Certamente será muito mais difícil adaptar uma plataforma já funcional com provas dadas (a qual temos acesso e podemos até participar no melhoramento), a criar uma nova de raiz para fazer as mesmas funções que os top Forum dizem que não existem para alem do treino...
Para fazer um novo é porque existe NECESSIDADE, algo que segundo, mais uma vez, os iluminados, não existia na Europa...
No meu entender seria mesmo bom que a linha de montagem acordada viesse a ser uma realidade e que Portugal participasse tecnologicamente na transformação do ST nesta nova função FMLA.
Se assim for, boa torte a todo o potencial de engenharia aeronáutica que tem vindo a ser criado em Portugal
para ajudar a Europa a ter mais esta capacidade que considera relevante.
A pergunta que se devia fazer, é quem é que acha esta capacidade relevante, e porquê, e se esta questão foi sequer tida em conta face a uma realidade europeia em que é preciso investir em todos os sectores da Defesa, e onde os recursos não vão dar para tudo.
Uma coisa é atirar ao ar a ideia, outra é numa Europa onde os pilotos são um recurso raro e valiosíssimo, se faz sequer sentido operar uma aeronave dedicada para este tipo de tarefas (e consequentemente canalizar pilotos para este fim), ao invés de usar UCAVs já desenvolvidos ou em desenvolvimento, e usar o dinheiro que se poupa para onde faz falta.
Com menor presença americana na Europa, ficam a faltar coisas como bombardeiros estratégicos. Desenvolver um bombardeiro estratégico para a UE, era uma prioridade muito maior, já que para missões como as mencionadas no artigo, já existem meios para as cumprir.
Mas a mim cheira-me que o FMLA poderá ser uma espécie de EPC (as corvetas) para uma nova aeronave de treino a hélice que possa ser adaptada à realidade de vários países europeus, para as funções que cada um desejar, uniformizando para um único modelo.
Se for este o caso, não só a intenção será um avião completamente europeu (o ST não é), como Portugal ficará de fora por já operar os ST, com o país eventualmente a comprar o hipotético FMLA 10-20 anos depois dos outros.