aterragem legadas por décadas de guerra.

Pelo mar, os atractivos são ainda maiores: a configuração altamente recortada da costa, com a extensão de 350 quilómetros e um arquipélago de 82 ilhas, oferece toda a discrição para ancorar nas múltiplas enseadas e fazer desembarcar toneladas de droga. Para mais quando há apenas um velho navio, já comido pela ferrugem, para patrulhar aquela zona marítima. A droga segue viagem a bordo de navios que partem do Brasil e da Venezuela, navegando a coberto da noite; durante o dia, permanecem estacionários no Oceano, camuflados por coberturas azuis que os tornam indectáveis do ar. Após quatro ou cinco dias de travessia, a carga é desembarcada por lanchas rápidas.

Depois, é expedida para a Europa - uma tonelada por dia, segundo a ONU.

A via mais directa é por avião, recorrendo a "mulas", isto é, indivíduos que transportam a cocaína em voos comerciais, arriscando-se a serem detidos nas alfândegas europeias. Foi o que aconteceu em Dezembro de 2006, por exemplo, em que num único voo de Bissau para Amesterdão, seguiam 32 "mulas". Todavia, num país cujo rendimento diário per capita é, em média, de 80 cêntimos, não faltam candidatos. Por terra, as "mulas" utilizam os velhos trilhos do tráfego de cannabis, conhecidos há muito em Marrocos. Tanto neste caso como por mar, Espanha e Portugal são as portas de entrada na Europa.

Fonte (http://http)



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Guiné-Bissau transforma-se no primeiro narcoestado africano

Pobre e estrategicamente localizado, país é usado por traficantes colombianos como trampolim para mercado europeu.

Cristiano Dias

Há três anos, um naufrágio na Ponta de Ondame, na região de Biombo, no litoral de Guiné-Bissau, mudou a vida dos pescadores da região. Quando puxaram a rede de arrasto, deram de cara com aqueles estranhos pacotes que embrulhavam um pó branco. Os crédulos não tinham a menor idéia do que haviam encontrado. Alguns espalharam a poeira branca sobre as plantações de tomate, liquidando o cultivo. Outros preferiram utilizar como tempero na comida. Só algum tempo depois, quando dois colombianos apareceram na cidadezinha de Quinhamel carregando uma valise com US$ 1 milhão para comprar de volta o carregamento, eles aprenderam o significado da palavra cocaína.

A incrível história dos pescadores de Biombo é apenas uma ponta da tragédia na qual mergulhou a ex-colônia portuguesa de apenas 1,5 milhão de habitantes, que rapidamente vem se transformando no primeiro narcoestado da África. Segundo estimativas da ONU, a quantidade de cocaína que entra em Guiné-Bissau em apenas um mês é igual ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas do país, que é de US$ 304 milhões - mesma quantia que estúdios de Hollywood gastam de uma só tacada para produzir filmes como Homem Aranha 3 e Piratas do Caribe.

Esquecido em um canto da África Ocidental, Guiné-Bissau é um país acostumado a catástrofes. Independente desde 1974, acumula quatro golpes de Estado e uma guerra civil (1998-1999). Terceiro país mais pobre do mundo, atualmente ocupa a 175ª posição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU.

O último capítulo do drama guineense começou a ser escrito quando a cocaína, fugindo do saturado mercado americano, tomou o rumo da Europa. A droga chega ao país, que fica na África Ocidental, de duas maneiras: por avião da Colômbia - com uma parada no Brasil para reabastecer - ou de navios que partem da Venezuela ou do Brasil com cocaína colombiana. As embarcações viajam apenas de noite. Durante o dia, ficam imóveis e cobertas por lonas azuis para evitar serem detectadas por vigilância aérea. A jornada termina após cinco dias.

O maior problema de enviar cocaína para a Europa é a logística. Diferente dos EUA, cujo mercado consumidor está próximo dos produtores, os barões da coca precisam de um ponto de passagem para armazenar e processar grandes quantidades de cocaína antes de dividi-la entre milhares de pequenos traficantes que levam a droga ao mercado europeu.

A cocaína chega à Europa em cargueiros que desembarcam na Espanha ou Portugal, por via terrestre através do Marrocos (na antiga rota da maconha) ou diretamente em aviões por meio de “mulas” (pessoas que transportam o produto). Em um único vôo para Amsterdã, em dezembro de 2006, havia 32 mulas com cocaína de Guiné-Bissau, segundo o jornal britânico The Observer.

LUCRO

Para os traficantes, um grande negócio. O quilo da droga em Londres chega a custar US$ 40 mil, o dobro do preço pago nas grandes cidades dos EUA. Segundo o Escritório da ONU para o Crime e Drogas (UNODC), um quarto da cocaína consumida no oeste da Europa vem da África Ocidental.

A atividade dos cartéis colombianos e de outros países nessa região do continente africano cresceu rapidamente. Desde 2003, 99% de todas as drogas apreendidas na África foram encontradas no oeste do continente. Entre 1998 e 2003, a quantidade total de cocaína apreendida a cada ano ficou por volta de 600 quilos. Mas em 2007 esse total aumentou em cinco vezes - nos primeiros nove meses do ano passado, a apreensão de cocaína chegou a 5,6 toneladas.

PARAÍSO

Os narcotraficantes adotaram o desabitado litoral de Guiné-Bissau como base porque sua geografia é perfeita. O litoral, com 82 ilhas, é recortado por meia dúzia de deltas e pântanos inacessíveis por terra. O cenário idílico para o tráfico se completa com as centenas de pistas de vôo abandonadas, construídas pelos portugueses durante a guerra contra os movimentos separatistas, nos anos 60.

A falência do Estado também dá uma força. A polícia guineense não tem dinheiro para comprar rádios e ainda trabalha sobre surradas máquinas de escrever. Para perseguir os bandidões existem quatro carros, mas dois estão quebrados.

Mesmo que capturassem algum traficante, não haveria onde colocá-lo. A única prisão do país foi incendiada durante a guerra civil e os presos locais passaram a ser encarcerados em celas temporárias no prédio do Ministério do Comércio.

A falta de dinheiro transforma os órgãos do governo em presa fácil da corrupção. Tudo isso somado e temos nas ruas de Bissau, capital do país, traficantes colombianospasseando em carros de luxo e farreando nos restaurantes da cidade.

A vida só não é perfeita para os apaniguados dos cartéis porque, mesmo com o vento a favor e contrariando todas as probabilidades, a polícia realiza algumas apreensões de vez em quando. Em setembro de 2006, a polícia interceptou 674 quilos de cocaína - alguns dias depois a droga sumiu misteriosamente de uma sala do prédio do Tesouro.

Os traficantes reagiram e agoram sobram acusações de corrupção envolvendo policiais (leia quadro). Mesmo assim, desde 2005, a polícia conseguiu realizar 50 grandes apreensões, a maioria por obra do acaso. Estima-se que, em valores de mercado, a cocaína apreendida ultrapasse 20% do PIB.

Fonte (http://http)


 
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Enviado por: Daniel em Março 05, 2009, 10:41:19 am
“Nino teve morte lenta e bárbara”

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Cinco dias depois do assassínio de Nino Vieira, continuam a surgir versões distintas sobre como morreu o Chefe de Estado guineense. O escritor britânico Frederick Forsyth, que chegou a Bissau no domingo, assegura que Nino teve uma morte "lenta e bárbara". Em declarações à BBC, Forsyth afirmou que o presidente "foi ferido numa explosão, atingido com tiros e cortado em pedaços com golpes de catana".




"Eles entraram na casa do presidente Nino e lançaram uma bomba pela janela. O telhado ruiu e ele ficou ferido. Tentou levantar-se e foi baleado, mas não mortalmente. Foi então que eles o cortaram em pedaços", afirma Forsyth, que obteve as informações durante um jantar com um perito que acompanha as investigações. Refira-se que o escritor se deslocou a Bissau para fazer pesquisas para um novo livro.

A versão avançada por Forsyth é uma de entre muitas contadas em Bissau. O jornal cabo-verdiano ‘A Semana Online’ faz eco de uma delas, segundo a qual Nino terá sido "degolado à maneira balanta, etnia do general Tagma Na Waie", assassinado no domingo. Há uma outra que refere que deceparam as mãos do presidente. Por outro lado, o CM contactou uma fonte castrense em Bissau segundo a qual Nino foi golpeado à catanada depois de morto.

Entretanto, em Bissau, o novo presidente interino, Raimundo Pereira, faz diligências para convocar eleições dentro de sessenta dias, como impõe a Constituição.

VIAGENS DESACONSELHADAS

O Governo português recomendou "prudência" aos portugueses que pretendam viajar para a Guiné-Bissau, mas ressalva que a situação naquele país está calma.

"A situação está calma e a embaixada mantém contactos com os cidadãos portugueses a residir na Guiné-Bissau", disse uma fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades. "Quanto à ida de portugueses para a Guiné-Bissau, naturalmente que enquanto a situação não estiver totalmente normalizada, recomenda-se alguma prudência", acrescentou.

Refira-se que há 2800 portugueses na Guiné-Bissau, 2500 dos quais com dupla nacionalidade.

Também o Ministério espanhol dos Negócios Estrangeiros recomendou aos seus cidadãos que não viajem para a Guiné-Bissau até novo aviso. Aos que já estão no país, o Ministério aconselha a não saírem de casa depois das 18h00.

MAIS DADOS

APELO AOS MILITARES

O chefe de Estado interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, apelou aos militares para que respeitem a Constituição e as instituições eleitas.

FUNERAL DE NINO VIEIRA

O funeral do presidente guineense realiza-se na terça-feira, pelas 11h00, enquanto o de Tagma Na Waie, líder dos militares, está marcado para sábado, faltando confirmar a hora.

KUMBA IALÁ DISPONÍVEL

O ex-presidente Kumba Ialá, de etnia balanta, disse que "é uma pena" o que está a passar no país e afirmou-se disponível para a servir o Estado.

FORÇA INTERNACIONAL

O secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros, João Cravinho, descartou qualquer tipo de intervenção no país, afirmando ter recebido garantias de paz dos políticos e dos militares.

Título:
Enviado por: Daniel em Março 05, 2009, 10:44:20 am
«O que está a acontecer é uma pena» diz Kumba Ialá


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Kumba Ialá (que se converteu recentemente ao Islão e mudou o nome para Mohamed Ialá)


Seria o pior que podia acontecer, era esse senhor chegar ao poder, converteu-se ao islão, e antes qual era a religião dele  :?:
Título:
Enviado por: LM em Março 05, 2009, 02:45:26 pm
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Está reforçada a explicação de ajuste de contas na Guiné. O general Tagmé Na Waie esperava um atentado e avisou os oficiais balantas: "Eu morro de manhã e o Nino morre à noite"

Vingança teve momentos de grande violência

O Presidente Nino Vieira foi assassinado com grande brutalidade pelos militares leais ao chefe do Estado-Maior Tagmé Na Waié, que fora por sua vez morto horas antes num atentado à bomba. Nino foi morto à catanada, sabe o DN. Sofreu golpes violentíssimos que o desfiguraram e já tinha profundas fracturas no crânio quando lhe deram o tiro de misericórdia.

Segundo fontes contactadas pelo DN em Bissau, a morte dos dois homens-fortes da Guiné teve na origem a velha rivalidade entre Tagmé e Nino, um ódio que remontava aos anos 80. O chefe do Estado-Maior sabia da iminência de um atentado contra a sua vida e deu instruções aos militares balantas que lhe eram fiéis: "Eu morro de manhã e o Nino morre à noite", terá dito o general, segundo garantiu ao DN um antigo ministro guineense.

"Tagmé teria conhecimento de que chegara uma bomba", garantiu esta fonte, que sublinhou a sofisticação do atentado contra o general. O profissionalismo do ataque (que foi inédito na Guiné e transcende as capacidades das forças armadas locais) sugere a ajuda das redes de narcotráfico, que são controladas por sul-americanos.

As fontes guineenses atribuem a Nino Vieira o atentado contra Tagmé Na Waié. A explicação é a seguinte: Nino controlava a presidência e parte do poder civil, mas teve uma importante derrota nas eleições legislativas de Novembro, que o PAIGC liderado por Carlos Gomes Júnior ganhou com maioria absoluta, elegendo 67 dos 100 deputados. O partido apoiado por Nino Vieira, o PRID, que era liderado pelo antigo primeiro-ministro Aristides Pereira, conseguiu apenas 3 eleitos.

O poder militar é aquele que verdadeiramente conta na Guiné-Bissau e o Presidente tinha aí uma séria desvantagem, pois contava apenas com alguns apoios na marinha. Logo após o atentado contra Tagmé, Nino Vieira convocou o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior para uma reunião onde lhe seria imposto um novo chefe de Estado-maior da facção ninista. Mas o presidente terá cometido um erro de precipitação, ao convocar o primeiro-ministro escassos minutos depois do atentado, traindo o seu conhecimento do mesmo: Carlos Gomes recusou-se a comparecer. Também se afirma que Nino esperava a protecção da marinha e que esta não se concretizou.

Neste ponto dos relatos sobre os acontecimentos da madrugada de domingo surge um mistério: por que razão Nino Vieira não tentou fugir mais cedo? O presidente teve muitas horas para escapar, mas não o fez.

O actual poder da Guiné-Bissau está nas mãos dos militares fiéis a Tagmé Na Waié, uma nova geração de oficiais. O novo homem-forte será Zamora Induta, mas o poder militar não está clarificado. De qualquer forma, a situação parece estável.

O poder civil encontra-se nas mãos do PAIGC. O Presidente interino, Raimundo Pereira, exercia o cargo de presidente do Parlamento. De 52 anos, é um jurista formado em Portugal.

A sequência da situação política na Guiné-Bissau tem inúmeras incógnitas. Para alguns "é o fim de uma Era" dominada pelo impiedoso Nino Vieira. Mas no horizonte há problemas. O maior deles parece ser o narcotráfico e a corrupção. Também não se pode esquecer a questão da balantização das forças armadas, facto que as outras etnias observam com extrema preocupação.

A presidência de Raimundo Pereira também poderá ser breve. A Constituição prevê eleições em dois meses, mas será impossível cumprir o prazo. Os outros partidos temem a hegemonia do PAIGC e quererão negociar um presidente transitório consensual.


Fonte: DN 4Mar09 (http://http)
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Enviado por: migbar2 em Março 05, 2009, 10:49:20 pm
Citação de: "Daniel"
«O que está a acontecer é uma pena» diz Kumba Ialá


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Kumba Ialá (que se converteu recentemente ao Islão e mudou o nome para Mohamed Ialá)

Seria o pior que podia acontecer, era esse senhor chegar ao poder, converteu-se ao islão, e antes qual era a religião dele  :?:





                                Dinheirão ?      :jok:
Título:
Enviado por: André em Março 06, 2009, 01:40:39 pm
Ainda não há detidos após atentados


Quatro dias após o assassínio do Presidente «Nino» Vieira, poucas horas depois de uma atentado à bomba que matou o comandante das Forças Armadas, a Justiça guineense ainda não indicou ou prendeu suspeitos nem prestou informações sobre as investigações.

Fonte policial disse à Lusa que não existem ainda detenções realizadas no ambito dos processos sobre o duplo atentado na capital guineense, que vitimou o Presidente da República, «Nino» Vieira, e o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.

A dois dias do funeral do general Tagmé Na Waié, a Justiça guineense não prestou até ao momento qualquer informação oficial sobre o processo em curso, estando ainda a ser criada a comissão de inquérito solicitada pelo conselho de ministros, na segunda-feira, ao procurador-geral da República.

Notícias veiculadas em Lisboa e em Bissau dão conta da prisão de um primeiro suspeito: o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, coronel Arsénio Baldé.

«Não estou detido. Estou no meu gabinete a trabalhar», disse Arsénio Baldé, em declarações à Agência Lusa.

«É completamente mentira e não sei onde inventaram aquela história», disse Arsénio Baldé, reagindo a notícias de que terá sido ele próprio a colocar a bomba no Quartel-General usada no atentado de domingo que matou o general Tagmé Na Waié.

O Governo da Guiné-Bissau desconhece também a informação de que o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas teria descoberto 200 quilogramas da droga num hangar do aeroporto uma semana antes de morrer.

«O Governo não tem conhecimento desses dados», afirmou o ministro da Comunicação Social e porta-voz do executivo, Fernando Mendonça.

«Como deve calcular nessas circunstâncias, desde que desapareceu o general Tagmé Na Waié, tem havido muita coisa que tem sido dita. Acho que nestes momentos as pessoas deviam serenar os ânimos, ajudar para que haja um melhor discernimento e trabalhar para que a desejada paz e estabilidade possam reinar», afirmou o porta-voz do governo guineense.

Lusa
Título:
Enviado por: Lancero em Março 10, 2009, 05:49:56 pm
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Guiné-Bissau: CPLP tem instrumentos militares para ajudar o país - CEMGFA português    

   Maputo, 10 Mar (Lusa) - O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas  (CEMGFA) português afirmou hoje que existem instrumentos militares na Comunidade  dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para ajudar a Guiné-Bissau, embora  a decisão seja "puramente política".    

 

   "Em termos militares há instrumentos. A situação na Guiné-Bissau justifica  que estejamos com essa probabilidade tão próxima da nossa vista", afirmou  Valença Pinto à chegada a Maputo para uma visita oficial de quatro dias  a Moçambique.  

 

   "No quadro geral da CPLP isso é uma questão puramente política. O que  é também facto é que há no plano militar da CPLP instrumentos, práticas  que permitem e favorecem a cooperação entre os países-membros se houver  uma decisão política nesse sentido", referiu.  

 

   A este respeito, Valença Pinto lembrou que está a ser edificada "uma  doutrina militar comum à CPLP virada para as operações de reposição e manutenção  da paz".  

 

   O CEMGFA português lamentou os assassínios do Presidente "Nino" Vieira  e do CEMGFA guineense, Tagmé Na Waié, e defendeu uma "ajuda mais estruturada"  à Guiné-Bissau  

 

   "Todos nós, cidadãos dos países da CPLP, sobretudo se temos um maior  grau de responsabilidade na vida pública, temos seguramente que estar preocupados  [com a situação na Guiné-Bissau]", disse Valença Pinto.  

 

   "Temos que ter certamente uma atitude de ajuda mais estruturada e também  de exigência", prosseguiu.  

 

   Instado a comentar o actual momento da Guiné-Bissau, o CEMGFA português  mostrou-se confiante no empenho das autoridades guineenses, "agora restabelecidas",  em encontrar "um futuro melhor para o país e um futuro melhor para o povo  da Guiné-Bissau, que tanto o merece e tanto precisa dele".  

 

   No que às autoridades militares portuguesas diz respeito, a situação  da Guiné-Bissau é avaliada no plano da "segurança dos cidadãos portugueses"  aí residentes.  

 

   "Sempre que há crises dessas em países onde temos muitos (cidadãos)  nacionais, temos preocupações com a segurança dessas pessoas e portanto  temos que encarar não mais do que isso: operações de evacuação", disse.  

 

   O Presidente guineense foi assassinado a 02 de Março durante um ataque  à sua residência, levado a cabo por militares, horas depois do atentado  à bomba que matou o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, cujo  funeral se realizou domingo.  
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 06:30:28 pm
Eu acho excelente que a CPLP tenha avançado logo no terreno para gerir a situaçao. Repare-se que noutros paises africanos em situaçao de crise mete-se tudo a dar sentenças : os EUA, a UE, a ONU, etc. falam todos mas ninguem faz nada . No caso da Guiné, a CPLP assumiu logo o papel de mediador ( e mais se necessario...) e a comunidade internacional esta com a sensaçao que o problema guineense esta sob controlo .
Título:
Enviado por: JQT em Março 10, 2009, 08:09:59 pm
O problema do envolvimento da CEDEAO é pode levar a uma internacionalização do conflito, por razões (e ambições) étnicas, de ambos os lados das fronteiras.

Não é por acaso que a CPLP é chamada a agir nestas altura pelas autoridades dos próprios países.

JQT
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 08:28:30 pm
A Guiné-Conacri sobretudo, se pudesse anexava  a Guiné-Bissau, e ao Senegal tbem nao repugnava nada a mesma coisa (apesar dos problemas que ja tem em Casamance). A verdade é que as fronteiras coloniais sao confrontadas com a realidade étnica ...Os Fula ou os Mandinga "moram" nos dois lados da fronteira .
Título:
Enviado por: Daniel em Março 11, 2009, 08:24:51 am
Filha de Nino pede fim das mortes

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Desmaios, aplausos e uma queda aparatosa de centenas de pessoas que tinham subido a um muro contíguo ao cemitério municipal marcaram ontem em Bissau as exéquias fúnebres de Nino Vieira. Apesar de alguns terem ficado feridos, o funeral, ao qual assistiriam milhares de guineenses, decorreu sem incidentes.


Marcado para as 11h00, o funeral só teve início três horas depois devido ao atraso de 12 dos 20 filhos de Nino Vieira, que residem em diferentes países e se reuniram em Dakar, capital do Senegal, antes de rumarem a Bissau. Ainda no Parlamento, o presidente interino, Raimundo Pereira, considerou os assassínios de Nino e de Tagmé Na Waie "uma afronta às instituições da República", mas foi o discurso da filha mais velha do ex-presidente, Elisa, que mais emocionou os presentes: "Tendo ele morrido, vamos parar de nos matar de uma vez por todas."

Rajadas de metralhadoras assinalaram o momento em que todas a multidão se despediu de um dos homens mais importantes da História daquele país.

MAIS DADOS

SOLUÇÃO MILITAR

A CPLP tem instrumentos militares para ajudar a Guiné--Bissau embora a decisão seja "puramente política", afirmou o Chefe do Estado-MaiorGeneral das Forças Armadas português, Valença Pinto, em Maputo, onde se encontra de visita.

VIÚVA PARTE PARA DAKAR

Isabel Vieira, viúva do presidente guineense, partiu ontem para Dakar num avião senegalês que transportou os 12 filhos de Nino Vieira que estiveram presentes no funeral do pai. Isabel Vieira deverá seguir depois para a Bélgica.

PRESIDENTES AUSENTES

Nenhum presidente da República esteve presente nas cerimónias fúnebres do ex-chefe de Estado gineense.


 :roll:
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Março 11, 2009, 09:36:44 am
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Nenhum presidente da República esteve presente nas cerimónias fúnebres do ex-chefe de Estado gineense.


Para um terrorista deveriam querer qualquer coisa...  :evil:
Título:
Enviado por: P44 em Março 11, 2009, 04:28:05 pm
Citação de: "legionario"
A Guiné-Conacri sobretudo, se pudesse anexava  a Guiné-Bissau, e ao Senegal tbem nao repugnava nada a mesma coisa (apesar dos problemas que ja tem em Casamance). A verdade é que as fronteiras coloniais sao confrontadas com a realidade étnica ...Os Fula ou os Mandinga "moram" nos dois lados da fronteira .


ou seja, na prática a Guiné-bissau é um estado inviável
Título:
Enviado por: Duarte em Março 11, 2009, 04:35:25 pm
Citação de: "P44"

ou seja, na prática a Guiné-bissau é um estado inviável


Todas as ex-colónias são inviaveis  :roll:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 11, 2009, 04:44:10 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "legionario"
A Guiné-Conacri sobretudo, se pudesse anexava  a Guiné-Bissau, e ao Senegal tbem nao repugnava nada a mesma coisa (apesar dos problemas que ja tem em Casamance). A verdade é que as fronteiras coloniais sao confrontadas com a realidade étnica ...Os Fula ou os Mandinga "moram" nos dois lados da fronteira .

ou seja, na prática a Guiné-bissau é um estado inviável


lembro-me de à uns tempos atrás, eles pedirem a Portugal para instalar uma base militar lá, mas penso que não fomos nisso.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 11, 2009, 05:54:38 pm
Salvo erro era Cabo-Verde, mas posso estar errado.
Título:
Enviado por: legionario em Março 11, 2009, 06:45:26 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "legionario"
A Guiné-Conacri sobretudo, se pudesse anexava  a Guiné-Bissau, e ao Senegal tbem nao repugnava nada a mesma coisa (apesar dos problemas que ja tem em Casamance). A verdade é que as fronteiras coloniais sao confrontadas com a realidade étnica ...Os Fula ou os Mandinga "moram" nos dois lados da fronteira .

ou seja, na prática a Guiné-bissau é um estado inviável


Nao sei se sera inviavel, isso dependera da boa vontade de todos os guineenses, mas ha tantas etnias na Guiné-Bissau e num espaço tao pequeno (1/3 da superficie de Portugal), existem tantas rivalidades entre essas etnias, que realmente nao é facil coabitar. Para mais, a Guiné -Bissau é uma ilha lusofona num mar francofono...a França neste momento tem mais em que pensar, mas ja houve uma altura em que fazia uma real concorrencia a Portugal. Os franceses tinham um centro cultural em Bissau bastante activo, e mantinham diversos projectos de cooperaçao, vindo dos franceses traz sempre agua no bico :)
Título:
Enviado por: André em Março 12, 2009, 09:39:38 pm
Assassínios na Guiné-Bissau revelam importância do combate ao narcotráfico


A comissária europeia responsável pelas Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner, disse hoje em Estrasburgo que os assassínios de «Nino» Vieira e de Tagmé Na Waié demonstraram a «máxima importância» de combater o tráfico de droga na Guiné-Bissau.

A comissária europeia falava num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre a situação na Guiné-Bissau, na sequência dos assassínios do Presidente João Bernardo «Nino» Vieira e do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, que condenou «da forma mais veemente».

Apontando que a «presença de narcotraficantes e toda a criminalidade são factores mais preocupantes nos dias de hoje» no país, Ferrero-Waldner lembrou os apoios que a União Europeia já presta à Guiné-Bissau para o combate ao tráfico de droga.

«É necessário um plano muito ambicioso no combate ao narcotráfico, porque é da máxima importância para nós, como constatamos com o sucedido», disse.

A importância de combater o tráfico de droga foi de resto a tónica das intervenções dos eurodeputados que intervieram no hemiciclo, caso do deputado democrata-cristão José Ribeiro e Castro, que lamentou a presença «cada vez mais evidente» e «chocante» do narcotráfico, apontando-a como um dos principais factores para a vulnerabilidade do país.

Já a outra eurodeputada portuguesa a intervir no debate, Ilda Figueiredo, do PCP, sustentou que os acontecimentos de Bissau são ainda resultado do «passado colonial» e apelou a uma maior cooperação da UE, mas sem «ingerências».

A seguir ao período de debates consagrados aos direitos humanos, a assembleia vai adoptar uma resolução sobre a Guiné-Bissau, na qual sublinha a necessidade de se combater o tráfico de droga, considerando que a «presença crescente de interesses ligados ao narcotráfico» contribui em muito para a instabilidade que se vive no país.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Março 14, 2009, 05:01:35 pm
Interferência de militares guineenses na actuação da PJ local dificulta combate ao narcotráfico


A eventual ingerência dos militares da Guiné-Bissau na esfera de acção da Polícia Judiciária local é um dos "problemas" no combate ao narcotráfico que utiliza aquele país da África Ocidental como rota de passagem da cocaína para Europa.

"Esse problema põe-se", admitiu à Agência Lusa João Figueira, inspector-chefe e porta-voz da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, que, citando um relatório internacional, indicou o caso em que 500 quilogramas de cocaína apreendida pela PJ guineense foram posteriormente "confiscados" pelas Forças Armadas.

O pretexto dos militares foi de que a droga ficaria bem protegida nas instalações da PJ guineense, mas a verdade é que a "cocaína desapareceu".

"A PJ da Guiné-Bissau, com quem trabalhamos bem e na qual confiamos, tem apenas 60 elementos. Os outros são muitos", disse João Figueira, manifestando a "maior admiração" pelo trabalho da directora da PJ local, num país em que a "fragilidade do Estado", a corrupção, a ausência de "administração pública" e falta de unidade nacional, associada ao tribalismo, dificultam a acção policial.

A inexistência de um sistema prisional e uma "Justiça que não funciona" num país "muito pobre" completam, na sua perspectiva, um cenário em que "é fácil comprar pessoas" e instalar empresas de fachada, designadamente colombianas, que se dedicam ao narcotráfico.

Questionado sobre se a Guiné-Bissau já se transformou num "Narco-Estado", conforme indicam relatórios internacionais, o responsável da UNCTE disse à Lusa: "Tenho de dizer que é exagerado". Admitiu, porém, que essa ameaça existe.

Quando à possibilidade de as recentes mortes violentas do Presidente "Nino Vieira" e do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Tagmé Na Waié, poderem estar relacionadas de alguma forma com o tráfico internacional de cocaína, João Figueira contrapôs que "não há indícios concretos".

Para enfrentar o narcotráfico na Guiné-Bisseu, o responsável da PJ portuguesa sublinhou que "tem-se apostado na cooperação em diferentes níveis" com a Judiciária guineense, cujos elementos recebem "formação" em Portugal.

Contudo, a PJ guineense passa por dificuldades diversas, que vão desde a falta de dinheiro até à ausência de electricidade, que não lhes permite o uso de computadores.

Segundo indicações policiais, alguma da cocaína que chega à Guiné-Bissau é entregue a guineenses com canais de distribuição próprios, mas que são "estruturas pequenas". Daí, a droga é enviada, por via aérea, através de "correios" que transportam a droga (em média um quilograma) no interior do organismo, em cápsulas ou "bolotas".

Porém, a maior parte da cocaína que chega à Guiné-Bissau proveniente da América do Sul "volta para o mar" para chegar por barco à Europa. Outros caminhos não descurados são o trajecto por via terrestre até ao Norte de África e depois por mar e ainda a possibilidade de a cocaína poder entrar, por via aérea, em pequenas aeronaves que aterrem em aérodromos.

Tanto a Marinha como a Força Aérea Portuguesa têm, segundo João Figueira, desempenhado um papel importante na vigilância e controlo destes casos.

Uma das "armas" mais recentes da Europa contra este flagelo surgiu com a criação do Centro de Análise e Operações contra o Narcotráfico Marítimo (MAOC-N), que integra vários países da União Europeia, incluindo Portugal, onde tem a sua sede.

Lusa
Título:
Enviado por: Luso em Março 14, 2009, 05:53:17 pm
É um estado falhado.
Ponto.
Título:
Enviado por: André em Março 14, 2009, 05:55:59 pm
Citação de: "Luso"
É um estado falhado.
Ponto.


Há uns estados falhados de sucesso como Angola e outros são falhados mesmo como a Guiné Bissau ...  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: legionario em Março 14, 2009, 06:13:54 pm
E pensar que foram os primeiros a declarar a independencia...
As elites cabo-verdeanas que dominavam o pais e que conduziram a luta armada contra Portugal esqueceram-se das promessas que fizeram àquele povo.
Tenho pena, porque quando la estive de visita fui muito bem recebido em todo o lado ,... menos pelas freiras italianas  :) ... e depois ofereceu-me a palhota dele para passar a noite :):)
Sao um povo muito hospitaleiro e generoso, agora sou eu que "tenho dor " por aquela gente.
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 19, 2009, 02:34:17 pm
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Guiné: Bomba que matou CEMGFA veio do exterior e há mais

O comandante Zamora Induta, indicado pelo Governo guineense para chefe das Forças Armadas, disse hoje que a bomba que matou o general Tagmé Na Waié veio do exterior e não terá sido apenas uma, havendo o «perigo de explosão» das restantes.

Em entrevista à Agência Lusa, o capitão-de-mar-e-guerra Zamora Induta admitiu que os militares tenham facilitado a colocação da bomba que provocou a morte do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, a 01 de Março, mas garantiu que a bomba «veio do exterior».

«Os militares, naturalmente, facilitaram a colocação da bomba, mas a bomba veio do exterior», garantiu, acrescentando que não acredita que tenha sido um militar a levá-la para o país.

«Há informações que dizem que entrou mais que uma bomba no país (...) e há todo um perigo de explosão do resto das bombas», acrescentou.

Questionado sobre as investigações da comissão de inquérito militar, criada para investigar a morte de Tagmé Na Waié, Zamora Induta disse que «prosseguem», sublinhando que o país está, contudo, com «limitações».

«Há um orçamento que a comissão apresentou, que não foi atendido. Há dificuldade na mobilidade dos membros da comissão, das pessoas com quem querem falar e contactar», explicou, acrescentando que essas limitações «tornam um bocado difícil cumprir ou respeitar os prazos estabelecidos» e «a investigação torna-se mais lenta».

O comandante justificou assim a prorrogação do prazo inicial de 10 dias para a comissão de inquérito militar apresentar conclusões.

Sobre o número de pessoas detidas no âmbito das investigações, Zamora Induta não precisou, porque há pessoas detidas para serem interrogadas e depois são libertadas.

«À medida que entram informações, vão-se tomando medidas preventivas e nessas medidas preventivas é possível que alguém tenha sido detido. Mas se for depois constatado que o detido não tem nada será posto em liberdade», explicou.

Zamora Induta reiterou que «não há perseguições contra ninguém, que não sejam no quadro das investigações em curso».

«Já estive várias ocasiões aqui com a sociedade civil, que anda muito preocupada com as especulações. Dei-lhes autorização para visitar as pessoas detidas e constatarem que não há nada feito em outro sentido, que não seja o do âmbito das investigações que estão a ser feitas», afirmou Zamora Induta.

«Há quem diga que há perseguições, concretamente ligadas ao falecido Presidente da República (»Nino« Vieira) e isso não é verdade», acrescentou, garantindo que assim que houver resultados serão tornados públicos.

«A opinião pública e nós estamos interessados em saber quem foram os autores destes crimes e os resultados das investigações vão, naturalmente, ser tornados públicos», disse.

Diário Digital / Lusa (http://http)
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 01, 2009, 03:03:27 pm
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Defesa: Portugal desconhece "oficialmente" preparação de força para a Guiné - ministro


O ministro português da Defesa Nacional disse hoje, em Tancos, não ter ainda conhecimento "oficial" da proposta, revelada segunda-feira pelo primeiro-ministro de Cabo Verde, de um contingente militar ou policial destinado à Guiné-Bissau.

 

    Nuno Severiano Teixeira, que hoje visitou a Brigada de Reacção Rápida, em Tancos, no âmbito do périplo que está a efectuar pelos três ramos das Forças Armadas, afirmou que uma eventual participação militar de Portugal numa força internacional, envolvendo os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da Comunidade Económica dos Estados da "frica Ocidental, terá de ser "ponderada no quadro dos vários intervenientes", considerando, contudo, "muito prematuro" fazer qualquer comentário neste momento.  
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 10, 2009, 05:00:15 pm
:arrow: Entrevista a Francisco Fadul (http://http)
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 10, 2009, 08:16:54 pm
Posso estar a ser injénuo, e até a parecer maluco por criticar e ao mesmo tempo estar a mostrar, mas as imagens da autópsia ao corpo do Nino Vieira saltaram cá para fora com uma velocidade  :arrow: MUITO GRÁFICO (http://http)
Título:
Enviado por: André em Abril 15, 2009, 05:44:56 pm
Faltam meios para combater narcotráfico


O chefe Forças Armadas interino da Guiné-Bissau, Zamora Induta, disse hoje que são precisos meios, coordenação e vontade nacional para combater o narcotráfico, sublinhando que os militares já estão a vigiar aparelhos suspeitos em todo o país.

"Nós precisamos de meios. Não se consegue combater esse fenómeno sem que haja meios", afirmou o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) em entrevista à agência Lusa.

"Mexer com o tráfico é um fenómeno que envolve muito dinheiro, por isso é preciso que haja uma vontade nacional", disse Zamora Induta, acrescentando ser ainda necessária a "interligação de todas as instituições nesse sentido".

"Nas ilhas nós podemos deter, mas não temos competência de julgar e fazer mais", exemplificou Zamora Induta.

"Nesse caso, teremos de remeter a aeronave para as autoridades competentes para o efeito. É preciso que haja uma coordenação e um interesse nacional em combater esse flagelo", salientou o CEMGFA interino guineense.

Zamora Induta revelou também que pelo menos três ilhas do arquipélago dos Bijagós estão a ser utilizadas por aviões suspeitos, nomeadamente Bubaque, Orango e João Vieira.

"Isto tudo acontece por falta de autoridade de Estado nessas ilhas", afirmou.

"Tive uma reunião com autoridades locais das ilhas e todos foram unânimes a afirmar que de facto há um problema grave", disse.

"Até aqui não houve reacção das autoridades competentes para pôr cobro a essa situação", sublinhou Zamora Induta.

Sobre as medidas que tomou para reforçar o controlo nas ilhas, o CEMGFA guinnense disse que na "ilha de Orango está um grupo com um bote e em coordenação com as autoridades locais vão controlar e saber a proveniência dos aviões".

"Na ilha de João Vieira também temos uma unidade militar a vigiar com as autoridades locais", referiu.

"Em Bubaque, continua uma unidade que lá tínhamos, mas que era direccionada para a fiscalização de pesca e agora vai fiscalizar também a aterragem de aeronaves", salientou.

Segundo Zamora Induta, todos os militares têm ordem para apreender aeronaves suspeitas.

"Apreenderem, não há mais conversa. Apreender até estar clara a situação", disse.

Em relação aos operadores turísticos da zona, Zamora Induta pediu para informarem as autoridades sobre os voos provenientes com turistas.

Sobre outros pontos da Guiné-Bissau, Zamora Induta disse que foi tomado "o mesmo procedimento que foi tomado em relação às ilhas".

Disse ainda haver fortes suspeitas em relação a uma pista situada em Boé, no leste do país.

"Alguém a mando de não sei quem mandou limpar a pista. Ainda estamos a investigar e não posso avançar mais informações sobre isso, mas provavelmente era para a aterragem de aviões de narcotraficantes", esclareceu.

"Mandámos encerrar o aeroporto e neste momento está controlado", acrescentou.

A Guiné-Bissau tem sido referenciada como "placa giratória" da entrada de cocaína na Europa proveniente da América Latina.

As autoridades guineenses têm alegado falta de meios para combater o narcotráfico, tendo desde 2006 apenas apreendido pouco mais de uma tonelada de cocaína.

Segundo a ONU, o desenvolvimento da Guiné-Bissau tem sido comprometido devido à instabilidade política desde a guerra civil de 1998 e pela utilização do território para fazer entrar droga na Europa pelos cartéis latino-americanas.

As Nações Unidas consideram igualmente que as dificuldades sócio-económicas do país, o narcotráfico e outros crimes organizados fragilizam a capacidade de manter a paz e estabilidade no país.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 21, 2009, 04:00:16 pm
Prioridade é combater o narcotráfico, não o envio de um contingente militar diz Cravinho


O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português defende que a prioridade na Guiné-Bissau é a repressão do narcotráfico e não o envio de um contingente militar porque «não se impõe a estabilidade à força».

Em declarações à Agência Lusa, o governante português afirmou que a prioridade para garantir a estabilidade na Guiné-Bissau é criar, «a médio-prazo, durante os próximos doze meses, as condições para reforçar muito substancialmente a cooperação internacional para a repressão do narcotráfico».

Questionado sobre o envio de um contingente militar, hipótese avançada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no final de Março, com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), João Gomes Cravinho considerou agora que «não é necessário» neste momento.

«Aquilo que se disse na reunião da CPLP foi que (a organização) apoiaria caso houvesse um pedido das autoridades (guineenses). Esse pedido não existe actualmente. Pode haver um momento em que se chegue à conclusão na Guiné-Bissau e internacionalmente de que é preciso, mas não estou a ver que isso seja necessário neste momento», referiu.

«Não se impõe a estabilidade à força em país nenhum», disse o secretário de Estado.

Na semana passada, o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, afirmou que o envio de tropas para o país «não é necessário» porque as autoridades preferem a via do diálogo e acrescentou que essa hipótese nunca foi discutida pelo Governo guineense «com ninguém».

Segundo Gomes Cravinho, o apoio internacional deve ser centrado no combate ao tráfico e alargado à África Ocidental, dado que muitos outros países da região são afectados pelo mesmo problema.

Neste sentido, Cravinho defende a criação de um tribunal internacional para o narcotráfico da África Ocidental porque «não há na região nenhum país que tenha capacidade judicial para lidar com o problema».

No entanto, ressalvou que isso «deve ser feito com as autoridades dos diversos países envolvidos» e «não contra eles».

De acordo com Gomes Cravinho, o apoio da comunidade internacional à Guiné-Bissau deve ainda centrar-se na reforma do sector de Defesa e Segurança.

«A principal fonte de instabilidade na Guiné-Bissau nesta última década e meia foram as Forças Armadas (…) e isto significa que só com uma reforma do sector de segurança como um todo, incluindo também as forças da polícia e o sistema judicial, (…) se pode devolver à Guiné-Bissau a estabilidade de que o país precisa e que o povo reclama», defendeu.

Segundo Gomes Cravinho, é preciso criar «condições para a passagem à reserva de militares que passaram muitos anos nas Forças Armadas e que devem ter condições de vida condignas na reforma» e pelo «recrutamento de jovens que tenham depois a formação necessária para que as Forças Armadas sejam a instituição republicana de que o país precisa».

A reforma do sector de Segurança e Defesa foi discutida segunda-feira numa reunião técnica em que participaram vários parceiros da Guiné-Bissau, que se comprometeram a concentrar esforços para reunir os cerca de 180 milhões de dólares necessários, ficando agendada para Julho próximo, em Bissau, uma mesa redonda de doadores.

A instabilidade na Guiné-Bissau agravou-se no início de Março na sequência do assassínio do Presidente «Nino» Vieira, horas depois do atentado à bomba que matou o chefe das Forças Armadas guineenses, general Tagmé Na Waié.

Lusa
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Enviado por: comanche em Maio 09, 2009, 10:03:11 pm
Guiné-Bissau: Guiné-Bissau quer aumentar plataforma continental


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Bissau - A Guiné-Bissau vai apresentar no próximo dia 13 às Nações Unidas, as informações preliminares indicativas dos limites exteriores da sua plataforma continental, para os poder definir para além das 200 milhas náuticas.
 
O documento para apresentar às Nações Unidas foi preparado com o apoio do Reino da Noruega e vai ser submetido ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na próxima semana, através da Comissão de Limites de Plataforma Continental das Nações Unidas, para efeitos de aplicação da decisão da 18ª Reunião dos Estados Partes da Convenção.

A iniciativa vem na sequência da Convenção das Nações Unidas, ratificada pelo Estado guineense, em Agosto de 1986 e que entrou em vigor no dia 6 de Novembro de 1995. O referido documento determina que os países da zona costeira que pretendam fixar os limites exteriores da sua plataforma continental, além das 200 milhas náuticas, a partir da qual são medidas as extensões do mar territorial, devem submeter à Comissão de Limites de Plataforma Continental das Nações Unidas, as características dos referidos limites com os dados técnicos e científicos num prazo máximo de 10 anos, a contar da data da entrada em vigor da convenção em cada país. Depois de apresentados os documentos, caberá às Nações Unidas decidir sobre os limites da Guiné-Bissau.

Sumba Nansil
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Enviado por: legionario em Junho 05, 2009, 01:17:58 pm
As FA's guineenses impediram mais uma tentativa de golpe de estado na Guiné-Bissau ...
A CPLP deveria considerar uma intervençao direta neste pais antes que esta onda de retaliaçoes entre as diversas façoes conduza a uma situaçao de catastrofe humanitaria e de guerra civil.
O envio de uma força de estabilizaçao para a Guiné parece-me agora inevitavel. Gostaria que fossem Portugal e os Palop's a resolver este problema.
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Enviado por: nelson38899 em Junho 05, 2009, 01:42:24 pm
Citação de: "legionario"
As FA's guineenses impediram mais uma tentativa de golpe de estado na Guiné-Bissau ...
A CPLP deveria considerar uma intervençao direta neste pais antes que esta onda de retaliaçoes entre as diversas façoes conduza a uma situaçao de catastrofe humanitaria e de guerra civil.
O envio de uma força de estabilizaçao para a Guiné parece-me agora inevitavel. Gostaria que fossem Portugal e os Palop's a resolver este problema.


Eles devem é pedir aos cabo-verdianos. Pois se foram eles os responsáveis pela independência da Guiné Bissau agora também tem a responsabilidade de ajudar.
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Enviado por: P44 em Junho 05, 2009, 05:31:43 pm
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«Secreta» afirma ter provas materiais
Guiné-Bissau: Os bastidores de um Golpe de Estado abortado

2009-06-05 17:47:24

Bissau Cerca de 12 horas após o assassinato de Baciro Dabó, candidato as eleições presidenciais antecipadas, e Helder Proença ex-Ministro da Defesa, no Governo de Aristides Gomes, novos dados vão clarificando os bastidores do Golpe de Estado abortado pelos militares.
Segundo a «secreta» guineense, vários elementos do PAIGC e militares, na reserva e no activo, conspiravam com objectivo de «afastar» o Chefe de Estado Maior General da Forças Armadas, CEMGFA, José Zamora Induta, Carlos Gomes Júnior, Primeiro-ministro e Raimundo Pereira, Presidente interino, excluindo consequentemente a realização das eleições presidenciais antecipadas no próximo 28 de Junho, um efeito do assassinato do Presidente da república Nino Vieira, ocorrido poucas horas após da eliminação do Chefe de Estado-maior, Tagme Na Way.

De acordo com o comunicado da «secreta» guineense, esta dispõe de provas materiais (filmes e gravações) que justificaria a detenção dos elementos citados no documento que acrescenta que o «Alto Comando das Forças Republicanas para Restauração da Ordem Constitucional e Democrática» (ACFROCD), liderado por Helder Proença, garantiria, se o Golpe tivesse sido bem-sucedido, a governação do país.

Baciro Dabó, foi executado num quarto da sua residência na presença da sua mulher, Suncari Dabó. Oficialmente, o ex-Ministro do Interior e candidato a presidência terá resistido à detenção sendo abatido com três tiros no abdómen e um tiro na cabeça. Porém os militares aproveitaram a ocasião para roubar vários objectos valiosos na casa de Baciro, confirmou fonte próxima da família. Duas horas antes de ser executado, Baciro Dabó convivia descontraidamente com amigos em frente a sua casa.

Helder Proença, que chagara de Dacar esta quinta-feira, foi morto no seu veículo quando estava acompanhado de um condutor e um segurança. Segundo testemunhas o veículo de Helder Proença tentou fugir a uma barragem de militares os quais dispararam vitimando os três ocupantes. Todavia um soldado que participara na operação foi ferido e evacuado para Mansôa, demonstrando assim que houve uma troca de tiros entre os militares e o carro onde seguia o ex ministro da defesa.

Fontes da PNN indicam que Helder Proença, juntamente com um cúmplice, terá incitado um oficial próximo do CEMGFA a participar no Golpe de Estado previsto. O oficial, que participou numa reunião preparatória do Golpe, terá gravado e filmado o encontro e posteriormente apresentado ao CEMGFA que imediatamente pôs em curso a captura de todos os citados na reunião.

Entretanto a situação em Bissau permanece calma como se «nada tivesse acontecido» afirmou um residente, semelhante à «calma» da capital guineense após o assassinato de Nino Veira e Tagme Na Way, disse.

Lassana Cassamá e Rui Neumann
(c) PNN Portuguese News Network


http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=18520 (http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=18520)
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Enviado por: André em Junho 05, 2009, 09:29:34 pm
Portugal pronto a apoiar envio de força regional


Portugal está pronto a apoiar o envio de uma força regional para a Guiné-Bissau, disse hoje, em Washington, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.

Falando à saída de uma reunião com a Secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, Amado disse que Portugal vê «com muita preocupação» a situação na Guiné-Bissau.

Em conjunto com os outros países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o governo português «tomará posições brevemente».

Até lá, disse, "esperamos que a situação se mantenha sob controlo e que não haja mais desenvolvimentos de confrontações militares" já que isso poderia colocar a Guiné-Bissau "numa situação gravíssima".

Interrogado sobre se Portugal apoiaria o envio de uma força da CPLP para a Guiné-Bissau, Amado afirmou que "não há acordo sobre uma força de interposição da CPLP".

"Há do meu ponto de vista condições para, no âmbito do que foi decidido pela CEDAO (Comunidade de Desenvolvimento Económico da Africa Ocidental) e da União Africana, haver uma força das Nações Unidas ou da União Africana," disse o chefe da diplomacia portuguesa.

Portugal "poderia apoiar essa forças", mas não vê como "oportuna" a participação de "uma força específica da CPLP".

"São as organizações regionais que têm responsabilidades directas em relação à situação de conflito na Guiné-Bissau," disse o ministro.

Lusa
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Enviado por: P44 em Junho 06, 2009, 03:44:12 pm
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Guiné-Bissau: Francisco Fadul pede força multinacional
O presidente do Tribunal de Contas da Guiné-Bissau , Francisco Fadul, defendeu hoje a intervenção de uma força multinacional no país e afirmou não acreditar na "teoria da tentativa de golpe de Estado".

"É necessária a intervenção de uma força multinacional militar, policial e administrativa na Guiné-Bissau para a manutenção da ordem, a pacificação social e a vigilância sobre o funcionamento dos órgãos do Estado", disse à agência Lusa este responsável, que está actualmente em Portugal.
Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ CRISE NA GUINÉ-BISSAU

Na sexta-feira reacendeu-se a violência na Guiné-Bissau, onde as forças de segurança mataram os ex-ministros Hélder Proença e Baciro Dabó, este último candidato à Presidência, por alegado envolvimento numa tentativa de golpe de Estado.

Para Francisco Fadul, "mais uma vez foi reconfirmado que o Estado se tornou um fiasco, falhou, não existe na prática porque não é capaz de zelar pelos interesses dos cidadãos, pela preservação da ordem mínima".

"Nem sequer tem eficácia para conter os usurpadores do poder ou os bandos armados que estão a actuar no país", disse Francisco Fadul, acrescentando que estes grupos são "autênticos esquadrões a soldo de chefes militares".

"Não se trata de bandos indefinidos, desconhecidos", reiterou, frisando não acreditar "na teoria da tentativa de golpe de Estado".

"É a falta de cultura histórica e política que os faz falar assim e tentar convencer as pessoas, pensando que os outros são um grupo de patetas. É clássico o que eles fizeram, em todos os totalitarismos aparecem sempre denúncias de golpe de Estado para permitir o abuso da autoridade, o excesso de poder em relação aos adversários políticos", declarou.

"Apresentam, como é tradicional, uma lista de suspeitos, de supostos implicados, e uma lista de objectivos a atingir pelos alegados golpistas", referiu, considerando que tudo não passa de "balelas, de armação política para justificar uma acção destruidora, completamente totalitária sobre os adversários políticos".

"O Estado não pode transformar-se em criminoso, se assim procede é porque está nas mãos de criminosos", afirmou.

Segundo Francisco Fadul, "como sempre acontece em África, quando acontecem estas barbaridades os possíveis responsáveis morais nunca estão no país".

"Como se o facto de estarem ausentes os ilibasse de responsabilidades", lamentou.

O primeiro-ministro guineense encontra-se em viagem privada a Portugal há cerca de duas semanas, enquanto o ministro da Defesa e o Presidente da República interino se encontram em França.

Ausentes da Guiné-Bissau estão também o ministro da Função Pública, Fernando Gomes, e o ministro da Comunicação Social e porta-voz do governo, Fernando Mendonça.

Dos principais candidatos às presidenciais de 28 de Junho, o único ausente é Malam Bacai Sanhá, candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que se encontra em Dacar, no Senegal.

O início da campanha eleitoral para as presidenciais estva marcado para hoje, mas foi adiado depois dos acontecimentos de sexta-feira.


http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/519438 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/519438)
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Enviado por: André em Junho 24, 2009, 06:10:45 pm
FARC envolvidas no narcotráfico na Guiné-Bissau


A guerrilha colombiana está envolvida no narcotráfico na Guiné-Bissau, denunciaram terça-feira em Washington responsáveis norte-americanos, durante uma audiência na Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado dos Estados Unidos.

Durante a audiência diversos peritos afirmaram haver a necessidade dos países europeus darem uma maior contribuição ao combate a esse tráfico.

Michael Braun, que até recentemente foi director de operações da Agência de Combate à Droga (DEA), disse que a Europa "está à beira de uma catástrofe de abuso e tráfico de drogas semelhante àquela que os Estados Unidos sofreram há 30 anos atrás".

Braun e outros peritos que compareceram perante a Comissão disseram que a situação se deverá deteriorar.

Os riscos de traficar cocaína para Europa são agora menores do que para os Estados Unidos, os lucros maiores e a procura futura deverá aumentar, acrescentaram.

"A Europa tem que assumir as suas responsabilidades e fazer muito mais", disse Braun.

O actual chefe de operações da DEA, Thomas Harrigan, disse que "traficantes colombianos e venezuelanos" estão "enraizados" na África ocidental" e cultivaram relações de longo prazo com redes criminosas africanas para facilitar as suas actividades na região.

"O aumento significativo do tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa, através de rotas estabelecidas em África, representa uma ameaça não apenas para a Europa mas também para os Estados Unidos", considerou Harrigan.

Este operacional da luta contra a droga disse estarem actualmente em curso diversas operações conjuntas com entidades policiais europeias mas recusou-se a dar pormenores em público.

Tanto Harrigan como Braun e ainda Douglas Farah, um especialista do Centro de Avaliação e Estratégia, referiram a crescente presença de elementos das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia, FARC, em países africanos, incluindo a Guiné-Bissau para "facilitar" o tráfico de drogas.

No que diz respeito a países africanos que têm demonstrado vontade em combater o tráfico de drogas, Harrigan mencionou Cabo Verde como exemplo de um país africano que colocou meios em acção para combater o tráfico de drogas e onde, acima de tudo, há "vontade política" em combater esse tráfico.

O sub-secretário de Estado para África Johnnie Carson descreveu Cabo Verde como tendo um "vasto potencial" para se tornar num "parceiro transatlântico em actividades regionais de interdição, numa plataforma para colheita de informação e como mediador de diálogo com a Guiné-Bissau".

Carson elogiou ainda Cabo Verde pela sua "democracia estável" e pelo "sucesso" em reduzir o tráfico de drogas da América Latina.

"Aumentar os nossos conhecimentos e capacidade de seguir o contrabando transatlântico e desenvolver uma capacidade regional através de parceiros de confiança como Cabo Verde e o seu governo poderá ser um dos esforços mais produtivos e de menor custo de um plano integrado (de combate ao tráfico de drogas)", concluiu Carson.

DN
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Enviado por: André em Junho 26, 2009, 08:00:36 pm
Traficantes tentaram subornar chefe das Forças Armadas


Os narcotraficantes presentes na Guiné-Bissau tentaram aliciar o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) interino, o capitão-de-mar-e-guerra Zamora Induta, para um negócio com 10 milhões de euros, denunciou hoje o próprio à agência Lusa.

"Na altura quando me fizeram essa proposta apanharam-me de surpresa. Eu não esperava que os narcotraficantes tivessem coragem demasiada de vir propor-me esse negócio", afirmou Zamora Induta, explicando que isso aconteceu logo após ter sido nomeado.

Zamora Induta explicou que depois, pensando nas condições de segurança para combater o narcotráfico, decidiu adiar a audiência para outro dia.

"Eu tive de adiar a audiência para outro dia para voltar a falar sobre esse assunto. Mas acho que eles não voltaram porque ouviram as minhas declarações e acabaram por desistir", disse.

"Eu contei a história a um amigo que até me perguntou se eu tinha noção do que é que são 10 milhões euros", afirmou Zamora Induta, sublinhando que o explicou ao amigo que os seus objectivos não são esses.

Questionado sobre as afirmações do governo norte-americano de que as guerrilhas colombianas podem estar envolvidas no narcotráfico na Guiné-Bissau, Zamora Induta afirmou que não "considera a questão nesse âmbito".

"Com guerrilha, sem guerrilha, é tráfico de droga e é preciso ser combatido", sublinhou.

"Eu disse à embaixadora dos EUA que estou disponível, dentro da missão das Forças Armadas, para combater o narcotráfico", disse.

"Ela disse-me que não tem confiança nas forças armadas, porque há sinais de que há militares envolvidos no tráfico", sublinhou.

"E eu fui claro em dizer-lhe que eu recebi narcotraficantes aqui, logo após a nomeação, pensando que as coisas não tinham mudado", referiu, salientando que se está a pedir meios para combater os narcotraficantes é porque está determinado.

Sobre se continua a haver militares envolvidos no negócio da droga, o CEMGFA guineense disse que não diz se "há militares ou não há militares".

"O que eu sei é que enquanto eu for CEMGFA não haverá nenhum militares envolvidos no tráfico de droga", precisou.

DN
Título:
Enviado por: André em Julho 13, 2009, 09:17:11 pm
PAIGC refuta acusação de financiamento pela Al-Qaeda


O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo (PAIGC) considerou hoje uma "grande mentira" e um "acto de racismo" a acusação de financiamento pela Al-Qaeda, dirigida pelo director da candidatura de Kumba Ialá às presidenciais guineenses.

"Conotar o PAIGC e o seu carismático candidato com a organização Al-Qaeda, para além de constituir em si uma grande mentira, é também, na interpretação que o nosso grande partido faz, um acto de racismo e uma grande e clara manifestação xenófoba e de anti-muçulmanismo", refere o partido em comunicado enviado à agência Lusa.

O director da campanha de Kumba Ialá, candidato do Partido da Renovação Social (PRS) acusou hoje Malam Bacai Sanhá, candidato apoiado pelo PAIGC, de ter recebido dinheiro de países árabes e da Al-Qaeda.

"Soubemos de fonte segura que, para fazer campanha, o candidato do PAIGC, Malam Bacai Sanhá, recebeu grandes somas em dinheiro de países árabes e da própria Al-Qaeda e, como contrapartida, terá prometido uma ilha no arquipélago dos Bijagós", afirmou o director de campanha de Kumba Ialá, Baltazar Cardoso.

"Se é certo que Malam Bacai Sanhá é muçulmano e nunca o escondeu (...) não será pela via da Al-Qaeda que tentará intrujar o povo guineense para se tornar o próximo presidente da República (...) com a agravante de oferecer uma ilha para esta organização terrorista treinar os seus homens", refere o PAIGC.

No comunicado, o PAIGC desmente igualmente as acusações de que se prepara para expulsar das fileiras das Forças Armadas todos os oficiais de origem balanta.

"Uma vez mais, o PAIGC é obrigado a informar a opinião pública nacional e internacional e a Directoria de Campanha do PRS que não distingue os oficiais, sargentos ou praças das nossas gloriosas Forças Armadas por condição étnica ou tribal, mas sim, pelas suas aptidões, competência, dedicação e patriotismo", adianta o documento.

"Para o PAIGC, só há uma interpretação correcta para este tipo de acusações, que se pode resumir como sendo de incitação a um golpe de Estado ou de levantamento tribal", sublinha o partido no poder.

O PAIGC refere também que não conota as afirmações com o PRS, mas apenas com a Directoria de Campanha "sem rumo, sem perspectivas e na iminência de uma pesada, anunciada e catastrófica derrota" na segunda volta das presidenciais, a 26 de Julho.

No documento, o PAIGC reafirma o seu empenho para a manutenção sustentável de um clima de paz no país e apela aos observadores internacionais e representações diplomáticas para "analisarem atentamente as diferentes directorias de campanha para garantirem o normal desenrolar da fase final das eleições".

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2009, 08:15:37 pm
FBI vão ajudar Guiné-Bissau a investigar mortes de Nino Vieira e Tagmé Na Waié

Os EUA estão preocupados com  o crime organizado e querem dar uma  ajuda na investigação das mortes de Nino Vieira e Tagmé Na Waié.

O FBI vai enviar à Guiné-Bissau um investigador judicial para ajudar as autoridades guineenses no inquérito aos assassínios do presidente Nino Vieira e do ex-chefe das Forças Armadas Tagmé Na Waié, anunciou a Procuradoria-Geral da República guineense. A disponibilidade da polícia federal americana foi manifestada na quarta-feira pelo chefe da delegação do FBI para a África Ocidental, Thomas Relford.

O responsável do FBI encontrou-se em Bissau com o novo procurador guineense para fazer um ponto da situação em relação ao crime organizado, o narcotráfico e o branqueamento de capitais na África ocidental. Na reunião entre Amine Saad e Thomas Relford estiveram presentes elementos do Comando Americano para África (AFRICOM).

Nino Vieira e Tagmé Na Waié foram ambos mortos nos dias 1 e 2 de Março, respectivamente, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Falando sobre as dificuldades de lutar contra o crime organizado, o Procurador-Geral da Guiné-Bissau disse que as novas autoridades políticas do país, designadamente o Presidente Malam Bacai Sanhá, "estão empenhadas em inverter a situação, restituindo a dignidade ao país".

Em relação aos assassínios de Nino Vieira e de Tagmé Na Waié, o novo procurador guineense garantiu aos responsáveis americanos a sua determinação em descobrir a verdade. No plano da ajuda externa à Guiné-Bissau, os representantes da União Africana, União Europeia e ONU no país reuniram-se na quarta-feira com o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, a quem transmitiram a disponibilidade de ajudar, mas pedindo que se acelerem as reformas.

À saída de um encontro com o primeiro-ministro guineense, os representantes das Nações Unidas, Joseph Mutaboba, e da União Europeia, Franco Nulli, explicaram que foram transmitir a Carlos Gomes Júnior a preocupação da comunidade internacional em relação aos atrasos do governo na aplicação de medidas para a reforma do sector da Defesa.

"A comunidade internacional está pronta [para avançar com os apoios] mas aguarda que todo o trabalho que já foi feito possa ser rapidamente discutido em conselho de ministros e aprovado", disse Franco Nulli.

DN
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 12, 2009, 06:29:29 pm
Guiné tem importantes reservas bauxite, fosfatos e petróleo


O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje que o país possui «importantes reservas» do bauxite, fosfatos e petróleo e que conta com o sector privado local e dos países lusófonos para promover a economia.

O primeiro-ministro guineense fez este anúncio no seu discurso de abertura da Semana de Negócios da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que hoje começou em Bissau.

Ao apresentar as potencialidades de negócios na Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior declarou que, além da vantagem de pertencer aos mercados sub-regionais africanos, com cerca de 300 milhões de potenciais consumidores, o país possui as suas próprias potencialidades.

“O nosso potencial agrícola e pesqueiro é conhecido, mas o país possui igualmente importantes reservas do bauxite, fosfatos e petróleo”, disse Carlos Gomes Júnior.
O chefe do governo guineense destacou ainda as potencialidades no sector do turismo para apelar os empresários locais e lusófonos a apostarem na Guiné-Bissau, enaltecendo sempre a perspectiva do mercado potencial no âmbito da União Monetária Oeste Africana (UEMOA) e da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental).

De acordo com Carlos Gomes Júnior o facto de a Guiné-Bissau ser membro das duas comunidades levou a que a sua moeda seja estável -o Franco CFA, com paridade ao euro - e a uma inflação situada abaixo dos três por cento.

Gomes Júnior reconheceu que o sector privado guineense tem feito “um grande esforço” sobretudo após a guerra civil de 1998/99 que “destruiu por completo o tecido empresarial” do país, pelo que o Governo está a tomar medidas para facilitar a sua tarefa, promovendo reformas estruturais que facilitem cada vez mais o ambiente do negócios.

Sobre a semana do negócio da CPLP, em Bissau, Carlos Gomes Júnior considerou que é uma iniciativa que vai contribuir para dar uma imagem positiva do país no exterior.

Diário Digital
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: P44 em Abril 01, 2010, 01:17:15 pm
mais um para a colecção


Guiné-Bissau: Primeiro ministro e chefe das Forças Armadas presos por militares

Bissau, 01 abr (Lusa) - O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e o chefe das Forças Armadas, Zamora Induta, foram feitos reféns por militares hoje de manhã na capital guineense, adiantaram à Lusa fontes diplomáticas e de organizações internacionais.
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
12:38 Quinta-feira, 1 de Abr de 2010
http://aeiou.visao.pt/guine-bissau-prim ... es=f553910 (http://aeiou.visao.pt/guine-bissau-primeiro-ministro-e-chefe-das-forcas-armadas-presos-por-militares=f553910)
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2010, 08:29:56 pm
Impasse político-militar ameaça segurança do país


Oficiais querem escolha de novo chefe militar e processo contra Zamora pode comprometer primeiro-ministro.

A Guiné-Bissau continua a viver dias difíceis, enquanto se mantém o impasse político-militar resultante da crise de 1 de Abril, quando o número dois das forças armadas, António Indjai, prendeu o chefe do Estado-Maior, Zamora Induta, e deteve por algumas horas o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. Em Bissau há um clima de medo e aquilo que uma fonte que falou sob anonimato classificou de "paz podre".

Os militares no poder exigem a saída de Carlos Gomes Júnior e continuam à espera que seja nomeado o novo chefe das forças armadas. A maioria dos oficiais defende que o cargo deve ser exercido pelo major-general Indjai, mas a nomeação cabe ao primeiro-ministro, que está ausente do país, em Cuba, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica de limpeza de veias coronárias.

Entretanto, a Assembleia Nacional Popular aprovou a eliminação do cargo de vice-chefe de Estado-Maior. Deputados da oposição juntaram-se a uma facção substancial do PAIGC (o partido de Carlos Gomes). Refira-se que o PAIGC tem dois terços da assembleia, o que indica que o primeiro--ministro já perdeu o controlo do partido.

Falta a promulgação da lei pelo Presidente Malan Bacai Sanhá, mas esta movimentação indica que Indjai terá de ser nomeado a curto prazo no posto máximo das forças armadas.

Bissau está sob intensa pressão internacional para respeitar a ordem constitucional anterior. A UE adiou a missão que visava aplicar a reforma da defesa, apesar de tudo "sem fechar a porta", e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviou uma missão militar cujo porta-voz reconheceu que as autoridades estão a "lidar bem com a situação". O general liberiano Abdurhamane Shuray reconheceu, após falar com Malan Bacai, que "cabe a Bissau decidir o que tem de fazer".

Zamora encontra-se preso em Mansoa, a 60 quilómetros de Bissau. O DN apurou que o chefe de Estado-Maior está em boas condições de saúde. Mas as suas possibilidades de regressar ao cargo são mínimas: em causa, no golpe que o derrubou, está um conflito de gerações; Zamora pertence a uma geração de oficiais mais novos, que os veteranos da guerra não respeitam. Antes de 1 de Abril, alguns antigos combatentes não escondiam o seu descontentamento e acusavam Zamora de ser manipulado por Carlos Gomes Júnior, que por sua vez era contestado no próprio PAIGC.

A Procuradoria-Geral está a preparar uma acusação contra Zamora Induta que poderá estender--se ao primeiro-ministro.

Um dos elementos centrais do golpe foi o ex-chefe da Marinha, Bubo Na Tchuto, cuja reintegração não está prevista, o que constitui um problema adicional: Bubo não aceita um lugar de subalternidade. Existe ainda a incógnita do narcotráfico, cujos tentáculos se desconhecem, mas que se adivinham profundos.

A situação muito tensa leva as pessoas contactadas a falarem de "clima de medo" e a temerem um novo conflito. "Este não é o país de Amílcar Cabral", dizia ao DN um alto funcionário que não quis ser identificado.

DN
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Junho 05, 2010, 06:12:21 pm
Tráfico de drogas voltou fortemente ao país


O tráfico de drogas voltou fortemente à Guiné-Bissau, onde o comércio de cocaína ameaça desestabilizar ainda mais o país, depois do assassinato do Presidente e da tentativa de um golpe de Estado, revelaram autoridades norte-americanas e da ONU.

No início do ano passado, os traficantes pareciam ter abandonado a região costeira, após a atenção internacional, que começou a concentrar-se neste flagelo e a treinar a Polícia do país.

Dezenas de ilhas desabitadas servem como depósitos para as drogas provenientes da América do Sul, que transitam pelo país todos os anos a caminho para a Europa, num total estimado em mil milhões de dólares.

«O tráfico de drogas foi retomado novamente» no país, declarou esta semana Alexandre Schmidt, representante regional para a África Ocidental das Nações Unidas (ONU) contra a Droga e o Crime. É um fenómeno preocupante num país onde o dinheiro das drogas só serve para encorajar os oficiais militares que, há muito tempo, têm por hábito destituir os dirigentes eleitos.

No ano passado, o Presidente guineense, João Bernardo «Nino» Vieira, e o chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, foram assassinados. O país parecia recuperar-se desta situação, com a eleição do Presidente Malam Bacai Sanhá, mas três meses depois o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o chefe das Forças Armadas, Zamora Induta, foram detidos numa tentativa de golpe de Estado. O primeiro-ministro foi libertado, enquanto o chefe das Forças Armadas continua detido.

No meio do caos político, a comunidade internacional estava treinando oficiais da Polícia Judiciária para investigar o tráfico, dobrando o tamanho da força para 160 agentes. O seu alcance é limitado à capital do país e Schmidt referiu que os traficantes têm voltado em grande quantidade, porque podem agir com impunidade.

O escritório das Nações Unidas baseia, em parte, as suas afirmações nas apreensões de cocaína. Quando a Guiné-Bissau estava «completamente abandonada» no início do ano passado, parecia claro que a cocaína fluia para a Europa através de diferentes portos.

As apreensões permanecem em baixo e um relatório de março da missão da ONU no país endereçado ao secretário geral da entidade diz que não houve grandes mudanças desde outubro, mas já não há uma medida fiável do comércio ilícito. «Quase todas as drogas vêm de avião hoje em dia», diz Schmidt, acrescentando que as apreensões já não são feitas no mar e os aviões tendem a ser mais difíceis de intercetar.

Somente através da «inteligência» e de relatos de aviões suspeitos é que se consegue dar aos oficiais uma ideia do problema de hoje. «É muito mais difícil hoje saber quanta cocaína é traficada na África Ocidental. O mercado das drogas está aqui e o tráfico de drogas, que na verdade decresceu por um período do ano passado, foi retomado definitivamente e muito fortemente», referiu Schmidt.

Num país pobre, o comércio de cocaína torna fácil os traficantes subornarem funcionários e militares. O comércio de drogas exacerba a frágil situação política do país, segundo David Mosby, chefe da seção política da Embaixada dos Estados Unidos da América em Dacar, Senegal.
Em Abril, o Departamento do Tesouro norte-americano referiu que o ex-chefe da Marinha guineense, José Américo Bubo Na Tchuto, e o chefe da Força Aérea, Ibraima Papa Camara, são «chefões» do tráfico.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: legionario em Junho 05, 2010, 07:14:09 pm
Uma boa soluçao para a Guiné-Bissau era ser posto sobre tutela da CPLP. Angola e o Brasil bem podiam abrir os cordoes à bolsa, e nos portugueses  poderiamos participar com os meios humanos, pelo menos nas areas da saude, educaçao, segurança publica e organizaçao do territorio.
O flagelo do trafico de droga é consequencia da miseria e da ausencia do Estado e sem dinheiro e organizaçao nao sei como poderao os guineenses resolver os seus problemas.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Julho 05, 2010, 03:24:57 pm
Citação de: "legionario"
Uma boa soluçao para a Guiné-Bissau era ser posto sobre tutela da CPLP. Angola e o Brasil bem podiam abrir os cordoes à bolsa, e nos portugueses  poderiamos participar com os meios humanos, pelo menos nas areas da saude, educaçao, segurança publica e organizaçao do territorio.
O flagelo do trafico de droga é consequencia da miseria e da ausencia do Estado e sem dinheiro e organizaçao nao sei como poderao os guineenses resolver os seus problemas.
Seria praticamente o "batismo de fogo" da CPLP. Excelente ideia, mas teria que ser executada a partir de 2011, devido que neste ano, a política brasileira se preocupa unicamente com as eleições e (principalmente) as picuinhas geradas por causa delas.
Precisamos fazer isso antes que "eles" o façam.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: legionario em Julho 05, 2010, 06:40:48 pm
Os paises e os povos da CPLP poderiam ser tao felizes se trabalhassem juntos...
Nos em Portugal so temos politicos bananas, portanto daqui nao esperem grande coisa,  nem os lusofonos em geral nem os guineenses em particular  :cry:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Julho 25, 2010, 04:30:38 pm
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "legionario"
Uma boa soluçao para a Guiné-Bissau era ser posto sobre tutela da CPLP. Angola e o Brasil bem podiam abrir os cordoes à bolsa, e nos portugueses  poderiamos participar com os meios humanos, pelo menos nas areas da saude, educaçao, segurança publica e organizaçao do territorio.
O flagelo do trafico de droga é consequencia da miseria e da ausencia do Estado e sem dinheiro e organizaçao nao sei como poderao os guineenses resolver os seus problemas.
Seria praticamente o "batismo de fogo" da CPLP. Excelente ideia, mas teria que ser executada a partir de 2011, devido que neste ano, a política brasileira se preocupa unicamente com as eleições e (principalmente) as picuinhas geradas por causa delas.
Precisamos fazer isso antes que "eles" o façam.

E se for por Portugal, terá de ser executada para lá de 2020... Porque estes anos não temos meios para efectuar operações militares dessa envergadura e porque o "Porreiro pá" ainda esta no governo...
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Duarte em Julho 25, 2010, 05:29:50 pm
Citação de: "GI Jorge"
E se for por Portugal, terá de ser executada para lá de 2020... Porque estes anos não temos meios para efectuar operações militares dessa envergadura e porque o "Porreiro pá" ainda esta no governo...
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?

 :mrgreen:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Julho 25, 2010, 06:01:06 pm
Citação de: "Duarte"
:mrgreen:

Meu caro, a publicidade é a alma do negocio...  c34x
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Julho 26, 2010, 02:27:58 pm
Citação de: "GI Jorge"
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?
Só pelo fato de ele ter sido publicado aqui, já o torna inviável (Vai que temos um espião guineense no fórum... :lol: )
Mas não tira o mérito da sugestão. Algo deve ser feito. E, eu acho que devia ser uma operação conjunta, pois trabalhar em conjunto é o objetivo da CPLP, certo? Ou falei besteira?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: PereiraMarques em Julho 26, 2010, 03:53:29 pm
As Forças Armadas Guineenses são parte do problema e, muito dificilmente, serão parte da solução. A um qualquer General deposto surge um Almirante que é deposto por outro General e este por outro Almirante, etc.

A hierarquia não existe é mais baseada em questões tribais ou de clãs, num país paupérrimo quaisquer trocos que possam vir do tráfego de droga são mais bem-vindos pelos militares e pela população em geral do que qualquer possível intervenção dos "bons-samaritanos" da CPLP...a democracia é "bonita", mas se não garantirem o desarmamento das FFAA guineenses, um programa alimentar eficiente e o $$$$ suficiente para gerir um Estado minimamente eficiente, não há hipótese...
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Julho 26, 2010, 04:24:38 pm
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "GI Jorge"
Mas nem tem de ser uma operação militar... poderíamos usar super espiões portugueses para saber se as FA guineenses estão com o tirano. se sim, então a operação tem de ser militar. se não, Portugal (ou Brasil, mas penso que faria mais sentido ser Portugal)  pode enviar o Sagres e lá ir o PR. Então, ele convida o ditador a entrar no Sagres. Nesse momento, os DAE disfarçados de marinheiros que vao dar as boas vindas apanham-no, prendem-no e, ao mesmo tempo, as FA guineenses tomam controlo do pais, como no 25 de Abril. depois instauram a  democracia, e o governo seria controlados pela CPLP até os guineenses terem capacidades (sociais e financeiras) para se auto-governarem. Tipo Iraque, só que sem a exploração e roubo.
No entanto, o arquipélago das Bijagós seria controlado na mesma pela CPLP onde seria construído um porto para albergar patrulhas oceânicos (da CPLP) que iriam combater o trafico de droga na região.
E então, o que acham do meu plano?
Só pelo fato de ele ter sido publicado aqui, já o torna inviável (Vai que temos um espião guineense no fórum... :crit: nada feito... E falando do caso portugues, penso que temos todos os meios (tirando o LPD, mas como o Brasil possui vários navios de desembarque, quer de CC quer de tropas, poderíamos usar um deles) para uma operação conjunta...

E como disse o Pereira Marques, seria necessário instaurar um "tratado de Versalhes" e providenciar ajuda alimentar à Guiné, de forma a ser possível a recuperação da economia. E a recuperação guineense também ajudaria a evitar o tráfico de droga, já que esta é um bastião de traficantes...

http://www.areamilitar.net/imprensa/imprensa.aspx?nrnot=70
http://www.areamilitar.net/opiniao/opiniao.aspx?nrnot=19
http://www.areamilitar.net/imprensa/imprensa.aspx?nrnot=64

Os artigo não são propriamente recentes, mas penso que ainda nada mudou... E de facto, uma operação militar na Guiné Bissau é necessária antes que ocorra um genocídio ou que as comunidades estrangeiras lá residentes sejam ameaçadas...

Já agora, alguém sabe se aquilo já estava assim enquanto era território nacional?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: legionario em Julho 26, 2010, 05:21:39 pm
As forças armadas da Guiné-Bissau para além de estar divididas nao têm armamento de valor... e da ultima vez que la estive,  os soldados nos quarteis nem comer tinham !!!

Uma intervençao da CPLP neste pais nao passaria necessariamente por um confronto militar com as FA's guineenses ; esta possibilidade nao serviria de modo nenhum  os nossos interesses. Os baroes da droga encontraram a maneira de se instalar no pais, porque nao a CPLP ?
Existe uma maioria de guineenses militares e civis que sao de boa vontade e boa gente e que so estao à espera que lhes apresentem soluçoes crediveis e nao do "bla bla bla" do costume.

Uma intervençao na Guiné poderia ser feita em acordo com alguns responsaveis politicos e militares guineenses e sobretudo com o aval da Uniao Africana,   de que fazem parte, recorde-se, 5 estados da CPLP que podem ter algum peso para se obter este aval.

Uma coisa tenho a certeza : o comum dos guineenses aplaudiria uma intervençao externa vinda dos lusofonos ou dos tugas em particular. Eu dei por la umas voltas nao so em Bissau como nas principais cidades e até em tabancas do interior e em todo o lado fui extremamente bem recebido, alguns velhotes mostraram-me com orgulho velhas decoraçoes que tinham recebido no tempo em que serviram no exercito português (ou nas milicias de auto-defesa pro-portuguesas).

Os suecos e os russos apoiaram a luta de "libertaçao" do PAIGC e depois da independencia fizeram-se pagar bem e com juros : os suecos com as madeiras das florestas que devastaram (para poupar a "ecologica" floresta sueca, serviram-se sem vergonha nas matas da Guiné...), e os russos com os seus barcos pesqueiros que operavam à vontade no espaço maritimo guineense para além de, coisa gravissima, terem "comprado" o direito de despejar os seus residuos nucleares nas aguas guineenses...

A Guiné-Bissau nao teve a sorte de ser uma ex-colonia francesa, porque se assim tivesse sido, nao estaria como esta !
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Julho 26, 2010, 07:57:55 pm
Citação de: "legionario"
A Guiné-Bissau nao teve a sorte de ser uma ex-colonia francesa, porque se assim tivesse sido, nao estaria como esta !
Haiti era um ex-colônia francesa, olha lá o que virou. :mrgreen:

Brincadeiras à parte, deve ter havido algum conjunto de fatores propícios para estar ocorrendo isso com a Guiné-Bissau. Senão, seria assim com todos os PALOPs.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Duarte em Julho 26, 2010, 09:17:01 pm
Localização geográfica, rivalidades tribais, falta de recursos, e a descolonização às sete pancadas...
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Julho 26, 2010, 10:48:12 pm
Citação de: "legionario"
A Guiné-Bissau não teve a sorte de ser uma ex-colónia francesa, porque se assim tivesse sido, não estaria como esta !

Não te fies nisso...
E também já aqui disse que não é necessária uma intervenção militar, apenas de manutenção da paz... Para dar lugar a essa possibilidade, os DAE poderiam contribuir para que o líder dessa altura (já que estão sempre a mudar) se reformasse mais cedo..
E enquanto o exercito tratava da paz, os bons empresários portugueses ajudavam à recuperação económica e os DAE, os comandos e os rangers caçavam os dealers e os barões da droga e mandava-se para lá um par de NPO para patrulhar e procurar por navios de droga. e já agora, destacavam-se 3 alphajets para que sempre que as tropas de Operações especiais encontrassem uma fabrica ou deposito de droga se rebentasse com aquilo, invés de se arriscarem vidas...    :G-bigun:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: sergio21699 em Julho 27, 2010, 03:29:43 pm
Citação de: "GI Jorge"
Citação de: "legionario"
A Guiné-Bissau não teve a sorte de ser uma ex-colónia francesa, porque se assim tivesse sido, não estaria como esta !

Não te fies nisso...
E também já aqui disse que não é necessária uma intervenção militar, apenas de manutenção da paz... Para dar lugar a essa possibilidade, os DAE poderiam contribuir para que o líder dessa altura (já que estão sempre a mudar) se reformasse mais cedo..
E enquanto o exercito tratava da paz, os bons empresários portugueses ajudavam à recuperação económica e os DAE, os comandos e os rangers caçavam os dealers e os barões da droga e mandava-se para lá um par de NPO para patrulhar e procurar por navios de droga. e já agora, destacavam-se 3 alphajets para que sempre que as tropas de Operações especiais encontrassem uma fabrica ou deposito de droga se rebentasse com aquilo, invés de se arriscarem vidas...    :G-bigun:

Tu para realizador de cinema tens jeito, nunca pensas-te ir para hollywood?  :lol:  :P
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Julho 27, 2010, 04:40:35 pm
Citação de: "sergio21699"
Tu para realizador de cinema tens jeito, nunca pensas-te ir para hollywood?  :lol:  :P

Nah... Não quero ofuscar o James Cameron...   :lol:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 02, 2010, 12:26:39 pm
Tropas lusas não deverão ser necessárias na Guiné-Bissau


O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Gomes Cravinho, disse hoje à Lusa que não deverão ser necessárias tropas portuguesas na Guiné-Bissau, apesar da decisão guineense de aceitar uma força de estabilização internacional.

Em declarações à Lusa em Díli, Gomes Cravinho disse que a decisão guineense de aceitar uma força de estabilização internacional «é um passo muito importante» e corresponde a «uma evolução natural e necessária».

«Todos vemos na Guiné-Bissau uma enorme dificuldade em encontrar caminhos sem recurso a apoios internacionais. O princípio está adquirido e isso é muito importante», disse, acrescentando que «é fundamental que dentro da Guiné-Bissau haja capacidade de combater o narcotráfico, que é uma das fontes dos problemas do país».

Segundo Gomes Cravinho, é «para isso preciso o apoio internacional», sendo que o secretário de Estado acredita «que as várias instâncias internacionais - Nações Unidas, União Africana, CEDEAO e CPLP - têm uma visão perfeitamente convergente» sobre a Guiné-Bissau.

«Facilmente encontrarão um mandato comum ou mandatarão uma dessas instituições para assumir a responsabilidade operacional», disse.

Questionado pela Lusa se Portugal deverá participar mediante a colocação de forças na Guiné, Gomes Cravinho referiu não se perspetivar essa necessidade.

«Creio que essa questão não se colocará e o mais provável é que seja uma missão predominantemente africana. Neste momento penso que não haverá grandes problemas de recrutamento de militares para essa missão na Guiné-Bissau. Quando muito Portugal apoiará se vier a ser necessário», defendeu.

As autoridades políticas e militares da Guiné-Bissau concordaram com o princípio da presença de uma força de estabilização, anunciou domingo em Bissau um porta-voz da presidência guineense.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Agosto 02, 2010, 12:46:08 pm
Eu acho que essa decisão do Gomes Cravinho é mais um receio de que a intervenção portuguesa em Guiné-Bissau seja interpretada pelo povo guineense como tentativa de recolonização.

E já passou da hora de a CPLP fazer algo mais do que reuniões de cimeira.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Agosto 02, 2010, 05:03:20 pm
Citação de: "Snowmeow"
Eu acho que essa decisão do Gomes Cravinho é mais um receio de que a intervenção portuguesa em Guiné-Bissau seja interpretada pelo povo guineense como tentativa de recolonização.

E já passou da hora de a CPLP fazer algo mais do que reuniões de cimeira.

Não meu caro, é mesmo é receio de gastar dinheiro e falta de uma coisa que eu cá sei...  :roll:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 03, 2010, 11:33:29 am
Eu pessoalmente sou contra uma intervenção na Guiné, porque:

Já lá morreram demasiados Portugueses e para nada;
Se os Guinienses estão felizes em viveram como vivem , com atentados sobre atentados, mortes sobre mortes, ser uma narco-ecónomia;
Corrupção, pobreza, etc;

Então que vivam felizes como estão. Vamos enviar tropas para lá para eles se unirem para matar o "Tuga"? Não obrigado.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Agosto 03, 2010, 12:50:33 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Eu pessoalmente sou contra uma intervenção na Guiné, porque:

Já lá morreram demasiados Portugueses e para nada;
Se os Guinienses estão felizes em viveram como vivem, com atentados sobre atentados, mortes sobre mortes, ser uma narco-ecónomia;
Corrupção, pobreza, etc;

Então que vivam felizes como estão.
Cara, essa foi uma escorregada feia.

Nenhum povo é feliz sabendo que pode ser o próximo a ser vítima de um atentado, e a narco-economia da Guiné-Bissau está alimentando o tráfico na Europa (Não consigo crer em um destino mais adequado para a droga que passa por Bissau). Isso é abandonar um país irmão à própria sorte.

Eu ainda sou a favor de uma intervenção, mas não de um país isolado, mas da CPLP. Antes que alguma empresa a serviço dos USA enfiar seus mercenários e expôr a organização ao ridículo.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Duarte em Agosto 03, 2010, 03:04:58 pm
Prefiro ver Portugal a intervir na Guiné ou Timor do que andar a fazer fretes aos nossos "aliados" da NATO noutros lados que não nos dizem respeito.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Agosto 03, 2010, 05:50:45 pm
Citação de: "Snowmeow"
Cara, essa foi uma escorregada feia.

Nenhum povo é feliz sabendo que pode ser o próximo a ser vítima de um atentado, e a narco-economia da Guiné-Bissau está alimentando o tráfico na Europa (Não consigo crer em um destino mais adequado para a droga que passa por Bissau). Isso é abandonar um país irmão à própria sorte.

Eu ainda sou a favor de uma intervenção, mas não de um país isolado, mas da CPLP. Antes que alguma empresa a serviço dos USA enfiar seus mercenários e expôr a organização ao ridículo.

agora disseste tudo... Portugal está a braços com o problema da droga. E não é com patrulhas que isto se resolve, é preciso atacar onde dói mais. E realmente, se a CPLP tem uma vertente militar, serve para que?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 03, 2010, 06:46:20 pm
Meus senhores  o responsável máximo pela missão de policias europeu (acho que é isto) não pode ser Português para não haver problemas, é que os Guinienses podiam sentir-se ofendidos... PQP!!! Ofendidos? Eles estão sempre a pedir apoio e depois não podem ter uma missão comandada por Portugueses? Vão mas é catar! c34x  :twisted:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabecinhas em Agosto 03, 2010, 07:28:04 pm
Caro Cabeça não gostaria de ver os seus páras novamente a abrir caminho de mg como fizeram em Timor...  :G-beer2:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2010, 11:32:46 pm
Xanana estuda presença de militares timorenses na Guiné-Bissau


O primeiro ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, que é simultaneamente o ministro da Defesa, admitiu hoje que militares timorenses possam vir a integrar uma futura força de estabilização na Guiné-Bissau.

“Vamos estudar essas possibilidades. É nosso dever ajudar os países irmãos, mas ainda vamos estudar”, declarou à Lusa Xanana Gusmão.

Foi com um lacónico “vamos ver”, que o Presidente da República, José Ramos-Horta, comentou a possibilidade de Timor-Leste vir a integrar uma força internacional, salientando que a decisão de a receber cabe às autoridades guineenses.

“É uma prerrogativa do governo soberano da Guiné-Bissau. Se eles desejam uma força das Nações Unidas, espero que a ONU responda que sim”, disse.

O general Matan Ruak, Chefe do Estado Maior das Forças de Defesa de Timor-Leste (FALINTIL-FDTL), questionado pela Lusa, escusou-se a tecer considerações.

“É um problema que não me compete a mim comentar. Os guineenses saberão qual é a melhor forma de resolverem os seus problemas, assim como os timorenses, que têm os seus próprios problemas”, limitou-se a dizer.

As autoridades políticas e militares da Guiné-Bissau concordaram com o princípio da presença de uma força de estabilização, anunciou domingo em Bissau um porta-voz da presidência guineense.

Em declarações à imprensa, à saída de uma reunião do Conselho de Defesa Nacional guineense, presidida pelo Presidente Malam Bacai Sanhá, o porta-voz Soares Sambu afirmou que essa decisão havia sido tomada e que seriam agora iniciadas as formalidades necessárias.

Segundo Soares Sambu, a aceitação da futura força vem na sequência dos apelos nesse sentido feitos à Guiné-Bissau nas recentes cimeiras de chefes de Estado e governo realizadas na cidade de Sal, Cabo Verde, na cimeira da CPLP que se realizou em Luanda, Angola e as decisões da cimeira da União Africana, que se realizou em Kampala, Uganda.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 04, 2010, 10:50:14 am
Citação de: "Cabecinhas"
Caro Cabeça não gostaria de ver os seus páras novamente a abrir caminho de mg como fizeram em Timor...  :twisted:  c34x

Agora a estes? Não obrigado, ainda no ano passado foi-se buscar os únicos Páras mortos em combate que não foram repatriados. Se houvesse por parte deles uma vontade genuina para mudar, se houvesse uma vontade genuina para uma tal missão eu seria o primeiro a dizer para se enviar tropas.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Agosto 04, 2010, 01:58:33 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "Cabecinhas"
Caro Cabeça não gostaria de ver os seus páras novamente a abrir caminho de mg como fizeram em Timor...  :twisted:  c34x

Agora a estes? Não obrigado, ainda no ano passado foi-se buscar os únicos Páras mortos em combate que não foram repatriados. Se houvesse por parte deles uma vontade genuina para mudar, se houvesse uma vontade genuina para uma tal missão eu seria o primeiro a dizer para se enviar tropas.

Caro Cabeça de Martelo, peço desculpa por me estar a intrometer, mas acho que se esqueceu de um ponto importante. Imagine que você é pobre (mesmo muito pobre, sem o que comer nem casa minimamente decente, esse tipo de miséria), não tem acesso a água potavel, nem cuidados de saúde nem nada. E de repente aparecem uns tipos que lhe oferecem uns trocos se você os ajudar a traficar droga. O que acha que faria? Embora você talvez dissesse que não neste momento, aquelas pessoas não têm mesmo nada, e provavelmente nem têm informação sobre o que  a droga faz a longo prazo, e se puderem ganhar uns trocos, já estão como o outro "Porreiro, pá". Enquanto não lhes mostrar-mos que existem outros caminhos, eles não vão mudar porque eventualmente têm mais apoio por parte dos traficantes do que por parte do governo.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 04, 2010, 02:23:50 pm
A questão é esta Jorge, tu mandas para lá tropa, quandos dias é que pensas que vais ter antes da primeira baixa? Tu podes dizer que estás lá para ajudá-los, que vens por bem, etc.; sabes o que acontece em dois segundos? É veres populaça a dizer mata que é Tuga.

É tão simples quanto isso.

Ok, se a NT for constituida essencialmente por Comandos comandada pelo Marcelino da Mata até que aceito, desde que as ordens sejam: façam o que ele manda...

Aposto que a Guiné ficava em dois tempos com a reputação do país mais sossegado em áfrica... :twisted:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Agosto 04, 2010, 02:47:29 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
A questão é esta Jorge, tu mandas para lá tropa, quandos dias é que pensas que vais ter antes da primeira baixa? Tu podes dizer que estás lá para ajudá-los, que vens por bem, etc.; sabes o que acontece em dois segundos? É veres populaça a dizer mata que é Tuga.

É tão simples quanto isso.

Ok, se a NT for constituida essencialmente por Comandos comandada pelo Marcelino da Mata até que aceito, desde que as ordens sejam: façam o que ele manda...

Aposto que a Guiné ficava em dois tempos com a reputação do país mais sossegado em áfrica... :twisted:

Realmente bem visto... Mas depois Portugal fcava com a reputação de "Novos EUA". E isso eu não quero  c34x
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 04, 2010, 03:10:20 pm
Novos EUA? Deves estar a brincar, temos muito feijão para comer antes de sermos chamados isso. Tu sabes o que os Franceses fizeram e fazem em áfrica? Pensa apenas numa coisa, porque é que eles precisam de ter milhares de militares em áfrica, para quê terem bases aéreas, bases navais, etc?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Agosto 04, 2010, 05:12:28 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Novos EUA? Deves estar a brincar, temos muito feijão para comer antes de sermos chamados isso. Tu sabes o que os Franceses fizeram e fazem em áfrica? Pensa apenas numa coisa, porque é que eles precisam de ter milhares de militares em áfrica, para quê terem bases aéreas, bases navais, etc?

estava-me a referir a matar tudo o que mexe por sermos "trigger happy". E os  EUA são a policia do mundo, por isso podem ter bases onde bem quiserem... (Ironia)
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 04, 2010, 05:49:05 pm
I M P O S S I V E L!!! Não temos dinheiro para as munições.  :oops:  :roll:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: GI Jorge em Agosto 05, 2010, 01:18:38 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
I M P O S S I V E L!!! Não temos dinheiro para as munições.  :oops:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:

(já agora, eu vi no Future Wepons que uma bala 12.7 custa à volta de 1,5euros. Quanto custa uma munição de g3,a 7.62, se alguém sabe? E para comparar, porque não uma 5.56?)
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Agosto 05, 2010, 01:35:15 pm
Essa questão poderia ser resolvida se grande parte do efetivo fosse de brasileiros, atuando sob a bandeira da CPLP. São Tomé & príncipe também poderia colaborar com alguns homens (Inclusive, muitos lá tem experiência como forças mercenárias, por terem trabalhado para a sul-africana Executive Outcome), e Angola com o suporte de base. Portugal poderia organizar as coisas por trás da cortina, para os guineenses não se sentirem ofendidos.

O Brasil teve sucesso no Haiti, por que não teria em Bissau?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 05, 2010, 03:45:22 pm
Citação de: "Snowmeow"
Portugal poderia organizar as coisas por trás da cortina, para os guineenses não se sentirem ofendidos.

Isso é aliás a "tradição" portuguesas nas intervenções "pós-coloniais" em África.

Em Moçambique, na ONUMOZ (1992-1994) participou com um Batalhão de Trasmissões (BTm4).

Em Angola, na UNAVEM III (1995-1997) e na MONUA (1997-1998) participou com uma Companhia de Transmissões (CTm5), uma Companhia Logística (CLog6) e um Destacamento Sanitário (DSan 7).
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2010, 08:56:49 pm
Almirante causa conflito nas altas esferas políticas[/b]


Presidente e primeiro-ministro divergem sobre a recondução do chefe da Armada

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, é o único obstáculo à recondução do almirante José Américo Bubu Na Tchuto como chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau.

O Governo de Carlos Gomes Júnior e as chefias militares já estão disponíveis para reconduzir Bubu Na Tchuto nas funções que exercia antes do suposto golpe de Estado de Agosto de 2008. Mas a movimentação de homens de confiança do Presidente da República junto do chefe do Estado-Maior, major-general António Indjai, impediram o regresso de Na Tchuto. O que está a causar dores de cabeça às autoridades de Bissau.

Os analistas locais são unamines em afirmar que o almirante é agora uma pedra no sapato do Presidente da República e do primeiro-ministro: os dois estão em rota de colisão quanto à sua reintegração na chefia das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP).

Bubu Na Tchuto, que em Abril passado declarara que Malam Bacai Sanhá seria o melhor Presidente da República da Guiné-Bissau, agora não tem a mesma opinião em relação ao Chefe do Estado, com quem mantém um diferendo aberto.

Malam Bacai Sanhá não está disposto a reconduzir o almirante para não ter problemas com a comunidade internacional, que não vê com bons olhos o regresso de Na Tchuto à chefia da marinha de guerra da Guiné-Bissau.

Malam Bacai Sanhá preferia que Bubu Na Tchuto aceitasse o cargo de inspector-geral das Forças Armadas ou de chefe do Estado-Maior do Exército, passando o actual chefe do Estado-Maior do Exército, Mamadu N´Krumah, a vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

O almirante não aceitou essas funções e entende que, sendo um homem com formação na área da marinha da guerra, só aí poderá ser útil para a Guiné-Bissau.

Perante este cenário, o Chefe do Estado convocou um encontro com o almirante, na presença da ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Adiato Nadingna, para questionar os motivos de um anterior encontro entre Carlos Gomes Júnior e Bubu Na Tchuto. Malam Bacai Sanhá ficou a saber que os dois discutiram questões de pagamento da dívida do Governo para com o almirante. Dívida em relação à qual o primeiro-ministro terá já autorizado o pagamento de 50%.

Todavia, desconhece-se ainda o valor total do montante que o Governo terá já pago.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 23, 2010, 01:36:38 pm
Brasil analisa pedido para envio de militares


O Brasil está aberto para analisar um eventual pedido de participação das Forças Armadas brasileiras, numa missão ou força de paz na Guiné-Bissau, disse à Lusa fonte diplomática.

Este pedido pode ser feito durante a visita do Presidente Malai Bacai Sanhá a Brasília, no próximo dia 25.

«Será um desafio para os militares brasileiros. Já estamos no Haiti e poderemos estar na Guiné-Bissau, mas isto depende da formalização interna desse pedido», afirmou à Lusa um diplomata brasileiro.

"Este é um processo que está em andamento na CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). A visita do Presidente guineense pode adicionar um elemento a mais neste processo em construção", admitiu.

Em meados de setembro, de acordo com anúncio feito pelo Presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, os líderes da CEDEAO terão uma reunião de emergência para discutir o possível envio de tropas para a Guiné-Bissau.

Jonathan, que preside atualmente a CEDEAO, acredita que são necessárias medidas urgentes para evitar a deterioração da situação em Bissau.

A CEDEAO tem uma missão de paz própria, formada por Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Para a diplomacia brasileira, a paz é uma condição 'sine qua non' para a estabilidade institucional da Guiné-Bissau e, portanto, o Brasil vai reforçar o compromisso assumido de apoiar a reforma do setor de segurança e defesa do país e fortalecer a cooperação nas mais diversas áreas.

"O Brasil, ao contrário de alguns outros países, é flexível quanto às dificuldades operacionais do Governo guineense e tem o firme propósito de ampliar a cooperação com o país", salientou o diplomata do Itamaraty, sede do Ministério brasileiro das Relações Exteriores.

"Não temos a meta, entretanto, de fazer qualquer pressão para a libertação dos militares detidos no dia 01 de abril", acrescentou.

Se houver, porém, algum pedido de apoio por parte dos guineenses para o andamento dos inquéritos ou eventuais investigações, considerou o diplomata, o Brasil pode estudar esta possibilidade.

"Para nós, é importante que a legalidade seja preservada", acrescentou.

O diplomata admitiu à Lusa que a aprovação de um eventual pedido de envio de forças brasileiras para a Guiné-Bissau poderia ser prejudicada pelo facto de este ser um ano eleitoral no Brasil.

"O Congresso está virtualmente parado e, num primeiro momento, após um pedido formal de envio de militares brasileiros, teríamos dificuldades na aprovação. Mas nada que não pudesse ser superado", reconheceu a fonte do Itamaraty.

Durante a visita de Bacai Sanhá ao Brasil, que inicialmente estava programada para o ano passado, serão assinados acordos nas áreas de agricultura e de saúde. Um deles diz respeito à capacitação dos guineenses para atendimento às mulheres vítimas de violência.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Agosto 23, 2010, 02:46:00 pm
Agora sim tô vendo que a coisa vai andar pra frente!
O Exército brasileiro precisa de um pouco mais de ação, e a pacificação da Guiné-Bissau pode comprovar a qualidade já demonstrada no Haiti.
Pena que a bagaça tinha que ser em ano eleitoral. :evil:
Agora, o nome do nigeriano, Goodluck... Vai precisar mesmo XD
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 31, 2010, 03:52:10 pm
«Estamos longe de missão de estabilização» diz Ministro da Defesa da Guiné-Bissau


O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Aristides Ocante da Silva, defendeu esta terça-feira que o governo aguarda os relatórios de instituições internacionais para se pronunciar sobre a pertinência ou não da vinda de uma missão de estabilização ao país.

«Estamos ainda longe de falar da vinda de uma missão de estabilização. O Conselho de Ministros ainda não se pronunciou sobre a vinda dessa missão, aceitou o princípio, tal como lhe foi mandatado pelo PAIGC, que é o partido que sustenta o governo», declarou Ocante da Silva.

O conselho de ministros mandatou o ministro da Defesa guineense para recolher e preparar o dossier relativo às posições das organizações internacionais, nomeadamente CPLP e CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) sobre a possibilidade da vinda de uma missão à Guiné-Bissau.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 04, 2010, 07:19:46 pm
Chefe das Forças Armadas pede apoio a Angola para combater narcotráfico


O chefe de estado-maior general das Forças Armadas guineenses disse hoje, à chegada a Luanda, que vai pedir o apoio de Angola no combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau.

“A Guiné-Bissau não tem meios, não tem aviões, helicópteros, barcos para controlar as suas fronteiras, e é bem provável que, dada a extensão do território, alguns indivíduos aproveitem o espaço guineense para utilizar como rota do tráfico de droga”, afirmou António Indjai aos jornalistas à chegada à capital angolana para uma visita de cinco dias.

Nesse sentido, o militar solicitou o apoio de Angola na disponibilização de meios para ajudar a Guiné-Bissau a controlar as águas territoriais e os espaços aéreo e terrestre, combatendo o narcotráfico e a emigração clandestina.

Relativamente à criação de uma missão de estabilização de paz para a Guiné-Bissau e do apoio que espera de Angola, António Indjai disse que as forças armadas não têm poder de decisão sobre isso, cabendo ao poder político a ida ou não de militares estrangeiros para o país.

“As forças armadas da Guiné-Bissau não decidem sobre a vinda ou não dos militares estrangeiros, tenham eles a natureza que tiverem. Quem tem competência nessa matéria é o poder político, que deve decidir e se achar por conveniente que a vinda de militares estrangeiros pode estabilizar o país”, considerou.

De acordo com o chefe de estado-maior general das forças armadas da Guiné-Bissau, a situação no seu país atualmente é de normalidade, segurança e estabilidade.

Nas declarações à imprensa, o militar guineense disse que a sua visita a Angola tem ainda como objetivo reforçar as relações existentes entre os dois exércitos.

Relativamente à criação de uma missão de estabilização de paz para a Guiné-Bissau e do apoio que espera de Angola, o general António Indjai disse que as forças armadas não têm poder de decisão sobre isso, cabendo ao poder político a ida ou não de militares estrangeiros para a Guiné-Bissau.

“As forças armadas da Guiné-Bissau não decidem sobre a vinda ou não dos militares estrangeiros, tenham eles a natureza que tiverem. Quem tem competência nessa matéria é o poder político, que deve decidir e se achar por conveniente que a vinda de militares estrangeiros pode estabilizar o país. As forças armadas não podem dizer nem que sim nem que não, porque apenas se subordinam à lei”, considerou.

De acordo com o chefe de estado-maior general das forças armadas da Guiné-Bissau, a situação no seu país atualmente é de "normalidade, segurança e estabilidade".

Sobre a situação do seu antecessor no cargo, general almirante Zamora Induta, deposto em abril do cargo por uma intervenção militar, disse que continua detido sob jurisdição militar porque o Ministério Público e o tribunal, que são os responsáveis pelo processo, “não garantem a sua segurança”.

“Zamora continua detido nas instalações militares porque o Ministério Público não garante a segurança do Zamora”, afirmou, acrescentando: “Ele está bem de saúde porque ninguém o mantém encurralado, ele sai, faz o seu exercício, é visitado pela família e além do mais tem acesso a cuidados médicos”.

Ionline
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: sergio21699 em Dezembro 26, 2011, 01:42:01 pm
Bissau está em estado de sítio
26-12-2011 12:08
Rebelião terá sido orquestrada pelo chefe de Estado-Maior da Armada, Bubo na Tchuto.

Bissau está em estado de sítio e há registo de troca de tiros na zona do Quartel-General das Forças Armadas. Segundo a "Portuguese News Network", é mais um caso ligado ao tráfico de droga que envolve altas patentes militares.

Há alguns aterrou dias uma avioneta, perto de Mansoa, suspeita de transportar estupefacientes. Desde então o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, e o Chefe de Estado Maior da Armada, Bubo Na Tchuto, acusando-se mutuamente de tráfico de droga.

O primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior está em lugar seguro, juntamente com o chefe de Estado-Maior General, António Indjai, avança o site do jornal “A Nação”. A mesma fonte adianta que esta rebelião terá sido orquestrada pelo chefe de Estado-maior da Armada, Bubo na Tchuto.

Segundo o “Portuguese News Network”, as tropas de Mansoa - fiéis ao General António Indjai - estão a dirigir-se para Bissau, numa tentativa de evitar um banho de sangue aquando da detenção de Bubo na Tchuto, a qual pode ocorrer a qualquer momento.

Nas ruas da capital, o ambiente está tenso, estando a população a evitar circular.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=44118
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: P44 em Dezembro 26, 2011, 06:20:44 pm
Guiné-Bissau
Situação está "sob controlo" - chefe das Forças Armadas

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, garantiu hoje que a situação no país está "sob controlo", mas remeteu para o Governo mais esclarecimentos sobre os conflitos entre militares.

António Indjai falava aos jornalistas após um encontro com os ministros da Defesa Nacional, Baciro Djá, da Educação, Artur Silva, e do Interior, Fernando Gomes, que durou cerca de uma hora e meia.

O chefe das Forças Armadas referiu ainda que "o Governo vai emitir um comunicado nas próximas horas para explicar o que se passou".

@ Agência Lusa

http://noticias.sapo.pt/internacional/a ... 35232.html (http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/situacao-esta-sob-controlo-chefe-das-forcas-armadas_13535232.html)
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 26, 2011, 06:42:48 pm
Citação de: "P44"
O chefe das Forças Armadas referiu ainda que "o Governo vai emitir um comunicado nas próximas horas para explicar o que se passou".

«Comunicado do Governo da República da Guiné-Bissau:

Considerando que no presente ano civil ainda não tinha decorrido nenhuma tentativa de golpe de estado. As Forças Armadas, articuladas com o Governo da República, e para contentamento da população em geral, resolveram dar azo à continuação dessa nobre tradição, promovendo o presente golpe de estado. Fim de comunicado
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: HSMW em Dezembro 26, 2011, 07:08:58 pm
:mrgreen:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: sergio21699 em Abril 13, 2012, 12:06:18 am
Golpe militar em curso na Guiné-Bissau

Militares ocupam ruas da capital da Guiné-Bissau. RTP avançou inicialmente que Carlos Gomes Júnior teria sido morto, mas outras fontes garantem que o governante está em local seguro. Embaixada de Portugal cercada.

Os primeiros disparos foram ouvidos cerca das 19h locais (20h em Lisboa), momentos após a chegada de dezenas de militares às imediações da residência de Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro-ministro e candidato do PAIGC vencedor da primeira volta das presidenciais guineenses. A casa, na Rua Combatentes da Liberdade da Pátria, foi ataca à granada, havendo relatos de disparos retaliatórios por parte do corpo de segurança de Gomes Júnior.

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=46640
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Camuflage em Abril 13, 2012, 07:38:31 pm
Só não entendo o que tem Portugal a ver com revoluções internas neste país. Só temos que nos preocupar em tirar portugueses que queiram vir embora. Não temos nada a ver com problemas internos alheios a nós.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Snowmeow em Abril 13, 2012, 08:10:31 pm
Não sei se estou certo, mas...
Guiné-Bissau fala português e, se fosse um país mais estável, seria um bom mercado para Portugal.
Será que eles não vão aprender com Angola?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: HSMW em Abril 13, 2012, 08:16:10 pm
Citação de: "Snowmeow"
Não sei se estou certo, mas...
Guiné-Bissau fala português e, se fosse um país mais estável, seria um bom mercado para Portugal.
Será que eles não vão aprender com Angola?
A Guiné-Bissau é tipo... uma favela gigante...
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: sergio21699 em Abril 15, 2012, 07:02:34 pm
Força de Reação Imediata portuguesa partiu ao início da tarde

Lisboa, 15 abr (Lusa)- A Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas, composta por uma fragata, uma corveta e um avião P-3 Orion, partiu hoje ao início da tarde para a Guiné-Bissau, adiantaram à agência Lusa fontes militares.

Fonte oficial do Ministério da Defesa afirmou à Lusa que os militares portugueses não têm qualquer operação definida para já e que esta decisão acontece na sequência do aumento do nível de prontidão da FRI.

"O objetivo desta decisão é ficarmos mais próximos da Guiné-Bissau caso venha a ser necessário proceder a uma missão de evacuação de cidadãos portugueses e de pessoas de outras nacionalidades", referiu esta fonte.

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/forca-de-reacao-imediata-portuguesa-partiu-ao-inicio-da-tarde_14155513.html
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: legionario em Abril 16, 2012, 01:47:09 pm
Citação de: "Camuflage"
Só não entendo o que tem Portugal a ver com revoluções internas neste país. Só temos que nos preocupar em tirar portugueses que queiram vir embora. Não temos nada a ver com problemas internos alheios a nós.


A CPLP ainda existe ?
Portugal e a Guiné-Bissau ainda fazem parte desta organização ?
A mim parece-me que a resposta é "sim" a estas duas perguntas.

O ex-presidente timorense Ramos Horta foi aceite pelos amotinados como mediador na crise guineense no quadro da CPLP e acho muito bem. Outra coisa que acho muito bem é que a CPLP se afirme na cena politico-internacional sempre que haja essa oportunidade/necessidade.

Portugal aprontou uma pequena força que servira para evacuar os nossos compatriotas caso a situaçao se torne perigosa. Eu penso que se deveria ir mais longe e que a CPLP no seu conjunto deveria constituir, numa primeira fase, uma força militar de estabilizaçao da Guiné-Bissau. A CPLP nao se ficaria pela vertente "segurança", mas adotaria tambem, numa fase seguinte, um plano de intervençao social e economico com o objetivo de organizar e tornar viavel o Estado da Guiné-Bissau.

Portugal sozinho, nao pode, nao deve e nao quer, resolver a eterna crise guineense mas pode muito bem contribuir para isso. Fazem parte da CPLP outros paises que têm o que Portugal nao tem : dinheiro ! Portugal pode contribuir com aquilo que tem : meios técnicos (incluindo os meios militares) e gente formada.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Thiago Barbosa em Abril 18, 2012, 01:26:04 am
O problema é que ninguém leva a CPLP à sério. Se ouvi uma ou duas vezes sobre a CPLP no Brasil foi muito.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cunha em Abril 20, 2012, 12:17:55 am
A CPLP está a fazer e bem o seu trabalho, dentro do quadro institucional e legal em que está assente, não se lhe pode pedir mais. É uma organização de que nos devemos orgulhar e apoiar. A questão de fundo é que a Guiné tal como Cabo Verde possivelmente nunca deviam ter sido indepedentes, ainda hoje deviam estar sob bandeira Portuguesa como provincias autonomas nos mesmos moldes ou parecidos com os Açores e Madeira. A responsabilidade é de quem armou o PAIGC nos tempos da guerra fria para fazer da Guiné um narco-estado falhado, todos sabemos quem foram os países, o Mário Soares juntamente com mais meia duzia de "meninos" têm também a sua cota parte de culpa pela forma vergonhosa como conduziram o processo de descolonização.
Thiago Barbosa, os media de comunicação no Brasil tem que dar mais visibilidade à CPLP, mas isso é algo que só vocês ai podem fazer, e o Brasil tem que perceber que a CPLP também é uma plataforma para a sua afirmação internacional como grande potência.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: PereiraMarques em Junho 22, 2012, 05:04:12 pm
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Missão da UE na Guiné-Bissau

Pelo Coronel de Infantaria
FERNANDO DOS SANTOS AFONSO

Para melhor nos situarmos nas envolventes da Missão da União Europeia para a Reforma do Sector da Segurança na Guiné-Bissau (UE-RSS na GB), direi que este é  um  pequeno  país  da  Costa  Oeste  da África que se estende por cerca de 36.000 Km2 8.000 dos quais se encontram repartidos por mais de  80  paradisíacas  ilhas.  A  sua  população  é  de cerca de 1,6 milhões de habitantes, em que mais de 40% tem idade inferior a 14 anos e 60% vive abaixo do limiar da pobreza. A esperança de vida é de 46 anos  e  o  PIB  por  habitante  é  de  827  USD.  Na sociedade guineense ainda está muito enraizada a estrutura étnica, representando os Balantas, que dominam as Forças Armadas (FFAA), cerca de 30% e  os  Fulas,  que  se  ocupam  do  comércio  com  os Libaneses  e  Senegaleses,  ascendem  a  20%.  Os cultos mais praticados são o Animismo (50%) e o Islamismo (40%) que nos últimos anos tem vindo a sofrer um aumento significativo. A principal fonte de receita é a castanha de caju (150.000 toneladas em  2010),  representando  cerca  de  60%  dos proventos guineenses.

A partir da data da sua independência em 1974 viu sucederem-se vários Golpes e Contra-Golpes de Estado, uma Guerra Civil (1998/99 que causou mais de 2.000 mortos), o assassinato de três Chefes de Estado-Maior  das  Forças  Armadas  (CEMGFA),  de várias  personalidades  políticas  e  militares  e  do Presidente da República (PR), a 2 de Março de 2009.

Clarificando um pouco mais a situação, voltemos a 2005 quando o General Nino Vieira era PR e o General Tagma Waie era CEMGFA. Nessa altura, a GB havia-se  transformado numa das mais  importantes placas giratórias da distribuição da cocaína proveniente  da  América  do  Sul  por  via  aérea  e marítima, depois do sucesso da aplicação de medidas de combate a esse flagelo encetado na República de Cabo Verde, liderado pela UE e pelos EUA.

Desde  esse  tempo,  coexistiam  na GB  três  redes bem  distintas  e  definidas  que,  por  razões  de segurança, apenas identificarei como ligadas ao PR,
ao CEMGFA e ao Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA). Devido às fortes pressões  internacionais, particularmente da UE, o PR viu-se na contingência
de  afastar  algumas  personalidades  políticas  e militares pela ostentação que faziam dos proventos do negócio da droga, demitindo o Baciro Dabó de Ministro do Interior e acusando o Contra-Almirante Bubo Na Tchuto  (CEMA) de tentativa de Golpe de Estado, vindo este a exilar-se na vizinha Gâmbia de Agosto de 2008 a Dezembro de 2009.

Como  sinal  da  sua  “boa  fé”,  o PR  nomeia  um Comité Interministerial que, com a ajuda de peritos do  Reino  Unido,  elaboram  o  Documento  de  Estratégias, em 2006, sendo aprovado na Assembleia Nacional Popular a 23 de Janeiro de 2008, altura em que o PR já havia formalizado, em carta de 10 de Janeiro desse ano, o seu pedido de ajuda à UE para colaborar  na  operacionalização  da  Estratégia Nacional de Segurança.

Nasceu, assim, a Missão UE-RSS que foi declarada operacional em Junho de 2008 e à qual foi atribuída a seguinte missão: Operacionalização da Estratégia de
Segurança  Nacional,  ajudando  a  reestruturação  e redimensionamento das Forças Armadas (FFAA) e das Forças de Segurança (FFSS); apoio ao desenvolvimento e  à  articulação  das  novas  estruturas,  incluindo  os equipamentos e a  formação, encorajando a participação dos doadores; definição da oportunidade e o cálculo dos riscos quanto ao prosseguimento duma Missão de apoio à RSS, a médio prazo.

Para o cumprimento dessa missão foi definida a estrutura que a seguir se apresenta, nunca tendo sido completamente preenchida, quer por falta de
vontade política de apoio da maioria dos Países da UE, quer, mesmo, por alguma quebra de inércia da própria Missão. Dos 24 Conselheiros internacionais,
17  foram portugueses, 3 espanhóis, 2 suecos, 1 francês e 1 alemão. A chefia da Missão foi  inicialmente atribuída ao General espanhol Juan Estevan
Verastegui e, na sua parte final, ao Coronel Fernando Afonso, da GNR de Portugal.

Para melhor compreensão dos leitores, convém esclarecer que o diagnóstico expresso no Documento de Estratégias (admiravelmente claro, realista e
estranhamente corajoso) e suas as  linhas orientadoras  para  a  prossecução  dos  objectivos  da  Estratégia Nacional de Segurança, continha as bases
e as baias essenciais ao Processo da Reforma. Para além de identificar as Estratégias e algumas formas de as atingir para cada um dos Sectores, definia os
efectivos  para  as  FFAA  que,  de  cerca  de  5.000 militares, passavam a 3.440, e das FFSS que, de 9 Corpos  de Polícia  distintos,  dependentes  de  sete
Ministérios, passariam a  integrar três Polícias – a Polícia de Ordem Pública (POP), com 1.300 Agentes; a Guarda Nacional (GN), com 1.700 Guardas; e a
Polícia Judiciária  (PJ), com 150 elementos, e um Serviço de  Informações de Segurança  (SIS), com 300  membros,  dependentes,  apenas,  de  dois
Ministérios.

Transversalmente a todo o aparelho do Estado  foi  diagnosticado:  Uma  redundância  de Serviços com os mesmos objectivos e com missões
mal definidas; efectivos envelhecidos, inactivos, sem renovação,  com  baixo  nível  de  formação  e  territorialmente mal distribuídos; inexistência de escolas
de  formação;  desempenho  insuficiente  e  ineficaz; imagem  desfavorável  junto  da  população;  fortes divisões  internas  devido  a  conflitos  gera cio nais  e
alguns pruridos étnicos; material pouco adaptado e bastante obsoleto;  inexistência ou  inadequação de um Quadro Legal; e uma pirâmide completamente
invertida nas FFAA e nas FFSS, em que os Oficiais e os Sargentos superam, largamente, as Praças e os Agentes.

Durante  cerca  dos  2  anos  em  que  acontecimentos mais ou menos trágicos e violações mais ou menos  graves  da  ordem  constitucional  se  foram
suce dendo, os Conselheiros da Missão UE-RSS, em estreita colaboração com as autoridades guineenses, e no estrito cumprimento do que se encontrava consignado no Documento de Estratégias, elaboraram ou  reformularam  uma  série  de  documentos  que passariam a constituir-se como o mais importante
acervo  para  a  Reforma  dos  Sectores  da  Defesa, Justiça e Segurança Interna. Desses, destacaria: na área da Defesa, Lei Orgânica de Bases da Organização  das  Forças  Armadas;  Leis  Orgânicas  do Exército, Marinha e Força Aérea; Lei do Serviço Mil tar Obrigatório; Lei da Condição Militar; Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas; Conceito Estratégico de  Defesa  Nacional;  Conceito  Estratégico  Mili tar, Missões das Forças Armadas, Sistema de Forças e Organização  das  Forças  Armadas;  Estatuto  do Pessoal das Forças Armadas; Regulamento de Disciplina Militar e Regulamento de Uniformes, da Medalha e da Continência e Honras Militares, entre outros.

Na  área  da  Justiça:  Revisão  das  Leis  Orgâni cas; Estatutos dos Magistrados e dos Procuradores da República;  Regras  Internas  do  Gabinete  do  PGR;
Código  de  Conduta;  Lei  da  Organização  da  Investigação Criminal; Leis Orgânicas da PJ e Interpol; Manuais de Procedimentos e Regras de Segurança,
entre  outros.  Na  área  da  Segurança  Interna:  Lei Orgânica do Ministério do  Interior; Lei Orgânica do Serviço de Informações de Segurança; Leis Orgânicas
da Polícia de Ordem Pública e da Guarda Nacional; Estatutos do Pessoal da POP e da GN; Regulamentos Disciplinares  da POP  e  da GN; Regulamentos  das
Recompensas e das Medalhas da POP e da GN, e definição das estruturas da POP e da GN.

Dos numerosos obstáculos que  foi necessário enfrentar e vencer, enunciaria: instabilidade política; resistência  à mudança  e  falta  de  apropriação  e empenho por parte das autoridades locais; falta de informação  e  compreensão  pelos  seus  destinatários; recursos insuficientes; alheamento e incapacidade  de  certas  Instituições  para  participar  nos trabalhos  conjuntos;  e  clara  oposição  ao modelo escolhido  pelos  guineenses  por  parte  de  alguns
actores Internacionais em presença.

No entanto, e quando tudo parecia caminhar na direcção certa, dada a dinâmica e um papel mais pró-activo que o novo Ministro da Defesa atribuiu ao
Comité de Pilotagem a partir de Dezembro de 2009, e sem que nada o fizesse prever, deu-se o Golpe de Estado de 1 de Abril perpetrado pelo Major-General
António  Indjai, Vice-CEMGFA, que redundou numa acção  fulminante  que  resultou  na  prisão  do CEMGFA, Vice-Almirante Zamora Induta e de alguns
dos  seus  Oficiais mais  próximos  e  na  detenção, embora que temporária, do Primeiro Ministro.

A  partir  daqui,  os  Chefes  de Missão  da  UE, onde me  incluía na altura,  fizeram uma diligência junto do PM – que disse claramente estar refém dos militares, solicitando a ajuda da Comunidade Internacional – e do PR que, visivelmente alterado, disse não admitir ultimatos de ninguém, que a GB era  um  País  soberano  e  que  não  se  tinha  dado qualquer Golpe, senão ele teria sido um dos visados; que  se  tinha  tratado,  apenas,  de  um  pequeno desentendimento entre os militares e que havia sido prontamente sanado. Dessa diligência constavam as condições da UE para continuar a apoiar o Processo da  Reforma:  Libertação  dos  militares  ilegalmente detidos; apresen tação à  justiça dos  implicados no Golpe;  retorno à ordem constitucional; e  respeito pelas  representações  e  normas  internacionais.

Como  isto não  foi cumprido nos 3 meses que se seguiram,  a  UE,  em  carta  da  sua  Alta  Representante, Catherine Ashton,  datada  de 27  de Junho, anunciou a retirada desta Missão. Recordo que  a  25  de  Junho,  o MG  António  Indjai,  “como castigo pelo Golpe”, foi promovido a TG e nomeado CEMGFA e pouco depois, o Contra-Almirante Bubo Na Tchuto, por sua expressa exigência, voltaria à chefia do Estado-Maior da Armada.

Assim, a Missão UE-RSS a partir de Junho de 2010  ficou  reduzida  ao  seu  efectivo mínimo  e  a partir  de  01  de  Outubro  foi  dada  como  extinta,
mantendo apenas, e por um período de três meses, uma Comissão Liquidatária.

Ensinamentos Colhidos

Um  processo  desta  natureza  nunca  deve  ter início sem que todos os seus destinatários estejam bem  identificados  com  os  seus  objectivos,  sendo
para  tal  necessária  a  realização  de  campanhas massivas de sensibilização e de informação; Deve ser elaborada, desde o princípio, uma Folha de Controlo que  inclua os objectivos, o calendário para os atingir e, mais importante, mecanismos de vigilância e controlo aceites e assinados por todas as partes interessadas no Processo; As  instruções dessa Folha de Controlo, devem conter determinações claras que obriguem as Instituições  a  reformar,  a  um  empenhamento  constante nos trabalhos conjuntos; Acompanhar  o  trabalho  teórico  com  algumas medidas  práticas  que  credibilizem  e melhorem  a imagem deste género de Missões; Dar especial atenção à elaboração dos Acordos com as autoridades locais, criando mecanismos que obriguem o seu integral cumprimento; Tratando-se de uma Missão da UE, será desejável, pese embora as dificuldades com a língua do País, que haja uma maior contribuição por parte dos EM; Antes do início dos trabalhos da Missão, deverão estar garantidas as condições indispensáveis ao seu normal funcionamento, sendo  igualmente  indispensável que a selecção e formação dos Conselheiros seja consentânea com os requisitos para um desempenho sem máculas.

Conclusões

Apesar das várias vicissitudes ocorridas ao longo da  Missão,  poderemos  dizer  que  os  objectivos atingidos constituíram um assinalável êxito; O pacote legislativo elaborado de acordo com a Estratégia Nacional de Segurança, dota a GB de um Quadro  Legal  harmonioso  e  susceptível  de  lhe fornecer os instrumentos legais indispensáveis para fazer face a todo o tipo perturbação social e criminal; A elaboração dos projectos para a Reforma das Instituições, constituiu outro marco importante para que a GB se possa apresentar à Comunidade  Internacional para obter os meios indispensáveis à implementação da RSS;
O Apoio ao MP, à PJ e Interpol, em colaboração com a restante CI, particularmente a cooperação bilateral portuguesa,  torna estas  importantes estruturas  da  Justiça  capazes  de  enfrentar  a criminalidade organizada; A vigilância e a pressão exercida pela CI, e em particular, pela UE, impediram, certamente, maior e
mais que certo derramamento de sangue em várias ocasiões; As campanhas de sensibilização, a visibilidade e a proximidade com todos os actores em presença,
tornaram possível, embora tardiamente, a sua apropriação e criaram uma dinâmica que, cremos, não permitirá que o processo regrida; Ao nível da política, poderemos dizer que a GB vive uma paz enganadora. O PAIGC está  fragmentado entre os apoiantes do PM, e seu Presidente, e o PR que, para além do mais, mantém um Governo paralelo, com uma agenda completamente autónoma e não coordenada com o Governo legítimo; Quanto aos militares, estamos longe de os poder considerar pacificados e subordinados ao poder civil e sem uma mais que necessária desmobilização, selecção  e  formação  das  novas  e  republicanas
FFAA, não é possível levar por diante qualquer reestruturação. Os Combatentes da Liberdade da Pátria, os Quadros mal formados e altamente  implicados
no tráfico de droga, o forte apego ao poder e aos benefícios que daí lhes advêm, e a balantização das FFAA, constituem-se como os grandes obstáculos
para o sucesso de toda a RSS;  No tocante ao Ministério do Interior, a criação da Guarda Nacional constitui um dos maiores desafios deste  Sector,  e  a  sua  implantação  no  terreno, particularmente nas  Ilhas  e  com  capacidades  de vigilância  e  intercepção,  após  uma  selecção  e formação cuidadas, representará um forte entrave ao constante aventureirismo dos militares das FFAA.

Na Justiça, apesar do mais elevado nível de for mação dos seus magistrados, estes facilmente se deixam cair no desânimo  face à  falta de meios e pagamentos em constante atraso, alinhando no imobilismo e conformismo generalizado, contribuindo, dessa forma, para a manutenção do sentimento de total impunidade que prevalece no País.

A decisão da UE de retirar a sua Missão colocou sérios problemas às autoridades guineenses, penalizando,  possivelmente,  os  menores  culpados:  O Governo. A falta de alguns apoios Comunitários fez com que o PR e o PM se desdobrassem em contactos  com  Países  como  a  Líbia,  o  Irão,  o  Brasil  e Angola,  na  procura  de  novos  meios  de  financiamento, procurando, separadamente, obter os maiores dividendos monetários e políticos dessas acções; Por fim, agora que as NU, através do reforço da sua  já forte Delegação e que o Brasil e particularmente Angola parecem determinados em jogar um papel cada vez mais importante na RSS, o apoio da UE, tanto ao nível do aconselhamento como do financeiro e político, torna-se cada vez mais crucial para o sucesso da Reforma.

Com este pequeno apontamento cujas conclusões foram por mim apresentadas em Bruxelas e sancionadas pelas mais altas  Instâncias da UE, pretendo  prestar  um  sentido  tributo  ao martirizado  povo  guineense  e  a  alguns  dos  seus Homens de bem que, contra a corrente generalizada  e  com  o  risco  da  própria  vida,  se  têm colocado  ao  serviço  da  res  publica.  Presto, igualmente,  homenagem  aos  que,  com  elevado espírito de missão e com  todos os  transtornos
pessoais  e  profissionais  que  isso  acarretou, colocaram toda a sua vontade e saber ao serviço de uma causa baseada nos ditames da Carta dos Direitos do Homem, integrando a Missão da EU cujo fim último visava auxiliar a Guiné-Bissau a encontrar  o  seu  caminho  na  construção  de  uma Sociedade mais justa, mais solidária, mais segura e verdadeiramente independente e democrática.

http://www.gnr.pt/portal/internet/gabin ... ista93.pdf (http://www.gnr.pt/portal/internet/gabinete_imprensa/revista_gnr/edicoes/2012/n1/Revista93.pdf)
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Julho 12, 2012, 06:57:52 pm
Narcotráfico mais ativo desde o golpe de Estado em Bissau


Depoimentos de altos responsáveis da ONU perante o Conselho de Segurança indicam que se verifica atividade crescente e "influência de redes de tráfico de droga na Guiné-Bissau", após o golpe de 12 de abril na capital guineense

As redes de narcotráfico presentes na Guiné-Bissau estão mais ativas e influentes no país desde o golpe de Estado de abril, considerou o representante do secretário-geral da ONU para a África Ocidental numa reunião quarta-feira à noite do Conselho de Segurança em Nova Iorque .

O representante especial Said Djinnit falava num "briefing" aos 15 membros do Conselho de Segurança sobre a situação "precária" de segurança na África Ocidental, em que estiveram em foco os golpes de Estado no Mali e na Guiné-Bissau, este último ocorrido a 12 de abril.

"Há atividades crescentes e influência de redes de tráfico de droga na Guiné-Bissau, especialmente desde o recente golpe", explicou o responsável da ONU. Djinit apontou o caso guineense como exemplo do potencial do "flagelo do tráfico de droga e crime organizado para minar seriamente a governação e a segurança na região", se não for alvo de medidas prontas e eficazes.

Para Said Djinnit, "os atores regionais têm de redobrar esforços" para lidar com esta criminalidade. No seu anterior "briefing" ao Conselho de Segurança, em maio, o diplomata argelino alertara para uma "nova vaga de desafios à governação e paz" na região, patente nos casos do Mali e Guiné-Bissau, sob ameaça do crime organizado e terrorismo.

Apesar dos "progressos significativos nos últimos anos na promoção e consolidação da paz, graças a iniciativas tomadas pelos líderes regionais com apoio do continente e da comunidade internacional, particularmente a ONU", para Said Djinnit a segurança na África Ocidental "continua precária e reversível". Isto porque "as causas de base da insegurança ainda não foram resolvidas totalmente. A atenção e apoio continuado da ONU continuam a ser críticos.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Julho 21, 2012, 10:28:33 pm
Narcotráfico aumentou na Guiné desde o golpe de Estado


O narcotráfico está a aumentar na Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de abril, e a situação humanitária degradou-se, exigindo resposta mais firme e concertada da comunidade internacional, alertou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

O alerta consta do último relatório de Ban Ki-moon sobre as atividades da ONU na Guiné-Bissau, a que a Lusa teve acesso, enviado nos últimos dias aos membros do Conselho de Segurança, que irão reunir-se para consultas sobre o país na próxima quinta-feira.

Desde o golpe de Estado de 12 de abril, "há registo de aumento das atividades de tráfico de droga" no país, escreve o secretário-geral da ONU.

O mesmo alerta foi feito recentemente ao Conselho de Segurança pelo representante do secretário-geral da ONU para a África Ocidental, Said Djinnit, que disse que as redes de narcotráfico estão mais ativas e influentes nos últimos meses.

Na mesma ocasião, o diretor da agência da ONU anti-narcotráfico e criminalidade organizada (UNODC), Yuri Fedotov, afirmou que a situação na Guiné-Bissau "continua a ser séria preocupação" e que "há medos em relação às ligações entre elementos das forças militares e narcotráfico".

Ban Ki-moon diz no relatório que a situação de fragilidade política na Guiné-Bissau reduziu "significativamente" a capacidade de policiamento, criando "uma oportunidade de intensificar o crime internacional organizado e o tráfico de droga".

Apela à comunidade internacional para se envolver mais no combate ao fenómeno "através de apoio financeiro, infraestrutural, logístico e operacional", mantendo-se "empenhada em lidar com esta ameaça não só na Guiné-Bissau, mas também nos países de origem, trânsito e destino de drogas".

Sobre a situação humanitária na Guiné-Bissau, o secretário-geral fala numa degradação desde o golpe de Estado, considerando "crítico que a comunidade responda de maneira apropriada para lidar com as necessidades urgentes da população guineense".

O gabinete da ONU em Bissau, liderado por Joseph Mutaboba, está atualmente a rever as suas prioridades para reforma do aparelho de segurança no período 2012-2013, na sequência do golpe militar.

O golpe foi "um sério revés" para a "paz, estabilidade e desenvolvimento" no país e, apesar da "condenação unânime internacional" e da "liderança da comunidade regional (CEDEAO)" na busca de uma solução pacífica, os esforços têm sido insuficientes, afirma.

"Há uma necessidade urgente de que os parceiros regionais e internacionais concordem numa resposta harmonizada aos desenvolvimentos no país", escreve Ban Ki-moon.

É "imperativo", adianta, que os parceiros desenvolvam uma "resposta unificada", em particular em relação à "total e efetiva reposição da ordem constitucional", tal como determinado na resolução do Conselho de Segurança após a crise.

A raiz do problema é a incapacidade de os líderes militares entrarem "num diálogo sério e genuíno de reconciliação nacional", e o persistente recurso à força para fins políticos, num clima de impunidade manifesto na incapacidade de investigar criminalmente vários assassínios políticos desde 2009.

"A estabilidade política na Guiné-Bissau vai continuar a ser um objetivo inatingível se a impunidade não for expurgada da sociedade", escreve Ban Ki-moon.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Julho 27, 2012, 06:12:13 pm
Portugal e CEDEAO colidem na ONU por causa de Bissau


Portugal e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) trocaram hoje críticas no Conselho de Segurança da ONU sobre a Guiné-Bissau, com o bloco africano a qualificar o regresso das autoridades depostas como "exigência impossível" da CPLP.
A troca de argumentos foi protagonizada pelo representante permanente de Portugal na ONU e pelo seu homólogo da Costa do Marfim, em representação da CEDEAO, numa reunião do Conselho de Segurança em que Brasil e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pediram a realização de uma conferência internacional de alto nível sobre a Guiné-Bissau.

Youssoufou Bamba, embaixador costa-marfinense, afirmou que o "processo de transição" no país está a ser dificultado pela "facção pró-Carlos Gomes Júnior do PAIGC", o maior partido guineense, com "apoiantes internacionais", apesar dos esforços do governo saído do golpe de Abril para "alcançar a inclusão e consenso".

O "novo ambiente" em Bissau, adiantou, é de "paz política, segurança e estabilidade, em vez do caos e anarquia e outras formas de desinformação propaladas por alguma comunicação social", enquanto a paralisada Assembleia Nacional "espera-se que volte a funcionar em breve".

Isto deveu-se aos "esforços incansáveis da CEDEAO para encorajar o diálogo" e a comunidade internacional "não deve precipitar-se em julgamentos, mas permitir que os actores dialoguem entre si", defendeu.

Bamba lamentou que "alguns países", caso de Portugal, "persistam na sua recusa em reconhecer e lidar com o governo de transição" e criticou que a "facção dura do PAIGC e figuras internacionais" continuem a apoiar Carlos Gomes Júnior e insistam na "impossível exigência de reposição do governo deposto".

A CEDEAO, disse, lamenta que o presidente deposto Raimundo Pereira tenha sido convidado a participar na cimeira da CPLP de 20 de Julho.

A próxima reunião do grupo internacional de contacto para a Guiné-Bissau deverá ter lugar em Setembro, à margem da Assembleia Geral da ONU, mas a CEDEAO está a qualquer altura "pronta a viajar para Lisboa" para ter uma "discussão franca e aberta com a CPLP" para a comunidade internacional finalmente "falar a uma só voz", adiantou.

O embaixador português na ONU, Moraes Cabral, não previa falar no 'briefing' mas acabou por pedir a palavra para apontar erros na intervenção da CEDEAO, sublinhando que o PAIGC não faz parte do governo de transição e que alguns elementos que o integram "há muito tempo que não têm nenhuma ligação" ao partido.

Disse ainda ser "uma falta de elegância" chamar "facção Carlos Gomes Júnior" a um grupo de parlamentares do PAIGC que representa "dois terços do parlamento".

Os parceiros internacionais, adiantou, vão continuar a refrear a sua ligação à Guiné-Bissau até haver um plano para "uma transição política credível".

Moraes Cabral rejeitou ainda a descrição de "normalização da vida" no país, apontando para o "aumento actividade criminosa e tráfico de droga", relatado pelo representante da ONU, Joseph Mutaboba.

No seu último relatório sobre a Guiné-Bissau, o secretário geral da ONU afirma que o narcotráfico está em crescendo desde o golpe de Estado de 12 de abril e que a situação humanitária degradou-se, exigindo resposta mais firme da comunidade internacional.

Mutaboba sublinhou hoje a necessidade da CEDEAO e da CPLP, em articulação com a União Europeia e a União Africana, ultrapassarem as divergências existentes e chegarem a uma posição comum.

"Os parceiros têm de chegar a uma posição comum sobre como assistir o país no restabelecimento total da ordem constitucional. O tempo é essencial, são precisos passos concretos", disse Mutaboba.

António Gumende, embaixador de Moçambique na ONU e representante da CPLP na reunião, e Maria Luiza Viotti, embaixadora do Brasil que preside à Comissão de Consolidação da Paz para a Guiné-Bissau, apontaram ambos para uma degradação da situação geral no país desde o golpe de Estado.

Gumende e Viotti apelaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que convoque uma reunião internacional de alto nível com os principais parceiros, com objectivo de delinear uma "estratégia conjunta para restaurar a ordem constitucional na Guiné-Bissau".

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: scrupulum em Outubro 23, 2012, 12:07:26 pm
ÁFRICA/GUINÉ-BISSAU - Acusações contra Portugal pela tentativa de invasão do quartel das forças especiais, de modo a "acentuar o isolamento do país"

Bissau (Agência Fides) - "A situação no momento é calma, as forças de segurança, porém, reforçaram os controles nas fronteiras e nas ruas, e controlaram algumas habitações em busca dos responsáveis pela tentativa de invasão do quartel das forças especiais", afirma à Agência Fides uma fonte da Igreja em Bissau, que deseja o anonimato por motivos de segurança, onde na manhã de ontem, 21 de outubro, um grupo armado atacou o quartel do para-comando, uma unidade de elite, nas proximidades do aeroporto. Na tentativa, pelo menos sete pessoas morreram. "Trata-se da unidade mais eficiente do exército local e está um pouco no centro de todos os confrontos pelos poderes internos", afirma a nossa fonte.
O governo acusou o capitão Pansau N'Tchama, considerado fiel ao ex-Primeiro-Ministro Carlos Gomes Junior, destituído pelo golpe militar de 12 de abril. Os golpistas guiados pelo Chefe do Estado Maior, General Antonio Indjai, cedeu o poder a alguns homens políticos depois de assinar um acordo para a posse de um governo de transição guiado pelo Presidente Manuel Serifo Nhamadjo. Este acordo foi aprovado pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), mas foi rejeitado por Portugal (ex-colonizador) e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A União Europeia impôs sanções contra os principais expoentes da Guiné-Bissau.
O governo de Bissau acusou Portugal, a CPLP e o ex-Premiê Carlos Gomes Junior de serem os instigadores do assalto ao quartel. "É a versão de quem está no poder. Estamos tentando entender quem está atrás deste episódio, mas é muito difícil compreender o que se move por detrás dos bastidores da política do país. Certamente, o governo, acusando explicitamente Portugal e a CPLP, acentua o seu isolamento internacional", comenta a nossa fonte. Não há dúvidas de há ligação entre os últimos eventos e o narcotráfico, porque "a luta pelo poder político está relacionada ao controle do tráficos de cocaína que transita no país, proveniente da América Latina em direção à Europa", conclui a nossa fonte. (L.M.) (Agência Fides 22/10/2012)
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Edu em Outubro 23, 2012, 01:48:16 pm
Será que estão efectivamente forças Portuguesas na Guiné a agir?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 23, 2012, 02:51:46 pm
Não, isto é apernas uma forma de tentar unir a população contra um inimigo externo. Primeiro foram os Angolanos e agora nós (isto apesar de no primeiro caso talvez tenha havido algumas questões não muito claras).

Estes tipos tentam à força das armas conseguiram o que não conseguem de outra forma e não devem esquecer que o país em questão está completamente dominada pelas redes de tráfico internacional de drogas.

É um país falido e sem futuro.
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: P44 em Outubro 23, 2012, 06:11:49 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
É um país falido e sem futuro.


e a Guiné-Bissau, também?  :twisted:
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 24, 2012, 09:58:41 am
Olha que eu choro...
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Alvalade em Dezembro 28, 2012, 07:58:08 pm
Citar
Naufrágio na Guiné-Bissau causou 22 mortos e mais de 70 desaparecidos

Vinte e dois mortos e mais de 70 desaparecidos é o balanço provisório de um naufrágio, hoje, ao largo da Guiné-Bissau. Uma piroga, com capacidade para transportar entre 100 a 120 pessoas, afundou-se e os passageiros atiraram-se ao mar. Elementos da organização não-governamental portuguesa Afectos com Letras, que se preparavam para dar uma festa para as crianças internadas no hospital da capital guineense, prestaram socorro aos sobreviventes do naufrágio.

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2012/1 ... aparecidos (http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2012/12/28/naufragio-na-guine-bissau-causou-22-mortos-e-mais-de-70-desaparecidos)

Editado
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 23, 2013, 09:35:36 pm
Violações de Direitos Humanos na Guiné-Bissau "não podem ser toleradas"


As Nações Unidas estão preocupadas com relatos de assassínios e buscas extrajudiciais na Guiné-Bissau, violações de Direitos Humanos que “não podem ser toleradas”, afirma o secretário-geral Ban Ki-moon. No seu último relatório sobre a situação na Guiné-Bissau, a que a Lusa teve acesso, o secretário-geral da ONU apela ao diálogo entre todas as partes para acordar um roteiro de um “período de transição” que inclua a realização de eleições e um consenso alargado sobre um conjunto de reformas para reforçar a estabilidade política e social.

Quase um ano depois do golpe de Estado de Abril de 2012, em que altos oficiais guineenses depuseram as autoridades eleitas, Ban Ki-moon considera de “grande preocupação” a “contínua falta de controlo e supervisão civil sobre as forças de segurança e defesa e tentativas insistentes de alguns políticos para manipular os militares para benefícios sectários”.

Estas tentativas “minam o funcionamento eficaz das instituições estatais e sublinham a necessidade urgente de mudar radicalmente a forma como a política é conduzida no país, bem como o imperativo da reforma dos sectores de segurança e justiça”, escreve Ban Ki-moon.

Além de execuções e buscas domiciliárias extrajudiciais, há relatos de ameaças, raptos e espancamento de políticos, depois abandonados nos arredores da capital, refere.

O secretário-geral da organização frisa que “alguns dos perpetradores [dos ataques] têm usado uniformes, outros roupas civis”.

“Estas violações de Direitos Humanos não devem ser toleradas. Apelo, portanto, às autoridades de facto na Guiné-Bissau para que actuem de maneira lesta para combater a impunidade e promover a justiça”, declara.

O relatório surge numa altura em que é substituído o chefe do gabinete da ONU em Bissau (UNIOGBIS), iniciando funções em Fevereiro o Prémio Nobel timorense José Ramos-Horta.

O mandato da UNIOGBIS cessa a 28 de fevereiro de 2013 e tem de ser renovado pelo Conselho de Segurança, o que o secretário-geral recomenda.

Dado que Ramos-Horta está em início de mandato e a fazer uma avaliação da situação no terreno, com base na qual Ban Ki-moon irá fazer um conjunto de recomendações para ajustar o mandato da UNIOGBIS, o secretário-geral recomenda uma extensão por apenas 3 meses, até 31 de Maio.

O sistema da ONU, refere, vai “realinhar a sua intervenção” no país, também tendo em conta as recomendações conjuntas da União Africana, CPLP, CEDEAO e União Europeia, que enviaram uma missão conjunta a Bissau entre 16 e 21 de Dezembro de 2012.

Serão “especialmente” tidas em conta as recomendações no que diz respeito a reforma do aparelho militar, combate ao tráfico de droga e crime organizado, combate à impunidade, violações humanitárias e deterioração da situação socioeconómica.

Durante a última assembleia geral da ONU, no final de Setembro, o governo deposto e as autoridades de transição encontraram-se em Nova Iorque, e Ban Ki-moon pede que “continuem as discussões”.

A criação de condições para um regresso “rápido e sustentável” à ordem constitucional é uma “responsabilidade primária” dos guineenses, argumentou.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Alvalade em Maio 21, 2014, 08:46:15 am
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Derrotado contesta vitória do candidato do PAIGC nas presidenciais da Guiné-Bissau

Comissão de eleições anunciou vitória de José Mário Vaz. Mas o adversário, Nuno Nabiam, diz que a sua campanha tem números diferentes.
José Mário Vaz é o novo Presidente Joe Penney/Reuters

A incerteza e as preocupações voltaram à Guiné-Bissau, depois de Nuno Nabiam ter rejeitado os resultados das eleições presidenciais que o dão como derrotado e atribuem a vitória a José Mário Vaz, candidato do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).

“Não vou aceitar o resultado, porque os números recolhidos pela minha campanha em quatro de oito regiões são diferentes dos que foram anunciados pela Comissão Nacional de Eleições”, disse, citado pela Reuters.

 Os resultados divulgados na tarde desta terça-feira atribuem 61,9% a José Mário Vaz e 38,1% a Nabiam. O candidato derrotado, um independente apoiado pelo PRS (Partido da Renovação Social), é o favorito da chefia militar que protagonizou o golpe de Estado de há dois anos. Na campanha eleitoral prometeu “aceitar os resultados”.

Na primeira volta, à qual se apresentaram 13 candidatos, em Abril, Vaz conseguiu 40,89% e Nabiam 24,79%. A taxa de participação baixou dos 89,29% da primeira volta para 78,1% da segunda, realizada no passado domingo.

A declaração de Nabiam faz regressar as preocupações sobre o futuro próximo de um país com um historial de violência político-militar e que se tornou plataforma do narcotráfico internacional. Foi feita quando parecia possível o país regressar à normalidade democrática, interrompida pelo golpe de 2012, liderado pelo chefe das Forças Armadas, António Indjai.

Os resultados provisórios indicam que José Mário Vaz, conhecido como Jomav, só não venceu em duas das nove regiões do país - Oio e Tombali. Foi também o mais votado pelos eleitores da emigração. Um comunicado divulgado na noite de segunda-feira pela candidatura de Nabiam reivindicava a vitória em cinco regiões. Os candidatos têm 48 horas para apresentarem reclamações, antes da proclamação dos resultados definitivos.

As missões de observadores da União Africana, da CEDEAO e da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) decorreram em clima de liberdade e transparência.Na segunda-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou aos candidatos e aos seus apoiantes para que “respeitem os resultados oficiais”.

Após o anúncio dos resultados oficiais, muitos guineenses festaram, na Praça dos Heróis Nacionais, em Bissau, junto à sede do PAIGC. A AFP noticiou pouco depois que o dispositivo militar foi reforçado em muitos locais da cidade, com patrulhas do Exército e do contingente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) estacionado no país.

O "homem do 25”

O vencedor declarado das presidenciais de domingo, José Mário Vaz, 57 anos, é um economista formado em Portugal. Foi ministro das Finanças do Governo derrubado há dois anos e dirigiu o município de Bissau. Empresário, liderou também a Câmara de Comércio da Guiné-Bissau.

É conhecido como o “homem do 25”, expressão que terá sido criada por si próprio pelo facto de, enquanto ministro, ter pago salários aos funcionários do Estado regularmente a 25 de cada mês, situação invulgar no passado recente da Guiné-Bissau, que terá sido agora um trunfo eleitoral.

Após o golpe de 2012, Jomav esteve meses em Portugal. Quando regressou, em 2013, foi acusado de envolvimento no alegado desvio de um apoio financeiro de Angola, o que sempre negou. “Geri milhões de francos de modo transparente. Não me envergonho de nada. Tenho as mãos limpas”, disse, sobre o assunto, à AFP.

As presidenciais deverão completar o processo eleitoral destinado a restabelecer a normalidade democrática interrompida pelo derrube, em 2012, do então primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que vencera a primeira volta das presidenciais com quase 49%.

A 13 de Abril, data da primeira volta das presidenciais, realizaram-se em simultâneo eleições legislativas que deram a vitória ao PAIGC, elegeu 57 dos 102 deputados. De acordo com esses resultados, o próximo primeiro-ministro será o líder do partido que liderou a luta pela independência, Domingos Simões Pereira, 50 anos, antigo secretário-executivo da CPLP.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/can ... au-1636736 (http://www.publico.pt/mundo/noticia/candidato-do-paigc-ganhou-presidenciais-da-guinebissau-1636736)

Já se podem lançar as apostas, para quando será o próximo golpe de estado ?
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2014, 05:37:14 pm
Nigéria oferece fardamento às Forças Armadas da Guiné-Bissau



A embaixada da Nigéria em Bissau ofereceu esta segunda-feira fardamento diverso às Forças Armadas da Guiné-Bissau num gesto considerado pelo primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, como de solidariedade africana.

O embaixador Mohamed Adan entregou ao líder do governo um total de 1.278 uniformes para oficiais, 1.224 chapéus, 1.930 pares de sapatos, 4.600 uniformes de combate (para soldados), 4.750 cintos e 4.260 pares de botas de combate.

Ao agradecer o apoio da Nigéria, o primeiro-ministro guineense disse que o uso dos uniformes “vai dignificar ainda mais o gesto de um povo irmão” pelo que exortou para que os equipamentos sejam bem utilizados pelos militares.

“As dificuldades logísticas que as nossas Forças Armadas enfrentam neste momento também estão ligadas à questão dos uniformes”, acrescentou.

Domingos Simões Pereira vê no apoio da Nigéria a “demonstração clara” da disponibilidade daquele país em continuar a ajudar a estabilização da Guiné-Bissau.

Disse também que a mesma vontade é partilhada pela Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e outros parceiros.

“Estão a apoiar a Guiné-Bissau e dão-nos uma nova motivação para acreditarmos que o futuro nos reserva um bom quadro de cooperação, bastante positivo, mais apaziguado e de progresso”, notou o primeiro-ministro guineense.

O embaixador da Nigéria, Mohamed Adan, afirmou que o seu país pretende ajudar a Guiné-Bissau “a encontrar a paz definitiva” e que os uniformes militares foram pedidos pelo anterior chefe das Forças Armadas, António Indjai, quando o presidente do seu país visitou Bissau.

Goodluck Jonathan realizou uma visita de trabalho de algumas horas a Guiné-Bissau no passado mês de novembro.

Lusa
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 30, 2016, 03:15:11 pm
ONU receia que Al-Qaeda se expanda para a Guiné-Bissau


O relatório do secretário-geral da ONU sobre a situação na Guiné-Bissau, que será apresentado hoje, em Nova Iorque, aos membros do Conselho de Segurança, diz que a Al-Qaeda no Magrebe Islâmico se pode expandir para o país.

"Existem preocupações de que grupos como a Al-Qaeda no Magrebe Islâmico podem aproveitar-se da instabilidade na Guiné-Bissau para ganhar presença e avançar a sua agenda de extremismo violento", lê-se no documento, que foi consultado pela Lusa.

Os autores do relatório lembram que em março deste ano quatro indivíduos, suspeitos de colaborar com organizações ligadas à Al-Qaeda, foram perseguidos pelas autoridades no país e detidos enquanto tentavam cruzar a fronteira.

"Existem receios na região de que o país se possa tornar um alvo para excursões terroristas, visto que, no momento presente, a capacidade do governo responder a esta ameaça ou possíveis ameaças de crime organizado transnacional, como o tráfico de droga, continua limitada", explica o documento.

O relatório lembra ainda que instituições como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e a União Europeia suspenderam o seu apoio orçamental ao país, uma situação que pode ter um "impacto devastante" no país, visto que 80% do seu apoio vem da ajuda internacional.

O relatório recomenda ainda a manutenção das sanções ao país. "Existe amplo consenso de que as sanções têm atuado como um impedimento ao envolvimento direto das forcas de segurança e defesa na deteriorante situação política que o país enfrenta desde agosto de 2015", lê-se no relatório, que foi consultado pela Lusa.

Uma destas sanções diz respeito à proibição de sair do país de 11 militares que estiveram envolvidos no golpe de estado de 2012, responsáveis que continuam a pertencer às forcas armadas e, à exceção de três, nas mesmas funções.

O relatório diz que os militares se têm mantido à margem da crise política, mas que "o risco de uma intervenção pode aumentar se a crise política persistir, se a reforma de setores relevantes não for implementada e, em particular, se a precária situação orçamental impedir o pagamento de [salários aos] soldados."

"O Conselho de Segurança deve manter a situação atual e enviar uma mensagem clara a todos os cidadão da Guiné-Bissau: o regime de sanções é aplicável a todos, independentemente da sua afiliação política ou institucional", defende o secretário-geral.

No geral, o relatório defende que "o inicial mas significativo progresso feito na Guiné-Bissau após as eleições de 2014, através da formação de um governo legítimo, inclusivo e democrático, foi amplamente revertido" nos últimos 12 meses.

A Guiné-Bissau atravessa uma crise política sem que os dois principais partidos do país, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido da Renovação Social (PRS), consigam chegar a acordo para marcar uma data para a continuação dos trabalhos parlamentares e debater o programa de Governo.

O documento garante que "três mudanças sucessivas de governo e um prolongado período de paralisia política enfraqueceram ainda mais as instituições do estado", explica que "a implementação de reformas chave nos setores da defesa, segurança e justiça foi suspensa" e que "a prestação de serviços básicos foi negativamente afetada."

O relatório fornece uma atualização sobre os principais acontecimentos políticos, de segurança, direitos humanos, e desenvolvimentos na área socioeconómica e humanitária na Guiné-Bissau desde o seu relatório mais recente, de 12 de fevereiro de 2016.

Este é o primeiro relatório produzido sobre a supervisão do novo Representante Especial, Modibo Ibrahim Touré, que substitui Miguel Trovoada.


>>>> http://www.dn.pt/mundo/interior/onu-receia-que-al-qaeda-se-expanda-para-a-guine-bissau-5362913.html
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 10, 2017, 11:47:11 am
É proibido pedir esmola na Guiné-Bissau


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: zocuni em Fevereiro 13, 2019, 02:15:24 pm
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: zocuni em Fevereiro 15, 2019, 07:44:18 pm
Visita envolta de polémica.

Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 17, 2019, 03:42:42 pm
PAIGC e PRS lado a lado sem incidentes em campanha


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Março 03, 2019, 04:17:50 pm
Guineenses querem mudança


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Março 10, 2019, 07:00:49 pm
Civismo domina legislativas na Guiné-Bissau


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Março 11, 2019, 11:17:56 am
Observadores elogiam tranquilidade das eleições na Guiné-Bissau


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Março 11, 2019, 06:53:11 pm
CEDEAO elogia eleições na Guiné-Bissau


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Março 13, 2019, 06:42:21 pm
PAIGC vence legislativas


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Março 14, 2019, 11:42:08 am
PAIGC garante coligação com maioria absoluta


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Março 15, 2019, 05:15:59 pm
Maior apreensão de droga de sempre na Guiné-Bissau



Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Maio 10, 2019, 08:05:21 pm
Mantém-se o impasse político na Guiné-Bissau


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Maio 29, 2019, 10:54:28 am
A Guiné-Bissau pode ultrapassar os desafios



Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Junho 05, 2019, 02:15:16 pm
Não há razão para Guiné-Bissau não ter novo governo



Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Junho 18, 2019, 11:19:01 am
Guiné-Bissau pode ter em breve um novo governo



Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Junho 23, 2019, 03:57:15 pm
Aristides Gomes toma posse


Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: HSMW em Outubro 01, 2020, 06:26:52 pm

Guiné-Bissau celebra 47 anos de independência
Título: Re: Guiné-Bissau
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 20, 2020, 05:25:56 pm
Guiné-Bissau suspende adoções de crianças para combater tráfico de crianças