Olhem só o que os ignorantes da Austria mandaram para a operação Dadalus na Suiça como protecção ao Fórum Económico Mundial... Pilatus PC-7 da Força Aérea Áustria, armados com 2 "pods" HMP-250 metralhadora pesada FN M3P cal. 12,7x99mm (250 munições).
Onde já se viu aviões a hélice armados a fazer alguma coisa util que não treino, básico claro.
Mais valia enviar drones ou jatos, ou... coisa e tal...
https://x.com/ee_espadaescudo/status/2014006619374293117?s=61
Tu nunca pescas nada do assunto, nem das questões que se levantam, mas insistes em debitar porcaria aqui.
Começas por comparar uma missão de policiamento num local onde a ameaça é virtualmente zero, com o emprego que se quer dar aos ST em TOs externos com riscos mais elevados.
Por uma Força Aérea que ainda está espera de UCAVs e de treinadores a jacto, e que tem apenas 15 caças a jacto, e portanto não lhes resta muita coisa senão desenrascar com o que têm.
Depois usas o emprego daqueles meios por um país que não tem mais nada, como "prova" da sua utilidade, sem que as aeronaves tenham de facto lidado com uma ameaça real.
E depois ignoras que existe uma grande diferença entre:
-ter pilotos instrutores com formação para disparar metralhadoras e largar bombas burras;
-ter pilotos de uma esquadra de treino que de repente têm que obter (e manter) certificações para armamento guiado, mais pessoal de terra treinado para manusear o dito armamento, e ainda pensar em destacamentos.
Tudo isto tem custos, que são injustificáveis numa esquadra que era suposto fazer apenas treino mantendo custos no mínimo, e ainda por cima para usar uma aeronave de combate que só pode operar em baixa intensidade, o que reduz o retorno de investimento.
A questão nunca foi a utilidade ou não de uma aeronave a hélice para outras funções, mas sim a realidade portuguesa em que temos falta de pilotos, falta de pessoal de terra, poucas munições para as principais aeronaves de combate (F-16 e P-3), e resolvem piorar esta situação ao comprar STs para funções de combate, exigindo mais destes recursos para sustentar essa frota.
Quem nos dera a nós que os ST se ficassem pelo uso de metralhadoras e bombas burras. Era de maneira que a pegada logística da frota era mais reduzida, e sobrava verba para armar como deve ser os F-16 e P-3.